quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Rússia já passa a ser motivo de preocupação para frigoríficos

Rússia já passa a ser motivo de preocupação para frigoríficos
Rússia já passa a ser motivo de preocupação para frigoríficos
Já há sinais de que o desempenho das vendas aos russos, muito comemorado entre setembro e outubro, poderá se deteriorar ainda neste quarto trimestre
Depois de entusiasmar os principais frigoríficos brasileiros com a autorização, em agosto, para que mais de 80 estabelecimentos exportadores do Brasil também pudessem acessar seu mercado, a Rússia entrou no radar das preocupações da indústria nacional - em especial, da bovina. Já há sinais de que o desempenho das vendas aos russos, muito comemorado entre setembro e outubro, poderá se deteriorar ainda neste quarto trimestre, pressionado pela forte desvalorização da moeda russa (rublo) em relação ao dólar.
"Esquece a Rússia no quarto trimestre", afirmou na última sexta-feira o CEO da Marfrig, Sergio Rial, em encontro com analistas. Na avaliação do executivo, a desvalorização do rublo e a queda dos preços do petróleo impuseram muitas dificuldades econômicas para a Rússia, que é o segundo principal importador da carne bovina brasileira. A Marfrig é a terceira maior exportadora de carne bovina do país, atrás de JBS e Minerva Foods.
Apesar do alerta do executivo, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) ainda não captaram uma mudança de tendência. Conforme a Secex, as exportações brasileiras de carne bovina in natura para a Rússia totalizaram 12,4 mil toneladas no acumulado de novembro até o dia 16, ou 1,239 mil toneladas por dia útil. Se o ritmo dos embarques não se alterar na segunda quinzena, as exportações superarão 24 mil toneladas no mês, ultrapassando as 18,2 mil exportadas em novembro de 2013.
Se até agora não houve alterações significativas em relação aos embarques, a depreciação do rublo se traduziu no comportamento de alguns importadores - que já enfrentam mais dificuldades para obter crédito, afirmou uma fonte ao Valor. Nesse contexto, há forte pressão dos importadores. "A situação da Rússia está incomodando. Eles vêm fazendo certa pressão em cima do preços", garantiu uma fonte ligada a um grande exportador brasileiro.
Conforme os dados da Secex, é possível notar uma redução do preço médio da carne bovina exportada para a Rússia. No acumulado de novembro até o dia 16, o preço médio da carne bovina foi de US$ 4.104 por tonelada, queda de 5,94% na comparação com a média de US$ 4.363 a tonelada registrada no mês de outubro.
Além disso, o preço da carne bovina in natura vendida para a Rússia também caiu entre a primeira e a segunda semana de novembro, com a média recuando de US$ 4.119 para US$ 4.076 por tonelada - retração de 1,05%. Apesar disso, o analista do Rabobank Adolfo Fontes pondera que a depreciação do real dá uma folga para a redução dos preços em dólar.
Para além dos preços, as dificuldades da economia russa também podem atrapalhar o fluxo de exportações em dezembro, admite outra fonte. Segundo essa fonte, a escassez de dólar na Rússia deve fazer com que o país não antecipe as 25% da cota de exportação prevista para 2015 para o próximo dezembro, frustrando os exportadores.
No caso das carnes de frango e suína, ainda não há qualquer impacto em volume e preço, afirma o vice-presidente de aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. "Tudo indica que esse é mais um mês positivo", afirmou ele, para quem as exportações de carne de frango chegarão a 40 mil toneladas no mês. Até o dia 16, foram 18 mil toneladas, o que já supera quase três vezes as 6,1 mil toneladas vendias em todo o mês de novembro de 2013. Apesar disso, Santin prega cautela. "Os importadores precisam de crédito. No médio prazo, pode ser um problema".
Fonte: Valor Econômico

O conceito "isso não dá pra fazer"...

por Miguel Cavalcanti


Ontem a noite participei de um evento de um projeto interessante, que nos faz pensar no futuro da pecuária.

Fui num jantar em um dos melhores restaurantes de SP, o Figueira Rubaiyat, para conhecer o programa Marfrig+, lançado pelo frigorífico com uma série de parceiros. Alguns dos principais professores, produtores e lideranças da pecuária estavam presentes.

Um momento interessante para encontrar uma série de pessoas que admiro, respeito e aprendo. Como o Prof. Celso Boin, fundador do BeefPoint, com quem sempre aprendo muito.

O evento contou a fala de Marcos Molina, Andrew Murchie ambos do Marfrig e também de Cau Paranhos, presidente da ABCZ, Pedro Novis, presidente da Nelore, Paulo Marques, presidente da Angus e Gustavo Junqueira, presidente da SRB.

Marfrig+ é um avanço em relação ao programa de fomento atual da empresa. Agora, vão trabalhar com embriões sexados de macho, produzidos a partir de matrizes de alta qualidade genética. A empresa parceira na parte técnica é a In Vitro.

Em 2014, o projeto piloto foi de 20 mil matrizes, para 2015, a meta é de 300 mil matrizes, que segundo a empresa, já foi fechada até ontem no evento. Para 2016, a meta é de 600 matrizes, e um milhão para 2017. Ou seja, um plano muito audacioso de ampliação. Hoje o programa de fomento Angus da empresa, chega a 200 mil matrizes e tem alguns anos de estrada.

Grande parte do foco da apresentação foi nos ganhos genéticos, no potencial de se multiplicar uma genética realmente superior, usando vacas muito produtivas para gerar oócitos. E como a fertilização é invitro, e se produz muitos embriões com apenas uma dose de semen, é possível investir em touros de altíssimo valor genético. Com isso, os ganhos genéticos seriam muito mais altos.

