quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CARNES:ASGAV, SIPS E SICADERGS PEDEM AJUDA À CÂMARA POR GREVE DE FISCAIS

Em função da greve dos Fiscais Federais do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as entidades ASGAV, SIPS e 
Sicadergs escreveram um documento aos deputados da Câmara Federal, em Brasília
(DF). As entidades pedem ajuda, em caráter emergencial, diante da situação 
de dificuldade dos respectivos setores diante da greve. 

Veja, abaixo, a carta dirigida aos deputados.

======================================================================
"Senhores Deputados,

A cumprimentá-los inicialmente, nos dirigimos à V.Sas. no sentido de 
solicitar vossa especial atenção às cadeias produtivas da Avicultura, 
Suinocultura e Bovinocultura , em relação aos entraves e prejuízos 
resultantes da greve dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da 
Agricultura, Pecuária e Abastecimento iniciada ontem, 06 de Agosto do corrente.

Na atual situação em que nossos setores se deparam com prejuízos gerados
pela recente greve dos caminhoneiros, encerrada semana passada, na turbulência
do mercado em relação aos altos preços
do Milho e Farelo de Soja, com os reflexos da crise em alguns países da União 
Europeia, Embargos Russia e Argentina e outras dificuldades, ainda temos que 
enfrentar uma greve que impacta drasticamente na produção e escoamento de 
nossos produtos tanto para o mercado interno 
quanto para o mercado externo.

Os prejuízos já impactam drasticamente na economia das Empresas e 
deverão trazer mais dificuldades para as cadeias produtivas, inclusive afetando
a produção primária e a agricultura familiar.

É lastimável que tenhamos que nos deparar com situações adversas ao 
propósito governamental de desenvolvimento sustentável, num momento em que 
buscamos a afirmação de nossa economia.

Registramos também nossa preocupação com este movimento grevista num 
momento em que nossas agroindústrias enfrentam sérias dificuldades e dependem 
destes profissionais para que os trâmites comerciais e operacionais dos 
alimentos produzidos por nossos setores sigam o fluxo normal.

Ante ao exposto, solicitamos apoio nos seguintes procedimentos:
_ Agilidade no diálogo entre Governo Federal e Sindicato representante dos 
fiscais federais;
_ Contratação emergencial de Fiscais Federais nas plantas exportadoras onde 
não existe a disponibilidade destes profissionais ou garantir a atividade dos 
veterinários conveniados, inclusive na assinatura de certificados;
_ Efetivação ou programação de concurso para ampliar o quadro de fiscais 
federais;
_ Em caso de continuidade do movimento que seja colocado em prática o DECRETO 
N 7.777, DE 24 DE JULHO DE 2012 que Dispõe sobre as medidas para a 
continuidade de atividades e serviços públicos dos órgãos e entidades da 
administração pública federal durante greves, paralisações ou operações 
de retardamento de procedimentos administrativos promovidas pelos servidores 
públicos federais.

Senhores deputados, é de extrema importância a interação e suporte de 
V.Sas. para que este impasse seja resolvido com urgência.
Certos de V. atenção, agradecemos desde já e permanecemos à disposição 
para demais informações.

Atenciosamente,
Nestor Freiberger
Presidente ASGAV/SIPARGS


Osmildo Bieleski
Presidente SIPS

p/
Roney Lauxen
Presidente SICADERGS"
======================================================================

FONTE: AGRONOTICIAS

Raça montana conquista espaço no mercado nacional


Resultado do cruzamento de diferentes raças, bovino tem se destacado entre os produtores brasileiros

CFM /Divulgação
Foto: CFM /Divulgação
Composto bovino montana foi criado há quase 20 anos por um grupo de pecuaristas brasileiros
Como em qualquer atividade econômica, o que se busca em um projeto de pecuária é a lucratividade, por meio da precocidade,  fertilidade e do bom rendimento de carcaça dos animais. Com este objetivo, há quase 20 anos, um grupo de pecuaristas brasileiros, baseados em estudos de geneticistas de um importante centro de pesquisas norte-americano, criou o composto bovino montana, um gado feito de até oito raças diferentes e que vem ganhando espaço no mercado nacional
Confira a reportagem no Jornal da Pecuária 

FONTE: CANAL RURAL

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Missão russa conclui trabalhos no Brasil com reunião no Mapa


Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da missão veterinária russa que percorreu seis estados para avaliar o serviço veterinário brasileiro se reuniram para um balanço da ação. O encontro foi nesta sexta-feira, dia 3 de agosto, em Brasília.
Durante a reunião, a delegação russa fez um relato das observações do serviço brasileiro, com ênfase na necessidade de controle efetivo que garanta o não uso da ractopamina. O Governo deu garantias de que as exigências ao não uso da substância serão cumpridas. Ficou acordado ainda o encaminhamento de um relatório da visita ao Ministério da Agricultura, que responderá as observações apontadas pelos russos. Só depois de um pronunciamento oficial do governo Russo que o ministério se manifestará.
Para o Ministério, a visita transcorreu dentro da expectativa. O grupo, formado por nove técnicos, visitou 20 frigoríficos em seis estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Pará), todos impedidos de exportar para a Rússia. A missão também conheceu uma fábrica de ração no município de Frederico Westphalen (RS). O objetivo foi conhecer quais são os procedimentos adotados para a produção de ração sem o uso da substância ractopamina que é proibida na Rússia.
Além desses estabelecimentos industriais, a missão esteve em duas unidades do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), sendo uma em Pedro Leopoldo (MG) e, outra, em Porto Alegre (RS); numa granja de suínos no município de Itapiranga (SC) e em uma granja de aves no município de Palotina (PR), além do Posto de Vigilância Agropecuária em Foz do Iguaçu (PR).
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
Mônica Bidese
Monica.bidese@agricultura.gov.br
FONTE: MAPA

Números de confinamentos podem cair até 15%



Elevação nos preços dos insumos encarecem sistema e desestimulam pecuaristas


O número de gado de corte confinado neste segundo semestre em todo o Brasil poderá ser até 15% inferior se comparado com o mesmo período do ano passado. A estimativa inicial para este semestre, realizada no começo deste ano pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), apontava um volume de 4 milhões de cabeças. Mas devido aos elevados custos de produção, o levantamento já reduziu a estimativa para 3,8 milhões, mesma quantidade de animais confinados no segundo semestre de 2011. Os valores dos insumos como farelo de soja, milho e demais produtos que fazem parte da alimentação dos bovinos, são os principais fatores que desestimulam os criadores a aderirem ao sistema de confinamento.

Bruno Jesus Andrade, gerente-executivo da associação, explica que os produtores estão optando por deixar os animais em pasto. ''Os pecuaristas estão confinando quando realmente há necessidade'', completa. Andrade comenta que o volume regular de chuvas em algumas regiões do Brasil, principalmente nos estados do Sul, motivou ainda mais os criadores a manterem seus animais no pasto. Andrade estima que no Paraná, que possui cerca de 9,7 milhões de cabeças, a adesão ao sistema de confinamento tende a ser cada vez menor. A entidade não possui números sobre a quantidade de confinamento no Estado.

O representante da Assocon observa que os produtores devem aproveitar os pastos verdes neste inverno para tentar reduzir os custos de produção. José Carlos Urias, criador de gado na região de Umuarama, explica que em sua propriedade, a adoção pelo sistema de semi-confinamento foi uma saída para amenizar os prejuízos. Com uma produção anual que varia entre 200 e 300 animais de ciclo completo, Urias utiliza o coxo e o pasto ao mesmo tempo para tentar amenizar os custos de produção. ''No coxo forneço as proteínas necessárias que meus animais necessitam e, no pasto, substituo o volumoso pelo capim'', completa.

O representante da Assocon acrescenta que a desistência de muitos pecuaristas ao sistema de confinamento pode afetar a qualidade da carcaça dos bovinos. O motivo, explica ele, é porque há uma redução no uso de suplementos alimentares que proporcionam um melhor desempenho de engorda. Além disso, Andrade alerta que se os confinamentos diminuírem ainda mais, pode afetar a oferta dos animais no mercado, elevando os preços da arroba que hoje, na média do Paraná, gira em torno de R$ 90,24. Entretanto, Andrade salienta que as contas daqueles que confinam não estão fechando'', observa o especialista.

Alex Lopes da Silva, consultor da Scot Consultoria, destaca que a adoção do confinamento é apenas uma questão estratégica, ou seja, quando não há pastos suficientes e preços convidativos. Ele atesta que o confinamento entra para dar somente um suporte ao setor produtivo. ''O uso da técnica representa entre 6% e 8% da produção pecuária brasileira. O volume é pequeno porque ela é considerada uma atividade de alto risco'', acrescenta. O consultor observa que a saída para melhorar a renda do produtor na atual situação de mercado, é aumentar a escala de produção e elevar a produtividade de animais por área para reduzir os custos de produção. 


FONTE: Folha Web

Boi: frigoríficos de MT abateram 2,6 milhões de cabeças no semestre


O número de bovinos abatidos pelos frigoríficos de Mato Grosso, no primeiro semestre deste ano, atingiu a marca de 2,6 milhões de cabeças. Este é o segundo maior resultado nos primeiros seis meses do ano, sendo superado apenas pelo rebanho de 2,7 milhões abatido no primeiro semestre de 2007.

