segunda-feira, 13 de junho de 2011

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 13.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Crise que dizimou os médios frigoríficos em todo o País se arrasta há três anos

Mais de dez frigoríficos que pediram recuperação não tem horizonte claro de operação

DA REDAÇÃO 13/06/2011 15h40
Os mais de dez frigoríficos de carne bovina que pediram recuperação judicial após a crise financeira de 2008 ainda não têm um horizonte claro para voltar a operar na normalidade. Sem crédito no mercado e sem conseguir vender suas fábricas, por conta da capacidade ociosa da indústria nacional,praticamente toda a “classe média” dos frigoríficos permanece em dificuldade, abrindo espaço para os únicos três grandes do setor: JBS, Marfrig e Minerva. Juntos, os três somam mais de 95% das exportações brasileiras de carne bovina, por exemplo. “Até agora, o setor não conseguiu se recuperar e não sei como vários casos vão acabar”, diz o advogado Alfeu Alves Pinto, do Boccuzzi Advogados Associados. O escritório defende credores no caso do Frigoestrela e acompanha os outros processos de recuperação judicial de frigoríficos, em busca de soluções que se apliquem aos demais. A extensa lista de empresas em recuperação judicial vai desde o gigante Independência, com dívidas de R$ 2,3 bilhões no momento da recuperação judicial, até o pequeno e mais recente a pedir a proteção da Justiça, o Forteboi. Mas a maior parte da lista é de médios frigoríficos aqueles que são maiores mais que empresas regionais, mas não têm o porte dos gigantes são eles: Arantes Alimentos, Margen, Quatro Marcos, Mataboi, Mercosul, Frialto, Frigol, Fribrasil e Frigoestrela. Em recuperação judicial, os frigoríficos evitaram que os credores executassem garantias e pedissem a falência das companhias. Mas o crédito para essas empresas sumiu, e elas não conseguem dinheiro novo para retomar as atividades. “Vejo essas empresas insistindo muito com as mesmas fontes de crédito, em vez de buscar novas”, diz Alves Pinto, para quem fontes externas pouco expostas ao risco deveriam ser procuradas. O Independência chegou a levantar US$ 150milhões em títulos de dívida após entrar em recuperação judicial, mas os recursos não foram suficientes e, meses depois, a empresa parou de operar suas fábricas. Outra saída seriam as injeções de capital por novos sócios ou a venda das empresas, modelos muito usados no caso das usinas de cana que passaram pelas mesmas dificuldades dos frigoríficos. “A situação é pior no caso da carne, mas acredito que com o retorno da liquidez financeira as empresas desse mercado e os fundos de private equity estão olhando para as companhias em recuperação”, diz o advogado Joel Bastos, do Felsberg e Associados. O escritório trabalha na recuperação do Arantes e do Frialto, representa credores no processo doIndependência e fez o processo do grupo de cana Infinity Bioenergy, adquirido pelo Bertin. Por enquanto, casos como o do Infinity não surgiram nos frigoríficos. OJBS incorporou a endividada Bertin Alimentos, mas antes que ela tivesse que recorrer à Justiça. Tanto o JBS quanto o Marfrig preferiram arrendar unidades industriais das empresas em recuperação, em vez de adquiri-las.Orisco é obviamente menor, mas essas operações não resolvem o problema de caixa das companhias em dificuldade e acabam mantendo-as fora do mercado, afirma Bastos.

FONTE:CORREIO DO ESTADO

Uruguay espera un bajo índice de preñez en 2011

Por condiciones climáticas y falta de suplementación, este año el país vecino experimentaría una baja en parición.
Los expertos esperan para este año una bajo índice de preñez en el ganado vacuno debido a las condiciones climáticas y a la falta de suplementación, según indicó el diario uruguayo El Observador.


Habiendo finalizado los entores, los especialistas son capaces de detectar la preñez o la falta de ella en los rodeos de cría del ganado vacuno de carne.
El veterinario Daniel Jaime dijo en diálogo con El Observador que en una muestra de 2.520 vacas el promedio fue de 64% de preñez.


El artículo refleja en detalle los datos obtenidos en una muestra realizada por Jaime en algunos rodeos de cría, en distintas zonas del país.


Lavalleja 270 vacas, 70%; Florida 660 vacas, 53%; Maldonado 490 vacas, 55%; San José 160 vacas, 72%; Florida (Cerro Colorado) 230 vacas, 53%; Tacuarembó (Paso de los Toros) 420 vacas, 84%; Flores 290 vacas, 75%.


En Florida los promedios de preñez fueron muy bajos por la falta de agua, dijo el experto. Los entores realizados en verano se vieron afectados por la sequía, que en el departamento se sintió bastante.


En el caso tomado como muestra en Tacuarembó, las 420 vacas lograron 84% de preñez, un buen promedio con respecto al resto de los casos. Se debió a que se tomaron varias medidas de manejo, como la plantación de especies forrajeras para el pastoreo y la suplementación del ganado, incluso se regaron algunas parcelas de pasturas.


