domingo, 23 de junho de 2013

Marfrig e ABHB criam Programa Fomento Marfrig Hereford


O Marfrig anunciou nesta quinta-feira (20/junho) uma nova parceria. A Companhia assina carta de intenções com a Associação Brasileira de Hereford e Braford para criação do Programa Fomento Marfrig Hereford. A iniciativa é mais um passo para o aprimoramento do relacionamento do Marfrig com os pecuaristas, com o objetivo de garantir a produção padronizada e certificada de carne bovina, oferecendo um produto de alta qualidade ao consumidor. O acordo foi oficializado pelo Marfrig e a Associação Brasileira de Hereford e Braford, ontem (20/junho), às 12h, no estande da Marfrig na Feicorte 2013.
Ainda com o propósito de incentivar os produtores de Hereford e Braford para aumentar a oferta de matéria-prima, além de suprir a demanda de mercado para produtos com qualidade superior, o Marfrig está apresentando, durante a feira, a nova tabela de bonificação para produtores de todo o Brasil. Em vigor a partir de 01 julho de 2013, a tabela prevê uma bonificação maior, com o objetivo de aumentar a compra de animais terminados.

Além do novo programa de Fomento para as raças Hereford e Braford, para a temporada 2013/2014, que o Marfrig criará em parceria com a ABHB, a empresa já mantém outras iniciativas semelhantes.

Os programas Fomento Angus Marfrig e Qualidade Nelore Natural (PQNN) oferecem apoio técnico e orientação sobre manejo e bem-estar animal aos produtores dessas raças. O objetivo das iniciativas é fomentar a produção de carne de alta qualidade e promover a utilização de novas tecnologias no campo, gerando maiores resultados aos pecuaristas.

Fonte: Marfrig Alimentos,

Programa Carne Angus Certificada no Frigorífico Verdi e chega a Santa Catarina


Foto: Divulgação/Assessoria
Frigorífico Verdi
 
 

Agora, o maior programa de certificação de carne do País conta com parceiros em sete Estados.

O Programa Carne Angus Certificada acaba de selar sua entrada no Estado de Santa Catarina. Em acordo assinado durante a 19ª Feicorte, em São Paulo (SP), a Associação Brasileira de Angus e o Frigorífico Verdi(Pouso Redondo, SC), acertarão a parceria, que oferecerá aos produtores de Angus catarinenses bonificações até 10% acima do valor pago por carcaça no mercado.

Completando 10 anos de atividades em 2013, o Programa Carne Angus Certificada apresenta crescimento impressionante no volume de animais abatidos por ano. Em 2003, ano de estreia, contabilizavam-se pouco mais de 20 mil animais certificados. Já no ano passado, foram abatidas mais de 230 mil cabeças. De acordo com o gerente do Programa, Fábio Medeiros, a nova parceria deve agregar a este volume de abates cerca de 400 cabeças por mês.

Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques, a entrada do Programa em Santa Catarina é um importante marco, pois permitirá o atendimento ao crescente número de produtores da raça no Estado e, ao mesmo tempo, à grande demanda pela carne de qualidade na região. “Em Santa Catarina existem restrições quanto à entrada de animais de outros Estados devido às barreiras sanitárias. Sendo assim, a partir de agora conseguiremos dar todo o suporte almejado há tempos pelos pecuaristas catarinenses”, explica Marques.

Representante dos produtores de Angus em Santa Catarina, o presidente do núcleo de criadores catarinenses da raça, Nelson Antônio Serpa, que também é secretário de Estado da Casa Civil, garante que o ganho para os pecuaristas e para a raça será grande com a parceria. “Este é um trato que vem sendo trabalhado há tempos junto à Angus Brasil e ao Frigorífico Verdi. Trata-se de uma conquista, que trará crescimento para o setor produtivo de carne em Santa Catarina. Além disso, como Santa Catarina é o único Estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação, abrimos para a raça um importante caminho para exportação de carne”, ressalta Serpa.

Com a novidade, o Programa Carne Angus Certificada conta agora com seis frigoríficos parceiros – Marfrig, VPJ, Frigorífico Silva, Cooperaliança, Cotripal e Verdi – com 17 plantas, divididas em sete dos principais estados pecuaristas do Brasil (RS, PR, SC, SP, MS, GO e MT).

A chegada do maior programa de certificação de carne do País ao Estado oferecerá ainda a evolução no relacionamento entre os produtores e a indústria frigorífica, aposta Ariel Verdi, presidente do Frigorífico Verdi. “Há de ser ressaltado que com o abate certificado pela Angus serão oferecidos prêmios bem acima do mercado, que com certeza impulsionarão a produção de gado no Est ado”, informa Verdi.

Reynaldo Titoff Salvador, diretor do Programa, reforça a imagem do Angus como uma raça cada vez mais nacional. Para ele, a atuação do Programa Carne Angus Certificada tem participação essencial na expansão da raça pelo País. “Estamos, a cada parceria firmada, deixando de lado a pecha de sermos uma raça forte apenas no Rio Grande do Sul, berço do Angus no Brasil. Temos grande atuação em regiões antes impensadas, como o Sudeste e o Brasil Central. Estamos cada vez mais adaptados e prontos para crescer”, enfatiza Salvador.

Todo o processo industrial, desde o abate e tipificação das carcaças até a embalagem final do produto é acompanhado permanentemente pelos técnicos do Programa Carne Angus Certificada é auditado pela Certificadora Ausmeat, que confere reconhecimento e credibilidade internacional com a outorga do selo de Certificação Ausqual. Para mais informações sobre o Programa, acesse www.carneangus.org.br.

Fonte: ABA. 

