segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 29.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,80

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 29.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,20
NOVILHAS R$ 2,90 A R$ 3,10
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,45 A R$ 2,55

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

Boi Gordo: semana começa com poucos negócios. Oferta menor de animais corrige em até R$ 2,00/@ a referência no Mato Grosso do Sul. Expectativa para novos reajustes são esperados com início do mês de setembro ainda esta semana.





FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Estímulo à exportação de carne

A Apex-Brasil e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) injetarão R$ 3 milhões numa campanha para o fortalecimento do produto no mundo. O projeto Pecuária do Brasil integra o Brazilian Beef, ação de estímulo à exportação mantida desde 2001. O aditivo foi assinado sábado pelos presidentes da Apex, Maurício Borges, e da Abiec, Antonio Camardelli, na Expointer. A cerimônia teve a participação do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. "A crise é um momento de oportunidade. O mundo não deixa de se alimentar", disse o presidente da Apex. O presidente da Abiec destacou que o setor precisa recuperar espaço.

FONTE: Correio do Povo

Rentabilidade da cria é comparável a recria e engorda?

A situação atual da cria na pecuária de corte brasileira é dos temas que mais me interessa e motiva. A cria é muito pouco estudada e avaliada. É o gargalo da pecuária, é o elo mais fraco, que dá o ritmo de expansão da atividade. Se conhecermos mais a cria, como atividade econômica, fica mais fácil analisar os ciclos produtivos, fazer previsão de preços e volume de oferta no médio-longo prazo.

Esses dados abaixo me levaram a uma reflexão sobre o que podemos esperar da cria nos próximos anos.


Fonte: Exagro, maio 2011.

A cria é uma atividade que carrega uma série de mitos, ou pré-julgamentos. Abaixo avalio uma série de percepções minhas.

Cria é uma atividade de baixa rentabilidade. Acredita-se que a cria garante rentabilidade menor do que a recria e engorda e a tabela confirma isso. Mas é possível ir mais fundo e avaliar uma série de nuances.

A cria cresce menos que a recria e engorda. Avança menos em tecnologia. É o gargalo da pecuária de corte. Um ponto interessante é que com a profissionalização da pecuária, com cada vez mais gente calculando seus custos e avaliando economicamente suas opções, a cria tenderia a ficar em segundo plano, pois quem mede (e percebe que rende menos), iria para outras atividades.

Um contra-ponto: avaliando-se a rentabilidade média nas colunas "clientes", é melhor fazer apenas cria, do que cria-recria-engorda (ciclo completo). Uma indicação de que o foco traz melhores resultados. No entanto, o valor máximo é bem superior para quem faz C-R-E do que quem apenas cria.

Cria é uma atividade de longo prazo. Isso gera menos opções de financiamento. Um maior risco e complexidade ao se avaliar um projeto. Isso diminui a chance de alguns perfis de produtores entrarem na atividade e também dificulta quem já atua nessa área a se expandir, com recursos de terceiros. Os projetos de integração, onde o comprador do bezerro fornece insumos, tecnologia e serviços em troca de uma garantia de fornecimento e preço ainda são escassos. Gostaria de conhecer mais projetos nesse sentido e estudá-los.

Outro mito que eu tinha é que quem faz cria profissional, faz ciclo completo, para não perder renda, não repassar o lucro para frente. Acreditava que devido a isso, seria cada vez mais difícil comprar bezerros de alta qualidade. Analisando a tabela, começo a acreditar que isso não será regra. Com perspectivas de bons preços de venda de bezerros e os ganhos de se focar e se especializar em apenas uma atividade devem estimular o surgimento de criadores com elevada tecnologia e especialização na cria de alta qualidade (e alto preço).

Vale lembrar que tecnologia é fazer mais com menos ou pelo menos fazer mais com os mesmos recursos. E não usar essa ou aquela técnica ou produto.

Analisando-se a tabela pode-se inferir que quem faz recria e engorda com alta rentabilidade é muito bom em duas áreas: 1-produção e 2-comercialização (compra e venda de animais). Ou seja, precisa produzir com muita eficiência, ao mesmo tempo em que avalia o mercado e compra e vende seus animais em bons momentos, de forma sincronizada com a capacidade de lotação da fazenda (que varia ao longo do ano).

Fica muito claro que quem tem alto lucro na pecuária consegue orquestrar muito bem a parte de produção com a comercialização. Quando compra, quando vende e como opera os animais na fazenda nesse meio tempo. São muitas variáveis, em áreas de conhecimento muito diferentes.

Quem faz cria com alta rentabilidade é muito bom em produção e também deve ser em comercialização, mas como não compra animais (em grande volume) o ganho em rentabilidade viria da venda bem feita. Há gente que fale que a cria é para quem não gosta de negociar, mas fica fácil de perceber que quem ganha na cria, vende muito bem seus animais.

O estudo também levantou números de outras fazendas, que chamaram de "diagnósticos". Nessas fazendas, a rentabilidade média variou muito. As que fazem cria tem apenas R$ 13,70/ha de rentabilidade. E quem faz recria/engorda tem em média R$ 65,10/ha, ou seja, quase 5 vezes mais lucro por ha. Com menos eficiência, provavelmente produtiva e comercial, se percebe duas coisas: a rentabilidade é muito distante das fazendas de alto nível e mais ainda, a diferença de lucratividade entre as atividades é muito grande.

