quinta-feira, 4 de julho de 2013

Seminário O Pampa e O Gado inicia hoje em Lavras do Sul

por Marcelo Pimenta e Silva

Desde o ano de 2009, o Sindicato Rural de Lavras do Sul promove, anualmente, o seminário técnico O Pampa e O Gado. O evento nasceu com o objetivo de valorizar a pecuária sustentável, o ambiente natural do pampa, sua biodiversidade e, sobretudo, os bons resultados econômicos alcançados com a atividade.
A cada ano, O Pampa e O Gado mobiliza mais produtores e, segundo o Sindicato Rural de Lavras do Sul, o evento tem obtido ganhos visíveis. Antes ligado à Expolavras, o sindicato resolveu, no ano passado, conceder-lhe um cunho regional em que todas as questões relacionadas ao pampa gaúcho e à pecuária do Estado possam ser debatidas. Dessa forma, o evento, conforme a entidade, serve para incentivar ações como o programa Rede de Referência, o trabalho da Cites foi incrementado, núcleos de produtores de terneiros estão crescendo, a atividade da IG Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional foi retomada, os programas de carne de qualidade e selos raciais foram ampliados e o espaço para a assistência técnica especializada também vem crescendo.

Crescimento 
Em 2011, o evento se somou ao V Encuentro de Ganaderos de Pastizales, promovido pela Alianza del Pastizal, com o apoio da BirdLife Internacional e várias outras entidades representativas dos países integrantes do Bioma Pampa.
Já em 2012, com a participação de mais de 300 produtores, técnicos e estudantes, o IV Seminário O Pampa e O Gado contou com diversas entidades parceiras do setor agropecuário. De acordo com a diretoria do Sindicato Rural, o evento teve êxito em que as plenárias contaram com grande interação dos participantes com os palestrantes, possibilitando a criação de um documento conclusivo do encontro. Além disso, houve um Dia de Campo na Fazenda Sossego.  
Nesta edição, o 5º Seminário O Pampa e O Gado trará, nos seus dois dias, 4 e 5 de julho, palestras técnicas que abordarão principalmente as dificuldades que os produtores gaúchos encontram com a infestação do capim-annoni. A invasora, que é originária do continente africano, foi introduzida no Estado a partir da década de 50 e, se no início, era vista como uma forrageira com potencial, hoje traz diversos prejuízos aos produtores rurais. Para debater o tema, o seminário contará com representantes de instituições como Fepagro, Ufrgs, Unipampa, Embrapa Pecuária Sul, Sebrae e Epagri (Lages/SC).

Debate sobre capim-annoni
No encontro haverá demonstração aos produtores do aplicador de herbicida seletivo Campo Limpo. A máquina é uma das inovações tecnológicas desenvolvidas pela Embrapa Pecuária Sul para o controle da invasora. O pesquisador da unidade de Bagé, Naylor Pérez, participará do seminário e haverá demonstrações da máquina para os produtores.
O Seminário O Pampa e O Gado também terá atividade prática com uma tarde de campo no dia 4. O evento contará com a presença da Câmara Setorial da Carne do Rio Grande do Sul, com a realização de uma audiência pública, na tarde do dia 5. Há possibilidade, também, da presença do governador Tarso Genro durante o evento. 
Segundo um dos coordenadores do evento, Fernando Adauto Loureiro de Souza, O Pampa e O Gado é uma promoção que, inicialmente, buscou multiplicar a tecnologia, mas, em 2011, com a participação da Alianza del Pastizal, a conservação do pampas nativos, estimulando a agropecuária de corte, também passou a fazer parte do objetivo. ”Começamos a dar um rumo mais abrangente, discutindo aspectos técnicos, políticos e econômicos do Pampa”, diz ele.
A Alianza del Pastizal irá selecionar e contemplar três projetos relacionados à conservação do Bioma Pampa, no valor de R$ 10 mil cada.

Programação
4 de julho
8h – Inscrições
8h30min – Abertura
9h – Painel Capim-Annoni: situação atual, legislação, pesquisas e perspectivas
Moderador: José Carlos Paiva Severo (Sindicato Rural de Lavras do Sul)
Painelistas:
- Histórico de introdução: ações de pesquisa desenvolvidas antes da formação da rede de pesquisa em capim-annoni. Legislação – Zélia Castilhos (Fepagro); 
- Controle químico do capim-annoni: resultados e perspectivas futuras – Aldo Merotto (Ufrgs); 
- Impacto de distintos níveis de invasão de capim-annoni sobre a ingestão de forragem pelos animais – Carolina Bremm (Fepagro);
- Resultados e ações futuras da Rede de Pesquisa em capim-annoni – Naylor Perez (Embrapa).

Durante todo o dia haverá atendimento técnico da Embrapa Pecuária Sul no Parque, para esclarecer o funcionamento da máquina Campo Limpo aos interessados.

12h – Almoço
13h30min – Tarde de campo O Pampa e O Gado
Propriedades:
- Invernada das Lajes (Telmo Ferreira);
- São Jorge das Cordilheiras (Jorge Henrique Souza e Filhos).

