segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO
REGIÃO DE PELOTAS
KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,80
PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO
EM 29.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS
TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,45 A R$ 2,55
*GADO PESADO NA FAZENDA
FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br
BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos
Boi Gordo: semana começa com poucos negócios. Oferta menor de animais corrige em até R$ 2,00/@ a referência no Mato Grosso do Sul. Expectativa para novos reajustes são esperados com início do mês de setembro ainda esta semana.
FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS
Estímulo à exportação de carne
Rentabilidade da cria é comparável a recria e engorda?
Esses dados abaixo me levaram a uma reflexão sobre o que podemos esperar da cria nos próximos anos.
Fonte: Exagro, maio 2011.
A cria é uma atividade que carrega uma série de mitos, ou pré-julgamentos. Abaixo avalio uma série de percepções minhas.
Cria é uma atividade de baixa rentabilidade. Acredita-se que a cria garante rentabilidade menor do que a recria e engorda e a tabela confirma isso. Mas é possível ir mais fundo e avaliar uma série de nuances.
A cria cresce menos que a recria e engorda. Avança menos em tecnologia. É o gargalo da pecuária de corte. Um ponto interessante é que com a profissionalização da pecuária, com cada vez mais gente calculando seus custos e avaliando economicamente suas opções, a cria tenderia a ficar em segundo plano, pois quem mede (e percebe que rende menos), iria para outras atividades.
Um contra-ponto: avaliando-se a rentabilidade média nas colunas "clientes", é melhor fazer apenas cria, do que cria-recria-engorda (ciclo completo). Uma indicação de que o foco traz melhores resultados. No entanto, o valor máximo é bem superior para quem faz C-R-E do que quem apenas cria.
Cria é uma atividade de longo prazo. Isso gera menos opções de financiamento. Um maior risco e complexidade ao se avaliar um projeto. Isso diminui a chance de alguns perfis de produtores entrarem na atividade e também dificulta quem já atua nessa área a se expandir, com recursos de terceiros. Os projetos de integração, onde o comprador do bezerro fornece insumos, tecnologia e serviços em troca de uma garantia de fornecimento e preço ainda são escassos. Gostaria de conhecer mais projetos nesse sentido e estudá-los.
Outro mito que eu tinha é que quem faz cria profissional, faz ciclo completo, para não perder renda, não repassar o lucro para frente. Acreditava que devido a isso, seria cada vez mais difícil comprar bezerros de alta qualidade. Analisando a tabela, começo a acreditar que isso não será regra. Com perspectivas de bons preços de venda de bezerros e os ganhos de se focar e se especializar em apenas uma atividade devem estimular o surgimento de criadores com elevada tecnologia e especialização na cria de alta qualidade (e alto preço).
Vale lembrar que tecnologia é fazer mais com menos ou pelo menos fazer mais com os mesmos recursos. E não usar essa ou aquela técnica ou produto.
Analisando-se a tabela pode-se inferir que quem faz recria e engorda com alta rentabilidade é muito bom em duas áreas: 1-produção e 2-comercialização (compra e venda de animais). Ou seja, precisa produzir com muita eficiência, ao mesmo tempo em que avalia o mercado e compra e vende seus animais em bons momentos, de forma sincronizada com a capacidade de lotação da fazenda (que varia ao longo do ano).
Fica muito claro que quem tem alto lucro na pecuária consegue orquestrar muito bem a parte de produção com a comercialização. Quando compra, quando vende e como opera os animais na fazenda nesse meio tempo. São muitas variáveis, em áreas de conhecimento muito diferentes.
Quem faz cria com alta rentabilidade é muito bom em produção e também deve ser em comercialização, mas como não compra animais (em grande volume) o ganho em rentabilidade viria da venda bem feita. Há gente que fale que a cria é para quem não gosta de negociar, mas fica fácil de perceber que quem ganha na cria, vende muito bem seus animais.
O estudo também levantou números de outras fazendas, que chamaram de "diagnósticos". Nessas fazendas, a rentabilidade média variou muito. As que fazem cria tem apenas R$ 13,70/ha de rentabilidade. E quem faz recria/engorda tem em média R$ 65,10/ha, ou seja, quase 5 vezes mais lucro por ha. Com menos eficiência, provavelmente produtiva e comercial, se percebe duas coisas: a rentabilidade é muito distante das fazendas de alto nível e mais ainda, a diferença de lucratividade entre as atividades é muito grande.
