quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CNTA Afins ameaça greve nacional para reverter demissão em frigorífico do RS

Motivo seria a saída da unidade da Marfrig, em Alegrete, no Rio Grande do Sul.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) protocolou na última sexta (16/1) ofícios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e nos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE); e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em repúdio a ameaça de demissão de cerca de 600 trabalhadores do frigorífico Marfrig, em Alegrete (RS).

A entidade, que representa 440 mil trabalhadores do setor no Brasil e cerca de 54 mil só no Estado do Rio Grande do Sul, pede a intervenção do governo para reverter a situação dos trabalhadores da região.

Para o presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, a justificativa de "falta de matéria-prima e necessidade de alto investimento em melhorias estruturais" por parte da Marfrig deve preocupar não só os trabalhadores, mas também governo e sociedade, já que a indústria (uma das principais do País) conta com incentivos e empréstimos públicos como o do BNDES.

"O dinheiro público foi investido nessa indústria e o mínimo que deveríamos cobrar em troca é a contrapartida social por parte da empresa. Não aceitamos essas demissões e nem como isso foi decidido e anunciado (durante férias coletivas), sem negociar com os trabalhadores e o sindicato local. Se o grupo Marfrig não rever essas demissões, a CNTA Afins não descarta a possibilidade de uma grande mobilização nacional dos trabalhadores ligados às unidades da Margrif, com possíveis paralisações", afirma Bueno.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Alegrete (RS), a medida atingirá até 2,5 mil pessoas.
Informações Assessoria de Imprensa CNTA Afins

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ministra promete tratamento igualitário à indústria da carne bovina


A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, se reuniu nesta terça-feira com produtores e representantes das indústrias do setor de carne bovina. Segundo o ministério, Kátia afirmou que a gestão dela vai tratar todos os frigoríficos, sejam eles pequenos, médios ou grandes, de forma igualitária.

Durante o encontro, foram discutidas questões de rastreabilidade, combate a doenças, abertura de mercados, desoneração de tributos e o uso de avermectina de longa duração. A ministra ainda pediu sugestões dos pecuaristas para acrescentar ao projeto que está colocando em prática para dar mobilidade social das classes rurais. 

Fonte: Estadão Conteúdo

Crédito será prova de fogo para Kátia Abreu

Brasília- DF, Brasil- Kátia Abreu será Ministra da Agricultura.Geraldo Magela/Agência Senado
Manter o volume do crédito rural para a agricultura empresarial será o primeiro grande desafio para a nova ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, na cúpula do governo federal. Desde que assumiu, suas declarações são no sentido de que não vê dificuldades em negociar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mas há indícios de que o governo federal tende a manter o volume de recursos ou mesmo reduzi-lo
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, disse, logo após reunião com Levy, que espera “que seja mantido” o orçamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é de R$ 24,1 bilhões em 2014/15. Não há confirmação de manutenção dos R$ 156 bilhões da agricultura empresarial.
Kátia abreu tem até junho para negociar com ministérios pares. E mostra consciência de que terá de fazer pressão por recursos. “Será grande o esforço para agilizar ações estruturais com outros órgãos do governo e manter a situação positiva para o agronegócio”, afirma.

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Marfrig confirma que irá fechar frigorífico em Alegrete

Empresa enviou documento ao governo do Estado no qual mantém decisão de suspender operações da unidade onde trabalham 623 funcionários


Marfrig confirma que irá fechar frigorífico em Alegrete Marcio Vaqueiro/Agencia RBS
Empresa manterá atividades na planta de São Gabriel, Bagé e Hulha NegraFoto: Marcio Vaqueiro / Agencia RBS
Marfrig não irá voltar atrás na decisão de suspender as operações do frigorífico em Alegrete, na Fronteira Oeste. A informação foi dada no final da tarde da segunda-feira em ofício encaminhado pelo diretor presidente da Marfrig Global Foods, Martín Secco, ao secretário da Agricultura, Ernani Pol.
— Agora vamos tentar buscar uma outra alternativa — pontua Polo, que deve reforçar outro pedido: o de que a Marfrig considere a alternativa de repassar a operação a uma outra empresa, o que garantia a manutenção dos empregos.
Com a confirmação da paralisação em Alegrete, a Secretaria do Trabalho dará início a ações que possam diminuir os impactos das demissões. O primeiro passo será o cadastramento dos trabalhadores.
A Marfrig mantém no Estado as unidades de São Gabriel, Bagé e Hulha Negra (onde está o frigorífico Pampeano).
fonte: Zero Hora

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Preços da carne bovina estabilizam após festas de fim de ano NESPRO Índices mostra que cortes para churrasco apresentaram as maiores altas

Retomando as atividades do ano, o NESPRO Índices mostra o comportamento dos preços de carne no varejo de Porto Alegre (RS) neste início de 2015. Os preços dos cortes de carne bovina vinham em alta  desde a última semana de novembro no Estado. No entanto, após as festas de fim de ano, houve uma estabilização. O levantamento do NESPRO mostrou ainda que estão faltando alguns cortes, principalmente  nos supermercados.