5 de julho
8h – Painel Transferência de Tecnologia: exemplos de sucesso
Moderador: Acélio Fontoura (Unipampa)

Painelistas:
- A experiência do Instituto Plan Agropecuário do Uruguai na temática do Campo Natural: estratégias utilizadas de extensão e capacitação e contribuições nas políticas públicas – Marcelo Pereira Machín (Instituto Plan Agropecuário); 
- Juntos para Competir e Redes de Referência - Ângelo Aguinaga (Sebrae-RS);
- PISA: Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários - Davi Teixeira (SIA);
- Projeto Redes de Referência para pecuária conservacionista em SC – Cassiano Eduardo Pinto (Epagri – Lajes/SC).

Homenagem do Sindicato Rural à personalidade destaque do Pampa Gaúcho.
Entrega do Prêmio Produtor Conservacionista da Alianza del Pastizal a três produtores. 

12h – Almoço 
13h30min – Incentivos de Conservación de Pastizales Naturales: avances y perspectivas - Anibal Parera (coordenador Projeto BID/BPR);
14h15min – Relatoria e encaminhamentos - Carlos Nabinger (Ufrgs);
14h45min – Pronunciamento de autoridades;
15h30min – Audiência Pública com a Câmara Setorial da Cadeia da Carne Bovina.

fonte: Folha do Sul

Tarso anuncia envio do projeto da rastreabilidade à Assembléia

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai - Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini
O Governo do Estado encaminhará à Assembléia Legislativa, até a próxima semana, o projeto de lei que institui a identificação individual do rebanho bovino gaúcho. A rastreabilidade será obrigatória e gratuita para os pecuaristas. A medida foi anunciada pelo governador Tarso Genro, na manhã desta quinta-feira, no Sindicato Rural de Lavras do Sul, na abertura da quinta edição do Seminário “O Pampa e o Gado”.
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. Inicialmente, seria custeado por recursos do Governo Federal, alocados no orçamento da União através de uma emenda coletiva da bancada gaúcha no Congresso Nacional. Mas, a verba acabou sendo contingenciada e não foi liberada.
Agora, o governador Tarso decidiu que o Estado custeará a iniciativa que pretende, ao fim de cinco anos, identificar todo o rebanho bovino do Rio Grande do Sul. Conforme o governador, a implantação da rastreabilidade, além dos benefícios diretos para o produtor e para o consumidor, também produzirá resultados positivos para os cofres estaduais, com a redução da sonegação, do abigeato e do abate clandestino. “Aqueles que agem à sombra, que se beneficiam com aquelas práticas irregulares, ficarão perplexos”, comentou o governador.
De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões ao ano com a sonegação no setor da carne bovina. “Pelo menos 500 mil cabeças simplesmente desaparecem a cada ano”, justificou o secretário, ao informar que, no ano passado, por exemplo, no ano passado foram registrados cerca de dois milhões de nascimentos de bovinos no Estado, mas há indicadores de que nasceram entre 2,5 e 2,6 milhões de cabeças.
Mainardi disse que a medida trará benefícios para todos. “O produtor ganhará uma importante ferramenta para melhor a gestão de sua propriedade e mecanismo de valorização do seu produto”, explicou o secretário. O consumidor, disse, saberá o que está consumindo, onde foi produzido e em que condições. E o Estado, acrescentou, poderá melhorar consideravelmente seus controles sanitários. O secretário qualificou a data como “histórica para o desenvolvimento da pecuária gaúcha”.
O diretor-executivo do Sicadergs, Zulmar Moussale, saudou a medida. “Há pelo menos 15 anos ouço falar em rastreabilidade, sem avanços concretos”, apontou, para logo em seguida dizer que a adoção do sistema vai colocar a pecuária gaúcha num patamar de maior valorização. “Em Santa Catarina, por exemplo, não só a bovinocultura de corte se beneficiou com a identificação, pois o frango se valorizou e, agora, eles estão exportando suínos para o Japão, o mercado mais cobiça no mundo”, comentou Moussale, que acredita, ainda, na possibilidade de ocorrer redução na ociosidade média da indústria, que hoje gira em torno de 35%.
O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, depois de elogiar o “diálogo muito franco” que o governo estadual mantém com as representações do setor primário, frisou que há algumas divergências de posicionamento em questões como a criação dos fundos para o desenvolvimento das cadeias produtivas e na rastreabilidade.

Brasil consome mais carne que países desenvolvidos

Trabalho conjunto desenvolvido pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que em 2012 a população mundial consumiu, em média, 33,7 kg das quatro principais carnes (suína, de aves, bovina e ovina – pela ordem). Ao mesmo tempo, os dois órgãos projetam para 2022 um aumento de consumo da ordem de 6,2%.
Analisando-se, no gráfico abaixo, como anda esse consumo entre os países desenvolvidos e aqueles ainda em desenvolvimento, é notória a perversidade da distribuição, visto que o consumo dos primeiros se encontra 150% acima do consumo registrado nos países em desenvolvimento.
graf-carnes
Nas projeções FAO/OCDE, até 2022 o consumo dos países em desenvolvimento cresce mais celeremente que o dos desenvolvidos – 10,4% contra 4,3%. O que não vai eliminar a grande distância existente entre um bloco e outro.
Nesse cenário, o consumo de carnes dos brasileiros pode ser considerado extraordinário, pois supera até mesmo o dos países desenvolvidos. Assim, de acordo com estimativas da CONAB, em 2012 alcançou, considerada a disponibilidade aparente, 96,3 kg per capita, o que corresponde a praticamente o triplo da média mundial e a 50% a mais que o consumido nos países desenvolvidos.
Tais constatações sugerem que se encare com alguma reserva as projeções da AGE/MAPA de que o consumo global de carnes dos brasileiros tende a aumentar 31,1% até 2023. Porque o projetado implica em um consumo médio superior a 110 kg per capita de carnes, correspondendo a um volume cerca de 65% superior ao projetado pela FAO/OCDE para os países desenvolvidos.
Será que alcançaremos esse status dentro de uma década? Ou, melhor ainda: será que há espaço [no consumidor] para tão grande volume per capita de carnes?
Fonte: Avisite

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Previsão de crescimento das exportações de gado em pé do Pará e de até 500 mil cabeças no ano.

