terça-feira, 17 de abril de 2012

MT: valor da arroba da vaca gorda é o menor desde ago/2010


Oferta e demanda
O fraco desempenho das exportações do Estado no presente ano, abaixo ainda das registradas no ano passado, deve fazer com que o mercado interno ganhe maior destaque. No ano de 2011, com o aumento dos abates em Mato Grosso, a produção registrou um incremento de 9,3%. No entanto, desta produção total, o volume de carne bovina exportado pelos frigoríficos do Estado recuou 11,2%.
Com isso, a participação do consumo do mercado interno passou de 77,7% em 2010 para 81,8% no ano passado, a maior participação nos últimos seis anos. Deste modo, essa participação do consumo interno pode ser ampliada neste ano, caso o atual cenário permaneça, considerando os abates em alta, puxados pela oferta de fêmeas e o baixo nível dos embarques.
Preços da semana
A arroba do boi gordo comercializada no Estado, nesta semana, reagiu e registrou ligeira alta de 1,37%, assim como a vaca gorda que acumulou um aumento de 1,29%. Com a cotação média semanal do boi e da vaca atingindo o preço de R$ 84,13/@ e R$ 75,59 à vista, respectivamente.
Noroeste: as cotações para a região noroeste registraram, nesta semana, alta de 1,49% com relação à média anterior, ficando com o preço a R$ 83,35/@ à vista.
Norte: nesta parte do Estado a alta registrada foi de 1,04%, com o preço médio de R$ 84,02/@. Em comparação com a semana precedente a variação positiva foi de R$ 0,86/@.
Nordeste: com a média semanal fechando a R$ 81,88/@ à vista, o nordeste do Estado apresentou variação positiva de 1,21%, o que representa valorização de R$ 0,98 na arroba.
Médio-Norte: o preço praticado no médio-norte do Estado ficou a R$ 83,83/@ à vista, apresentando valorização de R$ 0,90/@. Sendo assim, a alta foi de 1,09%.
Oeste: nesta porção do Estado a arroba variou positivamente em 1,43%, apresentando valorização de R$ 1,20 em sua média. O preço do boi gordo seguiu cotado a R$ 85,32/@ à vista. Na cidade de Araputanga foi registrada negociação com a arroba do boi castrado a R$ 85,00 à vista, no último dia 10 de abril.
Centro-Sul: dentre as macrorregiões do Imea a centro-sul foi a que apresentou maior valorização em suas cotações, sendo esta de 2,01%, com seu preço encerrando a R$ 86,04/@ à vista. Houve registro de comercialização com a arroba negociada a R$ 85,50 à vista, na cidade de Tangará da Serra.
Sudeste: a média nesta parte do Estado encerrou cotada a R$ 84,57/@. Isto significa valorização de 1,34% no preço e alta de R$ 1,12/@. Na cidade de Rondonópolis houve negociação com a arroba do boi gordo comercializada a R$ 85,00 à vista, no dia 11 de abril.

Uma homenagem a meu grande amigo e cliente !

Avanços da medicina e cuidados com o estilo de vida podem levar à quinta idade Cleiton Thiele/Especial 
Pensar em viver até os 100 anos, com qualidade de vida, pode estar na mente de muitas pessoas que se sentem ativas e saudáveis depois da terceira idade. Para a medicina, no entanto, a barreira centenária já está ultrapassada e a atenção se volta a quem está disposto a bater recordes de longevidade. Até quando, afinal, será possível viver?

Hoje, a expectativa de vida no Brasil é de 73,5 anos. O Rio Grande do Sul está no terceiro lugar do ranking, só abaixo do Distrito Federal e Santa Catarina: vivemos, em média, 75,3 anos - bem acima do que na década de 80, quando vivíamos cerca de 62 anos.

— Em raros casos, há alguém que vive 120 anos. Biólogos e geneticistas não conseguiram ainda vislumbrar um limite acima disso — afirma o geriatra Newton Terra, diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.

