terça-feira, 17 de agosto de 2010

Aumenta oferta de animais rústicos na Expointer 2010


O aumento e a diversificação da oferta da Feira de Novilhas Selecionadas puxou o incremento de exemplares rústicos inscritos na Expointer, que começa no dia 28, em Esteio (RS). De acordo com dados da Secretaria da Agricultura divulgados nesta segunda-feira (16), 2.163 exemplares estão cadastrados para a mostra, 51,4% a mais do que os 1.428 de 2009. "Se provou que vender rústicos na Expointer é um bom negócio", opinou o chefe do Serviço de Exposições e Feiras da Seappa, José Arthur Martins. No caso da feira de Novilhas, a oferta passou de 700, em 2009, para mil neste ano. "Fortalecemos a parceria com a Angus para ofertar mais exemplares da raça, a exemplo da feira de outono. Além disso, participarão terneiras e ventres de até seis anos", salientou o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong. A abertura reflete a procura do mercado. "Temos expectativa de bom preço, já que o boi gordo está em média R$ 3,00 o quilo vivo." A Feira de Novilhas será lançada nesta quarta-feira (19), às 13h, no restaurante da Farsul, na Capital. O leilão acontecerá em 4 de setembro, às 14h, na Pista J.
Outro destaque nas inscrições foi a raça Devon, que passou de 21 inscritos para cem neste ano. Os cavalos Crioulos tiveram crescimento de 224 para 297.
Do outro lado da gangorra estão os bovinos Hereford, que passaram de 148 em 2009 para 91. Para o presidente da ABHB, Fernando Lopa, a queda deve-se à desistência de um criador que participaria com 60 animais. "Ele optou por ir apenas na Nacional, pois teve problemas com as pastagens." Ele ponderou que, se somados argola e rústicos Hereford e Braford, o número de inscritos atinge 328, mais do que os 274 de 2009.
FONTE: Correio do Povo

12º Megaleilão Nelore CFM fatura R$ 6 milhões


Foram pouco mais de nove horas até a batida final do martelo que confirmou a venda da última bateria de touros, e o Megaleilão Nelore da Agro-Pecuária CFM, realizado de 11 a 13 de agosto, em São José do Rio Preto (SP), confirmou o título de maior evento comercial de touros certificados da pecuária brasileira. O faturamento total superou os R$ 6 milhões com a venda de 1.029 animais (machos e fêmeas).
Na categoria touros, foram vendidos 670 machos, com receita de R$ 4,916 milhões e média de R$ 7,339 mil, resultado que supera em 15% o faturamento de 2009. Entre os touros Nelore Top na avaliação do programa de seleção da CFM destaque para o reprodutor CFM Soberano, vendido pelo valor total de R$ 58.800,00 e agora tem o pecuarista Gilson de Abreu (Nova Granada, SP) como sócio da CFM em 49% do touro.
Segundo Luis Adriano Teixeira, coordenador de pecuária da Agro-Pecuária CFM, o grande destaque do Megaleilão, mais uma vez, ficou por conta da excelente participação dos pecuaristas, que acompanharam o remate, tanto ao vivo, no Recinto de Leilões Anísio Haddad (São José do Rio Preto, SP), quanto à distância pelo Canal Boi. “Ao todo foram efetivados 112 negócios, volume que supera em 37% a participação de 2009. E isso envolvendo pecuaristas de 13 estados brasileiros”, informa Teixeira.
“Todo este sucesso de vendas e grande participação de pecuaristas das diversas regiões do Brasil comprovam que o mercado atesta e reconhecem a qualidade dos touros CFM para a produção de uma pecuária de ciclo curto e alta rentabilidade”, conclui Teixeira, e que avisa que ao encerramento do Megaleilão a CFM já começa a analisar o evento para promover as melhorias para o Megaleilão 2011.
Outro destaque do Megaleilão CFM 2010 ficou por conta das fêmeas CEIP da CFM (novilhas e vacas prenhes), que somaram 359 lotes e acumularam R$ 1 milhão de reais em faturamento, com média de 3,028 mil.
Continuam as vendas de touros Nelore CFM – O Megaleilão abre as vendas da temporada 2010 da CFM, que continua com a venda direta de touros nas fazendas. São mais de 1.000 touros, todos com CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) entre os Top 25% de toda safra, altos índices genéticos e preços tabelados conforme o Índice CFM e livre de comissão e frete rodoviário grátis para carga fechadas de touros (16 ou 24 animais).
Informações adicionais ou agendamento para compras podem ser feitas pelo telefone 0800 127 111 ou e-mail:faleconosco@agrocfm.com.br. As informações são da assessoria de imprensa do evento.
FONTE: Agrolink

Selo de procedência valoriza carne gaúcha em até 40%


Rebanho da raça Hereford do Pampa GaúchoHá quatro anos, 73 produtores de carne do Pampa Gaúcho são beneficiados pelo registro de Indicação Geográfica fornecido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O selo garante uma valorização de até 40% ao preço do produto, que é reconhecido por seu sabor diferenciado. Juntos, os rebanhos bovinos da região totalizam mais de cem mil cabeças, mas, por enquanto, apenas os cortes mais nobres conseguiram esta certificação.
Os empresários interessados em receber o selo se submetem a um programa de avaliação de conformidade, que acompanha todo o processo de produção da carne. Rebanhos das raças Angus e Hereford devem se alimentar exclusivamente de pastagens nativas, melhoradas ou cultivadas de inverno, num regime de criação extensivo. No mercado, a aceitação do produto tem sido positiva.
Uma pesquisa realizada em 2009 pela ONG internacional Alianza Del Pastizal com 250 restaurantes e 50 atacadistas brasileiros mostrou que 94% deles consideram importante o selo de origem e preservação ambiental. Dono de um rebanho que conta com mais de 1,2 mil bois, o produtor Fernando Adauto Loureiro de Souza defende que o selo agrega valor ao produto e à região. “É um reconhecimento pelo diferencial que oferecemos”, explica.
FONTE: Globo Rural

URUGUAI É O PAÍS QUE MAIS CONSOME CARNE BOVINA NO MUNDO

MONTEVIDÉU, 16 AGO (ANSA) - O consumo de carne bovina no Uruguai alcançou 58,2 quilogramas por pessoa no ano passado, tornando o país o maior consumidor mundial do produto, informou hoje o Instituto Nacional de Carnes (Inac).

