quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mercado pecuário, uma visita ao básico



Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte

Vamos fazer uma pausa no feriado, caro leitor. Para o benefício dos leitores novos, para refrescar a memória dos leitores antigos, vamos voltar para a sala de aula? Vamos falar do tipo de informação que utilizamos e das ferramentas que dispomos para estudar o mercado pecuário. A última vez que rolou um texto desses foi em 2009.

É tempo de uma visita ao básico. É sempre bom visitar velhos amigos.

Veja você, no dia-a-dia a gente acaba pinçando um gráfico aqui, uma ideia acolá, uma análise mais adiante. No final, entretanto, a coisa gira... todas as análises desembocam de uma forma ou de outra ao redor do preço da arroba do boi. É o preço mais importante da pecuária, a meu ver. Em segundo lugar é o preço do bezerro, mas deixe isso daí anotado para daqui a pouco.

Preço de arroba de boi temos todo dia e em todo lugar, na internet, nos jornais e, recentemente, no twitter. De todos os valores divulgados, na Carta Pecuária levo em consideração apenas um — o Indicador Esalq BVMF da arroba à vista, livre de imposto, do boi do Estado de São Paulo. É o famoso indicador da bolsa.

Outro importante, mas daí é trabalho do leitor, é o preço da arroba na sua região, ou seja, o seu preço, caro leitor. No meu caso, é o preço do Mato Grosso do Sul e do Tocantins. (Nota: para evitar conflito de interesse gostaria de avisar ao leitor que estou membro da Câmara Consultiva do Boi Gordo da BVMF/Bovespa.)

Então, o preço geral da arroba, o que a gente usa para definir as tendências, o humor do mercado e para onde a pecuária vai é a arroba da bolsa, o indicador da bolsa. A gente usa ele como instrumento de navegação, como bússola no sentido que ele nos diz se é hora de vender ou comprar ou esperar.

As negociações são feitas, obviamente, não exatamente no preço da bolsa, mas nos preços locais onde cada um de nós negociamos gado. Esse preço pode ou não coincidir com a bolsa em função de alguma negociação específica do pecuarista com o frigorífico – mas na maioria das vezes não é igual e em boa parte do tempo os preços fora de SP estão abaixo.

Os preços não são iguais por causa do desconto que existe no preço da arroba paulista pra os outros estados.

Esse desconto existe, de forma simples e básica, por causa da valor do frete de caminhão boiadeiro da outra praça até São Paulo e do ICMS a ser recolhido na fronteira entre os estados. Então, na prática, o que um frigorífico tenta é comprar em Minas Gerais o animal a vai, por exemplo, 85 reais, e esse boi chegar em São Paulo e ser abatido por 90 reais.

Muitas vezes, 90 reais é, de fato, a arroba que está sendo paga lá em São Paulo. O diferencial de base, que é o nome técnico desse desconto, é na realidade uma forma de todos os preços virarem preços paulistas.

Aonde pegar a informação do indicador Esalq/BVMF? Bom, hoje em dia ele é divulgado em praticamente todos os sites da internet, porém, se você é como eu irá querer pegar esses dados diretamente da fonte. No caso, a fonte é o site da própria bolsa. Digite no Google: bvmfbovespa indicadores agropecuários.

O outro site naturalmente é o do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – o famoso Cepea, departamento da Esalq/USP de Piracicaba. É lá que são feitas as contas diárias e as pesquisas para a elaboração do incide do boi gordo. Google: cepea boi
Gordo.

No site da Carta Pecuária também tenho o último ano dessa base de informação, já devidamente anotado com os dados técnicos que mais utilizamos.

Então, vamos falar de ferramentas técnicas. Na realidade essas ferramentas são continhas que a gente faz sobre o indicador, caro leitor. Normalmente usamos contas mais simples, como as médias. Por exemplo, tiramos a média dos últimos 5 dias, dos últimos 42 e 252 dias. Para quê isso?

Bom, a média de 5 dias é a oficial da bolsa para o acerto financeiro no final de cada mês para quem negociou na bolsa no contrato daquele mês. Sendo assim, o contrato de abril, por exemplo, que acabará dia 30 agora terá seu acerto financeiro pela média dos últimos 5 preços do indicador. As médias de 42 e 252 dias são, respectivamente, a média dos preços nos últimos dois meses e do ano, respectivamente.

