quarta-feira, 10 de julho de 2013

COTAÇÔES CARNE PAMPA









 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 10/07/2013
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 09/07/2013 - PRAÇA RS


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MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 7,20R$ 7,07
KG VivoR$ 3,60R$ 3,54
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,70R$ 6,70
KG VivoR$ 3,18R$ 3,18
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
fonte: Associação Brasileira de Hereford e Braford

Pecuária perderá 15 milhões de hectares para lavouras no Brasil em 20 anos

Projeção para os próximos 20 anos exigirá maior eficiência na produção de gado de corte

Pecuária perderá 15 milhões de hectares para lavouras no país em 20 anos Camila Telles/Especial

Gisele Loeblein
gisele.loeblein@zerohora.com.br
Tornar a pecuária de corte mais eficiente é o grande desafio dos produtores gaúchos diante do avanço de grãos, em especial da soja, para novas áreas, como a Metade Sul do Estado. Nos próximos 20 anos, a previsão é de que a pecuária perca aproximadamente 15 milhões de hectares no país para a produção de grãos.

O assunto é tema do 46ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, realizado nesta sexta-feira em Lagoa Vermelha, nos Campos de Cima da Serra, pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Entre as necessidades, a de melhorar o índice de terneiros desmamados — atualmente, a proporção é de 56 para cada cem vacas, quando o ideal seria cerca de 80.

— A soja está avançando no Estado e a pecuária ou mostra a sua eficiência, ou perde espaço — afirma o professor do departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Piva Lobato.

Mas a pecuária pode se beneficiar desse movimento, com a utilização das áreas de lavoura de verão para a produção de pastagens de inverno e de início de primavera. A integração de lavoura com pecuária já vem produzindo resultados positivos em propriedades gaúchas.

— Culpar a lavoura não é a maneira mais correta de responder à pergunta "de onde virão os terneiros — diz o veterinário Silvio Menegassi, consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), em uma referência ao tema do debate.

fonte: ZERO HORA

URUGUAY - No hay cambios en el negocio de la exportación en pie

Las noticias provenientes de Turquía, en el sentido que el mercado uruguayo está habilitado para la importación de ganados en pie, no implicaron ningún cambio en las condiciones operativas de los últimos tiempos con destino a ese mercado. El presidente dela Asociaciónde Exportadores, Alejandro Dutra, indicó en las últimas horas, que se está trabajando en la búsqueda de nuevos mercados.
Por otra parte, alguna empresa exportadora está comprando terneros, pero sin tener definido una fecha de embarque. Un operador de negocios que está participando de la operativa, indicó que dado que se está comprando en lotes chicos –uno o dos camiones- no incide en el mercado de la categoría. Como hay disponible una infraestructura para la concentración previa, se van comprando animales para hacer la sanidad y acostumbrarlos a comer ración. Pero el negocio ya no tiene el efecto de los momentos cuando había certeza de los embarques y los exportadores salían a comprar hasta 20 y 30 mil terneros, se indicó.
fonte: Tardaguila Agromercados

URUGUAY - Terneros cotizaron 5% al alza y vacas más de 3,5% en Lote 21

Invierno eran los de antes; ahora terneros y vacas se pagan más que en otoño. En el remate de Lote 21, se ratificó la tendencia al alza de varias categorías de reposición e inclusive de algunas con destino a la cría. Sobresalieron los terneros que registraron una suba en promedio de 5,29%, con una comercialización ágil. Sin dudas la oferta disminuyó con relación a los importantes volúmenes de haciendas comercializadas en el transcurso de mayo y junio y también probablemente hubo más gente de lo habitual, que dejó para comprar a comienzos del invierno, pensando en precios en baja, opinó un rematador con larga trayectoria en los negocios ganaderos.
También es una realidad, que los invernadores están mucho mejor preparados para la época estival que tiempo atrás, con buenos verdeos y diversidad de opciones para suplementar y ello seguramente también es la razón de los 12 centavos arriba que hicieron los terneros en promedio, respecto al remate de junio.
Las vacas para invernada se vendieron a US$ 1,47 el kilo promedio, que representó una suba de 3,52%. El precio máximo alcanzó a US$ 1,58 que se pagó por un buen lote cruza que pesaban más de 450 kilos y representaban la posibilidad de un negocio corto.
Pero también se valorizaron los novillitos de 1 a 2 años y las terneras que se pagaron en promedio US$ 2,01, más de 3,6% respecto a los valores de junio.
Fonte: Tardaguila Agromercados

Analistas projetam preços firmes para arroba do boi no terceiro trimestre


Sustentados pela oferta limitada de animais de pasto e na expectativa de um volume pequeno de bois de confinamento, os preços da arroba do boi gordo devem ficar firmes no terceiro trimestre de 2013.

A projeção positiva para o mercado interno vem é dos analistas do Rabobank Guilherme Melo, Albert Vernooij e Don Close. Segundo os especialistas, a demanda oriunda das exportações também será fator de suporte.

Os analistas fazem, porém, uma importante ressalva tendo como base as cotações de outras carnes. Eles acrescentaram que o aumento da inflação e a queda dos preços da carne suína e de frango podem limitar a alta das cotações da carne bovina no mercado brasileiro.

“Os preços baixos de aves e suínos vivos podem limitar a alta da arroba do boi gordo no país. Mesmo assim, o cenário geral é positivo para as margens das empresas de alimentos”, declararam.

Mercado global com tendência de pequeno aumento -

De acordo com os analistas do mercado de carnes, o fornecimento de carne bovina permanecerá perto do nível de 2012, com uma tendência de um pequeno aumento oriundo dos países do Hemisfério Sul.

