sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Oferta de boi segue restrita e preços da arroba e carne batem recordes

Os preços da arroba do boi gordo foram impulsionados pela baixa oferta de animais prontos para o abate, levando o indicador à vista Esalq/BM&FBovespa a R$ 101,35/@, com valorização de 5,32% na semana. O valor se aproximou do maior valor real (deflacionados pelo IGP-DI) da série deste indicador. Conforme série deflacionada do Cepea, a maior média mensal do indicador é de R$ 102,99, de novembro de 1999.

O indicador a prazo teve alta de 5,96% no período, sendo cotado a R$ 102,88/@, o maior valor registrado na série histórica do indicador. Em relação ao ano passado, a variação acumulada é de +31,51%. Em 20 de outubro de 2009, a arroba do boi gordo a prazo foi cotada a R$ 78,23/@.

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo



Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Diferente da direção que vinha tomando, a moeda norte americana acumulou alta de 1,09% na semana. Com isso, a arroba do boi gordo em dólares registrou variação positiva de 4,18% no período, sendo cotada a US$ 60,59.

Na BM&FBovespa, os contratos de boi gordo continuam a sequência de alta. O primeiro vencimento outubro/10 fechou a R$ 103,19/@ no pregão da última quarta-feira, acumulando valorização de R$ 5,43 na semana. Os contratos que vencem em novembro/10 tiveram variação positiva de R$ 5,85, fechando a R$ 103,86/@.

O mercado ainda apresenta tendência de alta, visto que o volume de boi gordo que deve entrar no mercado até dezembro será baixo. Já em janeiro e fevereiro, a entrada de um maior volume de boi de pasto deve fazer com que o mercado registre queda, o que já pode ser notado em partes pelos contratos da BM&FBovespa para esses vencimentos, que estão abaixo de R$ 100,00/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa e contratos futuros de boi gordo (valores à vista), em 13/10/10 e 20/10/10



A oferta de boi pronto para abate ainda continua muito restrita, o que tem dado firmeza ao mercado e elevado as cotações. Frigoríficos ainda encontram dificuldade para comprar animais e as escalas seguem curtas.

Enquanto isso, produtores aproveitam os preços elevados para recuperar perdas anteriores.

O leitor do BeefPoint, José Antonio H. Castilho informou que na região de São José do Rio Preto/SP o lote de boi gordo para abate está sendo comercializado há R$ 105,00, enquanto a vaca gorda está valendo R$ 100,00/@.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
http://www.beefpoint.com.br/formularios/mercado-reposicao/

A redução do número de abates pelos frigoríficos de diversas regiões tem reduzido a oferta de carne disponível no mercado, levando os preços no atacado a valores recordes. O consumidor já está sentindo essa alta e se a arroba do boi continuar subindo os preços da carne terão que acompanhar. A questão é: o consumidor está disposto a pagar por isso?

No atacado paulista, o traseiro foi cotado a R$ 8,10, o dianteiro a R$ 5,30 e a ponta de agulha a R$ 5,20. O equivalente físico registrou valorização de 6,57% na semana, sendo calculado a R$ 99,47/@ na última quarta-feira (20/10). Diante desta valorização, o spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 1,88/@.

Fabiano Tito Rosa, Gerente de mercado do Minerva, comentou em seu twitter que "se a carcaça realmente chegar a 105 pilas significa que ainda tem espaço para os frigoríficos de carne com osso pagarem mais no boi".

Tabela 2. Atacado da carne bovina



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 720,54/cabeça, com desvalorização de 0,25% na semana. Com o boi gordo registrando forte valorização nos últimos dias, a relação de troca melhorou ficando em 1:2,32, alta de 5,58% no período.

Gráfico 4. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista x relação de troca (boi gordo de 16,5 por bezerros)



Nesta semana, a margem bruta na reposição apresentou uma alta acumulada de 9,97%, sendo calculada em R$ 951,74. A margem bruta na reposição é a diferença da venda de um boi gordo de 16,5@ e compra de um bezerro de reposição, este valor é o que será utilizado para investimentos na atividade, pagamento de contas e salários e lucro.