O aumento foi de 11 quilogramas na relação com o índice registrado em 2004, de 47,2. Se somados todos os tipos de carne disponíveis no mercado, cada uruguaio come 91,6 quilogramas por ano.

O primeiro lugar desse ranking era tradicionalmente ocupado pelos argentinos, que costumavam consumir 68 quilogramas. Com a queda para 56,7 quilogramas em 2009, o país ficou na segunda posição.

Fontes do Inac explicaram à ANSA que o crescimento no consumo do produto no Uruguai nos últimos anos é resultado de "uma melhora no poder aquisitivo das famílias e de medidas de governo para manter os preços sob controle".

O governo anterior ao de José Mujica, comandado por Tabaré Vázquez (2005-2010), dispôs algumas medidas para tornar certas carnes mais baratas, criando o chamado "assado do Pepe", referência ao apelido do então ministro da Pecuária e hoje presidente. Em um acordo com exportadores, Mujica conseguiu baixar o imposto sobre dois tipos de cortes.

Depois de Uruguai e Argentina, os Estados Unidos ocupam o terceiro lugar do ranking de consumo do produto, com 43 quilogramas por pessoa. A Austrália está em quarto, com 39 quilogramas. (ANSA)

Fonte: ansalatina.com.br

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Boi Gordo - XP: nova máxima do ano foi registrada para os futuros do boi gordo

A nova máxima do ano foi registrada para os futuros do boi gordo, impulsionados pelo reajuste de 0,99% do indicador Esalq.
O mercado físico continua bastante firme, com pouca oferta e escalas apertadas, uma situação que marca tipicamente o período de entressafra.

Confira a análise completa: boi_160810.pdf

Fonte: XP Agro

Boi Gordo: Mercado firme e em alta na maior parte das praças

Mercado firme e em alta na maior parte das praças.
Em São Paulo a oferta escassa fez com que o preço referência subisse para R$86,50/@, a prazo, livre de imposto. Existem negócios em valores mais altos.
As escalas atendem entre 2 e 3 dias. Em alguns casos existem programações maiores, mas não são regra. Os animais de confinamento não chegam a tirar a firmeza do mercado, que segue com tendência de alta.
Existem plantas pulando dias de abate devido à falta de animais.
No Mato Grosso do Sul, a demanda paulista se soma à local e o preço referência subiu para R$82,00/@, a prazo, livre de imposto.
Houve reajustes tanto no Oeste como no Sul da Bahia. Em ambas as praças os bois gordos são negociados por R$80,00/@, a prazo, livre de imposto.
Alta de preços também no Sudeste e Sudoeste do Mato Grosso, causada pelas escalas curtas e falta de animais para abate. No Sudoeste e Sudeste do estado os bois gordos valem R$78,00/@ e R$79,00/@, respectivamente, a prazo, livre de funrural.
O mercado atacadista com osso está estável.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Universo da carne se encontra em Chapecó/SC na Mercoagro 2010


Classificada como o maior evento regional do setor de carnes da América Latina, a Feira Internacional da Industrialização da Carne (Mercoagro) será realizada no centro da área de maior concentração de frigoríficos do Brasil – Chapecó, no oeste de Santa Catarina – no período de 14 a 17 de setembro, reunindo 650 empresas do setor, atraindo 35.000 compradores e gerando negócios da ordem de 150 milhões de dólares.
Em sua oitava edição, a feira é organizada pela Brazil Trade Shows (BTS), com promoção da Associação Comercial e Industrial (ACIC) e apoio da Prefeitura Municipal de Chapecó.
FONTE: AGROLINK

Estão abertas as inscrições para o V Concurso de Carcaças Angus


O evento é direcionado para todos os produtores do Rio Grande do Sul e ocorre no dia 23 de setembro em Bagé (RS)
O V Concurso de Carcaças Angus, que ocorre no dia 23 de setembro em Bagé, está com as inscrições abertas até o dia 06 de setembro, as quais podem ser realizadas na Associação Brasileira de Angus (ABA), através do fone (51) 3328.9122 e/ou email carne@angus.com.br. O evento, promovido pelo Programa Carne Angus Certificada e pelo Frigorífico Marfrig S/A, se propõe a estimular a produção de animais de qualidade e o direcionamento da produção aos padrões de qualidade demandados pela indústria. As inscrições são gratuitas e podem participar todos os produtores do RS, associados ou não da ABA.
As avaliações do resultado do V Concurso de Carcaças Angus serão realizadas pelos técnicos do Programa Carne Angus Certificada e por profissionais do Frigorífico Marfrig, na unidade Bagé (RS). De acordo com o Sub Gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, o concurso de carcaças é uma oportunidade ímpar para demonstrar o potencial da genética Angus, tanto para invernadores, que demonstram sua capacidade e diferenciação na produção de carne, quanto para selecionadores, que evidenciam ao mercado o potencial da genética produzida pela cabanha. “O concurso de carcaças é a verdadeira vitrine da genética Angus, avalia Medeiros.
Poderão participar do concurso animais Angus Definidos, cruzamentos de Angus com raças Européias de corte – mínimo de 50% Angus, cruzamentos com zebuínos e raças sintéticas – Mínimo 5/8 angus, podendo ser machos castrados ou fêmeas com idade até quatro dentes (30 meses) nas categorias Angus Definido Macho, - Angus Definido Fêmea, - Cruza Angus Macho, - Cruza Angus Fêmea. Os lotes deverão ter o mínimo de 22 animais. Os animais serão pontuados individualmente quanto à idade, grau de acabamento, peso de carcaça e conformação. Serão também consideradas características de sanidade e padrão racial. Haverá bonificações especiais para os campeões do concurso.
Acesse o regulamento completo no site www.carneangus.org.br.
Informações adicionais podem ser obtidas junto a Associação Brasileira de Angus pelo fone (51) 3328.9122. As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Angus.
FONTE: Agrolink

PREÇOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 16.08.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,55 A R$ 2,65
TERNEIRAS R$ 2,20 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,45 A R$ 2,55
BOI MAGRO R$ 2,40 A R$ 2,50
VACA DE INVERNAR R$ 2,00 A R$ 2,10

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR http://www.lundnegocios.blogspot.com

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
INFORMAÇÃO MARFRIG
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 16.08.2010
BOI: R$ 5,60
VACA: R$ 5,30
OBS: *LIVRE DE FUNRURAL
PRAZO: 30 DIAS
Compras só a rendimento.
FONTE: Marca Negócios Rurais
(comprador Marfrig da região)
FONE: 9981.1203 Humberto Costa.

ATENÇÃO


Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 16/08/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 13/08/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,73R$ 5,58
KG VivoR$ 2,87R$ 2,79
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,30R$ 5,24
KG VivoR$ 2,52R$ 2,49
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES CORREIO DO POVO

FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES CEPEA

Média Estado São Paulo - À vista NPR
DataR$Var/DiaVar/MêsUS$Var/DiaVar/Mês
13/08/2010 88,11,3 %3,33 %49,721,18 %2,35 %
12/08/2010 86,970,38 %2,01 %49,140,39 %1,15 %
11/08/2010 86,640,45 %1,62 %48,95-0,16 %0,76 %
10/08/2010 86,250,01 %1,16 %49,03-0,39 %0,93 %
09/08/2010 86,24-0,08 %1,15 %49,220,37 %1,32 %
06/08/2010 86,310,43 %1,23 %49,040,1 %0,95 %
Fonte: CEPEA
Séries de Preços à vista (NPR) e a prazo (desde 07/06/1994) »

Média Estado São Paulo - A prazo
DataR$/@Var/DiaVar/MêsPMEPMP
13/08/2010 89,661,41 %3,34 %4,5435
12/08/2010 88,410,12 %1,9 %4,5132
11/08/2010 88,30,62 %1,78 %3,8833
10/08/2010 87,76-0,42 %1,15 %4,7934
09/08/2010 88,13-0,15 %1,58 %3,7731
06/08/2010 88,260,93 %1,73 %4,2632
Fonte: CEPEA

CASARÃO REMATES - PELOTAS

Médias do leilão, dia 12 de agosto em Pelotas

Leilão realizado nesta ultima quarta feira, dia 12 de agosto na Rural de Pelotas.

* Vacas de Invernar 691,00

* Novilhos 1,5 anos 640,00

* Novilhos 2 anos 769,00

* Terneiros 396,00

* Terneiras 366,00

FONTE: CASARÃO REMATES

Agência Alegretense de Negócios Rurais - Médias

Médias


Médias remate dia 12/8/2010

  • Bois 1 ano : R$ 410,00
  • Bois 2 anos : R$ 570,00
  • Bois 3 anos : R$ 700,00
  • Novilhas 2 anos : R$ 520,00
  • Terneira : R$ 310,00
  • Terneiro : R$ 300,00
  • Vacas : R$ 770,00
  • Vacas c/ cria : R$1.120,00
  • Vacas prenhas : R$ 900,00
  • Borregas : R$ 70,00
  • Borregos : R$ 70,00
  • Capões : R$ 150,00
  • Carneiro : R$ 80,00
  • Ovelhas : R$ 120,00
  • FONTE: AGÊNCIA ALEGRETENSE DE NEGÓCIOS RURAIS

Indicador tem forte valorização e é cotado a R$ 89,66

Na última sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 88,66/@, com alta de R$ 0,87. O indicador a prazo também teve forte valorização (+R$ 1,25), sendo cotado a R$ 89,66/@. Durante o mês de agosto a valorização acumulada já é de 3,34%.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa também fechou em alta, com o primeiro vencimento, agosto/10, registrando variação positiva de R$ 0,60 e valendo R$ 88,63 ao término do pregão da última sexta-feira. Os contratos que vencem em em outubro/10 fecharam a R$ 89,18/@, com valorização de R$ 0,50.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 13/08/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para outubro/10



O leitor do BeefPoint, Antonio Pires Braga Júnior, comentou através do formulário de cotações do BeefPoint que no Norte de Minas Gerais a arroba do boi gordo está sendo negociada a R$ 78,00. "O máximo que consegui, foi em um frigorífico de Belo Horizonte, à R$80/@, no peso vivo", completa Braga Júnior.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,70, o dianteiro a R$ 4,70 e a ponta de agulha a R$ 4,30. O equivalente físico foi calculado em R$ 84,12/@ e o spread (diferença) entre indicador de boi gordo e equivalente subiu para R$ 4,54/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 672,44/cabeça, com retração de R$ 5,18. A relação de troca está em 1:2,18.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Confinamento: alternativa ou tendência?

