segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Austrália: exportação de gado em pé recua frente 2009

As exportações de bovinos em pé da Austrália continuaram estáveis em setembro, alcançando 74.000 cabeças. Os envios de gado nos primeiros nove meses de 2010 agora são de 637.938 cabeças, 6% a menos que no mesmo período do ano anterior, mas 7% acima da média dos últimos cinco anos.
O comércio de gado vivo vem sendo prejudicado significantemente desde o começo desse ano pelas aplicações de restrições de peso e redução da alocação de permissões para gados australianos enviados para a Indonésia. Entretanto, a Indonésia continuou comprando uma boa quantidade de gado em setembro, de 50.584 cabeças, levando o total dos envios de janeiro a setembro para 424.607 cabeças, 23% a menos que em 2009, mas 5% a mais que a média dos últimos cinco anos.
Vários outros mercados também compraram mais gado em 2010, incluindo China (37.309 cabeças), Egito (56.441 cabeças), Israel (26.360 cabeças) e Líbia (19.269 cabeças). Apesar de os números de animais exportados à Turquia até agora em 2010 terem totalizado somente 1.205 cabeças, espera-se que esse volume aumente durante os meses finais de 2010.
Com o Norte da Austrália registrando uma das estações de seca mais úmidas em décadas, a oferta de gado apropriado foi menor e isso, combinado com a contínua forte demanda de vários mercados, contribuiu para aumentar os preços indicativos dos animais vivos.
Os maiores preços do gado contribuíram para um aumento nos valores gerais de exportação de animais vivos em 2010, apesar do menor volume. As exportações de animais vivos nos primeiros nove meses de 2010 tiveram um valor total de A$ 481,3 milhões (US$ 470,447 milhões), 3% a mais que no mesmo período de 2009.
Em 18/11/10:

1 Dólar Australiano = US$ 0,97745
1,02290 Dólar Australiano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Preço médio da carne exportada aumenta e favorece faturamento do Brasil

O volume de carne bovina brasileira in natura exportada em outubro ficou praticamente estável na comparação com setembro. Mas o faturamento cresceu 7,7% em função do aumento do preço médio, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), analisados pela Scot Consultoria.
No acumulado de 2010, o volume exportado do produto já é 8,9% maior que o volume do mesmo período de 2009. Mas o destaque mesmo é para aumento do faturamento, enquanto entre janeiro de outubro de 2009 o Brasil exportou US$2,45 bilhões em carne bovina in natura, no mesmo período de 2010 o faturamento chegou a US$3,3 bilhões, um crescimento de 34,6%.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$2,4 mil/tonelada equivalente carcaça (tec) em 2009 e em 2010, ficou em US$3,1 mil/tec.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Leilões rankeados faturam R$ 15 milhões em MS

Os leilões 26 rankeados pela Nelore MS neste ano faturaram R$ 15,609 milhões na comercialização de 21.290 animais. Os números representam arrecadação 17% maior e quantidade de animais 5% superior em relação ao ano passado.
Os lotes premiados, avaliados em cada oportunidade por um técnico da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), valorizaram 20% em relação a lotes comuns, arrematados em outros leilões do Estado, considerando eventos realizados na mesma época.
Os eventos foram feitos nas cidades de Campo Grande Camapuã, Dourados, Bonito, Miranda, Figueirão, Paranaíba, Alcinópolis, Cassilândia, Aquidauana e Sidrolândia.
O Ranking Nelore MS foi implantado em 2007, com o objetivo de avaliar as características dos animais vendidos nos certames e premiar os melhores criadores, promovendo assim o melhoramento genético do gado de corte nacional.

FONTE: Correio do Estado.
Autor: Adriana Molina

Liquidez em pista

O 2º Remate Produção Hereford e Braford do Núcleo Fronteira-Oeste, em Alegrete/RS, faturou R$ 467,24 mil para 416 animais. A média dos touros Hereford foi de R$ 5.216,67 e dos Braford, R$ 5.383,33.

