terça-feira, 14 de junho de 2011

Confira a entrevista com Renata Fernandes - Analista da Mesa de Boi da Indusval Corretora

Boi: pressão negativa na BM&FBovespa sem a expectativa de retomada da demanda por carnes. Com embargo Russo que começa oficialmente nesta quarta-feira(15) e preços atrativos das carnes concorrentes como frango e suíno, estoque de carne bovina pode crescer.




FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Carnes: evolução da produção mundial entre 2001 e 2011 segundo a FAO

Pelas previsões da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2011 serão produzidas, mundialmente, 275,2 milhões de toneladas das carnes bovina, suína e avícola. Desse total, 40% virão da suinocultura, 36% da avicultura (carne de frango, principalmente, e de peru) e 24% da pecuária bovina.

Comparada com dados de 2001, a previsão atual sugere aumento de 25% na produção mundial, índice que corresponde a um adicional físico de 55,1 milhões de toneladas de carnes. O detalhe, nesse volume, é que a maior parte (30,6 milhões de toneladas, 56% do total) está representada exclusivamente pelas carnes avícolas. Ou seja: mesmo somados, os adicionais de carne bovina (5,4 milhões de toneladas, 10% do adicional total) e de carne suína (19,1 milhões de toneladas, 35% do total) ficam aquém do acréscimo proporcionado pelas carnes avícolas.

Em consequência, mudou significativamente o “mix” das três carnes na produção mundial. A participação da carne bovina recuou de 27% para 24%, enquanto a da carne suína caiu de 41% para 40%. Opostamente, a das carnes avícolas subiu de 32% para 36%.

Em 2001, o volume de carne avícola correspondeu a 76,5% do volume de carne suína. Em 2011, aceita a previsão da FAO, deve corresponder a mais de 90%. Mantido o crescimento médio desse período, dentro de cinco a seis anos as duas carnes estarão igualadas.
Fonte: AviSite

Desempenho das carnes nas duas primeiras semanas de junho

Entre 1 e 10 de junho de 2011, primeira e segunda semanas do mês e período com oito dias úteis (de um total de 21 dias úteis), as exportações brasileiras de carnes geraram, na média, receita cambial diária de US$62,395 milhões, valor 2,6% e 14,4% superior às receitas registradas, respectivamente, no mês anterior (US$60,839 milhões em maio de 2011) e no mesmo mês do ano passado (US$54,550 milhões em maio de 2010).

A média diária por ora registrada corresponde ao terceiro melhor resultado obtido pelas exportações de carnes nos últimos 32 meses. Nesse período, a receita alcançada só permanece aquém daquela registrada em março e abril deste ano (US$63,186 milhões e US$68,323 milhões, respectivamente).

Fonte: AviSite

Russos vão reduzir importação de carnes

A Rússia, um dos maiores compradores de carnes do Brasil, reduzirá significativamente suas importações nos próximos anos, levando à desaceleração na expansão do comércio global de carnes. A projeção é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO) no estudo “Perspectivas Agrícolas 2011-2020″, que será divulgado na sexta-feira.

Impulsionado pela expansão de embarques de frango e carne bovina, o comércio internacional de carnes deve crescer 1,7% ao ano no período, bem menos que a taxa de 4,4% por ano entre 2001-2010.

Essa desaceleração é atribuída em grande parte à menor demanda da Rússia. Até agora um tradicional grande importador de carnes, o país acelerou a política para expandir sua produção de carnes, a ponto de poder alcançar um “certo grau de autossuficiência e saldo exportável” em dez anos.

Significa que os problemas que a Rússia causa no momento aos produtores brasileiros, com o embargo à entrada de carnes de 85 unidades frigoríficas, tendem a aumentar com ou sem pretextos sanitários. Em todo caso, o Brasil estabelecerá sua posição como líder mundial nas exportações de carnes bovina e de frango, mas buscando novos clientes. O estudo prevê que consumidores adicionais estarão essencialmente na Ásia, América Latina e em países exportadores de petróleo.

O Japão continuará a ser o maior importador mundial de carnes em 2020, seguido por México e Coreia do Sul. A China também persegue sua política de autossuficiência. A expansão da indústria mexicana de processamento de alimentos deve reforçar a demanda de carne estrangeira, paralelamente ao declínio nas importações da Rússia. Na União Europeia, o declínio nas exportações serão acompanhadas pela expansão nas importações.

