PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 21/06/2011 INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 20/06/2011 - PRAÇA RS Ver todas cotações Ver gráfico
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terça-feira, 21 de junho de 2011
COTAÇÕES
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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SC embarcará gado para a Turquia
Seguindo o exemplo do Rio Grande do Sul, o governo de Santa Catarina assinou acordo para exportar bovinos vivos para a Turquia. O primeiro embarque deve ser realizado em julho, com 4 mil cabeças de gado. A expectativa do governo catarinense é atingir o volume de 20 mil cabeças até 2012, que serão embarcadas pelo porto de Imbituba. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande embarcou, neste ano, 5.728 animais para Líbia e Líbano. Em 2010, foram realizadas remessas de bovinos vivos do RS para Egito, Líbano, Líbia e Turquia. As cargas gaúchas somam 24.691 animais. A Vanzin, operadora responsável pelo embarque de animais, informa que não há novas remessas agendadas.
Fonte: Correio do Povo
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"Eles precisam de nossos produtos"
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, estará hoje no Parlamento Europeu no workshop em que o Brasil buscará defender a proposta dos países do Mercosul para fechar o acordo com a União Europeia.
"Queremos mostrar que não é o acordo UE-Mercosul que vai prejudicar a agricultura europeia", disse Sampaio, de Bruxelas. A Abiec mostrará aos parlamentares dados e previsões de órgãos da própria UE indicando que as importações de carne bovina representaram apenas 5,37% do total consumido no bloco no ano passado.
Estimativas da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne indicam que o consumo de carne bovina na UE em 2010 somou 8,151 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 438 mil toneladas foram importadas e cerca de 90% foram provenientes do Mercosul.
Os exportadores brasileiros também vão usar projeções que mostram que a produção de carne na UE está recuando. Portanto, o bloco precisa dessas importações, observa Sampaio. A estimativa da DG Agri e do Fórum Mercosul da Carne é de que o consumo de carne bovina na UE em 2020 será de 7,899 milhões de toneladas (equivalente-carcaça). Desse volume, 7,83 % serão produto importado.
A proposta do Mercosul no acordo com a UE é de uma cota de importação de 300 mil toneladas (sem tarifa) de carne bovina, ou 3,7% do consumo total do bloco europeu, segundo a Abiec.
Sampaio defenderá ainda que não há justificativa técnica para as restrições impostas pela UE à carne bovina brasileira. Entre elas está a exigência de que a carne exportada seja proveniente de bois rastreados de uma lista limitada de fazendas. As restrições às vendas dentro da Cota Hilton de cortes nobres também estarão na pauta.
O presidente da Abiec, Antônio Camardelli, lembra ainda que a União Europeia ganhou competitividade em relação ao Brasil recentemente. A razão é a convergência dos preços da matéria-prima (boi) e o câmbio.
Fonte: Valor Econômico
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
COTAÇÕES
FONTE: CORREIO DO POVO
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Recuo nos preços da carne bovina pressionam mercado porém, oferta mais curta impede quedas maiores
Recuo nos preços da carne é um dos principais fatores que influencia a pressão no mercado do boi gordo nas últimas semanas. Porém, oferta não abundante evita quedas maiores.
Mercado do boi gordo segue bastante lento, com muitos frigoríficos fora das compras neste início de semana. O movimento é reflexo da oferta não abundante e da pressão de baixa sobre os preços. Segundo o consultor da Scot Consultoria, Gustavo Aguiar, o imapcto maior do mercado hoje se dá pelo recuo nos preços da carne bovina, que vem gerando queda no preço do boi nas últimas semanas. Porém, a oferta não abundante de animais evita quedas maiores.
Houve queda de preços em algumas praças, como São Paulo, por exemplo. Os valores da arroba giram em torno de R$ 96,00/@, à prazo, livre de imposto.
Frigoríficos devem aguardar o posicionamento do mercado no feriado para voltarem às comrpas.
Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer
Mercado do boi gordo segue bastante lento, com muitos frigoríficos fora das compras neste início de semana. O movimento é reflexo da oferta não abundante e da pressão de baixa sobre os preços. Segundo o consultor da Scot Consultoria, Gustavo Aguiar, o imapcto maior do mercado hoje se dá pelo recuo nos preços da carne bovina, que vem gerando queda no preço do boi nas últimas semanas. Porém, a oferta não abundante de animais evita quedas maiores.
Houve queda de preços em algumas praças, como São Paulo, por exemplo. Os valores da arroba giram em torno de R$ 96,00/@, à prazo, livre de imposto.
Frigoríficos devem aguardar o posicionamento do mercado no feriado para voltarem às comrpas.
Fonte: Notícias Agrícolas // Marília Pozzer
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Ucrânia embarga Brasil
A Ucrânia, a exemplo da Rússia, suspendeu a importação de carnes do Brasil. De pouca importância no caso de carnes de frango e bovina, essa suspensão afeta as vendas externas de carne suína. A limitação não inclui todos os frigoríficos brasileiros.
Essa suspensão é mais uma pressão russa, diz um participante desse setor. Eles querem impedir que a carne brasileira chegue à Rússia pela fronteira ucraniana. "A Rússia quer deixar o Brasil de joelho", diz a fonte.
FONTE: Folha de São Paulo
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Chuva intensa no Sul do Brasil
Estado de Atenção
Nesta segunda feira (20/06) haverá chuva intensa em áreas do Estado do RS, incluindo áreas da Capital e Região Metropolitana de Porto Alegre (menores chances no sul do Estado), áreas localizadas do Oeste, do Meio Oeste, do Planalto Sul e do Litoral Sul de SC.
As chuvas fortes deverão vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e ocasional queda de granizo.
Na terça-feira (21/06) haverá chuva forte sobre áreas do Vale do Uruguai, das Missões, do Planalto do RS, e de SC (principalmente, no Oeste, no Meio Oeste e Planalto Sul)
A tendência é que as chuvas se desintensifiquem, no decorrer do dia, em áreas do Vale do Uruguai (região de Uruguaiana).
Na quarta-feira (22/06) persiste a condição para chuva forte em áreas do Vale do Uruguai, parte oeste da Campanha, Missões e parte oeste do Planalto do RS, Oeste e meio Oeste de SC.
Recomenda-se, em caso de dúvida, entrar em contato com a Defesa Civil de sua cidade.
GPT.
Em situações de risco consulte a Defesa Civil.
Defesa Civil
FONTE:CPTEC/INPE
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Frigoríficos inovam para driblar concorrência
Forte concentração do setor no Estado leva pequenas e médias empresas a apostar no diferencial
Marcelo Beledeli
Na última década, os frigoríficos gaúchos passaram por fortes crises, causadas pela diminuição da oferta de animais no campo, dificuldades financeiras e problemas tributários. Embora parte desses obstáculos tenha sido vencido, as pequenas e médias empresas do setor ainda têm que enfrentar a concorrência com grandes plantas multinacionais.
De acordo com o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicaderg), o abate de bovinos e bubalinos no Rio Grande do Sul vem crescendo desde 2007, quando foram abatidas 1,34 milhão de cabeças. No ano passado, esse número chegou a 1,88 milhão de animais, um crescimento de 30,11% em relação a 2009. Com isso, em 2010 foram produzidos 428 mil quilos de carne no Estado. Já no primeiro trimestre de 2011 foram abatidas 436.320 cabeças no Rio Grande do Sul.
No entanto, apesar dos bons níveis de abate, os pequenos e médios frigoríficos gaúchos precisam fazer gente à concorrência das grandes empresas do setor, em especial as unidades do grupo Marfrig. “A concentração é forte, tanto na compra quanto na venda, pois os grandes contam com operações entre estados e internacionais também, o que dá um poder de fogo grande”, explica Ronei Lauxen, presidente do Sicardergs.
Para marcar seu espaço no mercado, o Frigorífico Silva, de Santa Maria, buscou ampliar suas exportações. Em 2010, a indústria realizou suas primeiras remessas para a União Europeia. “Com isso, conseguimos uma menor carga tributária e linhas de crédito com taxas de juros mais interessantes”, explica Gabriel da Silva Moraes, diretor comercial da empresa.
Outra estratégica usada pelo Silva foi investir na qualidade do produto, buscando nichos de mercado mais qualitativos. “Trabalhamos com diferenciação, classificando mais rigidamente nossa carne e, dessa forma, podemos agregar valor ao produto”, afirma. Os planos têm dado certo. Nos últimos seis anos, o Frigorífico Silva conseguiu investir cerca de R$ 35 milhões na expansão da fábrica, gerando mais 150 postos de trabalho.
O caso do Silva, no entanto, não se estende à grande maioria da indústria frigorífica gaúcha, que ainda não pode realizar exportações, e nem mesmo vender seu produto para fora do Rio Grande do Sul, porque possuem apenas fiscalização estadual, através da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa). Um exemplo é o Frigorífico Callegaro, de Santo Ângelo. “Acabamos sendo prejudicados por essas restrições de mercado, tendo que sobreviver à forte pressão dos frigoríficos federais, que acabam sendo economicamente mais competitivos”, explica Renato Callegaro, sócio-proprietário e diretor financeiro da empresa.
Segundo Callegaro, um dos fatores para sobreviver aos momentos de crise é investir em relacionamento com os clientes e fornecedores, além de investimentos em logística. “Diferentemente de outros frigoríficos optamos por ter frota própria, que nos proporciona uma maior agilidade, excelência e cumprimento de prazos na entrega”, comenta. Atualmente o volume de abate do Callegaro gira em torno de 4 mil animais por mês, permitindo a comercialização para mais de 70 municípios gaúchos.
A empresa está implementando um projeto de expansão, no qual serão investidos R$ 10 milhões nos próximos cinco anos. “Ele visa a dobrar a nossa capacidade de abate, além de buscar a federalização da planta e futuras exportações e de oportunizar a geração de novos postos de trabalho”, afirma o diretor. O frigorífico Callegaro também investiu na criação de uma nova marca, a Campo Nobre. “Fizemos uma análise de nossa imagem, e vimos que a marca não apresentava nenhuma rejeição, porém não conseguia imprimir os nossos conceitos e estava desatualizada, era hora de mudar”, explica o proprietário.
