quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pará volta a exportar búfalos para Venezuela


Retomando o comércio de bubalinos com o mercado exterior, interrompido desde o final do ano passado, o Estado do Pará iniciou, há pouco mais de 15 dias, o embarque para a Venezuela de 4.500 búfalos comercializados vivos. Os navios carregados com os animais, parte deles ainda em quarentena, zarpam do porto de Vila do Conde. Do total comercializado, cerca de 3.000 búfalos são procedentes do Marajó e os restantes 1.500, de outros municípios paraenses.

De acordo com o presidente da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos, João Rocha, o Estado do Pará exportou no ano passado cerca de 10 mil búfalos. A Venezuela, que adquire esses animais principalmente para cria e recria, foi o destino de aproximadamente oito mil cabeças. Os restantes – em torno de dois mil – foram comercializados para o Líbano e destinados integralmente ao abate.

As informações sobre o rebanho bovino hoje existente no Brasil são divergentes e variam de acordo com a fonte. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por exemplo, quantificou o rebanho brasileiro em 2010, data de seu último levantamento, em pouco mais de 1,2 milhão de cabeças, respondendo o Pará, sozinho, por cerca de um terço desse total. Aqui, os maiores produtores são os municípios de Chaves, Soure e Cachoeira do Arari.

A Associação Paraense de Criadores de Búfalos, por sua vez, trabalha com números ligeiramente superiores. Segundo o presidente da APCB, João Rocha, o Brasil abriga hoje um rebanho de aproximadamente 1,5 milhão de bubalinos, dos quais a maior parte, cerca de um milhão, está concentrada na região Norte. Como há entre essas estimativas uma defasagem de dois anos, pode-se atribuir a diferença dos números ao crescimento vegetativo dos rebanhos nas diferentes regiões brasileiras ao longo desse período.

Já a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), entidade criada em 1960 com sede em São Paulo, trabalha com números muito mais robustos. A entidade estima em cerca de três milhões o rebanho bubalino nacional. Segundo a ABCB, o rebanho brasileiro de búfalos tem o maior índice de crescimento entre todos os animais campestres do país. Com isso, ela projeta para dentro de trinta anos um rebanho de 50 milhões de cabeças.

Mantendo-se à parte desse tipo de discussão, o presidente da APCB, João Rocha, observa que o búfalo alcança melhores preços no mercado internacional porque é mais precoce e tem dupla aptidão, tanto para a produção de carne quanto para leite. Além disso, acrescentou, o leite de búfala apresenta no processo industrial um rendimento médio superior em 40% ao do leite de vaca.

A bubalinocultura é hoje considerada uma boa opção para a produção de leite em função de sua excepcional qualidade e dos altos teores de gordura, proteína e sólidos, o que lhe permite maior rendimento na fabricação de lácteos, em especial na produção do queijo mozzarella, um alimento com demanda crescente nos mercados de todo o planeta. Estudos realizados por diversos centros de pesquisa para a Organização Mundial de Saúde apresentam, como traço comum, a conclusão de que o consumo do leite de búfala e de seus derivados reduz os riscos de doenças cardiovasculares, especialmente o infarto e a aterosclerose. 

BÚFALOS

4.500 animais foram embarcados do Pará para a Venezuela. 3 mil búfalos são procedentes do Marajó e 1,5 mil de outros municípios do estado.

2011

8 mil animais foram exportados no ano passado para a Venezuela e 2 mil, para o Líbano. Segundo dados de 2010, o rebanho de búfalos no Brasil varia de 1,2 milhão (Mapa) de cabeças a 3 milhões (criadores). O Pará tem cerca de 1/3 desse rebanho. 































