sexta-feira, 5 de março de 2010

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


INFORMAÇÃO
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*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 05.03.2010

REGIÃO DE PELOTAS
.EGIÃO
BOI: DE R$ 5,10 a R$ 5,20

VACA: DE R$ 4,80 a R$ 4,90
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OBS: Compras só a rendimento.
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FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
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FONE: 9981.1203 Humberto Costa

Boi gordo, vender ou segurar?

O mercado do boi gordo está firme, principalmente devido à oferta restrita. O que tem segurado um pouco o mercado é a demanda pela carne, que está fraca.

Considerando que o boi já está terminado e havendo pasto, qual a melhor escolha, vender ou permanecer com os animais, esperando preços melhores?


Para considerar o custo desta opção de maneira simplificada, utilizaremos o custo de arrendamento de pasto. Hoje, no Mato Grosso do Sul, o preço de um arrendamento é de R$13,00/cabeça/mês.


Ou seja, se neste mês que o boi for retido ele só mantiver o peso, o que é conservador, considerando o estado do pasto e as chuvas na região, teremos um boi com o mesmo peso, daqui um mês.

Um boi de 18@ hoje, na região de Campo Grande, onde a arroba vale R$73,00, a prazo, livre de imposto, é vendido por R$1314,00. Um real de valorização no preço por arroba causaria um incremento de R$18,00 no preço do animal, que já pagaria o aluguel do pasto, sobrando R$5,00 por animal, de lucro.


Mas e se o preço cair? Bom, a conta é o inverso. Mas, além de perder no valor do animal, o pecuarista perde o valor do aluguel de pasto.

Observe o comportamento dos preços entre o início de maio e o início de abril nos últimos anos, em Campo Grande - MS.

Com os preços da reposição firmes e a compra de animais jovens não estando interessante, pode-se cogitar esta hipótese.

Sempre levando em conta que existem as variáveis climáticas, cambiais e de consumo.

Safra 2010/2011 contará com crédito para integração lavoura-pecuária

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que o próximo Plano Agrícola e Pecuário, conhecido como Plano Safra 2010/2011, terá linhas de crédito específicas para a integração lavoura-pecuária e para recuperação de áreas degradadas. "Serão linhas de crédito específicas e reforçadas. Além disso, terão taxas de juros diferenciadas", disse o ministro.

Stephanes explicou que, por razões econômicas, alguns produtores já vêm desenvolvendo a alternância da pecuária com a lavoura e com a silvicultura, mas o governo quer ampliar o volume de produtores que desenvolvem essa metodologia, que permite a máxima utilização do espaço existente para os vários tipos de atividade. "Isso já vem sendo adotado aqui e ali por alguns produtores", disse o ministro.

Em relação ao crédito para recuperação de áreas degradadas, Stephanes salientou que, apesar de já haver uma linha disponível para este fim aos produtores, ela vem sendo pouco acessada. "Hoje a demanda é pequena, mas não sabemos se é por causa dos juros ou por dificuldades de acesso. Estamos estudando a situação para apresentar a linha de crédito no próximo Plano Safra", disse.
O ministro ressaltou a importância da qualificação do manejo da pecuária. "A pecuária caminha cada vez mais para uma produção intensiva ou semi-intensiva. Em consequência disso, haverá liberação de grande quantidade de terras", salientou.

FONTE AGRONOTICÍAS

VALE A PENA LER! Stuhlberger: Brasil não terá problemas no médio prazo

Em artigo publicado na revista do Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), Luís Stuhlberger, responsável pelos R$ 8 bilhões aplicados no reverenciado fundo Verde, confessa qual o seu maior sonho: prever o futuro. Apesar de muitas pessoas acharem que ele já faz isso, Stuhlberger discute as formas pelas quais toma suas decisões que, de uma certa maneira, incluem tentar antever o que vai ocorrer no mercado a partir do estudo e da observação, aliados à experiência em analisar as informações e ao contato com outras opiniões. Essas máximas levam Stuhlberger a ganhar dinheiro no Brasil e no exterior há anos - inclusive, mais recentemente, com a crise da Grécia.