Entre os clientes da Exagro, a rentabilidade média varia muito menos. Na cria é de R$ 146,50/ha e na recria/engorda (atividade com maior média) é de R$ 154,10/ha. Ou seja, menos de 10% mais alto. Na rentabilidade máxima, entre os clientes da empresa, a variação fica bem maior. De R$ 232,10/ha na cria para R$ 353,70/ha na recria/engorda, 50% mais alto.
Primeira observação, óbvia: a disparidade de rentabilidade entre fazendas é enorme, mesmo fazendo a mesma atividade. A renda média da cria "diagnósticos" é quase 11 (onze!) vezes menor do que a média dos clientes da consultoria. Isso mostra como há espaço para se melhorar a rentabilidade da pecuária como um todo, e com isso ainda aumentar produção, sustentabilidade e até qualidade da carne de uma só vez. Produção eficiente pode trazer tudo isso junto.
E a migração para outras atividades, como cana e grãos? Um criador com menos de R$20/ha vai muito facilmente arrendar suas terras para qualquer atividade agrícola que apareça na sua região. Até mesmo quem lucra R$ 65/ha por ano ficará muito tentado. Por outro lado, quem está na casa dos R$ 200-300/ha ano não irá migrar tão facilmente.
Existe a impossibilidade de se abrir novas áreas, por questões ambientais. A fronteira é onde tradicionalmente a cria cresce e é uma fonte de bezerros baratos. A pressão agrícola por áreas de pecuária vai aumentar daqui em diante. Ou seja, com mais agricultura e mais dificuldade na abertura de novas áreas, a pecuária vai encolher em área. Mas pode aumentar a produção mesmo com área menor. A chave é produção eficiente.
Me perguntam com frequencia se é melhor fazer cria ou recria/engorda. Acredito que a resposta depende da vocação da pessoa, da fazenda e da região. É claro que na média, a recria-engorda é mais rentável, mas acredito muito num futuro promissor para a cria.
Flutuações de preços devido aos ciclos de produção vão continuar a existir e outros fatores, como o crescimento mundial vão continuar a influenciar os preços pecuários.
Escassez gera bons preços. Essa é uma verdade que deve continuar valendo para o preço do bezerro por vários fatores. A velocidade com que a cria avança ainda é menor do que a recria-engorda. A rentabilidade é em muitos casos menor ou muito menor. A área da cria vai diminuir.
A demanda por carne bovina é crescente e não existe carne sem bezerro (pelo menos por enquanto). Continuamos a ter ciclos, mas o patamar de preço do bezerro deve ser mais alto. Tudo isso me leva a crer que planejar a atividade de recria-engorda mirando no lucro que vinha da compra de bezerros baratos não me parece uma estratégia vencedora daqui em diante.
RS: Marfrig discute produção de carne de qualidade na Expointer 2011
Piora perfil das exportações de carne bovina
"O preço da carne não vai cair"
Aumento da demanda explica o alto custo, afirma o principal executivo do Minerva, um dos maiores frigoríficos do País
Boi no pasto: a produção brasileira cresce, mas o consumo cresce mais ainda
- Picanha, a rainha do churrasco
O aumento do consumo é a razão do encarecimento, segundo Fernando Galletti de Queiroz, principal executivo do Minerva, empresa com dez unidades de produção e receita de R$ 3,8 bilhões nos 12 meses acumulados até junho. E o preço não deve cair, segundo ele. “É muito difícil que os preços voltem aos patamares de antes de 2008”, afirma.
Leia a seguir trechos da entrevista de Queiroz ao iG:
iG: O que tem deixado o preço da carne tão alto?
Fernando Galletti de Queiroz: O aumento da demanda. O Brasil e os países emergentes têm elevado seu padrão de consumo, e os primeiros produtos a refletir isso são as proteínas animais. Há uma busca por melhor qualidade no que se consome.
iG: Só o aumento da demanda explica o encarecimento?
Queiroz: Há uma alta geral do preço das commodities por causa do aumento do consumo no mundo todo. Mas o ajuste de preços não é negativo em todos os aspectos. Existe um reequilíbrio no perfil de consumo. Hoje, com o aumento da renda, o peso dos alimentos no total do consumo (das famílias) é proporcionalmente menor.
iG: O preço da arroba do boi está hoje próximo de R$ 100 e chegou no ano passado a atingir a marca de R$ 120. Há alguma chance de o preço da carne voltar a patamares menores, de três ou quatro anos atrás?
