terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O publicitário que criou a campanha e um professor de marketing analisam a campanha Tony Ramos da Friboi e sua repercussão



Se você morou ou esteve no Brasil nos últimos 12 meses e é usuário de internet, possivelmente não passou impune. O bordão “É Friboi?” virou moda nas redes e em todo o lugar.
No Açougue Mercadão Casa do Espeto, no bairro da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo, a gerente Ednailda dos Santos Araújo já se acostumou com os clientes que perguntam a marca do espetinho na hora do almoço, seja fazendo piada, seja procurando efetivamente o produto da Friboi. “Há uns seis meses muita gente começou a perguntar qual era a marca da carne”, diz.
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No açougue Tenessee, na Avenida Sapopemba, zona leste de São Paulo, José Roberto Belucci, gerente de loja, também já ouviu diversas vezes o bordão publicitário do ano. “Sempre aparece um perguntando se é Friboi”, diz Bellucci.
Essa febre é resultado do esforço da JBS-Friboi em reforçar sua presença no varejo. Ao longo dos últimos nove meses, a empresa apostou pesado em uma longa estratégia de marketing que segue no ar, e deve continuar por mais alguns anos.
A campanha, de criação e desenvolvimento da Lew’Lara\TBWA, é um dos principais casos do ano na publicidade, tanto pelos resultados quanto pela capacidade de disseminação do mote da comunicação entre o público. Virou um dos termos mais mencionados no Twitter. “Tem sido uma campanha relevante porque traz uma quebra de paradigma na transição de uma marca corporativa para uma marca efetivamente mercadológica”, aponta Marcelo Toledo, professor de planejamento de comunicação da Escola Superior de Propaganda de Marketing (ESPM).
“É sempre um risco. Nunca sabemos se essas campanhas mais sérias pegam ou não”, diz Manir Fadel, CCO (sigla em inglês para criativo-chefe) da Lew’Lara\TBWA.
Fadel conta que a campanha começou a partir do estouro de matadouros clandestinos no começo do ano. “Ali havia crimes trabalhistas, ambientais, sanitários. A reação imediata seria a rejeição ao produto”, explica. Segundo Fadel, a preocupação da marca foi mostrar que mesmo que esse “submundo da carne” existisse, também havia empresas empenhadas em criar produtos de alta qualidade.
A primeira série de vídeos veio então com o ator Tony Ramos, apresentando quase uma reação aos escândalos do começo do ano. “Tony Ramos foi uma escolha muito acertada. Ele é uma pessoa pública sem escândalos no currículo, uma figura de retidão”, explica o CCO da Lew’Lara\TBWA. “Precisávamos de um ícone de respeito e confiança.”


Em um segundo momento, foi a vez de chegar ao ponto de venda. Os vídeos, que tiveram como principal meio a televisão, apresentavam cenas cotidianas, em que personagens do dia a dia tinham as compras interrompidas por uma aparição repentina de Tony Ramos. “Nunca fomos orientados a prestar atenção na marca da carne”, explica Fadel.
Por isso, a proposta da campanha era ir adiante e ultrapassar as barreiras do marketing com o objetivo no aumento nas vendas. “É um assunto novo e a proposta era promover essa grande mudança de hábitos”, explica.
Foi aí que veio a surpreendente referência ao humor. Diante da reação do público na internet, agência e cliente optaram por abraçar esse modelo, chegando a criar, por exemplo, os “ringtonys”, toques de celulares gratuitos com vozes perguntando se a carne é Friboi. “Ficamos surpresos porque ao contrário do mote dos ‘Pôneis Malditos’ que fizemos para a campanha da Nissan, a ideia dessa campanha era séria”, explica. “Mas o caminho do bom humor ajudou ainda mais e acabamos fazendo um grande trabalho de internet também.”
Na terceira fase, a ideia da campanha era disseminar o conceito Brasil a fora. Diversos vídeos ambientados em variadas partes do país começaram a ocupar os intervalos na televisão, ampliando a identificação entre a marca e o cliente.
Depois de dizer quem são, o que fazem e onde atuam, como explica o professor Toledo, agora a Friboi passa a mostrar o que “pensa sobre o mundo”. “Em média, a decisão de compra é 40% pelo produto e 60% pelo que a empresa é. As empresas estão começando a entender que existe uma coisa chamada reputação que transcende marca e preço”, diz. Daí o novo apelo, agora com os cozinheiros especiais.
Commodity com valor intangível
Ao pensar em clássicos como esponjas de aço e lâminas de barbear, possivelmente marcas já vieram imediatamente à sua mente. O mesmo não acontece quando o produto em questão é a carne bovina. Daí o maior desafio da campanha da Friboi: colocar o consumidor em contato o valor da empresa.
Para Toledo, essa é uma forma de garantir as vendas do produto mesmo com preços acima da média de mercado. “Quando esse conceito está construído e exposto, a empresa pode trabalhar com produtos mais caros, por que isso não deverá interferir nas vendas.”
Muito bom humor
Não há dúvidas que o bom humor brasileiro também empurrou (e muito) a os resultados da empresa. Diante das aparições repentinas do astro da campanha, a reação imediata do público foi a piada. Os chamados memes tomaram conta das redes sociais, com todo o tipo de gracinha.
Fonte: IG Economia, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