Se estima que este año el índice de preñez no superará el 63% de promedio nacional, indicó el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, en su conferencia Agro en Foco que se realizó el 26 de mayo pasado en la ciudad de Durazno y que trató sobre ganadería vacuna.


El diario uruguayo también destaca que el problema principal es el manejo nutritivo, los productores que no hacen suplementación alimenticia, no obtienen buenos resultados, explicó Jaime. El porcentaje de preñez de 2010 fue 78,9% y por lo tanto muchas vacas se entoraron con cría al pie, lo que depara una mayor dificultad en quedar preñadas. A su vez, las condiciones climáticas no fueron favorables, por lo que muchas vacas quedaron vacías.

FONTE:ELRURAL.COM

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

Boi gordo: mercado está pressionado com o atacado perdendo força e consumidor migrando para carne de frango e suína já que não houve repasse de baixa para a bovina. Confinamento deve se confirmar menor e pecuarista precisa trabalhar no mercado futuro de opções.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

E a crise passou ou não passou?



FONTE: SCOT CONSULTORIA

Oferta será decisiva para o mercado do boi gordo durante essa semana


O mercado do boi gordo terminou a semana em ritmo lento, com vários frigoríficos fora das compras.

Para os que permaneceram no mercado, não houve mudança significativa de preços.

Em São Paulo, a referência seguiu em R$97,50/@ a prazo, livre de imposto. A oferta de gado está restrita e a escala média de abate atendia 3 dias.

A compra de animais em praças vizinhas seguiu completando grande parte da programação dos frigoríficos paulistas.

No mercado atacadista de carne com osso queda de preços para todas as peças.

Com isso, o boi casado de animais castrados terminou cotado em R$5,93/kg.

Diante deste quadro de redução de demanda, demonstrado pela queda nos preços da carne, a oferta de animais será decisiva para o rumo das cotações nos próximos dias.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

RS: criadores investem em tecnologia visando ganho de produtividade e maior rentabilidade

Os preços em alta e a busca constante pela certificação são o retrato atual da produção de terneiros no Rio Grande do Sul. Devido ao aumento do preço pago pelos frigoríficos pelos exemplares certificados, os produtores estão investindo em melhoria da qualidade do rebanho e buscando alternativas e novas tecnologias para encurtar o ciclo produtivo e garantir resultados ainda melhores nas feiras de terneiros e nos frigoríficos.

A demanda crescente pela carne de qualidade é o principal motivo para que os produtores procurem criar animais com genética privilegiada. Com um preço maior pago pelos invernistas, e posterior revenda com garantia de bônus ao frigorífico, os criadores passaram a investir em novas tecnologias como a Inseminação Artificial com Tempo Fixo (IATF), no qual é feita em larga escala, no mesmo período.

"Com essa técnica, o terneiro será mais pesado e com genética melhor. Como os partos serão mais concentrados, o lote será mais homogêneo", explica o médico-veterinário da Área de Melhoramento e Genética Animal da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.

Os investimentos na busca de resultados a médio e longo prazo são uma prática que não deve ser abandonada, defende o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Júlio Barcellos. Já a receita apresentada pelo professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Lobato, é definir um sistema de produção para avançar nos resultados. Para tanto, é preciso estabelecer três eixos, redução de idade de abate dos novilhos para dois ou 2,5 anos, redução da idade de primeiro serviço nas novilhas em cria para dois anos e meta de 80% de desmame do gado adulto. "Com esse sistema, podemos chegar a uma taxa de desfrute de 28%, considerada ideal. Atualmente, o índice no Estado é de 22%", salientou.

Lobato também destaca que a especialização dos produtores também é uma tendência cada vez mais forte.

FONTE: Zero Hora

BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi: vendas de carne durante o final de semana ficam abaixo da expectativa para a primeira quinzena do mês. Oferta de animais continua sendo suficiente para manter escalas de 5 dias. Tendência é de pouca variação nos preços até o final de junho.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Feicorte estimula consumo de carne


Elevação de consumo, sustentabilidade e qualidade da carne terão destaque na 17 Feicorte, que começa nesta segunda-feira (13), no Centro de Exposições Imigrantes (SP). O evento, que espera reunir quatro mil animais de 20 raças até sexta-feira, terá a estreia do "Espaço Carne". Segundo a gerente do Agrocentro, Carla Tuccino, a feira amplia o leque ao reunir a cadeia produtiva. "Pecuaristas que vêm à feira estão cada vez mais focados em negócios." Apesar do perfil, não há projeção de receita, diz, porque muitos preferem iniciar o relacionamento e fechar negócio após conhecer o criatório. O "Espaço Carne" dá continuidade do projeto "Pecuária Sustentável - Sim É Possível", lançado na edição de 2010. Aproveitando a oportunidade, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) apresentará o Programa Carne Certificada Pampa. O presidente da ABHB, Fernando Lopa, explica que o programa bateu recorde de produção de 85 toneladas certificadas em abril. Com 25 animais na feira, a ABHB terá estande de divulgação do Brazilian Hereford e Braford, que exporta genética brasileira. Representada por 21 expositores do Estado, de São Paulo e Minas Gerais, a Associação Brasileira de Angus apresentará seu programa de carne certificada no estande diariamente, diz o subgerente do programa Carne Angus, Fábio Medeiros.