O aumento da oferta de carne bovina, segundo os analistas, será conduzido principalmente por Brasil, Austrália, Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, juntamente com a continuação de liquidação da oferta de carne bovina dos EUA, dado o abate em curso do rebanho de vaca. Além disso, as exportações da Índia devem ser moderadas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Governo gaúcho estuda política de incentivos para conservar o Pampa

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio - Foto: Vilmar da Rosa
A secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio vai elaborar estudo para apontar alternativas de incentivos públicos aos produtores que participarem dos programas desenvolvidos pela Alianza para Conservação del Pastizal. O trabalho será coordenado pelo professor Felipe Jochims, doutor em Zootecnica pela Universidade Federal de Santa Maria.
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, durante reunião coordenada pelo secretário adjunto, Claudio Fioreze, que contou com a participação dos coordenadores e do grupo técnico do Programa de Incentivos Para La Conservacíon De Pastizal es Naturales En El Cono Sur.
A Alianca del Pastizal é uma iniciativa para a conservação dos pastos naturais do Cone Sul da América, formado pelas regiões que constituem o Bioma Pampa, como a Savana Uruguaia, onde também situa-se a o pampa gaúcho, o pampa úmido, semiárido e savana mesopotámica na Argentina e os pastos das Missões no Paraguai. “Objetivo da alianza del Pastizal é o manejo sustentável das pastagens naturais que ocorre na região sul do estado, assim como sua conservação”, disse Fioreze.
Jochims será responsável por fazer, no prazo de 60 dias, o levantamento das possibilidades de incentivos oficiais para futuramente, os produtores que conservam obterem vantagens.
Na ocasião, também ficou definido que no dia 26 de agosto, durante a Expointer 2013, será apresentado o levantamento da evolução do projeto. Também será discutido o Índice de Conservação dos Pastizales (ICP) e o andamento da consultoria contratada.
Estiveram presentes os coordenadores da Alianza del Pastizal, Rogério Jaworski dos Santos, o argentino Anibal Parera e o uruguaio Rafael Sarno, a representante da Secretaria do Meio Ambiente, Bióloga Luiza Chomenko, e o coordenador de Políticas Públicas da Secretaria da Agricultura, Eng. Agrônomo, Dilson Bisognin.

Terneros - Uruguay tendrá una producción récord, pero hay que ver si está preparado


La mesa estaba servida para el debate ganadero cuando se levantó el jueves 27 el telón para un nuevo encuentro del ciclo Agro en Foco. El escenario fue el anfiteatro del Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA) en Tacuarembó. Y uno de los temas que encendió la mecha fue la llegada de tres millones de terneros en la próxima primavera, una producción que será un récord para el país
Uno de los anfitriones, el director del Programa de Carne y Lana del INIA, Fabio Montossi, fue muy crítico con el hecho. “Vamos a no vendernos el espejito: los tres millones de terneros llegan por la mano de la naturaleza y no nos preparamos”, sentenció el investigador del INIA.
De alguna manera, al participar en el encuentro organizado por Blasina y Asociados, el Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura (IICA) y El Observador,  estaba desnudando los temores que ya se escuchan respecto a cómo administrar esa riqueza ganadera inédita.
Para el presidente de la Federación Rural (FR), Carlos María Uriarte, “es un salto cualitativo para el que Uruguay está preparado” y advirtió que “Uruguay no puede permitir que el productor pierda. Tenemos la capacidad industrial instalada” para procesar ese crecimiento.
Un desafío para los tres millones de terneros será que los productores puedan alimentarlos bien, pero Uriarte remarcó también la importancia que tendrá la exportación de ganado en pie para aliviar la carga.
Sin embargo, el presidente de la FR enfatizó que “no puede estar esa rienda en el suelo. Hoy está muy mal porque hay más de 100 trámites aprobados y no se pueden usar”.
“El Instituto Nacional de la Carne (INAC) está haciendo un gran trabajo en los mercados de la carne, pero tal vez haya que hacer lo mismo para promocionar en el mundo –con la plata de los uruguayos– las exportaciones de ganado en pie”, dijo el presidente de la FR.
El otro punto que mencionó fue el plan de uso y manejo de los suelos que comenzó a aplicar el gobierno de manera obligatoria y que “liberará 200.000 hectáreas, que serán una oportunidad para mejorar la recría”.
Pero Uriarte adelantó que “se necesitará financiamiento –de acuerdo a la capacidad de pago de cada productor–para preñar esa vaca y criar mientras al ternero”.
La productora Patricia Damiani, quien contó la experiencia de engorde en base a pasturas y granos en su empresa Conpriste Acisa, reconoció que la exportación de ganado en pie “es un recurso para que no baje el precio del ternero”, pero dijo que le parecía “una ironía” y abogó por procesar el ganado en la industria local.
Por su parte, el asesor privado Bernardo Andregnette, aseguró que para saber si los tres millones de terneros llegarán para quedarse “será clave en el futuro la relación flaco/gordo” y agregó que “para que haya más terneros hay que mejorar la cría y la recría”.
En otro momento del debate, el presidente del Frigorífico Carrasco, José Costa, enfatizó que “hay mercado para los tres millones de terneros y estamos en el mejor momento de ventas de carne”, pero recordó que “Hay que mejorar la recría y la invernada, y hacerlo de manera estable. El precio es un componente importante, pero no es el único”.
Enseguida, Uriarte aseguró que “el precio es importante, pero ahora es más importante la productividad que el precio. El precio bajó, pero el dólar también bajó”, y agregó que “debemos incluir al gobierno en esta discusión para saber si habrá un dólar fuerte o débil. Y debemos confiar que lo que nos están pagando por las haciendas es lo correcto”.
El productor y dirigente de la Sociedad de Criadores de Hereford, Alejandro Costa, quien contó cómo hace la recría intensiva por módulos, remarcó que el sistema productivo que desarrolla en la zona de Tupambaé se apoya en tres pilares: el lotus Rincón, donde hace toda la recría de machos; una cría estandarizada; y la suplementación invernal.
Esta apuesta ganadera, que cobra fuerza ante la llegada de los tres millones de terneros, fue avalada en una conclusión del coordinador ganadero de Fucrea, Juan Ignacio Buffa, quien remarcó que los productores ganaderos que obtienen los mejores resultados son “los que tienen más área mejorada, los que gastan más en alimentación”.