Daí você joga isso no gráfico. Ah, sim, gráficos... falei de preços e não falei de gráficos. Bom, no boi, como em qualquer outro mercado, acho mais fácil trabalhar as coisas olhando para gráficos.

É essa a razão que uso tantos nos textos – quero mostrar aos leitores e lhes dar a oportunidade de ver com seus próprios olhos o que estou falando.

Tenho um certo incômodo de ler relatórios que só falam as coisas sem tomar a prudência de provar ou embasar com dados seus comentários, daí tento não fazer a mesma coisa.

Particularmente, as médias são para sentir o humor de mercado, uma forma de comparar o que vejo nos gráficos com o que escuto por aí. Acho muito útil dessa forma.

Observe o gráfico a seguir. Quando a arroba está acima das médias, enxergo otimismo. arroba entre elas, mercado sem tendência.



Arroba abaixo das médias é um sinal de pessimismo do mercado. Funciona que é uma beleza esse tipo de informação. Atualmente, como você pode reparar que os preços estão abaixo das médias, e estão assim praticamente desde o final do ano passado. Alguém reparou no pessimismo no ar ultimamente? Não só isso que nos informa, é claro. Alguém reparou no pessimismo com que o boi está sendo cotado na bolsa nesses últimos meses?

Daí olhamos para o bezerro. O bezerro também tem seu indicador, elaborado puxando os negócios da categoria em Mato Grosso do Sul. Porque uso o bezerro? Bom, se o boi é a saída da pecuária, o bezerro é a entrada. Suas respectivas arrobas representam o presente (boi gordo) e o futuro (bezerro) dos preços. Como gosto de dizer: “O teto do boi é o bezerro.”

A razão disso é o custo de produção — o animal, não necessariamente o bezerro, mas o animal representa entre 50% a 80% dos custos totais de um boi gordo. Em seguida, olhamos para a inflação. Aqui na Carta Pecuária a inflação é utilizada como uma forma de atualizar os preços da arroba do boi e com isso traçarmos o ciclo pecuário. Duas coisas que a gente precisa saber de um ciclo pecuário. A primeira é que todos eles tem um início, meio e fim. Ao invés de falar início, meio e fim, a gente costuma usar alta, equilíbrio e baixa, que tem mais a ver com os preços, mas é só questão de nome, não muda nada.

A segunda é que os ciclos demoram. O último ciclo brasileiro durou dez anos, entre 1996 até 2006. Foram, grosso modo, três anos de alta, cinco de equilíbrio e dois de baixa até se iniciar o ciclo pecuário atual. No ciclo atual, tivemos dois anos de alta (07~08) e quatro de equilíbrio (09~12).

Estão muito parecidos os dois ciclos? Até agora, sim. Foram dois anos de alta no primeiro, dois anos agora. Foram cinco anos de equilíbrio no primeiro, quatro agora. Teremos cinco agora? Talvez sim, talvez não. Vamos esperar para ver. De qualquer forma se você me pressionar tenho a impressão que 2012 não será um ano ruim. Como não está sendo.

Se você me falar que acredita que o ciclo vai virar o ano que vem, daí sou parceiro. Agora, em 2012? Não tenho tanta certeza. Mas, caro leitor, deixe isso pra lá. Isso é picuinha, detalhismos, e não gosto de ficar pegando nessas coisinhas, nessas vírgulas.

Além de calcular o ciclo pecuário, uso a inflação como correção monetária da engorda. Ou seja, desconto a inflação da margem da engorda para achar a taxa real do negócio. Quando a gente joga a inflação e vê o estrago que ela faz nos números e, junto a isso, vê o impacto negativo de uma queda prolongada do boi gordo e a alta dos custos de produção você entende que o buraco é mais embaixo.

Por fim, mas não menos importante, o mercado futuro. Você deve ter reparado que não faço conta sobre o mercado futuro. Faço conta sobre o mercado físico. Somente depois comparo o que espero do físico com o futuro.