FONTE:  Diário do Pará

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pesquisadores da Fepagro integram programa de controle do capim annoni



Estudos visam ao controle da praga
Estudos visam ao controle da praga - Foto: Fernando Dias







Representantes da Fepagro e da Fundação Zoobotânica reuniram-se na tarde de segunda (14) para debater temas ligados ao RS Biodiversidade, programa coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.  A Fepagro é responsável pela execução de um projeto que visa à preservação da pastagem nativa do Estado frente à invasão do capim annoni, gramínea de origem africana que impede o crescimento de outras espécies.
Dentro do projeto, estão previstos dois estudos sobre o controle do capim annoni, coordenados pelos pesquisadores Gláucia do Amaral e Ângelo Schneider, na Fepagro Campanha, em Hulha Negra. No local e em outro município (ainda não definido), também serão realizados cursos destinados a técnicos, produtores e trabalhadores rurais sobre a prevenção da praga, organizados pela cientista Zélia Castilhos. O projeto ainda prevê um programa de combate à espécie, conforme previsto na lei estadual nº 13.187.
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“Todo o Rio Grande do Sul foi invadido pela espécie, que é a principal ameaça à pastagem nativa do Estado”, destaca Castilhos, sobre a importância do combate ao capim annoni. “O problema é mais forte na Metade Sul, que é onde vamos concentrar as ações do programa”. 

Texto: Mírian Socal Barradas
Divisão de Comunicação Social/Fepagro

Frigoríficos recuperam margens no 1º tri

A queda nos custos de produção de bovinos no país impulsionou o resultado operacional dos frigoríficos no primeiro trimestre, como demonstraram os balanços divulgados ontem por JBS, Marfrig e Minerva, as três das maiores empresas do segmento no país. A maior oferta de animais para abate e o recuo nos preços do boi gordo abriram caminho para que as empresas apresentassem margens melhores, embora o efeito da guinada do dólar sobre as dívidas tenha tirado um pouco do brilho do resultado final.

Líder global em proteína animal, a JBS registrou um lucro líquido de R$ 116,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 21% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Apesar dessa retração, a companhia informou um lucro ajustado de R$ 240 milhões, 63,2% superior, que desconta uma provisão de imposto que só teria efeito sobre o caixa em caso a empresa fosse vendida. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos e amortizações (Ebitda, na sigla, em inglês) caiu 16,7%, para R$ 696,5 milhões, enquanto a margem Ebitda recuou de 5,7% para 4,4%.



A Marfrig reportou um lucro líquido de R$ 34,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, valor 46,7% superior aos R$ 23,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A companhia reverteu ainda o prejuízo de R$ 138,6 milhões sofrido no quarto trimestre de 2011.


O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do frigorífico foi de R$ 410,7 milhões nos primeiros três meses deste ano, um aumento de 21,8% quando comparado aos R$ 337,3 milhões no primeiro trimestre de 2011. Já a margem Ebitda subiu de 6,4% para 7,8%, na mesma base de comparação. O Ebitda ficou acima da média esperada pelos analistas de mercado, que era de R$ 361 milhões.

Os negócios na área de carne bovina foram os principais responsáveis pela melhora do Ebitda. Embora a receita líquida da Marfrig Beef (divisão de bovinos da companhia) no trimestre tenha registrado uma queda anual de 9,6% (de R$ 1,92 bilhão para R$ 1,73 bilhão), o Ebitda aumentou em 28,5% (para R$ 202,1 milhões, ante R$ 157,3 milhões em igual período de 2011). Com isso, a divisão de bovinos foi responsável por pouco mais de 61% do aumento no Ebitda global da Marfrig.

E o resultado poderia ser ainda melhor, não fosse a forte retração das exportações da Seara Foods, divisão de aves e suínos da Marfrig. Influenciada pelos estoques de frango elevados em mercados relevantes com os de Japão e Oriente Médio, as exportações da divisão recuaram 17,1% na comparação anual, para R$ 1,014 bilhão.

O vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Marfrig, Ricardo Florence, acredita em uma recuperação dos embarques da divisão ao longo dos próximos meses. "Gradativamente, temos visto maiores volumes e um pouco mais demanda. Existe uma tendência de recuperação tanto para frango, quanto para suínos", ressaltou.

Mas, a despeito do fraco desempenho das exportações, o desempenho da Seara Foods também foram positivo, com destaque para o crescimento 24,6% das vendas no mercado interno. A unidade reportou um Ebitda de 208,6 milhões, um aumento de 15,8% ante o mesmo período do ano passado. A Seara respondeu por 66,8% das vendas da Marfrig, embora tenha entregado apenas 51% do Ebitda.

