quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mascarados, protestos e a pecuária gaúcha

*por Fernando Furtado Velloso

Vivemos um período de mascarados, protestos, passeatas (e até algum quebra-quebra). Este fenômeno social é relevante e sua magnitude nos demonstra a força da mobilização popular, da possibilidade de real demonstração de insatisfação com nosso estado e da cobrança por respostas.

E na pecuária gaúcha? Pois bem, somos queixosos e críticos das ações setoriais em nossa pecuária (ou da falta delas) e do que deveria e não deveria ser feito pelo nosso governo (leia-se Secretaria da Agricultura) e nossa FARSUL (leia-se “nós mesmos″).  

Mas, surge a necessidade da pergunta: Porque não fazemos os nossos cartazes e não vamos gritar pelo que necessitamos para o nosso setor?  Em linhas gerais todos os pecuaristas anseiam pelo mesmo: valorização da carne gaúcha, busca e ampliação de mercados para o nosso produto, políticas que pensem e desenvolvam a produção de forma continuada, e tudo mais que preserve ou eleve o valor do nosso boi. Creio que aqui temos consenso.

Porém, como cidadãos da pecuária o que temos feito? Participamos de nossos sindicatos rurais e associações ou somente nos lembramos de nossas entidades nas épocas de eleições? Conhecemos a situação dos programas para pecuária de governo do nosso município ou estado? Elegemos e acompanhamos o mandato de deputados identificados com nossas causas? E assim seguiriam diversas reflexões sobre a nossa participação (ou pouca participação) na política da atividade que vivemos. 

Não sou defensor e nem partidário de A ou B, mas faz anos que ouço críticas e questionamentos sobre as ações da FARSUL e também da sua relação com o governo do estado. Que deveria ser feito isto ou aquilo e que nossa federação somente nos cobra e pouco nos oferece, etc, etc. Vivi aproximados 10 anos o dia a dia da Associação Brasileira de Angus e compreendo um pouco bastante como funciona a rotina de uma entidade de classe (que não deixa de ser um pequeno governo). Distorções, favorecimentos que desagradam alguns setores e decisões de que muitos discordam ocorrem a todo o momento, porém se não estivermos dentro ou representados em nossas entidades seremos mascarados  com cartazes em branco vagando pelas ruas.

fonte: Jornal Folha do Sul

Arábia Saudita enfrenta altos preços de carne bovina durante Ramadã


Por Bob Moser 
A Arábia Saudita enfrenta altos preços de carne bovina durante esta época de Ramadã, um aumento de 40% desde a prohibição às importações brasileiras do produto, imposta pelo governo em dezembro de 2012.
O Brasil foi o maior fornecedor de carne bovina à Arábia Saudita até o início do embargo.
O alto preço da carne bovina é motivo de preocupação para a Arábia Saudita durante o Ramadã, época quando a demanda para o produto aumenta.
Após o embargo à carne bovina brasileira, a Índia emergiu como o maior fornecedor de carne do mundo, seguida pela Austrália. Porém, ambos países ainda não conseguem atender a demanda global, de acordo com ArabNews.com.
Os comerciantes estão segurando carne bovina em estoque para atender a demanda durante o Ramadã, que também está aumentando os preços da carne bovina indiana e australiana.
Durante o Ramadã, as famílias sauditas consumem carne bovina seja picada ou em uma variedade de pratos típicos, como samosas e kebabs.
Uma caixa de 18 kg de carne bovina tinha um preço de SAR270 (BRL163,43) antes do embargo de carne brasileira, mas agora está sendo comercializada a SAR370 (BRL223,95).
O preço da carne picada ou moída dobrou no atacado. Uma caixa de 8 kg com 20 pacotes de 400 gramas agora se comercializa a SAR35 (BRL21,18), ante SAR20 (BRL12,11) em dezembro de 2012.
Fonte: CarneTec

