terça-feira, 18 de outubro de 2011

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 18.10.2011

BOI: R$ 5,70 a R$ 5,90
VACA: R$ 5,50 a R$ 5,70

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 18.10.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,70

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 18.10.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,20
NOVILHAS R$ 2,90 A R$ 3,10
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,10
VACA DE INVERNAR R$ 2,45 A R$ 2,55

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Semana começa com altas para o boi gordo

Mercado do boi gordo com pouca movimentação nesta segunda-feira em São Paulo. Boa parte das empresas estava fora das compras, à espera de uma definição do mercado.

As escalas estão heterogêneas, atendem entre três e quatro dias, na maioria dos casos. Existem programações maiores, mas menos frequentes.

O preço referência no estado está em R$97,00/@, à vista, e R$99,00/@, a prazo, livres de imposto.

Houve reajustes em dez das 31 praças pesquisadas.

Os preços subiram nas praças vizinhas a São Paulo. Ocorreram altas em Goiânia-GO, Sul de Minas, Dourados e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O diferencial de base no Sul de Minas em relação a São Paulo, -3,0%, é o mais curto desde dezembro de 2010.

Em Campo Grande-MS, o diferencial em relação a Barretos é o mesmo, -3,0%. É o diferencial mais próximo desde outubro de 2010.

O que normalmente ocorre em situações como esta, de diferencial de base curto, é uma correção, seja pelo recuo dos preços nas praças vizinhas ou pelo aumento do preço em São Paulo.

Apesar do período de menor consumo devido ao meio de mês, a oferta atual não traz expectativa de recuo em São Paulo, no curto prazo.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Perspectivas e desafios da produção de carne brasileira para o mercado internacional


Por Dr. Pedro Eduardo de Felício (Unicamp)

Introdução

Inicialmente, quero agradecer a gentileza do convite para falar sobre o posicionamento da carne brasileira no mercado internacional e, na sequência, pedir licença para tornar esse tema bem menos formal, já que o mercado muda muito rapidamente com as crises econômicas e com os surtos de doenças dos animais, que estão se tornando tão frequentes nos últimos tempos que até parecem ser o contraponto do inexorável processo de globalização da economia mundial.

Agora mesmo, os economistas falam numa desaceleração da economia global - a OECD - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD vê perspectivas, 2011) acaba de anunciar que está revendo para baixo suas previsões de crescimento neste ano -, e a OIE - Organização Internacional de Epizootias (2011) registra surtos de febre aftosa em Israel, China, Botswana, República Democrática da Coreia entre outros e, também, surtos de Influenza aviária e Peste suína clássica e africana em algumas regiões. Tornar menos formal este tema seria, por exemplo, substituir o título por outro menos pretencioso, por exemplo: "O que dá para fazer com o que temos hoje no setor da carne".

E o que é que temos, no Brasil, no setor da carne?

Temos o maior rebanho bovino do mundo, 185 milhões, ou 205 milhões pelo IBGE, ocupando uma área enorme de pastagem, 171 milhões de ha, que já teria transferido 4% dessa área à agricultura, entre 1989 e 2008, segundo dados do MAPA (Gasques, Bastos, Bacchi, 2009), e tende a ceder uma extensão ainda maior e muito mais rapidamente do que se pode prever no momento, porque a demanda mundial por alimentos crescerá significativamente e, atualmente, a agricultura utiliza somente 50 milhões de ha. E é preciso considerar a competição crescente com as áreas que serão destinadas a reflorestamento e produção vegetal para os biocombustíveis (Aguiar, 2011).

Rodrigues (2011), citando relatório da FAO- OECD, afirma que "a demanda por alimentos no mundo crescerá 20%, pela combinação da expansão populacional e da renda per capita nos países emergentes - 85% do crescimento da população mundial ocorre neles". E acrescenta, "os aumentos de produção, para atender essa demanda ocorrerão nos países membros da União Europeia (4%); na América do Norte (até 15%); Rússia, China, Índia e Ucrânia (25%). Já o agronegócio do Brasil vai expandir a sua produção nos próximos 10 anos em nada menos do que 40%".

A produtividade dos pastos teria aumentado, no período 1989 - 2008, de 15,4 para 38,6 ou até mesmo 52,6 kg/ha, se incluídos no cálculo os dados estimativos de abates não inspecionados, que elevam para 9,12 milhões de TEq.C (tonelada equivalente carcaça) a produção nacional, e a capacidade de suporte teria atingido 1,1 UA/ha, mas, em contrapartida, o uso de fertilizantes teria triplicado, segundo a ABIEC (2010) com dados da CNA e SECEX, embora Barcellos, Ramos, Vilela, Martha Jr. (2008) estimem uma adubação anual da ordem de 2,9 a 3,6 kg/ha de fertilizantes NPK em 140 milhões de ha.

"A intensificação dos sistemas de produção pastoris é apontada como uma das alternativas de exploração sustentável, minimizando a pressão sobre a abertura de novas áreas para produção agropecuária. Esse modelo, entretanto, deverá ser pautado pelo uso eficiente dos recursos físicos, incluindo a recuperação de áreas antropizadas e degradadas, calcada no aporte de conhecimento e de tecnologias poupadoras de insumos" (Barcellos et al., 2008).

Temos uma indústria frigorífica de nível técnico variando de excelente a sofrível, operando com capacidade ociosa de 40% na média, e por isso mesmo, ou seja, por falta de gado para abate, estão fechando unidades, além das que já estavam paralisadas desde a crise de 2008/09, muitas das quais estão ou estiveram entre as mais bem planejadas do país.

Temos uma situação complicada no que tange aos abates não inspecionados ou com inspeção fantasiosa, nas mais diversas regiões geográficas, e políticos e autoridades federais, estaduais e municipais que convivem com isso como se o problema não existisse. Nos últimos dias, a imprensa noticiou duas situações preocupantes, em dois estados do Nordeste, mas há problemas semelhantes no país todo.

Os "sites" do agronegócio também noticiaram que a constatação da enormidade do abate informal neste país estava sendo usado pelas associações de pecuaristas norte-americanos para pressionar o governo dos EUA a não permitir importações de carne in natura do Brasil. É óbvio que era de se esperar que algo do gênero algum dia acontecesse, porque a imagem da indústria exportadora fica manchada pela incapacidade do país para resolver um problema crônico tão sério, mas governo e empresários insistem em não compreender isso.

Temos tecnologia de muito bom nível nos mais diversos segmentos da cadeia produtiva, da reprodução ao aproveitamento de subprodutos. Uma indústria de medicamentos veterinários/vacinas, e insumos em geral, especialmente suplementos nutricionais, capaz de atender a uma demanda gigantesca com produtos de qualidade comprovada.

