sexta-feira, 29 de abril de 2011

BOI GORDO - Oferta de boi e escalas de abate crescem mas, ainda contInuam curtas para o período

Boi: depois de registrar recuperação no atacado ontem. preços da carne voltam a recuar. Aumento na oferta de animais faz escalas de abate crescerem.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Governo estuda medidas para evitar altas excessivas nos preços do milho e da carne

O governo reforçou os cuidados para evitar mais impactos da elevação dos preços de alimentos nos índices de inflação em 2011. O grupo especial criado para monitorar a variação das cotações de commodities e alimentos básicos, coordenado por Banco Central e Ministério da Agricultura, decidiu agir mais fortemente para conter preços em milho e carnes, considerados estratégicos e sensíveis a medidas do governo.

A intervenção no mercado de milho, que é a principal base da alimentação de bovinos, suínos e frangos, inclui alterações nas regras dos subsídios federais ao escoamento do produto. O objetivo é evitar a exportação de milho. Assim, os estímulos da política agrícola serão restritos ao consumidor final do milho. Ou seja, apenas granjas, indústrias e pequenos criadores terão milho com preço subsidiado pelo Tesouro Nacional. Hoje, boa parte desses estímulos acaba parando nos caixas de tradings multinacionais.

Em 2010, foram vendidos no exterior 11 milhões de toneladas de milho. Este ano, o governo busca driblar a tendência, puxada pelo apetite da China, de manutenção dos níveis dos embarques. Estimam-se exportações de 8 milhões de toneladas. O governo quer reduzir o volume ao máximo de 5 milhões.

Os preços internos estão muito elevados pela demanda chinesa, a forte redução dos estoques mundiais e a destinação do grão para a produção de etanol nos EUA. Nem a previsão de safras recordes em vários produtores tem arrefecido a pressão sobre as cotações.

Na pecuária, o governo decidiu criar três novas linhas de financiamento do BNDES. Emprestará dinheiro aos pecuaristas para retenção de matrizes e recuperação de pastagens degradadas. O governo avalia haver problemas sérios na oferta da carne de bovinas. Desde a crise de renda no campo, em 2005, os pecuaristas vêm se desfazendo de suas vacas, o que implica redução de nascimentos e na oferta de bois para abate.

Essas ações não terão efeito imediato, já que um boi demora quatro anos para ficar pronto para o abate. A arroba do boi gordo mudou de nível de preço e o governo avalia que as cotações não devem voltar aos padrões anteriores à crise.

As medidas do governo miram a elevação da produtividade da pecuária nacional e a consequente liberação de áreas de pastagem para grãos. Ao elevar o índice de lotação das fazendas o governo espera induzir os pecuaristas a produzir mais em áreas menores. O país já obteve índices acima de três animais por hectare.

As medidas farão parte do chamado Plano de Safra 2011/2012, a ser anunciado até início de junho. Até lá, o alerta do BC continuará ligado na variação dos preços agropecuários. Cerca de 22% do IPCA é composto pelo grupo alimentos. Se houver variação brusca, novos mecanismos serão adotados. O governo informa que usará "todos os meios" para combater descontrole de preços no setor rural.

Na avaliação dos especialistas do governo, há "forte pressão de demanda" sem a devida resposta imediata da elevação da oferta de alimentos. Os preços devem ceder em maio, mas tendem a "voltar com força" no segundo semestre. O grupo especial BC/Agricultura constatou haver alta generalizada dos preços. Vários produtos agropecuários aumentaram de preço ao mesmo tempo.

A demanda segue em alta, a oferta bateu no "teto" e um equilíbrio entre ambos deve demorar. Os estoques seguem reduzidos em todo o mundo. Por isso, o recuo dos preços no médio prazo não será substancial. Os preços permaneceram em alta durante muito tempo. Esperava-se um recuo nas cotações a partir de fevereiro, mas o panorama mudou.

Estão no radar do governo o monitoramento de commodities, como soja, milho, café e algodão, além de produtos básicos, como arroz, feijão e hortigranjeiros. Em relação ao etanol, há tendência de recuo imediato, mas o problema voltará em novembro ou dezembro, quando vier a entressafra.

FONTE: Mauro Zanatta, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Boi: Mercado não reage após feriado

As negociações de animais para abate estiveram em ritmo bastante lento nos dias pós feriado, diferente do que agentes consultados pelo Cepea esperavam. Tanto compradores quanto vendedores mostraram baixo interesse em negociar, segundo informações do Cepea.

Representantes de frigoríficos comentam que as vendas de carne no feriado foram baixas e, por isso, continuam recuados para novas compras.

No entanto, operadores consultados pelo Cepea têm expectativa de aquecimento nas vendas no início de maio, quando o Dia das Mães pode elevar a demanda.

No atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça casada do boi fechou a R$ 6,37/kg nessa quarta, 27, estável entre 20 e 27 de abril.

Quanto à arroba, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu apenas 0,25%, entre 20 e 27, fechando em R$ 104,32 (com Funrural) na quarta.


Fonte: Cepea

Frigoríficos do PR querem apoio do governo para evitar escassez de bois


A escassez de bois para abate nos frigoríficos paranaenses e a criação de uma câmara setorial para a pecuária de corte no Paraná foram dois assuntos discutidos nesta quinta-feira (28) entre o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e representantes dos frigoríficos paranaenses, liderados pelo presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná, Péricles Salazar.

