ESTAMOS RECOMEÇANDO A COMPRA DE GADO VIVO PARA EXPORTAÇÃO, A PARTIR DA SEGUNDA SEMANA DE SETEMBRO. INTERESSADOS EM INFORMAÇÕES, ENTRAR EM CONTATO
terça-feira, 4 de setembro de 2012
EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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ESTAMOS SELECIONANDO PARA CLIENTES
*VACAS DE INVERNAR
*NOVILHOS ENTRE 300 - 350 KG
* NOVILHAS PARA ENTORE DE PRIMAVERA
INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO COM LUND ( 053) 81113550 ou 99941513
*NOVILHOS ENTRE 300 - 350 KG
* NOVILHAS PARA ENTORE DE PRIMAVERA
INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO COM LUND ( 053) 81113550 ou 99941513
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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UE faz pressão por carne sem aditivos
O governo brasileiro prometeu à União Europeia (UE) que vai propor "o mais rápido possível" garantias de que a carne bovina exportada para os 27 países membros do bloco não terá a adição de duas substâncias de engorda para o gado proibidas na Europa (zilpaterol e ractopamina) para afastar a ameaça de veto aos embarques. A França foi um dos países que se pronunciaram sobre o reforço no controle da entrada do produto nacional depois que o Ministério da Agricultura brasileiro aprovou o uso dessas substâncias no país.
Em reunião bilateral realizada na semana passada, em Bruxelas, representantes da União Europeia reafirmaram que se houver pelo menos a identificação de traços de um dos aditivos, certamente ocorrerá o veto à entrada de toda a cadeia bovina nacional, desde produtos ou subprodutos in natura e processados. A delegação brasileira afirmou que está em negociação com o setor privado para que haja a implantação do protocolo de garantia de segregação da produção entre a carne com os aditivos e a que está livre das substâncias destinadas à exportação.
Na sexta-feira (31/8), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) previu que a criação desse sistema de segregação deverá estar concluída em, no máximo, duas semanas.
"O Brasil confirmou que a ractopamina e o zilpaterol não serão colocados em circulação antes da aprovação formal da Comissão Europeia sobre o sistema de segregação", afirmou Frédéric Vincent, porta-voz do comissário de Saúde e Política de Consumidores da UE. Além disso, "o Brasil informou à Comissão que o "split system" (sistema de segregação) ainda não está pronto, mas que vai submetê-lo a uma avaliação", disse Vincent.
Conforme já informou o Valor, o ministério fechou um acordo com as duas farmacêuticas responsáveis pela fabricação dos aditivos - as americanas MSD Saúde Animal e a Elanco - para iniciarem as vendas dos dois produtos somente após a Comissão de Saúde do Consumidor da UE (DG Sanco, na sigla em inglês) receber as garantias de que o Brasil possui o "split system". Pelos termos do acordo, o setor privado ficou responsável pela criação do programa, que será auditado e certificado pelo Ministério da Agricultura. Só depois é que o "split system" será enviado para apreciação das autoridades europeias.
Além de exigir a inexistência de aditivos na carne, a União Europeia quer a garantia de que o rebanho não manteve contato com as substâncias. O mercado europeu sustenta sua posição baseado na segurança alimentar e na preferência dos consumidores. Por outro lado, certos negociadores avaliaram durante a reunião que os produtores brasileiros não vão poder abrir mão dos aditivos para não perder competitividade em relação a vários exportadores que fazem uso das substâncias.
Em todo caso, a posição nacional levada a Bruxelas foi considerada positiva por importadores europeus. "Estamos satisfeitos que as autoridades brasileiras deram garantias necessárias para manter os fluxos comerciais", afirmou Jean-Luc Meriaux, secretário-geral da União Europeia do Comércio de Gado e de Carnes.
O Brasil não se comprometeu com prazos, mas os frigoríficos nacionais podem sentir a pressão europeia crescer se for feita uma aliança com a Rússia, outro grande comprador de carne bovina. O governo russo também ameaçou com a suspensão de importações se a ractopamina for usada pelos pecuaristas.
O Brasil apresentou também durante a reunião em Bruxelas, um sistema modificado de segregação específico para a carne suína, que está proibida de entrar no mercado europeu por conter ractopamina. O país espera, agora, pavimentar o terreno para voltar a exportar para a UE, depois de ter recebido o sinal verde do Japão, um dos mercados mais exigentes do mundo.
O porta-voz da União Europeia confirmou que o Brasil apresentou verbalmente novas informações sobre esse sistema e prometeu submeter posteriormente os dados por escrito. "Não é possível dizer no momento se a tecnologia será aceita. Provavelmente, uma nova auditoria será necessária para avaliar as informações", disse Frédéric Vincent.
Fonte: Valor Econômico. Por Assis Moreira.
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Brasil exportou 8,8% mais carne bovina in natura em agosto
O Brasil exportou 90,6 mil toneladas métricas de carne bovina in natura em agosto de 2012, alta de 8,8% frente ao mês anterior, quando foram embarcadas 83,3 mil toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em relação ao mesmo mês no ano passado o aumento é de 37,5%. Naquele mês foram exportadas 65,9 mil toneladas métricas do produto.