Mas ele observa que prever corretamente o futuro é apenas uma das qualidades de um gestor de patrimônio: é preciso também saber o momento de agir, ou seja, o "timing", e ter um bom instinto de sobrevivência - que inclui reconhecer quando se está errado antes de o mercado provar isso de forma desastrosa. Foi assim que ele reviu as previsões negativas para este ano.
Durante o Carnaval, enquanto a maioria dos brasileiros se divertia, ele passava o dia lendo relatórios e acompanhando agências de notícias para concluir que os cenários de queda forte nas commodities e na bolsa brasileira, de crise do euro e da alta do dólar no Brasil não acontecerão agora. "Por isso, resolvi reverter as estratégias de proteção que havia colocado no Verde, que incluiam vender ações de empresas de commodities e ficar comprado em dólar", disse ao Valor. Junto com a estratégia mais conservadora, foram embora também os óculos, levados por uma onda mais forte durante um fim de tarde na praia.

No Brasil, a única coisa que preocupa Stuhlberger - e para a qual ele diz já estar protegido - é a inflação. Para o gestor, o país vive um aumento de consumo muito grande "e não temos produção para atender tudo isso". "A inflação vai ser pressionada, a importação deve aumentar, os juros vão subir, e isso vai prejudicar algumas indústrias locais", diz. Mesmo assim, ele vê que "temos muito espaço para ganho nas boas empresas voltadas para o mercado interno e em commodities."

Stuhlberger diz que há muito tempo já sabia que o euro ia passar por dificuldades por conta das economias mais fracas da União Europeia, apelidadas de Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha ). "Não sabia que a Grécia estava maquiando os números, mas já sabia que esses Piigs dariam problema." Tanto que, em um fundo global do CSHG, ele apostou em "credit default swaps" (CDS) contra Portugal, Grécia e Espanha, bem antes dos comentários do fim do ano passado. Esse papel é um instrumento financeiro que permite ao comprador proteger-se do calote de um emissor. E Stuhlberger ganhou muito dinheiro com eles. "Paguei € 20 por um CDS de Portugal que hoje vale €200." A especulação foi feita, porém, com uma parcela pequena do fundo.

O motivo da compra reforça a teoria das previsões de Stuhlberger, de observar os pequenos detalhes da economia. Ele foi a Portugal há alguns anos estudar a abertura de uma asset e não gostou do que viu. "Achei que não era viável o país manter aquela economia com uma moeda tão valorizada", diz. Assim, em lugar de abrir a empresa, ele comprou os papéis apostando nos problemas futuros do país.

Para ele, o Brasil vai continuar navegando bem na onda do mercado chinês. "Eu estava também muito pessimista com a economia americana e europeia, mas acho que não vai ser agora que os problemas vão se complicar", diz. Stuhlberger admite que perdeu dinheiro em fevereiro com a aposta de alta do dólar no Brasil. "Mas agora estou de novo sem hedge (proteção) cambial e com 30% da carteira do Verde em ações de boas empresas de consumo locais e nas principais do mercado brasileiro, incluindo as de commodities."

O gestor continua achando que a perspectiva de longo prazo para commodities é negativa. "Mas isso ainda não vai ser agora, nem para o petróleo nem para outras commodities." Assim, a questão é quanto esses preços podem subir antes de cair.
A China, observa, continua com um consumo enorme, reflexo do investimento imenso em infraestrutura. "Imagine que o consumo de minério de ferro per capta na China é 30 vezes o do Brasil", diz. "E, ao mesmo tempo, o consumo de papel é mínimo", afirma, mostrando as diferenças entre o crescimento brasileiro e o chinês. Aqui a atividade é puxada pelo consumo de bens duráveis. Lá, pelo investimento em infraestrutura.

Stuhlberger diz que não vê problemas para o Brasil no médio prazo. "O cenário político não preocupa, as commodities continuam indo bem e a dívida líquida segue baixa", diz. Não há sequer espaço para uma grande especulação eleitoral nos mercados, apesar da eleição presidencial, observa. "Não haverá grande mudança, seja quem for que ganhar", avalia.