FONTE: Correio do Povo

Mercado de reposição especulado

A especulação no mercado de reposição é grande e os valores pedidos por quem tem animais para comercializar são diversos.
Porém, observa-se cautela por parte dos compradores, seja pelas incertezas quanto ao mercado do boi gordo – reflexo do cenário instável para os preços, ou pelas condições da pastagem que ainda não são ideais em diversas regiões.
Muitos produtores questionam a vantagem de comprar a reposição nos atuais preços, diante de um cenário indefinido no médio e longo prazo para o boi gordo.
A situação no mercado de reposição é de preços em alta, com dificuldade de estabelecimento de referência e poucos negócios concretizados.
Futuras alterações nas cotações da reposição, a partir deste momento, ficarão atreladas ao comportamento do mercado do boi gordo, que tem apresentado alta volatilidade.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pecuária de corte ecologicamente correta

Pecuaristas de Tangará da Serra são pioneiros na produção de carne orgânica
Mato Grosso além de ter o maior rebanho bovino e bubalino do país, com cerca de 28 milhões de cabeças, é pioneiro na produção de carne orgânica com o maior rebanho brasileiro, aproximadamente 70 mil animais. A produção está concentrada na região de Tangará da Serra (230 km de Cuiabá), é certificada pelo Instituto de Certificação Biodinâmico (IBD), sendo abatida integralmente pela rede JBS-Friboi, que paga de 10% a 18% a mais, em média, aos pecuaristas. Quando o projeto piloto foi implantado havia cerca de 16 propriedades investindo neste tipo de atividade, hoje são quatro.
Os produtores estão vinculados à Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (Aspranor), que tem como presidente o engenheiro agrônomo Henrique Balbino, responsável pela implantação do projeto em Tangará da Serra há cerca de 10 anos. Ele explica que para a criação de gado orgânico há algumas regras importantes a serem seguidas, entre elas a contratação de uma certificadora que exige uma adequação da propriedade. Além disso, é preciso atender ainda a parte social, dando condições de moradia saudável para os funcionários, com todas as crianças na escola, atendimento médico e odontológico, entre outros.
Para serem considerados orgânicos os animais têm de ser criados em pastagens isentas de agrotóxicos e não podem receber suplementação química, nem medicamentos convencionais. A carne orgânica certificada é produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Este sistema produtivo passa por auditoria e certificação, garantindo que carne é produzida da maneira mais natural possível e com preocupação socioambiental. Na aparência, assemelha-se à carne bovina convencional, a diferença está no modo de produção que garante um produto de qualidade muito superior.
Em relação às vantagens para o meio ambiente, são muitas. Há normas que exigem, primeiramente, que os produtores cumpram a legislação ambiental, o que garante a proteção das áreas naturais obrigatórias que devem existir dentro de uma propriedade rural, tais como matas ciliares. A certificadora exige também a proteção de nascentes e de corpos d"água, proíbe a utilização de fogo no manejo das pastagens e, por ser um sistema que proíbe o uso de agrotóxicos e químicos, evita a contaminação do solo e dos recursos hídricos localizados dentro da unidade produtiva.

FONTE: Gazeta Digital
Autor: Wisley Tomaz

Com economia interna aquecida, carne bovina é bom negócio

A demanda interna continuará sustentando a oferta de carne bovina brasileira em 2011 já que o cenário mundial deve manter a tendência de queda de consumo apresentada neste ano. As perspectivas do mercado pecuário até 2012 foram destaques do PecForum – Fórum Internacional de Pecuaristas, encerrado nessa quinta-feira (18-11), em Uberlândia (MG).
“Essa previsão se deve a dois motivos: a valorização do real frente ao dólar e a estagnação do consumo de carne bovina na União Europeia, EUA, Rússia, principais compradores do produto brasileiro. Já que não há movimentos de abertura de novos mercados e as exportações tendem a se manter na casa de 2 milhões de toneladas embarcadas e receita total de 4 bilhões”, afirma Paulo Roberto Molinari, diretor do Grupo Safras & Mercado.
O especialista também prevê que entre abril e outubro do próximo ano haja uma rigorosa estiagem em todo País devido os efeitos do fenômeno La Niña. Caso se confirme, esse fato certamente comprometerá a produção a pasto, mas poderá significar maior número de animais confinados na entressafra.
“Em 2010, o confinador aproveitou os bons preços praticados no mercado em outubro e novembro. A cotação deve se estabilizar no início de 2011 em R$ 95,00 nas praças paulistas e na entressafra atingirá R$ 100,00. Apesar do possível aumento dos custos de produção, devido à baixa oferta de milho na safra de verão e safrinha, engordar o boi no cocho ainda será rentável”, observa Molinari.
Na visão do profissional, no entanto, um fator preocupante é a estagnação mundial da produção pecuária nos últimos anos, já que até 2050 estimativas da FAO apontam que a população mundial crescerá no período 50% (9 bilhões de habitantes).
“Há décadas a pecuária brasileira está perdendo espaço para as culturas de cana de açúcar, soja e milho. Os pecuaristas têm como desafio adotar novas medidas para ampliar a produtividade e, ao mesmo tempo, suprir a falta de animais que afetam países como a Argentina, Uruguai e Austrália”, analisa.
Mais informações do PecForum pelo endereço www.probiz.com.br.

