segunda-feira, 31 de julho de 2017

TERNEIROS A BORDO


Com preços competitivos no mercado internacional, exportação gaúcha de gado em pé ganha espaço em tempos de menor demanda interna e ajuda a frear a queda da cotação do quilo vivo no Estado 

Um comboio de 50 caminhões vindos de Capão do Leão e Cristal chega ao Porto de Rio Grande carregado com 9,3 mil terneiros. No terminal, os animais sobem, um a um, uma rampa que dá acesso ao navio, em procedimento que pode levar até 48 horas. Finalizado o embarque, o navio está pronto para atravessar o Oceano Atlântico e, após 23 dias de viagem, atracar no Porto de Bandirma, na Turquia. Embarques como o descrito acima, ocorrido no último final de semana, tornaram-se frequentes. Segundo a Superintendência do Porto de Rio Grande, o Estado exportou 23.908 bovinos vivos no primeiro semestre de 2017, quantidade superior às 19.762 cabeças do mesmo período no ano passado — sempre tendo como destino o mercado turco. Na mesma comparação, o faturamento caiu 5,4% e ficou em 11,07 milhões de dólares. A carga exportada é composta basicamente por terneiros machos inteiros (não castrados), de raças britânicas. Em 2016, o Rio Grande do Sul exportou 46,4 mil terneiros. O volume pode ser considerado pequeno frente ao total do rebanho gaúcho. Mas, em um cenário de crise na pecuária de corte, influenciado pela queda no consumo, pela operação Carne Fraca e pelo escândalo da JBS, exportadores e analistas do setor afirmam que os embarques ajudaram a conter a queda no preço do terneiro. A cotação do quilo vivo, que há um ano ficava perto dos R$ 6, agora está próxima de R$ 5 e é semelhante à do boi gordo, quando, historicamente, costumava ficar de 15% a 20% acima desta. Segundo o veterinário e consultor Eduardo Lund, que atua na intermediação de negócios voltados à exportação, os embarques ajudaram a dar sustentação ao preço num momento de queda na demanda interna. “Se não houvesse a exportação de gado em pé, estaríamos num caos”, analisa. A estimativa é de que o número de animais exportados chegue a 50 mil cabeças até o final deste ano. Conforme Lund, a demanda do mercado turco deve-se principalmente à qualidade dos bovinos gaúchos somada aos preços mais competitivos do que o do gado criado na Europa. Grande concorrente do Rio Grande do Sul, o Uruguai — com características de rebanho semelhante — exportou 98 mil cabeças no primeiro semestre. A Argentina, por sua vez, encontra-se em fase de recomposição do rebanho e, portanto, não está focada no mercado externo neste momento. “O mundo é carente (de gado) e quem tem preços competitivos somos nós”, afirma Lund. Os animais destinados à Turquia pesam de 180 a 250 kg e, após chegarem ao destino, vão para a engorda, para serem vendidos futuramente. O crescimento do volume de exportações neste semestre coincide com momento de baixa demanda dentro do Brasil. A zootecnista e consultora de mercado da Scot Consultoria, Isabella Camargo, observa que está sobrando oferta no mercado interno. Por isso, não acredita que as exportações tenham impacto negativo para o setor. “O mercado interno nem está conseguindo consumir o que tem”, comenta. As notícias de navios carregados com gado, no entanto, não agradam aos frigoríficos. O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do RS (Sicadergs), Ronei Lauxen, afirma que, diante de uma ociosidade de 30% nos abatedouros, os embarques provocam um impacto negativo na oferta de animais — ainda que representem cerca de 3% do total de abates. “Quando tu já não tens matéria-prima suficiente para abastecer todas as indústrias, qualquer quantidade retirada dessa oferta já mexe com o mercado”, afirma. Lauxen ressalta que os frigoríficos gaúchos trazem bovinos de fora do Estado, porém diz que isso só ocorre na entressafra, em especial em junho e julho. Também defende a exportação de carne, que é uma forma de agregar mais valor à produção do que o gado vivo. O coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), da Ufrgs, Júlio Barcellos, ressalta que os 23 mil animais embarcados neste ano representam um volume pequeno perto da produção gaúcha, que é de 2,9 milhões de cabeças por ano. No entanto, sustenta que a exportação tem efeito sobre o preço do terneiro, não pela quantidade, mas por um aspecto “psicológico”. Explica, ainda, que isso não altera oferta e demanda, mas provoca outra percepção dos pecuaristas e dos compradores de gado, que também ficam preocupados. “De certa forma, gera um pouco de reação de mercado”, acrescenta.
OFERTA CONTIDA NAS FEIRAS
 A opção de criadores pelo mercado externo vem sendo apontada como uma das causas da redução da oferta ocorrida nas feiras de terneiros nos últimos anos. O presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do RS (Sindiler), Jarbas Knorr, considera que trata-se de um mercado interessante para o produtor e, ao mesmo tempo, lembra que a quantidade exportada é quase idêntica à do número de terneiros machos arrematados durante as feiras do último outono (25 mil). “Muitos deixam o terneiro inteiro para vendê-lo para o exterior”, observa. Knorr, no entanto, não acredita que as exportações tenham contribuído para sustentar o preço do terneiro.