Mercado interno

Temos em destaque um mercado interno enorme, que já consome 38 kg Eq.C (equivalente carcaça) ou 23 kg (63 g/dia) de carne sem osso per capita, sem contar as carnes salgadas, embutidos e miúdos, segundo pesquisa recente do IBGE (2011), onde também aparece que a carne bovina é consumida por 49% das pessoas em pelo menos um de dois dias do levantamento, só perdendo em frequência de consumo para o arroz, café, feijão e pão. Esse mercado passou uma transformação monumental na década passada, com a pirâmide social dando lugar a um losango (Figura 1), com aumento de 16 milhões de pessoas nas classes A e B (que agora respondem por 21% da população, ou seja, 42 milhões) e de 39 milhões na classe C (agora com mais de 100 milhões de pessoas ou 53% da população); os 25% restantes hoje se encontram nas classes D e E (48 milhões de brasileiros).

Transcrevo aqui um parágrafo que explica o que a mobilidade social recente - especialmente essa do período 2005 - 2010 - pode representar para a cadeia produtiva da carne. Está no blog de Otávio Juliato, como segue: "As classes A, principalmente, e B, já consomem uma quantia elevada de carne bovina, que se aproxima dos índices de consumo de países como Uruguai e Argentina, líderes mundiais no consumo per capita de carne bovina, ou seja, não vão aumentar seu consumo, mas vão consumir de modo diferente, privilegiando cortes mais nobres. Já a classe C, esta sim, pode aumentar e muito seu consumo de carne; tem o problema da inflação, que é sério e pode atrapalhar todo nosso raciocínio (...)" (Juliato, 2011).

Figura 1. Pirâmide social que se transforma em losango no período 2005 - 2010 com o crescimento das classes A, B e C. Fonte: Gianini (2010)



Mercado externo

Temos, por fim, uma importante presença no mercado internacional da carne. No período 2004 - 2010, o Brasil tornou-se líder mundial nas exportações de carne bovina, com volumes crescentes mesmo depois do surto de aftosa de outubro de 2005 (Figura 2).

Figura 2. Crescimento das exportações totais de carne bovina do Brasil, a partir de 1997, e da Austrália, que passou de líder mundial a segundo colocado, a partir de 2003, em mil TEq.C. Fonte: FAS/USDA (2007).



Entretanto, a partir de 2007, quando atinge o pico de 2,189 milhões de TEq.C, as exportações começam a sofrer uma queda que já é bem visível em 2008, e continua em declínio (Figura 3) no tocante a volumes, até 2009, com alguma perspectiva de recuperação em 2010, que não se verificou (1,596 milhão TEq.C em 2009 e 1,558 milhao TEq.C em 2010, FAS/USDA, 2011). Apesar da melhoria nos preços em dólares da tonelada exportada- cerca de 34% de jan. 2010 a jan. 2011 -, o câmbio ainda é bastante desfavorável atualmente para os exportadores.

Figura 3. Queda no volume de exportação de carne bovina do Brasil, e estagnação da produção de bezerros, a partir de 2007. Obs.: o início da recuperação prevista para 2010 não ocorreu. Fonte: FAS/USDA (2010)



Figura 4. Instabilidade da demanda no Oriente Médio, representado pelo Egito, e Rússia, em TEq.C. Fonte: cortesia Maria Gabriela Tonini - ABIEC.



Neste ano de 2011 tem havido sérios problemas com as exportações para o Oriente Médio e Rússia, que são grandes compradores da carne brasileira, no primeiro caso devido aos movimentos políticos e até mesmo guerra, no segundo caso por conta, provavelmente, de desentendimentos entre o governo russo e o nosso MAPA.

Há evidências recentes de que as instabilidades nesses mercados já estejam sendo superadas. O que parece mesmo difícil senão impossível é a reconquista pelo Brasil do mercado da União Europeia devido a uma barreira comercial disfarçada de sanitária por conta das dificuldades que o país teve para implantar a rastreabilidade do gado. Por conta disso, hoje a barreira funciona sob o nome de Lista Traces, que registra as fazendas habilitadas a exportar carne para aquele mercado.

O histórico de pressões para eliminar a concorrência da carne brasileira, na União Europeia, deve ter pelo menos 10 anos, mas foi no dia 19 de dezembro de 2007, que a Direção-geral da Saúde e da Proteção do Consumidor (DG-Sanco), cedeu a elas e decidiu introduzir "altas restrições e o controle sobre as importações de carne bovina do Brasil com o apoio do Comitê de Cadeia Produtiva de Alimentos e Saúde Animal.

Os estados-membros concordaram que, a partir de 31 de janeiro de 2008, só se permitirá a importação de carne de uma lista restrita, aprovada, de propriedades no Brasil que estejam plenamente alinhadas com as exigências e atinjam critérios estritos" (UE, 2008). Note-se que a exigência dessa lista é exclusivamente para o Brasil, nenhum outro país atende a esse requisito. Note-se também, que no mesmo ano em que a medida drástica foi decretada, Reino Unido e Irlanda, para dar dois exemplos críticos, somaram 92 casos diagnosticados de BSE - Bovine Spongiform Encephalopathy, e 60 casos em 2008 quando a medida entrou em vigor (OIE, 2011).

O mercado da União Europeia tem importância vital para a indústria da carne do Brasil, não pelas quantidades que os países-membro adquirem, mas pelos preços que pagam; para o comércio europeu também é muito interessante porque os supermercados conseguem atrair para as suas lojas os consumidores com os preços altamente competitivos da carne brasileira.

Figura 5. Queda no volume exportado como decorrência da perda do mercado da União Europeia, a partir de fev. 2008, em TEq.C. Fonte: cortesia Maria Gabriela Tonini - ABIEC.



Demanda mundial conforme as projeções da OECD-FAO

Como demonstrado no gráfico da OECD-FAO (2011) adaptado (Figura 6), os aumentos de produção (bovina, suína, aves e ovinos) ocorrerão predominantemente nos países em desenvolvimento, que serão responsáveis por cerca de 78% do volume adicional. O crescimento de produção se dará principalmente dos setores de aves e suínos, que em relação às carnes vermelhas, mais caras, têm as vantagens dos ciclos curtos de produção e maior eficiência alimenta.

Figura 6. Crescimento percentual da produção de carnes bovina, suína, aves e ovina, com a contribuição dos países em desenvolvimento totalizando 78% e os 22% restantes dos desenvolvido, por tipo de carne, entre 2011 e 2020. Adaptado de OECD Outlook 2011.



Nessa década, o consumo de carne será limitado em relação à década anterior por conta dos preços mais elevados e da desaceleração do crescimento populacional. O envelhecimento da população, combinado com uma crescente percepção do impacto da produção de carne sobre o ambiente poderá exercer algum efeito adverso na demanda, particularmente nos países desenvolvidos.

