terça-feira, 11 de junho de 2013

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS






  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 11.06.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO: R$ 3,40 A R$ 3,60
   VACA GORDA: R$ 2,90 A R$ 3,10



   FONTE: PESQUISA REALIZADA
   POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS



REGIÃO DE PELOTAS    
EM 11.06.2013                      

TERNEIROS R$ 3,90 A R$ 4,10                
TERNEIRAS R$ 3,40 A R$ 3,60
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,20 A R$ 3,40
BOI MAGRO R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA DE INVERNAR R$ 2,70 A R$ 2,80

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR 
http://www.lundnegocios.com.br

Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor




Venda de carne para países muçulmanos é nicho promissor
Exportação de carne bovina para mercados com população muçulmana cresceu 76% em dez anos. Vendas atingiram US$ 1,5 bilhão em 2012, totalizando mais de 367 mil toneladas

O Brasil vem batendo uma série de recordes de exportação de carne bovina nos últimos anos, resultado da abertura de novos mercados e crescimento da demanda global pelo produto. Uma região que tem ganhado cada vez mais importância para os frigoríficos brasileiros é o dos países muçulmanos, que inclui o Oriente Médio, sudeste asiático e norte da África.

Para debater sobre as oportunidades de desenvolvimento deste mercado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em parceria com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), realiza hoje o Workshop halal Brasil em Brasília (DF).

O evento conta com a presença do presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli, do presidente da FAMBRAS, Mohamed Hussein El Zoghbi, do presidente da Apex Brasil, Maurício Borges, além de representantes e convidados de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e outros países muçulmanos e debaterá os procedimentos para abate halal, que definem quais alimentos são permitidos para o consumo, seguindo os preceitos e normas ditadas pelo Alcorão – livro sagrado da religião islâmica.

“Com aproximadamente 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo, o mercado de carne Halal tem um potencial muito grande de crescimento, tendo em vista que, nos últimos dez anos, registrou um crescimento de 447% em faturamento e 76% em volume”, afirma Camardelli.

“O Workshop pretende alinhar, da melhor forma possível, os procedimentos exigidos para emissão do certificado Halal, e assim facilitar o comércio com os países que fazem este tipo de exigência para importação de carne bovina. Atualmente o Brasil já exporta aproximadamente US$ 1,5 bilhão ao ano para os países de maioria muçulmana do Oriente Médio, Ásia e Norte da África, e a realização do Workshop na Apex-Brasil dá força e credibilidade ao setor para realizar essas negociações”, explica o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Em 2012 a exportação brasileira de carne bovina para países de maioria muçulmana totalizou mais de 367 mil toneladas. “Cerca de um terço de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em 2012 foi destinada para os mais de 38 países de maioria muçulmana”, explica o presidente da ABIEC.

Confira abaixo a lista dos países que mais importaram carne Halal brasileira:
 
PAISESFaturamento US$(2012)Toneladas exportadas (2012)
Egito551.655.366,57139.724,59
Irã320.339.349,6767.017,80
Arábia Saudita166.718.747,1236.374,68
Líbano82.788.877,2115.251,22
Líbia78.745.318,8018.833,94
Angola73.066.812,7019.073,70
Emirados Árabes Unidos70.499.424,0912.254,30
Jordânia62.887.536,4213.989,34
Argélia60.193.760,3012.154,83
Kuwait29.075.105,976.819,56

“O objetivo deste evento é propormos regras claras e definidas para que o procedimento Halal seja unificado, dentro das corretas determinações do Alcorão Sagrado e da Jurisprudência Islâmica. Esta definição trará, cada vez mais, credibilidade e aceitação plena em todo o mercado islâmico mundial” explica o presidente da Fambras.

O que é abate halal?
No alcorão, o termo halal exprime valor lícito a alguma coisa. No caso dos alimentos, a adoção deste procedimento para abate determina se uma comida é autorizada pelas leis muçulmanas. Um abate halal cumpre as seguintes condições:
·                    Para serem abatidos, os animais devem estar saudáveis e aprovados pelas autoridades sanitárias competentes;
·                    O abate será executado somente por muçulmano mentalmente sadio e que entenda totalmente o fundamento das regras e condições relacionadas com o abate de animais no Islã;
·                    A frase “Em nome de Deus, Deus é maior!” (Bismillah Allahu Akbar) tem de ser invocada imediatamente antes do abate;
·                    Os equipamentos e utensílios utilizados são exclusivos para o tipo de degola;
·                    A faca do abate deverá ser afiada;
·                    A sangria deverá ser feita apenas uma vez. A ação cortante do abate é permitida já que as facas não são descoladas do animal, procurando reduzir o sofrimento infringido;
·                    O ato do abate cortará a traqueia, o esôfago e ambas as artérias e a veia jugular para apressar o sangramento e a morte do animal;
·                    O esgotamento do sangue deverá ser espontâneo e completo;
·                    Inspetor muçulmano treinado será indicado e responsabilizado para checar se os animais são abatidos corretamente de acordo com as leis Shariah (código moral e religioso do Islã).

fonte: Agrolink com informações de assessoria

Com vazio de oferta, carne bovina atingirá preços recordes

Com demanda crescente e redução de estoque, o mercado pecuário tende a entrar no próximo mês em um vácuo na oferta de boi gordo 

O resultado será a disparada de preços da carne bovina. O cenário se relaciona ao avanço das exportações e do volume de abates, à quantidade reduzida de gado confinado e, por outro lado, à procura internacional intensificada pela desvalorização do real frente ao dólar.