A grande maioria das exportações de carnes virá da América do Sul e do Norte, que representarão quase 84% do total do aumento dos embarques até 2020. O Brasil estabelecerá sua posição como líder nas vendas de carne bovina, atingindo 2 milhões de toneladas em 2020. Os EUA continuarão a expandir suas vendas no Pacífico.

As exportações de carne suína terão crescimento modesto no período, mas com mudanças significativas na composição das vendas. Os embarques da América do Sul e do Norte devem aumentar. As exportações do Brasil crescerão, mas também aumentará a demanda doméstica. O comércio da China, que faz metade da produção e do consumo, não deve ser alterada.

É esperada uma ligeira desaceleração no crescimento das vendas de carne de frango. Brasil e EUA vão reforçar seu domínio, com quase metade das vendas adicionais para os mercados mundiais.

O mercado de carnes é altamente fragmentado por restrições sanitárias. OCDE e FAO dividem o mercado de carne bovina por “rotas de aftosa e o resto do mundo”. Grandes exportadores como Brasil e EUA pertencem a diferentes circuitos, e seus preços nem sempre seguem os mesmos passos.

Os EUA garantiram o acesso para as carnes de Santa Catarina. Isso “provavelmente” vai intensificar a arbitragem de preço entre os mercados do Atlântico e do Pacífico. No caso da carne bovina, o impacto da abertura do mercado americano a produtores brasileiros pode resultar em maior competição para produtores que estão em áreas mais distantes, como a Austrália.

Tudo isso ocorrerá num cenário em que a produção mundial de carnes é projetada para crescer 1,8% por ano em média, frente a 2,1% na década precedente. A expansão virá de ganhos de produtividade, sobretudo para frango e suínos, nos países em desenvolvimento. Os preços devem continuar elevados, pela combinação de altos custos de produção, expansão dos estoques e a introdução de regras mais estritas nas áreas ambiental, de segurança alimentar, proteção animal e rastreabilidade. OCDE e FAO preveem alta nominal de 18% para a carne bovina, 26% para a de frango, 16% para a suína e 20% para a ovina.

FONTE: Valor Econômico

PECUARISTA SE APRESSA EM ENTREGAR GADO TERMINADO EM MT

As temperaturas caíram nesta semana em grande parte do
país, prejudicando a qualidade das pastagens e, apesar de esse "aperto" do
clima ter sido mais ameno em Mato Grosso, muitos pecuaristas procuraram apressar
a entrega de gado terminado, no intuito de evitar uma perda de rendimento
desses animais. Com isso, veio a pressão dos frigoríficos, com os compradores
reduzindo o preço pago pelo boi gordo.
A arroba, em Mato Grosso, que era cotada no início do mês de maio a R$
90,73/@, registrou na sexta-feira o preço de R$ 85,29/@, obtendo uma queda de
R$ 5,44/@ no período. E esse movimento pode ainda prosseguir no curto prazo,
principalmente devido à escassez de pastos em algumas regiões do Estado, em
função da morte súbita de pastagens, que favoreceu para o aumento no custo de
arrendamento. Razão de preocupação para muitos pecuaristas do estado, uma
vez que a demanda é alta em muitas regiões, fazendo com que muitos dos
negócios de arrendamento informados estarem girando entre R$ 10,00/cabeça/mês
a R$ 15,00/cabeça/mês neste ano.
Deste modo, os pecuaristas que trabalham utilizando-se deste sistema
poderão registrar uma diminuição nas margens de lucro, caso esse aumento não
se repasse ao restante da cadeia.

De acordo com os dados do Secex, a exportação mato-grossense de miúdos
encerrou o mês de abril com recuo de 18,16% (1.186 t) em relação ao mês
anterior. No entanto, quando comparado com o mesmo período do ano passado,
houve incremento de 32,36% no total exportado, a maior variação dos meses de
abril nos anos em análise.
Do total de miúdos exportados em abril, 77,51% foram destinados para a
China, a principal compradora desses produtos no Estado. Com isso, o principal
comprador do estado registrou queda no volume embarcado de 2,53% em relação a
março de 2011.
No acumulado de janeiro a abril deste ano, o embarque de miúdos totalizou
5.065 toneladas, incremento de 35,95% em relação a 2009,
maior volume registrado desde 2008. Em suma, o Estado vem representando uma boa
participação nas exportações de miúdos em relação ao total de embarques
no Brasil, com participação de 15,73%.

