sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Margem da indústria termina o ano em desalinho com cenário de crise



Foto: www.sindicarnegoias.org.br

Os frigoríficos terminaram o ano com margens de comercialização praticamente iguais às de 2015 e superiores às de 2014.

A economia do país recuou quase 8,0% em dois anos de recessão, o desemprego disparou, a inflação acumulou alta de 17,0% e esses fenômenos fizeram com que o poder de compra da população caísse significativamente.

Apesar desse acúmulo de adversidades, no final de dezembro de 2016, os frigoríficos que desossam obtiveram margem (diferença entre a receita com a venda carne e o preço de compra da arroba do boi gordo) ao redor de 25%, a mesma de há um ano e quase oito pontos percentuais acima do resultado de 2014, no mesmo período do ano.

Na média de 2016, porém, a margem foi de 18,1% contra 19,2% em 2015.

No segundo semestre, enquanto a arroba do boi gordo patinava e em algumas praças os preços de referência caíam, em desacordo com o comportamento normal para o período do ano, mas em linha com a situação econômica vigente, os frigoríficos melhoraram o resultado que era próximo de 10%, entre julho e agosto, para os 25% do final de dezembro e, quatro pontos percentuais acima da média histórica.
fonte: Scot Consultoria

Tendências da indústria de carnes a serem observadas em 2017

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Independentemente do turbulência política que ocorre no país em 2017 e nos próximos anos, os americanos vão continuar comendo, e se possível, eles vão continuar comendo conforme seu orçamento permite. Isso parece ser um bom sinal para a indústria de carne.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que a produção de carne bovina e suína vai se expandir de forma constante entre 2016 e 2025. O National Chicken Council, entretanto, relata que os consumidores estão comendo mais frango do que nunca – aproximadamente 92 quilos em 2016, de acordo com estimativas do USDA – e estão planejando aumentar esse consumo no futuro.
Que tipo de carne os consumidores comerão em 2017 e nos próximos anos? De acordo com uma pesquisa do consumidor, a maioria será carne produzida a pasto – grass-fed – e de animais criados de forma humana. Uma pesquisa recente do Innova Market Insights lista “clean supreme” (limpeza suprema, em uma tradução livre), como sua principal tendência.
“A demanda por transparência total agora incorpora toda a cadeia de fornecimento, uma vez que o posicionamento de um rótulo limpo se torna mais holístico. As tendências de um fornecimento limpo incluem ‘ambientalmente amigável’, que mostrou uma taxa anual de crescimento composto (CAGR) de + 72% de 2011-2015 e ‘bem-estar animal’, que cresceu + 45% por ano ano durante este período”.
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Em um relatório separado, uma pesquisa da Nielsen e do Wall Street Journal mostrou que as vendas de produtos produzidos a pasto foram de US $ 400 milhões ao longo de um período de 52 semanas, que terminou em 2 de julho de 2016. Isso representa um aumento de 50,1%.
O boom dos snacks de carne
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No evento anual da Associação Nacional de Lojas de Conveniência realizado em Atlanta, no ano passado, havia uma grande quantidade de bebidas energéticas, doces…. e carne. Muita carne. Havia pelo menos duas dúzias de processadores de carne no evento, a maioria mostrando seus produtos de carne desidratada (jerky), palitos e barras de carne. Todos os gostos e texturas imagináveis podiam ser vistos. Jerky firme ou macio? Churrasco ou sriracha? Carne bovina, suína ou de peru? Algo mais exótico, como uma barra de carne de bisão com amora? É justo dizer que havia uma coisa para cada tipo de consumidor de snacks de carne.
Esta categoria tem visto pequenas empresas entrando nesse mercado de snacks de carne e grandes empresas entrando com novos produtos ou aquisições de empresas. Havia empresas multi-geracionais no evento e empresas que começaram nos últimos dois ou três anos por empreendedores. Embora possa parecer difícil para tantas empresas ter sucesso no mercado, existem sinais positivos de que o mercado de snacks só vai crescer.
Pesquisas da International Dairy-Deli-Bakery Association mostram que 83% dos consumidores estão consumindo lanches diariamente, em oposição a 76% em 2014. Enquanto essa pesquisa abrangeu todos os tipos de alimentos, pode-se supor que mais consumidores vão buscar snacks de carne para satisfazer seus desejos entre as refeições.
Conveniência do consumidor
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Quando se trata de embalagem, os consumidores querem produtos que funcionam para eles. Danette Amstein, diretora da Midan Marketing, disse que as empresas que comunicam diferenciais não só atrairão novos clientes, mas também garantirão que esses clientes permaneçam leais.
“Acreditamos que destacar os benefícios da marca ou da embalagem, ou oferecer tamanhos de embalagens menores, fornece valor agregado para os consumidores com base em uma pesquisa recente sobre compras e comportamentos de preparo de alimentos dos Millennials e dos Baby Boomers”.
As embalagens case-ready são um segmento crescente, já que 60% dos entrevistados da pesquisa Power of Meat do Midan indicaram que consideravam embalagens case-ready iguais em qualidade à carne cortada na loja. Vinte e três por cento acreditavam que a qualidade da carne pré-embalada era superior.
“Os consumidores querem uma embalagem à prova de vazamentos, pronta para congelar e reutilizável. Isso precisa ser um objetivo para a nossa indústria, a fim de ajudar os consumidores a ver que nossos produtos podem atender às suas necessidades em constante mudança”.
Fonte: http://www.provisioneronline.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Desvalorização foi o que mais se viu para a carne bovina em 2016

