quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Custo de Produção do Boi Magro x Viabilidade do Confinamento em 2012


Rogério Marchiori Coan (1) / Lygia Pimentel (2)

Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
É quase unânime a opinião de que 2010 foi um ótimo ano para quem conseguiu confinar. Ele começou com perspectivas negativas em relação ao preço para outubro. A opção de hedge na BM&F/Bovespa até meados do ano não era atrativa, inibindo investimentos.

Grandes projetos, iniciados em anos anteriores, começaram a ruir; não por maus resultados no confinamento em si, mas por diversos outros fatores que envolveram desde o planejamento do sistema de produção, até a gestão do fluxo de caixa.

No início de 2010, da mesma forma que em todos os anos, basicamente quando se inicia ou quando se planeja os confinamentos, a alta dos animais de reposição era mais acentuada do que a alta do preço do boi. Observe a evolução dos preços na figura 1.

Figura 1. 
Índice de preços do boi e do bezerro, considerando janeiro de 2009 como base 100.

Fonte: Cepea / Elaboração Bigma Consultoria

A falta de atratividade, desânimo com relação aos preços do boi e preços projetados no mercado futuro aquém dos valores que remunerariam o confinamento tornaram 2010 o segundo ano consecutivo de queda no número de bovinos de corte confinados. Observe a evolução na figura 2, segundo estimativa da Bigma Consultoria.

Figura 2.
Estimativa da evolução anual do número de bovinos de corte confinados no Brasil.

Fonte: Bigma Consultoria

O decorrer de 2010, no entanto, privilegiou aqueles que confinaram. Custos mais baixos, conforme comentado anteriormente, ausência de chuvas no período seco e valorização do preço do boi superior às mais otimistas previsões para o ano tornaram o confinamento altamente rentável para o período. Aliás, é o que ocorre historicamente com anos pessimistas, eles nos surpreendem. O contrário também é verdadeiro, como foi provado através da tabela 2 no texto “Viabilidade do Confinamento em 2012”.

Aqueles que confinaram, e aplicaram corretamente as técnicas, acabaram por colher bons resultados. O ano foi bom, o que também pode ser confirmado na análise elaborada pela Bigma Consultoria e cujos resultados estão apresentados na figura 3.

Figura 3.
Margem relativa de lucro no confinamento, considerando 2005 como índice 100.

Fonte: Bigma Consultoria

Pelo critério de evolução dos indicadores de custos e preços do boi, comparamos a evolução das margens anuais do confinamento. A margem de 2005 foi estabelecida como base 100. Sendo assim, em 2010 as margens teriam sido 13,9% melhores do que em 2005, caso o confinamento fosse conduzido com a mesma tecnologia e o mesmo desempenho de ganhos.

Bom, vamos falar do presente e de um breve futuro chamado 2012. Pelo menos até o dia 13 de fevereiro de 2012, os preços do boi magro e os insumos ainda estavam com valores acima do esperado pelo mercado, considerando as praças dos Estados de São Paulo (SP), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT). Ao analisarmos fevereiro, portanto, parece fácil concluir que as perspectivas e os ânimos para o confinamento de 2012 não são tão positivos como foram em 2010. Ou seja, será que realmente vai valer a pena confinar em 2012?

Para aqueles pecuaristas que utilizam o confinamento como uma oportunidade de negócio, a resposta é que, baseado nos valores atuais de insumos e boi magro, para valer a pena confinar em 2012 a remuneração da arroba deverá ser compatível com pelo menos R$100,00.

Isso para se confinar com tranquilidade, principalmente para os confinadores com operações nos Estados de GO, MG, MS e MT. Também é interessante lembrar que o valor pode sofrer alterações de acordo com o sistema adotado, região onde se localiza, capacidade de diluição de custos dentro do confinamento e otimização de recursos. E este é exatamente o valor apontado pelo mercado futuro hoje para os meses de outubro, novembro e dezembro, sendo que julho, agosto e setembro refletem cotações abaixo desse patamar.

Agora, para aquele pecuarista que utiliza o confinamento como uma ferramenta gerencial dentro do sistema de produção de recria/engorda ou de ciclo completo, a conversa é um pouco mais amistosa, pois diferentemente do confinador “negócio”, o confinador “estratégia” produz o próprio boi magro e a um custo bem mais competitivo do que o aquele disponível no mercado comum.

Diante de todo esse cenário, vamos avaliar como se comporta, no presente momento, a viabilidade do confinamento em 2012 para os pecuaristas que produzem o boi magro na propriedade e como esse custo pode impactar os resultados dos sistemas de produção.

Para inicio de nossa conversa, temos que considerar algumas premissas básicas para realização dos cálculos, como: período de confinamento, ganho de peso (GPV), custo da dieta, custo operacional (manuseio, distribuição, depreciações, etc.), frete e protocolo sanitário. Os cálculos consideraram um plano nutricional para promover a terminação de animais Nelore, machos não castrados, tamanho corporal 5, Escore de Condição Corporal 4, peso inicial de 360 kg (12@) e peso final de 515 kg (18,03@), com rendimento de carcaça de 52,5%. Na tabela 1 podemos observar algumas dessas variáveis por Estado.

Em relação ao custo do boi magro, faremos as simulações considerando um custo inicial de R$900,00/cab, o que implica em um custo de produção de R$75,00/@ e, evoluiremos R$50,00 em custo por cabeça, até atingirmos um boi magro produzido à R$1.150,00, ou seja, R$95,83/@, custo este bastante elevado quando se pensa nas atividades de recria/engorda ou ciclo completo.

Em relação à remuneração da arroba, consideramos três cenários para as simulações, sendo: um pessimista (R$95,00/@), um moderado (R$100,00/@) e um otimista (R$105,00/@). Vale ressaltar que são somente cenários e não uma tendência real do que realmente teremos neste futuro não muito distante. Até porque, vai que 2012 repete o feito de 2010. Já pensou?

Tabela 1.
Premissas básicas para simulação dos custos e resultados do confinamento.

Fonte: Bigma Consultoria

Como forma de padronizar a linguagem, consideraremos como viabilidade do confinamento a operação que permite pelo menos R$90,00 de lucro operacional por animal. Assim, fica mais fácil discutirmos os números, sem se ater aos preciosismos.

