terça-feira, 13 de agosto de 2013
HEREFORD
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Banco do Brasil libera R$ 127,1 bi para o agronegócio no 2º trimestre
A carteira de agronegócios do banco representa 19,9% do crédito total
por Estadão Conteúdo
Os desembolsos do Banco do Brasil para o segmento doagronegócio alcançaram R$ 127,1 bilhões em junho, montante 15% superior ao visto em março. Na comparação com um ano, a alta foi ainda maior, de 32,8%. Com este desempenho, a carteira de agronegócios alcançou representatividade de 19,9% no crédito total do BB e garantiu ao banco market share de 66,6% no segmento.
"No segundo trimestre, destacaram-se as operações de aquisição antecipada de insumos, recursos desembolsados para o custeio da safrinha, taxas de juros mais atrativas para as linhas de investimento e o crescimento das operações com grandes empresas do agronegócio", observa o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, divulgadas nesta terça-feira, 13.
O índice de inadimplência da carteira de agronegócio do BB, considerando os atrasos superiores a 90 dias, chegou a 0,49% em junho ante 0,51% em um ano. O banco destaca que vem constantemente ampliando o apoio ao agronegócio brasileiro por meio do aumento dos volumes desembolsados, que alcançaram R$ 61,6 bilhões na safra 12/13, com expansão de 102,7% nas últimas cinco safras.
Para 2013, o BB revisou para cima suas projeções para o crescimento da carteira de crédito de agronegócio. O banco espera que o volume de empréstimos cresça no mínimo 22% e no máximo 26% em 2013, faixa de aumento bem acima do intervalo anterior, que ia de 13% a 17%. O aumento é justificado, conforme o banco, pela "elevada demanda, principalmente por médios e grandes produtores, notadamente nas linhas de custeio, investimento e agroindústria e antecipação dos recursos para safra agrícola.
"No segundo trimestre, destacaram-se as operações de aquisição antecipada de insumos, recursos desembolsados para o custeio da safrinha, taxas de juros mais atrativas para as linhas de investimento e o crescimento das operações com grandes empresas do agronegócio", observa o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, divulgadas nesta terça-feira, 13.
O índice de inadimplência da carteira de agronegócio do BB, considerando os atrasos superiores a 90 dias, chegou a 0,49% em junho ante 0,51% em um ano. O banco destaca que vem constantemente ampliando o apoio ao agronegócio brasileiro por meio do aumento dos volumes desembolsados, que alcançaram R$ 61,6 bilhões na safra 12/13, com expansão de 102,7% nas últimas cinco safras.
Para 2013, o BB revisou para cima suas projeções para o crescimento da carteira de crédito de agronegócio. O banco espera que o volume de empréstimos cresça no mínimo 22% e no máximo 26% em 2013, faixa de aumento bem acima do intervalo anterior, que ia de 13% a 17%. O aumento é justificado, conforme o banco, pela "elevada demanda, principalmente por médios e grandes produtores, notadamente nas linhas de custeio, investimento e agroindústria e antecipação dos recursos para safra agrícola.
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lX Feira de Novilhas e Ventres Selecionados - Expointer 2013
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Progen e Alta promovem o “Dia do Bom Negócio”
A Progen em parceria com a Alta promoverá o “O Dia do Bom Negócio – Desfile de Reprodutores”, no dia 17 de agosto, a partir das 9h30, em Dom Pedrito (RS). O evento aberto ao público terá apresentação de 28 touros das raças taurinas: Aberdeen e Red Angus, Polled Hereford, Braford, Brangus e Red Brangus e Wagyu. A expectativa é de receber cerca de 700 participantes e um crescimento de 20% em venda.
Dr. Luis Alfredo Fratti Silveira, presidente do Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai, ministrará palestra na abertura do evento, onde apresentará o cenário mundial da carne bovina e suas perspectivas. “Atualmente, para ter mais lucratividade com seu rebanho e agregar valor ao seu produto, muitos criadores têm adotado o melhoramento genético através da inseminação artificial. Os resultados ultrapassam as expectativas”, afirma Fábio Barreto, diretor da Progen.
A inseminação tem um baixo custo. “Um touro bom, sem comprovação genética, custa em média entre oito e dez mil reais e emprenha até 30 vacas. Para um rebanho de 300 vacas há necessidade de pelo menos 10 touros, o que resultaria num gasto aproximado de 100 mil reais. Com a nova tecnologia o criador pode emprenhar estas 300 vacas por cinco anos, pelo custo aproximado de 30 mil reais, com touros geneticamente comprovados, que irão dar um retorno muito superior ao pecuarista.” ressalta Heverardo Carvalho, diretor da Alta.
A Alta é uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo, com sede na cidade de Calgary, em Alberta (Canadá). Presente em mais de 100 países, a Alta possui centrais de coleta no Canadá, Estados Unidos, Holanda, China, Argentina e Brasil e é considerada líder mundial na entrega de soluções genéticas lucrativas. No Brasil, sua Central tem capacidade para abrigar 280 touros. Conta com 81 escritórios regionais no Brasil, totalizando aproximadamente 700 profissionais em todo país.
Serviço:
Evento: O Dia do Bom Negócio – Desfile de Reprodutores
Data: 17 de agosto de 2013
Local: Sede da Progen
Endereço: Rodovia RS 630, KM 04 – Alto Grande
Cidade: Dom Pedrito (RS)
Dr. Luis Alfredo Fratti Silveira, presidente do Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai, ministrará palestra na abertura do evento, onde apresentará o cenário mundial da carne bovina e suas perspectivas. “Atualmente, para ter mais lucratividade com seu rebanho e agregar valor ao seu produto, muitos criadores têm adotado o melhoramento genético através da inseminação artificial. Os resultados ultrapassam as expectativas”, afirma Fábio Barreto, diretor da Progen.
A inseminação tem um baixo custo. “Um touro bom, sem comprovação genética, custa em média entre oito e dez mil reais e emprenha até 30 vacas. Para um rebanho de 300 vacas há necessidade de pelo menos 10 touros, o que resultaria num gasto aproximado de 100 mil reais. Com a nova tecnologia o criador pode emprenhar estas 300 vacas por cinco anos, pelo custo aproximado de 30 mil reais, com touros geneticamente comprovados, que irão dar um retorno muito superior ao pecuarista.” ressalta Heverardo Carvalho, diretor da Alta.
A Alta é uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo, com sede na cidade de Calgary, em Alberta (Canadá). Presente em mais de 100 países, a Alta possui centrais de coleta no Canadá, Estados Unidos, Holanda, China, Argentina e Brasil e é considerada líder mundial na entrega de soluções genéticas lucrativas. No Brasil, sua Central tem capacidade para abrigar 280 touros. Conta com 81 escritórios regionais no Brasil, totalizando aproximadamente 700 profissionais em todo país.
Serviço:
Evento: O Dia do Bom Negócio – Desfile de Reprodutores
Data: 17 de agosto de 2013
Local: Sede da Progen
Endereço: Rodovia RS 630, KM 04 – Alto Grande
Cidade: Dom Pedrito (RS)
Fonte: Agrolink com informações de assessoria
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Exportações de carne brasileiras somam US$ 3,5 bilhões em 2013
As exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 3,579 bilhões entre janeiro e julho de 2013. O resultado foi 14,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando as vendas atingiram a marca de R$ 3,126 bilhões. Em volume, os resultados também foram bastante positivos, registrando um crescimento de 21,14%, subindo de 666,3 mil toneladas nos sete primeiros meses do ano passado para 807,2 mil toneladas em 2013.
Hong Kong mantém o posto de principal comprador da carne brasileira, com um crescimento de 71% no total de toneladas do produto adquiridas. O país foi responsável pela compra de 209,7 mil toneladas no ano, equivalente a um faturamento de US$ 830,3 milhões.
A carne in natura é a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando faturamento de US$ 2,842 bilhões e volume exportado de 628,8 mil toneladas.
Julho também registrou o melhor resultado no ano de 2013, tanto em volume como em faturamento. O mês registrou 132,4 mil toneladas exportadas, contra 122,8 mil em abril e 118,8 mil em maio. Em faturamento, foram US$ 577 milhões, contra US$ 551 milhões em abril e US$ 520 milhões em maio. “O volume de carne exportada em julho foi o maior desde setembro de 2008, quando conseguimos negociar 134,9 mil toneladas”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.
