quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

José Luiz Kessler assume a presidência da Associação Rural de Pelotas


O engenheiro agrônomo e produtor rural José Luiz Kessler assumiu a presidência da Associação Rural de Pelotas (ARP), biênio 2016-2017, na noite desta segunda-feira (14/12/2015), em coquetel realizado no Salão Nobre do Parque Ildefonso Simões Lopes. O prefeito Eduardo Leite, ao lado da vice-prefeita Paula Mascarenhas, prestigiou a solenidade. Junto com Kessler, que substitui o médico e agropecuarista José Fernando Quadros de Leon, foram empossados a nova diretoria e os conselhos técnico e fiscal da entidade.

          Em seu pronunciamento, Eduardo ressaltou não só a força da entidade criada para defender e representar os interesses da classe agropecuária, setor que serve de base para a economia da Zona Sul do Estado, mas a Expofeira, que é promovida pela ARP e considerada a segunda maior exposição em número de animais do Rio Grande do Sul. “O nosso governo tem se proposto a mudanças que, apesar de contrariar alguns, são necessárias para construir um futuro mais promissor para a cidade. Gostaria de convocar a iniciativa privada a se engajar à proposta da Gestão.”   

          Em seu discurso de despedida, Leon fez importantes agradecimentos e desejou sucesso ao novo gestor e sua diretoria, colocando-se à disposição. O ex-presidente, conforme estatuto da entidade, assume o cargo de titular do conselho consultivo composto por outros nomes que comandaram a ARP.

          Kessler parabenizou a gestão que se retira e destacou que pretende manter ações desenvolvidas e propor novas, visando ao bem coletivo e agregando ainda mais parceiros interessados no desenvolvimento da região.

DIRETORIA – GESTÃO 2015/2017

Presidente: José Luiz Martins Costa Kessler 

1º Vice-Presidente: Carolina Luiza Peró Osorio 

2º Vice-Presidente: Germano Dias Hadler 

3º Vice-Presidente: Roberto Quinto Di Cameli 



1º Diretor Secretário: Rodrigo Lopes Gonzalez 

2º Diretor Secretário: Fábio Terra Leite 



1º Diretor Financeiro: Luis Ottoni Gastal Xavier 

2º Diretor Financeiro: Aurélio Bório Bilhalva 



Diretor: Eduardo Allgayer Osorio 

Diretor: Mercedes Echenique 

Diretor: José Paulo Machado 

Diretor: Luiz Antônio Simões Lopes 

Diretor: Rony Vencato Bilhalva 

Diretor: Paulo Roberto Benemann 

Diretor: Augusto da Matta Rassier 



CONSELHO TÉCNICO

Marcos Souza Fernandes 

Eduardo Gularte Xavier 

Gilberto Azambuja Centeno

Milton Moraes Filho (suplente) 

CONSELHO FISCAL

Joaquim Francisco B. Assumpção Mello 

José Francisco Gonçalves Ruivo 

Dari Hartwig

Elmar Carlos Hadler (suplente) 

CONSELHO CONSULTIVO (membros natos)

José Fernando Quadros de Leon (Presidente) 

Rodrigo Fernandes de Sousa Costa 

Darcy Trilho Otero 

Elmar Carlos Hadler

Fernando Antônio Figueiredo de Azeredo 

Gilberto Azambuja Centeno 

Joaquim Francisco B. Assumpção Mello 

Milton Martins Moraes Filho 

Ricardo Irigon Vinhas

VENDO EGUA CRIOULA

VENDO ÉGUA CRIOULA: LIRA DEL ARROYO (nasc.15.12.2000) NA MODALIDADE 3 x 1

LIRA DEL ARROYO

OPÇÕES


*POTRANCA AO PÉ DE BT MARCADOR, NASCIDA EM JANEIRO DE 2016 E SERVIDA DE CAPATAZ DE SÃO PEDRO-TE ( BT DELANTERO x MACARENA DE SÃO PEDRO) COM GARANTIA DE PRENHES.