Mercado ainda instável
Fluxo das vendas não é constante e, por isso, há recomendações para que Brasil encontre mais caminhos para colocar seus bovinos no exterior

C om 12% das exportações brasileiras de gado vivo, o Rio Grande do Sul está atrás apenas do Pará, que domina o ranking com participação de 79%. Para que esse fluxo continue a crescer, no entanto, ainda é necessário abrir novos mercados, segundo a zootecnista e consultora de mercado da Scot Consultoria, Isabella Camargo. Até abril de 2016, a Venezuela era o destino de mais de 50% das exportações brasileiras de gado vivo. Em 2015, chegou a receber 9 mil animais provenientes do Rio Grande do Sul. Mas com a crise econômica que atingiu o país sul-americano, as operações para lá cessaram. Hoje as exportações brasileiras concentram-se no Oriente Médio, porém os países daquela região ainda não alcançaram a demanda do antigo comprador. “Ainda é um mercado muito instável”, analisa Isabella. “O Líbano faz dois meses que não compra e a Turquia ficou janeiro e fevereiro sem comprar”, exemplifica. A volatilidade desse mercado pode ser vista pelos números das exporta- ções dos últimos anos, fornecidos pela Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG). Em 2012, o Estado chegou a embarcar 47,4 mil cabeças. Dois anos depois, o volume caiu para 8,6 mil unidades. No ano passado, as operações ganharam novo fôlego, com o embarque de 46,4 mil terneiros. Entre os exportadores, há a expectativa de que o Egito retome as compras nos próximos meses. Segundo o veterinário e consultor Eduardo Lund, o país - que importou gado do Rio Grande do Sul pela última vez em 2014 — costumava comprar animais da Colômbia, onde recentemente foram detectados focos de febre aftosa. “O da Colômbia pode vir parar aqui no Brasil”, espera Lund. Entre os anos de 2010 e 2014, o Rio Grande do Sul também exportou gado vivo para o Líbano, Líbia e Jordânia. O economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, concorda com a importância das exportações na regulação de preço do mercado interno, especialmente diante da crise atual vivida pela pecuária de corte em função da Operação Carne Fraca e do escândalo da JBS. De acordo com ele, os frigoríficos não têm com o que se preocupar, uma vez que o volume de gado nos navios é pequeno diante do total de abates. Mas, na opinião dele, estes mercados devem continuar existindo, porém como nicho. “A tendência de vender carne processada para a Ásia é cada vez maior”, observa. O professor Júlio Barcellos, do Nespro/Ufrgs, alerta para a elaboração de uma nova normativa do Ministério da Agricultura que deve tornar mais rígida a fiscalização sobre os locais de quarentena e certificações dos locais de embarque. “Isso, de certa forma, também vai começar a causar algumas dificuldades para o Brasil comercializar”, acredita. 