O faturamento em agosto foi de US$421,4 milhões, 11,5% maior que os US$377,9 milhões faturados em julho e 21,3% mais que no mesmo mês em 2011.
O preço pago por tonelada aumentou frente a julho deste ano, atingindo US$4,6 mil, alta de 2,4%. Frente a agosto do ano passado houve queda de 11,8%.
Em relação ao mesmo mês no ano passado o aumento é de 37,5%. Naquele mês foram exportadas 65,9 mil toneladas métricas do produto.
O faturamento em agosto foi de US$421,4 milhões, 11,5% maior que os US$377,9 milhões faturados em julho e 21,3% mais que no mesmo mês em 2011.
O preço pago por tonelada aumentou frente a julho deste ano, atingindo US$4,6 mil, alta de 2,4%. Frente a agosto do ano passado houve queda de 11,8%.
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Top Devon fatura R$ 125.440,00
O tradicional leilão Top Devon ofertou na última quinta-feira (30-8), na Expointer, os campeões dos julgamentos da feira rústicos e de argola. O remate de 28 animais resultou em faturamento de R$ 125.440,00.
O maior preço foi o touro Grande Campeão 2012 da Cabanha São Valentim, de Nova Prata, Rotokawa 1560 PO. O reprodutor foi adquirido pelo valor de R$ 12 mil por Luiz Fogaça da Silva, proprietário da Fazenda Lajeado das Taipas, de São Francisco de Paula. “Este touro expressa com perfeição as características da raça, o que será essencial para a melhora do meu plantel”, afirmou. O vencedor Rústico, Saudade Stonegrove 3408, da Cabanha Saudade, de São Gabriel, foi negociado por R$ 7,7 mil e terá como destino a Bahia. O exemplar foi arrematado pelo criador Almor Antoniolli.
A venda de reprodutores PO rústicos teve como média geral R$ 6362,86. Os machos PC foram vendidos com e média de R$ 52,56,00, e as fêmeas, R$ 1120,00.
As vendas foram conduzidas pelo leiloeiro Guilherme Minssen.
Agrolink com informações de assessoria
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Fiscais agropecuários retornam às atividades após alcançar acordo com o governo federal
Por Bob Moser
Os fiscais federais agropecuárias (FFA) decidiram retornar às suas atividades, a partir de ontem (3). Isso decorre de acordo assinado na semana passada, com o governo federal, disse o Ministério da Agricultura em comunicado.
Os fiscais tem a responsabilidade de monitorar o tránsito de produtos agrícolas nos portos, aeroportos e nas fronteiras alfandegárias. Há apenas 3.246 funcionários realizando este trabalho no Brasil, segundo o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários. A entidade pediu a contratacão de 1.500 funcionários adicionais.
Os fiscais federais agropecuários e o sindicato aceitaram o reajuste salarial de 15,8% parcelado em três anos, a partir de janeiro de 2013.
Além disso, essa reestruturação implica na instituição de avaliação de desempenho que considere o mérito individual e as expectativas do Ministério da Agricultura.
O Ministério acredita que o fluxo de liberações de produtos em portos, aeroportos e fronteiras estará regularizado a partir desta semana.
O sindicato paralisou todas as atividades no início do movimento, mas depois de cinco dias uma parte dos servidores foi obrigada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a retomar os trabalhos em repartições importantes para o fluxo de cargas.
FONTE:CARNETEC
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Confira a entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado
Boi: Mercado físico dispara e SP tem ofertas de compra de R$98 nesta terça-feira. Atacado também reage e cortes traseiros são negociados a R$8,30. BM&F opera com correções nos contratos mais longos, mas mercado segue firme e altista.
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13:00
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Mercado do boi gordo segue em alta
Houve valorização em vinte e uma das trinta e uma praças pesquisadas.
Em São Paulo, o preço referência está em R$95,00/@, à vista. Existem negócios em valores maiores.
O preço atual é 5,6% maior que há 30 dias.
As escalas no estado atendem entre dois e três dias úteis. A maior parte das empresas está comprando para a segunda-feira e terça-feira após o feriado.
Uma exceção ao cenário de alta é o Rio Grande do Sul. Lá os animais têm sido retirados das pastagens cultivadas de inverno para o plantio, o que mantém a oferta boa.
No mercado atacadista houve valorização para a vaca casada.
FONTE: SCOT CONSULTORIA
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Minerva compra frigorífico paraguaio Frigomerc por US$ 35 milhões
O Minerva informou hoje que firmou um contrato preliminar para aquisição do frigorífico Frigomerc, um dos cinco maiores exportadores de carne bovina do Paraguai. De acordo com o Minerva, a transação deve somar US$ 35 milhões, já incluídos os investimentos necessários.
Parte do pagamento poderá ser feito por meio da transferência de ações do Minerva que estão em tesouraria. "A quantidade exata de ações a serem entregues será determinada até a assinatura do contrato definitivo", ressaltou a companhia em comunicado. A conclusão do acordo depende de autorização de órgãos de defesa da concorrência e de processos de auditoria das contas da empresa adquirida.