Entre os clientes da Exagro, a rentabilidade média varia muito menos. Na cria é de R$ 146,50/ha e na recria/engorda (atividade com maior média) é de R$ 154,10/ha. Ou seja, menos de 10% mais alto. Na rentabilidade máxima, entre os clientes da empresa, a variação fica bem maior. De R$ 232,10/ha na cria para R$ 353,70/ha na recria/engorda, 50% mais alto.

Primeira observação, óbvia: a disparidade de rentabilidade entre fazendas é enorme, mesmo fazendo a mesma atividade. A renda média da cria "diagnósticos" é quase 11 (onze!) vezes menor do que a média dos clientes da consultoria. Isso mostra como há espaço para se melhorar a rentabilidade da pecuária como um todo, e com isso ainda aumentar produção, sustentabilidade e até qualidade da carne de uma só vez. Produção eficiente pode trazer tudo isso junto.

E a migração para outras atividades, como cana e grãos? Um criador com menos de R$20/ha vai muito facilmente arrendar suas terras para qualquer atividade agrícola que apareça na sua região. Até mesmo quem lucra R$ 65/ha por ano ficará muito tentado. Por outro lado, quem está na casa dos R$ 200-300/ha ano não irá migrar tão facilmente.

Existe a impossibilidade de se abrir novas áreas, por questões ambientais. A fronteira é onde tradicionalmente a cria cresce e é uma fonte de bezerros baratos. A pressão agrícola por áreas de pecuária vai aumentar daqui em diante. Ou seja, com mais agricultura e mais dificuldade na abertura de novas áreas, a pecuária vai encolher em área. Mas pode aumentar a produção mesmo com área menor. A chave é produção eficiente.

Me perguntam com frequencia se é melhor fazer cria ou recria/engorda. Acredito que a resposta depende da vocação da pessoa, da fazenda e da região. É claro que na média, a recria-engorda é mais rentável, mas acredito muito num futuro promissor para a cria.

Flutuações de preços devido aos ciclos de produção vão continuar a existir e outros fatores, como o crescimento mundial vão continuar a influenciar os preços pecuários.

Escassez gera bons preços. Essa é uma verdade que deve continuar valendo para o preço do bezerro por vários fatores. A velocidade com que a cria avança ainda é menor do que a recria-engorda. A rentabilidade é em muitos casos menor ou muito menor. A área da cria vai diminuir.

A demanda por carne bovina é crescente e não existe carne sem bezerro (pelo menos por enquanto). Continuamos a ter ciclos, mas o patamar de preço do bezerro deve ser mais alto. Tudo isso me leva a crer que planejar a atividade de recria-engorda mirando no lucro que vinha da compra de bezerros baratos não me parece uma estratégia vencedora daqui em diante.

FONTE: BEEFPOINT

RS: Marfrig discute produção de carne de qualidade na Expointer 2011

Esteio/RS
A Marfrig Alimentos, maior indústria de carnes do Rio Grande do Sul, apresenta na Expointer 2011 o seu programa de fomento para produção de carne com o padrão de qualidade de carcaça exigido pela indústria e pelo mercado e que proporciona aumento dos ganhos dos pecuaristas.

A Expointer, principal feira agropecuária e de maquinários da região Sul do país, acontece de 27 de agosto a 04 de setembro, em Esteio (RS). Luciano Andrade, gerente nacional de fomento e coordenador do Programa Fomento Angus Marfrig, ministrará palestra a “A indústria da carne, insumos e serviços parceiros do produtor", no dia 1º de setembro, às 15h, na casa da RBS, durante o VIII Workshop da Carne Angus – “A Estruturação da cadeia para agregação de valor”, promovido pela Associação Brasileira de Angus.

Segundo Andrade, o mercado está pautado em animais jovens e com acabamento de carcaça uniforme. Para que o pecuarista produza esse animal ideal, a Marfrig fomenta o uso de genética Angus, indica suporte técnico e disponibiliza recursos financeiros para suprir os custos de reprodução, como a escolha e compra de sêmen, protocolo de inseminação, além de bonificar e garantir a liquidez de 100% dos animais que atendem a esse padrão de qualidade e são negociados em contrato.

“A Marfrig incentiva os pecuaristas a oferecer animais mais produtivos, potencializando a oferta de carne de padrão superior, o que melhora a qualidade do rebanho, além de utilizar práticas socioambientais responsáveis e que ajudam a fortalecer a imagem da carne brasileira no mercado internacional”, destaca Luciano.

Durante a Expointer os técnicos da Marfrig atenderão os visitantes no estande da parceira Alta Genetics que, por meio de sua distribuidora no Rio Grande do Sul, a Progen, fornece material genético para inseminação artificial e para IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), sendo responsável pela gestão técnica do Programa de Fomento Angus Marfrig.

A Marfrig também participa da Vitrine da Carne Gaúcha – espaço da Farsul (Federação da Agricultura do RS) - com a apresentação dos seguintes cortes: dia 28.07 – Seara Angus (manhã) e Palatare raças britânicas (tarde); dia 02 – Palatare Angus (manhã); e dias 27 de agosto a 02 de setembro - Seara Cordeiro.

A Marfrig possui oito unidades industriais e de distribuição da divisão bovinos no Rio Grande do Sul e emprega mais de 9.300 funcionários, sendo um dos maiores empregadores do Estado.