Esse aumento da oferta de animais para os frigoríficos de 15,9%, em relação ao respectivo período de 2011 foi empurrado principalmente pelo aumento de oferta de fêmeas de 21,7%, enquanto a oferta de machos registrou avanço de 10,1%. E esse maior volume de vacas destinadas ao abate foi um dos principais fatores que ajudaram a pressionar para baixo o preço pago pelo boi gordo no Estado, que possibilitou o alongamento das escalas de abate, fazendo com que o preço retornasse aos mesmos patamares de agosto de 2010, faixa de R$ 80/@.

Além da grande oferta de fêmeas, o fraco desempenho das exportações de Mato Grosso deslocou o aumento da produção ao mercado interno, que por sua vez contou com uma demanda menos aquecida, aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

FONTE: Só Notícias

Traseiro atinge o menor valor em 2012


Por Pamela Alves

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em julho, o preço médio do traseiro no atacado com osso atingiu o menor valor desde o início do ano. Veja na figura 1.
 
O quilo do produto ficou cotado, em média, em R$7,00, valor 2,1% inferior ao de junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 4,5%.

No acumulado do ano, a queda chegou a 17,0%. Vale ressaltar que no mesmo período de 2011, a queda foi menos acentuada, 8,9%.

O maior volume de abates, com consequente maior produção de carne, não está sendo totalmente absorvida pela demanda.

Poucos negócios, mas muita especulação no mercado do boi gordo


Por Douglas Coelho

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (6/8), em São Paulo, a referência para o animal terminado fechou em R$90,0/@, à vista, e R$91,50/@, a prazo.

O ritmo das negociações era lento e a tentativa de compra a preços menores continuava.

As programações de abate no estado atendiam, em média, cinco a seis dias. Esta situação confortável das escalas favoreceu a pressão baixista.

A oferta de animais de pasto se mistura com boiadas de confinamento, o que colabora com o panorama.

Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, as pastagens de inverno mantêm boa a disponibilidade de boiadas.

No Triângulo Mineiro, está difícil comprar nos valores ofertados, normalmente abaixo da referência, o que trava o mercado.

No mercado atacadista de carne com osso, as vendas foram razoáveis nos últimos dias.

Há expectativa de preços mais firmes por parte dos vendedores nos próximos dias. O boi casado de animais castrados tem sido negociado por R$5,91/kg.

Grupo Pão de Açúcar desenvolve carne bovina exclusiva




Sustentabilidade. Empresa pagará bônus de 7% às fazendas parceiras que respeitarem os animais e o meio ambiente
Em 2005 o Grupo Pão de Açúcar iniciou um trabalho para desenvolver a cadeia da carne bovina em todas as suas etapas no processo de produção, o que levou a criação de um novo modelo de produção e comercialização de carne, através do cruzamento entre as raças Rubia Gallega (de origem espanhola) e Nelore (tradicional no Brasil), dando origem a carne da marca exclusiva do GPA, a Taeq. Cerca de 30 fazendas são parceiras nesse processo de criação da carne Taeq e recebem do GPA a cotação máxima da arroba (Esalq) da região de machos para novilhos machos e fêmeas. 

O GPA acompanha o trabalho realizado pelas fazendas parceiras para avaliar melhorias na produção nacional da pecuária de corte. “Através dessas visitas e do diálogo aberto com nossos fornecedores decidimos ampliar a premiação para seus parceiros”, explica Pedro Henrique dos Santos Pereira, diretor comercial de carnes do GPA. 

Para isso, o grupo desenvolveu um prêmio em que os parceiros podem ganhar até 7% a mais além da premiação inicial, caso cumpram com a agenda de abate proposta, apresentação do relatório-sócio ambiental e rentabilidade de cortes produzidos em cada lote. O objetivo é oferecer ao consumidor um produto de qualidade processado com tecnologia e gestão que valorizem e estimulem a cadeia produtiva a incorporar a responsabilidade pela saúde das pessoas, animais e meio ambiente. 

“Temos como prioridade favorecer nossos clientes, respeitar o meio ambiente e desenvolver soluções inovadoras, em um modelo parceiro no qual todos ganham”, completa Pedro Henrique. Desde 2010 o Grupo conta com um sistema de rastreabilidade que permite ao cliente acompanhar todo processo da cadeia produtiva da carne, através de um selo 2D. Exclusivo na linha de carnes da marca Taeq, o sistema funciona a partir de um aplicativo para smartphones com leitor 2D, ou pela internet (www.qualidadesdeaorigem.com.br), com a inserção do código do produto. 

