quarta-feira, 2 de março de 2016

Precios del ganado en Uruguay


MERCADO DE HACIENDAS Imprimir


Semana No 9
Planilla publicada el Lunes 29 de Febrero de 2016. Los valores corresponden a la Semana indicada.

Comentario

VACUNOS
CON AUMENTO DE LOS VALORES Y PREFERENCIAS POR GANADOS PESADOS, SE ACORTAN LAS ENTRADAS. PREOCUPACION POR BAJOS RENDIMIENTOS EN ALGUNAS PLANTAS.
LANARES
CON POCAS OPERACIONES. MERCADO ESTABLE.

EN PIEA LA CARNE
SEM. ANTACTUAL%SEM. ANTACTUAL%
NOVILLOS GORDOS - Razas Carniceras1.541.54
0.00%
2.922.98
2.05%
VACAS GORDAS - Razas Carniceras1.261.29
2.38%
2.602.67
2.69%
VAQUILLONAS GORDAS1.371.38
0.73%
2.732.77
1.47%
INDUSTRIA
Toros y Novillos1.231.232.222.26
1.80%
Vacas Manufactura0.810.811.751.76
0.57%
Conserva0.630.631.601.61
0.63%
OVINOS GORDOS
Corderos0.000.003.233.22
-0.31%
Cordero Pesado0.000.003.233.23
Borregos0.000.003.213.20
-0.31%
Capones0.000.002.982.92
-2.01%
Ovejas0.000.002.642.64
EN PIEA LA CARNE
SEM. ANTACTUAL%SEM. ANTACTUAL%












RAZAS
CARNES
ABASTO
ESPECIALES
BUENOS
EXPORTACION
ESPECIALES
BUENOS
GENERALES
OTRAS
RAZAS
ESPECIALES
GENERALES
1.551.55
1.511.51
2.932.99
2.892.95
1.561.55
1.521.53
2.953.02
2.902.97
2.832.89
1.451.40
2.832.84
2.762.75









RAZAS
CARNES
ESPECIALES
BUENAS
GENERALES
OTRAS RAZAS
ESPECIALES
GENERALES
1.291.32
1.261.29
1.221.25
2.652.71
2.612.67
2.542.62
1.131.15
1.021.02
2.502.60
2.302.45
VAQUILLONAS GORDAS
ESPECIALES
BUENAS
1.381.41
1.351.34
2.752.80
2.702.74
OVINOS GORDOS
CORDEROS
CORDERO PESADO
BORREGOS
CAPONES
OVEJAS
3.233.22
3.233.23
3.213.20
2.982.92
2.642.64








TOROS Y
NOVILLOS
GORDOS
GENERALES
VACAS
MANUF ALTA
MANUF BAJA
CONSERVA
1.231.25
1.181.17
2.282.29
2.202.22
0.880.84
0.730.78
1.821.82
1.721.69
0.600.58
1.591.61

MERCADO DE REPOSICION

Semana No 9
Del 2016-02-21 al 2016-02-27. Precios promedios para razas carniceras y sus cruzas. A levantar del establecimiento con pagos contado hasta 90 días. Destare promedio del 5% al 7% s/ condiciones carga estipuladas.
Semana AnteriorSemana Actual
MinMáxPromedioMinMáxPromedio
Terneros *hasta 140 kgUSD / Kg2.102.252.182.102.302.19
0.46%
Terneros *141 a 180 kgUSD / Kg2.052.182.122.052.202.14
0.94%
Terneros *más 180 kgUSD / Kg2.002.152.061.952.152.04
-0.97%
Novillitos201 a 240 kgUSD / Kg1.821.951.891.721.951.87
-1.06%
Novillos241 a 300 kgUSD / Kg1.721.851.791.621.851.70
-5.03%
Novillos301 a 360 kgUSD / Kg1.621.751.701.581.701.63
-4.12%
Novillosmás 360 kgUSD / Kg1.501.651.601.501.551.52
-5.00%
NovillosHQB 481USD / Kg1.751.851.821.751.901.81
-0.55%
Ternerashasta 140 kgUSD / Kg1.601.701.681.601.801.70
1.19%
Terneras141 a 200 kgUSD / Kg1.601.701.651.551.651.60
-3.03%
Vaquillonas201 a 240 kgUSD / Kg1.501.631.571.401.631.52
-3.18%
Vaquillonasmás 240 kgUSD / Kg1.401.551.461.401.551.46
 