Que no castigue al criador

Por otra parte, el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, dijo que el gran desafío de la ganadería es que “si pasamos los tres millones de terneros”, como se espera para la próxima primavera, “ello no redunde en un castigo al criador, que lo lleve a volver a la producción de entre 2,6 millones y 2,7 millones de los últimos años”.
Blasina subrayó también como otro desafío la necesidad de “encontrar un nuevo relacionamiento entre privados, donde el riesgo sea compartido”, en alusión a las divergencias por el lugar donde se pagan las haciendas en las plantas industriales (ver página 5).
“Con la cuarta balanza da la impresión de que todo el riesgo es para el productor, pero en la tercera el riesgo es para la industria. Siempre es mejor un acuerdo entre privados que recurrir a un árbitro estatal, que hoy falla para un lado y mañana puede fallar para el otro”, dijo el consultor, y remarcó que es importante “reconstruir la confianza para sostener el crecimiento ganadero”.
Durante una intervención en Agro en Foco, en la que trazó un panorama de los mercados de la carne, Blasina dijo que “si miramos el índice FAO de los alimentos, en la carne no hay grandes alteraciones ni caídas” y, si bien recordó que los precios de exportación de la carne uruguaya sufren “un leve declive, el negocio no perdió su atractivo”.
Luego de señalar una serie de oportunidades que tiene la ganadería –la cuota 481, los planes de suelos–, el director de Blasina y Asociados advirtió que se generaría un problema por los altos costos si el precio del novillo bajara para mejorar la competencia con Australia y otros países en los mercados externos.
Fonte: agronota.com

Com terra mais disputada, futuro reserva carne mais cara ao Brasil

Prepare o bolso. Os custos de produção sobem, a carne fica mais cara e haverá um realinhamento nesse setor. Os brasileiros, apesar de o País ser um dos maiores produtores de carne no mundo, vão pagar bem mais pelo produto e reduzir o consumo.

Reprodução


DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Um dos segmentos mais afetados será o de carne bovina, pois o Brasil terá um padrão de consumo de países de produção reduzida. O consumo da proteína não estará presente todos os dias nos lares brasileiros e a carne de melhor qualidade será para ocasiões especiais.

Esse cenário se concretizará com mais intensidade no médio prazo, mas já começa a ser sentido. O preço médio anual da carne bovina gira próximo de R$ 100 por arroba há três anos, mas ninguém ganha com o produto nesse patamar: o pecuarista não consegue uma margem de lucro satisfatória.

O resultado é uma estabilidade do consumo anual próximo de 34 quilos por pessoa nos últimos anos.

A avaliação é de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, consultoria que faz um balanço anual do setor há 20 anos por meio da publicação Anualpec, especializada na pecuária.

Ferraz diz que o brasileiro não ficará sem carne, mas haverá um realinhamento no consumo, com crescimento do frango e, com menor intensidade, do suíno --que, apesar disso, não estarão isentos da alta dos custos, que passam a ser o grande inimigo do setor.

O desafio é colocar um produto competitivo no mercado e não diminuir a demanda.

A pastagem, um fator de pouco custo no passado para a pecuária, perde terreno para outras atividades agrícolas, como grãos, cana-de-açúcar e reflorestamento.

Nos últimos dez anos, a pecuária perdeu 7 milhões de hectares e deverá perder outros 13 milhões nos próximos dez, aponta o estudo.

Com isso, o valor dos pastos subiu 451% na última década em Rondonópolis, cidade localizada em Mato Grosso, principal Estado produtor do país. Grande parte dos pecuaristas sai do setor e vai para outras atividades com melhores lucratividades.

PRODUTIVIDADE

A saída é um aumento da produtividade por hectare, o que exige investimentos. Para voltar à margem de lucro da década de 1970, os pecuaristas deveriam produzir dez arrobas por hectare por ano. Produzem quatro.

Luciano Vacari, da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), diz que o pacote tecnológico existente é bom, mas que o produtor não tem renda para adquiri-lo.

Além disso, ao contrário do que ocorre na agricultura, onde o crédito é farto, a pecuária não tem linhas de financiamentos de cinco anos ou mais, como exige a atividade.

O setor agropecuário passa por rápidas mudanças e em breve as fazendas, incluindo máquinas e meios de produção, serão controladas diretamente de centros de operação instalados nas grandes cidades, diz Ferraz.

Esses novos tempos exigem dinheiro e conhecimento, o que vai retirar boa parte dos pequenos e médios produtores do campo.