Hong Kong mantém o posto de principal comprador da carne brasileira, com um crescimento de 71% no total de toneladas do produto adquiridas. O país foi responsável pela compra de 209,7 mil toneladas no ano, equivalente a um faturamento de US$ 830,3 milhões.
| Posição | País | Faturamento US$ | Volume (toneladas) |
| 1 | Hong Kong | US$ 830.344.077,72 | 209.731,30 |
| 2 | Rússia | US$ 700.869.632,38 | 177.731,88 |
| 3 | União Europeia | US$ 455.942.251,40 | 70.753,31 |
| 4 | Venezuela | US$ 391.401.366,50 | 72.406,16 |
| 5 | Chile | US$ 234.681.871,17 | 43.780,52 |
| 6 | Egito | US$ 230.217.121,78 | 68.483,34 |
| 7 | Estados Unidos | US$ 126.685.375,11 | 13.669,62 |
| 8 | Irã | US$ 97.040.285,45 | 21.299,37 |
| 9 | Israel | US$ 60.042.374,25 | 12.165,50 |
| 10 | Argélia | US$ 54.226.592,37 | 12.192,29 |
A carne in natura é a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando faturamento de US$ 2,842 bilhões e volume exportado de 628,8 mil toneladas.
| Posição | Categoria | Faturamento US$ | Volume (toneladas) |
| 1 | In natura | US$ 2.842.837.523,07 | 628.814,85 |
| 2 | Industrializada | US$ 350.354.951,76 | 58.557,44 |
| 3 | Miúdos | US$ 295.128.193,88 | 101.343,61 |
| 4 | Tripas | US$ 79.119.056,32 | 16.264,77 |
| 5 | Salgadas | US$ 12.225.048,00 | 2.268,68 |
Julho também registrou o melhor resultado no ano de 2013, tanto em volume como em faturamento. O mês registrou 132,4 mil toneladas exportadas, contra 122,8 mil em abril e 118,8 mil em maio. Em faturamento, foram US$ 577 milhões, contra US$ 551 milhões em abril e US$ 520 milhões em maio. “O volume de carne exportada em julho foi o maior desde setembro de 2008, quando conseguimos negociar 134,9 mil toneladas”, explica Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.
| Mês a mês / 2013 | Faturamento (Mil US$) | Volume (toneladas) |
| Janeiro | US$ 517.192 | 116.795,6 |
| Fevereiro | US$ 437.160 | 96.826,7 |
| Março | US$ 485.736 | 107.219,8 |
| Abril | US$ 551.880 | 122.854,2 |
| Maio | US$ 520.383 | 118.836,8 |
| Junho | US$ 489.340 | 112.222,0 |
| Julho | US$ 577.975 | 132.494,3 |
Fonte: Agrolink com informações de assessoria
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Variações no mercado do boi gordo em relação a 2012
O preço médio do boi gordo em agosto, até o dia 12, está em R$103,38/@, a prazo, em São Paulo, recuo de 0,8%, na comparação com o mês anterior.
Em relação a agosto de 2012, o valor é 11,9% maior. Quando consideramos valores deflacionados pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), a cotação atual é 8,1% maior. Figura 1.
Tem sido o terceiro mês com valores maiores que os dos mesmos períodos do ano passado. Até maio os preços este ano foram menores que em 2012, em valores reais.
Considerando a cotação média até agosto, houve queda de 1,7% em 2013, frente ao mesmo período de 2012.
Fonte: Scot Consultoria (Hyberville Neto)
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87ª Expofeira de Pelotas
De 07 a 13 de outubro na Associação Rural de Pelotas...marque na agenda...em breve divulgaremos todas as novidades da edição 2013
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Leilão Nacional de Rusticos Angus
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Brasil tapó mercado ruso con carne y bajan consultas por producto local
Las consultas de operadores rusos por carne bovina uruguaya duraron poco, pues Brasil tapó el mercado al colocar altos volúmenes y encima hay que sumarle las ventas de Paraguay. Ahora Rusia confirmó habilitación de los 19 frigoríficos para enfriado.
El incremento de las consultas desde Rusia por carne bovina uruguaya duró poco, pues el interés de los importadores volvió a caer esta semana, en cierta medida, asustados por el fuerte volumen de carne brasileña que copó el mercado.
“Hace unos 10 días los brasileños apretaron el acelerador a fondo y llenaron el mercado con su carne, a lo que hay que sumarle las ventas de cortes desde Paraguay. Hoy los rusos tienen mucho volumen de carne brasileña y bajaron el interés en la carne uruguaya”, explicó a El País el broquer Sami Ragy, director de la empresa Mirasco Meat con fuerte presencia en el mercado ruso.
La industria cárnica brasileña tiene hoy una “mayor oferta de ganado -se transita por los meses del año donde está más seco y es más fácil entrar y sacar ganado de los campos-, pero además cuenta con costos menores comparados con los de Uruguay. A eso hay que sumarle que también la ayuda el dólar”, explicó Ragi.
Los frigoríficos guaraníes también están vendiendo mucho más volumen el mercado ruso, pues para ellos pasó a ser un destino importante. En el mercado ruso la carne guaraní marcó una fuerte presencia previo a la rehabilitación de Chile y mantiene su presencia.
Por otro lado, la Agencia Federal de Control Veterinario y Fitosanitario de Rusia, conocida como Rosseljoznadzor, confirmó a Uruguay que los 19 frigoríficos que ya están habilitados para colocar cortes bovinos congelados también lo están para enviar cortes enfriados, además de ampliarse el plazo de vencimiento de la carne. El anuncio habilitando a Uruguay para entrar con cortes enfriados se conoció el pasado 1° de julio pero esta semana llegó la notificación oficial.
En principio se esperaba la posibilidad de que el Rosseljoznadzor enviara una misión sanitaria para que revisara las plantas, pero mostrando una fuerte confianza en la sanidad y en las certificaciones de Uruguay, se confirmó por escrito la habilitación sin la necesidad de una nueva auditoría.
El mes pasado, el director general de los Servicios Ganaderos, Francisco Muzio había adelantado que el ingreso de cortes enfriados y la ampliación de los plazos de vencimientos de la carne -era el principal problema que impedía hacer negocios- estaba resuelto, luego de una negociación directa con el director del Rosseljoznadzor. Sin embargo, la industria cárnica esperaba que la resolución llegara por escrito antes de moverse por posibles negocios de exportación, para no tener problemas con los embarques.
Según varios operadores e industriales consultados por El País, el mercado del enfriado en Rusia es muy pequeño, pero la habilitación abre una nueva oportunidad de negocios, porque también se amplió el plazo de vencimiento de la carne; se extendió entre 90 y 120 días.
“Los mismos frigoríficos que estaban habilitados para exportar carne congelada, ahora Rusia los reconoce para enfriado”, confirmó el titular de la División Industria Animal (MGAP), Héctor Lazaneo, destacando que cambia el producto, pero los requisitos sanitarios son los mismos que estaban vigentes.
Lazaneo explicó que el único cambio que se da, además del producto, “es en la temperatura; va a menos grados que el congelado”. La oportunidad de entrar en el segmento de cortes bovinos enfriados abre la posibilidad a los frigoríficos uruguayos de colocar productos de mayor calidad, porque generalmente se envían cortes de mayor valor.
Fonte: AgroMeat
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Califican de “fracaso absoluto” la política ganadera K
Lo afirmó el titular de la Ciccra, Miguel Schiariti. Dijo que “hay sobreoferta y precios deprimidos” y que el secretario de Comercio Interior Moreno destruyó el sector cárnico.
La distorsión de precios en la cadena de la carne también se hace sentir en la región, donde varios cortes de primera calidad valen bastante menos que lo que cuesta un kilo de hamburguesas de marcas reconocidas.
Las críticas de la industria cárnica hacia el gobierno que encabeza Cristina Fernández de Kirchner recrudecieron hace algunos días, cuando se conoció el dato de que hoy en la Argentina es más caro un kilo de hamburguesas que uno de lomo, el corte de mayor valor que se comercializa actualmente en el país y en la región.
“Río Negro” visitó una reconocida cadena de supermercados y corroboró el dato en cuestión: efectivamente, para adquirir un kilo de lomo hay que desembolsar alrededor de 70 pesos, menos de lo que vale un kilo de hamburguesas de una marca líder en el mercado, que se puede conseguir desde los 85 pesos en su versión tradicional mientras que el kilo de las catalogadas como light supera los 91 pesos.
Cabe aclarar, para aquellos amantes de este tipo de comidas, que hay hamburguesas de otras marcas que son más económicas, aunque en líneas generales no están muy por debajo de los 70 pesos que cuesta un kilo de lomo.
