terça-feira, 5 de junho de 2012

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Expectativa de diminuição na oferta de animais pode recuperar mercado ainda que em ritmo lento


Boi Gordo: após forte pressão baixista, mercado começa a andar de lado neste início de mês. Feriado e pagamento de salários estimulam consumo. Para a próxima semana já é esperado que a oferta de animais diminua com a chegada do frio.

O mercado do boi gordo caminha de lado após fortes quedas no físico e no futuro na última sexta-feira (1º). Por outro lado, os preços que chegaram aos piores níveis desde o começo do ano, ensaiam uma recuperação lenta em véspera de entressafra.
Segundo a consultora de mercado, Lygia Pimentel, as pastagens estão muito degradadas e tendem a piorar seu estado diante da chegada do frio mais intenso nas principais regiões produtores. Essa situação dificulta ao pecuarista manter os animais na engorda da safra nos pastos. 
Com o feriado de Corpus Christi na próxima quinta-feira (07) e o pagamento dos salários neste início de mês, o consumo está mais aquecido e o repasse vai para a carne que, até o último o mês de maio, colaborava para pressionar os preços da arroba para baixo já que o escoamento dos estoques caminhava em ritmo lento. 
Para a próxima semana, a expectativa é que a oferta de animais terminados diminua com a chegada do frio, mas a recuperação do mercado em termos de preços pode ser mais lenta. Tudo irá depende do desempenho do consumo nos próximos meses para dar o tom das cotações. 
Vale lembrar que 2012 registra um grande volume de animais disponíveis no mercado, refletindo a retenção das fêmeas em 2006.

Fonte: Notícias // Lygia Pimentel e Juliana Ibanhes

Entidade vê estímulo à informalidade


Da Redação

Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
Em meio à guerra do PIS/Cofins entre grandes varejistas e pequenos açougues, na qual um tenta arrebatar mercado do outro, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e seus associados passaram a sugerir que o tratamento tributário diferenciado tem um efeito perverso que vai muito além dos prejuízos econômicos: o aumento da informalidade na cadeia de carne no país.

Segundo a entidade, os supermercados são, por força de escala e compromissos com o Ministério Público, mais capazes de pressionar seus fornecedores a cumprir a legislação fiscal, ambiental e trabalhista, o que faz com que os frigoríficos repassem essas exigências a abatedouros e produtores, provocando um efeito cascata para a produção de uma carne "sustentável".

Já os açougues, em sua maioria pequenos e beneficiados por uma carga de impostos mais leve, não têm esse poder. Em geral, alega o grande varejo, compram de fornecedores menos fiscalizados, onde o rastreamento é ainda muito mais complicado.

"O que se sugere é que uma cadeia paralela de fornecedores está se formando, sem garantias sanitárias, ambientais e fiscais", afirma Fernando Sampaio, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). "Mas é impossível atribuir ao PIS/Cofins a informalidade", pondera.

A reclamação não se restringe aos supermercados. Os próprios frigoríficos, beneficiados com a isenção do tributo, reclamam da concorrência desleal. Maior processadora de carne bovina do mundo, a JBS afirma que deixou de comprar animais de áreas irregulares na Amazônia desde que assinou compromissos com o Ministério Público Federal, mas que seus concorrentes não fazem o mesmo. "Essa carne ilegal está chegando à mesa do brasileiro", disse recentemente um executivo da empresa ao Valor. "Não adianta nada a JBS fazer a lição de casa sozinha".

Ninguém se arrisca a dizer com precisão qual o tamanho da informalidade no mercado de carne bovina no Brasil. Governo e mercado costumam repetir que ela gira em torno de 40%, mas esse percentual é só uma estimativa.

Seja qual for o buraco, ele deverá mensurado até o fim deste ano. Pesquisadores da Esalq/USP começaram a trabalhar no que será o primeiro mapeamento sobre a informalidade na cadeia de produção de carne bovina no Brasil. A pesquisa é patrocinada pela Abras, Abiec, varejo e organizações ambientalistas.