Eu acredito na genética como uma ferramenta poderosa e muito importante, mas o que mais me chamou a atenção foram outras coisas.

Primeiro, no evento estavam presentes diversos elos da cadeia. De donos e operadores de restaurantes, como Belarmino Iglesias, do Rubaiyat, Arri Coser, ex-Fogo de Chão e atual NB Steak, e até Peter Rodenbeck, que trouxe a rede Outback para o Brasil, e participou do primeiro evento que realizei, ainda estudante na Esalq. 

Confinadores de destaque como Andre Perrone, Wilson Brochmann e Victor Campanelli. Produtores de genética como Jacarezinho, que é uma das parceiras do projeto piloto. Além é claro das duas principais raças da atualidade no Brasil, em rebanho e venda de semen - Nelore e Angus.

É muito bom ver a cadeia toda reunida, de ponta a ponta, da genética ao churrasco, numa sala só, falando de futuro e de inovação.

E mais interessante de tudo, na minha opinião, foi uma visão mais global e gerencial do projeto. O objetivo do projeto é criar manuais de produção, indicadores de performance, e ter reuniões periódicas com o conselho técnico, que é composto por uma série de notáveis como Celso Boi, Bento Ferraz, Roberto Carvalheiro, Fernando Garcia e Pedro de Felício. E também reuniões de trocas de experiências entre os produtores, com comparação de resultados, indicadores e experiências. Me lembrei do trabalho que a Exagro faz com o benchmark de seus clientes. 

Eu acredito muito nesse modelo de troca de experiências e acompanhamento de indicadores chave. Em todos os lugares que eu vou, vejo as pessoas, os profissionais de alto resultado, de alta performance, medindo apenas algumas coisas, medindo de forma consistente e procurando melhorar todos os dias.

No evento, eu encontrei Helder Hofig, que faz um trabalho incrível de gerenciamento e de gestão de pessoas (foi das palestras mais bacanas do workshop sobre gestão de pessoas que fizemos ano passado). me lembrei também que a diferença de um McDonalds, de um Outback, está no fluxo, na eficiência de cada uma das operações que são feitas dentro e fora da loja.

Me lembrei também que a pecuária é um negócio de ciclo longo. Do dia que você resolve criar uma bezerra, que vai virar uma vaca, produzir um bezerro, que vai virar garrote, boi gordo, carcaça, peça de carne, até chegar no meu prato, assado, se passou um longo tempo. Se passaram muitas etapas. E não temos padronização, não temos uniformização, não temos boas práticas nessas etapas. E eu fico encucado, pois eu acredito que é possível encontrar boas práticas para tudo, ou pelo menos para quase tudo...

E nesse processo, com o convite do ex-presidente da CFM no Brasil, David Makin para tocar esse projeto, eu acredito que é mais um sinal de que o foco será em operação, em escala, e em boas práticas. Uma das coisas que eu mais acredito na CFM é o extenso trabalho que fazem para medir, avaliar e melhorar. Por exemplo, eles têm um manual de boas práticas de sanidade na fazenda. Quantas fazendas que você conhece tem um?

E me lembro de um artigo, há anos, do David sobre rastreabilidade, que era uma cutucada nos que achavam que era "impossível"...

Ele disse em um artigo, de 2003, publicado aqui no BeefPoint: "Não posso concordar que colocar brinco no bezerro antes do desmame e coletar suas informações periodicamente seja um desafio difícil de superar. A CFM já colocou brinco em 65 mil animais."

Uma boa reflexão para pensarmos sobre o quanto podemos avançar e o quanto queremos mesmo inovar. Não estou defendendo uma técnica ou uma ferramenta, mas questionando nosso conceito de "isso não dá para fazer"...

Eu desejo sucesso a essa empreitada, com tanta gente boa, com tanta gente que eu admiro e aprendo. E minha recomendação é que foquem no sistema, no fluxo de produção de ponta a ponta, medindo o que realmente importa, distribuindo essa informação, para que todos possam saber se estão bem (ou ruim) e possam melhorar, sempre.
fonte: Beefpoint

Altas de preço chegam a 12,2% no mercado do boi do RS em 30 dias


O mercado do boi está cada vez mais firme, o que geralmente acontece em novembro.
O preço do boi gordo subiu 8,2% nos últimos 30 dias, 6,6 pontos percentuais mais que a média de 2003 a 2013.
As cotações da categoria estão entre R$8,80 e R$9,20/kg de carcaça, a prazo.
A vaca é negociada entre R$8,50 e R$8,80/kg de carcaça, a prazo. A maioria das negociações ocorre na metade superior da faixa de preços.
O terneiro está entre R$4,80 e R$5,10/kg vivo, o que representa uma alta de 12,2% no último mês.
Caso a tendência se confirme, as cotações do boi gordo devem se manter firmes até o início de fevereiro.
Altas de preços para as próximas semanas não estão descartadas.


