quarta-feira, 15 de junho de 2011

Audiência discutirá operações do BNDES com o frigorífico JBS-Friboi

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai realizar audiência pública para debater as operações de aporte de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao grupo JBS-Friboi. A data da audiência ainda não foi definida.

O deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que sugeriu o debate, afirma que o BNDES já aportou mais de R$ 10 bilhões no grupo, “a maior parte via instrumentos de mercado, como compra de ações e debêntures com condições menos favoráveis do que as tradicionais linhas de crédito ofertadas pelo banco”.

“Tais aportes têm sofrido uma série de contestações”, diz o deputado.

Moreira Mendes lembra que, em 2007, as operações do BNDES em apoio ao JBS-Friboi e a outras empresas do setor frigorífico foram contestadas por não exigir garantias de responsabilidade ambiental. Em 2008, a Operação Santa Tereza da Polícia Federal investigou a intermediação de empréstimos do BNDES ao grupo. No mesmo ano, a Associação Brasileira de Frigoríficos protestou contra a política do BNDES para o setor, que teria levado ao aumento da concentração econômica.

Operações sob investigação
O deputado também cita reportagem do jornal Estado de São Paulo, de fevereiro de 2011, que informa sobre a abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, para averiguar possíveis irregularidades na aquisição de debêntures do grupo JBS-Friboi pelo BNDES.

Moreira Mendes ressalta ainda que, em maio deste ano, a imprensa levantou suspeitas sobre a operação de troca de debêntures por parcelas de posições acionárias do grupo JBS-Friboi e sobre a perda de recursos sofrida pelo BNDES em operação de compra de ações considerada desvantajosa.

Políticas de apoio
Os aportes do BNDES teriam ocorrido porque o setor de carnes foi eleito prioritário pela Política de Desenvolvimento Produtivo do governo federal e porque o JBS-Friboi foi considerado um grupo com potencial de expansão internacional (é apontado como o maior frigorífico de gado bovino do mundo). Segundo Mendes, a participação do BNDES chegou a 31% no grupo.

Moreira Mendes é relator de uma proposta de fiscalização financeira sobre os recursos do BNDES destinados ao financiamento de frigoríficos. A proposta (PFC 65/08) foi apresentada em 2008 e aguarda parecer da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.

Serão convidados para a audiência da Comissão de Agricultura: o ministro da Agricultura, Wagner Rossi; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar.

Da Redação/PT

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

Confira a entrevista na Feicorte 2011 - Feira Internacional de Pecuária de Corte

Código Florestal: debate sobre o futuro da pecuária, com a modificação do Código Florestal. Profissionais do setor acreditam na produção sustentável da carne bovina, com novas formas de manejo. Mas a conta não pode ser paga somente pelo pecuarista.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE 2011

FOTO DO CONGRESSO INTERNACIONAL DA CARNE 2011, REALIZADO DIAS 8 e 9 DE JUNHO DE 2011, NO QUAL TIVEMOS A OPORTUNIDADE DE ESTAR PRESENTE.
MUITO BOM !!!

URUGUAY - Atraso en exportación en pie

No hay cambio en política oficial, pero sí alta demanda

Los atrasos en el otorgamiento de nuevos permisos para la exportación de ganado en pie, no se deben a cambios en la política oficial, sino a una alta demanda de técnicos oficiales para el control de la operativa. El titular de la Dirección General de Servicios Ganaderos del Ministerio de Ganadería, Francisco Muzio, dijo a El País que "hubo una demanda importante de técnicos por el período de vacunación contra la aftosa (mayo) y por eso se registran atrasos en el otorgamiento de nuevos pedidos de parte de las empresas".

Luego que Uruguay fue reconocido por la Organización Mundial de Sanidad Animal (OIE) como uno de los pocos países en el mundo libres de encefalopatía espongiforme bovina o "vaca loca", la demanda por bovinos en pie se incrementó notoriamente. Incluso se está exportando ganado lechero hacia China y otros países con altos requisitos sanitarios. "Una cuarentena requiere de una atención especial por parte de los veterinarios, porque involucra a muchos animales", dijo Muzio. Un sólo problema haría perder los mercados.

FONTE: EL PAÍS

COTAÇÕES

FONTE: MEGAAGRO

terça-feira, 14 de junho de 2011

Nota Oficial do Ministério da Agricultura

Confira íntegra do esclarecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a respeito das informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura da Federação da Rússia

A respeito das informações divulgadas no site do Rosselkhoznadzor, do Ministério da Agricultura da Federação da Rússia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esclarece:

• Na terça-feira, 14, foi enviada às autoridades sanitárias russas uma carta do Secretário de Defesa Agropecuária reiterando todas as medidas adotadas pelo Ministério no sentido de atender às normas da União Aduaneira, bem como a correção de todas as não-conformidades mencionadas no relatório técnico russo recebido na semana anterior.

• A correspondência também encaminha o resultado das supervisões realizadas em todos os estabelecimentos exportadores de carnes auditados pela missão russa no período de 3 a 15 de abril, assim como a avaliação dos demais exportadores brasileiros.

• Todas as observações de não-conformidade com as normas da União Aduaneira foram totalmente atendidas e os procedimentos, adequados aos requisitos russos. Anexo aos referidos documentos, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) encaminhou uma nova lista de estabelecimentos brasileiros exportadores que atendem aos critérios estabelecidos entre as autoridades sanitárias dos dois países, na reunião realizada no mês de maio, em Moscou.

• Com base nos argumentos e providências adotadas, a SDA também solicitou a revogação da suspensão temporária das exportações dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

• Solicitou ainda a confirmação da reunião programada para a próxima semana em Moscou, oportunidade em que a delegação do Ministério da Agricultura reapresentará todas as respostas às questões técnicas mencionadas na nota divulgada no site da Rosselkhoznadzor.

• Os russos se comprometeram com o adido agrícola brasileiro em Moscou a confirmar a data da reunião tão logo seja recebida e analisada a documentação referida acima.

• O Ministério da Agricultura e o setor exportador estão confiantes em que as negociações serão bem sucedidas e que o embargo será suspenso.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Brasil consolidará liderança agrícola na safra 2020/21, prevê governo


Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil deve avançar na consolidação de potência agrícola nos próximos dez anos e disputar a liderança na produção de alimentos com os Estados Unidos. A projeção é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que hoje (14) divulgou o estudo Projeções do Agronegócio 2010/11-2020/2021.

De acordo com o estudo, produtos agrícolas de alto consumo interno e já constantes da pauta de exportação brasileira tendem a ter aumento de produção, sobretudo por avanço tecnológico, e ganhar mais mercado.

A produção do algodão deve crescer 47,8% nos próximos anos e a exportação do produto (sem as barreiras comerciais americanas) em mais de 68%. O café terá aumento de produção em mais de 24% e a venda para o comércio exterior crescerá em quase 46%. Já a produção de soja subirá em cerca de 36% e a exportação em 39%.

“Os números são conservadores”, disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao afirmar que a projeção feita pelos técnicos do Mapa e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) se baseou em resultados medianos.

De acordo com ele, a demanda por alimento está em expansão nos mercados interno e externo e os preços dos produtos agrícolas estão em ascendência, o que estimula a produção. “Isso não é uma situação circunstancial.”

O ministério avalia que o país manterá a dianteira na produção da carne de frango e carne bovina, e incrementará a produção de carne suína. No total, o país passará da produção atual de 24,6 milhões de toneladas de carne para 31,2 milhões de toneladas na temporada 2020/21 (crescimento de 36,5%).

Alguns produtos como leite e milho – cadeias produtivas nas quais Brasil não é líder de vendas - terão incremento significativo nas exportações. A venda de leite deverá crescer 50,5% (atingindo 300 milhões de litros) e a comercialização do milho crescerá em 56,5% (alcançado 14,3 milhões de toneladas).

Se o cenário se confirmar, o Brasil terá 12% do mercado de milho; 33,2% do mercado de grão de soja; 49% da participação da carne de frango; 30,1% da carne bovina e 12% da carne suína.

O crescimento das exportações será acompanhado da expansão do consumo interno, que continuará sendo o principal destino da produção: 85,4% do milho; 83% da carne bovina; 81% da carne suína; 67% da carne de frango; e 64,7% da soja.