Segundo Salazar, a pecuária paranaense sofreu com duas crises recentes que penalizaram o setor e desestimularam os criadores. Uma delas foi a crise da febre aftosa em 2005, seguida da crise econômico-financeira mundial quando nas duas situações os preços da arroba do boi caíram muito e os pecuaristas reduziram o número de matrizes. “Essa redução está refletindo agora com falta de matéria-prima nos frigoríficos que estão com capacidade ociosa”, disse Salazar.

Para reverter esse quadro, Salazar pediu apoio na Secretaria da Agricultura para adoção de medidas que estimulem o crescimento do rebanho bovino no Paraná, atualmente com 9,2 milhões de cabeças. Entre essas medidas Salazar sugeriu incentivo à retenção de matrizes, melhoramento genético, melhoria de pastos para os rebanhos.

Para complementar essas medidas, todos os assuntos de incremento à pecuária de corte do Estado devem ser discutidos numa câmara setorial da pecuária de corte, com a participação de todas as entidades que representam a agropecuária paranaense que possam contribuir na tomada de decisões para o setor, sugeriu Salazar.

BAIXO CARBONO - Ortigara apresentou aos representantes do Sindicarnes os programas da Secretaria destinados a incentivar a pecuária de corte que prevê a integração de lavoura, pecuária e floresta. Para isso - disse o secretário - os pecuaristas podem fazer investimentos em áreas de pastagens, acessando financiamentos com recursos do governo federal que está ofertando para o setor com prazo de 12 anos para pagamento e juros de 5,5% ao ano, as taxas mais baixas do mercado.

Segundo Ortigara, isso é possível porque o Paraná aderiu ao programa Agricultura de Baixo Carbono, instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que prevê a redução de 37% de redução de emissão de carbono até 2020. E o sistema de integração lavoura, pecuária e floresta está contemplado nesse programa que tem recursos disponíveis da ordem de R$ 2 bilhões de um total de R$ 18 bilhões ofertados pelo governo federal para o crédito rural.

No sistema de integração lavoura, pecuária e floresta no Paraná pode-se aliar o plantio de milho, com o plantio de leguminosas para recuperação de áreas de pastagens degradadas e o plantio de espécies florestais. Ortigara salientou que esse sistema propicia o aumento ainda maior da produtividade do milho, que já é elevada no Estado. Além disso, é uma das formas de imprimir mais eficiência à pecuária, setor que movimenta um conjunto expressivo do agronegócio paranaense como as indústrias de ração, curtumes, entre outros.

FONTE: Agência Estadual de Notícias

Melhor praça para a compra e venda de bezerros abre no dia 7 de maio

A 33ª Expocam acontece entre os dias 07 e 15 de maio no Parque de Exposições Domingos Rodrigues Ferreira, com uma programação intensa de leilões, julgamentos da raça Nelore, exposição de equinos, shows, palestras, rodeios e provas de laço comprido, realizada pela Associação dos Criadores de Camapuã (Acricam).

Na Expocam do ano passado, o Leilão do Fazendeiro registrou média de preço de R$ 1 mil por cabeça. O lote campeão teve preço superior a R$ 3 mil cabeça . Para efeito de comparação, dados da agência de informação Rural Business (www.ruralbusiness.com.br) apontam que há um ano, na época do leilão, o preço do bezerro em São Paulo estava cotado a R$ 770. Um ano depois, no último dia 26 de abril, o melhor preço de bezerro apurado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada- Esalq/USP no país foi de R$ 807 a prazo, na praça de Presidente Prudente(SP).

Em 1993, a Triângulo criou a versão feminina do Leilão do Fazendeiro, o Leilão do Criador, que oferta, também na Expocam, bezerras com o mesmo critério de seleção.

Este ano, a feira ofertará 15 mil reses em 15 remates, 12 dos quais realizados pela Triângulo Leilões. No ano passado, a oferta foi de 12,7 mil cabeças, todas arrematadas nos pregões.

A Expocam tem fama nacional em razão da excelente qualidade dos rebanhos que vão a leilões, principalmente dos bezerros. O município de Camapuã, que está localizado a 130 quilômetros a nordeste de Campo Grande, ganhou notoriedade e inclusive uma Lei estadual, de autora do deputado estadual Márcio Fernandes, que o define como "A capital do bezerro de qualidade".

A fama de Camapuã ganhou o Brasil com a realização do mais tradicional leilão de bezerros do país, o Leilão do Fazendeiro. A Triângulo Leilões Rurais, responsável pela maioria dos leilões da Expocam, inovou ao criar, em 1990, um leilão com regras que incluíam a limitação de lotes ofertados por produtor. O objetivo era ofertar apenas o que cada produtor tinha de melhor no rebanho. Antes da abertura do pregão, os lotes eram julgados e premiados. O julgamento gerou disputa cada vez maior entre os criadores, que passaram a produzir crias especialmente para o leilão. O resultado foi a valorização no preço dos animais.

As quatro emissoras do Sistema Brasileiro do Agronegócio farão a cobertura completa do evento e a transmissão dos leilões da Expocam 2011. A agenda de eventos está disponível no site www.sba1.com.

FONTE: MCO Comunicação Empresarial

Precipitações favorecem campo nativo no RS


As precipitações têm sido suficientes para restaurar a umidade e repor parte do volume das aguadas e açudes. Foram benéficas também para a bovinocultura de corte, já que afetaram positivamente o campo nativo e as novas pastagens de outono/inverno. Contudo, o impacto não é imediato com o gado apenas mantendo o peso, já que as pastagens de verão, como o sorgo forrageiro, estão em final de ciclo. A expectativa é que a retomada da engorda ocorra a partir do mês de maio, quando estarão aptas as pastagens de azevém e aveia.

