sábado, 17 de janeiro de 2015

Vale a pena vender boi para quem paga menos no balcão, mas bonifica?

Para começo de conversa, a resposta é depende. Agora vamos aos pontos.
Quando escrevo análises do mercado do boi, costumo colocar os “preços de balcão” que são os preços iniciais da negociação, sem bonificações nem “choro”, estes que nas indústrias que pagam bonificações são menores, mas se o gado for de qualidade, tiver padrão e for rastreado, o preço final pode ser bem maior do que aquele que parece ter um bom preço de balcão e não bonifica.
Vamos exemplificar.
Atualmente, os preços do boi gordo no Rio Grande do Sul giram entre R$9,80 e R$10,10/kg de carcaça, a prazo, sem considerar bonificações, o famoso preço de balcão.
Considerando uma carcaça de cruzas Angus ou Hereford de 225kg e nível de gordura 3, de um animal com 4 dentes (entre 24 e 31 meses), pelo preço de balcão, no primeiro preço citado (R$9,80) o pecuarista receberá R$2.205,00 por animal. Já no segundo preço (R$10,10) este produtor receberá R$2.272,50 por animal. Uma diferença de R$67,50/animal, que em uma carga de 30 bois, representa R$2.025,00. Que é um valor considerável.
Mas isto considerando apenas preços de balcão, para gado “comum” como é chamado, façamos a mesma comparação com as diferentes bonificações.
Considerando apenas as bonificações dos programas Angus e Hereford. O nosso boi tem 3% de bonificação, pela raça, gordura e peso. O que nos resulta em R$66,15 a mais por cabeça, praticamente zerando a diferença de R$0,30 do preço de balcão. Caso ele tenha mais peso e ou mais gordura, o pagamento a mais aumenta, pode chegar a 10%, dependendo do frigorífico.
Agora apenas com a bonificação pela rastreabilidade, que pode chegar a R$100,00, conforme o acabamento de gordura e o peso de carcaça, o que diminui ou elimina a vantagem da indústria que não paga bonificação. No caso do boi do exemplo, com peso de 225kg e gordura 3, a bonificação fica em R$80,00. Então estamos lucrando R$12,50 a mais por cabeça com este bônus, fazendo a conta por kg, estamos recebendo R$10,24.
Agora vamos fazer as contas com os programas de bonificação Angus e Hereford e rastreabilidade. A bonificação, no caso deste tipo de animal, rastreado, paga 7% a mais (podendo chegar a 10% conforme o frigorífico e o programa de bonificação), considerando o preço do boi negociado como base, ou seja:
R$9,80 + 7% (R$0,69) = R$10,49
Com isto, percebemos que os preços de balcão podem não representar o valor que será recebido após as bonificações, no caso de um animal que atenda às exigências de cada um dos programas de bonificação.
Vale ressaltar que a bonificação pela rastreabilidade não soma integralmente com os programas de raça, mas há um aumento na bonificação sim. Em frigoríficos que não “pagam o brinco” ou não bonificam a rastreabilidade, as bonificações por raça, peso, gordura e idade também podem chegar a 10%.
Outro ponto que deve ser levado em consideração é o rendimento de carcaça, que pode influenciar no pagamento final, mas este assunto não será discutido neste artigo.
O mesmo raciocínio vale para o restante do Brasil, mas com cálculos de maneira diferente, conforme as bonificações.
Então, novamente respondendo ao título do artigo “Vale a pena vender boi para quem paga menos, mas bonifica?” depende se o animal atende ou não às exigências das bonificações que são: nível de gordura, idade, peso, rastreabilidade e padrão racial.
Consulte as bonificações dos frigoríficos, que podem chegar a 10%, dependendo do gado.
E no seu caso, vale a pena vender para quem paga menos no balcão, mas bonifica? Faça o cálculo para a sua situação e responda essa pergunta, que é fundamental para comercialização dos animais.
Por Renato Bittencourt

VACAS C/CRIA E VACAS PRENHAS A VENDA

VACAS C/CRIA E VACAS PRENHAS
Lote: 0319
Quantidade: 18
Peso Médio: 420
Sexo: Fêmeas
Tipo 
idade: Anos
Idade: 000
Raça: Aberdeen Angus
Animal: Vacas c/cria e vacas prenhas
Valor: R$ 57.000,00Cidade: Santa Vitoria do Palmar

 18 vacas sendo: 07 Red angus, 07 Red brangus e 04 Angus. A maioria é gado de cabanha, as 07 Brangus origem BT da Cabanha Paineiras, 03 red angus e 01 angus são CA origem da Cabanha Caiubá, e 07 vacas produção da propriedade. Tem um touro Angus duplo CA da Cabanha Tradição. As vacas ja vão com 10 terneiros ao pé (04 machos/ 06 femeas) O gado não foi tocado, mas esta em serviço com o touro desde outubro/2014. Gado em ótimo estado e padrão racial. Couro Limpo. Pode tem varia 3 em 1.
Imagens do lote

Governo do RS pode ampliar benefícios para Marfrig não fechar frigorífico


Gabriela Lara, correspondente 
O governo do Rio Grande do Sul está disposto a ampliar o pacote de benefícios oferecido para a Marfrig na tentativa de evitar o fechamento do frigorífico localizado na cidade de Alegrete, no oeste do Estado. Nesta semana a empresa comunicou a decisão - sinalizada no ano passado - de interromper as atividades na unidade de Alegrete. Dessa forma, a operação no RS ficaria concentrada nas plantas de Bagé, São Gabriel e Pampeano. "Estamos preocupados principalmente com o aspecto social. O fechamento da unidade vai gerar um problema grande para o município", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo (PP), lembrando que hoje mais de 600 pessoas trabalham no frigorífico da Marfrig em Alegrete.