A Marfrig minimizou o risco de uma depreciação cambial sobre seu endividamento. Ao fim do primeiro trimestre, mais de 75% de uma dívida bruta de R$ 8,63 bilhões estava lastreada em dólar ou outras moedas. Desse total, apenas R$ 4 bilhões estavam protegidos por meio de operações de hedge.

Apesar da grande exposição às oscilações do câmbio, Florence disse que guinada do dólar frente o real nas últimas semanas não representa uma ameaça. Pelo contrário, "para nós, a desvalorização do real é extremamente vantajosa porque melhora as nossas margens de exportação", declarou. O executivo sustenta que o nível de endividamento em dólar está em linha com o volume de vendas em moeda estrangeira, que responde por 75,3% da receita total da Marfrig.

O índice de alavancagem da Marfrig, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 4,51 vezes no primeiro trimestre de 2012, um ligeiro aumento em relação ao apurado no trimestre anterior (4,45 vezes). Florence disse que essa relação teria sido de 3,52 vezes caso a venda dos ativos de logística da Keystone, em abril, tivesse sido concretizada no primeiro trimestre.

O executivo observou, ainda, que a empresa possui recursos suficientes em caixa para pagar 1,1 vez a dívida de curto prazo (vencimento até o primeiro trimestre de 2013), que soma pouco mais de R$ 3 bilhões. Perguntado sobre o vencimento, em julho, de cerca de R$ 250 milhões referentes ao cupom anual das debêntures conversíveis em posse do BNDES, Florence afirmou que a empresa estuda opções junto ao banco de fomento sobre o vencimento anual do cupom.

Já o Minerva amargou um prejuízo líquido de R$ 66,7 milhões no primeiro trimestre do ano, ante um lucro de R$ 14,6 milhões nos primeiros três meses de 2011. Apesar do resultado mais fraco, a receita líquida da companhia cresceu 7,2%, na comparação anual, para R$ 944 milhões.

O Ebitda, por sua vez, cresceu 28,1%, para R$ 77,2 milhões. A margem Ebitda também subiu, de 6,8% para 8,2%, na comparação entre os primeiros trimestres de 2011 e 2012. Trata-se do melhor resultado para o período desde 2007.

O diretor presidente da companhia, Fernando Galleti Queiroz, minimizou o prejuízo. Ele atribuiu o resultado mais fraco ao impacto da desvalorização do real sobre a dívida e as recentes operações de refinanciamento da companhia. "Descontados esses efeitos, teríamos um lucro próximo de R$ 5 milhões".

O presidente do Minerva afirmou ainda que a queda no preço do boi gordo, fator que mais contribuiu para a melhora dos indicadores operacionais, ficará "ainda mais evidente a partir dos resultados do segundo trimestre". (Colaborou Fernanda Pressinott)

Fonte: Valor Econômico. Autores: Gerson Freitas Jr. e Luiz Henrique Mendes

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 09.05.2012

BOI: R$ 6,50 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,20 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA





PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO







EM 16.05.2012
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,85 A R$ 3,00



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO



EM 16.05.2012  REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,80 A R$ 4,00
TERNEIRAS R$ 3,30 A R$ 3,40
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 3,10 A R$ 3,20
VACA DE INVERNAR R$ 2,65 A R$ 2,75

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br


Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos: Carta de Campo Grande


CARTA DE CAMPO GRANDE

 
Nós, pecuaristas, e demais integrantes da Cadeia Produtiva da Pecuária de todo o País, reunidos nesta data na sede da ACRISSUL – ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, vimos nesta oportunidade alertar a nação e suas instâncias representativas quantos às lastimáveis práticas hoje utilizadas por algumas empresas do setor frigorífico.
 
É sabido que o Governo Federal, através do BNDES, adotou política de capitalização dessas empresas, viabilizando seu crescimento e forte inserção em mercados estrangeiros. No Brasil a expansão dessas empresas se deu de forma vertiginosa e surpreendente.
 
Com tais recursos fizeram arrendamento de várias plantas frigoríficas, constituíram direta ou indiretamente confinamentos de centenas de milhares de animais, e passaram a interferir, pela ação monopolista, no mercado do atacado do boi e da vaca gorda e, por decorrência, em todo tipo de gado magro, regulando preços de compra desses insumos. 
 
