quarta-feira, 15 de junho de 2011
Audiência discutirá operações do BNDES com o frigorífico JBS-Friboi
O deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que sugeriu o debate, afirma que o BNDES já aportou mais de R$ 10 bilhões no grupo, “a maior parte via instrumentos de mercado, como compra de ações e debêntures com condições menos favoráveis do que as tradicionais linhas de crédito ofertadas pelo banco”.
“Tais aportes têm sofrido uma série de contestações”, diz o deputado.
Moreira Mendes lembra que, em 2007, as operações do BNDES em apoio ao JBS-Friboi e a outras empresas do setor frigorífico foram contestadas por não exigir garantias de responsabilidade ambiental. Em 2008, a Operação Santa Tereza da Polícia Federal investigou a intermediação de empréstimos do BNDES ao grupo. No mesmo ano, a Associação Brasileira de Frigoríficos protestou contra a política do BNDES para o setor, que teria levado ao aumento da concentração econômica.
Operações sob investigação
O deputado também cita reportagem do jornal Estado de São Paulo, de fevereiro de 2011, que informa sobre a abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, para averiguar possíveis irregularidades na aquisição de debêntures do grupo JBS-Friboi pelo BNDES.
Moreira Mendes ressalta ainda que, em maio deste ano, a imprensa levantou suspeitas sobre a operação de troca de debêntures por parcelas de posições acionárias do grupo JBS-Friboi e sobre a perda de recursos sofrida pelo BNDES em operação de compra de ações considerada desvantajosa.
Políticas de apoio
Os aportes do BNDES teriam ocorrido porque o setor de carnes foi eleito prioritário pela Política de Desenvolvimento Produtivo do governo federal e porque o JBS-Friboi foi considerado um grupo com potencial de expansão internacional (é apontado como o maior frigorífico de gado bovino do mundo). Segundo Mendes, a participação do BNDES chegou a 31% no grupo.
Moreira Mendes é relator de uma proposta de fiscalização financeira sobre os recursos do BNDES destinados ao financiamento de frigoríficos. A proposta (PFC 65/08) foi apresentada em 2008 e aguarda parecer da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.
Serão convidados para a audiência da Comissão de Agricultura: o ministro da Agricultura, Wagner Rossi; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar.
Da Redação/PT
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
Confira a entrevista na Feicorte 2011 - Feira Internacional de Pecuária de Corte
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE 2011
FOTO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE 2011, REALIZADO DIAS 8 e 9 DE JUNHO DE 2011, NO QUAL TIVEMOS A OPORTUNIDADE DE ESTAR PRESENTE.URUGUAY - Atraso en exportación en pie
COTAÇÕES
terça-feira, 14 de junho de 2011
Nota Oficial do Ministério da Agricultura
Brasil consolidará liderança agrícola na safra 2020/21, prevê governo

Carnes terão aumento de 27% na produção até 2021

Bem estar animal influencia na qualidade da carne
Bem estar dos animais, melhores condições de trabalho, diminuição das perdas e maior produtividade: esses são os principais resultados de um manejo adequado e eficiente. A interação com os bovinos e a preocupação em desenvolver e adotar novas técnicas de manejo são fatores importantes para o bom desenvolvimento do rebanho.
“O manejo pré-abate é tão importante quanto as técnicas de inseminação, criação e abate dos bovinos, já que falamos em uma matemática simples - a forma como o animal é tratado é diretamente proporcional à qualidade da carne que ele irá produzir. Conforme estudos já bem aceitos, sabe-se que aproximadamente 50% das lesões de carcaça detectadas nos frigoríficos são originadas na fase de produção e de transporte”, afirma Tiago Arantes, médico veterinário e gerente de produto da Intervet/Schering-Plough Animal Health.
Estas e outras questões são importantes para manter a qualidade da carne ao chegar ao consumidor final, já que muito se discute a respeito dos benefícios da carne vermelha na saúde humana, principalmente para aqueles que querem levar uma alimentação saudável. Muitas vezes rotulada como alimento prejudicial à saúde, a carne é componente fundamental para um cardápio nutritivo, pois ela oferece muitos nutrientes essenciais ao organismo.
A carne é o alimento que contém a maior quantidade de ferro, importante para a prevenção de anemia, principalmente nos grupos de risco: crianças, gestantes e idosos em geral.
Um estudo europeu publicado em novembro de 2010, sobre hábitos alimentares, revelou que a ingestão de carne pode ser uma aliada na guerra contra a balança, principalmente quando se trata de manter o peso, sem engordar. A pesquisa foi conduzida por oito centros de pesquisa europeus e liderada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. Chamado de Projeto Diogenes, o estudo envolveu 772 famílias com 938 membros adultos e 827 crianças. Os resultados desse estudo foram comentados em artigo da pesquisadora dinamarquesa Grethe Andersen.