Em nota, a Marfrig explicou que, apesar dos esforços feitos nos últimos meses, a planta de Alegrete permanece deficitária e "sem perspectivas de mudança no curto e médio prazo", considerando as atuais variáveis de mercado. Entre as dificuldades alegadas estão a falta de matéria-prima e a necessidade de um alto investimento em melhorias estruturais. Por isso, a empresa prefere priorizar as outras três plantas localizadas no RS, o que, de acordo com a companhia, geraria economias de escala e benefícios importantes para o Estado.

Polo recebeu na quinta-feira, 15, em Porto Alegre o diretor da Marfrig para a região sul, Rui Mendonça, para fazer um último apelo. "Pedimos que fosse levado à direção da Marfrig o nosso desejo (de manter o frigorífico aberto), e deixamos claro que estamos abertos ao diálogo", disse o secretário. 

O governo anterior já havia manifestado à Marfrig a disposição de fazer concessões para garantir a manutenção da planta em Alegrete. Entre as ações discutidas pelo então secretário Claudio Fioreze estavam a redução do ICMS e a implantação de um programa de identificação de origem do rebanho, o que agregaria valor ao produto comercializado pela Marfrig. "Estamos dispostos a manter aquilo que foi lá atrás discutido e ver se tem alguma outra possibilidade que possa ser trabalhada", disse Polo.

O secretário não antecipou que outras medidas poderiam ser adotadas, além das já colocadas pelo governo anterior. Segundo ele, primeiro é preciso saber se há de fato o interesse da Marfrig em reverter a decisão de interromper as atividades em Alegrete. No entanto, Polo afirmou que qualquer pedido da Marfrig seria estudado, apesar da difícil situação financeira vivida pelo Estado. "Queremos discutir, se eles tiverem uma proposta."

Se a Marfrig não voltar atrás, o governo gostaria que outra empresa assumisse a operação em Alegrete. Fontes do setor garantem que há interessados. De acordo com Polo, o diretor regional da Marfrig sinalizou que esta possibilidade não está descartada.

O secretário também lembrou a mudança na presidência da companhia que ocorrerá em fevereiro - com a saída de Sérgio Rial e a entrada de Martin Secco Arias. "Isso também pode influenciar." O governo gaúcho espera ter um retorno da Marfrig na próxima semana. 


fonte: GuarulhosWeb

Marfrig Global Foods anuncia novo diretor-presidente da companhia

Martin Secco, que é o atual CEO da Marfrig Beef Cone Sul, será o responsável por dar continuidade ao plano estratégico “Focar Para Ganhar”, substituindo Sérgio Rial, atual CEO da Marfrig Global Foods
martin-secco MARFRIG
Novo Ceo está na companhia há oito anos e possui larga experiência na indústria de carnes (Foto: reprodução)
A Marfrig Global Foods S.A. (São Paulo/SP) – Marfrig (BM&FBOVESPA Novo Mercado: MRFG3 e ADR Nível 1: MRTTY), empresa global de alimentos, anuncia a nomeação de Martin Secco como diretor-presidente da companhia. O executivo substituirá Sérgio Rial, atual CEO da Marfrig Global, a partir de 16 de fevereiro de 2015.
Juntamente com presidente do Conselho de Administração Marcos Antonio Molina dos Santos, Sérgio Rial esteve à frente da companhia nos últimos dois anos e meio e implementaram, com a sua equipe de executivos, a estratégia “Focar Para Ganhar”, melhorando fortemente a integração e o desempenho da empresa.
Martin Secco, novo CEO da Marfrig Global Foods, está na companhia há mais de oito anos, desde a aquisição do Frigorífico Tacuarembó no Uruguai, o qual pertencia à sua família e do qual era um dos acionistas. Secco é graduado em Dirección de Empresas pela Universidad Católica Dámaso Antonio Larrañaga e pós-graduado em Alta Dirección pela Universidad de Montevideo. Possui grande experiência na indústria de carnes, tendo recentemente conduzido um profundo processo de mudanças, entregando resultados financeiros positivos e relevantes e revertendo um cenário de perdas nas unidades que estavam sob seu comando (Uruguai, Chile, Argentina e Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil).
“Estamos muito contentes em ter como CEO um dos executivos mais experientes do setor”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina. “Secco está na companhia há mais de oitos anos, portanto, participou e foi um dos líderes do plano estratégico “Focar Para Ganhar” desde a sua concepção até o início de sua implementação, em 2013, além de estar alinhado com os demais executivos da companhia. Dessa forma, estamos certos de que ele agregará experiência e garantirá a continuidade da estratégia atual”, completa Molina.
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

Destino à oferta da Marfrig

Reunião define futuro de centenas de trabalhadores demitidos por frigorífico em Alegrete

A reunião marcada para esta quinta-feira entre representantes da Marfrig e os secretários da Agricultura e do Trabalho, na Capital, está mais para bônus extra do que para final alternativo à novela que se arrastou por meses.
O capítulo derradeiro, que consolidou nesta semana decisão anunciada em agosto de 2014, de fechar temporariamente as portas da unidade em Alegrete, não deve ser modificado.
– É uma decisão lá do ano passado. Mas vamos tentar construir uma alternativa – reconhece o secretário da Agricultura, Ernani Polo.
Mike Breier, que nesta quarta-feira recebeu representantes da Confederação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, também vai com o espírito de ver o que é possível fazer. Já estuda, no entanto, propostas para o cenário inevitável das demissões – são 623 trabalhadores efetivos no frigorífico, 580 atualmente em férias coletivas. É o caso da antecipação do seguro-desemprego e do encaminhamento ao bolsa-família.