Os chamados cortes para churrasco – maminha, entrecot e picanha – registraram um aumento médio de 11% no período avaliado. A maior alta foi a da maminha, 11,7%, seguida do entrecot, com 11,4%, e da picanha,  11,0%. “Já esperávamos esse aumento, porque nessa época de festas as pessoas costumam fazer churrasco e consequentemente os estabelecimentos elevam os preços em função da maior procura”, explica  o médico veterinário e pós-doutorando em Agronegócios Eduardo Antunes Dias, do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPRO). Mas não foram apenas os cortes para churrasco que aumentaram de preço na virada do ano. As carnes usadas no dia a dia também tiveram elevação da última semana de novembro até a primeira  quinzena de janeiro.

O levantamento do NESPRO apontou que as carnes de traseiro – moída de primeira e alcatra – subiram 7%. “A alcatra teve um amento de 5,5%, enquanto a moída de primeira subiu ainda mais,  8,4%”, afirma Dias. Já os preços das carnes de dianteiro – acém e moída de segunda - ficaram estabilizados, com alta de 0,1%.

A pesquisa do NESPRO mostra que os preços do quilo do boi também estabilizaram em janeiro no Estado, em torno de R$ 4,90. “No final do ano, os frigoríficos pagam mais para os produtores em função  da maior procura de carne pelos consumidores, visando manter a oferta.

A estabilidade dos preços em janeiro, após as festas de fim de ano, é natural”, completa o médico veterinário. No ano passado, segundo o IBGE, a carne teve um aumento médio de 22,21% em todo o Brasil.

Agora o NESPRO Índices está com um novo layout, em formato de livro, o que facilita a leitura. Assim pode-se comparar o comportamento dos preços ao longo do tempo, ficando na cor vermelha  conforme aumentam, na cor verde quando abaixam ou pretos quando estabilizam. 



Preços da Carne Bovina para o consumidor (R$/Kg) - quinzenal 

http://www.ufrgs.br/nespro/arquivos/indices/carne_bovina/1/index.html#p=2

fonte: Nespro

HUMOR!!!

Realmente quanto vai valer o terneiro nesta safra de 2015 ?


Como todo ano acontece, quando nos aproximamos da safra de terneiros, acabo sempre sendo questionado sobre o valor do kg vivo para comercialização.
O que tenho a dizer este ano é o que venho falando nos anteriores, mas eu pergunto esta valorização vai ate quanto?

1º Nestes últimos meses de 2014 e início de 2015 não enfrentamos  secas, portanto existe uma abundância de pastos que fazem com que o criador tenha condições de segurar um pouco mais seus animais, sendo assim preparem-se para comprar terneiros mais pesados

2º Soja cada vez mais tomando a àrea da pecuària, portanto menor produção de terneiros.

3º O preço boi gordo no RS, muito bem obrigado!!! O que estimula a retenção de fêmeas e com isso menor venda de vacas como também novilhas aptas para reprodução. É so olhar a quanto e quantos touros foram vendidos esta primavera de 2014

4º Existe também, em nossa região e a da campanha gaúcha, empresas nacionais (Frigoríficos) e exportadoras (hoje um pouco menos ativas , mas com previsões ainda deste ano voltarem a comprar)  buscando um tipo de mercadoria muito encontrada aqui, que são terneiros e novilhos de raças europeias ou suas cruzas, para atender suas demandas, sejam elas no Brasil ou exterior.

5º Valendo a sabedoria popular temos:
  - 15 a 20 % a mais do que o KG do boi vivo
 - uma mais atual: 2,2 a 2,4 terneiros de 180 kg  por boi gordo 

6º Preço médio do kg vivo do terneiro nos últimos anos
2006 - R$ 1,65
2007 – R$ 2,50
2008 – R$ 3,00
2009 – R$ 2,60
2010 – R$ 3,00
2011 – R$ 3,50
2012 – R$ 4,00
2013 – R$ 4,30
2014 -- R$ 4,70

E o mais importante, muita gente, mas muita gente mesmo, não conseguiu repor seu estoques com os novilhos e, obrigatoriamente, vira se abastecer de terneiros, inclusive se preparando para não enfrentar a mesma situação no ano que vem, principalmente invernadores.

Portanto minha opinião é a de que teremos preços firmes entre R$ 5,50 e R$ 6,00 no forte da safra de terneiros, mas isto não é surpresa pois todo mundo já espera!!!!

Lund


Especialista aposta em retenção de fêmeas para manter preço firme da arroba do boi gordo

Foto: Assessoria Acrimat
Especialista aposta em retenção de fêmeas para manter preço firme da arroba do boi gordo
A continuidade da retenção de fêmeas para o abate seguirá pressionando o preço da arroba do boi gordo para cima. Fator este, segundo especialistas, que deverá fazer com que 2015 seja o ano da pecuária, visto a oferta de animais ser menor que a demanda. Em 2014 a arroba do boi gordo em Mato Grosso chegou aos patamares de R$ 130.