Considera-se também que os surtos de doenças como E. coli H7:O157 e Salmonella, combinados com episódios de contaminação de carne e do leite com substâncias químicas inaceitáveis (dioxina e melanina) podem, de certo modo, reduzir a confiança do consumidor. Mas, de qualquer modo, o maior consumo de carne virá pelo crescimento de renda, e a urbanização irá fortalecer o consumo de proteína animal nas economias emergentes à custa dos alimentos de origem vegetal. Espera-se que o crescimento da demanda virá de grandes economias como a da Ásia, América Latina e países exportadores de petróleo (Figura 7).

Figura 7 . Aumento da demanda de carnes, por região, entre 2010 e 2020 em Eq.C ou "ready to cook" para aves. Um crescimento de 60 milhões de toneladas é projetado para 2020, predominantemente na Ásia. Fonte: OECD Outlook 2011.



As exportações de carne bovina no período considerado no Outlook expandirão a uma taxa de 1,8% ao ano, comparada a 2,9% ao ano na década anterior. A expansão será liderada pelos EUA, Brasil e Canadá. O Brasil exportou volumes recordes em meados da década passada, após a queda brusca nas exportações de carne dos EUA e Canadá onde ocorreram casos de BSE. As exportações brasileiras desde então declinaram, mas irão crescer na presente década mesmo com o crescente consumo doméstico induzido pelo aumento da renda per capita, porque o país tirará proveito de suas extensas áreas de pastagens numa época de elevados custos de ração.

O Brasil estabelecerá sua posição como líder mundial de exportações, com o volume em 2020 atingindo 2 milhões de toneladas, e os EUA continuarão expandindo suas exportações pela melhoria no mercado do Pacífico. Antecipa-se que os volumes exportados pelos EUA ao final da década será maior que os registrados antes da crise de BSE, ao final de 2003. Os EUA exportam a preços elevados para países não aftósicos, como Japão e Coréia do Sul, Canadá e México, e importa carne para processamento a preços bem inferiores, de países que erradicaram a aftosa.

O que dá para fazer com o que temos

O que está sendo feito pela indústria da carne bovina brasileira - pecuária, frigoríficos, fornecedores de insumos e comércio - já é um feito grandioso em si; atualmente, o mundo todo reconhece isso. Mas é preciso investir na recuperação das pastagens e no melhoramento genético animal e vegetal, de modo a continuar produzindo boi a pasto com alguma suplementação, semiconfinamento, e até confinamento, com incrementos de produtividade por hectare e por animal. Há especialistas no país que poderiam participar ativamente da elaboração de um planejamento a respeito das medidas necessárias.

É preciso dar combate sem tréguas ao abate ilegal porque não fosse pelo mal que ocasiona à saúde pública, o prejuízo econômico que ele traz aos cofres públicos e o atraso que representa para a sociedade, seriam suficientes para justificar a criação de núcleos de polícia sanitária em cada estado, apoiados na autoridade dos fiscais agropecuários federais e no ministério público, para planejar e executar ações destinadas a cortar o oxigênio que irriga as veias da clandestinidade, como falsas guias de trânsito animal e documentos ilícitos para emissão de notas fiscais que permitem o transporte e comércio de couros. Esses núcleos teriam prazo de cinco anos, renováveis por mais cinco, para apresentarem resultados auditáveis semestralmente.

É absolutamente necessário investir na criação de uma agência de defesa sanitária animal, inspeção e inocuidade de alimentos de origem animal e controle de medicamentos de uso veterinário, que tenha a autonomia política que um banco central tem ou deveria ter setor financeiro, para definir suas atividades. Isto significaria esvaziar a Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA? Não necessariamente, todas as atividades burocráticas deveriam ficar na SDA, inclusive a administração do funcionalismo, para que o novo organismo seja leve e desburocratizado desde o nascedouro. Bem, obviamente um projeto dessa natureza exige estudos feitos por quem entende de administração pública, mas é importante que a alta direção da agência fique nas mãos de profissionais pós-graduados comprometidos com a ciência. O importante mesmo é criar um organismo de interesse público, livre de pressões políticas e de interesses escusos, ágil e inteligente como exigem os tempos modernos.

Finalmente, mas não menos importante, pois o próprio governo atual já definiu, de maneira generalizada, como prioritário para o Ministério de Ciência e Tecnologia, um programa de treinamento em nível de pós-graduação - mestrado e doutorado - de centenas de profissionais de saúde animal, inspeção e inocuidade dos alimentos de origem animal, em instituições de pesquisa de países que são muito fortes nesse setor. Muitos desses profissionais deveriam ser contratados na volta ao país e alocados em instituições conveniadas com a agência referida anteriormente.

Agradecimentos

À médica veterinária Maria Gabriela Tonini, da Coordenação Técnica da ABIEC, em São Paulo, SP, e ao doutorando Sérgio Bertelli Pflanzer Jr., pela ajuda na elaboração de gráficos apresentados neste texto.

Fonte: I Simpósio Internacional de Avaliação Animal e Qualidade da Carne, realizado na USP - Pirassununga nos dias 28, 29 e 30 de setembro/2011. Disponibilizado pelo prof. Dr. Pedro Eduardo de Felício (Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp).

Beckhauser inaugura loja conceito de manejo racional e produtivo em Campo Grande (MS)

A Beckhauser, fabricante de troncos de contenção e balanças com mais de 40 anos de história, inaugura no dia 17 de outubro em Campo Grande (MS) a loja conceito HStore, concebida para ser uma "casa do manejo racional e produtivo" e primeira concessionária de troncos e balanças do Brasil.

"Mais do que ser um show-room e loja de vendas de troncos e balanças, a HStore vem para se tornar um espaço de referência para quem busca informações sobre manejo racional. Para isso fizemos uma sala de treinamentos voltada para levar informação a quem está no campo: pecuaristas, vaqueiros, técnicos e estudantes. Esses treinamentos estão focados em mostrar o que faz a diferença na prática e contribui para a melhoria do manejo na cadeia da carne e da qualidade e rentabilidade da pecuária brasileira", explica o diretor da empresa, José Carlos Beckheuser.

Na semana de inauguração (17 a 21 de outubro) haverá uma programação variada para apresentar o que o novo espaço trará para a pecuária do Mato Grosso do Sul (vide programação abaixo).

"A escolha de Campo Grande para sediar a HStore deve-se ao fato da cidade ser uma das principais capitais pecuárias do país e estar em um estado com forte vocação pecuária e de fundamental importância para a atividade e seu desenvolvimento no Brasil. Tem um berço, que é o Pantanal, onde está uma das pecuárias de cria mais reconhecidas do país", ressalta Beckheuser.

Durante todo o ano a HStore oferecerá gratuitamente palestras e cursos sobre manejo racional ligado aos pilares da pecuária - sanidade, nutrição e genética, gestão e mercado, cursos específicos para vaqueiros, apresentação de casos de sucesso da pecuária sul matrogrossense, além de sediar reuniões e palestras para associações de criadores, técnicos, universidades e empresas parceiras.