Explosão de selos e marcas de carne de qualidade dão opção ao consumidor

Andriolli Costa / Rural Centro
“Na minha época, quando se ia comprar carne não tinha muita opção. A gente só pedia por cortes para churrasco, cortes para a panela ou cortes para fritar”, relembra o médico veterinário Fábio Medeiros. No entanto, pouco mais de uma década depois o mercado mudou consideravelmente. Dotado de maior poder aquisitivo e informação, o consumidor se tornou mais exigente, elevando a demanda por um produto confiável e de procedência. E é da necessidade de atender a essas exigências, bem como de agregar valor à produção, que o mercado vê surgir um número cada vez maior de marcas ou selos de qualidade da carne que garantem maciez, sabor e suculência. Com toda uma nova gama de opções a sua frente, o comprador agora precisa escolher o produto ideal não apenas baseado no preparo escolhido, mas também entre raças, idades de abate, modos de produção e coberturas de gordura totalmente diferentes.
O próprio Medeiros é um dos que influenciaram nesta mudança. É ele o responsável pelo programa de carne certificada da Associação Brasileira de Angus (ABA). Criado em 2003, com chancela internacional da AUS Meat, mesmo sem ser o mais antigo o selo é um dos mais conhecidos do País e referência para as demais marcas e associações. Muito da fama da carne vem da força que a marca tem nos Estados Unidos, onde desde 1978 o programa Certified Angus Beef – o primeiro do gênero em todo o mundo – reforça que a qualidade da carne da raça é superior à do gado comum, e que vale a pena pagar mais por isso. No Brasil, a Associação também tomou diversas ações para popularizar a carne; e uma das mais efetivas foi a parceria com a rede de fast food McDonald’s, que já dura um ano e meio. “As pessoas podem não saber por que o hambúrguer de Angus é diferente, mas vão ter a curiosidade de saber por que é diferente”, relata ele. A parceria também oferece uma boa saída para os cortes dianteiros do animal.
O objetivo da Associação é fechar todos os elos da cadeia produtiva da carne. Desta forma, segundo Medeiros, além das tradicionais parcerias entre frigorífico, produtores – que recebem premiações pelos animais de qualidade - e o varejo para a disposição e resfriamento adequado das embalagens de carnes, a ABA também buscou estreitar os laços com o consumidor. Para tanto, desde o final de 2012, oito casas de carne do Paraná passaram a trabalhar exclusivamente com carne da raça. “Existem muitas pessoas que não gostam da carne embalada a vácuo. Preferem a carne fresca, cortada ao seu modo”, esclarece. Em maio, o restaurante Fazenda Barbanegra, de Porto Alegre/RS, adaptou seu cardápio para uma fidelização 100% Angus. “A primeira coisa que fizemos foi realizar um treinamento intensivo com todos do local, do garçom ao proprietário. As carnes nobres possuem cortes diferenciados e o consumidor é ávido por essa informação. Ele quer saber o que é um chorizo, o que ele tem de diferente”.
Mas a novidade mais recente da Associação foi o lançamento durante a Feicorte 2013, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, da reserva especial Black Angus (foto em destaque). Em parceria com a VPJ Alimentos - com quem já trabalhavam na linha tradicional – a Associação fornece somente animais extremamente jovens. “São abatidas apenas fêmeas, pois são mais macias, com até 18 meses de idade e alto grau de marmorização - a gordura entremeada entre as fibras”, explica o veterinário. O conceito inovador se posiciona como um produto de elite dentro de um mercado de elite. A carne vem porcionada e congelada em uma caixa especial com o selo de certificação e embalada em papel manteiga. “É carne para dar de presente”, orgulha-se Medeiros. O preço médio será de R$ 110 o quilo.
Outras experiências
Ainda que o Angus seja o mais conhecido, o projeto de certificação da carne mais antigo do Brasil é da Associação Brasileira de Hereford e Brafford. O superintendente do programa de certificação da ABHB, Alfredo Drissen, conta que as primeiras experiências nesse sentido ocorreram ainda em 1998, mas só em 2000 foi criado por fim o Selo de Qualidade Pampa – substituído esta semana pelo selo Carne Certificada Hereford, lançado também durante a Feicorte 2013. Enquanto o selo garante a procedência dos animais, padronização de carcaça e sanidade, a marca distribuidora é a Seara Hereford, que fornece o produto a 2 mil pontos de venda.
Drissen reconhece que a carne certificada é limitada a um nicho de mercado. “A carne commodity sempre vai existir, porque a demanda por proteína animal, especialmente bovina, é crescente e precisa ser atendida”, afirma. “No entanto, com o aumento do poder aquisitivo, ele busca novas experiências, busca diferenciar a o que come no fim de semana ao almoço do dia a dia, e é aí que entra a carne de qualidade”. Os números parecem acompanhar as previsões do superintendente. De acordo com dados divulgados pela Associação, foram 2 mil toneladas de carne certificada Hereford comercializadas em 2012, contra apenas 145 toneladas em 2011. Apenas no restaurante Vermelho Grill, na sede em Campo Grande e na filial de Porto Alegre, são servidas 50 toneladas por ano de carne da raça.
Com as margens de lucro cada vez mais enxutas para a pecuária, os produtos premium garantem maior rentabilidade para o produtor ao mesmo tempo em que dão garantias de padronização. Um dia a carne que se compra no açougue pode estar deliciosa, no outro pode estar dura, rançosa ou com excesso de nervos e gordura. Ao pagar um valor maior, o consumidor pode ter a certeza de encontrar cortes com igual distribuição de gordura, maciez, suculência e sabor.
Com a disseminação da proposta, a própria indústria passou lançar marcas próprias, e divulgar sua procedência. A JBS/Friboi, por exemplo, chegou a contratar o ator Tony Ramos para estrelar comerciais promovendo o slogan “qualidade tem nome”. A empresa possui as linhas Swift in Natura, Maturatta, Orgânico, Swift Black, entre outras. Mas se todos os produtos possuem características próximas, o consumidor não poderia ficar confuso em meio a tantos produtos? Como escolher a melhor opção?
Para o consultor de qualidade de carne Roberto Barcellos, diretor da Beef & Veal, é tudo uma questão de costume. “É a mesma coisa que aconteceu com o café, com o azeite, com o molho de tomate, com o café. Veja o tanto de marcas disponíveis no mercado. Isso está acontecendo com a carne agora, e é uma coisa boa. Traz opção para o consumidor”, afirma ele, que trabalhou até 2010 com a certificação Angus e hoje oferece consultoria para diversas marcas ou selos – entre eles o Bonsmara Beef e a Simental Jaguaretê. Detalhes como o perfil do consumidor a quem o produto se dirige e o posicionamento no mercado tornam-se decisivos na escolha da carne ideal. “A dona de casa, quando vai às compras, quer uma carne magra, limpa e barata. Já o homem, quando faz churrasco no fim de semana, busca uma carne mais gorda, saborosa e não se preocupa com o preço”, expõe. A carne com selo de qualidade Simental é um desses exemplos e vem apostando em uma fatia de mercado pra carnes magras com um bom toalete que retira todo o excesso da cobertura de gordura, chamando atenção como opção para o dia a dia.
Em uma experiência recente nos Estados Unidos, Barcellos percebeu que produtos que compartilhavam a mesma experiência e qualidade podiam apresentar uma diferença de até 400% no preço. O que muda é a quantidade de informação disponível, isto é, se a carne não tem hormônios, se não foram aplicados antibióticos no animal, se a sua produção é sustentável. No entanto, não são todos os consumidores que se preocupam com estas informações. “Se você colocar um caminhão com carne barata em frente a uma favela, com uma faixa bem grande avisando que ela foi produzida com a destruição de florestas ou com maus tratos aos animais, ainda assim vai vender”, especula. “Quem tem fome não vai se importar com essas coisas. É por isso que a carne commodity precisa continuar, com a carne de qualidade sendo uma alternativa”.