Além de otimizar a produção de carne, processo pode diminuir a agressão ao meio ambiente já que ocupa área menor
A porcentagem de bovinos criados em confinamento ainda é bem pequena no País. Se limita a apenas 5% do volume de gado produzido por ano, atualmente em 40 milhões de cabeça. O processo encarece um pouco a atividade, destacam especialistas, exige trabalho diferenciado dentro da porteira, mas pode ser no futuro a saída para a demanda mundial de carne, que vem crescendo ano após ano. É no que apostam empresas e produtores do setor.
Neste momento em que a discussão sobre a necessidade de se produzir mais alimentos para atender a demanda mundial futura, aliada à preservação ambiental, está tão aflorada, ressaltam que o confinamento será um dos caminhos, já que é possível produzir mais, em menos tempo e com a mesma área.
Produtor e especialista no assunto, Dante Pazzanese, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Univesidade de São Paulo (Esalq/USP), cita que nos países desenvolvidos o consumo de carne era de 74 quilos per capita, em 1983, e subiu para 76 em 1993. Já nos países em desenvolvimento, a média por pessoa era de 14 quilos e passou para 21, respectivamente. "Foi um aumento considerável. À medida que a renda per capita aumenta, o consumo de carne e seus derivados também aumenta", avalia Pazzanese.
Em 35 anos, estima-se que o consumo de carne dobrará no mundo. Atualmente, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) são produzidas entre 220 milhões e 230 milhões de toneladas por ano. "Até 2050, vamos ter que dobrar a produção de carne para atender a demanda do mundo. Como se faz isso? Derrubando a Amazônia?", questiona o professor, ressaltando que 70% dessa demanda será suprida a partir de tecnologias de produção.
A pecuária intensiva, então, aparece no horizonte como uma possibilidade para se produzir mais carne, de forma mais rápida. "O processo é positivo porque diminui o ciclo, é possível diversificar a produção e ainda aumentar o lucro para o produtor", destaca Hyberville Neto, médico veterinário e consultor da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP).
No confinamento, segundo Pazzanese, o animal ganha peso mais rápido e o acabamento fica mais homogeneizado. No processo intensivo, usa-se mais tecnologia, a alimentação é à base de grãos e aditivos. Quando o gado, no Brasil, vai para o confinamento - já com cerca de dois anos - fica de 80 a 90 dias e engorda 1,5 quilo por dia. Em comparação, no pasto fica perto de 1 ano e engorda diariamente em torno de 400 gramas.
Um dos empecilhos para se aumentar a porcentagem de gado criado de forma intensiva no País, contudo, é que o processo fica mais caro. Segundo o produtor, o confinamento se torna menos competitivo em relação à pecuária extensiva, considerada bem mais barata. Levantamento feito pela Esalq e a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) aponta que um boi custa R$ 4 por dia no confinamento, já no pasto R$ 10 por mês.
"Aqui nossa produção a pasto é bem mais barata e o Brasil tem área grande e que ainda pode ser ocupada sem desmatamento. É uma "competição" difícil", destaca Pazzanese. O problema, segundo ele, é que a pecuária extensiva, às vezes, acontece de forma desregrada no País, o que tem provocado a polêmica de que os pecuaristas são um dos grandes agressores do meio ambiente.

FONTE: Folha de Londrina
Autor: Erika Zanon

Mercado firme e máximas em 24 das 31 praças

O mercado do boi gordo segue firme. A oferta escassa e as escalas curtas fazem com que ocorram reajustes nos preços.
Em 24 das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria os preços vigentes são os mais altos do ano.
Esse comportamento somente não é observado em Redenção – PA, Marabá – PA, Alagoas, Oeste do Maranhão, Norte do Mato Grosso, Erechim – RS e Belo Horizonte – MG.
Em todas as praças os preços de referencia da arroba do boi gordo estão maiores que no início de 2010.
A maior valorização ocorreu no Sudeste do Mato Grosso. O valor atual, R$78,00 a prazo, livre de funrural, é 17,5% maior que no começo do ano.
Em São Paulo a cotação atual (R$86,00/@, a prazo, livre de imposto) é 12,8% maior que em janeiro.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Grupo argentino construirá um frigorífico no Uruguai

Um grupo empresarial argentino planeja construir uma pequena planta frigorífica dedicada à exportação de carne bovina no departamento de Soriano, no Uruguai. Os empresários já confirmaram a intenção de comprar um estabelecimento no local.
Os investimentos estrangeiros na indústria frigorífica uruguaia parecem ser um fenômeno que chegou para ficar. Após o desembarque dos grupos brasileiros Marfrig, que hoje opera cinco plantas, e JBS-Friboi, que opera o Frigorífico Canelones, se somou a chegada do Breeders & Packers Meat, o grupo inglês liderado por Terry Johnson. Esse último, construiu um frigorífico de última geração em Durazno que já está operacional, ainda que a um ritmo de abates inferior às 2.000 cabeças diárias que planeja.
Agora, um grupo investidor argentino, que já administra algumas empresas em seu país, tem interesse em desembarcar no Uruguai, comprar um estabelecimento municipal em Soriano e construir uma pequena planta frigorífica destinada à exportação.
Segundo fontes consultadas pelo El País, os investidores já estiveram no Uruguai há dois anos, fazendo diversas consultas na cadeia de carnes e, inclusive, reuniram-se com as autoridades do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), recolhendo diversos dados estratégicos para a análise do que seria seu possível investimento.
O Governo argentino mantém fechada as exportações de carne bovina e isso fez com que o país pudesse cumprir apenas com um terço de sua cota Hilton, que supera amplamente à do Uruguai. Porém, para eles, o Uruguai é atrativo, não somente pela seriedade de sua indústria frigorífica e seus sistemas produtivos, mas também, porque chega a mercados de valor, que a Argentina ainda não tem acesso (caso dos países do Nafta).
O prefeito de Soriano, Guillermo Besozzi, confirmou que os investidores argentinos já entraram em contato com a região e o estabelecimento que lhes interessou está localizado na rota 21, entre as cidades de Mercedes e Dolores.
Esse não é o primeiro investimento argentino na cadeia de carnes uruguaia, já que o grupo Quickfoods era proprietário do Frigorífico Colonia, hoje em mãos do brasileiro Marfrig, e também o argentino Pérez Compánc tem ações no Frigorífico San Jacinto.