A quantidade de gado no mercado vem caindo com o aumento dos abates de matrizes e com elevação da demanda. De acordo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado exportou, no primeiro quadrimestre deste ano, 39,3 mil toneladas de carne bovina, resultando em receita de US$ 188 milhões. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as altas foram, respectivamente, de 28% e 20,4%. No período, a quantidade de animais abatidos cresceu 16%.

FONTE: REVISTA SINDIRURAL

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Principais indicadores do mercado do boi – 11-06-2013

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,16%, nessa segunda-feira (10) sendo cotado a R$98,64/@. O indicador a prazo foi cotado em R$99,40.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro registrou valorização 0,14%, cotado a R$776,13/cabeça nessa segunda-feira (10). A margem bruta na reposição foi de R$851,43 e teve desvalorização de 0,43%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (10), o dólar valorizou 0,63% e foi cotado em R$2,15. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 0,78% sendo cotado a US$45,88. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 10/06/13
O contrato futuro do boi gordo para Jul/13 teve desvalorização de R$0,08 e foi negociado a R$100,17.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/13
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,80. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo foi de -R$1,85 e sua variação teve baixa de R$0,16 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes




Boi gordo: oferta enxuta mantém preços firmes
Cotações firmes no início da semana.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (10/6), em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$99,00/@, à vista, e R$101,00/@, a prazo. Nos últimos dias houve negócios em até R$1,00/@ acima destes valores.

A oferta de animais terminados no estado continua enxuta. As compras nos estados vizinhos, principalmente em Goiás e Minas Gerais, deram determinado fôlego para as programações.

Na maioria dos casos, os frigoríficos buscam animais para o final desta semana e início da próxima. Cenário menos apertado na comparação com a semana passada.

A boa movimentação do mercado atacadista com osso colaborou para os negócios a preços mais altos.

O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$6,36/kg, alta de 2,2% em relação ao início de junho.