No caso da bovinocultura de leite, as fortes chuvas podem comprometer a oferta nas regiões Metropolitana, Vales do Taquari e Caí, Central e Noroeste do Estado. Nessas regiões o grande volume de água interrompeu o plantio das pastagens de inverno, o que poderá atrasar o plantio das novas áreas das forrageiras de outono/inverno. Nas demais os volumes foram mais moderados e beneficiaram a germinação e o desenvolvimento das áreas recentemente implantas, assim como o preparo do solo nas áreas que ainda estão por ser cultivadas.

As informações são da assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar.

Comissão de Agricultur​a do Senado debate atuação de frigorífic​os

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal debate nesta sexta-feira, 29, no ciclo de seminários ‘Agricultura em Debate’, a atuação dos frigoríficos brasileiros e seus reflexos no setor produtivo da carne bovina brasileira. O início do seminário está marcado às 14h, no Senado Federal.


O tema do seminário foi uma sugestão do presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), em atendimento a pedido dos pecuaristas da região Norte do País. De acordo com o senador, os pecuaristas reclamam da política de formação de preços e comercialização, e os pequenos e médios frigoríficos reclamam da falta de crédito para investimento.


Outro objetivo do seminário é conhecer melhor e avaliar as estratégias do Governo na aplicação de recursos no setor. O senador Acir Gurgacz considera a discussão irá estimular e impulsionar ainda mais a pecuária em todo o Brasil.


Foram convidados para debater esses assuntos o seguintes especialistas:
· Marcela Campos Gomes Fernandes – coordenadora-geral de Análise de Infrações nos Setores de Agricultura e Indústria, do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico – Ministério da Justiça
· Paulo Sérgio Mustefaga – assessor técnico da Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
· André Gustavo Salcedo Teixeira Mendes – gerente do Departamento de Acompanhamento e Gestão da Carteira 1 do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social
· Celso de Jesus Junior – gerente do Departamento de Agroindústria do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social
· Luiz Augusto Santos Lima – procurador da República – Ministério Público Federal
· Péricles Salazar – presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos
· Antônio Jorge Camardelli – presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC)
Participação
A população brasileira pode participar do debate e tirar suas dúvidas por meio dos canais de interação do Senado Federal. O debate será transmitido pela TV Senado Federal e o público poderá interagir com os senadores pelo Alô Senado, por meio do telefone 0800 612211.


O contato pode ser feito a partir de qualquer aparelho telefônico, fixo ou celular, e até de telefone público, o popular orelhão. As perguntas também podem ser enviadas por meio de formulário no canal Alô Senado, no site do Senado (www.senado.gov.br). No site também será possível postar vídeos. Basta preencher o formulário com alguns dados pessoais e a pergunta ou opinião sobre o tema endividamento rural. As perguntas ou manifestação de opinião também podem ser feitas no microblog do Senado, o twitter, no endereço @alosenado.


Autor: ASSESSORIA
Fonte: O NORTÃO

Médias da 8ª Feira de terneiros ,terneiras e vaquilhonas de São Gabriel - RS

Terneiros R$ 3,92 kg vivo ( total 972 animais com média de 171 kg )
Terneiras R$ 3,37 kg vivo ( total 423 animais com média de 156 kg )
Vaquilhonas R$ 3,17 kg vivo ( total 640 animais com média de 310 kg)

total de animais 2.035

FONTE: COLUNA PONTO DE VISTA

Médias do V Leilão Influência - Pelotas

Realizado em 27.04.2011

Terneiros R$ 3,75 kg vivo
Terneiras R$ 3,11 kg vivo
Novilhos R$ 3,21 kg vivo

Total de animais vendidos 825
Faturamento total R$ 517.200,00

FONTE: KNORR REMATES

Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas de Cachoeira do Sul - RS vende R$ 490 mil

Cachoeira do Sul/RS

Os preços médios das fêmeas se aproximaram do dos machos na Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas de Cachoeira do Sul.

Terneiros R$ 3,70 kg vivo
Terneiras R$ 3,27 kg vivo
Vaquilhonas R$ 3,62. kg vivo

Todos os 730 exemplares foram vendidos por R$ 490 mil.

Fonte: Correio do Povo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Boi Gordo: Oferta dá sinal de ligeira melhora

A oferta deu sinal de ligeira melhora.

Em São Paulo, embora a maior facilidade para comprar animais não tenha sido suficiente para alterar os preços, que se mantêm em R$101,50/@, à vista, e R$102,5/@, a prazo, ambos livre de imposto, existem frigoríficos tentando valores abaixo dos R$100,00/@.

Mas quase nada se negocia neste valor.

Além disso, algumas empresas já conseguiram alongar suas escalas para o final da próxima semana e, com isso, saíram das compras esperando uma definição melhor do mercado, que segue especulado.

Em Goiás, estado que abastece as indústrias de São Paulo, os preços caíram R$1,00/@, tanto em Goiânia, como na região sul.

No Mato Grosso do Sul, outra praça onde os compradores paulistas atuam, também existe pressão de baixa, mas o valor da arroba se manteve nos R$97,00, à vista, livre do imposto.

Já no Oeste da Bahia a oferta segue curta e os preços subiram.

No mercado atacadista de carne bovina, pelo segundo dia seguido houve valorização de algumas peças, o que mostra que o consumo tem melhorado

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Minas adota nova medida para exportação de carne ao bloco europeu


A partir de abril, produtores de Minas Gerais que optarem por não exportar carne ao bloco europeu terão a opção de não inserir no campo 17 da Guia de Trânsito Animal (GTA), informações referentes ao ingresso de animais de áreas não habilitadas.

A medida é válida para propriedades pertencentes à lista TRACES - relação de propriedades aptas a exportar para a União Europeia.

