
REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 18.10.2011
BOI: R$ 5,70 a R$ 5,90
VACA: R$ 5,50 a R$ 5,70
PRAZO: 30 DIAS
FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lund

EM 18.10.2011Sob a chancela da Associação Brasileira de Angus, o XI Leilão Só Angus, que aconteceu no último dia 15 de outubro, arrecadou mais de R$ 700.000,00 com a oferta de 100 touros Angus rústicos PC (Puro por Cruzamento), que saíram pela média de R$ 5.684,00, e média de R$ 2.476,00 pelas 53 vaquilhonas selecionadas.
“Liquidamos 100% da oferta colocada a venda, ratificando o prestígio e a qualidade dos reprodutores ofertados. Foi um grande sucesso de público – com mais de 500 pessoas, acompanhando as vendas – sucesso de preço e comercialização”, comemora Carlos Campos, um dos promotores do Leilão Só Angus.
As promotoras do remate são as Cabanhas Santa Amélia, Albardão, Santa Joana e Tradição, todas do município de Santa Vitória do Palmar (RS) e a Cabanha Amábile, de Pedras Altas (RS). “A participação dos pecuaristas de 22 municípios do Rio Grande do Sul, foi um sinal que o Leilão Só Angus é, sem dúvida, um dos maiores leilões da raça do Brasil”, disse Campos.
Mais informações acesse www.angus.org.br.
A exportação de gado em pé para a Venezuela, maior comprador neste mercado, atingiu preço médio recorde em setembro, US$1.168,00/cabeça, incremento de 6,8% em relação a agosto.
Em relação ao mesmo período de 2010, a alta foi de 12,7%. Em setembro do ano passado os animais foram vendidos por US$1.036,00/cabeça, em valores nominais.
O preço médio pago em setembro/2011 foi 38,2% maior que no mesmo período de 2009, US$845,00/cabeça.
O segundo maior valor médio/cabeça registrado na história das exportações para a Venezuela foi US$1.155,00, em outubro/2008, 1,1% menor que o valor recorde de setembro/2011.
Fonte: Scot Consultoria
| A chegada da estação de monta mantém o mercado de reprodução movimentado. É expressiva a quantidade de leilões programados para as próximas semanas. O aumento nos abates de fêmeas no primeiro semestre parece não ter tido efeito expressivo sobre as vendas de tourinhos, nem sobre outros mercados relacionados à reprodução. Figura 1. O que pode influenciar as vendas é o clima. Com os resultados de prenhez mais fracos na última estação, causados pelo atraso nas chuvas e condição corporal das fêmeas, parte dos pecuaristas pode atrasar o início dos trabalhos reprodutivos, à espera de uma melhor definição das condições de pasto. Considerando que a movimentação tem sido boa, caso as chuvas animem os criadores mais receosos, o cenário pode melhorar ainda mais. O volume de fêmeas nos pastos é grande, fato comprovado pelo aumento do rebanho nos últimos anos e pela movimentação no mercado de reprodução. Com isto, se forem observados resultados ruins de prenhez, os abates de fêmeas de descarte no início de 2012 podem ser ainda maiores que os deste ano. FONTE: SCOT CONSULTORIA |
| Lygia Pimentel é médica veterinária e especialista em commodities faxagricola@gmail.com Reprodução permitida desde que citada a fonte |
| “Beleza”, muitos pensaram nas últimas semanas, “agora vai”. E foi. O boi gordo subiu de R$97,00/@ à vista para os atuais R$99,00/@ sob as mesmas condições em São Paulo. Aparentemente, a concentração de animais confinados realmente foi maior em setembro. É claro que ainda temos 15 dias para outubro terminar e tirarmos a prova final, mas até o momento, houve leve retração. Acredito que a menor concentração de animais confinados em outubro tenha sido a causa desta alta recente. Juntamente, pode-se dizer que tivemos os efeitos do melhor volume exportado em setembro, o que favorece o escoamento da carne e a margem dos frigoríficos. As outras variáveis não sofreram alteração, como cenário macroeconômico complicado e consumo interno bom, porém esticado (tem dificuldades de crescer ainda mais além do patamar atual, pelo menos no curto-prazo). O governo também não deseja ver a inflação do ano passado voltar aos mesmos níveis. Seria altamente prejudicial à economia. Portanto, apesar da redução recente da taxa de juros, a tentativa é manter a inflação no centro da meta e isso não favorece novas explosões como observamos no ano passado. É claro que se a crise não for tão intensa quanto o Banco Central prevê, poderemos observar novo “boom” de consumo. Não descarto essa possibilidade, mas não é tão provável que ela ocorra nos próximos 2 meses. De toda forma, a diferença de hoje em relação a 2010 é que tínhamos consumo em ascensão, oferta extremamente curta e exportações em níveis melhores. O cenário macroeconômico também não era tão preocupante. Obviamente os problemas que observamos hoje já existiam, mas ainda não estavam tão evidentes, ou seja, não traziam tanta aversão a posições de risco. Hoje, infelizmente, a combinação não é a mesma. Por isso permaneço cautelosa em relação ao preço da arroba. Não estou muito crente em uma alta forte no curto-prazo, mas