                                     
                                                     CAPATAZ DE SÃO PEDRO-TE

VALOR 50 VEZES (2+2+46) DE R$ 190,00
ESTUDO PROPOSTA PARA PREÇO À VISTA


5ª Geração LIRA DEL ARROYO (05/12/2000)



ACULEO VASTAGO - CHD40125 /



TREN TREN ARREBOL - *000413 / TORDILHA TAPADA



ACULEO NOCHE BUENA - CHD25324 /

LA INVERNADA HORNERO - *000532 / TORDILHA




ACULEO COIRON III - CHD12721 /




ACULEO NUTRIA II - CHD25321 / ALAZÃ



HACIENADA ACULEO SANCIÓN - CHD06758 /

BT FARRAPO - B092325 / TORDILHA VINAGRE




NO ME TOQUES - CHD12910 /




LA INVERNADA ANIVERSÁRIO - *000333 / COLORADA





ACULEO GREDA II - CHD17334 /


BT TIRANA - B040445 / GATEADA ROSILHA TAPADA




BT ENGANO - B016151 / MOURA



BT NICOTINA - B026683 / GATEADA ROSILHA TAPADA



BT CAMANGA - B014477 / ROSILHA MOURA TAPADA
 LIRA DEL ARROYO
B176441 - RP: 60



LA INVERNADA ANIVERSÁRIO - *000333 / COLORADA



BT MARAGATO - B024035 / GATEADA




MANDINGA ONZA 358 - B019312 / GATEADA


BT PONTEIRO - B031537 / GATEADA





LA INVERNADA ANIVERSÁRIO - *000333 / COLORADA




BT IEMANJÁ - B019680 / GATEADA




BT CARPETA - B013835 GATEADA

DANÇARINA DEL ARROYO - B102133 / TORDILHA



TREN TREN ARREBOL - *000413 / TORDILHA TAPADA



ARREBOL 109 DE SANTO ÂNGELO - B024695 / TORDILHA




SERIEMA DO IBIROCAI - B017453 / TORDILHA

BRANCA MAINÁ - B046251 / TORDILHA



AGROTERO 81 - B022802 / GATEADA


CAMBONA DA INVERNADA - B032784 / BAIA CABOS NEGROS


FARINA - B022424 / BAIA CABOS NEGROS

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

IBGE confirma retração nos abates bovinos no 3º trimestre, consequência de uma redução na participação de fêmeas nas escalas, diz consultor

Os dados de abate divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram uma queda de 10,8% nos abates de bovinos do 3º trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado. No total foram abatidas 7,56 milhões de cabeças de bovinos o que representa, também, um recuo de 0,9% em relação ao 2º semestre deste ano.
As principais quedas ocorreram em: São Paulo (-191,21 mil cabeças), Mato Grosso (-160,58 mil cabeças), Minas Gerais (-131,11 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-116,65 mil cabeças), Paraná (-76,84 mil cabeças), Bahia (-66,52 mil cabeças), Goiás (-60,49 mil cabeças) e Rondônia (-48,98 mil cabeças).
Segundo o analista da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, esses números são reflexo de um período de retenção de fêmeas em função dos preços elevados dos bezerros nos últimos três anos. "Esse é um fenômeno essencialmente de oferta que vem sendo corrigido pelo mercado com essa retenção de fêmeas, mas há uma discussão se esse processo ainda se esgota neste ano de 2015", destaca Ferraz.
Para Ferraz essa tendência de menor volume de abate deve continuar nos primeiro meses de 2016, mas com uma intensidade menor na retenção das fêmeas.
Outro dado abordado no levantamento do IBGE foi o peso acumulado de carcaças (1,87 milhões de toneladas), que ficou 1,4% superior ao trimestre anterior e, 8,3% menor que a registrada no 3º trimestre de 2014. "Isso tem a ver bastante com tendência de procurar acumular mais gordura nos animais que aumente a qualidade e, também está ligado a algumas questões mercadológicas como, por exemplo, o bezerro (reposição) muito caro", explica o analista.
Mercado
Com o consumo abaixo do esperado em dezembro, os preços da arroba têm sido pressionados nas últimas semanas. Em São Paulo os negócios acontecem entre R$ 147,00 a R$ 148,00/@.
"A tendência para os últimos dias desse ano, e os primeiros do ano que vem é de estabilidade. Mas em meados de janeiro podemos ver os preços caírem um pouco, não com grandes quedas, pois a oferta e a demanda externa devem ajudar a sustentar as cotações", considera Ferraz.
No entanto, o movimento da demanda interna deve ser acompanhado pelos pecuaristas, haja vista que o consumo será o grande balizador dos preços em 2016.
Fonte: Notícias Agrícolas

