quarta-feira, 26 de junho de 2013

Primeiro leilão exclusivo de novilhas Montana vende 100% e obtém média de R$ 3,8 mil por animal



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Liquidez total no Leilão Virtual Mães de Touros Montana Calidad. Realizado na noite do último dia 18, e transmitido ao vivo pelo Canal do Boi, o remate contou com 54 novilhas Montana de 20 meses de idade em lotes individuais e duplos, todas abertas para acasalamento na próxima estação de monta, e obteve a média de R$ 3.820,00/cabeça.
De acordo com a gerente de operações do Programa Composto Tropical Montana, Gabriela Giacomini, este foi o primeiro leilão exclusivo para comercialização de fêmeas Montana já realizado. “O resultado foi um sucesso, com a obtenção de uma excelente média por animal”, ressalta Gabriela.
“A procura por fêmeas Montana tem crescido nos últimos anos, o que mostra o crescimento do interesse pelo composto e o reconhecimento da qualidade das nossas matrizes. Quem comprou as fêmeas terá todas as facilidades para se tornar um criador de Montana”, complementa.
Os touros Montana se destacam por serem totalmente adaptados à pecuária tropical, com altos índices de produtividade a campo e famosos pela facilidade de ganho de peso.

Programa Montana

Fundada em 1993 com o objetivo de produzir bovinos compostos, capazes de gerar heterose, rapido ganho de peso, precocidade sexual e carne de qualidade em ambiente tropical.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Mapa atualiza regras para emissão de guias de trânsito por veterinários



Mapa atualiza regras para emissão de guias de trânsito por veterinários
Entre as novidades, profissionais poderão utilizar sistema eletrônico para emissão do documento

A regulamentação para que médicos veterinários sem vínculo com o serviço oficial possam emitir guias de trânsito animal (GTA) foi atualizada. A norma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passa a valer a partir desta sexta-feira, 21 de junho, após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A legislação atualiza normativa publicada em 2006. Pelas novas regras, os Profissionais habilitados a emitir as documentações para o rebanho têm a opção de utilizar tanto documentos impressos quanto eletrônicos. “A legislação anterior não previa o sistema eGTA, que é feito por computador, mais ágil e já adotado nos principais estados pecuaristas do país”, explicou o chefe de Divisão de Trânsito Animal do Mapa, Gabriel Torres.

Outra novidade refere-se à emissão do documento para ruminantes na entrada e saída de eventos, como feiras e leilões. Anteriormente, apenas o serviço veterinário oficial podia emitir esse tipo de guia de trânsito.

Em relação às penalidades, foram definidas ações que valem para todo o país, e vão da suspensão à desabilitação do sistema oficial. “Essa medida é importante para unificar processos, pois antes cada estado definia as punições”, afirmou Gabriel. Também foram uniformizados os cadastros com as informações mínimas sobre os médicos veterinários habilitados.

Para habilitar-se no Ministério da Agricultura, o profissional precisa estar com o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinário em dia, além de comprovar a assistência técnica para os rebanhos que terão GTAs emitidas. No Brasil, são emitidas cerca de 15 milhões desses documentos por ano por aproximadamente 2 mil veterinários cadastrados no serviço oficial.

Marfrig em busca de uma marca forte, Bassi e Montana podem substituir Seara

A preocupação atual do grupo Marfrig é a organização da transição, após a passagem da marca Seara para o JBS. A empresa deverá definir, no entanto, uma marca forte para a comercialização de seus produtos, em substituição à Seara. Esta, importante nos setores de aves e suínos, havia sido comprada da Cargill em 2009.
James Cruden, presidente-executivo da Marfrig Beef, diz que isso entrará em discussão na empresa. Ele diz, porém, que o grupo já tem marcas tradicionais e com boa presença no mercado brasileiro, como Montana e Bassi. Independente do nome a ser focado, o executivo diz que os olhares da empresa estarão voltados para produção de carne bovina.
Segundo ele, o objetivo é buscar um crescimento anual de pelo menos dois dígitos a partir do próximo ano. Para atingir esse patamar de crescimento, o grupo poderá optar por novas indústrias ou ampliação das atuais.
A produção de frango continuará com foco na Ásia, Estados Unidos e Europa, onde o grupo já tem empresas voltadas para essa área.
Para marcar presença em carne bovina, o grupo busca programas de produção padronizada e certificada. A exemplo do que já faz com produtores das raças Angus e Nelore, o Marfrig está estabelecendo parcerias com produtores das raças Hereford, Braford e Wagyu.
Cruden acredita na evolução do consumo de carne bovina no país, com boa demanda por carnes de qualidade. Em uma escala de 100 para a carne de boi comum, a de Nelore natural tem valor de 110; a de Angus, 120 e a de Wagyu, 140.
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Comentário BeefPoint: Na Feicorte, já vimos embalagens de carne Wagyu com a marca Bassi, que deve ser uma tendência para as linhas de carnes especiais de outras raças, como: Angus, Hereford e Nelore Natural. O Marfrig deve se posicionar oficialmente nos próximos dias sobre os programas de fomento de carnes especiais. O mercado ficou um pouco apreensivo, depois que as marcas Seara Angus, Seara Hereford e Seara (Nelore) Natural passaram ao JBS, com a venda da Seara.
Fonte: Matéria do Jornal Folha de São Paulo, coluna de Mauro Zafalon, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Real mais fraco representa lucros e ameaças à indústria da carne


 
O fortalecimento recente do dólar dos EUA em relação ao real brasileiro colocou os processadores e exportadores de carne brasileira em uma posição difícil. A receita vai subir para as exportações de carne se a taxa de câmbio continuar a aumentar, mas as empresas com dívida em dólar podem sofrer perdas incontroláveis, disseram líderes e analistas da indústria ao CarneTec Brasil nesta quinta-feira (20).
 
O dólar começou 2013 no nivel de US$1 = R$2,05 ante perto de R$1,80 no começo de2012. Ataxa de câmbio foi mantida constante até o início de maio deste ano com várias manobras do Banco Central do Brasil, a uma taxa entre R$2 e R$2,10, o que a maioria da indústria da carne considerava ideal para um lucro estável e preços competitivos.
 