O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Alegrete pretende acionar, na próxima semana, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho.
– Não há como o município absorver essa mão de obra. E a proposta de transferir até 150 trabalhadores para as unidades de São Gabriel, no papel é uma coisa, na prática é outra – diz Marcos Rosse, presidente do sindicato.
Entre os problemas apontados por Rosse, estariam o pedido de "fidelização dos funcionários" – se aceitarem a transferência, teriam de permanecer 12 meses na nova unidade – e a falta de clareza sobre as ajudas de custo previstas para a mudança.
Também incomoda o fato de a empresa não ter planos de abrir mão do direito de uso que tem da unidade em Alegrete, embora opte pela suspensão das atividades neste momento.
Há ainda outra equação importante a resolver, que diz respeito aos produtores – e que pode ter impacto, lá na ponta, para o consumidor de carne. Da oferta de gado de 11 municípios da região, 35% era comprada pelo frigorífico.
– O ônus maior é para o município. Mas está sendo fechada uma planta que tinha habilitação à exportação, para China e Rússia. Era uma unidade que não tinha concorrência na região – observa Pedro Piffero, presidente do Sindicato Rural de Alegrete.
No debate sobre a falta ou não de matéria-prima e se foi isso que, de fato, pesou para que a empresa optasse por concentrar a produção nas outras plantas, de Bagé, São Gabriel e Hulha Negra (frigorífico Pampeano), quem sai perdendo é o Estado.
fonte: Campo Aberto ZH

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Marfrig

.


Ninguém se surpreenda se Marfrig der as caras por aqui no Capão do Leão.
Onde há fumaça, há fogo. Qual é a fonte? Quem informa é àgua mineral!!!



AVISO A CLIENTES

Devido a problemas técnicos no e-mail, estou trabalhando, no momento, apenas pelo lundnegocios@gmail.com
Assim que for normalizado, voltarei com o email oficial (lund@lundnegocios.com.br).


Marfrig formaliza decisão de desativar frigorífico em Alegrete

Cerca de 680 empregados correm risco de demissão
Foto: Alan Dias / CP Memória
A Prefeitura de Alegrete, na Fronteira Oeste, confirmou nesta terça-feira que, em reunião no Centro Administrativo Municipal, a direção do Frigorífico Marfrig oficializou o encerramento das atividades da unidade no município. Em nota, a Administração Municipal disse respeitar a decisão da empresa – que alegou necessidade mercadológica -, mas deixou claro que vai agir para minimizar o prejuízo.

Em agosto, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete anunciou que a Marfrig havia desistido de efetuar 680 demissões previstas para setembro, e postergado o fechamento da indústria. Em reunião realizada no Palácio Piratini, com representantes do governo, da empresa e do Sindicato, a posição foi reavaliada e e a decisão de fechamento, revertida.

Além de empregar 680 pessoas, o frigorífico gera, mensalmente, R$ 1,2 milhão em salários. Com cerca de 500 abates ao dia, a unidade totaliza R$ 120 milhões na compra de gado, além de contribuir em R$ 1,5 milhão por ano em ICMS para o município.
fonte: Correio do Povo

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

COMPRANDO VACAS DE INVERNAR

ESTAMOS COMPRANDO PARA CLIENTES 400 VACAS DE INVERNAR

*250 DEVEM SER CARRAPATEADAS
*150 PODEM SER COURO LIMPO
*OBRIGATÓRIAMENTE DEVEM ESTAR VAZIAS ( PROPRIETÁRIO AUTORIZA O TOQUE PARA REFUGO )
*CARCAÇUDAS
* BOA DENTIÇÃO
*PAGAMENTO ÀVISTA

INFORMAÇÕES COM LUND 053.99941513 / 99990049 / 81113550



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mercado do boi reagindo novamente no RS

Depois de uma leve pressão nos preços na segunda quinzena de dezembro, as cotações do boi gordo no Rio Grande do Sul começaram a subir novamente do fim da semana passada para esta.
Os frigoríficos pagaram preços ao redor de R$10,00/kg de carcaça, a prazo, até o dia 20 de dezembro, conseguiram alongar escalas, depois disto, diminuíram os preços de balcão para R$9,60 a R$9,80, pois necessitavam de pouco gado. Com isto, o volume de negociações diminuiu.
Neste começo de semana as cotações estão em alta novamente, os R$10,00/kg de carcaça, a prazo, começaram a aparecer novamente, até R$10,10, ainda tímidos, mas estão por aí, R$9,90 é bastante negociado. Os frigoríficos que estão com escalas mais alongadas, de uma semana, ofertam R$9,70.
A vaca gira entre R$9,30 e R$9,70/kg de carcaça, a prazo.
A demanda pelo gado “magro” também aumentou.
O terneiro está entre R$5,20 e R$5,50/kg vivo. O novilho gira entre R$4,80 e R$5,10.
A vaca de invernar, que é uma das categorias mais procuradas, está entre R$3,90 e R$4,10/kg.
O volume de chuvas acima do esperado colabora para a firmeza nas cotações, pois o pasto deve continuar produzindo bem por mais tempo e consequentemente diminui a necessidade de venda por falta de comida para o gado.
Para o mercado do boi gordo, a perspectiva é de que os preços continuem firmes no estado, com tendência de alta em curto e médio prazos, pois a oferta de animais ainda está restrita e, no geral, as indústrias necessitam reabastecer os estoques e formar escala nas próximas semanas.
Como eu sempre recomendo, quando o preço está favorável, o mais indicado são vendas compassadas para não pressionar o mercado e aproveitar o patamar das cotações por mais tempo.