Por Renato Bittencourt

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cresce a possibilidade de episódio tardio de El Niño

Esta será a sexta semana consecutiva em que o Pacífico Central Equatorial apresenta anomalia de temperatura da superfície do mar (TSM) igual ou superior a +0,5ºC, ou seja em patamar de El Niño. Para que se caracterize um episódio de El Niño, entretanto, as anomalias de TSM devem seguir em +0,5ºC ou mais por várias semanas seguidas até atingir, ao menos, três meses, logo a condição oficialmente ainda é de neutralidade (ausência dos fenômenos La Niña e El Niño) neste momento.
A persistência agora do Pacífico Equatorial quente já por um mês e meio e ainda a tendência de manutenção do quadro sugerem a possibilidade de que nas próximas semanas possa ser oficializado um episódio de El Niño. O boletim de ontem do NOAA, o órgão de previsão climática do governo dos Estados Unidos, indicou probabilidade perto de 60% de que o verão nosso se dê com a presença do El Niño. O fenômeno, em regra, traz mais chuva para o Rio Grande do Sul, mas não é garantia por si só de verão chuvoso. O verão de 2005, por exemplo, ocorreu com El Niño e teve estiagem forte. Os clientes da MetSul recebem uma análise completa e detalhada sobre a situação do Pacífico, a sua evolução e quais as prováveis conseqüências.
fonte: MetSul

CONSUMO INTERNO VAI DEFINIR PATAMAR DO PREÇO DAS CARNES


Nos últimos anos muito se falou a respeito da importância do mercado interno e do consumo per capita de carne suína para sustentar o crescimento da suinocultura brasileira

O assunto ganha força e destaque principalmente nos períodos de baixa do mercado do suíno vivo, mas será justamente no melhor momento da atividade que o mercado doméstico será desafiado. O volume exportado de carne suína em 2014 será o menor dos últimos 10 anos, e o horizonte de curto prazo aponta para manutenção da média decenal de 550 mil toneladas/ano. Neste cenário, todo estímulo à produção terá o consumidor brasileiro como destino.

A forte elevação no preço do suíno vivo no segundo semestre de 2014 tem gerado uma grande discussão a respeito dos motivos e também causado apreensão sobre as consequências, sobretudo pelo fato de na gôndola do supermercado já haver resistência dos consumidores em relação ao preço das carnes bovina e suína, que subiram muito acima da inflação. O preço do boi mais do que dobrou em oito anos, aumentando a distância em relação à cotação do suíno. Mas nos últimos dois anos a recuperação do preço do suíno diminuiu a diferença de preço entre as duas proteínas.

No gráfico abaixo podemos comparar as cotações da arroba do boi gordo e do suíno vivo, e também observar a relação entre os preços das duas proteínas. O período entre 2006 e 2007 marca o início da escalada de preços do boi gordo (em vermelho), com aumento também das cotações do suíno (em azul). Naquele momento a cotação do suíno vivo era em média 68% do valor da cotação do boi gordo, mas já a partir de 2008 esta equivalência (em branco) começou a perder força, levando a cotação do suíno para uma média de 54% do preço do boi no período 2011/2012, graças à crise da suinocultura e à manutenção do mercado do boi gordo.

Comparativo Boi x Suíno Vivo

Já entre 2013 e 2014, mesmo com aumento aumento das cotações do boi gordo, a forte recuperação dos preços do suíno vivo fizeram com que a diferença entre os dois mercados ficasse menor, com o suíno vivo valendo em média 63% do valor do boi gordo, interrompendo assim uma sequência de cinco anos, de 2007 a 2012, de queda na equivalência entre um mercado e outro. No entanto, vale ressaltar que a curva de tendência de longo prazo (amarelo) aponta para aumento da diferença entre as cotações do boi gordo e do suíno vivo, como de resto já acontece no mundo inteiro, tendo sido o Brasil sabidamente o último país do mundo a produzir carne de boi barata, o que já não acontece mais.

Todas as perspectivas indicam que o mercado do boi gordo vai continuar em alta, fazendo com que no crescimento total da produção mundial de carnes nos próximos 10 anos a carne bovina contribua com apenas 16%, contra 31% de participação da carne suína e 53% da carne de frango, de acordo com estudo da OCDE/FAO. A expectativa está em como o consumidor brasileiro vai reagir aos preços da carne suína, que mesmo estando em um patamar de equivalência com a carne de boi inferior ao de oito anos atrás, interrompeu um ciclo de queda que propiciou maior atração no momento da compra.

Logicamente tanto a carne de boi quanto a carne suína aumentaram a distância da carne de frango, que com preços mais atrativos teve desempenho surpreendente em termos de consumo não só no Brasil como no mundo inteiro. O consumo de frango vai continuar crescendo, a questão discutida aqui é se o consumidor ao deixar de comprar carne de boi vai comprar carne suína, ou melhor, qual seria a diferença de preço entre carne suína e carne de boi que faria o consumidor migrar de uma para outra.