Com terra mais disputada, carne bovina será mais cara no Brasil


Com o aumento nos custos de produção, a carne ficará mais cara, havendo um realinhamento nesse setor. Os brasileiros, apesar de o país ser um dos maiores produtores de carne no mundo, vão pagar bem mais pelo produto e reduzir o consumo.
Um dos segmentos mais afetados será o de carne bovina, pois o Brasil terá um padrão de consumo de países de produção reduzida. O consumo da proteína não estará presente todos os dias nos lares brasileiros e a carne de melhor qualidade será para ocasiões especiais.
Esse cenário se concretizará com mais intensidade no médio prazo, mas já começa a ser sentido. O preço médio anual da carne bovina gira próximo de R$ 100/@ há três anos, mas ninguém ganha com o produto nesse patamar: o pecuarista não consegue uma margem de lucro satisfatória. O resultado é uma estabilidade do consumo anual próximo de 34 quilos por pessoa nos últimos anos.
A avaliação é de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, consultoria que faz um balanço anual do setor há 20 anos por meio da publicação Anualpec, especializada na pecuária.
Ferraz diz que o brasileiro não ficará sem carne, mas haverá um realinhamento no consumo, com crescimento do frango e, com menor intensidade, do suíno que, apesar disso, não estarão isentos da alta dos custos, que passam o grande inimigo do setor. O desafio é colocar um produto competitivo no mercado e não diminuir a demanda.
A pastagem, um fator de pouco custo no passado para a pecuária, perde terreno para outras atividades agrícolas, como grãos, cana-de-açúcar e reflorestamento. Nos últimos dez anos, a pecuária perdeu 7 milhões de hectares e deverá perder outros 13 milhões nos próximos dez, aponta o estudo.
Com isso, o valor dos pastos subiu 451% na última década em Rondonópolis, cidade localizada em Mato Grosso, principal estado produtor do país. Grande parte dos pecuaristas saem do setor e vão para outras atividades com melhores lucratividades.
A saída é um aumento da produtividade por hectare, o que exige investimentos. Para voltar à margem de lucro da década de 1970, os pecuaristas deveriam produzir dez arrobas por hectare por ano. Atualmente, produzem quatro.
Luciano Vacari, da Acrimat, afirma que o pacote tecnológico existente é bom, mas que o produtor não tem renda para adquiri-lo. Além disso, ao contrário do que ocorre na agricultura, onde o crédito é farto, a pecuária não tem linhas de financiamentos de cinco anos ou mais, como exige a atividade.
O setor agropecuário passa por rápidas mudanças e em breve as fazendas, incluindo máquinas e meios de produção, serão controladas diretamente de centros de operação instalados nas grandes cidades, segundo Ferraz.
Esses novos tempos exigem dinheiro e conhecimento, o que vai retirar boa parte dos pequenos e médios produtores do campo. Quanto ao capital, ele poderá vir de fundos de investimentos. No caso do conhecimento, no entanto, não será fácil para o país, tendo em vista o patamar de educação atual, afirma ele.
A matéria é de Mauro Zafalon, colunista da Folha, publicada no jornal Folha de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS





  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 10.07.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO: R$ 3,50 A R$ 3,70
   VACA GORDA: R$ 3,10 A R$ 3,20



   FONTE: PESQUISA REALIZADA
   POR http://www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS




*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
 EM 10.07.2013

BOI: R$ 6,90 a R$ 7,20
VAC
A: R$ 6,70 a R$ 6,90

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS




REGIÃO DE PELOTAS
EM 10.07.2013                    

TERNEIROS R$ 3,80 A R$ 4,00              
TERNEIRAS R$ 3,40 A R$ 3,60
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,20 A R$ 3,40
BOI MAGRO R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA DE INVERNAR R$ 2,75 A R$ 2,90

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Uruguai: frigoríficos brasileiros elevam participação nos abates em 2012/13

As três principais empresas frigoríficas brasileiras – Marfrig, Minerva e JBS – abateram 837.056 bovinos, 11,7% a mais que no exercício de 2011/12. Entre as três, acumularam 38,8% do total abatido, 1,8% a mais que na safra anterior. A atividade de abate nas demais plantas industriais aumentou em 3,5% com relação a 2011/12.
O total de abate de bovinos no Uruguai no exercício agrícola de 2012/13 (jul-jun) aumentou 6,5% com relação ao anterior. Com base na informação do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), foram abatidos 2.155.075 bovinos, 131.812 a mais que em 2011/12. É o segundo exercício agrícola consecutivo em que há aumento da atividade de abate, ainda que no anterior, esse aumento tinha sido mínimo (3 mil bovinos). O crescimento se deu fundamentalmente com novilhos (+9,2%), para 1,15 milhão, enquanto as vacas aumentaram 3,3%, para 966.000.
A Marfrig Alimentos elevou seu ritmo de abate acima da média geral (15,5%), para 510.064 cabeças. Dessa forma, sua participação dentro do total abatido passou de 21,8% para 23,7%. Foi mais significativo o crescimento do Minerva-PUL, de 34,5%, enquanto o JBS-Canelones, último grupo brasileiro que trabalha no Uruguai (e que tinha tido um ritmo muito elevado de abate no exercício anterior) diminuiu 11,6%, para 167.109 bovinos.
As perspectivas de mercado são que o abate no segundo semestre desse ano baixe de forma considerável com relação à primeira metade. Houve um adiantamento importante nos abates de novilhos devido às condições climáticas favoráveis e haverá uma redução nos abates de ventres devido ao fato de, pela mesma razão, haver uma elevada taxa de prenhez.
No entanto, durante o primeiro semestre de 2014, o ritmo de atividade deveria crescer novamente, de forma que provavelmente em 2013/14 os abates de bovinos deverão voltar a se elevar.
A reportagem é do relatório Tardaguila.com.uy, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

PRAZER EM INTERMEDIAR BONS NEGÓCIOS



Preços do boi gordo e da vaca gorda em alta




Havia poucos frigoríficos fora das compras neste início de semana, o que mostra a necessidade de compra de boiadas. 