Mas ao longo das últimas seis semanas, a moeda do Brasil desvalorizou para R$2,24, com base na cotação de 20 de junho/quinta-feira. A moeda foi impulsionada para baixo por vários fatores, incluindo a política monetária nos Estados Unidos, e comentários negativos sobre o Brasil pelas agências de risco. A recente escalada de protestos sociais em todo o País pode contribuir, possivelmente, para uma maior desvalorização.
 
Com uma moeda mais fraca, os exportadores de carne como a JBS, BRF e outros estão relatando ganhos ano-a-ano nas suas receitas de exportação. As exportações brasileiras de carne bovina de janeiro a maio estabeleceram um novo recorde de receita, com US$2,5 bilhões, que melhorou as vendas anuais em 15%.
 
A taxa de câmbio enfraquecido ajuda a promover as exportações, e ainda há espaço para o crescimento da demanda global das exportações de carne, disse Fernando Sampaio, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). 'No Brasil estamos acostumados com taxas de R$3 ou mais nos últimos anos. ... Se o real fica mais fraco, ele só irá ajudar os exportadores daqui mais'.
 
A capacidade de ganhar mais reais por dólar também está permitindo aos processadores brasileiros oferecerem descontos em dólares a clientes de exportação e manter a mesma receita em reais, disse Cesar de Castro Alves, analista do setor na consultoria MBAgroem São Paulo.
 
Mas, os produtores e exportadores brasileiros enfrentam vários custos em dólares que agora estão subindo, desde entradas de soja e milho até custos operacionais de exportações, disse Ricardo Santin, diretor de mercados para o União Brasileira de Avicultura (Ubabef).
 
'É preciso lembrar que os grãos seguem negociações de preços atreladas também ao dolar (CBOT), e podem ficar mais caros no mercado interno quando aumentam as vendas internacionais (por conta da concorrência com as exportações destes insumos que ganham competividade no mercado externo com um dólar mais forte frente ao real)', disse ele por email.
 
'Isto implica diretamente nos nossos custos e certamente na nossa competitividade”, observou Clever Pirola Ávila, presidente do Sindicarne. 'Além disso impacta no mercado interno, a nível de inflação – o que provoca um impacto no poder de compra dos consumidores e infelizmente, reduzindo o consumo'.
 
Potencialmente, o impacto mais negativo de uma taxa de câmbio que varia sem controle neste ano pode ser sentido pelos frigorificos que possuem grandes quantidades de dívida em dólares, disse o analista Castro Alves.
 
'Isso pode ser maior que o impacto positivo nas exportaçoes', disse ele. '(As empresas) que têm receita em reais e dívida alta em dólar poderão apresentar problemas. Mas acho que o pior é a volatilidade de taxa, pois nem uma das duas pontas (comprador e vendedor) sabe bem como se posicionar'.
 
Fonte: CarneTecBrasil

Preços valorizam com menor oferta de terneiros

Estiagem do ano passado e busca por reposição de matrizes influenciam a pecuária no Rio Grande do Sul
Patrícia Comunello
Menor oferta de animais, associada ao efeito da estiagem de 2012 e aos abates de matrizes nos últimos anos, é apontada como principal fator para a elevação dos preços dos terneiros no mercado de compra e venda no Estado. Na temporada dos chamados leilões de outono, produtores registraram média do quilo de R$ 4,31, alta de 6,2% frente aos remates oficiais do mesmo período do ano passado, segundo o sindicato do setor.

Na praça gaúcha (que reúne negócios oficiais e aqueles diretos nas propriedades), o preço médio do bezerro desmamado ficou em R$ 673,33 em maio, 5,2% acima do valor obtido no mês em 2012, segundo a Scot Consultoria, que monitora o comportamento do mercado no Estado, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Especialistas e leiloeiros citam que a redução de terras para pecuária, com a expansão da soja na Metade Sul, não significará necessariamente desestímulo ao mercado. A maior venda de matrizes no leilão também surge como fator que reforça a reposição de rebanho nos próximos anos.

O analista da consultoria, Renato Bittencourt, vislumbra que os produtores deverão buscar maior produtividade por hectare, ainda baixa nos campos do Estado, caso o avanço da soja se mantenha. Pelo acompanhamento da Scot, o mercado gaúcho de terneiros ficou atrás do paulista e sul-mato-grossense, com valorização de 9,8% e 6,6%, respectivamente. Os pecuaristas do Estado obtêm níveis mais elevados no boi gordo, que chegou a R$ 99,46 no mês passado, levemente acima dos R$ 97,98 do ano passado. São Paulo e Mato Grosso do Sul também apresentam recuperação nesse setor.

Bittencourt associa a elevação na cotação de exemplares para terminação à demanda de reposição, mais aquecida e que pode ter influência na expectativa de continuidade, nos próximos anos, das exportações de gado em pé, ramo que cresceu na balança comercial local. O analista lembra, porém, que parte das aquisições foi adiada em maio devido ao atraso na formação de pastagens, adiada pelas geadas. Junho deverá fechar com maior nível de preços. Ele cita que a menor oferta de terneiros está associada ainda ao efeito dos abates de vacas nos últimos anos. “Pecuaristas estão retendo matrizes para elevar a produção de terneiros”, associa Bittencourt.

O presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do RS (Sindiler-RS), Jarbas Knorr, reforça que o saldo dos remates confirma a restrição na oferta. Dados das empresas de remates apontam que 34,2 mil terneiros foram negociados nos leilões de outono, quando 54,2 mil animais foram arrematados (incluindo terneiras e vaquilhonas). Em 2012, foram 40,4 mil terneiros, 15,4% mais que as vendas deste ano. Entre 2011 e 2013, a queda foi de 34%.

Knorr afirma que o volume de negócios não surpreende. “É aquela história de oferta menor e demanda maior, o que pressiona os preços.” O presidente do Sindiler-RS afirma que o setor pecuário está sofrendo ainda os efeitos da estiagem, que reduziu a alimentação nos campos e comprometeu a manutenção de plantéis, entre fim de 2011 e março de 2012, e dos abates de fêmeas e venda de matrizes para outros estados produtores. “Os animais foram embora e deixaram de produzir aqui”, constata o dirigente, que se preocupa com a evolução da demanda futura, pois a retenção de matrizes elevará a oferta de terneiros. “Com a ocupação de campos pela soja, cairá a procura pelos animais.”