Fonte: Valor Econômico

Governo do RS libera contrapartida a projetos desenvolvidos pela Fepagro



Projetos beneficiam qualidade genética e sanidade dos rebanhos
 
A Secretaria Estadual da Fazenda liberou a contrapartida do Estado para a realização de quatro projetos desenvolvidos pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), com financiamento do governo federal. Entre as iniciativas apoiadas está o Programa Estadual de Incremento da Qualidade Genética da Pecuária de Carne e Leite (Dissemina). No total, a contrapartida do Estado aos quatro projetos totaliza mais de R$ 1 milhão em investimentos na pesquisa agropecuária gaúcha.

O Programa Dissemina teve liberados R$ 461,11 mil de contrapartida do Estado. O programa pretende distribuir material genético a custo zero e nitrogênio líquido a preço de custo aos agricultores, através de responsáveis técnicos indicados pelas prefeituras. O projeto piloto acontecerá em 21 municípios dos pólos de Bagé, Canguçu e Jaquirana. O Dissemina integra o "Programa Carne Gaúcha, A Melhor Carne do Mundo" e conta com um aporte de R$ 1 milhão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Projeto SANIMARS (Apoio à pesquisa e desenvolvimento sanidade animal no Rio Grande do Sul) realizadas no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), unidade da Fepagro referência em sanidade animal, receberá R$ 425,04 mil do governo do Estado. O objetivo é fortalecer a capacidade do IPVDF de atender as demandas estaduais do agronegócio no que diz respeito à sanidade animal dos rebanhos. Esse projeto recebeu financiamento de R$ 1,6 milhão da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

O Projeto de Elaboração de Inoculantes baseados em bactérias promotoras do crescimento vegetal receberá um reforço de R$ 86,08 mil do governo do Estado, contrapartida ao investimento de R$ 429 mil feito pela União. A pesquisa busca desenvolver microorganismos que substituam total ou parcialmente os fertilizantes químicos nas culturas do milho e do trigo, numa proposta de agricultura sustentável. O Laboratório de Microbiologia Agrícola, necessário para o isolamento das bactérias promotoras do crescimento vegetal obteve um aporte de R$ 35 mil do governo do Estado, contrapartida a R$ 140 mil do governo federal.

Veterinários e Zootecnistas mais sustentáveis



O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), consciente da importância da atuação dos Médicos Veterinários e dos Zootecnistas para o meio ambiente, assumiu no dia 05 de junho, dia do meio ambiente, um compromisso público com o desenvolvimento sustentável, a partir de uma declaração de comprometimento da categoria.

“As práticas sustentáveis constituem a base para as atividades diárias do Médico Veterinário e do Zootecnista. Agora, tornamos pública nossa preocupação com a observância das legislações, normas e valores que regem o tema”, comentou o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda. Ele lembra que os Médicos Veterinários e Zootecnistas são protagonistas no desenvolvimento de pesquisa, conscientização e fiscalização para que, principalmente, seja realizada a produção de alimentos de forma sustentável.

Para a Presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente (CNMA) do CFMV, Claudia Scholten, “o documento incentivará os profissionais a se conscientizarem e se preocuparem ainda mais com o impacto das ações praticadas em sua rotina de trabalho como também com a preservação e produção sustentável”.

Com a Declaração, o Sistema de Conselhos Regionais e Federal de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) e os profissionais se comprometem publica e oficialmente a realizar o exercício profissional observando a legislação ambiental, agrária, sanitária, trabalhista e as orientações das Nações Unidas sobre o tema. Também observarão as práticas de preservação, conservação e restauração de processos ecológicos, biodiversidade, uso de recursos naturais, educação ambiental e o bem-estar animal. O documento também deixa evidente a disponibilidade de contribuição para o caso de desastres naturais.