"O projeto da HStore está bastante alinhado com o posicionamento de marca da Beckhauser, que há anos vem trabalhando para desenvolver as melhores soluções em contenção, manejo e controle de bovinos, preocupada com a segurança do homem e do animal. Procuramos levar o manejo racional e produtivo para o campo não apenas através dos produtos, mas também do fornecimento de informações úteis e de aplicação prática, que agreguem valor ao negócio pecuário, da fazenda ao frigorífico", afirma o diretor da empresa. Segundo ele, a inovação é uma marca muito forte da Beckhauser e a proposta da HStore segue a mesma linha, pois é uma nova forma nova de levar ao mercado os produtos e serviços da empresa.



As vagas são limitadas. Quem quiser participar deve confirmar presença pelos telefones (67) 3383-6700 ou 8101-1155.
A HStore está localizada à Rua 14 de Julho, 460, no Centro de Campo Grande.



Sobre a Beckhauser
Há 41 anos a Beckhauser alia manejo racional e produtivo, buscando oferecer ao pecuarista soluções inovadoras de contenção, manejo e controle que aprimorem a produtividade, agregando valor ao negócio com segurança para o homem e ao animal. A empresa possui uma completa linha de troncos tradicionais e automatizados, além da linha de controle/pesagem eletrônica.

Além dos produtos, a Beckhauser disponibiliza ferramentas para disseminar o conceito do manejo racional e produtivo em eventos de diversas regiões do país, por meio do Informativo Manejo, que leva exemplos de manejo racional bem aplicado e dicas práticas que ajudam a melhorar a produtividade e os resultados do manejo, e que agora também estão disponíveis online no SmartBeck, o primeiro aplicativo para iPhones da pecuária brasileira.

Para saber mais ou entrar em contato com a Beckhauser, preencha o box abaixo:

Leilão Só Angus tem pista limpa e arrecada mais de R$ 700.000,00

Sob a chancela da Associação Brasileira de Angus, o XI Leilão Só Angus, que aconteceu no último dia 15 de outubro, arrecadou mais de R$ 700.000,00 com a oferta de 100 touros Angus rústicos PC (Puro por Cruzamento), que saíram pela média de R$ 5.684,00, e média de R$ 2.476,00 pelas 53 vaquilhonas selecionadas.

“Liquidamos 100% da oferta colocada a venda, ratificando o prestígio e a qualidade dos reprodutores ofertados. Foi um grande sucesso de público – com mais de 500 pessoas, acompanhando as vendas – sucesso de preço e comercialização”, comemora Carlos Campos, um dos promotores do Leilão Só Angus.

As promotoras do remate são as Cabanhas Santa Amélia, Albardão, Santa Joana e Tradição, todas do município de Santa Vitória do Palmar (RS) e a Cabanha Amábile, de Pedras Altas (RS). “A participação dos pecuaristas de 22 municípios do Rio Grande do Sul, foi um sinal que o Leilão Só Angus é, sem dúvida, um dos maiores leilões da raça do Brasil”, disse Campos.

Mais informações acesse www.angus.org.br.

Faturamento recorde para o gado em pé exportado para a Venezuela

A exportação de gado em pé para a Venezuela, maior comprador neste mercado, atingiu preço médio recorde em setembro, US$1.168,00/cabeça, incremento de 6,8% em relação a agosto.

Em relação ao mesmo período de 2010, a alta foi de 12,7%. Em setembro do ano passado os animais foram vendidos por US$1.036,00/cabeça, em valores nominais.

O preço médio pago em setembro/2011 foi 38,2% maior que no mesmo período de 2009, US$845,00/cabeça.

O segundo maior valor médio/cabeça registrado na história das exportações para a Venezuela foi US$1.155,00, em outubro/2008, 1,1% menor que o valor recorde de setembro/2011.

Fonte: Scot Consultoria

FÓRUM DE GESTÃO AMBIENTAL

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mercado de reprodução e considerações sobre os abates de fêmeas


A chegada da estação de monta mantém o mercado de reprodução movimentado. É expressiva a quantidade de leilões programados para as próximas semanas.

O aumento nos abates de fêmeas no primeiro semestre parece não ter tido efeito expressivo sobre as vendas de tourinhos, nem sobre outros mercados relacionados à reprodução. Figura 1.



O que pode influenciar as vendas é o clima.

Com os resultados de prenhez mais fracos na última estação, causados pelo atraso nas chuvas e condição corporal das fêmeas, parte dos pecuaristas pode atrasar o início dos trabalhos reprodutivos, à espera de uma melhor definição das condições de pasto.

Considerando que a movimentação tem sido boa, caso as chuvas animem os criadores mais receosos, o cenário pode melhorar ainda mais.

O volume de fêmeas nos pastos é grande, fato comprovado pelo aumento do rebanho nos últimos anos e pela movimentação no mercado de reprodução.

Com isto, se forem observados resultados ruins de prenhez, os abates de fêmeas de descarte no início de 2012 podem ser ainda maiores que os deste ano.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Principais indicadores do mercado do boi - 17/10/11

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio



O indicador Esalq/BM&F Bovespa boi gordo a vista teve alta de 0,22% nessa sexta-feira (14), sendo cotado a R$99,47/@. Na semana, teve valorização de 0,42%.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os preços têm sido sustentados pela restrição da oferta de animais prontos para abate. Além disso, muitos frigoríficos estão com as escalas menores desde a semana passada e, dessa forma, tiveram mais urgência na compra.

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta



O indicador Esalq BM&F Bezerro a vista manteve-se constante, sendo cotado a R$730,33/cabeça nesta sexta-feira (14). A margem bruta na reposição foi de R$910,93 com valorização de 0,40%.

Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar




Na sexta-feira (14), o dólar foi cotado em R$1,74 com desvalorização de 0,91%. O boi gordo em dólares teve alta de 1,14% sendo cotado a US$57,27. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 14/10/11



O contrato do boi gordo para novembro/2011 foi negociado a R$103,19, mantendo-se constante na ultima sexta-feira.

Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para Novembro/11



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

No atacado da carne bovina, o equivalente físico se manteve estável. O spread entre o índice do boi gordo e equivalente físico é de R$4,10, com alta de R$0,22 no dia e baixa de R$0,16 na semana. Confira a tabela abaixo.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Segundo o boletim Intercarnes, o início da segunda quinzena do mês tende a uma menor demanda no atacado, e consequentemente, a ofertas mais regulares.

Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


FONTE: BEEFPOINT

PARAGUAY - Técnicos rusos inician auditoría a frigoríficos hoy

Los especialistas comienzan su trabajo de evaluación de la producción y faenamiento de reses en el país, como derivación de la detección de fiebre aftosa, y de ellos depende el rápido reinicio de la exportación de carnes.


La comitiva enviada por el Servicio de Vigilancia Fitosanitaria y Veterinaria de Rusia inicia sus actividades de verificación hoy, que determinarán si el Paraguay está listo o no para exportar de nuevo carne a aquel país.