FONTE: Correio do Povo

Boi gordo apresentou leve aumento durante a semana no RS

O preço do gado gordo apresentou um leve aumento durante a semana. Após a realização das tradicionais feiras de terneiros, quando o preço máximo alcançou R$ 4,50/kg/vivo, no entanto, os preços praticados em algumas propriedades na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre oscilaram entre R$ 3,60 a R$ 3,80/kg/vivo, para esta categoria animal.

Devido à menor luminosidade e a queda nas temperaturas, o desenvolvimento do campo nativo é lento, apresentando forrageiras com baixo valor nutricional, reduzindo, assim, a produtividade do rebanho. A engorda e a manutenção dos animais está sendo retomada com o suprimento de pastagens cultivadas, especialmente as gramíneas anuais como aveia e azevém. De maneira geral, o estado nutricional sanitário do rebanho de bovinos de corte do Estado é normal, considerando esta época do ano.

As informações são da assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar.

FONTE: Agrolink

domingo, 12 de junho de 2011

Congresso da Carne fortalece os elos da cadeia produtiva


O fortalecimento da cadeia produtiva da carne está relacionado ao investimento de todos os elos na difusão de conceitos como o de que o produto é a mais completa fonte de proteína da alimentação humana e que pode chegar à mesa do consumidor com o selo da sustentabilidade. O mercado está cada vez mais aberto para a carne brasileira e a variedade e qualidade da pecuária nacional a torna apta a atender às variações exigidas pelo mercado.

Esses foram alguns dos temas que deram o tom do debate durante o Congresso Internacional da Carne, realizado pela Federação da Agriculutura e Pecuária de MS (Famasul) nesta quarta e quinta-feira em Campo Grande, MS. O evento teve seis painéis abordando os temas mais atuais do setor no momento, compostos por 32 palestras e mesas-redondas, sendo que 11 delas ministradas por palestrantes de outros países. O congresso teve 1,4 mil participantes de 19 estados e de 11 países.

As discussões valorizaram o trabalho de pesquisa, em especial no Brasil e da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), responsáveis pelos bons índices da pecuária nacional. Com elevado nível técnico, as palestras trouxeram perspectivas como o desenvolvimento de animais mais robustos, com carcaças mais aprimoradas, o que aumentaria a produtividade e conseqüente oferta de carne sem comprometer a sustentabilidade.

Além da carne bovina, o evento trouxe também debates sobre o rebanho suíno e ovino. “O futuro da suinocultura brasileira já começou”, afirmou o diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suíno (ABCS), Fabiano Coser. O especialista fez uma exposição baseada em dados econômicos avaliando o crescimento e as boas perspectivas para o setor suíno nos próximos anos. “Até 2025 o brasileiro vai aumentar 20 kg por ano/per capita de consumo de carnes. E a suinocultura também quer um pedaço dessa fatia”, analisou.

Os dois dias de evento reuniram especialistas de todas as áreas da cadeia da carne, desde produtores, setor de insumo, indústria e setor público. Entre eles, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pratini de Moraes. O ex-ministro foi contundente ao defender a legislação ambiental que está sendo analisada no Congresso Nacional. “Não podemos deixar quem é de fora colocar regras no nosso País”, disse, qualificando como exagero algumas conotações que vem sendo dadas à nova legislação.

Sobre o novo Código Florestal, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, destacou que o Brasil tem sim lições a dar ao mundo, porque mantém 62% de sua cobertura vegetal preservada. “O novo Código Florestal também não prevê novos desmatamentos e não anistia produtores como se tem dito, mas respeita o processo histórico de consolidação das atividades agropecuárias em nosso País”.

Durante sua palestra, a senadora Kátia Abreu apresentou dados atualizados referentes ao cenário do agronegócio. “O agronegócio representa 23% do PIB nacional e quase 40% da exportação brasileira. Se não fosse o agronegócio, 40% da balança comercial estaria negativa” afirmou.