O ano de 2009 até novembro de 2010 foi marcado por uma valorização tanto
na arroba do boi quanto da vaca gorda, que costumam andar juntos. De novembro
do ano passado em diante ambos os preços têm mostrado desvalorização. Como o
descarte de vacas foi maior do que nos outros anos, esse aumento na oferta de
vacas resultou na queda do seu preço numa intensidade maior do que no preço da
arroba do boi.
Essa situação faz a diferença entre os preços aumentar. Neste último
mês de maio a arroba do boi gordo fechou com média de R$ 88,05/@, queda de
3,8% com relação a abril, enquanto que a vaca gorda fechou a R$ 78,91/@,
representando queda de 3,51%.
Desde abril deste ano, a arroba do boi gordo mostrou desvalorização com
intensidade um pouco maior, o que fez a diferença entre eles também cair para
11,58% neste mês de maio.
A arroba do boi gordo encerrou a semana anterior com média de R$ 85,50/@
apresentando uma variação negativa de R$ 0,56/@, desvalorização de 0,65% com
relação à semana anterior. A arroba da vaca gorda fechou a semana a R$
77,30/@, aumento de 0,16% com relação à semana passada, o que representa
variação positiva de R$ 0,13/@.

Noroeste: Apresentando uma valorização de 0,06% com relação à semana
passada a arroba do boi encerrou a semana cotada a R$ 85,39, aumento de R$
0,05/@.

Norte: A arroba do boi gordo fechou a semana cotada a R$ 86,23, com aumento
de 0,71% com relação à última semana. Negócios foram fechados em Nova
Canaã do Norte a R$ 87,00/@, na sexta-feira.

Nordeste: Nesta região a arroba terminou a semana cotada a R$ 84,10, com
variação negativa de 1,02%. Na cidade de Canarana foi registrada negociação
de R$ 86,00/@ na segunda-feira.

Médio-Norte: A arroba do boi gordo apresentou média semanal de R$ 85,86,
diminuindo R$ 0,89 se comparada à semana passada.

Oeste: Com desvalorização de R$ 0,67/@, o boi gordo encerrou a semana com
a arroba sendo cotada a R$ 85,45. Houve registros de negociações na cidade de
Pontes e Lacerda a R$ 88,00/@ à vista. A melhor precificação registrada
ocorreu em Araputanga, com preço de R$ 89,00/@ à vista na terça-feira.

Centro-Sul: O boi gordo encerrou a semana na região centro-sul com um
preço médio de R$ 86,30/@, queda de R$ 0,89/@ em relação à semana passada.
Houve registros de negociações na cidade de Cuiabá, a prazo, de R$ 89,00/@.

Sudeste: A arroba do boi gordo finalizou a semana sendo comercializada a R$
85,62, com desvalorização de R$ 0,28
em relação à última semana. Foram registradas negociações à vista de R$
87,00/@ na cidade de Rondonópolis na sexta-feira, dia 10/6.

Dentre a série histórica analisada pelo Instituto, no mês de abril foi
registrado o pico no preço nominal médio da vaca solteira, chegando ao máximo
de R$ 838,66/cab. Porém, o preço médio da vaca magra encontrada no Estado
hoje é de R$ 830,65/cab, alta de 13,78% acima de junho de 2010 e uma redução
de 0,44% em relação ao mês passado.
Essa mudança nos preços para o gado para reposição nos últimos meses
se deve muito à baixa no preço da arroba do boi e da vaca gorda, que garante
pouco suporte para a venda do pecuarista e desaquece o mercado de reposição.
Pode-se comprar hoje no Estado uma vaca magra com a venda de 10,74 arrobas de
vaca gorda à vista, enquanto no mês passado a relação de troca era 10,57,
isso após o recuo de 2% no preço da arroba.