Quanto ao capital, ele poderá vir de fundos de investimento. No caso do conhecimento, no entanto, não será fácil para o país, tendo em vista o patamar de educação atual, afirma ele.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

'Chegou a hora de convencer'

Gisele Loeblein

Quando o projeto de lei (PL) que trata sobre a rastreabilidade bovina do rebanho gaúcho chegar à Assembleia Legislativa — o que deve ocorrer entre hoje e amanhã — , começa a contagem regressiva para a concretização de uma proposta desenhada pela Secretaria da Agricultura ao longo dos dois últimos anos.

Para isso, será necessário, primeiro, convencer os deputados estaduais da relevância de tal identificação, programada, agora, para iniciar em janeiro de 2014, com animais nascidos a partir dessa data. A estimativa da Câmara Setorial da Carne é de que, no primeiro ano de execução, 2,5 milhões de exemplares sejam brincados— ou seja, recebam os brincos de identificação. Para chegar a 100% do rebanho de 13,8 milhões de bovinos e bubalinos, seriam necessários cinco anos.

A estimativa do secretário de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, é de que o PL seja votado dentro de um período de dois meses.

Com a lei, a identificação dos animais passa a ser obrigatória e subsidiada pelo Estado — ao custo anual de R$ 15 milhões, considerado o custo de R$ 3 a R$ 4 do brinco com o dispositivo. O contra-argumento para esse gasto adicional a ser absorvido pelos cofres públicos, os dados de que, todos os anos, o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões em ICMS por conta dos 500 mil abates informais no período, conforme dados da Câmara Setorial da Carne.

A constitucionalidade da iniciativa, por conta da obrigatoriedade, é questionada por entidades como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul). O secretário afirma o que o projeto trabalha, na verdade, com a identificação dos animais. A questão conceitual tem relação com lei federal que determina a adesão voluntária à rastreabilidade.

— O sistema de identificação será uma ferramenta da rastreabilidade — completa Anna Suñé, coordenadora da Câmara Setorial da Carne.

ZERO HORA

Renda maior faz crescer apetite por carnes nobres


“Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira”, diz especialista

 Dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem da carne, os consumidores sofisticaram seus cardápios e passaram a ficar mais atentos a rastreabilidade, marcas e rótulos de cortes nobres. Ao comprovar a relação direta entre renda pessoal e consumo de proteína animal, os brasileiros fazem crescer o mercado de carne premium – puxado especialmente por raças bovinas britânicas, carré de cordeiro e picanha suína.
Considerando todas as carnes, o consumo médio per capita no Brasil neste ano deve ser de 94 quilos, conforme a consultoria em agronegócios Informa Economics FNP. O volume consumido é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 quilos. À medida que mais pessoas ascenderam economicamente no país, as condições de acesso a esses alimentos também cresceu.

– Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira – ressalta o zootecnista Alex Lopes, consultor da Scot Consultoria.

Para Lopes, a tendência de vender a carne não apenas pelo peso, mas pela classificação do produto, deve se consolidar nos próximos anos:
– A carne deixará de ser uma commodity para ser classificada conforme a carcaça, índice de marmoreio, idade do animal e marca do produto.

fonte: Zero Hora

domingo, 7 de julho de 2013

Programa de Premiação Angus Marfrig

Tabela Nacional



A remuneração diferenciada acontece por meio da tabela de Premiação Angus Marfrig
Padrão Animal
RaçaAngus e Cruza Angus
Grau de sangueMínimo 50% Angus
IdadeInteiros-dente de leite / castrados e fêmeas – até 2 dentes
Peso Mínimo225 Kg carcaça p/ machos (15 @) – 195 Kg carcaça p/ fêmeas (13 @)
Grau de AcabamentoMediano – mínimo




Premiação Angus Marfrig
SexoPeso MínimoGordura UniformeGordura MedianaGordura Escassa ou ausente
Machos
240 kg10%7%$ Boi Balcão
225 a 239,9 Kg8%5%$ Boi Balcão
Fora das Categorias Acima0%0%$ Boi Balcão
Fêmeas
240 kg@Boi +8%@Boi +5%$ Vaca Balcão
225 a 239,90 Kg@Boi +6%@Boi + 3%$ Vaca Balcão
195 a 224,90 Kg@Boi +2%@Vaca +3%$ Vaca Balcão
Fora das Categorias Acima0%0%$ Vaca Balcão
*Preço Balcão da Unidade de Abate

TecnoCarne potencializa expansão da indústria frigorífica




TecnoCarne potencializa expansão da indústria frigorífica 
Maior feira da América Latina voltada para o mercado de processamento de proteína animal traz novidades e tendências em produtos, equipamentos e serviços

A agropecuária brasileira vive um excelente momento econômico. Nos primeiros cinco meses desse ano, as exportações de carne bovina atingiram o recorde de R$ 5,3 bilhões, 15% superior ao mesmo período de 2012. Aproveitando esse boom, a cidade de São Paulo vai receber em agosto a 11ª edição da TecnoCarne, maior feira da América Latina do setor de processamento de proteína animal.

Nos três dias de evento, são esperados cerca de 25 mil visitantes para conhecer as novidades das mais de 650 marcas expositoras diretas e indiretas. Uma das propostas desta edição é trazer tecnologias sustentáveis, que gerem economia de custos e de uso de matérias-primas.

No evento, toda a cadeia produtiva da indústria da carne estará representada, como fabricantes de ingredientes, insumos e aditivos, embalagens, automação, refrigeração, logística, equipamentos, acessórios, tratamento de efluentes, higienização e demais produtos e serviços. Um cenário perfeito para quem quer conhecer as novidades e tendências do setor frigorífico e fazer negócios.