Além de mais produção e mais vendas, o Mapa avalia que o país terá uma nova fronteira agrícola – batizada como Matopiba (formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia). Essas áreas estão atraindo novas lavouras porque têm terras mais baratas que a Região Centro-Oeste e poderão aumentar a produção de algodão, frango, carne bovina e soja; além de celulose e papel.

O cenário otimista do Mapa poderá ser contrariado, no entanto, se houver nova recessão internacional, se as áreas agrícolas foram afetadas por problemas climáticos, ou se houver aumento de protecionismo, diz o coordenador do estudo, José Garcia Gasques.

Na próxima semana, o ministr Rossi estará na França, participando da reunião do G20 (20 principais economias do planeta) sobre a produção de alimentos. Ele não pretende criticar a política de subsídios da França e dos países europeus. “Reconheço o direito desses países de proteger seu produtores”, disse, ao adiantando que se empenhará para que haja maior flexibilização quanto aos produtos já importados. Rossi defende que o G20 crie instrumentos financeiros para proteger os países pobres da alta das commodities e que também seja criado um estoque mínimo emergencial para essas economias.

Edição: João Carlos Rodrigues

Carnes terão aumento de 27% na produção até 2021


Estudo realizado pelo Ministério da Agricultura e Embrapa aponta aumento de 6,5 milhões de toneladas no volume de carnes nos próximos dez anos


A produção de carnes de frango, bovina e suína deve ter um aumento de 27% na próxima década. A estimativa consta do relatório “Brasil - Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/2021” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Hoje, a produção é de 24,6 milhões de toneladas, que passará para 31,2 milhões toneladas, ou seja, um acréscimo de 6,6 milhões de toneladas de carne à produção atual.

A maior variação positiva caberá à carne de frango, que chegará a 30 % no período 2020/2021. O cálculo refere-se à elevação da produção atual de 12,1 milhões de toneladas para 15,7 milhões de toneladas.


Depois do frango, figura a carne bovina, com aumento de 24% da produção. O volume produzido saltará de 9,2 milhões de toneladas para 11,4 milhões de toneladas. A projeção indica também que a produção de carne suína passará de 3,4 milhões de toneladas para 4,1 milhões em 2021 – um crescimento de 20,6%.

“Além do aumento da produção, do mesmo modo que no consumo de grãos, nas carnes, também haverá forte pressão do mercado interno. Desse modo, embora o Brasil seja um grande exportador de vários desses produtos, o consumo interno será predominante no destino da produção”, comenta o coordenador geral de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Guilherme Araújo

Bem estar animal influencia na qualidade da carne

Além de ser fonte de vitaminas, como a B12, a carne é fonte de proteínas, essencial para o crescimento de músculos, órgãos e todos os tecidos do corpo humano e necessita de manejo adequado para ser levada até o consumidor final.

Bem estar dos animais, melhores condições de trabalho, diminuição das perdas e maior produtividade: esses são os principais resultados de um manejo adequado e eficiente. A interação com os bovinos e a preocupação em desenvolver e adotar novas técnicas de manejo são fatores importantes para o bom desenvolvimento do rebanho.

“O manejo pré-abate é tão importante quanto as técnicas de inseminação, criação e abate dos bovinos, já que falamos em uma matemática simples - a forma como o animal é tratado é diretamente proporcional à qualidade da carne que ele irá produzir. Conforme estudos já bem aceitos, sabe-se que aproximadamente 50% das lesões de carcaça detectadas nos frigoríficos são originadas na fase de produção e de transporte”, afirma Tiago Arantes, médico veterinário e gerente de produto da Intervet/Schering-Plough Animal Health.

Estas e outras questões são importantes para manter a qualidade da carne ao chegar ao consumidor final, já que muito se discute a respeito dos benefícios da carne vermelha na saúde humana, principalmente para aqueles que querem levar uma alimentação saudável. Muitas vezes rotulada como alimento prejudicial à saúde, a carne é componente fundamental para um cardápio nutritivo, pois ela oferece muitos nutrientes essenciais ao organismo.

A carne é o alimento que contém a maior quantidade de ferro, importante para a prevenção de anemia, principalmente nos grupos de risco: crianças, gestantes e idosos em geral.

Um estudo europeu publicado em novembro de 2010, sobre hábitos alimentares, revelou que a ingestão de carne pode ser uma aliada na guerra contra a balança, principalmente quando se trata de manter o peso, sem engordar. A pesquisa foi conduzida por oito centros de pesquisa europeus e liderada por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. Chamado de Projeto Diogenes, o estudo envolveu 772 famílias com 938 membros adultos e 827 crianças. Os resultados desse estudo foram comentados em artigo da pesquisadora dinamarquesa Grethe Andersen.

A pesquisadora, que é professora doutora da Universidade de São Paulo (USP) na área de nutrição, avalia como positivo o hábito brasileiro de consumir arroz e feijão acompanhando a carne. Segundo ela, juntos, esses alimentos são capazes de trazer benefícios nutricionais para a saúde. Questionada sobre a vilania muitas vezes atribuída a carne vermelha para saúde, ela esclarece: “Consumir carne vermelha é muito importante, é necessário apenas optar mais vezes pela carne magra e não consumir em exagero, assim como qualquer outro alimento”, explica.

Os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina, como fonte de vitaminas, é a alta concentração e disponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12.

“Por todos estes motivos é importante manter o bem-estar do animal, manejo adequado, para garantir a qualidade deste alimento essencial á saúde humana que é a carne vermelha”, finaliza o médico veterinário.


FONTE: Alfa Press

Confira a entrevista com Renata Fernandes - Analista da Mesa de Boi da Indusval Corretora

Boi: pressão negativa na BM&FBovespa sem a expectativa de retomada da demanda por carnes. Com embargo Russo que começa oficialmente nesta quarta-feira(15) e preços atrativos das carnes concorrentes como frango e suíno, estoque de carne bovina pode crescer.




FONTE:NOTICIAS AGRICOLAS

Carnes: evolução da produção mundial entre 2001 e 2011 segundo a FAO

Pelas previsões da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2011 serão produzidas, mundialmente, 275,2 milhões de toneladas das carnes bovina, suína e avícola. Desse total, 40% virão da suinocultura, 36% da avicultura (carne de frango, principalmente, e de peru) e 24% da pecuária bovina.

Comparada com dados de 2001, a previsão atual sugere aumento de 25% na produção mundial, índice que corresponde a um adicional físico de 55,1 milhões de toneladas de carnes. O detalhe, nesse volume, é que a maior parte (30,6 milhões de toneladas, 56% do total) está representada exclusivamente pelas carnes avícolas. Ou seja: mesmo somados, os adicionais de carne bovina (5,4 milhões de toneladas, 10% do adicional total) e de carne suína (19,1 milhões de toneladas, 35% do total) ficam aquém do acréscimo proporcionado pelas carnes avícolas.

Em consequência, mudou significativamente o “mix” das três carnes na produção mundial. A participação da carne bovina recuou de 27% para 24%, enquanto a da carne suína caiu de 41% para 40%. Opostamente, a das carnes avícolas subiu de 32% para 36%.

Em 2001, o volume de carne avícola correspondeu a 76,5% do volume de carne suína. Em 2011, aceita a previsão da FAO, deve corresponder a mais de 90%. Mantido o crescimento médio desse período, dentro de cinco a seis anos as duas carnes estarão igualadas.
Fonte: AviSite

Desempenho das carnes nas duas primeiras semanas de junho

Entre 1 e 10 de junho de 2011, primeira e segunda semanas do mês e período com oito dias úteis (de um total de 21 dias úteis), as exportações brasileiras de carnes geraram, na média, receita cambial diária de US$62,395 milhões, valor 2,6% e 14,4% superior às receitas registradas, respectivamente, no mês anterior (US$60,839 milhões em maio de 2011) e no mesmo mês do ano passado (US$54,550 milhões em maio de 2010).

A média diária por ora registrada corresponde ao terceiro melhor resultado obtido pelas exportações de carnes nos últimos 32 meses. Nesse período, a receita alcançada só permanece aquém daquela registrada em março e abril deste ano (US$63,186 milhões e US$68,323 milhões, respectivamente).