Vaquillonas y Vacas PreñadasUSD / Kg470540505.00500550523.00
3.56%
Vacas de InvernadaUSD / Kg1.181.251.231.151.261.20
-2.44%
Piezas de CríaUSD / Kg260340306.00270340308.00
0.65%

Operaciones realizadas por asociados de la A.C.G.

Comentario

MAYOR FLUIDEZ DE LOS NEGOCIOS LUEGO DE LAS LLUVIAS.

OTROS MERCADOS

Mercados al Lunes 29 de Febrero de 2016 | DOLAR 32.2 | ARG 2.06 | REAL 8.34

Mercado de Liniers - Argentina

Novillos (Esp. a Buenos) + 390 KgUSD / Kg1.53-1.73
Novillos (Esp. a Buenos) - 390 KgUSD / Kg1.43-1.85
Vacas BuenasUSD / Kg0.7-1.54
Vaquillonas EspecialesUSD / Kg1.47-1.6
Fuente: "Mercado de Liniers" USA - http://www.mercadodeliniers.com.ar

Mercado de Chigago - USA

Novillos GordosUSD / Kg2.94
Fuente: "United States Department of Agriculture" USA - http://www.usda.gov

Mercado de San Pablo - Brasil

Novillos GordosUSD / Kg1.16
Fuente: "informa Economics" - http://www.informaecon-fnp.com/

Mercado de Paraguay

Novillos GordosUSD / Kg1.24
Fuente: "El Corral" Paraguay - http://www.elcorral.com.py

terça-feira, 1 de março de 2016

BeefExpo reúne o melhor do Angus em São Paulo

A entidade representativa da raça que é reconhecida mundialmente pela qualidade de carne reservou 100 argolas no evento e orienta os criadores para que selecionem seus melhores animais para o julgamento