As informações são de assessoria de imprensa.
FONTE: Agrolink

Abiec descarta caso de vaca louca no País

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou na sexta-feira passada (19/11) que não há casos de vaca louca no País e dificilmente a doença será detectada tendo em vista o rigoroso padrão adotado na produção nacional. O presidente da entidade, Antonio Jorge Camardelli, comentou a notícia de que em Campinas (SP) um caso está sendo investigado por suspeita de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), cuja causa provável é a ingestão de carne contaminada pela encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da vaca louca.

"O Brasil nunca teve e dificilmente terá casos de vaca louca. Isso porque existe um controle extremamente rígido tanto na produção de carne quanto no risco e diagnóstico da doença", afirmou o executivo. "Essa é uma citação pontual e ainda precipitada, pois é uma notificação de suspeita e investigações ainda estão sendo feitas. De qualquer forma temos segurança de que essa notícia não tem nada a ver com o sistema de produção de carnes e, portanto, nada afeta na indústria", completou.

A Vigilância Municipal da Saúde de Campinas informou, por meio de nota oficial, que foi notificada no dia 12 de novembro sobre o caso suspeito, tratado com sigilo, e que não há transmissão da doença no Brasil. O paciente internado é médico e, segundo informações extraoficiais, esteve na Europa. O Hospital Beneficência Portuguesa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a doença neurológica não está confirmada e que o caso está sendo investigado.

Camardelli, da Abiec, ressaltou que o governo brasileiro tem um sistema de fiscalização "profissional e estruturado" para evitar o surgimento da doença no País. A inserção de ração para bovinos com ingredientes de origem animal, principal fonte de transmissão da EBB é proibida pela Instrução Normativa nº 08/2004, do Ministério, e pela Lei Estadual nº 3.823/09 e desde 2006 o ministério proibiu o uso da proteína e da farinha de carne e ossos proveniente de ruminantes na alimentação desses animais como forma de evitar a aparição da doença.
"Nos frigoríficos com inspeção federal e que são associados à Abiec existe a obrigatoriedade da destruição de material de risco. Inclusive a destruição é controlada, pois tem que seguir regras do trinômio: temperatura, tempo e pressão", explica o presidente da entidade.

FONTE: A matéria é de Suzana Inhesta, da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Frigoríficos passam por ano ruim e ações estão entre maiores baixas da bolsa

SÃO PAULO - Os grandes frigoríficos brasileiros atravessam um 2010 movimentado pelo noticiário carregado do setor. Até o último fechamento, as ações da JBS (JBSS3), por exemplo, acumulavam perdas de 33,91% neste ano, marcando a nona maior perda dentre todos os ativos da BM&F Bovespa no período. Já os papéis da Marfrig (MRFG3) mostravam baixa de 29,07%.
Por outro lado, Minerva (BEEF3) e BR Foods (BRFS3) somam valorizações de 8,06% e 10,02% neste ano, mas analistas ainda veem volatilidade até dezembro, principalmente por conta dos resultados do último trimestre deste ano, os quais devem ser impactados pelos preços maiores dos grãos e do boi no mercado doméstico.
A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2010, em geral, mostrou números neutros para os frigoríficos brasileiros. Os maiores destaques nos balanços ficaram por conta dos números fortes no mercado interno, segundo analistas. De acordo com Rafael Cintra, da Link Investimentos, isso se deve ao cenário econômico "extremamente favorável ao consumo".
Mas, mesmo com o cenário doméstico aquecido e as exportações em crescimento, os frigoríficos também estão sofrendo com depreciação do dólar e elevação dos custos, especialmente do boi e de grãos, sob a ótica de bancos e corretoras. Tais catalisadores devem se fazer perceber em meio aos resultados das companhias no último quarto deste ano.