Gráfico 5. Margem bruta na reposição



FONTE: BEEFPOINT

Boi: Mercado físico mostrou-se mais calmo

Hoje, o mercado físico mostrou-se mais calmo e após fortes reações registradas ontem, manteve a maior parte das ofertas nos mesmos patamares, em um clima de absorção dos novos patamares de preços.
As escalas, no entanto, não apresentaram muita melhora e em São Paulo ainda atendem 4 dias, em média.
A situação não é nada animadora para a indústria. Além de trabalhar com alta ociosidade, devido à oferta restrita de animais, a perspectiva para a reta fi nal desta entressafra não é das melhores.
A oferta de animais de confi namento no segundo turno não deverá ser diferente do observado no primeiro e, para piorar, outubro é tipicamente o mês que representa o pico da oferta de animais de cocho.
O clima também não traz boas notícias, e a expectativa para o volume de precipitação para os próximos meses não mostra que será o sufi ciente para engordar os animais.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Preço do boi gordo continua subindo

O preço do boi gordo continua subindo.
Em São Paulo a maior parte dos negócios acontece na casa dos três dígitos. Chegou a R$100,00/@, a prazo, livre do funrural, mas pipocam negócios em até R$105,00/@, nas mesmas condições (em ocasiões específicas).
A cotação do boi gordo subiu em quinze das 31 praças pesquisadas, sendo que em algumas regiões a alta foi de R$2,00/@ (Oeste do Maranhão e Rio de Janeiro) e R$3,00/@ (Sul de Minas Gerais), nas demais regiões a alta foi de R$1,00/@.
Mas em todo lugar acontecem negócios acima dos preços de referência, dada a necessidade dos frigoríficos em preencherem as escalas de abate.
O fato é que não há oferta e mesmo pagando mais as compras não fluem. Essa situação não tende a mudar, ao menos por enquanto.
No mercado atacadista de carne bovina os preços subiram mais uma vez. O boi casado chegou a R$6,80/kg, acumulando aumento de 9,2% em uma semana.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Preço do boi na Argentina dobrou em 10 meses

O preço do boi gordo na Argentina subiu 117% desde o começo do ano e hoje vale US$68,80/@.

A impressionante alta se deve à oferta reduzida de animais no país, resultado do desestímulo à atividade após a limitação das exportações de carne bovina imposta pelo governo.

O preço do boi gordo passou de US$31,72/@ no começo de janeiro para US$68,80/@ em meados de outubro. Veja uma comparação entre os preços do boi gordo no Brasil (São Paulo) e na Argentina, em dólares, desde o começo do ano.



O aumento dos preços do boi gordo são preocupantes pois ao menos parte deles tem sido repassada ao consumidor. Segundo informações do Centro de Educação dos Consumidores, somente nos últimos 10 dias, os preços no varejo subiram 10%.

A alta dos preços da carne pode interferir no consumo no país, que está entre os mais altos do mundo.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Governo do RS avalia ações para campanha de vacinação contra aftosa

Após três dias de trabalho, encerrou nesta quarta-feira (20), a reunião dos Supervisores Regionais da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), em Porto Alegre (RS). Durante o encontro, foram discutidas e avaliadas diversas ações desenvolvidas pelo Departamento de Produção Animal (DPA), em especial a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que ocorre de 1º a 30 de novembro.

De acordo com médico veterinário do Serviço de Doenças Vesiculares do DPA, Marcelo Göcks, ficou acertado "que na semana que vem inicia-se a distribuição das primeiras 924 mil doses para o interior do Estado". As vacinas destinadas aos produtores enquadrados no Pronaf, com até 50 cabeças de gado, podem ser retiradas nos escritórios regionais e Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas (IVZs).

O técnico da Seappa salienta ainda que o sucesso da campanha depende de cada produtor rural. "É responsabilidade do produtor manter a sanidade do seu rebanho. Por isso, é importante que além da aquisição e aplicação das doses, seja feito o registro da quantidade de animais imunizados junto às IVZs, sob pena de ser multado, mesmo com a vacinação em dia", explicou Göcks.

A próxima etapa será para reforçar a vacina nos bovinos jovens com até 24 meses, os quais totalizam uma população de quatro milhões de cabeças. A vacinação realizada no mês de maio atingiu 95,66% do rebanho. Em todo o Estado, foram 13, 7 milhões de cabeças de gado imunizadas, de um total de 14,3 milhões.

Fonte: Governo do Estado do RS

Carne bovina continua subindo

O atacado de carne bovina com osso está em alta.