FONTE A matéria é de Angelo Pavini, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Brasil deverá ter 44,5% do mercado mundial de carnes em 2020

A produção nacional de carnes deverá suprir, até 2020, 44,5% do mercado mundial, segundo projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), relativas a cenários de produção, participação no mercado mundial, exportação e consumo de produtos agropecuários. A pesquisa realizada pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) mostra ainda que, em 2010, a participação do Brasil nas exportações mundiais de carne bovina, suína e de frango será de 37,4 %.

Haverá expressiva mudança de posição do País no mercado internacional. A relação entre as exportações brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2019/2020, as vendas de carne bovina representarão 30,3% do mercado, contra os 25% atuais. A participação da carne suína passará de 12,4%, em 2009/2010, para 14,2%, em 2019/20. A carne de frango terá 48,1%, das exportações mundiais. Atualmente, o percentual é 41,4%. Os resultados indicam que o Brasil continuará a manter posição de primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango.
A carne bovina, um dos principais itens na pauta exportadora do Brasil, ficou com patamar inferior em comparação aos estudos anteriores. O coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, explica que a crise financeira internacional, em setembro de 2008, impactou as exportações, refletindo na dinâmica do produto.

De acordo com Gasques, até 2020, o agronegócio brasileiro sofrerá dupla pressão. “Haverá aumento do consumo interno, por conta do crescimento da renda, e grande demanda do mercado mundial”, comenta.

Embarques - Os embarques de etanol têm estimativa de crescimento de 222,9%, passando de 4,6 bilhões de litros, na safra 2008/2009, para 15,1 bilhões de litros, no período 2019/2020. Também devem apresentar expressivo aumento nas exportações de algodão (91,6%), leite (84,3%), carne bovina (82,8%), milho (80,3%), carne de frango (71,5%) e óleo de soja (52,8 %).

FONTE Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Eline Santos

Farsul elabora sugestões ao Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011

A Comissão de Crédito Rural da Farsul esteve reunida na Farsul nesta quarta-feira (03), para discutir os problemas do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011. De acordo com o coordenador Elmar Konrad, a comissão avaliou documento elaborado pelo Grupo Técnico que analisa as proposições do PAP. “O que há é a permanência dos erros estruturais dos planos anteriores, e hoje vivemos as conseqüências destes. Proagro e seguro rural não existem, só oneram e não e pagam nada, mesmo em situação de perda significativa, e a política de preços mínimos está errada, pois é feita de maneira inadequada, onde não cobre nem os custos de produção”, afirma Konrad.
Esses apontamentos foram novamente enviados para o MAPA. Além das sugestões para o novo PAP 2010/2011, o documento faz importantes considerações gerais sobre crédito rural, especialmente com relação ao novo endividamento rural. ”Nós precisamos é ter renda para o produtor. Apesar da safra ser promissora e boa, tivemos uma redução no preço do produto, o que acarreta numa diminuição do lucro do produtor, não dando margem para que o trabalhador do campo possa saldar as suas dívidas. Precisamos de medidas complementares. A solução é uma nova securitização, com prazo de 20 anos, 3% de juros e rebate em cima das contas, inclusive” conclui Konrad. As informações são de assessoria de imprensa.