A carne bovina tem um fator de elasticidade renda elevado e, à medida que a população foi tendo seu poder de compra corroído pela combinação entre recessão, aumento de desemprego e processo inflacionário de quase 17,0% entre 2015 e 2016, a venda de carne caía e ia deixando seus reflexos por toda a cadeia.
Veja na figura 1 que, nas pesquisas semanais realizadas pela Scot Consultoria, em 58,8% delas os preços da carne bovina sem osso vendida pelos frigoríficos vieram com algum recuo. Na última semana do ano, os cortes chegaram a ser vendidos por um preço nominal 1,2% menor do que no mesmo período de dezembro de 2015. Com a inflação no teto da meta, ao redor de 6,5%, isso representa uma queda real de quase 8,0% na receita das indústrias.
A expectativa agora fica por conta de recuperação da economia, projeção que, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central, já foi melhor, chegando a ser esperado um crescimento de 1,5% nos meses finais de 2016, mas atualmente espera-se algo próximo a 0,5%.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

TERNEIROS INTEIROS - Estamos selecionando para cliente

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RS: Fiscais estaduais agropecuários fazem pausa na greve


RS: Fiscais estaduais agropecuários fazem pausa na greve

Foto: Divulgação/Assessoria
A Associação dos Fiscais Agropecuários do RS comunicou hoje (02) a suspensão da greve pelo menos até o reinício da votação do pacote do governo gaúcho, previsto para após o dia 20 de janeiro. “Fizemos uma avaliação do movimento e decidimos pela retomada da pressão ao Executivo assim que os deputados recomeçarem a análise dos projetos”, explica o vice-presidente da Afagro, Vinícius Grasselli.

A categoria realizou 15 dias de paralisação, afetando especialmente o abate de bovinos e a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) e Permissões de Trânsito Vegetal (PTV). “Tivemos uma boa adesão de fiscais e técnicos, o que reforça o movimento para evitar a aprovação de projetos que causem mais perdas para a estrutura do Estado gaúcho”, avalia.


Fonte: Thais D'Avila / Assessoria de Imprensa Afagro-RS

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

URUGUAY - Tras voluminoso embarque, exportaciones de ganado en pie superarán las 285.000 cabezas exportadas

exportaciones
A dos días del cierre del año, un voluminoso embarque de ganado en pie que por estas horas se completa en el puerto de Montevideo, lleva a un nuevo record en este rubro, que cada vez más, se afirma cómo una alternativa económica para el sector críador.