Bom, vamos aos números. Na figura 4 podemos visualizar o lucro operacional para o Estado de São Paulo. Como era de se esperar, quanto maior o custo de produção do boi magro e menor a remuneração da arroba, menor é o lucro operacional da operação. No entanto, é relevante citar que quando se tem um boi magro produzido por R$1.150,00 e uma remuneração na casa dos R$100,00/@, ainda sim é possível viabilizar o confinamento em 2012 no Estado de SP.

Figura 4.
Lucro operacional do confinamento no Estado de SP, em função de diferentes custos de produção do Boi Magro.

Fonte: Coan Consultoria/Bigma Consultoria

Agora, com uma remuneração da arroba em R$95,00, a viabilidade do confinamento só se torna possível em SP com um custo do boi magro abaixo dos R$1.050,00, o que é tecnicamente possível, pois esse animal estaria sendo produzido por R$87,50/@ nas fazendas.

Para o Estado de GO os números são outros. Observe na figura 5 que com a remuneração da arroba em R$95,00 e um boi magro produzido entre R$1.075,00 e R$1.100,00, ainda sim é possível viabilizar o confinamento. A explicação para esse fato está na dieta, que normalmente é mais barata nesse Estado, em função da maior oferta de grãos e resíduos da agroindústria. Assim, confinar em GO parece ser realmente tranquilo, pois mesmo com uma remuneração da arroba não tão otimista, o confinamento estratégico ainda será um bom negócio.

Figura 5.
Lucro operacional do confinamento no Estado de GO, em função de diferentes custos de produção do Boi Magro.

Fonte: Coan Consultoria/Bigma Consultoria

No Estado de MG a prosa não é muito diferente do que levantamos em GO. Observa-se na figura 6 que o lucro operacional do confinamento é muito semelhante, sendo também viável mesmo diante de um cenário pessimista de remuneração da arroba. Quanto se tem cenários moderado ou otimista, os números ficam ainda melhores.

Figura 6.
Lucro operacional do confinamento no Estado de MG, em função de diferentes custos de produção do Boi Magro.

Fonte: Coan Consultoria/Bigma Consultoria

No Estado do MS os números também são animadores. Na figura 7 podemos observar que com um boi magro produzido por R$1.100,00 e uma remuneração em R$95,00/@, ante os R$89,00/@ observados hoje no mercado físico, o confinamento estratégico parece ser um bom negócio.

Novamente, o motivo dessa melhor competitividade recai sobre a maior oferta de grãos e resíduos da agroindústria no Estado, fato este que torna as dietas de alto concentrado mais atrativas técnica e economicamente, não só no MS, mas também em GO e MT, promovendo custos da arroba produzida e colocada mais competitivos.

Figura 7.
Lucro operacional do confinamento no Estado de MS, em função de diferentes custos de produção do Boi Magro.

Fonte: Coan Consultoria/Bigma Consultoria

E no Estado do MT, como ficam os números?

Para variar, nesse Estado parece que o confinamento veio para ficar mesmo. Vejam que na figura 8, mesmo com um boi magro caro, produzido por R$1.125,00 e com uma remuneração de R$95,00/@, ainda sim o confinamento se torna viável, permitindo um lucro operacional de R$104,97/cab.

Figura 8.
Lucro operacional do confinamento no Estado de MT, em função de diferentes custos de produção do Boi Magro.

Fonte: Coan Consultoria/Bigma Consultoria

Fora isso, devemos levar em consideração o que o mercado futuro indica e as alternativas que ele nos oferece.

Como vimos anos pessimistas tendem a nos surpreender, apesar de não ser uma regra, necessariamente. E, neste caso, as atenções voltam-se ao mercado de opções que, por sinal, tem sido cada vez mais utilizado pelo pecuarista como forma de proteção contra eventos inesperados e pela volatilidade inerente ao mercado de commodities.

O “susto” gerado caso o pecuarista decidisse travar seu custo com o mercado futuro e a arroba resolvesse andar, prejudicaria os resultados, já que não é possível aproveitar o movimento de alta se a operação de hedge fosse feita somente com contratos futuros.

Com a utilização do mercado de opções, temos a possibilidade de proteger-nos contra uma possível queda, blindando os custos de produção, mas simultaneamente, conseguimos aproveitar os benefícios de um mercado em alta. No entanto, ele tem um custo mais alto. Por isso, é necessário avaliar qual é a verdadeira necessidade de cada caso.

Pedimos desculpas aos leitores que já possuem conhecimento sobre o assunto, mas seguem aqui algumas definições:

Termo é a venda antecipada do boi ao frigorífico com base no que aponta o mercado futuro, mediante contrato. O boi deverá ser entregue no mês de vencimento do contrato tomado como base e o descumprimento deste é compensado com uma multa.

Já o hedge com futuros é feito da seguinte forma:

Suponha que você tenha 400 bois para entregar em outubro. Tomando como base um valor de R$100,00/@ em São Paulo, o produtor chegou à conclusão de que os preços atuais cobrem seus custos e já garantem uma rentabilidade satisfatória. O diferencial de base histórico para o boi no Mato Grosso do Sul é de -5%, portanto, a trava prevista (hedge) será em R$95,00/@. Ele, então, vende 20 contratos com vencimento em outubro no valor de R$100,00/@.

- Supondo que o mercado físico caia para R$96,00/@ em outubro, temos: BM&F: 100,00 – 96,00 = +4,00 Físico: 96,00 – 5% = 91,20 + 4,00 = R$95,20 (hedge em R$95,00/@)

- Supondo que o mercado físico suba para R$104,00/@, temos: BM&F: 100,00 – 104,00 = -4,00 Físico: 104,00 – 5% = 98,80 – 4,00 = R$94,85 (hedge em R$95,00/@)

A vantagem do hedge na bolsa é que ele pode ser desfeito, caso o pecuarista acredite que o mercado continuará a subir acima do valor travado ou caso não possa mais arcar com os ajustes diários. Para entender a situação, imagine o que aconteceu em 2010, quando o mercado subiu continuamente durante praticamente o ano todo, até novembro.

Quem travou o boi com futuros ou com o termo em 2010 se arrependeu amargamente, pois viu os preços ultrapassarem em muito as apostas do mercado futuro ocorridas na safra.