Fonte: AviSite

Russos vão reduzir importação de carnes

A Rússia, um dos maiores compradores de carnes do Brasil, reduzirá significativamente suas importações nos próximos anos, levando à desaceleração na expansão do comércio global de carnes. A projeção é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO) no estudo “Perspectivas Agrícolas 2011-2020″, que será divulgado na sexta-feira.

Impulsionado pela expansão de embarques de frango e carne bovina, o comércio internacional de carnes deve crescer 1,7% ao ano no período, bem menos que a taxa de 4,4% por ano entre 2001-2010.

Essa desaceleração é atribuída em grande parte à menor demanda da Rússia. Até agora um tradicional grande importador de carnes, o país acelerou a política para expandir sua produção de carnes, a ponto de poder alcançar um “certo grau de autossuficiência e saldo exportável” em dez anos.

Significa que os problemas que a Rússia causa no momento aos produtores brasileiros, com o embargo à entrada de carnes de 85 unidades frigoríficas, tendem a aumentar com ou sem pretextos sanitários. Em todo caso, o Brasil estabelecerá sua posição como líder mundial nas exportações de carnes bovina e de frango, mas buscando novos clientes. O estudo prevê que consumidores adicionais estarão essencialmente na Ásia, América Latina e em países exportadores de petróleo.

O Japão continuará a ser o maior importador mundial de carnes em 2020, seguido por México e Coreia do Sul. A China também persegue sua política de autossuficiência. A expansão da indústria mexicana de processamento de alimentos deve reforçar a demanda de carne estrangeira, paralelamente ao declínio nas importações da Rússia. Na União Europeia, o declínio nas exportações serão acompanhadas pela expansão nas importações.

A grande maioria das exportações de carnes virá da América do Sul e do Norte, que representarão quase 84% do total do aumento dos embarques até 2020. O Brasil estabelecerá sua posição como líder nas vendas de carne bovina, atingindo 2 milhões de toneladas em 2020. Os EUA continuarão a expandir suas vendas no Pacífico.

As exportações de carne suína terão crescimento modesto no período, mas com mudanças significativas na composição das vendas. Os embarques da América do Sul e do Norte devem aumentar. As exportações do Brasil crescerão, mas também aumentará a demanda doméstica. O comércio da China, que faz metade da produção e do consumo, não deve ser alterada.

É esperada uma ligeira desaceleração no crescimento das vendas de carne de frango. Brasil e EUA vão reforçar seu domínio, com quase metade das vendas adicionais para os mercados mundiais.

O mercado de carnes é altamente fragmentado por restrições sanitárias. OCDE e FAO dividem o mercado de carne bovina por “rotas de aftosa e o resto do mundo”. Grandes exportadores como Brasil e EUA pertencem a diferentes circuitos, e seus preços nem sempre seguem os mesmos passos.

Os EUA garantiram o acesso para as carnes de Santa Catarina. Isso “provavelmente” vai intensificar a arbitragem de preço entre os mercados do Atlântico e do Pacífico. No caso da carne bovina, o impacto da abertura do mercado americano a produtores brasileiros pode resultar em maior competição para produtores que estão em áreas mais distantes, como a Austrália.

Tudo isso ocorrerá num cenário em que a produção mundial de carnes é projetada para crescer 1,8% por ano em média, frente a 2,1% na década precedente. A expansão virá de ganhos de produtividade, sobretudo para frango e suínos, nos países em desenvolvimento. Os preços devem continuar elevados, pela combinação de altos custos de produção, expansão dos estoques e a introdução de regras mais estritas nas áreas ambiental, de segurança alimentar, proteção animal e rastreabilidade. OCDE e FAO preveem alta nominal de 18% para a carne bovina, 26% para a de frango, 16% para a suína e 20% para a ovina.

FONTE: Valor Econômico

PECUARISTA SE APRESSA EM ENTREGAR GADO TERMINADO EM MT

As temperaturas caíram nesta semana em grande parte do
país, prejudicando a qualidade das pastagens e, apesar de esse "aperto" do
clima ter sido mais ameno em Mato Grosso, muitos pecuaristas procuraram apressar
a entrega de gado terminado, no intuito de evitar uma perda de rendimento
desses animais. Com isso, veio a pressão dos frigoríficos, com os compradores
reduzindo o preço pago pelo boi gordo.
A arroba, em Mato Grosso, que era cotada no início do mês de maio a R$
90,73/@, registrou na sexta-feira o preço de R$ 85,29/@, obtendo uma queda de
R$ 5,44/@ no período. E esse movimento pode ainda prosseguir no curto prazo,
principalmente devido à escassez de pastos em algumas regiões do Estado, em
função da morte súbita de pastagens, que favoreceu para o aumento no custo de
arrendamento. Razão de preocupação para muitos pecuaristas do estado, uma
vez que a demanda é alta em muitas regiões, fazendo com que muitos dos
negócios de arrendamento informados estarem girando entre R$ 10,00/cabeça/mês
a R$ 15,00/cabeça/mês neste ano.
Deste modo, os pecuaristas que trabalham utilizando-se deste sistema
poderão registrar uma diminuição nas margens de lucro, caso esse aumento não
se repasse ao restante da cadeia.

De acordo com os dados do Secex, a exportação mato-grossense de miúdos
encerrou o mês de abril com recuo de 18,16% (1.186 t) em relação ao mês
anterior. No entanto, quando comparado com o mesmo período do ano passado,
houve incremento de 32,36% no total exportado, a maior variação dos meses de
abril nos anos em análise.
Do total de miúdos exportados em abril, 77,51% foram destinados para a
China, a principal compradora desses produtos no Estado. Com isso, o principal
comprador do estado registrou queda no volume embarcado de 2,53% em relação a
março de 2011.
No acumulado de janeiro a abril deste ano, o embarque de miúdos totalizou
5.065 toneladas, incremento de 35,95% em relação a 2009,
maior volume registrado desde 2008. Em suma, o Estado vem representando uma boa
participação nas exportações de miúdos em relação ao total de embarques
no Brasil, com participação de 15,73%.

O ano de 2009 até novembro de 2010 foi marcado por uma valorização tanto
na arroba do boi quanto da vaca gorda, que costumam andar juntos. De novembro
do ano passado em diante ambos os preços têm mostrado desvalorização. Como o
descarte de vacas foi maior do que nos outros anos, esse aumento na oferta de
vacas resultou na queda do seu preço numa intensidade maior do que no preço da
arroba do boi.
Essa situação faz a diferença entre os preços aumentar. Neste último
mês de maio a arroba do boi gordo fechou com média de R$ 88,05/@, queda de
3,8% com relação a abril, enquanto que a vaca gorda fechou a R$ 78,91/@,
representando queda de 3,51%.
Desde abril deste ano, a arroba do boi gordo mostrou desvalorização com
intensidade um pouco maior, o que fez a diferença entre eles também cair para
11,58% neste mês de maio.
A arroba do boi gordo encerrou a semana anterior com média de R$ 85,50/@
apresentando uma variação negativa de R$ 0,56/@, desvalorização de 0,65% com
relação à semana anterior. A arroba da vaca gorda fechou a semana a R$
77,30/@, aumento de 0,16% com relação à semana passada, o que representa
variação positiva de R$ 0,13/@.

Noroeste: Apresentando uma valorização de 0,06% com relação à semana
passada a arroba do boi encerrou a semana cotada a R$ 85,39, aumento de R$
0,05/@.

Norte: A arroba do boi gordo fechou a semana cotada a R$ 86,23, com aumento
de 0,71% com relação à última semana. Negócios foram fechados em Nova
Canaã do Norte a R$ 87,00/@, na sexta-feira.

Nordeste: Nesta região a arroba terminou a semana cotada a R$ 84,10, com
variação negativa de 1,02%. Na cidade de Canarana foi registrada negociação
de R$ 86,00/@ na segunda-feira.

Médio-Norte: A arroba do boi gordo apresentou média semanal de R$ 85,86,
diminuindo R$ 0,89 se comparada à semana passada.

Oeste: Com desvalorização de R$ 0,67/@, o boi gordo encerrou a semana com
a arroba sendo cotada a R$ 85,45. Houve registros de negociações na cidade de
Pontes e Lacerda a R$ 88,00/@ à vista. A melhor precificação registrada
ocorreu em Araputanga, com preço de R$ 89,00/@ à vista na terça-feira.