Segundo o Minerva, o Frigomerc tem uma capacidade de abate de 1,1 mil cabeças de gado por dia e a projeção é que atinja um faturamento de US$ 150 milhões em 2013, com resultado operacional de US$ 13 milhões, já incluídas as sinergias com a Friasa, unidade industrial do Minerva que é vizinha ao frigorífico.
A companhia ressalta que espera que essa proximidade resulte em economia de custos, com sinergias no planejamento da produção, na originação do gado e na gestão administrativa e comercial. "Esperamos que a soma das duas operações nos garantirá posição de destaque e consolidará o Minerva entre os líderes de mercado naquele país", destacou a empresa.
Os papéis do Minerva encerraram o dia em queda de 0,5%, para R$ 10,57. No ano, as ações acumulam uma alta expressiva de 109%.
Parte do pagamento poderá ser feito por meio da transferência de ações do Minerva que estão em tesouraria. "A quantidade exata de ações a serem entregues será determinada até a assinatura do contrato definitivo", ressaltou a companhia em comunicado. A conclusão do acordo depende de autorização de órgãos de defesa da concorrência e de processos de auditoria das contas da empresa adquirida.
Segundo o Minerva, o Frigomerc tem uma capacidade de abate de 1,1 mil cabeças de gado por dia e a projeção é que atinja um faturamento de US$ 150 milhões em 2013, com resultado operacional de US$ 13 milhões, já incluídas as sinergias com a Friasa, unidade industrial do Minerva que é vizinha ao frigorífico.
A companhia ressalta que espera que essa proximidade resulte em economia de custos, com sinergias no planejamento da produção, na originação do gado e na gestão administrativa e comercial. "Esperamos que a soma das duas operações nos garantirá posição de destaque e consolidará o Minerva entre os líderes de mercado naquele país", destacou a empresa.
Os papéis do Minerva encerraram o dia em queda de 0,5%, para R$ 10,57. No ano, as ações acumulam uma alta expressiva de 109%.
fonte: http://economia.uol.com.br
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domingo, 2 de setembro de 2012
Trabalhadores do Frigorífico Marfrig continuam em estado de greve
Em reunião realizada no dia de hoje, (31/08/2012) os representantes da empresa reunidos com os representantes dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete, Bagé, Pelotas e São Gabriel, apresentaram alguma evolução nos números deixados na última proposta, mas, segundo as lideranças sindicais presentes, ainda está distante do que foi determinado nas assembleias dos trabalhadores da empresa Marfrig nas 4 cidades, que, inclusive, decidiu pela tirada de estado de greve.
Segundo o coordenador político da sala de apoio da CNTA, Darci Pires da Rocha, que coordenou as duas mesas de negociação, a empresa se comprometeu a apresentar uma proposta definitiva até segunda-feira à tarde.
Fonte: CNTA/SUL
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Cabanha Albardão premiada na Expointer 2012
A Albardão participou com vinte e oito animais da raça bovina Red Angus
Carlos Inácio Talavera Campos, à frente da Cabanha Albardãode Santa Vitória do Palmar recebeu a premiação “Reservado Grande Campeã Fêmea Rústica PC” para o trio de fêmeas PC Red Angus, no julgamento do dia 27 de agosto na 35ª Expointer 2012, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil/Esteio até 2 de setembro.
O proprietário da Albardão chama a atenção para o expressivo contingente de animais oriundos de Santa Vitória do Palmar, com mais de três cabanhas, somente Angus, totalizando mais da metade dos animais participando da Expointer.
A Cabanha irá participar do Remate SOANGUS que irá ocorrer dia 14 de outubro na Expofeira em Pelotas.
Mais informações
A Cabanha Albardão disputou alguns certames e teve premiações importantes na Expointer de 2011, na Nacional de Rústicos e na Expointer de 2010, além de diversos campeonatos regionais realizados em Pelotas, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, sendo nos últimos dois anos, respectivamente, a 2ª e a 3ª colocada no Ranking Nacional da Raça Angus. O Albardão utiliza somente os touros top do PROMEBO (Programa Estatístico de Avaliação Genética) resultando, através das excelentes práticas de manejo, no impecável estado corporal de seusanimais e emseu pleno desenvolvimento muscular.
O empresário desenvolve o gado PC – Puro Certificado - na modalidade RED desta raça superior consagrada internacionalmente.
O proprietário da Albardão chama a atenção para o expressivo contingente de animais oriundos de Santa Vitória do Palmar, com mais de três cabanhas, somente Angus, totalizando mais da metade dos animais participando da Expointer.
A Cabanha irá participar do Remate SOANGUS que irá ocorrer dia 14 de outubro na Expofeira em Pelotas.
Mais informações
A Cabanha Albardão disputou alguns certames e teve premiações importantes na Expointer de 2011, na Nacional de Rústicos e na Expointer de 2010, além de diversos campeonatos regionais realizados em Pelotas, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, sendo nos últimos dois anos, respectivamente, a 2ª e a 3ª colocada no Ranking Nacional da Raça Angus. O Albardão utiliza somente os touros top do PROMEBO (Programa Estatístico de Avaliação Genética) resultando, através das excelentes práticas de manejo, no impecável estado corporal de seusanimais e emseu pleno desenvolvimento muscular.