A nova regra, implantada através de uma circular (DGER nº17, de 18/04/2011) partiu de uma demanda por parte dos produtores do estado, através da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg).

Dos nove estados que estão autorizados a exportar carne para o bloco europeu, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás implantaram a regra desde 2010 e, recentemente, Minas Gerais tomou a iniciativa.

Os demais estados exportadores, como, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo não adotam essa medida para exportação de carne.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, informa que a implantação da nova medida é uma oportunidade para que o produtor permita ou não, a exportação de carne proveniente do abate de seus animais. “A partir de agora, caso não seja objetivo exportar para a União Europeia, o produtor terá a opção de não vender ou negociar a arroba do boi, já que o custo para rastrear o rebanho é alto devido às exigências impostas por este mercado. Portanto, quando não há sobre preço na arroba do boi rastreado é justo que o produtor não autorize que seus animais sejam exportados”, informa.

Os interessados neste novo serviço devem procurar os escritórios do IMA, bem como, as certificadoras prestadoras de serviço para obter o modelo de declaração a ser preenchido, conhecido como “Declaração do Produtor”.

Rastreabilidade

O Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalino (Sisbov), instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, (MAPA) estabelece normas para o processo produtivo de bovinos e bubalinos em propriedades rurais.

A adesão ao Sisbov é voluntária, porém, animais destinados à exportação para países que exigem um sistema de rastreabilidade, como no caso da União Europeia, devem ser inscritos no Sisbov.

Minas foi o estado pioneiro na implantação do serviço de rastreabilidade em 2008. Mesmo com a implantação e evolução deste serviço nos demais estados, permanece com o maior número de propriedades exportadoras, com 505 estabelecimentos rurais rigorosamente rastreados, autorizados a fornecer animais para frigoríficos exportadores para a União Europeia. Logo depois, vem o estado de Goiás com 485 fazendas. O Brasil possui 2.099 propriedades exportando para a U.E. conforme o MAPA.

FONTE: IEPEC

A pecuária mundial em 2011

Para 2011 o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta aumento de 0,4% no rebanho mundial. De 1,006 bilhão para 1,010 bilhão de cabeças.

Os abates totais devem cair. De 228,5 milhões em 2010, para 227,7 milhões este ano. Recuo de 0,3%.

O USDA projeta produção de carne de 57,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (tec), quase estável frente à produção de 2010 (0,06% de alta).

A manutenção da produção, mesmo com redução dos abates, se deve ao maior peso de carcaça esperado para este ano.

O departamento projeta em 2011 um peso médio de 251,9kg (16,8@), 0,4% maior que os 250,9kg em 2010 (16,7@).

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Em nome da produção brasileira!

Prezado senhor, muito bom dia!

Recebi ontem uma mensagem por você enviada referindo-se à bancada ruralista como pessoas oportunistas e atrasadas. Além disso, se referia aos fazendeiros como responsáveis por crimes ambientais, violadores constitucionais e ladrões de terras que poderiam, se desapropriadas, servir fins de reforma agrária. Puxa vida, que coisa desagradável! Como filha de produtores rurais que sempre levaram a vida honestamente através da atividade agrícola e pecuária, me senti pessoalmente ofendida.

Obviamente o assunto não pode ser tratado de forma superficial, portanto, chamar as pessoas responsáveis pela produção brasileira de alimentos de ATRASADAS e OPORTUNISTAS é uma grande falta de bom senso. Em primeiro lugar, porque baixa o nível da discussão. Em segundo, porque não traz dados científicos como argumento. Por esses dois simples motivos, talvez a mensagem nem mesmo merecesse uma resposta, como esta que me prontifico a dar. Mas cá estou, talvez perdendo o meu tempo para tentar defender o nosso país de indivíduos que agreguem esse tipo de pensamento à sociedade. Bem, vamos às informações.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o Brasil possui 61% de matas nativas preservadas. É a segunda maior floresta do mundo. Sabia disso? Sei que você vai dizer que isso não é desculpa para avançar com o desmatamento, mas não é isso o que quero dizer. Continue lendo e entenderá.

Segunda informação: hoje, o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta. Antigamente importávamos arroz, leite, carne, feijão, etc. e pagávamos caro por isso. As coisas mudaram graças ao crescimento e à eficiência do produtor rural em aumentar sua produtividade e nosso país transformou-se em um dos maiores exportadores de alimentos. O agronegócio é responsável pelo superávit da balança comercial brasileira e por ¼ do nosso produto interno bruto.

Isso quer dizer que a população pode comprar mais, que a pobreza diminuiu, que os salários subiram, que a fome está sendo extinta, que o desemprego está caindo e que estamos nos desenvolvendo graças à produção de alimentos de qualidade, baratos, além de termos ganhado respeito internacionalmente, já que estamos no ranking top 3 das principais commodities agrícolas exportadas: milho, soja, café, carnes, algodão, etanol, trigo, arroz, feijão, etc. Aproximadamente 40% da mão de obra empregada vem DIRETAMENTE do campo, sem falar dos empregos indiretos.

A produtividade brasileira média por área cresceu 2,5 vezes nos últimos 40 anos, muito acima da média mundial. No caso do milho, especificamente, enquanto o mundo cresceu 17% em produtividade, o Brasil cresceu 73%, de acordo com o Departamento Norte-Americano de Agricultura (USDA). Mais uma vez, isso mostra a eficiência do produtor brasileiro na produção de alimentos. Mas, espere. Não consumimos apenas alimentos!