Centro-Sul: O boi gordo encerrou a semana na região centro-sul com um
preço médio de R$ 86,30/@, queda de R$ 0,89/@ em relação à semana passada.
Houve registros de negociações na cidade de Cuiabá, a prazo, de R$ 89,00/@.

Sudeste: A arroba do boi gordo finalizou a semana sendo comercializada a R$
85,62, com desvalorização de R$ 0,28
em relação à última semana. Foram registradas negociações à vista de R$
87,00/@ na cidade de Rondonópolis na sexta-feira, dia 10/6.

Dentre a série histórica analisada pelo Instituto, no mês de abril foi
registrado o pico no preço nominal médio da vaca solteira, chegando ao máximo
de R$ 838,66/cab. Porém, o preço médio da vaca magra encontrada no Estado
hoje é de R$ 830,65/cab, alta de 13,78% acima de junho de 2010 e uma redução
de 0,44% em relação ao mês passado.
Essa mudança nos preços para o gado para reposição nos últimos meses
se deve muito à baixa no preço da arroba do boi e da vaca gorda, que garante
pouco suporte para a venda do pecuarista e desaquece o mercado de reposição.
Pode-se comprar hoje no Estado uma vaca magra com a venda de 10,74 arrobas de
vaca gorda à vista, enquanto no mês passado a relação de troca era 10,57,
isso após o recuo de 2% no preço da arroba.

Logo após a etapa de vacinação contra febre aftosa no final de maio, os
produtores procuram otimizar o manejo do gado e aplicam produtos como o Barrage,
um importante inseticida, mosquicida e carrapaticida. Em uma relação de troca
entre o Barrage tipo pulverização e a arroba do boi gordo, entre o final do
ano passado e o mês de março, a média se manteve estável a 2,50 litros por
arroba.
Nos meses seguintes, a relação de troca recuou 1,39% em abril e no mês
passado 6,47%. O preço deste produto no Estado hoje é de R$ 37,90 por litro,
2,28% maior que no mês anterior. Apesar disso, essa variação no preço do
Barrage não foi a maior responsável pela oscilação na relação de troca,
mas sim a arroba do boi gordo que registrou queda de 3,93% com relação entre
os meses de abril e maio.

O mercado futuro da arroba do boi gordo tem "andado de lado" nas últimas
semanas. O preço do contrato com vencimento em outubro de 2011 terminou a
semana abaixo dos R$ 101,00. O papel, que iniciou a semana cotado a R$ 101,60/@,
chegou a ser negociado a R$ 102,79 na quarta-feira, mas acabou perdendo força
e fechou na sexta-feira com o preço de R$ 100,85/@.
Enquanto isso, o mercado físico registrou uma ligeira queda de R$ 0,08/@
na semana, segundo o indicador Cepea/Esalq. Desse modo, o mercado aparenta
aguardar para uma sinalização quanto à real oferta futura de bois terminados
na entressafra.
FONTE: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA-MT).

Subsídios têm blindagem na Europa


Rede de 38 mil cooperativas com forte atuação junto à Comissão Europeia se encarrega de manter protecionismo que barra produtos estrangeiros

José Rocher

Eles produzem grãos e carnes com garantia de renda e estão blindados contra os ataques aos subsídios pagos na União Europeia (UE). Essa força política dos agropecuaristas europeus não se deve apenas à importância econômica e social do setor na geração de renda, na produção de alimentos e no desenvolvimento das regiões agrícolas. Uma rede de 38 mil cooperativas, que reúne 8 milhões dos 13 milhões de produtores dos 27 países do bloco, dá sustentação às bandeiras do agronegócio diante da Comissão Europeia. Num momento de ajustes na Política Agrícola Comum, essa malha de empresas reforça seu lobby protecionista, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de 2,8 mil quilômetros pelo continente.

A base da representação das cooperativas fica em Bruxelas, na Bélgica, a apenas um quilômetro da Comissão Europeia. Criadas na década de 50, a Copa (que representa os produtores) e a Cogeca (das cooperativas) completam meio século de trabalho conjunto em 2011 com uma estrutura enxuta – 50 pessoas –, porém, mais atuante do que nunca, afirma Paulo Gouveia, um dos diretores do sistema. “Temos mais de 100 reuniões por ano com a Comissão Europeia. São de duas a quatro discussões anuais sobre cada setor”, revela. Três de cada dez agentes da Copa Cogeca são tradutores, especialistas na missão de conciliar interesses de diferentes países em seis idiomas.

Sem estatísticas que separem o que é produzido no âmbito das cooperativas e o que parte de produtores independentes, a Copa Cogeca representa todo o setor. Não só os produtores, que exploram áreas de 10 hectares em média em Portugal até fazendas de 18 mil hectares na Hungria, mas também cooperativas de peso, como a holandesa FrieslandCampina, que fatura o equivalente a R$ 21 bilhões ao ano e tenta ampliar sua renda na industrialização de lácteos. O valor é quatro vezes maior que o faturamento da maior cooperativa de produção rural do Brasil, a Coamo, com sede em Campo Mourão (PR).

Os interesses dos produtores europeus estão em primeiro lugar quando o assunto é a abertura do mercado para países como o Brasil, relata o executivo Eduardo Ferreira, da Missão do Brasil na UE. Torna-se praticamente impossível para um país rebater, com sua representação diplomática, o poder de articulação política do setor junto ao comando do bloco, conta o adido agrícola brasileiro em Bruxelas Odilson Luiz Ribeiro e Silva. Esses relatos explicam a posição irredutível dos governos europeus em relação às barreiras sanitárias e ambientais no controle da entrada de produtos como a carne bovina brasileira, mesmo num momento de retomada das discussões sobre a relação comercial entre a UE e o Mercosul.

Reviravolta

Até a década de 90, a palavra cooperativa tinha conotação negativa na UE, segundo a própria Copa Cogeca. Os produtores temiam perder suas fazendas ao se tornarem cooperados. “A Polônia foi única exceção onde eles não enfrentaram perda de posse da terra”, afirma Gouveia. Os governos freavam a criação de novas cooperativas para evitar que o drama das dissoluções se repetisse. “Hoje a Copa Cogeca conta com boa reputação e um dos lobbies mais influentes na Comissão Europeia”, assume o executivo.

Atualmente, o número de cooperativas na UE fala por si. É maior inclusive na comparação com o do Brasil. A diferença é de 38 mil para 6,7 mil, maior do que na comparação da área agrícola. Os países que integram o bloco cultivam 59 milhões de hectares na safra 2010/11, enquanto o Brasil planta 49 milhões, conforme as estatísticas oficiais. As cooperativas brasileiras representam 9 milhões de cooperados, 1 milhão a mais que as europeias, mas somente no Paraná representam mais da metade da produção rural.

FONTE: Gazeta do Povo

Embargo russo à carne brasileira deve acabar até julho

são Paulo O embargo da Rússia à importação de carne bovina, suína e de aves de 85 frigoríficos brasileiros dos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso pode ser suspenso até o final do mês que vem. A expectativa é do secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira. - A imposição da Rússia foi divulgada no início deste mês. Desde então, representantes do Ministério da Agricultura e do Mdic têm tido reuniões para tentar solucionar a questão. A medida entraria em vigor no dia 15 deste mês.

"Estamos tentando resolver isso. Não é a primeira vez que acontece com a Rússia e não vai ser a última", disse o secretário, lembrando que o embargo foi motivado por questões fitossanitárias. Teixeira ressaltou ainda que a decisão russa não suspendeu toda a importação brasileira de carne para aquele país. "As empresas têm frigoríficos em vários estados, não somente naqueles três", afirmou.

Teixeira comentou que as razões do embargo são "técnicas" e que todas as recomendações russas estão sendo seguidas pelos frigoríficos. Daí a expectativa do governo de que a suspensão do embargo à carne brasileira originada destes 85 frigoríficos seja feita até o final do próximo mês. "São vários elementos que a gente tem que equacionar. Em alguns eles tem razão e em outros, não", afirmou.

Ontem, o secretário participou de encontro com exportadores promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, para tratar do lançamento da 30ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que será realizado em agosto. O secretário quer também unificar toda a legislação vigente sobre comércio exterior.