Atenção aos preços dos grãos e dos bois!
Um dos catalisadores que mais pesarão negativamente sobre os resultados dos frigoríficos no último trimestre do ano, segundo bancos e corretoras, são os preços do boi e dos grãos.
"Pelo lado dos custos, a política monetária expansionista nos Estados Unidos deve dar sustentação à continuidade de trajetória que temos presenciado nas cotações das commodities - soja e milho. Este será o ponto de atenção, entretanto o quarto trimestre do ano é sazonalmente mais forte para a BR Foods, existindo espaço para algum repasse de preços", avaliou Mariana Peringer, do BB Investimentos, em relatório.
Já Pedro Herrera e Diego Maia, do HSBC, destacaram que estão "preocupados com a pressão nos custos decorrente dos maiores preços do gado e dos grãos".

Preços lá fora sofrem com variação cambial
A forte valorização do real em relação ao dólar é outro ponto que levanta cautela entre os analistas. Segundo eles, a apreciação cambial já impactou negativamente o preço médio exercido pelas companhias no terceiro trimestre, e deve continuar pesando nos últimos três meses deste ano.
"Para o último trimestre de 2010, as margens no front de exportações poderão ser contraídas se os preços não subirem. Como observado nas estatísticas de outubro, os preços de exportação de gado fresco subiram modestos 0,5% em relação ao mês anterior, não suficiente para ofuscar os custos mais elevados dos grãos e o real mais forte, em nossa visão", avaliam Fernando Ferreira e Isabella Simonato, do Bank of America Merrill Lynch, em relatório.

Nova legislação nos Estados Unidos
A equipe do banco explica que o reconhecimento de que uma política de prevenção à doenças no gado não necessariamente representa riscos é a maior vitória aos grandes países dentro deste setor, como o Brasil, onde certos tipos de doença provavelmente jamais serão erradicadas em algumas áreas isoladas, como a Amazônia.
"De acordo com o CME, o governo brasileiro espera que apenas um volume de 10 mil toneladas métricas de carne suína seja importado pelos Estados Unidos do Brasil no ano de 2011, o que representa menos que 0,05% dos 8,5 milhões de toneladas métricas de carne suína que serão consumidos na economia norte-americana no próximo ano", disseram os analistas.

JBS: operações nos EUA em destaque
Segundo o relatório assinado pelos analistas Luis Miranda e Gabriel Vaz de Lima, do Banco Santander, a queda nas ações da JBS refletem um ano conturbado para a companhia, que teve de enfrentar problemas como a depreciação do dólar, elevação dos custos da ração e margens negativas na Argentina.

No entanto, os analistas enfatizam que os gastos foram pontuais e que não devem se repetir no próximo ano, viabilizando assim uma geração de caixa mais favorável. "Nós achamos que o mercado exagerou na reação a estas preocupações acima mencionadas, e nós vemos isto como uma oportunidade de 'compra na fraqueza'", disseram. O Santander reiterou a recomendação de compra para os papéis da JBS, estabelecendo preço-alvo de R$ 9,60 para o final de 2011.
O principal vetor que anima os analistas em relação aos próximos resultados da JBS são suas operações nos Estados Unidos. "A empresa está conseguindo sustentar margens operacionais saudáveis, apesar do cenário adverso de oferta de gado no Mercosul, graças às operações de suínos e aves nos EUA, fruto de sua estratégia de diversificação regional e de proteínas", destacou Luciana Leocadio, da Ativa Corretora.

