sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Farsul e Polícia Civil assinam protocolo para combate ao abigeato

Intenção é desenvolver software para cadastro de marcas

Estado, entidade do setor rural e órgão de segurança unidos
Estado, entidade do setor rural e órgão de segurança unidos
Crédito: Marco Quintana/Especial FS
A Polícia Civil e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) assinaram, na quarta-feira, um protocolo de intenções para viabilizar o desenvolvimento, em conjunto, de um software para dispositivos móveis, como os aparelhos celulares, para auxiliar no combate ao abigeato. O aplicativo vai proporcionar uma plataforma na qual os produtores rurais poderão cadastrar suas marcas, facilitando a identificação de animais que forem encontrados em situação suspeita. A ideia surgiu a partir de recorrentes reclamações dos produtores sobre a insegurança no campo. 
O vice-governador, José Paulo Cairolli, destacou que “o que a Farsul está fazendo é modernizar a relação do campo com a polícia e dar mais agilidade no combate ao crime”. Adiantou que, até o fim do ano, haverá a possibilidade de efetuar o registro on-line de ocorrências de furto abigeato. 
O chefe de Polícia, delegado Émerson Wendt, explicou que, com a inserção de informações em um ambiente virtual, o trabalho da polícia será mais eficaz no combate ao abigeato: “O policial poderá identificar rapidamente os animais, sem manuseio de livros ou papéis, e assim dar um maior retorno ao produtor rural”. Wendt ainda destacou a importância dessa proposta conjunta como um processo colaborativo de melhoria na área da segurança. 
O ato de assinatura do protocolo ocorreu na Expointer e contou, também, com a presença do secretário da Agricultura, Irrigação e Pecuária, Ernani Polo; o deputado federal Afonso Hamm (PP), o deputado estadual Frederico Antunes (PP); e o delegado de polícia João Goulart, diretor do Departamento de Polícia do Interior. 
fonte: Folha do Sul

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Principais indicadores do mercado do boi – 01-09-2016

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
31/08/16Diferença
30/Ago24/Ago29/Jul/16
Boi Gordo – Esalq/BM&F à vistaR$ 148,630,04%-0,91%-3,20%
Bezerro – Esalq/BM&F à vistaR$ 1.301,060,37%3,93%1,02%
Margem bruta na reposiçãoR$ 1.151,34-0,33%-5,87%-7,56%
Boi Gordo – em dólaresUS$ 45,880,42%-1,01%-3,24%
DólarR$ 3,24-0,38%0,10%0,04%
Fonte: Esalq/BM&F, Bacen, elaboração BeefPoint
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,04%, nessa quarta-feira (31) sendo cotado a R$ 148,63/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 150,50.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro apresentou alta de 0,37%, cotado a R$ 1301,06/cabeça nessa quarta-feira (31). A margem bruta na reposição foi de R$ 1151,34 e apresentou baixa de 0,33%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na quarta-feira (31), o dólar apresentou baixa de 0,38% e foi cotado em R$ 3,24. O boi gordo em dólares registrou valorização de 0,42%, sendo cotado a US$ 45,88. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 31/08/16
Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados 
Ago/16149,14-0,172.556512 
Set/16149,60-1,284.031468 
Out/16152,48-1,2114.3392.766 
Nov/16153,95-1,222.006255 
Dez/16154,25-1,251.47496 
Jan/17155,45-1,261080 
Fev/17150,99-1,2000 
Mar/17147,71-1,2252836
Abr/17157,54-1,291450 
Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F – Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F – Estado de MS
DataÀ vista
R$/@
A prazo
R$/@
DataÀ vista
R$/cabeça
A prazo
R$/cabeça
23/08/16147,85149,0023/08/161252,061282,24
24/08/16150,00149,7724/08/161251,841273,66
25/08/16149,61150,3725/08/161273,061271,78
26/08/16149,51149,9526/08/161264,031282,94
29/08/16149,37151,8329/08/161259,581283,96
30/08/16148,57148,4530/08/161296,291303,97
31/08/16148,63150,5031/08/161301,061308,75
Fonte: Esalq/BM&F, elaboração BeefPoint.
O contrato futuro do boi gordo para ago/16 apresentou baixa de R$ 0,17 e foi negociado a R$ 149,14 em relação ao dia anterior.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para ago/16
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
31/08/16Diferença
30/Ago24/Ago29/Jul/16
Traseiro (1×1)R$ 11,100,00%0,91%11,00%
Dianteiro (1×1)R$ 7,500,00%-1,32%-1,32%
Ponta AgulhaR$ 7,600,00%0,00%0,00%
Equiv. FísicoR$ 159,480,00%1,32%10,29%
Spread Eq. Físico/EsalqR$ 10,85-0,55%46,62%-221,36%
Fonte: Boletim Intercarnes, elaboração BeefPoint
No atacado da carne bovina, o equivalente físico foi fechado a R$ 159,48. O spread (diferença) entre os valores da carne no atacado e do indicador do boi gordo foi de R$ 10,85 e sua variação apresentou baixa de R$ 0,06 no dia. Conforme mostra a tabela acima.

Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
O Spread é a diferença entre os valores da carne no atacado e do Indicador do boi gordo. Desta forma, um Spread positivo significa que a carne vendida no atacado está com valor superior ao do boi comprado pela indústria, deixando assim esta margem bruta positiva e oferecendo suporte ou potencial de alta para o Indicador, por exemplo.
fonte: BeefPoint

Cotações do boi se mantém estáveis em SP, mas aumentam expectativas de alta com necessidade de reposição dos estoques de carne

Margens de frigoríficos melhoram, porém continuam abaixo da média histórica
O mercado do boi gordo continua travado, ainda sem oferta para abastecer as indústrias e sem grandes números de consumo para que esta tendência mude a curto prazo, como aponta o analista Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria.
Os negócios em São Paulo hoje giram em torno de R$150/@ a R$151/@, com algumas indústrias pressionando o mercado e pagando cerca de R$149/@, mas ainda não de forma expressiva.
As indústrias continuam pulando dias de abate. Se houvesse maior demanda, os volumes de abate estariam melhores, acredita o analista.
Na segunda quinzena do mês, a falta de oferta e a pouca entrega de boiada enxugou o estoque de carne, dando fôlego e melhorando as margens. “É esperado que isso dê fôlego para o consumo e há possibilidade de a carne bovina subir. Se isso acontecer, pode ser que as margens melhorem e abra espaço para frigoríficos pagarem mais pela arroba”, diz.
A demanda, por sua vez, não deu nenhum sinal de melhora. As indústrias frigoríficas conseguiram ajustar o preço da carne com osso, mas na primeira semana do mês deve ter mais ajustes na demanda. 
O mercado futuro de outubro e novembro entre R$155/@ e R$156/@. Perdeu consistência de melhora, mas ainda é um mercado que está barato, como aponta o analista.
Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

Paraná vai retomar exportação de gado vivo e carne para o Líbano

Decisão libanesa foi baseada no aval da OIE e na inexistência de casos de EEB no estado
O Paraná poderá retomar os embarques de gado vivo e de carne bovina para o Líbano, graças à decisão tomada pela direção de Recursos Animais do Ministério da Agricultura daquele país. A liberação foi baseada em dados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que descartaram a ocorrência de novos casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da “vaca louca”, no estado. As importações libanesas serão reiniciadas nas próximas semanas, assim que a medida for oficializada.
 
O embargo a esses produtos vinha sendo aplicado desde 2012, com base em caso atípico da EEB registrado no Paraná. 
 
Em 2014, o Líbano importou US$ 343 milhões de gado vivo. Desse total, US$ 128 milhões foram do Brasil. Já os embarques de carne bovina in natura brasileira para aquele mercado somaram US$ 14,2 milhões, no ano retrasado.
 