FONTE: DCI

Italianos mostram interesse em terneiros Charolês

Há cinco anos começaram as negociações entre a União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (UNICEB) e o governo do Estado de Santa Catarina, com o objetivo de implantar um projeto de importação de bovinos vivos do Estado catarinense para a Itália. As conversações avançaram e a expectativa é que sejam adquiridos, para a primeira viagem, entre 4 e 5 mil terneiros, que deverão formar o carregamento de um navio.

Segundo os membros da comitiva italiana que estiveram em Santa Catarina em fevereiro, a escolha por Santa Catarina se deu pela facilidade de acesso ao Porto de Imbituba e principalmente pelo Estado ser o único certificado como livre de Febre Aftosa sem vacinação no Brasil.

“O litoral catarinense é um ponto estratégico, principalmente para a exportação de animais”, diz Fulvio Fortunati, membro da União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb).

Os bezerros serão abrigados no Centro de Confinamento, em Imbituba. O espaço, com 33 hectares, servirá para realização de atividades de ambientação e concentração de bovinos destinados à exportação. Ali os animais, criados em Santa Catarina, ficarão por aproximadamente 40 dias, onde passarão por diversas aferições por Médicos Veterinários, além de preparação ambiental para a viagem marítima.

No local serão instaladas outras construções, como um centro de manejo, sede para a administração, para os serviços veterinários e para alojamento de outros funcionários, galpões para guarda de maquinários, equipamentos e instalações para distribuição de água, energia elétrica e alimentação para os animais.

Segundo o diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária da Cidasc, Méd. Vet. Roni Barbosa, o local já possui licença ambiental prévia da Fatma e a previsão é de que no primeiro semestre deste ano esteja em funcionamento.

“Se tudo correr bem o primeiro embarque será em julho deste ano”, afirma o veterinário Roni Barbosa.

Participação fundamental de criadores e de técnicos

Os terneiros selecionados deverão ser de raças européias ou seus cruzamentos, de preferência com as raças Charolês e Limousin, não castrados, com idade aproximada de oito meses e peso entre 200 e 250 quilos. A preparação dos terneiros nas fazendas está nas mãos dos criadores, tanto no aspecto de raças e cruzamentos utilizados como da alimentação do rebanho, especialmente das vacas.

Abre-se um novo mercado

“Financeiramente representa para os criadores um valor de aproximadamente 4 a 5 milhões de Reais, porém, a maior vantagem se constitui na possibilidade de ser viabilizada a especialização dos criadores para a produção de terneiros de boa qualidade, visando mercados mais competitivos e, portanto, de maior remuneração, a exemplo da Itália, mantendo em suas fazendas um plantel maior de vacas e touros ou uso da inseminação artificial, sem as demais categorias”, explica o Dr. Roni.

Médicos Veterinários, Zootecnistas, Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas, além de outros profissionais terão uma ativa participação, tanto na motivação dos criadores para o projeto, assim como na preparação dos terneiros para a comercialização, durante a concentração em Imbituba, e no acompanhamento da viagem de

navio até o continente europeu.

Outras informações podem ser obtidas diretamente na sede da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, através do fone (51) 3458-3919 ou ainda pelo e-mail charoles@charoles.org.br ou ainda através do site www.charoles.org.br.


Fonte: Comunicação & Marketing da Agênci
(51) 3231-6210
ciranda@agenciaciranda.com.br

Cardiologista diz que carne é insubstituível para o desenvolvimento e a saúde humana

“Para ser vegetariano, tem de ser rico e nutricionista”. A frase é uma pequena provocação de um dos mais renomados cardiologistas brasileiros, Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição e Nutrologia Clínica do Hospital do Coração (HCor-SP), que vem a Salvador no próximo dia 17 de junho para participar do 1º Encontro Baiano sobre Abate e Comércio Ilegal de Carnes. O evento, que tem à frente o Ministério Público Estadual e o apoio do Sindicato das Indústrias de Carne do Estado da Bahia (Sincar), tem como público-alvo promotores públicos especializados em Saúde, em Justiça e em Meio Ambiente, além de agentes fiscalizadores, gestores estaduais e municipais, indústria de frigoríficos, dentre outros, e acontecerá no Fiesta Convention Center, das 9h às 18h.


Na palestra que irá proferir, intitulada “Carne – Um excelente alimento”, o médico joga por terra a fama de vilã que a proteína animal vem ganhando mais fortemente nos últimos anos. “A carne é fundamental para o crescimento das crianças e para manter a saúde dos adultos. A chave para o consumo correto está nas quantidades”, ensina o cardiologista. “Nossos antepassados quando matavam um boi, tinham de comer tudo, ou salgar, pois não possuíam geladeira. Em compensação, faziam longas jornadas a pé. Hoje o sujeito vai para um rodízio e come um quilo só de picanha, sem falar no bufê e na sobremesa”, compara.


A quantidade recomendada pelo dr Magnoni é de 100 gramas ao dia, o equivalente a um bife pequeno. Segundo o médico, essa quantidade garante uma excelente dose de nutrientes como o zinco, as vitaminas do complexo B e o ferro. “Substituir um bife por vegetais exige investimentos altos e muito conhecimento, o que raramente acontece por quem faz essa opção”, diz o médico. Outro mito que ele combate é que a carne causa envelhecimento. “Na quantidade correta e como parte de uma dieta balanceada, isso não acontece”, garante. Sobre a gordurinha da picanha, paixão de muitos brasileiros, o médico flexibiliza. “De vez em quando, e com moderação, não tem problema”, ensina.



Catarina Guedes

Imprensa Sincar

catarinaguedes@agripress.com.br


Carne Certificada Pampa bate recorde de produção em abril

O Programa Carne Certificada Pampa da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), é o programa de certificação com maior tempo de atividades, desde o ano 2000 vem certificando com o Selo Carne Pampa a carne de Hereford e Braford produzida através do programa. Em 2011 há muito o que se comemorar, o crescente número da animais abatidos nas plantas frigoríficas conveniadas no Rio Grande do Sul, do Frigorífico Silva e Marfrig Frigoríficos do Brasil atingiu o auge com a produção de 85 toneladas de carne só no mês de abril de 2011.

Para o Gerente do Programa Carne Certificada Pampa, Guilherme Dias, “o ajuste do padrão racial, o treinamento dos certificadores e o aumento de animais identificados pelo Programa Gado Pampa, impactou direto no aumento de animais certificados nos meses de abril e maio”. “Comemoramos este resultado como um estímulo e indicando que estamos trabalhando no caminho certo”, comemora Dias

A ABHB vem fomentando o programa unindo a certificação frigorífica os Programas Gado Pampa Certificado e Terneiro Certificado Pampa, programas de certificação de gado em pé e que surgiram para suplementar produtos com a garantia de padrão HB.

Em 2011, a Carne Certificada Pampa estará presente na 17ª Feicorte no Espaço Carne, uma novidade da maior feira da cadeia produtiva da carne e que dará aos visitantes e convidados a oportunidade de conhecer o sabor, a maciez e a qualidade da Carne Hereford e Braford. O Carne Pampa estará no Espaço Carne nos dias 13 e 15 de junho, dia 13 das 19h às 22h e dia 15 do meio-dia às 15h.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Lorena Riambau Garcia
Assessoria de Imprensa e Comunicação Social
(53) 3242-1332
ascom.hereford@braford.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2011

HOMENAGEM A MINHA QUERIDA VÓ "ALBERTINA LUND" (VÓ BETA ) QUE ERA GRANDE DEVOTA DE SANTO ANTÔNIO

DIA 13 DE JUNHO "DIA DE SANTO ANTÔNIO"

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

COTAÇÕES


Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 13/06/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 10/06/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,49
KG VivoR$ 3,25R$ 3,25
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,23R$ 6,17
KG VivoR$ 2,96R$ 2,93
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 13.06.2011

BOI: R$ 6,50 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,10 a R$ 6,30

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 13.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,90

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 13.06.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,80 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,15
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Crise que dizimou os médios frigoríficos em todo o País se arrasta há três anos

Mais de dez frigoríficos que pediram recuperação não tem horizonte claro de operação