Todos nós comemos, nos vestimos, andamos de carro, lemos livros e o jornal, consumimos energia e tudo isso vem do campo, de uma maneira ou de outra. Tudo vem do agricultor, que coloca o suor na terra para produzir o que nos mantém vivos. Tente imaginar a sua vida sem os agricultores. Ou você acha que os alimentos nascem nos supermercados?

De acordo com a FAO (Departamento da Organização das Nações Unidas para questões relacionadas à Agricultura e Alimentação), até 2050 a população mundial crescerá de 7 bilhões para 9 bilhões de habitantes, ou 30%, o que pode ser traduzido pela chegada de novos consumidores de alimentos ao mercado. Além do aumento populacional, a evolução econômica dos países em desenvolvimento fará com que a demanda por alimentos de qualidade também aumente. A prova natural disso é o aumento do consumo per capita de carnes nos últimos anos em países em desenvolvimento de 9,02 kg/hab/ano em 2000 para 9,21 kg/hab/ano em 2010. O Brasil tem papel fundamental nisso, pois será responsável por quase metade dessa demanda. Imagine só, apenas 1 país responsável por 40% do que o mundo come. Puxa vida! E tudo isso sem destruir a natureza, apenas produzindo mais em uma mesma área, que é a que temos hoje disponível.

Ocorre que hoje o atual código florestal coloca 9 entre 10 produtores na ilegalidade, ou seja, 90% da produção de alimentos é produzida ilegalmente, de acordo com esse mesmo código. Se isso for levado ao pé da letra, o país terá que brecar o ritmo atual de desenvolvimento tecnológico agrícola, já que os produtores serão penalizados por isso. E menor investimento = produção em queda = alimentos mais caros para todos. Todo esse cenário que pintei aí em cima se inverterá: menos emprego, menos riqueza, mais fome, alimentos mais caros, etc.

A inflação já incomoda? Imagine se diminuirmos a produção!

A nova proposta para a atualização do código prevê a manutenção das áreas de florestas atuais e também das áreas de produção sem que isso comprometa o volume de alimentos produzidos hoje.

Então, ao invés de deixarmos os produtores cada vez mais sem recursos, deveríamos estimulá-los a produzir de uma maneira cada vez melhor. Eles não são inimigos, são os salvadores do mundo pois produzem VIDA. Aliás, ao invés de chamá-los de oportunistas, experimente agradecê-los.

Eu apoio a qualidade da produção nacional, já que pessoalmente tenho visto os esforços e sofrimentos do produtor brasileiro para se adequar às novas exigências políticas e ambientais. Acredito que nossa missão hoje seja essa: fazer a coisa certa, produzir mais na mesma área e viver de acordo com o que o meio ambiente nos permite fazer. Sem agredi-lo, sem devastá-lo. De maneira sustentável.

Enfim, provavelmente você não lerá tudo isso com a atenção que o assunto merece. Eu apenas não gostaria mais de receber e-mails que ofendam os responsáveis pela positivação da balança comercial, pela riqueza que tem entrado no nosso país e pelo combate à fome mundial em meu e-mail pessoal.

Obrigada.

FONTE: www.agroblog.com.br / autor Lygia Pimentel

Restrições russas à importação de carne surpreende autoridades gaúchas


Porém, indústria frigorífica do Estado avalia que medida não deve alterar o mercado


Nestor Tipa Júnior | nestor.junior@rdgaucha.com.br


Técnicos russos estiveram no Rio Grande do Sul no início de abril avaliando quatro plantas frigoríficas e decidiram manter o embargo para 13 unidades que pretendiam retomar às exportações para aquela região. Ao todo, foram 29 visitas técnicas feitas pela missão do país europeu em todo o país. Além disso, outras fábricas que esperavam abrir mercado para a Rússia não foram habilitadas. Os russos não estariam satisfeitos com o nível de exigências aplicado pelo Programa Nacional de Controle de Resíduos.

Para o superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, a expectativa era de um resultado melhor. Ele reconhece que falta mais atenção durante a supervisão de missões estrangeiras no país.

— Se o ministério não der mais atenção e, em cada Estado der uma acolhida melhor e acompanhar mais de perto as ações e supervisões feitas pelas autoridades que aqui virão, teremos maiores problemas ainda. Tenho a sensação que, nos últimos tempos, tem caído a qualidade e o atendimento dado às missões estrangeiras — avalia.

Já o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen, indica que o mercado não deve se alterar neste momento. O dirigente não acredita que a medida terá interferência nos volumes e receitas de exportações, já que os frigoríficos embargados já redirecionaram a produção para outros países.

— As plantas que já vinham com uma situação de restrição redirecionaram os volumes de produção direcionados para aquele mercado e para outras plantas que continuavam habilitadas. Então concluímos que não teremos efeitos imediatos em termos de volumes ou de valores nas exportações — informa.

Durante a visita ao Rio Grande do Sul, os russos avaliaram as plantas do grupo Marfrig, em Bagé, da Doux Frangosul, em Caxias do Sul, da Brasil Foods, em Marau e da Cotrijuí, em São Luiz Gonzaga.

A Rússia é o maior importador de carne do Brasil. No ano passado, as compras do produto geraram receita de US$ 2 bilhões.