Frigorífico da JBS comprado pela Argentina em 2012 está em crise

Frigorífico tem capacidade instalada para o abate de entre 600 a 700 cabeças por dia. Situação da unidade é reflexo de uma longa crise



Divulgação/Seapa
Foto: Divulgação/Seapa
Empresa em San José não está funcionando todos os dias
O frigorífico que a JBS vendeu na Argentina para um consórcio financiado pelo governo de Cristina Kirchner, em 2012, está à beira de fechar suas portas. Adquirido por uma sociedade formada por 15% de capital privado e 85% do Estado, província de Entre Rios e o município de San José, o frigorífico homônimo foi o único das seis unidades do grupo na Argentina que foi vendido após a crise que abateu o setor entre 2008/09.
O San José, rebatizado como Processadora Pecuária Entrerriana S.A, "não está funcionando todos os dias, e se continuar assim, não vai ter outro remédio que fechar as portas, como aconteceu com outros", afirmou o secretário geral da Federação de empregados da Indústria da Carne, Alberto Fantini, ao jornal La Nación. O frigorífico tem capacidade instalada para o abate de entre 600 a 700 cabeças por dia e a situação da unidade é reflexo de uma longa crise, iniciada em 2007, com a imposição de cotas para exportações, elevados impostos e preços controlados.
À intervenção oficial somou-se a uma acentuada estiagem em 2008. E, em 2009, a crise se instalou no país. Os pecuaristas liquidaram as fêmeas em idade reprodutiva, afetando o volume do rebanho nacional, e migraram para o cultivo de soja e outros mais rentáveis. Com a intenção de aproveitar a generosa fatia de 28 mil toneladas da cota Hilton, a porção permitida para exportação de carne bovina à Europa com alíquotas preferenciais, a JBS chegou à Argentina em 2006, pouco antes das medidas oficiais de controles.
Em 2010, a JBS fechou o San José e outras quatro unidades. Apenas uma, de produtos processados, está em operação. Desde que a crise começou, 125 frigoríficos fecharam suas portas. Segundo Fantini, entre 13 mil a 15 mil operários perderam seus postos de trabalho. No ano passado, a presidente Cristina Kirchner anunciou a redução da alíquota dos impostos de exportações, de 15% a 5%, para a indústria de carnes processadas.
Porém, a medida não favoreceu o setor para recuperar o vigor. De acordo com a Câmara Argentina da Indústria de Carnes (Ciccra), o país perdeu competitividade, especialmente pela cotação do câmbio defasado. Outra empresa brasileira no país, a Marfrig, anunciou, no início do ano, que vai fechar duas unidades.
Nos primeiros cinco meses de 2013, as exportações argentinas de carne recuaram 10,3%, na comparação com igual período do ano passado, enquanto o consumo interno de carne bovina foi o maior desde 1960 e absorveu 93,2% da produção, segundo a Ciccra. O consumo per capita também aumentou 7,3%, a 60,7 quilos.
fonte: Rural BR

quarta-feira, 19 de junho de 2013

ABHB lança selo Carne Certificada Hereford na Feicorte

Passo marca maior expansão da raça para o Brasil Central



Após 12 anos desde a criação do Programa Carne Pampa®, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) dá um importante passo para oferecer uma carne diferenciada ao consumidor com o lançamento do selo Carne Certificada Hereford® durante a 19ª edição Feicorte.

O selo de certificação Carne Certificada Hereford® acompanhará todas as marcas de carne certificadas pela ABHB, atestando a presença da qualidade das raças Hereford e Braford, assegurando a qualidade superior comprovada e garantia de origem na seleção especial de cortes de carne bovina, através de uma certificação independente e transparente.


Foi desenvolvido um novo selo para identificar a Carne Certificada Hereford®, que tem como slogan “A melhor carne para a melhor mesa: a sua”. “A maciez, o sabor e a suculência, associados à rusticidade e adaptabilidade dos animais que permitem que sejam criados em diferentes localidades geográficas, dão um toque único para a carne Hereford, que é o que pretendemos transmitir com esse novo selo”, afirma o superintendente da ABHB, Alfredo Bonet Drissen.



O lançamento marca também a expansão da carne Hereford pelo Brasil Central, que permite ampliar a oferta do produto pelo território nacional.