O estado do Pará, o maior exportador brasileiro de gado em pé, estima que este ano, o comércio internacional vai crescer para 500.000 cabeças.
Em 2012, 420.000 bovinos foram exportados com um faturamento de U$ 885 milhões de dólares americanos.
Venezuela foi o principal destino dos bovinos exportados do Pará, com um total de 368.496 animais, seguido pelo Líbano, com cerca de 66.000  bovinos e Egito terceiro com 10.957. As exportações de gado vivo representou 37% do PIB da pecuária do Estado e 22% do PIB de todo  agronegócio Paraense.
As expectativas para maior penetração no mercado internacional é reforçada após o Pará ser declarado livre de febre aftosa em todo o seu território.
Pronto para atender a essa demanda, este mês vai chegar no porto de Vila do Conde, o "Ocean Outback", um dos navios mais modernos do Mundo. Construído em 2010, com estrutura específica para transporte de animais, a um custo de U$ 50 milhões, que está equipado com a infra-estrutura necessária para atender às exigências de bem-estar animal.
Este barco é capaz de transportar até 6 mil cabeças de bovinos vivos ou 25 mil ovinos.
Fonte: Tardaguila agromercados, traduzido por Lund Negócios.

URUGUAY - Exportadores en pie buscan alternativas a Turquía

Las empresas que exportan ganado en pie siguen complicadas por los atrasos de las autoridades de Turquía en la liberación de los permisos de importación. Aunque desde el Ministerio de Ganadería se les ha dado tranquilidad en cuanto a que la vigencia de los permisos de exportación seguirá extendiéndose, la falta de definiciones desde Turquía genera incertidumbre y lleva a que se estén procurando destinos alternativos.
La situación más complicada es la de las empresas que tienen sus ganados comprados. Ayer en la reunión de los consignatarios se destacó el caso de una de las empresas que todavía no pagó varios de los lotes adquiridos, y que les dijo a los vendedores que si quieren pueden pasar por la concentración a retirar los animales.
Por el momento no se han encontrado posibilidades concretas para la colocación de las haciendas. Se manejan varias alternativas, entre ellas la de Rusia, desde donde se recibieron pocos meses atrás señales de interés, no sólo por animales para engorde sino también para reproducción.
fonte: Tardaguila Agromercados