FONTE: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mercado do boi gordo subindo

O volume de bois de cocho pronto para abate é pequeno, assim como a oferta de animais de pasto é restrita.
Em São Paulo, as escalas atendem entre dois e três dias, com alguns frigoríficos embarcando para abater no dia seguinte. Está difícil comprar.
Diante deste cenário, a arroba do boi gordo subiu 1,8% em agosto.
A procura por gado pelos frigoríficos paulistas em estados vizinhos é grande, contribuindo para a pressão de alta nessas regiões.
Na indústria, a menor oferta de gado refletiu em aumento de preço no atacado de carne com osso.
O traseiro 1x1 subiu 3,8% em uma semana, e está cotado em R$6,70/kg.
O mercado interno firme e a demanda internacional aquecida devem sustentar as cotações do boi.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Boi Gordo-Sumário

Boi Gordo
13/08/2010
Mercado Financeiro
Indicador ESALQR$/@
88,66
Mercado Físico (Média de SP)
a vistaR$/@
88,1
a prazoR$/@
89,66
Mercado Regional
Bezerro
R$/@
MS672,44
SP672,09
Veja mais cotações Fonte: CEPEA
FONTE: BEEF WORLD

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Boi no Dia: mercado do boi godo continua firme

O mercado do boi gordo continua firme. Há pouca oferta no físico e indicador veio em alta pelo terceiro dia consecutivo, confirmando este cenário.
Em Goiás, é possível notar uma ligeira melhora das escalas e alguns frigorificos já se posicionam fora das compras por terem fechado as programações de abate da próxima semana. Sendo assim, houve tentativas de recuo. Entretanto, ainda não foi possível confirmar um volume considerável de compras em patamares mais baixos, e os preços seguem estáveis.
A oferta parece estar se concentrando com o aparecimento do boi de confinamento, principalmente em Goiás. Se o movimento se confirmar, os frigoríficos poderão pressionar negativamente as cotações nos próximos dias.
Mesmo assim, o cenário atual ainda é bastante positivo e a oferta de animais confinados continua fraca, especialmente em São Paulo.

Clique aqui e veja a analise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Rio Grande do Sul manterá vacinação contra febre aftosa

Nota Oficial:
Nos últimos três anos e meio, o sistema de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul qualificou-se e modernizou-se grandemente. Avanços semelhantes aconteceram em outros Estados da Federação e em alguns países da América do Sul.
Em razão disso, começou a tomar corpo em alguns Estados do país a idéia de avançar mais celeremente na retirada gradual da vacinação contra a febre aftosa, tendo o assunto sido pauta da reunião do Conselho dos Secretários Estaduais de Agricultura - Conseagri, no dia 26 de julho último.
No Rio Grande do Sul, para evitar que essa discussão se dispersasse, decidiu a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio chamar a si a tarefa de conduzir essas discussões, até porque cabe ao Governo Estadual a relação com o Governo Federal, nas questões de sanidade agropecuária.
O rebanho gaúcho está protegido, nosso sistema de defesa conta com boa estrutura e faz parte do plano estratégico governamental mantê-lo em permanente melhoria.
No momento, não está nos planos do Rio Grande do Sul estabelecer qualquer cronograma de retirada da vacinação contra a febre aftosa. Essa medida, quando vier, virá por termos atingido um específico patamar de excelência e de confiabilidade no controle da doença, que terá que ser acompanhado, necessariamente, por idêntico nível de segurança em outros Estados brasileiros e nos países limítrofes.
Ademais disso, a carne produzida no Rio Grande do Sul encontra-se em processo de reconhecida qualificação e sem restrições de comercialização em importantes mercados do mundo.
Ter o Rio Grande do Sul reconhecido internacionalmente como área livre de aftosa sem vacinação é desejo de todos e atingiremos esse status no futuro. O tempo que vamos levar para percorrer esse caminho, no entanto, não sabemos. Sabemos apenas que será o tempo que for necessário, de forma que esse processo ocorra de maneira natural e sem atropelos.
Porto Alegre, em 12 de agosto de 2010.
Gilmar Tietböhl,
Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio.

FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Cooperativas conseguem suspensão de cobrança do Funrural