Terneiros Angus a venda ll

*45 Angus Definidos
*Castrados
*Peso médio 255 kg (pesados dia 15.12.2015)
*Carrapateados
* Conhecem cocho
* Todos oriundos de cabanha de Angus renomada na região

MAIORES INFORMAÇÕES com LUND 053.99941513 ou CHARLES 053.99915601


Exportações brasileiras podem crescer US$ 1,9 bi/ano com a conquista de mercados em 2015


Imagens

Foto: Divulgação/Mapa


Só os embarques de carne bovina podem ter incremento de US$ 1,3 bilhão ao ano.

Brasília/DF
As exportações brasileiras do agronegócio têm potencial de aumentar US$ 1,9 bilhão ao ano com a conquista e a reabertura de mercados alcançadas em 2015. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) durante coletiva de imprensa da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), na qual ela apresentou um balanço das ações do ministério em 2015 e as perspectivas para o ano que vem.

O potencial anual de US$ 1,9 bilhão representa 11,3% do total das exportações do agronegócio. O resultado, comemorado pela ministra e pelo setor, foi possível graças à constante busca do Mapa por novos parceiros comerciais e ao sério trabalho de defesa agropecuária realizado pela pasta, garantindo sanidade das plantas e dos animais e inocuidade dos alimentos.

Entre os mercados negociados em 2015, o principal é o da carne bovina, que tem potencial anual de US$ 1,3 bilhão em exportações, o que representa 289 mil toneladas. No ano passado, o Brasil exportou US$ 7,1 bilhões do produto (1,6 milhão de toneladas).

A carne de frango in natura também merece destaque, com potencial de aumento de US$ 414 milhões ao ano (304 mil toneladas), seguida pela carne suína in natura (US$ 101 milhões em 52 mil toneladas) e pelos lácteos (US$ 78 milhões em 20 mil toneladas). Também tiveram avanço importante os mercados para pet food e farinhas de carne, bovinos vivos e ovos.

Para 2016, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa estima que o país incrementará em US$ 2,5 bilhões (555 mil toneladas) suas exportações, com ênfase para a venda de carne bovina in natura para Estados Unidos, Japão, Canadá e México.

A ministra afirmou durante a coletiva à imprensa que o Mapa pretende ampliar em 2,3% a participação do Brasil em todo o comércio exterior, saltando de 7,7% (equivalente a US$ 68,4 bilhões) para 10%. Para isso, continuará investindo em negociações com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial.

“Hoje o Brasil representa apenas 7,7% de toda a movimentação comercial no mundo. Temos disponibilidade de terra, clima, tecnologia e inovação para chegarmos a 10%. Essa é nossa meta”, afirmou.

Carne bovina
Kátia Abreu enumerou a queda de 100% dos embargos à carne bovina brasileira no mundo como uma das maiores conquistas do Mapa em 2015. Neste ano, o Brasil reabriu os mercados da China, Argentina, Iraque, Irã, Japão e Arábia Saudita e conquistou pela primeira vez a Coreia do Norte, os Estados Unidos e Mianmar. Além disso, ampliou o comércio de carne bovina com a Rússia.