FONTE: JORNAL DO COMERCIO
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Aumenta a produção, mas aumenta ainda mais o consumo
Há algum tempo escrevi sobre isso e hoje resolvi revisar minha análise para atualizar a projeção. Ou melhor, verificar se ela continua “no trilho”.
Nas últimas décadas, o mundo e o Brasil experimentam uma redução gradual da taxa de crescimento da população. A partir dos anos 1970 houve uma tendência de desaceleração causado, principalmente, pelo ingresso da mulher na vida acadêmica ou o início de sua participação na renda familiar.
O nível de escolaridade mostra-se como fator determinante no número de filhos que ela conceberá.
De acordo com o Ministério da Saúde, o número de filhos gerados por cada mulher brasileira, ou a também chamada taxa de fecundidade, é de 1,94 (IBGE, 2009) contra 5,8 em 1970.
A taxa atual se aproxima daquelas registradas em países desenvolvidos e, ao contrário do que possa parecer, não desacelera o consumo, pois no fim das contas a taxa de fecundidade sempre representa crescimento, mesmo que em menor ritmo do que observado em décadas passadas. Com o número de nascimentos em desaceleração, pode-se dizer que a quantidade de pessoas em idade produtiva será maior num intervalo de 25 a 30 anos, que isso poderá gerar aumento de renda e, consequentemente, do consumo per capita de carne bovina.
De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, a população brasileira em 2010 era de 191 milhões de habitantes.
Com uma taxa de crescimento populacional de 1,1% ao ano, que é o que pudemos observar nos últimos dois anos, é possível projetar que o Brasil terá 237 milhões de habitantes em 2030. E até lá, a pecuária brasileira deverá crescer quanto para acompanhar a população?
De acordo com o Departamento Norte Americano de Agricultura, o USDA, o consumo brasileiro per capita de carne bovina em 2010 foi de 37,8kg, o que resulta em uma demanda interna de 7,2 milhões de toneladas de carne/ano.
No ano passado, o Brasil exportou 951 mil toneladas métricas de carne bovina. No primeiro semestre de 2011, o volume mostra crescimento de 13% maior se comparado ao mesmo período de 2010.
Se mantivermos o consumo per capita registrado atualmente, em 2030 a demanda será de 8,9 milhões de toneladas, sem levar em conta as exportações brasileiras.
Contando com um cenário de aumento da participação de brasileiros em idade produtiva (adultos) e melhora do quadro econômico (menores gastos com educação e previdência), o consumo per capita de carne bovina deverá aumentar.
Sem falar do crescimento econômico do país, que por si só já impulsiona o consumo de proteínas de melhor qualidade. Para se ter uma ideia do aumento do poder de compra do brasileiro, em 1994 comprava-se 1,4 cesta básica com um salário contra 2,1 cestas em 2010. Um incremento de 50%!
A demanda interna deverá ser, portanto, 24% maior do que a registrada atualmente, considerando apenas o crescimento vegetativo da população e a produção brasileira terá mercado para crescer.
De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) referente a 2008/2009, o rebanho bovino brasileiro em 2009 estava estimado em 205 milhões de cabeças e produziu 10,4 milhões de toneladas de carne.
Com o aumento da demanda por proteínas de melhor qualidade, existem duas possibilidades (que podem ser combinadas para chegar a um bom resultado): aumentar o tamanho do rebanho ou aumentar a produtividade.
Para projetar a primeira alternativa, levem em consideração um crescimento de 3% ao ano para as exportações. Se elas forem somadas ao consumo interno (com um consumo per capita estático), a demanda total de carne seria de 14,5 milhões de toneladas em 2030. Portanto, o crescimento do rebanho deverá ser de 39% ou 81 milhões de cabeças.
A segunda alternativa seria aumentar a taxa de desfrute, que teria que chegar a 34% para acompanhar a demanda por carne. Hoje esse desfrute gira em torno de 17%, ou seja, o aumento necessário seria de 100%. Além da previsão de crescimento brasileiro, outros países emergentes deverão encontrar situação semelhante, ou seja, aumento do consumo de proteínas animais.
A conclusão dessa simulação nos leva a crer que há grande necessidade de um aumento dos índices produtivos e de competitividade, que deveriam se voltar principalmente ao maior ganho por área, visto que a pressão ambiental sobre a abertura de novas áreas de pastagem é grande, além da competição acirradíssima com migração para áreas de agricultura.
FONTE: WWW.AGROBLOG.COM.BR / AUTOR LYGIA PIMENTEL
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Carnes mais caras
Nesta década, os preços das carnes devem sofrer uma elevação de até 30% e os dos cereais poderão ter um acréscimo de 20%, segundo o relatório Perspectivas para a Agricultura 2011-2020, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). A alternativa para evitar esse prognóstico, de acordo com os órgãos, é investir mais no campo.
Em relação às commodities agrícolas, porém, a tendência é que ocorram boas colheitas permitindo a queda dos preços no período de 2011 a 2020 - o contrário do que ocorreu desde o começo deste ano. Os preços altos das commodities afetaram a cadeia alimentar, elevando a inflação e os valores pagos pelos consumidores na maior parte do mundo.
Nos últimos meses, as autoridades mundiais advertiram sobre a elevação dos preços dos alimentos e apelaram para que os governantes buscassem medidas para atenuar os efeitos sobre os consumidores - principalmente os que vivem em países em desenvolvimento.
"Em geral, os preços mais altos são uma boa notícia para os agricultores, mas há impacto sobre os [mais] pobres que vivem nos países em desenvolvimento e que gastam a maior parte de sua renda em alimentos e isso pode ser devastador", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.
Para Gurría, é fundamental que os governos passem a informar de forma mais transparente as populações sobre as relações de mercado. Também defendeu mais investimentos e estímulos para a produtividade nos países em desenvolvimento. "É necessário] suspender a produção e as políticas que distorcem o comércio para ajudar os mais vulneráveis para melhor gerir o risco e incerteza", disse ele.
O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, afirmou que, no mercado atual, a volatilidade dos preços pode continuar a ser uma característica do setor agrícola, por isso ele defendeu a adoção de "políticas coerentes". "A solução-chave para o problema será o aumento de investimentos na agricultura e o reforço no desenvolvimento rural nos países em desenvolvimento", disse.
FONTE: Valor Econômico
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domingo, 19 de junho de 2011
Governo quer pecuária mais competitiva e novos canaviais
Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 inclui linhas de crédito para aquisição de matrizes e reprodutores. Medidas também buscam expandir cultura de cana-de-açúcar
Pecuaristas e produtores de cana-açúcar terão tratamento diferenciado durante a safra 2011/2012. O Plano Agrícola e Pecuário lançado nesta sexta-feira, 17 de junho, inclui linhas de crédito específicas para compra de matrizes e reprodutores e para a renovação e expansão dos canaviais. O plano foi anunciado em Ribeirão Preto (SP) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi.
Cada criador poderá contratar até R$ 750 mil para aquisição de reprodutores de bovinos e búfalos. A linha de financiamento foi criada para estimular a ampliação da atividade e a qualidade genética do rebanho. “O programa também dá mais segurança ao pecuarista que, há cinco, seis anos atrás, precisou vender suas matrizes para fazer caixa por causa dos baixos preços praticados nesse período”, explica Rossi.
Outra medida que beneficia os criadores é o aumento de limite de custeio de R$ 275 mil para R$ 650 mil, um acréscimo de 136%. O novo limite engloba pecuária de corte, leiteira, ovinocaprinocultura, apicultura, suinocultura e avicultura, inclusive as exploradas em sistemas integrados. Se o produtor adotar sistemas de rastreabilidade do seu rebanho, o limite poderá ser ampliado.
Os pecuaristas terão mais acesso a crédito pelo Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro). O limite de crédito por produtor dobrou, passando de R$ 300 mil para R$ 600 mil. Quando o investimento for coletivo, o valor máximo contratado sobe de R$ 900 mil para R$ 1,2 milhão. O prazo de pagamento foi ampliado de oito para dez anos para todas as atividades. O programa financia a pecuária de leite e a criação de ovinos, caprinos, suínos, aves e abelhas.
O aumento da renda bruta para enquadramento no Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) também vai favorecer a atividade. A partir da próxima safra, será considerada a renda bruta de R$ 700 mil ao ano para que o médio produtor possa ter acesso aos R$ 8,3 bilhões disponíveis no Pronamp.
Pecuária sustentável
“Todas as medidas direcionadas ao setor vão aumentar a competitividade e a produtividade da pecuária, garantindo mais ganhos ao produtor e ao meio ambiente”, aponta o ministro. “Ao melhorarmos a eficiência do setor, teremos mais produção em áreas menores. Além disso, o governo também está incentivando a recuperação de áreas degradadas que poderão ser reincorporadas ao processo produtivo”.
Wagner Rossi lembra que o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) vai colocar à disposição R$ 3,15 bilhões para produtores investirem em técnicas que assegurem maior produtividade no campo com redução da emissão dos gases de efeito estufa.
Ele diz que algumas dessas técnicas são direcionadas justamente à pecuária, como a recuperação de pastagens degradadas e os projetos de integração Lavoura-Pecuária-Floresta que aumentam a renda do produtor e garantem a preservação do meio ambiente. A taxa de juros para essas atividades é de 5,5% ao ano, a menor dada pelo governo para financiamentos direcionados à agricultura empresarial.
Cana-de-açúcar
O governo criou uma nova linha de crédito para financiar a renovação e a expansão dos canaviais brasileiros. O programa destina até R$ 1 milhão para produtores independentes com prazo de pagamento de cinco anos.
O crédito vai incentivar o aumento da produção de cana-de-açúcar. O objetivo é atender a demanda crescente por etanol, em função da expansão do mercado dos carros flex fuel, e permitir uma estabilidade dos preços do combustível. A renovação do canavial também dá maior eficiência à produção com incremento do uso de tecnologia e recuperação da lavoura. De acordo com o ministro, a cultura da cana-de-açúcar também foi beneficiada com aumento de limite de custeio de R$ 275 mil para R$ 650 mil.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Laila Muniz
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TecnoCarne evidencia potencial da indústria de carnes brasileira
A principal feira de 2011 focada na indústria de carnes espera receber mais de 25 mil visitantes e gerar negócios da ordem de US$ 150 milhões
De 23 a 25 de agosto, as atenções de uma das indústrias mais fortes do País estarão voltadas para o Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Chega à capital paulista a 10ª edição da TecnoCarne, a maior feira da América Latina no ano voltada para negócios e tecnologia de processamento do segmento de carnes.