Hoje, por exemplo, considero os contratos futuros de entressafra mal precificados, mas isso não é o tema de hoje. Então é isso, caro leitor. São essas coisas simples, analisadas toda semana. São as mesmas informações que coloco abaixo na parte “Movimentação do Mercado”.

No dia-a-dia vamos lançando mão de outras ferramentas técnicas. Daí vamos explicando os resultados e tentando entender esse mercado. Na semana que vem continuaremos esse bate papo com o texto normal.

MOVIMENTAÇÃO DO MERCADO: Boi -- Indicador ESALQ/BVMF do boi, que mede a variação dos preços da arroba no Estado de São Paulo, fechou a semana com –0,11 a R$ 94,02 à vista. Cotações em R$ por arroba.

A média móvel de 5 dias fechou em R$ 94,67. O contrato de abril/12 fechou com +0,04 a R$ 94,81. O contrato de abril está +0,14 centavos acima do preço médio de liquidação do contrato.

O contrato que vence em maio/12 fechou com +0,14 a R$ 95,19; junho/12 –0,24 a R$ 96,17; julho/12 +0,68 a R$ 98,50.

Todos os vencimentos estão cotados à vista com o fechamento da sexta-feira e com a indicação semanal da variação de preços.

Bezerro -- Indicador ESALQ/BVMF de bezerro, que mede a variação dos preços no Estado do Mato Grosso do Sul, fechou a semana com –0,75 cotado a R$ 735,75 à vista. Cotações em R$ por bezerro.

A arroba do bezerro caiu um real e vale ao redor de R$ 109,00.

Todos os vencimentos estão cotados com o fechamento da sexta-feira e com a indicação da variação semanal.

Taxa de Reposição 1 -- Um boi gordo compra hoje 2,11 bezerros, sem mudanças na semana.

Dólar -- Dólar comercial fechou com +0,69% a R$ 1,886. Dólar futuro com vencimento no início de maio fechou com +0,57% a R$ 1,885; junho fechou com +0,60% a R$ 1,897.

Juros -- A taxa de juros do governo (SELIC) está hoje em 9,00% ao ano.

Inflação – IGP-M de abril +0,85%. Acumulado no ano2 +1,47%. Acumulado nos últimos 12 meses3 (maio-11 a abril-12) +3,60%.

Assim como os contratos de boi e bezerro se encerram pelo preço dos seus respectivos indicadores, o dólar se encerra pelo preço do dólar do Banco Central nas datas acima indicadas.

Frigoríficos 4 -- A arroba nos frigoríficos foi cotada hoje em São Paulo ao redor de R$ 95,00; no Mato Grosso do Sul, Dourados a R$ 87,50 (Base –8,3%) e em Campo Grande ao redor de R$ 88,00 (Base –8,3%).

A arroba em Goiânia foi cotada ao redor de R$ 86,00 (Base –10,9%). Em Cuiabá está em R$ 85,00 (Base –11,5%).

No sul do Tocantins a arroba foi cotada em R$ 87,00 (Base –10,4%). No Triângulo Mineiro ao redor de R$ 88,50 (Base –7,8%).

1 Considerando os valores nominais dos indicadores da ESALQ/BVMF.
2 e 3 Somatória com Juros Simples.
4 Fonte completa dos preços da arroba nos frigoríficos à vista e livre do Funrural: Informativo Boi na Linha, da Scot Consultoria.

CONCLUSÃO: A semana se encerra com uma pequena queda na arroba do boi gordo na medida que chegamos novamente a encostar nos piores preços do ano. O bezerro fechou em leve queda devolvendo a expressiva alta ocorrida semana passada. Os dois mercados estão antagônicos no curto prazo. O boi cai, o bezerro sobe.

Abraços,

Rogério Goulart

quarta-feira, 2 de maio de 2012

FEIRA DE TERNEIROS


FONTE: SINDICATO RURAL DE DOM PEDRITO

RS terá a primeira zona livre de brucelose e tuberculose do País

Projeto pioneiro deve dobrar o número de propriedades certificadas no Brasil desde 2001
Mônica Costa 

A comarca de Arroio do Meio - composta pelos municípios de Arroio do Meio, Capitão, Coqueiro Baixo, Nova Bréscia, Pouso Novo e Travesseiro - e o município de Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul, devem ser as primeiras regiões do País a conquistar a certificação para todo o rebanho bovino como livres de brucelose e tuberculose. As regiões possuem 1737 propriedades e 36,6 mil animais que passam pelo processo de avaliação para alcançar a certificação.