FONTE: RÁDIO GAÚCHA

ESTAMOS COMPRANDO PARA CLIENTES


ESTAMOS COMPRANDO PARA CLIENTES

2.500 TERNEIROS
PESO ENTRE 130 kg a 200 kg
SÓMENTE EUROPEUS
CASTRADOS OU INTEIROS
CARRAPATEADOS
PAGAMENTO ÀVISTA

500 TERNEIRAS
PESO ENTRE 130 kg a 200 kg
SOMENTE EUROPÉIAS
CARRAPATEADAS
PAGAMENTO ÀVISTA

400 NOVILHOS 2 ANOS
PESO ENTRE 300 kg a 350 kg
SÓMENTE EUROPEUS ( ANGUS E HEREFORD )
CARRAPATEADOS
PAGAMENTO ÀVISTA


150 NOVILHAS PRENHAS
BRAFORD DEFINIDAS OU BRANGUS DEFINIDAS
CARRAPATEADAS
PAGAMENTO ÀVISTA

QUANTIDADES MÍNIMAS : CARGA FECHADA

INFORMAÇÕES COM LUND 81113550 OU 99941513

Pfizer desenvolve vacina que 'castra' bovinos

Para Jorge Espanha, da Pfizer, vacina atende o conceito de bem estar anima

Depois dos suínos chegou a vez dos bovinos terem acesso à tecnologia de castração que não utiliza métodos cirúrgicos. A americana Pfizer desenvolveu uma vacina que neutraliza temporariamente a produção dos hormônios ligados à reprodução, fazendo com que o organismo do animal reaja como se ele estivesse castrado.
FONTE: VALOR ONLINE

Rússia impõe novas restrições a frigoríficos brasileiros

A Rússia, principal mercado para as carnes do Brasil, impôs restrições temporárias às importações de produtos de estabelecimentos brasileiros após uma inspeção de duas semanas a 29 plantas nacionais de carnes bovina, suína, de frango e industrializados, finalizada no dia 18 deste mês.

Conforme apurou o Valor, o Rosselkhoznadzor, agência russa de saúde animal e vegetal, manteve restrições às importações de produtos de 13 plantas de carnes brasileiras que já estavam sob embargo e que buscavam voltar a exportar. A missão de veterinários visitou ainda oito plantas pela primeira vez, que também não foram habilitadas.

Além disso, a missão teria descrendenciado quatro fábricas de processados da Brasil Foods. Os russos mantiveram a habilitação de quatro unidades restantes que já estavam autorizadas a exportar, mas solicitaram "informações adicionais" das empresas e do governo.

Em comunicado em seu site, com um tom duro e com críticas ao Ministério da Agricultura brasileiro, o Rosselkhoznadzor diz ter proposto a restrição temporária das exportações de produtos de todas as unidades visitadas. A razão, segundo o órgão, é que os estabelecimentos não atendem às exigências da legislação sobre segurança dos alimento da Rússia, Belarus e Cazaquistão, que formam uma união aduaneira e são clientes do Brasil.

Segundo o órgão, a inspeção demonstrou uma piora nos últimos anos no sistema que assegura a conformidade dos produtos de carne do Brasil às normas de segurança previstas pela legislação russa. A inspeção mostrou ainda, diz a agência, que não são feitos o volume necessário de análises de matérias-primas e produtos finais para verificar a conformidade com as normas e exigências russas. Além disso, a missão viu deficiências sistêmicas no trabalho do serviço veterinário brasileiro, especialmente no atual programa nacional e no dos estabelecimentos.

De acordo com os russos, análises laboratoriais de amostras de produtos do Brasil indicaram contaminação com listeria, salmonella, bactérias do grupo e-coli, além de resíduos de antibióticos, como tetraciclinas. A missão também colocou em dúvida a eficácia dos controles veterinários e sanitários nos estabelecimentos de carnes.

O vice-presidente de assuntos corporativos da Brasil Foods, Wilson Mello, confirmou que a empresa teve plantas embargadas, mas disse não ter informações sobre número e local das unidades. Segundo ele, foram descredenciadas plantas de processados e de produtos in natura. "Como temos 13 plantas habilitadas a vender à Rússia, vamos atender [a demanda russa] com unidades que continuam credenciadas", disse, reiterando que a companhia está preocupada com a medida russa.

Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs (reúne exportadores de suínos) disse que estará hoje em Brasília para discutir o problema no Ministério da Agricultura. A Rússia é o principal comprador de carne suína do Brasil.

Antônio Camardelli, da Abiec (exportadores de carne bovina) disse que o relatório dos russos não tem "informações peremptórias" sobre frigoríficos de carne bovina. A missão visitou dez estabelecimentos de carne bovina.

O governo brasileiro vai tentar reverter o embargo russo e avançar na habilitação de mais frigoríficos. Para isso, fará reuniões com o serviço veterinário russo em Moscou. Uma missão brasileira deve ir à Rússia em maio, aproveitando a visita do vice-presidente Michel Temer no país, que participará de reunião com o premiê russo Vladimir Putin.

Não é a primeira vez que os russos impõem restrições às carnes do Brasil. Mais uma vez, a percepção é de que a medida pode ter razões comerciais, dizem fontes do setor. Os russos estariam incomodados com a grande oferta de processados de carne do Brasil no país.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Melhor relação de troca com boi magro em 2011

De março a abril, considerando os preços médios mensais, o boi magro recuou 1,1% em São Paulo. Já para o boi gordo, no mesmo período, a queda foi de 1,5%.

A consequência foi que a relação de troca pouco mudou nos últimos trinta dias.

De acordo com dados da Scot Consultoria, hoje se compra, em média, 1,36 boi magro de 12@ com a venda de um boi gordo de 16,5@, 7,5% mais na comparação com o mesmo período do ano passado.

