segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Wagyu

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu firmou parceria com a TÜV Rheinland Brasil para a elaboração do protocolo oficial de tipificação de carcaças e do programa de raça certificada. A iniciativa da ABC Wagyu garantirá padronização e maior qualidade da carne ao mercado consumidor, bem como facilitará a entrada do produto em outros países. Atualmente, apenas a raça Angus possui esse protocolo, e a TÜV Rheinland é a certificadora oficial do Programa Carne Angus Certificada.
fonte: http://jcrs.uol.com.br / Danilo Ucha

domingo, 18 de outubro de 2015

As raízes da GAP Genética


As raízes da GAP Genética
Referência na criação gaúcha, Eduardo Linhares disseminou sangue britânico pelo Brasil Central
O jeito tranquilo de caminhar pela Estância São Pedro em dias tumultuados do Remate GAP Genética indica que calma e cautela sempre estiveram presentes no trabalho do selecionador Eduardo Macedo Linhares, titular da GAP Genética, de Uruguaiana, RS. Dono de um verdadeiro patrimônio genético de raças britânicas na fronteira entre o Brasil e a Argentina, Linhares traçou uma trajetória que chama a atenção de qualquer selecionador, seja ele gaúcho, ou não. Aos 84 anos, e em plena atividade, ele se mantém no topo da lista de faturamento na temporada de remates de primavera do Estado, além de guardar no currículo feitos históricos como o de julgar animais de ninguém menos que a rainha da Inglaterra, Elizabeth II. 
A façanha ocorreu na tradicionalíssima Royal Show, uma das maiores e mais antigas exposições de raças britânicas do mundo. “Lembro que ao descobrir minha nacionalidade ela me perguntou se era possível criar Devon num País tão quente como o Brasil. Prontamente respondi que sim. Disse que no Sul do País, mais precisamente no Rio Grande do Sul, tínhamos condições de criar qualquer raça proveniente do Reino Unido”.
A declaração à realeza e o orgulho de seu Estado de origem e criação, no entanto, não fizeram de Linhares um homem preso às raízes. Criador de Angus, ele foi o introdutor da raça brangus – cruzamento de angus com o zebuíno nelore, do qual tem o maior rebanho registrado do mundo. Ao longo de sua “carreira” como selecionador, estendeu sua atuação ao Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para testar a genética produzida naquela época apenas no Rio Grande do Sul. Linhares estudava maneiras de alcançar o mercado central com uma produção de animais diferenciados, fruto do trabalho que já realizava visando o mercado uruguaio e argentino. “Queríamos produzir genética adaptada àquelas condições”, diz ele, acrescentando: “Somos o berço das raças britânicas no País. Mas não se deve ignorar o potencial do Brasil como produtor de boa genética bovina, incluindo regiões como o Brasil Central, que hoje detém 80% da nossa pecuária de corte e para onde fornecemos 50% da produção de nossos animais”.
Hoje, o criador mantém propriedades arrendadas na região, que abrigam um plantel de 700 fêmeas Brangus criadas e recriadas em pasto de braquiária e mombaça. As outras 3.500 matrizes da raça ficam no Sul do País, junto a 1.500 fêmeas Angus e 1.300 Hereford e Braford, criadas majoritariamente em pastagens nativas (30% da área é formada com azevém, para uso no inverno). Um time que gera, anualmente, quase 6 mil bezerros. Embora se considere um apaixonado pelas taurinas, Linhares diz que o atual mercado de genética está mais favorável para as compostas. “Elas são o passaporte para levar sangue britânico ao Brasil Central”, diz. “São uma alternativa de animais adaptados e produtivos para uma pecuária que precisa ser mais eficiente.”
Ao todo, são 20.000 hectares dedicados à pecuária, com espaço para o cultivo de arroz, além da criação de cavalos crioulos – um dos grandes campeões do Freio de Ouro, Pampa de São Pedro, carrega a marca GAP. “Não se pode parar. Nossa atividade exige renovação”, diz Linhares, comparando o jeito de fazer pecuária na década de 1950 e nos dias atuais. “Antes selecionávamos animais pelo visual campeiro. Não tínhamos o apoio de dados técnicos, a não ser pedigree e data de nascimento. Importava produzir um Angus grande e novilhos. Hoje, sabemos que tamanho não é documento. Animal bom é animal equilibrado, produtivo e funcional”. 