EMPRESÁRIO ACREDITA QUE VOLUME DE OPERAÇÕES TENDE A CRESCER
Criada há um ano e meio, em Pelotas, a Brasil Beef é uma das quatro empresas do Rio Grande do Sul autorizadas a exportar gado vivo. Durante este período, foram realizados seis embarques — o último deles há uma semana, com 5 mil cabeças. O diretor da empresa, Rodrigo Crespo, que também é produtor e leiloeiro, acredita que o volume de operações tende a crescer. “Há uma falta de animais no mundo para suprir esses mercados (como a Turquia). Se tivermos um câmbio favorável, é um mercado que não tem como não seguir”, acredita. Para o produtor, a exportação pode representar um ganho de preço. Segundo Crespo, os animais destinados ao navio são comprados por R$ 5,30 a R$ 5,40 o quilo vivo. E há a vantagem de não precisar castrar o terneiro, já que a Turquia só compra animais inteiros. Fora o custo da mão de obra, a castração implica perda de peso. “Um animal inteiro tem um ganho de peso de 10% em cima do mesmo animal castrado”, compara Crespo. Além disso, os turcos dão preferência ao animal inteiro por ter menos gordura. Embora o volume exportado não seja expressivo, Crespo afirma que as vendas para o exterior servem como reguladoras de mercado. “Também é uma forma de ‘desovar’ o que pode ter de excesso (na oferta interna)”, analisa. Observa, ainda, que o volume de gado vendido para outros estados, dentro do Brasil, é superior ao das exportações. 


Cuidados em toda a travessia
Deslocamento do gado pelo oceano exige quarentena prévia e acomodações adequadas no navio 

Antes de subir ao navio, os terneiros destinados à exportação passam por uma quarentena em um dos cinco Estabelecimentos de Pré-Embarque credenciados no Rio Grande do Sul. Dois estão localizados em Rio Grande e os demais em Capão do Leão, Cristal e Eldorado do Sul. No caso das exportações para a Turquia, o protocolo sanitário exige que o período seja de 21 dias. Durante a quarentena, os animais - que normalmente são originários de criação a pasto -, alimentam-se de ração e silagem. A quarentena serve para a verificação do status sanitário dos terneiros. Se houver manifestação de doenças durante esse período, o animal fica impedido de embarcar. Cinco exames obrigatórios são realizados ao longo destes 21 dias: brucelose, tuberculose, leucose, paratuberculose e diarreia viral bovina (DVB). Além do controle de doenças, a quarentena serve também para que o animal se prepare para a longa viagem a bordo do navio. O veterinário Toni Machado, responsável técnico da Brasil Beef, considera que o debate sobre o bem-estar animal na exportação de gado vivo já está superado. “Os animais demonstram sinais de conforto ao chegar dentro do navio. Eles deitam, ficam ruminando, descansam, é um ambiente com fluxo de ar”, descreve. Além disso, segundo Machado, o embarque é feito com a utilização de bandeiras e chocalhos, evitando os choques e objetos pontiagudos para “tocar” o gado. A maioria das embarcações conta com até dez andares. Dentro deles, as baias são organizadas com quatro a oito animais, em média. A bordo do navio, os terneiros alimentam-se à base de ração e feno. Machado diz que isso garante a manutenção do peso. Se algum animal apresentar problemas durante a travessia será encaminhado à enfermaria e atendido por um veterinário. 

CONFORTO É EXIGÊNCIA DA OIE
O transporte internacional de terneiros segue regras estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Para o veterinário Leonardo de la Vega, do Comitê Permanente de Bem-Estar Animal da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o deslocamento de cargas vivas deve obedecer cinco itens principais: o animal deve estar sadio, não sentir medo, viajar em condições de conforto, receber alimentação e hidratação adequadas e manter a capacidade de expressar seu comportamento natural. Vega afirma que a exportação não é incompatível com o bem-estar dos animais.