BeefExpo reúne o melhor do Angus em São Paulo
A cidade de São Paulo (SP) sedia de 14 a 16 de junho, a segunda edição da BeefExpo, o maior evento latino-americano da pecuária de corte. A programação é completa, contando com leilões de elite, cursos, palestras, festival gastronômico, workshops, balcão de negócios, homenagens e os julgamentos que mobilizam a pecuária nacional pelo regate das exposições com participação de animais na capital paulista. A promoção é da SafewayAgro, de Campinas (SP).
“São Paulo é o principal centro financeiro do Brasil, mas estava carente de um evento que reunisse difusão de tecnologias com a presença de animais a nível nacional e internacional”, avalia José Roberto Pires Weber, presidente da Associação Brasileira de Angus (ABA), sediada em Porto Alegre (RS).
A entidade representativa da raça que é reconhecida mundialmente pela qualidade de carne reservou 100 argolas no evento e orienta os criadores para que selecionem seus melhores animais para o julgamento, que poderá valer pontos no ranking da raça. Weber prevê a realização de um leilão na BeefExpo com animais de pista para incentivar outros investidores a começar na pecuária com a melhor raça taurina para qualidade de carne, ingrediente em ascensão na alta gastronomia.
Ele explica que a raça Angus está em processo contínuo de crescimento, evoluindo não só nas ações de fomento aos criadores, mas também no Programa Carne Angus Certificada, cujos abates saltaram de 330 mil animais em 2014 para mais de 400 mil em 2015, superando as expectativas. Outro dado animador é o crescimento na comercialização de sêmen, que superou a casa das 3,8 milhões de doses, segundo relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).
“Esse dado mostra que a raça tem se consolidado no cruzamento industrial, principalmente, nos grandes centros de produção de carne bovina, como o Centro-Oeste e o Norte brasileiro. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi o principal destino do sêmen, de acordo com o documento da ASBIA, e hoje existe uma grande movimentação no Pará, onde já existem duas plantas do Frigol credenciadas pelo programa”, revela Weber.
Programa tem nova certificadora
Em retribuição à entrega de animais dentro de padrões exigidos, os frigoríficos conveniados pagam bonificação de até 10% aos pecuaristas inscritos no programa. A certificação é executada por 32 técnicos da entidade, que se dividem numa verdadeira força-tarefa para inspecionar os abates nas plantas conveniadas. Por metas mais audaciosas, o Programa Carne Angus Certificada agora é outorgado pela certificadora alemã TUV Rheinland (TR), empresa com sede na cidade de Colônia e mais de 140 anos de atuação neste ramo. O mercado doméstico é o principal destino, mas ações de fomento corroboram para que o produto chegue na Europa, uma das razões que favoreceram a troca de certificadora. “Antes trabalhamos no mercado europeu como commodities, agora estamos em um novo patamar, vendendo Carne Angus Certificada”, pontua o presidente da ABA.
Ele menciona que a Associação Brasileira de Angus é a primeira associação de raça a integrar a plataforma de gestão agropecuária, controlada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), conquistando a rotulagem do produto para exportação.
Alemanha e Inglaterra na mira
Para consolidar presença no Velho Continente, a ABA tem participado de ações promocionais da carne angus brasileiros nas principais feiras de alimentos do mundo, como a Anuga, na Alemanha, quando mais de 32 países europeus e asiáticos interessados na carne Angus Certificada brasileira participaram do Brazilian Angus Day. “Chegaremos aos mercados mais sofisticados, entre eles a Alemanha e a Inglaterra. Com tantas ações de fomento, é imprescindível a raça Angus na BeefExpo. Temos ótimas expectativas para o evento”, assinala Weber, ressaltando que a entidade também esteve presente na Expo Milão, na Itália.
Beefexpo’2016
Em três dias de evento, a mostra provocará uma verdadeira imersão à pecuária latino-americana. Com uma programação exclusiva e inovadora, é a única com a presença de animais em leilões e julgamentos de elite. Mais de 100 empresas confirmaram presença e são esperados mais de 1.200 pecuaristas de 35 países. O evento contará com tradução simultânea para Espanhol, Inglês e Português.
O desafio da BeefExpo é provocar a troca de experiências e difundir conhecimento e as tecnologias decisivas à produtividade pecuária. Mais de 60 palestras serão realizadas em dois painéis: o Beef Management, com temas voltados ao gerenciamento do negócio; e o Beef 360º, com apresentações mais técnicas. Outro evento paralelo em evidência na programação é o prêmio “Melhores do Ano BeefWorld’2016”, quando serão homenageados os nomes que mais contribuíram para o desenvolvimento do setor.
Sobre SafewayAgro
Há mais de 15 anos no mercado, a Safeway se consolidou como uma das mais importantes promotoras de eventos do agronegócio brasileiro. Desde 2001, realiza a cada dois anos a PorkExpo, maior e melhor evento da Suinocultura mundial. E em 2015, lançou a BeefExpo, maior evento latino-americano da pecuária de corte.
Forte como o mercado da proteína animal e com a marca associada à inovação, experiência, confiança e credibilidade, a Safeway ainda se destaca com publicações de grande relevância nas áreas de pecuária de corte, suinocultura e avicultura, com as revistas BeefWorld, PorkWorld e AveWorld, além de portais de notícias que oferecem conteúdo diferenciado e atual.
Apoio institucional
São parceiras do maior e mais completo evento latino-americano da pecuária de corte as principais empresas e associações de classe do Brasil e do exterior, como a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Associação Brasileira de Angus (ABA), Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Asociación Rural Del Paraguay (ARP), Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM), Associação Nacional dos Confinadores (ASSOCOM), Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES), Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMR&A), Associação dos Criadores do Mato Grosso do Sul (ACRISSUL), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), Sindicato dos Criadores de Bovinos, Bubalinos e Equídeos do Distrito Federal (SCDF); Scot Consultoria, Grupo Publique, Programa Leilões, Rally da Pecuária, Rabobank, Sistema Famato e Somma + Consultoria Agropecuária.
Mídias Parceiras
Um grande evento como este não poderia deixar de aglutinar as principais mídias especializadas no agronegócio, entre elas estão a Revista BeefWorld, AG – A Revista do Criador, NorteGanadero, Mexico Canadero, Folha Agrícola, Agência Safras & Mercados, Sistema Brasileiro do Agronegócio (SBA), Canal do Boi, Agron, Revista Mundo do Agronegócio, Grupo Agro, Boi Pesado, Rural Centro, Boi a Pasto, Sou Agro, Revista Agro Revenda, Revista Agrícola, Assessoria Agropecuária FFVelloso & Dimas Rocha, Rica Comunicação, VetSmart Bovinos e Equinos,  Tardaguila Agromercados, Revista Pecuária Brasil, Brasil Agronegócios, Berrante Comunicação, CPEA, Notícias Agrícolas, City Magazine e Programa Giro do Boi.
SAIBA MAIS
BeefExpo’2016
Data: 14, 15 e 16 de junho
Local: Centro de Eventos Pro Magno – São Paulo (SP)
Realização: SafewayAgro - Comunicação para o Agronegócio
Telefone: (19) 3305.2295