As tentativas de compras em preços menores estão cada vez mais raras, pois o mercado trava.

As programações de abate não estão confortáveis e a maioria atende entre um e três dias úteis em São Paulo.

Segundo o levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (8/7), no estado, a referência ficou em R$102,50/@, à vista, e R$104,00/@, a prazo.

Os frigoríficos que testam preços menores completam as escalas de abate com animais terminados de estados vizinhos, possuem negociações a termo ou confinamento próprio.

No mercado atacadista de carne com osso houve valorização para as peças do traseiro. O boi casado de animais castrados está cotado em R$6,52/kg.

fonte: Scot Consultoria

COTAÇÔES CARNE PAMPA









 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 10/07/2013
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 09/07/2013 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 7,20R$ 7,07
KG VivoR$ 3,60R$ 3,54
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,70R$ 6,70
KG VivoR$ 3,18R$ 3,18
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
fonte: Associação Brasileira de Hereford e Braford

Pecuária perderá 15 milhões de hectares para lavouras no Brasil em 20 anos

Projeção para os próximos 20 anos exigirá maior eficiência na produção de gado de corte

Pecuária perderá 15 milhões de hectares para lavouras no país em 20 anos Camila Telles/Especial

Gisele Loeblein
gisele.loeblein@zerohora.com.br
Tornar a pecuária de corte mais eficiente é o grande desafio dos produtores gaúchos diante do avanço de grãos, em especial da soja, para novas áreas, como a Metade Sul do Estado. Nos próximos 20 anos, a previsão é de que a pecuária perca aproximadamente 15 milhões de hectares no país para a produção de grãos.

O assunto é tema do 46ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, realizado nesta sexta-feira em Lagoa Vermelha, nos Campos de Cima da Serra, pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Entre as necessidades, a de melhorar o índice de terneiros desmamados — atualmente, a proporção é de 56 para cada cem vacas, quando o ideal seria cerca de 80.

— A soja está avançando no Estado e a pecuária ou mostra a sua eficiência, ou perde espaço — afirma o professor do departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Piva Lobato.

Mas a pecuária pode se beneficiar desse movimento, com a utilização das áreas de lavoura de verão para a produção de pastagens de inverno e de início de primavera. A integração de lavoura com pecuária já vem produzindo resultados positivos em propriedades gaúchas.

— Culpar a lavoura não é a maneira mais correta de responder à pergunta "de onde virão os terneiros — diz o veterinário Silvio Menegassi, consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), em uma referência ao tema do debate.

fonte: ZERO HORA

URUGUAY - No hay cambios en el negocio de la exportación en pie

Las noticias provenientes de Turquía, en el sentido que el mercado uruguayo está habilitado para la importación de ganados en pie, no implicaron ningún cambio en las condiciones operativas de los últimos tiempos con destino a ese mercado. El presidente dela Asociaciónde Exportadores, Alejandro Dutra, indicó en las últimas horas, que se está trabajando en la búsqueda de nuevos mercados.
Por otra parte, alguna empresa exportadora está comprando terneros, pero sin tener definido una fecha de embarque. Un operador de negocios que está participando de la operativa, indicó que dado que se está comprando en lotes chicos –uno o dos camiones- no incide en el mercado de la categoría. Como hay disponible una infraestructura para la concentración previa, se van comprando animales para hacer la sanidad y acostumbrarlos a comer ración. Pero el negocio ya no tiene el efecto de los momentos cuando había certeza de los embarques y los exportadores salían a comprar hasta 20 y 30 mil terneros, se indicó.
fonte: Tardaguila Agromercados

URUGUAY - Terneros cotizaron 5% al alza y vacas más de 3,5% en Lote 21

Invierno eran los de antes; ahora terneros y vacas se pagan más que en otoño. En el remate de Lote 21, se ratificó la tendencia al alza de varias categorías de reposición e inclusive de algunas con destino a la cría. Sobresalieron los terneros que registraron una suba en promedio de 5,29%, con una comercialización ágil. Sin dudas la oferta disminuyó con relación a los importantes volúmenes de haciendas comercializadas en el transcurso de mayo y junio y también probablemente hubo más gente de lo habitual, que dejó para comprar a comienzos del invierno, pensando en precios en baja, opinó un rematador con larga trayectoria en los negocios ganaderos.
También es una realidad, que los invernadores están mucho mejor preparados para la época estival que tiempo atrás, con buenos verdeos y diversidad de opciones para suplementar y ello seguramente también es la razón de los 12 centavos arriba que hicieron los terneros en promedio, respecto al remate de junio.
Las vacas para invernada se vendieron a US$ 1,47 el kilo promedio, que representó una suba de 3,52%. El precio máximo alcanzó a US$ 1,58 que se pagó por un buen lote cruza que pesaban más de 450 kilos y representaban la posibilidad de un negocio corto.
Pero también se valorizaron los novillitos de 1 a 2 años y las terneras que se pagaron en promedio US$ 2,01, más de 3,6% respecto a los valores de junio.
Fonte: Tardaguila Agromercados

