segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

IBGE: abate de bovinos recua 4,5% no 3T14

Produção Animal no 3o trimestre de 2014
1. Abate de animais
1.1 – Bovinos
No 3o trimestre de 2014, foram abatidas 8,457 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Esse valor foi 1,0% menor que o registrado no trimestre imediatamente anterior (8,539 milhões de cabeças) e 4,5% menor que o registrado no 3o trimestre de 2013 (8,859 milhões de cabeças). O 3o trimestre de 2014 quebra a série de 11 sucessivos aumentos nos comparativos anuais dos mesmos trimestres (Gráfico I.1).
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Como não há variações acentuadas no peso médio das carcaças, sobretudo em nível nacional e entre os mesmos períodos do ano, a série histórica do peso acumulado de carcaças por trimestre (Gráfico I.2) tende a seguir o mesmo comportamento da série do abate de bovinos. Nesse sentido, também ocorre no 3o trimestre de 2014 quebra da série de 11 aumentos consecutivos nos comparativos anuais dos mesmos trimestres.
A produção de 2,037 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 3o trimestre de 2014, foi 1,3% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior (2,011 milhões de toneladas) e 4,1% menor que a registrada no 3o trimestre de 2013 (2,124 milhões de toneladas).
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Em nível nacional, o abate de 402.579 cabeças de bovinos a menos no 3o trimestre de 2014, na comparação com igual período do ano anterior, teve como destaque: Mato Grosso (- 217.187 cabeças), Rondônia (-114.723 cabeças), Mato Grosso do Sul (-102.922 cabeças) e Goiás (-86.349 cabeças).
Entretanto, parte da diminuição foi compensada por aumentos em outras Unidades da Federação (UFs), com destaque a: Paraná (+30.392 cabeças), Minas Gerais (+28.727 cabeças) e São Paulo (+16.315 cabeças). No ranking nacional do abate de bovinos (Gráfico I.3), Mato Grosso segue na liderança e São Paulo assume a segunda posição com as quedas nos abates de Mato Grosso do Sul e Goiás.
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Pela série histórica da participação de machos e fêmeas no abate total de bovinos (Gráfico I.4), é possível visualizar que no 3o trimestre de 2014 ocorre a segunda retração consecutiva em um 3o trimestre na participação das fêmeas.
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Segundo o indicador Esalq/BM&F Bovespa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea, as médias mensais dos preços da arroba bovina de janeiro a setembro de 2014 mantiveram-se mais altas que nos respectivos meses de 2013 (Gráfico I.5). O menor aumento médio mensal ocorreu entre os meses de julho (16,5%) e o maior entre os meses de março (27,0%). Em 30 de setembro de 2014 foi registrado o maior valor da série histórica de preços do Cepea (R$ 132,24), de julho de 1997 a setembro de 2014.
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A oferta restrita de animais para reposição e abate, decorrente, dentre outros fatores, da seca prolongada iniciada no final de 2013, contribuíram marcadamente para o aumento dos preços pagos aos pecuaristas.
O repasse da alta de preços da arroba bovina ao mercado atacadista está sendo sentido pelo consumidor final. De acordo com o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o indicador oficial da inflação brasileira, de janeiro a setembro de 2014 todos os cortes de carne bovina acompanhados pela Pesquisa apresentaram aumentos de preços acima da inflação (Gráfico I.6). Com exceção do filé-mignon (8,27%), os demais cortes bovinos também apresentaram aumentos acima das outras principais fontes protéicas de origem animal: carne de porco (8,47%), ovos de galinha (7,17%), leite e derivados (5,93%), pescados (4,32%), frango em pedaços (3,03%) e frango inteiro (-0,67%).
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Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), houve decréscimo do volume de carne bovina in natura exportada, no comparativo do 3o trimestre de 2014 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas houve aumento do faturamento em decorrência do aumento dos preços internacionais (Tabela I.1). No comparativo com o trimestre anterior, foram verificados aumentos no volume exportado, no faturamento e no preço médio da carne exportada.
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Rússia (34,3% de participação), Hong Kong (20,4%), Venezuela (11,6%), Egito (8,9%), Chile (5,0%), Itália (2,7%), Irã (1,8%), Holanda (1,5%), Angola (1,4%) e Argélia (1,3%) foram os dez principais destinos da carne bovina in natura brasileira, respondendo juntos por 88,9% das importações no 3o trimestre de 2014. Neste período, 74 países importaram o produto do Brasil.
Participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, no 3o trimestre de 2014, 1.241 informantes de abate de bovinos. Dentre eles, 218 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 395 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 628 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 79,0%; 15,4% e 5,6% do peso acumulado das carcaças produzidas. Todas as UFs apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária.
2. Aquisição de Couro
No 3o trimestre de 2014, a Pesquisa Trimestral do Couro registrou a aquisição total pelos curtumes investigados (aqueles que adquirem pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano) de 9,208 milhões de peças inteiras de couro cru de bovino. Esse valor foi 0,3% maior que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 8,1% menor que o registrado no 3o trimestre de 2013. Quanto à origem desse total, a maior parte teve procedência de matadouros e frigoríficos, seguido pela prestação de serviços, que juntos contabilizaram 91,1% e 90,5%, respectivamente, nos terceiros trimestres de 2013 e 2014 (Tabela I.10).
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Quanto à participação das Unidades da Federação no total de couro cru adquirido, Mato Grosso, o líder absoluto no abate de bovinos e também no processamento do couro cru, continuou a liderar o ranking nacional no 3o trimestre de 2014 (Tabela I.11).
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No 3o trimestre de 2014, foram industrializadas 9,221 milhões de peças inteiras de couro cru, representando aumento de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda de 8,1% em relação ao 3o trimestre de 2013.
O principal método utilizado para o curtimento foi ao cromo (96,07%), seguido pelo método com tanino (3,89%) e por outros métodos de curtimento (0,04%).
A diferença entre o total de couro bovino cru adquirido pelos curtumes (Pesquisa Trimestral do Couro) e o abate fiscalizado de bovinos (Pesquisa Trimestral do Abate de animais) pode ser entendido como uma proxy do abate não-fiscalizado dessa espécie. Comparando-se as séries históricas dessas duas variáveis (Gráfico I.7) é possível verificar que  essa diferença tem diminuído, chegando ao patamar de 8,2% da aquisição total de couro no 3o trimestre de 2014.
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Participaram da Pesquisa Trimestral do Couro, no 3o trimestre de 2014, 116 curtumes. Não existem estabelecimentos elegíveis ao universo da pesquisa nas seguintes Unidades da Federação: Amazonas, Amapá, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
II – TABELAS DE RESULTADOS – BRASIL
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II.2 – Abate de Animais – Brasil – 2013 e 2014
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Tabela II.2.2 – Peso total das carcaças de animais abatidos por espécie e variação anual, segundo os trimestres, os meses e o acumulado do ano – Brasil – 2013 – 2014
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Tabela II.2.3 – Número de animais abatidos, por espécie e tipo de inspeção sanitária – segundo os trimestres, os meses e o acumulado do ano – Brasil – 2014
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Tabela II.2.4 – Peso total das carcaças de animais abatidos, por espécie e tipo de inspeção sanitária, segundo os trimestres, os meses e o acumulado do ano – Brasil – 2014
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Tabela II.2.5 – Número de bovinos abatidos, por categoria animal, segundo os trimestres, os meses e o acumulado do ano – Brasil – 2014
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Tabela II.2.6 – Peso total das carcaças de bovinos abatidos, por categoria animal, segundo os trimestres, os meses e o acumulado do ano – Brasil – 2014
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II.4 – Aquisição de Couro Cru Bovino – Brasil – 2014
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Tabela II.4.2 – Quantidade total de peças inteiras de couro cru bovino adquirida e curtida, segundo os trimestres, os meses, e o acumulado do ano – Brasil – 2013 – 2014
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III – TABELAS DE RESULTADOS – UNIDADES DA FEDERAÇÃO – 3o TRIMESTRE
III.1 – Abate de Animais – Unidades da Federação – 3os trimestres de 2013 e 2014
Tabela III.1.1 – Quantidade e peso total de carcaças de bovinos abatidos e variação anual – Unidades da Federação – 3os trimestres de 2013 e 2014
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III.3 – Aquisição de Couro Cru Bovino – Unidades da Federação – 3os trimestres de 2013 e 2014
Tabela II.3.1 – Quantidade de peças inteiras de couro cru bovino, total, adquirida e recebida de quartos, e variação anual – Unidades da Federação – 3os trimestres de 2013 e 2014
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Fonte: IBGE.