Son 4 los visitantes, quienes mantendrán en la fecha reuniones con los integrantes del Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa), con el fin de actualizarse con los procedimientos emprendidos por el ente para la eliminación del brote de fiebre aftosa en Sargento Loma, San Pedro del Ycuamandyyú. Posteriormente, en el transcurso de la semana la misión visitará los laboratorios del Senacsa, luego la zona del foco del mal detectado (el establecimiento Santa Helena y alrededores), así como dos frigoríficos norteños (Concepción y Neuland), confirmó el director de Calidad Animal del Senacsa, Manuel Barboza.

Indicó que el visto bueno de esta misión será un respaldo para el país en lo que respecta a la reconquista de los mercados internacionales, pese a que cada nación toma sus medidas de acuerdo a cuestiones comerciales o políticas.

"Vamos a poner todo el empeño necesario para recuperar los mercados y actualmente estamos abocados a Rusia", señaló. Asimismo, las negociaciones con Argentina y Uruguay para que accedan al tránsito de carne paraguaya por su territorio, una vez reiniciadas las exportaciones, continúan y no se descarta que la apertura se logre en unas semanas más.

Rusia representa el 34,5 % del volumen de exportaciones de carne paraguaya, con unas 41.479 toneladas desde enero a agosto de este año. Esta cantidad está valorada en USD 176,4 millones, equivalentes al 27,8 % del total exportado hasta aquel mes, que es por unos USD 635,7 millones.

Si el Paraguay aprueba la auditoría rusa, podría iniciar sus exportaciones incluso a mediados del mes de noviembre, lo cual según el titular del Senacsa haría reactivar el 50 % de la industria cárnica.

PANORAMA. El Paraguay estaría en condiciones de exportar antes de fin de año, sobre todo a destinos como Rusia y países aftósicos, es decir, que tienen el mismo estatus sanitario, entre los que se encuentran Venezuela, Vietnam y otros de origen africano.

Para inicios del 2012, si la Organización Mundial de Sanidad Animal (OIE) autoriza la zona de contención, podrá exportarse desde todo el territorio restante. Así, para setiembre del 2012 es posible recuperar la certificación de país libre de fiebre aftosa con vacunación. Transcurrido un periodo luego de esto, los mercados premium como Chile y la UE permitirán la importación desde Paraguay.

APOYO DE PANAFTOSA

El Centro Panamericano de Fiebre Aftosa (Panaftosa) envió la semana pasada al Paraguay al jefe de Epidemiología de Panaftosa, doctor José Naranjo, ocasión en que el experto señaló que existe un grado de vulnerabilidad no solo en el país, sino regionalmente, para que al menos en los papeles la lucha contra la enfermedad se encare de manera conjunta entre los miembros.

Sin embargo, hasta el momento los países vecinos sin compadecerse de la mediterraneidad paraguaya, cerraron el paso a los productos nacionales.

Las tareas impedidas por el bloqueo fueron desde la prohibición de embarque y desembarque de la carne que se encontraba en tránsito, pasando por el sacrificio de animales que traspasasen la frontera, e incluso la generación de trabas a camiones paraguayos que transportaban granos que ni siquiera eran de la zona afectada.
FONTE: ULTIMAHORA.COM

Subiu, mas não engatou

Lygia Pimentel é médica veterinária e especialista em commodities
faxagricola@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
“Beleza”, muitos pensaram nas últimas semanas, “agora vai”.

E foi. O boi gordo subiu de R$97,00/@ à vista para os atuais R$99,00/@ sob as mesmas condições em São Paulo. Aparentemente, a concentração de animais confinados realmente foi maior em setembro. É claro que ainda temos 15 dias para outubro terminar e tirarmos a prova final, mas até o momento, houve leve retração.

Acredito que a menor concentração de animais confinados em outubro tenha sido a causa desta alta recente. Juntamente, pode-se dizer que tivemos os efeitos do melhor volume exportado em setembro, o que favorece o escoamento da carne e a margem dos frigoríficos.

As outras variáveis não sofreram alteração, como cenário macroeconômico complicado e consumo interno bom, porém esticado (tem dificuldades de crescer ainda mais além do patamar atual, pelo menos no curto-prazo). O governo também não deseja ver a inflação do ano passado voltar aos mesmos níveis. Seria altamente prejudicial à economia. Portanto, apesar da redução recente da taxa de juros, a tentativa é manter a inflação no centro da meta e isso não favorece novas explosões como observamos no ano passado. É claro que se a crise não for tão intensa quanto o Banco Central prevê, poderemos observar novo “boom” de consumo. Não descarto essa possibilidade, mas não é tão provável que ela ocorra nos próximos 2 meses.

De toda forma, a diferença de hoje em relação a 2010 é que tínhamos consumo em ascensão, oferta extremamente curta e exportações em níveis melhores. O cenário macroeconômico também não era tão preocupante. Obviamente os problemas que observamos hoje já existiam, mas ainda não estavam tão evidentes, ou seja, não traziam tanta aversão a posições de risco. Hoje, infelizmente, a combinação não é a mesma.

Por isso permaneço cautelosa em relação ao preço da arroba. Não estou muito crente em uma alta forte no curto-prazo, mas o problema é que ninguém está e não me sinto confortável quando todos enxergam igual. Acho que falta força para que chegue aos R$110,00 à vista em São Paulo, por exemplo. De toda forma, ainda podemos nos surpreender caso a oferta volte a encolher, o que não é impossível.

Ainda assim, alguns indicadores me fazem pensar que poderemos observar novas recuperações leves nas próximas semanas.
Em primeiro lugar, o diferencial de base com o Mato Grosso do Sul está apertado. Observe o gráfico 1.

Gráfico 1.
Evolução do diferencial de base com o MS e preços da arroba em Barretos – SP.

Fonte: Broadcast/Cepea

Mas por que raios utilizo essas bandas que estão no gráfico? Porque elas nos indicam o quão fora da média e do padrão histórico a relação medida está. Hoje, o diferencial de base MS, que tem média histórica de 5,5% de desvalorização em relação a São Paulo está em 2%. Portanto, apertado. E diferencial apertado pra mim é sinal altista. Por outro lado, esse aperto do diferencial já ocorre há algum tempo e pode ser “abafado” por uma oferta melhor em Goiás e Minas Gerais, praças que também ajudam a abastecer São Paulo em tempos de oferta escassa. Para checar, observemos a mesma relação nessas outras praças.

Gráfico 2.
Evolução do diferencial de base em Goiás e Minas Gerais.

Fonte: Broadcast/Cepea

Observe o que ocorreu com o diferencial de base em GO e MG nos últimos anos. Eles aumentaram. Em Goiás, o diferencial bateu sua mínima recentemente. Em Minas Gerais, está esticado, mas já foi pior. Portanto, tem um bom número bois saindo dessas praças a ponto de fazer com que a arroba valha menos em relação a São Paulo.