Um olhar à frente
O aprendizado ele adquiriu ao longo de sua história. Na década de 1970 percorreu países estudando a genética da raça Angus para aprimorar o trabalho da Cabanha Azul, propriedade que antecedeu a GAP, e que comandava ao lado do primo e sócio João Vieira de Macedo Neto. Foi por esse criatório que recebeu suas primeiras premiações em pista e toda a projeção de mercado, com os primeiros remates de Angus e Devon, raça que hoje já não está no seu portfólio de produtos. A parceria terminou em 1993, com o nascimento da GAP. “Foi uma partilha familiar. Não houve brigas, nem desentendimentos,
apenas caminhos diferentes”, lembra Linhares.
Como pecuarista, Eduardo Linhares sempre pensou como geneticista. Na década de 1980, confiou ao zootecnista, Luiz Alberto Fries, todo o trabalho de seleção genética de sua fazenda. Nos anos seguintes, Fries, que morreu em 2007, aos 56 anos, tornou-se um dos principais geneticistas do País, criador do Sistema de Avaliação Natura, e um dos fomentadores do Grupo GenSys, hoje, responsável pela avaliação genética de 10 Projetos com autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para emissão do Ceip (Certificado Especial de Identificação e Produção). “Ele nos orientou a reduzir nossa participação em shows, que na época eram as exposições, e focar todo o trabalho na seleção objetiva. Fomos os primeiros a ceipar animais”, lembra Linhares. “Foi o início da revolução na pecuária de corte”.

Peneira
Todo o plantel da Gap é avaliado pelo Natura e Promebo (Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne), com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) para os 20% melhores animais nascidos a cada safra. O princípio do trabalho de seleção é a aposta em animais jovens. “Pode-se descobrir um grande reprodutor logo aos dois anos”, diz Linhares. Mas, para ele, isso não pode ser feito às cegas. “Sem se basear nas informações dos programas de melhoramento, não há crescimento palpável”, afirma.
Na Gap Genética, dos 3.000 machos nascidos anualmente são eliminados 50% no desmame. Dos 1.500 restantes, outro corte acontece no sobreano, restando somente os 650 melhores de cada geração. Os 50 superiores são utilizados como ‘touros de cria’ ou como doadores de sêmen. Os 600 são comercializados no remate anual ou em vendas diretas na fazenda, com demanda cada vez maior. No último leilão da GAP, a oferta teve de ser encorpada para atender a toda clientela. Houve redução no número de animais vendidos na fazenda para o aumento da oferta de pista. Ao todo, 800 touros e matrizes, além de 40 cavalos Crioulos. “A conquista do status de fornecedor de genética se deve, principalmente, à adoção de boas ferramenta de seleção”, acredita a filha e veterinária, Ângela Linhares da Silva. “Isso rege todo nosso trabalho”.
O rigor também se aplica às fêmeas. Na GAP, apenas as superiores são incorporadas ao rebanho, com destaque para eficiência reprodutiva e qualidade na produção de bezerros. As melhores são encaminhadas para a Transferência de Embriões (TE) ou Fertilização In Vitro (FIV). Os touros usados como “pais” do plantel são estudados com base nas DEP’s dos programas Natura e Promebo. Segundo Ângela, desde que o Programa de Acasalamento Dirigido (PAD) foi incorporado ao processo de seleção – há 20 anos – o número de animais ceipados cresceu 25% no rebanho. “Esse é um indicativo de que temos acertado bastante”, considera.