A questão que se coloca é: poderíamos transpor, com saúde, essa barreira biológica? A ciência não poupa esforços para fazer com que, um dia, ninguém morra mais de velho. Três pesquisadores americanos ganharam o Prêmio Nobel de Medicina em 2009 (e US$ 466 mil, cada um), por terem começado a decifrar por que nossas células envelhecem. A chave está numa palavra: telômeros, um dos fatores que explicam o processo de envelhecimento. Eles são os fragmentos da ponta dos nossos cromossomos, como "tampas" que os protegem. Quando uma célula se divide, essa tampinha tende a ficar menor — e a célula, a se deteriorar. O processo, repetido a cada divisão celular, faz com que ela envelheça. Ou melhor: que o ser humano envelheça.

Mas em células cancerosas isso não acontece: elas se dividem sem sofrer danos, graças a uma enzima que estimula a construção do telômero, a telomerase. Segundo os vencedores do Nobel, a telomerase trabalha mais nas células cancerosas do que em outras, e as protege. Basicamente, é essa enzima que torna o câncer tão poderoso.

Outra alternativa seria renovar o "combustível". O geneticista britânico Aubrey de Grey, da Universidade de Cambridge, propõe que façamos isso com células-tronco. Injetadas periodicamente em nosso corpo, elas poderiam assumir o papel das células mortas e daquelas danificadas pelo processo natural de divisão celular. Como as células-tronco têm a capacidade de formar novos tecidos e órgãos, elas funcionariam como um remédio, tomado de tempos em tempos no consultório do médico, para evitar e aniquilar doenças. Teríamos órgãos jovens para sempre.

— Faríamos um transplante periódico, e as células-tronco seriam iguais às originais de nosso corpo, só que novas em folha — afirma De Grey. 

Resultado: teríamos órgãos jovens para sempre. 

Idosos cada vez mais ativos
Porém, enquanto toda esta tecnologia não vem a nosso alcance, o que nos resta é fazer a lição de casa: adotar um estilo de vida saudável, praticar exercícios, alimentar-se adequadamente e manter-se ocupado. Mas da simplicidade aparente desses macetes, revelam-se minúcias que podem ser determinantes para uma vida curta, longa ou muito longa.

Estudiosos da longevidade há 30 anos, profissionais do Kurotel — Centro de Longevidade e Spa apontam o equilíbrio emocional, escolhas positivas de vida, atenção à detalhes da medicina e foco em nutrientes específicos para se viver mais e melhor.

— Haverá uma mudança significativa na sociedade. Há condições de termos idosos muito mais ativos — explica a nutróloga Mariela de Oliveira Silveira.

A perspectiva é de que, em 2050, 25% da população mundial seja de idosos. No Brasil, de acordo com o Censo 2010, os idosos ocupam uma fatia de 7,4% dos 194 milhões de pessoas, e as que estão com mais de 100 anos chegam a 24 mil.

O tema é tão relevante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema para este ano "A Boa Saúde Adiciona Vida à Idade", que destaca não só a longevidade, mas também a qualidade de vida.

Um forte candidato
O pecuarista pelotense Genuíno Farias Ferreira é um forte candidato a entrar no time dos centenários. Aos 90 anos, ele caminha a passos rápidos, tem uma fala clara e mantém a mente sempre em atividade.

Durante a semana, trabalha diariamente mantendo com ele a maior responsabilidade sobre os negócios em Pelotas. Nos finais de semana, exercita o corpo com pedaladas na praia do Laranjal.

Na primeira semana de abril, para comemorar as nove décadas de vida, Ferreira pegou o carro e viajou, sozinho, por quase 400 quilômetros até chegar a Gramado. Passou uma semana cuidando da mente e do corpo.

— É preciso gostar de estar vivo, trabalhar e ter uma família com amor e compreensão — ensina.

Mas os segredos de vida de Ferreira vão além. Bem-humorado, ele revela o que parece uma poesia que guia suas atitudes dia a dia: viver sem envelhecer, comer sem engordar, beber sem se embriagar e amar sem complicar.
FONTE: ZERO HORA
Levantamento mostra que a cotação da arroba seguirá sem grande volatilidade até 2014 
Mônica Costa 

A oferta de boi gordo no Mato Grosso do Sul deve se manter ajustada nos próximos anos, o que significa que não haverá espaço para grandes oscilações nos preços praticados pelo Estado. A análise consta no diagnóstico da pecuária sul-mato-grossense, apresentado nesta segunda-feira, 16, durante o 25° Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte, no Sindicato Rural de Campo Grande na capital de Mato Grosso do Sul.