Marfrig deve ganhar sinergia de Keystone
Em relação ao Marfrig, o futuro ganho de sinergia da aquisição da Keystone segue no foco dos analistas. "A aquisição da Keystone adiciona fluxos de caixa estáveis através de sua grande exposição ao McDonald's, ao passo que é beneficiada por uma taxa de crescimento médio anual da receita do McDonald's de 8%", argumentaram Herrera e Maia.
Além disso, Herrera e Maia destacaram que o modelo de negócios da Keystone está bem alinhado com a estratégia da Marfrig de diversificação geográfica e de proteínas. Neste sentido, o banco ressaltou que a escala e estabilidade dos fluxos de caixa da companhia adquirida deve contribuir para a taxa de crescimento média anual do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Marfrig em 14% nos próximos três anos.

O HSBC acredita, porém, que o impacto positivo da aquisição da Keystone nas margens da JBS deverá ser sentido apenas a partir de meados de 2011. Neste sentido, o banco promoveu um corte em suas estimativas para a companhia neste e no próximo ano, preocupado, entre outras coisas, com as maiores despesas com juros das debêntures emitidas para a aquisição da Keystone.

"Estamos diminuindo drasticamente nossas estimativas de lucro líquido para 2010 e 2011. (...) Também ajustamos nossas expectativas de margem nas operações existentes da Marfrig em virtude do ambiente de maiores custos", destacaram os analistas Pedro Herrera e Diego Maia. A nova projeção para os ganhos da empresa neste ano é de R$ 317 milhões (frente aos R$ 469 milhões estimados anteriormente) e R$ 390 milhões em 2011 (em comparação aos R$ 687 milhões da estimativa anterior).

Apesar do corte nas expectativas financeiras para a companhia, o HSBC se mostrou positivo em relação à aquisição da Keystone pela Marfrig. Para Herrera e Maia, a compra deste novo ativo reforça a análise do banco de que a companhia seja uma boa aposta de crescimento sólido no longo prazo. Por este motivo, o HSBC manteve sua recomendação de desempenho acima da média do mercado aos papéis da Marfrig.

Em relação aos resultados da companhia no terceiro trimestre deste ano, Carlos Albano, do Citigroup, enfatizou o desempenho das vendas líquidas, que cresceram 155% na comparação anual e 48% na base trimestral. "Por outro lado, as exportações foram fracas uma vez que aparentemente a companhia privilegiou o mercado doméstico", disse.

O BB, por sua vez, ressaltou que pesaram negativamente nos resultados a volatilidade nos custos de aquisição do gado e o aumento de despesas operacionais em função de gastos extraordinários para a reestruturação das empresas adquiridas. "Para os próximos resultados, o desafio para a companhia é integrar as empresas recém adquiridas. Destacamos nossa expectativa de tendência de aumento na lucratividade em cada um dos segmentos com a captura de sinergias", disse.
Na análise de Rafael Cintra, o balanço da empresa mostrou que o mercado interno brasileiro tem mostrado uma forte demanda por carne bovina, o que possibilitou a companhia a ter um expressivo aumento no volume e nos preços. "Esse resultado não deve aliviar as pressões nas ações, que devem continuar sofrendo no curto prazo".

Brasil Foods mirando uma retomada?
De acordo com a analista Sandra Peres, da Coinvalores, a Brasil Foods reportou um bom desempenho no terceiro trimestre deste ano. Mesmo assim, a corretora destacou que, apesar da performance operacional e das margens muito fortes, o resultado final da empresa veio aquém do esperado.

"O mercado interno continua sendo o grande catalisador do bom desempenho, dado o cenário macroeconômico positivo e o repasse do aumento de preço em alguns produtos. No mercado externo, a empresa também vem apresentando melhoras em volumes, no entanto, os preços mantiveram-se estáveis em virtude da valorização cambial", disse.
A sazonalidade do último trimestre deste ano deverá impactar positivamente os números da empresa nos três últimos meses de 2010, com o aumento do consumo de alimentos no mercado doméstico. "Vale destacar que a companhia continua reduzindo a sua alavancagem financeira e, além disso, está buscando absorver os ganhos de sinergia".