Logo após a etapa de vacinação contra febre aftosa no final de maio, os
produtores procuram otimizar o manejo do gado e aplicam produtos como o Barrage,
um importante inseticida, mosquicida e carrapaticida. Em uma relação de troca
entre o Barrage tipo pulverização e a arroba do boi gordo, entre o final do
ano passado e o mês de março, a média se manteve estável a 2,50 litros por
arroba.
Nos meses seguintes, a relação de troca recuou 1,39% em abril e no mês
passado 6,47%. O preço deste produto no Estado hoje é de R$ 37,90 por litro,
2,28% maior que no mês anterior. Apesar disso, essa variação no preço do
Barrage não foi a maior responsável pela oscilação na relação de troca,
mas sim a arroba do boi gordo que registrou queda de 3,93% com relação entre
os meses de abril e maio.

O mercado futuro da arroba do boi gordo tem "andado de lado" nas últimas
semanas. O preço do contrato com vencimento em outubro de 2011 terminou a
semana abaixo dos R$ 101,00. O papel, que iniciou a semana cotado a R$ 101,60/@,
chegou a ser negociado a R$ 102,79 na quarta-feira, mas acabou perdendo força
e fechou na sexta-feira com o preço de R$ 100,85/@.
Enquanto isso, o mercado físico registrou uma ligeira queda de R$ 0,08/@
na semana, segundo o indicador Cepea/Esalq. Desse modo, o mercado aparenta
aguardar para uma sinalização quanto à real oferta futura de bois terminados
na entressafra.
FONTE: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA-MT).

Subsídios têm blindagem na Europa


Rede de 38 mil cooperativas com forte atuação junto à Comissão Europeia se encarrega de manter protecionismo que barra produtos estrangeiros

José Rocher

Eles produzem grãos e carnes com garantia de renda e estão blindados contra os ataques aos subsídios pagos na União Europeia (UE). Essa força política dos agropecuaristas europeus não se deve apenas à importância econômica e social do setor na geração de renda, na produção de alimentos e no desenvolvimento das regiões agrícolas. Uma rede de 38 mil cooperativas, que reúne 8 milhões dos 13 milhões de produtores dos 27 países do bloco, dá sustentação às bandeiras do agronegócio diante da Comissão Europeia. Num momento de ajustes na Política Agrícola Comum, essa malha de empresas reforça seu lobby protecionista, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de 2,8 mil quilômetros pelo continente.

A base da representação das cooperativas fica em Bruxelas, na Bélgica, a apenas um quilômetro da Comissão Europeia. Criadas na década de 50, a Copa (que representa os produtores) e a Cogeca (das cooperativas) completam meio século de trabalho conjunto em 2011 com uma estrutura enxuta – 50 pessoas –, porém, mais atuante do que nunca, afirma Paulo Gouveia, um dos diretores do sistema. “Temos mais de 100 reuniões por ano com a Comissão Europeia. São de duas a quatro discussões anuais sobre cada setor”, revela. Três de cada dez agentes da Copa Cogeca são tradutores, especialistas na missão de conciliar interesses de diferentes países em seis idiomas.

Sem estatísticas que separem o que é produzido no âmbito das cooperativas e o que parte de produtores independentes, a Copa Cogeca representa todo o setor. Não só os produtores, que exploram áreas de 10 hectares em média em Portugal até fazendas de 18 mil hectares na Hungria, mas também cooperativas de peso, como a holandesa FrieslandCampina, que fatura o equivalente a R$ 21 bilhões ao ano e tenta ampliar sua renda na industrialização de lácteos. O valor é quatro vezes maior que o faturamento da maior cooperativa de produção rural do Brasil, a Coamo, com sede em Campo Mourão (PR).

Os interesses dos produtores europeus estão em primeiro lugar quando o assunto é a abertura do mercado para países como o Brasil, relata o executivo Eduardo Ferreira, da Missão do Brasil na UE. Torna-se praticamente impossível para um país rebater, com sua representação diplomática, o poder de articulação política do setor junto ao comando do bloco, conta o adido agrícola brasileiro em Bruxelas Odilson Luiz Ribeiro e Silva. Esses relatos explicam a posição irredutível dos governos europeus em relação às barreiras sanitárias e ambientais no controle da entrada de produtos como a carne bovina brasileira, mesmo num momento de retomada das discussões sobre a relação comercial entre a UE e o Mercosul.

