sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Preços do boi devem permanecer firmes em 2015, diz Rabobank

Aumento sazonal da oferta deve frear preço do boi gordo no primeiro trimestre


Criacao_pecuaria_boi_nelore (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

As cotações da arroba do boi gordo, que começaram 2015 acima dos R$140, devem se manter firmes neste ano. De acordo com relatório divulgado pelo banco holandês Rabobank nesta quinta-feira (29/1), a tendência é motivada pelas expectativas de baixa oferta nos Estados Unidos e na Austrália, principais competidores do Brasil no mercado internacional.
m 2014, a baixa oferta de gado e a forte demanda internacional pela carne bovina brasileira pressionaram as cotações. Neste ano, o Rabobank projeta um crescimento de cerca de 7% para as exportações brasileiras. Em 2014 o aumento foi de 3%. Segundo o banco, a recente reabertura do mercado chinês vai colaborar com o aumento dos embarques. Ainda assim, há o risco da alta exposição das exportações brasileiras para a Rússia, que atravessa uma grave crise econômica.
Mercado interno
No mercado interno, o espaço para aumento dos preços ao consumidor parece limitado, informou o banco. O patamar elevado das cotações da carne bovina em relação às proteínas concorrentes, como o frango e a carne suína, aliado à expectativa de menor crescimento da economia, deve limitar o aumento do consumo neste ano.
O banco ainda observa que, apesar da forte valorização da arroba, a relação de troca boi gordo/bezerro deve permanecer abaixo da média dos últimos anos.
Confinamento
Outra tendência apontada pelo banco holandês para 2015 é o crescimento do boi confinado. O número deve crescer apoiado pela queda nos preços dos grãos e pelas firmes cotações no mercado futuro de boi. A procura por animais de reposição deve permanecer aquecida.
Perspectivas
Mesmo com a tendência positiva, os preços no mercado de bovinos devem sofrer leve queda no primeiro trimestre, resultado do aumento sazonal da oferta de gado alimentado a pasto. O espaço para baixas é limitado, se for levada em consideração as expectativas de um novo recorde nas exportações de carne bovina em 2015, prevê o banco. 
Ainda de acordo com o relatório, o clima incerto pode alterar as expectativas de elevação na oferta do primeiro trimestre. Se as chuvas não se intensifiquem nas principais regiões produtoras durante o verão, a elevação na oferta de animais terminados a pasto pode ser menos intensa que o previsto inicialmente, aponta o Rabobank.
fonte: Globo Rural

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Marfrig propõe manter frigorífico com menos empregados em Alegrete

Permaneceriam 250 trabalhadores no município e até 120 seriam realocados em outras unidades do RS

Reunião de mediação ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho | Foto: Guilherme Villa Verde / TRT4 / Divulgação / CP

Reunião de mediação ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho | Foto: Guilherme Villa Verde / TRT4 / Divulgação / CP
Em reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região (RS) nesta quinta-feira, em Porto Alegre, o frigorífico Marfrig apresentou a proposta de manter suas atividades em Alegrete por no mínimo um ano, com a manutenção parcial do número de postos de trabalho. A empresa prometeu manter 250 trabalhadores no município e realocar até 120 em outras unidades do Estado. A proposta será analisada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação de Alegrete, que dará uma resposta na próxima reunião de mediação, marcada para a próxima quinta no Tribunal Regional do Trabalho. 

A Marfrig havia anunciado a despedida em massa de 600 empregados em Alegrete para o dia 4 de fevereiro, porque pretendia encerrar as atividades no local. A mediação no TRT-RS ocorreu após a decisão do juiz José Carlos Dal Ri, titular da Vara do Trabalho do Alegrete, nessa segunda-feira, que suspendeu a despedida dos 600 empregados até que ocorra uma negociação coletiva entre a Marfrig e o sindicato da categoria. A decisão atendeu o pedido de antecipação de tutela ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), e a multa pelo descumprimento da ordem judicial foi fixada em R$ 100 milhões. 
fonte: Correio do Povo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Marfrig vai analisar proposta de prorrogar atividades em frigorífico

Reunião no Tribunal do Trabalho foi marcada para quinta-feira


A primeira reunião de conciliação na Justiça entre a Marfrig, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Alegrete e Ministério do Trabalho discutiu a proposta de prorrogar por mais seis meses as atividades de frigorífico.
A empresa pretendia encerrar as atividades e previa demissão coletiva para 4 de fevereiro, porém decisão da Vara do Trabalho de Alegrete suspendeu a demissão de cerca de 620 trabalhadores até que haja a negociação.
A Marfrig ficou de analisar a proposta e a audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre, foi adiada para a próxima quinta-feira, às 10h.
fonte: http://gaucha.clicrbs.com.br/

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Cadeia da carne bovina gaúcha: “Trocou o gaiteiro, mas segue o mesmo bugio”