SAFRAS (12) - O mercado de bovinos de corte destinados ao abate do Rio Grande do Sul apresentou variação negativa nesta última semana. Nas principais praças de comercialização, poucos negócios estão sendo efetivados por conta da escassa oferta de animais. No entanto, esse quadro é considerado temporário. Na região da Campanha, é previsto, em breve, um aumento na oferta, decorrente da entrada, no mercado, de animais provenientes de pastagens cultivadas. O último levantamento de preços realizado nos principais mercados de bovinos do Estado informa que o preço médio do kg vivo da vaca gorda caiu de R$ 2,47 para R$ 2,46, queda de 0,40%. Já para o boi gordo, o kg vivo caiu de R$ 2,80 para R$ 2,78, queda de 0,71%. O intenso frio segue provocando a rápida perda de peso dos animais. A falta de abrigos naturais para o rebanho, a baixa qualidade da forragem disponível no campo nativo e a insuficiência de pasto proveniente de pastagens cultivadas que possa atender as necessidades de manutenção do rebanho colaboram para isso. Diante dessa dificuldade de propiciar um alimento adequado à totalidade do rebanho, o preço dos animais de reposição e engorda no mercado estadual está caindo, soma-se a isso o aumento na oferta. As informações partem da Assessoria de Imprensa da Emater. (CBL)
FONTE: SAFRAS E MERCADOSentença foi proferida pela Justiça Federal de Ponta Grossa a três cooperativas; ação foi ajuizada em março
Curitiba - Uma sentença da Justiça Federal de Ponta Grossa suspendeu a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de três cooperativas da Estado. A contribuição foi considerada como inconstitucional pelo judiciário. A decisão é do juiz Antônio César Bochenek, da Justiça Federal do Paraná e beneficia mais de 2 mil produtores vinculados às cooperativas Batavo, da cidade de Carambeí, Castrolanda, de Castro, e a Capal, de Arapoti.
Com isso, os produtores têm a esperança de ter o dinheiro devolvido. ""Esta decisão vai ao encontro do que já foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Mataboi. A tendência é que mais ações sigam o mesmo entendimento"", disse o advogado James Marins, que atende as cooperativas e outros 400 produtores sobre o assunto. Ele se refere ao caso do frigorífico do Mato Grosso do Sul que obteve a primeira decisão do STF no ínicio deste ano.
Mesmo com a sentença favorável, a orientação para as cooperativas é continuar fazendo o depósito judicial por prudência, porque não há uma decisão definitiva sobre o caso. O STF ainda não declarou a inconstitucionalidade da cobrança do Funrural. Para a sentença favorável às cooperativas cabe recurso da Fazenda Pública no Tribunal Regional Federal da 4 Região, em Porto Alegre.
As cooperativas ajuizaram um mandado de segurança em março deste ano, pedindo a suspensão da cobrança. Marins explica que as cooperativas não fizeram o pedido de restituição dos valores cobrados ao longo dos anos, porque o próprio produtor é que deve solicitar o pedido. ""Como a contribuição era paga pelo produtor, é ele que deve pedir a devolução do imposto cobrado indevidamente"", disse.
O julgamento do tema foi relativamente rápido. Em quatro meses veio a resposta para o mandado de segurança. Este processo foi totalmente eletrônico.
O assessor jurídico da Faep, Klauss Dias Kuhnen, alertou que os produtores devem ter cautela antes de entrarem com ação. Ele esclareceu que, dependendo do número de funcionários e da receita bruta do produtor, fica mais caro pagar o INSS sobre a folha de salários do que calculado em cima do Funrural que aplica 2% para o INSS, 0,1% para Risco de Acidente da Trabalho (RAT) e 0,2% para o Senar.
Restituição
Os produtores que não ajuizaram ação pedindo a restituição dos valores cobrados pelo Funrural, só podem pedir a devolução do valor referente aos últimos cinco anos. O prazo para entrar com o pedido dos últimos dez anos venceu no dia 9 de junho. ""Depois desta data, perdeu, por prescrição, parte da restituição da cobrança indevida"", esclareceu.
A restituição do Funrural pôde ser feita depois de uma decisão do STF no começo de fevereiro deste ano. De acordo com Marins, os produtores têm o direito à devolução de até dez anos de contribuição, com valor de 2,1% sobre a receita bruta. No entendimento do Supremo, o tributo era inconstitucional, já que a cobrança deveria ter sido instituída por lei complementar, não por lei ordinária. O tributo era cobrado desde 1992 dos produtores rurais e frigoríficos para o pagamento de benefício aos trabalhadores do campo.
Vale destacar que o STF ainda está analisando um último recurso referente ao caso do Frigorífico Mataboi e que, com o encerramento do caso, todos os outros tribunais e varas judiciais poderão seguir o mesmo entendimento.

FONTE: Folha de Londrina
Autor: Andréa Bertoldi

CARNES: ESCASSA OFERTA DE GADO DIMINUI NEGÓCIOS NO RIO GRANDE DO SUL

SAFRAS (12) - O mercado de bovinos de corte destinados ao abate do Rio Grande do Sul apresentou variação negativa nesta última semana. Nas principais praças de comercialização, poucos negócios estão sendo efetivados por conta da escassa oferta de animais. No entanto, esse quadro é considerado temporário. Na região da Campanha, é previsto, em breve, um aumento na oferta, decorrente da entrada, no mercado, de animais provenientes de pastagens cultivadas. O último levantamento de preços realizado nos principais mercados de bovinos do Estado informa que o preço médio do kg vivo da vaca gorda caiu de R$ 2,47 para R$ 2,46, queda de 0,40%. Já para o boi gordo, o kg vivo caiu de R$ 2,80 para R$ 2,78, queda de 0,71%. O intenso frio segue provocando a rápida perda de peso dos animais. A falta de abrigos naturais para o rebanho, a baixa qualidade da forragem disponível no campo nativo e a insuficiência de pasto proveniente de pastagens cultivadas que possa atender as necessidades de manutenção do rebanho colaboram para isso. Diante dessa dificuldade de propiciar um alimento adequado à totalidade do rebanho, o preço dos animais de reposição e engorda no mercado estadual está caindo, soma-se a isso o aumento na oferta. As informações partem da Assessoria de Imprensa da Emater. (CBL)