Se todas as propriedades forem aprovadas na avaliação, o Brasil terá, ao final de 2012, mais de 3 mil propriedades certificadas. Mais que o dobro das 1431 propriedades que receberam o selo nos últimos dez anos.

O processo no Rio Grande do Sul é conduzido pelo Programa Estadual de Certificação Sanitária em Brucelose e Tuberculose Bovídea (Procetube) criado no final de 2011 pelo governo gaúcho e visa a certificação regional, diferente do programa nacional, onde as certificações são realizadas individualmente. “O Procetube cria condições para controlar e erradicar a brucelose e a tuberculose do rebanho gaúcho, além de agregar valor ao Plano Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT)”, afirma Jorge Roberto Meana de Almeida, coordenador estadual do PNCEBT, do Ministério da Agricultura (Mapa).
O projeto pioneiro deve se estender para outras regiões do Estado. A expectativa é de que em oito anos todas as propriedades que criam bovinos para a produção de leite e carne do Rio Grande do Sul estejam certificadas.

Para aderir ao programa os criadores foram subsidiados pelo Mapa, Secretaria da Agricultura do Estado,o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa/RS) e prefeituras. “Uma propriedade gasta R$45,00 em média por animal, no Procetube os produtores pagaram apenas um terço deste valor”, diz Meana.

Para que a propriedade seja considerada negativa em tuberculose e brucelose são necessários três testes consecutivos durante o período de um ano em todos os animais, e que não haja nenhum resultado positivo.

Certificação Nacional

De acordo com o Mapa mais de 96 milhões de novilhas foram vacinadas desde a criação do programa pelo governo federal, em 2001. No ano passado 70% das fêmeas entre três e oito meses foram vacinadas contra a brucelose. “Alguns estados têm ótimas coberturas vacinais, como é o caso do Mato Grosso, com vacinação de quase 100% da bezerras, Tocantins onde 93% das novilhas foram imunizadas e Paraná com cobertura de 90% dos animais”, exemplifica Gabriela Bicca da Silveira, Chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose – DBT/CGCD Departamento de Saúde Animal – DSA/SDA do Mapa.

O PNCEBT prevê medidas compulsórias, como a vacinação de fêmeas com a cepa B19 e o controle de trânsito interestadual, bem como medidas de adesão voluntárias, como a certificação de propriedades. “O que mais estimula a participação do produtor são programas estaduais bem conduzidos e pagamento diferenciado pelos produtos”, analisa Silveira.
Fonte: Portal DBO

COTAÇÕES

 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 02/05/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 01/05/2012 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,77R$ 6,50
KG VivoR$ 3,25R$ 6,38
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,38R$ 6,21
KG VivoR$ 3,03R$ 2,95
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 02.05.2012

BOI: R$ 6,50 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,20 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA





PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO












EM 02.05.2012
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,85 A R$ 2,95



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO




EM 02.05.2012  REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,80 A R$ 4,00
TERNEIRAS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 3,10 A R$ 3,20
VACA DE INVERNAR R$ 2,70 A R$ 2,80

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br



Regulamento Leilão Virtual - Federacite 2012


Proposta de Regulamento de Leilão Virtual


R e g u l a m e n t o

O presente regulamento estabelecerá as normas que serão observadas durante o leilão virtual, via internet, que será realizado no dia 18 de maio de 2012 ás 20h, no Auditório da Federacite no Parque de Esteio, durante a Fenasul 2012, onde estará a Sala Central de Lances, sendo que os Cites participantes poderão disponibilizar salas de lances em seus municípios de origem.

1. Quanto ao número de animais ao leilão: a quantidade de animais por lote será de 25 animais das diferentes categorias (terneiros, terneiras, vaquilhonas, etc...). Ficando limitada a inscrição de 125 animais por citeano.
O número total de animais deverá ser de no mínimo 500 cabeças e no máximo 1.500 cabeças.