Por Renato Bittencourt

Secretário da Agricultura define ações conjuntas com secretários da Fazenda e da Segurança




Ernani Polo e Giovani Feltes. (Foto: Comunicação Sefaz)


Polo e Wantuir Jacini (Foto:A.I. Secr. Agricultura)
Os secretários da Fazenda, Giovani Feltes, e da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, mantiveram na tarde desta segunda-feira (12) o primeiro encontro após a posse para discutir ações que as duas pastas poderão adotar em incentivo à produção no campo. Com peso determinante no desempenho da economia gaúcha, o setor agropecuário responde pelos principais indicadores na balança de exportações do RS. “São muitos os desafios que o Estado tem pela frente para ajudar os bons números da produtividade do campo, em especial em termos de infraestrutura”, elencou Feltes. 
Além de melhores condições para escoar a produção, uma das preocupações dos dois secretários se refere às deficiências no fornecimento de energia elétrica nas propriedades rurais e uma política de recuperação da cadeia leiteira, afetada pelos últimos casos de adulteração do produto denunciados na Operação Leite Compen$ado. O titular da Agricultura mencionou ainda a necessidade de avaliar uma série de convênios que a pasta mantém com o governo federal, incluindo a parceria de outras unidades do governo gaúcho: “a nossa secretaria atua em várias frentes para atender as necessidades do setor”, mencionou.
No mesmo dia, Ernani Polo visitou também o Secretário de Segurança do RS, Wantuir Jacini. O Secretário de Agricultura e Pecuária propôs uma  atuação integrada entre as duas pastas, na elaboração de políticas de enfrentamento à violência no campo. A proposta apresentada ao secretário de segurança, também visa aprofundar a integração com secretarias afins para combater a violência no meio rural, seja na prática de abigeato ou por outros crimes.
A proposta está de acordo com a ideia do Secretário de Segurança. “As características do Rio Grande do Sul demandam a criação de uma estratégia unificada de combate à criminalidade no campo. No caso do abigeato, por exemplo, é necessário focarmos também a receptação da carne abatida ilegalmente”, salientou Jacini.
Durante o encontro entre os dois secretários ficou acertado que será formado um grupo de trabalho, contando também com o apoio de entidades ligadas ao setor primário.
Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria de Agricultura e Pecuária