Conheça os principais pontos da compra da Seara, da Marfrig, pela JBS


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Miguel Cavalcanti, diretor do BeefPoint, participou ontem (10/junho) da coletiva com a direção da JBS e Marfrig onde foi apresentado e explicado o negócio da venda da Seara para o JBS. Acompanhe as principais informações.
Sergio Rial, CEO da Seara e futuro CEO da Marfrig
  • Marfrig vendeu Seara Brasil e Zenda, empresa de couros no Uruguai, também com atuação na África do Sul e México
  • Negócio é 100% privado, envolvendo apenas assunção de dívidas pela JBS. BNDES não participou da operação. 65% da dívida repassada a JBS é em dólar, mas reforça que a Seara exporta muito, o que é um seguro contra o risco dólar.
  • Negócio no valor de R$ 5,85 bilhões.
  • Seara Brasil tem 75 unidades, sendo 30 fábricas e 21 centros de distribuição. São 45 mil funcionários. Fatura cerca de R$ 8 bilhões por ano.
  • Objetivo para Marfrig é reduzir dívidas. Com a operação, a empresa praticamente zera dívidas bancárias e reduz pela metade a dívida total da empresa.
  • As dívidas repassadas a JBS no negócio tem vencimento em 2013, e também de 2014 até 2017.
  • Venda da Seara Brasil marca o retorno ao core, ao foco do negócio do Marfrig, que é a operação de bovinos, com especial foco no foodservice. O Marfrig também distribui produtos de outras empresas.
  • A empresa vendeu praticamente 1/3 do seu negócio. Uma significativa redução no tamanho da empresa.
  • Com essa venda, não será necessário vender novas / outras unidades ou empresas do grupo.
  • A venda foi conduzida de forma rápida (2-3 semanas) e de forma muito cordial.
  • A Seara hoje é muito maior do que a Seara que o Marfrig comprou em 2010. É o resultado de diversas aquisições que o Marfrig fez nos últimos anos, de empresas de suínos e aves. Acredita que é um ativo muito melhor e muito mais integrado hoje do que era a Seara inicial.
  • A empresa Keystone continua uma empresa Marfrig.
  • Negócio ainda precisa da aprovação do CADE, mas isso não deve ser problema. Estima que a aquisição seja finalizada ainda nesse trimestre, ou seja, esse mês.
Wesley Batista, CEO da JBS
  • Seara Brasil abate 17 mil suínos por dia, capacidade de 80 mil toneladas de processados por mês.
  • Compra está atrelada ao foco da JBS em expandir valor agregado, marcas e margens.
  • A empresa de couro tem alta sinergia com a operação de couro da JBS, que já é a maior do mundo.
  • JBS vinha reduzindo alavancagem, com grande geração de caixa. Isso deixou a empresa com capacidade de comprar Seara sem emitir papéis ou pegar novos empréstimos.
  • Tem grande confiança de que vão conseguir desalavancar, mesmo com essa compra, que no curto prazo aumenta a dívida da empresa.
  • 25% da dívida total da JBS é de curto prazo, mas a empresa tem em caixa mais do que esse valor.
  • JBS se torna segunda maior empresa de processados do Brasil e ganha destaque no cenário mundial de suínos e aves.
  • JBS já atua com aves no Brasil, com a compra da planta da BRF em Ana Rech, RS. E já é um grande player mundial em suínos e aves, com grandes operações nos EUA. Isso vai dar muita sinergia para a empresa.
  • O negócio é estratégico, atende bem as duas companhias.
  • 4 motivos para a compra da Seara pela JBS: posição da empresa gerando caixa, marcas, ativos (fábricas, centros de distribuição) e também cenário positivo para mercado de aves e suínos produzidos no Brasil (câmbio para exportação e preços de grãos).
  • Gilberto Tomazini, que já trabalhava com aves no JBS será o novo responsável pela operação de suínos, aves e processados da companhia.
  • Estima aumento de faturamento em R$ 10 bilhões, o que deve totalizar R$ 100 bilhões em 2013.
  • Reforça o histórico e capacidade da empresa em fazer integrações das suas aquisições, reduzir custos, conquistar sinergias. Cita o que foi feito nos EUA, com grande sucesso e também os serviços compartilhados no Brasil que reduz custos da operação e que continuará sendo feito com a Seara.
  • JBS tem 12 centros de distribuição no Brasil, e agora terá 21 novos com a compra da Seara.
  • As sinergias frango-bovinos é grande, em especial na estratégia go to market, ou seja, no atendimento a clientes, distribuição, equipe de vendas, logística, etc.
  • JBS não está mais interessada na compra da Smithfiled, gigante de suínos dos EUA, que foi comprada por empresa chinesa e que a JBS estava interessada.
  • A última aquisição relevante do JBS foi em 2010.
Copa do mundo
  • Patrocínio da Fifa (copa do mundo) e do Santos continuam com a JBS.
  • Marfrig havia cancelado contrato de patrocínio com a seleção brasileira (CBF) há cerca de um mês.
Comentários BeefPoint e impactos para pecuária de corte
  • Marfrig bovinos está numa situação muito mais confortável e deve atuar com mais tranquilidade agora, pois tem muito menos dívidas e também tem seu foco direcionado a bovinos. O CEO Sergio Rial foi muito bem recebido pelo mercado.
  • Vamos aguardar a resposta do mercado de ações sobre o valor da Marfig e JBS. No momento (segunda-feira, 10:40hs), Marfrig sobe na bolsa, e JBS cai.
  • A outra opção da Marfrig era vender a unidade de bovinos, o que seria mais dificilmente aprovada pelo CADE e teria menos compradores. O negócio Seara foi o que resgatou a Marfig e ao mesmo tempo traz menos impactos para o mercado de bovinos.
  • JBS tem um histórico muito positivo de integrações de empresas compradas e ganhos de sinergia. Estive recentemente nos EUA, na sede da empresa, e fica claro a cultura de busca pela negligência zero, redução de custos e frugalidade.
  • O impacto para o mercado de bovinos deve ser pequeno, com exceção para o mercado de carnes especiais.
Sobre a plataforma de marcas de carne do Marfrig:
  • O maior impacto no setor de bovinos é em relação as marcas de carnes especiais do Marfig. Nos últimos anos, o investimento vinha sendo feito na plataforma Seara. As marcas de carnes Angus, Hereford e Nelore Natural estavam embaixo do guarda-chuva Seara. Depois de um breve período de transição (não divulgado), a Marfrig não mais poderá usar essas marcas, que serão da JBS.
  • As principais marcas de carne bovina da Marfrig agora são Bassi e Montana.
  • Há um problema e oportunidade para os programas de carne de qualidade das associações de criadores de Angus, Hereford e Nelore. Seu principal parceiro vendeu as marcas com esse selo. Há duas opções: a pior é a redução ou paralização desse trabalho.
  • Por outro lado, há uma oportunidade, pois a JBS pode dar sequência nas vendas, promoção e trabalho das marcas Seara Nelore Natural, Seara Hereford e Seara Angus.
  • E ao mesmo tempo, uma oportunidade de reforçar o trabalho de construção de marcas ligadas a associações de criadores com a Marfrig.
  • Quem sabe nascerão desse processo nascerão marcas Bassi Angus, Bassi Hereford, Bassi Nelore Natural, e o mesmo com a marca Montana. Ao mesmo tempo que podem ganhar um novo e importante parceiro no mercado de carnes especiais – a JBS, que atualmente tem a marca Swift Black.
  • A JBS tem a possibilidade de ganhar importância nesse mercado. Já tem uma marca de alto padrão, contratou executivos reconhecidos no mercado para atuar no comercial dessa linha de produtos e agora incorpora diversas marcas já presentes no mercado.
  • Em resumo, há um dever de casa a ser feito pelas associações de raça para manter e/ou ampliar essas marcas de carne. Mas é uma oportunidade.
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FONTE: BEEFPOINT

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Congresso Internacional da Carne acontece em Goiânia-GO


Entre os dias 25 e 27 de junho acontecerá o Congresso Internacional da Carne, no Centro de Convenções de Goiânia-GO.

A capital de Goiás foi escolhida para receber o Congresso Internacional da Carne por ser destaque no cenário nacional e internacional da produção da carne. O estado conta hoje com um efetivo bovino de mais de 21 milhões de cabeças, o que lhe confere o posto de quarto maior produtor do Brasil.

Em 2011, Goiás exportou mais de 1 bilhão de dólares em carnes, incluindo bovinos, suínos e aves, ultrapassando os 2,5 milhões de cabeças de gado e 1,8 milhão de suínos abatidos.

Além de grande produtor, a carne produzida no estado obedece a altos índices de qualidade devido ao intenso trabalho realizado em defesa da sanidade animal e da produção sustentável. Sem dúvida, trata-se de um produtor estratégico e diferenciado na produção de carnes para o mundo todo.