Analistas projetam preços firmes para arroba do boi no terceiro trimestre


Sustentados pela oferta limitada de animais de pasto e na expectativa de um volume pequeno de bois de confinamento, os preços da arroba do boi gordo devem ficar firmes no terceiro trimestre de 2013.

A projeção positiva para o mercado interno vem é dos analistas do Rabobank Guilherme Melo, Albert Vernooij e Don Close. Segundo os especialistas, a demanda oriunda das exportações também será fator de suporte.

Os analistas fazem, porém, uma importante ressalva tendo como base as cotações de outras carnes. Eles acrescentaram que o aumento da inflação e a queda dos preços da carne suína e de frango podem limitar a alta das cotações da carne bovina no mercado brasileiro.

“Os preços baixos de aves e suínos vivos podem limitar a alta da arroba do boi gordo no país. Mesmo assim, o cenário geral é positivo para as margens das empresas de alimentos”, declararam.

Mercado global com tendência de pequeno aumento -

De acordo com os analistas do mercado de carnes, o fornecimento de carne bovina permanecerá perto do nível de 2012, com uma tendência de um pequeno aumento oriundo dos países do Hemisfério Sul.

O aumento da oferta de carne bovina, segundo os analistas, será conduzido principalmente por Brasil, Austrália, Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, juntamente com a continuação de liquidação da oferta de carne bovina dos EUA, dado o abate em curso do rebanho de vaca. Além disso, as exportações da Índia devem ser moderadas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Governo gaúcho estuda política de incentivos para conservar o Pampa

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio - Foto: Vilmar da Rosa
A secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio vai elaborar estudo para apontar alternativas de incentivos públicos aos produtores que participarem dos programas desenvolvidos pela Alianza para Conservação del Pastizal. O trabalho será coordenado pelo professor Felipe Jochims, doutor em Zootecnica pela Universidade Federal de Santa Maria.
O contrato foi assinado na manhã desta terça-feira, durante reunião realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, durante reunião coordenada pelo secretário adjunto, Claudio Fioreze, que contou com a participação dos coordenadores e do grupo técnico do Programa de Incentivos Para La Conservacíon De Pastizal es Naturales En El Cono Sur.
A Alianca del Pastizal é uma iniciativa para a conservação dos pastos naturais do Cone Sul da América, formado pelas regiões que constituem o Bioma Pampa, como a Savana Uruguaia, onde também situa-se a o pampa gaúcho, o pampa úmido, semiárido e savana mesopotámica na Argentina e os pastos das Missões no Paraguai. “Objetivo da alianza del Pastizal é o manejo sustentável das pastagens naturais que ocorre na região sul do estado, assim como sua conservação”, disse Fioreze.
Jochims será responsável por fazer, no prazo de 60 dias, o levantamento das possibilidades de incentivos oficiais para futuramente, os produtores que conservam obterem vantagens.
Na ocasião, também ficou definido que no dia 26 de agosto, durante a Expointer 2013, será apresentado o levantamento da evolução do projeto. Também será discutido o Índice de Conservação dos Pastizales (ICP) e o andamento da consultoria contratada.
Estiveram presentes os coordenadores da Alianza del Pastizal, Rogério Jaworski dos Santos, o argentino Anibal Parera e o uruguaio Rafael Sarno, a representante da Secretaria do Meio Ambiente, Bióloga Luiza Chomenko, e o coordenador de Políticas Públicas da Secretaria da Agricultura, Eng. Agrônomo, Dilson Bisognin.

Terneros - Uruguay tendrá una producción récord, pero hay que ver si está preparado