sábado, 10 de janeiro de 2015

Relatório Rabobank: previsões do mercado mundial de carne bovina – 4T14


Ofertas permanecem pressionadas em meio à robusta demanda dos consumidores
A oferta global de bovinos e carne bovina continuaram pressionadas no quarto trimestre de 2014, mas os preços caíram um pouco com relação aos seus picos alcançados no terceiro trimestre do ano. Os Estados Unidos ainda são o principal direcionador globalmente, com a demanda de importação afetando os preços e os volumes para outros países exportadores e importadores. Uma grande questão para o ano de 2015 com esse mercado tão finamente equilibrado é – se as taxas de exportação da Austrália caírem e os rebanhos no México e no Canadá continuarem sendo esgotados pelos Estados Unidos – se nós alcançamos um novo patamar para os preços ou se eles ainda têm espaço para aumentar.
Alguns arranjos significativos de acesso a mercados foram feitos no quarto trimestre de 2014. Austrália e China anunciaram um acordo de livre comércio, levando à remoção gradual de tarifas para importação de carne bovina e bovinos vivos pela China. A China reabriu oficialmente o mercado ao Brasil. A Nova Zelândia anunciou um acordo de livre comércio com a Coreia e o acordo de livre comércio anteriormente anunciado pela Austrália com a Coreia foi aprovado por ambos os países e entrou em ação em 12 de dezembro. Brasil e Indonésia discutiram com relação ao comércio de bovinos vivos, enquanto os Estados Unidos continuam discutindo com a China sobre o acesso ao mercado para carne bovina.
A moeda se tornou um assunto importante no comércio global no quarto trimestre, com o dólar dos Estados Unidos se fortalecendo bastante após o fim da flexibilização quantitativa, dados econômicos mais fortes e afrouxamento da política monetária na Europa. Além disso, um colapso nos preços do petróleo no quarto trimestre e as sanções atuais colocaram a economia russa sob severa pressão e o rublo desvalorizou dramaticamente. A tensão extrema na oferta combinada com a demanda robusta dos consumidores e um forte dólar dos Estados Unidos limitarão as exportações dos Estados Unidos e direcionarão fortes importações dos Estados Unidos em 2015.
A China vai ter crescimento novamente?
A China enviou ondas através dos mercados globais de carne bovina em 2013, quando aumentaram suas importações oficiais em 380% com relação ao ano anterior. Os anúncios recentes sobre um acordo de livre comércio com a Austrália e a reabertura do comércio com o Brasil levantou a questão se isso iria desencadear outro boom anual nas importações oficiais chinesas em 2015. O Rabobank não espera que o acordo de livre comércio vai impactar dramaticamente os volumes de importação em 2015, mas o acordo com o Brasil desviará os volumes do canal cinza para o canal oficial de importações chinesas, com as importações aumentando moderadamente em 2015.
O aumento em 2013 nas importações oficiais de carne bovina pela China foi sem precedentes. Isso pode ser atribuído a tendências estruturais de longo prazo e a mudanças políticas de curto prazo que, combinados, viram as importações explodirem. Uma série de escândalos de segurança alimentar enfatizou a necessidade de segurança alimentar e rastreabilidade, com as autoridades encorajando o comércio através dos canais oficiais ao invés do canal não oficial “cinza”. Além disso, a produção doméstica de carne bovina estagnada na China, a crescente demanda chinesa, medidas tomadas pela China e por importantes parceiros comerciais para estabelecer protocolos de exportação e credenciar processadores ao longo dos anos anteriores e a carne bovina relativamente mais barata da Austrália devido à liquidação do rebanho induzida pela seca encorajaram a carne bovina a ir diretamente ao mercado chinês. Após o aumento em 2013, as importações de carne bovina se estabilizaram em 2014 em novos níveis (Figura 1). O que acontecerá em 2015?
Rabobank 1
Em 17 de novembro, China e Austrália anunciaram um acordo de livre comércio que veria as taxas das tarifas sobre a carne bovina serem reduzidas de 12% a 25% para zero durante um período de nove anos. Embora isso deva dar à Austrália uma vantagem significativa de preços em longo prazo, é improvável que tenha algum impacto imediato nos volumes comercializados, particularmente durante da menor oferta australiana e contínua demanda dos Estados Unidos.
Em 16 de novembro, os governos da China e do Brasil concordaram em reabrir o comércio oficial de carne bovina entre os dois países, após o fechamento em dezembro de 2012, por causa de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no Estado do Paraná no Brasil. Com base nos volumes de carne bovina brasileira que ia para Hong Kong em 2013 e 2014 após o fechamento oficial do comércio em 2012, todas as coisas sendo iguais, a reabertura do comércio redirecionará o produto para fora do canal cinza para os canais oficiais (Figura 2).
Rabobank 2
Há uma série de fatores que impactarão no grau de substituição entre os canais oficial e cinza para o comércio de carne bovina brasileira. Enviando diretamente à China, os exportadores brasileiros enfrentarão uma tarifa de 12% a 25% e precisarão também fornecer produtos de plantas de processamento autorizadas. Além disso, as sanções comerciais impostas pela Rússia sobre as principais nações exportadoras de carne bovina resultaram em maior dependência das exportações do Brasil, que é seu maior fornecedor. Dada a maior competição global por carne bovina, a menor base de importação de carne bovina da Rússia e a desvalorização do rublo, a disposição da Rússia em competir com a China determinará o quanto de carne bovina adicional o Brasil terá disponível para enviar à China.
O surgimento da China como uma superpotência de importação de carne bovina em 2013 foi devido à confluência de eventos sem precedentes na ocasião. Embora em 2015, a possibilidade continua sendo de que uma mudança do canal cinza de mercado para o canal oficial leve a um aumento significativo na demanda chinesa por carne bovina, esse não deverá ser da mesma magnitude ocorrida em 2013. Além disso, embora as estatísticas oficiais possam refletir um aumento, a demanda chinesa subjacente por carne bovina permanecerá forte e aumentará a uma taxa mais firme, fornecendo uma excelente oportunidade para uma série de países exportadores de carne bovina.
Previsões regionais
Argentina: queda nos abates e nas exportações, preços fortes dos bovinos 
Os abates de bovinos (10,16 milhões de cabeças) durante os primeiros 10 meses de 2014 foram 3,4% menores que no ano anterior, com pesos médios menores ao abate, e com uma queda na produção de 5,5% com relação ao mesmo período do ano anterior.
As exportações representaram somente 7% da produção total para o período, o menor nível desde 2001, quando os mercados de exportação foram fechados devido à febre aftosa. Os cortes Hilton caíram em quase 15% com relação ao ano anterior e as carnes processadas caíram em mais de 60%. Somente as exportações de carne bovina fresca não Hilton aumentaram (1,2% com relação ao ano anterior), com a Rússia sendo o maior destino de exportação para esses, seguida de perto por Chile. O consumo doméstico também está declinando como resultado dos maiores preços da carne bovina e menor atividade econômica.
Os preços dos bovinos permanecem fortes, devido à retenção comum do rebanho no último mês do ano fiscal. Em média, os preços para os primeiros dez meses do ano foram 56% maiores que no ano anterior, mais do que compensando a taxa de inflação (Figura 3).
Rabobank 3
Para o próximo ano, o Rabobank espera que uma maior contração na oferta mantenha os preços dos bovinos altos. Uma menor safra de bezerros é esperada em 2015, após as enchentes que afetaram as principais áreas de produção pecuária da província de Buenos Aires. O abate de animais mais jovens também contribuirá com a contração da oferta. As exportações deverão continuar sendo reduzidas, a menos que ocorra movimentos na taxa de câmbio, que atualmente está supervalorizada, tornando, dessa forma, a carne bovina argentina mais cara com relação à de outros países na região.
Austrália: abates e exportações recordes continuam com as condições secas 
A Austrália continua vendo níveis recordes de abates. Os números de abates para o ano até setembro aumentaram em 9,8% com relação a 2013, e 2014 parece que cumprirá com as expectativas para outro ano com mais de 8 milhões de cabeças abatidas (Figura 4). A Austrália não via números de abates dessa magnitude há mais de 35 anos. As taxas de abates de fêmeas permaneceram altas, com 27 meses consecutivos de maiores abates com relação ao ano anterior e, pela primeira vez em 7 meses, a proporção de fêmeas abatidas como uma porcentagem do total abatido caiu em 50% em setembro.