Fonte: Globo Rural Online
Crédito da foto: Divulgação

União Europeia ameaça suspender importações de carne bovina brasileira


Motivo seria a adoção de aditivos promotores de crescimento nos animais


Autoridades da União Europeia anunciaram que o bloco de países pode deixar de comprar carne bovina do Brasil. A razão é o uso de dois aditivos farmacêuticos que promovem o crescimento do gado, e que foram liberados recentemente no país.Os produtos são da classe dos beta-agonistas (cloridrato de zilpaterol e ractopamina),e foram aprovados pelo Ministério da Agricultura no final de junho.

A reivindicação dos europeus é para que haja a comprovação da existência de um sistema de separação entre os animais produzidos com o uso desses produtos e os que não os utilizam, sendo os últimos os únicos que entrariam no mercado da Europa.

De acordo com Maria Gabriela Tonini, coordenadora técnica da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), um protocolo já está sendo formulado em parceria com o Ministério da Agricultura para que seja comprovada a segregação da produção. “Estamos ajudando na produção desse protocolo, e logo isso deve ser entregue à União Europeia. Queremos garantir que os animais comercializados para lá não tenham o uso desses produtos”, diz. 

A expectativa é que o protocolo seja terminado o mais rápido possível, mesmo porque há pressão por parte dos laboratórios farmacêuticos, que pretendem logo iniciar a comercialização dos aditivos no mercado interno. O Governo já sinalizou que enquanto não houver aceitação das autoridades européias com relação ao sistema de segregação dos animais, os aditivos não serão comercializados no Brasil.

Fonte: Notícias Agrícolas // Thaís Jorge

Carne bovina com aditivos não irá para UE, garante Mapa

União Europeia solicitou explicações e Mapa vai apresentar protocolos até o final de agosto 
Mônica Costa

Para garantir a exportação da carne bovina brasileira para o mercado europeu, o Ministério da Agricultura (Mapa) solicitou que o setor privado elabore processos que provem que não há risco de que a carne bovina que contenha aditivos de desempenho seja enviada para a União Europeia.  “Embora a carne bovina com tais substâncias não seja destinada ao mercado europeu, queremos demostrar que a aplicação no mercado interno é segura e sem riscos à saúde”, informa Enio Marques, Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa.
 As indústrias farmacêuticas responsáveis pela fabricação e comercialização dos aditivos da classe dos beta-agonistas (cloridrato de zilpaterol e ractopamina) no Brasil  deverão formular protocolos apontando os métodos de aplicação, uso e garantias no uso dos aditivos na bovinocultura.
 O setor produtivo também está elaborando um sistema de segregação da produção, que demonstre que os animais destinados ao mercado europeu não tenham recebido doses do aditivo, conforme solicitação da  DGSanco, enviada ao Mapa em 5 de julho. A legislação interna não permite a importação de animais e carne derivada de animais tratados com substâncias beta-agonistas.
De acordo com o Mapa, o sistema, de controle voluntário, deve ser instituído conforme a Lei nº 12.097, de 2009. O parágrafo primeiro do artigo 4 dispõe sobre o conceito e a aplicação da rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos, requerendo certificação da conformidade de terceira parte independente.
 “Sabemos que somente as fazendas que constam da lista ERAS podem fornecer matéria prima para a produção de carne bovina destinada ao mercado europeu e que nestas fazendas não são admitidos animais que tenham sido terminados com beta agonistas, ainda assim queremos evitar qualquer mal entendido”, afirma.  
Tanto o protocolo, que deve ser entregue pelas indústrias farmacêuticas,  quanto o sistema de segregação elaborado por indústrias e produtores serão submetidos à apreciação da comissão europeia no final de agosto.
Marques lembra que a publicação da Instrução Normativa nº 55, em dezembro de 2011, que autorizou o uso de substâncias desprovidas de caráter hormonal, como beta-agonistas, em bovinos atendeu a uma demanda do setor produtivo.  “Antes da decisão consultamos especialistas em toxicologia e farmacologia veterinárias, e estamos seguros sobre a ausência de riscos à saúde animal ou humana”, diz.
As substâncias beta-agonistas autorizadas têm indicação de uso para bovinos de corte em fase de terminação, em confinamento, para aumento da taxa de ganho de peso, melhoria no rendimento da carcaça e melhoria da eficiência alimentar.
Seu uso está aprovado em diversos países África do Sul (desde 1995), Canadá (desde 2009), Colômbia (desde 2008), Costa Rica (desde 2007), Coréia do Sul (desde 2010), Estados Unidos (desde 2006), Equador (desde 2006), Guatemala (desde 2004), Honduras (desde 2007), México (desde 2005) e Nicarágua (desde 2004).
Fonte: Portal DBO com informações A.I Mapa

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Minerva lidera setor de dívida ao focar em bovinos


Os títulos de dívida da Minerva com vencimento em 2019 deram um retorno de 14,5% nos últimos seis meses