A mesma relação se comporta de maneira diferente em praças diferentes. Reflexo da evolução dos confinamentos? Parece que sim. De toda forma, no fim das contas isso nos mostra que mesmo que faltem animais no Mato Grosso do Sul, tem outras praças que ajudam São Paulo a se abastecer em um período de menor oferta. Bom para os sul-matogrossenses, ruim para os goianos.

Por ora, não vejo motivos para grandes explosões, mas como temos comentado, há possibilidade de altas ligeiras mediante encurtamento das escalas e, especialmente, se esse encurtamento vier acompanhado de redução do diferencial de base com praças vizinhas a São Paulo.

É o que veremos nas próximas semanas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

TERNEIROS A VENDA



22 TERNEIROS
19 ANGUS
03 RED ANGUS
FILHOS DE INSEMINAÇÃO
190 - 200 KG DE MÉDIA

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Mercado do boi gordo firme


A oferta menor em boa parte das regiões e o feriado (12/10) diminuíram o ritmo de vendas e aumentaram a firmeza no mercado do boi gordo em boa parte das regiões.

As escalas em São Paulo estão heterogêneas. Segundo levantamento da Scot Consultoria, atendem cerca de 3 dias.

Programações maiores são observadas quando há animais negociados a termo ou de confinamentos próprios, situação restrita a poucas empresas.

Os frigoríficos que não utilizam estas estratégias, com escalas menores, têm ofertado mais pela arroba, tentando recuperar os dias de poucos negócios devido ao feriado.

A diminuição da oferta, mesmo em Goiás, estado onde a pressão de confinamentos é expressiva, confirma a diminuição da oferta de animais de cocho.

Para as próximas semanas, a tendência é de menor consumo, devido ao período do mês.

Ainda assim, o que se observa são aumentos nas ofertas de compra em boa parte das praças. A tendência é de mercado firme na próxima semana, a menos que haja alteração significativa na
oferta.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Mercado de carnes do Uruguai se mostra cauteloso

Além dos poucos negócios de carnes que os frigoríficos uruguaios vêm realizando, o mercado mundial mostra sinais de cautela e isso se vê na Feira Alimentar de Anuga 2011. Desde o final da semana passada, os preços deixaram de mostrar oscilações bruscas.

A expectativa está centrada na Anuga, que ocorre na Alemanha, de onde participam 800 expositores do setor de carne pertencentes a 50 países. A grande maioria dos frigoríficos exportadores uruguaios está buscando reforçar a presença no mercado europeu - para onde vão os cortes de maior valor - na feira mais importante da Europa.

Na feira, buscam a oportunidade para analisar como está posicionada a carne bovina uruguaia terminada com grãos com relação à australiana, visando analisar a possibilidade de realizar negócios com operadores europeus no marco da cota de carnes de alta qualidade, que está vigente para cinco países: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. Assim, os uruguaios estão fazendo contato com seus clientes.

Na União Europeia (UE), o Uruguai tem vendido carne resfriada, mas a colocação de carne congelada não está competitiva. O Brasil, impulsionado pelas vantagens cambiais, está enviando mais carne à UE e isso é o que causa maior tranquilidade no mercado de cortes bovinos congelados.

O vice-presidente do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), Fernando Pérez Abella, que está na Anuga, confirmou os sinais de cautela, mas garantiu que não há problemas de demanda. "Há vários importadores europeus interessados em comprar carne da América do Sul no marco da nova cota de carnes. Dentro dessa cota, a carne australiana está recebendo um preço de 7.000 euros (US$ 9.540,86) a tonelada".

Ele também disse que há muitos interessados em importar gado bovino em pé, mas deixou claro que a meta do Uruguai é vender carne.

Por outro lado, o presidente do INAC, Luis Alfredo Fratti, insistiu que a exportação do Uruguai "não foi afetada pela crise europeia". Ele disse que as exportações de carnes estão "estáveis e demandantes" devido à diversificação de mercados (há habilitação para 120 destinos e se vende a mais de 100 países).

Fratti explicou que o preço da tonelada foi corrigido em 9% para baixo, mas que o dólar no Uruguai subiu muito mais e cobriu essa baixa. Por isso, insistiu que não há motivos para pensar que haverá problemas.

Comentário BeefPoint: Interessante notar que países vizinhos ao Brasil, mesmo com acessos a outros mercados que o Brasil não atua, já começam a sentir a mudança da competitividade da carne brasileira, graças a desvalorização do real frente ao dólar.

Em 13/10/11 - 1 Euro = US$ 1,36298
0,73361 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pelo BeefPoint.

Experto de Panaftosa ratifica que Senacsa hizo buen trabajo sanitario

Paraguay ha estado realizando un trabajo bien establecido en la lucha antiaftosa, dijo ayer el jefe de Epidemiología del Centro Panamericano de Fiebre Aftosa (Panaftosa), Dr. José Naranjo, durante la reunión con autoridades del Senacsa.


Experto de Panaftosa ratifica que Senacsa hizo buen trabajo sanitario
Los doctores Ricardo Feltes, José Naranjo, Daniel Rojas, Hugo Idoyaga y Manuel Barbosa, ayer en el Senacsa.
Panaftosa apoyará al Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal (Senacsa) para una solución eficiente al problema del brote, lo más rápidamente posible, dijo ayer el Dr. José Naranjo, quien brindó declaraciones en el marco de una reunión técnica desarrollada ayer con el titular del Senacsa, Dr. Daniel Rojas, y varios directores generales del ente.

Naranjo vino a nuestro país con el fin de cooperar en las acciones ejecutadas por el Senacsa, en el contexto de la emergencia sanitaria animal declarada por el foco de fiebre aftosa en la localidad Hugua’i Ypajere, distrito de San Pedro de Ycuamandyyú, departamento de San Pedro. “Para Panaftosa es una satisfacción poder cooperar para erradicar la fiebre aftosa, nos pusimos a disposición desde el primer día que hemos recibido la notificación del brote de fiebre aftosa en Paraguay”, expresó.

Añadió que las autoridades de Panaftosa están dispuestas a trabajar conjuntamente con el Paraguay para elaborar un programa de cooperación de corto y mediano plazo, porque la fiebre aftosa es un problema de la región, no solo de Paraguay. Destacó que el objetivo es elaborar un programa de trabajo para obtener la solución lo más rápidamente posible de manera eficiente y eficaz.

“Paraguay ha venido acumulando bastante experiencia, realizando un conjunto de sistematización, un trabajo bien establecido”, destacó Naranjo.

La reunión desarrollada ayer en Senacsa fue para establecer acciones conjuntas con miras a recuperar el estatus sanitario de país libre de fiebre aftosa con vacunación.