“Havia vários países importantes que ainda embargavam nossa carne devido ao caso atípico de vaca louca em 2012 e que agora reestabeleceram o comércio. Finalizamos mais recentemente com o Japão. Essas conquistas nos deram bastante alegria para desenvolvermos ainda mais, fazendo com que o Mapa seja uma instituição eficiente, que todos tenham confiança no nosso trabalho”, ressaltou a ministra.

Veja aqui, aqui e aqui as apresentações feitas pelas secretarias do Mapa durante a entrevista coletiva.

Fonte: Mapa 

RS: pecuária gaúcha produz carne certificada de qualidade superior e conquista mercados




O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, analisa o desempenho da pecuária de corte no Rio Grande do Sul em 2015.

Fonte: Página Rural 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

IBGE vai contratar 82 mil pessoas para Censo Agropecuário 2016

As contratações deverão ser feitas por meio de processo seletivo simplificado, observados ordem de classificação e os critérios e condições estabelecidas pelo governo, sendo o prazo de duração dos contratos de até um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite máximo de três anos.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a contratar por tempo determinado até 82.023 pessoas para realizar o Censo Agropecuário 2016. A portaria foi publicada hoje (14) no Diário Oficial da União.
Os cargos disponíveis são para analista censitário (223), agente censitário regional (486), agente censitário administrativo (700), agente censitário municipal (5.500), agente censitário supervisor (12.540), agente censitário informativo (174) e recenseador (62.400).
Pelo texto da portaria, as contratações deverão ser feitas por meio de processo seletivo simplificado, observados ordem de classificação e os critérios e condições estabelecidas pelo governo, sendo o prazo de duração dos contratos de até um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite máximo de três anos.
As despesas com as contratações serão pagas de acordo com o orçamento do IBGE, que deverá definir a remuneração dos profissionais a serem contratados em valor não superior ao da remuneração constante dos planos de retribuição ou nos quadros de cargos e salários do serviço público, para servidores que desempenham função semelhante, informa o documento. Agência Brasil

Diante da concorrência com argentinos, brasileiros querem produzir carne mais cara

A ideia da CNA é criar regras que sejam adotadas pelos produtores de carne bovina e permitam cobrar mais pelo produto nacional, atendendo a exigências do mercado externo. A estratégia para 2016 tenta garantir acesso a novos mercados

Argentina anuncia fim das retenções no trigo, milho, sorgo, girassol e carnes


Argentina anuncia fim das retenções no trigo, milho, sorgo, girassol e carnes

O novo presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou na manhã desta segunda-feira (14.12) o fim das retenções no trigo, milho, sorgo, girassol e carnes. Na soja, os impostos sobre exportações caem cinco pontos percentuais neste primeiro momento, sendo fixados em 30%.
“Hoje, como prometi durante toda a campanha, apostamos na sua capacidade de crescer e duplicar a produção agropecuária do país. Hoje vou assinar o decreto pelo qual a Argentina passa a ter retenções zero nas exportações regionais”, afirmou o mandatário.
“Por onde quer que fossemos, me repetiam que as economias regionais estavam em situação crítica. Chegamos e estamos juntos para iniciar uma nova etapa na Argentina, assumindo a responsabilidade de algo muito importante: não se trata de [escolher entre o] campo ou a indústria, o campo ou país. É o campo e a indústria, o campo e o país, porque sem o campo o país não vai pra frente”, justificou Macri.
O novo presidente anunciou ainda que lançará “o maior plano de infraestrutura da história” em estradas, energia, ferrovias e outros. “E sem corrupção”, ressaltou Macri aos produtores em evento na cidade de Pergamino (província de Buenos Aires). Por fim, garantiu que será “implacável” com aqueles que soneguem impostos.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