Por caso, algunos de los otros productos disponibles en las góndolas al momento de realizar la comprobación tenían un costo que oscilaba entre 56 y 59 pesos el kilo, apenas unos 14 pesos como máxima diferencia con lo que cuesta el corte cárnico apuntado.
El dato del diferencial de precios entre el lomo y las hamburguesas que salió a relucir en la última semana generó un intenso debate y mereció duras acusaciones del titular de la Cámara de Industria y Comercio de Carne y Derivados (Ciccra), Miguel Schiariti, contra la política económica del gobierno K.
Éste aseguró que el control de precios implementado por el gobierno nacional para el sector cárnico “no funciona” y que las decisiones adoptadas para regular el precio del producto fueron “un fracaso absoluto”.
El enfrentamiento entre la industria de la carne y el gobierno K viene desde hace varios años, debido a la intervención de este último en la cadena de ganado que prácticamente sacó a la Argentina del competitivo mercado exportador mundial.
Hay que recordar que recientemente Argentina quedó excluida del ranking de los principales exportadores de carne a nivel mundial superada, entre otros, por Paraguay y Uruguay, que siempre habían estado lejos de la performance de nuestro país en materia exportadora.
“La contradicción que exhibe el precio del corte de lomo y el valor de las hamburguesas tiene que ver con el atraso cambiario y con el 15% de retenciones que rige para la exportación de carne bovina. Así no se puede exportar”, dijo Schiariti a una radio por-teña.
Por ello, el dirigente de la industria frigorífica fue rotundo al afirmar que “el control de precios no funciona” y manifestar que las dificultades de rentabilidad que presenta el negocio cárnico estaría impulsando la llamada liquidación de vientres, tal como pasó en el 2010, cuando se dispararon los valores cárnicos en las góndolas y carnicerías.
Hoy ese indicador se ubica apenas por debajo de la línea a partir de la cual se considera que los productores e inversores del sector ganadero comienzan a salir del circuito para trasladar sus divisas a otras ramas del agro o directamente a otros sectores de la economía que resulten (más) redituables.
Schiariti también sostuvo que es “absoluto el fracaso” de la política aplicada por la Casa Rosada para regular el precio interno de la carne vacuna y consideró que el fallo en las decisiones gubernamentales es “uno más, no de (el secretario de Comercio Interior, Guillermo) Moreno, sino de este gobierno, que sigue sosteniéndolo desde hace casi siete años”.
“El 94% de la carne que se produce se consume en el mercado interno, hay sobreoferta de carne y los precios se mantienen deprimidos. En cambio, hacer una hamburguesa tiene costos industriales y de transporte y/o electricidad, todos costos que han sentido un fuerte ajuste en los últimos tiempos”, comentó.
El directivo explicó que “es probable que Moreno esté contento” con las medidas adoptadas hasta aquí y sus resultados, debido a que –sostuvo– “el objetivo de Moreno en política agropecuaria ha sido destruir al sector”. Schiariti aseguró que “va a ocurrir lo mismo que pasó en el 2010, cuando se liquidaron diez millones de cabezas y el kilo de carne pasó de 15 pesos a un valor de 40 de un día para otro”. “Da la sensación de que en el segundo semestre del 2013 va a comenzar la liquidación de vientres (bovinos) y, cuando comienza, seis o siete meses después volvemos a tener una estampida de precios y allí el lomo puede pasar a costar 140 pesos”, afirmó para luego agregar que el índice de faena de hembras, que indica cuál es el nivel de liquidación o retención de los vientres en el stock de la hacienda, pasó de un 38 a un 43% en la actualidad. (Ver infografía)
Dice el IPCVA
Por su parte, el Instituto de Promoción de la Carne Vacuna Argentina (Ipcva) salió a aclarar durante la semana que el proceso de recuperación del rodeo bovino nacional iniciado en el 2011 sigue su marcha, de acuerdo con un informe elaborado por el Área de Estadística y Economía del organismo. Según el trabajo, al menos a mediados del segundo trimestre del corriente año, el mismo llegaba a un valor aproximado de 50,9 millones de bovinos. De esta forma, se ubicaba casi tres millones por encima del piso de marzo del 2011, aunque lejos de los 60 millones contabilizados al final del verano del 2007.
El perfil de la recuperación del rodeo bovino nacional se centra en las categorías más puras de cría –vacas, terneros y terneras–, ya que la disponibilidad de las más requeridas para la producción de carne, como novillos, novillitos y vaquillonas, aún se encuentran en niveles inferiores a los del 2011.
La faena bovina durante el segundo trimestre del 2013 se ubicó apenas por debajo de los 3,16 millones de cabezas, una cantidad levemente superior a los valores correspondientes al primer trimestre del año, cuando se habían faenado poco menos de 3,07 millones de bovinos.
Respecto del primer trimestre de este año, la faena tuvo una suba del 3%, precisa el trabajo. El acumulado del primer semestre trepa a 6,2 millones de bovinos faenados, un 12,3% por encima del primer semestre del 2012. Y concluye que “las perspectivas para la faena y la producción de carne bovina durante el segundo semestre del 2013 estarán en parte determinadas por la evolución reciente de la actividad de los establecimientos de engorde a corral”.
Además, “debería esperarse un número leve a moderadamente superior de hacienda de campo dado que la última zafra produjo 700.000 terneros más que la zafra 2011/12 y el número de vacas se encuentra también en alrededor de 800.000 cabezas por encima de los valores del 2012″.
Faena y producción
De acuerdo con el último informe sectorial de la Ciccra, en junio de este año la industria frigorífica cárnica mantuvo su nivel de actividad, con una faena de alrededor de un millón de cabezas, tal como se viene observando desde julio del año pasado.
En términos interanuales la faena mostró un avance del 15,1% pero, a pesar de que parecería ser un dato alentador, lo cierto es que junio del 2012 fue uno de los más pobres de los últimos 34 junios. Es decir que la base de comparación utilizada es muy baja y por ese motivo la impresión de que hubo una mejoría notoria en el nivel de faena.
En términos absolutos, se faenaron casi 133.000 cabezas más que en junio del año pasado, un crecimiento que siguió siendo explicado por la creciente participación de las hembras –algo que, como ya se apuntó, no es una buena señal para la ganadería nacional–.
En junio del 2013 la faena total creció un 15,1% interanual, producto del aumento de la faena de hembras del 17,8% anual combinado con un avance de la de machos del 13,2% anual. Es decir, las hembras siguieron ganando participación en la faena total, aunque en el último mes los guarismos resultaron más parejos. Ya se cumplieron quince meses consecutivos en los cuales la expansión de la actividad sectorial estuvo explicada básicamente por el mayor crecimiento relativo de la faena de hembras.
La participación de las hembras en la faena total se ubicó en el 42,5% el mes pasado y registró un alza de un punto porcentual en términos interanuales. Con esto ya se cumplieron ocho meses consecutivos de la finalización del proceso de retención de vientres/recomposición de existencias que se inició en la primavera del 2009, aunque hasta el momento no se puede afirmar que el ciclo ganadero haya ingresado nuevamente en una fase de liquidación de existencias. Sin embargo, la caída del precio del kilo vivo de ternero de la presente campaña y la falta de interés de los productores en la compra de vaquillonas entoradas o para entorar llevan a pensar que una nueva etapa de liquidación está por comenzar.
El consumo de carne vacuna por habitante, promedio móvil de doce meses, se redujo un 12,9% respecto del máximo relativo verificado en el 2009.
Fonte: AgroMeat
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Presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito vê vantagens na rastreabilidade do rebanho bovino
Fonte: Daniel Cóssio/Assessoria de Comunicação da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
Os exemplos de identificação individual de bovinos e rastreabilidade mostrados pelo Uruguai e Santa Catarina em workshop sexta-feira (09) não deixaram dúvidas: o Rio Grande do Sul está no caminho certo. As palavras são do produtor e presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, José Weber, um dos parceiros do evento promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa).
Embora atrasado em relação ao país e ao estado vizinhos, o Rio Grande do Sul, segundo ele, dá o primeiro passo na melhoria da gestão da propriedade, na qualidade do produto ofertado no mercado e no aumento da exportação.
“O cronograma (do projeto de identificação) apresentado pela Secretaria da Agricultura é factível, totalmente viável. Quem ganha somos nós, produtores, o Estado e a população, que vai consumir carne de qualidade e certificada”, resume ele, que há anos trabalha com rastreabilidade em lote. Viável, pontua, porque o governo catarinense fez o mesmo processo, apenas de forma rápida, em cinco meses. “O que não será o caso do Estado, que, pelo tamanho do rebanho, dará mais tempo”.