E mesmo com a safra de 2010 mais otimista do que a deste ano (ou seja, precificava uma alta entre safra e entressafra maior do que a projetada hoje), os preços foram muito além do que era precificado na BM&F para o segundo semestre.

Portanto, a justificativa para não usar ferramentas de gestão de risco existe com base na trava pura e simples, mas a verdade é que na grande maioria das vezes o uso mercado futuro compensou, mesmo para quem travou apenas futuros ou fez o termo tradicional com o frigorífico.

Diz o ditado que gato escaldado tem medo de água fria e o receio de uma alta forte que torne o hedge um mau negócio está no ar.

Para não correr o risco de perder a alta, há alternativas ao preço “travado” que protegem o produtor da queda e permitem que ele ganhe com a alta. Adianto que todas elas são feitas através do mercado de opções, basicamente. Para quem não tem um conhecimento mínimo deste mercado, recomendo algum curso ou leitura para entender o princípio das operações realizadas com derivativos (opções). Elas são a base para não passar raiva, mesmo fazendo a lição de casa, ou seja, o hedge. Dito isso, vamos à parte prática.

Hoje o mercado futuro precifica R$100,00/@ para outubro, que é o mês em que você venderá seus bois confinados, de acordo com este exemplo. Você considera os preços baixos para uma entressafra, já que o ágio médio considerado pelo mercado futuro para o segundo semestre é de 6%.

Pois é, hoje os futuros resistem muito em apostar na alta. Bom, mesmo assim esse valor cobre bem o seu custo de produção e abaixo disso a situação já começa a ficar preocupante. Então você pensa: “vou me garantir com os preços nesse patamar mesmo assim”. As maneiras de travar e aproveitar a alta são as seguintes:

1. Venda do boi a termo para o frigorífico com compra de opção de compra (CALL):

Essa operação também é chamada de “PUT sintética”. Pode ser que você a encontre por aí com este outro nome, então já fica a dica pra não comer bola. Mas deixe esse nome esquisito de lado, vamos entender o que isso significa.

A opção de compra, ou também chamada CALL, é a aquisição do direito de comprar um ativo por um preço determinado, mediante pagamento de um prêmio. Ficou difícil? Vamos à parte prática da questão, então.

Suponha que você tenha vendido ao frigorífico 500 bois a termo por R$100,00/@, que é o que o mercado projeta para outubro hoje. Quinhentos bois são o equivalente a 9.000 arrobas, mais ou menos.

Lembre-se: você travou o termo com o frigorífico, portanto, teoricamente, não poderá aproveitar a alta e terá que entregar os animais pra eles por R$100,00/@. Seu custo estaria travado, caso o mercado caísse, mas como subiu, você ficou a ver navios. Certo? Errado, se você mudar de ideia e achar que o mercado subirá. Basta comprar uma CALL.

Suponha que o prêmio de uma CALL 100 esteja em R$3,70/@. Multiplicado por 9 mil arrobas = R$33,3 mil de investimento. A CALL 100 te dá o direito de comprar boi por R$100,00/@, mesmo que o mercado esteja valendo R$106,00/@. Que beleza, não é? Você tem o direito de comprar mais barato algo que já vale mais do que isso e vender imediatamente para colocar o dinheiro no bolso. Dinheiro esse, aliás, que servirá para acompanhar o mercado se ele continuar subindo.

Considerando-se o melhor cenário desenhado sob o ponto de vista dos custos de produção para 2012 e considerando também o ágio médio histórico, supomos que o boi atinja os R$105,00 em outubro.

Subtraindo-se o custo da opção de compra dos R$105,00, restam R$101,30. Ou seja, o preço é superior àquele que você travou no frigorífico e, se o mercado continuar subindo, você acompanhará essa alta.

Podemos considerar também um custo de produção de R$99,00/@ em SP. O investimento da CALL se pagaria a partir dos R$102,70 e o mercado conseguiu atingir os R$105, neste caso.

Se não der certo e o mercado cair, a opção perde seu valor e você estará protegido pelo termo com o frigorífico.

2. Compra de uma opção de venda (PUT) “a seco”:

Nesta operação, você esquece o frigorífico por enquanto e compra uma opção de venda (PUT) 100, que te dá o direito de vender boi por R$100,00/@, mesmo que ele esteja valendo R$95,00/@ em outubro. Simples. Com o mesmo mercado em R$100,00/@ para outubro, a PUT sai por um prêmio de R$3,40/@. O valor total do investimento é de R$30,6 mil para aqueles 500 animais.

Caso o mercado suba para R$105,00/@, você venderá seus animais ao frigorífico por esse preço e seu investimento (PUT) perde o valor – ou vira pó, no jargão do mercado. Se o mercado cair para R$96,00/@, por exemplo, você venderá mais barato ao frigorífico, abaixo do seu custo de produção de R$99,00 (SP), mas ainda poderá exercer seu direito adquirido de vender bois por R$100,00/@ e ganhar com a diferença (+R$4,00).

Esta é, definitivamente, a alternativa mais segura para quem não quer perder uma possível alta, mas precisa proteger seus custos do infortúnio de uma queda de preços.

Outra coisa interessante sobre o mercado de opções é que quanto menos vantajoso pra você, mais barato ele se torna. O prêmio de uma PUT 100 pode custar relativamente caro, mas há outras alternativas, como usar strikes menos vantajosos, porém mais baratos. Observe a tabela:

Tabela 2.
Strikes e prêmios estimados de PUT para outubro

Fonte: Boi Invest.

Isso significa que a compra de uma PUT strike 95,00 sairia por menos da metade do preço e você ficaria apenas com parte do seu custo exposto. Sem falar que se for o caso de uma arroba colocada, o custo de produção seria mais baixo, teoricamente, o que tornaria a alternativa ainda mais vantajosa.

3. Seguro de preços:

É a compra de uma opção de venda (PUT) diretamente do frigorífico. É igual à operação descrita acima, que é realizada através de uma corretora, mas com o frigorífico não há necessidade de desembolso imediato do valor total da proteção, já que ele mesmo fará o desconto do custo da operação apenas no momento do pagamento pelos bois.

Vale ressaltar que além das alternativas acima, o mercado de opções oferece outras operações de proteção no leque, inclusive aquelas estruturadas (como trava de alta, ou “call spread”, por exemplo), que barateiam o custo do seguro. Além disso, hoje muitos frigoríficos com mesas de comercialização se especializaram para adaptar-se à realidade do mercado e à necessidade do pecuarista.