Gostaria de iniciar o ano escrevendo um artigo que levasse ao leitor a uma análise conclusiva sobre determinado assunto, com já fizemos em custos, manejos, dentre outros temas, porém, tenho diversas interrogações sobre o momento da cadeia da carne bovina gaúcha, como: onde estamos? E para onde vamos?
Por um lado temos o boi mais valorizado do Brasil, atualmente, considerando o preço da arroba (15kg de carcaça) em R$145,00, aqui no estado chega a R$153,00, a prazo.
Estamos dentre as praças pecuárias onde tem oligopsônio (pouco número de compradores e grande número de vendedores).
Será que tudo isto se deve a carne de valor agregado?
Por outro lado, as notícias de desativação da planta do Marfrig de Alegrete, mais uma além das de Pelotas e Mato Leitão.
Será que esta faltando boi no Rio Grande do Sul? Ou é uma estratégia de mercado utilizada pela Indústria?
No mercado atual, com a valorização do boi, o frigorífico ganha e a margem aumenta quando o boi está em baixa, e reduz seu ganho ou até mesmo perde quando o boi esta em alta.
O aumento de quase 30% no preço do boi gordo nos últimos 12 meses, não foi repassado completamente para o consumidor, isto mostra que o frigorífico ainda esta absorvendo boa parte deste valor.
Os dados do senso do rebanho bovino do RS mostram pequenas reduções no efetivo que podem estar mais relacionadas a questões de ciclo pecuário, mas empiricamente falando, o pessoal que anda no campo diz que tem menos gado do que quatro anos atrás.
Contudo, as estimativas de rebanho são baseadas nas fichas das inspetorias veterinárias, onde grande parte dos produtores usam lotações maiores que as reais para evitar revisões do INCRA.
O tema “ociosidade de plantas frigoríficas” é muito antigo, anterior ao boom da soja… Na década de 80 e 90 várias indústrias frigoríficas falavam em abetes de 3 dias na semana, intercalavam a parada de plantas, usavam algumas somente para distribuição e/ou desossa.
Esta ociosidade esta relacionada à falta de bois? Ou as plantas foram superdimensionadas para a realidade da pecuária regional, pela utilização modelos americanos em sua criação? Porém, o custo de ter uma planta ociosa é muito alto.
Muitas vezes é questionável a letra “S” do BNDS, no sentido de social. Se o mesmo apoio tivesse sido dado para pequenas e médias indústrias frigoríficas, este impacto, que está sendo sentido por este elo da cadeia, poderia ser minimizado.
Em conversas com diversos amigos nossos que trabalham com intermediações de compra e venda de gado, constatamos que a oferta de reposição está bastante reduzida, e consequentemente valorizada.
Será que não há reposição? Ou o produtor, devido ao verão chuvoso com oferta abundante de pasto, aliado às perspectivas de elevação de preços, estão segurando animais para comercializar mais a frente.
O fechamento desta planta do Marfrig pode impactar no preço do gado gordo? Ou a oferta restrita deve segurar os preços? Haverá impacto na reposição?
Aguardamos respostas no desenrolar dos próximos capítulos.
Eduardo Castilho

Justiça suspende demissões em massa em frigorífico de Alegrete, RS

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Decisão mantém temporariamente empregos de mais de 600 trabalhadores

Marfrig anunciou que vai fechar planta no município no dia 4 de fevereiro.

A Justiça do Trabalho de Alegrete suspendeu nesta segunda-feira (26) a demissão em massa de aproximadamente 600 empregados do frigorífico da Marfrig, sediado na cidade da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A decisão atende a pedido de liminar do Ministério Público do Trabalho (MPT).
A empresa de alimentos havia anunciado a dispensa em massa para 4 de fevereiro, data em que vai encerrar as atividades na unidade de abate de bovinos do município.

De acordo com a liminar, as demissões então suspensas até que haja negociação coletiva entre a Marfrig e o sindicato da categoria. Uma reunião de conciliação está agendada para as 10h desta terça-feira (27), no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre.
Ainda segundo a decisão, caso a Marfrig não queira retomar as atividades da fábrica a partir de 4 de fevereiro deverá colocar os trabalhadores em licença remunerada. A multa pelo descumprimento da ordem judicial foi fixada em R$ 100 milhões.
A Marfrig é a segunda mais empregadora do município. Segundo o MPT, a empresa pretende manter fechada a planta industrial, pagando o aluguel de R$ 500 mil, sem a possibilidade de transferir a unidade a outras empresas e manter os empregos.
O MPT também requer na ação civil pública a condenação da Marfrig ao pagamento de indenização de R$ 16,4 milhões por danos morais coletivos. O valor foi calculado tendo em conta os salários que deixarão de circular no município por um ano, além da perda estimada de arrecadação com o fechamento da planta.
fonte: G1

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Exportação de gado vivo recua 6% em 2014

Principal cliente brasileira, Venezuela teve crescimento tímido e Líbano registrou queda expressiva

A exportação de gado em pé recuou 6,2% em 2014. Foram embarcadas 645 mil cabeças no ano passado ante 688 mil em 2013, conforme dados do Ministério da Agricultura (Mapa). Em receita, a retração foi de 5,8%, para US$ 647,9 milhões. 