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Brasil quer vender carne angus aos árabes



Jantar realizado em Dubai na quarta-feira (24) promoveu a carne angus brasileira para chefs de cozinha e especialistas em gastronomia. Foco são as vendas para restaurantes e hotéis da região.


Dubai – Tradicional exportador de carne bovina aos países árabes, o Brasil também quer se estabelecer na região como fornecedor de carne gourmet a estas nações. Para promover a carne angus produzida pelo País, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação Brasileira de Angus, promoveram um jantar na quarta-feira (24), em Dubai, para chefs de cozinha e especialistas em gastronomia.
Aurea Santos/ANBA
Jantar recebeu mais de 110 convidados
“O animal angus tem uma característica diferenciada de maciez e de sabor da carne. Isso se deve à proporção de gordura na carne. O angus deposita uma gordura entremeada na carne, que a gente chama de marmoreio, que dá uma suculência e uma maciez diferenciadas e um sabor totalmente ímpar”, explicou Fábio Medeiros, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, sobre as especificidades desta raça de boi.

Para mostrar a versatilidade no preparo desta carne gourmet, no evento foram servidos pratos da culinária brasileira, libanesa e africana. “O que a gente tem trabalhado é levar o nosso produto de alta qualidade para fazer parte da mesa das pessoas no mundo inteiro, especialmente nos países árabes e europeus, tentando fazer parte das receitas típicas de cada país”, disse Medeiros.

O Brasil começou a promover sua carne angus no mercado internacional há um ano. Em outubro do ano passado, o País iniciou as exportações deste tipo de carne e, hoje, ela é embarcada para Alemanha, Holanda e Suíça. De acordo com Medeiros, a intenção é que em cinco anos o Brasil esteja exportando quatro mil toneladas anuais de carne angus.

O executivo contou que o Brasil pretende começar a venda de angus para árabes por meio de restaurantes e hotéis. “Temos focado no mercado gourmet de alta gastronomia. Chegar aos supermercados é um segundo momento, um momento de ampliação de volumes e, para isso, o produto já precisa ser conhecido do consumidor”, apontou. No Oriente Médio, Medeiros aponta os Emirados, a Arábia Saudita e o Líbano como países com maior potencial para compra do angus brasileiro.

Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec, reforçou o interesse do Brasil em atender os segmentos de alta gastronomia dos países árabes. “Nós podemos oferecer cortes de altíssima qualidade para atender toda a infraestrutura que eles têm de hotéis, de restaurantes, e onde a carne brasileira ainda é mais desconhecida. A gente quer mostrar que o Brasil pode ser uma opção para essa carne de alta qualidade”, destacou.