A liberação da restrição foi assinada pelo titular da direção de Recursos Animais do Líbano, Akram Chehayeb, no dia 22 de agosto. 
 
Com o fim do embargo, a importação de gado vivo e carne pelos libaneses seguirá as normas fixadas nos acordos sanitários existentes entre o Brasil e aquele país.

fonte: MAPA

Caixa lança pacote para facilitar crédito a produtores rurais

Banco quer elevar sua carteira agrícola de R$ 7,8 bi para R$ 10 bi.
Medidas visam agilizar e simplificar o acesso ao crédito rural.

Para elevar sua carteira agrícola dos atuais R$ 7,8 bilhões para R$ 10 bilhões, a Caixa Econômica Federal decidiu lançar um pacote para facilitar os desembolsos do crédito rural. Segundo o banco, as medidas estão alinhadas ao plano lançado pelo Ministério da Agricultura para diminuir a burocracia e a ineficiência dos processos de agronegócio.
A Caixa passará a aprovar automaticamente operações de até R$ 500 mil nas próprias agências do banco para projetos simplificados de custeio agrícola, por meio da linha custeio fácil, e fará análise remota da área produtiva por meio de imagem de satélite. A partir de outubro, o banco oferecerá aprovação automática para clientes nas linhas de custeio agrícola (até R$ 1 milhão) e custeio pecuário (R$ 500 mil). A instituição afirma, em nota, que todos os documentos das operações serão digitalizados, desde a análise do pedido até sua aprovação e posterior fiscalização.
O banco estatal entrou no crédito rural - carro-chefe do concorrente Banco do Brasil - em setembro de 2012. No início, a Caixa só oferecia linhas de financiamento de custeio e investimento para produtores de milho, soja e pecuária de corte e leite, em apenas 62 municípios de oito Estados. Atualmente, quatro anos após o ingresso no mercado, a Caixa oferece um portfólio amplo de produtos para financiar a produção em 1.255 municípios.
Em quatro anos, mais de R$ 17,6 bilhões foram concedidos para produtores individuais, cooperativas e agroindústrias, por meio de linhas de custeio, investimento e comercialização, com recursos obrigatórios de depósito à vista e funding do BNDES. Em custeio, a Caixa concedeu mais de R$ 13 bilhões, representando 75% da carteira, voltados para as culturas de soja, milho, algodão, arroz, feijão, amendoim, mandioca, sorgo, girassol, e trigo, entre outras. Na pecuária, a Caixa financia a suinocultura, avicultura e bovinocultura de corte e leite, com 25% do mercado de financiamento.
"O agronegócio é responsável por cerca de um terço do PIB brasileiro e tem extrema relevância na balança comercial. Ao financiar este setor, a Caixa reafirma o seu papel de parceira estratégica do Estado brasileiro, contribuindo para a geração de emprego e renda em toda a cadeia produtiva do agronegócio", afirmou, em nota, o vice-presidente de negócios Emergentes da CAIXA, Fábio Lenza.
fonte: Caixa Federal

Brasil diversifica exportações de gado para a Turquia


A partir de agora, país pode embarcar para aquele mercado bovinos destinados ao abate, além de animais para engorda