“Por estas horas se está cargando un barco con 25 mil cabezas” comentó el Dr. Eduardo Barre, responsable del área a nivel del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (MGAP).
Este nuevo barco trastoca el escenario planteado por OPYPA semanas atrás, que proyectaba en su anuario que 2016 cerraría con 260 mil cabezas exportadas.
Teniendo en cuenta este último negocio, que también tiene cómo destino Turquía, lleva a que el número final supere los 285 mil ejemplares a lo largo del año 2016.
Días atrás, el consignatario Otto Fernández, comentó a Tardáguila Agromercados quelos exportadores ofrecían US$ 2,10 para los terneros y US$ 1,65 por las terneras.
fonte: Tardaguila Agromercados

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Marfrig confirma fechamento de frigorifico em Alegrete (RS)

Marfrig confirma fechamento de frigorifico em Alegrete (RS)

O Grupo Marfrig confirmou o encerramento das atividades na unidade de Alegrete (RS) a partir de janeiro de 2017. Os trabalhos foram finalizados em função das dificuldades de gestão na planta do frigorífico da cidade gaúcha. O fechamento dos serviços foi confirmado pelo presidente Global do Grupo Marfrig, Heraldo Geres, e pelo diretor da multinacional no Rio Grande do Sul, Luís Firmino, junto ao governo gaúcho nessa quarta-feira (28.12). No local, atuam mais de 600 trabalhadores.
Conforme Heraldo Geres, a decisão pré-anunciada no início deste mês pode ser alterada e o fechamento da planta ocorrerá ao longo de janeiro de 2017. No entanto, o vice-presidente global do Grupo Marfrig, anunciou a manutenção do funcionamento de outras duas plantas do frigorífico localizadas, em São Gabriel e Bagé, ambas no Rio Grande do Sul, que inclusive estão habilitadas para exportação de carne ao exterior.
Geres confirmou também, que o Marfrig está aberto a negociações com outros frigoríficos que estejam interessados em assumir a planta do grupo, em Alegrete, que está arrendada do Frigorífico Mercosul até 2031.
Para isso, o governo gaúcho vai intensificar as ações para verificar a disponibilidade de que outro grupo frigorífico assuma a planta de Alegrete o mais rápido possível, disse o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo.
"Nossa ideia é ajudar nesse sentido e buscarmos algum frigorífico interessado em assumir essa planta do Marfrig, ainda neste início de 2017. Chama a atenção para a relevância da planta a ser fechada que esta habilitada para vender aos principais mercados importadores de carne”, ressaltou.
O presidente do Sindicato Rural do Alegrete, Pedro Píffero, lamentou o anúncio justamente num período de incremento do abate na região da Fronteira. "Estamos prevendo incremento de 2% nos abates de bovinos neste ano, especialmente nos frigoríficos de inspeção federal, que é o caso do Marfrig. Oferta de gado existe na região”, concluiu.
Justiça do Trabalho suspende demissões
Em meio a confirmação do fechamento da unidade de Alegrete, a Justiça do Trabalho também determinou a suspensão da demissão dos 648 trabalhadores que atuam no Frigorífico Marfrig. A decisão foi proferida pela Justiça também na quarta-feira a partir de ação ajuizada pela Sindicato da Alimentação. Com isso, as demissões ficam proibidas de serem homologadas até que se estabeleçam novas negociações entre patrões e empregados. Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil ao Grupo Marfrig.