O congresso trouxe ainda o especialista em carnes, Marcelo ‘Bolinha’, que deixou a todos os participantes impressionados com sua demonstração prática de que “não existe carne de segunda”. Com uma habilidade impressionante, Bolinha deu um show na vitrine da carne, desossando animais em frente ao público, transformando as peças em espetos de primeira.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS (Senar/MS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de MS (Sebrae), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR, Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conta com o patrocínio da John Deere, Marfrig, AllFlex, Safe Trace, Valefert e Banco do Brasil e o apoio do Convention Visitor Bureau.
As informações são da Sato Comunicação

FONTE: Agrolink

A estratégia agora é investir no marketing


A carta na manga, desta vez, será mostrar no exterior a história da pecuária nacional



MARIANNA PERES
Enviada especial a Campo Grande*

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vai reforçar as ações em prol do marketing da carne brasileira no mercado internacional. A carta na manga desta vez é mostrar a história da pecuária nacional, seus personagens e o sucesso de uma atividade que só no Pantanal tem mais de 250 anos de existência. A nova propaganda da carne bovina, dentro do programa que já existe, o `Brazilian Beef`, vai além da máxima da qualidade para vender a imagem da produção sustentável.

Esse realinhamento estratégico nasce com a missão de derrubar o que a entidade classifica de "esteriótipo do pecuarista devastador", aquele que derruba tudo para produzir. "Essa história está sendo contada por pessoas com interesses em ferir a competitividade nacional, são ONGs e concorrentes. Não é uma história que é contada por brasileiros", argumenta o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio.

Como explica, nesta primeira década do século XXI, o Brasil surgiu no mercado internacional e logo tomou a dianteira na preferência dos consumidores "e é claro que isso despertou à atenção do mundo e então passaram a associar a imagem da carne bovina brasileira à devastação. Hoje, não existe isso. A abertura de áreas para pastagens foi um movimento iniciado há mais de 40 anos e incentivado pelo Estado brasileiro. Assim como os norte-americanos, nós temos de ter orgulho do segmento e por isso temos de contar a nossa história agora". O diretor executivo afirma ainda que a ocupação da Amazônia reflete um problema de ausência de Estado e não da produção de carne.

A Abiec quer mostrar que a pecuária foi responsável pela evolução do país e vice e versa. "O que precisa ficar claro é que a pecuária é indutora de mobilidade social, como também de integração nacional. Chegou a vez do markting da pecuária e não apenas da carne".

Com este novo posicionamento frente ao mercado internacional e em parceria com o Itamaraty, a Abiec foca a conquista de consumidores mais rentáveis, ou seja, àqueles que podem pagar a mais pelo quilo da carne bovina. Entre os mercados com negociações em andamento e que podem pagar mais, estão a Turquia, México e Indonésia, como também, a reconquista do Chile - mercado rentável - que deixou de importar a carne brasileira após casos de febre aftosa em 2005. De lá para cá, o Paraguai passou a abastecer o consumo chileno de forma bastante agressiva. Para 2011 a previsão da Abiec é de atingir receita de US$ 5 bilhões com a exportações de carnes bovinas, cifras que se confirmadas estarão cerca de 10% acima do resultado obtido no ano passado.

A pressa em se romper o esteriótipo pode ser entendida diante das perspectivas traçadas ao consumo da carne bovina, por exemplo, nos próximos dez anos o mundo demandará 3,6 milhões de toneladas e o Brasil, como reforça Sampaio, somente o Brasil terá condições de dar essa resposta e "de forma sustentável".

A oportunidade à carne nacional está na expansão dos mercados consumidores e na diversidade da produção. Como aponta Sampaio, além de tirar o rótulo, é necessário ratificar os diferenciais da carne, já que o mercado está cada vez mais equilibrado.

"Lá atrás a carne brasileira vendia porque era boa e barata. No entanto, os preços estão balizados em nível mundial e chegou o momento de vender diferenciais, nichos, como a carne orgânica, de confinamento, precoce, fazendo propaganda de tudo aquilo que é feito nas fazendas. A pergunta é: o que o mercado quer. Temos de inverter a cadeia de produção".

DESAFIOS

Sampaio lembra que o Brasil precisa se readaptar a nova ordem do mercado. O período de boi barato e abundante se foi, os preços estão balizados, o câmbio corrói as exportações e tudo isso está mimando a competitividade do produto brasileiro chamado carne. "E o desafio interno nacional para assegurar o potencial de abastecer a demanda mundial requer a missão de aprender a lidar com o câmbio atual - que não vai mudar no curto e no médio prazo -, criar formas de reduzir o abate de fêmeas - que restringe a oferta do boi e encare preços do gado de reposição - e eliminar o seu esteriótipo. Teremos de ser competitivos com todos esses novos problemas".

EMBARGO

Sampaio avalia que o veto russo à importação de carnes brasileiras está relacionado às questões político-econômicas da Rússia e que as carnes bovinas acabaram sendo impedidas à reboque da suína e de aves. "A medida é protecionista porque o país quer ampliar a produção doméstica de aves e suínos. A restrição não tem fundo sanitário, porque quando isso ocorre se fecham as importações de um estado, neste caso foram somente plantas frigoríficas embargadas. O boi entrou de gaiato na história e mesmo assim, das 85 plantas, 24 são de bovinos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e apenas 41 continuam aptas ao consumo russo". Indagado, Sampaio frisa que as 41 podem tranquilamente suprir os embarques. (MP)

FONTE: DIARIO DE CUIABA

Para produtor norte-americano a comunicação é um grande aliado da Defesa

Dilemas e desafios não faltam para a cadeia produtiva da carne. Entre tendências de mercado, análises econômicas, modelos de produção sustentável, nesta manhã do segundo dia do Congresso Internacional da Carne, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Phillip Bradshaw, produtor norte-americano ligado a vários conselhos de pecuária dos Estados Unidos, trouxe uma questão singular ao debate: o problema da imagem do setor na opinião pública.