Segurança é prioridade do campo para 2015



Uma das grandes bandeiras dos produtores rurais em 2015 será a segurança no campo, afirmou o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, em entrevista coletiva de final do ano. Segundo o dirigente, o produtor rural precisa de um seguro rural mais eficiente e de proteção de sua integridade física e patrimonial. "O endividamento que o setor enfrentou por anos, e foi equacionado, está vinculado à inexistência de um seguro rural eficiente. O produtor precisa de tranquilidade para buscar resultados. E precisa de sergurança pública, até para poder levar suas famílias para morar nas propriedades", disse Sperotto, na manhã desta quinta-feira (11.12).
O aprimoramento do aparato de segurança pública nas áreas rurais será uma das principais áreas de trabalho da Federação junto à equipe do novo governador, José Ivo Sartori. Já a melhoria dos mecanismos de seguro rural seguirá sendo negociado com o governo federal. "Agora, na frustração da safra de trigo, já vimos uma melhora no seguro rural", disse o presidente da Farsul. "O seguro é uma das molas mestras da agricultura moderna, mas o Brasil ainda tem uma deficiência grande nessa área", afirmou o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira. Em 2013, intensificaram-se reuniões da equipe da Federação com técnicos do Ministério da Fazenda e da Agricultura, além de bancos e seguradoras, que resultaram nas melhorias. Com readequações nos cálculos de produtividade esperada, a indenização para quem teve perdas no trigo foi ampliada. "Quem colheu de 10 a 15 sacos por hectare, terá até 50% de aumento na indenização com relação à regra anterior. Quem colheu 20 sacos por hectare, e nem seria indenizado, e agora terá direito a reparação", afirmou o economista do Sistema Farsul, Antonio da Luz.

Queda na renda do produtor
O ano de 2014 também foi marcado por queda na renda do produtor gaúcho, motivada especialmente pela alta nos custos de produção. O sojicultor viu seu lucro cair de R$ 1.464 por hectare para R$ 741 (-51%); o de milho teve redução de R$ 396 para R$ 172 (-43%); já o de trigo viu seu prejuízo aumentar de R$ 218 por hectare para R$ 1.310 (alta de 506% nas perdas); somente o arrozeiro teve em 2014 um ano melhor do que o anterior, com o lucro passando de R$ 459 para R$ 762 por hectare (66%). "Nesta safra, o arroz foi melhor até mesmo que a soja. Faz três anos que o arrozeiro não precisa de um centavo do governo para sustentar preços", comemora o presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong.
A alta dos custos de produção da lavoura é evidenciada pelo aumento de R$ 1,1 bilhão no valor tomado como crédito de custeio de janeiro a outubro de 2014 na comparação com todo o ano anterior. Essa alta não foi acompanhada por aumento no número de contratantes. Já os investimentos tiveram queda de cerca de R$ 1 bilhão na mesma comparação. Segundo a assessoria econômica do Sistema Farsul, o PIB agropecuário gaúcho deve fechar negativo, em 2,33% neste ano. Somando todos os setores, o PIB do Estado deve fechar com alta 0,1%, mas uma queda não está descartada.
Além disso, 2014 foi marcado por uma queda de 3,2% na colheita de grãos gaúcha, na comparação com 2013. Os dados da Farsul indicam uma safra de 29,264 milhões de toneladas. A baixa foi causada especialmente pelo trigo, que sofreu redução de 40,6% na produção, além de ter sua comercialização prejudicada por suspensões temporárias da Tarifa Externa Comum para importação de cereal de fora do Mercosul. "Hoje, temos no Brasil uma cadeia produtiva ordenada, que é a do arroz, e uma totalmente desordenada: a do trigo", disse Sperotto.
Para 2015, a expectativa da Farsul é de melhoria na produção, com projeção de uma safra de 31,637 milhões de toneladas e de um valor bruto da produção de 35,64 bilhões, ou 11,1% maior do que em 2014, quando houve queda de 2% no VBP. "Se isso se concretizar, será bom para a economia, bom para o governo, mas não necessariamente significará mais renda para o produtor, já que a renda dele depende do custo de produção, também", diz da Luz, que projeta pressões de custos formadas por alta nos preços dos combustíveis, da energia e desvalorização do real.