fonte: Protal Do Agronegócio | Da Redação

domingo, 16 de novembro de 2014

Venda de carne bovina para a China deve começar já em dezembro, diz ministro


boichina
O Brasil deve começar a embarcar carne bovina para a China já a partir da segunda quinzena de dezembro. A afirmação foi feita neste domingo (16/11) pelo ministro da Agricultura, Neri Geller, que retorna ao Brasil depois de cumprir agenda de reuniões oficiais no país asiático.
“Posso afirmar categoricamente que na segunda quinzena de dezembro ou, na pior das hipóteses, começo de janeiro, vamos começar a exportar carne bovina direto para a China”, garantiu Geller, em entrevista por telefone a Globo Rural ainda em território chinês, por volta de zero hora deste domingo horário de Brasília.
Neste sábado (15/11), o Ministério da Agricultura confirmou a reabertura do mercado para a carne bovina do Brasil. O governo chinês havia decidido suspender as compras depois da detecção de um caso não clássico de mal da vaca louca no Paraná, em 2012. De acordo com o comunicado do governo brasileiro, além de acabar com a restrição, as autoridades locais se comprometeu a acelerar a habilitação de plantas frigoríficas.
Segundo Neri Geller, o fim do embargo foi confirmado depois de reunião técnica para solucionar uma divergência relacionada ao status brasileiro de risco insignificante para mal da vaca louca, atestado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). “Havia um interpretação dúbia do relatório da OIE. Era uma questão burocrática que foi esclarecida. Foi passado ponto por ponto e alinhado”, disse.
O próximo passo é uma visita técnica de autoridades chinesas ao Brasil para verificar as unidades exportadoras e promover as habilitações. Neri Geller afirmou que há nove ou dez plantas aptas e que dependem apenas da avaliação final in loco dos técnicos do país asiático, que o ministro espera que ocorra até a primeira quinzena de dezembro. “Mesmo ainda estando embargado, a questão das plantas andou. Da parte do Brasil está tudo certo e tem um parecer favorável”, frisou.
Questionado sobre o quanto a China poderia agregar às exportações de carne bovina no Brasil, o ministro da Agricultura preferiu não detalhar números. Lembrou apenas que, antes do embargo, o valor estava em torno de US$ 300 milhões. “O mercado cresceu muito nesses dois últimos anos e está em ascensão. Isso depende muito da iniciativa privada e da nossa capacidade de fornecimento. Mas é um mercado muito forte e é impressionante o quanto querem a carne brasileira.”
Mesmo adotando um tom cauteloso, Neri Geller disse não temer problemas de oferta de produto brasileiro, apesar da atual situação da cadeia produtiva da carne bovina, com baixa disponibilidade de animais para abate e alto preço da arroba do boi gordo. Na avaliação dele, em pelo menos seis meses, o setor pode se consolidar. “Estou muito animado porque o produtor brasileiro responde muito rápido. Se houver demanda, a oferta se constrói rapidamente porque o potencial de crescimento da produção é muito grande”, avaliou o ministro.
Sobre outros mercados, Neri Geller informou que um dos próximos alvos é a Malásia. Segundo o ministro, uma missão brasileira já embarcou para negociar com as autoridades locais. “É outro mercado que deve se consolidar sem dúvida”, disse ele, lembrando que, antes da China, o governo obteve a liberação da carne bovina pela Arábia Saudita, importante mercado da região do Oriente Médio. E acrescentou que, ao longo do ano, chegou-se a acordos também com Irã e Egito.
Fonte: Beefworld

Expofeira: Agropecuária é destaque em Pedras Altas


Novembro é um mês esperado pela população de Pedras Altas, pois acontece a 8ª Expofeira nos dias 28 a 30. A cidade é conhecida por ser o berço da agropecuária do estado, pois de lá foram introduzidos no país raças como o gado Jersey, o gado Devon e a ovelha Karakul e até hoje ainda há muitas fazendas que preservam a cultura, com isto a exposição tende a ser muito forte e de boa qualidade, dentro de um novo formato de produção a 8ª Expofeira é destaque neste ano. 

Visitante de outras cidades também tem a opção de acampar no Parque de Exposições, aonde acontecerá a feira. Os produtores podem inscrever os animais no Sindicato Rural, Av. Comendador Avila 215, ou pelo e-mail srpedrasaltas@gmail.com. A realização da feira é do Sindicato Rural de Pedras Altas e produção BLB Negócios. Confira a programação:  

Sexta-feira 
12:00 – Entrada dos animais 
11:00 – Julgamento das carcaças 
14:00 – Julgamento Concurso de Borregas da Emater, ovinos a galpão e ovinos de campo 
15:00 – Julgamento vaquilhonas e touros 
18:00 – Remate vaquilhonas, touros e ovinos. 
20:00 – Pavilhão de Show´s – DJ Nickollas Mathias 
 21:00 – Pavilhão de Show´s – Show / Baile: Grupo Orgulho Gaúcho 

Sábado 
09:00 – Concentração de Machos 
10:00 – Admissão 
14:00 – Julgamento Morfológico de Equinos Crioulos 
19:00 – Julgamento funcional das Potrancas vendidas 2013 
20:00 – Remate de Equinos Crioulos e Remate de Coberturas 
21:00 – Pavilhão de Show´s – DJ Nickollas Mathias 
22:00 – Pavilhão de Show´s – Show / Baile: Grupo Expresso da Vanera  

Domingo 
08:30 – Continuação do Julgamento e Campeonatos da Raça Crioula 
11:00 – Inauguração da 8ª Expofeira de Pedras Altas 
12:00 – 4ª Festa do Cordeiro Assado 
14:00 – Prova Freio Jovem (Infantil, Juvenil e Aspirante) 
16:00 – Prova Potros 21 Dias 
18:00 – Pavilhão de Show´s – Show de encerramento da 8ª EXPOFEIRA de Pedras Altas – Banda Recanto.
fonte: eigatimaula.com.br