Apesar da recuperação dos preços, onde se teve os preços nominais maiores da história no Estado, a renda da pecuária não acompanhou a evolução do valor pago ao produtor pela arroba, que equivale a 15 quilos.

Leia mais:
Churrasco e guisado estão 23,97% mais caros apenas com a carne bovina
Arroba da vaca tem valorização de 41% em relação a 2013, revela Imea

De acordo com o ex-superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, o custo de produção encareceu também. Em entrevista ao Agro Olhar, ele comenta que os preços pagos pelos animais tendem a seguir pressionados e que 2015 será o último ano de sentimento dos reflexos dos abates de fêmeas de 2012 e 2013, anos nos quais o percentual de fêmeas dentro do volume total de animais destinados aos frigoríficos equivalia a mais de 50%.

Confira a seguir entrevista com o ex-superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari: 

Agro Olhar - Como foi à pecuária em Mato Grosso e no Brasil em 2014?

Luciano Vacari - 2014 foi um ano bom para a pecuária de Mato Grosso e do Brasil. Nós vivemos um ano bom de preço e isso é indiscutível. Tivemos os preços nominais maiores da história. Então, muita gente comemorou esse negócio. O problema é que as pessoas fazem uma análise errada do negócio. Não é de preço que se faz a atividade. A atividade se faz de renda e apesar de o preço ter se recuperado o custo de produção subiu de maneira inexplicável. É aquela história a pessoa vê que você está recebendo mais pelo produto e ele vai e aumenta o negócio dele, isso aconteceu com o sal mineral, com medicamento, com mão de obra, diesel. Aconteceu com tudo. Não foi só na pecuária. A renda não acompanhou a evolução do preço, mas mesmo assim tivemos um ano de renda positiva. Isso é muito bom, porque a pecuária viveu anos sem renda. Quando não ficava no zero a zero, ficava com renda negativa e nós vimos isso claramente. Todo aquele abate de fêmeas foi feito em 2010 e depois agora em 2012, isso é um sinal claro de que existe um problema. Quando se abate fêmea deste tanto se está usando o patrimônio para fazer dinheiro. Esse eu acho que foi o negócio do ano. Foi um ano bom de preço, mas a renda não acompanhou toda essa condução, apesar de ter sido positivo.

Agro Olhar - E por que se fala tanto da renda?

Luciano Vacari - Eu falo tanto da renda, porque a renda é o desafio do setor. Se você tiver renda você terá como comprar o pacote tecnológico que está aí. A tecnologia à disposição da pecuária ela é hoje muito grande, o problema é que o produtor não tem renda para ir comprar aquele produto que ele quer. Ele acaba com isso comparando um produto com qualidade um pouco inferior, que vai dar um resultado inferior, porque é o que ele tem e ao que ele consegue ter acesso. Então, se você tiver renda você vai acessar a tecnologia e com a tecnologia você faz tudo o que quer que é aumentar o índice de produtividade.

Agro Olhar – E o pesou para em 2014 chegarmos a registrar cerca de R$ 130 a arroba em Mato Grosso do boi gordo?

Luciano Vacari - Em 2014 o que deu toda essa sustentação para este momento de preço foi a história da demanda. Não tem jeito o preço é a oferta e a demanda. O fator primordial de 2014 foi à demanda, principalmente a demanda externa. Nós retomamos vários mercados que havíamos perdido, exportamos 7% a 8% a mais que em 2013, tanto em volume quanto em faturamento. O mercado interno também foi muito bom em 2014 e nós tivemos dois grandes eventos, que foi a Copa do Mundo e a eleição. Isso fez com que tivéssemos uma demanda boa. Deu vazão para a produção. Ao contrário do que muita gente acha "a teve tudo isso porque o rebanho diminuiu", pelo contrário não faltou boi em 2014. O que houve foi uma sensação de que não teve boi, porque o abate de fêmeas diminuiu. O que tivemos foi uma oferta equilibrada, muito parecida com 2013, e uma demanda maior que 2013. Foi isso que fez 2014 ser um ano de preços assim.

Agro Olhar - Como estão as perspectivas para 2015?

Luciano Vacari - O ano de 2015 tem tudo para continuar com esse suporte de preço, ou seja, a demanda dando suporte. É normal aumentar a exportação, salvo se tivermos um problema externo, pois todos os dias entram mais pessoas na faixa de consumo. O consumo interno é uma incógnita, isso dependerá de como a economia brasileira vai se comportar. Mas, a soma das duas, interna e exportação, nós acreditamos que teremos uma demanda maior em relação a 2014. E do lado da oferta aí sim em 2015 nós vamos uma oferta menor do que em 2014. Nós vamos ter dois fatores uma demanda maior e uma oferta menor.

Foto: Reprodução/Internet

Agro Olhar - O setor acha que essa oferta de animais pode ser quantos por cento menor? É uma consequência dos abates maiores de fêmeas nos últimos três anos?