Queiroz: Todas as commodities estão hoje mais caras do que estavam em 2007 ou 2008. É muito difícil que os preços voltem aos patamares de antes de 2008.
iG: Não existe espaço para a carne baratear?
Queiroz: Pode haver uma variação dos preços por causa da volatilidade, mas o preço no nível que se via no passado não deve ocorrer.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora
Boi: aumento de animais de confinamento deve ser compensado pela redução na oferta de bois a pasto, o que pode reduzir uma potencial pressão negativa por parte da oferta.
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
Redução na oferta e melhora no consumo sustentam mercado do boi gordo
Reposição retomando a firmeza
Principais indicadores do mercado do boi - 26/08/11
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 25/08/11
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/11
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)
A entressafra começa agora
Sejamos objetivos: lembram-se dos gráficos que publiquei na semana passada sobre escalas e diferenciais de base? Pois é, eles sofreram algumas alterações na última semana. Observe:
Gráfico 1.
Escalas de abate na semana passada e nesta semana nas diferentes praças pecuárias (dias).
As barras verdes mais claras representam a situação das escalas no início de julho, na iminência de o mercado subir. As barras verdes escuras representam as escalas na semana passada. As barras azuis representam as programações hoje, de acordo com o Cepea.
Vamos dividir a análise.
1. Observando o período semana-a-semana. Com exceção do Mato Grosso do Sul, as escalas diminuíram em todas as praças analisadas. Porém, os preços no MS ficaram praticamente estáveis entre os dias 16/8 e 24/8. Mas observe que o diferencial entre vaca e boi diminuiu substancialmente, de -9% para -4% nesse mesmo período. O fato de o frigorífico se dispor a pagar mais pela vaca em relação ao preço do boi é um sinal altista, sinal de que a oferta de bois não está satisfatória.
2. Comparando os indicadores de hoje aos indicadores do fim de junho, quando o boi reagiu e entramos na entressafra definitivamente. As escalas de abate no período estavam iguais ou maiores do que o que vemos hoje, com exceção do Mato Grosso. É… por lá a oferta está abundante mesmo, principalmente se considerarmos o período sazonal. No caso do diferencial vaca/boi, no Mato Grosso do Sul, considerando o final de junho, ele estava em -9% contra os -4% atuais que já comentei.
Tá, oquei, o diferencial no MS pode não servir como exemplo, os outros podem ter se comportado de maneira diferente. É verdade. Vamos checar os diferenciais vaca/boi em outras praças:
Gráfico 2.
Evolução do diferencial vaca/boi em diferentes praças pecuárias.
É possível observar que, com exceção de Goiás, nas outras praças aumentou a pressão altista sobre a vaca, isto é, o preço da vaca subiu em relação ao valor pago pelo boi.
Parece que no curto-prazo, a alta do boi praticamente já ocorreu. Resta o preço subir. Mas o que tem impedido esse movimento, uma vez que a oferta piorou, as escalas contam com pulos, falhas e vacas compondo os abates (rendimento mais baixo)? A resposta está na carne.
Gráfico 3.
Evolução dos preços do boi gordo (R$/@ em Barretos – SP) e do boi casado no atacado (R$/kg).
Observe que no fim de junho, os preços do boi casado estavam mais embaixo, ou seja, davam mais espaço para uma valorização. Agora, eles caíram, mas não tanto quanto em junho. Estão em patamares mais elevados comparativamente, o que dificulta que o consumidor se anime a comprar mais, já que está pagando mais caro. O movimento do atacado teve altíssima correlação com o movimento observado para o boi gordo, que saiu de um fundo em R$95,00/@ e caiu novamente em agosto, mas não voltou aos R$95,00/@. Parou nos R$99,00/@.
O consumo pode dar aquela melhorada de início de mês, principalmente devido ao fechamento da diferença entre o preço do frango e o preço do dianteiro bovino, que são concorrentes. Mas depois pode acabar pesando novamente devido à chegada da segunda quinzena do mês e de um possível ajuste da produção de frangos, que é rápida e voltou a dar resultados aos granjeiros. Sem falar nas exportações que, por enquanto, não nos dão esperanças de recuperação. O cenário macroeconômico anda muito feio.
Tá, vamos resumir esse monte de informações perdidas: o consumo vai bem, mas será difícil esticar mais do que isso, excluindo-se a variação atrelada ao fator sazonal (início/fim de mês). É o que me parece por enquanto.