Ainda há críticas pontuais sobre o programa. Weber, no entanto, faz questão de explicá-las: “A resistência de alguns produtores está no impacto que toda grande mudança gera. Daqui a pouco eles se acostumam com a ideia e aderem”.
A população de bovídeos gaúcha é praticamente a mesma de todo o Uruguai: 13 milhões. O sucesso uruguaio, no entanto, ultrapassa a questão econômica. O abigeato, um dos problemas do campo gaúcho, foi praticamente reduzido à metade por lá.
Uma das principais dúvidas levantadas pelos produtores do RS advém da forma do custeio do programa e da obrigatoriedade de adesão. No momento em que se tornar lei – está na Assembleia Legislativa para ser apreciada pelos deputados – ele terão, aos poucos, de se adequar. A proposta apresentada pela Secretaria da Agricultura prevê a concessão dos brincos e chips gratuitamente e a obrigatoriedade de adesão.
Livre da aftosa, Santa Catarina quer aumentar produção
O estado catarinense implantou o sistema em 2008. Um ano antes, em 2007, obteve de organismo internacional status de zona livre de aftosa. O rebanho é estimado em quatro milhões de cabeças de gado identificadas em cinco meses de intenso trabalho. O governo distribui os brincos gratuitamente aos produtores, em sua grande maioria de pequenos e médios. Por ano, produzem 116 mil toneladas de carne.
O mercado catarinense consome 185 mil toneladas. Para suprir a demanda, precisam comprar mais 65 mil toneladas. “Estamos nos preparando e conversando com a cadeia produtiva para podermos produzir mais. Não só para o nosso mercado como para, num futuro próximo, começar a exportar”, diz Leonora Machado, médica-veterinária e gerente da Defesa Sanitária de SC.
O sistema deles é vinculado ao Sisbov, do Ministério da Agricultura. Assim como o Rio Grande do Sul planeja até o final do ano, eles trabalham com processo digital de retirada de Guia de Trânsito Animal (GTA). “O produtor, em casa, pode acessar seus cadastro, fazer o controle de seus animais e tirar a guia”, explica.
Segundo ela, garantem-se o controle sanitário e a valorização do rebanho. Mesmo que a maior produção ainda seja de suínos, o Estado está se organizando para ampliar a de bovinos.
Enquanto o Uruguai exporta para mais de 80 lugares no mundo, o status sanitário do país vizinho ainda “livre de aftosa com vacinação”. Há alguns anos, enfrentaram casos da doença e tiveram de vacinar novamente o rebanho. É o primeiro país do mundo em consumo de carne. Santa Catarina, entretanto, ainda não exporta, mas é zona livre de aftosa sem vacinação. Os dois, no entanto, fazem o registro dos animais do nascimento ao abate.
Uruguai controla cadeia produtiva até a gôndola
No Uruguai, o controle estende-se aos frigoríficos. A cadeia é organizada como um todo. Encarado com política de estado, o sistema recebe atenção especial do governo. Maria Gonzáles, do Ministério de Ganaderia, Agricultura e Pesca do Uruguai, é otimista quanto a iniciativa gaúcha, a partir da experiência de seu país. A parceria público-privada é um dos pontos que dão sustentação à medida uruguaia.
“O funcionamento, 24h por dia, durante os 365 dias do ano, permite um maior controle, eficiência e qualidade do sistema”, avalia. Um exemplo são os números: a exportação chega a 75% do produzido, representando 25% da economia. “Há 40 anos começamos um processo gradual de organização do rebanho. O nosso histórico nos possibilitou hoje a ter um status reconhecido no mundo todo. Os mercados externos são muito exigentes, principalmente o Japão, com quem estamos em tratativas para exportação”, afirma.
Entre 2012 e 2013, 1,6 bilhão de dólares em carne foi vendido para fora do país. Os animais, tal qual em Santa Catarina, recebem um brinco e um bóton eletrônico. Cada um contém informações completas do animal, que podem se acessadas pelo produtor via web. Dois mil operadores entre públicos e privados capacitam os produtores para aplicar os brincos. Por ano, registram-se 400 mil transações eletrônicas.
Dos 39 frigoríficos, 20 deles são aptos a exportar. “Nosso objetivo é agregar valor. E estamos conseguindo”, afirma Gonzáles. “O uso da tecnologia de identificação nos permitiu ter um produto natural, saúde animal e confiança dos mercados”, acrescenta. Desde 2006, tornou-se obrigatória a identificação dos terneiros até seis meses e antes da primeira comercialização. Em 2001, também passou a ser lei o registro de todos os adultos nascidos até esse ano. Hoje, 50 mil produtores identificam e registram pelo menos três milhões de terneiros por ano.
No formulário eletrônico constam sexo, raça, data de nascimento, proprietário do animal e lugar físico de nascimento. O consumidor, no final, tem acesso a todo histórico do animal em uma base de dados que conta atualmente com universo de 80 milhões de informações.
Antes de fazer qualquer transação, o produtor deve solicitar permissão prévia. A polícia sanitária tem acesso às permissões, fornecendo-lhes controle total sobre o que é movimentado. O sistema é tão completo que permite saber, por meio de gráfico atualizado, quantos animais entraram por dia nos frigoríficos e em cada caminhão em particular. Em mapa, o governo, também em tempo real, sabe a quantidade exata de animais em processo de engorda.
Rastreabilidade e as exigências do mercado mundial
Discutida na Câmara Setorial da Carne há pelo menos dois anos, a rastreabilidade trata-se da capacidade de investigar o histórico, aplicação ou a localização de um animal ou produto por meio do registro de informações. Na indústria de alimentos, permite rapidamente o resgate das informações do produto e do seu processo de produção. Do campo à mesa do consumidor, garante a segurança alimentar da população.
Dentre os aspectos essenciais estão a identificação numérica dos animais, o registro deles e o vínculo desses dados com sistema que estabeleça conexão de fluxo contínuo das informações. No RS, existem cerca de 13 milhões de bovinos e bubalinos. Pela proposta gaúcha, a tecnologia utilizada será a de RFID - conjunto de identificação compreendido por brinco e botton (com chip).
O gerenciamento, totalmente informatizado, será inserido no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), já em operação no Estado. Digital, deve ser aplicado de forma gradual, com a identificação compulsória da população de bovídeos nascidos no ano, com a meta de alcançar a totalidade do rebanho - em torno de 14 milhões de cabeças - em seis anos. O Estado, visando padronizar e facilitar o acesso aos identificadores individuais, fornecerá o produto conforme a demanda.
Todos os comandos inerentes ao processo de identificação ocorrerão a partir da base de dados (SDA): o pedido de brincos, que automaticamente gera numeração para o agronegócio e pela interface com a fábrica, desencadeia a gravação dos dados. Também fazem parte o registro de nascimentos, mediante a aplicação física do conjunto de identificação, a comunicação das movimentações e a baixa dos animais por abate ou morte.
Tendência global
A rastreabilidade de produtos agropecuários é uma tendência global, em especial a de produtos de origem animal. É considerada ferramenta de fiscalização e de certificação dentro do sistema produtivo. A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) recomenda diretrizes específicas no Código Sanitário de Animais Terrestres. Em uma perspectiva maior, a Organização Mundial do Comércio (OMC) colocou em vigência o Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS Agreement), destinado a regular o trânsito de produtos agropecuários entre países membros.
O SPS define os princípios de harmonização de medidas e equivalência entre áreas. Permite que os membros exijam de seus parceiros comerciais medidas sanitárias idênticas ou equivalentes às implantadas em seu território. Caso não haja equivalência, podem ser levantadas barreiras não tarifárias, impedindo o livre trânsito de mercadorias. Em alguns casos, medidas como essa aumentam preços ou mesmo inviabilizam a manutenção de cadeias produtivas em determinadas áreas.
A União Européia recomenda a utilização da rastreabilidade. A região consome boa parte dos produtos de origem animal do Brasil. Parte dos países-membros está adotando de forma compulsória. Reino Unido e a Austrália – esta concorrente direta do Brasil na venda de carne - possuem modelos de rastreabilidade já consolidados.
No Mercosul, cujas economias possuem grande expressão com produtos de origem animal, existe experiências de rastreabilidade compulsórias e não compulsórias. O Brasil, segundo maior exportador mundial de carne, implantou, através da Instrução Normativa MAPA 17/2006, o Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (SISBOV), de caráter optativo e voltado para produtores direcionados a mercados externos.