Rabobank 4
Os preços dos bovinos caíram com relação aos picos de dois anos para menos do que a média dos últimos cinco anos, e o indicador Eastern Young CattleIndicator (EYCI) ficou em A$ 3,36 (US$ 2,72) por quilo no meio de novembro. Todas as categorias de bovinos viram reduções nos preços de venda em leilões e no gancho durante outubro.
Os Estados Unidos (42.656 toneladas em outubro) continuam direcionando exportações recordes e o Japão (28.155 toneladas) está mostrando sinais de melhora. As exportações totais para 2014 deverão ser recordes, com as exportações até outubro em pouco mais de 1 milhão de toneladas. As exportações de animais vivos terão um ano forte, com 962.153 bovinos exportados em setembro de 2014 e deverão alcançar a marca de 1 milhão em 2014.
Com as condições de seca previstas para o verão australiano, os números de abates deverão permanecer altos, mantendo os preços baixos. Os maiores números de abates também permitirão a continuidade de altos volumes de exportação.
Brasil: Oferta limitada e fortes exportações continuam impulsionando os preços 
No meio de novembro, os preços dos bovinos vivos foram recordes quando excederam R$ 144/15 quilos, 30% a mais que no mesmo mês do ano anterior (Figura 5). As exportações para os nove meses até setembro foram 6% maiores com relação ao ano anterior. A demanda internacional forte para a carne bovina brasileira deverá ser sustentada em 2015 devido às escassas ofertas globais, à demanda da Rússia e à reabertura do mercado chinês ao Brasil.
Rabobank 5
Os mercados futuros indicam um forte cenário para os preços dos bovinos. No começo de novembro, os contratos para fevereiro de 2015 estavam acima de R$ 140/@. Um importante direcionador para os desenvolvimentos de preços em 2014 foi a escassez de bovinos terminados. A principal razão para essa situação tem sido a maior seca registrada em décadas em algumas regiões produtoras importantes no Brasil. A estação chuvosa não chegou até o meio de novembro, o que manteve os contratos futuros nesses altos níveis.
No mercado doméstico, a indústria de carne bovina tem sido pressionada para manter os preços atacadistas dentro do orçamento do consumidor, com o risco de os consumidores mudarem para produtos de carne suína ou de frango devido aos preços recordes da carne bovina, particularmente considerando o fraco crescimento econômico antecipado para 2015.
O Rabobank espera que os preços permanecerão fortes nos próximos meses. Entretanto, o espaço para novos níveis recordes é limitado, apesar do cenário positivo para as exportações brasileiras no próximo ano. Do lado dos preços dos bezerros, a pressão para engordar as margens dos produtores deverá persistir, uma vez que a demanda nos estabelecimentos de engorda deverá crescer e, consequentemente, a demanda por bovinos para engorda permanecerá forte.
Canadá: liquidação agressiva de bovinos continua
Os abates totais de bovinos canadenses até novembro aumentaram em 4% com relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, as exportações de virtualmente todas as classes de bovinos aos Estados Unidos continuam em um ritmo extraordinariamente agressivo. Os fortes volumes de exportação foram direcionados pelos preços excepcionais nos quais todas as classes de bovinos têm sido comercializados nos Estados Unidos, mas também estão sendo direcionados pelo dólar americano mais forte, 6% até agora nesse ano com relação ao dólar canadense.
As exportações de bovinos por classe são lideradas pelos envios de bovinos para engorda aos Estados Unidos, que aumentaram em 50% nesse ano até novembro (Figura 6). As exportações de bovinos também foram direcionadas pelas leis revisadas de rotulagem do país de origem (COOL, sigla em inglês) – os bovinos engordados nos Estados Unidos podem ser rotulados como “criados nos Estados Unidos”. A Organização Mundial de Comércio (OMC) determinou contra os Estados Unidos em outubro, dizendo que a COOL viola as leis globais de comércio. Os Estados Unidos fizeram uma apelação final em 28 de novembro.
Rabobank 6
Os envios de novilhos e novilhas gordos aumentaram em 8% para o ano até novembro, apesar das complicações causadas pelas leis revisadas de rotulagem sob a COOL. Após registrar uma taxa muito agressiva para os dois anos anteriores, as exportações de vacas para abate caíram em 8% para o ano até novembro. Embora não tenha sido um número grande no total, o aumento mais significativo nos envios para o ano foi de fêmeas de cria, que aumentou em 170% com relação ao ano anterior, para 20.830 cabeças.
Todas as expectativas são para que o Canadá e o México tenham sentenças favoráveis na longa disputa da COOL com os Estados Unidos. As condições climáticas para o verão foram boas a médias, fornecendo uma fonte segura e razoavelmente com bons preços de alimentos para os animais. 2015 poderia ser um ano crítico para o Canadá, à medida que o país determinará se começará a reconstruir ou reduzir sua indústria.
China: Oferta escassa continuou no quarto trimestre de 2014
Os preços varejistas da carne bovina declinaram levemente no terceiro trimestre, mas permaneceram em níveis historicamente altos. No meio de novembro, o preço foi de 64 yuan (US$ 10,41) por quilo, 3,4% a mais que no mesmo período de 2013 (Figura 7). A alta estação de consumo de carnes da China normalmente começa com a chegada do inverno frio. Entretanto, os preços da carne bovina aumentaram somente marginalmente, sugerindo que o consumo não está forte o suficiente para pressionar os preços além dos atuais níveis altos. Os preços da carne bovina deverão permanecer estáveis durante o restante de 2014 e primeiro trimestre de 2015.
Rabobank 7
O lucro dos produtores chineses de carne bovina no começo de novembro de 2014 declinou levemente, para 1.237 yuan (US$ 201,29) por cabeça. As margens de abates melhoraram, para 627 yuan (US$ 102,03) por cabeça, devido à leve queda nos preços ao produtor, enquanto as margens varejistas aumentaram para 1.895 yuan (US$ 308,37) por cabeça.
As importações de carne bovina alcançaram 260.000 toneladas nos primeiros dez meses de 2014, aumentando em 8,45% com relação ao ano anterior. A Austrália permaneceu o maior fornecedor de carne bovina para a China, com os envios caindo em 4,4% com relação ao ano anterior. O Uruguai continua em segundo lugar, mas apresentou um crescimento mais forte, com o volume aumentando em 32% com relação ao ano anterior, para 76.000 toneladas. As importações da Argentina aumentaram, de 5.900 toneladas nos primeiros dez meses de 2013 para 13.272 toneladas nesse ano.
Após a política central do governo chinês dar suporte à produção de carne bovina e ovina, os governos locais apoiaram ativamente a produção local. Serão dados subsídios às fazendas de gado de corte de larga escala, com mais de 500 cabeças. Embora haja um esforço claro para dar suporte à produção doméstica de carne bovina, a oferta de carne deverá permanecer muito escassa nos próximos anos e a China continuará importando mais carne bovina para suprir a demanda insatisfeita.
UE: Carne bovina premium com preço forte, carne moída sob pressão
O mercado de carne bovina da UE está cada vez mais se separando em carne premium e moída, com desenvolvimentos divergentes de preços. A carne bovina premium permanecerá com níveis elevados de preços devido à disponibilidade pressionada, recuperação na demanda em foodservice e crescente conscientização sobre qualidade entre os consumidores e no varejo. Esses preços resultaram na recuperação dos preços de novilhas e novilhos a partir do terceiro trimestre (Figura 8). Em contraste, os preços da carne moída estão sob pressão devido à fraca demanda, popularidade em declínio dos restaurantes de fastfood e crescente oferta de carne bovina oriunda do setor leiteiro. Isso levou à ampliação da diferença de preço entre os preços dos touros jovens/vacas e os preços da carne premium.
Rabobank 8
Essa tendência continuará em 2015, com fatores combinados de abolição da cota de produção leiteira em abril de 2015 e a nova Política Agrícola Comum (PAC) apoiando a crescente produção de lácteos à custa da carne bovina premium. Os últimos dados do rebanho bovino (de junho) mostram que os números de vacas em aleitamento declinou em mais 1% comparado com os números de 2013 e os números de vacas leiteiras aumentou em 1,7%.