Segundo Sampaio, os principais concorrentes do Brasil no fornecimento de carne angus são a Austrália e os Estados Unidos. “O angus é uma raça muito conhecida nesse meio de restaurantes e steakhouses”, afirmou.

Paulo Cesar Meira de Vasconcellos, embaixador do Brasil nos Emirados, destacou o crescimento das vendas de carne bovina brasileira à nação árabe nos últimos anos. “Em 2011, nós vendemos US$ 49 milhões e, em 2015, passamos para US$ 76 milhões, ou seja, um aumento de mais de 50%. Isso mostra a confiança que eles têm no produto brasileiro e na qualidade do produto brasileiro”, ressaltou.

Atualmente, o Brasil produz 3,5 milhões de bezerros angus por ano. No País, há cinco frigoríficos que já exportam esse tipo de carne: Marfrig, JBS, Minerva, Frigorífico Silva e Frigol. O jantar de quarta-feira recebeu mais de 110 convidados.

Faltan 700 millones de cabezas de ganado

FALTAN

El mundo necesitará 700 millones de cabezas de ganado más para abastecer la demanda de proteínas en el 2050, a menos que la producción se vuelva más eficiente. Analistas sugieren que, a los niveles de productividad actuales, 
la cantidad de cabezas de bovinos y bubalinos deberá crecer de 1,68 mil millones a 2,38 mil millones en 35 años.Para el 2050 el consumo de proteínas de origen animal aumentará en un 60 %. Entre las causas se encuentra el crecimiento demográfico y la mejora en la calidad de la dieta de las personas
Dicha expansión del rodeo se basa en cálculos a partir de los niveles actuales de productividad para satisfacer a una población de 9 mil millones de personas, y un aumento del 40% en la demanda de carne.
Al margen del crecimiento demográfico, habrá 3.000 millones de personas que engrosarán las filas de la clase media durante estos años. Es más, en ningún otro momento de la historia ha habido tantas personas que se incorporen a la clase media como en el periodo que va de aquí al año 2020. A pesar de que el significado de “clase media” varía según el lugar, una manera sencilla de expresarlo es decir que miles de millones de personas vivirán mejor.
Y es ahora cuando esto comienza a suceder. Sea cual sea la cifra específica de ingresos, hay un elemento recurrente: una de las primeras cosas que hace la mayor parte de la gente cuando aumentan sus ingresos es mejorar la dieta comiendo más carne, leche y huevos. De hecho, la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) prevé un aumento del 60 % en la demanda de carne, leche y huevos para el año 2050. A mayor demanda, mayores precios. Tanto la FAO como la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE) estiman que el precio de la carne de vaca, cerdo y cordero aumentará en la próxima década el 11%, 17% y 4%, respectivamente.
Fuente: Agritotal

A visão da indústria frigorífica sobre o cenário atual do mercado do boi gordo




Leonardo Alencar é zootecnista formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) – campus de Jaboticabal, com especialização na área de mercado agropecuário, gestão de risco e estratégias de precificação de commoditiesagrícolas. Possui experiência em consultoria agropecuária e no segmento de derivativos da BM&FBovespa.

Atualmente, cursa MBA em Inteligência de Mercado e ocupa o cargo de Gerente Executivo de Inteligência de Mercado na Minerva Foods.

Ele bateu um papo com a Scot Consultoria sobre o mercado do boi gordo neste ano.


Confira a entrevista na íntegra:

Scot Consultoria: Com uma provável limitação de oferta de boiadas e demanda por carne sentindo a crise, o que espera para o mercado do boi gordo neste ano?

Leonardo Alencar: O cenário de 2016 é desafiador, com a pressão da menor oferta empurrando custos ao longo da cadeia e a demanda enfraquecida dificultando repasses para o consumidor final. Em 2015 foi possível observar um estreitamento entre os elos da cadeia produtiva da carne bovina, movimento que devemos observar em 2016 novamente.

Do lado da oferta, a margem da cria segue positiva e incentiva a retenção de fêmeas e investimentos no setor, mas o melhor momento ficou pra trás. O maior entrave passou a ser o preço do bezerro, com a percepção cada vez mais clara de que o próximo elo (recria-engorda) não conseguirá agregar valor suficiente para cobrir os custos.