Reviravolta

Até a década de 90, a palavra cooperativa tinha conotação negativa na UE, segundo a própria Copa Cogeca. Os produtores temiam perder suas fazendas ao se tornarem cooperados. “A Polônia foi única exceção onde eles não enfrentaram perda de posse da terra”, afirma Gouveia. Os governos freavam a criação de novas cooperativas para evitar que o drama das dissoluções se repetisse. “Hoje a Copa Cogeca conta com boa reputação e um dos lobbies mais influentes na Comissão Europeia”, assume o executivo.

Atualmente, o número de cooperativas na UE fala por si. É maior inclusive na comparação com o do Brasil. A diferença é de 38 mil para 6,7 mil, maior do que na comparação da área agrícola. Os países que integram o bloco cultivam 59 milhões de hectares na safra 2010/11, enquanto o Brasil planta 49 milhões, conforme as estatísticas oficiais. As cooperativas brasileiras representam 9 milhões de cooperados, 1 milhão a mais que as europeias, mas somente no Paraná representam mais da metade da produção rural.

FONTE: Gazeta do Povo

Embargo russo à carne brasileira deve acabar até julho

são Paulo O embargo da Rússia à importação de carne bovina, suína e de aves de 85 frigoríficos brasileiros dos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso pode ser suspenso até o final do mês que vem. A expectativa é do secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira. - A imposição da Rússia foi divulgada no início deste mês. Desde então, representantes do Ministério da Agricultura e do Mdic têm tido reuniões para tentar solucionar a questão. A medida entraria em vigor no dia 15 deste mês.

"Estamos tentando resolver isso. Não é a primeira vez que acontece com a Rússia e não vai ser a última", disse o secretário, lembrando que o embargo foi motivado por questões fitossanitárias. Teixeira ressaltou ainda que a decisão russa não suspendeu toda a importação brasileira de carne para aquele país. "As empresas têm frigoríficos em vários estados, não somente naqueles três", afirmou.

Teixeira comentou que as razões do embargo são "técnicas" e que todas as recomendações russas estão sendo seguidas pelos frigoríficos. Daí a expectativa do governo de que a suspensão do embargo à carne brasileira originada destes 85 frigoríficos seja feita até o final do próximo mês. "São vários elementos que a gente tem que equacionar. Em alguns eles tem razão e em outros, não", afirmou.

Ontem, o secretário participou de encontro com exportadores promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, para tratar do lançamento da 30ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que será realizado em agosto. O secretário quer também unificar toda a legislação vigente sobre comércio exterior.

FONTE: DCI

Italianos mostram interesse em terneiros Charolês

Há cinco anos começaram as negociações entre a União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (UNICEB) e o governo do Estado de Santa Catarina, com o objetivo de implantar um projeto de importação de bovinos vivos do Estado catarinense para a Itália. As conversações avançaram e a expectativa é que sejam adquiridos, para a primeira viagem, entre 4 e 5 mil terneiros, que deverão formar o carregamento de um navio.

Segundo os membros da comitiva italiana que estiveram em Santa Catarina em fevereiro, a escolha por Santa Catarina se deu pela facilidade de acesso ao Porto de Imbituba e principalmente pelo Estado ser o único certificado como livre de Febre Aftosa sem vacinação no Brasil.

“O litoral catarinense é um ponto estratégico, principalmente para a exportação de animais”, diz Fulvio Fortunati, membro da União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb).

Os bezerros serão abrigados no Centro de Confinamento, em Imbituba. O espaço, com 33 hectares, servirá para realização de atividades de ambientação e concentração de bovinos destinados à exportação. Ali os animais, criados em Santa Catarina, ficarão por aproximadamente 40 dias, onde passarão por diversas aferições por Médicos Veterinários, além de preparação ambiental para a viagem marítima.

No local serão instaladas outras construções, como um centro de manejo, sede para a administração, para os serviços veterinários e para alojamento de outros funcionários, galpões para guarda de maquinários, equipamentos e instalações para distribuição de água, energia elétrica e alimentação para os animais.