O empresário desenvolve o gado PC – Puro Certificado - na modalidade RED desta raça superior consagrada internacionalmente.
Agrolink com informações de assessoria
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Rodrigues alerta para risco de investimentos além da conta
Os preços elevados de commodities agrícolas, impulsionados pela seca nos Estados Unidos, representam uma oportunidade para o agricultor brasileiro, mas quem se deixar levar pela euforia pode se dar mal. Em passagem pela Expointer nessa quinta-feira (30-08), o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, almoçou com o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, e analisou as perspectivas para a agricultura. “O agricultor deve aproveitar a oportunidade com sabedoria, inteligência e bom senso, mas nunca dar um passo maior do que a perna, gastando mais do que tem”, disse o ex-ministro.
Somente no Brasil, a previsão é de aumento de cerca de 3 milhões de hectares na área de plantio de soja. Rodrigues alerta que os altos preços devem estimular investimentos agropecuários em todo o mundo. Com isso, devem se elevar a produção mundial e ao mesmo tempo os custos, uma vez que a demanda por insumos dará um salto. O risco para o produtor é não prever o momento em que os estoques recomporão, derrubando os preços das commodities, em safra em que a produção foi realizada com custos elevados.
Somente no Brasil, a previsão é de aumento de cerca de 3 milhões de hectares na área de plantio de soja. Rodrigues alerta que os altos preços devem estimular investimentos agropecuários em todo o mundo. Com isso, devem se elevar a produção mundial e ao mesmo tempo os custos, uma vez que a demanda por insumos dará um salto. O risco para o produtor é não prever o momento em que os estoques recomporão, derrubando os preços das commodities, em safra em que a produção foi realizada com custos elevados.
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Feira da Novilha aponta para temporada aquecida
A 8ª Feira de Novilhas e Ventres Selecionados teve pista limpa, vendendo 591 fêmeas por R$ 676,7 mil na noite dessa quinta-feira (30-08), na Expointer. A média geral ficou em R$ 1.145, 6,21% acima da registrada na edição do ano passado. O quilo vivo saiu por R$ 3,98 para as novilhas de dois anos e em R$ 4,29 para as terneiras. “Foi um sucesso. Diminuiu a quantidade, mas melhorou a qualidade, e isso se refletiu nos preços médios”, avaliou o presidente da Comissão de Feiras, Exposições e Remates da Farsul, Francisco Schardong. O dirigente acrescenta que o resultado aponta para pistas aquecidas na temporada de primavera. Na edição do ano passado, o evento vendeu 726 fêmeas por R$ 778,9 mil.
A feira é uma parceria entre a Farsul e a Associação Brasileira de Angus, e os negócios ficaram por conta da Santa Úrsula Remates e leiloeiro Alexandre Crespo. Os vendedores Fazenda Ranchinho, Paulo Lerner, Geraldo Azevedo e Agropecuária Caaporã foram premiados por ofertarem os melhores lotes.
A feira é uma parceria entre a Farsul e a Associação Brasileira de Angus, e os negócios ficaram por conta da Santa Úrsula Remates e leiloeiro Alexandre Crespo. Os vendedores Fazenda Ranchinho, Paulo Lerner, Geraldo Azevedo e Agropecuária Caaporã foram premiados por ofertarem os melhores lotes.
Confira as médias por categoria:
- Novilhas CA prenhas: R$ 2.079 (R$ 5,06 kg/vv)
- Novilhas AD prenhas: R$ 1.710 (R$ 4,71 kg/vv)
- Novilhas prenhas: R$ 1.500 (R$ 3,96 kg/vv)
- Novilhas de dois anos: R$ 1.115 (R$ 3,98 kg/vv)
- Terneiras: R$ 848 (R$ 4,29 kg/vv)
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Cotações reajustadas em todas as praças
Aumentam ofertas acima da referência
Mônica Costa
Com a redução da oferta de boi gordo, aumentam as ofertas de compra por valores acima da referência, especialmente por parte dos frigoríficos de pequeno e médio porte. Apenas as indústrias que dispõem de animais a termo ou de confinamentos tentam pressionar a cotação para baixo, mas normalmente as negociações travam.
De acordo com boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, o ritmo de negociações é lento, visto que os fechamentos ocorrem apenas quando há forte necessidade de aquisição por parte dos frigoríficos. Na quinta -feira, 30, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa fechou em R$ 92,77 à vista, aumento de 0,12% na comparação diária e reajuste de 3,26% no acumulado parcial de agosto.
No Centro-Sul, a restrição da oferta e alta nos preços tem levado a redução nos abates de algumas plantas. No Mato Grosso do Sul, as compras a R$ 90,00/@ à vista tem ganhado força. No triângulo mineiro, há compradores realizando negócios por R$ 90,00/@ a prazo.
No mercado atacadista de carne bovina, a alta nos preços da matéria prima, a redução nos abates e na oferta de carne, somada a um aumento nas vendas durante a semana, levaram a reajustes em todas as peças.