Aparentemente, essa será a nossa entressafra. Já há bom número de pessoas preocupadas com a oferta em setembro, apesar de as pesquisas de confinamento apontarem bom crescimento da oferta desse tipo de animal. Aliás, de acordo com a pesquisa Top 50 Confinamento realizada pela equipe do BeefPoint, a concentração de vendas de animais de cocho ocorrerá em setembro. O motivo é que os preparativos foram feitos no início do ano, antes de o boi gordo cair e enquanto os custos ainda eram considerados baixos. Depois que o boi caiu e os custos subiram, ninguém apostou tanto no segundo turno como no primeiro. Resultado: concentração menor em outubro/novembro.
A questão é que a partir de agora, os pastos estão em péssimas condições e os modelos climáticos não apontam chuvas para a próxima quinzena. A partir daí, a confiança no modelo é menor, por isso não vou me estender sobre este assunto. A questão é que mesmo animais de semi-confinamentos poderão se tornar escassos em setembro devido à baixíssima disponibilidade de forragem. Conclusão: aparentemente, a única oferta que sobrará é a de animais confinados.
Parece que em termos de demanda a coisa anda meio fraca. Quero dizer, não me entendam mal, a fraqueza a que me refiro é relacionada à capacidade do consumidor brasileiro comprar mais carne bovina do que vem comprando no momento, mas como escrevi em textos anteriores, o mercado interno certamente vem fazendo a sua parte.
Já em termos de oferta, parece que temos tudo para que o boi volte a andar no curto-prazo. A condição para isso ocorra é que o mercado interno se descole por um momento do cenário macro-econômico. Se isso ocorrer, o peso que paira sobre os preços pecuários poderá se tornar um pouco mais leve e aí a balança oferta X demanda voltará a pender.
Bem-vindo à entressafra!
FONTE: www.agroblog.com.br / autor Lygia Pimentel
De 16 a 72 mil se amplió el contingente de cabezas para exportación ganadera
El Gobierno Nacional, aumento la cifra del contingente de exportación de ganado bovino a 72 mil; para tal efecto el pasado 23 de agosto, el Gobierno firmó el Decreto 3046, modificando la cifra contemplada en el Decreto 2000 de junio de 2011, en donde se expresaba que el contingente de exportación de ganado en pie era tan sólo de 16 mil cabezas, limitando importantemente a los productores y exportadores.
Restrepo Salazar, indicó que para realizar una adecuada reglamentación del contingente, que permita atender en lo posible las necesidades de quienes participen en la asignación del mismo, se realizó en días pasados una mesa de trabajo con el concurso de ganaderos de todas partes del país.
Por su parte, el jefe de la cartera agropecuaria, señaló que, si bien Colombia debe tomar las medidas necesarias que le permitan mantener su hato ganadero y continuar con la política de Transformación Productiva y aprovechamiento de mercados con valor agregado, también resulta fundamental mantener los flujos de comercio con países que han considerado a la ganadería colombiana como uno de los mejores proveedores en este tipo de productos.
Esta clase de medidas, permitirán tener un riguroso control sobre el hato ganadero nacional, con el objeto de que este perdure y se mantenga en la línea del tiempo, factor que a su vez ayudará a que otros importantes frentes de exportación, no sean desatendidos.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
BOI GORDO - Entrevista com Caio Junqueira
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
Boi/CEPEA: Baixa liquidez estabiliza cotações
Abate nas mínimas na Argentina
Carne bovina de São Paulo terá Selo de Qualidade
Confinamento bovino deve crescer
No coração da entressafra...E que entressafra!
| Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com Reprodução permitida desde que citada a fonte |
| Estamos no meio da entressafra, caro leitor. O que aconteceu com a arroba do boi, a arroba do bezerro, a taxa de reposição e o contrato futuro de outubro por esses tempos? Vamos usar como referência inicial o dia do pior preço da arroba do boi no final de junho.