FONTE: SAFRAS E MERCADO

Maior rigor da Rússia na importação de carne

Pecuária: País quer reduzir preço do produto brasileiro e exigirá testes mais estritos para detectar resíduos
Mauro Zanatta, de Brasília
Principal destino das exportações de carne bovina brasileira, a Rússia ensaia endurecer as regras sanitárias para forçar concessões do Brasil em negociações bilaterais. A intenção é pressionar a indústria nacional a reduzir o preço da carne exportada, apurou o Valor. A cotação média do produto brasileiro lá aumentou 30% no primeiro semestre deste ano na comparação com 2009. O movimento também neutralizaria a pressão brasileira pela elevação das cotas de exportação aos russos.
As autoridades sanitárias russas já informaram ao governo brasileiro que passarão a exigir testes mais rigorosos para detectar resíduos de antibióticos na carne brasileira. Os principais alvos são princípios ativos como tetraciclina e bacitracina. Os russos ameaçam impor zero de limite a esses medicamentos usados pelos pecuaristas no manejo do rebanho.
"Ou não usamos ou teremos que mudar prazos de carência antes do abate", diz uma fonte do setor. O curioso é que, na Rússia, é permitido o uso desses antibióticos. Mas o país não segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que torna quase nula a margem do governo para exigir qualquer reciprocidade.
A decisão russa de exigir os testes ocorre depois que os EUA encontraram resíduos do vermífugo ivermectina em carne processada da JBS, acima dos limites permitidos, o que levou o Ministério da Agricultura a suspender as vendas do produto aos EUA.
Os russos exigem, ainda, o cumprimento de padrões de microbiologia e resíduos. Mas os exportadores brasileiros dizem que as metodologias usadas aqui e lá são muito diferentes. Os laboratórios russos são menos equipados e não fornecem contraprova. "Isso pode virar uma trava intransponível", diz a fonte. Além disso, a Rússia quer impor normas e regras de termometria, temperatura, tempo de sangria e detecção de listeria. Os exportadores nacionais protestam ao exigir equivalência de regras e harmonização dos sistemas.
O Brasil cobra maior acesso ao mercado russo de carnes. Seja sob a forma de cotas de exportação maiores, seja por redução das tarifas dentro e fora dessas cotas. Há duas semanas, uma teleconferência retomou as negociações sobre concessões mútuas para permitir a entrada da Rússia na OMC.
O caso é ainda mais complicado porque o Ministério da Agricultura aceitou um conjunto de regras impostas pela Rússia. Em meados de maio deste ano, o então secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, assumiu compromisso de apertar o cerco a "não conformidades" encontradas por uma missão veterinária russa em visita ao país, em meados de abril. Os exportadores rejeitaram as imposições e pediram ao governo a revisão dos termos do acordo. Pressionado pelas indústrias, o atual secretário Francisco Jardim deve ter seu primeiro encontro com o "czar" sanitário da Rússia, Sergei Dankvert.

FONTE: Valor Econômico

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Boi no Dia: oferta de animais terminados continua bastante restrita

A oferta de animais terminados continua bastante restrita, e a expectativa de preços mais altos por parte do pecuarista piora ainda mais a situação para as indústrias. Em São Paulo as escalas continuam atendendo uma média de 4 dias úteis. A solução das indústrias paulistas tem sido aportar animais dos estados vizinhos, o que deixa o mercado bastante fi rme. O volume de animais negociados a termo tem ajudado as indústrias de maior porte, que continuam oferecendo valores mais baixos se comparadas àquelas de menor porte.
Em Minas Gerais também há sinais de oferta bastante restrita e as escalas atendem de 3 a 4 dias. Mas foi em Goiás que escalas aumentaram ligeiramente. Os relatos de oferta de animais de cocho começam a se intensificar e o movimento deverá fi car mais claro nas próximas semanas. Isso ocorre primeiramente naquele estado devido à maior concentração de confinamentos.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Alta no mercado do boi gordo

O mercado do boi gordo trabalha firme. A pouca oferta e escalas curtas impuseram reajuste nos preços de várias praças.
Os confinamentos já enviam animais para o abate, mas não a ponto de tirar a firmeza do mercado.
O preço do boi gordo em São Paulo subiu e está em R$85,50/@, a prazo, livre de imposto. Preço 12,2% maior que no início do ano. As escalas atendem de 2 a 3 dias e há dificuldade em comprar animais.
Na região Sul da Bahia a oferta escassa fez com que os preços subissem. O preço do boi gordo na região acumula alta de 9,7% em trinta dias.
A demanda de frigoríficos paulistas se somou à demanda local e o preço do boi gordo subiu para R$81,00/@, a prazo, livre de imposto, no Triângulo Mineiro.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Julho: oferta restrita, preços em alta, recuperação judicial e sustentabilidade movimentam mercado do boi

Ao longo do mês de julho, o mercado do boi gordo se mostrou menos ofertado e diante da dificuldade em comprar animais para o abate e completar suas escalas, os frigoríficos reajustaram os preços pagos pela arroba. Até o momento, o volume de animais negociados a termo e de animais terminados em confinamento parece não ser suficiente para atender à demanda e causa dificuldades para os compradores. Resta saber como esta situação vai se desenvolver até o fim do semestre.

LEIA MAIS: http://www.beefpoint.com.br/julho-oferta-restrita-precos-em-alta-recuperacao-judicial-e-sustentabilidade-movimentam-mercado-do-boi_noticia_65115_15_119_.aspx

FONTE: BEEFPOINT

BOI/CEPEA: Baixa oferta limita negócios

Cepea, 12 – O mercado interno de boi gordo segue com a liquidez bastante baixa, conforme pesquisas do Cepea. De modo geral, a negociação tem sido limitada pela baixa oferta de boi gordo e também pelo abate de animais comprados em confinamentos próprios e a termo. Nesse cenário, os valores e os prazos de pagamento estão bastante distintos, sendo definidos conforme a necessidade de compradores e vendedores. Entre 4 e 11 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu 1,5% e fechou a R$ 87,58 nessa quarta-feira, 11.