2. Quanto à inscrição dos animais: a inscrição será feita na Federacite. Não será cobrada taxa de inscrição. Somente deverá ser pago um valor de R$ 100,00 que servirá para custear a inspeção, identificação e filmagem.

3. Certificação: O remate será limitado a 1500 animais, sendo que a garantia de participação se dará por ordem de inscrição.

4. Quanto à identificação dos lotes: os lotes a venda terão as seguintes informações: CITE de origem, nome do proprietário, nome do estabelecimento, localização, quantidade de animais, categoria, data e horário da filmagem, peso na data da filmagem e constará de formulário próprio.

5. Quanto às informações e responsabilidade das mesmas: as informações são de responsabilidade do proprietário, técnico da leiloeira e técnicos da Secretaria da Agricultura do RS e não poderão infligir às normas das feiras oficiais de terneiros do RS.

6. Quanto às raças comercializadas: serão comercializadas todas as raças bovinas e bubalinas de corte e suas cruzas.

7. Quanto à comercialização: os animais serão comercializados por unidade (cabeça). O preço base, para início das vendas, será estipulada pelo vendedor. O leiloeiro deverá aceitar incondicionalmente a base estipulada, salvo convenção em contrário, no início do pregão. Será utilizado pré-lance através do site da FEDERACITE.

8. Quanto as formas de pagamento: a) pagamento a vista : mediante deposito na conta bancária do vendedor ou da leiloeira;  b) financiamento bancário: mediante apresentação de carta do banco financiador, garantindo o referido financiamento; c) prazos particulares: será concedido somente com autorização do vendedor, sobre esta liberação, e após a aprovação de cadastro do comprador.

9. Quanto às comissões do leilão: os gastos totais para os vendedores serão de 5% (cinco por cento) e os gastos totais para os compradores serão de 5% (cinco por cento) sobre o valor da compra. A comissão de compra será sempre a vista, independente do prazo da operação, sobre o valor da batida do martelo.

10. Quanto aos animais vendidos: a responsabilidade da documentação de trânsito estará a cargo do vendedor sendo este comunicado, diretamente pela leiloeira, para emitir a devida documentação, a fim de liberar os animais para embarque.
As GTAs (Guias de Trânsito dos Animais) serão emitidas exclusivamente em nome do comprador e não poderão ser transferidas a terceiros. As contras notas ficarão a cargo da Farsul e repassadas a leiloeira ou Federacite.
Os animais adquiridos a prazo ficarão sob “custódia fiduciária” com o comprador até a quitação total da compra, salvo se estabelecido de forma diversa, por escrito e antes do remate. O Comprador será responsável pelo pagamento do frete de deslocamento dos animais desde o local de origem até sua propriedade.
Os animais postos a venda são responsabilidade do vendedor até o momento do embarque em sua propriedade, em relação a guarda, manutenção e segurança bem como a documentação necessária e qualquer perda anterior ao embarque será de responsabilidade do vendedor, comprometendo-se este a entregar os animais com peso igual ou superior ao auferido no momento da inspeção. Sendo que a partir do embarque passam a ser de responsabilidade do cliente comprador.
O vendedor compromete-se a entregar os animais somente quando tiver em sua posse a respectiva documentação de venda, devidamente assinada pelo comprador, eximindo a leiloeira e a Federacite de qualquer responsabilidade se a presente cláusula não for cumprida.
As vendas no remate serão irrevogáveis, não podendo o comprador recusar os animais ou solicitar redução de seu preço em conformidade com o disposto no artigo 1106, do Código Civil.

11. Quanto à entrega dos animais: a mesma se realizará dentro de no máximo 10 dias após o remate. Este prazo poderá não ser cumprido se ocorrer impedimento por vacinação exigida pela DPA.
As reclamações serão aceitas dentro de um prazo máximo de 07 dias e deverão ser dirigidas para a leiloeira ou Federacite.