Minerva se beneficia do mercado doméstico
Com o dólar mais fraco, os frigoríficos apresentaram fortes números no mercado interno. É o caso da Minerva. Segundo a Coin, a empresa aumentou seu market share no 3T10, mas teve como principal destaque em seu balanço o desempenho da divisão de carnes no front doméstico.
Mesmo assim, a analista Sandra Peres apontou vetores negativos. "Mesmo estando em um nível elevado, a utilização de suas plantas caiu fortemente ao longo do trimestre em função da menor disponibilidade de boi no mercado. Isso deve pressionar as margens do 4T10", destacou a Link Investimentos.

Já o BB Investimentos espera que o preço do boi vivo deve permanecer pressionando as margens da empresa, mesmo que ela ainda continue a apresentar uma recuperação gradual nos negócios. Além disso, o BB ressaltou que, internamente, a demanda permanece aquecida, principalmente para o final do ano, trimestre sazonalmente mais forte.

FONTE: InfoMoney

sábado, 20 de novembro de 2010

Boi Gordo: Mercado com poucos negócios

Mercado com poucos negócios.
A melhora sutil na oferta dos últimos dias alongou as escalas e fez surgir uma forte pressão de baixa em quase todas as regiões.
Esta melhoria na oferta foi causada pela venda de animais para aproveitar os bons patamares de preços.
Em São Paulo as escalas atendem entre 3 e 5 dias, de maneira geral. Existem ofertas de compra de R$105,00/@ a R$110,00/@, a prazo, livre de imposto. Nos preços menores os negócios são escassos.
Apesar de tentativas de queda nos preços de balcão de até R$5,00/@, em algumas regiões, os preços de referência pouco mudaram, por falta de negócios efetivados nestes valores.
Na região de Pelotas-RS, o preço foi no sentido oposto ao observado no resto do país. Os frigoríficos precisaram pagar mais para comprar e o preço subiu para R$3,00/kg, a prazo, livre de imposto.
A melhoria da oferta no atacado com osso provocou recuo nos preços do traseiro e dianteiro casado. A ponta de agulha para charque está estável e a para consumo teve aumento no preço.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

MERCADO DE GADO ARGENTINO

Esta semana se vendieron casi 22.500 cabezas en Liniers
Se trata de una cifra inferior a la registrada la semana pasada cuando se vendieron 25.234 animales. El ternero se negoció a un precio promedio de 8,62 $/kg con picos de 9,37 $/kg.
En la jornada de hoy viernes se comercializaron 6825 cabezas en el Mercado de Liniers, una cifra superior a la registrada el mismo día de la semana pasada cuando se vendieron 10.161 animales.
En tanto, en el transcurso de la presente semana se registró un total de ventas por 22.492 animales en la plaza porteña, mientras que la semana anterior se vendieron 25.234 ejemplares.
La categoría con mayor volumen de operaciones hoy fue el ternero con 2296 ejemplares comercializados registrando un precio promedio de 8,62 $/kg (8,61 $/kg el miércoles pasado) y un máximo de 9,37 $/kg (9,40 $/kg).
La vaca conserva buena (72 cabezas) registró un valor medio de 5,22 $/kg (5,04 $/kg), mientras que la vaca conserva inferior (91 cabezas) se negoció a 4,66 $/kg (4,83 $/kg).
En lo que respecta a la hacienda liviana, los novillitos buenos de 351/390 kilos (864 cabezas) registraron un precio promedio de 8,48 $/kg (8,50 $/kg) y un tope de 9,05 $/kg (9,00 $/kg). Mientras que los novillitos buenos de 391/430 kilos (512 cabezas) recibieron un valor medio de 8,29 $/kg (al igual que en la jornada previa) con un máximo de 8,80 $/kg (9,04 $/kg).
Por su parte, la vaca buena (1415 cabezas) recibió un precio promedio de 6,62 $/kg (6,54 $/kg) alcanzando un tope de 8,60 $/kg (7,71 $/kg).
R$ 1,00 = $ 2,315
EX: NOVILLITOS BUENOS DE 351/390 KG / PREÇO MEDIO $ 8,48:$2.315 = R$ 3,66 KG VIVO