A Venezuela continua sendo o principal cliente brasileiro neste segmento e foi responsável por 82% da receita total do Brasil com a venda de animais vivos no ano de 2014. Foram US$ 555,1 milhões para 526 mil cabeças. As vendas para o país aumentaram 2,5% em receita e 6% em quantidade. Em 2013 foram negociadas 496 mil cabeças a US$ 541,5 milhões. 

Em reunião recente em Caracas, a Vevezuela anunciou que enviará missão ao Brasil para  avaliar os controles de seus fornecedores e sinalizou com a possibilidade de am,pliar a lista de empresas aptas a exportar ao país. Conforme Mapa, os dois países decidiram criar um canal de comunicação para continuar o debate sobre os procedimentos de certificação para exportação de gado em pé para o país.

O segundo melhor desempenho foi do Líbano, com 78 mil cabeças a US$ 74,8 milhões. O resultado, contudo, é inferior ao de 2013, quando as exportações de gado vivo para o país somaram 130,9 mil cabeças negociadas a US$ 114,2 milhões, recuo de 34% na receita e de 40% na quantidade.

Angola, Egito, Congo e Senegal também ampliaram suas importações de gado vivo brasileiro. 

O Paraguai foi o destaque entre os resultados negativos registrados no ano passado. A receita com as exportações de gado vivo recuaram 77,6%, para US$ 240,9 mil ante US$ 1 milhão em 2013. O número de animais negociados recuou 63%, para 230 mil cabeças.  

A República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Suriname, Turquia e Uruguai deixaram de importar animais vivos do Brasil no ano passado. Porém, juntas, as nações responderam por apenas 2,8% da receita de 2013. 

O consultor de mercado da Scot Consultoria, Alex Lopes, acredita que a alta da cotação da arroba, na casa dos 25% em 2014, impactou as exportações. “A Venezuela talvez seja mais imune a esta alta diante da crise de abastecimento pela qual passa e tem no Brasil um grande parceiro. Mas os outros países, como o Líbano, por exemplo, contam com outros parceiros comerciais que podem ser fornecedores. A arroba foi o grande vilão para esse recuo nos outros mercados.”

Para 2015, a tendência é de que a cotação do boi gordo continue em alta. “Teremos um alento que é a desvalorização do real frente ao dólar, que pode deixar o produto brasileiro mais competitivo no mercado externo.”