12. Quanto à venda no leilão: a empresa leiloeira, através de seu leiloeiro, apregoará o valor do lance que, formará o preço total de venda e          compra dos animais. Também será informado a condição de venda, data de vencimento, condições gerais dos produtos ou outras informações relevantes ao leilão.
As vendas efetuadas durante o leilão são irretratáveis e irrevogáveis, obrigando comprador e vendedor ao seu cumprimento, por si e por seus herdeiros ou sucessores.

13. Quanto à autorização de uso de imagem: a participação da pessoa no site da Leiloeira Rédea Remates e Federacite, importará na liberação em favor das citadas entidade, sem ônus a estes de seu nomes, imagens e som no período do evento, bem como após a ocorrência do mesmo pra fins de divulgação do resultado final alcançado.
Autorizam também a divulgação em periódicos e em sites, de todas as informações referentes ao leilão, tais como nome dos compradores, vendedores, dos animais comercializados e os valores efetivos das transações.
Ficam autorizadas também a gravação de todas as operações no site da leiloeira e Federacite, bem como a transmissão de informações por canal de TV, em periódicos e em sites da Leiloeira e Federacite.

14. Disposições gerais: Os participantes do leilão obrigam-se a acatar, de forma definitiva e irrevogável as condições do presente regulamento, o que é considerado como conhecido por todos, não podendo se recusar a aceitá-lo, alegando que não o conhece, conforme dispositivos encontrados no art.3º da introdução ao nosso Código Civil.
FONTE: RÉDEA REMATES
                                                   
                                                                                                   

Feira de Terneiros de Santo Antônio movimenta mais de R$ 400 mil


A XXII Feira oficial de terneiros, terneiras e vaquilhonas de Santo Antonio da Patrulha, promovida pelo Sindicato Rural em parceria com o escritório Morungava Remates registrou um excelente movimento na edição realizada no dia 28 de março último no parque de exposições em Barro Vermelho, vendendo 574 animais totalizando R$ 437.500,00. O escritório está muito satisfeito com os negócios como salientou Silvana Medeiros.

O presidente do Sindicato Rural demonstrou toda a satisfação pelo grande movimento de criadores, mesmo tendo sido uma tarde chuvosa. Incentivador dessa modalidade de negócios Eduardo Telles Maciel está agradecendo a todos quantos estiveram envolvidos na organização da Feira, bem como o apoio das autoridades locais e dos pecuaristas.

A excelente qualidade zootécnica mais uma vez ficou comprovada na edição deste ano. O Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi estiveram presentes garantindo linhas de financiamento para os criadores interessados.

O prefeito Daiçon Maciel da Silva, o vice-prefeito Armindo Ferreira de Jesus e o secretário da Agricultura e Meio Ambiente Ivo Roberto de Paula também prestigiaram a Feira que começou já pela manhã com a movimentação no parque, seguida do tradicional churrasco ao meio dia.

Pouco antes do início dos negócios o presidente Eduardo Maciel usou da palavra para destacar o significado da Feira, tanto para o Sindicato como para os criadores de gado.

Jorge Luiz Dutra dos Santos, que é um dos diretores da Farsul também usou da palavra para elogiar o trabalho que o Sindicato Rural vem realizando e o retorno das feiras de terneiros que sempre são bastante prestigiadas pelos pecuaristas.

Daiçon também fez uso da palavra cumprimentando o Sindicato, o escritório Morungava Remates e os pecuaristas pela realização do evento o que comprova o prestígio dos organizadores na promoção dos remates.

Um momento cercado de emoção foi quando Eduardo Maciel prestou uma homenagem ao pecuarista Vilson Gomes Gil recentemente falecido. A viúva e demais familiares receberam das mãos do dirigente do Sindicato Rural, uma placa em sinal de reconhecimento pela dedicação a agropecuária que o homenageado sempre demonstrou em vida.