URUGUAY - Llegó la hora de la invernada y de las exportaciones en pie

El objetivo de los tres millones de terneros está ahí. Serán algo menos los nacidos en la primavera, pero constituyen un punto de inflexión para el ciclo ganadero. Quebrar una barrera que se consiguió gracias a las buenas señales del mercado que apostó a la cría y a la retención de vientres.
En los últimos meses, sin embargo, el mercado mostró un fuerte descenso en los precios de la hacienda gorda que se trasladó a la reposición. Un ajuste que mejora los números ahora para la invernada y que exige que se destrabe la exportación de ganado en pie. Una corrección de precios que permitiría una salida de terneros hacia más mercados.
Desde la primera semana de agosto pasado se dio un permanente ajuste en el precio del novillo gordo, que a la última semana de diciembre acumuló 40 centavos de dólar y lo llevó de US$?3,60 a US$?3,20 por kilo. Es la menor referencia con la que cierra un año desde diciembre de 2010. Esta corrección en los precios del gordo se trasladó a la reposición y la referencia del ternero termina este año testeando el piso de US$?2.
La industria se fijó el objetivo de empezar 2014 con un precio de compra más bajo que en años anteriores y con una oferta importante que sigue en los campos debido a la retracción en la faena.
Los frigoríficos tenían intenciones de que el precio del kilo de novillo cerrara el año lo más cerca posible de los US$?3, pero el clima jugó del lado del productor en la primavera y los US$?3,20 fueron el piso. Según los industriales, en 2014 el precio del novillo debería oscilar entre los US$?3 y US$?3,60.
Este nuevo escenario de precios  genera un cambio en la tendencia que se observó durante la mayor parte de 2012 y hasta mediados de 2013, período en el cual el novillo tuvo una media de US$?3,60 y el ternero de US$?2,60. Hace un año un invernador compraba un ternero de 200 kilos a US$?520 aproximadamente, para luego engordarlo y obtener US$?935 por la venta del novillo de 500 kilos –con un rendimiento de 52% en cuarta balanza–, con una ganancia bruta por la invernada de US$?420.
Al finalizar 2013 las referencias para el ganado gordo y de reposición se ubicaron en US$?3,30 y US$?2, respectivamente por el novillo y el ternero. El mismo invernador estaría comprando su ternero de 200 kilos a US$?400 y vendería su novillo de 500 kilos a US$?860, obteniendo US$?460 por su negocio de invernada.
La operación en cascada hacia abajo terminó bajando más el kilo de ternero que el de novillo. El índice flaco/gordo –cociente del precio del ternero sobre precio del novillo en pie que mide la relación de reposición– se ubica en el entorno de 1,16, su nivel más bajo desde junio de 2011.
Para la mayoría de los operadores del mercado de hacienda, el punto de equilibrio se ubica en 1,25. Por debajo de ese ratio la ecuación es favorable para el negocio de la invernada y por encima se vuelve favorable a la cría. En las nuevas referencias de precios, el índice flaco/gordo estaría indicando que el negocio está en el engorde de los ganados como un año atrás estaba en la cría.
Los casi tres millones de terneros que Uruguay está produciendo son el fruto de la estabilidad de precios que tuvo la ganadería desde comienzos de 2011 hasta agosto de 2013. Por cierto que las lluvias ayudan. Pero años lluviosos ha habido desde que la ganadería existe. Lo que nunca hubo es tanta cantidad de vientres en producción. Los ganaderos han mantenido la tasa de destete estable aumentando la carga y entorando más vaquillonas chicas.
Tres millones de terneros equivalen a US$?3.000 millones cuando esos animales sean adultos. Equivalen también a una mejora radical en la perspectiva de la industria para conseguir crédito y movilizar la economía en todo el país.
Que los precios de la reposición hayan caído hasta su nivel más bajo desde finales de 2010 tiene una lectura clara: la oferta ganadera ha quedado restablecida. Los invernadores pueden resignar algunos centavos por el precio del ganado gordo porque saben que lo repondrán a precios más accesibles. Los criadores podrán recibir un precio más bajo por los terneros porque tendrán más cantidad para ofertar. Y también dispondrán de una cantidad importante de vacas para sacar al mercado luego de años de retención.
De a poco aumentará el refugo de vacas, ya que no es necesario seguir reteniendo vientres. Con las nuevas señales de precios, el stock de vientres empezará a estabilizarse: no hay lugar para más crecimiento.
Si observamos el desempeño de las vacas y vaquillonas preñadas, fueron una de las categorías de la reposición que mayor estabilidad de precios mostró desde 2012 a mediados de 2013 con una media de US$?700 la pieza, reflejo de la fuerte apuesta a la cría. A partir de agosto del año pasado sus cotizaciones retrocedieron sin pausa cerrando el año en el eje de los US$?550 por cabeza. Mismo comportamiento exhibió la categoría de piezas de cría, que pasó de promediar cerca de US$?400 a los US$?350 que cotizan en la actualidad.
Los números de la industria frigorífica y de la invernada empiezan a acomodarse. El ciclo ganadero ha cambiado de fase. El estímulo fuerte que tenían los criadores hasta el primer semestre de 2013 se ha trasladado a la invernada.
Una válvula de escape
El ternero que un año atrás valía US$?2,40 por kilo vivo se recuesta ahora en los US$?2. En estos niveles queda muy próximo de los US$?1,90 que el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca considera como piso para ser competitivos a la hora de exportar ganado en pie.
En la segunda semana de noviembre, el ministro Tabaré Aguerre se reunió con exportadores de ganado en pie y les comunicó el nuevo régimen para la operativa al exterior. De ahora en adelante la exportación de ganado en pie no necesita permisos previos por parte del MGAP para llevarse a cabo.
Los operadores del mercado de ganado vivo esperan que se normalicen las exportaciones este año y que esto sirva como válvula de escape para la producción récord de terneros.
Desde noviembre quedó listo un registro para que se inscriban los operadores  cumpliendo algunos requisitos mínimos. El operador registrado no tendrá que obtener un permiso previo sino que, luego de cerrar el negocio, comprar el ganado y realizar la cuarentena, acudirá al MGAP para que este lleve a cabo la certificación sanitaria.
Se evita de esta manera que empresas sin experiencia o antecedentes consiguieran permisos que luego no podían cumplir trancando nuevas habilitaciones. Se corta de raíz con la posibilidad de venta de permisos como denunciaron actores del sector.
El principal mercado para Uruguay en los últimos años fue Turquía, que hoy está cerrado. Se especula que luego de las elecciones de febrero en ese país se pueda reactivar la demanda.
En tanto, el MGAP avanzó en la habilitación de Arabia Saudita y de Pakistán para exportar ganado en pie mientras también se maneja la posibilidad de concretar negocios con Rusia.
También aparecieron posibles compradores para ganado gordo desde Venezuela. Entre los exportadores se maneja que a mediano plazo China se interese en comprar ganado desde Uruguay con destino a encierros.
En 2011, Uruguay era uno de los principales proveedores de ganado vacuno vivo de Turquía. Ese año el mercado turco compró 173.328 vacunos –casi 80% del total exportado por Uruguay–, lo que disparó la cotización local del ternero hasta US$?3,20.
Un enlentecimiento en el otorgamiento de permisos en  2012 llevó a Turquía a habilitar otros mercados que son los que hoy compiten con Uruguay.
Las exportaciones de ganado en pie de Uruguay en 2010 totalizaron 209.600 vacunos; en 2011 aumentaron a 212.955 para luego descender a 86.723 en 2012. Al 30 de noviembre de 2013 fueron apenas 38.350 vacunos. Este enero se concretarán embarques a Egipto y Jordania.
Lograr sostener una exportación de ganado en pie fluida para este año que comienza ofrecería una válvula de escape al número récord de terneros que habrá en los campos.