sábado, 15 de novembro de 2014

Marfrig busca melhor nível operacional para fazer frente a boi caro

O indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo registrou o maior valor de sua história no fechamento de quarta-feira, a 143,93 reais por arroba.
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Os elevados preços da arroba do boi deverão impor desafios no quarto trimestre para a unidade de bovinos Marfrig Beef, da Marfrig no Brasil, exigindo forte redução dos custos de processamento da carne, disse nesta quinta-feira o diretor-presidente da companhia, Sérgio Rial.
“A única coisa que a gente pode fazer agora é trazer o nível operacional da empresa para liderar o mercado. É fazer a mesma coisa que se faz, a cada mês com menos”, disse o executivo em conferência para analisar os resultados do terceiro trimestre.
O preço do boi no mercado brasileiro tem batido sucessivos recordes nas últimas semanas, devido à escassez de animais prontos para abate provocada por problemas estruturais do setor e pelos efeitos da seca que prejudicou pastagens ao longo deste ano.
O indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo registrou o maior valor de sua história no fechamento de quarta-feira, a 143,93 reais por arroba.
A preocupação da Marfrig, segundo Rial, é não afugentar consumidores com o repasse integral da alta na matéria-prima.
“Se eu pago o gado a 150 reais (a arroba), trago para dentro, faço a mesma coisa, acrescento a indexação de inflação… e depois acredito que lá na frente consigo repassar sempre para o consumidor… Não consigo!”, disse o executivo.
Outra preocupação da Marfrig é que a força do dólar frente outras moedas possa desestimular importações de carne em países como a Rússia, importante destino de produtos brasileiros, onde o rublo registra forte desvalorização ante a moeda norte-americana nos últimos meses.
“(O consumidor) vai comer suíno local”, projetou Rial. “Existe hoje um realinhamento de câmbio em todo o mundo que não é tão positivo quanto as pessoas pensam.”
A Marfrig aprofundou seu prejuízo no trimestre passado, comparado com o mesmo período de 2013, registrando perdas de 303,3 milhões de reais, afetado pelo aumento das despesas financeiras e impactos cambiais.
Fonte: Beefworld

Baixa oferta de bovinos terminados e estoques moderados de carne bovina

O mercado do boi gordo continua operando em ambiente firme em todo o país, cenário guiado pela oferta curta.

Com as recentes valorizações, os frigoríficos vão aos poucos conseguindo completar as escalas.

Na última quarta-feira, dia 12/11, em São Paulo, as programações atendiam cinco dias úteis, em média.

No entanto, a oferta não está abundante, o que praticamente extingue a possibilidade de queda dos preços de referência em curto prazo.

No mercado atacadista de carne com osso, estabilidade, com o boi casado de animais castrados cotado em R$9,00/kg, segundo levantamento da Scot Consultoria.

Os estoques estão moderados, o que não gera expectativa de alterações significativas. 

Veja as cotações do boi gordo no link https://www.scotconsultoria.com.br/cotacoes/boi-gordo/ .

fonte: Scot Consultoria

Banrisul mantém parceria com Lance Rural

Clientes do banco podem financiar animais por até 36 meses

Após o sucesso do Leilão Certificado Nº 4, o banco Banrisul decide manter o convênio com o Lance Rural. Em uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul, a instituição disponibiliza R$ 4 milhões em linhas de crédito para financiamento de animais adquiridos durante os remates. O valor tem carência de 12 meses e o produtor rural pode financiar o montante em até 36 parcelas mensais.

“A instituição Banrisul nunca antes financiou eventos desta forma e conseguimos em virtude de nosso negócio estar muito bem amarrado quanto à identificação, certificação, qualidade e conveniência”, afirma Alexandre Crespo, gerente de Leilões do Canal Rural no Rio Grande do Sul.

Segundo Anderson Rostirolla, superintendente executivo da Unidade de Negócios Rurais do Banrisul, “considerando a organização do evento e a preocupação com qualidade, sanidade e certificação animal, entendemos que poderíamos promover essa parceria, beneficiando os clientes e alavancando novos negócios e, dessa forma, fortalecendo a economia do Estado.”

A expectativa é que a parceria traga mais investidores para os leilões Lance Rural, facilitando a aquisição de animais de forma rápida, prática e segura. Para Fernando Velloso, coordenador técnico do Lance Rural e sócio da Assessoria Agropecuária, o convênio é o reconhecimento do sistema bancário ao valor da modalidade comercial utilizada, e é mais um degrau alcançado no avanço do projeto Lance Rural. “A possibilidade de um crédito oficial para o financiamento de bovinos traz comodidade e conveniência para o criador, impactando positivamente no faturamento dos leilões”, complementa Velloso.

O produtor rural que tiver interesse em obter os recursos deve procurar sua agência Banrisul antes do leilão virtual e solicitar a pré-aprovação do crédito. Abaixo, confira a tabela completa de prazos por categoria.

O Leilão Certificado Nº 5 Lance Rural acontece dia 03 de dezembro, a partir das 14h, no Jockey Club de Porto Alegre. Os lotes a serem ofertados estarão disponíveis em breve aqui no site.

Lembrando que entre os diferenciais desse tipo de remate está a credibilidade, pois os compradores têm acesso a um conjunto de informações atestadas por técnicos que visitam as fazendas, reduzindo também os custos aos produtores.

Todos os animais são filmados e inspecionados por técnicos credenciados. As informações como categoria, cruzamentos, idade, peso, regime alimentar, infestação por carrapatos, áreas de mio-mio etc. estarão à disposição dos interessados antecipadamente, facilitando o processo para o comprador. Outro importante diferencial é que o animal não precisa ser transportado até o recinto. O gado só sai da fazenda do vendedor para ser entregue ao comprador.

Para saber mais sobre o Leilão Certificado Nº 5 é só ficar ligado na programação do Canal Rural e no nosso site www.lancerural.com.br .




fonte: Lance Rural

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Uruguay quedó habilitado para exportar ganado de carne a Turquía.