Leiloeiros projetam impactos para negócios na Primavera

Os leilões oficiais nos últimos três anos registraram uma evolução positiva em outro segmento da pecuária, na demanda por vacas. O Sindiler-RS teve aumento de 67% no número de vaquilhonas comercializadas entre 2011 (4,232) e 2013 (7.076). A dúvida, admite o presidente do sindicato, Jarbas Knorr, é se o aumento reflete uma maior procura para reforçar a capacidade reprodutiva das propriedades gaúchas ou se parte dos negócios é impulsionada pelo fluxo de compradores de outros estados.

Por outro lado, a busca por matrizes e a valorização de terneiros deve beneficiar os leilões de touros a partir de setembro, na primavera, projetam empresários de remates. O termômetro será a Expointer, realizada em agosto. O leiloeiro Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, aposta no impacto, pois a demanda por cobertura deve ocorrer para colocar as vacas em cria. Silva aposta na elevação entre 5% e 10% das vendas. A Trajano registrou alta de 30% no volume de fêmeas comercializadas na temporada do outono, saldo considerado extraordinário pelo leiloeiro.

“É uma mudança em relação ao que vinha ocorrendo nos últimos anos, mas vai demorar para reverter a oferta, além de custar caro”, previne. Pelo ciclo produtivo, a oferta de terneiros verificará maior expansão a partir de 2016.  Silva identifica ainda uma demanda mais forte de grupos empresariais com sede no Estado por animais, principalmente os lotes com maior qualidade.

A opção pela cultura da soja, que seduz arrendadores ante a possibilidade de ganhos maiores sem os custos da pecuária, pode motivar alguns setores a reduzir o espaço da pecuária na Metade Sul. Mas Silva avalia que o pecuarista que prioriza produtividade nas terras manterá a aposta no incremento e na atratividade do mercado para seu rebanho nos próximos anos.

O veterinário e um dos donos da Rédea Remates, de Santa Vitória do Palmar, Gustavo Arriada Petruzzi, percebe o efeito da entrada do grão em propriedades menores. Petruzzi, que chegou a registrar R$ 5,25 por quilo de terneiro em um dos leilões, citou que a oferta de crédito para aquisição de matrizes também impulsiona os negócios.

FONTE: JORNAL DO COMERCIO

domingo, 23 de junho de 2013

Vaivém das commodities

mauro.zafalon@uol.com.br 
Apesar da compra menor da Venezuela, Brasil exporta mais gado vivo no anoAs exportações brasileiras de gado em pé voltaram a crescer. De janeiro a maio, somaram 233 mil cabeças, 13% mais do que em igual período do ano anterior.
Essa alta ocorre mesmo com a retração nas compras da Venezuela, principal importador de gado vivo do Brasil nos últimos anos.
Os venezuelanos, que chegaram a importar 220 mil cabeças de janeiro a maio de 2010, reduziram as compras para 160 mil animais no mesmo período deste ano.
Esse número de animais importados neste ano pelo país vizinho representa queda de 4% em relação aos primeiros cinco meses de 2012.
O Brasil perde espaço na Venezuela, mas ganha novos mercados, como os da Jordânia, da Angola, do Congo, do Suriname e do Paraguai.
Em vários desses mercados, no entanto, as exportações se limitaram a gado reprodutor, com valor mais elevado do que os de corte.
Para melhorar o rebanho, a Venezuela importou 15,4 mil animais de reprodução neste ano, 73% mais do que em igual período de 2012.
O Líbano, segundo principal mercado para os animais vivos brasileiros, fez a diferença nessa alta nas exportações brasileiras neste ano.
Os libaneses importaram 41 mil animais vivos até maio, 157% mais do que em igual período de 2012.
O aumento das vendas de animais vivos trouxe também mais divisas para o país. Até maio, as receitas somaram US$ 261 milhões, 7% mais do que no ano passado, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
A líder Venezuela deixou US$ 192 milhões no mercado brasileiro neste ano, 6% menos do que em igual período do ano passado.
Fonte: Senado na Midia

Pará vai exportar 500 mil bois vivos


As exportações de boi vivo no Estado alcançaram 420 mil cabeças em 2012. A estimativa para 2013 é aumentar esse número para 500 mil cabeças. O Pará é o maior exportador, colocando 95% do boi vivo no mercado externo. Esse tipo de exportação representou a injeção de US$ 885 milhões no Estado no ano passado.

A Venezuela foi o país que mais importou gado vivo paraense em 2012 (368. 496 cabeças), vindo em seguida o Líbano (65.966 cabeças) e Egito (10.957 cabeças). No ano passado, o faturamento com as exportações de bovinos vivos correspondeu a 37% do PIB da pecuária paraense e 22% do PIB do agronegócio estadual.

As perspectivas de abertura de mercado internacional ficaram ainda maiores depois que o Estado do Pará se tornou 100% área livre de febre aftosa. A exportação de gado vivo brasileiro é feita em navios adaptados, ou seja, em navios que também transportam veículos, contêineres e outros. Além de serem antigos, alguns navios chegaram a quebrar e até naufragar em alto mar, tendo como consequência a morte de milhares de animais e tripulantes.

Em julho próximo, pela primeira vez estará no Pará, no porto Vila do Conde, em Barcarena o transatlântico “Ocean Outback” um dos navios mais modernos do mundo, considerado o “transatlântico do boi vivo”. O “bem-estar animal” se tornou hoje uma das principais bandeiras das entidades ambientalistas e o Ocean Outback, construído em 2010, foi criado com estrutura específica para transportar animais vivos e pode transportar até seis mil cabeças gado ou 25.000 ovelhas.

Adriano Caruso, general manager da Wellard Brasil, subsidiária da multinacional australiana Wellard, que construiu o navio, ressalta que o Ocean Outback é a nova geração em design de navio de gado. “O custo da embarcação ultrapassou os US$50 milhões. O projeto e a construção do navio estavam focados num objetivo, que é dar maior bem-estar e segurança aos animais, ao navio e à tripulação”, explicou.

O navio possui um sistema de propulsão independente duplo, motor separado e hélices, fornecendo níveis de redundância e, portanto, mais segurança, raramente vista em navios de cruzeiro e nunca antes construído em navios de gado. “O Ocean Outback foi classificado pelo Registro Italiano Navale (RINA) como um ‘Green Star navio’, devido a suas baixas emissões e projeto de prevenção de poluição e sistemas”, destaca Caruso.