Atuação - O Brasil se encontra entre os líderes na produção, comercialização e consumo de proteínas, sendo o maior exportador de carne bovina e de aves e o quarto maior em suínos. A produção sustentável de alimentos é o diferencial que o País oferece para se manter nesta liderança. Isso se dá por suas condições de solo e clima que permitem, principalmente, a criação menos intensificada e menos poluente.

“A contribuição direta dos Médicos Veterinários e Zootecnistas está em garantir que as praticas sustentáveis se difundam entre os produtores com profissionalismo, segurança alimentar e rentabilidade”, diz Arruda, presidente do CFMV. Como exemplo cita pesquisas que desenvolvem dietas para o gado para a redução da emissão de metano, um dos gases poluentes da camada de ozônio. Os profissionais também se preocupam em difundir o manejo racional, priorizando o bem-estar animal de forma que, por exemplo, o abate seja humanitário. “Os Médicos Veterinários e Zootecnistas são formadores de opinião e multiplicadores do conhecimento entre os produtores e os profissionais de campo e motivam a continuidade das ações”, explica.

Há atuação também na perícia ambiental e a gestão ambiental. “A formação generalista do Médico Veterinário, lhe garante conhecimento em saúde animal, produção de alimentos, características do solo e da fauna, entre outros, por esse motivo têm um olhar múltiplo na avaliação ambiental”, comenta Claudia Scholten, da CNMA do CFMV. Os Médicos Veterinários e Zootecnistas também estão presentes na educação ambiental, seja com orientações sobre práticas corriqueiras como o correto descarte de resíduos (pêlos e fezes); seja como multiplicadores em programas específicos direcionados às comunidades exploratórias, nos quais abordam informações de preservação de espécie e do ambiente para continuidade sustentável do negócio.

Segue a íntegra do compromisso público:

Declaração de Comprometimento do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) com o Desenvolvimento Sustentável

Os Médicos Veterinários e Zootecnistas com o objetivo de firmarem seus compromissos com o Desenvolvimento Sustentável se comprometem a realizar o exercício profissional sempre em observância à: 
I – legislação ambiental, agrária, sanitária e trabalhista;

II –preservação conservação e restauração de processos ecológicos essenciais, bem como no fomento ao manejo sustentável das espécies e ecossistemas;

III – preservação, proteção, conservação da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais e ao patrimônio genético;

IV – ao uso sustentável dos recursos naturais e a preservação e/ou conservação dos espaços especialmente protegidos, constitucionalmente definidos;

V – ao controle da produção, comercialização e emprego de técnicas, métodos e substâncias que minimizem riscos ao ambiente;

VI - educação ambiental;

VII – bem-estar-animal.

VIII – contribuição imediata e sempre que solicitada com a comunidade a ao Estado, sempre que ocorrer desastres naturais ou outras emergências que possam produzir efeitos súbitos e nocivos ao ambiente.

IX – notificar as autoridades ambientais competentes, prévia e tempestivamente, sobre riscos ambientais observados no exercício profissional e fornecer todas as informações necessárias;

X – As declarações das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável.