Tal prática nefasta ao setor já tão sofrido é profundamente prejudicial às economias regionais e tem se tornado motivo de nossa extrema preocupação, na medida em que interfere na prática do livre mercado que sempre deveria ser regulado pela oferta e procura.
 
A concentração, alavancada com recursos públicos, afeta a rentabilidade do negócio pecuário e, consequentemente dificulta a sustentabilidade do setor, baseada no tripé: ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. O controle de mercado é patente quando os preços entre as indústrias se alinham, desconsiderando a logística em um País de dimensões continentais como o Brasil.
 
Pior, por conseqüência, afetará sem duvida o preço da carne no varejo, com majoração de preços para o consumidor final.
 
As práticas constatadas até o momento, com artifícios contratuais e/ou contábeis, com fechamento de plantas existentes, vêm claramente afetando as economias do interior dos estados produtores de carne, provocando desemprego, em claro conflito com as políticas publicas do Governo Federal.
 
Assim, nós que respondemos pela produção de alimentos de todo o País, vimos requerer:
 
1)  Que as Comissões de Agricultura e Pecuária da Câmara Federal e do Senado atuem com a máxima urgência a fim de impedir que tais transações continuem;
 
2)  Que o CADE examine os procedimentos de aquisição das indústrias frigoríficas em pauta, em âmbito nacional, além da interferência e desdobramentos dessas aquisições em âmbito regional, onde claramente se nota o abuso de poder econômico utilizando-se, como já foi dito, de dinheiro público;
 
3)  Que o BNDES também promova a  democratização dos seus recursos para atender as médias e pequenas empresas do setor. 
 
4)  Que os governos Estaduais promovam ações imediatas com vistas ao fortalecimento de tais empresas de menor porte.
 
5) Que o Governo Federal não crie imposto sobre exportação de bovinos vivos, por ser esta uma alternativa de comercialização e de equilíbrio de preços;
 
6) Que o Ministério Público Federal examine a responsabilidade por sucessão de natureza tributária e trabalhista, dos estabelecimentos que estão sendo comprados ou arrendados.
Independentemente das ações aqui requeridas, nos comprometemos a criação de um CONSELHO NACIONAL DE PECUARIA DE CORTE, para encaminhar as questões da cadeia da carne nas instâncias políticas, administrativas e institucionais pertinentes. 
 
Campo Grande-MS, 14 de Maio de 2012.

ENTIDADES PARTICIPANTES 
 
ACRISSUL – Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul: Chico Maia  
 
ACRIMAT  - Associação dos Criadores de Mato Grosso: José João Bernardes
 
UDR – União Democrática Ruralista: Luis Antonio Garcia Naban
 
SRB – Sociedade Rural Brasileira: Cesário Ramalho da Silva
 
ABCZ- Associação Brasileira de Criadores de Zebu: Duba Biagi 
 
ANPBC – Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte: José Antonio Fontes
 
ASFAX – Associação dos Fazendeiros do Alto Xingu: Carlos Alberto de Oliveira Guimarães
 
APR-MT – Associação dos Produtores Rurais de Mato Grosso: Ricardo Borges de Castro Cunha 
 
ABEG – Associação Brasileira dos Exportadores de Gado: Gil Reis 
 

Fonte: Acrissul

terça-feira, 15 de maio de 2012

Devon Brazil Conference 2012








FONTE: DEVON BRASIL

Boi - Preços reagem na BM&F, mas físico ainda trabalha sob forte pressão


Boi: Preços reagem na BM&F com expectativa de que safra esteja encontrando um fundo e oferta possa diminuir. Mercado ainda opera sob pressão nesta terça-feira. Em SP a @ se mantém negociada a R$94 à vista.

Reação nos preços na BM&F acontece devido à expectativa de que a safra esteja se aproximando do fim, pois muitos pecuaristas não devem possuir oferta para daqui a 30 dias.