Neste ano, a TecnoCarne também vai contar com eventos paralelos. No dia 14, haverá o Meat Market 2013, ciclo de palestras sobre cenários e tendências para a indústria da carne, que já tem participação confirmada de Francisco Sérgio Turra, presidente da Ubabef (União Brasileira de Avicultura), e Luis Madi, diretor do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos). Eles vão debater, respectivamente, a conjuntura econômica do mercado de aves e as tendências em inovação para o mercado de carne.

Mais informações sobre a feira podem ser encontradas no site oficial www.tecnocarne.com.br ou na página do Facebook www.facebook.com/tecno.carne 


Credenciamento antecipado

O credenciamento para a feira já está disponível no site www.btsmedia.biz/credenciamento e quem se cadastrar até 10/7 receberá o crachá no endereço indicado. Após essa data, a credencial poderá ser retirada no guichê da feira.

Agrolink com informações de assessoria

Marfrig Group amplia bonificações de animais Hereford e Braford nas regiões Sul e Centro-Oeste

O Marfrig Group e a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) lançaram as novas tabelas de bonificação para produtores do Programa Carne Certificada Pampa nas regiões Sul e Central do Brasil.


Entre as novidades para o Rio Grande do Sul, destaca-se a inclusão de fêmeas seis e oito dentes no programa, quando, a partir de segunda-feira, esses animais poderão atingir até 2% acima do preço de machos (boi). Machos de seis e oito dentes também receberão bonificação até 4%. Animais jovens (até quatro dentes) poderão receber até 10% de bonificação acima do preço de mercado, sendo que fêmeas também serão referenciadas com preços de animais machos.
A fim de suprir a demanda de mercado para produtos com qualidade superior, foi lançada a nova tabela de bonificação para produtores para a região central do Brasil. Em vigor desde 1–º julho de 2013, a tabela prevê uma bonificação que pode chegar até 10% sobre o preço de balcão para machos com gordura uniforme e até 8% acima do preço de boi para fêmea para animais enquadrados no programa. As tabelas também valorizam os animais de gordura mediana (3 mm) característica de animais terminados a pasto. Para receber os benefícios do programa nessas regiões o produtor deve entrar em contato com a ABHB para obter maiores esclarecimentos de como proceder para abater seus animais.
Ainda com o propósito de incentivar os produtores de Hereford e Braford e aumentar a oferta de matéria-prima no Brasil central, o Marfrig está lançando o novo programa de fomento para as raças para a temporada de reprodução, que inicia na primavera de 2013, a exemplo de outras iniciativas semelhantes na empresa, o fomento apoiará criadores para utilização de técnicas de inseminação artificial com sêmen de reprodutores Hereford e Braford, adquiridos em centrais de inseminação credenciadas no Mapa.
“Queremos incentivar a produção de carne de qualidade para ampliar cada vez mais o fornecimento de carcaças padronizadas e peças de alto valor agregado, fazendo com que a rentabilidade do pecuarista aumente e que o consumidor perceba esse valor”, comenta James Cruden, CEO do Marfrig Beef.
Para o presidente da ABHB, Fernando Lopa, essa é um grande conquista para o programa e uma vitória para a cadeia produtiva da carne, uma vez que as novas tabelas abrem um espaço para um número maior de criadores e incentiva o uso da genética HB, bonificando todas as faixas de idade de animais.
“Teremos um número maior de animais certificados aptos a ganhar o selo Hereford e mais produtores produzindo animais para o programa de certificação pelo incentivo, através da bonificação de animais de seis a oito dentes e o programa de fomento, que está sendo dado pelo Marfrig. Esse é mais um grande passo dado pelo Programa Carne Certificada Pampa, que, com pioneirismo, lançou a certificação de carcaças em nível industrial no Brasil”, comenta Lopa. O dirigente ainda aponta como vantagens da utilização de genética HB a docilidade, o consumo menor e a produção de carcaças pesadas terminadas no mesmo tempo que outros cruzamentos com raças britânicas e compostas, o que agrega mais rentabilidade para o produtor.
Durante a última Feicorte (SP) a ABHB lançou o novo selo de Carne Certificada Hereford, que integra o Programa Carne Certificada Pampa, e será encontrado nas marcas de carne para atestar a origem dos animais e o sabor e maciez característicos de animais da raça Hereford.
O novo selo traz a renovação do programa de carne de qualidade mais antigo em funcionamento no país, em um momento de expansão, que registrou crescimento de 48% em 2012, em relação a 2011, ao atingir 56 mil animais certificados e com as novas bonificações e fomento a entidade pretende expandir definitivamente os abates, antes muito centralizados no Rio Grande do Sul, para o Mato Grosso do Sul e em São Paulo e, até o final do ano, a intenção é expandir para o Mato Grosso e Goiás, de forma a atingir 100 mil animais certificados por ano a partir de 2013.
“O Hereford é conhecido mundialmente por produzir uma carne extremamente saborosa, fato que comprovamos no Rio Grande do Sul, pois quando o Restaurante Vermelho Grill passou a usar exclusivamente Carne Certificada Hereford ganhou o prêmio dado pela revista Veja, de melhor churrascaria de Porto Alegre. O novo selo vai ajudar o consumidor a identificar as marcas que possuem essa característica”, comemora Lopa.
Além da expansão dos abates, a Carne Certificada Hereford registra aumento no consumo, como exemplo a entidade cita a cidade de São Paulo, que, em 2012, tinha apenas dois pontos de venda e, em 2013, já conta com 15. A carne certificada pode ser encontrada sob diversas marcas nas principais redes de varejo do Rio Grande do Sul.
 fonte: MinuanoOnline

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cotripal lança nova linha Carne Angus Supreme e primeiro varejo 100% Angus do RS

A Cotripal Agropecuária Cooperativa (Panambi/RS) lançará duas novidades com a chancela da Associação Brasileira de Angus na próxima sexta-feira (5): a nova linha Carne Angus Supreme e a primeira loja licenciada de Carne Angus Certificada no RS. O evento será realizado a partir das 10h30, no Supermercado Cotripal Panambi Centro, localizado na cidade de Panambi (RS).