FONTE: INFOCAMPO

VARIAÇÃO DO PREÇO DA VACA GORDA NO RS NO ANO

Valor Inicial: R$ 2.28

Valor Final:R$ 2.86
Variação: 25.44%
Mín: R$ 2.23
Máx: R$ 2.86
Média: R$ 2.40
1 ano

FONTE: RURAL BUSINESS

VARIAÇÃO DO PREÇO DO TRASEIRO EM SP NO ANO

Valor Inicial:R$ 6.20
Valor Final:R$ 9.00
Variação:45.16%
Mín: R$ 6.10
Máx: R$ 9.30
Média: R$ 6.76
1 ano

FONTE: RURAL BUSINESS

VARIAÇÃO DO PREÇO DO BOI GORDO AVISTA EM SP NO ANO



Valor Inicial: R$ 74.69
Valor Final:R$ 111.00
Variação:48.61%
Mín: R$ 71.78
Máx: R$ 117.00
Média: R$ 84.16
1 ano

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FONTE: RURAL BUSINESS

JBS diz que carne brasileira é saudável

A maior produtora e exportadora mundial de proteína animal, JBS, divulgou na madrugada desta sexta-feira (19-11) comunicado defendendo a qualidade da carne produzida no país, em meio a notícias de um suposto caso da doença da vaca louca em Campinas (SP).
Apesar do diagnóstico do caso suspeito ainda não ter sido confirmado, a JBS afirma em comunicado que "as reportagens veiculadas noticiando que uma pessoa foi infectada por uma doença conhecida por Creutzfeldt-Jakob (ou similar) no Estado de São Paulo não tem qualquer relação com a indústria de carnes".
Uma pessoa está internada no Hospital de Beneficência Portuguesa de Campinas com suspeita de doença neurológica priônica, um diagnóstico que, se confirmado, pode indicar várias enfermidades, entre elas, a variante humana da doença da vaca louca .
"Nunca houve um caso de Vaca Louca no Brasil e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal, é altamente improvável que ocorra um caso da doença no país, tendo em vista que o gado no Brasil é estritamente alimentado a pasto", afirma a JBS no comunicado.
Procurado pela Reuters na quinta-feira (18-11), o hospital informou por meio de sua assessoria de imprensa que não há prazo para a conclusão do diagnóstico e que, para preservar a privacidade do paciente e da família, o hospital não divulgará outras informações sobre o caso.

FONTE: Reuters
Autor: Alberto Alerigi Jr

Exportações de bovinos vivos recuaram em outubro

As exportações de bovinos vivos do Brasil caíram em outubro. Foram exportados 54,6 mil bovinos, um recuo de 15,1% na comparação com o resultado de setembro (64,4 mil cabeças), segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), analisados pela Scot Consultoria. Veja a figura 1.


Provavelmente os preços mais altos do boi gordo no Pará (assim como em todo o Brasil) estão interferindo negativamente na atratividade da exportação.
De qualquer forma, na comparação com 2009, os resultados são positivos. Em outubro deste ano o Brasil exportou 28% mais bovinos e no acumulado do ano, o resultado de 2010 está 31% acima do de 2009.

Fonte: Scot Consultoria

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TERNEIROS ANGUS OU CRUZA ANGUS X HEREFORD