No Congresso Internacional da Carne você poderá saber muito mais sobre o que pode oferecer este fascinante mercado, seus desafios e oportunidades.

Para mais informações acesse http://www.congressodacarne2013.com.br/index.html.


fonte: Scot Consultoria

Marfrig confirma venda da Seara Brasil e Zenda para JBS


A Marfrig confirmou a venda das subsdiárias Seara Brasil e Zenda para JBS. O valor da operação foi fixado em R$ 5,85 bilhões e será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS.

"A celebração do contrato tem, por um lado, o objetivo de reequilibrar a estrutura de capital da Marfrig e reforçar seu foco no Brasil na área de carne bovina, de distribuição e o redirecionamento estratégico ao segmento de food service e acelerar o crescimento de sua plataforma internacional, ao passo que a JBS, por outro lado, cria já de início a segunda maior plataforma de carnes processadas no país, abre grande espaço para captura de sinergias e está alinhada com a estratégia de agregação de valor e construção de marcas da JBS. Ambas as empresas, com isto, buscam gerar valor para seus acionistas", diz o fato.

Com endividamento bruto de R$13,00 bilhões, a Marfrig busca obter recursos para reduzir suas dívidas.

Em abril, em entrevista ao Valor, o presidente da Seara Foods e futuro CEO da Marfrig, Sérgio Rial, admitiu que a empresa teria de vender ativos para reduzir suas dívidas e alavancagem.

Em maio, na divulgação do resultado do primeiro trimestre, Rial anunciou um plano de reestruturação da companhia, que previa a venda de três unidades da Seara e o fechamento de dois abatedouros de bovinos na Argentina.

Na ocasião, fontes do setor avaliaram que a venda dessas unidades não seria suficiente para reduzir de forma significativa o endividamento e que a venda de outros ativos mais valiosos seria necessária para atingir o objetivo. Ainda assim, o plano de reestruturação da Marfrig foi bem recebido pelo mercado e as ações da companhia viram alguma recuperação no mês de maio.

A JBS negou, na divulgação de seus resultados do no primeiro trimestre no mês passado, que mantivesse negociações com a Marfrig. Mas é fato que a companhia da família Batista nunca escondeu seu interesse em crescer no mercado de aves no Brasil, no qual ingressou no ano passado, com o arrendamento (com opção de compra) das unidades da francesa Doux Frangosul. Com essas unidades, a JBS atende, principalmente, ao mercado externo, com frango inteiro e cortes, considerados commodities.

Com a Seara, a JBS ampliará sua operação com produtos industrializados de aves e suínos. As companhias vão fazer teleconferências nesta manhã para dar mais detalhes sobre a operação.

Fonte: Valor Econômico. Por Fernanda Pressinott. 

Com vazio de oferta, carne bovina atingirá preços recordes


 
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Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
Com aumento dos custos de produção, confinadores estão mais cautelosos
Com demanda crescente e redução de estoque, o mercado pecuário tende a entrar no próximo mês em um vácuo na oferta de boi gordo. O resultado será a disparada de preços da carne bovina. O cenário se relaciona ao avanço das exportações e do volume de abates, à quantidade reduzida de gado confinado e, por outro lado, à procura internacional intensificada pela desvalorização do real frente ao dólar.
A quantidade de gado no mercado vem caindo com o aumento dos abates de matrizes e com elevação da demanda. De acordo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o Estado exportou, no primeiro quadrimestre deste ano, 39,3 mil toneladas de carne bovina, resultando em receita de US$ 188 milhões. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as altas foram, respectivamente, de 28% e 20,4%. No período, a quantidade de animais abatidos cresceu 16%.
O comportamento do mercado nos primeiros meses do ano intensificou a redução da oferta de gado. Isso ocorre em um cenário de projeção de maior procura. “A valorização do dólar torna o preço da carne brasileira vantajoso aos compradores internacionais. O dólar aumenta e a carne do Brasil fica mais barata”, explica o analista da Rural Business, Júlio Brissac. Além disso, a demanda interna também será aquecida. “As festas do meio do ano e a Copa das Confederações ajudam a elevar o consumo de carne”, acrescenta.
FONTE: Correio do Estado

Pinheiro Machado organiza segunda Feira de Terneiros da Pecuária Familiar

Durante a segunda Feira de Terneiros da Pecuária Familiar de Pinheiro Machado, a produção local foi ofertada primeiramente no dia 23 de maio, sendo que o segundo lote deve ser comercializado no dia 13 de junho. Estes, de acordo com o secretario da Agropecuária, Adelino Luiz dos Santos, foram definidos junto com o funcionário da Embrapa Pecuária Sul, Carlos Magno, em visita aos produtores familiares na semana passada.