Fuente: El Observador - Agro

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Confira perspectivas de Maurício Palma Nogueira sobre o mercado do boi em 2014

Segundo a Agroconsult, a arroba bovina e a carne devem ser comercializadas em patamares mais elevados em 2014, com preços embalados por uma firme demanda ao mesmo tempo em que a oferta pode não ter fôlego suficiente para acompanhar o esperado crescimento.
“Os preços podem ceder um pouco no começo do ano, mas depois voltam a subir e vão trabalhar em patamar mais elevado em 2014. É ano de festas, tem Copa, muitos estrangeiros, tem eleição, a demanda vai crescer”, disse Maurício Nogueira, analista da Agroconsult.
Além do crescente consumo interno, o cenário também é muito favorável para um crescimento da demanda externa. Depois da forte alta deste ano, a expectativa da associação da indústria (Abiec) é que as exportações possam atingir recorde em volume e receita em 2014.
A perspectiva favorece a indústria, uma vez que a demanda aquecida permite que o setor reajuste preços e trabalhe com margens melhores, especialmente para aquelas que têm fatia importante da receita com vendas externas.
Os preços da arroba bovina atingiram no quarto trimestre patamares próximos aos recordes de 2010, e o consultor acredita que o pico ainda deve ser atingido em dezembro, dada a forte demanda interna neste fim de ano.
“A diferença de preço do frango, tradicional concorrente da carne bovina, é a menor em muito tempo no varejo, o que está estimulando o consumo de carne bovina”, disse Nogueira.
O setor entrou dezembro com preços firmes em todos os elos da cadeia, apontou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em relatório esta semana.
O indicador Esalq/BM&F Bovespa do boi gordo, base São Paulo, atingiu em dezembro R$ 114,01 reais por arroba, perto da marca de novembro de 2010, de 114,48 reais.
Recuo Temporário
Com o início de período de chuvas, o pasto se recompõe, permitindo a engorda do boi no campo. Este animal deverá entrar no mercado entre fevereiro e março, pressionando as cotações da arroba no mercado interno no período.
Mas depois, explicou o consultor, a demanda forte voltará a puxar os preços. A estimativa da Agroconsult aponta um consumo médio de 42,40 kg por pessoa/ano no Brasil, contra os 41,70 kg apurados em 2013.
Em contrapartida, acrescentou, a oferta não deve crescer em ritmo equivalente, levando a uma correção dos preços ao consumidor final.
Acompanhamento da Agroconsult aponta uma redução do rebanho brasileiro em 3 milhões de cabeças, para 208 milhões de cabeças, em 2013. Em 2014, a consultoria estima ainda uma diminuição de mais 2 milhões de animais.
“A redução contribui para o aumento da oferta de carne, mas mesmo este movimento não será suficiente para atender ao crescimento da demanda”, disse.
Segundo Nogueira, a diminuição de rebanho reflete os investimentos em tecnologia feitos por pecuaristas para ganhar em produtividade.
Os abates de animais atingiram níveis recordes no terceiro trimestre, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), graças à demanda interna e externa.
Ele lembra ainda que o Brasil recuperou espaço no mercado internacional, e vai crescer ainda mais este ano.
“A Índia chegou a tomar algum espaço, mas já recuou. O país recuperou mercado e vai continuar ganhando. O Brasil continuará a ser o maior exportador global”, avaliou o consultor.
Fonte: Reuters, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Vacas com cria ao pé a venda