FONTE Agrolink

Definição sobre Funrural vai aguardar acórdão do STF

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse que o governo vai esperar a publicação do acórdão de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a decisão tomada no início de fevereiro, que considerou inconstitucional a contribuição ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que incide sobre a receita bruta proveniente da comercialização de produtos rurais. Depois de duas horas de reunião no ministério da Fazenda, Pimentel disse que, provavelmente, o governo terá que encaminhar ao Congresso Nacional um novo instrumento legal regulamentando o Funrural.
Ele explicou que, até o momento, só foi publicado o acórdão relativo ao voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que considerou inconstitucional a lei ordinária. Pimentel disse que, somente depois de publicado o acórdão consolidado com os votos de todos os ministros do STF, o governo decidirá se encaminhará ao Congresso uma emenda constitucional, ou uma lei complementar, ou uma lei ordinária.
A ação foi um pedido do Frigorífico Mataboi S.A e de uma empresa do mesmo grupo contra a decisão judicial que tinha determinado o recolhimento ao INSS do Funrural. A decisão vale apenas para esta empresa, mas o governo teme que abra um precedente para que outras empresas obtenham o mesmo direito. De acordo com estimativas apresentadas pelo governo no dia do julgamento, a perda anual de receitas é de cerca de R$ 2,8 bilhões. Mas, como a decisão retroage pelos últimos cinco anos, a perda chegaria a R$ 11,25 bilhões, segundo a Procuradoria Geral da Fazenda.
Em relação ao rombo na arrecadação que a decisão provocaria, Pimentel disse que esta é outra decisão que o governo ainda terá que tomar. Segundo ele, é preciso saber quem tem direito ao crédito, já que o frigorífico é apenas o repassador dos valores recebidos dos produtores rurais. "Esta é outra questão que teremos que esperar a publicação dos votos dos demais ministros para tomar uma decisão", disse.

Fonte: Avisite

Setor espera melhora nas exportações de carne em 2010

A previsão de que o mercado internacional de carne elevará os índices da balança comercial brasileira neste ano vem se confirmando diante dos últimos resultados. Roberto Gianetti da Fonseca, da Abiec, mantém a expectativa de faturar 20% a mais até dezembro próximo.

FONTE www.beefpoint.com.br

Governo argentino ameaça barrar exportações

O secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, advertiu aos representantes de frigoríficos que, por ordem da presidente Cristina Fernández de Kirchner, o Governo bloqueará de maneira total as exportações de produtos de carne bovina (assim como aconteceu em 2006) se antes do fim do mês os preços atacadistas da carne não registrarem uma baixa substancial.

FONTE www.beefpoint.com.br

Frigorífico pronto para auditoria

A planta da Marfrig em Capão do Leão está pronta para a auditoria dos técnicos da União Europeia (UE), na segunda-feira. "Estamos arrumando a unidade, tirando as não-conformidades e fazendo uma auditoria prévia. A expectativa é positiva", afirma o diretor industrial da Marfrig Alimentos, Roberto Mülbert. Ele destaca como diferenciais a localização, o fluxo de produção e o layout da planta. A unidade é a única da empresa que não está exportando à UE. Se estiver de acordo com as exigências, as demais manterão a habilitação. Dia 9, será visitada fazenda em Cachoeira do Sul.
Ontem, os seis técnicos dividiram-se em dois grupos para iniciar a avaliação a campo. Além do RS, a comitiva visitará os estados de SP, MG, GO, MT e MS, até o dia 15.

FONTE Correio do Povo

Marfrig quer investir R$ 5 milhões no RS

O Grupo Marfrig investiu R$ 5 milhões nas sete plantas com as quais trabalha no RS desde o arrendamento do Mercosul, e destinará, pelo menos, o mesmo valor em 2010. "Qualidade, produtividade e redução de custos são os objetivos deste aporte", esclarece o diretor industrial da Marfrig, Roberto Mülbert, lembrando que o valor ainda está em definição. A empresa já trabalhava com planta em São Gabriel e, com o arrendamento, passou a contar com outras cinco unidades: em Alegrete, Bagé, Hulha Negra, e duas em Capão do Leão, além de centro em Mato Leitão. A empresa abate 3,5 mil bovinos/dia no RS.

FONTE Correio do Povo

Pouca oferta de bois valoriza as fêmeas

A oferta restrita de bois, que tem mantido firme o mercado mesmo com a demanda por carne fraca, ajuda a valorizar as fêmeas.
Com o objetivo de manutenção das escalas na falta de bois, os frigoríficos aumentam a procura por fêmeas. Com isso, os preços subiram.
O diferencial entre o preço do boi e da vaca em São Paulo está em 5,5%, ante os 7,1% do início de fevereiro e os 6,9% do começo do ano.
Nos últimos anos o diferencial entre o preço do boi e da vaca em São Paulo diminuiu. Em fevereiro de 2000 a diferença entre os preços era de 18,4%. No último mês, a diferença foi de 7,2%.