En la oportunidad, el presidente del Senacsa, Méd. Vet. Daniel Rojas López, agradeció al Dr. Naranjo el apoyo que Panaftosa ha venido brindado a nuestro país en situaciones críticas.

“Agradecemos a Panaftosa por el apoyo que está brindando al Senacsa, estamos estableciendo un programa de cooperación que acorte el camino a la solución sanitaria de nuestro país”, manifestó Rojas.

Antes de iniciar la reunión, fue la representante técnica local en Salud Pública Animal, de la Organización Panamericana de la Salud (OPS), Dra. Isabel Sánchez Soto, quien presentó al Dr. Naranjo a las autoridades del Senacsa.

“Estamos brindando cooperación técnica desde la OPS para demostrar que técnicamente somos capaces de realizar el trabajo correctamente, cumpliendo con todos los mandatos de la OIE para erradicar el mal de la aftosa, resaltó Sánchez.

El 18 de setiembre pasado se declaró un foco de fiebre aftosa en la estancia Santa Helena, en San Pedro.
FONTE: DIGITAL ABC

REMATES EN URUGUAY




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meat Standards Australia: sistema de predição de qualidade da carne

Michael Crowley, gerente do Meat Standards Australia (MSA), programa de qualidade de carne do Meat and Livestock Australia (MLA) apresentou na Unicamp (03/out) o programa para pesquisadores e agentes do mercado.



O MLA é uma organização fundada em 1998 por produtores com o objetivo de aumentar o acesso da carne vermelha no mercado australiano e internacional, dando suporte à cadeia produtiva para melhorar sua competitividade, oferecer carne de melhor qualidade e buscar o aumento no consumo de carne.

Esse suporte à cadeia produtiva baseia-se em investimento em serviços, marketing e pesquisa tanto para a fase produtiva quanto para a indústria da cadeia produtiva de carne bovina, ovina e caprina.

Contextualizando a bovinocultura australiana, em junho/2010 o rebanho bovino era de 26 milhões de cabeças, sendo que no norte do país há maior concentração de Bos indicus por ser clima tropical, e no sul a concentração de Bos taurus é maior devido ao clima temperado. A previsão para 2015 do rebanho australiano é em torno de 28 milhões de animais. Em 2009-10, 26% dos animais abatidos (2 milhões) foram terminados em confinamento.



MSA

O MSA é um programa de qualidade de carne que classifica a carne fornecida pelos frigoríficos às indústrias de alimentos (redes de alimentação, restaurantes, varejo) conforme suas atribuições para consumo. Essa classificação tem o objetivo de melhorar e aumentar o consumo de carne vermelha, informando o melhor método de preparo para cada corte, dependendo das características da carcaça do animal.

O programa começou porque o consumo interno de carne vermelha na Austrália estava em declínio, a qualidade e padronização da carne produzida não eram garantidas, os preços da carne estavam caindo e toda cadeia de produção estava sendo prejudicada.

Os trabalhos começaram em 1993 pela análise sensorial para ser identificado o que estava influenciando a queda de consumo de carne vermelha. Foram avaliados maciez, suculência, sabor e satisfação geral. Pela análise sensorial, 46% dos consumidores ficaram insatisfeitos.



Pensando em como fornecer uma carne melhor para aumentar o nível de satisfação, o MSA listou quais seriam os fatores de produção que influenciam no produto final para assim poder interferir e melhorar essas etapas para produzir uma carne de melhor qualidade. Esses fatores foram classificados e separados em pré e pós abate.

Antes do abate estão envolvidos:
raça/genética do animal,
manejo, nutrição,
transporte dos animais,
idade de abate e
estresse pré-abate.

Os fatores pós-abate que interferem na qualidade final da carne são
método de pendura,
refrigeração,
maturação,
tipos de cortes,
valor agregado e
método de preparo da carne.

O método de preparo é diretamente relacionado com a qualidade do produto final, pois cada corte tem a melhor maneira para ser preparado.

A raça do animal influencia na qualidade da carne dependendo da concentração de raça tropical do animal (Bos indicus). Quanto menor essa concentração maior é a palatabilidade, conforme análise sensorial feita previamente. A medição dessa característica é feita pelo tamanho do cupim, no sistema australiano. A utilização de hormônios de crescimento também influencia negativamente na qualidade da carne.

O método de pendura da carcaça também influencia na qualidade dos cortes posteriores. A pendura pela pélvis é melhor do que a pendura pelo tendão de Aquiles, sendo que na Austrália 30% dos abates utilizam a pendura pela pélvis. No Brasil, não se tem conhecimento de nenhum frigorífico que use essa técnica de pendura que melhora a qualidade.

A ossificação da cartilagem na coluna vertebral também é avaliada, pois quanto maior a ossificação, mais avançada é a idade fisiológica e maior é a concentração das fibras, deixando o tempo de cozimento mais demorado.



O professor Pedro Eduardo de Felício (Unicamp), anfitrião do evento, comentou que no Brasil só é utilizada a dentição para verificação de idade, o que não é a melhor maneira, pois é passível de erros e demanda conhecimento técnico. A avaliação da ossificação é mais apropriada porque é possível identificar a maturidade fisiológica, e não somente a idade cronológica. E é a maturidade fisiológica que tem maior relação com a qualidade da carne.

O marmoreio e a cor da carne foram outros fatores analisados, pois conforme o estudo do MSA, o marmoreio aumenta a suculência, o sabor da carne e é importante para a indústria alimentícia. Em relação à cor, consumidores têm preferência por "vermelho claro" e "vermelho cereja", cor escura tem maior índice de rejeição. A cor influencia na qualidade do produto, mas o ponto principal é que carne escura é rejeitada pelo consumidor na gôndola.



O pH máximo da carne permitido no programa MSA é de 5,7. Acima disso a garantia da palatabilidade fica comprometida. Além disso, pH maior do que esse indica que houve estresse pré-abate. Já a curva ideal de queda do pH da carcaça resfriada é de 6,0 constante entre 35oC e 15oC. O pH é importante para conservação do tempo de prateleira da carne e pelo encurtamento de fibras, caso pH varie durante o resfriamento da carcaça.



Aproveitando o tema, de Felício comentou sobre a necessidade de controlar o resfriamento da carcaça para aumentar a qualidade da carne, o que não é feito no Brasil.

Outro fator avaliado foi a maturação que aumenta a maciez da carne. Toda carne certificada pelo MSA é maturada por pelo menos cinco dias, podendo chegar até 35 dias.

Essas características da carne também são diretamente influenciadas pelo estresse pré-abate sofrido pelos animais. Quanto menor o estresse, menor será a perda de glicogênio muscular, o que beneficiará a qualidade da carne influenciando no pH e na cor da carne.

Como controle para o estresse pré-abate, algumas regras são seguidas. Os animais destinados ao abate têm só um dia para serem embarcados após confirmação da venda, o abate deve ser concluído em até 36 horas após a confirmação de venda, e o lote deve estar na propriedade por no mínimo 30 dias antes do abate. Além disso, os lotes não devem alterados com entrada ou saída de animais por no mínimo 14 dias devido a conflitos de hierarquia.