A adesão ao SISBOV, portanto, limita-se ao interesse ou não de acessar o mercado exportador – com pouco impacto no produto para mercado interno. Apenas Santa Catarina optou pela identificação animal compulsória, como um dos pilares da manutenção do status internacional de “livre de febre aftosa sem vacinação”.
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domingo, 11 de agosto de 2013
HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Sem Seara, Marfrig aposta na força do mercado de bovinos
Futuro presidente da companhia avalia que a empresa estará mais bem preparada no setor após se livrar de uma dívida de R$ 6 bilhões com a venda da Seara
Cláudio Rossi/EXAME.com

Gado da Marfrig: companhia vendeu a Seara para se livrar de uma dívida de R$ 6 bilhões
São Paulo - A Marfrig, terceira maior produtora de carne bovina do mundo, avalia que estará mais bem preparada para brigar por esse mercado com as grandes companhias globais, após se livrar de uma dívida de quase 6 bilhões de reais com a venda da Seara, a divisão de aves, suínos e processados.
E como sua principal concorrente em bovinos, a JBS, compradora da Seara, terá que lidar com as dificuldades da organização do novo e grande negócio, a Marfrig acredita que poderá ganhar mais espaço e dinheiro em carne bovina, disse em entrevista à Reuters nesta sexta-feira o futuro presidente-executivo da companhia, Sérgio Rial, que deve assumir o comando da empresa no início de 2014.
"É muito desafiador, não há espaço para pedalar dos dois lados", avaliou Rial que se mantém na presidência da Seara enquanto a empresa não é definitivamente transferida para a JBS.
Rial avalia que a JBS, líder na produção global de carne bovina, à frente da norte-americana Tyson Foods e da Marfrig, deverá estar muito centrada na consolidação da Seara e no equacionamento de sua dívida maior, especialmente após a aprovação do negócio pelos órgãos reguladores, aguardado para setembro. O acordo de venda da Seara para a JBS foi firmado em junho.
"A aquisição da Seara vai exigir tempo e atenção (da JBS), para que os 6 bilhões de reais (da dívida) não fiquem mais caros", declarou um dia após a Marfrig divulgar prejuízo trimestral, ainda influenciado pela operação da Seara.
Rial acredita que a redução do endividamento da Marfrig, que deve cair para pouco mais de 5 bilhões de reais após a venda da Seara, dará condições para a empresa brigar para crescer no ramo de carne bovina.
"A fortaleza do balanço é importante para fazer com que os concorrentes se comportem... A melhor defesa para uma guerra é estar bem armado", destacou Rial, referindo-se à nova condição da Marfrig, empresa que cresceu rapidamente em um curto período de tempo, realizando 40 aquisições em cinco anos, incluindo a Seara.
Rial, que foi diretor financeiro global da gigante do agronegócio Cargill, participou da compra da Seara pela Cargill e depois vendeu a empresa de aves e suínos duas vezes.
Na Cargill, ele negociou a venda da Seara para a Marfrig, de Marcos Molina, e depois, já na Marfrig, onde está desde novembro de 2012, o executivo negociou a novamente a companhia, dessa vez para a concorrente JBS.
Na Cargill, ele negociou a venda da Seara para a Marfrig, de Marcos Molina, e depois, já na Marfrig, onde está desde novembro de 2012, o executivo negociou a novamente a companhia, dessa vez para a concorrente JBS.
Rial disse ver uma disputa mais acirrada entre as gigantes em bovino no mercado doméstico, que inclui a Minerva, por conta de um cenário macroeconômico mais desafiador, onde repasses de custos estão limitados.
"A disposição do consumidor de aceitar aumentos é menor, a inflação corroeu o poder de compra, o que pressiona as margens das empresas", comentou.
Com esse foco em bovinos no Brasil, e mais preocupada gerar lucro, após vários prejuízos em meio à grande dívida, a Marfrig não mira aquisições, disse Rial.
"O momento é de consolidar, temos que dar resultado, lucro, e é aí que ação reage e podemos levantar mais equity", afirmou, acreditando que a melhora do perfil da dívida também permitirá uma melhora na avaliação pelas agências de rating.
Crescimento na Receita
Segundo ele, a empresa com faturamento anual de 17 bilhões a 18 bilhões de reais projeta crescimento para 2014, com a força da divisão de bovinos e do segmento de Food Service (para atendimento de restaurantes) e das unidades no exterior, com atuação na Europa, EUA e Ásia.
"Essa receita vai mais para perto de 20 bilhões (de reais) em 2014", avaliou o diretor, que ressaltou durante a entrevista que o câmbio favorece as exportações brasileiras de carnes.
A divisão de carne bovina da Marfrig, que conta também com unidades no Mercosul, tem cerca de 40 por cento de sua receita baseada nas exportações, e o restante no mercado interno.
Atualmente, pelo dólar fortalecido frente ao real, 55 por cento da receita total da companhia vem de unidades no exterior. Pouco mais da metade do faturamento externo provém da Keystone, com operações nos Estados Unidos e na China, e a outra parte vem da Moy Park, unidade de frango com forte atuação no Reino Unido.
Essa unidade do Reino Unido, aliás, poderá vir a ser cliente da JBS, disse Rial, num momento em que a Marfrig não tem planos de reabrir sua unidade de aves no Brasil, o maior exportador de carne de frango.
"Não vamos entrar em frango no Brasil... Caberia à JBS ter o Marfrig como cliente para fornecer à Moy Park, se for do interesse deles", declarou Rial, que disse ter bom relacionamento com a família Batista, controladora da JBS.
Fonte:Exame.com
Fonte:Exame.com
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Evento marca o lançamento da feira de novilhas 2013
A Associação Brasileira de Angus e a Farsul (Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul), juntamente com a Santa Úrsula Remates, lançaram na terça-feira (06), ao meio-dia, na sede da Farsul, a 9ª Feira de Novilhas da Expointer, que colocará à disposição 700 novilhas com sangue Angus, entre animais comercias, Angus AD (Angus Definido) e Angus CA (Puro Controlado).
Na ocasião estiveram presentes Carlos Sperotto, presidente do Sistema Farsul, Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Juliana Brunelli, gerente Administrativa da Angus Brasil, Alexandre Crespo, leiloeiro e José Antonio Cardoso da Santa Úrsula Remates, além dos demais diretores do sistema Farsul.
De acordo com o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, o preço médio por animal será de R$ 1.400,00 e a expectativa é de que haverá compradores de diferentes regiões interessados na qualidade dos animais. “A feira de novilhas da Expointer é o balizador de preços para a temporada de 28 feiras de primavera que começa logo após Esteio, por isso o evento ganha maior importância”, salientou Schardong.
O presidente do Sistema Farsul ressaltou também que a feira representa a descentralização do calendário, que antes ficava restrito ao interior, e ainda destacou que “a Expointer está lastreada em um ano bom, com resultados positivos para o setor, mas os negócios serão feitos com racionalidade, dentro da realidade do momento de recuperação”, salientou Sperotto.
Juliana Brunelli, gerente Administrativa da Angus, comenta a importância da feira de novilhas no maior evento do agronegócio gaúcho. “Entre todas as oportunidades de aquisição que o produtor terá durante a Expointer, a Feira de Novilhas esta entre as de maior destaque por conta da possibilidade que os pecuaristas terão de adquirir animais comerciais”, afirmou Juliana, informando que a parceria entre Angus, Farsul e Santa Úrsula já entra em seu sexto ano. “O trabalho vem sendo desenvolvido de maneira séria e constante, gerando bons frutos para ambas as partes”.
A Expointer 2013 será realizada no Parque de Exposições Assis Brasil entre os dias 24 de agosto e 1º de setembro, em Esteio (RS).
Na ocasião estiveram presentes Carlos Sperotto, presidente do Sistema Farsul, Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Juliana Brunelli, gerente Administrativa da Angus Brasil, Alexandre Crespo, leiloeiro e José Antonio Cardoso da Santa Úrsula Remates, além dos demais diretores do sistema Farsul.
De acordo com o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, o preço médio por animal será de R$ 1.400,00 e a expectativa é de que haverá compradores de diferentes regiões interessados na qualidade dos animais. “A feira de novilhas da Expointer é o balizador de preços para a temporada de 28 feiras de primavera que começa logo após Esteio, por isso o evento ganha maior importância”, salientou Schardong.