Com isso, colocam à disposição diversas ferramentas de hedge, inclusive para o risco de base, pois no momento da negociação a trava é feita com base no preço da praça em questão. A base, portanto, fica travada, caso o produtor assim deseje. Em resumo, em alguns frigoríficos esses produtos são amplamente oferecidos e utilizados, o que facilita a vida do produtor.

De toda forma, para aqueles que não gostam de abrir sua estratégia para o frigorífico, existe sempre a Bolsa, que é o lugar que permite que todas essas operações se tornem viáveis.

Então não há desculpas para não planejar sua venda e maximizar os ganhos de maneira eficiente. Todas essas informações juntas podem parecer confusas e difíceis de assimilar num primeiro momento, mas o importante é sentar e fazer as contas com calma para entender qual é a melhor “opção”.

Como trabalhamos com mercados que oscilam fortemente e que rendem margens apertadas, é importante aproveitar cada oportunidade criada para agregar valor à produção. Não é mais possível (e será cada vez menos) manter uma atividade de sucesso ignorando a volatilidade do mercado e criando possibilidades de falhas de comercialização.

Por fim, diante do que apresentamos nessas simulações, fica evidente que o confinamento poderá ser lucrativo em 2012, principalmente para quem o utiliza como ferramenta estratégica e gerencial no sistema de produção.

Gostaríamos de agradecer imensamente ao grande amigo Ricardo Heise, por ter ajudado com algumas informações para a elaboração deste artigo.

Produtores, técnicos, frigoríficos e mesmo formadores de opinião, observam o confinamento de maneira mais madura e mais prática em 2012. É por esta razão que acreditamos no crescimento cada vez mais consolidado do confinamento no Brasil para os próximos anos.

Afinal, mais que uma estratégia vital para otimizar o ciclo do boi, o confinamento é um caminho sem volta para o futuro da pecuária nacional. Pode acreditar nisso em 2012 e com certeza até 2050!

Participe do 7° Encontro Confinamento: Gestão Técnica e Econômica nos dias 7 e 8 de março de 2012, no Hotel JP, em Ribeirão Preto - SP e saiba por que o confinamento é a estratégia para crescer em um mercado globalizado e competitivo.

Acesse e confira em www.gestaoconfinamento.com.br

(1) Zootecnista – Diretor Técnico da Coan Consultoria. E-mail: rogerio@coanconsultoria.com.br
(2) Médica Veterinária – Consultora da Bigma Consultoria. E-mail lygia@bigma.com.br

Ourofino Agronegócio vai inaugurar escritório na China

País representa hoje 75% nas importações do grupo


Negócio da China
A Ourofino Agronegócio está expandindo a sua atuação fora do país e planeja começar a produzir na China dentro de dois anos. A empresa vai inaugurar no dia 5 de março o seu primeiro escritório no continente asiático.
Xangai
Localizado em Xangai, na China, cinco engenheiros químicos - um brasileiro e quatro chineses - vão acompanhar de perto o processo das matérias-primas importadas pela Ourofino.
75% das importações
A China representa hoje 75% nas importações do Grupo Ourofino, atendendo às unidades de saúde animal, em Cravinhos, e de defensivos agrícolas, em Uberaba, MG. Os principais produtos comprados são princípios ativos para a agricultura e pecuária.
Sociedade com indústrias
O presidente da unidade de Negócios Agrícolas Ourofino Agrociência, Jurandir Paccini, explica que a empresa pretende iniciar a sua produção na China em parceria com indústrias locais. "A China entra com a matéria-prima e a Ourofino com a fabricação", acrescenta.
Mais barato
De acordo com o presidente da unidade de Negócios Agrícolas, a presença dos químicos na China deve baratear o custo das matérias-primas. "Eles vão negociar diretamente com os fornecedores", explica Paccini.
Festa de inauguração
Na inauguração do escritório, que ficará localizado no edifício Eton Building, próximo ao Shanghai New International Expo Centre, são esperados 40 empresários chineses e autoridades dos governos do Brasil e da China.
FONTE: JORNAL A CIDADE

URUGUAY - Mañana envían carne hacia UE

 Es el primer embarque dentro de la cuota 620
El próximo jueves sale el primer embarque de carne bovina uruguaya de alta calidad concertado en el marco de la cuota 620 con la Unión Europea por Frigorífico San Jacinto.

La cuota 620, también abierta hasta ahora sólo para 5 países -Australia, Nueva Zelanda, Estados Unidos, Canadá y Uruguay- surgió en el marco del litigio de la carne con hormonas que la Unión Europea mantuvo con Estados Unidos durante varios años.

En compensación por haberle cerrado el mercado a la carne bovina estadounidense argumentando que ésta tenía hormonas, tras haber perdido el litigio, la Unión Europea abrió una cuota de importación de carne especial, la que posteriormente también admitió que fuera para terceros abastecedores.

Se trató de un lote de 140 novillos que pertenece a un feedlot de la empresa, que comenzó en diciembre de 2011 el ciclo de 100 días de engorde exigido en el protocolo de la Unión Europea. El negocio concertado por Frigorífico San Jacinto comprende 18 cortes que serán vendidos a tres importantes distribuidores europeos, según confirmó el vicepresidente y gerente general de la empresa, Gastón Escayola a Faxcarne.
El jerarca aseguró que se lograron "muy buenos precios" por los 18 cortes a exportar y los restantes serán colocados en Brasil, donde la empresa ya tiene presencia con este tipo de carne bajo la marca El Rancho.

El frigorífico faena anualmente unos 18.000 novillos procedentes de los corrales de engorde, aproximadamente a un ritmo de 1.500 por mes. El Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca ya tiene habilitados más de 20 corrales de engorde y varias de esas empresas ya están autorizadas y con ganado encerrado que tendrá por destino nuevos negocios en el marco de la cuota 620, que marcó un mojón histórico para el país.