A nova linha Carne Angus Supreme chega primeiramente para a rede de supermercados da cooperativa, mas com planos para estender sua abrangência para as gôndolas de todo o território nacional. Serão colocados à disposição do consumidor 22 opções de carne Angus, distribuídos entre cortes de traseiro e dianteiro, todos embalados à vácuo.


fonte: ABA

Carne bovina no mercado interno ganhará selo de qualidade da ABRAFRIGO




Carne bovina no mercado interno ganhará selo de qualidade da ABRAFRIGO
A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) está preparando o lançamento de um selo de qualidade para a carne bovina comercializada no mercado interno para garantir ao consumidor que adquirir o produto com certificação o mesmo estágio de qualidade, sustentabilidade na produção e rastreabilidade que atrai compradores nos Estados Unidos, Europa e Japão. “Este trabalho é uma sequência das campanhas que estamos produzindo desde o final de 2012 para combater o abate clandestino no País e que ainda representa quase 30% do mercado.

O selo irá ajudar o consumidor a decidir por adquirir um produto com certificação e origem e que cumpre na sua produção todos os requisitos da legislação sanitária brasileira, além de obedecer as regras ambientais e normas trabalhistas vigentes”, explica o Presidente  Executivo da entidade, Péricles Salazar.

Segundo ele, existem no país centenas de frigoríficos que trabalham dentro de boas normas e que são acompanhados diariamente pelo rigoroso Serviço de Inspeção Federal (SIF) e os serviços estaduais, mas é preciso ir além da inspeção sanitária. “Ao longo do tempo, a carne bovina brasileira tem sido tratada como um produto que é comercializado principalmente em supermercados sem qualquer marca e sem registros ou certificações de rastreabilidade e qualidade. Com o selo nós passaremos a dar uma garantia ao consumidor do que ele está comprando e isso estará bem visível nas embalagens”, acrescenta Péricles Salazar.

A expectativa da ABRAFRIGO é a de que o selo de qualidade da carne bovina seja lançado até o final do ano em todo o país.

Agrolink com informações de assessoria

Carne macia e sofisticada

Foto: Divulgação/Assessoria
Churrascarias com clientes exigentes
 
 
 
  
 

Frigoríficos pagam mais por produtos premium, e os consumidores também

Dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem da carne, os consumidores sofisticaram seus cardápios e passaram a ficar mais atentos a rastreabilidade, marcas e rótulos de cortes nobres. Ao comprovar a relação direta entre renda pessoal e consumo de proteína animal, os brasileiros fazem crescer o mercado de carne premium puxado especialmente por raças bovinas britânicas, carré de cordeiro e picanha suína.

Considerando todas as carnes, o consumo médio per capita no Brasil neste ano deve ser de 94 quilos, conforme a consultoria em agronegócios Informa Economics FNP. O volume consumido é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 quilos. À medida que mais pessoas ascenderam economicamente no país, as condições de acesso a esses alimentos também cresceu.

– Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira – ressalta o zootecnista Alex Lopes, consultor da Scot Consultoria.

Para Lopes, a tendência de vender a carne não apenas pelo peso, mas pela classificação do produto, deve se consolidar nos próximos anos:

– A carne deixará de ser uma commodity para ser classificada conforme a carcaça, índice de marmoreio, idade do animal e marca do produto.

Perguntas antes da compra e do consumo

O hábito do consumidor de buscar carnes premium é constatado em casas especializadas em carnes: eles questionam a procedência do produto, a qualidade e a maciez.

– As pessoas não se importam em pagar mais, desde que não haja risco de erro – diz Marcelo Conceição, especialista em cortes e proprietário da Casa de Carnes Bolinha, em Porto Alegre.

Na churrrascaria Nabrasa Steak, os garçons estão acostumados a responder a questionamentos sobre a origem da carne, servida com requinte.

– A exigência está maior, e o público vem se renovando, com pessoas que ascenderam socialmente – diz Lemir Magnani, sócio da Nabrasa Steak.

Quando se fala em cortes nobres, o preço do quilo da carne bovina pode passar de R$ 50 (veja no quadro acima). Na Casa Garcia, no bairro Menino Deus, os cortes mais procurados são picanha, carré de cordeiro, prime rib, bife de chorizo e costela em tiras.

– Os consumidores buscam cortes diferenciados e novidades – aponta o gerente Norberto Sbeghen, que calcula aumento de 15% nos negócios em 2012 na comparação com 2011.

Mercado alimentado pela certificação do produto

A valorização do mercado de carnes nos últimos anos foi alimentada com a ajuda de programas de certificação de raças – que garantem a qualidade e a procedência de produtos normalmente embalados a vácuo. Uma das iniciativas, da raça angus, teve início no Rio Grande do Sul há uma década – com abate de 20 mil animais. Neste ano, a expectativa é de chegar a 250 mil bovinos abatidos em sete Estados.

– Hoje, são mais de mil pontos de vendas da carne angus no país – conta Fábio Medeiros, coordenador técnico do programa Carne Certificada Angus.