“A expectativa é de equilíbrio na pecuária, mesmo considerando a oferta de fêmeas”, avalia Adriana Mascarenhas, assessora técnica da Federação Estadual da Agricultura e Pecuária (Famasul).
Nos dois primeiros meses de 2012, o preço da arroba do boi gordo caiu em 9,5% e o da vaca, em 14,5% no Estado. O preço da carne no varejo também registrou queda de 9,9% o kg/carcaça/boi e de 13% o kg/carcaça vaca. O abate, nesse mesmo período, aumentou em 10,7% se comparado a 2011. Só o abate de fêmeas cresceu em janeiro e fevereiro e aumentou 18,2%.

Embora o ano tenha começado com números negativos, Adriana projeta que em 2012 a oferta de boi gordo no Estado ficará em 1,99 milhões de cabeças e a demanda em 2 milhões. “A expectativa é que os preços firmem a partir de agora, percebemos um aquecimento do consumo interno e as exportações também começam a melhorar”, diz. 

Para 2013 e 2014, o cenário deve ser semelhante. "Considerando a constância do mercado, a oferta de boi gordo em 2013 chegará a 2,04 milhões de cabeça e a oferta 2,01 milhões de animais, o mesmo cenário previsto para 2014", analisa. 

Aumento da eficiência

O aumento da área degradada e a diversificação das atividades são fatores que contribuem para a redução do rebanho sul-matogrossense. Atualmente, há 21,9 milhões de cabeças no Estado, retração de 12,4% na comparação com 2004, quando o Mato Grosso do Sul contabilizou 25 milhões de animais. "A redução das áreas para criação do bovino tem obrigado o pecuarista a aumentar a eficiência para manter o rebanho", afirma Adriana.

Isso pode ser visto no aumento do peso médio dos animais. Segundo o levantamento entre 1997 e 2011
houve um aumento médio de 4,9% no peso de fêmeas que saiu de 12,2 para 12,8 arroba, o peso de machos teve 4% de aumento, saindo de 17,4 para 18,1 arrobas.
Fonte: Portal DBO