Meio Ambiente
Para Pereira, dar mais eficiência à Secretaria Estadual de Meio Ambiente será um dos grandes desafios do próximo governo estadual. "O Rio Grande do Sul tem perdido até mesmo investimentos industriais em razão de dificuldades de licenciamento ambiental", afirmou. A Farsul também cobra uma definição do órgão ambiental estadual com relação ao conceito de Bioma Pampa a partir do novo Código Florestal. Segundo o assessor ambiental do Sistema Farsul, Eduardo Condorelli, produtores da Metade Sul ainda não têm segurança para enviar a declaração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) devido a essas incertezas.

Pecuária de corte
A pecuária registrou bons resultados em 2014. Apesar do avanço da soja na Metade Sul, o abate de bovinos deve permanecer semelhante em 2014 ao número de 2013, mas o VBP deve ter alta de cerca de 20%. Segundo Schardong, a soja tem sido parceira da pecuária, proporcionando pastagens de qualidade no inverno e aumento da qualidade do rebanho. Os preços na temporada de primavera indicam o bom momento: a média dos reprodutores nos leilões foi de R$ 8,5 mil, ante R$ 7,7 mil no ano anterior.

fonte: Farsul

Leilões certificados de gado para reposição completam um ano

Em novembro, completou-se o primeiro ano de trabalho dos Leilões Certificados do Canal Rural que inauguraram um formato novo de comercialização de gado comercial no RS.
A certificação da qualidade do produto é um dos grandes diferenciais desse tipo de leilão. De maio/2014 para cá foram realizados cinco leilões certificados, tendo sido ofertados mais de 7.500 animais, e em todos foi disponibilizado o mesmo padrão de catálogo com a informação de todos os animais. A título de exemplo, no Uruguai, onde esse tipo de leilão com certificação é realizado há mais tempo, algumas empresas já passaram da edição 140.
Com a experiência acumulada neste ano já estão sendo discutidos alguns ajustes para potencializar os negócios, tais como: um sistema de pré-venda para lances antecipados (com redução de custos ao comprador), descontos progressivos de comissões em função do número de animais (para redução de custos ao vendedor), sistemas de comunicação mais interativos e diretos com o produtor rural, etc.
Um ganho indireto muito importante dessa modalidade de leilões é a produção e a disponibilização contínua de indicadores, mostrando não somente as médias obtidas por categoria animal, mas também permitindo a interpretação de tendências e preferências do mercado.
A correta leitura de como o mercado relaciona-se com diferentes tipos de produtos trará benefícios para os participantes do leilão e também para todo o pecuarista que compra ou vende gado de reposição. Um dos fundamentos dessa modalidade de comercialização é a transparência, pois ela gera credibilidade e confiança.
O Paraguai realiza leilões nesse formato por mais de 13 anos. No Uruguai (com rebanho menor que no RS), somente em 2013, foram ofertados mais de 350 mil bovinos em Leilões Certificados.
Fonte: Artigo de Fernando Velloso em www.assessoriaagropecuaria.com.br

Brasil bate recorde de exportações e projeta novos mercados para carne bovina em 2015