o problema é que ninguém está e não me sinto confortável quando todos enxergam igual. Acho que falta força para que chegue aos R$110,00 à vista em São Paulo, por exemplo. De toda forma, ainda podemos nos surpreender caso a oferta volte a encolher, o que não é impossível. Ainda assim, alguns indicadores me fazem pensar que poderemos observar novas recuperações leves nas próximas semanas. Em primeiro lugar, o diferencial de base com o Mato Grosso do Sul está apertado. Observe o gráfico 1. Gráfico 1. Evolução do diferencial de base com o MS e preços da arroba em Barretos – SP. Fonte: Broadcast/Cepea Mas por que raios utilizo essas bandas que estão no gráfico? Porque elas nos indicam o quão fora da média e do padrão histórico a relação medida está. Hoje, o diferencial de base MS, que tem média histórica de 5,5% de desvalorização em relação a São Paulo está em 2%. Portanto, apertado. E diferencial apertado pra mim é sinal altista. Por outro lado, esse aperto do diferencial já ocorre há algum tempo e pode ser “abafado” por uma oferta melhor em Goiás e Minas Gerais, praças que também ajudam a abastecer São Paulo em tempos de oferta escassa. Para checar, observemos a mesma relação nessas outras praças. Gráfico 2. Evolução do diferencial de base em Goiás e Minas Gerais. Fonte: Broadcast/Cepea Observe o que ocorreu com o diferencial de base em GO e MG nos últimos anos. Eles aumentaram. Em Goiás, o diferencial bateu sua mínima recentemente. Em Minas Gerais, está esticado, mas já foi pior. Portanto, tem um bom número bois saindo dessas praças a ponto de fazer com que a arroba valha menos em relação a São Paulo. A mesma relação se comporta de maneira diferente em praças diferentes. Reflexo da evolução dos confinamentos? Parece que sim. De toda forma, no fim das contas isso nos mostra que mesmo que faltem animais no Mato Grosso do Sul, tem outras praças que ajudam São Paulo a se abastecer em um período de menor oferta. Bom para os sul-matogrossenses, ruim para os goianos. Por ora, não vejo motivos para grandes explosões, mas como temos comentado, há possibilidade de altas ligeiras mediante encurtamento das escalas e, especialmente, se esse encurtamento vier acompanhado de redução do diferencial de base com praças vizinhas a São Paulo. É o que veremos nas próximas semanas. |

Pela média dos últimos 5 anos, o preço mais alto do ano para a carne bovina e de frango é registrado na 1ª quinzena de novembro, enquanto para o suíno seria a 1ª quinzena de dezembro. O mesmo vale para a média de 10 anos, o que reforça o movimento.
Como utilizo os dados do Cepea, não tenho dados de carne bovina para montar a média de 14 anos, mas no caso do frango o preço máximo deslocaria para a 1ª quinzena de dezembro junto com o da carne suína.
Ou seja, a expectativa é de alta para a carne bovina, de frango e suína pelo menos até o próximo mês, sobretudo devido à melhora na demanda pelo aquecimento no mercado interno neste período.
FONTE: COMMODITIES AGRICOLAS / LEONARDO ALENCAR
| Levantamentos feitos pela Scot Consultoria mostram a variação do preço do quilo de carcaça dos principais países produtores de carne bovina entre setembro de 2009 e setembro de 2011. Em setembro de 2011, o quilo de carcaça brasileira (São Paulo), que em setembro de 2009 custava, em média, US$2,93, atingiu média de US$3,56, alta de 21,5%. Em novembro de 2010, preço do quilo de carcaça brasileiro atingiu o maior patamar no período, US$4,47, ficando apenas mais barato que o quilo de carcaça argentino, cotado em US$4,71. O preço argentino aumentou 117% no período. Observou-se aumento de 64% no quilo uruguaio e 60% no paraguaio. O preço irlandês teve a menor variação no período, 15,3%. Em setembro de 2011, o quilo de carcaça mais barato foi o australiano, US$3,11, 51,1% menor do que o irlandês, o mais caro do período. A Austrália possui o menor valor da arroba bovina, o que, em parte, explica o menor preço do quilo de carcaça. A desvalorização do dólar prejudica as exportações, quadro visto também no Brasil, onde o dólar comercial atingiu a menor cotação deste ano no fim de julho (R$1,53 em 26/7/2011). Do dia primeiro a 30 de setembro, o dólar se valorizou no Brasil, tendo subido 12,8%. No dia 22/9/2011, o dólar comercial registrou R$1,90, maior cotação desde maio de 2010. Esta variação no câmbio, por um lado torna as exportações mais rentáveis, mas por outro pode encarecer a produção da carne bovina, principalmente dos insumos que são mais influenciados pelo dólar, como a soja. De outra forma, a desvalorização do dólar em mercados consumidores de carne bovina pode ser vista de forma positiva pelos Estados Unidos, devido ao estímulo à importação que este cenário cambial traz. Ainda que as historicamente exportações de carne bovina sejam menores nos meses de novembro e dezembro, a valorização do dólar pode tornar o Brasil mais competitivo nas exportações de carne bovina neste último trimestre. FONTE: SCOT CONSULTORIA |