URUGUAY - Crece la demanda en el exterior de carne certificada por INAC

Uruguay garantiza los diversos atributos que tiene el producto

En varios mercados se están demandando las carnes uruguayas que son certificadas por el Instituto Nacional de Carnes (INAC), en diversos atributos, informó a El Observador el gerente de Calidad del instituto, Ricardo Robaina.
Además del protocolo Never Ever 3 –que asegura que a los animales nunca se les suministraron antibióticos, hormonas de crecimiento ni alimentos de origen animal–, se etiquetan carnes que van para la Unión Europea (EU) garantizando otros aspectos que hacen a la inocuidad de los alimentos.
También están interesados algunos importadores de México que han solicitado las carnes bajo el protocolo Uruguay Natural Club, certificadas especialmente para Mexico. Pero también otros mercados pueden demandar las carnes Never Ever, que se está exportando a EEUU.
INAC tiene desde hace varios años distintos programa de certificación de carnes, comenzando por el proceso de Carne Natural uruguaya, pero no fue algo que desde su inicio tuviera un alto impacto, admitió el funcionario.
Una de las cosas positivas que dejó haber iniciado ese proceso fue que le permitió a INAC prepararse para desarrollar y gestionar esquemas de certificación.
También en esta materia la demanda del mundo ha ido cambiando, según Robaina. Recordó que hace unos 10 a 12 años lo que se consideró fue que el mundo estaba transitando hacia productos naturales, lo que generó el programa Uruguay Natural Club.
Pero ahora es diferente. En el caso del protocolo Never Ever 3 hubo una real demanda. A INAC empezaron a llegar brookers e importadores de Estados Unidos que plantearon que necesitaban un producto de determinadas características, que terminaron siendo el Never.
Hay una gran preocupación en todo el mundo, pero en particular en EEUU, desde donde "recibimos señales bien claras de la preocupación de los consumidores por la resistencia a los antibióticos, porque se utilizan demasiado en la ganadería de otros países", dijo Robaina.
Never Ever 3 de INAC certifica además que a esos ganados no se les suministró ni hormonas ni proteínas de origen animal. La exportación de carnes Never Ever 3 recién empieza, habiéndose exportado unos 7.000 kilos, pero hay señales claras y desde INAC se espera que se transforme en una corriente exportadora importante.
La auditoría del Departamento de Agricultura de EEUU (USDA, por su sigla en inglés), que tuvo lugar en la primera semana de este mes, se realiza anualmente desde 2004. Desde ese año INAC integra el programa de procesos verificados del USDA que acredita a Certicarne, la certificadora de INAC.
Los programas de certificación que maneja INAC son evaluados anualmente por el USDA, que audita la forma de trabajo en todos los procesos, estudiando los registros, visitando predios y plantas industriales, observando la forma en que Uruguay realiza las certificaciones a nivel de predios ganaderos y plantas industriales.
En busca de otro mojón con EEUU
El presidente del Instituto Nacional de Carnes (INAC), Federico Stanham, dijo a El Observador que Uruguay buscará "que EEUU acepte" la definición de carne producida "preferentemente a pasto" como "de alta calidad", como acaba de aprobarla Rusia. Ese tipo de carne admite también la terminación del animal con una suplementación, que puede ser en pradera o con granos. De esa forma, Uruguay reforzaría su presencia en EEUU.
  • Fuente: elobservador.com.uy - Por Hugo Ocampo

URUGUAY - Técnicos esperan una menor preñez

Los primeros datos sobre la gestación vacuna del período 2015-2016 recién se verán durante los meses de junio y julio cuando se vayan finalizando los diagnósticos de gestación vacuna.