O Brasil vai diversificar e ampliar as exportações de gado para a Turquia. Nesta segunda-feira (29), os dois países concluíram a negociação para o estabelecimento de protocolo sanitário específico para exportação de bovinos destinados ao abate imediato. A expectativa do setor exportador brasileiro é embarcar, até o final deste ano, cerca de 100 mil cabeças para abate naquele país.
O acordo é resultado de negociações entre o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e as autoridades veterinárias turcas. O protocolo é vantajoso para ambas as partes, porque exigirá um número menor de exames, além de reduzir o período de quarentena. Isso, assinala o departamento, diminui o custo de produção.
Há também, assinala a DSA, a tendência de que essas exportações agreguem valor, porque os animais a serem embarcados deverão ser machos “terminados”, com peso superior a 450 quilos.
“A homologação deste novo acordo zoosssanitário só foi possível por causa do reconhecimento, pelo Serviço Veterinário Turco, da credibilidade e eficiência da certificação veterinária firmada pelo Mapa, responsável por atestar o fiel cumprimento dos requisitos sanitários estabelecidos para importação de gado pela Turquia”, ressalta o diretor do DSA, Guilherme Marques.
O Mapa quer diversificar ainda mais o comércio de animais e seus produtos com a Turquia. “O DSA está promovendo gestões junto ao Serviço Veterinário Turco para que o Brasil possa exportar produtos como embriões, sêmen e carne bovina”, diz Marques.
Acordo para venda de gado de engorda
O protocolo estabelecido nesta segunda-feira decorre de acordo feito entre o Mapa e as autoridades veterinárias turcas, em agosto de 2015, para exportação de gado destinado à engorda no país euro-asiático.
O acordo firmado no ano passado possibilitou ao Brasil retomar, em 2016, as exportações de bovinos para o mercado turno. De janeiro a junho deste ano, o país embarcou 86.005 cabeças para a Turquia, avaliadas em cerca de US$ 50 milhões.
O fechamento do acordo em 2015 foi comemorado pelo segmento exportador de gado, já que permitiu compensar as enormes perdas em decorrência da crise econômica Venezuela. Até o fim de 2014, o mercado venezuelano era o principal parceiro comercial do Brasil na compra de gado vivo, chegando a representar mais de 90% do total volume das exportações brasileiras.
A partir deste ano, a Turquia se consolidou como principal cliente brasileiro, tendo sido responsável pela importação de 61,8% dos bovinos exportados pelo nosso país.
Fonte: Mapa

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Precocidade à prova em Concurso de Carcaça Angus no Paraná

concurso_carcaca
Animais extremamente jovens e, mesmo assim, com pesos excelentes e expressivos escores em rendimento marcaram o Concurso de Carcaças Angus realizado durante a programação da 41º Exposição-Feira Agropecuária e Industrial de Guarapuava (Expoguá), no Paraná. O abate, realizado de 8 a 11 de agosto em parceria entre a Associação Brasileira de Angus e CooperAliança, coroou o trabalho do criador Antônio Zancanaro, da Fazenda Rio da Paz, do município de Cascavel. Seus animais atingiram o maior rendimento entre os machos, ao alcançar média de 276 quilos para exemplares de 11 meses de idade e rendimento de 56,67%, totalizando 103,5 pontos.
Entre as fêmeas,vitória para o criador Augustinho Passaúra, do município Turvo. Os animais, com média de 214 quilos para 13 meses de idade, tiveram um rendimento de 54,84%, totalizando 108,33 pontos. O criador também foi vice-campeão no concurso entre os machos com lote que alcançou 95,50 pontos ao obter peso médio de 269 quilos e 12 meses de idade.
A 3º edição do Concurso contou com a participação de 220 animais, sendo 134 machos e 86 fêmeas. A disputa tinha por objetivo uma imersão no frigorífico, onde os criadores podiam avaliar seu trabalho em números direto no gancho. Os ganhadores foram aqueles que obtiveram melhores escores de classificação de carcaças dentro do regramento do Programa Carne Angus Certificada. Os critérios de pontuação eram Idade (Hiper/Super/Precoce), peso de carcaça, acabamento, conformação, rendimento de Carcaças e contusões.

Crédito: Fábio Medeiros

Quais são os países que mais consomem carne bovina do mundo?