Dentro da UE, especialmente na Itália, a produção está sob forte pressão, com os volumes de abate caindo em 18,9% (jan-ago), após um declínio de 12,8% com relação a 2013. A lucratividade limitada na produção de carne bovina verá os produtores de carne italianos cada vez mais mudarem para a produção leiteira. Isso é evidenciado pelo desenvolvimento do rebanho de vacas em aleitamento, que declinou em 137.000 cabeças (-26%) desde o último pico em 2008, enquanto o rebanho leiteiro aumentou em 210.000 cabeças (+13%) no mesmo período.
Indonésia: preços domésticos estáveis, oferta mais apertada iminente
Após três anos de uma tendência de preços aumentando durante o ano, os preços da carne bovina em 2014 permaneceram estáveis, direcionados pelas importações recordes de carne bovina e bovinos pela Indonésia. Os preços médios do mercado ficaram em média em 100.000 rúpias da Indonésia (US$ 7,90) por quilo no terceiro trimestre, 2% a mais que no segundo trimestre e 8% a mais que no ano anterior. Na primeira parte do quarto trimestre, a previsão era que os preços ainda se mantivessem estáveis e deverão se manter nos atuais níveis, de 100.000 rúpias da Indonésia (US$ 7,90) por quilo até o final do ano.
A ampla disponibilidade de carne bovina (carne e animais vivos) manteve pressão sobre os preços dos bovinos no mercado doméstico. Os preços dos bovinos importados para confinamentos aumentaram acima de 30.000 rúpias da Indonésia (US$ 2,37) por quilo, direcionados pela escassez esperada da oferta na Austrália. Os maiores preços de importação dos bovinos para engorda e os preços estáveis no atacado da carne bovina têm colocado pressão nos estabelecimentos de engorda e isso deverá permanecer assim pelo resto do ano.
As permissões para bovinos vivos emitidas nesse ano foram estimadas em 873.000 cabeças, um aumento de 83% com relação ao ano anterior e um número recorde para importações de bovinos vivos da Indonésia.
A oferta poderia se tornar um problema para a Indonésia em 2015. O melhor acesso à carne bovina australiana pela China e um menor rebanho na Austrália pressionará as ofertas para a Indonésia e, consequentemente, os preços. Os maiores preços poderiam ver um racionamento da demanda no mercado doméstico da Indonésia, especialmente quando os preços do frango estão em níveis muito menores (Figura 9).
Rabobank 9
O consumo de carne bovina permanece forte, apesar dos altos preços. O Rabobank espera que o consumo cresça em 2% em 2015, apoiado pela melhor previsão econômica.
México: limitado pelos baixos números de bovinos
A indústria de carne bovina do México continua severamente limitada devido à baixa disponibilidade de bovinos. No final desse ano, os números de abates declinarão em cerca de 5% com relação ao ano anterior. Entretanto, essa contração será parcialmente compensada por um aumento nos pesos dos bovinos devido aos menores custos dos alimentos animais e melhores pastagens. Como resultado, a produção de carne bovina deverá declinar em cerca de 1,7% com relação ao ano anterior.
À medida que 2015 se aproximava, o Rabobank esperava um aumento modesto na disponibilidade de bovinos, com uma melhor safra de bezerros, e uma retenção apoiada por melhores condições econômicas e melhores pastagens. Apesar disso, outro declínio nos números de abates está previsto para 2015, de cerca de 1,4%, com um aumento moderado nos pesos. A produção de carne bovina deverá permanecer estável até o final de 2015.
Apesar da baixa disponibilidade, as exportações mexicanas de bovinos continuam crescendo (Figura 10). Em 2014, as exportações deverão crescer em cerca de 10%, com essa taxa declinado em 2015, para uma porcentagem prevista de 4%. Os preços dos bovinos continuam aumentando. No ano até novembro, os preços aumentaram em quase 40%, enquanto os preços da carne bovina não foram totalmente transferidos aos consumidores, somente aumentando em 24%. O consumo per capita de carne bovina enfraqueceu e em 2014 deverá ser de 14,9 quilos, o menor nível da história recente. O consumo em 2015 deverá ser de 14,8 quilos.
Rabobank 10
Como resultado do baixo consumo, as importações declinaram com relação ao ano anterior. As exportações continuaram em um ritmo mais forte, descobrindo importantes mercados no sul dos Estados Unidos e em Hong Kong. Apesar de o México ter assinado um acordo com a China para exportar carne bovina, esses mercados levarão tempo para se desenvolver. O Rabobank acredita que há mais potencial para a carne bovina mexicana alcançar outros mercados, como a UE.
Nova Zelândia: demanda internacional direcionando preços recordes ao produtor
A demanda muito forte dos Estados Unidos continua apoiando a indústria de carne bovina da Nova Zelândia, com preços recordes ao produtor registrados em novembro. No final de novembro, o preço do touro na Ilha do Norte ficou em média em NZ$ 5,44 (US$ 4,20) por quilo – 36% a mais que na mesma semana do ano anterior. Os preços da carne bovina importada pelos Estados Unidos também ficaram próximos a níveis recordes, com os preços da carne 95 CL – NZ$ 8,22 (US$ 6,36) por quilo – e os preços da carne 90 CL – NZ$ 7,79 (US$ 6,02) – no final de novembro 47% e 41% maiores, respectivamente, comparado com a mesma semana de 2013 (Figura 11).
Rabobank 11
Os abates totais de bovinos para o ano produtivo da Nova Zelândia (outubro a setembro) aumentou em 2% com relação ao ano anterior, para 2,33 milhões de cabeças. Os níveis de abate durante julho, agosto e setembro são baixos pela queda sazonal e essa oferta escassa deu suporte aos preços, com maiores níveis de abates esperados durante o restante de 2014 e em 2015, o que levará a preços ao produtor mais baixos.
A forte demanda internacional continua direcionando os volumes de exportação para cima, com os envios em julho (aumento de 4% com relação ao ano anterior), agosto (aumento de 31% com relação ao ano anterior), setembro (aumento de 24% com relação ao ano anterior) e outubro (aumento de 2% com relação ao ano anterior) aumentando mais que nos mesmos meses do ano anterior. A demanda dos Estados Unidos por carne bovina magra continua forte, com os envios de janeiro a outubro aumentando em 12% com relação ao ano anterior.
A previsão continua positiva para a indústria de carne bovina da Nova Zelândia para o restante de 2014 e para o primeiro trimestre de 2015, à medida que as ofertas permanecem escassas globalmente e a demanda, forte. A assinatura de um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul também é um impulso que manterá a indústria competitiva com os Estados Unidos e a Austrália, que já negociaram acordos.
EUA: Preços altos esperados para o novo ano
Os preços dos bovinos dos Estados Unidos durante o quarto trimestre foram uma continuação dos níveis recordes de preços, com o comércio de boi gordo em uma faixa de US$ 352,74/100 quilos e US$ 383,61/100 quilos (Figura 12). Os preços foram direcionados pela continuação das ofertas excepcionalmente escassas e pela melhora na demanda por carne bovina, dentro dos Estados Unidos e globalmente. Os preços dos bovinos para engorda para o quarto trimestre se mantiveram próximos a níveis recordes em uma faixa anormalmente estreita de preços. O CME Feeder Index ficou quase sem mudanças para o quarto trimestre, em US$ 5,29 por 100 quilos. O efeito contrário das escassas ofertas de bovinos para engorda e um aumento maior do que o esperado nos preços do milho durante o pico a estação de colheita confinaram os preços dos bovinos para engorda a uma faixa estreita de preços.
Rabobank 12
Os abates inspecionados pelo Governo Federal dos Estados Unidos no ano até novembro caíram em 7%. Os abates de novilhos gordos caíram em 3,2%, os de novilhas gordas em 8,5%, e os abates de vacas caíram em 14,5%. Embora a produção de carne bovina tenha caído em 5,5% no ano, o equilíbrio entre a redução no abate e a produção é devido ao aumento sem precedentes nos pesos das carcaças para o ano.
Baseado nas considerações sazonais e nos níveis recordes de preços, o mercado está vulnerável a uma correção moderada de preços em curto prazo. Para a Primavera de 2015, as ofertas de bovinos novamente estarão estreitas, com uma força renovada nos preços esperada. As ofertas de bovinos para engorda serão excepcionalmente apertadas, o que dará suporte aos preços. Os preços dos bovinos para engorda serão sensíveis a qualquer recuperação nos preços dos grãos para alimentação animal que ocorra daqui para frente.
Rabobank 13
Rabobank 14
Fonte: Rabobank, traduzido pela Equipe BeefPoint.