“Estamos dando um importante passo para aprimorar a oferta de uma carne caracterizada ao consumidor, com a garantia de que ele está adquirindo um produto proveniente de bovinos com procedência Hereford e Braford, certificada por profissionais credenciados pela ABHB, que acompanham toda a etapa, da seleção genética no campo à entrega no varejo. Também garante que a carne cumpre todas as normas sanitárias do MAPA, e é fiscalizada por vigilância sanitária, atestando qualidade e saúde na mesa de nosso consumidor”, afirma o presidente da ABHB, Fernando Lopa, destacando que, hoje, se trata do maior programa de carne certificada do Rio Grande do Sul e se expande rapidamente para todo o Brasil.

O próximo passo será uma campanha encabeçada pela Associação para conscientizar o consumidor sobre a importância de uma carne com origem garantida e qualidade certificada.


Para Eduardo Fornari, sócio do Vermelho Grill, premiado restaurante com unidades em Porto Alegre e Campo Grande, e que trabalha com um conceito de carne diferenciada, a parceria com a Associação para oferecer carne Hereford aos consumidores é fundamental, pois viabiliza a produção industrial da carne. “Direto com o frigorífico nós não conseguiríamos e com a parceria da ABHB é possível obter os cortes e volumes de acordo com o nosso negócio”, afirma Fornari.

A Carne Certificada Hereford® pode ser encontrada nas principais redes de varejo do Rio Grande do Sul (La Carniceria, Cia Zaffari e Carrefour), Santa Catarina (Boutique Grill e Hippo Supermercados, em Florianópolis; Speciale Supermercado, Casa de Carnes Fronteira, em Balneário Camboriú; Cooperativa de Produtos e Abastecimento do Vale do Itajaí – Cooper, em Blumenau; Hille Carnes, em Joinville; Supermercado Nardelli, em Rio do Sul; e Brasão Supermercados, em Chapecó), Paraná (SuperFestval, em Curitiba; SuperBeal, em Cascavel; SuperMuffato, em Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel; Açougue Rio Grande, em Curitiba; e Distribuidora Bady, em Ponta Grossa); São Paulo e Rio de Janeiro (Casa de Carnes Alphaville, Casa Santa Luzia, Cia Zaffari e Sams Club). No Rio Grande do Sul, a Carne Certificada Hereford® pode ser encontrada nos restaurantes Vermelho Grill, Marcato Restaurante e Pampa Burguer, e no Mato Grosso do Sul no Vermelho Grill Campo Grande.
Crescimento
O Carne Pampa® foi o primeiro programa de carne certificada do Brasil. Nesse período fortaleceu-se na região Sul do Brasil, proporcionando bonificações extras em relação ao valor da arroba a partir da parceria com os frigoríficos Silva e Marfrig, que possibilitou o início da expansão do programa para a região Centro-Oeste.



Em 2011, o programa registrou 78% de aumento com 38 mil animais certificados no Rio Grande do Sul. Em 2012, o crescimento foi de 48%, com 56 mil animais só no RS. Para os próximos dois anos, a expectativa é ultrapassar 100 mil animais certificados por ano em todo o país, crescimento que deve ser impulsionado pelo novo posicionamento da Carne Certificada Hereford.



Para aumentar a oferta de matéria-prima para suprir a demanda da alta gastronomia e apostando nas qualidades das raças Hereford e Braford, o Grupo Marfrig apresenta, a partir de julho de 2013, a nova tabela de bonificação para todo o Brasil, que possibilita premiar em até 10% do “preço de balcão” do frigorífico, configurando-se como a maior bonificação paga pelo frigorífico.



Mais informações: www.carnehereford.com.br

terça-feira, 18 de junho de 2013

Debate vai definir modelos para desenvolvimento da cadeia produtiva da carne


Foto destaque
  • Produtores e entidades representativas debatem com o governo a construção de políticas para o setor
Na reunião ordinária da Câmara Setorial da Carne Bovina, realizada na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, na tarde desta segunda-feira (17), os principais assuntos em pauta foram o programa de identificação bovina, a criação de um fundo estadual de desenvolvimento da cadeia produtiva e de um instituto da carne, o qual seria mantido pela parceria entre o poder público e a iniciativa privada. O encontro serviu para definir a realização de um seminário que discutirá os modelos de instituto e fundo para o desenvolvimento do setor.

Durante o encontro, coordenado pelo secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, foi aprovada a ata da reunião anterior e, em seguida, foi apresentado o Decreto, assinado pelo governador Tarso Genro em maio deste ano, que visa a criação de uma política de combate aos crimes do abigeato e ao abate irregular de animais.

Segundo o secretário, com a criação desse Grupo de Trabalho - que envolve, entre outras, as secretarias estaduais de Segurança, Agricultura, Fazenda, Saúde e Meio Ambiente - começam tentativas de desmantelar as quadrilhas de abigeatários que atuam no Estado. Entretanto, para isso, é necessária a efetiva participação dos produtores e entidades representativas. "Prender essas quadrilhas é uma questão de segurança pública, uma vez que essa ação criminosa ameaça também a integridade física de quem vive no meio rural. Para combater esse crime, que é realizado com muita inteligência, a polícia precisa trabalhar com transversalidade, cruzando informações, inclusive de consumidores, por isso, é tão importante a colaboração de todos", afirmou Mainardi.

A coordenadora da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñé, também apresentou a proposta de um Sistema Estadual de Identificação e Registro animal, que serviria de instrumento para a rastreabilidade bovina. A implantação deste Sistema visa diminuir os números assustadores que, de acordo com dados das inspeções federal, estadual e municipal, todo ano 500 mil animais são abatidos informalmente. Isso resulta num prejuízo anual para o Estado de 60 milhões. A rastreabilidade também contribui na organização e gestão das propriedades e na sanidade animal.

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, na oportunidade, demonstrou sua preocupação com as questões legais, sugerindo que a Secretaria da Agricultura aguarde a publicação das instruções normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para que o sistema estadual não fique em desacordo com o previsto na legislação federal.