Luciano Vacari - Não dá para você ter uma noção. Essa oferta menor é sim uma consequência do aumento de abates de fêmeas. O ano de 2015 vai ser o último ano que nós vamos sentir os reflexos de abates de fêmeas de 2012 e 2013. Este ano acaba o reflexo do que foi feito lá atrás, ou seja, fecha um ciclo.

Agro Olhar - E como setor está vendo o mercado externo? Nós tivemos consideráveis números de frigoríficos sendo autorizados pela Rússia, o Japão sinaliza retorno de compra, além de novos mercados sendo abertos. Como o setor vê isso?

Luciano Vacari - Isso é muito positivo. Existem duas coisas importantes que a gente observa nisso. Primeiro o fato de retomarmos mercado, isso é muito bom independente do tamanho do mercado, se ele compra muito ou compra pouco, o fato é que retomamos mercado que nós havíamos perdido. Isso consolida cada vez mais o Brasil no patamar entre o primeiro e o segundo exportador do Mundo. E a outra coisa, que é importante, é a demonstração de credibilidade. Quando um país exigente como o Japão declara para o Mundo inteiro que vai comprar carne industrializada do Brasil ele está dando uma demonstração para o Mundo inteiro de que o nosso modelo é confiável, que ele está satisfeito com os requisitos técnicos e isso é positivo.

Agro Olhar - Nós tivemos no início de 2014, mais precisamente em abril, com confirmação em maio, de um caso do mal da vaca louca, que rapidamente foi confirmado que era um acaso atípico. Nós tivemos, com isso, alguns países embargando a carne mato-grossense, mas logo voltando a comprar. A atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi fundamental neste ponto, na questão das analises?

Luciano Vacari - Ele foi exemplar e nós estamos muito satisfeitos, porque há muitos anos nós cobrávamos um posicionamento mais firme do Ministério. Felizmente, o Ministério da Agricultura do Brasil nos últimos dois anos vem dando demonstração de comprometimento com o setor, com o Brasil, com os produtores. E o que aconteceu aqui foi um evento sanitário que poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo, pois foi um caso atípico e infelizmente aconteceu em Mato Grosso. Mas, o que foi fundamental foi a atitude do Ministério. Em 40 dias o Ministério havia identificado o foco, tomado todas as medidas de contenção, comunicado a OIE e resolvido o problema, ou seja, tudo o que deveria ter sido feito foi feito e isso deu credibilidade para o Brasil e Mato Grosso. O mundo inteiro viu que o nosso sistema de defesa, que é o mais importante, funcionou, pois se não ninguém tinha identificado e funcionou rapidamente. As ações tomadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foram adequadas e no tempo adequado e os resultados foram os esperados. Foi coletado material, mandado para laboratório, comprovado laboratorialmente e pronto. Encerrou o assunto. É lógico que alguns países possuem o direito de usar isso para embargo comercial. Alguns fizeram e aí o trabalho do Ministério e do ex-ministro Neri Geller foi fundamental, porque foram procurar todos os países que embargaram e explicar um a um o que aconteceu, quais as medidas tomadas, apresentar o modelo de defesa brasileira e todo mundo ficou satisfeito, tanto que todos os países que embargaram nesse evento já retiraram seus embargos.

Agro Olhar - E a atuação do Estado de Mato Grosso? Como o setor pecuário vê, não apenas nesta questão sanitária do mal da vaca louca, mas também nas demais que surgem? Como está à atuação do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e quais as perspectivas para este novo governo?

Luciano Vacari - Neste caso específico do caso sanitário de Porto Esperidião (mal da vaca louca) temos que deixar claro o seguinte: toda a ação de defesa ela é feita em conjunto com o Ministério da Agricultura e o Indea e isso funcionou perfeitamente. O Indea é um dos órgãos mais importantes do Estado. Os servidores do Indea são profissionais técnicos e compromissados com a defesa agropecuária de Mato Grosso e todo o trabalho que deveria ter sido feito foi feito de maneira exemplar. Mas, além disso, o Indea tem a prerrogativa e o dever de cuidar da defesa agropecuária do Estado, dos postos interestaduais, dos abates, inspeção estadual, enfim, ele cuida da defesa agropecuária. O Indea está aí para evitar que problemas aconteçam. É muito melhor você trabalhar com prevenção. Nós não temos nenhuma preocupação com a capacidade técnica do Indea, nós estamos muito satisfeitos com esta parte. O que nos deixa preocupados é a capacidade operacional e infelizmente nos últimos anos o governo do Estado não deu a atenção que deveria ter dado para o Indea. Nós vimos postos sem condições de trabalho, veículos sem condições de trabalho e isso compromete o serviço. O que esperamos é que este novo governo dê a atenção que o órgão de defesa agropecuária merece e é muita atenção, pois é um dos órgãos mais importantes do estado, como eu disse. A atividade agropecuária é fundamental para Estado. Mato Grosso é um Estado produtor. Somos o maior produtor de soja, maior de gado e precisamos da melhor defesa do Brasil.

Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar

Agro Olhar - O que faz a pecuária de Mato Grosso dar certo e ser a maior do Brasil?

Luciano Vacari - É uma série de fatores. Primeiro nós temos aqui clima favorável, relevo favorável. Nós temos uma combinação de gado, ou seja, além do Nelore, temos outras raças entrando, o que é importantíssimo para o negócio, pois faz com que haja uma busca para sempre melhorar a produtividade. Nós temos pastagem. Então, o que fez dar certo foi uma combinação de solo, clima, baquearia e Nelore. Isso mudou a pecuária de Mato Grosso. É lógico que isso foi a 30, 40 anos atrás, mas foi à base da pecuária. Hoje, a gente continua com o mesmo relevo, o mesmo clima, vemos o rebanho mudando e se tornando mais produtivo e a gente vê a tecnologia sendo aplicada. Além disso, o que é fundamental é o trabalho dos produtores. Você dizer que o pecuarista é conservador é uma coisa que nós nunca concordamos, porque se ele fosse conservador ele teria ficado no Paraná, em São Paulo, no Mato Grosso do Sul e não teria vindo há 40, 50 anos para Mato Grosso abrir o Estado, fazer cidades.

Agro Olhar - Quais são hoje os entraves do setor pecuário mato-grossense?

Luciano Vacari - Nós temos alguns. O principal, e é perene essa preocupação nossa, não é um entrave e sim uma preocupação, que é o trabalho com a defesa. Nós vivemos de um negócio que depende diretamente da defesa, pois qualquer problema prejudica o nosso negócio. Além disso, temos problemas operacionais, ou seja, nós não temos estradas, não temos infraestrutura. Por conta do tamanho do Estado se produzir em algumas regiões é o custo de produção mais caro do Brasil, na hora de vender o produto é o boi mais barato do Brasil e isso compromete a renda, que é um gargalo importante. A diversificação da indústria frigorífica do Estado continua sendo um problema. Existem regiões do Estado que sofrem com a falta de opção para o abate para abater os animais, aí o produtor acaba sendo prejudicado pela falta de concorrência. Acho que estes são os principais.

Agro Olhar - E o que faz a arroba do boi de Mato Grosso ser mais barata que a de São Paulo? É a questão de nós termos o maior rebanho ou a logística?

Luciano Vacari - É a questão da dificuldade de logística. Nós estamos a 2 mil quilômetros dos grandes centros consumidores. Estamos a 2 mil quilômetros dos portos por onde exportamos os produtos. E você quando compra uma carga de sal mineral essa carga tem de vir até o Mato Grosso e esse boi tem que descer, ou seja, custa mais caro produzir, pois o sal mineral é o mais caro do Brasil, e você é penalizado porque na hora do abate essa carne tem de andar.
fonte Agro Olhar

sábado, 17 de janeiro de 2015

Vale a pena vender boi para quem paga menos no balcão, mas bonifica?

Para começo de conversa, a resposta é depende. Agora vamos aos pontos.
Quando escrevo análises do mercado do boi, costumo colocar os “preços de balcão” que são os preços iniciais da negociação, sem bonificações nem “choro”, estes que nas indústrias que pagam bonificações são menores, mas se o gado for de qualidade, tiver padrão e for rastreado, o preço final pode ser bem maior do que aquele que parece ter um bom preço de balcão e não bonifica.
Vamos exemplificar.
Atualmente, os preços do boi gordo no Rio Grande do Sul giram entre R$9,80 e R$10,10/kg de carcaça, a prazo, sem considerar bonificações, o famoso preço de balcão.
Considerando uma carcaça de cruzas Angus ou Hereford de 225kg e nível de gordura 3, de um animal com 4 dentes (entre 24 e 31 meses), pelo preço de balcão, no primeiro preço citado (R$9,80) o pecuarista receberá R$2.205,00 por animal. Já no segundo preço (R$10,10) este produtor receberá R$2.272,50 por animal. Uma diferença de R$67,50/animal, que em uma carga de 30 bois, representa R$2.025,00. Que é um valor considerável.
Mas isto considerando apenas preços de balcão, para gado “comum” como é chamado, façamos a mesma comparação com as diferentes bonificações.
Considerando apenas as bonificações dos programas Angus e Hereford. O nosso boi tem 3% de bonificação, pela raça, gordura e peso. O que nos resulta em R$66,15 a mais por cabeça, praticamente zerando a diferença de R$0,30 do preço de balcão. Caso ele tenha mais peso e ou mais gordura, o pagamento a mais aumenta, pode chegar a 10%, dependendo do frigorífico.
Agora apenas com a bonificação pela rastreabilidade, que pode chegar a R$100,00, conforme o acabamento de gordura e o peso de carcaça, o que diminui ou elimina a vantagem da indústria que não paga bonificação. No caso do boi do exemplo, com peso de 225kg e gordura 3, a bonificação fica em R$80,00. Então estamos lucrando R$12,50 a mais por cabeça com este bônus, fazendo a conta por kg, estamos recebendo R$10,24.
Agora vamos fazer as contas com os programas de bonificação Angus e Hereford e rastreabilidade. A bonificação, no caso deste tipo de animal, rastreado, paga 7% a mais (podendo chegar a 10% conforme o frigorífico e o programa de bonificação), considerando o preço do boi negociado como base, ou seja:
R$9,80 + 7% (R$0,69) = R$10,49
Com isto, percebemos que os preços de balcão podem não representar o valor que será recebido após as bonificações, no caso de um animal que atenda às exigências de cada um dos programas de bonificação.
Vale ressaltar que a bonificação pela rastreabilidade não soma integralmente com os programas de raça, mas há um aumento na bonificação sim. Em frigoríficos que não “pagam o brinco” ou não bonificam a rastreabilidade, as bonificações por raça, peso, gordura e idade também podem chegar a 10%.
Outro ponto que deve ser levado em consideração é o rendimento de carcaça, que pode influenciar no pagamento final, mas este assunto não será discutido neste artigo.
O mesmo raciocínio vale para o restante do Brasil, mas com cálculos de maneira diferente, conforme as bonificações.
Então, novamente respondendo ao título do artigo “Vale a pena vender boi para quem paga menos, mas bonifica?” depende se o animal atende ou não às exigências das bonificações que são: nível de gordura, idade, peso, rastreabilidade e padrão racial.
Consulte as bonificações dos frigoríficos, que podem chegar a 10%, dependendo do gado.
E no seu caso, vale a pena vender para quem paga menos no balcão, mas bonifica? Faça o cálculo para a sua situação e responda essa pergunta, que é fundamental para comercialização dos animais.
Por Renato Bittencourt