MT: abate de fêmeas é 12,2% maior, deve haver redução de rebanho

Oferta e demanda
Segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA – MT) foi registrado no acumulado de janeiro a maio de 2013, ou seja, final da safra, o maior volume de abate de fêmeas para o período dos cinco primeiros meses de um ano. Nesse período de 2013 já foram enviadas ao gancho 1,29 milhão de cabeças de fêmeas bovinas, um volume 12,21% maior que o registrado no acumulado de 2012 (1,15 milhão de cabeças).
O ponto interessante da análise é que, em anos em que o abate de fêmeas foi elevado, ou melhor, foi igual ou superior a 10% do rebanho de fêmeas com mais de 24 meses, as matrizes e as futuras matrizes, o rebanho de bovinos no Estado diminuiu. Para este ano de 2013 o consumo ou abate do rebanho de fêmeas com mais de 24 meses do ano anterior está em 11%, tendendo assim a uma redução no rebanho de bovinos de corte em Mato Grosso.
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Preços da semana
O preço médio da arroba do boi no Estado de Mato Grosso está cotado a R$ 86,60, obtendo alta de 0,28% no comparativo com a semana anterior. Seguindo a mesma tendência, a fêmea também teve o valor da arroba valorizado, cotada atualmente a R$ 77,97, alta de R$ 0,18 no mesmo período de análise.
Noroeste: A região está com o preço médio em alta, valorizando cerca de R$ 0,25 a arroba do boi quando comparado à semana passada, hoje cotada a R$ 84,83.
Norte: O preço médio da arroba na região norte sofreu queda de 0,06% no comparativo com a semana anterior. Cotado hoje a R$ 84,41/@, a região demonstra desvalorização de R$ 0,05/@.
Nordeste: A arroba do boi gordo fechou cotada a R$ 84,50, obtendo a maior variação negativa do Estado, 0,63%, equivalente a menos R$ 0,54 em relação ao fechamento da última semana.
Médio-Norte: A arroba do boi gordo registrou durante esta semana uma leve variação de 0,13%, com uma valorização de R$ 0,11, fechando a cotação em R$ 84,90.
Oeste: Nesta semana o preço da arroba foi cotado a R$ 89,13 no município de Mirassol do Oeste, na sexta-feira. A média semanal na região oeste do Estado foi de R$ 88,60/@, uma variação positiva de 0,76%, variando o preço da arroba R$ 0,67 em relação ao da semana passada.
Centro-Sul: Comercializada a R$ 89,85/@, na quinta-feira, no município de Primavera do Leste, a média da semana para a região centro-sul foi de R$ 89,04/@, demonstrando uma valorização de 0,59% nos preços em relação à última cotação, que foi de R$ 88,52/@.
Sudeste: A média semanal da região sudeste foi fechada a R$ 88,96/@, obtendo a melhor variação positiva do Estado, de 0,83%, um aumento de R$ 0,73 no preço da arroba do boi gordo à vista. No município de Itiquira o preço médio de comercialização foi de R$ 90,00/@ na última segunda-feira.
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Reposição
O bezerro desmama segue valorizado em Mato Grosso, atingindo o recorde histórico para a categoria. Atualmente as cotações realizadas pelo Imea apontam um preço médio nominal para o Estado de R$ 678,44/cabeça para o bezerro desmama, o que representa uma elevação de 1,18% ante a média de preço, já recorde, de maio (R$ 670,50/cabeça).
Na comparação anual os preços estão consideravelmente mais valorizados, 7,22% na realidade. A baixa rentabilidade da cria que está contribuindo para o aumento do descarte de fêmeas em Mato Grosso, principalmente das jovens (24 a 36 meses), tende a manter o preço do bezerro desmama em patamares elevados, por uma questão de restrição da oferta futura da categoria.
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Relação de troca
Segundo o levantamento de custos de produção e benfeitorias do Imea, o preço do carrapaticida foi de R$ 40,14/litro em maio, apresentando uma variação positiva de 0,10% ante o preço de abril (R$ 40,10/litro). Por outro lado, a variação mensal de preços da arroba do boi gordo foi negativa em 1,03%, deixando o patamar de preços de R$ 87,70 em abril e chegando ao nível de R$ 86,70 em maio.
Assim, no mês de maio a relação de troca entre a arroba do boi gordo e o carrapaticida variou próximo da estabilidade, porém, ficando mais desfavorável ao pecuarista mato-grossense. Isso porque em abril era possível comprar 2,18 litros do carrapaticida com uma arroba, já em maio, foi possível comprar 2,16 litros do produto com uma arroba do boi gordo em Mato Grosso, ou seja, menos produto.
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Fonte: IMEA, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

MAPA aponta tendências das carnes para a próxima década

Como faz anualmente, a Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura divulgou, nos últimos dias de junho, suas projeções para o agronegócio brasileiro, agora relativas à década 2013/2023.

E a primeira constatação tirada do relatório divulgado é a de que a carne de frango tende, doravante, a apresentar índices de evolução senão menores, em alguns casos bem mais modestos que os das duas outras carnes, a bovina e a suína.

Em relação ao consumo interno, por exemplo, o frango deve registrar expansão de 26,2% (pouco mais de 2% ao ano), o que o coloca “no meio” das duas carnes. Ou seja, acima da suína, com aumento previsto em 18,9%; mas abaixo da carne bovina, cujo consumo tende a um crescimento superior a 40%.

Já na exportação, o previsto para a carne de frango é uma evolução inferior à das carnes suína e bovina. Pois enquanto estas assinalam crescimento acumulado em torno dos 29%, o apontado para a carne de frango é menos da metade disso, ou seja, algo próximo dos 14% em dez anos ou cerca de 1,6% ao ano.

E o que isso representa em termos de produção? No relatório que acaba de divulgar, a AGE do MAPA projeta expansão decenal de 46,4% para a carne de frango e lembra que isso corresponde a um incremento médio de 3,9% ao ano.

Como, porém, os índices de expansão previstos tanto para o consumo interno (+26,2%) como para a exportação (+13,7%) são inferiores, parece haver nessa projeção alguma incongruência. Mas qual?

Para seus cálculos, a AGE/MAPA utilizou projeções da CONAB, que prevê para o corrente exercício produção total de 13,277 milhões de toneladas de carne de frango e exportações da ordem de pouco mais de 4,113 milhões de toneladas. Portanto, restariam para o consumo interno cerca de 9,164 milhões de toneladas do produto.

Sabe-se, a esta altura, que essas previsões estão superestimadas. 

Mesmo assim, aplicando-se a elas os índices de expansão apontados pela AGE/MAPA (13,7% para as exportações; 26,2% para o consumo interno) tem-se, para 2023, exportações de 4,675 milhões de toneladas e consumo interno de 11,561 milhões de toneladas – valores que estão presentes no relatório apresentado.

O único senão, neste caso, é que a soma desses dois fatores corresponde a uma produção de 16,236 milhões de toneladas. E isto representa aumento de pouco mais de 22% - 20 pontos percentuais a menos que o indicado no trabalho da AGE/MAPA e o equivalente a menos de 2,5% ao ano.

É verdade que, nas projeções efetuadas, podem ter sido levados em conta os limites máximos previstos tanto para a exportação como para o consumo. Mas, nas condições internas e externas aí presentes, é melhor não contar tão cedo com o “ovo da galinha”. 