Classificação: rótulos MSA

Comparando as características dos animais, suas carcaças, características dos cortes e músculos até a análise sensorial de consumidores foi possível formular um sistema para previsão das características da carne através do animal vivo, um sistema de predição da qualidade da carne, classificando em notas de 01 a 05, sendo 05 a melhor. Recebem o selo de certificação MSA somente carnes com notas 3, 4 e 5.

Desta forma, atualmente a indústria de alimentos recebe a orientação de como preparar a carne para o consumidor final, reduzindo assim o percentual de insatisfação.

O rótulo MSA contém a nota de classificação, a identificação do corte, dias de maturação necessários e melhores métodos para o preparo. Desta maneira, a indústria alimentícia que prepara a carne para o consumidor final tem condições de escolher melhor qual carne comprar e como prepará-la, oferecendo um produto saboroso, suculento e macio chegando ao objetivo do MLA de promover o consumo de carne vermelha.



Em 2010-11, foram abatidos 1,4 milhões de animais pelo programa MSA. São 19 mil produtores cadastrados, 42 frigoríficos e 1600 consumidores (indústria alimentícia, redes de alimentação, varejo, restaurante).

Rastreabilidade

Os produtores registrados têm seus animais rastreados eletronicamente (brinco auricular) desde o nascimento e toda movimentação do animal é registrada e controlada até o abate.

O sistema é todo auditado e as informações são registradas em um banco de dados online, que é acessado tanto pelo MLA quanto por produtores, que utilizam os indicadores de qualidade de sua carne produzida para poderem investir e melhorar quesitos isolados, como a raça ou manejo, dependendo do fator prejudicial que foi identificado após o abate. No sistema é possível também comparar os resultados, fazer benchmarking e ter parâmetros para melhoria.



Concluindo, o MSA tem o objetivo de "oferecer uma experiência infalível na degustação da carne", descreve Michael. Ele explica também que o selo MSA não é uma marca de carne, e que cada frigorífico tem sua marca e utiliza a certificação MSA para promovê-la, agregando valor e conseguindo melhores preços de venda. Para os produtores, o preço de venda para os frigoríficos também é superior, e quanto maior a nota maior o preço.


FONTE: Artigo escrito por Marcelo Whately, parte da Equipe BeefPoint.

BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi: cenário para preços da arroba começa a melhorar com redução da oferta de animais. Em São Paulo já existem negócios a R$98,00/arroba. E no maior estado confinador, Goiás, as cotações também já subiram.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Principais indicadores do mercado do boi - 13/10/11

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio



O indicador Esalq/BM&F Bovespa boi gordo a vista teve alta de 0,20% nessa terça-feira (11), sendo cotado a R$99,23/@. Na semana, teve valorização de 0,08%.

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta



O indicador Esalq BM&F Bezerro a vista se manteve estável nesta terça-feira (11), sendo cotado a R$ 728,89/cabeça. A margem bruta na reposição foi de R$908,41 com valorização de 0,36%.

Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar




Na terça-feira (11), o dólar foi cotado em R$1,77 com valorização de 1,04%. O boi gordo em dólares teve queda de 0,83% sendo cotado a US$56,21. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.

Segundo o Infomoney, a moeda norte-americana vem de um momento de forte valorização no curto prazo, tendo avançado 18,11% no mês de setembro, sua maior alta mensal desde setembro de 2002.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 11/10/11



O contrato do boi gordo para novembro/2011 foi negociado a R$103,05 com queda de R$0,18.

Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para Novembro/11



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

No atacado da carne bovina, o Equiv. Físico teve alta de 0,62%. O spread entre o índice do boi gordo e equivalente físico sofreu desvalorização de R$0,38. Confira a tabela abaixo.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico

FONTE: BEEFPOINT

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Remate Hereford e Braford da Fronteira



FONTE: C2RURAL

Sazonalidade aponta alta para as carnes

Pela média dos últimos 5 anos, o preço mais alto do ano para a carne bovina e de frango é registrado na 1ª quinzena de novembro, enquanto para o suíno seria a 1ª quinzena de dezembro. O mesmo vale para a média de 10 anos, o que reforça o movimento.

Como utilizo os dados do Cepea, não tenho dados de carne bovina para montar a média de 14 anos, mas no caso do frango o preço máximo deslocaria para a 1ª quinzena de dezembro junto com o da carne suína.

Ou seja, a expectativa é de alta para a carne bovina, de frango e suína pelo menos até o próximo mês, sobretudo devido à melhora na demanda pelo aquecimento no mercado interno neste período.

FONTE: COMMODITIES AGRICOLAS / LEONARDO ALENCAR

O preço do quilo de carcaça ao redor do mundo


Levantamentos feitos pela Scot Consultoria mostram a variação do preço do quilo de carcaça dos principais países produtores de carne bovina entre setembro de 2009 e setembro de 2011.



Em setembro de 2011, o quilo de carcaça brasileira (São Paulo), que em setembro de 2009 custava, em média, US$2,93, atingiu média de US$3,56, alta de 21,5%.

Em novembro de 2010, preço do quilo de carcaça brasileiro atingiu o maior patamar no período, US$4,47, ficando apenas mais barato que o quilo de carcaça argentino, cotado em US$4,71.

O preço argentino aumentou 117% no período. Observou-se aumento de 64% no quilo uruguaio e 60% no paraguaio. O preço irlandês teve a menor variação no período, 15,3%. Em setembro de 2011, o quilo de carcaça mais barato foi o australiano, US$3,11, 51,1% menor do que o irlandês, o mais caro do período.

A Austrália possui o menor valor da arroba bovina, o que, em parte, explica o menor preço do quilo de carcaça.

A desvalorização do dólar prejudica as exportações, quadro visto também no Brasil, onde o dólar comercial atingiu a menor cotação deste ano no fim de julho (R$1,53 em 26/7/2011). Do dia primeiro a 30 de setembro, o dólar se valorizou no Brasil, tendo subido 12,8%. No dia 22/9/2011, o dólar comercial registrou R$1,90, maior cotação desde maio de 2010. Esta variação no câmbio, por um lado torna as exportações mais rentáveis, mas por outro pode encarecer a produção da carne bovina, principalmente dos insumos que são mais influenciados pelo dólar, como a soja.

De outra forma, a desvalorização do dólar em mercados consumidores de carne bovina pode ser vista de forma positiva pelos Estados Unidos, devido ao estímulo à importação que este cenário cambial traz.

Ainda que as historicamente exportações de carne bovina sejam menores nos meses de novembro e dezembro, a valorização do dólar pode tornar o Brasil mais competitivo nas exportações de carne bovina neste último trimestre.
FONTE: SCOT CONSULTORIA