Mercado físico nesta terça-feira opera ainda sob pressão negativa da oferta, sem grandes negócios. Escalas em SP atendem entre 7 e 8 dias. No Mato Grosso do Sul as escalas atendem entre 8 a 10. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

MARFRIG - Divulgação de resultados 1T12

FONTE:http://www.slideshare.net/cleberson.souza/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ainda sob efeito da oferta, boi inicia semana com mais pressão


Boi: Oferta de animais ainda pressiona mercado e semana começa com escalas em SP atendendo em até 5 dias, com a @ negociada a R$94 à vista e R$95,50 a prazo.

Semana se inicia com pressão sob os preços ainda devido à oferta, principalmente do boi terminado. Referência em SP é R$94 à vista e R$95,50 a prazo, com oferta de balcão oscilando entre R$92 e R$95. Escalas atendem entre 4 e 5 dias.

No Mato Grosso do Sul mercado também segue pressionado. Em Campo Grande a arroba é negociada a R$87 à vista e R$89 a prazo. Três Lagoas R$87 à vista e R$89 a prazo e Dourados R$86,50 à vista e R$88,50 a prazo. 

Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

GO concentra abates em apenas 3 grande frigoríficos, relata Ricardo Yano


Boi: GO concentra abates em apenas 3 grande frigoríficos. Estado que importante celeiro confinador vê o mercado desabar diante da falta de competitividade entre as empresas.

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Principais indicadores do mercado do boi – 14-05-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,02% nessa sexta-feira (11) sendo cotado a R$ 93,29/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 94,23.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,47% e é cotado a R$ 706,10/cabeça nesta sexta-feira (11). A margem bruta na reposição foi de R$ 833,19 e teve valorização de 0,44%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (11), o dólar foi cotado em R$ 1,95 com desvalorização de 0,35%. O boi gordo em dólares teve valorização de 0,38% sendo cotado a US$47,82. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 11/05/12
O contrato futuro do boi gordo para Jun/12 foi negociado a R$ 92,83 com baixa de R$ 0,21.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jun/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 92,55. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 0,74 com alta de R$ 0,02 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico

FONTE: BEEFPOINT

Pedra Só fatura R$ 1,23 milhão


A Estância Pedra Só, de Pedro Osório, faturou sábado, no remate de liquidação do plantel Angus e Brangus, R$ 1,23 milhão com a venda de 401 animais. As fêmeas Angus saíram pela média de R$ 4 mil e as Brangus, por R$ 3,1 mil. Os machos Angus, por R$ 3,5 mil e os Brangus, por R$ 3,6 mil.


FONTE: CORREIO DO POVO

sexta-feira, 11 de maio de 2012

As exportações de bovinos vivos no contexto da pecuária brasileira




por Equipe Scot Consultoria 




A exportação de bovinos vivos se consolidou no Brasil, inicialmente pela demanda existente e pela oportunidade de negócio. Havia quem quisesse comprar e o Brasil estava apto a vender. Atualmente existe uma gama enorme de setores que dependem desse comércio, desse canal de escoamento da produção e, que se desenvolveram com a ajuda das exportações de bovinos vivos. É preciso contabilizar os empregos gerados direta e indiretamente.

A atividade é uma oportunidade existente para o produtor rural, que não concorre ou reduz a competitividade de outras formas de comercialização da produção pecuária, sendo o contrário, verdadeiro, pois promove a pecuária e todos os elos que compõem a cadeia.

Boa leitura!
















BNDES precisa se explicar


 
A discussão em torno do monopólio das indústrias frigoríficas “ganha corpo” no Brasil

BNDES precisa se explicar

 
A busca para frear a linha ascendente da concentração das indústrias frigorificas nas mãos de poucos grupos e a linha descendente dos pequenos frigoríficos, ganha força no Brasil, principalmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que detêm os maiores rebanhos bovinos brasileiros. “Estamos em busca de explicação para saber por que alguns grupos foram abençoados com recursos públicos vindos do BNDES e outros não?”, pergunta o superintendente da Acrimat - Associação dos Criadores de Mato Grosso, Luciano Vacari.
 
Esse será um dos pontos discutidos no dia 14 de maio, no Tatersal de Elite 1 da Acrissul, em Campo Grande (MS), às 19h30, no evento Debate Pecuária X Concentração de frigoríficos. Um encontro organizado pelas Associações de Criadores dos Estados de Mato Grosso (Acrimat) e Mato Grosso do Sul (Acrissul). Vacari salienta que os pequenos frigoríficos não tiveram, e continuam não tendo, ajuda do crédito oficial para se manter “e o resultado disso é que o pequeno fecha por falta de crédito e o grande, que foi abençoado pelo BNDES, compra o pequeno e gera a famigerada concentração”.
 