FONTE www.twitter.com/PantanalNews

Confinamento de gado ainda é rentável no Brasil

Assocon comparou o valor da arroba do boi gordo com o preço da saca de milho em 47 praças brasileiras
Mariane De Luca São Paulo (SP)

Apesar de os preços do boi magro ser alto e os do boi gordo continuarem baixos, o confinamento de gado ainda é rentável no Brasil. É o que afirma a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). A entidade elaborou um índice mostrando que a perspectiva é boa para a atividade.
A alimentação é o segundo insumo mais importante no confinamento de gado, representando cerca de 17% do custo e só perde para o boi magro. O milho é o principal ingrediente da ração animal. Para saber se o confinamento é vantajoso, a Assocon comparou o valor da arroba do boi gordo com o preço da saca de milho, em 47 praças brasileiras.

O sistema é rentável, se a relação ficar acima de 3,5, o que significa que o produtor pode comprar três sacas e meio com uma arroba. A média do Brasil está em 4,3. Só em Macaé, no Rio de Janeiro, a relação está abaixo de 3,5.

Essa relação entre o milho e a arroba do boi também está sendo usada pela Assocon para propor uma nova forma de venda. É uma relação de troca e o boi passa a ser uma moeda de negociação. O confinador compra o milho e só paga pelo produto na hora do abate. O valor é definido pela cotação da arroba no dia da negociação.

Se um pecuarista de Goiás comprasse hoje 50 sacas de milho, ele teria que pagar 11,5 arrobas de boi. A cotação do boi pode mudar, mas o valor a ser pago no final do ciclo é aquele mesmo que já foi determinado, as 11,5 arrobas.

Tudo isso está sendo feito num momento considerado bom para a atividade. Os custos com alimentação estão mais baixos do que no ano passado. O milho caiu 18% e o farelo de soja 27%. Além disso, a relação entre o preço do boi magro e do boi gordo está melhorando. Nos dois primeiros meses do ano, o pecuarista pagou pelo boi magro 11% a mais do que recebeu no boi gordo. No ano passado, ele pagava 18% a mais, de acordo com a MB Agro.
O cenário melhor está levando frigoríficos como o Minerva a ampliar o confinamento esse ano. A empresa vai confinar 20 mil cabeças, um aumento de 20%.

Entretanto, o custo mais baixo não é suficiente para garantir uma ampliação no confinamento em 2010. O consultor Cesar de Castro Alves explica que muitos produtores tiveram prejuízo no ano passado, e por isso estão mais cautelosos esse ano.

FONTE CANAL RURAL

Novo Sisbov é tema de seminário em Belo Horizonte

No dia 22 de março acontece o seminário técnico para discutir mudanças no Serviço de Rastreabilidade da cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). O evento, que será na escola de veterinária da UFMG das 13h às 18h, tem o objetivo de despertar discussão sobre a nova instrução normativa que trata da rastreabilidade.

A proposta de atualização do Sisbov inclui processos operacionais para o produtor rural, agente certificador, frigoríficos e fornecedores de elementos de identificação. Além disso, traz novidades na planilha de identificação dos animais. A expectativa é que 350 pessoas, incluindo médicos veterinários, representantes dos conselhos de classe, produtores, e certificadoras compareçam ao evento.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, informa que o evento é de cunho informativo e destaca a importância da participação de todos os setores nas discussões. “A participação das entidades de classe, dos profissionais do interior do estado, e dos órgãos públicos é fundamental para democratizar as discussões”. Ainda de acordo com Altino, o esclarecimento sobre o novo Sisbov é necessário para manter o desempenho positivo do sistema de defesa agropecuário estadual e nacional.

O seminário é uma promoção do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em parceria com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA), e Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg).

Sisbov
O Sisbov tem como objetivo o controle e rastreabilidade do processo produtivo no âmbito das propriedades rurais de bovinos e bubalinos. Toda a cadeia produtiva da carne, incluindo produtores rurais, certificadoras, e frigoríficos participam do Sisbov.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos (Mapa) é o responsável pela coordenação nacional do Sisbov, e o IMA pela coordenação estadual do serviço.
A adesão ao Sisbov é voluntária, mas para alguns mercados, principalmente o da União Européia, a rastreabilidade é obrigatória.