Dessa forma, apesar da expectativa de oferta de gado para abate acima do observado em 2015, não se espera queda significativa nos preços. O clima, após um começo de ano com regime de chuvas heterogêneo, deve favorecer a produção de gado na safra e cria a expectativa de curva normal de preços. Ou seja, com tendência de queda até maio/junho, fim de safra.

No 2º semestre, entretanto, diante dos maiores custos da engorda somados ao preço elevado da reposição, não se espera aumento no volume do gado confinado em relação a 2015.

Vale lembrar que o uso do confinamento no Brasil é estratégico, como ferramenta de terminação, portanto seu uso deve crescer ainda que o resultado independente da operação não seja positivo, mas em ano de crise e necessidade de corte de custos, a probabilidade de desinvestimento é real.

Do lado da demanda, observa-se que o varejo cortou margem em 2015 e pode cortar novamente em 2016, pressionado pela menor oferta de carne simultaneamente a uma demanda enfraquecida. Há uma mudança em curso no padrão de consumo, com queda no número de visitas aos supermercados e consequente aumento no ticket médio, reflexo do maior peso da inflação no carrinho de compras.

A população tem optado também pelas compras em grandes redes varejistas e no segmento de “atacarejo”, prezando preço e sacrificando praticidade e comodidade. O consumo fora dos domicílios também é prejudicado, com aumento nas refeições em casa.

Se não há respaldo dos preços da carne no Brasil, a indústria deve procurar novos mercados ou ajustar seus custos novamente, via redução de abate. O foco, portanto, deve ser a exportação, o acesso a outros mercados consumidores, que não apenas é favorecido pelo câmbio desvalorizado, como também ajuda a escoar o excedente de produto do mercado interno.

O melhor indicador de saúde financeira do nosso setor deixa de ser o preço da carcaça bovina versus o preço do boi gordo e passa para o porcentual da nossa produção que é embarcado ao exterior.

Scot Consultoria: Quais são as expectativas para as exportações de carne bovina em 2016? Com a situação cambial favorável e de mercado interno lento, existe expectativa de ampliar ainda mais a participação das exportações nas vendas da empresa?

Leonardo Alencar: Diante desse cenário no mercado interno do Brasil, o foco deve ser a exportação, mas os desafios para isso são inúmeros. Certificados internacionais, protocolos e habilitações são pré-requisitos para exportar carne bovina a qualquer destino, entretanto, o cenário de crédito restrito e alto custo do capital reduzem a atratividade das exportações.

O ciclo de caixa para exportar é mais longo, porque inclui a venda, produção, embarque, chegada ao destino e retirada do porto, enquanto no mercado interno a produção não necessita de diferenciação e as vendas tem prazo médio de 30 dias apenas.

Essas variáveis – crédito e ciclo de caixa – dificultam o acesso de indústrias menores ao mercado externo, portanto o efeito do câmbio na casa de R$4,00 não é democrático no setor.

Dessa forma, ainda que a expectativa seja de que a exportação ganhe cada vez mais participação na produção brasileira, o ritmo em que isso tem ocorrido tem sido lento. De acordo com dados da Conab, exportamos 22,8% da produção em 2015, maior patamar desde 2007 (22,9%), mas não chegamos a ¼ da produção ainda.

Por outro lado, uma análise de oferta e demanda no mercado mundial mostra que permanecemos em terreno muito favorável ao Brasil, com Estados Unidos deficitário na produção, portanto segue como um dos maiores importadores, restrição na produção da Europa, Rússia e Ásia, além da forte retração da Austrália.

Os destinos que registraram maior crescimento nos últimos anos – Ásia, Norte da África e Oriente Médio – devem continuar ganhando espaço, tendo como China o principal comprador dos principais exportadores de carne bovina.