Em Pinheiro Machado, as associações comunitárias possuem bons lotes de terneiros em manejo de campo nativo. "Falamos de um produto diferenciado e com grande resposta de qualidade de carne e desenvolvimento. São terneiros de campo duro, que se adaptam em varias regiões", enfatiza. Este ano, os terneiros serão colocados nos remates já programados pelos escritórios locais, obedecendo a ordem de planejamento de vacinação.
FONTE: Jornal Tradição

URUGUAY - El dilema del ganado en pie

Siempre es polémica la exportación de ganado en pie. Se da en el marco de una política que se ha proyectado por distintos gobiernos de que se exporta carne preparada a partir de lo que pueden trabajar los frigoríficos. Y todos somos hinchas de que se muevan estas plantas porque generan trabajo, normalmente pagan salarios que no son chatarra, lo que hace que el producto tengan más vueltas dentro de nuestra comunidad lo que implica más valor agregado a lo exportado.
En cambio cuando se exporta ganado en pie se pierde todo eso y las plantas no trabajan.
Esta, real, es una de las lecturas. La otra indica que la exportación de ganado en pie da aire, o dinero, en forma más directa a los productores, a precios que ellos sabrán valores, pero a su vez descomprimen la presión de los frigoríficos. Que si solo se exportara ganado en pie tendrían un mercado casi a placer, salvo lo que se faena para el mercado interno y que en buena medida también pasa por estas plantas. Por algo los productores, o un grupo de ellos, busca exportar saltando por encima de las plantas frigoríficas.
En ese marco recordemos que la auditoría oficial de Arabia Saudita que visitó Uruguay para avanzar en la apertura de ese mercado para bovinos en pie terminó positivamente, según indicó el director de Sanidad Animal, Federico Fernández. El jerarca del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP), explicó que la auditoría revisó cuarentenas de ganado, barreras sanitarias, ingreso de mercadería en puertos y el laboratorio oficial.
"Los veterinarios de Arabia Saudita se llevaron una muy buena impresión de lo que vieron. Ahora deben presentar su informe a las autoridades de su país y las gestiones continuarán por sus carriles incluyendo, entre otros pasos, el intercambio de protocolos sanitarios entre ambas naciones", explicó Fernández.
El presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie, Alejandro Dutra, explicó que la apertura del mercado de Arabia Saudita, de concretarse, será clave para este tipo de operaciones.
"Este mercado es de suma importancia, ya que si bien no paga precios tan buenos como Turquía, sus cotizaciones son sensiblemente más altas que la de otros destinos que si tenemos abiertos, como Jordania o Egipto", indicó.
Dutra recordó que Arabia Saudita es el principal operador histórico en lo que hace a exportación de ovinos en pie, ya que hace casi 30 años que se realizan ventas hacia allí y en años puntuales se han llegado a vender hasta 200.000 cabezas.
Fuentes del sector informaron que hasta hace poco tiempo Australia estaba exportando vacunos en pie a Medio Oriente y fue interrumpida por temas ajenos a lo comercial. Esto sería un indicador, más allá de que hoy los vacunos de Uruguay cotizan a mayor valor que los del país oceánico, de que los precios abonados cerrarían para exportar hacia Arabia Saudita.
"El que la casi totalidad de las ventas de ganado vacuno en pie se lleven a cabo hacia Turquía, como ocurre en la actualidad, es un serio problema, ya que de darse cualquier inconveniente esta alternativa de comercialización se cierra", manifestó Dutra.
Días atrás cuando fue anunciada la visita de las autoridades sanitarias de Arabia Saudita por parte del director de la Unidad de Asuntos Internacionales del MGAP, Alejandro Mernies, este explicó que de concretarse dicha apertura sería de extrema importancia.
No solo se trata de un mercado de relevancia en sí mismo, sino que posee una gran influencia sobre los demás países de Medio Oriente.
Mernies indicó también que esto constituiría, una válvula de escape para la actual situación que se vive en la comercialización de ganados en pie al exterior, ya que Turquía, por ahora, no está emitiendo permisos para importar vacunos. La exportación de bovinos en pie es uno de los temas más delicados y polémicos del sector ganadero.
Mientras productores y operadores sostienen que a nivel oficial los permisos que se otorgan son pocos y sobre todo, hay falta de certidumbre que impide concretar las transacciones, desde el Estado manifiestan que no se aprovechan los que se aprueban.
Está bien, estos son los avatares lógicos de este tipo de políticas. Pero lo cierto es que los productores encuentran de esta forma una válvula que hace escaparle a la presión de los precios de otros operadores y al reducir la oferta de hacienda, por la salida al exterior de ganado en pie, por lógica eleva el precio. Son los juegos de la oferta y la demanda a los que tendremos que acostumbrarnos, eso sí, el gobierno deberá tener un ojo en este juego para evitar que las plantas se queden sin ganado y manden gente al seguro de paro.

fonte: La Prensa

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Produtores do RS terão até 15 anos para pagar investimentos em silos

Crédito oferecido pelo governo federal tem juros de 3,5% ao ano.
Decidir melhor momento para venda é vantagem do armazém próprio.