En el día de ayer se procedió a la firma del protocolo donde se establecen las condiciones sanitarias requeridas para exportar bovinos con destino a engorde hacia Turquía, informó el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca. 
Se informó que la propuesta de las autoridades turcas referidas a los requisitos exigibles para operar a  partir de enero de 2015, fueron evaluadas por los equipos técnicos, generándose un intercambio de informaciones que permite alcanzar un acuerdo que reconoce el estatus sanitario del Uruguay. Con el acuerdo para este tipo de animales, se hace factible la exportación de diferentes categorías de bovinos hacia Turquía. 

fonte: Tardaguila Agromercados

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Feira de Terneiros supera expectativas de organizadores e fatura mais de um milhão

 Feira de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas
Diante de uma nova proposta, a Associação e Sindicato Rural de Bagé promoveu nos dias 05 e 06 a 30ª Feira de Primavera de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas. Em pista, 1126 terneiros de produtores de Bagé e região, que aprovaram a iniciativa da entidade e contribuíram para com o sucesso do evento.

Na manhã do dia 06, os jurados Aldo José Tavares dos Santos, Diego Alagia Brasil e Jacques Brasil de Souza definiram os melhores lotes da edição do evento, que foram: Melhor Lote Vaquilhonas, Mangueira 106, Brinco 81, de propriedade de Antônio Ricardo Brandão; Melhor Lote Fêmeas, Magueira 96, Brinco 25, de propriedade de Alfredo da Cunha Pinheiro; Melhor Lote Machos, Mangueira 13, Brinco 27, que também foi o Grande Campeão, de propriedade de Luiz Carlos Xavier, e Lote Reservado de Grande Campeão, Mangueira 21, Brinco 29, também de propriedade de Luiz Carlos Xavier.

Durante o almoço de confraternização e entrega de prêmios, uma homenagem ao produtor Edemar Pires Scholant, que faleceu no dia 26 de setembro após sofrer um trágico acidente em sua propriedade, foi prestada pela diretoria da Associação Rural, que entregou a esposa de Scholant, Mara Regina Furich, uma placa de agradecimento pelos anos de empenho e dedicação em nome das causas ruralistas e pela promoção das feiras de terneiros, evento no qual sempre se envolvia.

Na ocasião da entrega da placa, os ex presidentes do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Bagé, Edson Paiva Jr. e Alfredo da Cunha Pinheiro, também prestaram uma homenagem ao produtor falecido.

Por fim foram sorteados os três touros das raças Braford, Angus e Hereford, doados pelas cabanhas Rio Negro, Capanegra e Santa Maria, iniciativa da diretoria da Associação Rural para promover a participação dos produtores, e, sobretudo, fomentar a melhoria continua da qualidade dos rebanhos. Os vencedores foram João Machado, que ficou com o touro Braford, Fernando Cavalcante, que levou o touro da raça Angus, e Bras Barcellos, que foi sorteado com o touro Hereford.

Remate

Com pista limpa, o remate oficial da feira superou as expectativas dos organizadores. O faturamento total foi de R$ 1.246.620,00, e os preços por quilo foram R$ 5,62 para a categoria Machos Oficial, R$ 5,20 para Fêmeas Oficial, R$ 4,88 para Vaquilhonas, R$ 5,91 para Machos Alternativo, e R$ 5,62 para Fêmeas Alternativa.

O lote mais valorizado do remate foi o Grande Campeão, mangueira 13, brinco 27, de propriedade de Luiz Carlos Xavier, comercializado por R$ 31.450,00 para Luis Fernando Hamm, de Hulha Negra.

A próxima edição da Feira de Outono de Terneiros, Terneiras e Vaquilhonas está prevista para os dias 15 e 16 de abril de 2015.
fonte: RURAL DE BAGÉ Associação e Sindicato

NESPRO Índices - Preços atualizados da carne bovina para o consumidor (R$/Kg) Carne Bovina 05/11/2014

NESPRO Índices - Preços atualizados da carne bovina para o consumidor (R$/Kg)



Carne Bovina 05/11/2014

Pesquisa Semanal do Preço do Boi Gordo no Rio Grande do Sul

Preço do boi gordo 05/11/2014

Estancia da Gruta apresenta a venda touros Montana e Devon - Sindicato Rural de Herval

convite hervalatual

Índice de Cotações Base revela aumento dos preços médios do gado de corte


A forte elevação do preço do boi gordo e o avanço das lavouras de soja sobre as áreas de pecuária - com consequente diminuição dos rebanhos -, estão entre os fatores que contribuíram para o aumento das cotações médias das categorias de gado de reposição. A reação do mercado foi considerável nos últimos 15 dias, provocando grande subida de valores em todas as modalidades do rebanho comercial. Em comparação ao levantamento publicado aqui no site do Lance Rural em 27 de outubro, por exemplo, os valores médios para "Terneiros até 150 kgs" subiram 6% (de 4,64 para 4,91), "Novilhas até 280 kgs" subiram 4,6% (de 4,14 para 4,31), "Novilhos até 320 kgs" subiram 4,5% (de 4,20 para 4,45), e "Vacas de Invernar" subiram 10% (de 3,50 para 3,82).

Para Fernando Velloso, coordenador técnico do Lance Rural, as recentes Feiras de Terneiros de Lavras do Sul - RS (que aconteceu dia 04 de novembro) e Caçapava do Sul - RS (08 de novembro) também apresentaram aumento evidente no valor das categorias, o que comprova a situação do mercado. “Podemos destacar a categoria de terneiros, que alcançou média de R$ 5,48 em Lavras e R$ 5,54 em Caçapava”, acrescenta Velloso.