Bom legado
Eduardo Linhares se diz orgulhoso do sucesso conquistado, principalmente pela capacidade dos filhos de coordenar a GAP ao seu lado. Dos cinco herdeiros, quatro trabalham ativamente na fazenda. “Acreditar nas futuras gerações permitiu a longevidade de uma criação iniciada nos primeiros anos do século 20 [1906], herdada por mim e que deve perdurar por muitos anos nas mãos da geração que está chegando.”
Atualmente, toda a parte genética, reprodutiva e sanitária fica nas mãos de Ângela. O filho mais velho, Paulo Eduardo Linhares, coordena a área de agricultura, e a filha Marcia é a responsável pelo setor administrativo do grupo. Também há espaço para os “agregados”, brinca Linhares, referindo-se aos genros. Rodrigo Fialho, marido de Márcia, é o responsável pela nutrição do rebanho; João Paulo Schnneider da Silva, o “Kaju”, casado com Ângela, é quem comanda a área comercial. Ele vem se tornando figura pública do criatório.
No último leilão da GAP, em 27 de setembro, ele comemorou o faturamento de R$ 6,7 milhões, como quem tivesse ganho um campeonato. Além dos apertos de mão, Kaju dividiu a tarefa de coordenar toda equipe, incluindo olhos atentos nos lances e uma enorme contribuição ao leiloeiro, que volta e meia, o solicitava informações adicionais sobre os animais em pista. 
Satisfeito, Eduardo Linhares assiste de camarote: “Estou bem assessorado. Hoje, já posso passar a maior parte do tempo com o golfe e os cavalos, embora eu ainda seja bastante requisitado na estância”, diz ele, que hoje mora em Porto Alegre, ao lado da esposa Maria Helena.

Por: Carolina Rodrigues / revista DBO, outubro de 2015

Frigoríficos avaliam qualidade da carne bovina do Brasil em coletiva de imprensa


Carne bovina será tema de coletiva durante a BeefExpo, em Foz do Iguaçu - Foto: Julio Bittencourt
Carne bovina será tema de coletiva durante a BeefExpo, em Foz do Iguaçu – Foto: Julio Bittencourt
Representantes do Minerva Foods, Marfrig Group e JBS vão a Foz do Iguaçu (PR) debater as perpectivas da comercialização da proteína animal e a qualidade da carne bovina entregue nos mercados interno e externo, no dia 22, às 16h, durante a BeefExpo. Antes do painel, às 15h, os gigantes da agroindústria, participarão de uma coletiva de imprensa, para apresentar dados do setor e para o lançamento do 1º Congresso Internacional de Agrojornalismo, ambas ocasiões noHotel Recanto Cataratas.
Segundo Eduardo Krisztán Pedroso, do setor de originação do JBS, existe uma oportunidade para melhoria dos resultados da cadeia produtiva da carne bovina em geral. Para tanto, é necessário expandir a educação comercial do produtor, com foco na produção de carne de qualidade e atendimento das expectativas do consumidor. “Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) encomendou um estudo sobre a imagem da carne brasileira no mercado externo. Das classificações possíveis, entre carne ingrediente, culinária ou gourmet, a carne brasileira ainda está no nível ingrediente, sob a ótica dos importadores, com destino prioritário para produtos industrializados, como embutidos, conservas e carne moída. Ou seja, produto regular de mercado, sem valor agregado. A população mundial é crescente, se urbaniza, tem cada vez mais acesso à renda e informação. Os consumidores estão cada vez mais exigentes e seletivos. Precisamos estar atentos às oportunidades”, destaca Pedroso.
Para o representante do Minerva Foods, Fabiano Tito, para chegar a um nível de excelência há grandes desafios para todos os elos da pecuária, entre eles a queda na idade de abate. “O rebanho brasileiro é muito heterogêneo, com raças distintas e perfis diferentes de criadores, que acarretam em produtos também diferentes, com qualidades diversas. Ou seja, temos carnes boas e ruins no Brasil e, para avançarmos, entre as inúmeras estratégias, estão a diminuição da idade de abate, que já tem ocorrido, e o desafio de diminuição do PH da carne, que trará melhor aspecto à proteína vermelha”, enfatiza. “Nossa carne é um pouco mais escura devido ao elevado PH e isso interfere em seu tempo de prateleira, influenciando em um prazo menor para comercialização e exportação, por exemplo. Mas além dessas ações, da porteira para dentro, para fora e mesmo antes de entrar na porteira, há o que se melhorar”, pontua Tito, ao sinalizar também o papel dos insumos, do manejo, nutrição e outros.
Além da qualidade da carne e das estratégias para o avanço do setor, o JBS apresentará na BeefExpo a plataforma Conexão JBS, um conjunto de ferramentas e projetos que unem os elos da cadeia produtiva da carne bovina, desde o pecuarista fornecedor até o consumidor.
Agrojor
A coletiva de imprensa com os frigoríficos, no dia 22, às 15h, faz parte do lançamento do 1º CongressoInternacional de Agrojornalismo, organizado pela Rica Comunicação. Na ocasião serão apresentadas as datas oficiais e outros detalhes do evento, que tem como finalidade reunir profissionais da comunicação para debater as oportunidades e desafios de se noticiar os diversos setores relacionados ao agronegócioque. O congresso será sediado em Campo Grande em 2016. Jornalistas, produtores rurais e especialistas relacionados, debaterão particularidades que travam e impulsionam o desenvolvimento do meio rural na mídia, com o objetivo de encontrar soluções e organizar grupos de trabalho para o avanço e visibilidade, além da valorização da categoria responsável pela disseminação das informações.
Para sinalizar interesse na coletiva de imprensa e saber mais sobre o Agrojor: diego@ricacomunica.com.br