FONTE: EL PAIS DIGITAL

Abate em 2011 foi o menor em 20 anos na Argentina

AE
No ano passado, 10,8 milhões de animais foram abatidos no país, o que representa queda de 8,7% em relação ao ano anterior
selo
A Argentina abateu em 2011 o menor número de cabeças de gado em 20 anos, enquanto criadores tentam recuperar os rebanhos dizimados pela forte seca de 2009. No ano passado, 10,8 milhões de animais foram abatidos no país, o que representa queda de 8,7% em relação ao ano anterior e de 32,5% na comparação com o recorde estabelecido em 2009, de acordo com a Câmara de Indústria e Comércio de Carne da Argentina (Ciccra).
A queda da produção levou a uma redução das exportações para 156,55 mil toneladas, volume 18,4% menor do que no ano anterior e 62,7% inferior a 2009. As exportações foram avaliadas em quase US$ 1,3 bilhão, um aumento de 6,7% ante 2010, mas queda de 23,4% na comparação com 2009. Em dezembro, o preço médio de exportação foi de US$ 9.418 por tonelada.
A produção de carne bovina diminuiu fortemente nos últimos dois anos na Argentina, por conta do clima seco e dos controles de preço do governo, que levaram muitos pecuaristas a cultivar grãos. O país, que em 2009 foi o quarto maior exportador mundial de carne bovina, atualmente está em décimo lugar. No entanto, preços locais mais altos estimularam uma recuperação do mercado e a produção deve avançar neste ano.
Mas não deve alcançar os níveis anteriores a 2009, de acordo com a Ciccra. Embora o clima seco de dezembro tenha despertado preocupações de que a recuperação seria contida, os produtores estão mantendo as fêmeas reprodutoras na maior proporção em mais de 20 anos. Além disso, chuvas recentes dissiparam esse temor. Apenas 39% dos animais abatidos em 2011 eram fêmeas. Qualquer nível abaixo de 43,5% corresponde a uma recomposição do rebanho, segundo a Ciccra. 
As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cotações do boi gordo devem se manter estáveis ao longo do ano, dizem analistas

Aumento na oferta de fêmeas para abate derrubou preços nos últimos meses, mas profissionais acreditam em recuperação

Claudio Gottfried
Foto: Claudio Gottfried / Agencia RBS
Analistas de mercado prevêem estabilidade nos preços do boi gordo em 2012
O aumento na oferta de fêmeas para abate derrubou as cotações do boi gordo nos últimos três meses. Na BM&F Bovespa, os preços médios recuaram mais de 13% desde a segunda quinzena de novembro de 2011. Porém, apesar do cenário ser desfavorável, analistas afirmam que as cotações devem permanecer estáveis ao longo deste ano. Para o operador de mesa da corretora Icap Élio Micheloni Júnior, além do descarte de fêmeas, outros fatores contribuíram para a queda nos preços.
– Estamos em período de plena safra, mais tardiamente se concentrando neste momento – diz.
A tendência de aumento na oferta produziu reflexos no mercado futuro. O volume de contratos negociados diariamente na BM&F Bovespa cresceu em fevereiro, na comparação com o mês passado. De acordo com dados da bolsa, o volume saltou de pouco mais de 400 papéis na média diária de janeiro, para mais de dois mil contratos na última semana. Micheloni explica que a movimentação acontece toda vez que há sinais de mudanças.
– O mercado sempre tenta antecipar esse movimento. Isso afasta o comprador, porque ele não vê uma possibilidade de alta nesse espaço de tempo curto – aponta.
Nos últimos três meses, os preços passaram de R$ 109,00 para pouco mais de R$ 96,00 a arroba. Entretanto, o consumo interno aquecido e a retomada das exportações devem sustentar o mercado em 2012. O analista da Scot Consultoria Alcides Torres afirma que o mercado será mais calmo em 2012. Com o atual cenário, ele acredita que a arroba não ficará abaixo dos R$ 90,00.
– A queda de preço desde o final do ano passado é um indicador de que o ciclo está virando. Mesmo assim, a expectativa é que os preços caiam com suavidade – salienta.
Já a analista da corretora Indusval Renata Fernandes também projeta um ano de preços estáveis, mas acrescenta que o mercado deve sofrer maior pressão de baixa – principalmente em 2013.
CANAL RURAL

Carnes: Brasil amplia potencial de comércio com a China



Novos frigoríficos brasileiros serão habilitados a exportar carne bovina, suína e de aves para a China. A ampliação do comércio bilateral foi anunciada pelos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e Zhi Shuping, da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena, da China. O anúncio ocorreu durante a 2ª Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada em Brasília, nesta segunda-feira, 13 de fevereiro. O Vice-Presidente da República, Michel Temer, chefiou a delegação brasileira, e o Vice-Primeiro Ministro da China, Wang Qishan, a delegação chinesa.

Ao término das atividades, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, fez um balanço dos resultados obtidos com a visita da comitiva chinesa ao Brasil. Entre eles, Mendes Ribeiro destacou, como um dos principais avanços, o comprometimento do governo chinês em acelerar e finalizar o processo de habilitação de novos frigoríficos para exportar carne suína, de aves e bovina para aquele país. Na ocasião, também se tratou da ampliação das áreas autorizadas a exportar tabaco e da autorização para exportação de milho.

“Nos últimos dois anos estabeleceu-se, por meio da Cosban, um mecanismo eficaz de cooperação Brasil-China nas áreas sanitária e fitossanitária, com avanços e progressos para ambos os países”, destacou o ministro Mendes Ribeiro. Segundo ele, os governos dos dois países querem reforçar cada vez mais a cooperação e estão todos prontos para resolver, por meio de consultas, os problemas relacionados à inspeção, que impeçam o comércio bilateral de alimentos e produtos agrícolas. O ministro informou, ainda, que a partir dos entendimentos alcançados durante a Cosban, os dois governos vão aprofundar a implementação do plano decenal Brasil-China, aprovado em 2010 O plano  engloba ações a serem anunciadas durante visita do Primeiro-Ministro da China ao Brasil, prevista para o próximo mês de junho. Para dar sequência às negociações, Mendes Ribeiro Filho estuda a possibilidade de ir a Pequim no final de março.

Carne suína

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera que 15 novos estabelecimentos de suínos sejam autorizados a exportar para a China ainda no primeiro semestre de 2012. O serviço de inspeção veterinário chinês está analisando a documentação e vai decidir se aprova esses estabelecimentos com base na análise dos relatórios de ações, que deve ser concluída até junho de 2012. Além disso, a autoridade sanitária chinesa deverá realizar visita in loco a dez desses estabelecimentos.