Sin embargo existe un número importante de veterinarios en el país que estiman una posible caída en el porcentaje de preñez para este período, principalmente por la condición corporal en la que se encuentran los ganados de cría.
Los registros que realiza el Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria en su Taller de Diagnósticos de Gestación Vacuna en los tres últimos años a venido mostrando un descenso en el porcentaje de vacas preñadas a pesar de haberse registrado, durante ese período, una bonanza desde el punto de vista climático para la producción vacuna.
Los profesionales que aportan su información han marcado durante el último encuentro, realizado en INIA Treinta y Tres, su preocupación con respecto a esta caída de los porcentajes de preñez. Al mismo tiempo también se alertó sobre la condición de los ganados de cría preñados, los cuales se encontraban en baja condición corporal, por lo cual se podría perder terneros.
Según la información aportada por la Ing. Graciela Quintans de INIA, “los últimos tres años, donde el clima acompaño, fuimos bajando de practicamente 81 a 75 y el año pasado 74% de preñez”, por lo que la especialista señalo que “todo hace pensar que este año vamos a tener una tasa de preñez más baja”. La investigadora de INIA reconoció que es “muy difícil” hacer pronósticos en cuanto al resultado de los sistemas productivos, porque en gran medida depende del manejo que realicen los productores, sin embargo dijo que “el panorama no es de los más alentadores” porque este no ha sido un buen año para la cría.
El Dr. Gabriel García Pintos y el Dr. Santiago Bordaberry dialogaron con CAMBIO en su momento y señalaron que las vacas al sur del Río Negro, principalmente, “estaban pariendo mal, en muchos casos se caían despues de parir y en las vaquillonas se veía que abandonaban sus terneros para poder recuperarse”.
Ambos profesionales marcarón como la herramienta estrátegica a utilizar este año es el destete precoz, “tanto para salvar vacas, como para salvar terneros”. La Ing. Quintans dijo que observó ganados parir “en muy mal estado corporal” y remarcó que si no se utiliza “alguna medida de manejo radical como puede ser un destete precoz” va a ser muy difícil volver a preñar estos vientres. La investigadora de INIA reconoció que al norte del Río Negro se vive una realidad diferente a la región declarada de Emergencia Agropecuaria este año, sin embargo explicó que se ha observado un atraso general en todo el rodeo de cría a nivel país. “Cuando empezaron las inseminaciones allá por noviembre, los técnicos tuvieron que dejar porque las vaquillonas no estaban en celo y los ganados se venían recuperando pero muy lentamente”. Las categorías como siempre más preocupantes, son las vaquillonas de primer entore y las vacas de primera cría, Quintans dijo que en el caso de la vaquillona de primer entore depende mucho del manejo que el productor realizó durante el invierno pasado, “con algún empujon, a pesar de que estan un poquito atrasadas, ellas van a preñarse. Seguramente con una preñez un poco más tardia”.
En el caso de la vaca de primera cría, que es el cuello de botella de la producción ganadera nacional, la profesional dijo que es “una de las categorías que esta sufriendo mucho”, el volver a preñarlas también depende del manejo realizado por el productor durante la gestación y posteriormente a la misma. “Estas vacas siempre atraviesan un balance energetico negativo, caen de condicion corporal, pero todo depende del punto de partida”.
  • Fuente: diariocambio.com.uy

A carne é forte

Sacudido por um renascimento, o mercado de bovinos incentiva o consumo de cortes pouco conhecidos, sofistica estabelecimentos especializados e sinaliza um saboroso reequilíbrio de preços