Armazéns da Conab (Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura)Estado tem déficit de capacidade de armazenagem
(Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura)
Com o anúncio do Plano Safra 2013/2014 na última terça-feira (4), os produtores do Rio Grande do Sul podem adquirir financiamento com taxa de 3,5% ao ano para a construção de armazéns privados. Serão disponibilizados R$ 25 bilhões em crédito pelo governo federal para essa finalidade ao longo dos próximos cinco anos. O prazo de pagamento será de até 15 anos. De acordo com a Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o déficit de armazenagem chega a 4 milhões de toneladas no estado.
Com o silo próprio, os gastos do agricultor em transporte e armazenagem chegam a diminuir 30%, segundo a Farsul. "A vantagem do silo na propriedade é que o grão é teu, não está na mão de terceiros", diz o produtor rural Flávio Fabian, de Erechim, na Região Norte do RS. Assim como a dele, cerca de 120 propriedades do município contam com esse tipo de estrutura.
“Nós precisamos aumentar a armazenagem na propriedade, que aqui no Brasil é muito baixa. O Brasil tem armazenagem nas zonas urbanas, feitas por grandes empresas, e este modelo não é o mais adequado. O melhor modelo é aquele em que o produtor busca o recurso do governo federal com juros baixos, investe na construção do silo e guarda o seu produto, vendendo na hora que ele achar mais adequada”, defende o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi.
De acordo com o economista da Federação da Agricultura do estado (Farsul) Antônio da Luz, a possibilidade decidir o melhor momento para a venda é apenas a primeira grande vantagem de armazenar os grãos dentro da propriedade. Ele explica que os custos de armazenamentos individuais costumam ser menores que as coletivas, já que as cooperativas precisam gerar resultados, e garante que o investimento se paga em poucos anos.
Outro ponto importante é que, ao guardar o próprio produto, o agricultor deixa de depender de um intermediário para escoá-lo até o porto, já que passa a ter mais facilidade para vender direto para as tradings para exportação. "Ele mesmo pode pegar o prêmio da soja no porto. Isto representa um aumento significativo do lucro, já que ele vai receber mais pelo produto”, explica o economista.
O engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) Ricardo Martins cita uma outra vantagem da armazenagem correta dentro da propriedade: a melhora da qualidade dos grãos, que também acarreta alta nos preços. Segundo o especialista, com o milho em boas condições, o valor da saca vendida no moinho tem um aumento entre R$ 4 e R$ 5.
Demonstração da Emater-RS de um silo de alvenaria na Expodireto 2013 (Foto: Kátia Marcon/Emater)Emater-RS demonstra silo de alvenaria em feiras
como a Expodireto (Foto: Kátia Marcon/Emater)
Com foco nos produtores rurais atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a Emater oferece o silo de alvenaria como uma solução de baixo custo. O modelo, propício para todos os grãos produzidos no estado, pode armazenar até três mil sacas de milho, e os custos de construção variam de R$ 5 mil a pouco mais de R$ 20 mil, conforme a capacidade de armazenamento.
Martins explica que a lógica do silo de alvenaria é poder usar material local, facilmente encontrado nos municípios. “O próprio produtor tem condições de fazer a obra, gastando apenas com o material e o ventilador. Em alguns casos, o pedreiro é contratado apenas para fazer o reboco”, conta.
Os materiais usados são cimento, areia, brita, malha de ferro e tijolos maciços. Na parte interna, utiliza-se madeira para a construção de um estrado que fica a 40 cm do chão e é revestido por uma tela de arame galvanizado, impedindo que os grãos entrem em contato com o solo e permitindo que o ar gerado pelo ventilador, localizado na parte externa do silo, circule dentro da estrutura.
Com 25 anos de experiência na área, o engenheiro agrônomo garante que os silos de alvenaria são mais adequados para armazenar os grãos. “Os secadores de altas temperaturas usam lenha, e a fumaça fica impregnada no grão. Isto não ocorre nesse silo, já se ele seca com ar natural, ar ambiente”, avalia.
Martins explica que o milho normalmente é colhido com 22% de umidade. Após 15 dias na estrutura, esta porcentagem baixa para 13%. Além disso, o especialista afirma que, no caso do milho, o grão é melhor aceito pelos consumidores e até pelos animais que o ingerem como ração.Para saber mais sobre os silos de alvenaria, basta procurar um escritório da Emater. O serviço de consultoria é gratuito.
Certificação da Conab
Para aumentar ainda mais o lucro da propriedade, uma opção é armazenar grãos para outros produtores rurais. Com as adequações necessárias à legislação, é possível fazer a certificação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e se habilitar a depositar produtos do governo federal.
"Além de armazenar para o governo federal, também ser remunerado pela armazenagem que você desenvolve e isto vai lhe trazer benefícios, principalmente benefícios financeiros além da estruturação em termos de armazenagem. Isto é o fundamental para a renda", diz o superintendente da Casa Rural, do Sistema Farsul, José Alcindo de Souza Ávila, em evento promovido sobre certificação.