La mesa estaba servida para el debate ganadero cuando se levantó el jueves 27 el telón para un nuevo encuentro del ciclo Agro en Foco. El escenario fue el anfiteatro del Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA) en Tacuarembó. Y uno de los temas que encendió la mecha fue la llegada de tres millones de terneros en la próxima primavera, una producción que será un récord para el país
Uno de los anfitriones, el director del Programa de Carne y Lana del INIA, Fabio Montossi, fue muy crítico con el hecho. “Vamos a no vendernos el espejito: los tres millones de terneros llegan por la mano de la naturaleza y no nos preparamos”, sentenció el investigador del INIA.
De alguna manera, al participar en el encuentro organizado por Blasina y Asociados, el Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura (IICA) y El Observador,  estaba desnudando los temores que ya se escuchan respecto a cómo administrar esa riqueza ganadera inédita.
Para el presidente de la Federación Rural (FR), Carlos María Uriarte, “es un salto cualitativo para el que Uruguay está preparado” y advirtió que “Uruguay no puede permitir que el productor pierda. Tenemos la capacidad industrial instalada” para procesar ese crecimiento.
Un desafío para los tres millones de terneros será que los productores puedan alimentarlos bien, pero Uriarte remarcó también la importancia que tendrá la exportación de ganado en pie para aliviar la carga.
Sin embargo, el presidente de la FR enfatizó que “no puede estar esa rienda en el suelo. Hoy está muy mal porque hay más de 100 trámites aprobados y no se pueden usar”.
“El Instituto Nacional de la Carne (INAC) está haciendo un gran trabajo en los mercados de la carne, pero tal vez haya que hacer lo mismo para promocionar en el mundo –con la plata de los uruguayos– las exportaciones de ganado en pie”, dijo el presidente de la FR.
El otro punto que mencionó fue el plan de uso y manejo de los suelos que comenzó a aplicar el gobierno de manera obligatoria y que “liberará 200.000 hectáreas, que serán una oportunidad para mejorar la recría”.
Pero Uriarte adelantó que “se necesitará financiamiento –de acuerdo a la capacidad de pago de cada productor–para preñar esa vaca y criar mientras al ternero”.
La productora Patricia Damiani, quien contó la experiencia de engorde en base a pasturas y granos en su empresa Conpriste Acisa, reconoció que la exportación de ganado en pie “es un recurso para que no baje el precio del ternero”, pero dijo que le parecía “una ironía” y abogó por procesar el ganado en la industria local.
Por su parte, el asesor privado Bernardo Andregnette, aseguró que para saber si los tres millones de terneros llegarán para quedarse “será clave en el futuro la relación flaco/gordo” y agregó que “para que haya más terneros hay que mejorar la cría y la recría”.
En otro momento del debate, el presidente del Frigorífico Carrasco, José Costa, enfatizó que “hay mercado para los tres millones de terneros y estamos en el mejor momento de ventas de carne”, pero recordó que “Hay que mejorar la recría y la invernada, y hacerlo de manera estable. El precio es un componente importante, pero no es el único”.
Enseguida, Uriarte aseguró que “el precio es importante, pero ahora es más importante la productividad que el precio. El precio bajó, pero el dólar también bajó”, y agregó que “debemos incluir al gobierno en esta discusión para saber si habrá un dólar fuerte o débil. Y debemos confiar que lo que nos están pagando por las haciendas es lo correcto”.
El productor y dirigente de la Sociedad de Criadores de Hereford, Alejandro Costa, quien contó cómo hace la recría intensiva por módulos, remarcó que el sistema productivo que desarrolla en la zona de Tupambaé se apoya en tres pilares: el lotus Rincón, donde hace toda la recría de machos; una cría estandarizada; y la suplementación invernal.
Esta apuesta ganadera, que cobra fuerza ante la llegada de los tres millones de terneros, fue avalada en una conclusión del coordinador ganadero de Fucrea, Juan Ignacio Buffa, quien remarcó que los productores ganaderos que obtienen los mejores resultados son “los que tienen más área mejorada, los que gastan más en alimentación”.

Que no castigue al criador

Por otra parte, el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, dijo que el gran desafío de la ganadería es que “si pasamos los tres millones de terneros”, como se espera para la próxima primavera, “ello no redunde en un castigo al criador, que lo lleve a volver a la producción de entre 2,6 millones y 2,7 millones de los últimos años”.
Blasina subrayó también como otro desafío la necesidad de “encontrar un nuevo relacionamiento entre privados, donde el riesgo sea compartido”, en alusión a las divergencias por el lugar donde se pagan las haciendas en las plantas industriales (ver página 5).
“Con la cuarta balanza da la impresión de que todo el riesgo es para el productor, pero en la tercera el riesgo es para la industria. Siempre es mejor un acuerdo entre privados que recurrir a un árbitro estatal, que hoy falla para un lado y mañana puede fallar para el otro”, dijo el consultor, y remarcó que es importante “reconstruir la confianza para sostener el crecimiento ganadero”.
Durante una intervención en Agro en Foco, en la que trazó un panorama de los mercados de la carne, Blasina dijo que “si miramos el índice FAO de los alimentos, en la carne no hay grandes alteraciones ni caídas” y, si bien recordó que los precios de exportación de la carne uruguaya sufren “un leve declive, el negocio no perdió su atractivo”.
Luego de señalar una serie de oportunidades que tiene la ganadería –la cuota 481, los planes de suelos–, el director de Blasina y Asociados advirtió que se generaría un problema por los altos costos si el precio del novillo bajara para mejorar la competencia con Australia y otros países en los mercados externos.
Fonte: agronota.com

Com terra mais disputada, futuro reserva carne mais cara ao Brasil

Prepare o bolso. Os custos de produção sobem, a carne fica mais cara e haverá um realinhamento nesse setor. Os brasileiros, apesar de o País ser um dos maiores produtores de carne no mundo, vão pagar bem mais pelo produto e reduzir o consumo.