Esqueça o cenário desarrumado, o ambiente incomodamente frio, o cheiro de sangue no ar, manchas em azulejos, luvas, aventais - tudo aquilo que costuma caracterizar um lugar onde se compra carne. Com um figurino moderninho - boné de aba reta, camisa xadrez, calça jeans -, Rogerio Betti começa a fatiar uma peça de 12 quilos de contrafilé. Do outro lado do balcão, os consumidores do açougue Feed, no Itaim, bairro de classe média alta em São Paulo, sacam os respectivos celulares e começam a filmar e a fotografar. Ao fim do processo, pedem para fazer selfies e formam fila para tirar dúvidas e esclarecer curiosidades com o açougueiro-celebridade. Essa inusitada notoriedade, que só faz crescer nos últimos meses, se deve a uma aposta feita por Betti há dois anos, quando decidiu trazer para o Brasil uma técnica de preservação difundida nos Estados Unidos e na Europa, a da maturação a seco, ou dry aged. Sua finalidade é deixar a carne mais macia, com sabor intenso e levemente adocicado. Para tanto, as peças ficam dispostas em geladeiras customizadas com temperatura entre zero e 3 graus, 70% de umidade e - eis o ponto-chave - uma série de vários miniventiladores que ajudam a formar uma capa seca que protege o alimento. O ideal é que a carne repouse nessas condições por setenta dias - como ocorreu com o festejado contrafilé citado no início da reportagem. "Comecei a produzir o dry aged em casa mesmo, para os amigos mais próximos", conta Betti. "Quando passei a postar a novidade nas redes sociais, formou-se uma lista de espera de gente querendo comprar o produto."
Rogerio Betti representa com propriedade um fenômeno recente do universo gastronômico: o renascimento da carne bovina, em que a maturação a seco, ao lado do cuidado na alimentação dos animais e das técnicas de abate, por exemplo, ganha destaque dentro e fora do Brasil. Betti nasceu em uma família de açougueiros que deixou o mercado de carnes nos anos 90, e seu sucesso, aliado à memória afetiva, fez com que ele, um ex-consultor do mercado financeiro, trocasse terno e gravata por avental e facão. "Meu bisavô começou a trabalhar no ramo em 1920 e a família chegou a ter 38 açougues. Aos 14 anos, eu já cuidava de uma das lojas. Para mim, ser açougueiro é um orgulho", diz ele. Betti será um dos jurados do BBQ Brasil, um reality show do SBT aos moldes do MasterChef, mas com churrasqueiros amadores, com estreia prevista para fevereiro. Ele também planeja abrir um estabelecimento para comercializar suas versões dry aged. Por enquanto, forma parcerias com pontos de venda de alto padrão - o quilo do dry aged custa 129 reais. No Eataly, um refinado shopping de comidas em São Paulo, já chegou a vender 1 tonelada de carne em dois dias.
Há algumas semanas, a paixão por esse ingrediente levou cinco chefs e açougueiros a fundar o grupo Estados Unidos de la Carne, cujo objetivo principal é valorizar a profissão de açougueiro. O Brasil é representado pelo chef Jefferson Rueda, um estudioso da nova onda - o patrono é o italiano Dario Cecchini, que está à frente de um açougue com mais de 250 anos, na Toscana; os outros integrantes da confraria são Renzo Garibaldi, do Peru, Ariel Argomaniz, da Argentina, e Diego Sosa, do Uruguai. Por aqui, Rueda pretende trabalhar pela padronização do nome dos cortes. "Queremos criar uma nomenclatura brasileira, para que toda a cadeia fale a mesma língua", explica. "Atualmente, não existe padronização, e cada um chama os cortes do jeito que quer." Eis um exemplo: o portenho bife ancho é encontrado, no Brasil, com outros quatro nomes - filé de costela, noix, entrecôte e cube roll. Há ainda a interferência de regionalismos. No Rio de Janeiro, o coxão mole e o coxão duro são chamados de chã de dentro e chã de fora.