Veja alguns dados
A média por quilo dos terneiros foi de R$ 4,13 e das fêmeas R$ 3,50.
Melhor lote de terneiros castrados foi o  de Eduardo Telles Maciel da Cabanha Manto Azul.
Melhor lote de terneiros inteiros foi o do criador Valderedo Braga
Melhor lote de terneiras foi do do pecuarista Erceu Santana
Melhor  lote de novilhas foi o de  Eduardo Telles Maciel
Ainda segundo o mesmo escritório o lote campeão de preço foi o de 41 terneiros de Valderedo Braga a R$ 1.050,00 cada adquiridos por José Romeu Machry.
O maior comprador com 223 reses foi José Romeu Machry de Rio Pardo.
FONTE: INTEGRAÇÃO NOTICIAS

Boi: Reação na demanda começa a mudar cenário da arroba


BONS VENTOS: A ligeira recuperação verificada neste mês nos preços pagos pela arroba do boi gordo pode ser um sinal de que a cotação da arroba do boi gordo tenha atingido o seu piso nesta safra. Mesmo ainda diante da oferta de fêmeas, a pressão de baixa, aparentemente, foi aliviada em razão da recuperação da demanda interna. A valorização da carne no mercado atacadista levou a um aumento da margem da carne sobre o preço pago ao pecuarista, podendo assim favorecer a um cenário de melhora já para o curto prazo. E, pelo menos, esse cenário é que o segue apontando o mercado futuro, que registra preços para o final de maio com um aumento de ao menos 3% superior ao atual preço. Outro fator que ainda deve favorecer é a expectativa de aumento das exportações de carne para os próximos meses, mesmo após os baixos resultados obtidos neste início de ano.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.
Fonte: Imea

Evolução dos embarques de carne bovina indiana


Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques de carne bovina indiana devem chegar a 1,53 milhão de toneladas equivalente carcaça (tec). Vale destacar que as estatísticas do USDA para o país incluem carne de bubalinos.

Em relação aos embarques de 2011, 1,22 milhão de tec, o órgão projeta um crescimento de 25% em 2012. Veja a figura 1.


Entre 2002, quando foram exportadas 411 mil tec, e o previsto para 2012, o aumento nos embarques é de 271%.

Desde 2009, quando o país embarcou 609 mil tec, e o esperado para 2012, o incremento é de 150,4%.

O país concorre com o Brasil em mercados menos exigentes, que pagam menos.

Este é um dos fortes motivos para que atinjamos mercados mais exigentes, uma vez que a concorrência nos atuais tende a ser cada vez maior por parte do país. 

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Principais indicadores do mercado do boi – 02-05-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,12% nessa segunda-feira (30) sendo cotado a R$93,91/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 94,77.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,51% e é cotado a R$ 731,38/cabeça nesta segunda-feira (30). A margem bruta na reposição foi de R$ 818,14 e teve valorização de 0,24%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (30), o dólar foi cotado em R$1,89 com valorização de 0,35%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,47% sendo cotado a US$49,66. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 30/04/12
O contrato futuro do boi gordo para Mai/12 foi negociado a R$94,85 com baixa de R$ 0,34.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para mai/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável, e é cotado a R$ 92,75. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 1,17 com baixa de R$ 0,11 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

GADO GORDO PELO MUNDO


FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS

BAGÉ - Remate da feira de terneiros comercializa 100% da oferta


A qualidade genética dos animais que entraram em pista no remate da 38ª Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas de Outono de 2012, na última quinta-feira, impulsionou a comercialização, segundo técnicos e leiloeiros.
Francisco de Assis
LEILÃO: foram vendidos 2,3 mil animais

O evento teve início às 15h, com a tradicional entrega de premiações.
O destaque na comercialização ficou por conta do reservado melhor lote da feira, vendido por R$ 1 050 cada terneiro, e o melhor lote , com 11 terneiros, foi vendido por R$ 1 mil reais cada animal.
A feira recebeu 32 produtores-compradores, e comercializou toda a oferta que era de 2,3 mil animais, somando mais de 1,5 milhão nas vendas.