Agrolink
Autor: Lucas Rivas

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

MARFRIG ANUNCIA ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES EM ALEGRETE. EMPRESA ESTÁ ABERTA A NEGOCIAÇÕES COM FRIGORÍFICOS INTERESSADOS EM MANTER A PLANTA EM OPERAÇÃO.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (28), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o vice-presidente Global do Grupo Marfrig, Heraldo Geres, e o Diretor do Marfrig no Rio Grande do Sul, Luís Firmino anunciaram oficialmente ao vice-governador José Paulo Cairolli, ao secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, ao deputado estadual Frederico Antunes, ao secretário substituto da Fazenda, Luís Antônio Bins, e ao presidente do Sindicato Rural do Alegrete, Pedro Piffero, que devido a dificuldades de gestão, o Grupo Marfrig decidiu encerrar, a partir do mês de janeiro, as atividades da planta do Frigorífico Marfrig, em Alegrete.
De acordo com Heraldo Geres, a decisão pré-anunciada no início deste mês não pode ser alterada e o fechamento da planta ocorrerá ao longo de janeiro de 2017. No entanto, o vice-presidente global do Grupo Marfrig, anunciou a manutenção do funcionamento de outras duas plantas do frigorífico localizadas, em São Gabriel e Bagé, que inclusive estão habilitadas para exportação de carne ao exterior. Geres anunciou também, que o Marfrig está aberto a negociações com outros frigoríficos que estejam interessados em assumir a planta do grupo, em Alegrete, que está arrendada do Frigorífico do Mercosul até 2031.
Para Frederico Antunes, o comunicado do Grupo Marfrig não era o esperado. "O que gostaríamos de ouvir hoje, era que a planta de Alegrete continuasse em operação. Infelizmente isso não ocorreu. Pelo menos, ficou aberta a possibilidade da transferência das atividades para outro frigorífico interessado. Temos que buscar uma alternativa para que frigorífico não seja fechado e que mais de 600 empregos sejam mantidos. Esse é nosso objetivo a partir de agora ao lado do Governo do Estado, prefeitura do Alegrete, Sindicato Rural e lideranças da região", finalizou Frederico.
Já Ernani Polo destacou que a Secretaria da Agricultura e o Governo do Estado irão verificar a disponibilidade de que outro grupo frigorífico assuma a planta o quanto antes. "Nossa ideia é ajudar nesse sentido e buscarmos algum frigorífico interessado em assumir essa planta do Marfrig, ainda neste início de 2017. O secretário chama a atenção para a relevância da planta a ser fechada que esta habilitada para vender aos principais mercados importadores de carne.", afirmou Polo.
O presidente do Sindicato Rural do Alegrete lamentou o anúncio justamente num período de incremento do abate na região da Fronteira. "Estamos prevendo incremento de 2% nos abates de bovinos neste ano, especialmente nos frigoríficos de inspeção federal, que é o caso do Marfrig. Oferta de gado existe na região.", garantiu Pedro Píffero.
Polo, Frederico e Piffero pretendem se reuni nos próximos dias com representantes de frigoríficos interessados em assumir a planta do frigorífico do Marfrig, no Alegrete.
*JUSTIÇA DO TRABALHO - MARFRIG*
Também nesta quarta-feira, a Justiça do Trabalho determinou a suspensão da demissão 648 trabalhadores do Frigorífico Marfrig, de Alegrete, a partir de ação ajuizada pela Sindicato da Alimentação. As demissões proibidas até se estabelecerem negociações entre patrões e empregados. A Multa é de R$ 100 mil pelo descumprimento da decisão.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Controlador da Marfrig aumenta posição para evitar maioria do BNDES

A Marfrig divulgou comunicado hoje confirmando que o controlador da empresa, Marcos Antonio Molina dos Santos, em conjunto com a mulher, Marcia Aparecida, elevaram suas posições em ações ordinárias (ON, com voto) da empresa (BOV:MRFG3) para 39,02% do capital ou 203.387.790 ações. Em novembro, eles possuíam 34% do capital. Parte desse aumento ocorreu nas últimas semanas, por meio de aquisições feitas pela MMS Participações na Bovespa, que pertence a Marcos Molina, e que possui agora 30,8% do capital da empresa, ou 160.548.122 ações.
A operação é para evitar que o BNDES, que investiu milhões em debêntures da companhia que podem ser convertidas em ações em 25 de janeiro do ano que vem, se tornasse o controlador. Atualmente, o BNDES possui 19,6% do capital da Marfrig e, após a conversão ficará com pouco mais de 30% das ações. A empresa afirmou que o aumento de participação do BNDES dará ao banco o direito de indicar mais um conselheiro, mas o controle deverá seguir com Molina, fundador da empresa.  A estratégia é confirmada no comunicado da empresa de hoje, que diz que, “com essa posição, os controladores devem se manter como maiores acionistas da companhia mesmo após a conversão mandatória em ações da 5º emissão de debêntures, em janeiro de 2017”.
O Marfrig foi, ao lado da JBS/Friboi e outros frigoríficos, foco dos investimentos do BNDES durante a política de construir campeões nacionais do governo passado. Isso explica a grande participação, que atingirá um terço do capital, na Marfrig e 20,4% da JBS.
fonte: Arena do Pavani