O navio possui uma velocidade de 17 Knots sendo que, em média, os navios adaptados tem 12,5 Knots, uma diferença de 4,5 Knots. “Ou seja: uma viagem do porto de Barcarena ao porto Puerto Cabello na Venezuela levaria cinco dias e meio pelos navios adaptados. Já o Ocean Outback pode chegar em quatro dias, com uma redução considerável no tempo de viagem”.

Adriano Caruso possui experiência de mais de 680.000 animais embarcados no Brasil desde 2007. Ele diz que a Wellard possui mais quatro navios com a engenharia e tecnologia do Ocean Outback.

A Wellard do Brasil assinou este mês um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Publico Federal, se comprometendo a praticar procedimentos pautados na defesa do meio ambiente.

Rebanho do Pará abre mercado internacional

Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), diz que a pecuária paraense tem demonstrado muita capacidade no aumento da sua produção, internalizando cada vez mais recursos para o Estado. “Hoje temos uma oferta de 4 milhões de cabeças para abate por ano. Dessas, 2,8 milhões são comercializadas diretamente nos frigoríficos, que são abatidos e comercializados no Estado e fora do Estado. Um milhão e 200 mil cabeças que são comercializadas vivas. Desses, algo em torno de 700 mil cabeças tem sido comercializadas nos últimos 20 anos para o nordeste brasileiro, em Estados que não tem a produção de matéria-prima nessa área”, contabiliza.

A partir de 2005/2006 o Pará começou a exportar boi vivo para o Líbano, depois Venezuela e hoje para o Egito. “O Pará atualmente representa 95% da exportação de boi vivo, em função da nossa pecuária e sobretudo da nossa condição portuária e logística. Os outros 5% são animais embarcados no Rio Grande do Sul”.
Fonte: Diário do Pará

Evento debate a cadeia produtiva de bovinos de corte - PELOTAS

Ocorreu na terça feira(18), mais uma rodada do “Projeto Mãos Dadas Pelo Ensino – Rodada de Difusão Empresarial em Veterinária”. O evento reuniu mais de 80 participantes dos segmentos da produção, indústria, fornecedores de insumos para a pecuária, entidades de gestão do agronegócios, técnicos, estudantes de veterinária, agronomia e zootecnia da UFPel, além de comerciantes e consumidores. Segundo Ana Paula Vogg, coordenadora acadêmica do Projeto Mãos Dadas Pelo Ensino, “foi um sucesso de público e de resultados pelo entusiasmo e impacto que produziu nos participantes”.
Gabriel Fernandes, Administrador da Estância Santa Maria, representando os produtores de bovinos de corte, salientou os esforços tecnológicos e de investimentos no sentido de atender às expectativas da indústria e dos consumidores, tratando a pecuária como negócio rentável. Estes esforços têm promovido melhorias de acabamento das carcaças e favorecem a expressão da qualidade genética dos rebanhos na busca de marcadores de precocidade no acabamento, maciez e marmoreio da carne.
Na visão de Juliano Bolzoni, Gestor de Agronegócios do SEBRAE-SUL, moderador da mesa de discussões, “a rodada colocou na mesa três importantes elos da Cadeia Produtiva da Carne, que reforçaram as ações estratégicas que as entidades como o SEBRAE estão trabalhando para melhoria de resultados, disponibilizando melhor qualidade, constância de abastecimento, satisfação dos clientes com maior rentabilidade e sustentabilidade do sistema produtivo”. A indústria, através de Diego Brasil, gerente de Fomento do Frigorífico Marfrig, ressaltou as peculiaridades da qualidade da carne gaúcha, que destaca o Estado como fornecedor de carnes especiais com maior agregação de valor e atendimento de mercados diferenciados nacionais e internacionais.
Na visão de Roberto Grecellé, coordenador de Carteira Setorial da Bovinocultura de Corte do SEBRAE, o setor tem evoluído muito comparado com outros estados, porém são necessárias muitas estratégias de marketing para mudar erros culturais de conceitos de produto e promover difusão do conceito de qualidade no mercado.
fonte: Ufpel PROJETO MÃOS DADAS PELO ENSINO

Aumenta poder de compra para carne bovina

O poder de compra da população brasileira, em relação à carne bovina, aumentou em 2013. 

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 16,0% da renda da população é destina a compra de alimentos.

Sendo assim, com o valor do salário mínimo atual, nos primeiros seis meses de 2013, foi possível comprar, em média, 5,12 quilos de carne bovina, 4,8% a mais do que no mesmo período de 2012.

Considerando somente o preço médio da carne bovina em junho, o poder de compra vigente é 1,5% maior que no mesmo período do ano passado e está em 5,2 quilos.
Fonte: Scot Consultoria

Produtores conseguem preço até 10% maior nesta modalidade


Produtores conseguem preço até 10% maior nesta modalidade
A carne produzida com rigoroso controle de qualidade e certificada tem animado o mercado brasileiro. O momento é tão bom para este segmento que só não vende mais porque falta este tipo de carne no mercado. Pecuaristas que investem neste nicho chegam a receber até 10% a mais na hora da venda.
Cada raça tem critérios específicos de produção. O experiente pecuarista Carlos Viacava diz que os criadores de nelore resolveram inovar há 13 anos, quando começaram a produzir o chamado nelore natural. No programa de qualidade desta raça, são abatidos 30 mil animais por mês, 20% certificados conforme o padrão que o selo exige.
Os criadores de hereford e braford, gado mais comum no Sul, também estão de olho neste mercado. De 60 mil animais abatidos por ano, 40% são certificados. Alfredo Drissen, superintendente da Associação Brasileira de Braford e Hereford diz que a associação trabalha com cinco marcas diferentes, até agora focadas na região Sul. Um novo selo foi lançado na Feicorte, a Feira Internacional da Carne, visando ampliar esse foco para outras regiões.
O espaço da Feicorte foi o local escolhido também pela empresa de Walter Celani, gerente de fomento da ovinocultura de corte da VPJ Alimentos, para divulgar um produto de ponta: a carne de cordeiro certificada. Um produto com padrão internacional, segundo Celani. Para chegar a tanto, a criação, que fica em Mococa, no interior de SP, obedece critérios de qualidade desde a reprodução até o abate. A carne de cordeiro, que já é um nicho de mercado, ganha assim mais um diferencial.
Tudo indica que os consumidores também estão dispostos a pagar mais pela carne certificada. Uma pesquisa de Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que os consumidores aceitam pagar de 20% a 70% a mais se a carne for certificada. Mas ainda faltam estimativas do volume de vendas para melhor orientar este mercado.
Fonte: Sebastião Garcia| São Paulo(SP)