Porém, ao que tudo indica, apesar da atual oferta no mercado de reposição estar ligeiramente melhor do que no ano passado, não deverão ocorrer recuos consideráveis de preço no médio prazo

FONTE : SCOT CONSULTORIA

Conheça o empresário mais misterioso do Brasil

Apontado como o maior dono de terras do Uruguai e um dos maiores exportadores de calçados da China, Ernesto Corrêa vive recluso

Alexandre de Santi, de Porto Alegre especial para o iG


Ernesto Corrêa, em uma foto de 2002: discrição e negócios milionários
Foto: Nauro/Agência RBS
Ernesto Corrêa, em uma foto de 2002: discrição e negócios milionários
Ernesto Corrêa da Silva Filho levou quase oito anos para transformar o frigorífico Pul, unidade de uma modesta cooperativa uruguaia, no mais cobiçado abatedouro da América do Sul. Esta seria apenas mais uma história de sucesso de um empreendedor brasileiro no Exterior se o nome do empresário gaúcho não estivesse associado ao negócio. Atrás de um muro que tenta protegê-lo dos holofotes, Corrêa comanda negócios nas mais diferentes áreas há mais de três décadas, sempre chamando a atenção pela taxa de sucesso e diversidade dos seus empreendimentos.

O gaúcho fez fortuna no setor de calçados no Brasil e na China, se destacou na pecuária, é o principal investidor de negócios como a rede de hotéis Intercity, dono do banco Topázio, a rede de pagamentos eletrônicos GetNet e a administradora de cartões e serviços corporativos Embratec Good Card, mas nunca havia atuado na ponta final da cadeia da carne até 2003, quando desembolsou US$ 7 milhões por 75% do frigorífico da cooperativa de pecuaristas (Productores Unidos Ltda - Pul).

Em janeiro último, o grupo paulista Minerva comprou o frigorífico uruguaio por US$ 65 milhões, lance considerado estratégico para observadores do setor: com rentabilidade em alta, o Pul era uma das joias do continente, próximo a um rebanho de alta qualidade. Cerca de 85% da produção do frigorífico é exportada, incluindo mercados nobres como União Europeia e Estados Unidos.

Leia também:
Empresário foi elo que manteve viva a indústria calçadista no RS
O empresário mais que dobrou a produção e transformou a antiga marca da cooperativa em sinônimo de carne de primeira. Se o capricho neste e nos demais negócios fez de Corrêa um dos empresários mais ricos do Brasil, será difícil saber. Mas é certo que poucos brasileiros se destacaram em áreas tão distantes quanto a indústria calçadista e o mercado agropecuário, setores que, em semelhança, compartilham apenas o couro.

E poucos foram tão arredios à notoriedade que costuma acompanhar os empreendedores bem sucedidos. Já foi dito que Ernesto Corrêa é o maior exportador de calçados na China, uma marca impressionante, levando em conta que o gigante asiático se tornou o maior fabricante e maior vendedor mundial de pares. Corrêa também seria o maior proprietário individual de terras no Uruguai, dono de uma das mais modernas estâncias de todo pampa, português ou espanhol.

Eike Batista às avessas

Se alguma dessas alcunhas é verdadeira, o próprio empresário não confirma. Ao contrário de Eike Batista, um bilionário que, como Corrêa, estende seus tentáculos em operações que vão da mineração à hotelaria, mas não descuida da presença na mídia, o gaúcho despende igual energia em duas prioridades: cuidar dos negócios e se manter anônimo.

Corrêa não dá entrevistas e não existem estatísticas ou balanços que possam comprovar a dimensão dos negócios do empresário no Brasil, na China ou no Uruguai. Ao longo de quatro meses, o iG procurou amigos e pediu que a assessoria de imprensa da rede Intercity encaminhasse um pedido de entrevista com o empresário para poder contar a história desse curioso personagem da vida empresarial, pivô de uma transformação histórica do polo calçadista brasileiro. A resposta foi a mesma: Corrêa nem sequer responde pedidos para falar com a imprensa, e os amigos se sentem incomodados em interceder. Aqueles que concordaram em falar pediram o anonimato.

Como tudo na vida do empresário, da idade (cerca de 70 anos) à extensão dos negócios, pouco se sabe o motivo exato pelo qual Corrêa decidiu vender o frigorífico. Sabe-se apenas que, sob sua gestão, o Pul saiu de uma posição modesta, no início da década, para conquistar admiração de pessoas como o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abeic), Antonio Jorge Camardelli.

“O Pul é um dos poucos frigoríficos realmente rentáveis dos últimos anos. Cresceu muitíssimo depois que o Ernesto adquiriu, passou por uma modernização muito grande, um dinamismo empresarial, com recursos técnicos e investimento, a ponto de ser cobiçado por muita gente”, avalia Camardelli.

Com o dinheiro dos calçados, Corrêa comprou terras próximas à fronteira do Uruguai. Segundo um amigo, a fuga para o pampa era uma forma de diversificar os negócios, mas também combinava com o estilo quieto e observador do empresário. “Tu vai falar com ele e ele fica só te olhando e escutando. Ele é muito quieto, mas não é nada de timidez. O Ernesto não era assim, mas foi mudando com o tempo”, conta outro amigo do meio empresarial que convivia com o empresário antes da mudança para o Uruguai.

Corrêa não tinha pecuaristas na família. Mas o empresário se afeiçoou ao hobby e criou umas das mais modernas e bem gerenciadas estâncias do Brasil, a Ana Paula - nome de uma das filhas. “O Ernesto é um sujeito muito perfeccionista”, conta o amigo.

No pequeno município de Hulha Negra, a 30 quilômetros de Bagé, a cidade “grande” mais próxima, o empresário construiu um recanto isolado, onde podia sair para caminhadas pacatas em volta da propriedade de 15 mil hectares, que incluía um lago artificial. Não poupou dinheiro para transformar a estância num exemplo.