Consumo de carne bovina no Brasil cai 7,5% em 2016


Segundo o governo, nos últimos dez anos, queda foi de 30,7%

© Reuters

O consumo per capita de carne bovina caiu 7,5% este ano quando comparado a 2015, segundo dados do governo federal.


De acordo com o colunista Lauro Jardim, de O Globo, nos últimos dez anos, queda foi de 30,7%.
Apesar da desaceleração, o Ministério da Agricultura mantém a perspectiva de que, até 2020, a produção nacional de carnes supra 44,5% do mercado mundial.
Já a carne de frango terá 48,1% das exportações mundiais e a participação da carne suína será de 14,2%.
Essas estimativas indicam que o Brasil pode manter posição de primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango.
fonte: Noticias ao Minuto

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Frigorífico Marfrig (Alegrete) se recusa a negociar demissões

Grupo fechará frigorífico e resiste a liberar fábrica para operação de outras empresas

Foi realizada nesta quinta-feira (22/12) tentativa, por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT), de mediar acordo entre a MFB Marfrig Frigoríficos Brasil S.A. (Alegrete), e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Alegrete. A audiência foi convocada a partir da notícia de que a Marfrig demitirá, a partir de 2 de janeiro, os 648 empregados da planta.
A empresa confirmou a decisão de encerrar as atividades do frigorífico e de manter o controle das instalações, locadas do frigorífico Mercosul, até 2031. A procuradora do Trabalho Fernanda Arruda Dutra, responsável pela mediação, propôs que a empresa transferisse a operação da planta a empresas interessadas. A empresa afirma não planejar a transferência da operação a terceiros, mas que empresas interessadas podem encaminhar propostas.
Sobre as demissões, a Marfrig propôs ao sindicato o pagamento, aos trabalhadores, de valores rescisórios, mais três cestas básicas. Estes termos não foram aceitos pelo sindicato e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação e Afins (CNTA-Afins). De acordo com o procurador do Trabalho Ricardo Garcia, que também presidiu a audiência, o problema posto pelo fechamento da planta não é apenas operacional ou econômico, mas também comunitário, pois o desemprego gerado com o fechamento abalaria a economia da cidade. A Marfrig é a segunda maior empregadora do Município, ficando atrás apenas da Prefeitura Municipal.
Em janeiro de 2015, o frigorífico teve seu fechamento impedido por liminar, e em fevereiro do mesmo ano firmou acordo judicial, comprometendo-se a manter as atividades em Alegrete por um ano. Participaram da audiência representantes da empresa, dos sindicatos de Alegrete e de São Gabriel, da CNTA, do Ministério do Trabalho (MT) e da Secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento.

COTAÇÕES





Cotações Lund Negócios


Cotações: Cadastro
Região:
Data:
Prazo:
Preço de Carne a Rendimento
Boi:
Vaca:
Preços médios de Boi Gordo e Vaca Gorda
Mercado Físico/Kg vivo
Boi Gordo:
Vaca Gorda:
Preços médios - Mercado Físico/Kg vivo
Terneiros:
Terneiras:
Novilhos:
Novilhas
Boi magro
Vaca de Invernar
Observação
*PREÇO MÉDIO. NÂO ESTÃO INCLUIDAS BONIFICAÇÕES. PRAZO DE 30 DIAS.