Frigoríficos esperam queda de preços do boi gordo


Descarte de fêmeas deverá aumentar oferta para abate e pressionar os preços da matéria-prima nos próximos anos
A indústria de carne bovina pode experimentar uma janela de oportunidade para reduzir seus custos, equilibrar as contas e ampliar suas estreitas margens nos próximos dois a três anos, entregando aos acionistas resultados mais auspiciosos do que aqueles observados em 2011.
Analistas e participantes do mercado apostam que os preços do boi gordo, que respondem por até 85% dos custos de produção da JBS, por exemplo, deverão cair e se estabilizar em níveis mais baixos entre 2012 e 2014. Além disso, a oferta de animais para abate deverá crescer, permitindo que o setor amplie a utilização de sua capacidade instalada – atualmente, com elevados índices de ociosidade – e ganhe participação no mercado externo.
Se a previsão se confirmar, será o primeiro período de baixa nos preços e aumento na oferta da matéria-prima desde que JBS, Marfrig e Minerva abriram seu capital, em 2007, e deram início ao intenso processo de consolidação e alavancagem do setor.
Desde o início do ano, o indicador Cepea/Esalq para o preço médio do boi gordo em São Paulo recuou 7% sobre o mesmo intervalo de 2011, para R$ 96,65 a arroba. Para analistas e participantes da indústria, este é o início dos anos de baixa no chamado ciclo da pecuária – que alterna um fase altista e outra baixista nos preços da matéria-prima.
O ciclo atual começou em 2006, quando os preços médios começaram a subir ano após ano. “Teoricamente, a fase de alta acabou, e o pico dela foi em novembro de 2010″, explica Gustavo Aguiar, analista da Scot Consultoria. “De 2006 até 2010, observamos uma retenção de matrizes, com menor participação de fêmeas no abate. Em 2011, isso se inverteu”, acrescenta Aguiar, para quem a queda nos preços só deve se acentuar em 2013.
“O último período de descarte de fêmeas aconteceu entre 2003 e 2006, quando a participação de vacas no abate subiu de 31% para 38%”, conta Fabiano Tito Rosa, gerente de pesquisa de mercado do Minerva. Desde então, os pecuaristas passaram a reter matrizes, e a parcela de vacas no total abatido caiu para 30% em 2010. O processo foi interrompido no ano passado, quando essa fatia voltou a subir e atingiu 34%.
Em Mato Grosso, Estado que detém o maior rebanho do país, o abate total de fêmeas chegou a 235,9 mil cabeças em janeiro, o maior número desde 2007, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Estamos no início de uma fase positiva para a indústria”, diz.
Tito Rosa explica que a decisão de acelerar ou reduzir o abate de fêmeas está ligada à margem de lucro da cria de bezerros. Entre 2008 e 2010, lembra, os criadores trabalhavam com uma margem operacional de 1,5%. A taxa recuou para 1%, em 2011, e chegou 0,3% no primeiro trimestre deste ano. “Com o tempo, o preço do bezerro começa a ceder e o custo de produção não acompanha”, afirma Tito Rosa.
Para o diretor-técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, que diz que a virada de ciclo deve se confirmar apenas em 2013, a arroba do boi gordo pode cair abaixo de R$ 80 ao longo dos próximos três anos. “Será um alívio importante, mas não vamos atingir as mínimas registradas em ciclos passados, na faixa de R$ 50 a R$ 60, que seria o sonho de consumo da indústria”, pondera.
Influenciada pelo ciclo, a produção brasileira de carne bovina caiu nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume anual de abate caiu 5,5% entre 2007 e 2011, de 30,2 milhões para 28,8 milhões de cabeças. Só em 2011, o volume foi 1,6% inferior ao apurado no ano anterior.
Os frigoríficos têm ampla margem para aumentar esse número sem recorrer a novos investimentos. “Abater não é problema, porque a indústria tem muita capacidade ociosa – e os custos dessa ociosidade são muito elevados”, afirma Ferraz. De acordo com Tito Rosa, do Minerva, a taxa média de ocupação dos frigoríficos em operação no Brasil não passa de 65%.
O próprio Minerva, que nos últimos cinco anos investiu cerca de R$ 1 bilhão em aumento de capacidade, agora se vê diante do desafio de reduzir a ociosidade, aumentar as receita e reduzir o nível de endividamento. Atualmente, o nível de utilização de suas plantas está em 70% – a meta é elevar a taxa para 85% nos próximos dois anos.
Aumentar o número de abates também é prioridade da JBS. Com um nível de utilização de capacidade mais alto, na faixa de 85% no país, a processadora deu partida em 2012 a uma estratégia de ampliação via arrendamentos. Ao todo, a companhia já arrendou cinco plantas, o que ampliou em mais de 10% sua capacidade de abate. Em recente entrevista, Wesley Batista, presidente da empresa, avaliou que o ciclo da pecuária vive um momento positivo e que o foco da JBS neste ano é a expansão dos negócios de bovinos no Brasil.
Para Ferraz, a mudança no ciclo pecuário abre caminho para que os frigoríficos equilibrem suas contas. Segundo ele, a indústria cresceu de modo excessivo e com endividamento em um ciclo de alta dos preços da matéria-prima.
A Marfrig fechou 2011 com uma dívida líquida de R$ 7,7 bilhões – uma alavancagem correspondente a 4,39 vezes o seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A JBS reportou uma dívida líquida de R$ 13,5 bilhões, com grau de alavancagem de 4 vezes. Já o Minerva apresenta uma dívida de R$ 1,26 bilhão e alavancagem de 3,65 vezes.
Em 2011, JBS e Marfrig amargaram prejuízo líquido de R$ 75,7 milhões e R$ 746,1 milhões, respectivamente, enquanto o Minerva reportou um lucro tímido de R$ 41,7 milhões. Ferraz acredita que os resultados podem ser mais favoráveis nos próximos anos. “As margens de lucro no setor são historicamente apertadas, mas há uma mudança estrutural em curso que provavelmente vai culminar em margens de lucro um pouco maiores”.
Fonte:  Valor Econômico

segunda-feira, 16 de abril de 2012

BOI GORDO: Maioria dos frigoríficos paulistas segue fora das compras



Poucos negócios no mercado do boi gordo.       