VACAS C/CRIA E VACAS PRENHAS A VENDA

VACAS C/CRIA E VACAS PRENHAS
Lote: 0319
Quantidade: 18
Peso Médio: 420
Sexo: Fêmeas
Tipo 
idade: Anos
Idade: 000
Raça: Aberdeen Angus
Animal: Vacas c/cria e vacas prenhas
Valor: R$ 57.000,00Cidade: Santa Vitoria do Palmar

 18 vacas sendo: 07 Red angus, 07 Red brangus e 04 Angus. A maioria é gado de cabanha, as 07 Brangus origem BT da Cabanha Paineiras, 03 red angus e 01 angus são CA origem da Cabanha Caiubá, e 07 vacas produção da propriedade. Tem um touro Angus duplo CA da Cabanha Tradição. As vacas ja vão com 10 terneiros ao pé (04 machos/ 06 femeas) O gado não foi tocado, mas esta em serviço com o touro desde outubro/2014. Gado em ótimo estado e padrão racial. Couro Limpo. Pode tem varia 3 em 1.
Imagens do lote

Governo do RS pode ampliar benefícios para Marfrig não fechar frigorífico


Gabriela Lara, correspondente 
O governo do Rio Grande do Sul está disposto a ampliar o pacote de benefícios oferecido para a Marfrig na tentativa de evitar o fechamento do frigorífico localizado na cidade de Alegrete, no oeste do Estado. Nesta semana a empresa comunicou a decisão - sinalizada no ano passado - de interromper as atividades na unidade de Alegrete. Dessa forma, a operação no RS ficaria concentrada nas plantas de Bagé, São Gabriel e Pampeano. "Estamos preocupados principalmente com o aspecto social. O fechamento da unidade vai gerar um problema grande para o município", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo (PP), lembrando que hoje mais de 600 pessoas trabalham no frigorífico da Marfrig em Alegrete.

Em nota, a Marfrig explicou que, apesar dos esforços feitos nos últimos meses, a planta de Alegrete permanece deficitária e "sem perspectivas de mudança no curto e médio prazo", considerando as atuais variáveis de mercado. Entre as dificuldades alegadas estão a falta de matéria-prima e a necessidade de um alto investimento em melhorias estruturais. Por isso, a empresa prefere priorizar as outras três plantas localizadas no RS, o que, de acordo com a companhia, geraria economias de escala e benefícios importantes para o Estado.

Polo recebeu na quinta-feira, 15, em Porto Alegre o diretor da Marfrig para a região sul, Rui Mendonça, para fazer um último apelo. "Pedimos que fosse levado à direção da Marfrig o nosso desejo (de manter o frigorífico aberto), e deixamos claro que estamos abertos ao diálogo", disse o secretário. 

O governo anterior já havia manifestado à Marfrig a disposição de fazer concessões para garantir a manutenção da planta em Alegrete. Entre as ações discutidas pelo então secretário Claudio Fioreze estavam a redução do ICMS e a implantação de um programa de identificação de origem do rebanho, o que agregaria valor ao produto comercializado pela Marfrig. "Estamos dispostos a manter aquilo que foi lá atrás discutido e ver se tem alguma outra possibilidade que possa ser trabalhada", disse Polo.