Durante a viagem, que começa no porto de Rio Grande, os animais são alimentados com ração e feno e acompanhados por veterinário 

fonte: Correio do Povo Rural 
 Coordenação: Elder Ogliari | rural@correiodopovo.com.br 
Reportagem: Danton Júnior 
Fotos Angelica Barcellos Chaves Silveira
Ano: 34 Número: 1.777 de 30.07.2017

sábado, 29 de julho de 2017

Frigorífico Famile, de Pelotas, fará 1ª abate certificado de Hereford e Braford dia 1º de agosto

Depois do El´Golli, de Santa Catariana, chegou a vez do Frigorífico Famile, de Pelotas (RS), confirmar o seu primeiro abate experimental certificado pela Associação Brasileira de Hereford e Braford. Será no dia 1º de agosto, na planta localizada na Av. Alfredo Theodoro Born, 6653, em Sanga Funda, Pelotas.
O abate de 35 animais será acompanhado pela Gerente do Programa Carne Pampa, Fabiana Freitas. “Mais uma oportunidade única para os criadores das raças HB no Rio Grande do Sul, já que os participantes terão seus animais (machos e fêmeas) bonificados em até 5% acima do preço do mercado”, adiantou. “Um diferencial, também oferecido pelo Famile, será o pagamento a vista de 90% do peso vivo dos animais, com o pagamento das bonificações em até 5 dias úteis”, complementa Freitas.
Fundado em março de 1981, o frigorífico já consolidado do Rio Grande do Sul tem como missão produzir produtos com alta qualidade e confiabilidade, desde sua origem até o consumidor final.
Serviço:
 Frigorífico Famile
Av. Alfredo Theodoro Born, 6653
Sanga Funda – Pelotas – Rio Grande do Sul – 96070-380
Fone: (53)3274.3100
http://www.famile.com.br
Por Tatiana Feldens, reg Prof. 13.654
Ascom ABHB

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Marfrig vai reabrir atividades em Alegrete

Uma das notícias mais esperadas dos últimos seis meses, foi anunciada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Alimentação de Alegrete, Marcos Rosse.
O frigorífico Marfrig vai reabrir sua planta, depois de suspender os abates desde dezembro de 2016. Primeiro depois de dar ferias coletivas e dispensar os 650 funcionários, com alegação de não havia, à época, gado suficiente para abater na região.
Os trabalhadores ficaram recebendo em casa e depois foram dispensados com os seus direitos. Houve o desmonte parcial da instalações.
Depois de intensas negociações com a direção da empresa, com governo do Estado, Ministério do Trabalho foi decidido pela reabertura, já que o prazo dado pela justiça de 90 dias para que a empresa liberasse a planta ou reabrisse esta próximo de expirar. E se isso não acontecesse a empresa perderia a carta de exportação, além de ter que pagar uma multa de cerca de 15 milhões, de acordo com Rosse.
Como a empresa fechou novos contratos de exportação e outras plantas administradas pelo grupo não foram aprovadas para este fim, tiveram que ceder para reabrir a de Alegrete. A planta local tem SIF e as condições exigidas pelo mercado internacional
Como foram retirados muitos equipamentos da planta local, até que sejam recolocados no vários setores da indústria a abertura das atividades esta prevista para o início de setembro. De início, serão aproximadamente 600 empregos.
Rosse enfatiza que esta é uma das melhores notícias aos trabalhadores e para Alegrete, porque todos sabem da importância do frigorífico manter suas atividades para a economia do Município.
fonte: AlegreteTudo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Principais indicadores do mercado do boi –18-07-2017