Reprodução


DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Um dos segmentos mais afetados será o de carne bovina, pois o Brasil terá um padrão de consumo de países de produção reduzida. O consumo da proteína não estará presente todos os dias nos lares brasileiros e a carne de melhor qualidade será para ocasiões especiais.

Esse cenário se concretizará com mais intensidade no médio prazo, mas já começa a ser sentido. O preço médio anual da carne bovina gira próximo de R$ 100 por arroba há três anos, mas ninguém ganha com o produto nesse patamar: o pecuarista não consegue uma margem de lucro satisfatória.

O resultado é uma estabilidade do consumo anual próximo de 34 quilos por pessoa nos últimos anos.

A avaliação é de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, consultoria que faz um balanço anual do setor há 20 anos por meio da publicação Anualpec, especializada na pecuária.

Ferraz diz que o brasileiro não ficará sem carne, mas haverá um realinhamento no consumo, com crescimento do frango e, com menor intensidade, do suíno --que, apesar disso, não estarão isentos da alta dos custos, que passam a ser o grande inimigo do setor.

O desafio é colocar um produto competitivo no mercado e não diminuir a demanda.

A pastagem, um fator de pouco custo no passado para a pecuária, perde terreno para outras atividades agrícolas, como grãos, cana-de-açúcar e reflorestamento.

Nos últimos dez anos, a pecuária perdeu 7 milhões de hectares e deverá perder outros 13 milhões nos próximos dez, aponta o estudo.

Com isso, o valor dos pastos subiu 451% na última década em Rondonópolis, cidade localizada em Mato Grosso, principal Estado produtor do país. Grande parte dos pecuaristas sai do setor e vai para outras atividades com melhores lucratividades.

PRODUTIVIDADE

A saída é um aumento da produtividade por hectare, o que exige investimentos. Para voltar à margem de lucro da década de 1970, os pecuaristas deveriam produzir dez arrobas por hectare por ano. Produzem quatro.

Luciano Vacari, da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), diz que o pacote tecnológico existente é bom, mas que o produtor não tem renda para adquiri-lo.

Além disso, ao contrário do que ocorre na agricultura, onde o crédito é farto, a pecuária não tem linhas de financiamentos de cinco anos ou mais, como exige a atividade.

O setor agropecuário passa por rápidas mudanças e em breve as fazendas, incluindo máquinas e meios de produção, serão controladas diretamente de centros de operação instalados nas grandes cidades, diz Ferraz.

Esses novos tempos exigem dinheiro e conhecimento, o que vai retirar boa parte dos pequenos e médios produtores do campo.

Quanto ao capital, ele poderá vir de fundos de investimento. No caso do conhecimento, no entanto, não será fácil para o país, tendo em vista o patamar de educação atual, afirma ele.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

'Chegou a hora de convencer'

Gisele Loeblein

Quando o projeto de lei (PL) que trata sobre a rastreabilidade bovina do rebanho gaúcho chegar à Assembleia Legislativa — o que deve ocorrer entre hoje e amanhã — , começa a contagem regressiva para a concretização de uma proposta desenhada pela Secretaria da Agricultura ao longo dos dois últimos anos.

Para isso, será necessário, primeiro, convencer os deputados estaduais da relevância de tal identificação, programada, agora, para iniciar em janeiro de 2014, com animais nascidos a partir dessa data. A estimativa da Câmara Setorial da Carne é de que, no primeiro ano de execução, 2,5 milhões de exemplares sejam brincados— ou seja, recebam os brincos de identificação. Para chegar a 100% do rebanho de 13,8 milhões de bovinos e bubalinos, seriam necessários cinco anos.

A estimativa do secretário de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, é de que o PL seja votado dentro de um período de dois meses.

Com a lei, a identificação dos animais passa a ser obrigatória e subsidiada pelo Estado — ao custo anual de R$ 15 milhões, considerado o custo de R$ 3 a R$ 4 do brinco com o dispositivo. O contra-argumento para esse gasto adicional a ser absorvido pelos cofres públicos, os dados de que, todos os anos, o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões em ICMS por conta dos 500 mil abates informais no período, conforme dados da Câmara Setorial da Carne.

A constitucionalidade da iniciativa, por conta da obrigatoriedade, é questionada por entidades como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul). O secretário afirma o que o projeto trabalha, na verdade, com a identificação dos animais. A questão conceitual tem relação com lei federal que determina a adesão voluntária à rastreabilidade.