Boris Korby, da 
DivulgaçãMinerva
A concentração da Minerva no mercado de bovinos está dando retorno à medida que as margens do negócio aumentam
Nova York - Enquanto concorrentes diversificam seus portfólios para vender carne de porco, frango e processados, a Minerva SA concentra o foco no segmento que melhor conhece: carne bovina. A decisão está recompensando investidores de dívida em dólar da companhia, a qual apresenta os melhores retornos entre os emissores do país.
Os títulos de dívida da Minerva com vencimento em 2019 deram um retorno de 14,5 por cento nos últimos seis meses, mais do que todos os títulos de dívida corporativa brasileiros e quase o triplo do ganho de 5,3 por cento para títulos de crédito de mercados emergentes igualmente com grau especulativo, segundo dados compilados pela Bloomberg e pelo JPMorgan Chase & Co. Papéis de prazo similar da Marfrig Alimentos SA perderam 7,8 por cento no período, enquanto títulos da JBS SA ofereceram retorno de 2,8 por cento, segundo os dados.
A concentração da Minerva no mercado de bovinos está dando retorno à medida que as margens do negócio aumentam. O crescimento do gado brasileiro tem reduzido os custos locais, ao mesmo tempo em que a demanda global por carne bovina dispara e o real se desvaloriza 23 por cento, a maior queda entre os mercados emergentes, nos últimos 12 meses, eventos que fazem a receita da companhia crescer. Enquanto a Minerva tem 80 por cento de suas vendas da carne bovina, Marfrig e JBS se endividaram para se expandir nos mercados de porco e frango, diminuindo sua exposição à carne bovina.
“A Minerva continua a ser um dos meus títulos de dívida favoritos no Brasil”, disse Christina Ronac, analista de dívida de mercados emergentes na Gleacher & Co., em Nova York, em entrevista por telefone. “Eles estão focando no negócio principal. As exportações de carne devem continuar a ter um bom desempenho, à medida que a demanda global continua a crescer e a oferta cai.”
FONTE: EXAME.com

Principais indicadores do mercado do boi – 06-08-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,62% nessa sexta-feira (03) sendo cotado a R$ 89,26/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,13.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,73% e é cotado a R$ 700,06/cabeça nesta sexta-feira (03). A margem bruta na reposição foi de R$ 772,73 e teve valorização de 0,52%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (03), o dólar foi cotado em R$ 2,03 com desvalorização de 0,80%. O boi gordo em dólares teve valorização de 1,43% sendo cotado a US$43,96. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 03/08/12
 
O contrato futuro do boi gordo para Set/12 foi negociado a R$ 94,30 e sua variação teve baixa de 0,24%.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para set/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 89,48. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de -R$ 0,22 e sua variação teve alta de R$ 0,55 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
 
FONTE: BEEFPOINT

Boi gordo: mercado pressionado no Rio Grande do Sul


Por Alex Santos Lopes da Silva

O mercado do boi gordo está pressionado no Rio Grande do Sul.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço referência no Oeste do estado e na região de Pelotas está em R$3,25/kg, a prazo. Uma queda de 4,4% frente aos R$3,40 de 30 dias atrás.

Isto ocorreu devido ao aumento da oferta de animais terminados em pastagens de inverno. A expectativa é de que a oferta se mantenha boa em agosto.

Um fator que pode dar firmeza aos preços é a exportação de gado em pé, que pode recomeçar esta semana, segundo agentes-chave do estado.

Reposição com negócios lentos e preços travados


Por Gustavo Aguiar

Segundo levantamento da Scot Consultoria, preços mais calmos para a reposição no fechamento do mercado da semana passada. A queda de preços registrada na semana anterior, no geral, foi amenizada.

Os vendedores, em grande parte, estão aguardando para fechar os negócios, com resistência aos preços mais baixos, e isto ajuda a segurar as quedas.

Porém, em alguns estados, os relatos são de que as pastagens estão em piores condições, o que complica a retenção dos animais. Isso foi especialmente citado na região Norte.

Pelo lado do boi gordo, sem boas novas. Este ainda é um fator que desanima os compradores de reposição e ajuda a deixar o mercado frouxo.

Para maiores detalhes e cotações acesse http://www.scotconsultoria.com.br/carne/reposicao/

Mercado do boi gordo pressionado pela oferta

Por Hyberville Neto

Mercado do boi gordo com pouca movimentação no fechamento da última semana.

A oferta tem sido suficiente para os frigoríficos manterem a pressão de baixa. Esta oferta é composta por animais de pasto e de confinamento, cuja participação tem aumentado.

Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço referência está em R$90,00/@, à vista. Existem ofertas de compra em até R$87,00/@, à vista.

As escalas de abate atendem em torno de seis dias, com programações de até nove dias úteis.