Não, não se trata de um mero culto de iniciados. O mercado de bovinos no país passa, de fato, por uma transformação que favorece as oportunidades. O consumidor brasileiro, que antes só queria comprar picanha, agora está interessado em conhecer novos cortes e a melhor maneira de prepará-los. Nas metrópoles e até mesmo em algumas cidades do interior, começam a surgir açou­gues-butique, que preparam a carne na hora para o cliente provar, e restaurantes especializados, com muito charme e sofisticação, que em nada lembram as barulhentas e enfumaçadas churrascarias do passado. É o caso, por exemplo, do carioca CT Boucherie, do chef Claude Troisgros. Localizado na rua mais badalada do Leblon, a Dias Ferreira, o estabelecimento parece um bistrô. O cliente escolhe o corte de carne no menu e os garçons circulam pelas mesas servindo um rodízio de acompanhamentos. "Não se trata de gourmetização do mercado, mas de uma evolução natural do consumo, de um amadurecimento", diz Sylvio Laz­za­ri­ni, sócio de outro sofisticado restaurante do setor, o paulista Varanda Grill, que tem endereços na capital e no interior. "Há vinte anos, não tínhamos carne de qualidade no país, e pagava-se 20% a mais por uma peça vinda da Argentina ou do Uruguai."
Naquele tempo, as carnes eram divididas em "de primeira" e "de segunda". Como o boi é um animal de tração dianteira, os cortes da região frontal eram conhecidos por ser mais duros e, portanto, mais baratos. Já os da parte traseira eram os mais nobres e macios. Essa divisão, hoje, não faz mais sentido. "O que acontecia, na realidade, era que se abatiam bois muito velhos no Brasil, quando já estavam com mais de 4 anos. Alguns chegavam a 8", explica Gustavo Mesquita, diretor-geral do açougue Feed. O estabelecimento tem sua própria criação de gado, e os abates costumam ocorrer aos 24 meses, sendo que nos últimos quatro o animal fica confinado e só é alimentado com ração. Pode parecer crueldade, mas os especialistas argumentam que há algo de sustentável no processo. Dessa forma, todos os cortes ficam saborosos - e é possível aproveitar o boi por inteiro, sem que haja desperdício.
Entre os cortes que antes eram subestimados estão a raquete, que nada mais é do que o tríceps do boi; o peixinho, que corresponde ao bíceps; e a bananinha, extraída das ripas da costela do animal. Junto com a variedade de opções surgiu também um jargão todo próprio. Nos fins de semana, quando o Feed chega a vender 1,5 tonelada de carne, é comum observar os clientes postados em frente às geladeiras discutindo a marmorização ou a irrigação das diferentes peças de carne. Ambas as características são um indício de qualidade e influenciam na suculência e na maciez: a marmorização consiste na gordura entremeada nas fibras e a irrigação está relacionada à quantidade de sangue que passa por aquela região do boi.
Como o país que mais produz carne no mundo, os Estados Unidos - o Brasil é o segundo - são um modelo a ser perseguido. Lá, os nomes dos cortes foram padronizados no século XVIII. Nos restaurantes especializados, os menus frequentemente especificam a raça, a origem do boi e até mesmo a forma como foi alimentado, com capim ou ração. Por todo o território americano, espalham-se unidades da rede STK, que se expandiu com a proposta de ser uma casa de carnes agradável para as mulheres - há uma inegável cultura masculina no segmento bovino. Sua decoração é elegante, com mobiliário confortável e iluminação indireta. A trilha sonora é cuidadosamente escolhida por um respeitado DJ. No site, a STK recomenda que os clientes vistam roupa social no jantar.
O amadurecimento do mercado brasileiro não se traduzirá apenas na sofisticação de casas no padrão STK, mas também no resgate, por exemplo, da valorização da figura do açougueiro, como propõe o grupo Estados Unidos de la Carne - a profissão foi praticamente extinta com a chegada dos hipermercados. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal, a produção nacional, no fim de 2015, chegará a 10 milhões de toneladas; 20% desse total será destinado à exportação. Estimativas sugerem que até 2025 a produção brasileira deve crescer 23%, impulsionada pela melhoria dos rebanhos. Um dos maiores conhecedores de carne no Brasil, István Wessel acompanha com otimismo a modernização do setor e o avanço do prazer pela iguaria. "Os brasileiros amam carne e vão aprovar a popularização de outros cortes que antes eram pouco conhecidos. Essa diversificação é boa inclusive para balancear o preço. Cada animal rende apenas uma picanha. Logo, se consumirmos um único tipo de carne, seu valor aumentará", acredita. Como se vê, a redescoberta da carne bovina não é um fenômeno saboroso apenas para o paladar. 

Fonte: Revista Veja (por Fernanda Allegreti)