Fonte: Portal DBO

Preços da carne disparam nos frigoríficos

Alta na cotação da matéria-prima chega a 20% desde outubro, e consumidor paga cada vez mais pelo produto 
Patrícia Comunello
O ano começou com patamar elevado nos preços dos bovinos abatidos na indústria e na carne que chega ao consumidor, principalmente nos cortes de primeira e os mais requisitados no churrasco. Monitoramento do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), ligado à Ufrgs, revela que o quilo do boi vivo e o do rendimento da carcaça chegou a subir 20% entre fim de outubro de 2014 e o dia 21 deste mês, data da última pesquisa em frigoríficos localizados em diversas regiões gaúchas. Os analistas do Nespro opinam que dificilmente o cenário de preços se alterará muito, com maior recuo, pois os próximos meses são de menor oferta de bois.
Reforça a projeção o fato de uma valorização que chegou a 11% somente em dezembro de cortes mais procurados. Para a equipe do Nespro, a condição da cadeia do mercado indica que 2015 estreia com patamar elevado de preços. Segundo o médico veterinário e especialista em agronegócio Eduardo Antunes Dias, a correção de tabelas para cima contribuiu para colocar fogo no assado. Os preços de cortes mais populares no churrasco (picanha, maminha e entrecot) acumularam aumento de 11% no quilo entre final de novembro e o mês passado. “Foi a metade da inflação da carne vermelha em todo o ano, que subiu 22,21%, segundo o IBGE”, contrasta Dias.
O fim de ano é marcado pelo consumo superaquecido nos cortes, observa Dias, o que abriria espaço para a cadeia produtiva e de comercialização engordar suas margens. Na hora do churrasco, as maiores altas foram do quilo da maminha (11,7%), do entrecot (11,4%) e da picanha (11%). Outras carnes de traseiro do boi – moída de primeira e alcatra – subiram, em média, 7%. “Era esperado, porque as pessoas fazem mais churrasco e, consequentemente, os estabelecimentos elevam os preços”, explica o médico veterinário. Ajuda a valorizar o produto o fato de os gaúchos dificilmente abrirem mão da tradição à mesa, reforça o pesquisador. Menos cobiçadas, porque pode suportar a conta dos cortes de primeira, as opções do dianteiro – acém e carne moída de segunda – tiveram preços estáveis, com alta de 0,1%,
Passadas as festas, o Nespro detectou que os mesmos cortes, em alguns dos estabelecimentos pesquisados (oito em Porto Alegre), apresentaram leve redução de preço, segundo o informe do dia 19. Ao recorrer à disponibilidade de matéria-prima, o especialista em agronegócio lembra que os três últimos meses respondem por 38% da carne processada nos frigoríficos e que é vendida a supermercados e açougues. Dados disponíveis dos abates no Estado de 2010 a 2013 e analisados pelo Nespro confirmam que o trimestre responde por quase 40% do volume anual processado pelas plantas. “A indústria e o varejo falaram que havia pouca oferta de carne, mas é o período de safra e isso não tem se alterado nos últimos anos”, confronta Dias.
Para reforçar a tese de que houve um ganho maior do produtor ao varejo na demanda mais aquecida, o Nespro cita que os preços ao consumidor entraram mais estáveis em janeiro. O comportamento dos preços, segundo Dias, pode refletir o desaquecimento nas compras de carne vermelha pelas famílias, que buscam outras opções (frango ou suíno) para reduzir a despesa. “Mas o que chama a atenção é que o patamar de preços a cada ano se eleva, e dificilmente vai baixar muito, pois o mercado está valorizado internamente e nas exportações”, completa o especialista.
As vendas ao exterior em 2014 comprovam que os volumes e receitas com carne bovina cresceram. A Fundação de Economia e Estatística (FEE) apontou, na semana passada, que o fluxo subiu 32% em volume (18,1 milhões de toneladas, ante 13,7 milhões de 2013) e 30,7% na receita, terminando o ano com US$ 74,5 milhões. A carência de matéria-prima, cuja oferta mensal de janeiro e abril oscila entre 6% e 7% dos abates do ano, foi apontada pelo grupo Marfrig como a principal razão para fechar a unidade de Alegrete. Dias avalia que a transferência do processamento dos animais aos frigoríficos de São Gabriel e Bagé, também do Marfrig, manterá inalterado o nível dos abates estaduais (pouco mais de 2 milhões de cabeças ao ano) e da própria companhia.
fonte: Jornal do Comercio

domingo, 25 de janeiro de 2015

Las compras venezolanas de carne y ganado a Brasil


compras de carne y ganado de venezuela a brasil
Venezuela fue el segundo comprador de carne brasileña en 2014. Foto: CONtexto ganadero.
De acuerdo a la Secretaría de Comercio Exterior, Secex, de Brasil, en diciembre 2014, el principal país comprador de carne a Brasil fue Hong Kong, con 27.375 toneladas, seguido por Venezuela, que importó 23 mil 269 toneladas.
 
De acuerdo a la información, el país vecino "se convirtió en el segundo destino del producto, traspasando el pico de agosto, cuando se embarcaron menos de 20 mil toneladas." (1/)
 
En 2013 desde Brasil según informe de Secex,  se despacharon hacia Venezuela 156 mil 900 toneladas de carne bovina congelada, a lo que se deben sumar unas 225 mil 600 toneladas de ganado en pie, que se traducen en poco más de 110 mil toneladas de carne una vez despostados.
 
La llegada de estos productos representó para Venezuela la erogación de USD$1.336 millones, de los cuales USD$492 millones corresponden a animales vivos. El valor promedio por tonelada fue de US$ 5.370." (1/)
fonte: CONtextoganadero

Frigoríficos alegam dificuldade para manter os valores da carne com osso no atacado

As negociações de animais para abate continuam lentas no correr deste mês, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

Do lado comprador, agentes de frigoríficos alegam dificuldade para manter os valores da carne com osso no atacado. Para o vendedor, o problema estaria na compra de lotes para reposição, já que, além da baixa disponibilidade de animais, os preços permanecem elevados. Nesse contexto, frigoríficos pressionam as cotações com a abertura de preços menores para compra.

A reação de grande parte dos pecuaristas a esse posicionamento da indústria, no entanto, tem sido a de retração, o que limita quedas mais acentuadas da arroba. Entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa subiu apenas 0,28%, fechando a R$ 142,66 nessa quarta-feira, 21. Na parcial do mês, a queda é de 0,76%.

Fonte: Cepea

sábado, 24 de janeiro de 2015

Preço justo ou enrolação ???