O consumo de carnes está relacionado aos padrões de vida, dieta, produção pecuária e preços, bem como às incertezas macroeconômicas e choques ao Produto Interno Bruto (PIB). Comparado com outras commodities, a carne é caracterizada por altos custos de produção e altos preços de produção.
A demanda por carnes está associada com maiores rendas e mudanças – devido à urbanização – no consumo de alimentos que favorecem maiores proteínas de fontes animais na dieta.
Confira abaixo o indicador da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para consumo de carne bovina e de vitelo. O consumo é medido em mil toneladas de peso carcaça e em quilos de peso no varejo per capita. O fator de conversão de peso carcaça para peso varejo é de 0,7.
Confira os dados, referentes a 2015, no gráfico 

E na tabela abaixo:

Autor: AGROLINK

Parque Assis Brasil começa a receber animais para a Expointer 2016


PORTO ALEGRE,RS,BRASIL 20.08.2015: O secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, participou nesta manhã da chegada dos animais no Parque de Exposições Assis Brasil. Foto: Daniela Barcellos/palácio piratini

A cinco dias da abertura dos portões do Parque de Exposições Assis Brasil para a 39ª Expointer, o trabalho é intenso para receber os animais, as grandes atrações de uma das maiores mostras agropecuárias da América Latina. Há ainda novidades no maquinário e nas tecnologias para o produtor rural. A feira começa no próximo sábado (27) e vai até o dia 4 de setembro.
A entrada dos animais de argola será a partir das 8h de segunda-feira (22). Na terça-feira, será das  6h a meia-noite, ocorrendo até sexta-feira.  Os rústicos, que vão à comercialização, poderão ingressar durante todo o período da mostra agropecuária.
Neste ano são 4.285 animais de argola de 156 raças inscritos nas competições. As categorias que registraram maior crescimento são os bovinos de corte, 1,66%, e os bubalinos, 71,43%. A maior redução se deu entre os zebuínos, com queda de 62%. Em 2015, foram 4.758 exemplares de 169 raças. Neste ano são 2.087 rústicos ante os 2.346 que foram levados à feira no ano passado.
Todos os animais deverão estar acompanhados da Guia de Trânsito Animal (GTA) e estar em dia com as exigências sanitárias de acordo com a espécie, lembra o responsável pelos serviços de exposições e feiras da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Pablo Charão. .
A expectativa dos organizadores é de pelo menos repetir os números de 2015, quando a comercialização chegou a R$ 1,70 bilhão.  “Mais uma vez teremos pela frente uma grande feira, onde o melhor de nossa agropecuária estará à mostra, demonstrando também a importância do papel do setor primário na economia gaúcha”, afirmou o secretário da Agricultura, Ernani Polo.
Na avaliação do presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, mesmo num momento de retração da economia, a feira tem por si seu brilho próprio. Segundo ele, a mostra terá reflexos nas 32 grandes exposições que ocorrerão na primavera gaúcha. 
Novidades
Entre as melhorias estão a reforma geral do pavilhão do gado leiteiro, um novo reservatório de água (com capacidade para 50 mil litros), reforma de calhas, telhas e platibandas no Pavilhão do Gado de Corte, e a construção de uma capela ecumênica.
O parque
Localizado a 25 quilômetros de Porto Alegre, o parque foi inaugurado em 1970 e tornou-se sede oficial da Expointer em 1972. Recebeu o nome de Parque de Exposições Assis Brasil em 1977, em homenagem a um dos mais importantes políticos e produtores rurais do estado no começo do século 20.
As três grandes esferas com as cores do Rio Grande do Sul, que se tornaram símbolo da Expointer, foram doadas pelo governo da então Alemanha Ocidental, em 1974.
O local oferece ampla infraestrutura para visitantes e expositores, distribuída em 141 hectares. Conta com 45,3 mil m² de pavilhões cobertos, 70 mil m² de área de exposição, nove espaços para leilões, auditórios, 19 locais para julgamentos, 10 mil vagas para estacionamento, postos médicos, restaurantes, agências bancárias e internet.
Texto: Eliane Iensen Foto: Daniela Barcellos/palácio piratini