Carne bovina e de aves

O serviço veterinário chinês comprometeu-se, também, a acelerar a revisão de documentos para habilitação de mais nove estabelecimentos para exportar carne bovina ao país asiático. Além disso, governo do país asiático recebeu 47 questionários de estabelecimentos avícolas brasileiros, que estão em fase de análise. A autoridade sanitária chinesa vai organizar missões de inspeção a esses estabelecimentos de aves até o próximo mês de abril.

Tabaco

Requisitos fitossanitários para a exportação de folhas de tabaco para a China também foram discutidos. O governo chinês está finalizando o processo de habilitação dos estados da Bahia e Alagoas, o que deve ser feito após o serviço fitossanitário daquele país verificar alguns procedimentos legais que faltam para fechar a negociação. Finalizada essa etapa, a documentação para habilitação dos estados de Santa Catarina e Paraná também será analisada.

Milho

A abertura do mercado chinês para o milho brasileiro também foi discutida. O governo chinês vai enviar uma equipe de especialistas ao Brasil, em março próximo, para realizar visitas nas áreas de produção de milho. Dessa forma, os chineses pretendem agilizar e concluir a análise de risco do cereal brasileiro.

Saiba mais

Principal destino das exportações brasileiras do Agronegócio, a China foi responsável por mais de 17% do total exportado pelo Brasil em 2011, somando US$ 16,5 bilhões. O valor supera em 50% a receita de 2010, quando as vendas para aquele país totalizaram US$ 11 bilhões. Os principais produtos exportados em 2011 foram soja em grãos (US$ 10,9 bilhões), celulose (US$ 1,3 bilhão) e açúcar (US$ 1,21 bilhão). Esses produtos representaram, em conjunto, 81,6% do total das exportações do agronegócio para o país.

A Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) é o mecanismo permanente de alto nível entre os governos do Brasil e da China. A estrutura é composta por onze Subcomissões, responsáveis pela discussão de assuntos ligados à área política; econômico-comercial; econômico-financeiro; de inspeção e quarentena; de agricultura; de energia e mineração; de ciência, tecnologia e inovação; espacial; de indústria e tecnologia da informação; cultural, e educacional.

Fonte: Mapa

Confira a entrevista com Maurício Palma Nogueira - Bigma Consultoria sobre o mercado do Boi Gordo

Boi Gordo: mercado físico se mantém pressionado, mas expectativa de melhora começa a chega a partir das exportações. Novos mercados estão sendo abertos pelo mundo e Brasil a cada vez mais se consolida com importante player exportador. Panorama para o mercado em 2012 deve ser melhor definido em março.



FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Curso vai formar técnicos para qualificar carne gaúcha


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Nos dias 14 e 15 de fevereiro, a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em parceria com a Secretária da Agricultura, irá realizar o curso preparatório de responsáveis técnicos para o Programa Estadual de Incremento da Qualidade Genética da Pecuária de Carne e Leite (Dissemina). O curso será ministrado no auditório da fundação a partir das 9h.
O projeto busca disponibilizar novas tecnologias aos pecuaristas, dentro do “Programa Carne Gaúcha, A Melhor Carne do Mundo” e com isso, a instituição do Centro de Biotécnicas Reprodutivas (CBR), reativando a Central Riograndense de Inseminação Artificial (Cria) e a implantação da Central Riograndense de Tecnologias de Embriões (CRTE). O programa é um conjunto de ações que irão garantir a qualidade da carne e o acesso aos mercados nacional e mundial.
O curso será oferecido aos representantes das prefeituras conveniadas, que irão receber orientações jurídicas e administrativas de acordo com as suas responsabilidades técnicas, onde levarão esse conhecimentos direto ao campo.
- O programa é uma ação social que irá transferir o conhecimento das pesquisas Fepagro em prol da pecuária familiar. O curso é a condição principal para que o município venha a ser contemplado com o programa – salienta o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer.
* Com informações da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro)

Previsão global para carne bovina é forte, diz Rabobank

Os mercados globais de gado e carne bovina deverão continuar fortes nesse ano, com potencial de novos preços recordes. Essa é a conclusão dos economistas do Rabobank, que também acreditam que “existem riscos limitados de perdas nos preços” no primeiro trimestre de 2012, à medida que eles esperam uma oferta global “levemente maior em meio à queda na lenta demanda de inverno no Hemisfério Norte”.
De acordo com o Rabobank Beef Quaterly, os preços do boi “para o resto do ano deverá registrar recordes, à medida a transição de mercado com relação à abundância de oferta em curto prazo (principalmente nos Estados Unidos e no Brasil) se materialize em ofertas menores”.
Em prazo maior, o Rabobank antecipa que as ofertas globais de proteínas da carne lutarão para acompanhar o aumento na renda e o crescimento populacional em mercados emergentes, o que aumentará “os riscos de volume aos processadores e os riscos de preços a todos, dos compradores de boi para engorda aos consumidores”.
O Rabobank Beef Quaterly fornece análises de vários mercados globais de carne bovina, incluindo Estados Unidos, Brasil, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, União Europeia (UE), China, México, Uruguai e Japão.
No geral, a previsão global para a carne bovina é similar à previsão dos Estados Unidos – baixas ofertas estão produzindo bons momentos aos pecuaristas, enquanto os confinamentos e frigoríficos enfrentam desafios.
“Os produtores deverão ter algumas de suas melhores margens em anos”, de acordo com o relatório. “Ao contrário, os confinamentos e frigoríficos deverão se preocupar com os maiores preços e a disponibilidade limitada de insumos, exacerbando os problemas de baixa capacidade de utilização e causando compressão nas margens”.
Os analistas do Rabobank também acreditam que os frigoríficos em todo o mundo continuarão a lutar para passar os maiores preços aos consumidores. “O crescimento econômico global tem sido inconsistente, com uma desaceleração de crescimento em muitos mercados. Nos maiores mercados consumidores do mundo, Europa e Estados Unidos, o crescimento tem sido particularmente lento. Não identificamos qual é ainda, mas existe um preço limite que os consumidores pagarão pela carne bovina no varejo”.
Enquanto o Rabobank vê 2012 como um bom ano para os produtores de carne bovina dos Estados Unidos, vê também uma previsão positiva para companhias de carne bovina no Brasil. “Dos principais países produtores, o Brasil é o único que deverá mostrar uma combinação de maior oferta de animais para abate, robusta demanda doméstica e crescimento nas exportações”.
A reportagem é da Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