VPJ Alimentos lança nova linha de carne Aberdeen Angus superior

De uma reserva especial da raça nasce o Black Angus
PIRASSUNUNGA/SP- Desde 2004 abastecendo um seleto mercado de carnes nobres com a melhor carne Angus, a VPJ Alimentos lança durante a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne -, que acontece em São Paulo (SP) entre os dias 17 e 21 de junho, uma nova linha de carnes da raça, a Black Angus – Reserva Especial, derivada de uma seleção exclusiva.
Dentro dos abates realizados diariamente pela VPJ em vários Estados brasileiros, a carne selecionada para os produtos Black Angus – Reserva Especial é parte de uma pequena parcela de animais Angus pretos, certificados nas fazendas pela ABA – Associação Brasileira de Angus – e avaliados em um rigoroso processo de qualidade. Somente carcaças de acordo com o padrão de classificação americano PRIME farão parte.
Todas as carcaças selecionadas pela certificadora passarão ainda por um severo procedimento de seleção na linha de desossa e porcionamento, em busca do marmoreio superior, o grande diferencial do Black Angus – Reserva Especial.
Inicialmente a linha contará com 10 cortes especiais, que após maturados serão congelados no ápice da qualidade, mantendo o sabor, maciez e a suculência, características que só a carne Angus possui. Os produtos são apresentados em sofisticadas embalagens, desenvolvidas especialmente para esta nova linha.
Black Angus_VPJ
Confira os cortes da linha Black Angus – Reserva Especial:
Flank Steak (Fraldinha)
Porterhouse
Prime Rib
Ribeye Beef
Rumpsteak (Picanha)
Strip Rib (Assado de Tira)
Striploin (Bife de Contra-Filé)
T-Bone
Tenderloin Steak (Medalhão de Filet Mignon)
Top Sirloin (Alcatra)
Conheça a linha Black Angus – Reserva Especial no site www.blackangus.com.br e durante a Feicorte, no Centro de Exposições Imigrantes entre 17 e 21 de junho. A entrada é franca.
VPJ Alimentos: Passou das porteiras de suas fazendas para o segmento alimentício em 2004, conduzindo ao mercado cortes selecionados da mais alta genética das raças Angus e Dorper, produzida pela empresa há mais de 20 anos. Com aprimoramento, desenvolveu ainda os mais rigorosos processos e critérios de qualidade e segurança alimentar em suas linhas de produção, além de uma moderna frota que atende clientes em todo o País.
Serviço:
O que: VPJ Alimentos lança nova linha Angus na Feicorte
Quando: de 17 à 21 de junho
Onde: São Paulo/SP
Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5

Brasil pode ficar sem carne bovina durante o Dia da Independência


Brasil pode ficar sem carne bovina durante o Dia da Independência
Um grupo de produtores rurais do Mato Grosso do Sul lançou nesta quinta-feira, dia 6, aSemana da Dependência. O movimento, que buscará a adesão de agropecuaristas de todo o Brasil, paralisará o fornecimento de carne bovina para as indústrias, desabastecendo os estoques do país dentro de sete dias a partir de seu início, já que aproximadamente uma semana é o período máximo de armazenagem do alimento dentro do frigorífico. O objetivo do protesto é chamar a atenção do poder público para as demandas do setor produtivo, entre elas o fim das demarcações de terras indígenas, que têm causado insegurança jurídica aos proprietários rurais. 
A organização da Semana da Dependência garantiu, através de texto publicado na página do manifesto na rede social Facebook, que a mobilização será pacífica e não prejudicará de forma alguma a produção rural do país, rejeitando possibilidades como depredação de bens públicos ou o trancamento de rodovias. A ideia é conquistar a opinião pública para obter mais apoio à causa.
O alimento escolhido para representar a paralisação dos produtores foi a carne bovina, embora o convite esteja feito também aos avicultores e suinocultores. "Por conta de algumas características particulares de cada tipo de alimento e suas maneiras de produção e estocagem, não são todos que se prestam, com alguma facilidade, à consecução do objetivo pretendido", diz o texto elaborado pelos agropecuaristas. Segundo eles, o armazenamento no atacado da carne bovina "é caro e limitado". A rotatividade da carne bovina do abate do gado ao consumo acontece dentro de um período de 4 a 6 dias em média. "Em uma semana, o estoque nacional vai de pleno a quase zero se o abate cessar", explicam os pecuaristas.
Semelhante a esta ação, durante o governo do então presidente da República José Sarney, em 1989, foi decretado confisco de gado gordo de propriedades que tivessem mais de 500 reses. O movimento não teve adesão em massa pela forma rudimentar com que foi divulgado, dificuldade que deverá ser superada neste embargo pela facilidade proporcionada pelos meios de comunicação modernos. 
Mobilizados, os produtores rurais pretendem redigir uma lista de todas as demandas do setor para ser enviada Governo Federal, que serão consequentemente benéficas para sociedade, como entendem os organizadores da Semana da Dependência, como o barateamento dos alimentos nos supermercados. 
A paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro, evidenciando a falta de carne bovina nos açougues durante o feriado do Dia da Independência, 7 de setembro. "Vai ser atingida a meta de fazer o cidadão normal, brasileiro, parar diante do balcão e se perguntar o porquê de pagar R$ 15 ou R$ 18 por um quilo de costela", projetam os líderes do movimento. 
Segundo os agropecuaristas, mesmo que o governo estude uma saída para a situação através da importação de carne, não há tempo hábil para fazê-lo de modo a suprir toda a demanda nacional e, ainda assim, o preço será muito alto, trazendo prejuizo ao invés de solução.
O movimento será divulgado nacionalmente no dia 14 de junho de 2013, quando haverá um manifesto já declarado pelos produtores em nível nacional (relembre aqui). 
Carne bovina no Brasil
O Brasil abate anualmente 40 milhões de cabeças de gado, produzindo 9,4 milhões de toneladas de carne bovina. Do total, 82%, ou 7,52 milhões de toneladas, são usados para abastecer o mercado interno. O brasileiro consome atualmente uma média de 40 quilos de carne bovina per capita ao ano.
Veja abaixo imagens de divulgação da Semana da Dependência, nome utilizado para demonstrar a importância do agronegócio como principal setor da economia brasileira.
Semana da Dependência

Semana da Dependência
FONTE: RURAL CENTRO

Mercado atraente para os criadores de curto prazo


Mercado atraente para os criadores de curto prazo Laércio Calle/Especial
Luiz Marques (à direita), de São Francisco de Paula, arrematou 65 animais em um único remateFoto: Laércio Calle / Especial
Produtores que adquirem animais para engorda e venda rápida ajudaram a esquentar os remates de outono
Joana Colussi e Vagner Benites
As tradicionais batidas de martelo após o "dou-lhe uma, dou-lhe duas e dou-lhe três" foram estimuladas nesta temporada por um novo perfil de comprador: aquele que investe em terneiros no outono e os revende na primavera, período em que integra as áreas de pastagens com as lavouras de grãos. A prática, que coincide com a entressafra das culturas de verão, ganha força porque une a lucratividade na pecuária com o preparo do solo para o cultivo de grãos.
– Esse é o criador de quatro meses, que compra o terneiro agora e o engorda até setembro, quando vende os animais pelo dobro do preço somente pelo aumento de peso – explica o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Francisco Schardong.
A atividade reforça a tendência da integração entre lavoura e pecuária e reduz os custos: o produtor prepara o animal e outro finaliza para abate.
– É uma alternativa interessante. O produtor opera como recriador e não como terminador – explica Fernando Furtado Velloso, médico veterinário e consultor da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha.
Produtor de soja há 15 anos em Santa Margarida do Sul, região central do Estado, Nemo de Souza, cultivou 600 hectares do grão no verão. Com a área limpa após a colheita, plantou o azevém, que servirá de pastagens para os terneiros que comprou nesta temporada. Desde que aderiu à rotação entre lavoura e pecuária, Souza costuma adquirir cerca de 800 animais por ano.
– Em um hectare, eu posso colocar uma vaca adulta para abate e ganhar 80 quilos por animal. No lugar dessa vaca, eu consigo colocar dois terneiros e meio, ganhando cem quilos em cada. Tenho lucro maior, e liquidez também – afirma o produtor.
Nesta temporada, Souza arrematou 200 terneiros nas feiras oficiais de outono. A compra menor foi estratégica para tentar obter preços melhores fora do período.
– Os remates acabam inflacionando um pouco o preço do terneiro. Tem muita gente comprando com financiamento e isso acaba aumentando os valores. A ideia ainda é comprar mais 500 terneiros – explica.
Além do lucro que terá com os animais, o produtor também terá ganhos na lavoura, já que a gramínea protege e aduba o solo para o cultivo de grãos na safra de verão.
Angus para a recria
Com a estimativa de que 60 mil terneiros tenham sido vendidos neste outono, em feiras oficiais, pecuaristas gaúchos já teriam comercializado cerca de 5 mil animais a mais do que na temporada passada. A alta foi possível graças a negócios feitos por pecuaristas como José Luiz Marques, 55 anos.Com 600 cabeças de gado geral, Marques resolveu qualificar o rebanho ao investir em novilhas da raça angus. Maior comprador da feira de terneiros da Farsul, realizada em Esteio no mês passado, o criador arrematou 65 animais por R$ 82 mil. Por um dos lotes, com 16 novilhas prenhas, o de maior valor na feira, chegou a pagar R$ 4,46 pelo quilo vivo                                                                                                                                                   – A qualidade da raça é muito valorizada no mercado. Nesses casos, vale a pena investir mais. Com as prenhes terei retorno rápido, sem fazer a reprodução – explica Marques, com fazenda em São Francisco de Paula.
Os animais serão criados em campo nativo, onde a pastagem é feita com aveia, azevém e resteva de milho. Ao lado do filho Jonas, 26 anos, o produtor quer aumentar o rebanho com uma raça mais nobre e maior valor de mercado. Com 65 animais comprados, com média de dois anos e meio, fará recria com touros          – Depois de fazer a recria planejada, esse gado irá para abate, em cinco ou seis anos – conta o pecuarista.
Na próxima temporada de outono, Marques deve vender os terneiros das novilhas prenhas compradas agora.                                                                                                                                                        – Com a venda desses animais, já começarei a ter o retorno do dinheiro investido – disse o criador, que financiou a compra em três anos.
A qualidade dos animais, desde raça, peso, idade e padronização dos lotes, levantou a média das feiras. Foi o caso do remate realizado em abril em Santa Vitória do Palmar, onde a média alcançou R$ 5 pelo quilo vivo de machos e fêmeas.Bons preços, mas abaixo do esperado.
 Ainda sem números finais sobre os negócios de outono, o Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul (Sindiler) estima que a média não passe de R$ 4,20 pelo quilo vivo. Embora seja superior ao registrado no ano passado – R$ 4,06 – o valor ficou um pouco abaixo do projetado inicialmente.
A grande procura por terneiros antes do período oficial de remates é um dos principais motivos apontados para justificar o desempenho aquém do esperado.                                                                                       – Mesmo antes de iniciar os leilões a procura era enorme (em março). Julgávamos que com financiamentos e a maior organização dos remates o valor médio chegaria a R$ 4,50 – explica o presidente do Sindiler, Jarbas Knorr. Somam-se a isso o atraso nas pastagens em razão de novas áreas de soja e a estabilidade do preço do gado gordo, usado como referência na cotação dos terneiros. Apesar da expectativa frustrada, a remuneração obtida neste ano está longe de decepcionar os produtores. Como o quilo do boi gordo está em torno de R$ 3,30, os atuais R$ 4 pagos por quilo dos terneiros são um valor bastante razoável – explica o consultor Fernando Furtado Velloso, da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha.
Em Lavras do Sul, região representativa na temporada, os negócios cresceram 12%, passando de 5,7 milhões em 2012 para 6,38 milhões em 2013, com a comercialização de 7 mil animais em quatro remates.
ZERO HORA