Marfrig e ABHB criam Programa Fomento Marfrig Hereford


O Marfrig anunciou nesta quinta-feira (20/junho) uma nova parceria. A Companhia assina carta de intenções com a Associação Brasileira de Hereford e Braford para criação do Programa Fomento Marfrig Hereford. A iniciativa é mais um passo para o aprimoramento do relacionamento do Marfrig com os pecuaristas, com o objetivo de garantir a produção padronizada e certificada de carne bovina, oferecendo um produto de alta qualidade ao consumidor. O acordo foi oficializado pelo Marfrig e a Associação Brasileira de Hereford e Braford, ontem (20/junho), às 12h, no estande da Marfrig na Feicorte 2013.
Ainda com o propósito de incentivar os produtores de Hereford e Braford para aumentar a oferta de matéria-prima, além de suprir a demanda de mercado para produtos com qualidade superior, o Marfrig está apresentando, durante a feira, a nova tabela de bonificação para produtores de todo o Brasil. Em vigor a partir de 01 julho de 2013, a tabela prevê uma bonificação maior, com o objetivo de aumentar a compra de animais terminados.

Além do novo programa de Fomento para as raças Hereford e Braford, para a temporada 2013/2014, que o Marfrig criará em parceria com a ABHB, a empresa já mantém outras iniciativas semelhantes.

Os programas Fomento Angus Marfrig e Qualidade Nelore Natural (PQNN) oferecem apoio técnico e orientação sobre manejo e bem-estar animal aos produtores dessas raças. O objetivo das iniciativas é fomentar a produção de carne de alta qualidade e promover a utilização de novas tecnologias no campo, gerando maiores resultados aos pecuaristas.

Fonte: Marfrig Alimentos,

Programa Carne Angus Certificada no Frigorífico Verdi e chega a Santa Catarina


Foto: Divulgação/Assessoria
Frigorífico Verdi
 
 

Agora, o maior programa de certificação de carne do País conta com parceiros em sete Estados.

O Programa Carne Angus Certificada acaba de selar sua entrada no Estado de Santa Catarina. Em acordo assinado durante a 19ª Feicorte, em São Paulo (SP), a Associação Brasileira de Angus e o Frigorífico Verdi(Pouso Redondo, SC), acertarão a parceria, que oferecerá aos produtores de Angus catarinenses bonificações até 10% acima do valor pago por carcaça no mercado.

Completando 10 anos de atividades em 2013, o Programa Carne Angus Certificada apresenta crescimento impressionante no volume de animais abatidos por ano. Em 2003, ano de estreia, contabilizavam-se pouco mais de 20 mil animais certificados. Já no ano passado, foram abatidas mais de 230 mil cabeças. De acordo com o gerente do Programa, Fábio Medeiros, a nova parceria deve agregar a este volume de abates cerca de 400 cabeças por mês.

Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques, a entrada do Programa em Santa Catarina é um importante marco, pois permitirá o atendimento ao crescente número de produtores da raça no Estado e, ao mesmo tempo, à grande demanda pela carne de qualidade na região. “Em Santa Catarina existem restrições quanto à entrada de animais de outros Estados devido às barreiras sanitárias. Sendo assim, a partir de agora conseguiremos dar todo o suporte almejado há tempos pelos pecuaristas catarinenses”, explica Marques.

Representante dos produtores de Angus em Santa Catarina, o presidente do núcleo de criadores catarinenses da raça, Nelson Antônio Serpa, que também é secretário de Estado da Casa Civil, garante que o ganho para os pecuaristas e para a raça será grande com a parceria. “Este é um trato que vem sendo trabalhado há tempos junto à Angus Brasil e ao Frigorífico Verdi. Trata-se de uma conquista, que trará crescimento para o setor produtivo de carne em Santa Catarina. Além disso, como Santa Catarina é o único Estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação, abrimos para a raça um importante caminho para exportação de carne”, ressalta Serpa.

Com a novidade, o Programa Carne Angus Certificada conta agora com seis frigoríficos parceiros – Marfrig, VPJ, Frigorífico Silva, Cooperaliança, Cotripal e Verdi – com 17 plantas, divididas em sete dos principais estados pecuaristas do Brasil (RS, PR, SC, SP, MS, GO e MT).

A chegada do maior programa de certificação de carne do País ao Estado oferecerá ainda a evolução no relacionamento entre os produtores e a indústria frigorífica, aposta Ariel Verdi, presidente do Frigorífico Verdi. “Há de ser ressaltado que com o abate certificado pela Angus serão oferecidos prêmios bem acima do mercado, que com certeza impulsionarão a produção de gado no Est ado”, informa Verdi.

Reynaldo Titoff Salvador, diretor do Programa, reforça a imagem do Angus como uma raça cada vez mais nacional. Para ele, a atuação do Programa Carne Angus Certificada tem participação essencial na expansão da raça pelo País. “Estamos, a cada parceria firmada, deixando de lado a pecha de sermos uma raça forte apenas no Rio Grande do Sul, berço do Angus no Brasil. Temos grande atuação em regiões antes impensadas, como o Sudeste e o Brasil Central. Estamos cada vez mais adaptados e prontos para crescer”, enfatiza Salvador.

Todo o processo industrial, desde o abate e tipificação das carcaças até a embalagem final do produto é acompanhado permanentemente pelos técnicos do Programa Carne Angus Certificada é auditado pela Certificadora Ausmeat, que confere reconhecimento e credibilidade internacional com a outorga do selo de Certificação Ausqual. Para mais informações sobre o Programa, acesse www.carneangus.org.br.

Fonte: ABA. 