Ao todo, serão mais de 650 marcas expositoras, vindas de diferentes cantos do Brasil e do mundo, ocupando os 25 mil m² de espaço do pavilhão. Praticamente toda a cadeia produtiva da indústria da carne estará representada: desde os ramos de ingredientes, insumos e aditivos, passando por embalagens, refrigeração, logística, equipamentos, acessórios, até tratamento de efluentes, higienização e demais produtos e serviços.
Após quase duas décadas de sucessos, a exposição bienal TecnoCarne reafirma sua posição de fonte de novidades e tendências do setor, com eventos paralelos especiais e os mais recentes lançamentos para os visitantes da feira.
Além da variedade de expositores, que possibilita conhecer os lançamentos e acompanhar o desenvolvimento do setor, a TecnoCarne traz mais uma vez o Açougue Modelo. Voltado para os visitantes que atuam com a venda ao consumidor final, trata-se de uma iniciativa em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas do Estado de São Paulo, e funciona como uma miniexposição, mostrando tudo o que há de mais moderno em produtos e equipamentos para o varejo de carnes.
Outra atração é a realização do 1º Fórum sobre Tendências e Inovações para as Indústrias de Carnes. Promovida em parceria com o CTC/Ital (Centro de Tecnologia de Carnes, do Instituto de Tecnologia de Alimentos), a conferência tratará as questões relativas ao consumo e inovações para a indústria de processamento de proteína animal e apresenta-se como uma oportunidade única de atualização profissional e networking.
Estima-se que 25 mil pessoas, aproximadamente, visitem a feira durante os seus três dias de duração, entre diretores, gerentes industriais, distribuidores, empresários e diversos outros profissionais ligados ao setor de carnes. A expectativa é que, com o alto índice de visitantes com poder de decisão, sejam geradas transações da ordem de US$ 150 milhões.
Serviço
TecnoCarne 2011 - 10ª Feira Internacional de Tecnologia para a Indústria da Carne
Centro de Exposições Imigrantes – São Paulo / SP
Data: 23 a 25 de Agosto de 2011
Horário: das 14h às 21h.
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - São Paulo
As informações são da MM Comunicação Empresarial
FONTE: Agrolink
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Mercado do boi gordo segue pressionado
Apesar da pressão de baixa, a oferta de animais não é grande, o que faz com que o mercado trave em tentativas de recuos mais expressivos nas cotações.
Em São Paulo o preço referência está em R$95,50/@, à vista, livre de imposto. As escalas atendem de três a quatro dias, na maioria dos casos.
Houve recuo em oito das trinta e uma praças pesquisadas.
Os preços de referência caíram em Belo Horizonte-MG, Três Lagoas-MS, Redenção-PA, Sudeste de Rondônia, Sul e Norte do Tocantins, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
De maneira geral, as quedas nas cotações são mais devido ao consumo lento e pressão por parte dos frigoríficos, que por excesso de oferta de animais terminados.
Como reflexo do consumo fraco, os preços no atacado com osso em São Paulo caíram.
O boi casado castrado é negociado por R$5,84/kg, o menor valor registrado este ano. As peças de traseiro (1x1 e avulso) e vaca casada também estão em suas mínimas em 2011.
FONTE: SCOT CONSULTORIA
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18:42
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Pressões contra a pecuária
O ganho de produtividade e o potencial da
pecuária brasileira para os próximos anos
inocenta qualquer campanha contra o Brasil.
- Convencer a sociedade disso não depende
mais de pesquisa; mas de comunicação
Para medir as forças adequadamente, é fundamental
compreender os indicadores técnicos e o movimento das
ações e resultados dos produtores.
O que vai “mandar” na oferta de 2012 a 2014 é a safra de
bezerros de 2011 e 2012!
E como será a oferta de bezerros?
verdades ditas por Mauricio Nogueira da Bigma consultoria
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Eduardo Lund / Lund Negócios
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Limitan exportaciones de ganado en pie en Colombia
El Universal
16/6/11
La decisión tomó por sorpresa a los ganaderos de Bolívar y a varios exportadores quienes reaccionaron en contra de la medida, como se lo dijeron a El Universal.
"Este decreto prácticamente cierra las exportaciones, limita esos embarques a 14 mil cabezas al año en el caso de los bovinos machos", señaló Roberto García Méndez, Gerente de la Subasta Ganadera de Cartagena (Subacosta).
"Pensamos que obedece a que los frigoríficos han encontrado una competencia en los ganados gordos y esta puede ser una medida para bajarles el precio", añadió García Méndez.
Por su parte, Horacio Del Castillo, otra ganadero bolivarense, añadió que "a los frigoríficos les interesa tener una fuente inagotable de ganado muy barato para ellos aumentar sus ganancias y ven una amenaza muy grande en que salga ganado antes de su edad de cebar, de llegar al peso reglamentario. Cerrar las exportaciones de ganado pequeño (260 kilos mínimo) afecta tremendamente a los criadores. No es justo que se nos obligue a nosotros a mantener un ganado barato para que los frigoríficos se beneficien, beneficio que entre otras cosas nunca llega al pueblo... Somos los ganaderos quienes pagamos los platos rotos de los precios bajos y el pueblo no se beneficia jamás de ellos".
"Con esto nos están exigiendo exportar sólo ganado cebado (gordo)", expresó Del Castillo.
"Un argumento para tomar la medida es que se dice que exportando ganado de 260 kilos se produciría un desabastecimiento del mercado interno, pero si analizamos la exportación del último trimestre de 2010, que fue cuando empezaron las exportaciones a El Líbano, con 40 mil reses, y en el transcurso del primer semestre de 2011 han salido sólo 35 mil reses y nosotros históricamente tenemos capacidad para exportar a Venezuela hasta 400 mil reses anuales, contradice esa percepción. No puede haber desabastecimiento con haber exportado 70 mil reses en los últimos meses", sostuvo el ganadero Michel Barbur.
La decisión no sólo afecta a exportadores sino a miles de pequeños ganaderos, ya que de un solo embarque se pueden beneficiar entre 300 y 600 de estos productores de departamentos como Córdoba, Bolívar, Sucre, Cesar, Atlántico y Magdalena.
Un desestimulo
El decreto mereció el rechazo absoluto de William Botero, Gerente General de Subastar, quien precisó que esto "afecta al sector ganadero. Es una demostración más que hace este Gobierno de desestimulo a la ganadería. De alguna manera es una confirmación de que el Ministerio se llama de Agricultura y que la ganadería no aparece ni siquiera en el nombre. Encontrar un mercado, que lo encontramos los ganaderos sin apoyo de ninguna federación, y que ahora como toca intereses que no son del agrado de algunas partes, se cierra. Esto definitivamente le demuestra al país que el Gobierno no está interesado en la ganadería, que ve a la actividad como un sector de tercera, cuarta o quinta categoría. En el mercado, que es global, es absurdo proteger la producción nacional cortando los mercados externos. Estas exportaciones de ganado en pie, gordo o flaco, son un incentivo para el productor y lo que hace es que un sector de la ganadería tan aporriado, como la cría, vea en esto la posibilidad de retener sus hembras o de comprar más hembras que son la maquina reproductora... Esto es volver 20 años atrás. Es dejar la ganadería en el atraso en el que han pretendido dejarla siempre. Mi posición es de total desacuerdo con lo planteado por el Gobierno en ese decreto".
... en veremos
Con el Decreto, las exportaciones cuyas solicitudes se empezaron a tramitar después del 8 de junio están "embolatadas". Es el caso de la Comercializadora Internacional Colandina, representada por Pedro Maal, que ya tenía programados dos embarques por uno de los terminales de Cartagena el 25 y 30 de junio, y que en conjunto representarían cerca de 17 mil reses, que superan el contingente autorizado por el Decreto 2000. Es más, el buque del primer embarque ya está viajando hacia Cartagena y buena parte del ganado ya estaba negociado por el exportador.
El Universal ampliará en la edición dominical detalles de esta decisión y de los conceptos de los ganaderos Horacio Del Castillo, Michel Barbur, Roberto García Méndez, Javier Hernández Capella, del exportador Pedro Maal, y solicitaremos el pronunciamiento del presidente de Fedegán, José Félix Lafaurie, quien se encuentra fuera del país y a quien se le enviará un cuestionario vía correo electrónico sobre el asunto, y del Ministro de Agricultura, en la edición dominical.
Mientras el debate se anima, en Bogotá ya empezó el lobby para suavizar la medida, a instancias del Ministerio de Agricultura y el ICA.
EL DECRETO
El decreto que restringe las exportaciones fue fechado el 8 de junio y es el número 2000, expedido por el Ministerio de Comercio, Industria y Turismo, que lleva las firmas de los ministros de Hacienda, Juan Carlos Echeverry; Agricultura, Juan Camilo Restrepo, y de Comercio, Sergio Díaz-Granados.
El decreto empezó a regir de inmediato y establece los siguientes contingentes:
- No se podrán exportar las demás hembras en pie de la especie bovina, clasificadas en la subpartida arancelaria 0102.90.90.10.
- Un contingente anual de exportación para 1.000 cabezas de hembras bovinos reproductoras de raza pura, clasificadas en la subpartida arancelaria 0102.10.00.10.
- Un contingente anual de exportación para 1.000 cabezas de machos bovinos reproductores de raza pura, clasificados en la subpartida arancelaria 0102.10.00.20.
- Un contingente anual de exportación para 14 mil cabezas de los demás machos bovinos, clasificados por la subpartida arancelaria 0102.90.90.20, de peso igual o superior a 440 kilogramos. (Para el departamento de Arauca el peso será igual o superior a los 350 kilos).
La reglamentación de los contingentes y su administración estará a cargo del Ministerio de Agricultura. La vigencia del Decreto es de un año contado a partir de su expedición (junio 8 de 2011).