O presidente do Sistema Farsul ressaltou também que a feira representa a descentralização do calendário, que antes ficava restrito ao interior, e ainda destacou que “a Expointer está lastreada em um ano bom, com resultados positivos para o setor, mas os negócios serão feitos com racionalidade, dentro da realidade do momento de recuperação”, salientou Sperotto.
Juliana Brunelli, gerente Administrativa da Angus, comenta a importância da feira de novilhas no maior evento do agronegócio gaúcho. “Entre todas as oportunidades de aquisição que o produtor terá durante a Expointer, a Feira de Novilhas esta entre as de maior destaque por conta da possibilidade que os pecuaristas terão de adquirir animais comerciais”, afirmou Juliana, informando que a parceria entre Angus, Farsul e Santa Úrsula já entra em seu sexto ano. “O trabalho vem sendo desenvolvido de maneira séria e constante, gerando bons frutos para ambas as partes”.
A Expointer 2013 será realizada no Parque de Exposições Assis Brasil entre os dias 24 de agosto e 1º de setembro, em Esteio (RS).
Agrolink com informações de assessoria
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VIII Concurso de Carcaças Angus enfatiza potencial genético e aptidão da raça para carne de qualidade
O evento abre as portas para os produtores exibirem os novilhos, e trocar experiência
O produtor gaúcho de carne Angus sabe que a participação neste evento é uma oportunidade para mostrar a qualidade dos novilhos que produz e para a troca de experiências com outros produtores de excelência. Em mais esta edição, o Concurso de Carcaças faz jus ao seu slogan: Os Melhores Produtores em um Show de Qualidade, comenta o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Reynaldo Salvador.
As apostas são grandes e a disputa será acirrada. Além disso, podemos enfatizar o intercâmbio entre os participantes, que por meio do acompanhamento do abate técnico e da interação com os profissionais da indústria, levam para suas propriedades conhecimentos e experiências uns dos outros, afirma o gerente do programa de certificação da entidade, Fábio Medeiros.
Todos os lotes participantes receberão uma premiação adicional de 5% acima da tabela do Programa Carne Angus Marfrig RS. Para os lotes campeões de categoria a bonificação será de 10% acima da tabela. Esta premiação acumulada (concurso + tabela) proporcionará aos animais participantes do concurso valores muito superiores aos praticados no mercado, permitindo que o produtor participe com o que produz de melhor em sua propriedade, explica Medeiros.
O Concurso de Carcaças permite ao produtor visualizar que é possível obter melhores resultados e consequentemente gerar maior eficiência para a indústria, além de melhor atender o consumidor final. Com o Programa Carne Certificada Angus, por exemplo, o prêmio ao produtor pode chegar a 10%. Outra virtude de eventos como este é a integração gerada na cadeia produtiva, no qual associação, produtores, indústria e fornecedores de insumos avaliam juntos todo o processo de criação dos animais, entendendo e reciclando vários conceitos e técnicas aplicadas aos sistemas de produção.
“Este concurso é uma via de mão dupla, enquanto a premiação gera estímulo ao trabalho do produtor rural, a tecnologia usada para essa manutenção fica disponível para outros pecuaristas testemunharem que é possível adequar seus animais à indústria, ao mercado e ao consumidor”, finaliza Fábio Medeiros, lembrando que o abate técnico será realizado na unidade de Alegrete da Marfrig, em 13 de setembro, sendo realizado em categorias de animais definidos e cruzados de forma separada.
Podem participar do concurso lotes com no mínimo 22 cabeças de machos ou fêmeas. Os interessados podem efetuar a inscrição no junto a Associação Brasileira de Angus até 2 de setembro.
Julgamento. Será realizado por profissionais do Programa Carne Angus e da indústria.
Fonte: Programa Carne Angus Certificada – Associação Brasileira de Angus, adaptado pela equipe feed&food.
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O que aconteceu com a reposição?
O que aconteceu com a reposição?
Tenho conversado com muitas pessoas que, invariavelmente, me perguntam o que aconteceu com a reposição de terneiros, novilhos, enfim, das categorias que normalmente eram muito procuradas nesta época.
Tentando também entender o que se passa, comecei a buscar algumas respostas, e entre elas a que sempre aparece é que o ciclo de comercialização mudou, e mudou bastante.
Então vejamos:
1º - Até pouco tempo atrás, pelo menos em minha região, quase toda área de soja era uma área de pastagem para pastoreio no intervalo entre o cultivo desta cultura.
Os contratos com os agropecuaristas da região eram mais baratos (5-6 sacas/ha) e quase sempre continham uma cláusula em que o arrendatário deveria, no momento da entrega da área, deixar uma pastagem para pastoreio formada para o proprietário. Hoje isto já não ocorre com frequência, as áreas são arrendadas na maioria das vezes a agricultores de outras regiões do norte do estado, que pagam mais pelo arrendamento (7-10 sacas/ha ano), e que trazem consigo a cultura do arrendamento do ano fechado, da agricultura e não da pecuária, plantio só para produção de palha para cobertura do solo e de não colocarem animais nestas áreas, evitando o pisoteio que, segundo alguns produtores, pode levar à perda de produtividade em alguns casos de até 10% na soja.
Façam este cálculo comigo:
Uma lavoura de produção média de 50 sacas de soja com valor médio atual de R$ 60,00 - 65,00, se confirmado a perda de 10%, deixaria de faturar em torno de R$ 300,00 - 350,00 - contra um um terneiro, novilho ou até mesmo uma vaca de invernar que entre o valor de compra e de venda poderá não dar este lucro, sem contar com todo trabalho e risco, além de ao final da engorda vir ao mercado em um momento em que a oferta deste gado é muito grande, principalmente pela necessidade de liberação da área em que se encontram para plantio.
2º - Outro fator que devemos considerar é o do grande estímulo que foi dado ao plantio de trigo (principalmente depois de que a demanda interna ficou comprometida por causa da decisão da Argentina) nesta mesma área, havendo assim uma substituição dos investimentos na reposição por investimentos em lavouras de trigo.
3º - Acredito também que a época de comercialização da safra de terneiros está um pouco desencontrada. Historicamente temos nos meses de abril e maio a grande concentração de feiras de terneiros, o grande momento de comercialização desta categoria, época esta, que no atual momento vem a coincidir ainda com o auge da colheita da soja, o fim da colheita de arroz e com a incerteza de se teremos ou não pastagens para essa safra, fazendo com que fique muito menor a procura por reposição, e portanto, um aumento de oferta sem contrapartida na procura, ocasionando estabilidade de preços e em alguns casos até de baixa de preço.
4º - Influência também, em menor proporção, do plantio de soja em determinadas áreas de arroz (compatíveis com a cultura de soja), sobrando menos restevas de arroz, que até pouco tempo eram muito destinadas a estas categorias animais, além de que, por estarem um pouco mais capitalizados, alguns produtores levam mais tempo para comercializarem seus estoques de arroz na busca de melhores preços na entressafra, não circulando então dinheiro para ser investido na pecuária.
Portanto, gostaria de externar minha opinião dizendo que acredito que, enquanto estes fatores acima comentados estiverem vigentes, como por exemplos os bons preços pagos à soja, trigo e arroz, este será o cenário e acho complicado a "pecuária tradicional" não ser tratada quase como um sub-produto da agricultura. Uma maior atenção por parte de nossos agropecuaristas em relação à integração lavoura-pecuária talvez seja o passo fundamental para o bom desempenho financeiro destas atividades.
Med. Veterinário Eduardo Lund
Consultor da Lund Negócios
Tenho conversado com muitas pessoas que, invariavelmente, me perguntam o que aconteceu com a
reposição de terneiros, novilhos, enfim, das categorias que normalmente eram muito procuradas nesta época.
Tentando também entender o que se passa, comecei a buscar algumas respostas, e entre elas a que sempre aparece é que o ciclo de comercialização mudou, e mudou bastante.
Então vejamos:
1º - Até pouco tempo atrás, pelo menos em minha região, quase toda área de soja era uma área de pastagem para pastoreio no intervalo entre o cultivo desta cultura.
Os contratos com os agropecuaristas da região eram mais baratos (5-6 sacas/ha) e quase sempre continham uma cláusula em que o arrendatário deveria, no momento da entrega da área, deixar uma pastagem para pastoreio formada para o proprietário. Hoje isto já não ocorre com frequência, as áreas são arrendadas na maioria das vezes a agricultores de outras regiões do norte do estado, que pagam mais pelo arrendamento (7-10 sacas/ha ano), e que trazem consigo a cultura do arrendamento do ano fechado, da agricultura e não da pecuária, plantio só para produção de palha para cobertura do solo e de não colocarem animais nestas áreas, evitando o pisoteio que, segundo alguns produtores, pode levar à perda de produtividade em alguns casos de até 10% na soja.