No mercado financeiro, os contratos que serão liquidados nesta sexta-feira, 31, foram negociados por R$ 92,75/@ reajuste de 0,24%. E os contratos para outubro registraram alta de 1,43% para R$ 102,78/@
Fonte: Portal DBO com informações Scot Consultoria
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Conheça a carne bovina mais cara do mundo
Valioso. Quilo da parte mais nobre do gado japonês da raça Wagyu pode chegar a R$ 1 mil no país de origem e R$ 300 no Brasil
O gado é rústico, o pelo é alto e negro, e a cabeça larga é ornada com aspas que lhe conferem aparência ameaçadora. A raça leva o nome de Wagyu (lê-se uaguiú) e sua origem milenar é a cidade de Kobe, no Japão.
A carne é chamada de ouro vermelho ou caviar bovino devido à alta maciez e ao preço estratosférico. – Eu mesmo nunca comi um entrecot de Wagyu, é muito valioso – diz o veterinário Vilson Ronchi Júnior, que representa em Esteio a Fazenda Angélica, de Americana, São Paulo, pela primeira vez trazendo à Expointer o tal gado japonês. O corte entrecot é o mais valioso da raça. Um quilo no Japão custa cerca de R$ 1 mil. No Brasil, não chega a tanto, porque a produção pesa menos no bolso. Mas o quilo varia entre R$ 100 e R$ 300, de acordo com o grau de marmoreio (gordura entre as fibras da carne). – É a carne mais cara do mundo – atesta o gerente da fazenda, Odilio Marin Filho. Os compradores são restaurantes finos de São Paulo. Antes restrita a esses estabelecimentos, agora está chegando a butiques de carnes. Os produtores formam um grupo seleto A Angélica, com cem cabeças de animais puros, pertence a Ricardo Steinbruch, presidente da têxtil Vicunha. Só ele manda cinco animais por mês para churrascarias paulistas. A rede de restaurantes Rubaiyat também é forte produtora. Mas tudo começou com a empresa de laticínios Yakult, dona do maior criatório brasileiro. Ao todo, são mil cabeças, um rebanho de amostra perto das 1,8 milhão criadas no Japão. Animais são criados no campo Não foi pelas vastidões de campos, pelos piquetes e pelas invernadas que os japoneses solidificaram a raça. Ao contrário, lá o espaço é raro, e o gado pena em um superconfinamento. Cada cabeça ocupa um cubículo que só lhe permite levantar, comer e deitar. Os animais em Esteio pouco têm a ver com os orientais. Os daqui são criados no campo. Somente os destinados ao abate ganham ração em confinamento, e suas carcaças desossadas alcançam 240 quilos. Os exemplares da Expointer não estão à venda. Se estivessem, custariam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil (fêmea) e de R$ 20 mil a R$ 23 mil (reprodutor). Na ponta do consumo, porém, há um alento: em São Paulo, lanchonetes já vendem hambúrgueres com carne de Wagyu por apenas R$ 24. Fonte: Zero Hora Crédito da foto: Divulgação |
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Carne fica mais escassa e terá novos reajustes
A indústria da carne de frango – a mais consumida no país, com 47 quilos por habitante ao ano – anunciou redução de cerca de 10% nos abates, com reflexos da granja ao supermercado. No Paraná, o preço do frango vivo subiu 15,54% (para R$ 2,03 o quilo) e o de cortes como coxa e sobrecoxa aumentou 12,35% (a R$ 5,04/kg) em relação às médias de junho, mostram as pesquisas do Departamento de Economia Rural do Paraná,o Deral.
As altas só não são maiores porque nas últimas semanas a carne bovina teve baixas, segurando os preços das concorrentes. A maior redução foi registrada no mignon, encontrado a R$ 28,37 o quilo. Esse preço é 12% menor que o do início deste mês e 17% inferior à média de janeiro. Temporariamente, o consumidor – que leva para casa 38 quilos de carne bovina anualmente – pode até mudar seu cardápio.O maior salto está sendo verificado na carne suína, cujo consumo anual é de 15 quilos por habitante. Os suinocultores atravessaram seis meses recebendo menos do que gastam, segundo a Associação Paranaense de Suinocultores (APS), e resolveram abater matrizes. Além do controle da oferta, o anúncio de que parte da produção do país será exportada para países como o Japão faz as cotações apontarem para o alto. O quilo do suíno vivo aumentou 58,38% em relação a junho. Ao consumidor, o reajuste até agora chegou a 15% – caso da paleta, vendida a R$ 7,10 o quilo.
Entretanto, as cotações do boi em pé dão sinais de que retomaram tendência de alta. A arroba (15 quilos), cotada à média de R$ 90 em julho, chegou a R$ 92 ontem, com reajuste de 0,29% em um dia. Os preços nos supermercados devem seguir esse movimento.
Seca e chuva extra
No caso do frango e do suíno, as altas nas cotações dos grãos – provocadas essencialmente pela seca histórica que afeta as lavouras dos Estados Unidos – explicam praticamente todo o aumento no preço da carne. A soja, um dos principais ingredientes da ração, está 80% mais cara que um ano atrás, chegando ao recorde de R$ 75 por saca de 60 quilos no Paraná. O milho avançou 17% no período e passou de R$ 26 por saca nas regiões de pecuária, cotação também sem precedentes.