A pouca movimentação observada em São Paulo pode ser generalizada às demais praças. A única alteração de preços do boi gordo ocorreu no Paraná.

Houve valorização na cotação à vista. Os negócios ocorrem por 91,00/@.

No mercado atacadista as vendas estão aquém do esperado para o período. Os traseiros estão com vendas um pouco melhores, mas não houve alterações nas cotações.


Recorde anual no volume exportado de carne bovina in natura em julho.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

MÉXICO - Alcanza récord histórico la exportación de ganado en pie a EU


Al alcanzar el récord histórico de un millón 500 mil 577 cabezas de ganado comercializadas, la exportación de becerros en pie a Estados Unidos incrementó 18.37 por ciento en relación con el ciclo anterior cuando se comercializaron un millón 271 mil 913 reses.

El Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria (SENASICA) precisó que durante el ciclo de exportación que inició en septiembre de 2011 y concluirá el próximo 30 de agosto de 2012, productores de 19 entidades federativas enviaron ganado bovino a Estados Unidos.

Al 31 de julio de 2012, señaló, el principal exportador es Sonora con 347 mil 045 cabezas de ganado bovino, le sigue Chihuahua con 294 mil 552, Durango con 220 mil 987, Tamaulipas con 206 mil 509, Nuevo León con 122 mil 784 y Zacatecas 106 mil 433.

Coahuila comercializó 85 mil 546, Veracruz 48 mil 190 y Sinaloa 34 mil 591 becerros y vaquillas. También exportaron ganado productores de entidades como Jalisco, Colima, Nayarit, Yucatán, Puebla, Guanajuato, Querétaro, Quintana Roo, Baja California y Aguascalientes.

Es importante destacar que los ganaderos mexicanos tienen la oportunidad de comercializar en el extranjero sus becerros, por el trabajo que realizan en conjunto con las autoridades sanitarias del gobierno federal y de los gobiernos estatales, para combatir la tuberculosis bovina en sus regiones.

En virtud de lo anterior, el Departamento de Agricultura de los Estados Unidos de América (USDA) ha reconocido 25 regiones de baja prevalencia de tuberculosis bovina, de las cuales 13 pueden exportar con una sola prueba de tuberculina del lote, 11 con prueba de lote y prueba de hato de origen, y una región no requiere pruebas de tuberculina para exportar ganado castrado a los Estados Unidos.

Cabe mencionar que antes de 1992 la prevalencia de tuberculosis bovina en México era desconocida y actualmente 83.12 por ciento del territorio nacional se encuentra en fase de erradicación.

El estatus sanitario de México ha propiciado la apertura de nuevos mercados para el ganado mexicano de engorda y sacrificio que actualmente se exporta también a Jordania y Turquía.

Productores de Chihuahua, Jalisco, Nayarit, San Luis Potosí y Zacatecas, han aprovechado estos mercados pues en Turquía vendieron más de 64 mil cabezas de ganado, además de las 3 mil 829 cabezas que la semana pasada se enviaron a Jordania, para abrir mercado.
FONTE:  EL MEXICANO