O secretário não antecipou que outras medidas poderiam ser adotadas, além das já colocadas pelo governo anterior. Segundo ele, primeiro é preciso saber se há de fato o interesse da Marfrig em reverter a decisão de interromper as atividades em Alegrete. No entanto, Polo afirmou que qualquer pedido da Marfrig seria estudado, apesar da difícil situação financeira vivida pelo Estado. "Queremos discutir, se eles tiverem uma proposta."

Se a Marfrig não voltar atrás, o governo gostaria que outra empresa assumisse a operação em Alegrete. Fontes do setor garantem que há interessados. De acordo com Polo, o diretor regional da Marfrig sinalizou que esta possibilidade não está descartada.

O secretário também lembrou a mudança na presidência da companhia que ocorrerá em fevereiro - com a saída de Sérgio Rial e a entrada de Martin Secco Arias. "Isso também pode influenciar." O governo gaúcho espera ter um retorno da Marfrig na próxima semana. 


fonte: GuarulhosWeb

Marfrig Global Foods anuncia novo diretor-presidente da companhia

Martin Secco, que é o atual CEO da Marfrig Beef Cone Sul, será o responsável por dar continuidade ao plano estratégico “Focar Para Ganhar”, substituindo Sérgio Rial, atual CEO da Marfrig Global Foods
martin-secco MARFRIG
Novo Ceo está na companhia há oito anos e possui larga experiência na indústria de carnes (Foto: reprodução)
A Marfrig Global Foods S.A. (São Paulo/SP) – Marfrig (BM&FBOVESPA Novo Mercado: MRFG3 e ADR Nível 1: MRTTY), empresa global de alimentos, anuncia a nomeação de Martin Secco como diretor-presidente da companhia. O executivo substituirá Sérgio Rial, atual CEO da Marfrig Global, a partir de 16 de fevereiro de 2015.
Juntamente com presidente do Conselho de Administração Marcos Antonio Molina dos Santos, Sérgio Rial esteve à frente da companhia nos últimos dois anos e meio e implementaram, com a sua equipe de executivos, a estratégia “Focar Para Ganhar”, melhorando fortemente a integração e o desempenho da empresa.
Martin Secco, novo CEO da Marfrig Global Foods, está na companhia há mais de oito anos, desde a aquisição do Frigorífico Tacuarembó no Uruguai, o qual pertencia à sua família e do qual era um dos acionistas. Secco é graduado em Dirección de Empresas pela Universidad Católica Dámaso Antonio Larrañaga e pós-graduado em Alta Dirección pela Universidad de Montevideo. Possui grande experiência na indústria de carnes, tendo recentemente conduzido um profundo processo de mudanças, entregando resultados financeiros positivos e relevantes e revertendo um cenário de perdas nas unidades que estavam sob seu comando (Uruguai, Chile, Argentina e Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil).
“Estamos muito contentes em ter como CEO um dos executivos mais experientes do setor”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina. “Secco está na companhia há mais de oitos anos, portanto, participou e foi um dos líderes do plano estratégico “Focar Para Ganhar” desde a sua concepção até o início de sua implementação, em 2013, além de estar alinhado com os demais executivos da companhia. Dessa forma, estamos certos de que ele agregará experiência e garantirá a continuidade da estratégia atual”, completa Molina.
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

Destino à oferta da Marfrig

Reunião define futuro de centenas de trabalhadores demitidos por frigorífico em Alegrete

A reunião marcada para esta quinta-feira entre representantes da Marfrig e os secretários da Agricultura e do Trabalho, na Capital, está mais para bônus extra do que para final alternativo à novela que se arrastou por meses.
O capítulo derradeiro, que consolidou nesta semana decisão anunciada em agosto de 2014, de fechar temporariamente as portas da unidade em Alegrete, não deve ser modificado.
– É uma decisão lá do ano passado. Mas vamos tentar construir uma alternativa – reconhece o secretário da Agricultura, Ernani Polo.
Mike Breier, que nesta quarta-feira recebeu representantes da Confederação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, também vai com o espírito de ver o que é possível fazer. Já estuda, no entanto, propostas para o cenário inevitável das demissões – são 623 trabalhadores efetivos no frigorífico, 580 atualmente em férias coletivas. É o caso da antecipação do seguro-desemprego e do encaminhamento ao bolsa-família.


O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Alegrete pretende acionar, na próxima semana, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho.
– Não há como o município absorver essa mão de obra. E a proposta de transferir até 150 trabalhadores para as unidades de São Gabriel, no papel é uma coisa, na prática é outra – diz Marcos Rosse, presidente do sindicato.
Entre os problemas apontados por Rosse, estariam o pedido de "fidelização dos funcionários" – se aceitarem a transferência, teriam de permanecer 12 meses na nova unidade – e a falta de clareza sobre as ajudas de custo previstas para a mudança.
Também incomoda o fato de a empresa não ter planos de abrir mão do direito de uso que tem da unidade em Alegrete, embora opte pela suspensão das atividades neste momento.
Há ainda outra equação importante a resolver, que diz respeito aos produtores – e que pode ter impacto, lá na ponta, para o consumidor de carne. Da oferta de gado de 11 municípios da região, 35% era comprada pelo frigorífico.
– O ônus maior é para o município. Mas está sendo fechada uma planta que tinha habilitação à exportação, para China e Rússia. Era uma unidade que não tinha concorrência na região – observa Pedro Piffero, presidente do Sindicato Rural de Alegrete.
No debate sobre a falta ou não de matéria-prima e se foi isso que, de fato, pesou para que a empresa optasse por concentrar a produção nas outras plantas, de Bagé, São Gabriel e Hulha Negra (frigorífico Pampeano), quem sai perdendo é o Estado.
fonte: Campo Aberto ZH

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Marfrig

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Ninguém se surpreenda se Marfrig der as caras por aqui no Capão do Leão.
Onde há fumaça, há fogo. Qual é a fonte? Quem informa é àgua mineral!!!



AVISO A CLIENTES

Devido a problemas técnicos no e-mail, estou trabalhando, no momento, apenas pelo lundnegocios@gmail.com
Assim que for normalizado, voltarei com o email oficial (lund@lundnegocios.com.br).


Marfrig formaliza decisão de desativar frigorífico em Alegrete

Cerca de 680 empregados correm risco de demissão
Foto: Alan Dias / CP Memória
A Prefeitura de Alegrete, na Fronteira Oeste, confirmou nesta terça-feira que, em reunião no Centro Administrativo Municipal, a direção do Frigorífico Marfrig oficializou o encerramento das atividades da unidade no município. Em nota, a Administração Municipal disse respeitar a decisão da empresa – que alegou necessidade mercadológica -, mas deixou claro que vai agir para minimizar o prejuízo.

Em agosto, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete anunciou que a Marfrig havia desistido de efetuar 680 demissões previstas para setembro, e postergado o fechamento da indústria. Em reunião realizada no Palácio Piratini, com representantes do governo, da empresa e do Sindicato, a posição foi reavaliada e e a decisão de fechamento, revertida.

Além de empregar 680 pessoas, o frigorífico gera, mensalmente, R$ 1,2 milhão em salários. Com cerca de 500 abates ao dia, a unidade totaliza R$ 120 milhões na compra de gado, além de contribuir em R$ 1,5 milhão por ano em ICMS para o município.
fonte: Correio do Povo

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

COMPRANDO VACAS DE INVERNAR

ESTAMOS COMPRANDO PARA CLIENTES 400 VACAS DE INVERNAR

*250 DEVEM SER CARRAPATEADAS
*150 PODEM SER COURO LIMPO
*OBRIGATÓRIAMENTE DEVEM ESTAR VAZIAS ( PROPRIETÁRIO AUTORIZA O TOQUE PARA REFUGO )
*CARCAÇUDAS
* BOA DENTIÇÃO
*PAGAMENTO ÀVISTA

INFORMAÇÕES COM LUND 053.99941513 / 99990049 / 81113550



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mercado do boi reagindo novamente no RS

Depois de uma leve pressão nos preços na segunda quinzena de dezembro, as cotações do boi gordo no Rio Grande do Sul começaram a subir novamente do fim da semana passada para esta.
Os frigoríficos pagaram preços ao redor de R$10,00/kg de carcaça, a prazo, até o dia 20 de dezembro, conseguiram alongar escalas, depois disto, diminuíram os preços de balcão para R$9,60 a R$9,80, pois necessitavam de pouco gado. Com isto, o volume de negociações diminuiu.
Neste começo de semana as cotações estão em alta novamente, os R$10,00/kg de carcaça, a prazo, começaram a aparecer novamente, até R$10,10, ainda tímidos, mas estão por aí, R$9,90 é bastante negociado. Os frigoríficos que estão com escalas mais alongadas, de uma semana, ofertam R$9,70.
A vaca gira entre R$9,30 e R$9,70/kg de carcaça, a prazo.
A demanda pelo gado “magro” também aumentou.
O terneiro está entre R$5,20 e R$5,50/kg vivo. O novilho gira entre R$4,80 e R$5,10.
A vaca de invernar, que é uma das categorias mais procuradas, está entre R$3,90 e R$4,10/kg.
O volume de chuvas acima do esperado colabora para a firmeza nas cotações, pois o pasto deve continuar produzindo bem por mais tempo e consequentemente diminui a necessidade de venda por falta de comida para o gado.
Para o mercado do boi gordo, a perspectiva é de que os preços continuem firmes no estado, com tendência de alta em curto e médio prazos, pois a oferta de animais ainda está restrita e, no geral, as indústrias necessitam reabastecer os estoques e formar escala nas próximas semanas.
Como eu sempre recomendo, quando o preço está favorável, o mais indicado são vendas compassadas para não pressionar o mercado e aproveitar o patamar das cotações por mais tempo.

Por Renato Bittencourt