Em 2014, o Brasil celebra os 100 anos da primeira exportação de carne bovina do País e comemora um novo recorde: prevê encerrar o ano com faturamento acima de US$ 7 bilhões.  Para que esse resultado expressivo fosse atingido, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (ABIEC) ressalta fatores positivos como a manutenção de seu status sanitário, a perenidade da oferta do produto para atender diferentes mercados, forte e contínua atuação conjunta do setor privado e do governo para reverter embargos, além da parceria com importantes mercados como Hong Kong, Rússia, Venezuela e Egito que continuam liderando as importações de carne bovina brasileira.
E o cenário continua positivo para 2015 com perspectivas ainda mais otimistas para superar novos recordes de exportações, tanto em faturamento – previsão de atingir US$ 8 bilhões -, quanto em volume – expectativa de 1,7 milhão toneladas. “A retomada de importantes mercados, como a China que suspendeu o embargo; e Irã e Egito, que ainda mantinham embargo para carne proveniente do Mato Grosso; bem como as perspectivas positivas para o anúncio do fim do embargo da Arábia Saudita e do Japão, nos permitem manter uma previsão muito boa para 2015. Também temos indicativos de que as negociações com o mercado americano para carne in natura deverão avançar, o que nos abre possibilidades também para atingir outros países da NAFTA, bem como Caribe e América Central”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.
Além disso, a Associação realizará uma série de ações em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex-Brasil, para promover a carne brasileira em outros mercados relevantes. ABIEC e Apex-Brasil renovaram recentemente o convênio do Projeto Setorial Brazilian Beef, com investimentos de R$ 6,3 milhões para os próximos dois anos.
Uma das ações previstas para o próximo biênio do Projeto Brazilian Beef será voltada especificamente para a promoção da carne gourmet brasileira em mercados como Europa, países árabes e China. A oportunidade neste nicho premium foi apontada em um estudo de branding, realizado pela ABIEC e Apex-Brasil, para verificar qual era a visão dos importadores em relação à carne brasileira.
“O estudo nos mostrou que o Brasil tem uma participação muito grande em carne culinária e ingrediente e que temos um potencial e espaço para crescer no patamar da carne gourmet. Vamos focar nossos esforços para conquistar esse mercado, através de ações específicas de promoção e divulgação diretamente para os consumidores”, destaca Camardelli.
Com faturamento de US$ 558 milhões em exportações em novembro, o Brasil atinge a marca de US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano – um aumento de 8,16% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em volume, foram exportadas 115,7 mil toneladas de carne bovina em novembro, registrando um total de 1.424 mil toneladas em 2014 – crescimento de 4% em relação a 2013.
Os cinco mercados que mais importaram carne bovina brasileira em 2014 foram Hong Kong, Rússia, União Européia, Venezuela e Egito, com aumentos expressivos tanto em faturamento como em toneladas.
Tabela 1
A carne in natura foi a categoria de produtos brasileiros mais enviada para os mercados externos, atingindo um faturamento de US$ 5,3 bilhões no acumulado do ano, um crescimento de 9,72% na comparação com o mesmo período do ano passado. Destaque também para o item miúdos, que teve um aumento de 5% no total em 2014.
Tabela 2
35 anos de ABIEC
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) está completando 35 anos de atuação em 2014. É hoje um dos principais exemplos da importância e da força do associativismo no contexto global e a principal representante do setor nas áreas internacionais de regulamentação comercial, exigências sanitárias e abertura de mercados.
Em 1979, a participação do Brasil no mercado mundial da carne ainda era incipiente e marcado por uma série de exigências e protecionismos. A ABIEC nasceu como uma resposta a esta baixa participação do Brasil no comércio mundial da carne, reprimido por uma série de exigências e protecionismos nos mercados mais relevantes da época. A criação da associação possibilitou ainda que os frigoríficos desenvolvessem um canal direto com as entidades governamentais nacionais e organismos internacionais, maior proteção aos interesses do setor, ampliação dos esforços para redução de barreiras comerciais.
“Há cerca de uma década a carne bovina brasileira não estava na pauta dos assuntos discutidos nos fóruns internacionais, atingindo resultados de vendas próximos da marca de US$ 500 milhões por ano. Hoje, ficamos muito orgulhosos de saber que conseguimos mudar esta realidade, aumentando em mais de 13 vezes o valor das exportações”, conta Camardelli.
A ABIEC em números
Resultados de exportação de carne bovina entre janeiro e novembro de 2014
  • Faturamento: US$ 6,5 bilhões
  • Total de toneladas: 1,4 milhão
  • Maiores compradores:
  • Hong Kong
  • Rússia
  • União Europeia
  • Venezuela
  • Egito
Balanço da Pecuária no Brasil
  • 169 milhões de hectares de pasto
  • 1,24 cabeças de gado por hectare
  • Rebanho total de 210 milhões de cabeças
  • 43,9 milhões de cabeças abatidas
  • Aproximadamente 20% da carne produzida no Brasil é exportada
Fonte: ABIEC.

RS: Rede e-Tec vai oferecer Curso Técnico em Agronegócio em 2015, diz Tietböhl

Evento tradicional da ABHB premia maiores destaques do ano nas raças HB

ARTE JANTAR RANKING 2014

A noite de 19 de dezembro será marcante para os sócios, criadores, parceiros e convidados durante o tradicional jantar promovido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). A entrega de Prêmios aos Destaques do Ranking Nacional das Raças HB é um evento de confraternização que revela os sócios campeões que se destacaram nas exposições durante o ano. O jantar acontece tradicionalmente no salão de festas do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS).
Com a presença de importantes autoridades e representantes de empresas e entidades parceiras da ABHB e de seus Núcleos Regionais este evento celebra todo o trabalho realizado neste ano pelos associados em prol da difusão das raças Hereford & Braford e, consequentemente, da pecuária Brasileira. ”
ARTE LEILÃO QUADRONa ocasião será leiloada uma das obras do pintor argentino José Acuña inspirada nos animais das raças Hereford e Braford.



fonte:ABHB


domingo, 14 de dezembro de 2014

José Roberto Pires Weber é o novo presidente da ANGUS


Diretoria ABA_Dez 2014

Foto: Divulgação/Assessoria
O Agropecuarista assume pela segunda vez o posto. Mandato inicia na primeira quinzena de janeiro de 2015.
O agropecuarista José Roberto Pires Weber, é o novo diretor-presidente da Associação Brasileira de Angus. Atual presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito (RS), o gaúcho de Porto Alegre (RS) foi empossado pelo atual mandatário da entidade, Paulo de Castro Marques, em cerimônia realizada na noite de ontem, na capital do Rio Grande do Sul. O mandato terá início a partir da primeira quinzena de janeiro de 2015 e estende-se até 31 de dezembro de 2016.
Weber, que é diretor da Santa Thereza Agricultura e Pecuária, voltada à genética Angus e Corriedale e a lavouras de arroz e soja, herda a Associação em um momento de elevação dos índices obtidos pela entidade, que conta com 401 associados. Em franca expansão nos últimos anos, o Programa Carne Angus Certificada deve ultrapassar a marca de 300 mil cabeças abatidas em 2014, ante 245 mil no ano anterior, e contou com ações de divulgação em importantes eventos internacionais de alimentação, como a Anuga, na Alemanha, e SIAL, na França. A raça tornou-se também líder no mercado de inseminação artificial em 2013, com 3,4 milhões de doses de sêmen comercializadas, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia).
“O nosso desafio com certeza será maior nesta gestão com relação à anterior, pois estamos pegando a entidade em seu auge e nosso trabalho será árduo para mantê-la em seu crescimento, com atenção às ações de promoção de nossa genética e nossa carne. Vamos expandir o volume de gado abatido pelo Programa Carne Angus Certificada e continuar no trabalho para incentivar o uso da genética Angus nos principais estados produtores em todo o País. Somos hoje uma raça cada vez mais nacional e mirando também o mercado externo”, enfatiza o novo presidente, que também coloca a reforma estatutária da Associação como uma das principais metas para sua gestão.
Esta é a segunda passagem de Weber pela presidência da Associação Brasileira de Angus – foi presidente da entidade entre 1998 e 2002. A nova diretoria administrativa da Angus é composta pelos seguintes nomes e cargos:

Diretor 1º Vice-Presidente – Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello;
Diretor Vice-Presidente – Wilson Brochman;
Diretor Vice-Presidente – Nelson Serpa;
Diretor Vice-Presidente – Rogério Stein;
Diretor Administrativo – Maurício Lampert Weiand;
Diretor Financeiro – João Francisco Bade Wolf;
Diretor de Marketing – Ronaldo Zechlinski de Oliveira;
Diretor de Núcleos – Carlos Augusto de Souza;
Diretor do Programa Carne Angus Certificada – Reynaldo Titoff Salvador.
“Deixo o cargo satisfeito e sabedor que entregamos a administração da Associação em um momento muito propício para a raça, que cresce exponencialmente na pecuária nacional. Porém, uma boa orquestra não é feita apenas por um bom maestro, e sim por bons músicos. E eu pude contar em meus dois mandatos à frente da Angus com diretores e conselheiros de primeiro nível, que tiveram papel fundamental para o bom desenvolvimento do nosso trabalho”, diz Paulo de Castro Marques, que deixa a presidência da Associação Brasileira de Angus, para se dedicar às suas empresas dos ramos farmacêutico e de pecuária e aos seus cargos diretivos em outras entidades do agronegócio brasileiro. Como ex-presidente, ele ainda atuará na entidade como Membro Nato do Conselho de Administração.
 Fonte: ABA 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Emplacamento de veículos agrícolas é adiado por 1 ano

Emplacamento de veículos agrícolas é adiado por 1 ano
Foi adiado por um ano a entrada em vigor da normativa que prevê o emplacamento de veículos agrícolas no Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (11.12) pelo Ministério das Cidades, ao qual é subordinado o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

A informação foi divulgada pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), que esteve reunido com o ministro das Cidades Gilberto Occhi. “Eu vinha alertando o ministro que o movimento dos agricultores seria negativo. Já temos tantos problemas no setor primário. Ter que pagar para cruzar uma estrada não tem cabimento”, lamentou o parlamentar.

“O ministro nos chamou e negociamos. Convidei alguns parlamentares para me acompanharem. Lá tivemos a notícia de ele está encaminhando formalmente para o Contran a prorrogação por um ano dessa medida. Nesse período vamos negociar para que não tenha risco de voltar”, comentou Goergen.


Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Escassez de boi pressiona margens dos frigoríficos

Companhias do setor terão de se ancorar na demanda externa. Vendas no mercado internacional tendem a se manter aquecidas
Demanda externa será puxada por China e Oriente Médio (Foto: reprodução)
Pressionados pela cotação elevada do boi gordo em um contexto de estagnação do consumo interno, os frigoríficos brasileiros de carne bovina não devem ter vida fácil em 2015, e analistas já consideram a possibilidade de que haja fechamento de unidades como forma de reduzir a capacidade instalada.
Diante das perspectivas de margens mais baixas, as companhias do setor terão de se ancorar na demanda externa, que tende a se manter aquecida no próximo ano, puxada por China e Oriente Médio, e apesar da crise geopolítica e econômica que fez a demanda russa despencar.
Para a analista do Bradesco BBI, Gabriel Lima, 2015 será “desafiador” para as empresas que produzem carne bovina no Brasil devido ao preço do boi gordo, que responde por cerca de 80% do custo de produção do segmento. “Os frigoríficos vão enfrentar um período desafiador por conta das dificuldades para repassar o aumento desse custo no mercado interno”, afirma o analista. Ele destaca a expectativa de que a economia brasileira tenha mais um ano de baixo crescimento, o que traz impactos ao consumo doméstico.
Conforme o analista do Bradesco, esse cenário mais difícil para os frigoríficos de carne bovina já foi visto, ao menos em parte, no segundo semestre deste ano. Do lado da matéria-prima, houve forte aumento dos preços do boi gordo – de julho até o fim de novembro, a cotação no Estado de São Paulo subiu 20,16%, para R$ 145,01 por arroba, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa.
Como essa alta não foi totalmente repassada aos preços da carne vendida no atacado – no acumulado de julho até novembro, a alta foi de 17% na Grande São Paulo -, as margens dos frigoríficos do país foram pressionadas. De acordo com o analista, a diferença (spread) entre o preço da carne bovina e o do boi gordo é a menor em três anos para os frigoríficos.
No balanço do terceiro trimestre de 2014, isso ficou claro para JBS e Minerva. No primeiro caso, a margem Ebitda da divisão JBS Mercosu (São Paulo/SP) (que reúne os negócios de bovinos na América do Sul) caiu de 11,6% no terceiro trimestre de 2013 para 8,6% no mesmo período de 2014. Em igual comparação, a margem da Minerva caiu de 10,9% para 9,8%. A Marfrig (São Paulo/SP) conseguiu elevar a margem – de 9% para 10,2% -, mas às custas de um programa de redução de despesas, fechamento de unidades e beneficiada pelo bom desempenho das operações no Uruguai.
Concentrado no Rio Grande do Sul no caso da Marfrig, o fechamento de unidades pode ser uma das saídas da indústria para “racionalizar” a capacidade instalada e desfazer parte da expansão deflagrada em 2012 por meio de arrendamentos e reaberturas de plantas, avalia o operador da Mesa de Futuros do BESI Brasil, Leandro Bovo.
“Com plantas menos eficientes sendo deixadas de lado, serão menos frigoríficos brigando pelos animais disponíveis”, diz ele. Mas caminhar para uma redução de capacidade mais significativa não é uma decisão fácil. “Qual indústria vai dar o primeiro passo?”, indaga. O fato é que o primeiro a fechar unidades acabaria ‘ajudando’ o concorrente.
Enquanto não há uma decisão nesse sentido, a única notícia favorável vem do exterior, apesar das dificuldades na Rússia, segundo maior importador da carne do Brasil. “Para os frigoríficos que exportam, vemos um alívio porque a escassez da oferta global de carne bovina é grande”, diz o sócio da MB Agro (São Paulo/SP) José Carlos Hausknecht, citando a menor oferta de animais para abate nos EUA e na Austrália, competidores do Brasil na exportação de carne bovina.
Além disso, a demanda chinesa deve seguir avançando, o que pode diluir até mesmo os efeitos adversos da crise na Rússia, que já fez com que as exportações dos frigoríficos brasileiros em novembro caíssem 60% ante outubro. “Mesmo com a situação da Rússia, o mercado chinês é muito promissor e está só começando”, avalia Lygia Pimentel, da consultoria Agrifatto.
Ela salienta, ainda, que a valorização do dólar ante o real também beneficia os exportadores brasileiros. Na prática, reforça a consultora, os frigoríficos que exportam contam com uma espécie de proteção contra dificuldades do mercado doméstico e a alta do boi gordo, que tende a subir mais de 8% em 2015, estima ela.
Nesse cenário, a analista acredita que a Minerva Foods (Barretos/SP) está melhor posicionada que seus pares no Brasil, já que obtém 65% de sua receita nas exportações. No caso da JBS – considerando-se apenas a operação de carne bovina no Brasil -, a relevância do mercado interno é maior, o que pode colocar ainda mais pressão sobre as margens da JBS Mercosul.
Fonte: Valor Econômico (Por Luiz Henrique Mendes), adaptado pela equipe feed&food.