Vou falar, e de ante mão, já sei que vou ser muito criticado, mas claro espero com o tempo ser compreendido. Vocês me conhecem e sabem que não tenho medo de por a cara a tapa.
De uns tempos para cá, estão forçando o hábito de pedir o valor por cabeça e não mais por kg vivo, na venda de categorias de reposição que historicamente assim era feito. Terneiros, terneiras, novilhos, novilhas e vacas de invernar de uma forma geral sempre vinham sendo comercializado pelo kg vivo, e vacas prenhas, vacas com cria, e touros pelo preço final por cabeça. Agora, por qualquer lote ofertado pedem o preço por cabeça, mesmo nas categorias como terneiros, novilhos etc, com a simples tentativa, entre outras coisas, de confundir ou mascarar o verdadeiro valor do animal.
Este expediente vem sendo muito usado por vendedores nas categorias para engorda, e que na minha modesta forma de ver, é usado para tentar  confundir a cabeça do comprador ( se me provarem ao contrário, retiro meu comentário).  Quase sempre, pela experiência que tenho, esta fórmula é usada para quando vendedores querem por kg vivo, valores acima do que o aceitável, acima da realidade ou tentando induzir ao comprador que o animal pesa mais do que realmente pesa. O objetivo final nas categorias de engorda é produzir um animal gordo, e não conheço ou não me lembro (com  raras exceções de alguns marchantes) de frigoríficos que compre boi ou vaca gorda pelo valor da peça.
Porém, nos dias de hoje, pela dificuldade de compra de gado de reposição, esta maneira de comercialização vem sendo muito utilizada, sem a menor possibilidade de contra ponto por parte do comprador. Há um tempo atrás se falava que os frigoríficos estavam matando os produtores, hoje da forma que está, são produtores matando os próprios produtores( esta afirmação não é minha e sim de alguns pecuaristas). O mercado é soberano e livre, eu sei e acredito nisso, mas não precisa ser dúbio, precisa sim, é ser transparente. Não esqueçam que para cada ação , existe uma reação que é igual e oposta, e que com certeza, numa normalidade de negócios. a "vingança será maligna". Aguardem, e quem viver, verá.
por Lund

Promover uma carne de qualidade.Como fazer bem feito !!!


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Setor de carne do RS vê alternativa a fechamento de unidade da Marfrig


O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, está otimista quanto a uma solução para a crise que levou a Marfrig a fechar uma unidade em Alegrete, na fronteira oeste do Estado.

No início desta semana, a empresa enviou ofício ao governo gaúcho confirmando a decisão de suspender as atividades da planta. Autoridades, sindicatos e entidades do setor buscam uma forma de manter o emprego dos cerca de 600 funcionários e evitar prejuízos para a economia da região.

"A novidade é que parece que tem uma luz no fim do túnel", disse Sperotto ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em referência à reunião realizada na noite desta quinta-feira, 22, em Porto Alegre para discutir a questão.

Ele explicou que, durante a conversa de ontem com o diretor da Marfrig para o Sul do Brasil, Rui Mendonça, surgiu uma "nova posição" que será levada para a apreciação do primeiro escalão da companhia em São Paulo.

O encontro em Porto Alegre durou mais de três horas e também teve a participação de sindicalistas e do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli.

O presidente da Farsul não quis detalhar qual seria a alternativa estudada no momento, mas afirmou que espera que até o dia 4 de fevereiro, quando terminam as férias coletivas dos trabalhadores da Marfrig em Alegrete, o quadro esteja "restabelecido".

Uma opção que vem sendo cogitada é a Marfrig dar seguimento ao fechamento da unidade em questão - concentrando as atividades no Rio Grande do Sul nas plantas de Bagé, São Gabriel e Pampeano - e permitindo que outra empresa do setor assuma as instalações em Alegrete.

Outra hipótese é que a Marfrig fixe uma data para retomar a produção em Alegrete. Em todos os comunicados a companhia vem frisando que decidiu pela suspensão temporária das atividades.

A empresa alega que a planta de Alegrete está deficitária e "sem perspectivas de mudança no curto e médio prazo". Entre as dificuldades apresentadas estão a falta de matéria-prima e a necessidade de um alto investimento em melhorias estruturais.

Apesar de não entrar em detalhes sobre o rumo das negociações, Sperotto sinalizou que a perspectiva de avanço na revisão do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) pode contribuir para uma decisão favorável da Marfrig.

Esta semana, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, recebeu lideranças do setor de aves e suínos e prometeu trabalhar na atualização das normas aplicadas atualmente, que possuem muitos pontos que não estão mais adequados à realidade do mercado ao desenvolvimento da produção. A expectativa é de que o texto seja entregue para sanção da presidente Dilma Rousseff em fevereiro. "Isso pode ajudar", disse.

De acordo com Sperotto, na reunião com a Marfrig a Farsul também indicou que os produtores - junto com o governo estadual - estão dispostos a avançar na implantação de um sistema de rastreabilidade do rebanho, algo que há tempos é reivindicado pelas indústrias.

"Eu deixei claro que vamos trabalhar nisso (na implantação da rastreabilidade), o que se somaria a outros benefícios que o Estado já se comprometeu em oferecer à Marfrig", justificou. 