Agrolink com informações de assessoria

Argentina - Cese de comercialización y exportación de ganado en pie


Los productores comenzaron con el paro de nueve días a la vera de Ruta 3 
Productores agropecuarios bonaerenses iniciaron desde el primer minuto de este sábado un cese de comercialización de granos para exportación e industria y de ganado en pie, con excepción de productos perecederos, por nueve días respectivamente. 
La medida de fuerza de las entidades agropecuarias coincide con la entrada en vigencia de los aumentos no sólo del gravamen que alcanza a las explotaciones rurales sino también a otros tributos bonaerenses, como Ingresos Brutos y Sellos. 
El impacto de la medida de fuerza se percibe en el Mercado de Hacienda de Liniers donde queda reducida al mínimo el ingreso de animales para la venta, mientras que la no comercialización de granos se constata a través de las cartas de porte. 
Los puertos de salida son Bahía Blanca, Necochea y Rosario donde se embarca mercadería proveniente de la Zona Núcleo. 
El sábado El Fénix se acercó hasta la intersección de la Ruta Nacional Nº3 y Provincial Nº 86 para dialogar con dos productores juarenses e integrantes de comisión directiva de la Asociación, Pablo Mosse y Federico Zelayeta. 
“Los primeros días siempre es escasa la concurrencia pero de apoco se van a ir acercando. De todas maneras el viernes se enviaron cartas a todas las casas cereales, caso Molino Guglielmetti, consignatarios de hacienda, se le dio aviso al Sr. Intendente Municipal por el tema Abasto para que no tenga problemas con los comedores escolares y hospital” informó Zelayeta. 
Por su parte Mosse comentó, “llegamos alrededor de las 10 por lo general en este horario la gente trabaja pero tenemos toda la semana para recibirlos. Estamos tranquilos y firmes porque si bien el paro es de una semana todo hace suponer que se extenderá, Entre Ríos se adhirió al paro o sea que hay otra provincia que se solidarizó con todos los productores. 
Esta protesta es justa porque realmente la ley es muy mala, siguen saqueando a la provincia y dándole la espalda al principal sector que es el campo. Vamos a seguir y respetar el paro porque es posible que se sumen más sectores, los problemas económicos es una realidad y el Gobierno aplaude sin tener el dinero que le quieren sacar al campo porque los impuestos nacionales lo van a cobrar recién el año que viene”. 
Dentro de la medida esta el cese de comercialización aunque sonó el rumor de que el Molino local no estaría acompañando esta medida de fuerza, “el comentario es de una cerealera que recibió el llamado de esta empresa para que el lunes entregará nueve camiones. No nos está acompañando en el paro pero sabemos que el Molino acompaña al Gobierno Nacional con el tema subsidios y demás. Después con el resto de los sectores no tuvimos problemas, es más estaba organizado un remate en nuestra ciudad y fue suspendido, en cuanto al tema hacienda es más fácil de controlar”. 
En este contexto resaltaron que no habrá cortes de ruta sólo movilización pacifica al costado de las rutas, “esta descartado el corte así que la gente que se quede tranquila, sólo presencia a la espera de que la Mesa de Enlace se reúna la semana que viene con la posibilidad de que se nacionalice”. 
Para finalizar mencionaron que la zona también esta en la misma situación que Juárez, “esto va a ir tomando color de apoco seguramente se hará como la vez anterior, un corredor de la Ruta 3. Por este motivo es que invitamos a los productores a que se acerquen a este lugar siempre estamos informados de lo que va pasando y a parte necesitamos del apoyo de todos”. 
mdcremedio@elfenixdigital.com 

Principais indicadores do mercado do boi – 05-06-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,68% nessa segunda-feira (04) sendo cotado a R$ 92,91/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,61.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,32% e é cotado a R$ 704,90/cabeça nesta segunda-feira (04). A margem bruta na reposição foi de R$ 828,12 e teve valorização de 0,99%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (04), o dólar foi cotado em R$ 2,04 com valorização de 0,29%. O boi gordo em dólares teve valorização de 0,39% sendo cotado a US$45,54. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 04/06/12
O contrato futuro do boi gordo para Jul/12 foi negociado a R$ 96,40 e sua variação teve alta de R$ 0,06.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico teve valorização de 0,65% e é cotado a R$ 90,59. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 2,32 e sua variação teve alta de R$ 0,05 no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
FONTE: BEEFPOINT