DA REDAÇÃO 13/06/2011 15h40
Os mais de dez frigoríficos de carne bovina que pediram recuperação judicial após a crise financeira de 2008 ainda não têm um horizonte claro para voltar a operar na normalidade. Sem crédito no mercado e sem conseguir vender suas fábricas, por conta da capacidade ociosa da indústria nacional,praticamente toda a “classe média” dos frigoríficos permanece em dificuldade, abrindo espaço para os únicos três grandes do setor: JBS, Marfrig e Minerva. Juntos, os três somam mais de 95% das exportações brasileiras de carne bovina, por exemplo. “Até agora, o setor não conseguiu se recuperar e não sei como vários casos vão acabar”, diz o advogado Alfeu Alves Pinto, do Boccuzzi Advogados Associados. O escritório defende credores no caso do Frigoestrela e acompanha os outros processos de recuperação judicial de frigoríficos, em busca de soluções que se apliquem aos demais. A extensa lista de empresas em recuperação judicial vai desde o gigante Independência, com dívidas de R$ 2,3 bilhões no momento da recuperação judicial, até o pequeno e mais recente a pedir a proteção da Justiça, o Forteboi. Mas a maior parte da lista é de médios frigoríficos aqueles que são maiores mais que empresas regionais, mas não têm o porte dos gigantes são eles: Arantes Alimentos, Margen, Quatro Marcos, Mataboi, Mercosul, Frialto, Frigol, Fribrasil e Frigoestrela. Em recuperação judicial, os frigoríficos evitaram que os credores executassem garantias e pedissem a falência das companhias. Mas o crédito para essas empresas sumiu, e elas não conseguem dinheiro novo para retomar as atividades. “Vejo essas empresas insistindo muito com as mesmas fontes de crédito, em vez de buscar novas”, diz Alves Pinto, para quem fontes externas pouco expostas ao risco deveriam ser procuradas. O Independência chegou a levantar US$ 150milhões em títulos de dívida após entrar em recuperação judicial, mas os recursos não foram suficientes e, meses depois, a empresa parou de operar suas fábricas. Outra saída seriam as injeções de capital por novos sócios ou a venda das empresas, modelos muito usados no caso das usinas de cana que passaram pelas mesmas dificuldades dos frigoríficos. “A situação é pior no caso da carne, mas acredito que com o retorno da liquidez financeira as empresas desse mercado e os fundos de private equity estão olhando para as companhias em recuperação”, diz o advogado Joel Bastos, do Felsberg e Associados. O escritório trabalha na recuperação do Arantes e do Frialto, representa credores no processo doIndependência e fez o processo do grupo de cana Infinity Bioenergy, adquirido pelo Bertin. Por enquanto, casos como o do Infinity não surgiram nos frigoríficos. OJBS incorporou a endividada Bertin Alimentos, mas antes que ela tivesse que recorrer à Justiça. Tanto o JBS quanto o Marfrig preferiram arrendar unidades industriais das empresas em recuperação, em vez de adquiri-las.Orisco é obviamente menor, mas essas operações não resolvem o problema de caixa das companhias em dificuldade e acabam mantendo-as fora do mercado, afirma Bastos.

FONTE:CORREIO DO ESTADO

Uruguay espera un bajo índice de preñez en 2011

Por condiciones climáticas y falta de suplementación, este año el país vecino experimentaría una baja en parición.
Los expertos esperan para este año una bajo índice de preñez en el ganado vacuno debido a las condiciones climáticas y a la falta de suplementación, según indicó el diario uruguayo El Observador.


Habiendo finalizado los entores, los especialistas son capaces de detectar la preñez o la falta de ella en los rodeos de cría del ganado vacuno de carne.
El veterinario Daniel Jaime dijo en diálogo con El Observador que en una muestra de 2.520 vacas el promedio fue de 64% de preñez.


El artículo refleja en detalle los datos obtenidos en una muestra realizada por Jaime en algunos rodeos de cría, en distintas zonas del país.


Lavalleja 270 vacas, 70%; Florida 660 vacas, 53%; Maldonado 490 vacas, 55%; San José 160 vacas, 72%; Florida (Cerro Colorado) 230 vacas, 53%; Tacuarembó (Paso de los Toros) 420 vacas, 84%; Flores 290 vacas, 75%.


En Florida los promedios de preñez fueron muy bajos por la falta de agua, dijo el experto. Los entores realizados en verano se vieron afectados por la sequía, que en el departamento se sintió bastante.


En el caso tomado como muestra en Tacuarembó, las 420 vacas lograron 84% de preñez, un buen promedio con respecto al resto de los casos. Se debió a que se tomaron varias medidas de manejo, como la plantación de especies forrajeras para el pastoreo y la suplementación del ganado, incluso se regaron algunas parcelas de pasturas.


Se estima que este año el índice de preñez no superará el 63% de promedio nacional, indicó el director de la consultora Blasina y Asociados, Eduardo Blasina, en su conferencia Agro en Foco que se realizó el 26 de mayo pasado en la ciudad de Durazno y que trató sobre ganadería vacuna.


El diario uruguayo también destaca que el problema principal es el manejo nutritivo, los productores que no hacen suplementación alimenticia, no obtienen buenos resultados, explicó Jaime. El porcentaje de preñez de 2010 fue 78,9% y por lo tanto muchas vacas se entoraron con cría al pie, lo que depara una mayor dificultad en quedar preñadas. A su vez, las condiciones climáticas no fueron favorables, por lo que muchas vacas quedaron vacías.

FONTE:ELRURAL.COM

BOI GORDO - Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos

Boi gordo: mercado está pressionado com o atacado perdendo força e consumidor migrando para carne de frango e suína já que não houve repasse de baixa para a bovina. Confinamento deve se confirmar menor e pecuarista precisa trabalhar no mercado futuro de opções.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

E a crise passou ou não passou?



FONTE: SCOT CONSULTORIA

Oferta será decisiva para o mercado do boi gordo durante essa semana


O mercado do boi gordo terminou a semana em ritmo lento, com vários frigoríficos fora das compras.

Para os que permaneceram no mercado, não houve mudança significativa de preços.

Em São Paulo, a referência seguiu em R$97,50/@ a prazo, livre de imposto. A oferta de gado está restrita e a escala média de abate atendia 3 dias.

A compra de animais em praças vizinhas seguiu completando grande parte da programação dos frigoríficos paulistas.

No mercado atacadista de carne com osso queda de preços para todas as peças.

Com isso, o boi casado de animais castrados terminou cotado em R$5,93/kg.

Diante deste quadro de redução de demanda, demonstrado pela queda nos preços da carne, a oferta de animais será decisiva para o rumo das cotações nos próximos dias.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

RS: criadores investem em tecnologia visando ganho de produtividade e maior rentabilidade

Os preços em alta e a busca constante pela certificação são o retrato atual da produção de terneiros no Rio Grande do Sul. Devido ao aumento do preço pago pelos frigoríficos pelos exemplares certificados, os produtores estão investindo em melhoria da qualidade do rebanho e buscando alternativas e novas tecnologias para encurtar o ciclo produtivo e garantir resultados ainda melhores nas feiras de terneiros e nos frigoríficos.

A demanda crescente pela carne de qualidade é o principal motivo para que os produtores procurem criar animais com genética privilegiada. Com um preço maior pago pelos invernistas, e posterior revenda com garantia de bônus ao frigorífico, os criadores passaram a investir em novas tecnologias como a Inseminação Artificial com Tempo Fixo (IATF), no qual é feita em larga escala, no mesmo período.

"Com essa técnica, o terneiro será mais pesado e com genética melhor. Como os partos serão mais concentrados, o lote será mais homogêneo", explica o médico-veterinário da Área de Melhoramento e Genética Animal da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.

Os investimentos na busca de resultados a médio e longo prazo são uma prática que não deve ser abandonada, defende o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Júlio Barcellos. Já a receita apresentada pelo professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS, José Fernando Lobato, é definir um sistema de produção para avançar nos resultados. Para tanto, é preciso estabelecer três eixos, redução de idade de abate dos novilhos para dois ou 2,5 anos, redução da idade de primeiro serviço nas novilhas em cria para dois anos e meta de 80% de desmame do gado adulto. "Com esse sistema, podemos chegar a uma taxa de desfrute de 28%, considerada ideal. Atualmente, o índice no Estado é de 22%", salientou.

Lobato também destaca que a especialização dos produtores também é uma tendência cada vez mais forte.