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Temporada de outono de terneiros está aquecida no RS e sinaliza bons negócios para a Expointer

Número de cabeças vendidas apresenta elevação de 27,7% em relação a 2010
Marina Lopes e Dario Carvalho
A temporada de outono de terneiros está sendo definida como boa para quem comprou e para vendeu no Rio Grande do Sul. O número de cabeças vendidas apresentou elevação de pelo menos 27,7% em relação a 2010. Em consequência, a arrecadação também aumentou, pulou de R$ 27,7 milhões para pelo menos R$ 46,46 milhões até agora, com mais de 95% das feiras realizadas. Com os resultados positivos, o reflexo deve ser percebido na Expointer, feira realizada anualmente em Esteio, no RS.
Dentro do esperado, o mercado se mostrou aquecido. Segundo o Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado do RS (Sindiler), a média dos machos, com dados 95% fechados, está em R$ 3,98 o quilo, R$ 1 a mais que no ano passado. O presidente da entidade, Jarbas Knorr, observa que o aumento da oferta está nos terneiros, o que é um bom sinal.
– Os produtores estão retendo as fêmeas, sinal de que a intenção é produzir terneiros. O pecuarista se deu conta de que este é um bom negócio e a cada ano vem preparando mais os animais para a venda. Assim como os compradores estão preparando o ambiente, com boas pastagens, para receber os exemplares – explica Knorr.
Assim como a previsão era de um incremento de pelo menos 20% no preço dos terneiros, a expectativa é a mesma para os reprodutores na Expointer. O diretor da Assessoria Agropecuária, Dimas Rocha, diz que o aquecimento da temporada se deve ao aumento da demanda por carne no mercado e da preocupação dos terminadores em antecipar suas reposições, facilitando a garantia de qualidade do produto tendo em vista a aquisição de um exemplar antes do sobreano.
Outra característica observada pelo especialista é a valorização dos terneiros certificados na temporada. Ainda que estejam 5% a 10% mais caros que um animal comum, a remuneração diferenciada paga pelos frigoríficos posteriormente é o grande atrativo do animais certificado, destaca Rocha.
Das feiras de outono, Alegrete (RS) segue a tradição de quantidade expressiva de animais ofertados e lidera o ranking dos eventos que mais faturaram na temporada. A feira ocorreu em duas edições, na primeira, vendeu 7,3 mil cabeças, e na segunda, 1,63 mil. Quem vendeu no evento saiu satisfeito com o resultado:
– Foram preços melhores do que os do ano passado. Quem preparou bem seus animais conseguiu boas médias – destaca o proprietário da Estância Progresso, Wagner Pedroso, que vendeu 500 exemplares.
Investimento reforçado
Proprietário da Fazenda São João Mirim, em São Borja (RS), Cristiano Freitas, se dedica há mais de uma década à produção de terneiros. Só nesta temporada, adquiriu 1,5 mil exemplares das raças angus e hereford. Freitas é fornecedor da terneirada para um frigorífico do centro do país. O contrato que era de 600 cabeças por mês vai pular para mil em julho.
– É um negócio vantajoso, estou investindo cada vez mais e a genética da Fronteira é excelente – afirma.
FONTE:ZERO HORA
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URUGUAY - Frigoríficos bajaron la carne bovina destinada al abasto
Cambio. Media res vale $ 2 menos por kilo
Pablo Antúnez
A partir de hoy los frigoríficos bajan $ 2 por kilo el precio de la media res de vaca y novillo que entregan a los carniceros y éstos trasladarán la reducción al consumo. Uruguay quedó con la carne bovina más barata del Mercosur.
La industria frigorífica decidió trasladar al precio de la media res la baja que está teniendo el ganado gordo en el mercado. En consecuencia, a partir de hoy, entregarán las medias reses de vaca y novillo a las carnicerías entre $ 2 y $ 3 menos por kilo. A diferencia de otros años, la carne bovina baja su precio en la poszafra -cuando escasea la oferta de ganado gordo-, pese a la caída del nivel de faena.
"Siempre las bajas son bienvenidas y son un aliciente para el consumidor, porque estimula la demanda", aseguró a El País Germán Moller, presidente de la Asociación Nacional de Carniceros. Los comerciantes aseguran que se está dando una caída en el consumo a nivel del mercado interno, pero aclaran que no es problema solo de la carne, sino que también afecta a otros rubros.
Por su parte, Rafael Rodríguez, titular de la Unión de Vendedores de Carne, aseguró a El País que la reciente baja de precios "va a trasladarse absolutamente al consumo".
Según su visión, ahora "Uruguay quedó con la carne más barata del Mercosur, está más baja que en Argentina y Brasil", destacó.
En los últimos cinco años, el consumo de carne en el abasto aumentó, aunque el precio de los cortes bovinos, medidos en valores constantes, varió dos dígitos por encima del Índice de Precios al Consumo (IPC).
Según el Instituto Nacional de Carnes (INAC), la composición del consumo muestra una preponderancia de la carne bovina y ovina sobre la de cerdo y ave, por más que estas últimas hayan mostrado un aumento importante.
El abasto demanda casi 200.000 toneladas y es el principal cliente para la industria. Eso explica el interés de las grandes empresas en el abasto. El 80% del abastecimiento del mercado interno proviene de frigoríficos que también exportan. El otro 20% de la industria solo hace abasto.
FONTE:El País Digital
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URUGUAY = Plazarural comercializó 11.073 vacunos, más del 90% del total ofertado
Incidió la calidad de los ganados y ajustes del gordo
Logrando dispersar más del 90% de la oferta puesta a consideración, Plazarural concretó su 97° remate por pantalla. "Vender este porcentaje que representa más de 11.000 vacunos en esta época que tradicionalmente es de ajustes, significa la demostración que es el sistema más eficiente para la compra venta de ganado. Porque hay que tener en cuenta que seguimos al segundo el programa pautado y cada cliente tuvo, en Sheraton, o frente a su televisor o computador, el lote prometido a la hora señalada. Y eso es la eficiencia de Plazarural". El razonamiento pertenece a Alejandro Zambrano Zerbino, quien por todo ello hizo una valoración positiva de este remate de junio.
El integrante de Zambrano & Cía. aseguró que incluso fue bueno, independientemente de los valores, que reconoció tuvieron un ajuste. "Es que de eso se trata este sistema, cuando termina cada categoría, Plazarural brinda la información exacta de cabezas vendidas, los valores logrados y la variación porcentual de éstos".
Respecto al ajuste en los precios, Gonzalo Indarte Gianoni dijo que "se vinculan, en el caso de los terneros por ejemplo, más con la calidad de la oferta que va quedando que con otro factor". No obstante ello reconoció que "la pulseada que se está dando en el mercado del gordo influye", pero estimó que "es un tema que seguramente en 15 días estará laudado para bien de todos".
El director de Indarte y Cía. por otra parte consideró que este ajuste a la baja "se notó más por compararse frente a los muy buenos remates de mayo, pero si uno analiza los precios históricos, están dentro de la lógica del mercado".
LOS VALORES. El detalle de los precios máximos, mínimos y promedios, expresado en dólares, fue el siguiente: 610 terneros hasta 140 Kg,: 3,01, 2,50 y 2,646; 2.829 terneros: 3,01, 2,22 y 2,456; 647 novillos 1 a 2 años: 2,31, 1,97 y 2,124; 361 novillos 2 a 3 años: 2,05, 1,75 y 1,893; 401 novillos + 3 años: 1,875, 1,750 y 1,834; 142 Holandos: 1,68, 1,53 y 1,603; 1.460 vacas de Invernada: 1,99, 1,35 y 1,579; 1.461 terneras: 2,55, 1,90 y 2,129; 506 terneros/as: 2,38, 2,10 y 2,21; 742 vaquillonas 1 a 2 años: 2,01, 1,73 y 1,865; 541 vaquillonas + 2 años: 1,86, 1,72 y 1,778; 1.598 vientres preñados: 920, 585 y 694; 45 vientres entorados: 615; 286 piezas de cría: 480, 340 y 400; 54 toros: 1.120, 800 y 981. Se vendieron en total 11.073 vacunos en 216 lotes.
En lanares: 71 corderas dl: 2,420; 115 ovejas de cría última enc.: 2,140.
El próximo remate de julio coincidirá con los 10 años del consorcio, por lo cual se preparan sorpresas para los clientes vendedores y compradores.
FONTE: El País Digital
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Habrá caída de stock bovino, aunque sin afectar vacas de cría
El stock bovino descenderá 1% respecto a 2010 y se mantendría en el entorno de los 11 millones de cabezas, según una proyección realizada por el Instituto Plan Agropecuario. Sin embargo, las vacas de cría crecerían 2,9% este año.
Pese a la caída del stock bovino, la cantidad de vacas de cría, es decir, la máquina de producir terneros, se mantendría intacta, según una proyección de las existencias bovinas declaradas a Dicose el año pasado, efectuada por el Instituto Plan Agropecuario (IPA).
Al 30 de junio de 2010 los productores declararon a Dicose un total de 3.874.465 vacas de cría, mientras que un año después, a la misma fecha, se llegaría a 3.986.793, lo que evidencia un incremento de 2,9% en la categoría.
Durante el año pasado la faena de vientres fue 16% superior a la matanza de novillos y esta situación no se daba desde la sequía que afectó a la ganadería uruguaya en 1988/89. Por otro lado, la faena de vientres que se dio el año pasado es apenas 3% inferior a la registrada en 2006, que fue la más alta de la serie.
Según el IPA la máquina de producción de terneros crecería debido al gran incremento de las vaquillonas de primer servicio que entraron al rodeo. Caería el número de vaquillonas de uno a dos años, debido a la caída en la producción de terneros del año pasado.
Se pronostica una caída de 9% en el volumen de novillos de más de tres años. En cambio, los novillos de más de tres años crecerán 31%.
La baja cantidad de novillos se reflejará en la faena que en el período julio de 2010 y junio 2011, se situará en no más de 2.100.000 cabezas.
La proyección incluye un aumento en la producción de terneros de 14%.
exportación en pie. Por su parte, el consultor Rafael Tardáguila proyectó un aumentó de 85% para la exportación de ganado bovino en pie en el ejercicio junio-julio 2010/11, basándose en datos del Departamento de Control Comercial Agropecuario del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca.