NUMERO DE PROPRIEDADES DO RS APTAS À EXPORTAÇÃO PARA UE LISTA TRACES



 Segundo informações do MAPA (Ministério da Agricultura) na ultima LISTA DE PROPRIEDADES APTAS À EXPORTAÇÃO PARA UE LISTA TRACES, são no Brasil um total habilitado de 1.948 fazendas e no Rio Grande do Sul de 173  habilitadas 
( 8,8%), sendo que as cinco cidades com o maior numero  cadastradas são Dom Pedrito com 37, Aceguá com 24, Bagé com 22,Uruguaiana com 8 e Alegrete com 7 fazendas.
O Brasil reassumiu o gerenciamento da "lista trace" e a cada 15 dias o governo brasileiro deve atualizar a relação das propriedades autorizadas a fornecer bovinos para abate e venda da carne "in natura" para a UE.


FONTE: MAPA, RESUMIDA E ADAPTADA POR LUND NEGÓCIOS

EXPORTAÇÃO DE GADO EM PÉ NO RIO GRANDE DO SUL


Conforme o planejado, mais um navio de propriedade da empresa Angus International Exportação de Animais Ltda zarpou neste domingo passado (12.02.2012) com destino ao porto de Alexandria no Egito.Desta vez, foram 5.877 bovinos, gordos, todos de raças européias ou suas cruzas.
Esta exportação é a primeira do ano de 2012 no RS.
Os novilhos foram todos adquiridos da região sul do RS e são animais com no máximo 4 dentes, com peso médio de 450 kg.Para comprar, a empresa desembolsou em  média  R$ 3,30 pelo kg vivo.
Segundo os diretores da empresa, esta região tem sido escolhida para exportação de gado em pé em função da disponibilidade de gado com as características acima citadas e pela qualidade do rebanho bovino da região.

FONTE: LUND NEGÒCIOS

Chile triplicou as compras de carne bovina brasileira em janeiro deste ano


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Chile triplicou as compras de carne bovina brasileira em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2011.

Em janeiro do ano passado, os embarques para o Chile somaram 1,06 mil toneladas equivalente carcaça (tec), ante 3,27 mil tec em janeiro de 2012. Apesar do volume exportado ser pequeno, quando comparado aos tradicionais compradores da carne brasileira, nenhum outro destino apresentou um crescimento tão expressivo durante o período.

Com os embarques para o país, o Brasil faturou em janeiro deste ano US$14,66 milhões, ante US$4,44 milhões em 2011.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Modernizando a comercialização de gado para abate

 A pecuária de corte vem mudando e melhorando muito ao longo dos anos. Cada dia mais produtiva, eficiente e moderna. Um dos lados que avança mais devagar é a questão da comercialização de gado para abate. Em sua grande maioria, pouco mudou. Ainda se vende gado da mesma forma que há muitos anos atrás.
Junto com a modernização da pecuária também está aumentando a demanda por qualidade pelos consumidores. A medida que a renda aumenta, em especial no Brasil e países emergentes, se consome mais carne e se deseja consumir carne melhor.
Como a comercialização pode mudar, melhorar, se modernizar? Acredito que o principal ponto é que ela ajude a indicar os melhores caminhos para o setor e também facilite que os desejos do consumidor e suas tendências sejam traduzidos para todo setor. Quanto mais rápidos e eficientes formos em adaptar a pecuária aos anseios do consumidor moderno, melhor. A comercialização também precisa ser mais objetiva e científica. Menos mitos e mais ciência.
Na maioria dos casos, os preços se separam por boi ou vaca e em muitos casos também por boi inteiro ou castrado. Faz sentido, se analisarmos questões históricas. Na maioria dos casos, uma vaca é mais leve e mais velha, e um boi castrado é melhor terminado que um boi inteiro.
No caso da vaca, ser mais leve diminui a eficiência da planta frigorífica, aumentando o custo por quilo de carne abatida e também carcaças mais leves tem rendimento de desossa pior. Um animal mais velho terá uma carne mais dura e de menor qualidade e uma gordura com coloração menos desejada. No caso do boi castrado, uma melhor cobertura de gordura aumenta a qualidade da carne e atende consumidores e mercados mais exigentes.
A questão principal é que tudo isso colocado acima pode estar errado, ou pelo menos incompleto. Podemos melhorar, estamos em 2012. Pois há bois inteiros muito bem acabados e fêmeas indo para abate com excelente peso, acabamento e qualidade de carne. O ideal seria medir a qualidade de uma carcaça de uma forma mais objetiva e precisa. O ideal seria que se medisse o que realmente importa e não indicadores pouco eficientes em indicar essa qualidade.
Se o mercado deseja pesos específicos de cortes (e com isso pesos específicos de carcaça), com quantidade específica de gordura de cobertura e coloração específica, parece ser mais eficiente e justo medir essas características.
Outro ponto importante é a forma como esse animal foi produzido, tipo de alimentação, etc. Um grande problema e recente é uma reclamação muito comum de gosto e cheiro de fígado. Isso atrapalhou o consumo, apesar de não conseguirmos medir. Muita gente ficou com um pé atrás na hora de comprar carne a vácuo, pois poderia ter uma surpresa ruim em casa.
Uma comercialização mais moderna poderia nos ajudar a indicar de forma mais rápida o que precisamos buscar e oferecer para o consumidor.
A linguagem que usamos para descrever o que estamos buscando, influencia e muito nossa atitude e ações. Por exemplo, falar de lotação de UAs por hectare é uma maneira menos eficiente do que se falar de arrobas produzidas por hectare. A primeira é estoque, a segunda produção.
Como podemos melhorar a comercialização?
Acredito que a maneira mais prática e eficiente é aprender com quem já está fazendo um bom trabalho nessa área. Quem já tem uma experiência de sucesso e quem está estudando sobre o tema. Muito já foi falado e discutido sobre o assunto nos últimos anos e recuperar esses aprendizados também pode ajudar.
Alguns frigoríficos, associações de raça e de produtores, e também redes de varejo tem trabalhado de forma muito interessante. Tem aprendido muito e também tem se conseguido bons resultados.
O mercado de carne brasileiro está mais maduro e caminhando para uma  tendência de mais especialização, de produtos de valor agregado. Produtos premium tem um espaço cada vez maior.
Acredito que vai fazer cada vez mais sentido medir além do peso e sexo do animal abatido, também a coloração, rendimento de desossa, quantidade de gordura. E mais importante, usar esses dados para dar feedback ao produtor do que se espera e deseja. Na questão da qualidade, hoje estamos jogando um jogo sem placar. A informação poucas vezes volta ao produtor de forma que possa tomar decisões com base no seu resultado efetivo de abate. Quanto mais fácil de se ver qual o melhor resultado, o melhor tipo, em relação ao pior, mais fácil será melhorar. E quanto mais objetiva e científica essa medição, melhor será.
Qual o caminho devemos procurar seguir? Alguns frigoríficos estão desenvolvendo programas de tipificação e pagamento diferenciado. Outros não tem pagamento diferenciado e parecem não planejar ter.
Eu acredito no caminho da diferenciação e do preço premium, mas seria ingênuo desconsiderar esse outro caminho. Há gente boa e competente trilhando esse lado e é importante buscar entender as razões que levam a esse raciocínio.
Uma forma diferente poderia ser: uma faixa de qualidade e padrão que o frigorífico deseja comprar e definir um preço para esse tipo de produto e dar assistência, serviços e suporte ao produtor que deseja fazer parte desse programa para que ele consiga chegar nesse padrão, nessa qualidade, mais rápido e de forma mais eficiente e lucrativa.
Outro ponto interessante, levantado recentemente por um leitor do BeefPoint, é a possibilidade do produtor de criar uma fidelização do frigorífico, criando um relacionamento mais duradouro e com mais confiança. Tenho visto isso ocorrer em todas as regiões do Brasil, nunca a maioria, mas sempre há alguém que consegue. Por onde ando, eu vejo produtores que conseguiram criar um relacionamento mais de longo prazo, de mais confiança e ajuda mútua com o frigorífico que fornecem. E conseguem bons resultados com isso.
Tenho certeza que precisamos trabalhar mais no tema comercialização. Precisamos tornar a conversa sobre comercialização mais moderna, focada no que realmente importa e que possamos medir. E buscar os exemplos e aprendizados de quem já faz isso aqui no Brasil é a melhor forma de fazermos isso. Esses exemplos serão aprendizado, troca de experiência e inspiração.
Modernizar a comercialização é um passo importante para melhorar a pecuária de corte brasileira.
Pensando nisso, criamos um workshop e webseminário sobre tipificação de carcaças e comercialização. Esperamos contribuir para esse tema, reunindo quem mais entende do assunto para trocar experiências, ensinar e aprender.
Se você também quer participar desse movimento de modernização da pecuária, te convido a conhecer o programa desse encontro –workshop.beefpoint.com.br/programa/.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ARGENTINA - Frigoríficos reclaman autorización para vender carne premiun a Europa