Programa Fomento no RS
O Programa Fomento Angus teve início em março de 2011 no Rio Grande do Sul com a intenção de fomentar a produção de terneiros ou cruzas angus, aumentando a oferta de matéria-prima para o Programa Carne Angus Certificada e oferecendo estímulos importantes ao consumidor para incentivá-lo a utilizar a genética Angus.

A iniciativa tem como base a entrega à indústria de animais com genética diferenciada, de padrão exclusivo de tipificação de carcaça, idade, rastreabilidade e boas práticas de criação, características que atendem às necessidades específicas da indústria de alimentos e ainda proporcionam melhor remuneração aos pecuaristas participantes.

Para intensificar o processo de integração entre indústria a produtor, a Marfrig promove reuniões periódicas com os produtores de terneiros das principais regiões produtoras de carne de qualidade. Com o início da estação de monta no Rio Grande do Sul, a empresa participará das principais feiras e exposições agropecuárias do Estado. Essa programação inclui a participação no concurso de carcaças Angus (dia 23 de setembro, em Alegrete) e na Exposição Cabanha São Xavier, em Santa Maria (dia 27 de setembro).

“A receptividade do produtor é positiva, visto ser uma iniciativa que apoia o início da cadeia, a produção de terneiros, fomentando a matriz produtiva, sendo uma nova ferramenta para a comercialização de terneiros e novilhos com uma empresa de grande porte. Dessa forma, a Marfrig também contribui para aumentar o efetivo bovino para produção de carne de qualidade superior no Rio Grande do Sul”, destaca Diego Brasil, gerente de fomento no RS.

Parcerias no Estado
A Marfrig desenvolve outras parcerias com associações de criadores no Rio Grande do Sul, visando obter produto final (carne) de qualidade diferenciada e produção sustentável. Dentre elas, está a parceria com a Apropampa (associação sem fins lucrativos que tem como principal objetivo a preservação e proteção do Bioma Pampa) e com a Alianza Del Pastizal (iniciativa de diferentes organizações voltadas à conservação do meio ambiente nos quatro países que compartilham o bioma Pampa: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).

Outra importante parceria da Marfrig no Estado é com a Associação Brasileira de Hereford e Braford, por meio da qual é oferecida bonificação aos animais dessas raças e suas cruzas (integrantes da tabela de certificação do Programa Carne Certificada Pampa) que forem abatidos nas quatro plantas da Marfrig no Rio Grande do Sul. Dessa forma, é garantido o pagamento de valor diferenciado aos pecuaristas, suprindo o mercado de carne de qualidade e incentivando esses produtores a investirem na atividade.

Fonte: Marfrig Alimentos

Piora perfil das exportações de carne bovina


Em dez anos, a União Europeia saiu da posição de principal mercado para a carne bovina brasileira para um posto mais modesto, apenas o terceiro lugar. Nesse período, a emergente Rússia, que nem aparecia no ranking dos principais mercados tornou-se a primeira compradora de carne bovina do país sem considerar a região do Oriente Médio e Norte da África. O saldo dessa mudança é negativo: o país perdeu um mercado de preços mais altos e cortes mais nobres e avançou num mais instável e que demanda produtos de menor valor.

No já longínquo ano 2000, o Brasil exportou US$511 milhões em carne bovina para a União Europeia, uma fatia de 61% das exportações totais daquele ano, de US$837,2 milhões. No último ano, a participação foi bem menor, apesar do valor ter crescido: US$712 milhões, ou 14,5% de um total de US$4,886 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec).

A Rússia, em 2000, ainda nem comprava do Brasil. No ano passado, importou US$1,073 bilhão, ou 21,97% da receita total proveniente das exportações de carne bovina, de US$4,886 bilhões, de acordo com a Abiec.

A derrocada das vendas para a União Europeia começou em 2008, quando o bloco determinou que compraria carne bovina apenas proveniente de animais rastreados de uma lista restrita de fazendas do Brasil. Na época, havia 15,5 mil fazendas aptas a fornecer animais. Com as restrições, caiu a 2,2 mil atualmente o número de propriedades habilitadas, segundo Antônio Camardelli, presidente da Abiec.

Para ele, ao restringir as fazendas a UE criou um mecanismo para reduzir os volumes exportados pelo Brasil, numa tentativa de atender ao clamor de produtores locais. Segundo a Abiec, o bloco comprou 125,3 mil toneladas de carne bovina do Brasil no ano passado, bem abaixo das 308,4 mil toneladas de 2007, antes das restrições. "O Brasil depende da União Europeia porque não tem alternativa [de mercados] para vender aos preços que a UE paga", admite Camardelli. Segundo ele, os mesmos cortes que a UE compra têm preços 50% inferiores em mercados do Oriente Médio, por exemplo.

De janeiro a julho deste ano, o preço médio da carne vendida à União Europeia ficou em US$7.369 por tonelada. O preço médio das exportações totais ficou em US$4.789 por tonelada. Nas vendas à Rússia, o valor médio no período foi US$4.488, conforme a Abiec.

"Só vamos equacionar esse problema no momento em que abrirmos mercados como o Japão, Coreia do Sul e Taiwan, que também consomem cortes mais caros", avalia o dirigente. O problema, lembra, é que esses países só compram carne bovina de países livres de aftosa sem vacinação. O Brasil tem o status de livre de aftosa com vacinação - apenas Santa Catarina é considerado livre sem vacinação. "É um problema difícil de resolver", lamenta.