O selo de certificação reúne sete marcas produzidas por 18 unidades industriais e distribuídas em todas as lojas da rede McDonald’s do país, nos supermercados Zaffari e em butiques de carnes. O processo de certificação começa nas propriedades, quando os produtores são orientados com práticas de bem-estar do animal, nutrição adequada e cuidados sanitários.

– Os produtores são premiados pela qualidade dos animais com até 10% de remuneração extra em relação ao gado comum – acrescenta Medeiros.

Primeiro programa a classificar carcaças de bovinos no país, o Carne Certificada Pampa começou em 2001, no município de Bagé, com o abate de 40 mil animais das raças hereford e braford. Com três frigoríficos habilitados para abate e 4 mil pontos de vendas, o programa será levado para Mato Grosso do Sul e para São Paulo.

– Em dois anos, queremos consolidar as raças braford e hereford no Sudeste e Centro-Oeste, passando de 100 mil abates anuais – assegura Alfredo Brissen, gerente do programa.

Credenciado nos programas de carne certificada, o Frigorífico Silva, de Santa Maria, aumentou em 50% o faturamento em dois anos. O abate diário de bovinos passou de 400 para 650. Parte do investimento no mercado de carne premium inclui a inauguração, em 2012, de uma butique de carnes com linhas de cortes bovinos de raças britânicas e de cordeiros importados do Uruguai.

Cordeiro esbarra na sazonalidade

Considerado uma das carnes mais nobres no mercado, o cordeiro ainda tem um nicho restrito de consumidores – mesmo com aumento da procura. As limitações não estão apenas no preço, mas na oferta de animais – sazonal ao longo do ano.

– Para criarmos a cultura do consumo temos que oferecer o produto em grande escala nos restaurantes e nos supermercados nos 12 meses do ano – salienta Sérgio Muñoz, presidente da Herval Premium, programa de certificação da carne de cordeiro produzida em municípios da região da Campanha.

Conforme Muñoz, o período de menor oferta costuma ser o outono, pois os abates se concentram no fim do ano – quando a carne é absorvida com maior facilidade pelo mercado. Hoje, o programa envolve o abate mensal de 300 cordeiros.

– Nosso rebanho vem diminuindo por vários fatores, que vão da crise da lã ao abigeato – avalia Muñoz.

Criado há 14 anos, em parceria com o Frigorífico Coqueiro, de São Lourenço do Sul, o Herval Premium envolve toda a cadeia produtiva – do criador até a venda no varejo. No campo, os animais são avaliados conforme grau de gordura, peso de 12 a 19 quilos e quantidade de dentes de leite.

Fonte: Joana Colussi , Caderno Campo & Lavoura, Zero Hora (05 jul 2013)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Simental e Simbrasil comemoram crescimento na Feicorte 2013

22ª Exposição Nacional das Raças Simental e Simbrasil destacou-se pela excelente qualidade genética dos animais em pista. Feira marcou os 50 Anos da ABCRSS.
 
A 22ª Exposição Nacional das Raças Simental e Simbrasil, realizada durante a Feicorte 2013, em São Paulo (SP), promovida pela Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental e Simbrasil – ABCRSS e o Centro Paulista da Raça Simental - CPRS reuniu em pista 176 animais de 25 expositores, oriundos de plantéis de diferentes partes do país. O evento também foi palco do Leilão Simental Premium/Parade, no dia 20, um dos grandes destaques da Feira e show de qualidade genética que vendeu 20 fêmeas e 50% de uma matriz totalizando R$ 1.074.000,00, com uma média de R$ 49.953,49 por exemplar. 
 
A Feicorte também marcou a comemoração dos 50 anos de atividade da ABCRSS, com almoço que consagrou vários criadores homenageados e empresas parceiras (veja o BOX). A diretoria da Associação também lembrou o crescimento obtido pela raça que já conta com mais de 2.500 associados inscritos desde sua criação, distribuídos por todo o país, tendo mais de 390 mil exemplares Simental (Mestiços, PC e PO) e 37 mil da raça Simbrasil (dados do censo de 2012) registrados oficialmente.
 
A presença de criadores da Colômbia, Costa Rica e Chile interessados na genética Simental e Simbrasil, recepcionados na Feira, é resultado da expansão além da fronteira. Um dos exemplos práticos foi do consultor e médico veterinário Camilo Vejarano, ex-diretor técnico por seis anos na Asociación Simmental e Simbrah da Colombia que esteve na Feicorte para fechar a compra de sêmen e embriões. Ele pretende multiplicar a genética desenvolvida no Brasil, para as principais regiões de pecuária colombiana e atender, subsidiariamente, criatórios da Venezuela, Peru, Equador e, eventualmente, Bolívia.
 
Campeões das Raças
 
Os exemplares da raça Simental foram julgados pelo engenheiro agrônomo e especialista em produção animal, Fernando Carmine, presidente da Associação da Raça Simental no Chile e da Associação de Criadores de Bovinos do Chile. No Grande Campeonato de Fêmeas, PWM Ninfa AS, pertencente a Paulo de Castro Marques, da Casa Branca Agropastoril, conquistou o título de Grande Campeã, seguida por Natalie do Anguita, de propriedade Júlio César Anguita, como Reservada Grande Campeã. O título de 3ª Melhor Fêmea ficou com Otacília da Jaguaretê, de propriedade de Luiz Antônio Queiroz e Paulo Roberto Cunha Deneno. No Grande Campeonato de Machos, o Grande Campeão foi Naipe da Jaguaretê, de Luiz Antônio Queiroz e Paulo Roberto Cunha Deneno, tendo como Reservado Grande Campeão o touro Orfeu de Amica, do expositor e criador Eolo José Vicentini. O 3º Melhor Macho foi Modelo da Jaguaretê, do expositor Luiz Antônio Queiroz e Paulo Roberto Cunha Deneno.
 