domingo, 5 de agosto de 2012

Edição Julho/Agosto do jornal Angus@newS

Angus@news, agora em dobro!
A edição Julho/Agosto do jornal Angus@newS tem simplesmente o dobro do tamanho das edições normais: já está circulando por todo o Brasil com nada menos de 72 páginas.
O jornal circula agora, mas será também distribuído com exclusividade nesta Expointer 2012, no parque Assis Brasil, em Esteio.
Sempre com novidades que apontam para a movimentação da pecuária nacional e da raça Angus neste contexto, a reportagem especial desta edição aponta para os cuidados que o produtor precisa ter na escolha dos melhores touros para a reprodução de seu rebanho. Afinal, passada a Expointer, vem a cada vez mais disputada temporada de leilões da Primavera.
Logo na página 3, on presidente Paulo de Castro Marques enaltece a Expointer. E a charge alerta para a escolha do touro ...
Na coluna “MUNDO DA CARNE”, o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Reynaldo Titoff Salvador comemora os êxitos obtidos no primeiro semestre de 2012.
Em seguida, ampla reportagem sobre o Frigorífico Silva, que comemora 40 anos de trabalho. A reportagem faz uma radiografia da indústria, ouvindo seus principais dirigentes.
Na sequência, uma esclarecedora reportagem mostrando os ganhos reais dos produtores com o cruzamento com Angus. Pela primeira vez são revelados os números e os lucros que podem ser obtidos pelos produtores com este cruzamento.
Em seguida, reportagem sobre os resultados do uso dos filés da reprodução: os touros melhoradores.
A coluna Genética Nacional: Eu acredito!, nesta edição dos os depoimentos dos premiados selecionadores Joaquim Mello e Eloy Tuffi.
Aí vem o esperado artigo do coordenador do Promebo, Leonardo Talavera campos, uma matéria sobre a visita à Cabanha Três Marias, depois Tifany 2812 de Santa Bárbara: a vaca líder da raça Angus no Brasil, e a fêmea Katrina – um sangue Azul, os novos sócios da Angus Brasil de njaneiro a julho, a palestra de Willie Altenburg e as inscrições para o Concurso de Carcaças ...
Surge então a coluna Informe, que abre com o programa Angus NewS na TV e, entre outras notas, anuncia o Congresso Brasileiro de Angus ...
De leitura obrigatória, uma ampla reportagem sobre o Angus na Expointer, passo a passo, contando tudo que vai acontecer durante a mostra de Esteio ... Inclusive ideal para se ter no bolso, para acompanhar a agenda da raça durante a Expointer (sugestão do editor ...).
Depois estão o artigo de Marcelo Maronna Dias, da CRI, e logo após a reportagem dobre a Feicorte 2012 e do projeto Caminho da Carne ...
Depois a Exposição de Araçatuba, o Outono Angus Show, o sempre cuidadoso artigo de Maria Eugênia A. Canozzi  e do professor Júlio Barcellos, o artigo do Dr. Octaviano Alves Pereira Neto, o Angus nos Estados Unidos na visão de Fernando Velloso que acompanhou a viagem promovida pela CRI ...
Aí entra em cena uma esperada reportagem: sobre Fertilização In Vitro e reprodução assistida, onde são ouvidos alguns dos bons especialistas na matéria e produtores que se utilizam dessas modernas tecnologias ...
Vem o artigo do Dr. Cristiano Leal, da CRV Lagoa, sobre a eficiência produtiva e econômica do cruzamento com Angus no confinamento, a revolução Angus na Rússia por Estefan Schneider, o perfil desta edição, focado na selecionadora Claudia Silva e o artigo produzir sem distruir, da Dra. Pamela Alvers.
O bonito anúncio da Cabanha Catanduva, na última capa, fecha com selo de ouro esta edição do Angus@newS.
E tem muitos anúncios, que mostram com beleza o que é bom demais e o que vai acontecer ...
O Angus@newS tem como editores os jornalistas Eduardo Fehn Teixeira e Horst Knak, especializados em Agribusiness e proprietários da Agência Ciranda, à frente de uma equipe que reúne os melhores do mercado em jornalistas e publicitários especializados.
Deguste também o jornal virtual em www.angus.org.br - procure na seção de Marketing.
Angus@newS - mais um produto com a qualidade que marca o trabalho dos profissionais da Agência Ciranda - Tendo e fazendo idéias há mais de 23 anos.
ANUNCIE no Angus@newS!
Ligue agora mesmo para 51.3231.6210 ou mande e-mail para atendimento@agenciaciranda.com.bre reserve seu espaço publicitário!
No Angus@newS seu anúncio não disfarça: todo mundo vê!
O Angus@newS e a raça Angus vão se fortalecer ainda mais e sua marca vai literalmente decolar ...
Fonte: Associação Brasileira de Angus

Secex: Receita das exportações de carne bovina rompe marca histórica


Secex: Receita das exportações de carne bovina rompe marca histórica
Informações lançadas há pouco pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), apuradas pela equipe de jornalismo da Rural Centro, mostram que entre janeiro e julho deste ano, asexportações brasileiras de carne bovina in natura registraram um preço médio de US$ 4.786 a tonelada, sendo este o segundo maior resultado visto em toda a história, acima apenas da média de 2011 (US$ 4.987/t).
A cotação atual é 25% maior que o valor médio anotado entre jan/jul de 2010 (US$ 3.823) e 56,9% acima da cotação média de 2009 (US$ 3.049).
Foi justamente este resultado nos preços que segurou as exportações do período. Isto porque o volume atingiu 496,9 mil toneladas nos sete primeiros meses deste ano, alcançando o segundo menor patamar desde 2004 (481,7 mil toneladas), superando apenas as 469,8 mil/t vendidas em 2011.
Com isso, a receita de 2,378 bilhões de dólares, contabilizou o maior nível de todos os tempos, 2% a mais que em 2011 (2,343 bilhões de dólares) e registrando aumento de 6% frente o mesmo período do 2010 (2,25 bilhões de dólares).
Especificamente em julho, os embarques internacionais de carne bovina in natura atingiram 83,3 mil toneladas, acima das 74,2 mil toneladas vendidas em junho e também ultrapassando as 62,8 mil toneladas apresentadas em jul/11.
O faturamento ficou em 377,9 milhões de dólares e o valor médio da tonelada atingiu US$ 4.537, menor resultado de 2012. 
Veja abaixo um estudo detalhado das exportações de carne bovina in natura: 
 FONTE:  ANA BRITO / RURAL CENTRO

