Observação: Potro crioulo.Não domado ainda. Filiação Viscoso Maufer x Capanegra Luna Roja. condição de pagamento: R$ 2.500,00 de entrada + 25 x de 100,00 ou R$ 4.000,00 à vista
O governo está lançando o programa “Bolsa Vexame”. Trata-se do seguinte programa social: caso você tenha tido um grande vexame, ele garante que fará um vexame maior ainda, não deixando o seu ser o pior. O “petrolão” vai firme nesta direção…
Deve ser este o cerne do novo programa social, pois estão, além do “petrolão”, estão tentando fazer uma nova versão do terrível “7 x 1” ocorrido em 2014, versão esta devidamente piorada para o “7 x 0,1” que o governo prepara para 2015.
Vamos ver abaixo o que é o “7 x 0,1” da nossa economia e o que isto tem a ver com a cadeia da carne vermelha…
1) COMO ESTÁ O NOSSO TETO (SP/MS)?
E o bovino segue seu caminho… Em termos da referência de nossa locomotiva, o indicador ESALQ/BMF (reflete o mercado físico paulista, média das praças de SP), está tudo parado igual a “zóio de barbie”. Na semana passada, foram R$ 0,51/@ para cima, empurrando o indicador de R$ 142,92/@ (variando de R$ 141 a R$ 145) para R$ 143,43/@ (variando de R$ 141 a R$ 147).
Portanto, segue o cenário mais provável que tinha sido apontado: estabilidade/leves quedas. Há exatos 60 dias que nada ocorre com o preço do boi gordo. A média do indicador de 01 a 31/01/15 foi R$ 143,06/@, base av. A média 01/12/14 a 31/01/15 foi de R$ 143,07/@!
Apenas R$ 0,01/@ de diferença… Raras vezes vimos algo assim. É o que chamamos de “vôo de beija flor nas alturas” na semana passada, traduzido em números. E é nas alturas, pois os valores são muito próximos do maior preço do boi da história (27/nov/14).
Com relação ao mercado físico paulista da última sexta-feira, continuamos com o R$ 142 (frigoríficos grandes) a R$ 145/146 (pequenos), à vista. Na “terra do tereré”, o MS, o mercado trabalha de R$ 136 ao R$ 138/@, av. Os preços estão bem heterogêneos, e quem tem mais poder de COMPRA, vai mais longe buscar o bovino, consegue encher escala com preços menores. Este mesma dispersão se reflete também nas escalas, que continuam de maneira geral para a segunda 09/fev, mas com grande diferença entre as indústrias (spread entre quem tem mais boi e menos boi na escala aumentou muito). Tem frigorífico ainda para a próxima quarta (dia 04) e outros para a outra terça (dia 10).
Na média continua o “DIA D” na SEGUNDA (09/fev) e o “PLACAR” médio de 5 dias úteis (entre o dia do acordo da venda e o do abate). Desta forma, o STATUS DO BEEFRADAR continua em:
45% queda (leve) : 45% estabilidade : 10% para alta (leve)
2) E AQUI, NA TERRA DO PEQUI?
Aqui houve um movimento diferente. O beija-flor goiano deu uma “bambeada”. Houve uma retração de R$ 1 a R$ 2/@ da semana passada para cá, agora estando o preço balcão mais comum como R$ 133av x R$ 135ap, com bônus EU de +R$2/@.
Com relação às escalas, elas seguem para a segunda, dia 09/fev, na maioria dos casos, mas graças a ajustes de produção por parte das indústrias.
Assim, o diferencial de base com SP descongelou e abriu forte para a média semanal de -R$ 9/@, chegando a –R$ 10/@ na sexta. Hora de não vender, caso possa segurar. O problema é este: o pecuarista de GO está menos valente na hora da venda por conta da falta de chuvas. E outra: em GO está implementada a estratégia de ajuste de produção, como dito acima, pois há plantas com abates reduzidos e outras com fortes rumores de férias coletivas, o que ajuda a segurar a cotação do bovino. A vaca continua com deságio abrindo levemente em relação ao macho, consolidando deságio de 6%.
5.1.) Qual o impacto da falta de chuvas no boi, caso haja racionamento de água e energia?
Foi esta a pergunta da seção acima. Caso haja realmente continuidade deste verão menos chuvoso, é muito possível que haja na cadeia da carne, em função do racionamento de água e energia:
Aumento do custo de produção para o pecuarista: em função do aumento de suplementos nutricionais para o gado à pasto (já sentimos isto na Fazenda) e até mesmo do envio de maior quantidade de animais para o cocho, ou pelo menos de maneira antecipada;
Alteração no padrão de consumo do mercado interno de carne, responsável por 80% do consumo, pelos motivos: menor consumo doméstico e industrial (consequência do impacto negativo na economia para ambos).
Esperamos que a situação acima não ocorra. Não há certeza destes impactos, pois é algo novo, sem precedentes. Há quem diga que os impactos serão pequenos na cadeia da carne… Espero que não cheguemos nesta situação para ver quem está certo…
5.2.) Teremos “7 x 0.1” em 2015 e o que isto tem a ver conosco?
Do ponto de vista geral, o que está escrito aí em cima não trás nenhuma novidade em termos de mercado, em relação ao que temos dito nas últimas semanas, ou seja:
nada de sobre-oferta de animais acabados, por ora em 2015: as escalas estão heterogêneas não só em SP, mas também em termos de Brasil. Estados que estão sentindo bem a seca, como GO e BA estão com vendedores menos “duros” na hora de negociar e o boi vai com mais facilidade para a escala. Já outros, como MT, MS e SP, a oferta segue mais estável e há mais dificuldade de se achar o bovino. De maneira geral, os animais acabados não abundam mesmo nesse momento;
nada de termos uma demanda pujante do lado interno, por ora em 2015: nem a volta as aulas e o começo de mês melhoraram as vendas. Isto sempre é esperado para janeiro, mas impressiona a intensidade do movimento, refletida em uma carcaça casada vendida cada vez mais barata por parte da indústria.
Em outras palavras, já está ocorrendo o maior desafio do ano para a cadeia da carne: a busca pelo equilíbrio de preços ao longo da cadeia.
Veja no gráfico abaixo: desde o início do ano, a carne que o frigorífico vende (com base no preço do atacado do mercado interno, ou equivalente físico em R$/@) caiu cerca de R$ 14/@ (linha preta) e o boi quase não cedeu (linha verde). No gráfico está o ano de 2014 inteiro e este início de 2015. Veja o mergulho do preço da carne (inclinação para baixo da linha preta, após o início de 2015, representado ao lado direito da seta azul):
Com isto, vários indicadores de margens da indústria monitorados por nós fizeram o mesmo movimento descendente acima descrito, expondo a provável queda de lucratividade que os frigoríficos experimentam atualmente (estes indicadores estão nos menores níveis da história).
E, em nossa opinião, é em função disto que, agora em 2015, a indústria começa o ano de maneira mais direcionada a fazer ajustes de produção, reduzindo abates e usando (provavelmente) mais o artifício de férias coletivas, p.ex.
No ano de 2014, estes mesmos indicadores atingiram níveis quase tão baixos como os de agora, mas isto ocorreu somente no último trimestre, concomitantemente ao recorde de preços do boi, logo atenuado pelas vendas melhores de nov/dez. Mas, em 2015, a indústria já começou o ano pressionada e está sinalizando que vai mudar o seu comportamento, fazendo ajustes que durante o ano de 2014 inteiro, mesmo com a alta quase ininterrupta do boi, não fez.
O pano de fundo desta busca pelo equilíbrio de preços ao longo da cadeia são a economia e o clima. No link disponibilizado neste texto (seção “hora do quilo”), ficou claro que sobre clima, não dá para prever… E sobre economia, apesar da previsibilidade ser também inconsistente, uma coisa é certa: há muito menos pessoas (quase ninguém na verdade) estimando um cenário de “mar de rosas” para este ano, isto, acho que está mais do que claro.
Mantido o cenário de inflação próximo a 7%, está feito o “7 x 0.1” da nossa economia, referenciado no título deste, placar que vai contra nossa demanda, e que portanto, será enfrentado pela cadeia da carne. Não resta dúvida. Nenhuma cadeia está imune a isto. Está ai a indústria automobilística para nos exemplificar.
Apesar disto tudo, não estamos pessimistas com o preço do boi, pois em que pese haver todas estas nuvens negras caminhando para o lado da demanda da cadeia da carne, ainda entendemos como cenário menos provável um forte derretimento dos preços do boi gordo, em função dos sólidos suportes concedidos pelas forças do ciclo pecuário (não deve ser um ano de boa oferta, além da seca, que por si só também é um fator negativo no médio prazo para a originação de animais gordos num País que abate 90% de sua produção via engorda a pasto).
Este cenário tenebroso nos leva mais a pensar em resistências para novas altas do que em fortes derretimentos de preços, mesmo sendo o nível atual de preços bem alto.
De toda a forma, a prudência nunca matou ninguém e sugerimos você dar uma olhada nos atuais preços futuros ofertados para o boi, pois estão ainda razoavelmente remuneradores. Não é uma atitude correta manter a euforia que 2014 pode ter nos trazido e que vejo ainda bem “esparramada” mercado a fora, na cabeça de quem produz. Lembramos que a cadeia da carne está em busca de seu equilíbrio de preços e não sabemos ainda como este equilíbrio pode ser alcançado…
Uma boa semana para você, sua família e seus empregados. Que você irradie apenas bons valores a quem cruzar o seu caminho nesta semana abençoada que se inicia.
Ampliação da captação de animais e oferta de um produto autêntico aos consumidores são um dos pilares do Programa na região
Medeiros realça o intuito do encontro, que foi de apresentar aos produtores o conceito de integração da cadeia produtiva (Foto: divulgação)
Mais de 100 produtores rurais de Santa Catarina participaram do lançamento da segunda fase do Programa Carne Angus Certificada no Estado, realizado no Auditório do Centro de Treinamento da Epagri, em Campos Novos (SC). O evento marcou o início das atividades do Frigorífico São João, de São joão do Itaperiu (SC), que se torna a segunda planta habilitada no estado catarinense.
O objetivo desta nova etapa do Programa é ampliar a captação de animais e oferecer aos consumidores do litoral norte de Santa Catarina – como Balneário Camboriú, Joinville e Blumenau – a autêntica carne Angus certificada.
A reunião foi aberta pelo presidente do Núcleo de Criadores de Angus de Santa Catarina, Nelson Serpa, e contou com apresentação do processo de certificação da carne Angus, padrões de aceitabilidade de animais para o Programa e sistema de premiação ao produtor.
O gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, ressalta que o objetivo do encontro foi “apresentar aos produtores o conceito desse trabalho de integração da cadeia produtiva e suas vantagens a todos os elos envolvidos: produtores, indústria, varejo e consumidores”.
A tabela de premiação por qualidade apresentada aos produtores catarinenses contempla bonificações progressivas de até 10% de sobrepreço em relação aos animais comuns. “Os produtores participantes do Programa Carne Angus Certificada podem alcançar até 13,5% de premiação por qualidade para os animais, somando os valores obtidos na tabela ao benefício do Programa Novilho Precoce do estado”, ressalta Medeiros.
O titular do Frigorífico São João, Laércio Espindola, destacou a importância do Programa para a pecuária catarinense e falou aos produtores sobre sua visão de longo prazo do trabalho realizado. “Queremos construir com os pecuaristas de Santa Catarina um trabalho de longo prazo, permitindo a qualificação da pecuária catarinense e a melhoria genética do rebanho de corte”. Segundo Espindola, o trabalho com a Associação Brasileira de Angus terá reflexos importantes nos animais criados nas propriedades do estado. “O produtor deve buscar a melhor genética para produzir novilhos carniceiros e profundos. A raça para isso é o Angus!” reforça.
Os abates no frigorífico catarinense começam no dia 03 de fevereiro. Maiores informações e contatos para venda de animais com Nazaré, diretamente no Frigorífico São João. Telefone (47) 3492-2404.
Aumento sazonal da oferta deve frear preço do boi gordo no primeiro trimestre
As cotações da arroba do boi gordo, que começaram 2015 acima dos R$140, devem se manter firmes neste ano. De acordo com relatório divulgado pelo banco holandês Rabobank nesta quinta-feira (29/1), a tendência é motivada pelas expectativas de baixa oferta nos Estados Unidos e na Austrália, principais competidores do Brasil no mercado internacional.
m 2014, a baixa oferta de gado e a forte demanda internacional pela carne bovina brasileira pressionaram as cotações. Neste ano, o Rabobank projeta um crescimento de cerca de 7% para as exportações brasileiras. Em 2014 o aumento foi de 3%. Segundo o banco, a recente reabertura do mercado chinês vai colaborar com o aumento dos embarques. Ainda assim, há o risco da alta exposição das exportações brasileiras para a Rússia, que atravessa uma grave crise econômica.
Mercado interno
No mercado interno, o espaço para aumento dos preços ao consumidor parece limitado, informou o banco. O patamar elevado das cotações da carne bovina em relação às proteínas concorrentes, como o frango e a carne suína, aliado à expectativa de menor crescimento da economia, deve limitar o aumento do consumo neste ano.
O banco ainda observa que, apesar da forte valorização da arroba, a relação de troca boi gordo/bezerro deve permanecer abaixo da média dos últimos anos.
Confinamento
Outra tendência apontada pelo banco holandês para 2015 é o crescimento do boi confinado. O número deve crescer apoiado pela queda nos preços dos grãos e pelas firmes cotações no mercado futuro de boi. A procura por animais de reposição deve permanecer aquecida.
Perspectivas
Mesmo com a tendência positiva, os preços no mercado de bovinos devem sofrer leve queda no primeiro trimestre, resultado do aumento sazonal da oferta de gado alimentado a pasto. O espaço para baixas é limitado, se for levada em consideração as expectativas de um novo recorde nas exportações de carne bovina em 2015, prevê o banco.
Ainda de acordo com o relatório, o clima incerto pode alterar as expectativas de elevação na oferta do primeiro trimestre. Se as chuvas não se intensifiquem nas principais regiões produtoras durante o verão, a elevação na oferta de animais terminados a pasto pode ser menos intensa que o previsto inicialmente, aponta o Rabobank.
Permaneceriam 250 trabalhadores no município e até 120 seriam realocados em outras unidades do RS
Reunião de mediação ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho | Foto: Guilherme Villa Verde / TRT4 / Divulgação / CP
Em reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região (RS) nesta quinta-feira, em Porto Alegre, o frigorífico Marfrig apresentou a proposta de manter suas atividades em Alegrete por no mínimo um ano, com a manutenção parcial do número de postos de trabalho. A empresa prometeu manter 250 trabalhadores no município e realocar até 120 em outras unidades do Estado. A proposta será analisada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação de Alegrete, que dará uma resposta na próxima reunião de mediação, marcada para a próxima quinta no Tribunal Regional do Trabalho.
A Marfrig havia anunciado a despedida em massa de 600 empregados em Alegrete para o dia 4 de fevereiro, porque pretendia encerrar as atividades no local. A mediação no TRT-RS ocorreu após a decisão do juiz José Carlos Dal Ri, titular da Vara do Trabalho do Alegrete, nessa segunda-feira, que suspendeu a despedida dos 600 empregados até que ocorra uma negociação coletiva entre a Marfrig e o sindicato da categoria. A decisão atendeu o pedido de antecipação de tutela ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), e a multa pelo descumprimento da ordem judicial foi fixada em R$ 100 milhões.
Reunião no Tribunal do Trabalho foi marcada para quinta-feira
A primeira reunião de conciliação na Justiça entre a Marfrig, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Alegrete e Ministério do Trabalho discutiu a proposta de prorrogar por mais seis meses as atividades de frigorífico.
A empresa pretendia encerrar as atividades e previa demissão coletiva para 4 de fevereiro, porém decisão da Vara do Trabalho de Alegrete suspendeu a demissão de cerca de 620 trabalhadores até que haja a negociação.
A Marfrig ficou de analisar a proposta e a audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre, foi adiada para a próxima quinta-feira, às 10h.
Gostaria de iniciar o ano escrevendo um artigo que levasse ao leitor a uma análise conclusiva sobre determinado assunto, com já fizemos em custos, manejos, dentre outros temas, porém, tenho diversas interrogações sobre o momento da cadeia da carne bovina gaúcha, como: onde estamos? E para onde vamos?
Por um lado temos o boi mais valorizado do Brasil, atualmente, considerando o preço da arroba (15kg de carcaça) em R$145,00, aqui no estado chega a R$153,00, a prazo.
Estamos dentre as praças pecuárias onde tem oligopsônio (pouco número de compradores e grande número de vendedores).
Será que tudo isto se deve a carne de valor agregado?
Por outro lado, as notícias de desativação da planta do Marfrig de Alegrete, mais uma além das de Pelotas e Mato Leitão.
Será que esta faltando boi no Rio Grande do Sul? Ou é uma estratégia de mercado utilizada pela Indústria? No mercado atual, com a valorização do boi, o frigorífico ganha e a margem aumenta quando o boi está em baixa, e reduz seu ganho ou até mesmo perde quando o boi esta em alta.
O aumento de quase 30% no preço do boi gordo nos últimos 12 meses, não foi repassado completamente para o consumidor, isto mostra que o frigorífico ainda esta absorvendo boa parte deste valor.
Os dados do senso do rebanho bovino do RS mostram pequenas reduções no efetivo que podem estar mais relacionadas a questões de ciclo pecuário, mas empiricamente falando, o pessoal que anda no campo diz que tem menos gado do que quatro anos atrás.
Contudo, as estimativas de rebanho são baseadas nas fichas das inspetorias veterinárias, onde grande parte dos produtores usam lotações maiores que as reais para evitar revisões do INCRA.
O tema “ociosidade de plantas frigoríficas” é muito antigo, anterior ao boom da soja… Na década de 80 e 90 várias indústrias frigoríficas falavam em abetes de 3 dias na semana, intercalavam a parada de plantas, usavam algumas somente para distribuição e/ou desossa.
Esta ociosidade esta relacionada à falta de bois? Ou as plantas foram superdimensionadas para a realidade da pecuária regional, pela utilização modelos americanos em sua criação? Porém, o custo de ter uma planta ociosa é muito alto.
Muitas vezes é questionável a letra “S” do BNDS, no sentido de social. Se o mesmo apoio tivesse sido dado para pequenas e médias indústrias frigoríficas, este impacto, que está sendo sentido por este elo da cadeia, poderia ser minimizado.
Em conversas com diversos amigos nossos que trabalham com intermediações de compra e venda de gado, constatamos que a oferta de reposição está bastante reduzida, e consequentemente valorizada.
Será que não há reposição? Ou o produtor, devido ao verão chuvoso com oferta abundante de pasto, aliado às perspectivas de elevação de preços, estão segurando animais para comercializar mais a frente.
O fechamento desta planta do Marfrig pode impactar no preço do gado gordo? Ou a oferta restrita deve segurar os preços? Haverá impacto na reposição?
Aguardamos respostas no desenrolar dos próximos capítulos.
Marfrig anunciou que vai fechar planta no município no dia 4 de fevereiro.
A Justiça do Trabalho de Alegrete suspendeu nesta segunda-feira (26) a demissão em massa de aproximadamente 600 empregados do frigorífico da Marfrig, sediado na cidade da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A decisão atende a pedido de liminar do Ministério Público do Trabalho (MPT).
A empresa de alimentos havia anunciado a dispensa em massa para 4 de fevereiro, data em que vai encerrar as atividades na unidade de abate de bovinos do município.
De acordo com a liminar, as demissões então suspensas até que haja negociação coletiva entre a Marfrig e o sindicato da categoria. Uma reunião de conciliação está agendada para as 10h desta terça-feira (27), no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre.
Ainda segundo a decisão, caso a Marfrig não queira retomar as atividades da fábrica a partir de 4 de fevereiro deverá colocar os trabalhadores em licença remunerada. A multa pelo descumprimento da ordem judicial foi fixada em R$ 100 milhões.
A Marfrig é a segunda mais empregadora do município. Segundo o MPT, a empresa pretende manter fechada a planta industrial, pagando o aluguel de R$ 500 mil, sem a possibilidade de transferir a unidade a outras empresas e manter os empregos.
O MPT também requer na ação civil pública a condenação da Marfrig ao pagamento de indenização de R$ 16,4 milhões por danos morais coletivos. O valor foi calculado tendo em conta os salários que deixarão de circular no município por um ano, além da perda estimada de arrecadação com o fechamento da planta.
Principal cliente brasileira, Venezuela teve crescimento tímido e Líbano registrou queda expressiva A exportação de gado em pé recuou 6,2% em 2014. Foram embarcadas 645 mil cabeças no ano passado ante 688 mil em 2013, conforme dados do Ministério da Agricultura (Mapa). Em receita, a retração foi de 5,8%, para US$ 647,9 milhões.
A Venezuela continua sendo o principal cliente brasileiro neste segmento e foi responsável por 82% da receita total do Brasil com a venda de animais vivos no ano de 2014. Foram US$ 555,1 milhões para 526 mil cabeças. As vendas para o país aumentaram 2,5% em receita e 6% em quantidade. Em 2013 foram negociadas 496 mil cabeças a US$ 541,5 milhões.
Em reunião recente em Caracas, a Vevezuela anunciou que enviará missão ao Brasil para avaliar os controles de seus fornecedores e sinalizou com a possibilidade de am,pliar a lista de empresas aptas a exportar ao país. Conforme Mapa, os dois países decidiram criar um canal de comunicação para continuar o debate sobre os procedimentos de certificação para exportação de gado em pé para o país.
O segundo melhor desempenho foi do Líbano, com 78 mil cabeças a US$ 74,8 milhões. O resultado, contudo, é inferior ao de 2013, quando as exportações de gado vivo para o país somaram 130,9 mil cabeças negociadas a US$ 114,2 milhões, recuo de 34% na receita e de 40% na quantidade.
Angola, Egito, Congo e Senegal também ampliaram suas importações de gado vivo brasileiro.
O Paraguai foi o destaque entre os resultados negativos registrados no ano passado. A receita com as exportações de gado vivo recuaram 77,6%, para US$ 240,9 mil ante US$ 1 milhão em 2013. O número de animais negociados recuou 63%, para 230 mil cabeças.
A República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Suriname, Turquia e Uruguai deixaram de importar animais vivos do Brasil no ano passado. Porém, juntas, as nações responderam por apenas 2,8% da receita de 2013. O consultor de mercado da Scot Consultoria, Alex Lopes, acredita que a alta da cotação da arroba, na casa dos 25% em 2014, impactou as exportações. “A Venezuela talvez seja mais imune a esta alta diante da crise de abastecimento pela qual passa e tem no Brasil um grande parceiro. Mas os outros países, como o Líbano, por exemplo, contam com outros parceiros comerciais que podem ser fornecedores. A arroba foi o grande vilão para esse recuo nos outros mercados.”
Para 2015, a tendência é de que a cotação do boi gordo continue em alta. “Teremos um alento que é a desvalorização do real frente ao dólar, que pode deixar o produto brasileiro mais competitivo no mercado externo.”
Alta na cotação da matéria-prima chega a 20% desde outubro, e consumidor paga cada vez mais pelo produto
Patrícia Comunello
O ano começou com patamar elevado nos preços dos bovinos abatidos na indústria e na carne que chega ao consumidor, principalmente nos cortes de primeira e os mais requisitados no churrasco. Monitoramento do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), ligado à Ufrgs, revela que o quilo do boi vivo e o do rendimento da carcaça chegou a subir 20% entre fim de outubro de 2014 e o dia 21 deste mês, data da última pesquisa em frigoríficos localizados em diversas regiões gaúchas. Os analistas do Nespro opinam que dificilmente o cenário de preços se alterará muito, com maior recuo, pois os próximos meses são de menor oferta de bois.
Reforça a projeção o fato de uma valorização que chegou a 11% somente em dezembro de cortes mais procurados. Para a equipe do Nespro, a condição da cadeia do mercado indica que 2015 estreia com patamar elevado de preços. Segundo o médico veterinário e especialista em agronegócio Eduardo Antunes Dias, a correção de tabelas para cima contribuiu para colocar fogo no assado. Os preços de cortes mais populares no churrasco (picanha, maminha e entrecot) acumularam aumento de 11% no quilo entre final de novembro e o mês passado. “Foi a metade da inflação da carne vermelha em todo o ano, que subiu 22,21%, segundo o IBGE”, contrasta Dias.
O fim de ano é marcado pelo consumo superaquecido nos cortes, observa Dias, o que abriria espaço para a cadeia produtiva e de comercialização engordar suas margens. Na hora do churrasco, as maiores altas foram do quilo da maminha (11,7%), do entrecot (11,4%) e da picanha (11%). Outras carnes de traseiro do boi – moída de primeira e alcatra – subiram, em média, 7%. “Era esperado, porque as pessoas fazem mais churrasco e, consequentemente, os estabelecimentos elevam os preços”, explica o médico veterinário. Ajuda a valorizar o produto o fato de os gaúchos dificilmente abrirem mão da tradição à mesa, reforça o pesquisador. Menos cobiçadas, porque pode suportar a conta dos cortes de primeira, as opções do dianteiro – acém e carne moída de segunda – tiveram preços estáveis, com alta de 0,1%,
Passadas as festas, o Nespro detectou que os mesmos cortes, em alguns dos estabelecimentos pesquisados (oito em Porto Alegre), apresentaram leve redução de preço, segundo o informe do dia 19. Ao recorrer à disponibilidade de matéria-prima, o especialista em agronegócio lembra que os três últimos meses respondem por 38% da carne processada nos frigoríficos e que é vendida a supermercados e açougues. Dados disponíveis dos abates no Estado de 2010 a 2013 e analisados pelo Nespro confirmam que o trimestre responde por quase 40% do volume anual processado pelas plantas. “A indústria e o varejo falaram que havia pouca oferta de carne, mas é o período de safra e isso não tem se alterado nos últimos anos”, confronta Dias.
Para reforçar a tese de que houve um ganho maior do produtor ao varejo na demanda mais aquecida, o Nespro cita que os preços ao consumidor entraram mais estáveis em janeiro. O comportamento dos preços, segundo Dias, pode refletir o desaquecimento nas compras de carne vermelha pelas famílias, que buscam outras opções (frango ou suíno) para reduzir a despesa. “Mas o que chama a atenção é que o patamar de preços a cada ano se eleva, e dificilmente vai baixar muito, pois o mercado está valorizado internamente e nas exportações”, completa o especialista.
As vendas ao exterior em 2014 comprovam que os volumes e receitas com carne bovina cresceram. A Fundação de Economia e Estatística (FEE) apontou, na semana passada, que o fluxo subiu 32% em volume (18,1 milhões de toneladas, ante 13,7 milhões de 2013) e 30,7% na receita, terminando o ano com US$ 74,5 milhões. A carência de matéria-prima, cuja oferta mensal de janeiro e abril oscila entre 6% e 7% dos abates do ano, foi apontada pelo grupo Marfrig como a principal razão para fechar a unidade de Alegrete. Dias avalia que a transferência do processamento dos animais aos frigoríficos de São Gabriel e Bagé, também do Marfrig, manterá inalterado o nível dos abates estaduais (pouco mais de 2 milhões de cabeças ao ano) e da própria companhia.
Venezuela fue el segundo comprador de carne brasileña en 2014. Foto: CONtexto ganadero.
De acuerdo a la Secretaría de Comercio Exterior, Secex, de Brasil, en diciembre 2014, el principal país comprador de carne a Brasil fue Hong Kong, con 27.375 toneladas, seguido por Venezuela, que importó 23 mil 269 toneladas.
De acuerdo a la información, el país vecino "se convirtió en el segundo destino del producto, traspasando el pico de agosto, cuando se embarcaron menos de 20 mil toneladas." (1/)
En 2013 desde Brasil según informe de Secex, se despacharon hacia Venezuela 156 mil 900 toneladas de carne bovina congelada, a lo que se deben sumar unas 225 mil 600 toneladas de ganado en pie, que se traducen en poco más de 110 mil toneladas de carne una vez despostados.
La llegada de estos productos representó para Venezuela la erogación de USD$1.336 millones, de los cuales USD$492 millones corresponden a animales vivos. El valor promedio por tonelada fue de US$ 5.370." (1/)
As negociações de animais para abate continuam lentas no correr deste mês, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).
Do lado comprador, agentes de frigoríficos alegam dificuldade para manter os valores da carne com osso no atacado. Para o vendedor, o problema estaria na compra de lotes para reposição, já que, além da baixa disponibilidade de animais, os preços permanecem elevados. Nesse contexto, frigoríficos pressionam as cotações com a abertura de preços menores para compra.
A reação de grande parte dos pecuaristas a esse posicionamento da indústria, no entanto, tem sido a de retração, o que limita quedas mais acentuadas da arroba. Entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa subiu apenas 0,28%, fechando a R$ 142,66 nessa quarta-feira, 21. Na parcial do mês, a queda é de 0,76%.
Vou falar, e de ante mão, já sei que vou ser muito criticado, mas claro espero com o tempo ser compreendido. Vocês me conhecem e sabem que não tenho medo de por a cara a tapa.
De uns tempos para cá, estão forçando o hábito de pedir o valor por cabeça e não mais por kg vivo, na venda de categorias de reposição que historicamente assim era feito. Terneiros, terneiras, novilhos, novilhas e vacas de invernar de uma forma geral sempre vinham sendo comercializado pelo kg vivo, e vacas prenhas, vacas com cria, e touros pelo preço final por cabeça. Agora, por qualquer lote ofertado pedem o preço por cabeça, mesmo nas categorias como terneiros, novilhos etc, com a simples tentativa, entre outras coisas, de confundir ou mascarar o verdadeiro valor do animal.
Este expediente vem sendo muito usado por vendedores nas categorias para engorda, e que na minha modesta forma de ver, é usado para tentar confundir a cabeça do comprador ( se me provarem ao contrário, retiro meu comentário). Quase sempre, pela experiência que tenho, esta fórmula é usada para quando vendedores querem por kg vivo, valores acima do que o aceitável, acima da realidade ou tentando induzir ao comprador que o animal pesa mais do que realmente pesa. O objetivo final nas categorias de engorda é produzir um animal gordo, e não conheço ou não me lembro (com raras exceções de alguns marchantes) de frigoríficos que compre boi ou vaca gorda pelo valor da peça.
Porém, nos dias de hoje, pela dificuldade de compra de gado de reposição, esta maneira de comercialização vem sendo muito utilizada, sem a menor possibilidade de contra ponto por parte do comprador. Há um tempo atrás se falava que os frigoríficos estavam matando os produtores, hoje da forma que está, são produtores matando os próprios produtores( esta afirmação não é minha e sim de alguns pecuaristas). O mercado é soberano e livre, eu sei e acredito nisso, mas não precisa ser dúbio, precisa sim, é ser transparente. Não esqueçam que para cada ação , existe uma reação que é igual e oposta, e que com certeza, numa normalidade de negócios. a "vingança será maligna". Aguardem, e quem viver, verá.
por Lund
O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, está otimista quanto a uma solução para a crise que levou a Marfrig a fechar uma unidade em Alegrete, na fronteira oeste do Estado.
No início desta semana, a empresa enviou ofício ao governo gaúcho confirmando a decisão de suspender as atividades da planta. Autoridades, sindicatos e entidades do setor buscam uma forma de manter o emprego dos cerca de 600 funcionários e evitar prejuízos para a economia da região.
"A novidade é que parece que tem uma luz no fim do túnel", disse Sperotto ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em referência à reunião realizada na noite desta quinta-feira, 22, em Porto Alegre para discutir a questão.
Ele explicou que, durante a conversa de ontem com o diretor da Marfrig para o Sul do Brasil, Rui Mendonça, surgiu uma "nova posição" que será levada para a apreciação do primeiro escalão da companhia em São Paulo.
O encontro em Porto Alegre durou mais de três horas e também teve a participação de sindicalistas e do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli.
O presidente da Farsul não quis detalhar qual seria a alternativa estudada no momento, mas afirmou que espera que até o dia 4 de fevereiro, quando terminam as férias coletivas dos trabalhadores da Marfrig em Alegrete, o quadro esteja "restabelecido".
Uma opção que vem sendo cogitada é a Marfrig dar seguimento ao fechamento da unidade em questão - concentrando as atividades no Rio Grande do Sul nas plantas de Bagé, São Gabriel e Pampeano - e permitindo que outra empresa do setor assuma as instalações em Alegrete.
Outra hipótese é que a Marfrig fixe uma data para retomar a produção em Alegrete. Em todos os comunicados a companhia vem frisando que decidiu pela suspensão temporária das atividades.
A empresa alega que a planta de Alegrete está deficitária e "sem perspectivas de mudança no curto e médio prazo". Entre as dificuldades apresentadas estão a falta de matéria-prima e a necessidade de um alto investimento em melhorias estruturais.
Apesar de não entrar em detalhes sobre o rumo das negociações, Sperotto sinalizou que a perspectiva de avanço na revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) pode contribuir para uma decisão favorável da Marfrig.
Esta semana, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, recebeu lideranças do setor de aves e suínos e prometeu trabalhar na atualização das normas aplicadas atualmente, que possuem muitos pontos que não estão mais adequados à realidade do mercado ao desenvolvimento da produção. A expectativa é de que o texto seja entregue para sanção da presidente Dilma Rousseff em fevereiro. "Isso pode ajudar", disse.
De acordo com Sperotto, na reunião com a Marfrig a Farsul também indicou que os produtores - junto com o governo estadual - estão dispostos a avançar na implantação de um sistema de rastreabilidade do rebanho, algo que há tempos é reivindicado pelas indústrias.
"Eu deixei claro que vamos trabalhar nisso (na implantação da rastreabilidade), o que se somaria a outros benefícios que o Estado já se comprometeu em oferecer à Marfrig", justificou.
Fim da lista geral para exportação está entre as propostas
O Ministério da Agricultura (Mapa) deve receber na próxima segunda-feira, 25, as sugestões de alteração ao Riispoa (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal). Entidades o setor de carnes receberam o documento para análise na última quarta-feira, 21, após encontro com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, em Brasília, DF. O texto deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff no próximo dia 13.
A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) entregou o documento ao Mapa na última quinta-feira, 22, e sugeriu a eliminação da chamada lista geral, que reúne os estabelecimentos aptos para exportação.
Para ser habilitado, o frigorífico precisa ser vistoriado pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal), e ter alguns itens verificados pelo Mapa. Além disso, passa pela avaliação dos países interessados em adquirir os produtos. “Defendemos que o certificado sanitário internacional é suficiente para que uma empresa com SIF seja considerada exportadora”, afirma o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar. Com isso, as indústrias dependeriam apenas da aprovação dos países que adquirem seus produtos para serem consideradas aptas a exportar, sem passar pelos processos adicionais de controle do Mapa, o que tornaria o processo mais ágil.
Salazar avalia positivamente a proposta de autocontrole das indústrias, que deve ser apresentada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) e prevê a autonomia nos processos de garantia de qualidade dos produtos. “Isso atribui mais responsabilidades para as empresas, evita burocracias e cada frigorífico passa a responder por seus atos”, afirma.
No próximo dia 4, ele participará de reunião com Décio Coutinho, assessor técnico da CNA, que deverá ser nomeado secretário de Defesa Agropecuária do Ministério. Durante o encontro, serão debatidas a demora na análise de habilitação de frigoríficos, e a liberação da exigência de habilitação para exportação de fornecedores de entrepostos de carnes e derivados.
Na manhã desta quinta-feira (22), o secretário estadual da agricultura e pecuária, Ernani Polo, se reuniu com representantes de entidades do setor pecuário para debater os entraves na criação de gado de corte no Rio Grande do Sul. Como encaminhamento da reunião, será montado um grupo de trabalho para mapear as necessidades do mercado nacional e internacional, para, a partir daí, desenvolver um programa de governo que fomente o setor e o mantenha competitivo.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, apresentou estatísticas da associação a respeito do rebanho gaúcho e brasileiro, da exportação de carne, da sanidade animal, e da possibilidade do Rio Grande do Sul se tornar uma referência na criação de gado de corte. O presidente da Abiec destacou também a necessidade de fortalecer o setor através da criação de um plano de defesa agropecuária de forma a monetizar os créditos, junto ao governo, para fomentar a infraestrutura: “Hoje, não produzimos o suficiente para o consumo interno. Temos um gado diferenciado, de alta qualidade, mas pecamos na quantidade.
Precisamos unir todas as partes do processo - produtor, indústria, entidades - em um programa piloto de desenvolvimento da pecuária de corte”, destacou. Para o secretário Ernani Polo, é extremamente necessária a criação de um programa de governo para fomentar a criação de gado de corte: “Nosso Estado é reconhecidamente privilegiado para liderar o atendimento desta demanda mundial, porém, é preciso investir no melhoramento contínuo das características do nosso rebanho, buscar a aproximação entre criador, indústria, varejo e consumidor. Assim, estabeleceremos condições básicas para a continuidade desta atividade tão tradicional no Rio Grande”, declarou Ernani Polo.
Participaram da reunião o ex-ministro da agricultura, Francisco Turra, o vice-governador, José Paulo Cairoli, o deputado federal Luís Carlos Heinza (PP/RS), o deputado estadual Adolfo Brito (PP), o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, o presidente da Federação da Agricultura do Estado,Carlos Rivaci Sperotto, o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Alberto Lauxen, o diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber e o prefeito de Pantano Grande, Cássio Nunes Soares.