Em relação ao boi, os especialistas explicam que outros fatores, também ligados ao clima, criaram uma tendência contraditória. Apesar do amplo uso de pastagem, o milho e a soja influenciam os custos da terminação (fase de engorda que antecede o abate) na bovinocultura. Mesmo com os reajustes nos grãos, a pecuária teve de suportar queda de receita. A arroba baixou de R$ 97 em dezembro para R$ 90 em julho.
Essa diferença, que começa a ser revertida, ocorreu devido ao excesso de oferta, relacionado ainda à seca registrada no estado no último verão. O clima reduziu o pasto e parte do gado ficou retida nas fazendas, para que pudesse ganhar mais peso, explica o zootecnista Paulo Rossi, que coordena o Laboratório de Pesquisas em Bovinocultura na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nos últimos meses, ocorreu o contrário. Choveu bem e, com mais pasto, o gado que fez regime no verão enfim engordou e foi desovado todo de uma vez.
Essa oferta extra, no entanto, não deve durar muito. A tendência, a julgar pelos custos dos grãos, é de redução no rebanho, avalia o veterinário da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) Fábio Mezzadri. O estado já teve 10,2 milhões de bovinos, em 2005, e agora conta com cerca de 9,6 milhões.
Custos
Grãos deixam boi encurralado
Grãos deixam boi encurralado
O gado vem sendo encurralado pelas cotações dos grãos, reclamam os pecuaristas. Com preços recordes, a soja fatalmente vai ganhar espaço no campo, o que reduz automaticamente as terras de outras culturas, incluindo as pastagens. Porém, sem pasto, a bovinocultura em confinamento torna-se praticamente inviável.
As contas dos especialistas consideram que um boi de aproximadamente 450 quilos, durante os 70 dias de confinamento para engorda, consome R$ 400 em ração e ganha 52 quilos. Com a cotação de R$ 92 por arroba, esse peso representa renda de R$ 322. Ou seja, o prejuízo pode chegar a R$ 80 por cabeça.
“A saída para o pecuarista que dispõe de espaço é deixar o boi no pasto. Vai demorar mais tempo para engordar, mas o custo tende a ser menor”, afirma o zootecnista Paulo Rossi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Quem não possui pastagem tende a vender o boi magro ou reduzir a criação de confinamento para atravessar a crise. A tendência é que os grãos sustentem preços bem acima da média ao menos até a entrada da próxima safra sul-americana no mercado, em janeiro de 2012.
FONTE: JORNAL DE LONDRINA
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Segregação de carne bovina com aditivo deve levar mais duas semanas
A criação do sistema de segregação da produção de carne bovina que garantirá à União Europeia receber o produto segundo suas especificações estava prevista para o final deste mês, mas deve levar pelo menos mais uma semana, afirmou ao Valor o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio. “O pessoal está trabalhando no sistema. Deve demorar mais uma ou duas semanas”, disse ele.
O sistema de segregação é uma exigência do bloco europeu para continuar importando a carne bovina produzida caso o Brasil dê início às vendas de melhoradores de desempenho da classe dos betagonistas (cloridrato de zilpaterol e ractopamina). Proibidos na Europa, os aditivos foram liberados pelo Ministério da Agricultura no fim de junho.
Conforme já informou o Valor, o ministério fechou um acordo com as duas farmacêuticas responsáveis pelos aditivos — as americanas MSD Saúde Animal e Elanco — para iniciarem as vendas dos dois produtos somente após a Comissão de Saúde do Consumidor da UE (DG Sanco, na sigla em inglês) receber as garantias de que o Brasil possui o “split system”.
Pelos termos do acordo, a Abiec ficou responsável pela criação do sistema de segregação, que será auditado e certificado pelo Ministério da Agricultura. Só depois desse processo é que o “split system” será enviado para apreciação das autoridades europeias. “Temos uma reunião na semana que vem para tentar finalizar o protocolo”, afirmou Sampaio.
Luiz Henrique Mendes
FONTE: VALOR
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Raio X do Sisbov, por Luciano Medici Antunes
Luciano Medici Antunes (PLANEJAR), foi palestrante no Workshop BeefPoint – Certificação e Rastreabilidade, realizado em São Paulo nos dias 07 e 08 de ago/12. Luciano trabalha com desenvolvimento de soluções para o agronegócio brasileiro, e a rastreabilidade faz parte de suas atividades. No evento, Luciano apresentou sua leitura e visão sobre o SISBOV.
Logo no início, ele comenta que a desinformação sobre o protocolo de rastreabilidade nacional no Brasil “é muito grande atualmente”. De maneira geral, na opinião de Luciano, é que a impressão que se tem do SISBOV é relacionada somente às seguranças alimentar e mercadológica. Além disso, Luciano enfatiza que a rastreabilidade é uma ferramenta de gestão.
Atualmente, a adesão de pecuaristas ao SISBOV está praticamente paralisada, e Luciano cita algumas possíveis causas para este baixo aproveitamento. Uma delas, e provavelmente a maior, foi a “politização” sobre a formulação e implantação do protocolo no país. Existem ainda diversas discussões, avaliando como melhorar o sistema. Luciano comenta que há vertentes argumentando pela extinção do SISBOV, por sua simplificação, e também se deve ser gratuito ou não.