CARNES:

Tendência de expansão decenal
Consumo interno e exportação - 2013/2023

CONSUMO INTERNO

Bovina - 42,8
Suína - 18,9
Frango - 26,2
Total - 31,3

EXPORTAÇÃO

Bovina - 28,9
Suína - 29,4
Frango - 13,7
Total - 19,3


Fonte: Avisite

Marfrig Alimentos irá dividir sua divisão de carne bovina



Por Bob Moser 

A Marfrig Alimentos irá dividir sua divisão Marfrig Beef em duas unidades operacionais com foco no Brasil e nos países Cone Sul da América do Sul, anunciou a empresa em nota na segunda-feira (1). 

A partir do dia 1° de setembro, a Marfrig Beef Brasil será liderada pelo CEO Andrew Murchie.
Por enquanto, Martin Secco ocupará o cargo de CEO da Marfrig Beef Cone Sul, que abrange Argentina, Chile, Uruguai, o Estado do Rio Grande do Sul, além do Pampeano.
Ambos executivos vão se reportar diretamente a Sergio Rial, que está em processo de transição de seu cargo de CEO da Seara para ser CEO do Grupo Marfrig a partir do dia 1º de janeiro de 2014.
Marcos Molina assumirá a posição de presidente do conselho de administração.

Murchie atuou como CEO da Marfrig Beef Brasil desde fevereiro de 2012. Ele tem 20 anos de experiência no setor brasileiro de carne bovina em empresas como a Anglo Alimentos SA, BF Alimentos e Grupo Friboi.
Ele entrou a Marfrig em 2003, como diretor comercial da Marfrig Beef.

Com 25 anos no setor de carne bovina, Secco trabalha no Grupo Marfrig desde 2007. Ele é responsável pelas operações da empresa no Uruguai e Chile.

O atual CEO da divisão Marfrig Beef, James Cruden, vai se aposentar após nove anos no cargo e uma carreira de 47 anos na indústria da carne. Ele vai permanecer no comando da Marfrig Beef até o dia 31 de agosto.

fonte: CarneTec

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nova linha de carnes especiais do Programa Carne Angus Certificada: VPJ Black Angus – Reserva Especial -

O processo terá o acompanhamento da auditoria da AUS-Qual garantindo animais de pelagem preta
O último dia 19, durante a 19ª Feicorte, marcou uma estreia especial para a carne Angus. A VPJ Alimentos (Pirassununga/SP) lançou a nova linha de carnes especiais do Programa Carne Angus Certificada, a VPJ Black Angus – Reserva Especial, com cortes de qualidade superior, oriundos de uma seleção exclusiva de animais da raça. A revista feed&food noticiou o ocorrido no dia do lançamento. Acesse aqui.
Para a obtenção do produto destinado à linha, dentro dos abates realizados diariamente pela VPJ Alimentos em vários Estados brasileiros, são selecionadas apenas carcaças provenientes de animais de pelagem preta (Black Angus).
Todo o processo tem o acompanhamento e a chancela da Associação Brasileira de Angus (ABA, Porto Alegre/RS) e a auditoria da AUS-Qual, conferindo à carne a garantia de ser um produto superior.
Somente cortes com a qualidade VPJ Angus e com destacada marmorização são aprovados na linha de produção, sendo disponibilizados inicialmente ao consumidor em 10 opções especiais, que são congelados no auge do sabor e maciez para selar sua essência natural e garantir seu frescor, fácil acondicionamento e conveniência. Os produtos são apresentados em sofisticadas embalagens, desenvolvidas especialmente para esta nova linha.

A embalagem do produto revela um conceito mais refinado da carne
Confira os cortes da linha Black Angus – Reserva Especial:
Rumpsteak (Picanha)
Flank Steak (Fraldinha)
Striploin (Bife de Contra-Filé)
Tenderloin Steak (Medalhão de Filet Mignon)
Prime Rib
Ribeye Beef
T-Bone
Porterhouse
Top Sirloin (Alcatra)
Strip Rib (Assado de Tira)
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Abate de fêmeas é reflexo de crise na pecuária



Sem renda, o produtor precisa reduzir o plantel para garantir permanência na atividade


O aumento do abate de fêmeas está sendo registrado desde 2011 e neste início de 2013 ele se consolidou em Mato Grosso. Levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agropecuária (Imea) a pedido da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) aponta que nos primeiros cinco meses deste ano, mais da metade dos animais abatidos foi fêmea. Ao todo, foram abatidas 1,28 milhão de matrizes, o que representa 53% do total até maio.

Esta evolução na participação das fêmeas nos abates é influenciada por uma série de fatores que compõem a cadeia da carne. De acordo com Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, o início deste movimento ocorreu com os problemas nas pastagens, primeiramente devido à seca em 2010 e depois devido ao ataque de cigarrinhas em 2011. “Com o pasto degradado e sem renda para fazer a recuperação o produtor é obrigado a reduzir o plantel e para isso envia as fêmeas para o frigorífico”.

O prolongamento da situação, entretanto, é de cunho financeiro, explica Vacari. “A função da fêmea é gerar bezerros e não há motivos para liquidar o rebanho quando há lucro na atividade. Porém, os preços pagos aos produtores não remuneram a atividade como deveria e não permite investimentos”, afirma Luciano Vacaria ao comentar que a crise de 2012 e 2013 é de renda.