Informações da Acrissul dão conta que a concentração da indústria frigorifica hoje é algo tão preocupante que somente 8 frigoríficos respondem por 29,4% de todo o abate no País. Em Mato Grosso do Sul três frigoríficos respondem dos 70% dos abates. “É preciso que saibamos nos posicionar em relação a este entrave que vem sendo desenhado pela concentração da indústria frigorífica. Se não agirmos unidos e com eficiência, poderemos nos tornar no futuro meros integrados, como já acontece na produção de suínos e aves”, compara Chico Maia, presidente da Acrissul.
 
Em Mato Grosso a situação não é diferente e apenas um frigorífico é responsável por 50% da capacidade de abate do estado e em algumas regiões reina absoluto, com 100%. A partir de 2009 a quebra dos frigoríficos tomou corpo com a crise de credito mundial. Em Mato Grosso os frigoríficos Quatro Marcos, Arantes, Independência e Pantanal fecharam, o Frialto e o Mataboi entraram com pedido de recuperação judicial e o Guaporé arrendou suas unidades para o JBS. “Isso acarretou em um prejuízo enorme para os produtores que receberam calote de todos os lados, e hoje estão reféns dos abençoados, e até mesmo o grande provedor dos recursos públicos, o BNDES, imputou ao povo brasileiro, prejuízos através de sociedades firmadas com grupos frigoríficos”. Vacari ainda pondera, que “se o BNDES pulverizasse esse crédito a situação seria bem diferente e o banco deve explicações sobre isso, não só aos produtores, mas à sociedade brasileira, que no final é a que paga a conta”.
 
Participam da reunião em Campo Grande, o presidente da Acrimat, José João Bernardes, e o vice-presidente, Jorge Pires e o superintendente, Luciano Vacari, o presidente da Acrissul, Francisco Maia, da União Democrática Ruralista, comparece o presidente Luiz Antônio Nabhan Garcia, e do Pará estará o presidente da Associação dos Exportadores de Boi em Pé, Gil Oliveira Reis. As bancadas federais de MT e MS foram convidadas e vários parlamentares dos dois Estados confirmaram a participação. O encontro será transmitido ao vivo pelo Novo Canal, emissora do SBA-Sistema Brasileiro do Agronegócio (www.sba1.com). (Com informações da Acrimat e Acrissul)

Agrolink com informações de assessoria

É AMANHÃ !!!!!!!


Boi - Escalas longas aumentam pressão sob os preços


Boi: Oferta segue pressionando cotações do boi gordo e preços recuam em SP, MS e GO. Escalas em SP e MS atendem em mais de 10 dias. Consumo do dia das mães não deve favorecer preços.

Indústrias operam com estoques cheios para a próxima semana. Há um consumo maior no dia das mães, mas estoques folgados vão impedir variações significativas nos preços da @ ao produtor.
Em São Paulo, as escalas estão preenchidas até os dias 21 e 22 de maio em quase todos os frigoríficos, com @ negociada a R$93 à vista. No Mato Grosso do Sul as escalas estão mais longas e atendem até o dia 24, com a @ cotada a R$86 à vista e R$88 a prazo. Em Goiás escalas fechadas para a próxima semana, com @ a R$82 à vista e R$84 para 30 dias.
Cenário não é positivo em curto prazo, pois a oferta é abundante e o consumo não é promissor.   
Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira

Margem de comercialização dos frigoríficos em alta


por Hyberville Neto




Mercado do boi gordo pressionado. A saída de animais devido à diminuição da qualidade das pastagens tem gerado boa oferta e valores menores para o boi gordo.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo os negócios ocorrem ao redor de R$94,00/@, à vista. Existem ofertas de compra de até R$92,00/@. 

As escalas dos frigoríficos atendem de quatro a cinco dias, na maioria dos casos. Tipicamente, o Dia das Mães é um período de boas vendas de carne.