Paraguai tem maior valorização do boi gordo nos últimos trinta dias


Nos últimos trinta dias, entre os principais países produtores de carne bovina, houve valorização do boi gordo somente no Uruguai (2,0%), Austrália (2,7%) e no Paraguai (3,7%). Entre estes países,  no Paraguai foi onde aconteceu a maior valorização, de US$ 2,69/kg de carcaça para US$ 2,79. Entretanto, o valor do boi gordo neste mesmo país ainda é o menor entre todos os outros.
A maior desvalorização ocorreu na Argentina (mercado doméstico), caindo 4,6%, de US$ 3,51 para US$ 3,35.
No Brasil, o boi gordo em dólares teve queda em SP, RS e MS: 3,5%, 1,0% e 3,7% respectivamente, ficando entre US$ 2,83  no MS e US$ 3,12 em RS. Acima do Paraguai, Campo Grande possui o menor valor entre os países levantados.
As maiores cotações são encontradas na União Europeia (US$ 4,99) e nos EUA (US$3,97), porém houve desvalorização nos dois países, de 2,2% e 3,4%.
Fonte: ICAP Corretora, adaptada pela Equipe BeefPoint.

CARNES: ABRAFRIGO QUER FISCALIZAÇÃO PELO ESTADO EM CASO DE GREVE



 Diante do anunciado início da paralisação da categoria dos
fiscais federais agropecuários, a partir da próxima segunda-feira (06), a 
Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), enviou um pedido ao 
Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, para que ele delegue aos estados 
a competência na fiscalização junto as empresas, bem como adote mecanismos 
que impeçam a paralisação da produção e das exportações de carnes. 
"O que se pode fazer é atribuir aos responsáveis técnicos das empresas 
a competência para a assinatura dos laudos e também alocar contingentes nos 
portos", informa o presidente executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. Ele 
soliciou ainda ao ministro que o MAPA faça "o máximo dos seus esforços no 
sentido de obstar esta greve , posto que, se confirmada, trará prejuízos 
incalculáveis ao país e cadeias produtivas do agronegócio, particularmente ao
setor de proteínas animais", finalizou o dirigente.
FONTE:  Com informações da 
assessoria de imprensa da ABRAFRIGO.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fiscais agropecuários anunciam paralisação a partir de segunda-feira


Fiscais agropecuários anunciam paralisação a partir de segunda-feiraBrasília - A partir de segunda-feira (6), mais uma categoria do funcionalismo público entrará em greve: os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Como a categoria tem reunião marcada com o Ministério do Planejamento para esta quinta-feira (2), às 10h, as lideranças aguardam uma definição que evite a paralisação.

“Esperamos que haja uma proposta [do governo] e que não nos deixem naquela situação de negociar após o dia 13 [de agosto]”, disse Wilson Roberto de Sá, presidente do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), referindo-se à decisão recente do governo federal de adiar as reuniões de negociação que estavam agendadas.

Nesta quarta-feira (1°), os servidores organizaram um ato público de protesto na Esplanada dos Ministérios. Eles se reuniram em frente ao anexo do Ministério da Agricultura e de lá caminharam até o Ministério do Planejamento.

Os fiscais agrários querem reajuste salarial, realização de concurso público, implantação da escola de formação profissional da carreira, mudanças no processo seletivo de gerência da pasta e regulamentação da situação de servidores cedidos ao Ministério da Pesca.

De acordo com Wilson Roberto de Sá, essa pauta de reivindicações vem sendo discutida com o governo desde maio. “A greve foi aprovada porque não vimos atendimento durante as tratativas com o governo federal”, afirmou.

O reajuste salarial reivindicado pela categoria é o mesmo que consta da pauta dos demais servidores federais em greve: correção salarial de 22,08%, índice que equivale à aplicação da inflação desde 2010 e ao crescimento registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) – soma de riquezas e bens produzidos pelo país.

Os fiscais agropecuários têm a função de monitorar o trânsito de produtos nos portos, aeroportos e fronteiras, além do uso de defensivos nas lavouras, a fim de evitar contaminação provocada por animais, plantas ou agrotóxicos. Segundo Wilson de Sá, atualmente, há apenas 3.246 funcionários realizando esse trabalho em todo o território nacional.

“Em Mato Grosso do Sul, temos 132 servidores responsáveis por fiscalizar uma fronteira de mais de 6 mil quilômetros”, exemplifica. Por esse motivo, os fiscais agropecuários querem a contratação imediata de mais 1,5 mil servidores para atuar no serviço.

Edição: Davi Oliveira

Agência Brasil
Autor: Mariana Branco