VACAS COM CRIA 
Lote: 0205
Quantidade: 35
Peso Médio: 420
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 4/6
Raça: Cruzamento
Animal: Vacas com cria
Valor: R$ 3,00
Cidade: Pelotas
Estado: RS
País: Brasil
Observação: VACAS BEM CARCAÇUDAS, COM TERNEIROS DE BOA QUALIDADE AO PÉ. GRANDE MAIORIA DE VACAS NOVAS. O PROPRIETÁRIO PERMITE ALGUNS APARTES CASO SEJA DE INTERESSE DO COMPRADOR.PESA TUDO JUNTO, TERNEIROS E VACAS.
Imagens do lote

Principais indicadores do mercado do boi – 06-01-2014

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
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O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,88%, nessa sexta-feira (03) sendo cotado a R$115,01/@. O indicador a prazo foi cotado em R$115,58.
A partir de 2/jan/12 o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
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O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou baixa de 3,88%, cotado a R$ 839,91/cabeça nessa sexta-feira (03). A margem bruta na reposição foi de R$ 1057,76 e teve valorização de 5,00%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
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Na sexta-feira (03), o dólar apresentou alta de 2,00% e foi cotado em R$ 2,37. O boi gordo em dólares registrou desvalorização de 1,10% sendo cotado a US$ 48,46. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 03/01/14
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O contrato futuro do boi gordo para fev/14 apresentou alta de R$ 0,66 e foi negociado a R$ 111,80.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para fev/14
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Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 113,40. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo foi de -R$ 1,61 e sua variação apresentou alta de R$ 1,00 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
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Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
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fonte: Beefpoint

BNDES volta a favorecer o grupo frigorífico Marfrig

Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula.
Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada.
O banco estatal aceitou adiar em um ano e meio o vencimento de uma debênture (título de dívida) de R$ 2,15 bilhões do Marfrig -de junho de 2015 para janeiro de 2017.
O frigorífico também terá seis meses a mais para pagar R$ 130 milhões em juros dessa dívida, que venciam em junho deste ano.
O BNDES concordou ainda em manter um dos pontos mais polêmicos da operação: a conversão das debêntures em ações, a um preço muito acima do mercado.
O BNDESPar, braço de participação do BNDES em empresas, se comprometeu a pagar em 2017 a quantia de R$ 21,50 por ação do Marfrig.
O valor é um pouco inferior aos R$ 24,50 acertado no primeiro contrato dessas debêntures, selado em junho de 2010, mas está muito acima do preço em Bolsa.
Na sexta-feira, as ações do Marfrig fecharam a R$ 3,96.
O acordo deve garantir algum fôlego financeiro ao frigorífico, que cresceu com a ajuda estatal, comprando concorrentes no exterior, e hoje não consegue administrar suas dívidas e é castigado pelos investidores.
De acordo com comunicado divulgado na sexta-feira, a operação com o BNDES vai permitir ao Marfrig obter um caixa positivo de R$ 100 milhões neste ano. Sem essa ajuda, "queimaria" mais R$ 150 milhões de caixa. 

PÉSSIMO NEGÓCIO
O BNDES, por sua vez, tenta postergar um péssimo negócio. Se as debêntures fossem convertidas hoje em ações, o banco pagaria R$ 2,15 bilhões por uma fatia do Marfrig que vale atualmente menos de R$ 400 milhões na Bolsa -um prejuízo de 81,4%.
No final de 2012, o BNDES teve a oportunidade de converter, a preços de mercado, todas as debêntures (que chegavam a R$ 2,5 bilhões) e se tornar dono do Marfrig. Na época, as ações valiam R$ 8.
No contrato entre o frigorífico e o banco estatal, estava prevista essa prerrogativa se a empresa realizasse um aumento de capital. O BNDES, no entanto, optou por converter apenas R$ 350 milhões, o que gerou pesadas críticas.
O banco argumentou que foi uma exigência do Marfrig para fazer o aumento de capital. O frigorífico, que já enfrentava problemas, levantou R$ 2,3 bilhões no mercado e ganhou uma sobrevida.
Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas. Por questões cambiais e outros débitos, o endividamento líquido da empresa, no entanto, caiu apenas R$ 3,168 bilhões e continua altíssimo.
O Marfrig é um dos principais problemas da BNDESPar, que, entre compra direta de ações e debêntures, já investiu R$ 3,5 bilhões na empresa e é o segundo maior acionista, com 19,6%. O BNDES não comenta a operação, e o Marfrig afirmou que vai se pronunciar apenas amanhã.

RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO
Fonte: Folha Online - Folha de São Paulo

domingo, 5 de janeiro de 2014

Infraestrutura é o principal desafio para o agronegócio em 2014


Para Daniela Rocha, a perspectiva é de aumento da safra este ano, "principalmente porque 2013 não foi tão bom em termos de preços"

O grande desafio para o agronegócio em 2014 é a infraestrutura logística, disse a economista Daniela Rocha, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. “A produção tem aumentado por causa dos avanços tecnológicos, mas a gente está com dificuldade de escoar”, disse Daniela.


O Brasil apresentou produtividade elevada em todos os produtos no ano passado, e a melhoria vai continuar este ano em quantidade - não em ternos de área plantada, mas devido aos avanços tecnológicos implantados. Os problemas de infraestrutura impedem que o país tenha condições adequadas para escoar a produção.

Daniela admitiu que os leilões de concessões na área de infraestrutura de transportes são a única alternativa para melhorar o escoamento da produção. Ela avaliou que o governo federal deu o pontapé inicial para solucionar a questão com as concessões de portos, rodovias, aeroportos e ferrovias, mas indicou que os resultados dos primeiros leilões só deverão ser notados “daqui a três ou quatro anos”.

A economista destacou que em vez de os investimentos serem direcionados de forma maciça para rodovias, o governo deveria dar prioridade a combinações entre os diversos meios de transporte da produção, como rodovia/hidrovia ou hidrovia/ferrovia, por exemplo.

Daniela Rocha explicou que o planejamento do transporte no Brasil foi voltado para o setor rodoviário. “Você pode começar a diminuir isso, a partir de melhorias nos portos”. Acrescentou que se houver condições de algumas hidrovias serem utilizadas, como as do Rio Madeira, em Rondônia, e do Rio Tocantins, no Tocantins, poderão ser feitas combinações na área logística de transportes.

“Não pode ser só rodovia, porque tem a questão da quilometragem. O ideal é fazer combinações, senão o custo do frete vai sair elevadíssimo”, observou. Ela acredita, entretanto, que o Brasil está no caminho certo.

O presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Alvarenga, compartilha a opinião. Ele disse à Agência Brasil que a infraestrutura de transporte “é um desafio bastante grande” para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, “porque à medida que a safra vai tendo sucesso, o gargalo vai ficando cada vez maior”.

A solução do problema passa também pela armazenagem, apontou. “Já tem um programa do governo de financiamento com juros subsidiados”. Isso sinaliza para o aumento do número de armazéns, fazendo com que o escoamento da safra não ocorra de uma só vez. “Ela tem que escoar gradualmente e não imediatamente após a colheita. A armazenagem serve para haver escoamento mais tranquilo”.

Alvarenga enfatizou que outro problema que inibe o desenvolvimento do agronegócio é a demarcação de terras indígenas, principalmente no Mato Grosso do Sul e na Amazônia. “A gente vai continuar tendo os conflitos até que o governo tome a decisão de interromper o frenesi da Fundação Nacional do Índio de demarcar terras indígenas”. Segundo ele, existe “demarcação exagerada” de terras indígenas.

Para Daniela Rocha, a perspectiva é de aumento da safra este ano, “principalmente porque 2013 não foi tão bom em termos de preços”. Números da Companhia Nacional de Abastecimento estimam crescimento em torno de 10% para a soja e 5% para grãos em geral, em 2014. Para o milho, a projeção é recuo de 3% para as duas safras.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística prevê expansão de 9% para a produção de soja e queda de 7,1% para o milho primeira safra. Para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, que englobam algodão, amendoim, arroz, feijão, milho e soja, o instituto estima aumento de 4,7%, informou Daniela Rocha.

Antonio Alvarenga avaliou que os preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) deverão mostrar um pequeno declínio, tendendo para uma acomodação nos preços dos grãos. Isso será parcialmente compensado pelo dólar mais alto, indicou. “Muito provavelmente, o dólar no final do ano de 2014 estará na faixa de R$ 2 a R$ 2,50. Isso significa um valor bem melhor do que foi a comercialização da safra no ano passado. Ou seja, cai um pouco o preço das commodities, mas melhora a cotação do dólar”.

fonte: Agencia Brasil

Paraguay se posiciona en exportación de carne



En 2013, Paraguay se consolidó entre los diez primeros países exportadores de carne, con un total de 300 mil toneladas comercializadas al exterior.
Además, antes de terminar 2013 se presentó un plan por el que Paraguay busca convertir al país en el quinto exportador de carne vacuna a nivel mundial en los próximos 5 años.
Asi, el Gobierno paraguayo se propone impulsar la expansión de la cabaña ganadera a unas 18 millones de cabezas en los próximos cinco años, lo que además redundaría en la creación de unos 12.000 empleos en el área de los mataderos e industrias cárnicas habilitadas para la exportación.
En su informe de fin de año, el Servicio Nacional de Sanidad Animal (SENACSA), destacó que en el transcurso de 2013 Paraguay recuperó su estatus de país libre de fiebre aftosa, un hecho significativo para la recuperación de sus mercados.
Este país había perdido dicho estatus a fines de 2011, cuando se registraron dos focos de la enfermedad, lo que motivó el cierre de los mercados.
Si bien estos fueron reabriéndose paulatinamente, para carne proveniente de las zonas en que no hubo aftosa la restitución del estatus y la recuperación de sus principales mercados fueron los hechos destacaros por el titular del SENACSA, Hugo Idoyaga.
Informe
El informe sostuvo que entre enero y noviembre se ha exportado carne por valor de u$s 1.262 millones, constituyéndose este producto en el segundo en importancia en las exportaciones del país, después de la soja.
Los mayores exportadores de carne del mundo son Brasil, India, Australia y EE.UU.
Paraguay, en séptimo lugar con un nivel de exportación aproximado de 325.000 toneladas de carne, aspira a superar a Canadá y Uruguay.
La economía de Paraguay creció un 12,9 % en términos interanuales en el tercer trimestre del año, gracias a la importante expansión del sector agrícola, según el Banco Central de Paraguay (BCP).
Según el BCP, el sector agrícola subió un 51,8 % respecto del mismo período del año anterior.
Fuente: Ámbito Financiero.