Na avaliação do executivo, a indefinição no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul aumenta a pressão sobre o Brasil porque o bloco europeu voltou a exportar carne bovina.

Um especialista da indústria brasileira acrescenta que a ausência do produto brasileiro na UE - por causa das restrições - acabou elevando preços e intimidando a demanda europeia, ainda mais num momento de crise financeira na região.

Do lado da oferta, também há pouco estímulo no Brasil para investir no rastreamento e habilitação para exportar à UE, apesar do prêmio entre 2% e 8% sobre a arroba do boi pago pelos frigoríficos aos pecuaristas. "A legislação para exportar [à UE] é muito amarrada", diz. Ele observa que é difícil cumprir os requisitos europeus no caso dos animais criados a pasto. "O controle é mais difícil em áreas extensas".

Isso é menos complicado no caso dos confinamentos. No entanto, há outro problema: os animais saem da engorda intensiva entre agosto e novembro enquanto o pico da demanda da UE ocorre entre fevereiro e julho.

A menor participação da UE nas vendas totais de carne bovina também reflete uma legislação mais restrita para as exportações de cortes nobres dentro da chamada Cota Hilton, cujo volume é de 10 mil toneladas. Desde 2009, a UE definiu que os cortes vendidos dentro da cota devem ser provenientes apenas de animais rastreados desde a desmama (10 meses de vida) e que sejam alimentados só a pasto, sem nenhum tipo de suplementação a partir de então. A Abiec já informou que pretende questionar a medida na Organização Mundial de Comércio (OMC).

Por conta da exigência, o Brasil só conseguiu exportar 4,3% do volume no ano-cota iniciado em julho de 2010 e encerrado em junho deste ano. Ao não cumprir a cota, o Brasil deixa de ser beneficiado pelo prêmio que a Hilton embute em relação às exportações de carne bovina fora da cota. Na Hilton, a tarifa de importação é de 20% ad valorem. Fora da cota, o imposto é de 12,8% mais € 3.041 por tonelada.

Assim como a UE, a Rússia também tem dado dor de cabeça aos exportadores brasileiros. Atualmente, restringe a importação de carnes em geral (incluindo carne bovina), de mais de uma centena de estabelecimentos exportadores nacionais, alegando problemas sanitários.

Não é a primeira vez que o país embarga produto nacional - e talvez não seja a última. Mas, diz uma analista, depois de entrar na OMC, a expectativa é de que a Rússia fique menos "irracional". Apesar de os russos negarem, a percepção no Brasil é de que restrições são uma forma de pressionar por mais apoio à entrada na OMC.

Diferentemente da UE, a Rússia compra do Brasil principalmente os cortes de segunda, de menor valor. Questionado sobre a instabilidade russa, Camardelli, da Abiec, diz que "a Rússia é e sempre será importante" para o Brasil. E observa que o país busca autossuficiência em carnes suínas e de frango, mas não em bovinos. Assim, segue necessitando do produto brasileiro.

Fonte: Valor Econômico. Por Alda do Amaral Rocha.

"O preço da carne não vai cair"

Aumento da demanda explica o alto custo, afirma o principal executivo do Minerva, um dos maiores frigoríficos do País

O Minerva compõe, com JBS e Marfrig, a trinca dos maiores frigoríficos de carne bovina do Brasil – que é, por sua vez, o maior país exportador desse mercado no mundo. A produção brasileira tem crescido, as empresas do setor são hoje multinacionais consolidadas (o Minerva tem unidades no Paraguai e no Uruguai e exporta para mais de 100 países), mas o consumidor final por vezes não entende, no supermercado, por que a carne está tão cara.

Boi no pasto: a produção brasileira cresce, mas o consumo cresce mais ainda

- Picanha, a rainha do churrasco

O aumento do consumo é a razão do encarecimento, segundo Fernando Galletti de Queiroz, principal executivo do Minerva, empresa com dez unidades de produção e receita de R$ 3,8 bilhões nos 12 meses acumulados até junho. E o preço não deve cair, segundo ele. “É muito difícil que os preços voltem aos patamares de antes de 2008”, afirma.

Leia a seguir trechos da entrevista de Queiroz ao iG:

iG: O que tem deixado o preço da carne tão alto?
Fernando Galletti de Queiroz: O aumento da demanda. O Brasil e os países emergentes têm elevado seu padrão de consumo, e os primeiros produtos a refletir isso são as proteínas animais. Há uma busca por melhor qualidade no que se consome.

iG: Só o aumento da demanda explica o encarecimento?
Queiroz: Há uma alta geral do preço das commodities por causa do aumento do consumo no mundo todo. Mas o ajuste de preços não é negativo em todos os aspectos. Existe um reequilíbrio no perfil de consumo. Hoje, com o aumento da renda, o peso dos alimentos no total do consumo (das famílias) é proporcionalmente menor.

iG: O preço da arroba do boi está hoje próximo de R$ 100 e chegou no ano passado a atingir a marca de R$ 120. Há alguma chance de o preço da carne voltar a patamares menores, de três ou quatro anos atrás?
Queiroz: Todas as commodities estão hoje mais caras do que estavam em 2007 ou 2008. É muito difícil que os preços voltem aos patamares de antes de 2008.

iG: Não existe espaço para a carne baratear?
Queiroz: Pode haver uma variação dos preços por causa da volatilidade, mas o preço no nível que se via no passado não deve ocorrer.
FONTE: IG

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi: aumento de animais de confinamento deve ser compensado pela redução na oferta de bois a pasto, o que pode reduzir uma potencial pressão negativa por parte da oferta.





FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Redução na oferta e melhora no consumo sustentam mercado do boi gordo

A oferta de animais terminados diminuiu durante a semana.

A pressão de baixa perdeu a força com as escalas dos frigoríficos se estreitando.

É grande a especulação no mercado.

Em São Paulo, a referência está em R$98,00/@, à vista, e R$102,00/@, a prazo, livres de funrural. Existem ofertas de compra de R$96,00/@, à vista, até R$102,00/@, a prazo, livre de imposto.

Geralmente as indústrias que ofertam menos possuem animais comprados no mercado a termo ou de confinamentos próprios.

Existem frigoríficos com escalas prontas até o final da próxima semana, assim como outros não compraram boiadas para iniciar os abates da semana.

Goiás, em função do grande número de confinamentos, é o estado onde existe maior facilidade na compra. A região segue abastecendo fortemente as indústrias paulistas.

O consumo de carne bovina deve favorecer a firmeza do mercado, já que os primeiros sinais de melhora nas vendas começaram aparecer no atacado de carne com osso, embora os cortes desossados ainda tenham caído
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Reposição retomando a firmeza

O mercado de reposição está retomando a firmeza aos poucos, apesar da pequena movimentação.

A situação para as categorias jovens continua a mesma das últimas semanas, ou seja, mercado parado e preços praticamente estáveis.

Somente diante de capacidades de suporte das pastagens mais confortáveis é que a demanda por bezerros deve ser retomada.

A oferta de boiadas terminadas não é consistente e existe a expectativa de retomada da firmeza dos preços.

Com isso, a demanda por bois magros deverá ganhar força novamente.

As ofertas de vendas para a categoria estão em altos patamares e a resistência de venda em preços mais baixos é grande.

Em resumo, o rumo das cotações do boi gordo será fundamental para a definição deste mercado, principalmente para as categorias próximas à terminação.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Principais indicadores do mercado do boi - 26/08/11

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 25/08/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/11



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)

FONTE: BEEFPOINT

A entressafra começa agora

Sejamos objetivos: lembram-se dos gráficos que publiquei na semana passada sobre escalas e diferenciais de base? Pois é, eles sofreram algumas alterações na última semana. Observe:

Gráfico 1.
Escalas de abate na semana passada e nesta semana nas diferentes praças pecuárias (dias).

As barras verdes mais claras representam a situação das escalas no início de julho, na iminência de o mercado subir. As barras verdes escuras representam as escalas na semana passada. As barras azuis representam as programações hoje, de acordo com o Cepea.

Vamos dividir a análise.

1. Observando o período semana-a-semana. Com exceção do Mato Grosso do Sul, as escalas diminuíram em todas as praças analisadas. Porém, os preços no MS ficaram praticamente estáveis entre os dias 16/8 e 24/8. Mas observe que o diferencial entre vaca e boi diminuiu substancialmente, de -9% para -4% nesse mesmo período. O fato de o frigorífico se dispor a pagar mais pela vaca em relação ao preço do boi é um sinal altista, sinal de que a oferta de bois não está satisfatória.

2. Comparando os indicadores de hoje aos indicadores do fim de junho, quando o boi reagiu e entramos na entressafra definitivamente. As escalas de abate no período estavam iguais ou maiores do que o que vemos hoje, com exceção do Mato Grosso. É… por lá a oferta está abundante mesmo, principalmente se considerarmos o período sazonal. No caso do diferencial vaca/boi, no Mato Grosso do Sul, considerando o final de junho, ele estava em -9% contra os -4% atuais que já comentei.

Tá, oquei, o diferencial no MS pode não servir como exemplo, os outros podem ter se comportado de maneira diferente. É verdade. Vamos checar os diferenciais vaca/boi em outras praças:

Gráfico 2.
Evolução do diferencial vaca/boi em diferentes praças pecuárias.

É possível observar que, com exceção de Goiás, nas outras praças aumentou a pressão altista sobre a vaca, isto é, o preço da vaca subiu em relação ao valor pago pelo boi.

Parece que no curto-prazo, a alta do boi praticamente já ocorreu. Resta o preço subir. Mas o que tem impedido esse movimento, uma vez que a oferta piorou, as escalas contam com pulos, falhas e vacas compondo os abates (rendimento mais baixo)? A resposta está na carne.

Gráfico 3.
Evolução dos preços do boi gordo (R$/@ em Barretos – SP) e do boi casado no atacado (R$/kg).

Observe que no fim de junho, os preços do boi casado estavam mais embaixo, ou seja, davam mais espaço para uma valorização. Agora, eles caíram, mas não tanto quanto em junho. Estão em patamares mais elevados comparativamente, o que dificulta que o consumidor se anime a comprar mais, já que está pagando mais caro. O movimento do atacado teve altíssima correlação com o movimento observado para o boi gordo, que saiu de um fundo em R$95,00/@ e caiu novamente em agosto, mas não voltou aos R$95,00/@. Parou nos R$99,00/@.

O consumo pode dar aquela melhorada de início de mês, principalmente devido ao fechamento da diferença entre o preço do frango e o preço do dianteiro bovino, que são concorrentes. Mas depois pode acabar pesando novamente devido à chegada da segunda quinzena do mês e de um possível ajuste da produção de frangos, que é rápida e voltou a dar resultados aos granjeiros. Sem falar nas exportações que, por enquanto, não nos dão esperanças de recuperação. O cenário macroeconômico anda muito feio.