COOPSUL - Frigorífico



INFORMAMOS A CLIENTES E AMIGOS QUE LUND NEGÓCIOS, A PARTIR DE 10/01/2015, ESTÁ CREDENCIADO PARA COMPRA DE GADO GORDO AO FRIGORÍFICO COOPSUL PARA A REGIÃO.

 MAIORES INFORMAÇÕES COM:

LUND 053.99941513 / 99990049 / 81113550
CHARLES BARCELOS 053.99915601


Brasil atinge US$ 7,2 bilhões em exportação de carne bovina em 2014










Crescimento foi de 7,7% em relação a 2013; volume exportado foi de 1,56 milhão de toneladas


As exportações brasileiras de carne bovina atingiram a marca de US$ 7,2 bilhões em 2014 – um crescimento de 7,7% em comparação com os US$ 6,6 bilhões do ano anterior – e volume de 1,56 milhão de toneladas (3,3% superior a 2013).

Os bons resultados foram especialmente impactados por fatores positivos como a manutenção do status sanitário, a perenidade da oferta do produto para atender diferentes mercados, forte e contínua atuação conjunta do setor privado e do governo para reverter embargos, além da parceria com importantes mercados como Hong Kong, Rússia, Venezuela e Egito que continuam liderando as importações de carne bovina brasileira.

No acumulado do ano, Hong Kong lidera novamente como o país que mais importou o produto nacional. Foram exportadas quase 400 399 mil toneladas de carne brasileira – um aumento de 9% em comparação com o ano anterior – atingindo um faturamento de US$ 1,7 bilhão (crescimento de 17%). A Rússia foi o segundo maior mercado para a carne bovina em 2014 com 314 mil toneladas (3% de aumento) com faturamento de US$ 1,3 bilhão (crescimento de 8%).

O Brasil registrou ainda recordes nos resultados mensais de faturamento em oito dos 12 meses de 2014, se comparados com os mesmos períodos dos anos anteriores.

A carne in natura fechou o ano como a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando faturamento de US$ 5,8 bilhões e volume exportado de 1,24 milhão de toneladas (jan-dez/2014).

Se considerado somente o mês de dezembro, o faturamento atingiu US$ 639 milhões em vendas externas – crescimento de 2,69% em relação ao mesmo mês de 2013.  Já em volume houve uma pequena retração de 0,5% (em relação à dez/2014), com 137 mil toneladas exportadas. Vale destacar, no mês de dezembro, o crescimento das exportações para o Egito – 167% em faturamento e 136% em volume.

“Tivemos um ano muito bom com faturamento recorde novamente. Para 2015, acreditamos na continuidade do cenário positivo para a agropecuária brasileira com perspectivas ainda mais otimistas para superar novos recordes de exportações, tanto em faturamento – previsão de atingir US$ 8 bilhões, quanto em volume – expectativa de 1,7 milhão de toneladas”, afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).



Fonte: ABIEC