As consequências deste aumento da participação das fêmeas nos abates no Estado são de longo prazo e ainda não estão sendo percebidas no mercado. O chamado ‘apagão de bezerros’ deverá ocorrer intensamente a partir do que vem. “Este ano estamos vendo uma ligeira valorização do bezerro e até 2015 faltará bezerros no mercado e toda cadeia sentirá o reflexo disso”, explica Vacari.

O bezerro é considerado a moeda da pecuária e quando falta bezerro todos os elos que compõem a cadeia da pecuária são influenciados. Luciano Vacari explica que quando há aumento no preço do bezerro, a arroba também tende a ser valorizada e consequentemente isso chega ao consumidor final. “Quando há aumento no preço da arroba isso é refletido no mercado de carnes, mas nem sempre a proporção é a mesma. O varejo tende a majorar a valorização, prejudicando o consumidor de carne”.

REDUÇÃO NO REBANHO

A crescente participação das fêmeas nos abates terá como consequência a redução no rebanho comercial de Mato Grosso, atualmente com 28,6 milhões de animais e considerado o maior do país. Levantamento do Imea aponta que, sempre que o abate de fêmeas em um ano equivale a 10% ou mais do total de vacas há uma redução no rebanho total.

Assim, Luciano Vacari afirma que a partir deste ano a redução no rebanho mato-grossense será mais acentuada. “Ano passado houve uma variação de 1,8%, mas até 2015 a redução do rebanho será progressiva e mais impactante para o Estado”.

Agrolink com informações de assessoria

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Comitiva russa desembarca no domingo no país para visitar frigoríficos

Russos ficarão no Brasil duas semanas para visitar 16 estabelecimentos, incluindo o Estado

Comitiva russa desembarca no domingo no país para visitar frigoríficos Jean Schwarz/Agencia RBS
Em 2012, grupo que esteve no Estado teve direito a tapete vermelho na chegada à CapitalFoto: Jean Schwarz / Agencia RBS
Gisele Loeblein
Desembarca no domingo nova comitiva da Rússia que ficará duas semanas no país visitando frigoríficos. Conforme o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, serão 16 estabelecimentos,10 de bovinos, cinco de suínos e um de aves. 

Estão incluídas nesta lista unidades localizadas no Rio Grande do Sul. No ano passado, o grupo que esteve no Estado teve direito até a tapete vermelho na chegada à Capital (foto). 

Embora o secretário afirme que a pauta da missão não é o embargo e, sim,uma vistoria de rotina,a presença dos russos renova as esperanças quanto a possíveis desdobramentos para a restrição imposta aos embarques de unidades de Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, que completou dois anos.

Em abril,duas plantas paranaenses foram habilitadas a vender frango. Com relação à indústria de suínos – que comemora a retomada dos embarques para a Ucrânia –, Porto diz que há expectativa de que novas plantas sejam habilitadas pelos russos – hoje, são duas catarinenses, uma mineira e uma goiana.
ZERO HORA

Boi gordo: ofertas de compra a preços maiores estão mais frequentes

por Douglas Coelho


A disponibilidade enxuta de animais terminados tem gerado negócios em preços mais altos. Parte dos frigoríficos paulistas subiu os preços em relação ao início da semana.

Em São Paulo, a referência para o boi gordo está em R$99,50/@, à vista, e R$100,50/@, a prazo.

As programações de abate não estão confortáveis e atendem, em média, três dias úteis no estado.

No atacado de carne com osso, os preços do dianteiro e da ponta de agulha puxaram as valorizações.

O boi casado de animais castrados é negociado por R$6,30/kg, alta de 0,5% frente ao início desta semana.

A perspectiva é de cotações firmes para o boi gordo nos próximos dias.

Pelo lado da oferta, as boiadas de confinamento não são negociadas em volume suficiente para pressionar os preços. Além disto, a expectativa de melhora da movimentação no atacado colabora com o cenário de firmeza.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Brasileiro eleva consumo de carne para 42 quilos por ano, aponta CNA

O consumo de carne no Brasil cresceu de 36 quilos por pessoa por ano em 2010 para 42 quilos neste ano, confirmando que o Brasil é uma boa opção de mercado. A afirmação é da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, durante palestra “A visão do setor produtivo”, apresentada para cerca de mil empreendedores rurais de 11 países, nessa quarta, dia 26, no Congresso Internacional da Carne, em Goiânia.
– Estamos bem no mercado externo, a Europa é um exemplo disso. De tudo o que importam, 20% sai do Brasil. Mas nosso foco tem sido a China, queremos aumentar a cultura de consumo de carne naquele país e estamos agindo nesse sentido, sem desvalorizarmos o consumo dos brasileiros, que faz toda a diferença – afirmou Kátia Abreu.
Para o diretor de relações institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Rogério Beretta, o acréscimo no consumo é reflexo dos gastos com a produção.
– As tecnologias desenvolvidas no Brasil deixam os custos de produção mais baratos do que em outros países, fazendo com que o preço para o consumidor seja mais atrativo – afirma Beretta, ao comparar o custo de produção da carne do Brasil, que chega a US$ 3 por quilo, com a carne da Europa, que pode custar US$ 6.
O debate intermediado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, envolveu produtores rurais e pesquisadores da Austrália, Inglaterra, França, China, Argentina, Uruguai, Colômbia, Estados Unidos, México e Paraguai, que trocam informações com pecuaristas brasileiros, no intuito de alavancar o setor, tornando-o positivo para produtores e consumidores no que diz respeito à produção, preço e qualidade da carne.
Divulgando o tema do evento, “A melhor carne para alimentar o mundo”, o representante do International Meat Secretariat (IMS), Hsin Chung Huan, declarou sua admiração pela pecuária brasileira.
– Se a busca é pela melhor carne para alimentar o mundo, estamos no lugar certo – afirmou Huan antes de convidar os brasileiros a participarem do Congresso de 2014, na China, ressaltando o sucesso das edições anteriores em Paris e em Campo Grande (MS).
Fonte: Famasul