FONTE Governo do Estado de Minas Gerais

Kátia Abreu defende revisão das normas trabalhistas para o setor rural

Para Kátia Abreu, NR 31, que traz as regras de segurança e saúde no trabalho, tem itens inaplicáveis e desnecessários

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho Deliberativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta quarta-feira (3) a revisão das normas trabalhistas para o setor rural. Ao falar para presidentes e dirigentes de mais de 60 sindicatos rurais de Mato Grosso, que participaram do programa Campo vai à CNA, ela fez alusão à Norma Regulamentadora 31, do Ministério do Trabalho, que determina regras de saúde e segurança no trabalho para o setor agropecuário, a partir de 252 itens. Segundo Kátia Abreu, esta NR tem pontos positivos, mas também tem dispositivos considerados exorbitantes e inaplicáveis. “Nem as fazendas mais bem estruturadas atendem a todas as exigências”, afirmou.

LEIA MAIS http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?CodNoticia=106309

FONTE CNA

EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA IN NATURA

quarta-feira, 3 de março de 2010

Análise de mercado do boi gordo

Hyberville Paulo D´Athayde Neto médico veterinário Scot Consultoria

Mercado firme. Oferta restrita na maioria das praças.
Em São Paulo o preço referência se mantém estável em R$77,00/@, a prazo, livre de funrural. As ofertas de compra variam entre R$74,00/@ e R$78,00/@, nas mesmas condições, com poucos negócios nos preços mais baixos. Frigoríficos paulistas que buscam animais terminados no Mato Grosso do Sul pagam entre R$72,00 e R$73,00/@, a prazo, livre de imposto.
No Norte do Mato Grosso, a boa oferta de animais permitiu que os frigoríficos alongassem um pouco as escalas e houve queda nos preços do boi e da vaca. Hoje o boi vale R$68,00/@, a prazo, livre de imposto, e a vaca, R$64,00, nas mesmas condições.
Em Goiás e no Tocantins, a oferta restrita deixa o mercado com expectativa de alta. Além da disponibilidade de animais terminados não estar abundante, existe retenção do gado à espera de preços maiores. Estratégia subsidiada pelas boas condições das pastagens.
O mercado atacadista de São Paulo se mantém estável. A demanda por dianteiro segue firme. Vejamos como ela reage perante as últimas quedas no preço da carne de frango.

Fonte: Scot Consultoria

Produtores rurais terão linha especial para retomar produção no campo


Os produtores gaúchos que perderam a capacidade produtiva em decorrência das enchentes terão uma nova linha de financiamento. O anuncio foi feito pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, durante a reunião com a Bancada Gaúcha, na terça-feira, dia 2 de março, em Brasília. Ele informou sobre uma linha especial de crédito para os produtores que perderam a condição de produção, nos casos em que as enchentes além de acabarem com a produção, levaram máquinas, equipamentos e outros bens. O recurso é de R$ 175 milhões, com três anos de carência. A informação é do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) que participou da reunião no ministério.
Hamm comenta que os produtores que tiveram prejuízos nas propriedades poderão ter novos empréstimos. “Esses recursos são importantes para que os produtores possam voltar a produzir, comprar equipamentos, sementes e seguir investindo na atividade agropecuária”, assinala o deputado ao comentar que os produtores estão sem condições de replantar as áreas alagadas e por isso a necessidade urgente de crédito emergencial.
O ministro informou que mesmo o produtor endividado poderá contar com essa linha especial, já que o objetivo é dar condições claras para que ele retorne a ter capacidade de produção.
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Aquisição de maquinários
Outro assunto em debate foram os recursos sinalizados pelo governo federal para amenizar os problemas ocasionados pelas enchentes na zona rural. Em dezembro, 106 municípios foram contemplados com a indicação de recursos visando aquisição de maquinários para recuperação das estradas. Em fevereiro, o Ministério da Agricultura divulgou a segunda lista dos municípios gaúchos que receberão a verba emergencial para reparar os danos das fortes chuvas que atingiram o Estado. Desta vez, serão contemplados 134 municípios. Os repasses serão de R$ 200 mil a R$ 600 mil para aquisição de máquinas ou caminhões visando recuperação de ruas e estradas municipais. O deputado federal Afonso Hamm gestionou junto ao Ministério a liberação desses recursos.
Durante a reunião com o Stephanes, Hamm solicitou agilidade para liberar o financeiro com maior brevidade, com o intuito de que os municípios possam adquirir os maquinários para iniciar as obras de recuperação das estradas.
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Exportações ao Irã crescem 76%