A arroba do boi saiu de R$ 95,94 para 100,31 hoje. A arroba do bezerro valia R$ 116,00 e ainda vale os mesmo R$ 116,00. O bezerro saiu de R$ 740,00 para R$ 734,00 hoje. A taxa de reposição saiu de 2,14 bezerros/boi para 2,25 bezerros/boi hoje. O contrato de outubro saiu de R$ 100,35 para R$ 103,18 hoje. Ou seja, a entressafra está seguindo seu curso, puxando os preços do boi. Está certo que até agora essa puxada é bem abaixo da média histórica, mas também com a enxurrada de bois confinados em Goiás e, pelo que dizem, no Mato Grosso, até que o mercado está se comportando bem. O destaque vai, então, para a arroba do bezerro. Vejam que os preços não caíram nesses meses. Ela ainda vale ao redor de 116 reais. Curiosamente esse preço — 116 reais — é bem próximo do pico da arroba do boi do ano passado, se lembram? Não podemos nos esquecer também a tendência do boi encostar no bezerro nas entressafras. “Crise”, “Consumo interno”, “Confinamentos”. O preço da arroba do boi já encostou na arroba do bezerro em qualquer uma dessas ocasiões. É como se fosse um norte interno do setor, que independe do que está ocorrendo na economia de um modo geral. Não descartaria essa possibilidade esse ano, ainda. Pelo menos até começar a entrar para valer os bois da futura safra. Observe no primeiro gráfico o que disse. O boi, no seu devido tempo, busca o bezerro. Isso ocorreu todos os anos exceto 09 e 10. Não aconteceu por causa da crise? Pode ser. Esse ano, até agora, não estamos tendo essa convergência. Ela ocorrerá, mais cedo ou mais tarde. Quanto mais tarde vier, mais forte será o movimento dos preços, em especial o movimento da arroba do boi, se é que a história nos serve de alguma coisa, pois no passado foi isso que ocorreu em vários anos, como você pode ver aqui. Seguindo em frente, observe o gráfico das semanas de alta e baixa da arroba do boi, ao lado. Esse gráfico mostra quantas semanas consecutivas a arroba caiu ou subiu com o passar do tempo. Acabamos de fechar a “semana 3” da baixa atual. No passado recente, desde 2010, as baixas normais se estenderam na maioria das vezes até três semanas, podendo ir até 4 semanas. Na safra desse ano tivemos 5 semanas consecutivas de queda. Como a queda típica são três semanas, pode-se especular que o mercado “já deu” o que tinha que dar na baixa? Não sei. Vamos olhar o mercado futuro. Normalmente o mercado futuro antecipa as mudanças no mercado físico. O contrato de outubro está no último gráfico. Observe a forte queda nesses últimos trinta dias. O mercado caiu de 109 reais para os 103 de hoje. Chama a atenção os pisos crescentes desses meses. Antes o mercado parou no 100 reais. Hoje parou no 103. Interessante, mas pouco informativo para o que a gente quer. Então, não, o mercado até agora está neutro. Ele está indeciso. Sobe forte em um dia, cai forte no outro. A semana terminou em alta, o que é positivo, porém esse contrato precisa andar mais um pouco para se tornar novamente atrativo sob o ponto de vista de trava de preços. Então, caro leitor. Vamos por as barbas de molho. É uma boa notícia estarmos na terceira semana de “queda”. No MS diminuíram os preços de 95 para 94 e depois para 93 reais, porém a notícia que temos é que pelo menos na região de Dourados os preços já voltaram para 95 reais. Talvez a “3ª semana” seja o máximo que essa arroba poderá cair na safra? Veremos. A oferta concentrada de bois confinados está em plena força. Comentários que em Goiás que essa oferta está no seu pico, agora. Não tive como confirmar isso. Dizem que no MT está cada semana entrando mais bois, também não tive como confirmar isso. Talvez seja verdade, talvez seja apenas os comentários gerais do mercado. O fato é que há bois confinados suficientes para segurar as cotações? Sim, pelo menos nessas últimas três semanas foi isso que ocorreu. A virada do mês pode trazer surpresas? Toda virada de mês é boa para a carne. Se estivermos mesmo ao redor do pico dessa fornada de bois confinados, setembro poderá trazer surpresas para a pecuária. Espero que surpresas boas. Nortão — Bom, provavelmente a maioria de vocês quando for ler esse texto já estarei na estrada rumo à Rodovia Fantasma, Linha do Equador e Transamazônica, 10 mil quilômetros embrenhados na maior floresta tropical do mundo. De moto! Continuarei a escrever nossos textos semanais, sem problemas. Quem quiser acompanhar a aventura é só entrar no site www.cartapecuaria.com.br. Aviso: está no ar o blog da viagem de moto para a Rodovia Fantasma e Trasamazônica! Entre no site www.cartapecuaria.com.br e confira! Nota da Bigma Consultoria: O texto de Rogério Goulart, da Carta Pecuária, publicado nesse espaço, foi resumido e alguns gráficos podem ter sido suprimidos. Acesse a análise completa e com os gráficos no site da Carta Pecuária |