A pesquisadora, que é professora doutora da Universidade de São Paulo (USP) na área de nutrição, avalia como positivo o hábito brasileiro de consumir arroz e feijão acompanhando a carne. Segundo ela, juntos, esses alimentos são capazes de trazer benefícios nutricionais para a saúde. Questionada sobre a vilania muitas vezes atribuída a carne vermelha para saúde, ela esclarece: “Consumir carne vermelha é muito importante, é necessário apenas optar mais vezes pela carne magra e não consumir em exagero, assim como qualquer outro alimento”, explica.
Os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina, como fonte de vitaminas, é a alta concentração e disponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12.
“Por todos estes motivos é importante manter o bem-estar do animal, manejo adequado, para garantir a qualidade deste alimento essencial á saúde humana que é a carne vermelha”, finaliza o médico veterinário.
FONTE: Alfa Press
Confira a entrevista com Renata Fernandes - Analista da Mesa de Boi da Indusval Corretora
Carnes: evolução da produção mundial entre 2001 e 2011 segundo a FAO
Desempenho das carnes nas duas primeiras semanas de junho
Russos vão reduzir importação de carnes
PECUARISTA SE APRESSA EM ENTREGAR GADO TERMINADO EM MT
Subsídios têm blindagem na Europa
Embargo russo à carne brasileira deve acabar até julho
Italianos mostram interesse em terneiros Charolês
Cardiologista diz que carne é insubstituível para o desenvolvimento e a saúde humana
“Para ser vegetariano, tem de ser rico e nutricionista”. A frase é uma pequena provocação de um dos mais renomados cardiologistas brasileiros, Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição e Nutrologia Clínica do Hospital do Coração (HCor-SP), que vem a Salvador no próximo dia 17 de junho para participar do 1º Encontro Baiano sobre Abate e Comércio Ilegal de Carnes. O evento, que tem à frente o Ministério Público Estadual e o apoio do Sindicato das Indústrias de Carne do Estado da Bahia (Sincar), tem como público-alvo promotores públicos especializados em Saúde, em Justiça e em Meio Ambiente, além de agentes fiscalizadores, gestores estaduais e municipais, indústria de frigoríficos, dentre outros, e acontecerá no Fiesta Convention Center, das 9h às 18h.
Na palestra que irá proferir, intitulada “Carne – Um excelente alimento”, o médico joga por terra a fama de vilã que a proteína animal vem ganhando mais fortemente nos últimos anos. “A carne é fundamental para o crescimento das crianças e para manter a saúde dos adultos. A chave para o consumo correto está nas quantidades”, ensina o cardiologista. “Nossos antepassados quando matavam um boi, tinham de comer tudo, ou salgar, pois não possuíam geladeira. Em compensação, faziam longas jornadas a pé. Hoje o sujeito vai para um rodízio e come um quilo só de picanha, sem falar no bufê e na sobremesa”, compara.
A quantidade recomendada pelo dr Magnoni é de 100 gramas ao dia, o equivalente a um bife pequeno. Segundo o médico, essa quantidade garante uma excelente dose de nutrientes como o zinco, as vitaminas do complexo B e o ferro. “Substituir um bife por vegetais exige investimentos altos e muito conhecimento, o que raramente acontece por quem faz essa opção”, diz o médico. Outro mito que ele combate é que a carne causa envelhecimento. “Na quantidade correta e como parte de uma dieta balanceada, isso não acontece”, garante. Sobre a gordurinha da picanha, paixão de muitos brasileiros, o médico flexibiliza. “De vez em quando, e com moderação, não tem problema”, ensina.
Catarina Guedes
Imprensa Sincar
catarinaguedes@agripress.com.br
Carne Certificada Pampa bate recorde de produção em abril
segunda-feira, 13 de junho de 2011
HOMENAGEM A MINHA QUERIDA VÓ "ALBERTINA LUND" (VÓ BETA ) QUE ERA GRANDE DEVOTA DE SANTO ANTÔNIO

COTAÇÕES
COTAÇÕES
PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 13/06/2011 INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 10/06/2011 - PRAÇA RS Ver todas cotações Ver gráfico
| |||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||
PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO
REGIÃO DE PELOTAS*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 13.06.2011
BOI: R$ 6,50 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,10 a R$ 6,30
PRAZO: 30 DIAS
FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.
PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO
REGIÃO DE PELOTAS
KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,90
PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO
EM 13.06.2011REGIÃO DE PELOTAS
TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50
*GADO PESADO NA FAZENDA
FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br
Crise que dizimou os médios frigoríficos em todo o País se arrasta há três anos
Uruguay espera un bajo índice de preñez en 2011
Los expertos esperan para este año una bajo índice de preñez en el ganado vacuno debido a las condiciones climáticas y a la falta de suplementación, según indicó el diario uruguayo El Observador.
Habiendo finalizado los entores, los especialistas son capaces de detectar la preñez o la falta de ella en los rodeos de cría del ganado vacuno de carne.
El veterinario Daniel Jaime dijo en diálogo con El Observador que en una muestra de 2.520 vacas el promedio fue de 64% de preñez.
El artículo refleja en detalle los datos obtenidos en una muestra realizada por Jaime en algunos rodeos de cría, en distintas zonas del país.
Lavalleja 270 vacas, 70%; Florida 660 vacas, 53%; Maldonado 490 vacas, 55%; San José 160 vacas, 72%; Florida (Cerro Colorado) 230 vacas, 53%; Tacuarembó (Paso de los Toros) 420 vacas, 84%; Flores 290 vacas, 75%.
En Florida los promedios de preñez fueron muy bajos por la falta de agua, dijo el experto. Los entores realizados en verano se vieron afectados por la sequía, que en el departamento se sintió bastante.
En el caso tomado como muestra en Tacuarembó, las 420 vacas lograron 84% de preñez, un buen promedio con respecto al resto de los casos. Se debió a que se tomaron varias medidas de manejo, como la plantación de especies forrajeras para el pastoreo y la suplementación del ganado, incluso se regaron algunas parcelas de pasturas.
Se estima que este año el índice de preñez no superará el 63% de promedio nacional, indicó el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, en su conferencia Agro en Foco que se realizó el 26 de mayo pasado en la ciudad de Durazno y que trató sobre ganadería vacuna.
El diario uruguayo también destaca que el problema principal es el manejo nutritivo, los productores que no hacen suplementación alimenticia, no obtienen buenos resultados, explicó Jaime. El porcentaje de preñez de 2010 fue 78,9% y por lo tanto muchas vacas se entoraron con cría al pie, lo que depara una mayor dificultad en quedar preñadas. A su vez, las condiciones climáticas no fueron favorables, por lo que muchas vacas quedaron vacías.
FONTE:ELRURAL.COM
BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
E a crise passou ou não passou?
FONTE: SCOT CONSULTORIA
Oferta será decisiva para o mercado do boi gordo durante essa semana
RS: criadores investem em tecnologia visando ganho de produtividade e maior rentabilidade
A demanda crescente pela carne de qualidade é o principal motivo para que os produtores procurem criar animais com genética privilegiada. Com um preço maior pago pelos invernistas, e posterior revenda com garantia de bônus ao frigorífico, os criadores passaram a investir em novas tecnologias como a Inseminação Artificial com Tempo Fixo (IATF), no qual é feita em larga escala, no mesmo período.
"Com essa técnica, o terneiro será mais pesado e com genética melhor. Como os partos serão mais concentrados, o lote será mais homogêneo", explica o médico-veterinário da Área de Melhoramento e Genética Animal da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.
Os investimentos na busca de resultados a médio e longo prazo são uma prática que não deve ser abandonada, defende o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Júlio Barcellos. Já a receita apresentada pelo professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Lobato, é definir um sistema de produção para avançar nos resultados. Para tanto, é preciso estabelecer três eixos, redução de idade de abate dos novilhos para dois ou 2,5 anos, redução da idade de primeiro serviço nas novilhas em cria para dois anos e meta de 80% de desmame do gado adulto. "Com esse sistema, podemos chegar a uma taxa de desfrute de 28%, considerada ideal. Atualmente, o índice no Estado é de 22%", salientou.
Lobato também destaca que a especialização dos produtores também é uma tendência cada vez mais forte.
FONTE: Zero Hora
BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
Feicorte estimula consumo de carne

Boi gordo apresentou leve aumento durante a semana no RS
domingo, 12 de junho de 2011
Congresso da Carne fortalece os elos da cadeia produtiva

A estratégia agora é investir no marketing

A carta na manga, desta vez, será mostrar no exterior a história da pecuária nacional
Enviada especial a Campo Grande*
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vai reforçar as ações em prol do marketing da carne brasileira no mercado internacional. A carta na manga desta vez é mostrar a história da pecuária nacional, seus personagens e o sucesso de uma atividade que só no Pantanal tem mais de 250 anos de existência. A nova propaganda da carne bovina, dentro do programa que já existe, o `Brazilian Beef`, vai além da máxima da qualidade para vender a imagem da produção sustentável.