“Os discursos são variáveis”, diz Luciano, e as diferenças entre as reais exigências e o discurso sobre o SISBOV são que confundem os usuários. Pela norma brasileira, não há diferenças comparando-a com a norma exigida pela Europa, as regras são equivalentes. Porém, o grau de exigência requisitado no Brasil está em desacordo com as exigências praticadas na Europa. Aqui no país, a margem de erro permitida é praticamente zero, “e na Europa não é assim”. Luciano complementa que “é necessário atender o mercado, somente com imposições, a rastreabilidade não vai funcionar”.
Outro ponto crítico no Brasil é o desconhecimento técnico de setores envolvidos no SISBOV. “Há seis anos o SISBOV é o mesmo”, disse Luciano, “alterado somente por uma Instrução Normativa”. Ainda, ele diz que a discussão entre a indústria, produtores e certificadoras “está focada somente no curto-prazo, na questão de quem irá pagar o prêmio, se haverá prêmio, e um setor fica culpando o outro”. Luciano alerta que a rastreabilidade é uma ferramenta de gestão, e até cita a palestra de André Bartocci, realizada no mesmo Workshop, quando ele mesmo mostrou seu gerenciamento baseado na rastreabilidade, “e não citou a palavra frigorífico. André mostrou seu trabalho, seus ganhos, e não reclamou nenhuma vez da indústria. Seu planejamento é de longo-prazo”. Luciano comenta também sobre o baixo aproveitamento das exportações nacionais pela Cota Hilton. O valor é atraente e a Europa demanda esta carne. “O potencial existe e não evoluímos praticamente só por causa de questões políticas”.
Outro fator de complicação atual, é a PGA (Plataforma de Gestão Empresarial). Luciano explica que a PGA não está relacioanda com SISBOV, “e se ouve muito falar das duas coisas como sendo uma só”. A PGA foi criada para servir de base para armazenamento de cadastros e dados, centralizando-os. Primeiramente, seria utilizada para registrar informações de propriedades e produtores, unificando estas informações em um só banco de dados. Como segunda função, a PGA abrigaria os dados da GTA eletrônica e por último, futuramente os protocolos de certificação seriam registrados dentro da PGA, tornando-os acessíveis, inclusive o do SISBOV.
Como previsão para iniciar sua utilização, Luciano explica que o sistema está ainda em implementação, e cada estado do país está desenvolvendo sua maneira para implantá-lo. Ele deixa algumas questões, indagando como seria o processo de implantação da PGA em todo o país, referindo-se às complicações para se conseguir uma comunicação nacional entre os dados. Por exemplo, ele questiona quem iria gerenciar a plataforma, quem seria o responsável pelos serviços, qual o custo para o produtor e quem controlaria os dados e informações inclusas.
Após suas reflexões, Luciano questiona: vale a pena fazer o SISBOV? Em sua opinião vale a pena sim, pois “nunca se perde dinheiro com o SISBOV”, explicando que o valor recebido a mais pela arroba compensa as despesas que o produtor tem como investimento. Ele chama a atenção para além do ganho financeiro, “há os ganhos vindos com a nova gestão da fazenda”. Porém, Luciano explica que a adesão é praticamente nula devido às promessas dos governos estaduais e federal, que comunicam diversas formas de apoio ao SISBOV, simultaneamente com o lançamento da PGA, sem concluir o que é prometido. Desta forma, os produtores ficam a espera do que será resolvido e não iniciam seu processo de rastreabilidade.
Comparando as possibilidades do produtor, em esperar o funcionamento da PGA ou começar a rastrear pelo SISBOV, Luciano diz que é possível implantar a rastreabilidade e “colher os primeiros frutos” a partir de 120 dias. Segundo Luciano, a indústria precisa de animais aptos à Lista Traces, e não está tendo oferta suficiente pelos pecuaristas.
Além da desinformação a respeito do SISBOV, de sua politização e da divulgação e não lançamento da PGA, Luciano aponta mais um fator complicador: a Lei da Rastreabilidade (12.097). “Esta lei também não é o SISBOV”, ela apenas regulamenta que a rastreabilidade é voluntária, e entrega seu controle à CNA, retirando a função das atuais certificadoras. Porém, Luciano deixa claro que esta lei existe e não é cobrada. Ele explica que somente existe a possibilidade da CNA controlar a rastreabilidade nacional futuramente.
Luciano comenta que mesmo sendo contrário à sua atuação comercial, ele acredita que a rastreabilidade obrigatória é inviável no Brasil, “pelo menos num curto espaço de tempo”. Ele relembra casos em que pessoas querem aprender sobre rastreabilidade bovina com o Uruguai, entretanto, “o Uruguai é menor que o Rio Grande do Sul, e o item número um em sua balança comercial de exportação é a carne bovina, muito diferente do Brasil. Aqui no país, a nível de governo, estas exportações praticamente não têm importância”, acredita Luciano.