Exportações de gado em pé crescem em 2013

por Alex Santos Lopes da Silva

As exportações de bovinos vivos em 2013, até novembro, renderam ao Brasil US$482,03 milhões. Foram embarcadas no período 465,3 mil cabeças, crescimento de 3,9% em relação ao resultado dos mesmos meses de 2012.

O volume exportado vem crescendo desde 2012, depois da queda expressiva ocorrida um ano antes.

Figura 1.

Exportação de bovinos vivos do Brasil entre janeiro e novembro, em mil cabeças.


Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br

Apesar do aumento no total de animais embarcados, o faturamento este ano, em onze meses, foi 9,6% menor que o de 2012.

O real mais valorizado no ano passado, na média geral, encareceu os produtos nacionais.

Os principais clientes foram a Venezuela, que comprou 71,8% de todo o gado exportado em 2013, seguido pelo Líbano, com participação de 17,6%.

O Pará foi a origem de 97,6% dos animais. O restante, 2,4%, foi exportado pelo Rio Grande do Sul.

O preço médio por cabeça embarcada ficou em US$1,03 mil, queda de 13,1% frente a 2012.

fonte: Scot Consultoria

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Roberto Rodrigues comenta os bons números obtidos pelo agronegócio em 2013

fonte: UOL Mais

Frente fria é favorável à agricultura

por: Cássia Medronha
Cultura do milho é a que mais sofreu com a falta de chuvas regulares

Depois da entrada de uma frente fria no Rio Grande do Sul, a chuva atingiu com maior força a região sul nesta madrugada. Nesta sexta-feira (3) ela chega com força total na região metropolitana e no norte do Estado.
Institutos de meteorologia emitiram alerta de chuvas intensas com acumulados passando dos 60mm na faixa norte gaúcha. Previsão de rajadas de vento intensas e eventual queda de granizo.
Devido à aproximação desta frente fria, as temperaturas ficam um pouco mais amenas sobre o Estado, em especial sobre o litoral sul, porém, não chega a fazer frio. Com a entrada de uma massa de ar mais seco, as temperaturas máximas caem um pouco mais e ficam entre 23ºC e 27ºC em média.
No sábado e domingo as chuvas já devem ter passado pelo RS se concentrado sobre Santa Catarina e Paraná.
Área rural
No últimos dias de 2013 a manifestação de chuva ocorreu de forma isolada variando de 79,6 mm emCanguçu a 36 mm em Jaguarão. Já a previsão meteorológica para o próximo período indica a ocorrência de altos volumes de chuva em todo o RS.
Entre esta sexta e o sábado o Estado se depara com a instabilidade, o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais e eventual queda de granizo em áreas isoladas. No final do dia, o ingresso de uma massa de ar seco vai diminuir a nebulosidade na Metade Sul.
A cultura do milho é a que mais sofreu com a falta de chuvas regulares. Estando 50% em fase de floração e enchimento de grãos, o estresse hídrico e a escassez de umidade dos últimos 15 dias estão causando danos à cultura em todo o Estado. A situação é mais severa nas áreas implantadas mais tardiamente, onde o consumo médio das plantas é de sete a oito mm diários.
A consequência dessa situação poderá ser a redução significativa no rendimento de lavouras nas áreas afetadas. Os relatos de produtores são de que as chuvas, mesmo que irregulares e com diferentes volumes, amenizaram a situação, mas não recuperaram totalmente as lavouras que se ressentem do clima atual. Em Cerrito alguns estão cortando as lavouras com mau desenvolvimento e oferecendo como alimentos para o gado de leite.
A soja encontra-se ainda com bom aspecto fitossanitário. Até o momento a falta de chuvas não compromete a produtividade da lavoura, embora haja atraso no crescimento das plantas em algumas regiões.
O déficit hídrico durante o dia faz com que as folhas murchem e sua coloração fique verde palha/apagada. Essas ocorrências poderão afetar o rendimento da cultura. Segundo o diretor-técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, a soja ainda pode se recuperar se as chuvas ocorrerem de forma regular.
Para a lavoura do arroz, as condições meteorológicas das últimas semanas têm sido benéficas, pois a alta luminosidade e o calor favorecem o desempenho da cultura.
Área urbana
A MetSul adverte para alagamentos em áreas urbanas, acentuada subida de rios e arroios com ameaça de transbordamento, baixa visibilidade em estradas com perigo de aquaplanagem e ainda a possibilidade de deslizamentos de encostas de terreno.
RS para net
Arte: Rafaela Azevedo - DP
 fonte: Diario Popular

Venda de carne bovina foi o pilar de sustentação da cotação da arroba do boi gordo

por Alex Santos Lopes da Silva


As vendas de carne bovina cresceram em 2013 e sustentaram o mercado do boi gordo mesmo com o aumento dos abates.