ANZ alerta para impacto no comércio de carne com risco Rússia

Estima-se que150 mil toneladas de carne congelada do Brasil e do Paraguai terão que ser escoadas para outros mercados


boi_carne_churrasco (Foto: Roberto Seba/Ed. Globo)
A recessão russa deve ter um grande impacto no comércio global de carne bovina em 2015, de acordo com o banco ANZ. A Rússia é o maior importador de carne bovina do mundo. Na semana passada, o ministro da Economia do país, Alexei Ulyukayev, alertou que a Rússia deve entrar em recessão no ano que vem e que o rublo deve permanecer fraco em virtude da queda dos preços do petróleo e das sanções de países ocidentais. O economista sênior do ANZ, Paul Deanne, prevê que as importações russas de carne bovina em 2015 devem cair ao menor nível em 15 anos. 
Assim, cerca de 150 mil toneladas de carne congelada do Brasil e do Paraguai, previamente destinadas à Rússia, terão que ser escoadas para outros mercados. Além disso, de acordo com previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Brasil e Paraguai devem aumentar as exportações de carne bovina em 2015 em 220 mil toneladas, um cenário que deve reduzir os preços do produto. Segundo Deanne, dois mercados importantes para o Brasil, possivelmente capazes de absorver maiores volumes de carne, são China e Oriente Médio, que apresentaram rápida expansão da demanda pelo produto da Austrália nos últimos anos.
fonte: Globo Rural

sábado, 6 de dezembro de 2014

Valorização no final do ano só perde para a de 2013


Alta nos preços dos cortes. Em uma semana, a valorização foi de 0,6%.

Apesar do cenário macroeconômico ruim, desde o final do outubro, a cotação média da carne sem osso acumulou alta de 7,6% no atacado. 

Em sete anos, a evolução do período só perde para a registrada em 2013. Mesmo em 2008, quando a economia nacional crescia a taxas superiores a 5,0%, os preços dos cortes no último bimestre subiram 4,5%.

Sem contar que os cortes de traseiro, de maior valor agregado, subiram 14,8%, frente a 11,9% para as carnes de dianteiro em doze meses, comportamento típico de momentos em que a população está mais capitalizada.

Ou seja, os frigoríficos têm conseguido impor preços maiores aos cortes.

Porém, a margem não evolui. As indústrias que fazem a desossa têm obtido receita média 15,5% superior ao valor pago pela arroba do boi gordo, queda de dez pontos percentuais em um ano.

Com a pouca oferta de gado, que levou à valorização significativa da arroba, não há outra alternativa para a indústria a não ser reduzir suas margens, condição que se tornou básica para operar em 2014.

A alta da matéria prima tem sido repassada até o ponto em que o varejista, e depois o consumidor, conseguem absorver.



Varejo

Preços sobem e margem melhora

Valorização de 1,8% nos preços dos cortes em São Paulo.

O início do mês e o incremento de renda que o final de ano gera animam os varejistas, que, em uma semana, chegaram a impor alta de até 7,0% para cortes como a alcatra.

A margem dos açougues e supermercados voltou a subir, depois das quedas sucessivas desde o final de outubro.

Atualmente está em 53,8% e, ainda assim, está cinco pontos percentuais abaixo do valor registrado no mesmo período de 2013.
As cotações subiram 11,0% em um ano. No atacado a valorização foi de 15,9%.