Según Tardáguila, restando el dato de junio, sumó 287.888 cabezas, lo que conforma el mayor volumen registrado después del último episodio de fiebre aftosa que padeció el país.
Tomando en cuenta este mes se faenaron levemente por encima de los 2 millones de bovinos unos 400.000 menos que en 2009/10 (-16,7%). Es la faena más baja desde el ejercicio ganadero 2003/04.
Si se suma la faena y la exportación en pie, la extracción de ganado es 10% menor a la registrada en 2009/10, pero supera a los 140.000 animales que se extrajeron en 2008/09, que fue un año de severa sequía.
Los exportadores en pie se quejan en estos días por las demoras en la emisión de permisos que muestra el MGAP y desde la secretaría de Estado se asegura que no hay cambios en la política y que el problema se debe a una mayor demanda que exige mayor atención.
FONTE:El País Digital
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Preocupan demoras en exportaciones de ganado en pie
URUGUAY - Operadores de la exportación en se reunieron esta semana con la cúpula de la Federación y la Asociación Rural preocupados ante la demora que se está dando en los permisos para vender ganado al exterior.
Las cifras oficiales muestran un marcado descenso. Y, mientras la industria frigorífica presiona fuerte para bajar los precios del ganado, que la "puerta de vaivén" de la exportación en pie esté relativamente trancada es visto como algo perjudicial por los exportadores.
Según los datos oficiales del Ministerio de Ganadería, en mayo se dieron exportaciones de ganado vacuno para engorde de 7.148 animales contra 28.594 cabezas en abril y 38.418 reses en marzo.
Desde hace un par de meses, las autoridades de Ganadería ajustaron los requisitos para la entrega de permisos. Se exige primero que se haya dado el embarque para recibir un nuevo permiso.
"A este nuevo criterio se suma que los permisos se demoran en dar", dijo a EL PAÍS digital una fuente privada mientras hay versiones que indican que algunas empresas vinculadas a la exportación en pie analizar suspender sus actividades en Uruguay.
FONTE: EL PAIS
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Uruguai: capacidade ociosa dos frigoríficos está entre 30% e 43%
A capacidade ociosa dos frigoríficos do Uruguai chega a 30%, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), e a 43%, segundo dados da indústria. Isso demonstra um "período crítico" para o setor, afirmou o diretor executivo da Câmara da Indústria Frigorífica (CIF), Daniel Belerati.
"A capacidade instalada na indústria frigorífica supera as 3,5 milhões de cabeças anualmente, devido, principalmente, aos re-investimentos efetuados no setor ante as projeções favoráveis existentes no ano de 2006 e, além disso, pela incorporação de operadores construindo plantas novas ou remodelando completamente outras. A capacidade ociosa estimada para o ano de 2011 é de 43%", disse ele, durante o Foro das Carnes.
Nesse mesmo evento, a representante do INAC, Claudia Fabani, disse que, "atualmente, a indústria frigorífica tem uma capacidade instalada para abate e processamento de bovinos que oscila entre 3,5 e 3,8 milhões de cabeças (dependendo do método de cálculo) e "dado que o abate real oscilou entre 2,2 e 2,5 milhões, a capacidade ociosa pode ser estimada como mínimo em 30%".
Para Belerati, "o setor se encontra em um período crítico com uma queda sistemática da produção medida em volume de abates", que alcança entre 2006 e 2011 uma redução de 29%, de 2,589 milhões de toneladas a 2 milhões de toneladas estimadas para esse ano. Paralelamente, verifica-se um aumento dos custos internos derivando em uma queda da ocupação no setor, aprofundando a utilização do seguro desemprego e reduções do pessoal".
Nesse sentido, a representante do INAC disse que "entre 2005 e 2010, houve um aumento do pessoal de cerca de 3.500 pessoas (+43%), devido à formalização, como a abertura de novas plantas". Como o volume de trabalho (abate, desossa, elaboração de produtos) não cresceu na mesma proporção, houve uma tendência crescente no uso do seguro desemprego, estimando-se que para o ano de 2010, 8% das pessoas estiveram usando esse seguro, disse ela.
A Federação de Trabalhadores da Indústria de Carnes (Foica) expressou sua preocupação pela situação e disse que "a riqueza gerada que é muita se concentra nas mãos de poucos e grandes pecuaristas e cada vez menos nas mãos dos frigoríficos". A Federação também expressou sua preocupação pela exportação de gado em pé que "tem impactos negativos e admite uma revisão dos termos normativos sob os quais funciona".
No entanto, Belerati disse que "é evidente que o setor frigorífico não pode competir contra países que, por meio de tarifas e com subsídios econômicos e financeiros a seus produtores, pagam preços irreais pelo gado uruguaio". Por isso, fica uma pergunta sem resposta: "o que ocorrerá quando a Turquia decidir interromper essa política de incentivos à importação de gado em pé, com os produtores que tomaram suas decisões de investimento baseados em uma realidade desfigurada por esses valores desmedidos?". O representante da CIF pediu que se "adote uma política de Estado em que se estabeleça que antes de habilitar a exportação de gado em pé a outro país, esse deverá ter habilitado previamente para o ingresso de carnes com osso, sem osso e miúdos refrigerados em estado natural". Ele também reclamou um tratamento igualitário nas exportações, já que o gado não paga tributos e o couro sem processar paga 5%.
FONTE:El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Exportações de carne bovina uruguaia em junho
De acordo com Instituto Nacional de Carnes (INAC) o Uruguai exportou durantes as duas primeiras semanas de junho cerca de 1,4 mil toneladas de carne bovina.
Durante o mesmo período em 2010, as exportações chegaram a 4,7 mil toneladas, cerca de 70% mais.
A queda de volume exportado vem ocorrendo desde o início do ano. No acumulado de janeiro a maio deste ano as exportações somam 142 mil toneladas, ante 180 mil toneladas exportadas durante os cinco primeiros meses de 2010.
A Rússia e União Européia seguem como os principais destinos da carne uruguaia. No acumulado de 2011, Rússia e União Europeia importaram cerca de 48 mil e 28 mil toneladas, respectivamente.
FONTE: SCOT CONSULTORIA
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ACRIMAT mostra concentração de frigoríficos durante Feicorte
O superintendente da associação fez palestra durante a feira internacional que acontece em São Paulo
Cuiabá (MT), 16 de junho de 2011 - A Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat está participando da 17ª Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, realização do Agrocentro, que acontece no Centro de Exposições Imigrantes, em São (SP), de 13 a 17 de junho.
Considera um dos principais eventos da cadeia produtiva da carne a Feicorte reúne os melhores selecionadores e criadores, raças e empresas que atuam na pecuária de corte. “Esse é um evento onde se discute os principais temas da pecuária de corte do país e a concentração das indústrias frigoríficas, formando muitas vezes verdadeiros monopólios, é extremamente prejudicial para o produtor e consumidor”, considerou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, convidado pela organização do evento, para fazer a palestra com o tema “concentração da indústria frigorífica no estado de Mato Grosso”.
“A concentração de frigoríficos não é privilegio de Mato Grosso, mas a situação no estado é grave e chega, muitas vezes, a 100% de capacidade de abate nas mãos de apenas um frigorifico em determinadas regiões”, disse Vacari. Juntas, apenas três grupos detêm 70% da capacidade de abate de Mato Grosso. O JBS/Bertin fica com a maior fatia, 45% do total do Estado, com 15 plantas instaladas sendo 10 em funcionamento, mas na região Nordeste ele é absoluto com 100% da capacidade. A empresa Brasil Foods, representa 13% da capacidade de abate do estado, com suas duas plantas funcionado e o Marfrig com 12%, também com duas plantas em funcionamento.
”O monopólio é prejudicial para o produtor, onde o frigorifico paga o que quer pela arroba, e também para os consumidores, que não tem opção de compra de marcas diferentes”, ressalta o superintendente da Acrimat.
Levantamento solicitado pela Acrimat ao Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostra que com o apoio de capital privado e o BNDES em nove anos (de 2000 a 2008) Mato Grosso ganhou 10 novas plantas. De 24 plantas e capacidade de abate de 22.216 cabeças/dia em 2000, passou para 34 plantas e capacidade de abate de 34.816 cab/dia em 2009. Hoje a capacidade total de abate registrada de Mato Grosso é de 34.406 cabeças por dia, mas efetivamente apenas 16.430 cab./dia estão sendo abatidas. Das 40 plantas, somente 23 estão em operação, devido aos processos de recuperação judicial por que passam os frigoríficos.
Vacari aponta algumas alternativas para reverter a situação, entre elas políticas públicas, “pois hoje o BNDES elegeu dois grandes frigoríficos para investir pesado, mas é necessário contemplar também os frigoríficos menores”. Ele disse ainda que fomentar o funcionamento de pequenas e médias empresas ajuda na econômica e desenvolvimento dos municípios onde atuam como acontece hoje na Argentina e no Uruguai. “Além disso, podem ser feitas parcerias mercadológicas entre produtores, pequenos frigoríficos e supermercados”, sugere.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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Russos se dizem insatisfeitos com ações brasileiras para tentar reverter embargo
Apesar de ontem ter sido feriado na Rússia, a autoridade sanitária daquele país, o Rosselkhoznadzor, publicou uma nova carta acusando o Brasil de não ter realizado os procedimentos de produção de carne de acordo com as normas e exigências do importador, que é o maior cliente do Brasil nessa área. A autoridade mostrou que sente "grande lástima" pelo fato de, após ter ameaçado suspender a importação de carnes do País a partir de amanhã, dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, o governo brasileiro ter "desencadeado na imprensa" uma "ampla campanha informativa, acusando a Rússia de protecionismo e falta de objetividade.
Por meio de nota divulgada na tarde de hoje, o Ministério da Agricultura voltou a rebater acusações feitas pela autoridade sanitária russa, o Rosselkhoznadzor, no episódio que culminou na decisão de suspender a importação de carne brasileira. Mesmo assim, a pasta reforçou que, em conjunto com o setor exportador, está confiante de que as negociações com a Rússia serão bem sucedidas e que o embargo será suspenso.