Façam este cálculo comigo:
Uma lavoura de produção média de 50 sacas de soja com valor médio atual de R$ 60,00 - 65,00, se confirmado a perda de 10%, deixaria de faturar em torno de R$ 300,00 - 350,00 - contra um um terneiro, novilho ou até mesmo uma vaca de invernar que entre o valor de compra e de venda poderá não dar este lucro, sem contar com todo trabalho e risco, além de ao final da engorda vir ao mercado em um momento em que a oferta deste gado é muito grande, principalmente pela necessidade de liberação da área em que se encontram para plantio.
2º - Outro fator que devemos considerar é o do grande estímulo que foi dado ao plantio de trigo (principalmente depois de que a demanda interna ficou comprometida por causa da decisão da Argentina) nesta mesma área, havendo assim uma substituição dos investimentos na reposição por investimentos em lavouras de trigo.
3º - Acredito também que a época de comercialização da safra de terneiros está um pouco desencontrada. Historicamente temos nos meses de abril e maio a grande concentração de feiras de terneiros, o grande momento de comercialização desta categoria, época esta, que no atual momento vem a coincidir ainda com o auge da colheita da soja, o fim da colheita de arroz e com a incerteza de se teremos ou não pastagens para essa safra, fazendo com que fique muito menor a procura por reposição, e portanto, um aumento de oferta sem contrapartida na procura, ocasionando estabilidade de preços e em alguns casos até de baixa de preço.
4º - Influência também, em menor proporção, do plantio de soja em determinadas áreas de arroz (compatíveis com a cultura de soja), sobrando menos restevas de arroz, que até pouco tempo eram muito destinadas a estas categorias animais, além de que, por estarem um pouco mais capitalizados, alguns produtores levam mais tempo para comercializarem seus estoques de arroz na busca de melhores preços na entressafra, não circulando então dinheiro para ser investido na pecuária.
Portanto, gostaria de externar minha opinião dizendo que acredito que, enquanto estes fatores acima comentados estiverem vigentes, como por exemplos os bons preços pagos à soja, trigo e arroz, este será o cenário e acho complicado a "pecuária tradicional" não ser tratada quase como um sub-produto da agricultura. Uma maior atenção por parte de nossos agropecuaristas em relação à integração lavoura-pecuária talvez seja o passo fundamental para o bom desempenho financeiro destas atividades.
Med. Veterinário Eduardo Lund
Consultor da Lund Negócios
Tenho conversado com muitas pessoas que, invariavelmente, me perguntam o que aconteceu com a reposição de terneiros, novilhos, enfim, das categorias que normalmente eram muito procuradas nesta época.
Tentando também entender o que se passa, comecei a buscar algumas respostas, e entre elas a que sempre aparece é que o ciclo de comercialização mudou, e mudou bastante.
Então vejamos:
1º - Até pouco tempo atrás, pelo menos em minha região, quase toda área de soja era uma área de pastagem para pastoreio no intervalo entre o cultivo desta cultura.
Os contratos com os agropecuaristas da região eram mais baratos (5-6 sacas/ha) e quase sempre continham uma cláusula em que o arrendatário deveria, no momento da entrega da área, deixar uma pastagem para pastoreio formada para o proprietário. Hoje isto já não ocorre com frequência, as áreas são arrendadas na maioria das vezes a agricultores de outras regiões do norte do estado, que pagam mais pelo arrendamento (7-10 sacas/ha ano), e que trazem consigo a cultura do arrendamento do ano fechado, da agricultura e não da pecuária, plantio só para produção de palha para cobertura do solo e de não colocarem animais nestas áreas, evitando o pisoteio que, segundo alguns produtores, pode levar à perda de produtividade em alguns casos de até 10% na soja.
Façam este cálculo comigo:
Uma lavoura de produção média de 50 sacas de soja com valor médio atual de R$ 60,00 - 65,00, se confirmado a perda de 10%, deixaria de faturar em torno de R$ 300,00 - 350,00 - contra um um terneiro, novilho ou até mesmo uma vaca de invernar que entre o valor de compra e de venda poderá não dar este lucro, sem contar com todo trabalho e risco, além de ao final da engorda vir ao mercado em um momento em que a oferta deste gado é muito grande, principalmente pela necessidade de liberação da área em que se encontram para plantio.
2º - Outro fator que devemos considerar é o do grande estímulo que foi dado ao plantio de trigo (principalmente depois de que a demanda interna ficou comprometida por causa da decisão da Argentina) nesta mesma área, havendo assim uma substituição dos investimentos na reposição por investimentos em lavouras de trigo.
3º - Acredito também que a época de comercialização da safra de terneiros está um pouco desencontrada. Historicamente temos nos meses de abril e maio a grande concentração de feiras de terneiros, o grande momento de comercialização desta categoria, época esta, que no atual momento vem a coincidir ainda com o auge da colheita da soja, o fim da colheita de arroz e com a incerteza de se teremos ou não pastagens para essa safra, fazendo com que fique muito menor a procura por reposição, e portanto, um aumento de oferta sem contrapartida na procura, ocasionando estabilidade de preços e em alguns casos até de baixa de preço.
4º - Influência também, em menor proporção, do plantio de soja em determinadas áreas de arroz (compatíveis com a cultura de soja), sobrando menos restevas de arroz, que até pouco tempo eram muito destinadas a estas categorias animais, além de que, por estarem um pouco mais capitalizados, alguns produtores levam mais tempo para comercializarem seus estoques de arroz na busca de melhores preços na entressafra, não circulando então dinheiro para ser investido na pecuária.
Portanto, gostaria de externar minha opinião dizendo que acredito que, enquanto estes fatores acima comentados estiverem vigentes, como por exemplos os bons preços pagos à soja, trigo e arroz, este será o cenário e acho complicado a "pecuária tradicional" não ser tratada quase como um sub-produto da agricultura. Uma maior atenção por parte de nossos agropecuaristas em relação à integração lavoura-pecuária talvez seja o passo fundamental para o bom desempenho financeiro destas atividades.
Med. Veterinário Eduardo Lund
Consultor da Lund Negócios
Tenho conversado com muitas pessoas que, invariavelmente, me perguntam o que aconteceu com a
Tentando também entender o que se passa, comecei a buscar algumas respostas, e entre elas a que sempre aparece é que o ciclo de comercialização mudou, e mudou bastante.
Então vejamos:
1º - Até pouco tempo atrás, pelo menos em minha região, quase toda área de soja era uma área de pastagem para pastoreio no intervalo entre o cultivo desta cultura.
Os contratos com os agropecuaristas da região eram mais baratos (5-6 sacas/ha) e quase sempre continham uma cláusula em que o arrendatário deveria, no momento da entrega da área, deixar uma pastagem para pastoreio formada para o proprietário. Hoje isto já não ocorre com frequência, as áreas são arrendadas na maioria das vezes a agricultores de outras regiões do norte do estado, que pagam mais pelo arrendamento (7-10 sacas/ha ano), e que trazem consigo a cultura do arrendamento do ano fechado, da agricultura e não da pecuária, plantio só para produção de palha para cobertura do solo e de não colocarem animais nestas áreas, evitando o pisoteio que, segundo alguns produtores, pode levar à perda de produtividade em alguns casos de até 10% na soja.
Façam este cálculo comigo:
Uma lavoura de produção média de 50 sacas de soja com valor médio atual de R$ 60,00 - 65,00, se confirmado a perda de 10%, deixaria de faturar em torno de R$ 300,00 - 350,00 - contra um um terneiro, novilho ou até mesmo uma vaca de invernar que entre o valor de compra e de venda poderá não dar este lucro, sem contar com todo trabalho e risco, além de ao final da engorda vir ao mercado em um momento em que a oferta deste gado é muito grande, principalmente pela necessidade de liberação da área em que se encontram para plantio.
2º - Outro fator que devemos considerar é o do grande estímulo que foi dado ao plantio de trigo (principalmente depois de que a demanda interna ficou comprometida por causa da decisão da Argentina) nesta mesma área, havendo assim uma substituição dos investimentos na reposição por investimentos em lavouras de trigo.