— O sistema de identificação será uma ferramenta da rastreabilidade — completa Anna Suñé, coordenadora da Câmara Setorial da Carne.

ZERO HORA

Renda maior faz crescer apetite por carnes nobres


“Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira”, diz especialista

 Dispostos a pagar mais pela garantia de maciez, sabor e origem da carne, os consumidores sofisticaram seus cardápios e passaram a ficar mais atentos a rastreabilidade, marcas e rótulos de cortes nobres. Ao comprovar a relação direta entre renda pessoal e consumo de proteína animal, os brasileiros fazem crescer o mercado de carne premium – puxado especialmente por raças bovinas britânicas, carré de cordeiro e picanha suína.
Considerando todas as carnes, o consumo médio per capita no Brasil neste ano deve ser de 94 quilos, conforme a consultoria em agronegócios Informa Economics FNP. O volume consumido é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 quilos. À medida que mais pessoas ascenderam economicamente no país, as condições de acesso a esses alimentos também cresceu.

– Quanto maior a renda, maior o consumo de carnes e de produtos mais caros, como os cortes de primeira – ressalta o zootecnista Alex Lopes, consultor da Scot Consultoria.

Para Lopes, a tendência de vender a carne não apenas pelo peso, mas pela classificação do produto, deve se consolidar nos próximos anos:
– A carne deixará de ser uma commodity para ser classificada conforme a carcaça, índice de marmoreio, idade do animal e marca do produto.

fonte: Zero Hora

domingo, 7 de julho de 2013

Programa de Premiação Angus Marfrig

Tabela Nacional



A remuneração diferenciada acontece por meio da tabela de Premiação Angus Marfrig
Padrão Animal
RaçaAngus e Cruza Angus
Grau de sangueMínimo 50% Angus
IdadeInteiros-dente de leite / castrados e fêmeas – até 2 dentes
Peso Mínimo225 Kg carcaça p/ machos (15 @) – 195 Kg carcaça p/ fêmeas (13 @)
Grau de AcabamentoMediano – mínimo




Premiação Angus Marfrig
SexoPeso MínimoGordura UniformeGordura MedianaGordura Escassa ou ausente
Machos
240 kg10%7%$ Boi Balcão
225 a 239,9 Kg8%5%$ Boi Balcão
Fora das Categorias Acima0%0%$ Boi Balcão
Fêmeas
240 kg@Boi +8%@Boi +5%$ Vaca Balcão
225 a 239,90 Kg@Boi +6%@Boi + 3%$ Vaca Balcão
195 a 224,90 Kg@Boi +2%@Vaca +3%$ Vaca Balcão
Fora das Categorias Acima0%0%$ Vaca Balcão
*Preço Balcão da Unidade de Abate

TecnoCarne potencializa expansão da indústria frigorífica




TecnoCarne potencializa expansão da indústria frigorífica 
Maior feira da América Latina voltada para o mercado de processamento de proteína animal traz novidades e tendências em produtos, equipamentos e serviços

A agropecuária brasileira vive um excelente momento econômico. Nos primeiros cinco meses desse ano, as exportações de carne bovina atingiram o recorde de R$ 5,3 bilhões, 15% superior ao mesmo período de 2012. Aproveitando esse boom, a cidade de São Paulo vai receber em agosto a 11ª edição da TecnoCarne, maior feira da América Latina do setor de processamento de proteína animal.

Nos três dias de evento, são esperados cerca de 25 mil visitantes para conhecer as novidades das mais de 650 marcas expositoras diretas e indiretas. Uma das propostas desta edição é trazer tecnologias sustentáveis, que gerem economia de custos e de uso de matérias-primas.

No evento, toda a cadeia produtiva da indústria da carne estará representada, como fabricantes de ingredientes, insumos e aditivos, embalagens, automação, refrigeração, logística, equipamentos, acessórios, tratamento de efluentes, higienização e demais produtos e serviços. Um cenário perfeito para quem quer conhecer as novidades e tendências do setor frigorífico e fazer negócios.

Neste ano, a TecnoCarne também vai contar com eventos paralelos. No dia 14, haverá o Meat Market 2013, ciclo de palestras sobre cenários e tendências para a indústria da carne, que já tem participação confirmada de Francisco Sérgio Turra, presidente da Ubabef (União Brasileira de Avicultura), e Luis Madi, diretor do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos). Eles vão debater, respectivamente, a conjuntura econômica do mercado de aves e as tendências em inovação para o mercado de carne.

Mais informações sobre a feira podem ser encontradas no site oficial www.tecnocarne.com.br ou na página do Facebook www.facebook.com/tecno.carne 


Credenciamento antecipado

O credenciamento para a feira já está disponível no site www.btsmedia.biz/credenciamento e quem se cadastrar até 10/7 receberá o crachá no endereço indicado. Após essa data, a credencial poderá ser retirada no guichê da feira.