Esse realinhamento estratégico nasce com a missão de derrubar o que a entidade classifica de "esteriótipo do pecuarista devastador", aquele que derruba tudo para produzir. "Essa história está sendo contada por pessoas com interesses em ferir a competitividade nacional, são ONGs e concorrentes. Não é uma história que é contada por brasileiros", argumenta o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio.
Como explica, nesta primeira década do século XXI, o Brasil surgiu no mercado internacional e logo tomou a dianteira na preferência dos consumidores "e é claro que isso despertou à atenção do mundo e então passaram a associar a imagem da carne bovina brasileira à devastação. Hoje, não existe isso. A abertura de áreas para pastagens foi um movimento iniciado há mais de 40 anos e incentivado pelo Estado brasileiro. Assim como os norte-americanos, nós temos de ter orgulho do segmento e por isso temos de contar a nossa história agora". O diretor executivo afirma ainda que a ocupação da Amazônia reflete um problema de ausência de Estado e não da produção de carne.
A Abiec quer mostrar que a pecuária foi responsável pela evolução do país e vice e versa. "O que precisa ficar claro é que a pecuária é indutora de mobilidade social, como também de integração nacional. Chegou a vez do markting da pecuária e não apenas da carne".
Com este novo posicionamento frente ao mercado internacional e em parceria com o Itamaraty, a Abiec foca a conquista de consumidores mais rentáveis, ou seja, àqueles que podem pagar a mais pelo quilo da carne bovina. Entre os mercados com negociações em andamento e que podem pagar mais, estão a Turquia, México e Indonésia, como também, a reconquista do Chile - mercado rentável - que deixou de importar a carne brasileira após casos de febre aftosa em 2005. De lá para cá, o Paraguai passou a abastecer o consumo chileno de forma bastante agressiva. Para 2011 a previsão da Abiec é de atingir receita de US$ 5 bilhões com a exportações de carnes bovinas, cifras que se confirmadas estarão cerca de 10% acima do resultado obtido no ano passado.
A pressa em se romper o esteriótipo pode ser entendida diante das perspectivas traçadas ao consumo da carne bovina, por exemplo, nos próximos dez anos o mundo demandará 3,6 milhões de toneladas e o Brasil, como reforça Sampaio, somente o Brasil terá condições de dar essa resposta e "de forma sustentável".
A oportunidade à carne nacional está na expansão dos mercados consumidores e na diversidade da produção. Como aponta Sampaio, além de tirar o rótulo, é necessário ratificar os diferenciais da carne, já que o mercado está cada vez mais equilibrado.
"Lá atrás a carne brasileira vendia porque era boa e barata. No entanto, os preços estão balizados em nível mundial e chegou o momento de vender diferenciais, nichos, como a carne orgânica, de confinamento, precoce, fazendo propaganda de tudo aquilo que é feito nas fazendas. A pergunta é: o que o mercado quer. Temos de inverter a cadeia de produção".
DESAFIOS
Sampaio lembra que o Brasil precisa se readaptar a nova ordem do mercado. O período de boi barato e abundante se foi, os preços estão balizados, o câmbio corrói as exportações e tudo isso está mimando a competitividade do produto brasileiro chamado carne. "E o desafio interno nacional para assegurar o potencial de abastecer a demanda mundial requer a missão de aprender a lidar com o câmbio atual - que não vai mudar no curto e no médio prazo -, criar formas de reduzir o abate de fêmeas - que restringe a oferta do boi e encare preços do gado de reposição - e eliminar o seu esteriótipo. Teremos de ser competitivos com todos esses novos problemas".
EMBARGO
Sampaio avalia que o veto russo à importação de carnes brasileiras está relacionado às questões político-econômicas da Rússia e que as carnes bovinas acabaram sendo impedidas à reboque da suína e de aves. "A medida é protecionista porque o país quer ampliar a produção doméstica de aves e suínos. A restrição não tem fundo sanitário, porque quando isso ocorre se fecham as importações de um estado, neste caso foram somente plantas frigoríficas embargadas. O boi entrou de gaiato na história e mesmo assim, das 85 plantas, 24 são de bovinos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e apenas 41 continuam aptas ao consumo russo". Indagado, Sampaio frisa que as 41 podem tranquilamente suprir os embarques. (MP)
Para produtor norte-americano a comunicação é um grande aliado da Defesa
MÉXICO - Exportación ganado México a EEUU, estable en 2011/12