sábado, 20 de agosto de 2016

Controle sanitário para entrar na Expointer


As normas sanitárias para ingresso na Expointer 2016 não mudaram desde a última edição. Entretanto, é preciso reforçar aos produtores que irão levar bovinos para a feira que alguns requisitos são fundamentais para evitar o transtorno de não ter um exemplar admitido na exposição.  Além da apresentação de documentos comprobatórios de sanidade, conforme legislação federal, os animais devem estar em boas condições de saúde, sem sinais de doença e livres de parasitas.
Um destes parasitas é o carrapato, que provoca a Tristeza Parasitária Bovina (TPB). Trata-se da doença que mais causa prejuízos ao rebanho bovino no Rio Grande do Sul, com valores estimados em R$ 350 milhões por ano. Um dos entraves para o controle é que o carrapato vem apresentando resistência aos principais produtos para tratamento disponíveis no mercado. “O monitoramento é fundamental para impedir o alastramento do parasita, ainda mais em se tratando de uma feira internacional, como é a Expointer”, alerta Ivo Kohek Júnior, coordenador do Grupo Técnico do Carrapato/TPB na Secretaria da Agricultura.
O GT foi criado este ano pela Seapi , com o objetivo de esclarecer e orientar produtores para que o uso dos produtos disponíveis seja feito da melhor forma.  O grupo, que vai se reunir durante a Expointer, está elaborando um manual com algumas novidades sobre tratamentos e controle. A tristeza parasitária bovina é mais grave no Rio Grande do Sul do que em outros estados brasileiros por conta da presença de gado europeu, que é mais suscetível aos ataques do carrapato, ao contrário dos animais zebuínos que são mais resistentes.
O presidente do Fundesa, Rogério Kerber afirma que sempre em que o assunto sanidade é pauta, o papel do produtor é fundamental. “Por mais políticas públicas que existam, por mais recursos que entidades invistam, se o produtor não tiver a consciência de que precisa aplicar tratamentos e prevenções da forma adequada, o trabalho não será bem feito”.
Um evento internacional sobre o tema, promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS também vai abordar o assunto. O V Fórum de Responsabilidade Técnica e Sanidade na Produção Animal: Os Desafios do Controle do Carrapato será realizado no dia 1º de setembro das 14h às 17h no auditório da Federacite.
É necessário para  o ingresso na feira:
Guia de Trânsito Animal (GTA)
Atestado negativo para tuberculose e brucelose*
Não ter ectoparasitas (ex.: carrapato)
Não ter nenhuma doença infectocontagiosa (ex.: verrugas)
*Válido até o fim da feira
fonte: Correio de Noticias

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Governo lança força-tarefa para tentar reduzir abigeatos no RS

Lançamento da força-tarefa contra abigeatos. Foto: Rodrigo Ziebell/SSP
Um crime pouco falado mas muito cometido, o abigeato (furto de animais de propriedades agrícolas) será alvo de uma força-tarefa das forças policiais gaúchas. Uma força-tarefa foi lançada hoje (19) em Rosário do Sul para combater esse tipo de crime.
Instalada na Polícia Civil de Rosário do Sul, a operação irá atender a sete delegacias de polícia do interior das cidades de Santa Maria, Alegrete, Bagé, Santana do Livramento, Pelotas, Santiago e São Luiz Gonzaga. A atuação será nas regiões de fronteira, abrangendo 60 municípios com maior incidência de crimes rurais.
A equipe será composta por um delegado e sete agentes policiais, além de dois agentes especializados em agropecuária e um veículo, cedido pela Seapi (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação).
Segundo o secretário Wantuir Jacini, esta é uma ação de grande importância porque vai combater uma prática que prejudica e coloca em risco o produtor rural. “Esta força-tarefa tem o foco na investigação do crime organizado. É uma ação integrada em resposta à sociedade”, explicou. A ação faz parte da segunda fase do Plano da Segurança Pública, lançado em junho.
fonte:Plantão RS

Dia de Campo Charolês Figueira