3º - Acredito também que a época de comercialização da safra de terneiros está um pouco desencontrada. Historicamente temos nos meses de abril e maio a grande concentração de feiras de terneiros, o grande momento de comercialização desta categoria, época esta, que no atual momento vem a coincidir ainda com o auge da colheita da soja, o fim da colheita de arroz e com a incerteza de se teremos ou não pastagens para essa safra, fazendo com que fique muito menor a procura por reposição, e portanto, um aumento de oferta sem contrapartida na procura, ocasionando estabilidade de preços e em alguns casos até de baixa de preço.
4º - Influência também, em menor proporção, do plantio de soja em determinadas áreas de arroz (compatíveis com a cultura de soja), sobrando menos restevas de arroz, que até pouco tempo eram muito destinadas a estas categorias animais, além de que, por estarem um pouco mais capitalizados, alguns produtores levam mais tempo para comercializarem seus estoques de arroz na busca de melhores preços na entressafra, não circulando então dinheiro para ser investido na pecuária.
Portanto, gostaria de externar minha opinião dizendo que acredito que, enquanto estes fatores acima comentados estiverem vigentes, como por exemplos os bons preços pagos à soja, trigo e arroz, este será o cenário e acho complicado a "pecuária tradicional" não ser tratada quase como um sub-produto da agricultura. Uma maior atenção por parte de nossos agropecuaristas em relação à integração lavoura-pecuária talvez seja o passo fundamental para o bom desempenho financeiro destas atividades.
Med. Veterinário Eduardo Lund
Consultor da Lund Negócios
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Seapa protocola projeto de identificação no RS
Meta é que todo o rebanho do Estado esteja identificado nos próximos cinco anos
O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, protocolou nesta quinta-feira, 8, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei do Sistema de Identificação do rebanho gaúcho. A meta é identificar, de forma compulsória, todos os bovinos do Estado (13,7 milhões de animais) em cinco anos, a partir de 2014.
O projeto prevê que o Estado pague os brincos e dispositivos eletrônicos para identificação. A iniciativa tem como objetivo coibir os abates clandestinos e ampliar os controle de trânsito de animais.
O Estado estima perdas anuais de R$ 60 milhões em impostos com o abate clandestino, o equivalente a 500 mil cabeças. A retomada dos abates dentro da lei deve trazer de volta este recurso, o que justifica o investimento previsto de R$ 15 milhões no primeiro ano no projeto de identificação.
Na próxima semana, de 12 a 15, Mainardi e representantes da comissão de Agricultura da AL visitarão o Uruguai para conhecer propriedades e frigoríficos na região de Colônia do Sacramento, além do Instituto Nacional de Carnes (INAC), com sede em Montevidéu. O país identificou todo o rebanho entre 2006 e 2011.
“Eles vão apresentar resultados de mercado e valorização do produto, mas também as dificuldades que encontraram no processo”, afirma a presidente da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñe, entidade que formulou a proposta apresentada pelo governo gaúcho.
Entre os produtores, porém, há receio com a proposta. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, afirmou que a federação não é contra a rastreabilidade, mas a forma que a atividade foi proposta.
“Primeiro porque fere a legislação - a lei 12.097, de 2009 prevê a adesão voluntária - e, segundo, o projeto tem que ter sustentabilidade”, argumenta o dirigente.
O diretor administrativo da GAP Genética, de Uruguaiana, e presidente do Sindicato Rural do município, João Paulo Schneider, conhecido como Kaju, salienta que “a rastreabilidade/identificação ajuda muito o Estado a se distinguir. Mas não podemos apoiar porque temos problemas de infraestrutura muito mais importantes para serem resolvidos primeiro. Queremos o oito antes do 80.”
Confira reportagem sobre o tema na edição 394 de DBO.
Fonte: Portal DBO
O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, protocolou nesta quinta-feira, 8, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei do Sistema de Identificação do rebanho gaúcho. A meta é identificar, de forma compulsória, todos os bovinos do Estado (13,7 milhões de animais) em cinco anos, a partir de 2014.
O projeto prevê que o Estado pague os brincos e dispositivos eletrônicos para identificação. A iniciativa tem como objetivo coibir os abates clandestinos e ampliar os controle de trânsito de animais.
O Estado estima perdas anuais de R$ 60 milhões em impostos com o abate clandestino, o equivalente a 500 mil cabeças. A retomada dos abates dentro da lei deve trazer de volta este recurso, o que justifica o investimento previsto de R$ 15 milhões no primeiro ano no projeto de identificação.
Na próxima semana, de 12 a 15, Mainardi e representantes da comissão de Agricultura da AL visitarão o Uruguai para conhecer propriedades e frigoríficos na região de Colônia do Sacramento, além do Instituto Nacional de Carnes (INAC), com sede em Montevidéu. O país identificou todo o rebanho entre 2006 e 2011.
“Eles vão apresentar resultados de mercado e valorização do produto, mas também as dificuldades que encontraram no processo”, afirma a presidente da Câmara Setorial da Carne, Anna Suñe, entidade que formulou a proposta apresentada pelo governo gaúcho.
Entre os produtores, porém, há receio com a proposta. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Farsul), Carlos Sperotto, afirmou que a federação não é contra a rastreabilidade, mas a forma que a atividade foi proposta.
“Primeiro porque fere a legislação - a lei 12.097, de 2009 prevê a adesão voluntária - e, segundo, o projeto tem que ter sustentabilidade”, argumenta o dirigente.
O diretor administrativo da GAP Genética, de Uruguaiana, e presidente do Sindicato Rural do município, João Paulo Schneider, conhecido como Kaju, salienta que “a rastreabilidade/identificação ajuda muito o Estado a se distinguir. Mas não podemos apoiar porque temos problemas de infraestrutura muito mais importantes para serem resolvidos primeiro. Queremos o oito antes do 80.”
Confira reportagem sobre o tema na edição 394 de DBO.
Fonte: Portal DBO
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Marfrig vê 2º semestre melhor com bovinos e food service
Abatedouro do grupo Marfrig: empresa registrou prejuízo de R$160 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$15,5 milhões em igual período do ano passado
São Paulo - A Marfrig Alimentos prevê melhorar o desempenho no segundo semestre com um cenário externo favorável para bovinos e food service, operações que ganham maior peso após a venda da unidade Seara Brasil e da uruguaia Zenda à JBS, disse o presidente da Seara Foods nesta quinta-feira.
"Esperamos manter um crescimento de receita perto de dois dígitos... Vemos um segundo semestre no negócio de bovinos melhor do que no primeiro semestre. A relação dólar/real vai favorecer as margens na exportação", disse Sérgio Rial, que assumirá a presidência executiva da Marfrig em 2014 em conferência com jornalistas para comentar os resultados do trimestre.
A Marfrig é a segunda maior empresa do setor de bovinos no país.
A empresa registrou prejuízo de 160 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo lucro de 15,5 milhões de reais em igual período do ano passado, número que exclui a Seara Brasil.
O executivo afirmou que após a venda da Seara, além do segmento de bovinos, a Marfrig vai reforçar as operações no segmento de food service (produtos para alimentação fora do lar), parte do negócio de processados da companhia, que no segundo trimestre representou cerca de 50 por cento de sua receita.
Seara
A unidade Seara Brasil foi vendida para a JBS no início de junho, como parte de uma operação que incluiu a assunção de dívidas da ordem de 5,85 bilhões de reais.
Segundo Rial, deste total, 2,85 bilhões de reais em dívida bruta já foram transferidos para a JBS e ainda falta repassar 3 bilhões de reais.
A operação de venda para a JBS, considerada por analistas como positiva para a Marfrig, por seu impacto no endividamento, também permitirá à companhia a reduzir o nível de alavancagem para 3 vezes, contra mais de 4 vezes antes do negócio.
No terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda já recuou para 3,8 vezes.
A Seara havia sido adquirida através da troca de ativos entre a Marfrig e a BRF, iniciada em dezembro de 2012 e a concluída em julho do ano passado.
Com a operação, a JBS atingiu a liderança global em aves e virou importante competidor da BRF, a maior em aves no Brasil.
Sobre um possível questionamento da BRF referente à venda do ativo, Rial afirmou que não vê impasse.
"Nós pagamos pelos ativos da BRF e não houve qualquer consulta nesse sentido. Havia determinadas limitações de vendas de marcas, mas o que foi vendido não foi uma marca, foi uma unidade. Então, não há qualquer consulta da BRF conosco nesse sentido", disse.
A Marfrig espera para até setembro a aprovação do Cade, órgão antitrustre brasileiro, para a venda da Seara Brasil à JBS.
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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