"Com base nos argumentos e providências adotadas, o Ministério solicitou a revogação da suspensão temporária das exportações dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso", segundo o comunicado. Este também foi o posicionamento do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, apresentado pela manhã em relação ao problema, apesar do descontentamento dos importadores, expresso por meio de nota divulgada pela autoridade sanitária daquele país ontem.
O Ministério disse que foi enviada às autoridades russas uma carta da Secretaria de Defesa Agropecuária reiterando todas as medidas adotadas pelo ministério para atender às normas da União Aduaneira (UA). No documento, conforme o comunicado brasileiro, há também a "correção de todas as não conformidades mencionadas no relatório técnico russo recebido na semana anterior".
Além disso, a correspondência também encaminha o resultado das supervisões realizadas em todos os estabelecimentos exportadores de carnes auditados pela missão russa ao Brasil no período de 3 a 15 de abril. Contém, ainda, informações com as avaliações dos demais exportadores brasileiros.
A nota traz também que todas as observações de não conformidade com as normas da UA foram totalmente atendidas e os procedimentos, adequados aos requisitos russos. Além de documentos, o ministério encaminhou uma nova lista de estabelecimentos que atendem os critérios do país importador, conforme acerto entre as partes feito em reunião de maio, em Moscou. Apesar de os russos terem comentado sobre uma reunião para o final de junho, o governo brasileiro solicitou um encontro já na próxima semana, na capital russa.
O documento de três páginas do Rosselkhoznadzor deixa clara a insatisfação dos russos com a forma com a qual o Brasil vem lidando com a situação. "É pouco promissora a tentativa de transferir problemas reais existentes do campo técnico para o campo informativo-político", disse a agência sanitária. Conforme o texto, a solução dos problemas de garantia de segurança de produtos alimentícios brasileiros importados pela Rússia só será possível pelo caminho da organização de negociações e consultas em nível técnico e de especialistas.
Como havia dito o ministro brasileiro na semana passada, o Rosselkhoznadzor salientou que o Brasil não é um país inseguro em matéria de epizootias. A agência salientou, porém, que, em particular, há constantes focos de doenças perigosas no Brasil como a febre aftosa e surtos de outras doenças de animais que podem ser perigosas para o homem. "Segundo resultados de monitoramento de segurança de produtos inspecionados brasileiros exportados para a Rússia, várias vezes foi detectada contaminação microbiana em lotes inspecionados de produtos que chegam à Rússia", continua o documento, citando como exemplo salmonella, listeria, coliformes, microorganismos aeróbicos mesófilos e facultativos-anaeróbicos. Também teriam sido detectados vestígios de agentes farmacológicos.
Cotas e apoio a entrada da Rússia na OMC
Os exportadores brasileiros de carne suína desistiram de pedir à Rússia que mude seu sistema de cotas de importação do produto. "Não seremos um empecilho à entrada da Rússia na OMC", disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), numa referência às negociações entre o Brasil e o país sobre o apoio brasileiro à acessão russa na Organização Mundial do Comércio.
A decisão, tomada pelo conselho da Abipecs e associados, mostra uma mudança de postura dos exportadores de carne suína depois que a Rússia impôs um embargo a 85 estabelecimentos brasileiros exportadores de carnes. Vinte de carne suína foram afetados.
A Abipecs reivindicava o fim da definição geográfica dentro da cota. Por esse critério, a Rússia propõe que 60% da cota de 472 mil toneladas de carne suína sejam destinados aos Estados Unidos e União Europeia. As cerca de 170 mil toneladas restantes fazem parte da rubrica "outros países", ao qual o Brasil tem acesso.
Nas negociações para apoiar a entrada da Rússia na OMC, os exportadores - e o governo brasileiro - defendiam que a cota seguisse o critério de Nação Mais Favorecida (NMF), isto é, o importador russo que a tiver pode comprar de qualquer país. O pedido afetou as negociações relativas à OMC. "Ficamos numa posição muito fragilizada diante do câmbio ruim, do milho caro e da falta de respostas [do governo brasileiro] aos questionamentos russos", disse Camargo Neto, justificando a mudança de postura.
A decisão da Abipecs não significa que o governo brasileiro seguirá o mesmo caminho.
As informações são da Agência Estado e dO Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
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Boi/CEPEA: Preços da arroba voltam a cair
Apesar de a oferta de animais prontos para abate ter voltado a ficar limitada no mercado brasileiro, os preços da arroba registraram ligeiras quedas nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, as efetivações no mercado pecuário têm refletido basicamente as especialidades de cada transação. Entre 8 e 15 de junho, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (à vista, CDI – São Paulo) caiu 1,33%, passando para R$ 96,84 nessa quarta-feira, 15 – no acumulado de junho, o Indicador registra queda de 1,8%.
Cepea/Esalq
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Pecuarista poderá ser credor prioritário quando da falência de frigorífico

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou, nesta quinta-feira (16), projeto que dá prioridade aos pecuaristas no recebimento de dívidas existentes junto a frigorífico em processo de falência. A matéria segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa.
O autor do projeto (PLS 226/2011), senador Acir Gurgacz (PDT-RO), explica que, em geral, os pecuaristas entregam o gado ao frigorífico sob promessa de pagamento futuro. No entanto, diz ele, tem sido frequente o fechamento da empresa abatedora antes da data prevista para pagamento pelos animais, o que obriga o agricultor credor a se inscrever "em longo e incerto processo" para recebimento da dívida.
Para amenizar o problema, o senador propõe que as dívidas do frigorífico junto aos pecuaristas sejam saldadas após o pagamento de dívidas trabalhistas e tributárias. Ele lembra que essa mesma alternativa já é dada ao produtor de sementes, quando é fornecedor a empresa que entra em processo de falência.
A relatora, senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), elogiou a proposta e apresentou voto favorável ao texto. A iniciativa também foi saudada pelos senadores Blairo Maggi (PR-MT), Ivo Cassol (PP-RO), Jayme Campos (DEM-MT) e Cyro Miranda (PSDB-GO).
O projeto altera o Código Civil (Lei 10.406 de 2002), incluindo em seu artigo 964, que trata dos créditos que têm privilégio especial, aqueles devidos por frigoríficos aos fornecedores de animais.
Agência Senado
Autor: Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
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Carne Pampa faz sucesso na Feicorte 2011
A segunda degustação da Carne Certificada Pampa durante a 17ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne foi um sucesso, reunindo nesta quarta-feira (15/06), na capital paulista, mais de duas centenas de pessoas no Espaço Carne, ação focada na demonstração dos trabalhos realizados pelas empresas, pecuaristas e todos os envolvidos na cadeia produtiva na busca pela excelência da carne brasileira.
Criador de Nelore em Feira de Santana (BA) e jurado da raça na Feicorte 2011, José Delsique provou a Carne Pampa pela primeira vez e ficou muito satisfeito. “É muito boa, macia e saborosa. Inegavelmente, é uma das melhores carnes do mundo”, ressalta o nelorista. Segundo ele, o Hereford é uma grande raça por sua história e seleção voltada para a produtividade.
Proprietário da empresa Boi no Rolete e responsável por assar a carne HB servida durante a degustação, Marcos Mangini conta que também surpreendeu-se com a qualidade do produto. “É muito macia e saborosa”, define o especialista, que tem mais de 10 anos de experiência no ramo.
De acordo com Guilherme Sangalli Dias, gerente executivo do Carne Certificada Pampa, é prioridade da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) o desenvolvimento do seu programa de carne de qualidade. “Entendemos que o caminho da valorização passa pelas principais cidades do Brasil, por isso estamos na maior feira de negócios da pecuária de corte do Brasil divulgando nosso produto e fomentando o cruzamento com as raças Hereford e Braford para a obtenção de carne com qualidade diferenciada”, ressalta Dias, lembrando que os produtores dessa carne no Rio Grande do Sul já obtém preço top de mercado.
Segundo ele, a ABHB está trabalhando para expandir o Programa Carne Certificada Pampa para São Paulo e para o Centro-Oeste brasileiro. “Já alinhavamos com o Frigorífico Marfrig um abate experimental no Mato Grosso do Sul, onde já existem grandes criatórios de Braford, e vamos buscar expandir o programa para lá também”, acrescenta Dias. O gerente executivo do Carne Pampa destacou ainda o feedback obtido durante as duas degustações realizadas no Espaço Carne da Feicorte 2011. “Pessoas que não conheciam as raças e provaram sua carne pela primeira saíram daqui extremamente satisfeitas”, completa.
Devido ao sucesso das duas degustações realizadas durante a Feicorte 2011, a direção do Agrocentro solicitou que a ABHB promova mais uma degustação da Carne Pampa, ação que ocorrerá na próxima sexta-feira.
FONTE: assessoria de imprensa da ABHB
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Fundesa discute alternativas para a pecuária de corte
A Farsul sediou reunião do Conselho Técnico Operacional do Fundesa que discutiu o planejamento estratégico da cadeia gaúcha de carne bovina. Foi definida realização de um evento com foco na produção pecuária diferenciada do Rio Grande do Sul, nas questões sanitárias e no mercado externo e interno. O alinhamento retirado do evento será encaminhado à Câmara Setorial de carne bovina com objetivo de avançar na adoção de ações que atendam às necessidades do segmento.
Reunião das Associações de Raças
Farsul, Porto Alegre
Farsul, Porto Alegre
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| (16/06/2011) Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul FONTE: FARSUL |
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Demanda por carne bovina segue enfraquecida
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Mercado do boi gordo segue frouxo
A desvalorização no mercado físico também influencia as cotações futuras. Apesar de uma leve recuparação das cotações da BM&F hoje em relação ao último fechamento, os preços ainda seguem desvalorizados. A especialista em mercado pecuário da XP Investimentos, Lygia Pimentel, conta que a valorização entre safra e entressafra é uma das menores da história, levando em consideração os preços do mercado físico e futuro. O valor do boi para outubro, segue hoje em torno de R$ 100,90/@, valor considerado bastante baixo para entressafra. "Esse mercado futuro é o mais pessimista da história", reforça.