Carne Angus do Brasil entra na União Europeia com promessa de consolidação dos embarque

Presença no continente europeu foi fortalecida com as ações do Brazilian Angus Day, durante a feira Anuga
O mês de outubro deve marcar uma nova fase da pecuária brasileira. A raça Angus pode consolidar um fluxo semanal de embarques com destino a União Europeia, por meio do Brazilian Angus Beef, direcionada ao segmento gourmet: uma nova porta de negócios lucrativos que se abre ao País. 
O principal atrativo do mercado europeu é a alta valorização dos cortes gourmet. Além de ganho do preço absoluto do produto, as negociações também estão favorecidas pela questão cambial (Foto: divulgação)
O principal atrativo do mercado europeu é a alta valorização dos cortes gourmet. Além de ganho do preço absoluto do produto, as negociações também estão favorecidas pela questão cambial (Foto: divulgação)
Após o trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus (ABA, Bagé/RS) com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), as primeiras exportações, direcionadas para Holanda e Alemanha, tiveram início há dois meses e foram capitaneadas pelo frigorífico Marfrig Global Foods (São Paulo/SP). Contudo, o diretor Comercial do frigorífico, Alisson Navarro, acredita que deva-se se estabelecer um fluxo semanal fixo de 12 a 13 toneladas, o que representa as primeiras cargas de contêineres cheios. “Já estamos exportando, mas ainda precisamos completar as cargas com outros cortes”, frisa.
Segundo Navarro, para ingressar no mercado o Marfrig está remetendo as primeiras cargas de carne Angus certificada a preços extremamente competitivos. Contudo, pontua ele, a expectativa é atingir a mesma precificação dos cortes uruguaios que trabalham com ágio de 15% a 20%. “O mercado está aberto para  carne Angus brasileira. Isso mostra que há promessa de um negócio lucrativo para quem tiver boi Angus à venda hoje no Brasil”, salienta o presidente da Angus, José Roberto Pires Weber.
Segundo Navarro, o desafio é conseguir manter as remessas constantes, uma vez que faltam animais Angus rastreados prontos para o abate. O diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Tittof Salvador, assinala que a disponibilidade de animais tem crescido muito nos últimos anos. “Nossa expectativa é alcançar a marca de 400 mil novilhos Angus abatidos dentro do Programa Carne Angus neste ano. Entretanto, a adesão dos produtores à rastreabilidade ainda é um limitante”, admite. O gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, complementa, nesse sentido, que a associação está trabalhando na construção de oportunidades ainda mais atrativas através da abertura das exportações dentro da Cota 481 – High Quality Beef, que tem tarifas diferenciadas na UE, mas que, igualmente à Cota Hilton, precisa de rastreabilidade do rebanho.
O gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros,
(Esq. à dir.) O gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Medeiros, o diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Tittof Salvador, e o diretor Executivo da Abiec, Fernando Sampaio, durante promoção da carne Angus na Anuga (Foto: divulgação)
Brazilian Angus Day. Mais de cem clientes internacionais de 32 países europeus e asiáticos interessados em adquirir a Carne Angus Certificada brasileira participaram na segunda-feira (12/10) do Brazilian Angus Day, durante a programação da Feira de Anuga, em Colônia, na Alemanha, no estande da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec, São Paulo/SP). A reunião de negócios, que foi guarnecida por cortes Angus servidos com a assinatura da rede Barbacoa, também celebrou as novas perspectivas de exportação.
“A Angus consolida sua posição como principal raça produtora de carne gourmet do Brasil e, com isso, colabora no fortalecimento de um novo posicionamento do País no mercado internacional no segmento de cortes especiais”, pontuou Medeiros.
Na ocasião, Salvador reforçou a excelente aceitação dos cortes oferecidos aos visitantes no Angus Day. “A carne Angus do  Brasil fez sucesso na feira e encantou com sua suculência e sabor diferenciado. Com certeza estamos começando com o pé direito uma trajetória no mercado europeu a partir dos primeiros contratos  de exportação firmados, o que sinaliza um futuro promissor de agregação de valor à produção nacional  em busca de rentabilidade para os pecuaristas do Brasil.”
O diretor do Barbacoa, Jeferson Finger, destaca que esse avanço da carne brasileira traz ganho a todos os setores relacionados com a pecuária. “Ficamos felizes porque a gente vê como está melhorando a qualidade da carne brasileira e isso põe fim a uma dependência que sempre tivemos em relação à carne de países como Argentina e Uruguai. Hoje, não ficamos mais reféns dos nosso vizinhos porque temos uma produção em escala”, disse.
Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food.