Apesar da expansão no 1º bimestre do ano, país islâmico compra só 1% das exportações brasileiras
Setor agropecuário puxa a expansão, e Irã deve se tornar neste ano o segundo maior importador de carne bovina "in natura" do país
O estreitamento de relações políticas entre Brasil e Irã começa a dar resultados comerciais. Num momento em que o governo Lula apoia Teerã em meio à pressão mundial para o isolamento do país islâmico devido ao seu programa nuclear, as exportações brasileiras ao Irã cresceram 76% no primeiro bimestre deste ano em relação a igual período do ano passado.
No bimestre, os iranianos já gastaram US$ 217,7 milhões com compras no Brasil, deixando um superavit de US$ 215 milhões para os brasileiros.
Fábio Faria, diretor de planejamento da Secretaria de Comércio Exterior, diz que ainda há espaço para crescimento. Os iranianos receberam reforço de caixa com a recuperação dos preços do petróleo e poderão importar mais, diz ele. Hoje, a participação iraniana é de só 1% das exportações brasileiras.

LEIA MAIS http://portosenavios.com.br/site/noticiario/geral/1421-exportacoes-ao-ira-crescem-76

FONTE PORTOSENAVIOS.COM.BR

Kátia Abreu lança versão online do Programa “Com Licença Vou à Luta”

No dia internacional da mulher, a Presidente da CNA, Senadora Kátia Abreu, lançará a versão online do Programa “Com Licença Vou à Luta”.

O lançamento da versão online do Programa “Com Licença Vou à Luta” será realizado no dia 8 de março, em Salvador, com palestra da Presidente da CNA, Senadora Kátia Abreu, sobre a importância da participação feminina como fator decisivo para o sucesso da empresa rural. A palestra será transmitida ao vivo, pela Internet, às 16 horas do dia 8 de março. Para assistir, basta acessar o Canal do Produtor.

O Programa “Com Licença Vou à Luta” foi lançado, no formato presencial, pelo Sistema CNA/SENAR, em 2009, com o objetivo de capacitar mulheres com noções de gestão.

Enquanto projeto-piloto, o Programa já capacitou 130 mulheres de 6 Estados do país. Agora, com o lançamento da versão online, onde as mulheres poderão acessar pela Internet, o Sistema CNA/ SENAR espera capacitar muito mais mulheres, de todos os Estados brasileiros. “Apesar dos preconceitos, a presença do trabalho feminino nas propriedades rurais é realidade, porém ainda carente de qualificação”, afirma a Presidente da CNA, Senadora Kátia Abreu.

O programa é composto por cinco módulos com conteúdo técnico e de desenvolvimento humano, com seguintes temas:
1 – Empreendedorismo
2 – Gestão Financeira
3 – Liderança, Relações Interpessoais e Trabalho em Equipe
4 - Conhecimentos sobre Direito Trabalhista
5 – Planejamento de Negócio

As inscrições para a versão online do programa de capacitação para mulheres estarão disponíveis a partir do dia 8 de março, no site www.canaldoprodutor.com.br.

Metodologia - As atividades, composta por cinco módulos, envolvendo conteúdos técnicos e de desenvolvimento humano, consistem em habilitar mulheres rurais a empreenderem na atividade de gestão, desenvolvendo competências para aplicação no seu próprio negócio; elaborar um plano de negócio compatível com sua realidade, para implementação ao final do programa; proporcionar atividades que possibilitem independência financeira, contribuindo para o aumento da renda familiar com melhorias na eficiência de gestão.

FONTE CNA