Fonte: Pesquisa realizada
por: http://wwwlundnegocios.com.br

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

URUGUAY - Referencias de precios de hacienda

Preços aquém das expectativas, a crise e as oportunidades na pecuária

Oportunidade na pecuária
Já é velho e sabido que o Brasil vem passando por um período de crise. O triênio de 2014 a 2016 deve se consolidar como a pior crise da história recente do Brasil, segundo especialistas. E 2017 pode ser mais um ano de retração no PIB, ainda que pequena, mesmo que haja possibilidade de reação da economia a partir do segundo semestre, porém, podemos achar oportunidade na pecuária de corte.
Este cenário, uma hora ou outra, impacta em praticamente todos os elos e setores da economia, e na pecuária não está sendo diferente, porém, demorou um pouco mais. A relação oferta x demanda esteve favorável mais tempo no setor.
Porém, a alta taxa de desemprego e de endividamento que atingiu a população, afetou o consumo e as cotações do mercado boi em geral sentiram os efeitos em 2016.
Atualmente o preço do boi gordo no Rio Grande do Sul gira entre R$ 9,80 e R$ 10,50/kg de carcaça, a prazo, sem bonificações.
O preço médio da primeira quinzena de dezembro foi 3,6% maior que o mesmo período de outubro deste ano. Não caiu, mas estávamos acostumados a altas bem maiores que isso.
Considerando o mesmo período a título de comparação, a oscilação foi de 15,2% em 2013, 13,5% em 2014 e 15,5% em 2015, contra 3,6% em 2016, mesmo 14-15 já sendo anos de crise. São 10 pontos percentuais ou mais de diferença para 2016.
Em períodos como este que o pecuarista eficiente e o investidor consciente se destacam, pois conseguem enxergar oportunidade na pecuária nas dificuldades onde a maioria só vê obstáculos, seja na produção ou na comercialização.
É necessário cautela, planejamento e muito conhecimento, tanto nas negociações de gado como na aplicação de tecnologias e técnicas para aumentar a produtividade do rebanho.
Quando a oscilação de preços é menos favorável, como está ocorrendo agora, o impacto da eficiência na produção animal é multiplicado, pois quando as cotações têm altas constantes é bem mais fácil ter lucro, quando os preços não colaboram, é mais difícil ter um bom resultado, pois depende-se muito mais da parte produtiva.
Pastagens e suplementação bem planejadas, utilizadas e executadas ajudam a melhorar resultados, sempre. E são ainda mais importantes em períodos de preço menos favorável ou desfavorável. Acima de tudo, a gestão deve ser bem feita, pois é assim que podemos decidir qual a melhor tecnologia a ser aplicada no sistema.
Há algumas perguntas que podem ajudar muito a melhorar o lucro ou evitar prejuízos, tais como: Quais foram os resultados do seu sistema em 2016? O que mais impactou negativamente no seu resultado? Quais decisões tomar para o próximo ano? Dentre muitas outras, aproveite cada oportunidade na pecuária, seja em qualquer dos processos da produção.
Qualquer dúvida sobre gestão, planejamento de comercialização e viabilidade de tecnologias entre em contato pelo telefone/Whatsapp (53) 9 9995-2790 ou e-mail renato@lanceagronegocios.com.br
Por Renato Bittencourt

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Alternativa a fechamento do frigorífico da Marfrig, em Alegrete