Fonte: Estadao Conteudo

Setor deve apresentar sugestões ao Riispoa


Fim da lista geral para exportação está entre as propostas

 
O Ministério da Agricultura (Mapa) deve receber na próxima segunda-feira, 25, as sugestões de alteração ao Riispoa (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal). Entidades o setor  de carnes receberam  o documento para análise  na última quarta-feira, 21, após encontro com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, em Brasília, DF. O texto deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff no próximo dia 13. 
 
A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos)  entregou o documento  ao Mapa na última quinta-feira, 22, e sugeriu a eliminação da chamada lista geral, que reúne os estabelecimentos aptos para exportação.  
 
Para ser habilitado, o frigorífico precisa ser vistoriado pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal), e ter alguns itens verificados pelo Mapa. Além disso, passa pela avaliação dos países interessados em adquirir os produtos.  “Defendemos que o certificado sanitário internacional é suficiente para que uma empresa com SIF seja considerada exportadora”, afirma o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar. Com isso, as indústrias dependeriam apenas da aprovação dos países que adquirem seus produtos para serem consideradas aptas a exportar, sem passar pelos processos adicionais de controle do Mapa, o que tornaria o processo mais ágil.
 
Salazar avalia positivamente a proposta de autocontrole das indústrias, que deve ser apresentada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) e prevê a autonomia nos processos de garantia de qualidade dos produtos. “Isso atribui mais responsabilidades para as empresas, evita burocracias e cada frigorífico passa a responder por seus atos”, afirma. 
 
No próximo dia 4, ele participará de reunião com Décio Coutinho, assessor técnico da CNA, que deverá ser nomeado secretário de Defesa Agropecuária do Ministério. Durante o encontro,  serão debatidas a demora na análise de habilitação de frigoríficos, e a liberação da exigência de habilitação para exportação de fornecedores de entrepostos de carnes e derivados. 
 
 

Fonte: Portal DBO

RS: pecuária de corte pauta reunião na Secretaria Estadual da Agricultura



Na manhã desta quinta-feira (22), o secretário estadual da agricultura e pecuária, Ernani Polo, se reuniu com representantes de entidades do setor pecuário para debater os entraves na criação de gado de corte no Rio Grande do Sul. Como encaminhamento da reunião, será montado um grupo de trabalho para mapear as necessidades do mercado nacional e internacional, para, a partir daí, desenvolver um programa de governo que fomente o setor e o mantenha competitivo.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, apresentou estatísticas da associação a respeito do rebanho gaúcho e brasileiro, da exportação de carne, da sanidade animal, e da possibilidade do Rio Grande do Sul se tornar uma referência na criação de gado de corte. O presidente da Abiec destacou também a necessidade de fortalecer o setor através da criação de um plano de defesa agropecuária de forma a monetizar os créditos, junto ao governo, para fomentar a infraestrutura: “Hoje, não produzimos o suficiente para o consumo interno. Temos um gado diferenciado, de alta qualidade, mas pecamos na quantidade.

Precisamos unir todas as partes do processo - produtor, indústria, entidades - em um programa piloto de desenvolvimento da pecuária de corte”, destacou.
Para o secretário Ernani Polo, é extremamente necessária a criação de um programa de governo para fomentar a criação de gado de corte: “Nosso Estado é reconhecidamente privilegiado para liderar o atendimento desta demanda mundial, porém, é preciso investir no melhoramento contínuo das características do nosso rebanho, buscar a aproximação entre criador, indústria, varejo e consumidor. Assim, estabeleceremos condições básicas para a continuidade desta atividade tão tradicional no Rio Grande”, declarou Ernani Polo.

Participaram da reunião o ex-ministro da agricultura, Francisco Turra, o vice-governador, José Paulo Cairoli, o deputado federal Luís Carlos Heinza (PP/RS), o deputado estadual Adolfo Brito (PP), o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, o presidente da Federação da Agricultura do Estado,Carlos Rivaci Sperotto, o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Alberto Lauxen, o diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber e o prefeito de Pantano Grande, Cássio Nunes Soares. 