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, entre os dias 18 e 20 de outubro, houve reajuste para todas as peças no mercado atacadista de carne bovina de São Paulo. Veja tabela 1.




Apesar de geralmente, na medida em que avança o mês o consumo ter tendência de queda, os preços estão subindo, o que demonstra a forte pressão que o boi gordo alta está exercendo sobre a cotação da carne bovina.

Os preços atuais do traseiro casado, traseiro avulso e do boi casado são recordes, segundo levantamento da Scot Consultoria.

Isso pode levar a altas nas cotações da carne para o consumidor.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

TOUROS ANGUS E RED ANGUS E RED BRANGUS À VENDA ( 2 e 3 anos )

GENÉTICA DE PONTA






TRATAR COM LUND PELOS FONES 81113550 OU 30283550

OBS: TEMOS TAMBÉM, PARA VENDA, NOVILHAS E VACAS RED BRANGUS

Remate em São Gabriel/RS movimenta R$ 244,2 mil

O remate da Estância do Bolso, em São Gabriel (RS), movimentou R$ 244,2 mil com a venda de 56 bovinos, 50 ovinos e uma dose de sêmen (R$ 500,00). A média geral dos bovinos Hereford e Braford ficou em R$ 4.153,57. Os cinco touros Braford comercializados saíram por média de R$ 6,24 mil e os 11 Hereford, por R$ 5.581,82. As 28 vacas Hereford com cria tiveram valorização de R$ 2.541,07, e as 50 borregas Corriedale, de R$ 222,00.
O leilão Angus Trio comercializou, no dia 15, em Santa Maria, 109 exemplares com faturamento total de R$ 396.150,00. A média para os touros PO foi de R$ 6.743,00 e para os touros CA, de R$ 5.550,00. O preço médio geral de machos atingiu a marca de R$ 5,8 mil e das fêmeas, de R$ 1.161,00.

FONTE: Correio do Povo

Médias de causar inveja no Reculuta e São Bento

Leilão em Santana do Livramento (RS) destacou valor das raças Braford e Polled Hereford
Contrariando a supremacia de preços da raça Braford nas pistas de Santana do Livramento, o touro Hereford K 114 foi o exemplar mais valorizado no leilão Reculuta e São Bento. Os compradores Ricardo e Luciano Sperotto Terra, da Cabanha Tamanca, vieram de Santa Vitória do Palmar decididos a arrematar o touro, que saiu por R$ 22,5 mil. "Este exemplar é o mais completo que já vi. Idealizamos ele como pai de nossos futuros produtos", salientou Ricardo. O leilão negociou 43 touros, obtendo faturamento de R$ 364,6 mil alta de 25,7% em relação ao remate de 2009. A média dos 16 touros Braford foi de R$ 9.412,50 e a dos 27 Polled Hereford, de R$ 7.928,00.
Entre os Braford, o mais valorizado foi o exemplar de tatuagem I 254, negociado por R$ 19,5 mil para Miguel Ricardo Vargas Chuy, da Cabanha Dom Angélico, de Dom Pedrito. "O Braford daqui é muito bom", destacou o criador. Os proprietários da Reculuta, Juarez Furtado, e da São Bento, Otto Manoel Alves, eram só otimismo. "O ano está bom para a raça", disse Alves, referindo-se aos touros Braford.

FONTE: Correio do Povo
Autor: Marcela Caetano

Leilão Bela Vista fatura R$ 706,5 mil

O 46º Leilão Bela Vista e Convidados somou 706,5 mil com a venda de 113 exemplares. O valor é superior aos R$ 529.015,00 negociados em 2009. Os machos Braford atingiram média de R$ 10.840,23 e os Hereford, R$ 8.118,75. Os 22 ventres Braford atingiram média de R$ 1.875,00. As fêmeas prenhes alcançaram R$ 2.250,00.