Com poucas esperanças de reverter a decisão de fechamento do frigorífico da Marfrig em Alegrete, por conta da retração do mercado interno, mobilização de lideranças do setor e de funcionários é para que a planta possa ser ocupada por outra indústria. Arrendada pelo Frigorífico do Mercosul até 2031, a unidade já teria interessados. A liberação da planta, porém, terá de passar por negociação com a Marfrig que poderá manter a unidade locada para evitar concorrência na Fronteira Oeste. 
– Não podemos aceitar que o frigorífico seja fechado dessa forma, 748 empregos sejam perdidos e que ainda a planta industrial não seja liberada ao mercado – afirma Marcos Rosse, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação de Alegrete. 
A questão será discutida em reunião de conciliação prevista entre a empresa e o sindicato para a próxima quinta-feira no Ministério Público do Trabalho, em Porto Alegre. A intenção de liberar a unidade para outra indústria é justificada também pela disponibilidade de matéria-prima na região – ao contrário do alegado pelo Marfrig ao anunciar o encerramento das operações a partir de 3 de janeiro. Segundo o Sindicato Rural de Alegrete, o Rio Grande do Sul foi um dos únicos Estados a aumentar o número de abates em 2016. 
– Estamos prevendo incremento de 2% nos abates de bovinos neste ano, especialmente nos frigoríficos de inspeção federal, que é o caso do Marfrig. Oferta de gado existe na região – garante Pedro Píffero, presidente da entidade. 
O dirigente chama a atenção para a relevância da planta a ser fechada, habilitada para vender aos principais mercados importadores de carne. 
– Fazer reserva de mercado num frigorífico como esse não faz sentido – defende Píffero. 
Apenas comunicado sobre o fechamento da unidade, o governo do Estado alega que não houve espaço para negociação. 
– Há dois anos (no primeiro anúncio de fechamento), quando fizemos o apelo para que continuassem com a operação, o mercado estava em outra situação. A empresa não chegou a pedir agora, mas também não teríamos espaço para conceder incentivos fiscais nesse momento – disse Ernani Polo, secretário da Agricultura. 
Polo pretende reunir-se com diretores da empresa ainda nesta semana, para tentar negociar a liberação da planta para possíveis interessados.
fonte: ZH

Principais indicadores do mercado do boi – 19-12-2016

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
16/12/16Diferença
15/Dez09/Dez15/Nov/16
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 148,960,04%-0,45%-0,13%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.264,320,86%2,54%1,88%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.193,52-0,82%-3,42%-2,17%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 44,190,39%-0,02%2,05%
DólarR$ 3,37-0,35%-0,43%-2,13%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,04%, nessa sexta-feira (16) sendo cotado a R$ 148,96/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 149,94.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou alta de 0,86%, cotado a R$ 1264,32/cabeça nessa sexta-feira (16). A margem bruta na reposição foi de R$ 1193,52 e apresentou baixa de 0,82%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (16), o dólar apresentou apresentou baixa de 0,35% e foi cotado em R$ 3,37. O boi gordo em dólares registrou valorização de 0,39%, sendo cotado a US$ 44,19. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 16/12/16
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Dez/16149,71-0,192.544439 
Jan/17148,400,10523113 
Fev/17146,940,04600 
Mar/17147,020,17520 
Abr/17145,660,2620 
Mai/17144,56-3,191.36785 
Jun/17150,21-2,1327415 
Jul/17150,50-2,137012
Ago/17150,50-1,28566 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
08/12/16148,63150,0008/12/161228,841227,49
09/12/16149,63151,0809/12/161233,051235,53
12/12/16150,37151,7812/12/161230,841233,22
13/12/16149,14150,0013/12/161249,381251,78
14/12/16149,25150,1114/12/161253,481255,77
15/12/16148,90149,6515/12/161253,481255,77
16/12/16148,96149,9416/12/161264,321266,63
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para dez/16 apresentou baixa de 0,19% e foi negociado a R$ 149,71 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para dez/16
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
16/12/16Diferença
15/Dez09/Dez15/Nov/16
Traseiro (1×1)R$ 12,600,00%1,61%2,44%
Dianteiro (1×1)R$ 7,300,00%0,00%-2,67%
Ponta AgulhaR$ 7,600,00%1,33%1,33%
Equiv. FísicoR$ 178,670,00%1,48%2,01%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 29,71-0,20%12,41%14,31%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 178,67. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 29,71 e sua variação apresentou baixa de R$ 0,06 no dia. Conforme mostra a tabela acima.
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: Beefpoint