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Frigol é a nova parceira do Programa Carne Angus Certificada

expectativa é que sejam abatidos 800 animais por mês, declara o gerente da Frigol
A Frigol, com planta frigorífica em Lençóis Paulista (SP), é a mais nova parceira do Programa Carne Angus Certificada. O acordo foi assinado nesta quarta-feira, 19, no coquetel realizado durante a 19ª Feicorte, em São Paulo (SP). Agora o programa de certificação de carne da Associação Brasileira de Angus conta com oito frigoríficos parceiros, com 18 plantas distribuídas em sete Estados (RS, SC, PR, SP, MS, MT e GO).
Com a parceria, a expectativa é de que sejam abatidos 800 animais certificados por mês pelo programa, de acordo com o gerente Comercial da Frigol, Dorival Jr. A empresa alimentícia já possui a linha de cortes especiais ‘Prime Beef Angus Frigol’, que deverá receber o selo do Programa Carne Angus Certificada. “Com a chancela, com certeza agregaremos muito valor ao nosso produto. Há tempos buscávamos esta parceria que nos dá a autenticidade de um produto de qualidade superior”, comemora Dorival.
A importância estratégica da nova parceira, devido à localização de sua planta frigorífica, é ressaltada pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques. “Lençóis Paulista está em uma região central de São Paulo. Por isso, confiamos que com a Frigol o Programa Carne Angus Certificada estará acessível a produtores de praticamente todo o Estado”, destaca.
Para o diretor do Programa de Certificação, Reynaldo Tittof Salvador, o acordo representa a evolução do planejamento da Angus Brasil de expandir a raça para diversas regiões do País. “Com a nova planta integrando o programa, já são 11 unidades frigoríficas instaladas no Sudeste e Centro-Oeste. Somos cada vez mais uma raça adaptada à pecuária tropical”, enfatiza Salvador.
Pecuária Sustentável. Outra novidade apresentada durante a 19ª Feicorte, segundo o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, será a entrada da Angus no Grupo de Pecuária Sustentável, que discute o desenvolvimento de práticas sustentáveis para a cadeia produtiva da carne nacional e conta com as maiores empresas e entidades do País ligadas à atividade.
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

Pecuaristas paralisarão fornecimento de bovinos à indústria por 1 mês


O objetivo é chamar a atenção do poder público para as demandas do setor produtivo, entre elas o fim das demarcações de terras indígenas, que têm causado insegurança jurídica aos proprietários rurais.
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paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro,
Um grupo de produtores rurais do Mato Grosso do Sul lançou a Semana da Dependência. O movimento, que buscará a adesão de pecuaristas de todo o Brasil, paralisará o fornecimento de carne bovina para as indústrias, desabastecendo os estoques do país dentro de sete dias a partir de seu início, já que aproximadamente uma semana é o período máximo de armazenagem do alimento dentro do frigorífico. 

Mobilizados, os produtores rurais pretendem redigir uma lista de todas as demandas do setor para ser enviada Governo Federal, que serão consequentemente benéficas para sociedade, como entendem os organizadores da Semana da Dependência, como o barateamento dos alimentos nos supermercados. 

A paralisação no abate de gado de corte começará no dia 20 de agosto e seguirá até o dia 20 de setembro, evidenciando a falta de carne bovina nos açougues durante o feriado do Dia da Independência, 7 de setembro. 

fonte: Noticias da Pecuária

Abate de bovinos no primeiro trimestre de 2013 é recorde, aumentando 12,7%, abate de fêmeas também cresce (IBGE)