FONTE: Zero Hora

BOI GORDO - Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi: vendas de carne durante o final de semana ficam abaixo da expectativa para a primeira quinzena do mês. Oferta de animais continua sendo suficiente para manter escalas de 5 dias. Tendência é de pouca variação nos preços até o final de junho.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Feicorte estimula consumo de carne


Elevação de consumo, sustentabilidade e qualidade da carne terão destaque na 17 Feicorte, que começa nesta segunda-feira (13), no Centro de Exposições Imigrantes (SP). O evento, que espera reunir quatro mil animais de 20 raças até sexta-feira, terá a estreia do "Espaço Carne". Segundo a gerente do Agrocentro, Carla Tuccino, a feira amplia o leque ao reunir a cadeia produtiva. "Pecuaristas que vêm à feira estão cada vez mais focados em negócios." Apesar do perfil, não há projeção de receita, diz, porque muitos preferem iniciar o relacionamento e fechar negócio após conhecer o criatório. O "Espaço Carne" dá continuidade do projeto "Pecuária Sustentável - Sim É Possível", lançado na edição de 2010. Aproveitando a oportunidade, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) apresentará o Programa Carne Certificada Pampa. O presidente da ABHB, Fernando Lopa, explica que o programa bateu recorde de produção de 85 toneladas certificadas em abril. Com 25 animais na feira, a ABHB terá estande de divulgação do Brazilian Hereford e Braford, que exporta genética brasileira. Representada por 21 expositores do Estado, de São Paulo e Minas Gerais, a Associação Brasileira de Angus apresentará seu programa de carne certificada no estande diariamente, diz o subgerente do programa Carne Angus, Fábio Medeiros.

FONTE: Correio do Povo

Boi gordo apresentou leve aumento durante a semana no RS

O preço do gado gordo apresentou um leve aumento durante a semana. Após a realização das tradicionais feiras de terneiros, quando o preço máximo alcançou R$ 4,50/kg/vivo, no entanto, os preços praticados em algumas propriedades na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre oscilaram entre R$ 3,60 a R$ 3,80/kg/vivo, para esta categoria animal.

Devido à menor luminosidade e a queda nas temperaturas, o desenvolvimento do campo nativo é lento, apresentando forrageiras com baixo valor nutricional, reduzindo, assim, a produtividade do rebanho. A engorda e a manutenção dos animais está sendo retomada com o suprimento de pastagens cultivadas, especialmente as gramíneas anuais como aveia e azevém. De maneira geral, o estado nutricional sanitário do rebanho de bovinos de corte do Estado é normal, considerando esta época do ano.

As informações são da assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar.

FONTE: Agrolink

domingo, 12 de junho de 2011

Congresso da Carne fortalece os elos da cadeia produtiva


O fortalecimento da cadeia produtiva da carne está relacionado ao investimento de todos os elos na difusão de conceitos como o de que o produto é a mais completa fonte de proteína da alimentação humana e que pode chegar à mesa do consumidor com o selo da sustentabilidade. O mercado está cada vez mais aberto para a carne brasileira e a variedade e qualidade da pecuária nacional a torna apta a atender às variações exigidas pelo mercado.

Esses foram alguns dos temas que deram o tom do debate durante o Congresso Internacional da Carne, realizado pela Federação da Agriculutura e Pecuária de MS (Famasul) nesta quarta e quinta-feira em Campo Grande, MS. O evento teve seis painéis abordando os temas mais atuais do setor no momento, compostos por 32 palestras e mesas-redondas, sendo que 11 delas ministradas por palestrantes de outros países. O congresso teve 1,4 mil participantes de 19 estados e de 11 países.

As discussões valorizaram o trabalho de pesquisa, em especial no Brasil e da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), responsáveis pelos bons índices da pecuária nacional. Com elevado nível técnico, as palestras trouxeram perspectivas como o desenvolvimento de animais mais robustos, com carcaças mais aprimoradas, o que aumentaria a produtividade e conseqüente oferta de carne sem comprometer a sustentabilidade.

Além da carne bovina, o evento trouxe também debates sobre o rebanho suíno e ovino. “O futuro da suinocultura brasileira já começou”, afirmou o diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suíno (ABCS), Fabiano Coser. O especialista fez uma exposição baseada em dados econômicos avaliando o crescimento e as boas perspectivas para o setor suíno nos próximos anos. “Até 2025 o brasileiro vai aumentar 20 kg por ano/per capita de consumo de carnes. E a suinocultura também quer um pedaço dessa fatia”, analisou.

Os dois dias de evento reuniram especialistas de todas as áreas da cadeia da carne, desde produtores, setor de insumo, indústria e setor público. Entre eles, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pratini de Moraes. O ex-ministro foi contundente ao defender a legislação ambiental que está sendo analisada no Congresso Nacional. “Não podemos deixar quem é de fora colocar regras no nosso País”, disse, qualificando como exagero algumas conotações que vem sendo dadas à nova legislação.

Sobre o novo Código Florestal, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, destacou que o Brasil tem sim lições a dar ao mundo, porque mantém 62% de sua cobertura vegetal preservada. “O novo Código Florestal também não prevê novos desmatamentos e não anistia produtores como se tem dito, mas respeita o processo histórico de consolidação das atividades agropecuárias em nosso País”.

Durante sua palestra, a senadora Kátia Abreu apresentou dados atualizados referentes ao cenário do agronegócio. “O agronegócio representa 23% do PIB nacional e quase 40% da exportação brasileira. Se não fosse o agronegócio, 40% da balança comercial estaria negativa” afirmou.

O congresso trouxe ainda o especialista em carnes, Marcelo ‘Bolinha’, que deixou a todos os participantes impressionados com sua demonstração prática de que “não existe carne de segunda”. Com uma habilidade impressionante, Bolinha deu um show na vitrine da carne, desossando animais em frente ao público, transformando as peças em espetos de primeira.

O Congresso Internacional da Carne é uma realização do International Meat Secretariat (IMS/Opic) em conjunto com a Famasul. O evento tem o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS (Senar/MS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de MS (Sebrae), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural – FUNAR, Fórum Permanente da Pecuária de Corte da CNA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conta com o patrocínio da John Deere, Marfrig, AllFlex, Safe Trace, Valefert e Banco do Brasil e o apoio do Convention Visitor Bureau.
As informações são da Sato Comunicação

FONTE: Agrolink

A estratégia agora é investir no marketing


A carta na manga, desta vez, será mostrar no exterior a história da pecuária nacional



MARIANNA PERES
Enviada especial a Campo Grande*

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vai reforçar as ações em prol do marketing da carne brasileira no mercado internacional. A carta na manga desta vez é mostrar a história da pecuária nacional, seus personagens e o sucesso de uma atividade que só no Pantanal tem mais de 250 anos de existência. A nova propaganda da carne bovina, dentro do programa que já existe, o `Brazilian Beef`, vai além da máxima da qualidade para vender a imagem da produção sustentável.

Esse realinhamento estratégico nasce com a missão de derrubar o que a entidade classifica de "esteriótipo do pecuarista devastador", aquele que derruba tudo para produzir. "Essa história está sendo contada por pessoas com interesses em ferir a competitividade nacional, são ONGs e concorrentes. Não é uma história que é contada por brasileiros", argumenta o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio.

Como explica, nesta primeira década do século XXI, o Brasil surgiu no mercado internacional e logo tomou a dianteira na preferência dos consumidores "e é claro que isso despertou à atenção do mundo e então passaram a associar a imagem da carne bovina brasileira à devastação. Hoje, não existe isso. A abertura de áreas para pastagens foi um movimento iniciado há mais de 40 anos e incentivado pelo Estado brasileiro. Assim como os norte-americanos, nós temos de ter orgulho do segmento e por isso temos de contar a nossa história agora". O diretor executivo afirma ainda que a ocupação da Amazônia reflete um problema de ausência de Estado e não da produção de carne.

A Abiec quer mostrar que a pecuária foi responsável pela evolução do país e vice e versa. "O que precisa ficar claro é que a pecuária é indutora de mobilidade social, como também de integração nacional. Chegou a vez do markting da pecuária e não apenas da carne".