A situação macroeconômica do país não é das melhores, com inflação em alta, aumento da taxa de juros e expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,5% (Relatório Focus - Banco Central), abaixo da média da América Latina, estimada em 2,7% pelo Fundo Monetário Internacional. Ainda assim, a demanda interna por carne bovina surpreendeu.

Considerando 52 semanas de acompanhamento de preços dos cortes sem osso no mercado atacadista, em 35 delas, 67,0% do período, os preços estiveram maiores que os de 2012.

No varejo, os preços maiores foram menos frequentes e ocorreram em 32 semanas. Figuras 1 e 2.




Embora a margem da indústria frigorífica que desossa tenha ficado, na média do ano, em 23,2%, quatro pontos percentuais menor que a de 2012, é preciso considerar que o número de 2013 foi construído sobre um custo de matéria prima, boi gordo, 7,3% maior, na média dos doze meses.

Considerando somente o segundo semestre, a cotação da arroba do boi gordo ficou 12,2% mais alta este ano, atingindo o maior valor nominal da história, R$115,00/@, e foi justamente o período em que a margem da indústria voltou a crescer (figura 3).



Ou seja, a carne sustentou o resultado do frigorífico.

Perspectivas

A expectativa para 2014 é mais uma vez de consumo bom. Anos eleitorais geralmente são marcados por medidas de estímulo ao consumo.

O aumento do salário mínimo em 6,6%, superior à inflação de 2013 calculada pelo IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo) em 5,8% (de novembro a novembro), que entrará em vigor em janeiro de 2014, certamente gerará algum reflexo positivo no consumo de carne bovina. 

Além disso, eventos como a Copa do Mundo geram efeitos semelhantes aos de feriados e datas comemorativas, com aumento no consumo.

Entretanto, é preciso ficar atento ao cenário macroeconômico.

A previsão é que 2014 termine com crescimento do PIB em 2,0%, segundo o Relatório Focus, taxa menor que a estimada para 2013. A geração de riquezas do país está baseada fortemente no consumo interno. 

fonte: Scot Consultoria

Sistema eletrônico irá monitorar a saúde e o trânsito do gado em MS

Novo brinco possui um chip capaz de armazenar dados como cor e espécie.
Projeto de rastreabilidade é inédito no Brasil.


O novo sistema eletrônico fará o monitoramento da saúde e do trânsito do gado em 13 municípios da zona de fronteira de Mato Grosso do Sul. A mudança será realizada para garantir o aumento da segurança na produção de carne.
Os primeiros animais a receberem a identificação eletrônica estão no município de Mundo Novo, no extremo sul de Mato Grosso do Sul. A região faz parte da antiga Zona de Alta Vigilância. Desde 2008, os animais usam brincos de identificação. Agora, esses brincos serão substituídos pelo novo sistema de brincos eletrônicos.
“O sistema manual causava muita dificuldade principalmente de manejo e principalmente durante o trânsito. Tinha que relacionar manualmente os animais. Ocorriam muitos erros durante o transporte, inclusive com devolução de animais. Na verdade, isso tinha pouca eficiência”, diz Luciano Chiochetta, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Iagro.
Nesta fase, médicos veterinários, contratados pela Iagro, fazem o cadastramento das propriedades rurais e dos animais. Os dados são lançados no sistema. O novo brinco possui um chip capaz de armazenar informações como cor, raça, espécie, sexo e dados do proprietário. O sistema também irá monitorar toda a comercialização de bovinos na região de fronteira com o Paraguai e Bolívia.
O produtor rural Paulo César, que cria 1,6 mil cabeças de gado no município, aprovou a novidade. Todos os anos, o criador comercializa uma média de 400 animais. Para o pecuarista, o novo sistema vai agilizar os trabalhos no embarque.
O projeto de rastreabilidade é inédito no Brasil. A estimativa é que em um ano cerca de 800 mil cabeças de gado que estão na antiga Zona de Alta Vigilância, desde a fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia até o Paraguai, recebam a identificação eletrônica.
Para Luciano Chiochetta, a rastreabilidade aumentará a confiança de comercialização do rebanho que está na faixa de fronteira para o mercado externo. "Além de manter a sanidade, é conseguir liberar a região de fronteira para mercados em que a fronteira ainda não é habilitada, como União Europeia e Chile. Com isso, agregar valor para animais dessa região”, diz
O governo de Mato Grosso do Sul pretende inscrever sete mil fazendas no novo sistema eletrônico no prazo de um ano.
fonte: G1

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Estado renova parceria com Governo Federal para qualificar defesa agropecuária


Convênio permite ao Estado continuar reestruturação da defesa agropecuária
Convênio permite ao Estado continuar reestruturação da defesa agropecuária - Foto: Fernando Dias

 A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) firmou com o Governo Federal terça-feira (31) novo convênio que prevê investimentos de R$ 6,4 milhões em 2014 na modernização e qualificação da defesa agropecuária gaúcha. Pelo plano, em média, serão beneficiados cerca de 500 mil pecuaristas, 1,2 mil agroindústrias, 1,5 mil casas agropecuárias, 24 mil granjas avícolas, e pelo menos 500 sindicatos rurais. 