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
17/07/17Diferença
14/Jul10/Jul14/Jun/17
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 124,200,36%-0,79%-2,62%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.130,520,00%0,41%3,05%
Margem bruta na reposiçãoR$ 918,780,80%-2,23%-8,80%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 39,040,60%1,79%0,41%
DólarR$ 3,18-0,24%-2,54%-3,02%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo apresentou alta de 0,36%, nessa segunda-feira (17) sendo cotado a R$ 124,20/@. O indicador a prazo foi de R$ 126,23.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro manteve-se estável, cotado a R$ 1130,52/cabeça nessa segunda-feira (17). A margem bruta na reposição foi de R$ 918,78 e apresentou alta de 0,80%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (17), o dólar apresentou baixa de 0,24% e foi cotado em R$ 3,18. O boi gordo em dólares registrou valorização de 0,60%, sendo cotado a US$ 39,04. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 17/07/17
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Jul/17123,38-0,24912264 
Ago/17126,09-0,303533 
Set/17127,68-0,371322 
Out/17128,83-0,374.245605 
Nov/17128,91-0,371082 
Dez/17129,33-0,3731 
Jan/18126,70-0,1300 
Fev/18129,180,10931
Mar/18134,35-0,20511 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
07/07/17125,67127,3607/07/171125,90.
10/07/17125,19125,2010/07/171125,90.
11/07/17125,49127,8411/07/171127,001128,47
12/07/17124,70126,1912/07/171138,001139,56
13/07/17124,19126,1913/07/171138,001139,56
14/07/17123,76124,6314/07/171130,521132,06
17/07/17124,20126,2317/07/171130,521132,06
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para jul/17 apresentou baixa de R$ 0,24 e foi negociado a R$ 123,38 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/17
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
17/07/17Diferença
14/Jul10/Jul14/Jun/17
Traseiro (1×1)R$ 9,900,00%-1,00%-6,60%
Dianteiro (1×1)R$ 7,000,00%-2,78%-6,67%
Ponta AgulhaR$ 7,500,00%-1,32%1,35%
Equiv. FísicoR$ 142,85-0,14%-0,68%-6,61%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 18,65-3,27%0,11%-26,63%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 142,85. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 18,65 e apresentou baixa de R$ 3,27 no dia. Conforme mostra a tabela acima
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

segunda-feira, 17 de julho de 2017

200 vacas de invernar a venda!

Maiores informações com Lund 053.999941513 ou Charles 053.999915601

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Em junho Brasil exportou 25,1 mil cabeças de bovinos vivos



Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em junho o Brasil exportou 25,1 mil cabeças de bovinos vivos, com faturamento total de US$15,8 milhões.

Em relação a maio deste ano o volume foi 23,2% menor. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 53,3% no número de cabeças exportadas.

Do total, 15,1 mil cabeças foram embarcadas para a Turquia, que hoje é o maior cliente de bovinos vivos do Brasil.

Desde o início de 2017 foram enviados para o país 62,8 mil animais, o equivalente a 49,3% do total exportado.

fonte: Scot Consultoria

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Não acredito!!!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

fonte : Postagem de Facebook

Alertan a productores por intoxicación por consumo de Senecio


SENECIO

Desde el Instituto Plan Agropecuario alertan por el rebrote de los campos y condiciones favorables para el crecimiento del Senecio y ante esto, en distintas zonas del país se generó el consumo.
Según informó Rafael Carriquiry, integrante de la institución, esta situación ha provocado varios casos de intoxicación hepática crónica, que desembocaron en la muerte de los animales afectados.
“Si bien la planta puede no estar presente en el campo, los animales pueden estar intoxicados como causa del consumo en meses pasados. La ingestión de esta maleza es mayor en condiciones de baja oferta forrajera ya que esta maleza si bien es poco palatable se vuelve una opción de alimento para los vacunos” sostuvo.
Por otra parte se señaló que “los ovinos tienen una gran resistencia a esta intoxicación, consumen la planta en condiciones normales de pastoreo y no manifiestan síntomas”.
Al no existir tratamiento para esta patología, es importante realizar un diagnóstico para saber si los animales la padecen. “Este debe ser realizado por el veterinario, quien conociendo la historia del campo, con los datos epidemiológicos y clínicos, diagnostica la enfermedad y la confirma mediante el análisis de los tejidos o de sangre en un laboratorio. El estudio de los animales muertos (necropsia) ofrece una excelente oportunidad de confirmar el diagnóstico para esta enfermedad”.
Luego de realizar los diagnósticos y si los resultados establecen que los animales están intoxicados con esta maleza, o si se observan plantas en el campo, es recomendable iniciar alguna acción para su eliminación. 
fonte: Tardaguila Agromercados