No mercado físico, os altos preços da carne vermelha e a concorrência com outros tipos de proteína mais baratas impedem a reação da demanda, que hoje é o principal fator de pressão do mercado. Nos próximos quinze dias, a previsão é de que haja uma seca mais severa, o que pode obrigar o pecuarista a desovar o restante do rebanho e aumentar oferta de animais terminados. Por outro lado, a demanda deve ficar enfraquecida na segunda quinzena do mês, deixando o mercado ainda mais frouxo.
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Procuradoria arquiva inquérito contra BNDES em caso JBS
O Ministério Público Federal determinou o arquivamento do inquérito que tinha por objetivo apurar possíveis irregularidades na aquisição de debêntures (títulos de dívida) do frigorífico JBS pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Relatório do procurador da República Carlos Alberto Natal diz que a operação estava de acordo com a política estabelecida pelo governo federal. O texto pontua ainda que a situação financeira da JBS não era falimentar no momento da subscrição das debêntures em ações pela BNDESPar.
Há um ano, o banco comprou, por meio da subsidiária BNDESPar, o braço de investimentos do banco, praticamente todas as debêntures emitidas pela JBS para viabilizar a compra da Pilgrim's Pride, gigante americana de carne de frango. A operação somou quase R$ 3,5 bilhões e consolidou a expansão do grupo em outros mercados.
O apoio do banco ao processo de internacionalização do JBS tem sido alvo de críticas entre os concorrentes do frigorífico.
Com reportagem de São Paulo
FONTE: FOLHA.COM
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Com crédito de R$ 123 bilhões, agropecuária vai buscar reforço
Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a ser lançado amanhã (17), chega com reajuste para a produção comercial, mas financiará parcela menor da atividade
José Rocher
A agropecuária brasileira terá crédito de R$ 123 bilhões na próxima safra, o maior orçamento já conferido ao setor. O anúncio deve ser feito amanhã (17) pela presidente Dilma Rousseff, em Ribeirão Preto (SP), no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2011/12. Os bancos vão disponibilizar R$ 107 bilhões à agricultura comercial, 7% a mais do que em 2010/11. Os outros R$ 16 bilhões, destinados à agricultura familiar, devem ser confirmados em 30 de junho, também pela presidente, em Francisco Beltrão, no Paraná. Às vésperas do lançamento do PAP, o setor produtivo avalia que o orçamento determinado pelo governo será pouco para sustentar a contínua expansão da produção. A meta do país é passar de 161 milhões para 176 milhões de toneladas de grãos ao ano dentro de um década.
“Houve só o reajuste da inflação do último ano”, disse o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, referindo-se aos R$ 7 bilhões acrescentados ao orçamento da agricultura comercial. O setor esperava R$ 120 bilhões para a produção comercial e cerca de R$ 20 bilhões para a agricultura familiar. Os juro padrão deve ser mantido em 6,75% ao ano, com taxas a partir de 0,5% para os pequenos produtores.
O crédito rural para 2011/12 é quatro vezes maior que o de 2002/03, início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Equivale a 12 vezes a arrecadação do governo do Paraná neste ano. O último aumento expressivo no PAP foi em 2009/10, de 38%. No plano a ser anunciado amanhã, o reajuste fica abaixo do aumento verificado na produção de grãos –8,2% em 2010/11, atingindo 161 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os produtores terão de recorrer mais a recursos próprios ou contratos com juros acima de 12% ao ano, afirma o economista Pedro Loyola, especialista em crédito rural e coordenador da Faep. Haverá maior disputa por recursos também devido a mudanças no sistema de financiamento, acrescenta. Ele refere-se à extensão do limite individual para R$ 650 mil em todas as culturas. “Com a nova regra, um produtor de alho pode acessar o mesmo volume de recursos que um produtor de soja” , cita. A ampliação dos financiamentos para as culturas menos expressivas sem a elevação dos valores globais espalha a falsa impressão de que há mais crédito disponível, argumenta.
O orçamento do PAP influencia diretamente a economia do Paraná, estado líder na produção de grãos (20%). Pela participação na atividade e pela concentração de pequenos e médios produtores, o estado é o que mais utiliza o crédito rural. A estimativa do setor produtivo é que o Paraná deve acessar perto de R$ 25 bilhões em 2011/12. Oito em cada dez produtores tomam algum tipo de financiamento e 40% dos recursos usados no cultivo são do crédito rural, avalia a Faep.
Em Mato Grosso, líder na produção de soja (28%), apesar da dependência de financiamentos, o volume tomado do sistema oficial deve ser menor que o do Paraná. Os produtores mato-grossenses cultivam áreas maiores mas, em menor número, tomam parcela menos expressiva do crédito rural, por também estarem sujeitos ao limite individual de R$ 650 mil.
As cooperativas também mostram-se insatisfeitas com o volume de recursos anunciado pelo governo. “Ainda esperamos alguma surpresa antes do anúncio oficial do plano. Os R$ 107 bilhões para a agricultura comercial e os R$ 16 bilhões para a familiar não atendem à necessidade do setor”, afirma o gerente técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra.
“Os programas de financiamento direcionados às cooperativas terão R$ 550 milhões a menos do que na última safra”, acrescenta. Em 2010/11, as empresas contaram com R$ 4 bilhões.
Na avaliação dos representantes dos produtores, o mercado está se encarregando de estimular a produção. Os preços da soja e do milho subiram 29% e 70% no último ano, atingindo R$ 40 e R$ 23 a saca de 60 quilos, respectivamente.
Colaborou Cassiano Ribeiro
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Hora do Cade rejeitar a BRF já passou, diz Abipecs
"Não se pode esperar dois anos para colocar em xeque uma empresa que tem enorme influência no setor", afirma Pedro Camargo Neto
O momento de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitar a fusão entre a Sadia e a Perdigão já passou, na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto. A BRF - Brasil Foods, que surgiu com a fusão, é uma das associadas da Abipecs.
"Com o enorme atraso, perderam a força moral para impor tal medida. A hora de rejeitar a fusão, que é o que estão fazendo, já passou. Parece até que querem justificar omissões do passado nesta operação de fusão", disse o executivo. A fusão foi anunciada em maio de 2009. "Não se pode esperar dois anos para colocar em xeque uma empresa que tem enorme influência no setor com milhares de funcionários e produtores. Estão criando um tumulto", continuou.
O julgamento da união entre Sadia e Perdigão teve início na semana passada, com o voto do relator do caso, Carlos Ragazzo. Ele defendeu a reprovação do negócio e, em seguida, o conselheiro Ricardo Ruiz pediu vista dos autos, suspendendo a avaliação por uma semana. O processo volta a ser analisado hoje. Para Camargo Neto, ao votar pelo veto à operação, o relator do caso está distanciado da realidade e sua atuação "parece um tanto quanto olímpica".
O presidente da Abipecs destacou que não se pode também esquecer que o negócio ocorreu quando a Sadia entrou em dificuldades financeiras. "Também aqui o governo perdeu a oportunidade de apoiar a Sadia, que tinha uma história importante e vivia um momento de crise. O BNDES se omitiu, embora tenha apoiado outras empresas do setor que não possuíam a mesma história da Sadia", comparou Camargo Neto.
Por fim, ele destacou que entre os acionistas da Sadia e Perdigão se encontram fundos de empresas estatais. "Isto é, o governo é o grande acionista e praticamente induziu a fusão. Agora, dois anos depois, solta o Cade uma medida olímpica desta. Lamentável", concluiu.
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Paraná adere a programa de abate humanitário de animais
Médicos veterinários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) estão sendo capacitados para assegurar o respeito, no Estado, às normas do abate humanitário de bovinos, suínos e aves. A fiscalização do abate segundo essas normas será incorporada a partir deste ano à rotina do Serviço de Inspeção do Paraná (SIP) do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis). A previsão é que até o primeiro quadrimestre de 2012 todos os frigoríficos paranaenses já tenham aderido ao abate humanitário de animais de produção.
Esta semana, veterinários da Seab estão fazendo um curso de três dias, ministrado por dirigentes da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) - uma organização não-governamental que firmou parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O curso começou em Curitiba na terça-feira (14) e será encerrado nesta quinta-feira (16). Além da capacitação, o curso visa a conscientização das estruturas de governo e dos frigoríficos para a importância do tema.
Participam cerca de 48 profissionais, entre dirigentes e fiscais do serviço de inspeção estadual e federal. Ao longo do ano serão ministrados mais 50 cursos em todo o Estado. Eles serão levados a todas as regiões com concentração de frigoríficos e dirigidos aos funcionários desses estabelecimentos. Os participantes dos cursos regionais deverão ser multiplicadores das boas práticas de abate de animais para outros funcionários.
As orientações são passadas por meio de vídeos e manuais. Segundo a médica veterinária Charli Ludtke, coordenadora do Programa Nacional de Abate Humanitário e gerente de animais de produção da WSPA, o objetivo do material é conscientizar sobre a melhor forma de manejo e cuidados que se deve ter com os animais antes do abate.
"O que queremos é comprometer as pessoas envolvidas com o manejo dos animais em ambiente calmo e tranquilo, melhorando também as condições de trabalho das pessoas que trabalham no abate", disse Charli. Ele ressalta que toda a atividade precisa ser planejada e organizada, o que é bom também para a produtividade. "Animais mais calmos têm menor risco de lesões e, assim, de causar perdas econômicas significativas para os produtores e agroindústrias", acrescentou.
Segundo Charli, a interação do homem com os animais e a condução dos animais nas instalações tem de ser harmoniosa. E isso deve iniciar na propriedade, durante a criação, e persistit até o transporte e frigorífico.
Entre os princípios básicos que devem ser observados estão os métodos de manejo e instalações que diminuem o estresse e o sofrimento dos animais; emprego de pessoal competente, bem treinado, atento e cuidadoso; equipamento apropriado que seja ajustado ao propósito; insensibilização eficaz durante o abate, induzindo os animais à imediata perda da consciência e insensibilidade à dor; e garantia de que o animal não retorne à consciência até ocorrer a morte.
Para o chefe do Serviço de Inspeção do Paraná (SIP), Horácio Slongo, o abate humanitário já existe no Paraná, com o banimento em muitos frigoríficos de técnicas arcaicas como a marretada ou excesso de choque nos animais. "O papel do médico veterinário é cuidar para que os animais sofram o menos possível no momento do abate", disse.