FONTE: Correio do Povo

Exportação de bovinos vivos impulsiona economia regional

José Vicente Ferraz, engenheiro agrônomo e diretor técnico da AgraFNP.
Maior exportador mundial de carne bovina, o Brasil, nos últimos sete anos, passou a ocupar também um lugar de destaque como exportador de bovinos vivos para abater.
Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), em 2009 o país exportou mais de 500 mil cabeças, que geraram receita superior a US$ 250 milhões.
Países como Austrália e Canadá também são grandes exportadores de bovinos vivos para abate. Venezuela e Líbano são os importadores do produto brasileiro que, basicamente, é originário dos Estados do Pará (em sua esmagadora maioria) e do Rio Grande do Sul.
As exportações de gado em pé (como são normalmente chamadas), notadamente a partir do Pará, têm importantes reflexos positivos na economia regional.
Uma evidência clara desses benefícios é a valorização relativa do gado bovino paraense, o que gera mais renda para os produtores locais e efeitos multiplicadores sobre os investimentos na bovinocultura de corte. Os preços do gado gordo destinado ao abate no Pará, que, antes das exportações de gado em pé se consolidarem chegavam a ser até 25% menores que os pagos em São Paulo, depois das exportações tiveram a diferença reduzida para 15%, em média.
Trata-se de uma diferença que representa renda extra extremamente significativa para os produtores locais. É evidente que a concorrência pelo gado para abater com os exportadores de gado em pé não interessa à indústria frigorífica, que se vê obrigada a pagar mais por sua matéria-prima básica.
Nesse sentido, surgem críticas à exportação de gado vivo. Essas críticas são relativas ao bem-estar dos animais e ao fato de se estar exportando uma matéria-prima básica que, eventualmente, poderia agregar maior valor, gerando mais renda e empregos para o Brasil. A respeito dessas críticas, é necessário considerar que as evidências disponíveis indicam que elas não procedem quanto aos maus-tratos dos animais embarcados -os índices de mortalidade desses animais são semelhantes aos daqueles embarcados para abate doméstico.
Quanto às críticas de que seria possível agregar maior valor às exportações -em vez de exportar animais vivos seria mais vantajoso exportar a carne desses animais abatidos-, é claro que, teoricamente, isso é correto. Entretanto, é preciso considerar se os importadores aceitariam essa substituição.
Os países importadores de animais vivos o fazem por motivos culturais, estratégicos e religiosos e, muito provavelmente, passariam a adquirir os animais vivos de outros fornecedores se o Brasil se negasse a exportá-los.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Análise da Semana: O boi foi a R$ 100,00/@

Foi surpreendente! Mesmo sendo grande a probabilidade e clara a expectativa de que a arroba do boi chegasse aos R$100,00/@ na BM&F, não deixa de ser impressionante observar quando isso acontece. Ainda mais após todo um primeiro semestre de pessimismo, em que o contrato de outubro/10 chegou a ficar cotado em R$75,00/@ em dezembro de 2009 e mais adiante, em maio de 2010, em R$83,52/@. É claro que era período de safra, quando a maior oferta de animais interfere negativamente nas cotações e, consequentemente, no sentimento vigente no mercado, mas mesmo assim, o mercado físico dava claros sinais de que a situação da oferta estava crítica. Mas o pessimismo persistia e o boi na BM&F não parecia querer “decolar”. De toda forma, o mercado físico vem firme desde dezembro de 2009. Aliás, aqui vale uma observação: desde 1954, observa-se que o boi fugiu à sazonalidade dos preços, que confere baixas nas safras e altas nas entressafras, em apenas dez ocasiões. E a safra de 2010 foi uma dessas “raridades”, já que o boi reagiu incríveis 10% no período.
Mesmo assim, os preços da reposição acompanharam a alta do boi gordo e mais ainda: estavam entre os mais altos da história, desfavorecendo a troca. Além disso, o pessimismo do primeiro
semestre não trouxe estímulo ao confi nador, que, em vista dos preços praticados na BM&F e dos altos custos com o boi magro, acreditou que não seria bem remunerado pelo boi de cocho na entressafra, sobretudo após dois anos de margens negativas para o confi namento. O resultado dessa combinação foi uma queda representativa do número de animais confi nados, deixando a
indústria a ver navios.
A demanda também se mostrou aquecida e foi capaz de suportar o maior preço histórico já registrado para o boi casado, atualmente cotado em R$6,75/kg. Com a ajuda da alta da carne de frango e da carne suína, a carne bovina manteve-se competitiva e o consumidor não decepcionou, ou seja, o consumo ajudou a sustentar os preços pecuários. Sem falar das exportações, que se recuperaram e atingiram níveis pré-crise, só voltando a patamares mais baixos no último mês, devido à desvalorização cambial, à redução da produção de carne (refl exo da baixa oferta) e ao consumo interno aquecido.