Vale lembrar que o Brasil, mesmo como maior exportador de carne bovina do mundo, acessa menos da metade desse mercado. Com a abertura da Arábia Saudita nos aproximamos dos 50%, e com a perspectiva de abertura de Estados Unidos poderemos finalmente romper essa barreira. Ainda há a possibilidade de abrir Coréia do Sul e, o que estaria mais próximo, Japão também.

O contraponto vem dos países dependentes da exportação de petróleo, como Rússia, Venezuela e Irã, sendo que o último terá um benefício maior pela retirada das sanções e, com isso, há uma demanda latente. Otimismo com Rússia e Venezuela, entretanto, é algo arriscado.

No caso específico da Minerva Foods, sempre focamos no mercado externo, portanto estamos próximos da nossa capacidade máxima de exportação, o que nos obriga a importar carne de outras unidades da Minerva para abastecer nossas distribuições no mercado interno. Ainda assim, o objetivo é atingir essa capacidade máxima de exportação, acima dos 80% da produção.

Scot Consultoria: A carne produzida pela empresa em outros países da América do Sul também tem forte participação de vendas no mercado externo, ou o consumo doméstico destes países fica com a produção?

Leonardo Alencar: A América do Sul, por todas as condições favoráveis à produção de alimentos, deve se tornar cada vez mais uma plataforma de exportação. Isso já acontece com os grãos e deve acontecer cada vez mais com as carnes. Somos competitivos e temos qualidade, portanto esse é o caminho.

A existência de um mercado interno forte é positiva nesse cenário porque reduz a volatilidade inerente de trabalhar comcommodities agrícolas, sempre muito sazonais. Isso é verdade também para a carne bovina, cuja demanda é alta em todos os países que temos plantas industriais, apenas variando a relevância.

Enquanto no Uruguai o consumo de carne bovina é dos mais altos do mundo, no Paraguai e Colômbia o consumo é crescente, em todos eles sempre com a concorrência da carne de frango.

Entretanto, o objetivo em todos os países que atuamos é a exportação, sempre a partir da análise do melhor resultado econômico para cada corte e sempre buscando a melhor oportunidade de precificação.

Scot Consultoria: Quais são as suas expectativas para a indústria brasileira este ano? Podemos esperar mais uma onda de fechamentos como em 2015, ou quem estava em situação pior já saiu do cenário?

Leonardo Alencar: O cenário econômico do Brasil permanece binário, portanto não está claro o efeito que pode ter no setor de crédito, no peso dos impostos, custo do capital, paridade cambial etc., fatores fundamentais para a saúde das empresas.

O que vemos hoje é a indústria com margens positivas, tanto na exportação quanto no mercado interno, em alguns casos melhor na carne com osso do que na carne sem osso. Essa condição não deve durar, sendo em grande parte reflexo do Carnaval, com menor produção e consumo aquecido. Após o Carnaval o ano começa e veremos se os preços da carne se sustentam.

Do lado da originação, o mercado segue firme e preços subindo, o que irá espremer a margem das indústrias de mercado interno. Frente ao cenário de demanda enfraquecida, se não há repasse da alta do preço do boi para o consumidor final, a indústria deve ajustar para não trabalhar no vermelho.

Apesar das inúmeras incertezas, não podemos descartar o fechamento de mais indústrias, sobretudo as localizadas em regiões com maior custo de originação.

Scot Consultoria: A entrada de capital árabe deve fortalecer as exportações para aquele país. Há alguma sinergia dos novos sócios com empresas do setor no país?

Leonardo Alencar: Anunciamos no final do ano, uma operação de aumento do capital cujo objetivo foi o de celebrar um acordo de investimento com a SALIC, companhia controlada pelo fundo soberano da Arábia Saudita. Esta operação deve ser concluída no final de março, ou seja, todas as questões societárias referentes à entrada da SALIC no capital da companhia deverão acontecer no início do segundo trimestre do ano.

Além do reforço na estrutura de capital da Minerva, este acordo inicia, para a Companhia, uma parceria estratégica em uma região com alto potencial de demanda, com uma empresa que tem, como missão, investir de forma rentável nas cadeias de valor da agricultura e pecuária em todo o mundo.