Explosão de selos e marcas de carne de qualidade dão opção ao consumidor

Andriolli Costa / Rural Centro
“Na minha época, quando se ia comprar carne não tinha muita opção. A gente só pedia por cortes para churrasco, cortes para a panela ou cortes para fritar”, relembra o médico veterinário Fábio Medeiros. No entanto, pouco mais de uma década depois o mercado mudou consideravelmente. Dotado de maior poder aquisitivo e informação, o consumidor se tornou mais exigente, elevando a demanda por um produto confiável e de procedência. E é da necessidade de atender a essas exigências, bem como de agregar valor à produção, que o mercado vê surgir um número cada vez maior de marcas ou selos de qualidade da carne que garantem maciez, sabor e suculência. Com toda uma nova gama de opções a sua frente, o comprador agora precisa escolher o produto ideal não apenas baseado no preparo escolhido, mas também entre raças, idades de abate, modos de produção e coberturas de gordura totalmente diferentes.
O próprio Medeiros é um dos que influenciaram nesta mudança. É ele o responsável pelo programa de carne certificada da Associação Brasileira de Angus (ABA). Criado em 2003, com chancela internacional da AUS Meat, mesmo sem ser o mais antigo o selo é um dos mais conhecidos do País e referência para as demais marcas e associações. Muito da fama da carne vem da força que a marca tem nos Estados Unidos, onde desde 1978 o programa Certified Angus Beef – o primeiro do gênero em todo o mundo – reforça que a qualidade da carne da raça é superior à do gado comum, e que vale a pena pagar mais por isso. No Brasil, a Associação também tomou diversas ações para popularizar a carne; e uma das mais efetivas foi a parceria com a rede de fast food McDonald’s, que já dura um ano e meio. “As pessoas podem não saber por que o hambúrguer de Angus é diferente, mas vão ter a curiosidade de saber por que é diferente”, relata ele. A parceria também oferece uma boa saída para os cortes dianteiros do animal.
O objetivo da Associação é fechar todos os elos da cadeia produtiva da carne. Desta forma, segundo Medeiros, além das tradicionais parcerias entre frigorífico, produtores – que recebem premiações pelos animais de qualidade - e o varejo para a disposição e resfriamento adequado das embalagens de carnes, a ABA também buscou estreitar os laços com o consumidor. Para tanto, desde o final de 2012, oito casas de carne do Paraná passaram a trabalhar exclusivamente com carne da raça. “Existem muitas pessoas que não gostam da carne embalada a vácuo. Preferem a carne fresca, cortada ao seu modo”, esclarece. Em maio, o restaurante Fazenda Barbanegra, de Porto Alegre/RS, adaptou seu cardápio para uma fidelização 100% Angus. “A primeira coisa que fizemos foi realizar um treinamento intensivo com todos do local, do garçom ao proprietário. As carnes nobres possuem cortes diferenciados e o consumidor é ávido por essa informação. Ele quer saber o que é um chorizo, o que ele tem de diferente”.
Mas a novidade mais recente da Associação foi o lançamento durante a Feicorte 2013, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, da reserva especial Black Angus (foto em destaque). Em parceria com a VPJ Alimentos - com quem já trabalhavam na linha tradicional – a Associação fornece somente animais extremamente jovens. “São abatidas apenas fêmeas, pois são mais macias, com até 18 meses de idade e alto grau de marmorização - a gordura entremeada entre as fibras”, explica o veterinário. O conceito inovador se posiciona como um produto de elite dentro de um mercado de elite. A carne vem porcionada e congelada em uma caixa especial com o selo de certificação e embalada em papel manteiga. “É carne para dar de presente”, orgulha-se Medeiros. O preço médio será de R$ 110 o quilo.
Outras experiências
Ainda que o Angus seja o mais conhecido, o projeto de certificação da carne mais antigo do Brasil é da Associação Brasileira de Hereford e Brafford. O superintendente do programa de certificação da ABHB, Alfredo Drissen, conta que as primeiras experiências nesse sentido ocorreram ainda em 1998, mas só em 2000 foi criado por fim o Selo de Qualidade Pampa – substituído esta semana pelo selo Carne Certificada Hereford, lançado também durante a Feicorte 2013. Enquanto o selo garante a procedência dos animais, padronização de carcaça e sanidade, a marca distribuidora é a Seara Hereford, que fornece o produto a 2 mil pontos de venda.
Drissen reconhece que a carne certificada é limitada a um nicho de mercado. “A carne commodity sempre vai existir, porque a demanda por proteína animal, especialmente bovina, é crescente e precisa ser atendida”, afirma. “No entanto, com o aumento do poder aquisitivo, ele busca novas experiências, busca diferenciar a o que come no fim de semana ao almoço do dia a dia, e é aí que entra a carne de qualidade”. Os números parecem acompanhar as previsões do superintendente. De acordo com dados divulgados pela Associação, foram 2 mil toneladas de carne certificada Hereford comercializadas em 2012, contra apenas 145 toneladas em 2011. Apenas no restaurante Vermelho Grill, na sede em Campo Grande e na filial de Porto Alegre, são servidas 50 toneladas por ano de carne da raça.
Com as margens de lucro cada vez mais enxutas para a pecuária, os produtos premium garantem maior rentabilidade para o produtor ao mesmo tempo em que dão garantias de padronização. Um dia a carne que se compra no açougue pode estar deliciosa, no outro pode estar dura, rançosa ou com excesso de nervos e gordura. Ao pagar um valor maior, o consumidor pode ter a certeza de encontrar cortes com igual distribuição de gordura, maciez, suculência e sabor.
Com a disseminação da proposta, a própria indústria passou lançar marcas próprias, e divulgar sua procedência. A JBS/Friboi, por exemplo, chegou a contratar o ator Tony Ramos para estrelar comerciais promovendo o slogan “qualidade tem nome”. A empresa possui as linhas Swift in Natura, Maturatta, Orgânico, Swift Black, entre outras. Mas se todos os produtos possuem características próximas, o consumidor não poderia ficar confuso em meio a tantos produtos? Como escolher a melhor opção?
Para o consultor de qualidade de carne Roberto Barcellos, diretor da Beef & Veal, é tudo uma questão de costume. “É a mesma coisa que aconteceu com o café, com o azeite, com o molho de tomate, com o café. Veja o tanto de marcas disponíveis no mercado. Isso está acontecendo com a carne agora, e é uma coisa boa. Traz opção para o consumidor”, afirma ele, que trabalhou até 2010 com a certificação Angus e hoje oferece consultoria para diversas marcas ou selos – entre eles o Bonsmara Beef e a Simental Jaguaretê. Detalhes como o perfil do consumidor a quem o produto se dirige e o posicionamento no mercado tornam-se decisivos na escolha da carne ideal. “A dona de casa, quando vai às compras, quer uma carne magra, limpa e barata. Já o homem, quando faz churrasco no fim de semana, busca uma carne mais gorda, saborosa e não se preocupa com o preço”, expõe. A carne com selo de qualidade Simental é um desses exemplos e vem apostando em uma fatia de mercado pra carnes magras com um bom toalete que retira todo o excesso da cobertura de gordura, chamando atenção como opção para o dia a dia.
Em uma experiência recente nos Estados Unidos, Barcellos percebeu que produtos que compartilhavam a mesma experiência e qualidade podiam apresentar uma diferença de até 400% no preço. O que muda é a quantidade de informação disponível, isto é, se a carne não tem hormônios, se não foram aplicados antibióticos no animal, se a sua produção é sustentável. No entanto, não são todos os consumidores que se preocupam com estas informações. “Se você colocar um caminhão com carne barata em frente a uma favela, com uma faixa bem grande avisando que ela foi produzida com a destruição de florestas ou com maus tratos aos animais, ainda assim vai vender”, especula. “Quem tem fome não vai se importar com essas coisas. É por isso que a carne commodity precisa continuar, com a carne de qualidade sendo uma alternativa”.