Antes da internet em banda larga, antes do Skype, Corrêa conversava pelo computador diariamente com o filho Ricardo, que se mudou para Dongguan para comandar a Paramont. “Ele tem o que existe de mais moderno em comunicação”, conta um dos amigos, que se impressionava com os equipamentos da estância, tecnologia que nunca combinou com o estilo rústico do gaúcho.

Disputa com o MST

A opulência da Ana Paula, cuja marca se transformou em carimbo de carne de qualidade, chamou a atenção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Corrêa queria mostrar que era possível levar a tecnologia e o sistema empresarial ao pampa. O empreendedor vinha fazendo um trabalho pioneiro na pecuária gaúcha, desenvolvendo o método do abate de novilhos precoces, garantia de carnes macias e saborosas.

“Vendeu 15 mil hectares no Brasil e comprou cerca de 110 mil hectares de terras no Uruguai
Com 14 mil cabeças de gado, segundo relatos dos jornais da época, a propriedade, no entanto, virou alvo de invasões. Amigos relatam que Corrêa se queixava do constante roubo de gado e de materiais. “A Ana Paula era referência mundial. Na época, o governo gaúcho não deu suporte para ele. O roubo era de manhã, de tarde e de noite, e ele não aguentou. Irritado acho que ele não ficou. Acho que saiu daqui desiludido”, conta o amigo pecuarista. Houve um tempo em que Corrêa mantinha seguranças munidos de aparelhos de rádio nas porteiras.

“O desgosto na época foi muito grande. Ele se desgostou do Brasil. Ele disse algo assim: ‘se aqui é assim, invadindo terras, vou fazer o mesmo fora daqui’. É um cara visionário”, contra outro amigo. Em 2002, Corrêa vendeu os 15 mil hectares em Hulha Negra e comprou terras do outro lado da fronteira, eventualmente chegando aos 110 mil hectares no país vizinho, área equivalente a 0,56% do Uruguai. O rompante do empresário que desistiu do país e acusou derrota para os sem-terra rendeu notícias e se transformou na principal passagem de Corrêa pelos jornais de Porto Alegre – a foto que ilustra esta reportagem foi tirada naquela ocasião.


Foto: ReproduçãoAmpliar
Balneário de Punta del Este, no Uruguai: refúgio do milionário brasileiro
Vida nova no país vizinho

No Uruguai, estabeleceu residência próxima à cidade de Lascano. Desgostoso do clima empresarial no Brasil, depois de mover os negócios para a China e para o lado hispânico do pampa, contornando o instável clima empresarial que atormenta a classe empreendedora brasileira, Corrêa se tornou cidadão uruguaio. Fora de Lascano, frequenta um apartamento de frente para o mar em Punta Del Este, próximo ao casino do hotel Conrad, no centro do balneário, embora raramente apareça nas ruas ou em restaurantes. “Ele quase não vem para o Brasil. Não aparece em lugar nenhum”, conta um amigo.

Corrêa pouco aparece na China também. Um funcionário que trabalhou na Paramont por sete anos viu o empresário somente algumas vezes em DongGuan. “Em sete anos, vi ele três vezes. Os contatos dele são todos pelo computador”, diz o ex-funcionário. “Só apareceu para umas festas”, acrescenta. A generosidade e o clima profissional da companhia foram os atrativos que levaram cerca de 200 brasileiros para trabalhar no escritório da Paramont em Dongguan.

Uma nutricionista, por exemplo, cuidava do cardápio dos brasileiros para reduzir o choque com cultura local. Em 2005, numa das festas da Paramont, todos os funcionários - brasileiros e chineses - ganharam uma excursão para visitar o parque da Disney de Hong Kong. “Todo mundo queria trabalhar para a Paramont. Eles tinham muita moral com os chineses. Hoje, não é mais assim. Tem outras empresas”, diz o ex-funcionário.

Em Porto Alegre e Campo Bom, onde ainda vive parte da família, Corrêa é visto ainda mais raramente. “Ele é um dos investidores. Não aparece muito aqui”, afirma Alexandre Gehlen, diretor-geral da rede Intercity de hotéis, sediada na capital gaúcha. “Sempre foi muito low profile. Não circulava nunca”, afirma um amigo pecuarista. A cultura discreta contaminou a família.

O ex-funcionário da Paramont lembra que o filho Ricardo dizia que já não gostava mais de voltar ao Brasil. Na China, tinha segurança e a garantia de anonimato. Em 2006, a revista “Veja” publicou uma grande reportagem sobre os brasileiros que estavam se dando bem entre os chineses.

Ricardo foi citado como um dos bons exemplos, mas o filho de Ernesto teria ficado incomodado com a exposição. Os amigos de Corrêa não sabem apontar uma única razão para o isolamento do empresário e da família. Se houve algum trauma além da relação conflituosa com o MST, nenhuma fonte ouvida pelo iG deu alguma pista.

No Uruguai, mesmo sem aparecer, sua presença não é ignorada. Pelo contrário: intelectuais e políticos do país acompanham os passos de Corrêa e de outros empresários que passaram a investir no Uruguai nos últimos anos. Paira o medo de alguns de que o país esteja sendo “vendido” a estrangeiros.

Em julho, uma notícia sobre a morte de cinco pessoas numa estrada próxima a Lascano deu a dimensão da influência de Corrêa no país. Além do poder econômico, o gaúcho virou ponto de referência geográfica. Assim noticiou o diário “El Pais”: “A 15 quilômetros a leste da cidade de Lascano e a três quilômetros de ValleLuna, estabelecimento de Ernesto Corrêa, o veículo saiu da estrada, capotou e acabou por ficar com as rodas para cima em uma vala profunda."

FONTE: IG