Força tarefa do MTE interdita setores e máquinas no Frigorífico Marfrig de São Gabriel

Auditores-Fiscais do Trabalho procederam ação fiscal na empresa MARFRIG GLOBAL FOODS S.A., sita na RUA SANTA BRIGIDA Nº 120, Bairro: SANTA BRIGIDA, SÃO GABRIEL - RS, que conta com 817 empregados diretos mais terceiros.

Na operação, por caracterização do risco grave e iminente à integridade dos trabalhadores, foi procedida a interdição das seguintes máquinas e setores, conforme relatório em anexo: 

Para a retomada das atividades e sustação das interdições, a empresa deve proceder a correção das situações apontadas pela fiscalização do trabalho.


Participaram da Força Tarefa:
- Auditores-Fiscais Vitor Feltrin, Willams Medeiros, Fabiano Rizzo Carvalho e Humberto Marsiglia.
- Marcos Antonio Rosse, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (CNTA)

- Valdemir Correa, Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS).

Confira detalhes do termo de interdição
fonte: http://www.dihitt.com

El Niño pode impor novo ciclo de alta nos preços de commodities


O fenômeno El Niño deu sinais muito claros nessa semana que será, sim, um dos mais fortes desde 1997. As tempestades, fortes chuvas e grandes pedras de granizo que atingiram estados do sul do Brasil deixaram dezenas de pessoas desabrigadas, lavouras de trigo e milho foram castigadas, pastagens ficaram debaixo de muito gelo. O El Niño deverá continuar forte pelo menos até o fim do verão aqui no Brasil. No exterior, o fenômeno já causa secas em várias regiões produtoras e isso pode dar novo suporte aos preços no mercado internacional.
Imagens do RS enviadas pelos telespectadores.

Conversei hoje com o climatologista do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Francisco Eliseu Aquino. Ele alertou que a previsão internacional e dos modelos do Brasil mostram excesso de chuva no sul, com tempestades severas em alguns casos, e temperaturas acima de média.
Imagens do RS enviadas pelos telespectadores.