Frigorífico da JBS comprado pela Argentina em 2012 está em crise

Frigorífico tem capacidade instalada para o abate de entre 600 a 700 cabeças por dia. Situação da unidade é reflexo de uma longa crise



Divulgação/Seapa
Foto: Divulgação/Seapa
Empresa em San José não está funcionando todos os dias
O frigorífico que a JBS vendeu na Argentina para um consórcio financiado pelo governo de Cristina Kirchner, em 2012, está à beira de fechar suas portas. Adquirido por uma sociedade formada por 15% de capital privado e 85% do Estado, província de Entre Rios e o município de San José, o frigorífico homônimo foi o único das seis unidades do grupo na Argentina que foi vendido após a crise que abateu o setor entre 2008/09.
O San José, rebatizado como Processadora Pecuária Entrerriana S.A, "não está funcionando todos os dias, e se continuar assim, não vai ter outro remédio que fechar as portas, como aconteceu com outros", afirmou o secretário geral da Federação de empregados da Indústria da Carne, Alberto Fantini, ao jornal La Nación. O frigorífico tem capacidade instalada para o abate de entre 600 a 700 cabeças por dia e a situação da unidade é reflexo de uma longa crise, iniciada em 2007, com a imposição de cotas para exportações, elevados impostos e preços controlados.
À intervenção oficial somou-se a uma acentuada estiagem em 2008. E, em 2009, a crise se instalou no país. Os pecuaristas liquidaram as fêmeas em idade reprodutiva, afetando o volume do rebanho nacional, e migraram para o cultivo de soja e outros mais rentáveis. Com a intenção de aproveitar a generosa fatia de 28 mil toneladas da cota Hilton, a porção permitida para exportação de carne bovina à Europa com alíquotas preferenciais, a JBS chegou à Argentina em 2006, pouco antes das medidas oficiais de controles.
Em 2010, a JBS fechou o San José e outras quatro unidades. Apenas uma, de produtos processados, está em operação. Desde que a crise começou, 125 frigoríficos fecharam suas portas. Segundo Fantini, entre 13 mil a 15 mil operários perderam seus postos de trabalho. No ano passado, a presidente Cristina Kirchner anunciou a redução da alíquota dos impostos de exportações, de 15% a 5%, para a indústria de carnes processadas.
Porém, a medida não favoreceu o setor para recuperar o vigor. De acordo com a Câmara Argentina da Indústria de Carnes (Ciccra), o país perdeu competitividade, especialmente pela cotação do câmbio defasado. Outra empresa brasileira no país, a Marfrig, anunciou, no início do ano, que vai fechar duas unidades.
Nos primeiros cinco meses de 2013, as exportações argentinas de carne recuaram 10,3%, na comparação com igual período do ano passado, enquanto o consumo interno de carne bovina foi o maior desde 1960 e absorveu 93,2% da produção, segundo a Ciccra. O consumo per capita também aumentou 7,3%, a 60,7 quilos.
fonte: Rural BR

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ABHB lança selo Carne Certificada Hereford na Feicorte

Passo marca maior expansão da raça para o Brasil Central



Após 12 anos desde a criação do Programa Carne Pampa®, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) dá um importante passo para oferecer uma carne diferenciada ao consumidor com o lançamento do selo Carne Certificada Hereford® durante a 19ª edição Feicorte.

O selo de certificação Carne Certificada Hereford® acompanhará todas as marcas de carne certificadas pela ABHB, atestando a presença da qualidade das raças Hereford e Braford, assegurando a qualidade superior comprovada e garantia de origem na seleção especial de cortes de carne bovina, através de uma certificação independente e transparente.


Foi desenvolvido um novo selo para identificar a Carne Certificada Hereford®, que tem como slogan “A melhor carne para a melhor mesa: a sua”. “A maciez, o sabor e a suculência, associados à rusticidade e adaptabilidade dos animais que permitem que sejam criados em diferentes localidades geográficas, dão um toque único para a carne Hereford, que é o que pretendemos transmitir com esse novo selo”, afirma o superintendente da ABHB, Alfredo Bonet Drissen.



O lançamento marca também a expansão da carne Hereford pelo Brasil Central, que permite ampliar a oferta do produto pelo território nacional.


“Estamos dando um importante passo para aprimorar a oferta de uma carne caracterizada ao consumidor, com a garantia de que ele está adquirindo um produto proveniente de bovinos com procedência Hereford e Braford, certificada por profissionais credenciados pela ABHB, que acompanham toda a etapa, da seleção genética no campo à entrega no varejo. Também garante que a carne cumpre todas as normas sanitárias do MAPA, e é fiscalizada por vigilância sanitária, atestando qualidade e saúde na mesa de nosso consumidor”, afirma o presidente da ABHB, Fernando Lopa, destacando que, hoje, se trata do maior programa de carne certificada do Rio Grande do Sul e se expande rapidamente para todo o Brasil.