A maioria dos frigoríficos paulistas espera uma melhor definição do cenário, e por isto está fora das negociações.

A referência para o boi gordo está em R$97,00/@, à vista, e R$99,00/@, a prazo, embora alguns frigoríficos façam ofertas de compra a preços menores, testando o mercado.

A pressão compradora em Goiás e Mato Grosso do Sul continua grande.

As escalas de abate estão praticamente prontas até o final desta semana.

De maneira geral, as indústrias procuram matéria prima para segunda e terça-feira da próxima semana.

No Norte do país, a situação é diferente e há dificuldade para compor as escalas.

Alta no Sudoeste do Mato Grosso, onde existe também o cenário de oferta enxuta.

No mercado atacadista de carne com osso, apesar da oferta do produto apresentar ligeira melhora e a queda nos preços das proteínas concorrentes, as referências estão estáveis.

Clique aqui e confira as cotações do boi. 
Fonte: Scot Consultoria

Vendas de carne do Brasil caem 2,2% no 1º trimestre, diz Abiec


SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de carne bovina do Brasil no primeiro trimestre de 2012 somou 258,5 mil toneladas, queda de 2,2 por cento ante o mesmo período de 2011, refletindo em parte o forte recuo nas vendas para o Irã, informou nesta segunda-feira (16) a Abiec, entidade que representa os exportadores.

A receita com a exportação de carne bovina do país nos três primeiros meses do ano atingiu 1,22 bilhão de dólares, queda de 0,5 por cento ante o mesmo período de 2011.

Já o preço médio da carne bovina exportada pelo Brasil no trimestre foi de 4.733 dólares por tonelada, alta de 1,7 por cento ante o mesmo período de 2011.

Os dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) mostram que o setor sentiu o efeito da queda na exportações para o Irã, terceiro maior importador em 2011, com um participação de 12 por cento.

Neste ano, o país não figura nem entre os dez principais importadores, devido às sanções econômicas impostas por Estados Unidos e UE por conta do programa nuclear iraniano.

As vendas para o Irã despencaram 92,2 por cento em volume, para 3,14 mil toneladas, contra 40,6 mil toneladas nos primeiros três meses de 2011.

PRINCIPAIS MERCADOS

A Rússia permaneceu como o principal destino da carne bovina brasileira, apesar de ainda manter o embargo parcial a frigoríficos de três Estados brasileiros -Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.

O mercado russo recebeu 60,1 mil toneladas no trimestre com uma receita de 265,6 milhões de dólares, quedas de 13 por cento e 12,7 por cento, respectivamente.

O segundo mercado consumidor no período foi Hong Kong, com aumento de 23,6 por cento no volume, de 54,9 mil toneladas, e crescimento de 41,3 por cento da receita obtida, que somou 211,4 milhões de dólares.
O salto na receita se explica pelo embarque de outros tipos de cortes. "Desde o anúncio da abertura da China, Hong Kong passou a configurar um cardápio diferente de cortes, cortes que no passado não eram adquiridos", disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, a jornalistas nesta segunda-feira.

OTIMISMO

Camardelli disse ainda que a entidade mantém suas previsões de encerrar o ano com receita de exportação acima de 6 bilhões de dólares, o que aconteceria pela primeira vez.

A expectativa da Abiec é que o setor reverta a queda de 10,8 por cento nas vendas totais do ano passado, quando foram embarcadas 1,09 milhão de toneladas, para um aumento de 10 por cento em 2012.

Segundo dados da Abiec, o Brasil vem ampliado seu mercado consumidor, com vendas para a Líbia, EUA e Angola, que passaram a figurar este ano na lista dos principais compradores, ainda que representem baixos volumes do produto.