No entanto, o aumento da oferta de bois e, consequentemente, carne, tem segurado as cotações no mercado atacadista com osso.

No atacado sem osso houve valorizações. A margem de comercialização dos frigoríficos, considerando o Equivalente Scot Desossa, que afere a receita com a venda da carne sem osso, derivados e miúdos, está em 27,4%.

Este valor é 7,5 pontos percentuais maior que a média desde o início de 2008, de 19,9%.

Na comparação com o mesmo período de 2011, a margem atual está 9,1 pontos percentuais maior. Naquele período estava em 18,3%.

Esta diferença foi causada pelas movimentações opostas da matéria prima e produtos do abate.

Enquanto o preço do boi gordo recuou 5,4%, a receita do frigorífico por animal aumentou 1,4%, considerando as vendas no mercado interno.

Somando a isto, a ociosidade menor devido à oferta, que dilui os custos fixos, a situação para frigoríficos que vendem no mercado interno está melhor que em 2011.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Jogo rápido


Pessoal, hoje é jogo rápido! Não tem muito o que dizer do mercado, só que a oferta continua abundante e dá espaço para novos recuos. A expectativa de começo de mês mais firme não se confirmou, mas na verdade, maio não segue muito essa regra.
O que quero dizer é que nos meses de maio, a oferta costuma pesar mais na balança do que o consumo devido exatamente ao período de safra, mais especificamente seu fundo, que costuma ocorrer nesta época do ano. Vou provar através de números, vejam:
O que ficou claro aqui é que maio não costuma ser um mês muito camarada em termos de sustentação ao mercado atacadista de carne, ao contrário de abril. Nos últimos anos, com exceção de 2011, houve boa valorização para a carne no período. Mas como pode, se em maio temos feriado do Dia do Trabalho e Dia das Mães?
Pode porque, como comentei anteriormente, a oferta consegue falar mais alto que a demanda neste período específico. Normalmente, nesta época, o frio já chegou, mas ainda é safra. Como as pastagens começam a perder qualidade, a saída do pecuarista é vender o que tem em estoque ou mandar para o confinamento, quando ele considera essa alternativa. Mas como 90% de nossa produção é extensiva, um bom número de animais entra na linha de abate e mexe com a sustentação do mercado no período.
Em 2012, especificamente, a situação é ainda mais complicada. Considerando-se o Brasil pecuário, tivemos 25% menos chuvas neste primeiro trimestre se comparado ao mesmo período do ano passado. Nem deu para as pastagens começarem a se recuperar direito e já entrou o clima frio de maio pra estragar tudo! Certo, mas vamos tentar ver o lado bom da coisa. A questão é que estamos quase chegando à segunda quinzena de maio. Passou como um raio! Junho está quase aí!
O que quero dizer é que não há fase ruim que dure pra sempre. Acredito que após esse momento de desova inicial e também de encaminhamento de uma parcela dos animais para o confinamento (que, neste ano, parecem um pouco apressados), poderemos nos deparar com um vácuo entre a oferta de animais de pasto e a oferta de animais de cocho. Já aconteceu antes, inclusive, neste período. Depois disso… bom, depois não sei. A oferta de animais está aí, maior após 4-5 anos de retenção de fêmeas, as pastagens estão degradadas, a expectativa é de aumento do volume de animais confinados para este ano. Algo em torno de 13% a 20%.
Nesta semana recebi a pergunta de um leitor: “O que é que esse pessoal está vendo pra se arriscar a aumentar o volume de animais confinados?”
Não sei exatamente, acho que existem diferentes motivos para a tomada desse tipo de decisão. Mas tenho um palpite: mesmo em queda, o mercado ainda nos permite fechar a conta. Quase na rapa, em alguns casos, mas fecha. É claro que está longe de pagar o que seria interessante para o pecuarista, principalmente considerando futuros. Mas pra quem trabalha com tecnologia, bom fluxo de caixa e o custo na ponta do lápis, até que dá pra encarar. Sem falar que considerando a média de sentimento para o mercado futuro, não estamos tão mal historicamente:
Em breve conversaremos mais sobre isso. Abraços a todos e até a semana que vem.
FONTE: LYGIA PIMENTEL