Segundo Eduardo Lund, médico veterinário da Lund Negócios, a baixa oferta de gado gordo nos próximos meses é quase uma certeza por parte dos pecuaristas. “Em função desta falta, os criadores tratam de repor seu rebanho com as categorias que tem um curso rápido para engorda - novilhos, novilhas e vacas de invernar -, ficando prontos para o abate ainda nos primeiros meses do próximo ano.” – pondera Lund. Essa análise vai ao encontro do que Marco Petruzzi, da Rédea Remates, prevê para o primeiro semestre de 2015: “após a virada do ano - até os meses de janeiro e fevereiro -,com um consumo aquecido, as altas se manterão. No entanto, de março até maio haverá uma certa estabilidade, como em anos anteriores.”

Para conferir se as previsões dos nossos parceiros estão corretas, fique ligado nas próximas atualizações dos índices Lance Rural. Lembrando que as Cotações Base servem como balizadores de comercialização de gado, não como regra. E a frequência de nossas atualizações depende do movimento do mercado.

Abaixo, segue a tabela com o resumo das Cotações Base com dados coletados de 08 a 10 de novembro. 

Dados reúnem informações de empresas parceiras, Scot Consultoria e do Leilão Certificado Nº 4


fonte: Lance Rural / Canal Rural

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Temporada de leilões com preços recordes

Quase 10 mil bovinos foram para as pistas em menos de 60 dias na temporada de remates, com média de $ 8,5 mil para touros

Temporada de leilões com preços recordes Félix Zucco/Agencia RBS
Vendas de touros superaram em 6,2% o faturamento de 2013Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Cercados por um momento histórico da pecuária brasileira, os remates de primavera no Rio Grande do Sul exibiram faturamento recorde com pistas limpas e genética bovina de origem europeia valorizada. Os animais da raça sintética braford, que se adaptam melhor ao clima tropical do centro do país, alcançaram os maiores preços individuais nos leilões, puxados especialmente pelo maior interesse de compradores de fora do Estado.
Mesmo com oferta menor de animais na comparação com o ano passado, as vendas de touros na temporada superaram em 6,2% o faturamento de 2013, segundo balanço do Sindicado dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul (Sindiler-RS).
— A produção de carne bovina vive momento especial. A demanda está aumentando e elevou o preço do boi gordo — avalia Jarbas Knorr, presidente do Sindiler-RS.

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No Estado, o preço médio do quilo do boi gordo estava em R$ 4,29 na semana passada, conforme dados levantados pela Emater. Há um ano, o balizador dos negócios na pecuária de corte era R$ 3,40. As médias do indicador Esalq/BM&FBovespa, que apura preços à vista para o setor e serve de referência ao mercado brasileiro, tem quebrado recordes nominais no último mês (sem considerar a inflação). Em 21 de outubro, a arroba do boi gordo negociado em São Paulo alcançou R$ 135,20, o maior valor real da série do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em 1994.
— O aumento nas exportações e a redução de animais prontos para o abate ajudam a sustentar bons preços — completa Knorr, citando ainda a seca que prejudicou a engorda de animais no Sudeste.

Compras de olho no consumidor
Durante quase dois meses, foram colocados em pista aproximadamente 10 mil animais na temporada de remates no Estado. A média dos touros ficou em
R$ 8,5 mil, ante R$ 7,7 mil no ano passado. A alta é reflexo especialmente de lances de compradores de fora do Estado, que buscam a genética gaúcha para fazer cruzamento com o zebuíno nelore.
— O investimento é feito para atender ao mercado consumidor. As pessoas passaram a exigir carne de melhor qualidade — diz Carlos Waihrich, integrante do conselho técnico da Associação Brasileira de Brangus.
Proprietário da JMT Agropecuária, o pecuarista percebeu a maior procura por criadores de outras regiões no leilão realizado em Santa Maria. Das vendas de R$ 1,36 milhão com 150 touros e 170 fêmeas da raça brangus, mais de 60% foram para fora do Rio Grande do Sul.
— A introdução do sangue europeu em animais nelore está rendendo ganhos maiores aos pecuaristas do Centro-Oeste, por isso a procura vem aumentando ano a ano — completa Waihrich.
Braford se destaca
Resultante do cruzamento das raças hereford e brahman, os animais braford alcançaram as maiores médias da temporada, R$ 9,52 mil por touro.
— O desempenho do animal em Estados como Paraná e Mato Grosso tem sido muito satisfatório, estimulando criadores de todo o país a investir na raça — diz Fernando Lopa, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford.
A maior média de braford (R$ 17 mil nos touros) foi da Estância Bela Vista, de Santana do Livramento: faturou R$ 1,4 milhão com 109 animais em pista. A valorização é justificada pela qualidade genética e maior facilidade de adaptação em diferentes regiões brasileiras.
— São animais que carregam sangue europeu e, por isso, resultam em carne melhor. Esse diferencial atrai investimentos maiores — destaca Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, escritório que aumentou em 19% o faturamento em oito leilões realizados na temporada.
A redução no número de fêmeas para reprodução, em razão da expansão da soja, também ajudou a valorizar os preços.
Do catálogo à pista
No topo da pirâmide, os animais que recebem os maiores lances nos remates normalmente são aqueles que entram em pista com expectativa antecipada dos leiloeiros, proprietários e compradores. São bovinos disputados por centrais de inseminação e pecuaristas que desejam investir em animais diferenciados pela alta qualidade genética em por avaliações da raça em feiras do setor. As constatações são de pesquisa elaborada nesta temporada de remates pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (leia mais na página ao lado).
O levantamento, realizado pelo segundo ano consecutivo no Estado, constatou que os leilões que receberam lances de pecuaristas do Centro-Oeste, Sudeste e do Norte foram também os que alcançaram as maiores médias e faturamentos.
Peso perde força na hora da escolha
Com papel e caneta nas mãos e comportamento discreto, eles anotaram informações como dados genéticos dos animais ofertados, tempo que permaneceram em pista, lances recebidos e por quanto e para quem foram vendidos. Durante 50 dias, alunos e profissionais do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) estiveram nos 30 principais leilões da temporada de primavera e cruzaram dados de mil operações comerciais.
Com o objetivo de traçar o perfil dos compradores de touros, a pesquisa já tem alguns resultados. De acordo com as estatísticas levantadas, 80% desses animais comercializados nos remates não eram obesos — contrariando a máxima de que animais gordos são os mais procurados.
— Os pecuaristas estão se conscientizando de que os exemplares de maior peso não são necessariamente os mais funcionais a campo, pelo contrário. Touros não obesos expressam a realidade da pecuária gaúcha — ressalta Júlio Barcellos, coordenador do Nespro.
A preparação dos touros, alinhada às necessidades dos clientes, é uma tendência verificada nas ofertas colocadas em pista no Estado, acrescenta o professor. A pesquisa também revelou que mais de 50% dos compradores efetivos receberam convite pessoal do proprietário da cabanha para participar do remate.
— Todas as estratégias de marketing e divulgação ajudam a cativar clientes, mas o prestígio de ser valorizado é muito importante, pois cria um compromisso informal — acrescenta Barcellos..
Conforme o levantamento, a maioria dos compradores arrematou em média três touros por remate, evidenciando a disposição do produtor de média escala em qualificar o rebanho com animais de genética diferenciada. A pesquisa também identificou a presença maior de compradores de fora do Estado, representados nos remates por consultores de mercado.
Embora os compradores de fora tenham peso significativo nos negócios, o maior volume de compras ainda é feito por pecuaristas que criam os animais em um raio de 150 quilômetros do local dos remates — onde o manejo e o clima são semelhantes ao local de origem dos animais.
A exposição dos touros no momento da venda também é importante para a decisão de compra, pois o cliente valoriza animais com alto escore corporal e bem apresentados em pista.
fonte: ClicRBS