Já ao discutir a elaboração do projeto de lei que cria o fundo e o instituto estadual da carne, os membros da Câmara Setorial definiram que antes de enviar o projeto à Assembléia Legislativa, seja realizado um seminário, ainda este mês, para a apresentação de diferentes modelos de fundos e institutos. Para o secretário da Agricultura, a constituição de um fundo público, pensando em políticas de Estado, paralelamente à criação de um instituto privado para executar as políticas de estímulo ao setor, se configura na melhor forma de gestão de recursos para a organização e fortalecimento da cadeia produtiva, visando principalmente o aumento da produção e a renda do produtor.

Participaram da reunião o secretário adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, o coordenador geral das Câmaras Setoriais, Milton Bernardes, representando o Ministério da Agricultura, Roberto Schroder, o vice-presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Weber, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen, além de representantes de associações de produtores e instituições de ensino e pesquisa.

Texto: Juliana Brum
Foto: Vilmar da Rosa
Edição: Redação Secom 

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Nova marca da Carne Angus Certificada - Black Angus Reserva Especial by VPJ Alimentos


Brasil bate recorde de faturamento na exportação de carne

Vendas atingiram marca de US$ 2,5 bilhões no período, superando em 15% os resultados do ano passado

As exportações brasileiras de carne bovina entre janeiro e maio de 2013 atingiram faturamento recorde no Brasil na comparação com o mesmo período em anos anteriores. Com um valor que superou US$ 2,5 bilhões – aproximadamente R$ 5,3 bilhões – o resultado foi 15% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as vendas atingiram a marca de US$ 2,1 bilhões (R$ 4,6 bilhões). O crescimento também foi registrado no volume das exportações, que fechou em 562 mil toneladas, índice 22,57% maior em relação a 2012.

Hong Kong manteve o posto de maior comprador da carne brasileira no período, com um crescimento de 63%, no total de toneladas do produto adquiridas. O país fechou um total de 142 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano.
Com um crescimento de 10% no total de toneladas exportadas, a Rússia aparece como segundo mercado da carne bovina brasileira, seguida pela União Europeia, Venezuela e Chile.


PosiçãoPaísFaturamento
US$ (em milhões)
Volume
(toneladas)
1Hong Kong558.115.845,51142.315,44
2Rússia528.041.345,94132.427,70
3União Europeia327.024.473,8250.460,55
4Venezuela280.599.513,3752.585,63
5Chile171.362.174,1531.668,88
6Egito134.887.112,1740.120,06
7Estados Unidos89.073.288,789.867,10
8Irã66.095.985,0514.084,87
9Israel40.906.535,238.216,08
10Líbano33.085.606,936.630,85
O Irã manteve o forte ritmo de crescimento nas aquisições de carne bovina brasileira, registrando um crescimento de 198% nos cinco primeiros meses de 2013. No que diz respeito à categoria de carne mais negociada, o produto in natura é o mais comercializado, com um percentual de toneladas exportadas 28% superior em relação a 2012.
?
 “Ficamos muito satisfeitos com os números da indústria de carne bovina brasileira nos primeiros cinco meses de 2013. Nós temos registrado resultados positivos e estamos bastante otimistas de que conseguiremos ampliar os nossos negócios em vários mercados importantes em um futuro breve, como a União Europeia e uma série de países asiáticos”, explica o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antônio Jorge Camardelli.

Agrolink com informações de assessoria

PREÇOS MÉDIOS DE GADO - MERCADO FÍSICO / KG VIVO NO RS





REGIÃO DE PELOTAS  
EM 18.06.2013                      

TERNEIROS R$ 3,90 A R$ 4,10                
TERNEIRAS R$ 3,40 A R$ 3,60
NOVILHOS R$ 3,30 A R$ 3,50
NOVILHAS R$ 3,20 A R$ 3,40
BOI MAGRO R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA DE INVERNAR R$ 2,75 A R$ 2,85

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR 
http://www.lundnegocios.com.br

Leilão Virtual da Associação Brasileira de CridoresD


Primeiro leilão virtual da ABCD fatura R$ 236.650,00

A Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) realizou na noite de 15/06 (sábado) o primeiro leilão virtual de sua história, no Hotel Serra Azul, em Gramado, durante a Convenção Brasileira de Criadores da raça. Em um ambiente requintado, os criadores acompanhavam atentos ao remate durante o jantar. Um total de 186 exemplares, divididos em lotes de Devon PO, PC, definidos e cruzas, além de 200 doses de sêmen de animais de elite, foram vendidos resultando em um faturamento de R$ 236.650,00. O exemplar mais caro foi o touro São Valentin Coringa 1468, vendido em cotas de mil reais para 15 cabanhas diferentes, totalizando R$ 15 mil. O animal foi doado pelos criadores Marcos Pandolfi e Adelar Santarém para a ABCD.

O leilão virtual movimentou mais de 140 pessoas nas dependências do Hotel Serra Azul e contou também com a participação de 30 criadores de diferentes partes do Brasil, que acompanharam o evento pela transmissão online feita pelo site C2 Rural. Entre as personalidades presentes, estavam o ex-ministro da Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima e Gilmar Tietböhl, diretor superintendente do SENAR-RS. O presidente da ABCD, Gilson Hoffmann, aproveitou a ocasião para instituir o Troféu Luiz Fernando Cirne Lima, que será dado a todos os futuros homenageados nas convenções nacionais. O Prêmio é uma homenagem da Associação ao ex-ministro por sua dedicação à raça Devon.

Além do remate, a Convenção realizou duas palestras durante à tarde do dia 15/06 no centro de eventos do Hotel Serra Azul. O economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz, falou sobre o mercado do boi gordo, traçando um panorama de curto e longo prazo para o setor. A segunda conferência tratou da irrigação de pastagens por aspersão no Rio Grande do Sul, ministrada por Reimar Carlesso, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A Convenção Brasileira de Criadores de Devon prestou uma homenagem aos 30 anos do primeiro evento que reuniu associados de todo o país, realizado no ano de 1983 também em Gramado, no Hotel Serra Azul. Uma mostra de fotografias no saguão do hotel levou os participantes a uma viagem no tempo, relembrando os grandes eventos da raça Devon que contaram com a participação da ABCD. “Agradeço a todos por esse belíssimo evento. Queremos ver a raça cada vez mais forte, e momentos de integração e de troca de informações como esse são importantes para essa evolução”, destaca Hoffmann.