Segundo o diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária da Cidasc, Méd. Vet. Roni Barbosa, o local já possui licença ambiental prévia da Fatma e a previsão é de que no primeiro semestre deste ano esteja em funcionamento.

“Se tudo correr bem o primeiro embarque será em julho deste ano”, afirma o veterinário Roni Barbosa.

Participação fundamental de criadores e de técnicos

Os terneiros selecionados deverão ser de raças européias ou seus cruzamentos, de preferência com as raças Charolês e Limousin, não castrados, com idade aproximada de oito meses e peso entre 200 e 250 quilos. A preparação dos terneiros nas fazendas está nas mãos dos criadores, tanto no aspecto de raças e cruzamentos utilizados como da alimentação do rebanho, especialmente das vacas.

Abre-se um novo mercado

“Financeiramente representa para os criadores um valor de aproximadamente 4 a 5 milhões de Reais, porém, a maior vantagem se constitui na possibilidade de ser viabilizada a especialização dos criadores para a produção de terneiros de boa qualidade, visando mercados mais competitivos e, portanto, de maior remuneração, a exemplo da Itália, mantendo em suas fazendas um plantel maior de vacas e touros ou uso da inseminação artificial, sem as demais categorias”, explica o Dr. Roni.

Médicos Veterinários, Zootecnistas, Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas, além de outros profissionais terão uma ativa participação, tanto na motivação dos criadores para o projeto, assim como na preparação dos terneiros para a comercialização, durante a concentração em Imbituba, e no acompanhamento da viagem de

navio até o continente europeu.

Outras informações podem ser obtidas diretamente na sede da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, através do fone (51) 3458-3919 ou ainda pelo e-mail charoles@charoles.org.br ou ainda através do site www.charoles.org.br.


Fonte: Comunicação & Marketing da Agênci
(51) 3231-6210
ciranda@agenciaciranda.com.br

Cardiologista diz que carne é insubstituível para o desenvolvimento e a saúde humana

“Para ser vegetariano, tem de ser rico e nutricionista”. A frase é uma pequena provocação de um dos mais renomados cardiologistas brasileiros, Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição e Nutrologia Clínica do Hospital do Coração (HCor-SP), que vem a Salvador no próximo dia 17 de junho para participar do 1º Encontro Baiano sobre Abate e Comércio Ilegal de Carnes. O evento, que tem à frente o Ministério Público Estadual e o apoio do Sindicato das Indústrias de Carne do Estado da Bahia (Sincar), tem como público-alvo promotores públicos especializados em Saúde, em Justiça e em Meio Ambiente, além de agentes fiscalizadores, gestores estaduais e municipais, indústria de frigoríficos, dentre outros, e acontecerá no Fiesta Convention Center, das 9h às 18h.


Na palestra que irá proferir, intitulada “Carne – Um excelente alimento”, o médico joga por terra a fama de vilã que a proteína animal vem ganhando mais fortemente nos últimos anos. “A carne é fundamental para o crescimento das crianças e para manter a saúde dos adultos. A chave para o consumo correto está nas quantidades”, ensina o cardiologista. “Nossos antepassados quando matavam um boi, tinham de comer tudo, ou salgar, pois não possuíam geladeira. Em compensação, faziam longas jornadas a pé. Hoje o sujeito vai para um rodízio e come um quilo só de picanha, sem falar no bufê e na sobremesa”, compara.


A quantidade recomendada pelo dr Magnoni é de 100 gramas ao dia, o equivalente a um bife pequeno. Segundo o médico, essa quantidade garante uma excelente dose de nutrientes como o zinco, as vitaminas do complexo B e o ferro. “Substituir um bife por vegetais exige investimentos altos e muito conhecimento, o que raramente acontece por quem faz essa opção”, diz o médico. Outro mito que ele combate é que a carne causa envelhecimento. “Na quantidade correta e como parte de uma dieta balanceada, isso não acontece”, garante. Sobre a gordurinha da picanha, paixão de muitos brasileiros, o médico flexibiliza. “De vez em quando, e com moderação, não tem problema”, ensina.