Clique aqui e confira a análise na íntegra

Fonte: XP Agro

Boi Gordo: Oferta escassa forçou outro reajuste em São Paulo

Boi gordo é mercadoria rara.
A oferta escassa forçou outro reajuste em São Paulo. O preço referência está em R$99,00/@, a prazo, livre de imposto.
O preço da vaca gorda também subiu. As fêmeas são negociadas por R$92,00/@, a prazo, livre de imposto.
Hoje houve reajuste nos preços do boi gordo em 18 das 31 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. O preço referência da vaca gorda subiu em 10 das 31 praças.
Em Minas Gerais houve aumento de preços no Triângulo, Belo Horizonte e no norte do estado. O boi é negociado por R$92,00/@ no Triângulo e em Belo Horizonte, e por R$90,00/@ no norte.
A oferta restrita também elevou os preços no Mato Grosso do Sul. No estado a referência é R$92,00/@, a prazo, livre de imposto.
No mercado atacadista com osso a pouca oferta reajustou os preços. O traseiro avulso subiu 6,25%, em 30 dias acumula alta de 16,5%, o maior valor, em termos nominais, já registrado.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Abrafrigo quer mais frigoríficos habilitados à exportação para a Rússia

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), já iniciou as negociações com as autoridades russas para aumentar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a realizar exportações de carne bovina para a Federação da Rússia. A medida faz parte do acordo assinado em 16 de setembro passado em Moscou, entre a Abrafrigo e a Associação Nacional da Carne (ANC) russa que prevê a inclusão de novas empresas brasileiras entre as habilitadas a exportar seus produtos para aquele país.
“Atualmente temos cerca de 15 empresas ativas que exportam para o mercado russo, o principal comprador da carne bovina brasileira, e a Abrafrigo acredita que este número pode ser ampliado em pelo menos mais 10 exportadores, com a inclusão de pequenas e médias empresas filiadas à entidade”, explica o presidente-executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar. Em 2010, a Rússia deverá importar uma quantidade superior a 900 mil toneladas de carne bovina e perto de 60% destas compras virão do Brasil.
As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

FONTE: Agrolink

Boi: Nova referência de preços em São Paulo já se consolidou nos R$100,00/@, não há como fugir disso

A nova referência de preços em São Paulo já se consolidou nos R$100,00/@, não há como fugir disso.
Mesmo assim, existe um variado leque de ofertas no mercado, saindo dos R$92,00 até os R$102,00, sendo que o volume de negócios não é nada animador nos patamares mais baixos.
De toda forma, mesmo nos valores mais altos não tem sido fácil comprar animais terminados.
Mais do que pecuaristas segurando o boi, existe falta de animais. Isso mantém as escalas curtas mesmo com a arroba nos patamares nominais mais altos historicamente.
Sendo assim, algumas indústrias optaram por evitar uma pressão maior sobre a arroba e mantiveram suas ofertas abaixo dos R$100,00. De toda forma, a vez agora é de reação nas praças vizinhas e no Mato Grosso do Sul os preços já atingiram os R$94,00- 95,00/@ à vista. Ainda não há sinal de reversão e o mercado poderá se manter firme nos próximos meses.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: XP Agro

Escalas de abate lá embaixo. Isso é perigoso.

A redução na oferta de animais encurtou sistematicamente as escalas de abate dos frigoríficos, como podemos ver abaixo.



Mas isso não dever ser visto como uma coisa permanente. Se você reparar no início de 2009 e no início de 2010 as escalas de abate oscilaram entre 5~6 dias. Hoje estão entre 3~4 dias. Hoje estamos testando a reta da tendência de queda, ao redor de 4 dias. Tivemos um ponto de baixa em agosto, com 2 dias de escala, onde as escalas estavam piores que hoje.

Daqui adiante depende do que você enxerga para o mercado. Se você está otimista irá dizer que essas escalas continuarão baixas daqui para frente e a arroba permanecerá firme, independente do preço atual. Se você espera que aparecerão bois na medida em que os pastos, mais verdes pelas últimas chuvas começarem a suportar os animais, é prudente não esperar que essa pressão de falta de animais continue indefinidamente.