A empreitada de Bradshaw começou quando ele percebeu que o consumo de carne nos EUA caiu do início da década de 90 pra cá. Essa mudança no comportamento, segundo Bradshaw, se deu por conta de uma forte campanha contra o consumo de carne vermelha. “Vários grupos estão recebendo milhões de dólares para contar a histórias deles, onde a agricultura e a pecuária são duas grandes inimigas do meio ambiente.” explicou.

No entendimento de Bradshaw a cadeia precisa agir como um todo para desmanchar os poder corrosivo da divulgação de mitos e inverdades. “Chegou a hora de contar a nossa história. A produção de carne é segura e boa”, enfatizou. Para ele é fundamental que haja um empenho sério para educar e treinar os produtores rurais na defesa da produção agropecuária contemporânea, pautada exclusivamente pela ciência.

“Estamos fazendo um trabalho fraco na comunicação. Precisamos divulgar o valor da carne e mostrar que estamos produzindo o alimento do futuro. Devemos combater o medo do desconhecido com informação e com verdade. Não nos baseamos no que achamos sobre tal coisa, mas em dados científicos que colhemos”, comentou Bradshaw.

Contudo, lembra produtor que todos os esforços devem ser amparados no princípio da transparência. Como exemplo, ele comenta um caso curioso nos Estados Unidos. “A empresa Cargill convidou a famosa apresentadora de televisão Oprah Winfrey para conhecer um de seus frigoríficos. A visita foi acompanha pela imprensa e rendeu uma boa imagem. Um importante crítico da cadeia produtiva da carne no EUA acabou escrevendo coisas boas sobre o processamento de carne. A transparência vale a pena. Precisamos expor mais nosso trabalho, essa é a nossa defesa”, concluiu Bradshaw
Fonte: RIT

MÉXICO - Exportación ganado México a EEUU, estable en 2011/12


Las exportaciones de ganado de México hacia Estados Unidos, que crecieron a inicios del año por una sequía que golpeó Texas, se mantendrán elevadas por los atractivos precios en ese país.

La exportación de ganado en pie a Estados Unidos se dispararon un 38 por ciento de enero a abril, comparado contra el mismo lapso del año pasado.

El Gobierno mexicano espera que la exportación de ganado en pie en el 2011/12 sea de entre 1.1 y 1.2 millones de cabezas, cantidad en línea con los 1.14 millones del ciclo actual, dijo a Reuters Hugo Fragoso, director general de salud animal de la Secretaría de Agricultura.

"Es muy probable que se comporte igual, porque la demanda es muy buena, el precio es muy bueno en los Estados Unidos, entonces esto atrae a los productores", dijo Fragoso en su oficina en la Ciudad de México.

Además los elevados precios de los granos están encareciendo la alimentación de los animales, lo que también impulsa las exportaciones, dijo el funcionario.

Los precios de la carne también se han elevado en México por los mayores costos de alimentación del ganado, pero es poco probable que suban más, explicó.

"El precio no puede subir más porque la gente dejaría de comprarlo", dijo.

En el 2005/06, México exportó 1.26 millones de cabeza de ganado a Estados Unidos, pero en 2008/09 bajaron hasta 810,000 cabezas ante una caída de los precios en el mercado estadounidense, recordó.

El grueso del ganado es exportado desde los norteños estados de Sonora y Chihuahua.

México exporta ganado Estados Unidos, pero después importa carne procesada para cubrir la demanda nacional.

México se ubicó el año pasado como el segundo mayor destino de las exportaciones de carne de Estados Unidos por volumen, escoltando a Canadá, según cifras del Departamento de Agricultura estadounidense.

(Reporte de Mica Rosenberg)

FONTE: Agromeat

sábado, 11 de junho de 2011

URUGUAY - La mitad de los productores se resiste a vender a los precios actuales de la industria

José Aicardi de MEGAAGRO

De cuatro camiones ofrecidos, la mitad se resiste a vender a los precios que pasa la industria, indicó el operador José Aicardi, de la firma MEGAAGRO, al referirse a la reacción de los productores cuando se le pasan los valores que está ofreciendo la industria. Situó los valores al final de la semana entre US$ 3,85 y 3,90 para los buenos novillos, aunque hay plantas que insisten en cotizar a 3,80 en segunda balanza. La baja en esta categoría fue muy fuerte y ello genera esa reacción del invernador, que prefiere seguir metiéndole más kilos a su ganado. Aicardi consideró que luego de continuas bajas muy abruptas del precio del novillo esa tendencia deberá atenuarse. “No queda más para bajar”, consideró.