Catarina Guedes

Imprensa Sincar

catarinaguedes@agripress.com.br


Carne Certificada Pampa bate recorde de produção em abril

O Programa Carne Certificada Pampa da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), é o programa de certificação com maior tempo de atividades, desde o ano 2000 vem certificando com o Selo Carne Pampa a carne de Hereford e Braford produzida através do programa. Em 2011 há muito o que se comemorar, o crescente número da animais abatidos nas plantas frigoríficas conveniadas no Rio Grande do Sul, do Frigorífico Silva e Marfrig Frigoríficos do Brasil atingiu o auge com a produção de 85 toneladas de carne só no mês de abril de 2011.

Para o Gerente do Programa Carne Certificada Pampa, Guilherme Dias, “o ajuste do padrão racial, o treinamento dos certificadores e o aumento de animais identificados pelo Programa Gado Pampa, impactou direto no aumento de animais certificados nos meses de abril e maio”. “Comemoramos este resultado como um estímulo e indicando que estamos trabalhando no caminho certo”, comemora Dias

A ABHB vem fomentando o programa unindo a certificação frigorífica os Programas Gado Pampa Certificado e Terneiro Certificado Pampa, programas de certificação de gado em pé e que surgiram para suplementar produtos com a garantia de padrão HB.

Em 2011, a Carne Certificada Pampa estará presente na 17ª Feicorte no Espaço Carne, uma novidade da maior feira da cadeia produtiva da carne e que dará aos visitantes e convidados a oportunidade de conhecer o sabor, a maciez e a qualidade da Carne Hereford e Braford. O Carne Pampa estará no Espaço Carne nos dias 13 e 15 de junho, dia 13 das 19h às 22h e dia 15 do meio-dia às 15h.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Lorena Riambau Garcia
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social
(53) 3242-1332
ascom.hereford@braford.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2011

HOMENAGEM A MINHA QUERIDA VÓ "ALBERTINA LUND" (VÓ BETA ) QUE ERA GRANDE DEVOTA DE SANTO ANTÔNIO

DIA 13 DE JUNHO "DIA DE SANTO ANTÔNIO"

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES


Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 13/06/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 10/06/2011 - PRAÇA RS


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MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,49
KG VivoR$ 3,25R$ 3,25
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,23R$ 6,17
KG VivoR$ 2,96R$ 2,93
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 13.06.2011

BOI: R$ 6,50 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,10 a R$ 6,30

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 13.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,90

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 13.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Crise que dizimou os médios frigoríficos em todo o País se arrasta há três anos

Mais de dez frigoríficos que pediram recuperação não tem horizonte claro de operação

DA REDAÇÃO 13/06/2011 15h40
Os mais de dez frigoríficos de carne bovina que pediram recuperação judicial após a crise financeira de 2008 ainda não têm um horizonte claro para voltar a operar na normalidade. Sem crédito no mercado e sem conseguir vender suas fábricas, por conta da capacidade ociosa da indústria nacional,praticamente toda a “classe média” dos frigoríficos permanece em dificuldade, abrindo espaço para os únicos três grandes do setor: JBS, Marfrig e Minerva. Juntos, os três somam mais de 95% das exportações brasileiras de carne bovina, por exemplo. “Até agora, o setor não conseguiu se recuperar e não sei como vários casos vão acabar”, diz o advogado Alfeu Alves Pinto, do Boccuzzi Advogados Associados. O escritório defende credores no caso do Frigoestrela e acompanha os outros processos de recuperação judicial de frigoríficos, em busca de soluções que se apliquem aos demais. A extensa lista de empresas em recuperação judicial vai desde o gigante Independência, com dívidas de R$ 2,3 bilhões no momento da recuperação judicial, até o pequeno e mais recente a pedir a proteção da Justiça, o Forteboi. Mas a maior parte da lista é de médios frigoríficos aqueles que são maiores mais que empresas regionais, mas não têm o porte dos gigantes são eles: Arantes Alimentos, Margen, Quatro Marcos, Mataboi, Mercosul, Frialto, Frigol, Fribrasil e Frigoestrela. Em recuperação judicial, os frigoríficos evitaram que os credores executassem garantias e pedissem a falência das companhias. Mas o crédito para essas empresas sumiu, e elas não conseguem dinheiro novo para retomar as atividades. “Vejo essas empresas insistindo muito com as mesmas fontes de crédito, em vez de buscar novas”, diz Alves Pinto, para quem fontes externas pouco expostas ao risco deveriam ser procuradas. O Independência chegou a levantar US$ 150milhões em títulos de dívida após entrar em recuperação judicial, mas os recursos não foram suficientes e, meses depois, a empresa parou de operar suas fábricas. Outra saída seriam as injeções de capital por novos sócios ou a venda das empresas, modelos muito usados no caso das usinas de cana que passaram pelas mesmas dificuldades dos frigoríficos. “A situação é pior no caso da carne, mas acredito que com o retorno da liquidez financeira as empresas desse mercado e os fundos de private equity estão olhando para as companhias em recuperação”, diz o advogado Joel Bastos, do Felsberg e Associados. O escritório trabalha na recuperação do Arantes e do Frialto, representa credores no processo doIndependência e fez o processo do grupo de cana Infinity Bioenergy, adquirido pelo Bertin. Por enquanto, casos como o do Infinity não surgiram nos frigoríficos. OJBS incorporou a endividada Bertin Alimentos, mas antes que ela tivesse que recorrer à Justiça. Tanto o JBS quanto o Marfrig preferiram arrendar unidades industriais das empresas em recuperação, em vez de adquiri-las.Orisco é obviamente menor, mas essas operações não resolvem o problema de caixa das companhias em dificuldade e acabam mantendo-as fora do mercado, afirma Bastos.