Carnes: tendências para 2015 na visão do USDA

Pelas primeiras previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para o próximo exercício, as carnes tendem a uma expansão modesta na produção e no consumo, já que o incremento conjunto deve ser inferior a 1%. De toda forma, a carne com maior potencial de crescimento continua sendo a de frango, cuja produção em 2015 deve aumentar 1,5%, índice ligeiramente acima do que é projetado para a carne suína (+1,1%). A produção de carne bovina tende a um recuo de cerca de 1,4%. No comércio internacional, as importações serão lideradas pela carne bovina, com aumento previsto em 2,2%. Já nas exportações o destaque fica com a carne de frango, para a qual é previsto incremento de 4,3%. Como curiosidade, a tabela abaixo também compara o que está previsto para 2015 com o que foi produzido uma década antes, em 2005. E mostra que a expansão (de quase 15% na produção; de pouco mais de 13% no consumo) está centrada na carne de frango, que responde por 60% do aumento de produção verificado em 10 anos. Neste caso, do volume adicional total (32,8 milhões/t), a carne suína respondeu por 39% e a carne bovina por menos de 2%, ou seja, apresenta crescimento real negativo. Sob esse aspecto, aliás, a carne de frango é destaque, também, como a de maior incremento no consumo (quase 27% a mais) e na exportação (aumento de quase 50%). Só perde no quesito importação para a carne 



fonte: AveSite

Mais portas bertas para a carne brasileira

É justa a empolgação do governo e da indústria com o sinal verde vindo da Arábia Saudita para a retomada das importações de carne brasileira. O país do Oriente Médio, importante porta de entrada de negócios da região, mantinha embargo desde 2012, por conta do caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina – popularmente conhecida como doença da vaca louca – registrado no Paraná, dois antes antes. A restrição persistia, apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal assegurar ao Brasil o status de risco insignificante para a doença.
Claro, ainda é preciso obedecer a um ritual burocrático para que os embarques possam ser realizados. Uma equipe técnica saudita deverá, segundo o Ministério da Agricultura, vir ao país em breve para visita. O titular da pasta, Neri Geller, faz neste momento roteiro por Arábia Saudita e China, e ouviu do ministro da Agricultura da Arábia Saudita a garantia da retomada.
– A recuperação desse mercado fortalece ainda mais a posição do país como uma referência no atendimento à crescente demanda mundial por alimentos – afirmou Geller.
O potencial de volume de negócios vai além, já que a Arábia Saudita é considerada uma referência na região, e poderá trazer consigo outros parceiros que mantêm suas portas fechadas. Em 2012, antes do embargo, o Golfo Pérsico negociou com o Brasil cerca de US$ 200 milhões em carne bovina.
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, estima que o processo para a retomada possa não ser concluído neste ano. Ainda assim comemora a reconquista:
– Existe uma grande vitória, que é a definição de um procedimento.
Outros dois clientes importantes estão na nossa lista de espera. Um deles é a China, cuja retomada das compras está mais adiantada – o fim do embargo foi anunciado em julho –, e pode ser concretizada ainda neste ano.
E há ainda o tão almejado mercado dos Estados Unidos.
– O Brasil já percorreu o caminho mais árduo. Falta só a públicação das regras – explica Camardelli.
Tudo isso engordaria ainda mais a conta das exportações de carne bovina, que podem chegar ao final do ano com receita de US$ 8 bilhões.
fonte: Gisele Loeblein / Zero Hora