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Informações para a imprensa: Moglia Comunicação

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - CARNE A RENDIMENTO NO RS






*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO
 EM 18.06.2013

BOI: R$ 6,80 a R$ 7,20
VAC
A: R$ 6,40 a R$ 6,60

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA - KG VIVO NO RS





  REGIÃO DE PELOTAS

 *PREÇO POR KG VIVO
   EM 18.06.2013

   KG VIVO:
   BOI GORDO: R$ 3,40 A R$ 3,60
   VACA GORDA: R$ 2,90 A R$ 3,10



   FONTE: PESQUISA REALIZADA
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Farsul contesta rastreabilidade

O programa de rastreabilidade gaúcho não foi unanimidade ontem, em reunião da Câmara Setorial da Carne na Seapa. O governo propõe que ele seja obrigatório, gratuito e custeado pelo poder público, o que, segundo a Farsul, pode ser considerado inconstitucional, uma vez que o programa nacional não é mandatório. ‘A Farsul não é contra a rastreabilidade, mas da forma como ela foi apresentada, obrigatória e gratuita, não tinha possibilidade de aprovar’, afirma o presidente da Farsul, Carlos Sperotto. Segundo o secretário da Agricultura, Luiz Mainardi, o projeto vai ser analisado pela AGU, PGE e Seapa. ‘Reivindicar a segurança jurídica da proposta é uma preocupação justa.’ No dia 28 de junho, está marcada nova reunião na qual será retomado debate sobre o modelo do fundo da carne.
Fonte: Correio do Povo

Argentina cai do trono de “rei da carne bovina”

Um alto contra-filé de gado criado a pasto gotejando seu próprio suco: muitos argentinos consideram esse banquete como patrimônio que dever ser apreciado regularmente, de forma que um presidente nos anos noventa brincou em uma revista americana dizendo: “Fale a seus leitores, não venham a meu país se forem vegetarianos”.
O consumo de carne bovina nesse colosso da carne vermelha caiu tanto nas últimas décadas que a nação recentemente caiu de sua posição de maior consumidor per capita de carne bovina do mundo um título que os pecuaristas argentinos estão lutando para recuperar de seu pequeno vizinho, o Uruguai. Em outro golpe, um estudo alertou que as pizzarias poderão em breve ultrapassar as churrascarias em Buenos Aires.
Como se isso não fosse suficiente para afetar o espírito dos argentinos, o país caiu para o 11º lugar, atrás de países como Nova Zelândia e México, no ranking global de exportadores de carne bovina nesse ano, impulsionando reações solenes, como um importante jornal que declarou que era “o fim de um reinado”.
O escritor Diego Vecino escreveu, em um recente artigo de revista, sobre o declínio do consumo de carne bovina argentina, afirmando: “Vivemos, nesse momento, imersos em vergonha. Nos últimos anos, nossa identidade nacional foi agredida como nunca antes. O ritual do churrasco persiste mas, em muitos casos, sob o brilho de uma experiência retrô”.
Os argentinos consumiram cerca de 58,5 quilos de carne bovina por pessoa no ano passado, bem mais que os americanos, que consumiram apenas 26 quilos. Porém, o atual nível de consumo na Argentina está bem atrás de seu pico: 100,7 quilos de carne bovina para cada homem, mulher e criança, alcançado em 1956.
As razões para essa queda variam: os preços da carne bovina aumentaram com a inflação, mas os pecuaristas afirmam que os controles de preços impostos pelo governo voltados a evitar que o consumo doméstico de carne caia mais já causou estragos, tornando mais caro manter grandes rebanhos. Outros, de olho na crescente demanda da China por grãos na última década, disseram que é simplesmente mais lucrativo produzir soja do que criar gado.
De acordo com o economista chefe da Sociedade Rural Argentina, maior associação rural do país, Ernesto Ambrosetti, a Argentina está testemunhando um declínio histórico na indústria de carne bovina. Segundo ele, agora, seus vizinhos menores, Paraguai e Uruguai, passaram à frente no ranking de exportações.
Oficiais do governo afirmaram que suas políticas para aumentar o consumo de carne bovina, incluindo as restrições às exportações e os controles de preços visando tornar a carne mais acessível, estão mudando a tendência. De fato, o consumo doméstico se recuperou levemente do menor valor registrado em 2011.
Porém, embora a Argentina tenha passado por oscilações no consumo de carne bovina no passado, alguns veem as últimas quedas como uma evidência de uma mudança mais ampla de paradigma: muitos argentinos estão simplesmente optando por uma dieta mais variada. A mudança – refletida no aumento da demanda por alimentos como frango, massas e pizza; uma maior conscientização sobre os riscos para a saúde associados com o consumo de carne bovina; e até mesmo jantares vegetarianos em Buenos Aires – não se adequa bem a alguns argentinos.
De acordo com o Instituto Argentino de Promoção da Carne Bovina, em um relatório de 2006, reconhecendo uma nova era de cultura e o surgimento de modismos de cozinha incorporando outros produtos, o consumo de carne bovina está ameaçado por tendências modernas de consumo saudável, principalmente a exaltação do que é natural e ecológico, estimulando o consumo de vegetais.
Segundo Mauro Massimino, dono de restaurante vegetariano, os argentinos estão demandando uma mudança. Ele afirma que, há cerca de cinco anos, o vegetarianismo começou a ganhar força aqui e o crescimento desde então tem sido incrível.
Em Buenos Aires Verde, os clientes podem escolher a partir de opções como hambúrgueres feito com arroz Yamani e feijão azuki, ou canelone feito com fruta desidratada e sementes de linhaça.
O crescimento dos restaurantes vegetarianos na capital da Argentina se desdobrou em um período de grande mudança – alguns dizem de perturbações – no campo. Em 2007, a Argentina tinha cerca de 55,6 milhões de cabeças de gado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esse número caiu para 48,1 milhões em 2011, antes de se recuperar um pouco nesse ano, para um número estimado de 51,2 milhões. (Isso ainda representa mais vacas que pessoas, considerando que a população do país é de mais de 40 milhões).
À medida que a economia da Argentina na última década se recuperou de um colapso em 2001, os preços da carne bovina no país aumentaram. Lutando com um aumento mais ampla na inflação, as autoridades em 2006 anunciaram uma barreira temporária às exportações de carne bovina em um esforço para expandir a oferta doméstica e reduzir os preços para os consumidores argentinos. Desde então, o governo vem limitando as exportações de carne bovina e impondo controles de preços, medidas que os pecuaristas afirmam que estão acabando com a lucratividade. À medida que as perdas se acumulam, uma onda de fechamentos de abatedouros deixou milhares de pessoas sem emprego nos últimos anos. Muitos pecuaristas mudaram para a produção de soja, com o grão em grande parte exportado para a China, onde é usado na alimentação animal.
O governo tentou conter o impacto dos maiores preços da carne bovina e redução da oferta através de um programa chamado “Carne para Todos”, oferecendo mais de uma dúzia de cortes populares de carne bovina a preços baixos para os consumidores na região metropolitana de Buenos Aires.
Porém, os oficiais também estimularam outros tipos de proteínas animais, refletindo a dependência da nação do agronegócio. Em 2012, a presidente Cristina Fernández de Kirchner fez uma piada sobre qualidades da carne no aumento do libido, anunciando os subsídios para a indústria de carne suína: “É muito mais gratificante comer um pouco de carne de porco grelhada do que tomar Viagra”.
Para muitos argentinos, a quantidade de carne bovina que eles consomem está relacionada a outro fator: preço. Nos últimos três anos, cobiçados cortes de quadril tiveram aumento de preços de quase 90%, para cerca de US$ 12,80 o quilo, de acordo com o açougueiro do bairro de Colegiales, Juan Pagano.
De fato, muitos argentinos não estão enfrentando o declínio de sua indústria de carne bovina parados. A nutricionista de Buenos Aires, Claudia Valenti, disse que as pessoas deveriam comer carne bovina, preferencialmente cortes magros, todos os dias. Ela afirma que as pessoas não são herbívoras, seres humanos nunca foram, exceto no início dos tempos.
A reportagem é do The New York Times, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint

Wagyû 和牛 - Boi japonês tem carcaça avaliada em até R$ 13,5 mil




Andriolli Costa / Rural Centro
Os animais de destaque de seis criadores diferentes circularam a pista de julgamento central da Feicorte 2013, em São Paulo. Pequenos e compactos, os bovinos da raça Wagyu chamam pouca atenção frente aos grandes animais espalhados pelo evento. No entanto, não é no exterior e na aparência que a força deste gado se manifesta, mas sim na sua carne – reconhecida como a mais macia do mundo.
A carne do animal, popularizada mundialmente pela marca Kobe Beef, possui grandes índices de marmoreio, a gordura insaturada entremeada nas fibras. Esta gordura, saudável e de qualidade, derrete com o cozimento e dá sabor e maciez únicos à carne. Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Wagyu. Saduo Iisaki, o animal pode ser descrito em uma única palavra: qualidade. Ele, que já foi criador de Nelore, investiu em 60 cabeças do gado japonês cinco anos atrás e afirma: “O consumidor brasileiro ainda está conhecendo a carne do Wagyu, mas o mercado já reconhece”.
Uma cabeça de animal puro de origem é vendida em média entre R$ 9 e 12 mil. No caso de um gado com marmoreio exemplar, de acordo com simulações financeiras da associação, o valor pode chegar a até R$ 13,5 mil. Com a venda direta para restaurante e butiques de carne, o faturamento da arroba pode atingir de R$ 250 até R$ 430 (valor de cortes nobres, como o contrafilé).
Atualmente, do rebanho de 50 produtores associados, cerca de 5 mil são puros de origem e 30 mil  representam os animais cruzados. Para Eliel Palamin, médico veterinário da Fazenda Yakult e técnico da Associação, o cruzamento do Wagyu com outras raças torna a comercialização mais viável, ainda que o valor agregado do animal puro seja maior. A atenção exigida, no entanto, é a mesma. “A genética é um dos componentes que vão garantir o marmoreio e o acabamento esperados, mas aquele que tentar criar o boi sem preparo só vai ter prejuízo”. Entre os cuidados necessários estão a suplementação das vacas gestantes – para garantir a boa formação do bezerro -, mamada controlada e a castração até o desmame.
Gerente da Fazenda Angélica, em Americana (SP), Odílio Marin Filho trabalha com a raça há cerca de oito anos. Para ele, a principal diferença na lida com o wagyu não está no manejo, mas sim na terminação. “O boi, utilizado para a produção de carne, fica de 180 a 200 dias no confinamento a mais do que um nelore”. Como o preço do confinamento é calculado por animal/dia a produção acaba encarecida, mas o preço da arroba, em média 200% maior do que o tradicional, acaba compensando.
Eliel Palamin aponta outra importante diferença que envolve a terminação mais demorada. Enquanto raças mais precoces são abatidas a partir de 24 meses e com 450 kg, o Wagyu é abatido a partir dos 32, com 750 kg. “O animal precoce tem maciez, mas perde em sabor. O Wagyu precisa desse tempo para se tornar uma carne gourmet adequada às exigências dos seus consumidores”, esclarece.
Serviço
Além do julgamento, a Associação realiza o Ciclo de Palestras da Raça Wagyu nesta quinta-feira (20), a partir das 16h, durante a 19ª Feira Internacional da Cadeira Produtiva da Carne. Serão abordados temas como os fatores que influenciam a maximização do marmoreio, a comercialização da carne e a orientação genética na raça. A Feira acontece até a sexta-feira no Centro de Exposições Imigrantes. A entrada é gratuita.