FONTE:CORREIO DO ESTADO

Uruguay espera un bajo índice de preñez en 2011

Por condiciones climáticas y falta de suplementación, este año el país vecino experimentaría una baja en parición.
Los expertos esperan para este año una bajo índice de preñez en el ganado vacuno debido a las condiciones climáticas y a la falta de suplementación, según indicó el diario uruguayo El Observador.


Habiendo finalizado los entores, los especialistas son capaces de detectar la preñez o la falta de ella en los rodeos de cría del ganado vacuno de carne.
El veterinario Daniel Jaime dijo en diálogo con El Observador que en una muestra de 2.520 vacas el promedio fue de 64% de preñez.


El artículo refleja en detalle los datos obtenidos en una muestra realizada por Jaime en algunos rodeos de cría, en distintas zonas del país.


Lavalleja 270 vacas, 70%; Florida 660 vacas, 53%; Maldonado 490 vacas, 55%; San José 160 vacas, 72%; Florida (Cerro Colorado) 230 vacas, 53%; Tacuarembó (Paso de los Toros) 420 vacas, 84%; Flores 290 vacas, 75%.


En Florida los promedios de preñez fueron muy bajos por la falta de agua, dijo el experto. Los entores realizados en verano se vieron afectados por la sequía, que en el departamento se sintió bastante.


En el caso tomado como muestra en Tacuarembó, las 420 vacas lograron 84% de preñez, un buen promedio con respecto al resto de los casos. Se debió a que se tomaron varias medidas de manejo, como la plantación de especies forrajeras para el pastoreo y la suplementación del ganado, incluso se regaron algunas parcelas de pasturas.


Se estima que este año el índice de preñez no superará el 63% de promedio nacional, indicó el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, en su conferencia Agro en Foco que se realizó el 26 de mayo pasado en la ciudad de Durazno y que trató sobre ganadería vacuna.


El diario uruguayo también destaca que el problema principal es el manejo nutritivo, los productores que no hacen suplementación alimenticia, no obtienen buenos resultados, explicó Jaime. El porcentaje de preñez de 2010 fue 78,9% y por lo tanto muchas vacas se entoraron con cría al pie, lo que depara una mayor dificultad en quedar preñadas. A su vez, las condiciones climáticas no fueron favorables, por lo que muchas vacas quedaron vacías.

FONTE:ELRURAL.COM

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

Boi gordo: mercado está pressionado com o atacado perdendo força e consumidor migrando para carne de frango e suína já que não houve repasse de baixa para a bovina. Confinamento deve se confirmar menor e pecuarista precisa trabalhar no mercado futuro de opções.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

E a crise passou ou não passou?



FONTE: SCOT CONSULTORIA