Menos fuerte fue el impacto en el precio de las vacas que cotizan entre US$ 3,70 y 3,75, aunque también se pasan valores de hasta 3,60 y ello podría determinar que se faenaran más vacas, aunque no hay una oferta abultada.

Los embarques se mantienen más allá de una semana, en general se marcan fechas a 10/12 días de la concreción de las compras.
FONTE: Rafael Tardáguila

URUGUAY - Un abrupto inicio de la pos zafra

Culminada la operativa para el Hilton 2010/11, la industria frigorífica frenó en seco el ritmo de actividad y la faena a partir de la semana pasada —culminada el 4 de junio— se derrumbó en algo más de 20%, unas 9 mil menos que el ritmo en el que venía operando las tres semanas anteriores, del orden de las 42-43 mil cabezas.

Los frigoríficos aducen que con el novillo cotizando por encima de los US$ 4 perdían cerca de US$ 100 por animal faenado. Con una carcasa de 230 kilos, implicaría un “rojo” de US$ 0,43 por kilo carcasa. La reducción de la actividad, por lo tanto, responde a esta lógica. “Cuanto más trabajás, más perdés”, comentó a Negocios Ganaderos un industrial frigorífico.

Sin embargo, los industriales aseguran que los números están en un rojo intenso. Plantas cerradas, envío de personal al seguro de paro, reducción del ritmo de actividad de faena, son todas consecuencias de este mal momento por el que atraviesa el sector. Para empeorar algo más la situación, el presidente auguró que “algún frigorífico va a caer”, quizás para poder luego, de concretarse esa eventualidad, hacer la del comentarista deportivo y afirmar, con orgullo: “lo dijimos”.Las condiciones del mercado internacional parecen estar empezando a mejorar, aunque todavía de forma muy paulatina. El enfriado en Europa logra cotizaciones por encima de las que se alcanzaban un par de semanas atrás, en tanto que en Rusia parece haberse encontrado un piso.

La forma lógica de reducir la presión alcista sobre los precios es atenuar la demanda, y eso es lo que hicieron los frigoríficos en estas dos últimas semanas. Se asegura que hay elevados volúmenes de carne en las cámaras a la espera de mejoras en las condiciones del mercado internacional.

Las expectativas, por lo tanto, son que la faena siga baja por varias semanas y que si eventualmente los fríos elevan en algo la oferta, la industria optará por estirar las entradas a planta y mantener la presión a la baja sobre los precios. Si la pérdida es de US$ 0,43 por kilo, el precio para los industriales debería ubicarse entre US$ 3,55 y US$ 3,60 para los novillos. Sin embargo, en las actuales condiciones de baja oferta de hacienda —condición que no cambiará por 2011 y 2012— no parece probable que los frigoríficos logren este objetivo.

Indicadores ganaderos

Referencia

Semana anterior

Año anterior

Variación anual

Reposición

Terneros hasta 140 kg

2,66

2,66

1,70

56%

Terneros generales hasta 200 kg

2,55

2,55

1,65

55%

Terneros Holando

1,50

1,50

1,05

43%

Terneras hasta 200 kg

2,05

2,05

1,26

63%

Novillos 1-2 años - 201 a 260 kg

2,12

2,12

1,42

49%

Novillos 2-3 años 261 a 360 kg

1,93

1,93

1,35

43%

Novillos más 3 años - más de 360 kg

1,97

1,95

1,30

52%

Vaquillonas 1-2 años 201 a 260 kg

1,90

1,95

1,18

61%

Vaquillonas más 2 años más de 260 kg

1,85

1,85

1,16

59%

Vientres preñados

750

750

400

88%

Vientres entorados

600

600

380

58%

Vacas de invernada

1,65

1,65

1,01

63%

Piezas de cría

380

380

260

46%

Referencias ganado gordo

Novillo especial (US$/k 2ª bal.)

3,95

4,00

2,67

48%

Vaca pesada (US$/k 2ª bal.)

3,70

3,70

2,42

53%

Ovinos

Ovejas de cría

90

90

62

45%

Borregos/as dl

95

95

60

58%

Capones

100

100

68

47%

Corderos/as

85

85

65

31%

Corderos para invernar

50

55

40

25%

Referencias ovinos gordos

Cordero pesado (US$/k 2ª)

5,61

5,58

3,90

44%

Capón (US$/k 2ª bal.)

5,47

5,45

3,55

54%

Oveja (US$/k 2ª bal.)