segunda-feira, 10 de julho de 2017

UruguaY - Durante el primer semestre de 2017 se exportaron 96.891 vacunos en pie


Durante el primer semestre de 2017 se exportaron 96.891 vacunos en pie

La cifra representa 11% menos que en igual período de 2016, aunque es 26% más que en 2015; casi la totalidad de los vacunos fueron enviados a Turquía, al tiempo que se reabrió el mercado egipcio
El volumen de exportación de ganado en pie venía a un ritmo lento, pero en los últimos meses registró una recuperación y el primer semestre de 2017 cerró con 96.891 cabezas exportadas, en su gran mayoría a Turquía. Sólo en junio se comercializaron 24.775 vacunos, en dos embarques, uno de 12.814 cabezas y otro de 11.961, según datos del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP).

Al pasar raya se observa que el volumen de exportaciones de la primera mitad de este año fue 11,4% inferior al de igual período del año pasado, pero 26,6% más alto que el de 2015.

Prácticamente la totalidad de los bovinos exportados en pie fueron enviados a Turquía. De los 96.891 vacunos colocados, solamente 65 se enviaron a otro destino: Brasil.

La reapertura de Egipto

Egipto volvió a abrir su mercado al ganado uruguayo en pie luego de la visita oficial del presidente de la República, Tabaré Vázquez, acompañado de una comitiva que también integraron el presidente de la Unión de Exportadores de Ganado en Pie, Alejandro Dutra, y el presidente de la Asociación Rural del Uruguay, Pablo Zerbino.

Los operadores del negocio destacaron la importancia de tener un mercado alternativo y no depender exclusivamente de Turquía. Pero volver a hacer negocios con Egipto no será tan fácil, no solamente porque paga precios inferiores a los de Turquía, sino fundamentalmente porque no paga en dólares sino en su propia moneda y, dada la inestabilidad política de ese país, ese puede ser un riesgo importante. 


Turquía cambió las reglas

Las reglas que impuso este año el gobierno turco para la compra de terneros en pie son mucho menos beneficiosas para los exportadores y provocaron que varias empresas salieran del negocio, no solo por el riesgo que implica sino además porque las firmas internacionales que las asisten financieramente no están dispuestas a participar de acuerdos con esas características.

Este año el gobierno turco plantea una serie de multas en la descarga de los ganados, y para cobrar la carta de crédito tiene que haber una firma de aceptación de los animales por parte del ministerio de aquel país, luego que el ganado llegue al destino.

Los exportadores consideran que eso implica un riesgo muy elevado, porque tendrían que llevar los animales, que serían evaluados en Turquía, con la posibilidad de que sean rechazados por diversos motivos.

Una de las cláusulas de rechazo se denomina trauma, pero no se especifica en detalle en qué consiste ese trauma, y por lo tanto eso deja una gran incertidumbre entre varios operadores, que aseguran que los descuentos pueden llegar a ser hasta de US$ 150 por animal. 

De todos modos hubo empresas que aceptaron estas nuevas reglas de juego y siguen realizando negocios. Prueba de ello es el importante volumen exportado en el semestre que acaba de finalizar. Las demás, siguen buscando alternativas de negocios y mientras tanto actúan comprando ganados y vendiéndoselos a los que siguen exportando.


Vaquillonas a Turquía

Las condiciones para exportar vaquillonas a Turquía son diferentes. Estos negocios se realizan con privados, mientras que los terneros son comprados por el gobierno. Si bien la rentabilidad de estos acuerdos no es del mismo nivel que en los negocios de machos, hay operadores que valoran las mejores condiciones comerciales que les permiten exportar con mayor tranquilidad. 