No primeiro trimestre de 2013 (1T13), foram abatidas 8,134 milhões de cabeças de bovinos, representando decréscimo de 0,7% em relação ao trimestre anterior e aumento de 12,7% frente ao primeiro trimestre de 2012. Geralmente, o abate de bovinos no primeiro trimestre é menor que no último trimestre do ano, destacando que a quantidade de bovinos abatidos no 1T13 foi a maior registrada em um primeiro trimestre e a do 4T12 foi a marca recorde da série histórica do abate de bovinos (Gráfico I.1), desde 1997, quando a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais foi iniciada.
O peso acumulado de carcaças no 1T13 (1,903 milhão de toneladas) tendeu a acompanhar o abate de bovinos, havendo retração de 2,4% frente ao trimestre  anterior e aumento de 13,2% em relação ao 1T12. O peso acumulado de carcaças de bovinos registrado no 1T13 também foi o maior registrado em um primeiro trimestre (Gráfico I.2).
De acordo com o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o indicador oficial da inflação brasileira, enquanto os subitens da carne bovina apresentaram deflação média de 0,89% no acumulado de janeiro a março de 2013, todos os demais produtos de origem animal (Carne de porco; Carne de carneiro; Pescados; Carnes e peixes industrializados; Aves e ovos; Leites e derivados) apresentaram aumento de preço no referido período. No acumulado dos últimos 12 meses, a carne bovina foi a proteína animal com menor aumento de preço (2,15%), ficando abaixo do índice geral da inflação calculado para o período (6,6%).
Segundo o indicador ESALQ/BM&F Bovespa do Cepea, o preço médio da arroba bovina de janeiro a março de 2013 foi de R$ 97,91, variando de R$ 97,02 a R$ 99,29. No mesmo período do ano anterior, o preço médio da arroba bovina foi de R$ 96,65, representando aumento da ordem de 1,31% no comparativo entre os primeiros trimestres 2013/2012.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação brasileira de carne bovina in natura no 1T13 teve melhor desempenho que no mesmo período do ano anterior, tanto em volume como em faturamento, mas apresentou decréscimo nesses dois quesitos no comparativo com o 4T12 (Tabela I.1). O preço médio da tonelada de carne bovina in natura exportada de janeiro a março de 2013 recuou 5,6% e 3,5% frente à igual período de 2012 e ao 4o trimestre de 2012, respectivamente.
Rússia (29,0%), Hong Kong (18,5%), Venezuela (14,4%), Chile (7,2%), Egito (6,9%), Irã (2,7%), Itália (2,5%), Israel (2,4), Holanda (1,9) e Líbia (1,8) foram os dez principais países importadores da carne bovina in natura do Brasil no 1o trimestre de 2013, respondendo juntos por 87,2% das importações do produto.
Pela série histórica da participação de machos e fêmeas no abate total de bovinos (Gráfico I.3), observa-se que o primeiro trimestre de cada ano é o período no qual o abate de fêmeas geralmente alcança seu pico. Esse período é caracterizado pelo abate de matrizes improdutivas, quando os pecuaristas intensificam o abate de fêmeas para cumprir com compromissos de contrato, resguardando os machos, à espera da engorda.
Todas as Grandes Regiões do Brasil apresentaram aumento da quantidade de bovinos abatidos, no comparativo do 1T13 com o mesmo período do ano anterior. Esses incrementos foram da ordem de 17,5% no Centro-Oeste; 18,1% no Sudeste; 6,2% no Norte; 8,0% no Sul; e 2,3% no Nordeste. Entretanto, a Região Nordeste foi a única que apresentou decréscimo (-2,4%) no peso acumulado das carcaças produzidas. Verificou-se que o peso médio das carcaças produzidas no 1T13 (216 kg de carcaça), nesta Região, foi 10 kg menor que no 1o trimestre do ano anterior (226 kg de carcaça), sugerindo que pecuaristas com receio de terem maiores perdas com a seca, desfizeram-se de seus animais.
No ranking do abate de bovinos por Unidade da Federação (Gráfico I.4), os estados ocupantes das 11 primeiras posições apresentaram aumento da quantidade de cabeças abatidas, no comparativo do 1o trimestre de 2013 com o mesmo período do ano anterior. Todos esses estados também apresentaram incremento das exportações de carne bovina in natura, nesse mesmo comparativo (Tabela I.2; Secex, 2013), auxiliando a explicar parte do incremento do abate de bovinos nesses estados. Os Estados do Maranhão e Santa Catarina, que apresentaram decréscimo no abate de bovinos (Gráfico I.4) também apresentaram decréscimo nas exportações da carne bovina in natura (Tabela I.2; Secex, 2013).
No 1° trimestre de 2013, participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais 1.324 informantes do abate de bovinos. Dentre eles, 215 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 422 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 687 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 79,6%; 14,5% e 5,8% do peso acumulado das carcaças produzidas. Todas as Unidades da Federação apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária.
Fonte: IBGE, resumida e adaptada pelo Time BeefPoint.

Cotações - Tabela de bonificações / Carne Pampa


 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 26/06/2013
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 25/06/2013 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 7,00R$ 6,95
KG VivoR$ 3,50R$ 3,48
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,64R$ 6,58
KG VivoR$ 3,15R$ 3,13
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

tabela de bonificações

tabela_nova_bonificacao.jpg (3782×2449)
fonte: Associação Brasileira de Hereford e Braford

Aumentou a participação de fêmeas nos abates no primeiro trimestre

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento de 12,7% nos abates de bovinos sob algum tipo de inspeção (federal, estadual ou municipal) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Foram 8,13 milhões de cabeças, ante 7,22 milhões no mesmo intervalo de 2012.

A participação de fêmeas nos abates aumentou 1,4 ponto percentual, passando de 45,5% no primeiro trimestre do último ano, para 46,9% neste. Figura 1.


Os abates de fêmeas (vacas e novilhas) somaram 3,82 milhões até março, acréscimo de 16,3%, na comparação com o resultado do início de 2012.

No mesmo intervalo os abates de machos (bois e novilhos) aumentaram 9,7%, de 3,94 milhões, para 4,32 milhões.

O aumento da oferta e participação de fêmeas nos abates corrobora com a fase de preços em baixa observada atualmente.

De janeiro a meados de junho de 2013, a cotação média em São Paulo foi 4,5% menor que no mesmo período de 2012, em valores deflacionados pelo IGP-DI.