“Verão vai ter forte influência do El Niño. De dezembro até fevereiro devemos ter chuva de 30% a 50% acima da média entre o Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Talvez na normalidade no centro-oeste. No norte e nordeste bem abaixo do esperado”, explica.
El Niño é capaz de alterar patamares de preços no mercado internacional?
Na edição do Mercado&Cia de hoje conversei também com Steve Cachia, da Cerealpar Corretora de Cereais. Segundo ele, o fenômeno El Niño não trouxe historicamente problemas para a produção da América do Sul, mas o alerta para os preços está focado em grandes produtores mundiais que estão sofrendo com seca.
“Temos notícias que está muito seco na Austrália, na Índia, na Ucrânia, na Rússia e, obviamente, se isso começar a dar suporte, como já deu nas semanas anteriores, a gente vai ver os mercados de soja e milho indo atrás de trigo. Pra frente tem que prestar atenção no El Niño, por mais que não traga danos diretos na produção de soja, pode oferecer suporte especulativo com base na queda de produção de produtos como o trigo”, enfatiza Cachia.
O El Niño na visão do climatologista da UFRGS, Francisco Eliseu Aquino:
O impacto nos preços na análise de Steve Cachia, da Cerealpar:
Confira mais imagens que os telespectadores do Mercado&Cia dividiram conosco nessa semana:
Imagens do RS enviadas pelos telespectadores.

Imagens:
Fernando Manjabosco/Coronel Bicuco-RS
Airton Becker/Cruz Alta-RS fotos de Tupanciretã
Jornal do Povo/Cachoeira do Sul-RS

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Carne bovina: Exportações batem recorde e China já é a maior compradora

Em pouco mais de três meses da reabertura do mercado, China já ocupa o primeiro lugar entre os maiores importadores


Carne bovina: Exportações batem recorde e China já é a maior compradora
As exportações de carne bovina brasileira apresentaram uma recuperação no mês de setembro e registraram o melhor resultado do ano, tanto em faturamento quanto em volume embarcado, segundo dados divulgados pela ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).
Em volume, foram exportadas 117,7 mil toneladas de carne, com faturamento de US$ 520,4 milhões. Os números apresentam um crescimento de 2,45% em volume em setembro comparado com agosto e aumento de 2,79% em faturamento no mesmo período (setembro/2015 x agosto/2015).  

O grande destaque em setembro é a China. Em pouco mais de três meses da reabertura do mercado – os embarques começaram na segunda quinzena de junho -, o país asiático já ocupa a primeira posição no ranking dos maiores importadores de carne bovina brasileira no mês de setembro. No período, foram exportadas mais de 16 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 81 milhões, um aumento de 27% tanto em volume quanto em faturamento se comparado com agosto de 2015. 

Posição
País
Faturamento US$ (set/2015)
Volume em toneladas (set/2015)
1
CHINA
81.285.878,00
16.193,62
2
UNIÃO EUROPEIA
70.382.677,00
10.554,88
3
EGITO
68.866.812,00
19.245,74
4
VENEZUELA
66.546.161,00
11.640,37
5
HONG KONG
55.535.921,00
16.608,42
6
RUSSIA
34.050.115,00
10.769,91
7
CHILE
27.064.144,00
5.527,27
8
IRÃ
24.728.409,00
5.859,71
9
ESTADOS UNIDOS
20.032.517,00
1.924,10
10
ISRAEL
8.206.020,00
1.568,92
No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações de carne bovina atingiram US$ 4,3 bilhões em faturamento. No período, foram embarcadas mais de 999 mil toneladas de carne. O resultado ainda se mantém inferior ao mesmo período de 2014, com queda de 18% em faturamento e 13% em volume. 


Posição
País
Faturamento US$ (jan-set/2015)
Volume em toneladas (jan-set/2015)
1
HONG KONG
760.360.732,25
201.753,15
2
UNIÃO EUROPEIA
562.053.124,14
84.043,83
3
EGITO
502.156.443,87
146.705,24
4
RÚSSIA
458.197.009,45
136.689,23
5
VENEZUELA
435.306.714,19
76.250,44
6
IRÃ
287.773.581,13
73.613,74
7
ESTADOS UNIDOS
232.836.524,18
24.645,16
8
CHINA
222.611.002,13
44.062,36
9
CHILE
199.692.298,78
41.057,95
10
ARGÉLIA
71.005.702,11
16.505,47
CategoriasA carne in natura segue como a categoria de produtos mais exportada. Em setembro, atingiu faturamento de US$ 436 milhões, seguida da carne industrializada com US$ 49 milhões de faturamento.