Tá, vamos resumir esse monte de informações perdidas: o consumo vai bem, mas será difícil esticar mais do que isso, excluindo-se a variação atrelada ao fator sazonal (início/fim de mês). É o que me parece por enquanto.

Aparentemente, essa será a nossa entressafra. Já há bom número de pessoas preocupadas com a oferta em setembro, apesar de as pesquisas de confinamento apontarem bom crescimento da oferta desse tipo de animal. Aliás, de acordo com a pesquisa Top 50 Confinamento realizada pela equipe do BeefPoint, a concentração de vendas de animais de cocho ocorrerá em setembro. O motivo é que os preparativos foram feitos no início do ano, antes de o boi gordo cair e enquanto os custos ainda eram considerados baixos. Depois que o boi caiu e os custos subiram, ninguém apostou tanto no segundo turno como no primeiro. Resultado: concentração menor em outubro/novembro.

A questão é que a partir de agora, os pastos estão em péssimas condições e os modelos climáticos não apontam chuvas para a próxima quinzena. A partir daí, a confiança no modelo é menor, por isso não vou me estender sobre este assunto. A questão é que mesmo animais de semi-confinamentos poderão se tornar escassos em setembro devido à baixíssima disponibilidade de forragem. Conclusão: aparentemente, a única oferta que sobrará é a de animais confinados.

Parece que em termos de demanda a coisa anda meio fraca. Quero dizer, não me entendam mal, a fraqueza a que me refiro é relacionada à capacidade do consumidor brasileiro comprar mais carne bovina do que vem comprando no momento, mas como escrevi em textos anteriores, o mercado interno certamente vem fazendo a sua parte.

Já em termos de oferta, parece que temos tudo para que o boi volte a andar no curto-prazo. A condição para isso ocorra é que o mercado interno se descole por um momento do cenário macro-econômico. Se isso ocorrer, o peso que paira sobre os preços pecuários poderá se tornar um pouco mais leve e aí a balança oferta X demanda voltará a pender.

Bem-vindo à entressafra!

FONTE: www.agroblog.com.br / autor Lygia Pimentel


De 16 a 72 mil se amplió el contingente de cabezas para exportación ganadera

Bogotá. El ministro de Agricultura, Juan Camilo Restrepo, señaló que ante la necesidad expresada por un grupo representativo de ganaderos del país que han logrado la apertura de otros mercados diferentes al venezolano.

El Gobierno Nacional, aumento la cifra del contingente de exportación de ganado bovino a 72 mil; para tal efecto el pasado 23 de agosto, el Gobierno firmó el Decreto 3046, modificando la cifra contemplada en el Decreto 2000 de junio de 2011, en donde se expresaba que el contingente de exportación de ganado en pie era tan sólo de 16 mil cabezas, limitando importantemente a los productores y exportadores.

Restrepo Salazar, indicó que para realizar una adecuada reglamentación del contingente, que permita atender en lo posible las necesidades de quienes participen en la asignación del mismo, se realizó en días pasados una mesa de trabajo con el concurso de ganaderos de todas partes del país.

Por su parte, el jefe de la cartera agropecuaria, señaló que, si bien Colombia debe tomar las medidas necesarias que le permitan mantener su hato ganadero y continuar con la política de Transformación Productiva y aprovechamiento de mercados con valor agregado, también resulta fundamental mantener los flujos de comercio con países que han considerado a la ganadería colombiana como uno de los mejores proveedores en este tipo de productos.

Esta clase de medidas, permitirán tener un riguroso control sobre el hato ganadero nacional, con el objeto de que este perdure y se mantenga en la línea del tiempo, factor que a su vez ayudará a que otros importantes frentes de exportación, no sean desatendidos.

Elizabeth Peláez -FONTE: LA REPUBLICA - COLOMBIA

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BOI GORDO - Entrevista com Caio Junqueira




FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Boi/CEPEA: Baixa liquidez estabiliza cotações

Com o mercado em ritmo bastante lento, os preços médios da arroba do boi gordo têm registrado apenas pequenas oscilações nesta segunda quinzena de agosto. Segundo pesquisadores do Cepea, o número de negócios de boi e também de carne tem sido pequeno. Entre 17 e 24 de agosto, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa permaneceu estável, fechando a R$ 100,48 nessa quarta-feira, 24.

Abate nas mínimas na Argentina

Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carne da Argentina (CICCRA), o abate de bovinos do país no primeiro semestre de 2011 representou o menor volume da última década.

O volume abatido foi de 5,26 milhões de cabeças, 13,1% menos que em 2010 e 32,5% menor na comparação com 2009.

O país iniciou recentemente um processo de retenção de fêmeas, o que explica em parte a redução dos abates.

O outro fator foi a redução do número de produtores, desestimulados pelas consequências negativas das intervenções estatais sobre a cadeia da carne.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Carne bovina de São Paulo terá Selo de Qualidade

Certificação pode ajudar a pecuária de corte paulista a garantir o mercado externo
Mônica Costa

A carne bovina produzida em São Paulo passa a contar com uma certificação que vai assegurar a procedência e qualidade do produto. O Selo de Qualidade da Pecuária de Corte foi lançado nesta quarta feira, 24, pela Secretaria Estadual da Agricultura e visa a certificação das unidades de produção com base em normas que garantam o bem-estar e saúde do animal.