Fonte: Seapa/RS 

Novos modelos para a carne gaúcha


A suspensão das atividades do frigorífico da Marfrig em Alegrete trouxe novamente à tona a discussão sobre o que ainda está faltando para a pecuária de corte gaúcha deslanchar.
E antecipou a divulgação de um projeto, em construção, para o desenvolvimento da atividade no Estado.
A estimativa é de que o programa de desenvolvimento da pecuária de corte seja formatado até o próximo mês, para ser lançado em março.
Neste momento, o que se tem são alguns parâmetros, definidos em reunião com integrantes da indústria, de entidades e de sindicatos rurais, realizada ontem na Secretaria da Agricultura.
Um dos pilares prevê pedido para incluir, no Plano Safra do governo federal, crédito.
Outro, deverá abordar a questão da sanidade, inclusive a polêmica rastreabilidade, que o atual secretário, Ernani Polo, prefere chamar de identificação de origem.
No governo anterior, projeto liderado pelo então titular da pasta Luiz Fernando Mainardi previa a obrigatoriedade da identificação. O modelo compulsório enfrentou resistência de entidades como a Federação da Agricultura do Estado e acabou sendo retirado. Aliás, a rastreabilidade formava um dos pilares do Programa Carne Gaúcha, lançado em 2011. A meta era de que, em quatro anos, os mais de 14 milhões de bovinos do Estado tivessem adotado o sistema, conforme divulgação à época.
– A gente ainda não tem o modelo do de identificação de origem – diz Polo com relação à proposta a ser construída agora.
Um grupo de trabalho foi criado para elaborar o formato do novo programa de desenvolvimento.
Qualidade – e boa fama – a carne produzida no Rio Grande do Sul tem.
A pecuária de corte também vive um momento singular, com o registro de preços históricos. Uma combinação de demanda em alta, embalada pelo crescimento das exportações de carne bovina brasileira, e oferta ajustada tem valorizado a cotação do boi gordo.
O que o pecuarista gaúcho quer é poder aproveitar com tranquilidade essa boa onda do setor, com a chance de ampliar a rentabilidade. Nada mais justo, já que a atividade, de ciclo longo, exige investimento e dedicação. Qualquer que seja a iniciativa, precisa vingar para ter o efeito desejado.
fonte: Gisele Loeblein/ZH

Brasil e Venezuela estreitam relações para comércio bilateral agropecuário

Reunião aconteceu na última quinta-feira (22), em Caracas. O país enviará missão ao Brasil em abril deste ano  

 Representantes da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) e Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reuniram-se, nessa quinta-feira (22), com os técnicos dos Ministérios da Agricultura e Terras, da Saúde e da Alimentação da Venezuela para tratar de temas agropecuários de interesse bilateral. Entre eles, a exportação de carnes do Brasil para aquele país. A reunião aconteceu na Embaixada do Brasil, em Caracas.

Ao fim da reunião, ficou concluído que a governo venezuelano enviará missão ao Brasil em abril, para verificação dos controles oficiais dos produtos exportados e, como consequência, a possibilidade de incluir novos estabelecimentos exportadores na lista atual, que hoje conta com cerca de 200 empresas. Ficou decidido ainda que, enquanto a missão não acontece, a lista atual desses estabelecimentos será prorrogada até maio deste ano. 

Além disso, haverá a criação de um grupo de trabalho para discutir as condições que autorizaram o Mapa indicar os estabelecimentos exportadores de carnes para a Venezuela. Outro ponto discutido foi a possibilidade de iniciar exportação de produtos lácteos do Brasil para aquele país. Haverá ainda a criação de canal oficial de comunicação para facilitar a troca de informações e solução de pendências comerciais e a continuidade na discussão sobre procedimentos de certificação para a exportação de gado em pé ao país.

Todos os participantes concordaram em dar continuidade às reuniões técnicas para minimizar entraves no comércio e trocar informações oficiais de interesse bilateral.


Em 2014, a Venezuela foi o terceiro maior importador de carne bovina brasileira. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 3,05 bilhões em produtos do agronegócio para aquele país. Apenas em produtos do setor de carnes foi exportado US$ 1,35 bilhão, sendo US$ 904 milhões de carne bovina e US$ 428 milhões de carne de frango.


fonte:Assessoria de Comunicação do Mapa
Por: Rayane Fernandes do MAPA 

NOVO COMANDO EM DUAS SECRETARIAS DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