Es el caso de la empresa Escoltix, que a través de su director, Rodrigo González, confirmó a El Observador Agropecuario la exportación de 4.500 vaquillonas preñadas y vacías que se embarcarán entre fines de julio y principios de agosto. Los ganados se están empezando a comprar en estos días.
FONTE: EL OBSERVADOR

    CNA lança livro sobre economia e mercado da pecuária de corte


    Livro "Economia da Pecuária de Corte" é lançado na CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF) lançou na última terça-feira (04) o livro “Economia da Pecuária de Corte – Fundamentos e o ciclo de preços”.
    O autor é o engenheiro agrônomo Ivan Wedekin, responsável pela obra de onze capítulos que aborda a visão global do negócio de carne bovina e o panorama econômico da pecuária.
    economia da pecuaria de corte_cna
    Técnicos e especialistas da bovinocultura de corte estiveram presentes no lançamento do livro (Foto: reprodução)
    Técnicos e especialistas da bovinocultura de corte estiveram presentes no lançamento do livro. “A publicação traz temas como a volatilidade dos preços das commodities, a formação de preços na pecuária e uma análise da estrutura desse mercado”, afirma o autor, que também preside a Câmara Temática de Crédito e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF).
    Para o presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Antônio Pitangui de Salvo, a obra contribui com informações econômicas relevantes para a cadeia produtiva.
    “Economia da Pecuária de Corte – Fundamentos e o ciclo de preços” é uma edição pode ser encontrado pelo telefone (11) 3842 5607 e pelo e-mail contato@wedekin.com.br.
    Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.

    Banco do Brasil anuncia novas medidas de apoio à Pecuária de Corte


    O Banco do Brasil (BB) decidiu prorrogar por um ano o pagamento das parcelas do crédito rural com vencimento até dezembro de 2017.  A medida está sendo oferecida devido à situação do mercado interno depois da “Operação Carne Fraca” e da delação da JBS.
    A decisão do BB ocorreu depois que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou um amplo trabalho para alertar os agentes financeiros sobre a situação dos pecuaristas diante da contínua desvalorização da arroba do boi. 
    Levantamento da CNA mostra que, de janeiro a julho deste ano, o valor da arroba do boi gordo acumulou queda de 16%, tendo como referência São Paulo.   
    Para o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), Assuero Veronez, “o Banco do Brasil tomou uma atitude tempestiva em socorro ao setor que passa por um momento difícil em razão da delação da JBS”.
    Assuero Veronez
    O importante agora, explicou ele, é que os outros bancos “sigam o mesmo caminho, por similaridade, especialmente o Banco da Amazônia, de modo a contemplar todos os pecuaristas que enfrentam dificuldades no pagamento”. 
    “Certamente esse assunto será resolvido no futuro, mas nós precisamos de prazo para cumprir com os compromissos bancários, especialmente devido à baixa remuneração da atividade nesse momento. Precisamos de tempo para superar as dificuldades”, afirmou Assuero Veronez. 
    A medida, segundo o diretor de Agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa, não será automática. Cada pecuarista terá de ir até a agência bancária onde assinou o contrato e pedir a prorrogação do prazo de pagamento. 
    A prorrogação terá condição específica para cada região em virtude da maior ou menor concentração de frigoríficos. O BB está sugerindo as seguintes amortizações mínimas: 
    Essas amortizações ainda podem ser flexibilizadas, quando a situação individual do produtor não permitir a entrada. A prorrogação abrange cerca de 300 mil operações num volume total de aproximadamente R$ 7,2 bilhões. 
    O Banco do Brasil já havia prorrogado, por um ano, as operações de custeio e investimento com vencimento entre março e junho deste ano. 
    Nova linha – O BB também criou duas novas linhas de crédito. A primeira é destinada à retenção de bezerros, matrizes e bois. A segunda serve para aquisição de bois para recria e engorda.
    O valor reservado para as novas linhas é de R$ 1 bilhão a juros que variam de 9,25 a 12,75%. É uma opção para o pecuarista “suportar com mais tranquilidade a queda ocorrida nas cotações da arroba do boi”, afirmou Marco Túlio.
    A carteira de crédito de agronegócios do BB é de R$ 180,1 bilhões, conforme divulgação de março de 2017. Desse volume, 21,2% (R$ 38,1 bilhões) referem-se a operações no segmento de bovinocultura.
    Assessoria de Comunicação CNA