"Essa inserção (de novos países) me leva a ser otimista", disse Camardelli.

(Por Patrícia Monteiro)

Brangus, a raça que tem a cara do Brasil


-A +A Principais Indicadores do mercado do boi – 16-04-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,11% nessa sexta-feira (13) sendo cotado a R$96,35/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 96,88.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,26% e é cotado a R$ 719,85/cabeça nesta sexta-feira (13). A margem bruta na reposição foi de R$ 869,93 e teve valorização de 0,01%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (13), o dólar foi cotado em R$1,84 com valorização de 0,51%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,63% sendo cotado a US$52,48. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 13/04/12
O contrato futuro do boi gordo para Mai/12 foi negociado a R$95,50 com baixa de R$ 0,35.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para Mai/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 97,44. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de -R$ 1,09 com baixa de R$ 0,11 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
 FONTE: BEEFPOINT

Variações nos preços do boi gordo desde o início do ano


Mesmo com a recuperação ocorrida nas últimas semanas, o mercado do boi gordo está em patamar inferior ao do início do ano.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço atual está 2,0% menor que no começo de janeiro.

No ano passado, no mesmo intervalo, o recuo foi de 1,0%. Em 2010 a cotação no estado subiu 9,1% até o começo de abril.

Na média das 31 praças pesquisadas, a cotação do boi gordo recuou 3,4% desde janeiro. Em 2011 os preços no início de abril eram 0,2% maiores que no começo do ano.

Em 2010, no período as cotações subiram 8,7%.

Este ano, os maiores recuos ocorreram na Bahia (12,6% no oeste e 11,5% no sul), Norte de Minas (10,2%) e Espírito Santo (8,2%).

Estas regiões, relativamente próximas, passam por estiagens, o que provavelmente tem forçado a venda de gado e pressionado as cotações.

O clima também influenciou os preços no Rio Grande do Sul. As praças gaúchas são as únicas onde os preços atuais estão maiores que no início do ano.

No oeste do estado e na região de Pelotas os preços estão 4,9% maiores que no começo de janeiro. Lá a estiagem do início do ano não permitiu a engorda dos animais e acabou gerando altas.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