A coordenadora da WSPA ressalta que o abate humanitário também tem consequências econômicas, já que o animal que sofre menos estresse na hora do abate gera carne de melhor qualidade. "Um bovino estressado no momento do abate pode produzir uma carne mais escura e endurecida", afirma. No caso de suínos, a carne pode ficar mais pálida, mole e liberar muita água.
A implantação do programa de capacitação sobre o abate humanitário atende à Instrução Normativa 3 do Ministério da Agricultura e Abastecimento, de 2008, que determina as boas práticas em todo o País. Em função da parceria entre o Ministério e a WSPA, a capacitação da fiscalização está sendo levada aos estados e municípios brasileiros para que o serviço seja adotado e os treinamentos virem rotina nos frigoríficos.
FONTE: Agência Estadual de Notícias, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
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UE não aceita proposta brasileira para alterar exigências da Cota Hilton
A União Europeia (UE) recusa a demanda do Brasil de modificar a definição da chamada Cota Hilton, pela qual o país tem direito a exportar - mas não consegue - 10 mil toneladas de cortes bovinos nobres com tarifa menor para o mercado europeu. Bruxelas diz, porém, estar "aberta a escutar" propostas brasileiras sobre "alguns aspectos técnicos da aplicação da cota".
Na prática, a resposta europeia pode se estender à frequente demanda brasileira para que a UE flexibilize suas exigências em relação à rastreabilidade de toda a carne bovina brasileira - não apenas à da Cota Hilton - destinada à exportação aos 27 países-membros do bloco.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil não preencherá o volume de exportações a que tem direito na Hilton. No ano-cota que se encerra este mês, o 2010/2011, o país só venderá cerca de 400 toneladas do volume total, ou seja 4%. No ano anterior, não chegou a 8% do total. A UE deixa claro que o volume é anual e não é possivel transferir as quantidades não exportadas para o ano-cota seguinte (julho 2011-junho 2012).
O Brasil tem ficado distante de cumprir a Hilton porque a UE exige, desde 2009, que os cortes vendidos dentro da cota sejam provenientes apenas de animais rastreados desde a desmama (10 meses de vida) e que sejam alimentados só a pasto, sem nenhum tipo de suplementação a partir de então.
Por isso, o governo brasileiro insiste com a UE para rever as condições para a exportação considerando que elas são hoje "irreais". Para o Brasil, a rastreabilidade especial exigida não é questão de sanidade, mas de mercado. O país reclama de discriminação, pois outros como EUA e Canadá vendem na Cota Hilton sem as mesmas exigências impostas aos brasileiros.
Para a União Europeia, são diversas as razões para o Brasil preencher apenas 4% do volume a que tem direito. Avalia que as exigências adotadas pelos europeus em 2008 limitaram o numero de fazendas brasileiras autorizadas a fornecer gado para abate e exportação da carne à Europa.
Além disso, afirma que não há muitos produtores interessados na utilização da cota respeitando as condições de rastreabilidade aceitas pelo Brasil desde 2005. Bruxelas argumenta que o aumento do consumo interno, o crescimento da demanda da carne brasileira por mercados como Ásia e Oriente Médio e uma taxa de câmbio desfavorável tornaram o mercado europeu menos atrativo para os exportadores brasileiros nos dois últimos anos.
Para a UE a resposta para mudar a definição da cota é clara: "A Comissão Europeia manteve contatos com as autoridades brasileiras sobre essa questão em 2010. A conclusão das discussões foi de que uma modificação da definição da Cota Hilton não é possível. No entanto, a Comissão continua aberta a escutar as propostas brasileiras sobre certos aspectos técnicos da aplicação da cota. Aguardamos propostas brasileiras".
No governo brasileiro, mesmo essa discussão limitada só pode ocorrer depois que o setor privado no Brasil decidir o que quer exatamente. É que até agora os produtores de carne bovina só ameaçaram pedir ao governo que denuncie a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Se eles pedirem a abertura de disputa, o governo precisa preparar estudos, toda a argumentação, ver as despesas de custos de advogados, e tudo isso leva tempo", diz uma fonte.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, rejeitou a alegação da União Europeia de que não há muitos produtores brasileiros interessados na utilização da cota Hilton. "Mercado a gente quer e o mercado está lá, mas nas condições impostas [pela UE], fica difícil alguém se interessar", afirmou Sampaio.
Nas discussões com a União Europeia, desde o fim de 2010, os representantes do governo brasileiro têm defendido a alteração da definição da Cota Hilton para o Brasil. O objetivo é desvincular o conceito de carne bovina de alta qualidade do processo de alimentação dos animais.
De acordo com Sampaio, os europeus sugeriram, como saída para a questão da suplementação, que os produtores brasileiros utilizem apenas produtos não processados como suplementação, tais como cana e silagem. Processados como farelo de soja, usados pelos pecuaristas brasileiros para a engorda dos animais no confinamento, não seriam permitidos.
Além disso, a UE sugeriu a definição do período do ano em que esses suplementos poderiam ser usados na alimentação. "Não concordamos com isso porque engessaria ainda mais", afirma o diretor-executivo. "Essa flexibilização que estão propondo não resolve o problema", acrescenta.
Segundo ele, o setor seguirá buscando uma mudança que permita tornar as exportações de carne na Cota Hilton atraentes. "Vamos fazer mais uma tentativa" e reafirmou que a alternativa de ir à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a UE por conta das exigências continua na mesa.
FONTE:Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Associação australiana diz que proibir a exportação de gado vivo à Indonésia não é a solução
A Associação Australian Beef defende a não proibição de exportações de gado vivo à Indonésia, acreditando que está proibição não solucionará os problemas. De acordo com Brad Bellinger, presidente da associação, o governo da Austrália sabe da crueldade contra os animais há mais de dez anos. “Em todos estes anos ninguém nunca fez nada para mudar essa realidade”.
“Proibir as exportações não resolve em nada o problema, apenas tira do mercado indonésio a carne bovina, o governo da Indonésia juntamente com o da Austrália deveriam oferecer treinamento aos funcionários dos abatedouros e exigir que estes lugares funcionem melhorem drasticamente suas instalações”, completa Bellinger.
Nos últimos dez anos a Austrália exportou mais de cinco milhões de bovinos vivos para a Indonésia, totalizando uma receita de mais de US $ 2 bilhões. A Austrália é o mais importante fornecedor de proteína animal da Indonésia.
Fonte: TheBeefSite
“Proibir as exportações não resolve em nada o problema, apenas tira do mercado indonésio a carne bovina, o governo da Indonésia juntamente com o da Austrália deveriam oferecer treinamento aos funcionários dos abatedouros e exigir que estes lugares funcionem melhorem drasticamente suas instalações”, completa Bellinger.
Nos últimos dez anos a Austrália exportou mais de cinco milhões de bovinos vivos para a Indonésia, totalizando uma receita de mais de US $ 2 bilhões. A Austrália é o mais importante fornecedor de proteína animal da Indonésia.
Fonte: TheBeefSite
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BOI GORDO - Entrevista com Lygia Pimentel
Boi: período seco nos próximos 15 dias pode obrigar pecuarista a desovar restante do rebanho e aumentar oferta de animais terminados. Demanda por carne continua fraca e deve piorar na segunda quinzena do mês.
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS
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Estudo aponta a existência de poder de mercado na relação entre frigoríficos e produtores rurais
Estudo elaborado pelos pesquisadores do Insper Rodrigo Moita e Lucille Goloni mostra que existe poder de mercado na relação comercial entre produtores rurais e frigoríficos no Estado de São Paulo. Os resultados indicam ainda que a recente onda de consolidação do setor não teve reflexo na conduta competitiva das firmas.
Para chegar a essa conclusão, foram analisados os preços mensais registrados no estado de São Paulo pelo período de 14 anos. O estado foi o escolhido devido a sua importância na produção de carne, por ser um centro formador de preço e por ser o maior exportador do Brasil. Além disso, é o único a disponibilizar publicamente os dados necessários para o levantamento.
“De acordo com o levantamento, os produtores rurais são muitos e distribuídos pelos principais estados produtores, enquanto que os frigoríficos são grandes e poucos”
De acordo com o levantamento, os produtores rurais são muitos e distribuídos pelos principais estados produtores, enquanto que os frigoríficos são grandes e poucos. Isso sustenta a hipótese de que a indústria tem a estrutura de um oligopsônio, um ‘oligopólio de compradores’, e que, portanto, tem potencial para exercer poder de mercado sobre os consumidores. “Como o grupo de compradores é menor, ele pode negociar em condições privilegiadas, definindo o preço de venda dos seus fornecedores, tendo, portanto, potencial para exercer poder de mercado sobre os pecuaristas”, explica Moita.
O pesquisador destaca que nos últimos anos o setor passou por um importante processo de consolidação e hoje o Brasil é um dos principais players mundiais. Dados da FNP Consultoria mostram que em 2009 o Brasil foi listado como o segundo maior rebanho, com aproximadamente 200 milhões de reses, e é, desde 2004, o maior exportador mundial de carne. “Nesse processo, tanto os produtores como os frigoríficos tornaram-se mais eficientes à medida que implementaram novas tecnologias para criação e abate de animais, melhorando assim a qualidade da carne e garantindo uma oferta mais constante ao consumidor final. Mas, apesar dessa evolução, a relação de poder continuou existindo e não sofreu alterações significativas. A questão, de acordo com Moita, é que enquanto os frigoríficos passaram de pequenos e pulverizados para grandes e estrategicamente localizados nas regiões de maior produção e consumo de carne, os pecuaristas continuaram espalhados pelo país com uma produção pequena por produtor.
Moita ressalta que há tempos se diz que a indústria frigorífica exerce poder de mercado sobre os produtores de gado de corte, no entanto, poucos trabalhos no Brasil procuraram analisar esta questão de modo rigoroso. O resultado vai contra levantamentos anteriores, que rejeitam a hipótese de poder de mercado no País.
Pesquisa na íntegra: O Oligopsônio dos Frigoríficos:Uma Análise Empírica de Poder de Mercado
Rodrigo Moita é Professor Assistente do Insper
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