5,32

5,34

3,50

52%

Fuente: TARDÁGUILA AGROMERCADOS
Negocios Ganaderos. Precios en US$/kg o US$/cabeza

FONTE: Rafael Tardáguila

Preços das carnes fecham mais uma semana sem reação

Ofertas continuam altas e demanda segue estagnada
A intensificação do frio ainda e o pagamento dos salários de junho não recuperaram os preços das carnes como era esperado pelos produtores. A semana fecha com baixa nos valores de bovinos e manutenção das cotações de frangos e suínos, de acordo com dados do Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepea).

A arroba do boi registrou queda de 0,47% no acumulado do mês. A cotação está avaliada em R$ 98,21. Para o analista Alex Lopes da Silva, da Scot Consultoria, o recuo é reflexo das vendas de animais retidos durante a safra. “Ainda tem produtor colocando produto no mercado antes do início da entressafra, o que aumenta a oferta."

A demora na reação dos bovinos continua impactando os preços dos frangos. As cotações dos tipos resfriado e congelado não tiveram alteração na semana – permaneceram R$ 2,32/kg e R$ 2,44/kg respectivamente. Segundo o Cepea, outro complicador é o aumento dos custos de insumos (milho e farelo de soja) registrado no início do mês.

Mas o suinocultor enfrenta a pior situação. A cotação do quilo do animal vivo estacionou em R$ 2,02 – quase R$ 0,70 abaixo do valor considerado ideal pelos produtores. O aumento de custos também atrapalha. O milho teve aumento de 15% nos cinco primeiros meses de 2011 em comparação com o mesmo período do ano passado. “O consumo está lento. A suspensão das compras de carne de três estados por parte da Rússia aumenta ainda mais a disponibilidade interna”, afirma Silva.

FONTE: EPTV

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mercado da carne no mundo foi destaque no Congresso Internacional


As imposições do mercado internacional foram debatidas no primeiro dia do Congresso Internacional da Carne

O assunto predominante do Congresso Internacional da Carne, que acontece em Campo Grande (MS) de 07 a 09 de junho, foi o mercado da carne que o Brasil conquistou nos últimos anos e as consequências de representar 33% de toda carne exportada no mundo. “Nós estamos incomodamos”, resumiu o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat - Luciano Vacari. Hoje o Brasil é o primeiro exportador e o segundo produtor de carne do planeta.

Um claro sinal de que o crescimento incomoda o mercado externo é o tom de ameaça que a Rússia adotou nos últimos dias de embargo a 85 estabelecimentos alegando razões sanitárias, sem aviso prévio ao governo brasileiro. “O governo tem que tomar posições firmes para evitar que isso aconteça e todos os esforços são necessários”, pontuou o presidente da Acrimat, José João Bernardes. Para a Acrimat, o governo precisa interferir de forma incisiva nessa questão para que a imagem de produção de carne no Brasil não sofre prejuízo.

Segundo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, “até o final deste mês de junho a situação deverá ser resolvida”. Ele ressaltou que “uma missão deve ir à Rússia nos próximos dias, com documentos de análises de laboratórios para atender as exigências fitossanitárias do governo russo”.

Participam do Congresso Internacional da Carne a diretoria da Acrimat, os representantes da associação de oito regiões de Mato Grosso e lideranças do setor produtivo. “Assuntos relevantes estão sendo discutidos aqui no evento e os rumos do setor para os próximos anos são pontuados por especialistas do mundo inteiro e essas informações são estratégicas para o nosso negocio”, disse o presidente da Acrimat. O evento promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) em conjunto com o International Meat Secretariat (IMS), conta com a participação de 19 estados e 11 países.

FONTE: assessoria de imprensa da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat.

Campanhas publicitárias desmistificam idéia de que comer carne faz mal

Os benefícios da carne vermelha na alimentação humana devem ser fortemente ressaltados, da mesma forma que os equívocos de que a carne provoca doenças devem ser desmistificados através de campanhas publicitárias. O tema foi defendido por especialistas, na manhã desta quinta-feira (09), no Congresso Internacional da Carne 2011. “Muita gente acredita que a carne é feita na bandeja de supermercado, assim como o leite na caixinha. É preciso desmistificar essa imagem que o consumidor urbano tem da carne”, defendeu o diretor do Instituto de Estudos Econômicos, da Sociedade Rural Argentina, Juan José Grigera Naón.

Com o tema “Construindo confiança na agropecuária de hoje”, o especialista dos Estados Unidos, Philip Bradshaw, falou sobre os mitos e campanhas publicitárias relacionados ao consumo do carne. “Tem grupos que relacionam a carne a doenças como obesidade e morte precoce. Mas não são eles que produzem alimento. São campanhas inverídicas, contra o consumo de carne. Por causa dessas propagandas, o consumo nos EUA diminuiu. Precisamos derrubar esses mitos e inverdades”, enfatizou Bradshaw. Para ele, os consumidores precisam ouvir o outro lado da história e conhecer melhor os processos de produção da carne. “As pessoas precisam saber que carne é segura e não causa problema nenhum”, ressaltou.