Desempenho das carnes na primeira metade de junho

 

Completada a primeira metade de junho (10 de um total de 20 dias úteis), as exportações de carnes apresentam resultado aquém do observado em maio passado, mês em que foi registrado o (até agora) melhor desempenho de 2013. Assim, pela média diária, a receita cambial do período, de US$64,433 milhões, se encontra 5,1% abaixo da alcançada no mês anterior e corresponde, por enquanto, ao quinto pior resultado dos últimos 13 meses.

É verdade que, em relação a junho de 2012, a receita média diária atual apresenta excelente evolução, com ganho de 14,4%. Mas isso se deve, fundamentalmente, a um incremento de 22% (pela média diária) no volume embarcado de carne bovina e a uma melhora de mais de 16% no preço médio da carne de frango.

Mesmo assim, o preço médio da carne de frango registra, no momento, redução de quase 5% sobre o mês anterior, enquanto o volume embarcado (também pela média diária) sinaliza redução próxima de 2% em relação a maio passado, mês em que as exportações de produto in natura atingiram a marca das 313 mil toneladas e corresponderam ao melhor resultado dos cinco primeiros meses de 2013.


fonte: AviSite (Redação)

Pastagem menor, renda maior

Brasileiros passam a aproveitar melhor a área de suas propriedades rurais e aumentam faturamento do rebanhos de corte

DIÁRIO DA MANHÃ
WANDEL SEIXAS
Os investimentos dos pecuaristas em tecnologia estão resultando em menor área ocupada em pastagens pelo rebanho, no entanto, com maior produção de carne bovina. A área de pastagem recuou no Brasil 2,4% nos últimos cinco anos, segundo dados divulgados pela Scot Consultoria. Em 2008, as pastagens ocupavam 171,74 milhões de hectares, contra 167,61 milhões registrados em 2013. Paralelamente a isto, a produção de carne bovina aumentou 9,9%. De 9,15 milhões de toneladas equivalente carcaça ou sem osso em 2008 para 10,06 milhões em 2012.
Segundo informações da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), enquanto a área ocupada com o gado no Brasil caiu 8% entre 1975 e 2011, a produção dobrou no mesmo período. O órgão chegou a este resultado a partir da análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados do IBGE confirmam o levantamento da Scot Consultoria, instituição considerada relevante pelas representações dos agropecuaristas brasileiros. Os dados de ambos, no entanto, foram feito em datas diferentes, mas que batem pelo conjunto. 
O levantamento mostrou que as terras usadas pela atividade pecuária de 165,6 milhões de hectares, em 1975, para 152 milhões em 2011. Já a produção saltou de 102,5 milhões de cabeças para 204 milhões nesses 36 anos. 
Avanço tecnológico
Com o avanço tecnológico, a pecuária brasileira se tornou uma das mais produtivas do mundo. Apenas entre 2001 e 2009, o crescimento foi de 4,04%. De acordo com o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques, a produtividade da pecuária reflete bastante no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, afetando outros ramos da atividade agrícola.
Diversos fatores contribuíram para aumentar a produtividade da pecuária nos últimos anos. Entre eles estão os investimentos feitos pelo governo e empresas privadas em pesquisas, irrigação, energia, e na melhoria das rodovias e das redes de telecomunicações. A maior disponibilidade de crédito também tem sido um fator importante para impulsionar a agropecuária como um todo.
Ricardo Yano é confinador de gado de corte em Goiás e presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura. Os investimentos postos em prática pelos pecuaristas ao longo dos últimos anos “estão dando respostas positivas tanto no plano econômico e social quanto com relação ao meio ambiente”. O desfrute atual é salientado pelo pecuarista, observando que hoje se abate um boi com idade entre dois anos a dois anos e meio, e com maior ganho de peso em comparação com a criação tradicional. Neste processo, um abate ocorre com um animal com idade superior a cinco anos. 
A redução de abate pela metade faz com que o rebanho ocupe o mesmo espaço e com maior rendimento. Em regime de confinamento ou semi-confinamento o animal tem melhor acabamento num processo de engorda e alimentação protéica. O resultado disso é a produção de uma carne mais nobre e melhor aceita pelo mercado. As pastagens melhoradas culminam com melhor alimentação do gado e a história se repete com os investimentos em genética, que resultam na qualidade do animal, e que também pode ser abatido mais cedo. Ele terá, além do mais, maior ganho de peso e tornando-se, desta forma, mais rentável aos produtores. O consumidor final terá, por sua vez, uma carne tenra. Yano chama a atenção para outro aspecto: o meio ambiente ganha porque reduz-se drasticamente o espaço de criação.
Esses comportamentos mostram a tendência da profissionalização da pecuária brasileira, na qual é usual produzir mais arrobas em menos espaço, conclui o presidente da SGPA. Nutrição, manejo e confinamento resultam numa carne mais nobre, na observação de pecuaristas. 
Goiás dispõe atualmente de mais de 20 milhões de cabeças de gado distribuídos cerca de 15 milhões de hectares de pastagens plantadas e quatro milhões de hectares de pastagem natural, segundo o economista Pedro Arantes, do Departamento Técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás. Com o sistema de rotação posto em prática pelos agropecuaristas goianos, as possibilidades são de um animal e meio por hectare numa área de apenas cinco milhões de hectares. “Então sobra ainda muita terra para o crescimento da lavoura”, conclui.

Boi Gordo. Negócios interessantes esta semana

Grande frigorifico pagou esta semana em 2 negócios realizados:

 1.Novilhos vendidos c/ 50,50% de rendimento fazenda c/bonificação totalizando R$ 7,55 ou equivalente a R$ 3,81 kg vivo na fazenda
 2.Novilhos vendidos c/ 51,50% de rendimento fazenda c/bonificação totalizando R$ 7,53 ou equivalente a R$ 3,88 kg vivo na fazenda

Não informo a fonte, pois só quem informa fonte é agua mineral !!!!