O Grande Campeonato da raça Simbrasil consagrou a fêmea Lucia da Noara, do criatório de Aramis Sérgio Beltrami como Grande Campeã e Galvão Londrina, de Ricardo Halasz Galvão e Roberto Andrade Galvão, como Reservada Grande Campeã. A 3ª Melhor Fêmea foi Mary da Fasama, de Vera Regina Basílio Soares. Entre os machos, o Grande Campeão foi Galvão Napoleão, de Ricardo Halasz Galvão e Roberto Andrade Galvão; o título de Reservado Grande Campeão ficou para Netuno da Noara, do criatório de Aramis Sérgio Beltrami. O touro Ótimo da Aracê, do expositor e criador Jeverson Luiz Ebani destacou-se como 3º Melhor Macho.  O julgamento da raça Simbrasil foi realizado pelo diretor técnico da ABCRSS e médico veterinário Marcelo Gaeta.
 
Melhor Criador e Expositor Nacional
 
Na raça Simental, o título de Melhor Criador foi para David Jesus Gil Fernandez (1.529,00 pontos), seguido por Paulo de Castro Marques (1.322,00 pontos) na segunda posição e Luiz Antonio Queiroz e Paulo Roberto Cunha Deneno (1.221,50 pontos), como terceiro colocado. Na categoria Melhor Expositor foi para Luiz Antônio Queiroz e Paulo Roberto Cunha Deneno (1.504,00 pontos), seguido por Paulo de Castro Marques (1.247,40) na segunda posição e David Jesus Gil Fernandez (1.197,35), como terceiro colocado.
 
Já na raça Simbrasil a premiação de Melhor Expositor foi Ricardo Halasz Galvão e Roberto Andrade Galvão (1.199,00 pontos), tendo como 2º e 3º colocados, Aramis Sérgio Beltrami (1.150,60 pontos) e Simbrasil Terra Roxa (1.078,00 pontos). Na categoria Melhor Criador o vencedor foi Aramis Sérgio Beltrami (1.046 pontos), seguido por Ricardo Halasz Galvão e Roberto Andrade Galvão (960 pontos) e Vera Regina Basilio Soares (928 pontos). O resultado completo de todas as categorias da 22ª Exposição Nacional das Raças Simental e Simbrasil está disponível no www.simentalsimbrasil.org.br.
 
Incluindo a Feicorte (São Paulo), quatro exposições já foram contabilizadas para o Ranking Paulista da Raça Simental que ainda tem mais três etapas: Batatais/SP (Show da Raça), entre 9 e 15 de julho; Esteio/RS (Expointer), entre 19 de agosto e 2 de setembro e Cascavel/PR (Expovel) nos dias 8 a 17 de novembro. Para pontuar no Ranking Paulista é preciso participar de três exposições mais o Show da Raça. A Feicorte é a primeira etapa doRanking Nacional da Raça Simbrasil que prevê ainda a realização de outras duas etapas, em Brasília (Expoabra) e Salvador (Fenagro). 
 
 
BOX: HOMENAGEM 50 ANOS DA ABCRSS
Estes são os homenageados na comemoração dos 50 anos de criação da ABCRSS.
 
ASSOCIADOS:
 
- Fazendas Reunidas Caiado Fraga S/A
Associada mais antiga em atividade
Fazenda Bela Vista – Pinheiros – ES 
 
- Maria José Ribeiro
Associada nº 7 e 1ª funcionária da ABCRSS
Fazenda Sabiá CF – Muqui – ES 
 
- Marisa de Barros Saad
Presidente do CPRS – Representando as mulheres das raças Simental e Simbrasil
Fazenda Pantaleão – Bragança Paulista – SP 
 
- Paulo de Castro Marques
7 vezes Melhor Expositor Simental em Exposições Nacionais
Fazenda Água Limpa - Fama – MG
 
- Caiado Fraga Pecuária S/A 
5 vezes Melhor Criador Simental em Exposições Nacionais
Fazenda Anita – Pinheiros – ES 
 
- Antônio Casquel Neto
7 vezes Melhor Expositor e 6 vezes Melhor Criador Simbrasil em Exposições Nacionais
Sítio São Jose da Água Clara - Botucatu - SP
 
- José Henrique Aleixo
3 vezes Melhor Expositor e 3 vezes Melhor Criador do Ranking Nacional do Torneio Leiteiro de Simental
Sítio São Paulo – Batatais - SP
 
- Santa Andréa Agro Pecuária Ltda
3 vezes Melhor Criadora do Ranking Nacional do Torneio Leiteiro de Simental
Fazenda Santa Andréa – Itararé – SP
 
- Mário Coelho Aguiar Neto
Presidente do Conselho Deliberativo Técnico - Representando todos os técnicos 
Fazenda Água do Moinho - Avaré - SP
 
- Ivan Fábio de Oliveira Zurita
Por sua importante participação na promoção e fortalecimento da raça Simental
Fazenda Belmonte – Araras – SP 
 
- Carlos Eduardo Ferreira da Silveira
1º Vice-Presidente da ABCRSS – Importante participação para o desenvolvimento das raças Simental e Simbrasil
Fazenda Santa Rita – São Manuel – SP 
 
PATROCINADORES:
Currais e Cochos Itabira
Simental da Jaguaretê
Bellman Nutrição Animal Ltda
Gertec Embriões
Avert Laboratórios
 
Informações, apoio e atendimento à imprensa: 
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