Ele finaliza resumindo sua palestra, dizendo que o SISBOV é um fato, está ativo e sem alterações há seis anos (exceto pela Instrução Normativa). Assim, a rastreabilidade é possível, e quem tem o SISBOV hoje está aproveitando a oportunidade, até porque a indústria exportadora demanda esses animais e há necessidade de um maior volume de exportações à Europa. Portanto, a mesma indústria não se compromete no desenvolvimento do sistema nacional, inclusive porque existem riscos, e os pecuaristas que não estão no SISBOV “ficam de fora devido à enorme quantidade de informações confusas, e aguardam para ver no que vai dar”, conclui Luciano.
Após sua palestra, Miguel Cavalcanti (BeefPoint) pede para Luciano definir novamente o que é a PGA e a Lei da Rastreabilidade.
Luciano explica que a PGA teria três funções:
1) Ser base de um cadastro unificado de proprietários e propriedades, “pois hoje o registro destas informações é diversificado;
2) Integrar estes dados nacionais entre os estados para utilizá-los na formulação da GTA eletrônica, “o que não é possível hoje, a estrutura necessária não existe ainda”; e
3) Ser o depósito oficial de protocolos voluntários: de certificação, de bem-estar, e de sustentabilidade por exemplo.
Já sobre a Lei da Rastreabilidade, Luciano disse que ainda “não conheceu nenhum produtor afetado pela lei”, ele não enxerga o motivo de sua criação e não existem mudanças de processos e fiscalização sobre sua implantação.
José Ricardo Rezende (pecuarista e desenvolvedor de softwares) complementa a conversa, dizendo que “o cadastro nacional das fazendas é essencial. No Paraguai e Uruguai existe o cadastro único. No Brasil não existe, nem o endereço é cadastrado. A PGA seria uma solução”. Luiz Henrique Witzler (IBD, SBC) também é favorável à PGA, comentando que ”como base, é necessário antes de tudo o cadastramento único de produtores”.
Miguel volta a questionar, e pergunta ao Luciano quais são as maiores inconformidades encontradas nas fazendas potenciais para aderir ao SISBOV e como ele resolve essas situações.
Luciano diz que “a exigência da UE é factível, mas a auditoria da governo federal é variável e excessiva. Depende do humor do auditor” comenta Luciano, e chega a “beirar o ridículo. Não tem critério de penalidade: há certificadoras aptas que são penalizadas e descredenciadas sem fundamento”, comenta o especialista. Ele reforça que “a regra da UE não é exagerada, porém a auditoria nacional que é complicada. Existe um exagero”, e deixa uma questão: “por que o SISBOV não é fiscalizado ou auditado pelo INMETRO? Já estaria pronto, seguindo padrões de qualidade ISO”.
Informação completa: O tema é relevante para o evento e o palestrante é uma das pessoas que mais vivenciou o Sisbov ao longo desses anos. Mas é importante informar que a Planejar foi patrocinadora gold do workshop.
Artigo escrito por Marcelo Whately, analista de mercado da Equipe BeefPoint.
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Carne Certificada Pampa® recebe grande público em sua última participação na Vitrine da Carne 2012
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Chip do boi com tecnologia nacional
Empresa de Panambi, no RS, é a primeira a colocar no mercado produto elaborado no Brasil
Marcela Caetano
A Fockink lançou nesta quarta-feira, 29, o primeiro brinco eletrônico para identificação de animais com chip nacional. A apresentação do produto aconteceu na Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul.
A empresa gaúcha é a primeira a utilizar tecnologia brasileira e substituiu os chips europeus para a fabricação dos brincos eletrônicos. Segundo Sigfried Kwast, diretor superintendente do grupo, os produtos importados traziam dificuldades de competitividade. “Com o uso do produto brasileiro reduzimos entre 30% e 35% o custo dos brincos”, afirma.
O foco da empresa será a oferta dos brincos para bovinos e, posteriormente, para outros animais, como suínos. A meta é atingir o mercado interno e também externo, com ênfase na América Latina. “O produto vai poder competir em condições de igualdade no mercado internacional”, salienta.
Os chips foram projetados Ceitec e a primeira encomenda foi de 10 mil unidades. No momento, apenas 5% do processo de produção chips está a cargo da Ceitec. O restante é feito pela empresa alemã X-FAB. A expectativa é de que até meados de 2014 a transferência de tecnologia seja concluída e os chips tenham fabricação 100% nacional.
“Estamos vivendo uma experiência de inovação por meio de parcerias como esta, em que o produto vai para o mercado via alguém que conhece o segmento e que vai nos dar retorno para que a gente consiga desenvolver o produto para atender a demanda do mercado”, avalia o presidente do Ceitec, Cylon Gonçalves da Silva.
Outras cinco empresas já testam os chips do boi elaborados pelo Ceitec. Até 2014 a empresa pública federal projeta a fabricação de 70 milhões de unidades/ano.
Rastreabilidade no RS
O Rio Grande do Sul deve desenvolver um projeto de rastreabilidade obrigatória para todo o rebanho, o que amplia o otimismo do Kwast em relação ao produto. “O Estado tem uma grande vantagem comparativa, uma carne de excelente qualidade e alto valor agregado. Isso exige rastreabilidade e esse é o caminho que estamos trilhando”, aposta.
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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