O especialista que veio falar da experiência australiana no marketing da carne, John Cox, também compartilha da mesma opinião de que a publicidade deve ser usada em benefício da promoção da carne. “Precisamos entender melhor os hábitos dos consumidores e fazer campanhas sobre a importância nutricional da carne na alimentação humana”, citou. Segundo ele, a nutrição deve ser o principal foco do marketing da carne.

No período da manhã, no painel sobre marketing e organização setorial foram apresentadas ainda as palestras “Colômbia: País de Oportunidades”, com José Félix Lafaurie Rivera e a palestra “Marketing da carne brasileira: perspectivas e desafios”, do representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

Congresso da Carne 2012

O Congresso desse ano ainda nem terminou, mas os franceses já estão adiantados na organização do evento para o próximo ano, que acontecerá em Paris no dia 4 de junho. “Como seria o mundo sem carne¿” Essa será uma das principais abordagens que será apresentada no evento do ano que vem, de acordo com o chefe da Organização do Congresso Mundial da Carne 2012, Jean Louis Bignon. Segundo ele, o evento espera a participação de mil pessoas de todo o mundo. O Congresso irá abordar ainda temas como tecnologia, políticas internacionais, bem estar animal, demanda de carne no mundo, dieta saudável, entre outros.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Ministério da Agriculturra, Pecuária e Abastecimento, da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS – Senar/MS, do Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA, do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Convention Visitors Bureau, e é patrocinado por John Deere, Marfrig, Seara, AllFlex, JBS, Safe Trace, Valefert, Serrana Nutrição Animal, Fecomércio, Sindan, Sebrae, Fiems e Banco do Brasil.
FONTE: Sato Comunicação

Os desafios para mudar a imagem do setor de carne


Como mostrar que a proteína vermelha é produzida com sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental foi o ponto alto das discussões no Congresso Internacional da Carne

É indiscutível a importância da carne vermelha no mundo para a saúde do homem e para a econômica, mas é indiscutível também que a sociedade aponta o dedo para o produtor como responsável pela destruição ambiental. Uma responsabilidade computada apenas ao setor produtivo, sem mesurar o seu trabalho em produzir alimento para o mundo e preserva o meio ambiente através de reservas que chegam a 80% de sua propriedade, como a lei determina no bioma amazônico por exemplo. “O problema da Amazônia não é problema da pecuária, mas da ausência do estado”, apontou o representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat – representante da pecuária mato-grossense, responsável pelo maior rebanho do Brasil com quase 30 milhões e cabeças, trabalho junto aos seus associados nesse rumo. “Por enquanto estamos vendo a porteira à nossa frente e a o caminho para toda essa mudança efetivamente acontece depois dela”, disse o presidente da Acrimat, José João Bernardes. Ele ressaltou que a associação vem fazendo um trabalho preliminar que é o de conscientização do produtor de que “toda mudança passa por ele, tanto no que se refere aos recursos para mover uma campanha pesada de marketing, como de se engajar em mudanças de conceitos e de produção”.

O dirigente da Acrimat explica que diversas ações estão sendo desenvolvidas pelo setor no Brasil e no mundo para quebrar o preconceito com o setor produtivo “mas temos que fazer isso sem olhar para o passado, pois as regras mudaram e não podemos falar de passivos ambientais em um país que tem 62% de seu território preservado, isso é prova incontestável que temo ativos e não passivos”. Bernardes lembra que a Europa e os Estados Unidos não podem dizer o mesmo, pois só possuem passivo ambiental, e mesmo assim promovem discussão sem mencionar o que fizeram no passado. “Mato Grosso é campeão em produtividade no agronegócio e 64% das nossas terras estão intactas, por isso podemos afirmar que somos credores ambientais do mundo e o produtor tem que se preparar para explicar isso aos consumidores, com orgulho de produzir proteína vermelha com sustentabilidade”, ponderou.

Diante dessa urgência em preparar o produtor para esse novo mercado está participando do Congresso Internacional da Carne uma comitiva de 40 pessoas do setor da pecuária de Mato Grosso. São dirigentes, representantes da associação de oito regiões de Mato Grosso, lideranças do setor produtivo e jornalistas. O evento foi promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) em conjunto com o International Meat Secretariat (IMS), conta com a participação de 19 estados e 11 países.
Congresso da Carne 2012

O Congresso desse ano ainda nem terminou e os franceses já estão adiantados na organização do evento para o próximo ano, que acontecerá em Paris no dia 4 de junho. “Como seria o mundo sem carne?” Essa será uma das principais abordagens do evento do ano que vem, de acordo com o chefe da Organização do Congresso Mundial da Carne 2012, Jean Louis Bignon. A França espera a participação de mil pessoas de todo o mundo no Congresso, que vai ainda abordar temas como tecnologia, políticas internacionais, bem estar animal, demanda de carne no mundo, dieta saudável, entre outros.

FONTE:assessoria de imprensa da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat.