terça-feira, 5 de julho de 2011

Oferta menor e demanda mais aquecida sustentam preços do boi gordo

Boi: oferta de animais de pasto está menor e preço referência em São Paulo fica mais próximo dos R$95,00/arroba.



Mercado do boi gordo se mantém estável nesta terça-feira. A oferta de animais segue diminuída e o preço referência em São Paulo fica entre R$ 95,00, à vista e R$ 96,00, a prazo, livre de funrural.


Muitas empresas se abastecem com a oferta do Mato Grosso do Sul e Goiás, estados um pouco mais ofertados atualmente. Segundo o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, mesmo nessas regiões existe bastante dificuldade nas compras e no alongamento das escalas, o que reflete a idéia de que a oferta do animal de safra está chegando ao final.


A diponibilidade pequena de animais e o aumento da demanda por carnes neste início de mês ajudam a dar firmeza aos preços. Na próxima semana o mercado deve ficar mais posicionado com o período sazonal de queda do consumo por carnes, a segunda quinzena do mês.


Alex ainda lembra que os animais de confinamento começam a entrar no mercado provavelmente no mês de outubro. Neste período, o mercado deve ficar mais ofertado e os preços podem sofrer pressão.

Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Oferta menor e demanda mais aquecida sustentam preços do boi gordo

Boi: oferta de animais de pasto está menor e preço referência em São Paulo fica mais próximo dos R$95,00/arroba.



Mercado do boi gordo se mantém estável nesta terça-feira. A oferta de animais segue diminuída e o preço referência em São Paulo fica entre R$ 95,00, à vista e R$ 96,00, a prazo, livre de funrural.


Muitas empresas se abastecem com a oferta do Mato Grosso do Sul e Goiás, estados um pouco mais ofertados atualmente. Segundo o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, mesmo nessas regiões existe bastante dificuldade nas compras e no alongamento das escalas, o que reflete a idéia de que a oferta do animal de safra está chegando ao final.


A diponibilidade pequena de animais e o aumento da demanda por carnes neste início de mês ajudam a dar firmeza aos preços. Na próxima semana o mercado deve ficar mais posicionado com o período sazonal de queda do consumo por carnes, a segunda quinzena do mês.


Alex ainda lembra que os animais de confinamento começam a entrar no mercado provavelmente no mês de outubro. Neste período, o mercado deve ficar mais ofertado e os preços podem sofrer pressão.

Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 05.07.2011

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,20

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 05.07.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,35
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,95

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 05.07.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Boi Gordo: Mercado firme e em alta em algumas praças pecuárias

Mercado do boi gordo firme e em alta em algumas praças.

A oferta do “boi de safra”, que imprimiu baixa nos preços da arroba, está cada vez menor, principalmente no centro sul do país. A dificuldade para alongar as escalas tem crescido.

Em São Paulo a referência segue em R$95,00/@, à vista, e R$96,00/@, a prazo, ambos livres de funrural. As ofertas de compra em preços menores estão cada vez mais difíceis de ocorrerem. A especulação diminuiu.

As programações de abate no estado atendem 3 dias, em média.

Em Goiânia-GO a pressão de compra é grande e a disponibilidade de animais reduzida, o que levou a alta nos preços.

Cenário semelhante no Sul da Bahia, Espírito Santo e em Pelotas-RS. Nesta última praça, aliás, existem ofertas de compra por até R$3,30/kg.

No mercado atacadista de carne bovina, os preços seguem estáveis e a demanda ajuda a conferir firmeza ao mercado do boi gordo.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Boi gordo: mercado físico segue firme

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 96,52/@, com valorização de R$ 0,17. O indicador a prazo teve queda de R$ 0,30, sendo cotado a R$ 98,00/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 04/07/11



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para julho/11



Segundo Rodrigo Brolo, da Sifra Investimentos, "o mercado físico começou a semana em ambiente extremamente firme. Com a maior parte das plantas precisando de boi ainda para essa semana, e frente ao baixo volume de ofertas, "pipocaram" preços de R$ 91,00 à vista no MS e R$ 96,00 à vista em SP para todo lado, com boatos de frigoríficos pequenos sondando se tem volume na venda a R$ 97,00 à vista".

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista (R$/cabeça)x relação de troca (boi gordo de 16,5@ por bezerros)


FONTE: BEEFPOINT / ANDRÉ CAMARGO

Cade e BRF ainda não chegaram a um acordo

Após mais de três horas de reunião no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na tarde de ontem, representantes da BRF- Brasil Foods ainda não conseguiram chegar a um acordo para evitar que a compra da Sadia pela Perdigão seja vetada pelo órgão antitruste.

As negociações continuam e ainda há a possibilidade de realização de uma nova reunião, antes de o Cade retomar o julgamento, no próximo dia 13. "Cada reunião é um ponto de construção", afirmou o presidente da BRF, José Antonio Fay, após o encontro. "Estamos trabalhando intensamente para chegar a um acordo", continuou.

A companhia ainda pode pedir um prazo maior para apresentar novos estudos aos quatro conselheiros que ainda não votaram. Questionado sobre essa possibilidade, Fay respondeu apenas que "o tempo não deveria ser limitante".

A rigor, o Cade tem mais duas sessões para votar a compra da Sadia, nos dias 13 e 27. Isso porque no dia 29 termina o prazo de 60 dias que a Lei Antitruste (nº 8.884) dá para o conselho decidir a respeito de fusões e aquisições. Ao fim desse prazo, o negócio seria aprovado automaticamente, sem a imposição de restrições, como a venda de marcas e de fábricas a concorrentes.

Os conselheiros querem evitar o fim do prazo. Para eles, a única saída para que a compra da Sadia não seja reprovada é a BRF vender um pacote de ativos que seja capaz de criar um concorrente forte à empresa. É esse pacote que está em discussão, mas o Cade e a BRF não estão fornecendo informações públicas sobre as negociações. "Estamos impedidos pela Comissão de Valores Mobiliários e pela confidencialidade [com o Cade]", justificou Wilson Mello, vice-presidente de assuntos corporativos da BRF.

Até aqui, apenas o relator do processo, conselheiro Carlos Ragazzo, concluiu um voto, que foi pela desconstituição da compra da Sadia pela Perdigão. Para Ragazzo, a Sadia teria de ser vendida a concorrentes. Mas ainda restam quatro votos a serem proferidos pelos conselheiros Ricardo Ruiz, Olavo Chinaglia, Alessandro Octaviani e Marcos Paulo Veríssimo. Os quatro participaram da reunião de ontem, mas, ao fim, não quiseram se manifestar.

Ao mesmo tempo em que a BRF tenta convencer o conselho sobre a viabilidade do negócio, empresas concorrentes se esforçam em mostrar o contrário: que a operação pode ser prejudicial ao setor.

Advogados da empresa Dr Oetker também vão se encontrar com os conselheiros antes do dia 13. A companhia se opôs abertamente à compra da Sadia pela Perdigão e pediu ao conselho que vete a operação.

FONTE: Valor Econômico e do jornal O Estado de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Junho: receita das exportações sobe para US$ 383 milhões

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), nos primeiros seis meses deste ano, a balança comercial brasileira registrou valores recordes na série histórica para as exportações (US$ 118,3 bilhões), importações (US$ 105,3 bilhões) e corrente de comércio (US$ 223,6 bilhões).

Os números das vendas brasileiras ao exterior no período superam os contabilizados no primeiro semestre de 2008 (US$ 90,6 bilhões) e os resultados das importações e da corrente de comércio estão acima daqueles do mesmo período de 2010, sendo US$ 81,3 bilhões e US$ 170,5 bilhões, respectivamente.

As exportações em junho de 2011 (US$ 23,7 bilhões) também foram recorde mensal, superando os números de maio passado (US$ 23,2 bilhões) e o mesmo também aconteceu para a corrente de comércio (US$ 43 bilhões), que ultrapassou maio de 2011 (US$ 42,9 bilhões). Os valores registrados nas importações de junho (US$ 19,3 bilhões) somente ficaram abaixo dos aferidos em maio de 2011 (US$ 19,7 bilhões) na série histórica da balança comercial.

Comentando o saldo semestral na balança comercial (US$ 13 bilhões), o secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, afirmou que "o resultado é importante e está maior que o do mesmo período de 2010 em que tivemos US$ 7,9 bilhões". Teixeira explicou ainda os bons resultados da balança comercial. "O Brasil tem tido competitividade nos mercados internacionais, principalmente, pelo tipo de produto que nós produzimos. Nós tivemos ganhos de eficiência na produção industrial e há um esforço de promoção comercial e de inserção nos diversos diálogos de negociações internacionais", avaliou o secretário.

No acumulado janeiro a junho de 2011, os três grupos de produtos registraram crescimento em relação à igual período de 2010: básicos (44%), semimanufaturados (29,7%) e manufaturados (19,1%).

Entre os produtos básicos, houve crescimento na receita de trigo em grão (287,9%), minério de ferro (91,7%), café em grão (81,1%), milho em grãos (75,1%), farelo de soja (33,2%), carne de frango (28,1%), soja em grão (27,5%), petróleo em bruto (25,1%), minério de cobre (20,5%) e carne bovina (9,1%).

Carne bovina in natura

Durante os 21 dias úteis de junho, os exportadores de carne bovina in natura enviaram ao exterior 77.000 toneladas do produto, responsável pela geração de uma receita de US$ 383 milhões.

Gráfico 1. Receita e volume das exportações de carne bovina in natura



Na comparação com o mesmo período do ano passado, a receita registrou um recuo de 0,32% e o volume foi 20,13 menor. Já em relação ao apurado no mês anterior (maio de 2011), a receita apresentou aumento de 14,61% e o volume apurado teve um crescimento de 20,41%.

Tabela 1. Exportações brasileiras de carne bovina in natura



O preço médio da tonelada de carne bovina in natura exportada em junho passado ficou em US$ 4.974/tonelada, com retração de 4,82% em relação ao mês anterior e alta de 24,79% quando comparada ao valor apurado em junho de 2010.

Gráfico 2. Preço médio da carne bovina in natura brasileira exportada


FONTE: BEEFPOINT

Uruguai comemora sucesso do programa de identificação total do rebanho

Ao terminar na semana passada o prazo legal para identificar os bovinos adultos, o Uruguai se transformou no primeiro e único país do mundo com todo o seu rebanho rastreado e registrado. A partir de agora, somente serão identificados os bezerros nascidos a cada ano.

Depois de ter recebido até 1.000 pedidos diários, desde quarta-feira não restavam mais identificadores para o rebanho no correio a serem enviados aos criadores. O prazo estabelecido por lei para registrar cerca de 3 milhões de bovinos adultos - os bezerros são identificados em cada estação de cria - venceu na semana passada e como os produtores deixaram para a última hora para solicitar os identificadores e enviar a informação ao Sistema de Identificação e Registro Animal (SIRA), ainda faltam muitos formulários para serem incluídos na base de dados. "Os animais que não foram identificados até 30 de junho de 2011 estão totalmente fora da lei", disse o diretor do SITA, Gabriel Osorio.

Estima-se todavia que há muitos formulários com os dados dos animais que já foram identificados que estão sendo enviados até a sede da Dicose para serem incorporados ao sistema. "Esse tipo de caso será contemplado. Supõe-se que aquele produtor que apresentou o documento em 30 de junho, todo o prazo seguinte corresponde ao Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) no que se refere ao transporte desse documento até a base de dados".

A rastreabilidade se transformou nesse ano em uma grande diferença para entrar com carne bovina no mercado da União Europeia (UE). No caso do Uruguai, o continente europeu é o principal nicho comercial para esse produto, porque para esse mercado são destinados os cortes de maior valor com benefícios tarifários, no marco de uma cota anual de 6.300 toneladas.

"O Uruguai é o único país do mundo com rastreabilidade bovina individual e obrigatória. Temos um sistema de rastreabilidade que está cobrindo todo o rebanho bovino do país e na região somos os únicos que vamos ter". No caso da Austrália, outro país que está bastante adiantado nessa questão, "nem todos os animais estão rastreados, porque se identificam somente os movimentos. Agora, o sistema do Uruguai é único no mundo".

Além disso, unindo os dados de rastreabilidade individual do animal com os gerados pelas "caixas negras" instaladas nos frigoríficos, pode-se rastrear cada bovino desde o bife até a fazenda e essa é outra grande vantagem do país no momento de vender carne, em um mundo onde os consumidores exigem cada dia mais segurança.

Para Osorio, ter cumprido a meta de identificar todo o estoque bovino no prazo previsto pela lei "é uma conquista de todos os setores a cadeia de carne". Segundo ele, foram distribuídos mais de 16 milhões de identificadores.

FONTE: El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Feicorte 2011 traduziu-se em uma importante vitrine para raça Wagyu

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu participou, neste mês de junho, da 17ª Feicorte 2011 que aconteceu em são Paulo e é a maior feira indoor da pecuária bovina mundial. Pela sexta vez consecutiva, a Associação Wagyu ressaltou as qualidades singulares desta raça que chegou ao Brasil para ficar.

Segundo a Associação, um dos pontos positivos do estande durante a feira foi a ótima localização, em frente ao Restaurante Rubaiyat, um dos investidores e parceiros desta raça e que serviu, durante os almoços, pratos elaborados com a carne permitindo, assim, uma degustação espontânea aos que se interessaram por saborear uma das carnes de maior valor comercial do mundo.

A comercialização de cortes de Wagyu também movimentou o estande. Foram negociados contra-filet, picanha e filet-mignon por R$ 350,00 o quilo e o estoque rapidamente se esgotou da vitrine, comprovando o inigualável paladar que a carne proporciona. A associação informou, ainda, que as “musas” do grelhado como costela cortada em vários tipos, maminha e fraldinha, com valores oscilando entre R$ 80,00 a R$ 200,00 o quilo, também foram muito bem aceitas pelo público visitante. “O hambúrguer foi comercializado a R$ 25,00 o pacote de 1 quilo, contendo 10 unidades de 100 gramas cada e foi uma boa opção para aqueles que preferiram, num primeiro instante, saciar a curiosidade em relação à palatabilidade da carne da raça”, ressaltou Evelyn Maria Ishida Metidieri, secretária da Associaçao Wagyu e que esteve durante os 5 dias de evento recepcionando o público no estande.

Ela completa que alguns visitantes que a Associação recebeu durante a feira foram muito especiais, como Antonio Carlos Porto, Ricardo Steinbruch, Renato Nakaya, Belarmino Iglesias entre outros, que devido ao conhecimento sobre as qualidades específicas do Wagyu, contribuíram bastante para a disseminação da raça entre outros interessados como criadores oriundos de outros países que passaram pela feira vindos da Bolivia, Equador e Irã. “Além destes, também fomos procurados por pecuaristas do Mato Grosso, Goiás e Bahia que se encantaram com a resistência da raça sendo criada em regiões quentes e gerando boa produção”, complementou Evelyn. Segundo ela, estes criadores demonstraram grande interesse na produção do ½ e ¾ de sangue devido a alguns exemplares expostos durante o Shopping de animais que foi realizado na feira.

Wagyu movimentou Pista de Julgamento

No penúltimo dia de feira, a raça Wagyu proporcionou aos visitantes da Feicorte o julgamento de 41 animais, atraindo a atenção de investidores interessados no potencial comercial desta raça e, também, dos pecuaristas brasileiros. A Grande Campeã Fêmea foi Yakult BR0643, do expositor Yakult S/A, seguida pela Reservada Grande Campeã California FIV Angelic, do Expositor Ricardo Steinbruch.

A conquista do campeonato de Grande Campeão Macho foi para Yakult BR0757 TE do Expositor Yakult S/A, seguido pelo Reservado Grande Campeão Yakult BR0962 FIV do Expositor Yakult S/A. No final do julgamento, o Ranking de criadores e expositores ficou ordenado pelas seguintes posições: em primeiro lugar, Yakult S/A com 948 pontos, seguido por Ricardo Steinbruch com 311 pontos e em terceiro lugar, Sadao Iizaki com 216 pontos.

Luciene Gazeta
Matriz da Comunicação Assessoria
(15) 3411-9669
luciene@matrizdacomunicacao.com.br

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia lento no mercado do boi gordo, com muitos frigoríficos fora das compras

Segunda-feira lenta no mercado do boi gordo, com muitos frigoríficos fora das compras e poucos negócios efetivados.

Em São Paulo, a referência é de R$96,00/@, a prazo, livre de imposto.

Os frigoríficos paulistas continuam se abastecendo de gado vindo de praças vizinhas. A escala de abate média no estado é de 3 dias.

Houve reajuste em algumas praças, como no Triângulo Mineiro, Sul de Goiás, Norte e Sudeste do Mato Grosso.

No Mato Grosso do Sul, os preços das três praças pecuárias pesquisadas estão alinhados em R$90,00/@, à vista, livre de imposto.

Não houve alteração no mercado atacadista de carne com osso. O boi casado de animais castrados está cotado em R$5,93/kg.

Para a semana, fica a expectativa de como será a oferta de boiadas, que não está abundante. A previsão climática para os próximos dias é de mais frio.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Confira a entrevista com Lygia Pimentel - Especialista - XP Investimentos

Boi gordo: consumo está mais fraco com a concorrência do menor preço da carne de frango. Frio prejudica pastagens e mesmo assim oferta de animais é pequena, comprovando o final da safra.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

ARGENTINA - Boi: Crise 'espreme' setor no país e provoca fechamento de frigoríficos

Preços em alta, menos consumo interno, dificuldades para exportar, fechamento de frigoríficos. Esse tem sido o noticiário da indústria de carnes na Argentina, que vive uma de suas piores crises na história. O rebanho nacional caiu de 59 milhões para 48 milhões de cabeças nos últimos quatro anos.

A intervenção oficial em 2006, quando o ex-presidente Néstor Kirchner fechou as exportações numa tentativa de despejar carne barata no mercado interno, é tida como uma espécie de marco zero da crise. Mas ela só se agravou com a estiagem de 2008/09, a maior em quase 75 anos. Com o excesso de regulação, inúmeros pecuaristas migraram para a produção de soja.

Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra), o preço da carne subiu 140% desde 2009, em média. No período, 38 frigoríficos deixaram de funcionar e 16.550 postos de trabalho foram perdidos. O consumo per capita, que era 69 quilos por ano, caiu para 55. Hoje, a Argentina passou o título de país mais carnívoro do mundo ao Uruguai e consome menos por habitante do que consumia há dez anos, no auge de sua crise econômica.

Em abril, segundo a Ciccra, o abate diminuiu 16,4% sobre igual período de 2010 e registrou o quarto pior desempenho mensal desde 1980. Houve aumento da produção de frango e de carne suína, mas incapaz de substituir a queda no consumo de carne bovina. Para a entidade, o processo de recuperação do rebanho vai demorar até dez anos.

A boa notícia é que a morte de fêmeas voltou para perto de 40% do total de abates, interrompendo a "liquidação de ventres", que durou 36 meses. Isso inflou artificialmente os índices de produção em 2009, por exemplo, quando as vacas representaram mais de 50% dos abates. É um fenômeno que antecipa quedas futuras de produção, com o nascimento de menos bezerros e a saída para outras atividades.
Fonte: Valor Econômico

Confira a entrevista com Renata Fernandes - Analista da Mesa de Boi da Indusval Corretora

Boi: Vendas de carne ficam abaixo da expectativa neste final de semana. Movimento reflete troca de proteína por parte do consumidor que encontra nas carnes de frango e suínos, preços mais atrativos.




Até o momento, as vendas de carne contrariaram a tendência de avanço com o início de mês e ficaram abaixo das expectativas neste final de semana. Na semana passada houve reação dos preços, o boi casado saiu dos patamares de R$ 5,70 para R$6,00 (/@) mas, não sustentou. Hoje os preços do boi casado giram em torno de R$ 5,90/@. "Já existe uma ligeira pressão de carne no início de mês. Coisa que não é muito esperado", diz a analista da Indusval Corretora, Renata Fernandes, explicando que este cenário ainda pode ser revertido com o maior poder de compra dos consumidores na medida em que ocorrem os recebimentos de salários. A oferta segue curta com a aproximação do período de entressafra, mas ainda há uma pressão climática forte, que poderá indicar qual o tamanho do volume de boi de pasto. "Eu acredito em mais uns 10 dias para a gente sentir esse fim de safra", diz.

Renata acredita que um dos fatores que não impulsionam o consumo atualmente são os altos preços da carne bovina praticados no mercado. Para ela, o movimento reflete troca de proteína por parte do consumidor que encontra nas carnes de frango e suínos, preços mais atrativos.

Os dados da Secretaria do Comércio Exterior- SECEX mostram que houve um aumento de 20% no volume das embarcações em maio. "Isso é muito positivo, porque havia uma expectativa de aumento de sobra de carne no mercado interno. Esse aumento ainda não é o esperado de crescimento de exportação, mas, é um momento que pode a ajudar a regular esses estoques", explica. Ao longo desta semana, o mercado já deve estar mais posicionado em relação à demanda por carnes. Se os patamares de exportação forem mantidos para o mês de julho, os preços poderão se manter firmes.


Diante dessas sinalizações de oferta e demanda, preços mercado físico seguem estáveis. Em São Paulo, existe um movimento de pressão por parte dos frigoríficos, que não estão dispostos a pagarem os valores praticados na semana passada. "Ainda pressionam porque sabem que esse é um momento ainda de aparecer oferta", diz. O Mercado futuro trabalha de lado e a tendência é de que os preços permaneçam nos mesmos patamamres atuais, em torno de R$ 104,00/@.

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

MT: Acrimat quer maior prazo para financiamentos da pecuária

Acrimat, participou do lançamento oficial da contratação da safra 2011/ 2012 feito pelo Banco do Brasil, na última sexta-feira (01/07) em Cuiabá (MT), no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso. O anúncio de um volume de recursos na ordem de R$ 2,86 bilhões para o pré-custeio, empresarial e familiar agradou os produtores, mas eles continuam pedindo mais recursos e principalmente maior prazos para o pagamento dos financiamentos do setor pecuário. Esse montante anunciado representa um crescimento de 19,6% com relação aos recursos de R$ 2,39 bilhões disponibilizados em 2010.

"Precisamos de condições diferenciadas para a pecuária, sobretudo para a recuperação de pastagem, tanto no aumento de recursos como na ampliação dos prazos que hoje é de 8 anos e nossa necessidade é de pelo menos 12 anos", disse o presidente da Acrimat, José João Bernardes. Ele alega que "só assim vai diminuir a pressão que o setor sofre com as questões ambientais e o produtor poderá investir em tecnologia, aumentar a produtividade nas mesmas áreas de pastagens e consequentemente preservar ainda mais o meio ambiente".

Mato Grosso tem hoje uma área de pastagem de aproximadamente 25 milhões de hectares, um rebanho de 28,7 milhões de cabeças em mais de 100 mil propriedades rurais voltadas para a pecuária. Nos últimos 15 anos os investimentos feitos pelos pecuaristas em tecnologia evitaram um desmatamento de 16,8 milhões de hectares em Mato Grosso, segundo levantamento solicitado pela Acrimat ao Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), e para o setor produtivo, esses números poderiam ser maiores se houvesse uma política pública que atendesse às reais necessidades dos criadores de gado. "O pecuarista não tem tradição de fazer grandes financiamentos, pois as linhas oferecidas, na sua maioria, não atendem as suas necessidades", comentou o presidente da Acrimat.

O superintendente do Banco de Mato Grosso, Eloi Medeiros Junior, disse que "a safra desse ano veio com novidades para o setor pecuário, com um maior volume de recursos e o prazo que era de 6 anos em algumas linhas, passou para 8 anos". Ele ressaltou que a instituição financeira segue normas das políticas públicas e que qualquer mudança precisa ser aprovada pelo governo federal. "Estamos sempre conversando e realizando parcerias com a Acrimat e trabalhamos para atender o nosso cliente, principalmente os produtores rurais".

Segundo o Banco do Brasil, os recursos já estão disponibilizados para captação e o pecuarista Imil Farah Júnior, de Tangará da Serra, foi um dos primeiros a assinar um contrato para custeio no valor R$ 650 mil reais, para fazer o confinamento de 3 mil cabeças. "Não dá para trabalhar sem esses recursos oficiais e estamos satisfeitos com o montante disponibilizado, mas é claro que sempre queremos mais, principalmente prazo quando o assunto é manutenção de pastagem", disse Farah Júnior.

FONTE: Acrimat, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Panorama da reposição

Os preços da reposição, aos poucos, vão perdendo força, principalmente os das categorias jovens.

A oferta de bezerros está ligeiramente melhor que as das demais eras.

Na semana passada, de acordo com levantamento da Scot Consultoria o preço do bezerro desmamado caiu 3,2% em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Desta forma, a distorção entre os preços do boi gordo e do bezerro começa a ser corrigida e a relação de troca está maior do que nas últimas semanas.

No estado, com os preços vigentes, compram-se, em média, 2,11 bezerros (5,5@) com a venda de um boi gordo (16,5@), 3,1% mais que no começo de junho.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Uruguai abateu menos bovinos no primeiro semestre de 2011

Segundo o último levantamento do Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai, do início de junho até o dia 25 o país abateu 117,2 mil bovinos.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, os abates caíram 27,6%.

No primeiro semestre deste ano, cerca de 1,01 milhão de cabeças foram abatidas.

Frente aos seis primeiros meses de 2010, com 1,20 milhão de cabeças, houve recuo de 15,7%.

A diminuição também aconteceu nos abates de ovinos no semestre que passou, ainda maior, 27,7%.

O movimento contrário foi observado nos abates de suínos, que tiveram um aumento de 12,6% na comparação com 2010
FONTE: SCOT CONSULTORIA

BRF e Cade fazem reunião hoje e podem decidir futuro da companhia

A BRF-Brasil Foods terá, hoje, o seu dia decisivo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça. Representantes da companhia terão reunião com os conselheiros que pode decidir o destino da compra da Sadia pela Perdigão.

No encontro, os integrantes do Cade vão cobrar da empresa a venda de um pacote de ativos, que inclua marcas e fábricas, e seja capaz de criar um rival efetivo da companhia. Eles não pretendem aceitar os argumentos de que outras empresas já estabelecidas no país e com marcas reconhecidas, como a Seara, seriam rivais capazes de competir com o mesmo potencial da BRF. Também não vão acatar alegações de que empresas estrangeiras poderiam crescer no país adquirindo esse pacote, como a Tyson, o que seria prejudicial ao país.

O Cade quer um concorrente de fato, que seria formado a partir da venda de ativos da BRF, e, para o órgão antitruste, não importa se for nacional ou estrangeiro. O essencial para o Cade é a proteção dos consumidores. O que prevalece no conselho é que os consumidores estarão resguardados se existir um concorrente capaz de baixar os preços sempre que houver eventuais aumentos da Sadia e da Perdigão. Para tanto, é preciso um rival forte em mercados como carnes in natura, frangos, perus e congelados em geral. Ao todo, a operação envolve mais de 30 mercados.

Os conselheiros pretendem julgar o negócio no próximo dia 13. A rigor, eles têm mais duas datas para fazer isso: 13 e 27 de julho, que são as duas próximas sessões do Cade. Mas, na sessão do dia 27, o processo da Sadia-Perdigão terá cumprido 58 dias no conselho. E o Cade tem, no máximo, 60 dias para julgar. Esse prazo está previsto na Lei Antitruste (nº 8.884). Ele é interrompido quando as empresas pedem para apresentar pareceres.

O problema, para o Cade, é que se os 60 dias forem ultrapassados, o negócio será aprovado automaticamente. Por isso, para os conselheiros o mais seguro seria tomar uma decisão no dia 13.

Quanto ao julgamento no dia 13, há duas possibilidades. Ou se chega a uma solução negociada ou o Cade impõe uma decisão. Na primeira hipótese, o caso seria resolvido de imediato. Na segunda, a decisão antitruste pode ser levada à Justiça, caso determine a separação da Sadia e da Perdigão.

A BRF já ofereceu uma proposta de vender a concorrentes o equivalente a 15% de sua produção. Mas, ela foi recusada pelo relator do processo, conselheiro Carlos Ragazzo, que, ao fim, votou pela reprovação do negócio. Um dos problemas verificados por ele é que a proposta incluiu contratos de fornecimento de produtos industrializados por encomenda: durante dois anos, os concorrentes receberiam produtos a preços mais baixos do que os de mercado e, com isso, poderiam investir em fábricas próprias para aumentar a produção. Mas, para Ragazzo, os contratos não resolveriam pois, após esses dois anos, a empresa não conseguiria fazer frente ao poder da BRF.

Agora, quem conduz as negociações é o conselheiro Ricardo Ruiz, que pediu vista do processo. Ele é o próximo a votar. Depois dele, votam três conselheiros.

FONTE: Juliano Basile, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

O Agronegócio e o Sucesso do Brasil no Mercado de Carnes

A Senador Kátia Abreu apresentou uma das palestras do Congresso Internacional da Carne, realizado em Campo Grande/MS, em junho passado. Segundo a senadora e presidente da CNA é preciso dar a devida importância da Agricultura e da Pecuária brasileira. "Nos últimos 10 anos, se não fosse o Agronegócio, a balança comercial brasileira seria negativa. Sem o Agronegócio teríamos um déficit de R$ 40 bilhões em 2010".

Kátia Abreu ressaltou que 90% das reservas cambiais responsáveis por manter a economia equilibrada e longe da crise vieram das exportações do Agronegócio. "O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, mesmo viando ao exterior apenas 19% da nossa produção, e seguimos abrindo novos mercados devido a nossa mobilidade no sistema de produção e capacidade de atender as exigências dos compradores", comentou.



"Só tenho preocupação com a concentração dos clientes, poi isso pode nos deixar fragilizados no caso de algum embargo. É a situação que os exportadores de de carne bovina estão vivendo hoje, pois quase metade da nossa produção vai apenas para a Rússia e Irã".



Apresentando dados sobre a distribuição do rebanho brasileiro a senadora frisou a pecuária brasileira tem condições de aumentar a lotação e a produção de carne. "Tecnologia e conhecimento nós temos. Nos falta crédito e políticas agrícolas condizentes com a atividade". Para ela o problema da fome não é um problema da agropecuária, mas sim da ausência de renda.



"Hoje a arroba está em patamares elevados, mas isso ainda não possibilitou a recuperação das crises que enfrentamos nos últimos 15 anos. Estamos apenas nos recuperando, ainda não estamos ganhando dinheiro", completou.

Citando o aumento da demanda, Kátia Abreu lembrou a todos os presentes no Congresso, que em 2015, mais de 50% da população mundial estará vivendo nas cidades e em 2050 essa população irá representar 80% da população mundial. " Isso vai aumentar a demanda, a exigência, a diversificação do consumo e a necessidade de pensar em fornecer facilidades para o consumidor".

Entrando no tema da reforma agrária, a palestrante afirmou que o que gera desenvolvimento é o mercado. "Ele sim é o responsável pelo desenvolvimento das regiões de forma natural e esse desenvolvimento acontece com adoção de tecnologia e aumento da produtividade".

Apesar do crescimento das exportações nos últimos 10 anos, Kátia Abreu frisou: "temos que agradecer todos os dias ao povo brasileiro que é o responsável pelo consumo dos produtos do Agronegócio".

Desde o início do Plano Real 25 milhões de brasileiros saíram da pobreza. A renda dos 20% mais pobres aumentou 50% e a dos 20% mais ricos cresceu 8,8% no período. Assim, o poder de compra da classe C ficou maior que o das classes A e B.



Para a senadora, a manutenção da política econômica foi a grande responsável por essa melhor distribuição de renda. "A inflação é o pior inimigo da renda do consumidor".

"A população investe primeiro em alimento quando começa a ganhar mais. Após promover o aumento da renda é preciso fazer propaganda de nossos produtos, visando aumento do consumo interno. "Isso deve ser orquestrado pela indústria, junto as cadeias de supermercados".



Kátia Abreu finalizou sua apresentação afirmando: "estamos lutando para manter o volume de comida que estamos produzindo hoje no Brasil. Temos área para plantar e tecnologia para aumentar a produtividade".

FONTE: CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE / BEEFPOINT