O próximo passo será uma campanha encabeçada pela Associação para conscientizar o consumidor sobre a importância de uma carne com origem garantida e qualidade certificada.


Para Eduardo Fornari, sócio do Vermelho Grill, premiado restaurante com unidades em Porto Alegre e Campo Grande, e que trabalha com um conceito de carne diferenciada, a parceria com a Associação para oferecer carne Hereford aos consumidores é fundamental, pois viabiliza a produção industrial da carne. “Direto com o frigorífico nós não conseguiríamos e com a parceria da ABHB é possível obter os cortes e volumes de acordo com o nosso negócio”, afirma Fornari.

A Carne Certificada Hereford® pode ser encontrada nas principais redes de varejo do Rio Grande do Sul (La Carniceria, Cia Zaffari e Carrefour), Santa Catarina (Boutique Grill e Hippo Supermercados, em Florianópolis; Speciale Supermercado, Casa de Carnes Fronteira, em Balneário Camboriú; Cooperativa de Produtos e Abastecimento do Vale do Itajaí – Cooper, em Blumenau; Hille Carnes, em Joinville; Supermercado Nardelli, em Rio do Sul; e Brasão Supermercados, em Chapecó), Paraná (SuperFestval, em Curitiba; SuperBeal, em Cascavel; SuperMuffato, em Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel; Açougue Rio Grande, em Curitiba; e Distribuidora Bady, em Ponta Grossa); São Paulo e Rio de Janeiro (Casa de Carnes Alphaville, Casa Santa Luzia, Cia Zaffari e Sams Club). No Rio Grande do Sul, a Carne Certificada Hereford® pode ser encontrada nos restaurantes Vermelho Grill, Marcato Restaurante e Pampa Burguer, e no Mato Grosso do Sul no Vermelho Grill Campo Grande.
Crescimento
O Carne Pampa® foi o primeiro programa de carne certificada do Brasil. Nesse período fortaleceu-se na região Sul do Brasil, proporcionando bonificações extras em relação ao valor da arroba a partir da parceria com os frigoríficos Silva e Marfrig, que possibilitou o início da expansão do programa para a região Centro-Oeste.



Em 2011, o programa registrou 78% de aumento com 38 mil animais certificados no Rio Grande do Sul. Em 2012, o crescimento foi de 48%, com 56 mil animais só no RS. Para os próximos dois anos, a expectativa é ultrapassar 100 mil animais certificados por ano em todo o país, crescimento que deve ser impulsionado pelo novo posicionamento da Carne Certificada Hereford.



Para aumentar a oferta de matéria-prima para suprir a demanda da alta gastronomia e apostando nas qualidades das raças Hereford e Braford, o Grupo Marfrig apresenta, a partir de julho de 2013, a nova tabela de bonificação para todo o Brasil, que possibilita premiar em até 10% do “preço de balcão” do frigorífico, configurando-se como a maior bonificação paga pelo frigorífico.



Mais informações: www.carnehereford.com.br

terça-feira, 18 de junho de 2013

Debate vai definir modelos para desenvolvimento da cadeia produtiva da carne


Foto destaque
  • Produtores e entidades representativas debatem com o governo a construção de políticas para o setor
Na reunião ordinária da Câmara Setorial da Carne Bovina, realizada na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, na tarde desta segunda-feira (17), os principais assuntos em pauta foram o programa de identificação bovina, a criação de um fundo estadual de desenvolvimento da cadeia produtiva e de um instituto da carne, o qual seria mantido pela parceria entre o poder público e a iniciativa privada. O encontro serviu para definir a realização de um seminário que discutirá os modelos de instituto e fundo para o desenvolvimento do setor.

Durante o encontro, coordenado pelo secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, foi aprovada a ata da reunião anterior e, em seguida, foi apresentado o Decreto, assinado pelo governador Tarso Genro em maio deste ano, que visa a criação de uma política de combate aos crimes do abigeato e ao abate irregular de animais.

Segundo o secretário, com a criação desse Grupo de Trabalho - que envolve, entre outras, as secretarias estaduais de Segurança, Agricultura, Fazenda, Saúde e Meio Ambiente - começam tentativas de desmantelar as quadrilhas de abigeatários que atuam no Estado. Entretanto, para isso, é necessária a efetiva participação dos produtores e entidades representativas. "Prender essas quadrilhas é uma questão de segurança pública, uma vez que essa ação criminosa ameaça também a integridade física de quem vive no meio rural. Para combater esse crime, que é realizado com muita inteligência, a polícia precisa trabalhar com transversalidade, cruzando informações, inclusive de consumidores, por isso, é tão importante a colaboração de todos", afirmou Mainardi.

A coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé, também apresentou a proposta de um Sistema Estadual de Identificação e Registro animal, que serviria de instrumento para a rastreabilidade bovina. A implantação deste Sistema visa diminuir os números assustadores que, de acordo com dados das inspeções federal, estadual e municipal, todo ano 500 mil animais são abatidos informalmente. Isso resulta num prejuízo anual para o Estado de 60 milhões. A rastreabilidade também contribui na organização e gestão das propriedades e na sanidade animal.

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, na oportunidade, demonstrou sua preocupação com as questões legais, sugerindo que a Secretaria da Agricultura aguarde a publicação das instruções normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o sistema estadual não fique em desacordo com o previsto na legislação federal.

Já ao discutir a elaboração do projeto de lei que cria o fundo e o instituto estadual da carne, os membros da Câmara Setorial definiram que antes de enviar o projeto à Assembléia Legislativa, seja realizado um seminário, ainda este mês, para a apresentação de diferentes modelos de fundos e institutos. Para o secretário da Agricultura, a constituição de um fundo público, pensando em políticas de Estado, paralelamente à criação de um instituto privado para executar as políticas de estímulo ao setor, se configura na melhor forma de gestão de recursos para a organização e fortalecimento da cadeia produtiva, visando principalmente o aumento da produção e a renda do produtor.

Participaram da reunião o secretário adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, o coordenador geral das Câmaras Setoriais, Milton Bernardes, representando o Ministério da Agricultura, Roberto Schroder, o vice-presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Weber, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, além de representantes de associações de produtores e instituições de ensino e pesquisa.

Texto: Juliana Brum
Foto: Vilmar da Rosa
Edição: Redação Secom 

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