Agrolink com informações de assessoria

Marfrig Group amplia bonificações de animais Hereford e Braford nas regiões Sul e Centro-Oeste

O Marfrig Group e a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) lançaram as novas tabelas de bonificação para produtores do Programa Carne Certificada Pampa nas regiões Sul e Central do Brasil.


Entre as novidades para o Rio Grande do Sul, destaca-se a inclusão de fêmeas seis e oito dentes no programa, quando, a partir de segunda-feira, esses animais poderão atingir até 2% acima do preço de machos (boi). Machos de seis e oito dentes também receberão bonificação até 4%. Animais jovens (até quatro dentes) poderão receber até 10% de bonificação acima do preço de mercado, sendo que fêmeas também serão referenciadas com preços de animais machos.
A fim de suprir a demanda de mercado para produtos com qualidade superior, foi lançada a nova tabela de bonificação para produtores para a região central do Brasil. Em vigor desde 1–º julho de 2013, a tabela prevê uma bonificação que pode chegar até 10% sobre o preço de balcão para machos com gordura uniforme e até 8% acima do preço de boi para fêmea para animais enquadrados no programa. As tabelas também valorizam os animais de gordura mediana (3 mm) característica de animais terminados a pasto. Para receber os benefícios do programa nessas regiões o produtor deve entrar em contato com a ABHB para obter maiores esclarecimentos de como proceder para abater seus animais.
Ainda com o propósito de incentivar os produtores de Hereford e Braford e aumentar a oferta de matéria-prima no Brasil central, o Marfrig está lançando o novo programa de fomento para as raças para a temporada de reprodução, que inicia na primavera de 2013, a exemplo de outras iniciativas semelhantes na empresa, o fomento apoiará criadores para utilização de técnicas de inseminação artificial com sêmen de reprodutores Hereford e Braford, adquiridos em centrais de inseminação credenciadas no Mapa.
“Queremos incentivar a produção de carne de qualidade para ampliar cada vez mais o fornecimento de carcaças padronizadas e peças de alto valor agregado, fazendo com que a rentabilidade do pecuarista aumente e que o consumidor perceba esse valor”, comenta James Cruden, CEO do Marfrig Beef.
Para o presidente da ABHB, Fernando Lopa, essa é um grande conquista para o programa e uma vitória para a cadeia produtiva da carne, uma vez que as novas tabelas abrem um espaço para um número maior de criadores e incentiva o uso da genética HB, bonificando todas as faixas de idade de animais.
“Teremos um número maior de animais certificados aptos a ganhar o selo Hereford e mais produtores produzindo animais para o programa de certificação pelo incentivo, através da bonificação de animais de seis a oito dentes e o programa de fomento, que está sendo dado pelo Marfrig. Esse é mais um grande passo dado pelo Programa Carne Certificada Pampa, que, com pioneirismo, lançou a certificação de carcaças em nível industrial no Brasil”, comenta Lopa. O dirigente ainda aponta como vantagens da utilização de genética HB a docilidade, o consumo menor e a produção de carcaças pesadas terminadas no mesmo tempo que outros cruzamentos com raças britânicas e compostas, o que agrega mais rentabilidade para o produtor.
Durante a última Feicorte (SP) a ABHB lançou o novo selo de Carne Certificada Hereford, que integra o Programa Carne Certificada Pampa, e será encontrado nas marcas de carne para atestar a origem dos animais e o sabor e maciez característicos de animais da raça Hereford.
O novo selo traz a renovação do programa de carne de qualidade mais antigo em funcionamento no país, em um momento de expansão, que registrou crescimento de 48% em 2012, em relação a 2011, ao atingir 56 mil animais certificados e com as novas bonificações e fomento a entidade pretende expandir definitivamente os abates, antes muito centralizados no Rio Grande do Sul, para o Mato Grosso do Sul e em São Paulo e, até o final do ano, a intenção é expandir para o Mato Grosso e Goiás, de forma a atingir 100 mil animais certificados por ano a partir de 2013.
“O Hereford é conhecido mundialmente por produzir uma carne extremamente saborosa, fato que comprovamos no Rio Grande do Sul, pois quando o Restaurante Vermelho Grill passou a usar exclusivamente Carne Certificada Hereford ganhou o prêmio dado pela revista Veja, de melhor churrascaria de Porto Alegre. O novo selo vai ajudar o consumidor a identificar as marcas que possuem essa característica”, comemora Lopa.
Além da expansão dos abates, a Carne Certificada Hereford registra aumento no consumo, como exemplo a entidade cita a cidade de São Paulo, que, em 2012, tinha apenas dois pontos de venda e, em 2013, já conta com 15. A carne certificada pode ser encontrada sob diversas marcas nas principais redes de varejo do Rio Grande do Sul.
 fonte: MinuanoOnline