MAPPPA
Tatiana Lipovetskaia Palermo assume a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio e Mila Jaber, a Secretaria Executiva
Foi nomeada nesta quarta-feira (21) a nova secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), Tatiana Lipovetskaia Palermo. Na última sexta-feira (16), Mila Jaber assumiu a Secretaria Executiva.
Perfil Tatiana – Nascida na Rússia e naturalizada brasileira, a secretária é formada em Direito, com dois mestrados e uma pós-graduação, todos na área de relações econômicas e de comércio internacional.
Começou sua carreira, ainda na Rússia, lidando com privatizações e com atração de investimentos estrangeiros. Em seguida, trabalhou como consultora da Corte Permanente de Arbitragem na Haia, na Holanda. Em 2000, já residindo no Brasil, ocupou cargo de vice-presidente executiva em São Paulo da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria & Turismo.
Em Brasília, a secretária trabalhou como analista sênior de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e depois assumiu o cargo de coordenadora de articulação e cooperação internacional na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Em 2011, Tatiana assumiu a posição de assessora internacional do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e em 2013 transferiu-se para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde coordenou a criação da Superintendência de Relações Internacionais e permaneceu no cargo de superintendente da área até ser convidada para assumir a SRI no Mapa.
Perfil Mila – Maria Emília Mendonça Pedroza Jaber, também conhecida como Mila Jaber, possui graduação e especialização em Artes Visuais e Projetos Educacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG); pós-graduação em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); formação em Lideranças pela Universidade Dom Cabral e em Desenvolvimento de Lideranças pela Alta Scuola Impresa e Societá – ALTIS/Universitá Cattolica del Sacro Cuore – UCSC – Milão e certificação pela Sociedade Brasileira de Coaching em Personal, Business e Executiva Coach.
Especialista em gestão, atuou como Diretora do Serviço de Apoio às Micro e Pequena Empresa do SEBRAE/Tocantins entre 2007 e 2014, onde coordenou vários projetos em agronegócios e assistência técnica em parceria com a CNA, MDA, FAET e SENAR e sindicatos rurais. É palestrante em fóruns, seminários e congressos estaduais, nacionais e internacionais. Foi Diretora da Escola de Educação Profissionalizante Sesi/Senai-Palmas/TO, de 2004 a 2007, e Assessora Especial da Presidência do Sistema Fieto e Conselheira da CNI no Fórum das Micro e Pequenas Empresas Industriais.
fonte: Mapa

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Associação Brasileira de Angus leva demandas importantes da cadeia da carne bovina para reunião com a Ministra Katia Abreu

mq0105O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, levou demandas ligadas à produção e à exportação de carne bovina à reunião com a nova ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Katia Abreu, realizada nesta semana, em Brasília. Também participaram outras entidades da cadeia produtiva, como ABIEC, ABRAFRIGO, ABEG e representantes da indústria frigorífica.
Weber solicitou atenção especial da ministra à implantação da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), que objetiva a criação de banco de dados único das cadeias produtivas do agronegócio de todos os estados. A entidade foi a primeira na pecuária a se inscrever na PGA.
Além disso, o presidente da Angus pediu o empenho do MAPA para a abertura da cota 481, para exportação de carne bovina em condições especiais à União Europeia. “A cota 481 –High Quality Beef conta com tarifas especiais e excelente valorização para a carne de alta qualidade, oriunda de animais terminados em sistemas intensivos, e se encaixa perfeitamente no Angus produzido em nosso país, especialmente na região centro-oeste, onde predomina o sistema de confinamento” afirmou o dirigente.
“Também nos posicionamos a favor da rastreabilidade bovina como instrumento de boas práticas produtivas e pela liberação das avermectinas para bovinos. Além disso, acompanhamos os pleitos de outros agentes da cadeia da carne bovina em prol do fortalecimento da atividade, a segunda mais representativa do agronegócio brasileiro, eendossamos pedido dos frigoríficos para que o Governo Federal trabalhe na abertura de  novos mercados para a carne brasileira”, assinalou José Roberto Pires Weber, ressaltando que a Associação Brasileira de Angus foi a única entidade de raça bovina presente à reunião com a ministra Katia Abreu.
“A ministra se mostrou extremamente receptiva às demandas da cadeia da carne e pediu algumas semanas para se posicionar sobre os temas mais urgentes, como a Instrução Normativa 13, que proibiu a comercialização de avermectinas”, explica o presidente da Angus.
fonte: ABA

CNTA Afins ameaça greve nacional para reverter demissão em frigorífico do RS

Motivo seria a saída da unidade da Marfrig, em Alegrete, no Rio Grande do Sul.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) protocolou na última sexta (16/1) ofícios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e nos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE); e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em repúdio a ameaça de demissão de cerca de 600 trabalhadores do frigorífico Marfrig, em Alegrete (RS).

A entidade, que representa 440 mil trabalhadores do setor no Brasil e cerca de 54 mil só no Estado do Rio Grande do Sul, pede a intervenção do governo para reverter a situação dos trabalhadores da região.

Para o presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, a justificativa de "falta de matéria-prima e necessidade de alto investimento em melhorias estruturais" por parte da Marfrig deve preocupar não só os trabalhadores, mas também governo e sociedade, já que a indústria (uma das principais do País) conta com incentivos e empréstimos públicos como o do BNDES.

"O dinheiro público foi investido nessa indústria e o mínimo que deveríamos cobrar em troca é a contrapartida social por parte da empresa. Não aceitamos essas demissões e nem como isso foi decidido e anunciado (durante férias coletivas), sem negociar com os trabalhadores e o sindicato local. Se o grupo Marfrig não rever essas demissões, a CNTA Afins não descarta a possibilidade de uma grande mobilização nacional dos trabalhadores ligados às unidades da Margrif, com possíveis paralisações", afirma Bueno.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Alegrete (RS), a medida atingirá até 2,5 mil pessoas.
Informações Assessoria de Imprensa CNTA Afins

LUND NEGÓCIOS / FRIGORÍFICO COOPESUL


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