Posição
Categoria
Faturamento US$
(set/2015)
Volume – ton. (set/2015)
1
In natura
436.893.525,00
96.040,23
2
Industrializada
49.534.187,00
8.234,01
3
Miúdos
23.527.557,00
10.094,88
4
Tripas
8.369.264,00
3.000,47
5
Salgadas
2.138.339,00
384,31

Sobre a ABIEC – www.abiec.com.br
Criada em 1979, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) reúne 27 empresas do setor no país, responsáveis por 92% da carne negociada para mercados internacionais. Sua criação foi uma resposta à necessidade de uma atuação mais ativa no segmento de exportação de carne bovina no Brasil, por meio da defesa dos interesses do setor, ampliação dos esforços para redução de barreiras comerciais e promoção dos produtos nacionais. Atualmente, o Brasil produz 10 milhões de toneladas de carne bovina, 20,8% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade. Na última década, o país registrou crescimento de 135% no valor de suas exportações, atingindo o recorde histórico de US$ 7,2 bilhões em faturamento em 2014 e consolidando a posição de maior exportador mundial de carne bovina
fonte: Beefworld

Facilitar o porte de arma resolve a insegurança no campo?

O público do Mercado&Cia tem se mobilizado via redes sociais e pelo whatsapp do Canal Rural para comentar uma questão importante: Facilitar o porte de arma resolve a insegurança no campo?
Estou bastante impressionada com o volume de mensagens. São centenas de produtores rurais, de norte a sul do Brasil, que tem enviado opiniões a cada nova edição do programa. Eles destacam o nível de insegurança na área rural do país e se mostram bastante favoráveis a mudança das regras para porte de arma no campo.
O assunto toma conta de rodas de conversa, especialmente, porque daqui a uma semana, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que trata do Estatuto do Desarmamento, deve analisar o projeto que pode facilitar o porte de arma para moradores da zona rural.
A discussão envolve conceitos importantes, como a diferença entre posse, porte e transporte de armas. O advogado criminalista, Cézar Caputo, esclareceu as diferenças no Mercado&Cia da segunda-feira, 12 de outubro.
“Uma distinção técnica que tem que ser feita, é o porte de arma, transporte de arma e posse de arma. Hoje a atual legislação permite que a pessoa tenha a posse dentro da residência, a posse dentro da propriedade. Portar uma arma, ir até a cidade e voltar, não é permitido pela legislação. O novo texto em discussão vem flexibilizar a possibilidade do produtor rural portar uma arma onde quer que ele vá”.
O texto em discussão na Câmara deixa claro que o produtor poderia portar a arma dentro da propriedade e nos limites da sua cidade. Na prática, significa dizer que o produtor poderia transportar a arma dentro e fora da fazenda.
Hoje, na primeira edição do Mercado&Cia, conversei com o membro da comissão especial que trata do assunto na Câmara, Deputado Federal Alberto Fraga (DEM-DF). Segundo ele, o texto deve ser aprovado com a possibilidade do agricultor portar a arma dentro da propriedade e dentro da cidade da qual a fazenda faz parte.
“Não podemos esquecer que o município é o limite. Saiu do município, o porte de arma perde a validade e leva o proprietário para a ilegalidade. A pena para porte ilegal de arma é bastante rígida. As pessoas de bem, quando usam uma arma, é para defender a propriedade, a família, a vida pessoal. Não vamos incentivar o bang-bang”, disse em entrevista ao Canal Rural.
Os produtores rurais se manifestaram sobre o assunto. No Pará, o presidente da Aprosoja do estado e presidente do clube de tiro de Paragominas, Vanderlei Ataídes, teve a propriedade invadida por bandidos duas vezes em 90 dias. Ele defende o porte de arma para agricultores, mas com uma ressalva.
“O que me assusta como instrutor de tiro é que a pessoa tem que ter noção de armamento e conhecimento, me assusta a arma na mão de pessoas que não tem habilidade e não tem treinamento. O projeto de lei chega na hora certa. O produtor não pode ficar a deus dará, mas tem que ficar incluso na regra que a pessoa precisa participar de treinamento para ter habilidade”, pondera Ataídes.
fonte: Canal Rural / Kellen Severo