NECESSITO COMPRAR PARA CLIENTE 150 (CENTO E CINQUENTA) TERNEIROS ANGUS OU CRUZA ANGUS X HEREFORD NA REGIÃO DE PELOTAS


FOTO ILUSTRATIVA

TRATAR COM LUND PELOS FONES 8111.3550 OU 9994.1513

TERNEIRAS HEREFORD

NECESSITO COMPRAR PARA CLIENTE 100 (CEM) TERNEIRAS HEREFORD NA REGIÃO DE PELOTAS


FOTO ILUSTRATIVA

TRATAR COM LUND PELOS FONES 8111.3550 OU 9994.1513

Angus aposta na qualidade genética

Com as metas principais de promover a atualização, a capacitação, a padronização de critérios de avaliações genéticas e o fomento ao Programa de Melhoramento Genético Angus, a Associação Brasileira de Angus (ABA), através de seu Conselho Técnico, realiza nos dias 19 e 20 de novembro, mais uma edição do Curso de Melhoramento Genético Angus - Formação de Avaliadores Promebo.
Equipe
Composto por segmentos teóricos e práticos, o curso será ministrado pelos especialistas em Melhoramento Genético do Promebo e Gensys Consultores Associados. E neste ano, pela primeira vez, também participará do time de professores o experiente técnico e mestre da UFRGS, Dr. Jaime Tarouco. Ele abordará o tema da Ultrassonografia de Carcaças.
Haverá também a apresentação de um case da Cabanha Santo Antão, vencedora do Premio Luis Alberto Fries - 2009, a cargo do selecionador de Angus e técnico da ABA, Dr. Flávio Montenegro Alves. O curso é requisito obrigatório para o credenciamento de novos avaliadores para coleta de dados a campo do programa Promebo - Angus.
As abordagens teóricas terão como local o auditório da ABA, na Av. Carlos Gomes, 141 conjunto 501, em Porto Alegre, RS, e os treinamentos práticos serão realizados na Cabanha La Cornélia, propriedade da selecionadora Leila Settineri Schetert, em Tapes, RS.
Teoria e prática
No dia 19 (uma sexta-feira) os participantes terão o curso teórico de capacitação, cujo programa conta com palestras explicativas sobre os benefícios da utilização do melhoramento genético nos rebanhos, as características que devem ser avaliadas e os usos que se pode dar a estas informações: utilização em relatórios genéticos, orientações de como ler um sumário de touros, etc.
Já no dia 20 acontece o credenciamento de avaliadores do Promebo, com o desenvolvimento prático das teorias estudadas. Será uma atividade de campo, realizada na Cabanha Lá Cornélia, onde serão apresentadas as informações mais importantes aos profissionais que estão buscando o credenciamento, além das simulações práticas de avaliações de animais Angus a campo. Também haverá um treinamento prático para avaliações de CPMT.
Os destaques
Detalhadamente, o curso visa capacitar técnicos que atuam na pecuária para a implantação e condução adequada de programas de melhoramento genético, também disseminar conceitos atuais de melhoramento genético, promover o acesso detalhado a sistema de controle pecuário, relatórios, estatísticas, sumário de touros, etc., tornando as ferramentas promotoras do melhoramento genético de fácil e correta operação e interpretação.
Nos tópicos teóricos serão abordados princípios de seleção, efeitos genéticos e ambientais, critérios de seleção, seleção e uso dos relatórios genéticos, sistema de avaliação por escores visuais, caracterização racial e avaliação de carcaças por ultrassonografia.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Angus (ABA).
FONTE:Agrolink

Trabajadores de frigoríficos quieren interceptar embarque de ganado en pie

ASSIM COMO AQUI NO BRASIL, NO URUGUAI TAMBÉM FAZEM PRESSÃO CONTRA EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ!
Cortarán el acceso al puerto de Montevideo a los camiones con animales


Un sector de la Federación Obrera de la Industria de la Carne y Afines (Foica) está decidido a paralizar el próximo embarque de exportación de ganado en pie para Turquía y por ello están apostados en las afueras del puerto de Montevideo.
El reclamo es por la falta de materia prima para la actividad de las plantas frigoríficas uruguayas -que ha provocado despidos y el envío de trabajadores a seguro de desempleo- y la medida obedece a que el ganado exportado tiene destino de faena en otros países.
Sebastián Robinson, secretario de Foica, dijo a Observa que no están en contra de toda la exportación de ganado en pie, sino de aquellas reses que tienen destino de faena fuera de Uruguay.
“En 2009, el 90% de las 195 mil cabezas exportadas tuvieron destino de faena y hasta el 30 de setiembre de 2010, el 85% de las 131.469 cabezas exportadas”, dijo Robinson.
Los trabajadores están decididos a esperar el nuevo buque que llegará al puerto de Montevideo para cargar ganado. Cuando esto suceda, anunciaron que cortarán el ingreso de los camiones al recinto portuario.
Esto no significa que vayan a parar toda la actividad portuaria, pero sí los camiones que lleguen cargados de animales.
Según Robinson, este será el tercero de cinco barcos programados. Los dos primeros cargaron la semana pasada.

FONTE:Observa