En forma más lenta de lo que les gustaría a los frigoríficos exportadores argentinos, el Gobierno avanza en las negociaciones para colocar carne premium a Europa con arancel cero. El negocio resulta mejor que la Cuota Hilton, por la que se pagan tasas de importación, aunque menores.
El ingreso del país a este cupo, conocido como la “Cuota hormona, es uno de los reclamos de cabecera de los empresarios exportadores, que hoy aportan carne al mercado de consumo interno para que se les autorice un mínimo de exportación.
En este contexto, los empresarios buscan “lograr los mercados de mejor valor, como la Cuota 620 (según su denominación técnica), explicó el titular del consorcio ABC, Mario Ravettino.
Según confirmó a El Cronista Estanislao Zawels, coordinador de la Unidad de Negociación con la Unión Europea de la Cancillería argentina, esta semana el país completará las presentaciones formales para participar de esta cuota, de un volumen de 20.000 toneladas anuales a repartir entre los países habilitados.
Hasta el momento, ingresaron en este listado Estados Unidos –el beneficiario original–, Canadá, Uruguay, Nueva Zelanda y Australia. Las negociaciones argentinas llevan más de dos años y, según fuentes empresarias, tras la presentación, el lobby que hagan las autoridades nacionales será la clave para acortar los plazos de aprobación de la UE.
También esta semana, representantes del sector exportador se reunirán con funcionarios de la cartera de Agricultura, que comanda Norberto Yauhar, con la apertura de mercados internacionales en la agenda de debate.
En paralelo, el Senasa creó un registro de feedlots proveedores de bovinos para faena con destino a exportación, “a los fines de registrar a aquellos cuya intención sea ajustarse a los requisitos exigidos por la legislación europea para el cumplimiento de la Cuota 620, según una Resolución firmada por el titular del organismo de sanidad nacional, Marcelo Miguez.
La cuota en juego fue otorgada a los Estados Unidos en 2009 como resarcimiento por las restricciones al ingreso a Europa de carnes estadounidenses tratadas con hormonas.
A través de un acuerdo, Europa elevó el volumen inicial del resarcimiento a 20.000 (que serán 45.000 en 2013) y abrió el juego a otros países. La Argentina quiere integrar la nómina en medio de una de las peores crisis frigoríficas de la historia.
Julieta Camandone
El Cronista

Maior oferta de frmeas alonga o diferencial entre bois e vacas no primeiro semestre


O mercado do boi gordo tem trabalhado pressionado desde o início do ano.

Parte desta pressão ocorre devido à oferta de fêmeas, que são descartadas ao final da estação de monta.

Como tivemos um rebanho crescente nos últimos anos, o efetivo de vacas em reprodução também aumentou.

Adicionalmente, a rentabilidade da cria tem se estreitado, o que pode vir a levar mais vacas para o gancho.

A oferta de fêmeas acaba completando as escalas dos frigoríficos e gerando pressão sobre os preços dos animais terminados, principalmente das vacas.

Veja a figura 1.




No primeiro semestre a diferença de preços entre machos e fêmeas tende a ser maior, devido à maior disponibilidade relativa de fêmeas, na comparação com o segundo semestre.

FONTE: SCOT CONSULTORIA