Com este novo posicionamento frente ao mercado internacional e em parceria com o Itamaraty, a Abiec foca a conquista de consumidores mais rentáveis, ou seja, àqueles que podem pagar a mais pelo quilo da carne bovina. Entre os mercados com negociações em andamento e que podem pagar mais, estão a Turquia, México e Indonésia, como também, a reconquista do Chile - mercado rentável - que deixou de importar a carne brasileira após casos de febre aftosa em 2005. De lá para cá, o Paraguai passou a abastecer o consumo chileno de forma bastante agressiva. Para 2011 a previsão da Abiec é de atingir receita de US$ 5 bilhões com a exportações de carnes bovinas, cifras que se confirmadas estarão cerca de 10% acima do resultado obtido no ano passado.

A pressa em se romper o esteriótipo pode ser entendida diante das perspectivas traçadas ao consumo da carne bovina, por exemplo, nos próximos dez anos o mundo demandará 3,6 milhões de toneladas e o Brasil, como reforça Sampaio, somente o Brasil terá condições de dar essa resposta e "de forma sustentável".

A oportunidade à carne nacional está na expansão dos mercados consumidores e na diversidade da produção. Como aponta Sampaio, além de tirar o rótulo, é necessário ratificar os diferenciais da carne, já que o mercado está cada vez mais equilibrado.

"Lá atrás a carne brasileira vendia porque era boa e barata. No entanto, os preços estão balizados em nível mundial e chegou o momento de vender diferenciais, nichos, como a carne orgânica, de confinamento, precoce, fazendo propaganda de tudo aquilo que é feito nas fazendas. A pergunta é: o que o mercado quer. Temos de inverter a cadeia de produção".

DESAFIOS

Sampaio lembra que o Brasil precisa se readaptar a nova ordem do mercado. O período de boi barato e abundante se foi, os preços estão balizados, o câmbio corrói as exportações e tudo isso está mimando a competitividade do produto brasileiro chamado carne. "E o desafio interno nacional para assegurar o potencial de abastecer a demanda mundial requer a missão de aprender a lidar com o câmbio atual - que não vai mudar no curto e no médio prazo -, criar formas de reduzir o abate de fêmeas - que restringe a oferta do boi e encare preços do gado de reposição - e eliminar o seu esteriótipo. Teremos de ser competitivos com todos esses novos problemas".

EMBARGO

Sampaio avalia que o veto russo à importação de carnes brasileiras está relacionado às questões político-econômicas da Rússia e que as carnes bovinas acabaram sendo impedidas à reboque da suína e de aves. "A medida é protecionista porque o país quer ampliar a produção doméstica de aves e suínos. A restrição não tem fundo sanitário, porque quando isso ocorre se fecham as importações de um estado, neste caso foram somente plantas frigoríficas embargadas. O boi entrou de gaiato na história e mesmo assim, das 85 plantas, 24 são de bovinos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e apenas 41 continuam aptas ao consumo russo". Indagado, Sampaio frisa que as 41 podem tranquilamente suprir os embarques. (MP)

FONTE: DIARIO DE CUIABA

Para produtor norte-americano a comunicação é um grande aliado da Defesa

Dilemas e desafios não faltam para a cadeia produtiva da carne. Entre tendências de mercado, análises econômicas, modelos de produção sustentável, nesta manhã do segundo dia do Congresso Internacional da Carne, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Phillip Bradshaw, produtor norte-americano ligado a vários conselhos de pecuária dos Estados Unidos, trouxe uma questão singular ao debate: o problema da imagem do setor na opinião pública.

A empreitada de Bradshaw começou quando ele percebeu que o consumo de carne nos EUA caiu do início da década de 90 pra cá. Essa mudança no comportamento, segundo Bradshaw, se deu por conta de uma forte campanha contra o consumo de carne vermelha. “Vários grupos estão recebendo milhões de dólares para contar a histórias deles, onde a agricultura e a pecuária são duas grandes inimigas do meio ambiente.” explicou.

No entendimento de Bradshaw a cadeia precisa agir como um todo para desmanchar os poder corrosivo da divulgação de mitos e inverdades. “Chegou a hora de contar a nossa história. A produção de carne é segura e boa”, enfatizou. Para ele é fundamental que haja um empenho sério para educar e treinar os produtores rurais na defesa da produção agropecuária contemporânea, pautada exclusivamente pela ciência.

“Estamos fazendo um trabalho fraco na comunicação. Precisamos divulgar o valor da carne e mostrar que estamos produzindo o alimento do futuro. Devemos combater o medo do desconhecido com informação e com verdade. Não nos baseamos no que achamos sobre tal coisa, mas em dados científicos que colhemos”, comentou Bradshaw.

Contudo, lembra produtor que todos os esforços devem ser amparados no princípio da transparência. Como exemplo, ele comenta um caso curioso nos Estados Unidos. “A empresa Cargill convidou a famosa apresentadora de televisão Oprah Winfrey para conhecer um de seus frigoríficos. A visita foi acompanha pela imprensa e rendeu uma boa imagem. Um importante crítico da cadeia produtiva da carne no EUA acabou escrevendo coisas boas sobre o processamento de carne. A transparência vale a pena. Precisamos expor mais nosso trabalho, essa é a nossa defesa”, concluiu Bradshaw
Fonte: RIT

MÉXICO - Exportación ganado México a EEUU, estable en 2011/12


Las exportaciones de ganado de México hacia Estados Unidos, que crecieron a inicios del año por una sequía que golpeó Texas, se mantendrán elevadas por los atractivos precios en ese país.

La exportación de ganado en pie a Estados Unidos se dispararon un 38 por ciento de enero a abril, comparado contra el mismo lapso del año pasado.

El Gobierno mexicano espera que la exportación de ganado en pie en el 2011/12 sea de entre 1.1 y 1.2 millones de cabezas, cantidad en línea con los 1.14 millones del ciclo actual, dijo a Reuters Hugo Fragoso, director general de salud animal de la Secretaría de Agricultura.

"Es muy probable que se comporte igual, porque la demanda es muy buena, el precio es muy bueno en los Estados Unidos, entonces esto atrae a los productores", dijo Fragoso en su oficina en la Ciudad de México.

Además los elevados precios de los granos están encareciendo la alimentación de los animales, lo que también impulsa las exportaciones, dijo el funcionario.

Los precios de la carne también se han elevado en México por los mayores costos de alimentación del ganado, pero es poco probable que suban más, explicó.

"El precio no puede subir más porque la gente dejaría de comprarlo", dijo.

En el 2005/06, México exportó 1.26 millones de cabeza de ganado a Estados Unidos, pero en 2008/09 bajaron hasta 810,000 cabezas ante una caída de los precios en el mercado estadounidense, recordó.

El grueso del ganado es exportado desde los norteños estados de Sonora y Chihuahua.

México exporta ganado Estados Unidos, pero después importa carne procesada para cubrir la demanda nacional.

México se ubicó el año pasado como el segundo mayor destino de las exportaciones de carne de Estados Unidos por volumen, escoltando a Canadá, según cifras del Departamento de Agricultura estadounidense.

(Reporte de Mica Rosenberg)

FONTE: Agromeat

sábado, 11 de junho de 2011

URUGUAY - La mitad de los productores se resiste a vender a los precios actuales de la industria

José Aicardi de MEGAAGRO

De cuatro camiones ofrecidos, la mitad se resiste a vender a los precios que pasa la industria, indicó el operador José Aicardi, de la firma MEGAAGRO, al referirse a la reacción de los productores cuando se le pasan los valores que está ofreciendo la industria. Situó los valores al final de la semana entre US$ 3,85 y 3,90 para los buenos novillos, aunque hay plantas que insisten en cotizar a 3,80 en segunda balanza. La baja en esta categoría fue muy fuerte y ello genera esa reacción del invernador, que prefiere seguir metiéndole más kilos a su ganado. Aicardi consideró que luego de continuas bajas muy abruptas del precio del novillo esa tendencia deberá atenuarse. “No queda más para bajar”, consideró.

Menos fuerte fue el impacto en el precio de las vacas que cotizan entre US$ 3,70 y 3,75, aunque también se pasan valores de hasta 3,60 y ello podría determinar que se faenaran más vacas, aunque no hay una oferta abultada.

Los embarques se mantienen más allá de una semana, en general se marcan fechas a 10/12 días de la concreción de las compras.
FONTE: Rafael Tardáguila