Produtores premiados
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- Melhor lote produtor estreante - Fabiano Jardim (Lote 90)
- Melhor lote vaquilhonas - Eduardo Seabra Nogueira (Lote 158)
- Melhor lote primavera fêmeas - Diva Sapper (Lote 118)
- Melhor lote primavera machos - Izabel Correa Marques (Lote 5)
- Melhor lote outono machos - Guilherme de Souza Pokulat (Lote 21)
- Reservado melhor lote da feira -PP Santa Fé (Lote 31)
- Melhor lote da feira - Izabel Correa Marques (Lote 05)
- Melhor lote raça Angus - Izabel Correa Marques (Lote 5)
- Melhor lote raça Hereford - Arturo Isasmendi (Lote 26)
- Prêmios Apropampa
- Melhor lote raça Angus – Izabel Correa Marques (Lote 5)
- Melhor lote raça Hereford – Arturo Isasmendi (Lote 26)

FONTE: MINUANO ON LINE

terça-feira, 1 de maio de 2012

Terneiros Braford a venda

LOTE DE 62 TERNEIROS BRAFORD, COM PESO MÉDIO 200 KG, CARRAPATEADOS, MAMANDO E INTEIROS A VENDA


TRATAR COM LUND PELOS FONES 53.81113550 OU 99941513

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Carnes: dianteiro bovino valoriza 6,77% em trinta dias


Observando os valores das carnes no varejo, nota-se queda nas cotações nos últimos 30 dias. A carne bovina de primeira caiu 3,53%, atingindo R$13,95/kg no dia 26/abr. Já a carne de segunda caiu 1,95%, ficanod em R$ 10,08.
No atacado, o dianteiro bovino valorizou 6,77%, negociado a R$ 5,05/kg e o traseiro caiu 2,90%, ficando em R$7,37/kg. O boi casado foi negociado a R$ 6,09, com leve valorização de 0,66% nos últimos trinta dias.
Fonte: ICAP COrretora, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Catálogo da liquidação de plantel Pedra Só

clique aqui : http://www.pedraso.com.br/catalogo/




domingo, 29 de abril de 2012

9th World Devon Conference & Devon Brazil Tour



Associação do Angus chancela Feira Gaúchas de Terneiros


A Associação Brasileira de Angus chancela até meados de maio no Rio Grande do Sul, as Feiras de Terneiros Angus Certificados. A organização estima que ao todo sejam colocados em pista mais de cinco mil animais certificados pelo programa Terneiro Angus Certificado.
- Esta é uma ótima oportunidade para os invernadores gaúchos, por que eles já iniciam o trabalho de certificação da associação com a compra dos terneiros. O investimento é a certeza que o produtor tem, de que já está participando do Programa Carne Angus Certificada, é o início da produção de carne de qualidade - pondera o diretor do programa de certificação da entidade, Reynaldo Salvador.
A parceria entre a associação do Angus, Grupo Marfrig e Associação de Núcleos de Produtores de Terneiros de Corte (Anptc-Sul) foi responsável pela ideia em certificar o maior número possível de animais Angus, produzidos no Rio Grande do Sul, que se enquadrem no padrão racial aceito pelo programa Carne Angus nas feiras oficiais organizadas pela Anptc.
- A compra destes animais permite que o invernador tenha mais tranquilidade na hora fazer a recria e terminação dos terneiros, pois sabe que comprou exemplares com padrão racial, um dos pontos principais do programa - disse o gerente de fomento do grupo Marfrig, Diego Brasil, lembrando que apenas o padrão racial não garante a bonificação.
As próximas feiras acontecem nas cidades gaúchas de Cachoeira, com a venda de terneiros machos e fêmeas na noite desta sexta-feira (27/04); Caçapava, onde a feira de machos acontece em 03/05 e a de fêmeas dia 10/05; e na cidade de Lavras, com a venda de terneiros machos certificados dia 05/05.
- Os técnicos da associação estão visitando as propriedades produtoras de terneiros para atestar toda qualidade e adequação dos animais ao padrão racial do Programa Carne Angus Certificada, desde sua origem - explicou o assistente técnico da entidade, Jean Soares, lembrando que as feiras de São Sapé, Pinheiro Machado e Bagé, que aconteceram no final de abril, abriram a temporada da venda da genética Angus nas Feiras de Terneiros do Rio Grande do Sul.
* Com informações da Associação Brasileira de Angus

Jornal angus@News - Edição abril 2012

 Jornal angus@News - Edição abril 2012


CLIQUE AQUI: http://www.angus.org.br/associacao/visualiza/?ID_ITEM=14



FONTE: ABA