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Para socorrer frigoríficos médios, governo estuda patrocinar fusões

O governo avalia socorrer frigoríficos de carne bovina de médio porte debilitados por dificuldades financeiras derivadas da crise econômica global. Ao menos 15 indústrias precisariam da injeção de R$ 2,5 bilhões de capital por meio de uma nova linha de crédito oficial, apurou o Valor. Algumas dessas empresas já entraram em recuperação judicial e outras ainda buscam saídas para evitar um recurso à Justiça.
Uma solução costurada nos bastidores aponta para a fusão desses frigoríficos em um ou dois grupos que concorreriam com JBS, Marfrig e Brasil Foods. Além disso, qualquer crédito estatal seria "carimbado" para garantir o pagamento das dívidas com pecuaristas (estimadas em R$ 800 milhões) e instituições financeiras, além do capital de giro necessário para tornar viáveis a nova operação.
A ação do governo também obrigaria as empresas a profissionalizar sua gestão. Antes resistentes a ceder o controle de suas empresas, todos os industriais se mostram favoráveis à união patrocinada pelo governo. A fatia dos novos sócios no futuro grupo seria equivalente ao patrimônio e ao endividamento atuais de cada empresa.
O assunto entrou no radar do governo nesta semana em conversas reservadas da indústria com alguns ministros. E foi levado à reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) esteve ontem com Rossi e o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, para reforçar o pedido de socorro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já foi informado do situação.
A situação financeira dos frigoríficos tem piorado desde a imposição de restrições da União Europeia à venda de carne brasileira, em 2007. Depois, a crise internacional fez secar linhas de crédito antes fartas e baratas. O mau momento pegou as empresas alavancadas, com altos investimentos, margens apertadas e com capital de giro rarefeito. Em 2009, as exportações sofreram um tombo de US$ 1 bilhão. Com planos de crescimento frustrados, as indústrias alegam ter ficado sem condições de quitar as pesadas dívidas e com uma capacidade ociosa que beira 30%. Neste ano, as vendas externas devem estacionar nos mesmos US$ 5 bilhões de 2009.
Os frigoríficos médios reclamam apoio do governo e apontam como desequilibrada a atuação do BNDES no setor. Criticam o que chamam de "Carnebrás", patrocinada com dinheiro público. Nas conversas de bastidor, o governo tem defendido de forma intransigente a estratégia do banco estatal de concentrar o foco em JBS e Marfrig. Mas admite ter faltado uma ação mais sistêmica de ajuda ao setor, sobretudo para pequenas e médias indústrias.
Uma linha de R$ 10 bilhões foi lançada no início de 2009 para tentar ajudar as agroindústrias, inclusive frigoríficos. Mas o nível de exigência em garantias reais e a alta taxa de juros de 11,25% ao ano (mais "spreads") impediram algumas empresas de emprestar os recursos. Apenas R$ 6,4 bilhões foram desembolsados e, segundo o governo, metade do dinheiro destinado a frigoríficos acabou nas mãos de JBS e Marfrig.
Executivos que acompanham as negociações com os ministros avaliam que a demanda foi recebida com boa vontade pelo governo. Parte da equipe do presidente Lula avalia que a situação é realmente difícil. O cenário econômico tampouco é animador, segundo esses relatos. A crise na UE e a forte pressão política interna para barrar a carne brasileira no bloco seguem uma trava importante para a superação da restrição de demanda. Os sinais de desaceleração nos EUA e na China também reforçaram a sensação de urgência na ação do governo. Por fim, questões operacionais no Irã e barreiras não-tarifárias na Rússia dificultam uma retomada das exportações.
Mas a questão que mais angustia uma parcela do governo é o impacto social de uma quebradeira generalizada no setor. Os empresários fizeram chegar ao governo que estão em jogo 80 mil empregos diretos nos médios e pequenos frigoríficos. Além disso, o Ministério da Agricultura está preocupado com os efeitos de um calote das indústrias na atividade pecuária.
O domínio de JBS e Marfrig sobre o mercado não interessa ao governo porque esse seria o caminho mais curto para uma ampla crise de renda na pecuária via depressão de preços. O governo lembra dos impactos da crise da Parmalat no setor leiteiro, em 2004, que deixou milhares de pequenos produtores sem ter para quem vender e deprimiu os preços do leite.

FONTE: Valor Econômico

Frigoríficos pedem ajuda do governo para resolver endividamento

De acordo com CNA, empresas acumulam débitos de R$ 1 bilhão com produtores
A indústria exportadora da carne pede ajuda ao governo federal para resolver o endividamento dos frigoríficos de pequeno e médio porte. Nesta quarta, dia 11, representantes do setor se reuniram com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em Brasília.
Atualmente dez frigoríficos estão em recuperação judicial, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Dezenas de outros estariam seriamente endividados. A crise teve início em 2007, com a diminuição das vendas para a União Européia. As conseqüências ainda afetam as relações comerciais entre produtores e indústria.
– O frigorífico está sem capital de giro, mas precisa ter para pagar à vista o produtor, que não vai vender a prazo para o frigorífico em situação debilitada – explica o diretor executivo da Abiec, Otávio Cansado.
De acordo com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os frigoríficos acumulam R$ 1 bilhão em dívidas com os pecuaristas. A entidade calcula que a crise do setor impede a geração 80 mil empregos diretos.
– Precisamos achar meios. E é isso que viemos colocar ao ministro. As pequenas e médias industrias precisam ser beneficiadas com alguma coisa do governo. Que tenham apoio financeiro, estratégico para exportação. Enfim que possam viabilizá-las e que não tenham a necessidade de entrar em recuperação financeira – afirmou o diretor de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira.
O ministro da Agricultura informou que está tratando do tema com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e também o Ministério da Fazenda. Até o final desta semana, o setor deve encaminhar ao governo um demonstrativo detalhando a situação das empresas afetadas e os aspectos sociais da crise.

Fonte: Canal Rural

Margem do varejo cresceu nos últimos anos

A diferença entre o preço da carne bovina no atacado e no varejo tem crescido ao longo dos anos, segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria. Figura 1.



Atualmente, considerando todos os cortes de traseiro bovino, o varejo impõe uma margem de comercialização média de 75% sobre os preços praticados no atacado sem osso.

Se considerarmos os estabelecimentos que compram a carne com osso e fazem a desossa, o sobre-preço é ainda maior, chegando aos 85%.

Entre janeiro e julho de 2010, houve alta de 9% nos preços do varejo, em média, enquanto no atacado a valorização foi de 4%.

FONTE: SCOT CONSULTORIA