Por meio de reuniões, visitas a propriedades, fiscalizações, cadastramentos, capacitações, estudos epidemiológicos, cursos de educação continuada em sanidade animal, atendimentos a suspeitas de focos de doenças, por exemplo, o Estado dá mais garantias à população de consumir produtos de qualidade, preserva a saúde pública e pode elevar o status sanitário, ampliando o mercado para exportação e a própria receita.

A parceria entre Estado e União resultou num plano anual, ao invés do plurianual, que vinha sendo mantido entre os dois entes, rescindido recentemente. A maior parte de recursos vem do Ministério da Agricultura com contrapartida da Seapa.

Na prática, trata-se do inicio de algumas ações e a continuidade de outras. A Seapa já está fazendo a reestruturação das 248 Unidades de Defesa Agropecuária (IDAs) espalhadas pelas regiões do Estado, as antigas inspetorias veterinárias, das quais 80 já foram modernizadas, recebendo computadores, móveis, veículos e investimentos de R$ 60 milhões também fruto de convênio com o Mapa. Outra meta é manter e aprimorar as estruturas e ações nas defesas animal e vegetal.

Fiscalização
Na parte de fiscalização, o convênio permitirá o aperfeiçoamento do serviço de inspeção estadual, feito através da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), na perspectiva de melhorar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), serviço federal vinculado ao Sistema Único de Atenção à Sanidade Animal (Suasa), do Mapa. 
Além disso, será ampliado o apoio à fiscalização de comércios e utilização de insumos agropecuários, muitas vezes realizado indiscriminadamente tanto na venda quanto no uso. Segundo o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), Eraldo Marques, o objetivo é promover a sanidade agropecuária, mantendo, por exemplo, o status sanitário do Estado livre de doenças como a aftosa, que deixou prejuízos financeiros e de embargo ao RS quando detectada em 2000.

"A defesa fundamenta-se nas atividades que englobam o processo produtivo agropecuário e agroindustrial, o que incluem as condições em que os animais, vegetais, insumos, produtos e mercadorias são produzidos, processados e comercializados, de forma a assegurar a plena condição sanitária ao consumo humano e animal", destacou o diretor.

Para Marques, o fortalecimento da vigilância, da inspeção sanitária e da fiscalização, de acordo com os parâmetros técnicos recomendados pelos organismos nacionais e internacionais, é fundamental para a sanidade e para a agregação de valor aos produtos, tornando-os competitivos e atendendo às exigências dos mercados. "Nesse mesmo sentido, contribui para a evolução e a manutenção do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) do Serviço Estadual e para a qualificação dos serviços municipais".

Laren
Dentro do mesmo programa, o Estado vai reestruturar o Laboratório de Referência Enológica (Laren), da Seapa, adquirindo equipamentos que possibilitem aplicação de metodologias de identificação de sustâncias adicionais aos produtos intencionalmente ou acidentalmente, colocando em risco a saúde das pessoas, e garantindo a qualidade e originalidade dos produtos vitivinícolas. Os exames poderão ainda demonstrar mais eficácia contra fraudes ou presença de resíduos tóxicos, metais pesados e outras substâncias proibidas.

O diretor afirma também que a previsão de diárias aos técnicos que percorrem o Estado dará mais incentivo ao trabalho de campo, na visitas às empresas, agroindústrias, comércios e propriedades, por exemplo. 

Fonte: Daniel Cóssio/Assessoria de Comunicação da Secretaria da Agricultura

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Kátia Abreu faz balanço do agronegócio em 2013

Competitividade mantida, aumento nas exportações e problemas com as questões indígenas. A presidente da confederação nacional da agricultura e pecuária fez um balanço do agronegócio em 2013 e uma previsão para o ano que vem. Acompanhe.


fonte: BOL

Altos niveis de exportação de carne favorece empresários paraguaios




As vendas de carne neste ano fazem asseguram que o Paraguai é o país de maior crescimento econômico na América Latina, segundo informações de Prensa Latina. 

Informações oficiais colocam o país como o oitavo maior exportador mundial de carne bovina após conseguir a certificação de gado livre de febre aftosa com vacinação prévia e avançar na recuperação de antigos mercados.

Segundo estatísticas, o Paraguai terá vendido 210 mil toneladas de produtos bovino à Rússia, outros países europeus e um pouco ao Chile, mercado ainda não totalmente consolidado.

Segundo os produtores privados, estabeleceu-se um recorde com lucros de US$1,3 bilhões, que em sua maioria vão para os bolsos dos grandes pecuaristas e industriais, mas sem que os baixos impostos permitam grande contribuição para o desenvolvimento social.

O maior problema enfrentado durante este processo de recuperação ocorreu recentemente quando a Rússia se negou a receber carregamentos de carne de seis abatedouros paraguaios por encontrar contaminantes na carne enviada.

Isso representou um alarme que levou os produtores a intervirem imediatamente e negociar com Moscou uma solução abrindo o Paraguai à visita de vários especialistas que inspecionaram novamente os lugares assinalados, muitos ainda estão suspensos.
fonte: CarneTec