A alta mais expressiva ocorreu no Rio de Janeiro, de 2,0%. No Paraná, valorização média foi de 0,5% e em Minas Gerais de 0,2%.



fonte: Scot Consultoria

Mapa publica IN que regula Certificação Zootécnica

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), publicou na quinta-feira (4/11), a Instrução Normativa Nº 1, no Diário Oficial da União (DOU).

A normativa estabelece a metodologia de avaliação dos processos de certificação zootécnica para importação de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e seus materiais de multiplicação.

Segundo Romero Teixeira, do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (DEPROS/SDC/Mapa), a norma representa um avanço, possibilitando a rápida atualização dos índices de desempenho a serem utilizados como referência para avaliação de importação de Material de Multiplicação Animal (MMA) de ruminantes, "deixando o Brasil na vanguarda da seleção de material genético a ser incorporado aos rebanhos nacionais através da importação", afirma.

A partir da publicação da norma, todo material genético ou importado, seja ele animal vivo ou seus materiais multiplicação deverá comprovar, por meio de tipagem de DNA a qualificação de parentesco com seus genitores e também demonstrar o seu mérito genético para obter a certificação zootécnica e ser autorizado a ingressar no Brasil.

Para o secretário Caio Rocha, da SDC, "esta instrução normativa dará aos produtores maior garantia na aquisição de material genético, qualificando seu rebanho", afirma.

Fonte: MAPA

CNA cria aplicativo para gestão de risco no agronegócio


A partir de janeiro de 2015, produtores rurais poderão usar seus celulares para comunicar à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) casos de invasões de propriedade, eventos climáticos, problemas de infraestrutura e assuntos relacionados à defesa agropecuária.
As informações inseridas no Aplicativo CNA BRASIL vão fortalecer o Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, do Instituto CNA.
O aplicativo CNA Brasil foi apresentado oficialmente nesta terça-feira (02/12), em Brasília, pelo presidente do Instituto CNA, Roberto Brant. O aplicativo está disponível para iOS e Android.
CNA app
Também estarão disponíveis no aplicativo outros serviços como notícias e alertas do Canal do Produtor, endereços e telefones das Federações e Sindicatos Rurais.
O produtor rural terá também acesso a indicadores econômicos e ainda ao site do Agrosustenta, que oferece modelos de projetos sustentáveis para as propriedades rurais (www.agrosustenta.com.br).
Fonte: CNA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Leilão Certificado nº 5 fecha o ano com 64% dos lotes comercializados



O primeiro ciclo de Leilões Certificados Lance Rural se encerrou na tarde de quarta-feira, dia 03 de dezembro. Após cinco leilões ao longo de sete meses, o projeto despede-se de 2014 com uma oferta 776 animais e a participação de três leiloeiras gaúchas: Coxilha Remates, Lund Negócios e Fleck Negócios Rurais, que integrou o time Lance Rural pela primeira vez.
Foram 22 lotes ofertados – entre terneiros, novilhos, vacas prenhes e com cria ao pé. A Coxilha Remates, responsável por oito lotes ofertados, trouxe animais de Santana do Livramento, Quaraí, Uruguaiana e Caçapava do Sul. A Lund Negócios apresentou nove lotes, sendo eles de Canguçu, Rio Grande, Arambaré e Herval.  Com cinco lotes em oferta, a Fleck Negócios Rurais trouxe animais de Santa Margarida do Sul e São Gabriel.
O último remate de 2014 do Lance Rural teve um faturamento de R$ 717,161 mil e liquidez total nas vendas de animais jovens e fêmeas. Dos 776 bovinos ofertados, 452 animais foram vendidos, representando um percentual de 64% dos lotes e 58% de animais vendidos. Abaixo, o balanço completo, por categoria, do Leilão Certificado Nº 5:


Confira a tabela completa de resultados, por categoria de animais



f
onte: LANCE RURAL

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ABEBB- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE BOVINOS E BUBALINOS

 
É com muita honra que recebo o convite de fazer parte da ABEBB- Associação Brasileira de Exportadores de Bovinos e Bubalinos para o cargo de Diretor de Intercâmbio.
 
                                             OBJETIVOS DA ABEBB

a) Reunir todos os que se dedicam a atividade de exportação de bovinos e bubalinos no 

território brasileiro.

b) Articular os elementos da classe na defesa de seus direitos e interesses.

c) Sustentar e defender perante os poderes públicos constituídos, sindicatos, associações, 

federações, imprensa e opinião pública além de entidades públicas e privadas, as posições da 

classe em relação aos problemas e anseios que a envolvem.

d) Estimular a economia exportadora mediante o desenvolvimento de gestões frente aos 

produtores e autoridades públicas, fornecendo estudos e subsídios referentes aos problemas 

da classe.

e) Representar a classe exportadora de bovinos e bubalinos do Brasil onde se fizer mister.

f) Acompanhar a política econômica e social, visando resguardar os interesses da exportação.

g) Promover cursos, estudos, seminários, debates, palestras e outros eventos afins para prover 

a classe de maiores ensinamentos e atualização.

h) Efetuar estudos jurídicos, sociais, econômicos, políticos e estatísticos de interesse da 

classe.

i) Promover entendimentos e trocas de informações com os governos federais, estaduais e 

municipais, para manter intercâmbio técnico, econômico e social com associações congêneres.

j) Desenvolver programas de garantia para bovinos e bubalinos exportados visando o bem-

estar animal durante o transporte marítimo e terrestre, garantindo a qualidade, ofertado ao 

mercado internacional.

k) Atuar na defesa de todo e qualquer direito difuso, coletivo ou individual homogêneo 

relacionado com as atividades dos membros associados.

fonte: ABEBB

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Swift Black - A carne no ponto da perfeição