O tiro no pé do boi em pé

Por: Miguel da Rocha Cavalcanti

O recente pedido ao governo, feito pelos frigoríficos, de taxar a exportação do boi em pé em 30%, foi um tremendo tiro no pé dos frigoríficos, na minha opinião. O setor vinha construindo uma aproximação entre os elos da cadeia, que tem uma relação adversarial há muito tempo. O projeto Pecuária do Brasil conduzido pela Abiec é uma dessas iniciativas. E esse pedido de taxação, fez recuar muitos avanços. O setor produtivo se sentiu “traído”, como muito bem resumiu Carlos Viacava em seu artigo “A cadeia quebrada”. E o pior é que tudo isso poderia ser evitado.
O pedido de taxação de 30% não faz sentido. É um ataque a economia de mercado. A única razão para o percentual escolhido (30%) é copiar o pedido da indústria automobilística contra carros importados. Pode-se resumir como: um número grande o suficiente para inviabilizar qualquer negócio. “Quando protegidos, os negócios locais não melhoram”, diz Michael Porter, maior especialista mundial em estratégia.
E porque isso poderia ser evitado? O mercado de exportação de gado vivo é pequeno e que não está crescendo. O Brasil exporta cerca de 400 mil animais por ano. É muito pouco, o equivalente a duas plantas de 1.000 animais por dia. Ou apenas 1% do abate total brasileiro. Ou seja, é um mercado que representa apenas 1% do abate do Brasil e que não vai crescer.
E não vai crescer por questões muito simples. É muito caro exportar gado em pé. Isso só ocorre em situações e segmentos de mercado muito específicos. Quando o comprador não tem cadeia de frio para armazenar e distribuir carne resfriada/congelada e precisa levar o gado vivo para ser abatido muito próximo e no momento em que vai ser consumido. Outro motivo são as questões religiosas, quando se deseja fazer uma cerimônia religiosa que envolva o abate de um animal.
O terceiro motivo ocorre em casos muito específicos de reconstrução de rebanho ou quando um país destruiu seu rebanho comercial e quer artificialmente manter a estrutura de abates funcionando, como é o caso da Venezuela.
Ou seja, são motivos muito específicos e que não se espera que eles aumentem. Se esses fatores não se expandem, não aumenta a demanda por exportação de boi em pé. Lembrando que é muito caro transportar gado vivo em navio, da mesma forma que é muito caro trazer gado vivo do Pará, do Mato Grosso, de Rondônia para se abater em São Paulo. Isso só ocorre quando em algum lugar se tem gado muito barato e em outro há uma grande necessidade de gado em pé. Descontando-se os casos específicos que citei acima, o comprador também prefere comprar carne e não boi, pois é caro viajar com o boi vivo.
Mas eu entendo a lógica dos frigoríficos, apesar de não concordar com ela. Para quem tem frigoríficos no Pará, o JBS por exemplo tem quatro, é um novo concorrente, um novo comprador de gado. E sempre que aumentam os números de compradores, a tendência é aumentar o preço do produto. A exportação de boi em pé no Pará deve estar piorando as margens de rentabilidade dos frigoríficos de lá, e eles estão buscando formas de aumentar essa rentabilidade. Criar uma reserva de mercado é uma delas.
E porque hoje se exporta apenas gado em pé do Pará? Porque não se exporta gado em pé de SP? Porque não basta ter porto, é preciso ter preço baixo. Quando o Pará começou a exportar, tinha o preço mais baixo do Brasil. Com o “boi navio”, o preço se equiparou com as demais regiões do Brasil.
Outro ponto que apareceu nos comentários sobre o assunto, é de que o varejo é o culpado de tudo isso. Sem querer defender o varejo, eu apenas não vejo relação entre os assuntos. As margens e poder de compra do varejo são similares em todo o mundo. Não imagino que o problema seja porque aqui no Brasil o varejo aperta muito mais a indústria do que em outros países. Posso estar enganado, mas entendi isso como uma tentativa de se criar uma cortina de fumaça e desviar o assunto.
Outro ponto surpreendente da questão é que os mesmos frigoríficos que pedem a sobretaxa ao boi em pé, são os que sofrem com as restrições do governo argentino a exportação de carne. O pedido contra o boi em pé é muito parecido com o que o governo federal argentino faz contra a cadeia da carne de lá. Ou seja, desde que me seja favorável, não me incomoda uma medida injusta do governo. Acredito que o setor produtivo deva buscar uma menor intervenção do governo. Quanto menos ingerência, impostos e taxas em nosso setor, melhor.
Deveríamos lutar por menos impostos e não por mais. Vamos trabalhar para diminuir todos os impostos, e aumentar nossa competitividade como país, para vender mais carne no mercado interno e externo. Temos que procurar facilitar a exportação de todos os produtos.
E qual é um dos grandes problemas do setor? Enquanto os frigoríficos brigam com o boi em pé que representa 1% do volume de abate do Brasil, temos um problema pelo menos 30 vezes maior, que é o abate clandestino no Brasil. Esse é um tema, muito mais difícil de ser debatido e melhorado. Porém, muito mais importante para o setor. Se conseguirmos diminuir a informalidade do setor, todos ganham: produtores, frigoríficos, consumidores e até o governo. Só não ganham os informais.
Esse pedido de sobretaxa do boi em pé, me lembrou um caso antigo de ruptura entre produtores e frigoríficos. A criação de tabela de descontos e classificação, lá no início de 2005. O que desencadeou as acusações formais de cartelização do setor de frigoríficos junto ao CADE. Um momento em que as relações ficaram muito estremecidas.
Errar é normal, é humano. Na gestão de crises, os especialistas recomendam três coisas: 1-reconhecer que errou, 2-pedir desculpas e 3-agir. Acredito que a melhor receita para os frigoríficos seja seguir esses três passos. Obviamente é improvável que isso seja feito.
Temos que trabalhar para construir uma relação e uma sensação de harmonia no setor produtivo. Lembrando que estamos num negócio de longo prazo, com relações de longo prazo. Um produtor vai vender por muitos anos para o mesmo frigorífico. Faz todo sentido termos uma melhor relação entre comprador-vendedor quando se tem múltiplos negócios ao longo dos anos. Precisamos trabalhar para que isso avance e para isso precisamos de uma mudança de postura e mentalidade.
FONTE: BEEFPOINT