Lembre-se: o mercado está ex-tre-ma-men-te pressionado para cima. Qualquer cheirinho de oferta fará essa arroba cair, no que depender dos frigofíricos. Poderíamos ver até dias de limite de baixa na bolsa, não sei. Esse gráfico nos mostra que a pressão de falta de animais, mesmo que atualmente está demonstrando falta de animais, está evoluindo para se reverter eventualmente.

Estou pessimista com o mercado? Não. Só não me deixei contagiar pela alta. Aliás, se você leu a Carta Pecuária de Longo-Prazo de julho eu dizia que esperava a arroba encostar novamente nos 95 reais. Ou seja, a alta era prevista pelos fundamentos do mercado, Não era novidade. Acima disso, como foi nessa última na semana na puxada de 95 para 102 é que foi uma grata surpresa.

FONTE: CARTA PECUÁRIA

Braford é destaque em Santana do Livramento/RS

Arquibancada lotada e lotes muito disputados marcaram o 46º leilão Bela Vista e Convidados, em Santana de Livramento (RS). Até as 20h, 11 touros saíram por R$ 128,1 mil. 0 exemplar mais valorizado foi o touro Braford Belvista Porteño, que teve cota de 50% negociada por R$ 24 mil para Agripino Oliveira, de Rosário do Sul. "É um exemplar diferenciado, de extrema qualidade genética", afirmou. A proprietária da Bela Vista, Celina Maciel, aposta na qualidade da genética.
O remate Paipasso Red, na segunda-feira (18), fechou em R$ 478,5 mil com a venda de 177 bovinos, valor 24,9% inferior aos R$ 637 mil negociados em 2009 com 151 animais.

FONTE:Correio do Povo
Autor: Marcela Caetano

Caixa expande negócios e decide financiar agricultura

Rio Grande do Sul será um dos líderes do projeto que começa em 2011 com pequeno produtor

LEIA MAIS: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Economia&newsID=a3080970.xml

FONTE: ZERO HORA

GTA eletrônica começa a ser testada por produtores rurais

De acordo com a diretora-presidente da Iagro, depois de testada, a e-GTA será submetida ao Ministério da Agricultura para aprovação, antes de ser adotada oficialmente.

GTA eletrônica começa a ser testada por produtores rurais

A Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA) começa a ser testada nesta quarta-feira (20) por dez produtores rurais selecionados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Ontem (18) à tarde o novo sistema foi apresentado aos pecuaristas, representantes de entidades de classe e de frigoríficos em uma reunião no auditório da Iagro.

Durante a apresentação a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, entregou aos produtores os cartões e as máquinas que serão utilizadas na fase de teste. Para melhor exemplificação foi realizada uma simulação de compra e venda entre produtor e frigorífico.

Para o presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, o “sistema é simples e de fácil digitação”. Um ponto importante destacado por Riedel é que a outra forma de emissão – nas agências da Iagro - continua valendo, o que tranquiliza os pecuaristas que ainda não se familiarizaram com as ferramentas tecnológicas. No Estado existem cerca de 50 mil produtores de bovinos e 52% têm acesso à internet. A Iagro emite aproximadamente 360 mil Guias de Trânsito Animal por mês.

De acordo com o pecuarista Fernando Bumlai a implantação da guia eletrônica acompanha a tendência atual, em que “a responsabilidade de execução dos documentos é do usuário”.

A emissão da e-GTA necessita da confirmação do comprador. Maria Cristina explica que “quando o produtor vender o gado, o comprador (que pode ser um outro produtor ou o frigorífico) deve dar anuência para a transação”. O presidente do Sindicato dos Frigoríficos do Estado, Ivo Scarcelli, acredita que o avanço tecnológico vai agilizar e dar mais tranquilidade à indústria de carne e aos pecuaristas. Scarcelli lembra de casos em que o frigorífico deixou de abater bovinos aos finais de semana ou feriado por que o produtor não tinha a GTA.





A modernização tributária do setor produtivo promovida pelo governo do Estado inclui também a emissão da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e), que pode ser expedida via internet no portal da Secretaria de Fazenda do Estado (www.sefaz.ms.gov.br).