Preço do churrasco avança próximo das festas

Frigoríficos e varejo alegam menor oferta de carne e maior procura por produto para elevação que chega a 10%
Patrícia Comunello
O churrasco já está mais caro e ainda falta quase um mês para as festas de final de ano. Depois de um curto período de estabilidade, os preços da carne vermelha voltaram a subir na semana passada, mostrou a pesquisa semanal do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), ligado à Ufrgs. O Nespro identificou até 6,5% de aumento na carcaça vendida por frigoríficos ao varejo em uma semana, maior alta registrada em unidades de abate na Região Metropolitana. Desde 22 de outubro, a correção acumulada ultrapassa 10%. 
As regiões Centro (uma das zonas com maior rebanho) e Sudeste (onde a lavoura de soja toma espaço da pecuária) do Estado apresentaram elevações de 3,4% e 3,2%, respectivamente, em apenas sete dias. O núcleo também monitora o comportamento de preços em supermercados e açougues, com atualizações quinzenais. Esta semana, quando ocorrerão as coletas de dados em estabelecimentos em Porto Alegre, será possível medir o impacto da conta repassada pela indústria ao varejo. 
A indústria confirma a escalada, que deve se manter até a janela do Natal e Ano-Novo, quando o consumo dispara, e atribui as correções de tabelas a menor oferta de bois, fato que valoriza a matéria-prima. “Está uma confusão, a indústria está sem referência de preço, pois a escassez de boi começou em novembro e o produtor nessa hora retém a produção”, retrata o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicardergs), Ronei Lauxen. Para a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), há ainda o fator exportação. 
Pesquisa da Agas mostrou que, no final do ano, os consumidores não vão trocar de ingrediente na ceia, mesmo que a conta fique mais salgada, 10,7% a mais que o valor praticado no fim de 2013. Carne é o produto que não pode faltar, o que embala projeção de alta de quase 10% nas vendas. “O aumento em cortes mais nobres, como picanha e maminha, chega a 20%, e carne sem osso, entre 5% e 10%”, atesta o presidente da associação de supermercadistas, Antonio Cesa Longo. Para o dirigente, o comportamento dos preços não destoa de anos anteriores, desde que a carne bovina engrenou maior valorização. “E vai aumentar mais até o Natal. Falam até em desabastecimento”, adianta Longo.
Um artifício das redes para aliviar o custo de cortes mais requisitados, como picanha e costela, vinha sendo trazer produto do Centro-Oeste do Brasil, onde está o maior rebanho. “Isso funcionou por um tempo, quando se conseguia carne mais barata, mas, hoje, a distribuição está nas mãos de três grupos, e não há mais diferença”, justifica Longo. Se não tem alternativa no abastecimento, consumidores como a promotora de vendas Débora da Rosa Klauth, assadora oficial dos amigos, busca substituir cortes mais valorizados por outros mais em conta sem comprometer o sabor e a tradição do churrasco.
Débora prefere comprar em açougue que sabe da qualidade do produto e onde encontra normalmente preços mais baixos. “Antes de comprar, sempre comparo, e costuma ser mais em conta”, diz Débora. O Nespro aponta que os preços variam muito entre os tipos de estabelecimento, mas que as casas de carnes costumam oferecer condições mais apetitosas. “Também sou bem chata na hora de escolher e pechincho. Sempre consigo um descontinho”, comemora a assadora, que gastou R$ 140,00 na última fatura para cozinhar para 26 pessoas.
O dono de um açougue no Mercado Público Valdir Sauer aponta que a carne de primeira subiu 10% a 15% na última semana. “E vai subir mais, nesta época é normal. Durante o ano, baixou e subiu várias vezes”, previne Sauer. Mesmo o quilo da picanha, que poderá chegar a 
R$ 40,00, não deve afugentar cliente, aposta o açougueiro. “Antes, comprar três a quatro quilos era muito, hoje, se colocar mais na balança, ninguém arrepia”, contrasta Sauer. “Cliente sabe que aqui tem o melhor gado, quer só Angus e Hereford.”
Mercado projeta entressafra em janeiro e fevereiro e limite para repasse de preço

Se em dezembro a indústria reclama de menor oferta de bois, que eleva a cotação da carcaça, em janeiro e fevereiro a entressafra se amplia. Um dos fatores que ajudou a demarcar ainda mais esse período é a ocupação de terras, antes destinadas a engordar bois, para grãos, como a soja. Na Metade Sul, onde está o maior rebanho, a transferência se firma e cresce a cada ano. O que poderia ajudar na programação de oferta de matéria-prima, adverte o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, seria maior integração entre o setor primário e a indústria e mesmo o varejo.
“Se tivéssemos os dados de oferta de animais poderíamos fazer previsão para o abastecimento”, explica Lauxen. Do lado do produtor, a escolha do período de venda dependerá da estratégia de cada um, e a pecuária tem ciclo longo, dois a quarto anos. O rebanho gaúcho também se mantém estável, com 13,4 milhões de cabeças (um terço situado na região Sudoeste), e os abates em pouco mais de dois milhões ao ano. Outra crença do mercado é que o consumidor não aceita repasse de preço com facilidade e migra para cortes e espécies, como frango, para gastar menos.
Um dos responsáveis pela pesquisa sobre boi gordo do Nespro, o médico veterinário Eduardo Dias ressalta que a iniciativa de monitorar os preços nos principais redutos de abates e de consumo busca formar melhor panorama das informações. “A falta de dados é o grande problema da cadeia da carne bovina, o que gera desconfiança entre os agentes”, associa. O pesquisador cita que o varejo é o elo com maior possibilidade de calibrar a aceitação de preços em meio à valorização do produto. “O consumidor está muito segmentado, entre o que busca preço e o que quer qualidade e marca, e paga por isso”, define o integrante do núcleo da Ufrgs. Hoje, segundo Dias, 93% da carne de animais abatidos é vendida no Estado, e sete frigoríficos respondem por quase 40% da oferta.

fonte: Jornal do Comercio
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