Itens como proteção ambiental, condições de trabalho na propriedade, segurança dos alimentos e o atendimento à todos os preceitos de boas práticas da produção sustentável de bovinos de corte também são necessários para que o selo seja concedido.

“Além dos processos exigidos por outras normas de certificação, o pecuarista deverá apresentar risco sanitário próximo do zero para receber o selo” afirma Auler Matias, pecuarista e um dos redatores da normatização para o Selo de Qualidade da Pecuária de Corte. A secretaria fará a certificação da propriedade e, consequentemente, dos animais.

O status vai garantir que os animais estão livres de doenças como a aftosa, tuberculose e brucelose, por exemplo. De acordo com Matias, este diferencial poderá assegurar ao pecuarista paulista acesso ao mercado internacional. “Os países importadores sempre alegam problemas sanitários para barrar a nossa carne. O Selo será uma garantia de que a carne produzida no Estado está livre destes riscos”, afirma.

O governo de São Paulo estuda a possibilidade de financiar o processo de adequação das propriedades para a implantação do sistema. A expectativa é que, no primeiro ano, 500 propriedades possam aderir ao programa.

O Selo Produto de São Paulo integra o Sistema de Qualidade de Produtos Agrícolas, Pecuários e Agroindustriais e foi criado pelo Governo do Estado por meio da Lei nº 10.481. de 29 de dezembro de 1999. O objetivo é aumentar a competitividade do agronegócio paulista nos mercados interno e externo.

Os produtos já certificados são café (gourmet e superior), carvão, carne suína, algodão e cachaça.

Fonte: Portal DBO

Confinamento bovino deve crescer

Em 2010, os 50 maiores confinamentos do país colocaram sob engorda intensiva um total de 1,198 milhão de animais, 9,4% menos que os 1,322 milhão de bois confinados no ano anterior, conforme a pesquisa BeefPoint de Confinamentos. Mas, segundo o levantamento, a expectativa é de aumento de 32,6% no número de boi confinados este ano, para 1,588 milhão de cabeças, apesar dos custos elevados dos insumos.

O maior confinamento de bovinos do país em 2010 foi o da JBS, com um volume de 168.772 animais, de acordo com o levantamento da Beefpoint. No ano anterior, a JBS, que investe no confinamento de animais para garantir matéria-prima para abate em suas unidades, estava em terceiro lugar no ranking.

O confinamento da BRF (Brasil Foods), que está na sexta posição entre os 50, estava em nono no levantamento passado. A Marfrig, apesar de confinar bovinos para abate em suas fábricas, não participa da pesquisa.
De acordo com Miguel Cavalcanti, consultor da Beefpoint, o mercado "ruim" no ano passado desestimulou o confinamento. "Não valia a pena confinar". Ele observa que no primeiro semestre de 2010, as cotações do animal magro e dos grãos estavam em alta, enquanto a sinalização de preços no mercado futuro para o boi gordo era ruim.

Em outubro, porém, a arroba do boi gordo atingiu picos de alta. Depois os preços caíram, mas seguiram em patamares elevados, perto ou acima de R$ 100 a arroba. "As médias de preços [do boi] este ano estão muito melhores que no ano passado", diz.

Assim, mesmo com os preços altos dos insumos - considerado um dos maiores desafios do setor -, a expectativa é de avanço do confinamento, avalia o consultor. A expectativa, acrescenta Cavalcanti, é de que a margem dos confinadores este ano seja melhor do que em 2010.

O levantamento da Beefpoint mostrou ainda que 28% dos confinamentos pesquisados estão localizados em Goiás, 26% em São Paulo, 22% em Mato Grosso, 14% em Mato Grosso do Sul, 8% em Minas Gerais e 2% no Paraná. Conforme a pesquisa, 37% dos animais confinados estão em Goiás, 26% em São Paulo, 18% em Mato Grosso, 12% em Mato Grosso do Sul, 6% em Minas e 1% no Paraná.

Cavalcanti destaca uma mudança nas ferramentas de administração de risco usadas pelos confinadores, revelada pelo levantamento. Houve aumento do uso de opções e contratos futuros entre os confinadores. Em 2009, de 10% usavam opções. No ano passado, 18%. Já os futuros eram usados por 34% em 2009 e no ano passado, foram 40%. Enquanto isso caíram as negociações de venda de boi a termo, em que são feitos contratos com frigoríficos (de 46% para 38%).

Além disso, também aumentaram as vendas à vista dos confinamentos, reflexo da percepção de maior risco de crédito dos frigoríficos. Em 2010, 26% das vendas foram à vista ante 18% em 2009, mostra o levantamento. A projeção para este ano é que 38% das vendas sejam nessa modalidade.

A pesquisa com os 50 maiores confinamentos também indicou que o mês de maior saída [venda para abate] de animais em 2010 foi outubro (36% dos estabelecimentos). Para 24%, outubro também deve ser o pico este ano. No entanto, as previsões para 2011 mostram a intenção de adiantar a venda. Mais confinadores pretendem ampliar o volume de vendas em setembro. Um percentual de 18% usou a estratégia no ano passado e 36% pretendem fazê-lo este ano. "O objetivo é fugir do pico de oferta [de confinamento], quando há dificuldade de venda", observa Cavalcanti.

FONTE: Valor Econômico

No coração da entressafra...E que entressafra!

Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
Estamos no meio da entressafra, caro leitor. O que aconteceu com a arroba do boi, a arroba do bezerro, a taxa de reposição e o contrato futuro de outubro por esses tempos? Vamos usar como referência inicial o dia do pior preço da arroba do boi no final de junho.

A arroba do boi saiu de R$ 95,94 para 100,31 hoje.

A arroba do bezerro valia R$ 116,00 e ainda vale os mesmo R$ 116,00.

O bezerro saiu de R$ 740,00 para R$ 734,00 hoje.

A taxa de reposição saiu de 2,14 bezerros/boi para 2,25 bezerros/boi hoje.

O contrato de outubro saiu de R$ 100,35 para R$ 103,18 hoje.

Ou seja, a entressafra está seguindo seu curso, puxando os preços do boi. Está certo que até agora essa puxada é bem abaixo da média histórica, mas também com a enxurrada de bois confinados em Goiás e, pelo que dizem, no Mato Grosso, até que o mercado está se comportando bem.

O destaque vai, então, para a arroba do bezerro. Vejam que os preços não caíram nesses meses. Ela ainda vale ao redor de 116 reais. Curiosamente esse preço — 116 reais — é bem próximo do pico da arroba do boi do ano passado, se lembram?

Não podemos nos esquecer também a tendência do boi encostar no bezerro nas entressafras. “Crise”, “Consumo interno”, “Confinamentos”. O preço da arroba do boi já encostou na arroba do bezerro em qualquer uma dessas ocasiões.

É como se fosse um norte interno do setor, que independe do que está ocorrendo na economia de um modo geral. Não descartaria essa possibilidade esse ano, ainda. Pelo menos até começar a entrar para valer os bois da futura safra.

Observe no primeiro gráfico o que disse. O boi, no seu devido tempo, busca o bezerro. Isso ocorreu todos os anos exceto 09 e 10. Não aconteceu por causa da crise? Pode ser.

Esse ano, até agora, não estamos tendo essa convergência. Ela ocorrerá, mais cedo ou mais tarde. Quanto mais tarde vier, mais forte será o movimento dos preços, em especial o movimento da arroba do boi, se é que a história nos serve de alguma coisa, pois no passado foi isso que ocorreu em vários anos, como você pode ver aqui.

Seguindo em frente, observe o gráfico das semanas de alta e baixa da arroba do boi, ao lado.

Esse gráfico mostra quantas semanas consecutivas a arroba caiu ou subiu com o passar do tempo. Acabamos de fechar a “semana 3” da baixa atual. No passado recente, desde 2010, as baixas normais se estenderam na maioria das vezes até três semanas, podendo ir até 4 semanas.

Na safra desse ano tivemos 5 semanas consecutivas de queda.

Como a queda típica são três semanas, pode-se especular que o mercado “já deu” o que tinha que dar na baixa? Não sei. Vamos olhar o mercado futuro. Normalmente o mercado futuro antecipa as mudanças no mercado físico.

O contrato de outubro está no último gráfico. Observe a forte queda nesses últimos trinta dias. O mercado caiu de 109 reais para os 103 de hoje.

Chama a atenção os pisos crescentes desses meses. Antes o mercado parou no 100 reais. Hoje parou no 103. Interessante, mas pouco informativo para o que a gente quer.

Então, não, o mercado até agora está neutro.

Ele está indeciso. Sobe forte em um dia, cai forte no outro. A semana terminou em alta, o que é positivo, porém esse contrato precisa andar mais um pouco para se tornar novamente atrativo sob o ponto de vista de trava de preços.

Então, caro leitor. Vamos por as barbas de molho. É uma boa notícia estarmos na terceira semana de “queda”. No MS diminuíram os preços de 95 para 94 e depois para 93 reais, porém a notícia que temos é que pelo menos na região de Dourados os preços já voltaram para 95 reais. Talvez a “3ª semana” seja o máximo que essa arroba poderá cair na safra? Veremos.

A oferta concentrada de bois confinados está em plena força. Comentários que em Goiás que essa oferta está no seu pico, agora. Não tive como confirmar isso. Dizem que no MT está cada semana entrando mais bois, também não tive como confirmar isso. Talvez seja verdade, talvez seja apenas os comentários gerais do mercado.

O fato é que há bois confinados suficientes para segurar as cotações? Sim, pelo menos nessas últimas três semanas foi isso que ocorreu.

A virada do mês pode trazer surpresas? Toda virada de mês é boa para a carne. Se estivermos mesmo ao redor do pico dessa fornada de bois confinados, setembro poderá trazer surpresas para a pecuária.

Espero que surpresas boas.

Nortão — Bom, provavelmente a maioria de vocês quando for ler esse texto já estarei na estrada rumo à Rodovia Fantasma, Linha do Equador e Transamazônica, 10 mil quilômetros embrenhados na maior floresta tropical do mundo. De moto! Continuarei a escrever nossos textos semanais, sem problemas.
Quem quiser acompanhar a aventura é só entrar no site www.cartapecuaria.com.br.

Aviso: está no ar o blog da viagem de moto para a Rodovia Fantasma e Trasamazônica! Entre no site www.cartapecuaria.com.br e confira!

Nota da Bigma Consultoria: O texto de Rogério Goulart, da Carta Pecuária, publicado nesse espaço, foi resumido e alguns gráficos podem ter sido suprimidos. Acesse a análise completa e com os gráficos no site da Carta Pecuária