Guia eletrônica

A e-GTA poderá ser emitida via internet ou por meio de terminal (aparelho) conectado à telefonia móvel com a utilização de um cartão magnético. Os dois sistemas estão interligados ao banco de dados do produtor na Iagro. O cartão contém um chip com todas as informações referentes à propriedade rural cadastrada em nome do produtor. O cartão smart card terá a mesma segurança que a utilizada pelo sistema financeiro.

A máquina para leitura do dispositivo eletrônico estará disponível em todos os postos da Iagro no Estado e poderá ser adquirida pelos sindicatos rurais. O produtor que possui grande volume de transações efetuadas em nome de sua propriedade também poderá adquirir o equipamento, caso tenha interesse.

A guia eletrônica traz o número de bovinos macho e fêmea ao qual o documento faz referência, a marca do rebanho, procedência, localidade de destino, finalidade, meio de transporte, além das datas das vacinações contra brucelose e aftosa.

O documento também especifica a localização da emissão do GTA e a identificação do terminal utilizado. A guia possui ainda um código de barras para leitura nos postos de fiscalização da agência. O papel para emissão será numerado e timbrado pelo Ministério da Agricultura. O papel especial não terá custo adicional, o produtor continuará a pagar o valor de R$ 8,26 por meio de boleto bancário, que poderá ser recolhido pela internet ou no banco.

Para poder emitir a e-GTA o pecuarista deve renovar seu cadastro no sistema Saniagro na página da Iagro na internet (www.iagro.ms.gov.br). Também é preciso ter um responsável técnico pela propriedade cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Ministério da Agricultura. Outro requisito exigido é estar com a vacinação do rebanho em dia - contra febre aftosa e brucelose - e não possuir nenhuma pendência sanitária em nome da propriedade.

No período de dois meses em que o sistema estiver em processo de avaliação serão emitidas e-GTA para transações de compra, venda, abate, transferência e leilão de bovinos. De acordo com a diretora-presidente da Iagro, depois de testada, a e-GTA será submetida ao Ministério da Agricultura para aprovação, antes de ser adotada oficialmente.

Fonte: Notícias MS

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Marfrig se posiciona no mercado mundial de proteínas animais

Empresa recebeu o prêmio Melhores do Agronegócio 2010, na categoria Indústria de Carnes
O frigorífico Marfrig recebeu pelo quarto ano consecutivo o prêmioMelhores do Agronegócio. Nesta edição, venceu na categoria Indústria de Carnes, enquanto nas anteriores foi classificada em Abate de Animais. “Para nós é ainda mais importante estar presente ganhando este prêmio no aniversario de 25 anos da revista Globo Rural”, dizRicardo Florence dos Santos, diretor de Planejamento de Relações com Investidores da companhia.
A Marfrig Alimentos é uma empresa que cresceu baseada em uma estratégia de diversificação para poder enfrentar os diversos cenários do mercado. “Nós expandimos, trouxemos outras empresas para dentro da companhia para complementar a diversificação, rumando cada vez mais para a área de proteínas”, conta o executivo.
Hoje a Marfrig é uma empresa com 88 mil funcionários e 150 plantas em 22 países. O grupo também exporta para 140 mercados no mundo todo. “Este crescimento só é possível pelas pessoas que temos conseguido trazer para dentro da empresa. Hoje mesmo [18/10] uma parte da equipe está na feira mundial de alimentação em Paris, buscando novos negócios para aprimorar e ampliar a presença da empresa no mercado mundial de proteínas”, diz.
A Marfrig adquiriu a Seara no início deste ano, e a integração da empresa está sendo um grande sucesso. “Acredito que o nome Seara tenha se tornado ainda mais conhecido com a exposição na Copa do Mundo de 2010 e que vai continuar em 2014 no Brasil, uma vez que somos patrocinadores tanto da Fifa como da seleção brasileira de futebol”.
Outra questão bastante importante para a empresa, segundo Florence, é a sustentabilidade. “Trata-se de um tema antigo para a empresa. Desenvolvemos há tempos parcerias com ongs e com o Greenpeace. Além disso, estamos ampliando parceiras com Associações de criadores de animais no Brasil, na Argentina no Uruguai e na Inglaterra”, diz.
Para 2011 os planos da empresa são de continuar com a integração. “O crescimento é consequência disso. Queremos ter uma equipe bem formada e uma estratégia consolidada”, conclui.

FONTE: GLOBO RURAL