domingo, 15 de abril de 2012

COMPRA DE GADO PARA EXPORTAÇÃO

ESTAMOS COMPRANDO GADO PARA EXPORTAÇÃO
INFORMAÇÕES COM LUND PELOS FONES 81113550 E 99941513


URUGUAY - Suba de precio de haciendas gordas y de reposición



Lentamente, semana a semana, el precio del ganado gordo va aumentando. El mínimo se registró en los ganados faenados a fines de enero, en un mercado signado por la sequía que, por entonces, pesaba sobre todo el territorio nacional.
Las lluvias posteriores revirtieron esa situación y, a pesar de que los frigoríficos redujeron su actividad, los precios empezaron a subir sostenidamente, en forma más o menos intensa, según lloviera o no.
A mediados de marzo, los novillos se pagan en torno a los U$S 3,80 el kilo en cuarta balanza, acumulando 7% de mejora respecto al precio de un mes y medio atrás.
Otro tanto ocurre con los precios de las vacas, que se acercan a los U$S 3,60 el kilo en cuarta balanza, 8% por encima del precio mínimo del año.
También las vaquillonas, que tienen buena presencia en el dinámico abasto local, registran subas del mismo tenor.
Todas las categorías están demandadas y con precios en alza, de modo que cuando esta edición esté en la calle seguramente se hayan superado estos valores.
Con una mirada más abarcativa, el indicador de Novillo Tipo del INAC ubica en U$S 1.190 el valor en febrero de todos los productos de un animal de las características definidas (un poco más alto –U$S 5– que el de enero).
De ese monto, los productores captaron U$S 927, lo que deja U$S 263 para el valor agregado por la operativa industrial, que incluye costos e impuestos.
Esto significa que en febrero la remuneración de los productores subió U$S 21, mientras que la de la industria bajó U$S 16 por cabeza respecto a enero, movimientos coincidentes con lo que indica la pizarra de precios de hacienda.
En momentos en que la demanda supera a la oferta, la fracción que remunera al ganado crece: hoy está en 78% del precio total.
Faena
En sentido inverso a los precios evolucionó el ritmo de faena: cuando la sequía apretaba, se llegaron a superar las 46 mil cabezas semanales, para bajar a poco más de 30 mil cuando las lluvias fortalecieron la posición de los productores, para posteriormente ubicarse en cifras moderadas de alrededor de 36 mil reses por semana y repuntar hasta cerca de 40 mil a mediados de mes.
Los vientres sumados representan nuevamente algo más de la mitad de la faena, denotando una mayor retracción en la oferta de novillos.
Reposición
Los tenedores de novillos prefieren agregar más quilos a sus animales, porque la condición forrajera lo permite y el precio sigue subiendo, y porque los invernadores puros encuentran dificultades para reponer, dados los valores de las categorías jóvenes, que aumentaron más que el gordo.
Como ocurre habitualmente, la mejora del precio del ganado de embarque y del escenario forrajero se expresa más claramente todavía en los ganados de reposición, que alcanzan cotizaciones que superan todos los récords en cada nueva venta.
La zafra de terneros que se inicia apunta a valores que hoy pueden situarse, como referencia, entre U$S 2,60 y 2,80 el kilo en pie, en ascenso, y con niveles mucho más altos para los lotes destacados.

FONTE: EL PAÍS

URUGAUY - Más Holando a China



Escritorio Urchitano Negocios Rurales concretó el séptimo embarque de terneras Holando rumbo a China. En esta oportunidad se trató de 4.000 terneras que partieron del puerto de Montevideo. "El productor debe aprovechar estos excelentes valores que se pagan hoy día", aseguró Ruben Urchitano. Destacó que esta fue la operativa más fluida que han concretado y en solo 12 horas quedó pronto el embarque. Informó que ya están comprando para el próximo que saldrá en breve.
fonte: El País Digital