Preços do boi gordo encontram suporte


SUPORTE DE PREÇO: O mercado do boi gordo registrou uma ligeira recuperação dos preços nesta última semana do mês de maio. Apesar da pressão de baixa que ainda se faz presente no mercado, que vem atuando praticamente desde o final do ano passado quando a oferta de fêmeas para o abate se fez de maneira mais intensa, o preço médio da arroba do boi gordo em Mato Grosso aparentemente encontrou um suporte na faixa dos R$ 83. A partir deste ponto a opção pela permanência dos bois no pasto é grande entre os pecuaristas do Estado, restringindo parte da oferta e, consequentemente, dificultando as compras dos frigoríficos. Com isso, apesar da ligeira redução nas escalas de abate as indústrias do Estado ainda trabalham dentro de sua zona de conforto, com as escalas geralmente entre seis dias. Apesar de algumas diferenças no cenário, o fato é igual ao encontrado no ano passado, quando a forte pressão de baixa exercida no mercado no mês de maio foi interrompida a partir do mês do início do mês de junho, quando os preços encontraram firmeza, próximo dos R$ 86/@.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.


Fonte: Imea

Tabela de preços de aramado


Tabela de preços de aramado aprovada em assembleia da categoria realizada em 06/03/09, e em vigor deste então. 

Hectare de aramado 07 fios R$ 198,00 
Hectare de aramado 06 fios R$ 174,00 
Hectare de aramado 05 fios R$ 138,00 
Reforma com troca de todas as tramas (moirões de pedra) R$ 138,00 
Reforma com troca (somente moirões) R$ 138,00 
Reforma com troca de mais de 40% de madeira R$ 100,00 
Retoque com troca de menos de 40% de madeira R$ 84,00 
Porteira estroncada com rede valor do hectare 
Porteira de postes altos R$ 117,00 
Canto de três paus com rabicho duplo R$ 174,00 
Estronca simples ou de saída R$ 80,00 
Desmanche (hectare) R$ 80,00 
Cabresto R$ 43,00 
Limpeza R$ 54,00 
Limpeza de mato R$ 73,00 
Rede o valor do hectare R$ 174,00 
Tesoura ou cruzeta R$ 30,00 
Baixador simples em moirão R$ 12,00 
Peão aprendiz R$ 20,00 
Peão prático R$ 30,00 
Sub. Cerca R$11,00 a unidade ou R$ 8,00 pelo valor do hectare 
Baixador cruzado R$ 23,00 
Rede de porteira R$ 48,00 

Mangueiras Mangueira com maromba de quatro fios bombeado R$ 33,00 
Mangueira de arame nove fios guias duplas R$ 31,00 
Mangueira com cinco tábuas costuradas R$ 33,00 
Mangueiras com cinco tábuas parafusadas R$ 31,00 
Mangueiras com cinco tábuas pregadas R$ 23,00 
Reforma de mangueira com 40% de material mudado R$ 23,00 
Desmanche de mangueira R$ 12,00 
Desmanche de curro e cancela R$ 26,00 
Curro e cancela R$ 61,00 
Passeio de brete R$ 17,00 
Piso de curro R$ 23,00 
Sentar Tronco R$ 517,00 
Desmanche Tronco R$ 254,00 
Sentar balança R$ 517,00 
Base balança R$ 254,00 

   Além destes valores, o empregador terá que fornecer uma ovelha a cada três hectares de aramado novo, ou a cada seis hectares de desmanche, bem como a cada 30 metros de mangueiras novas ou a cada 60 metros de desmanche. Caso o produtor não tenha carne, pagará ao valor equivalente em dinheiro. 


* Valores aprovados em Assembleia Geral da categoria dos trabalhadores rurais, sendo, portanto, de responsabilidade do Sindicato dos Trabalhadores Rurais 


FONTE: SINDICATO RURAL DE LAVRAS DO SUL

Terminação de bovinos confinados com dieta de milho grão inteiro

Por Fernando José Schalch Jr.
Colaboradores: Cauê Augusto Surge, Milena Hama Totake Watanabe e Octavio Celso Pacheco de Almeida Prado Neto
A sazonalidade de produção das plantas tropicais é um verdadeiro desafio para os pecuaristas brasileiros e muitos acabam perdendo todo o esforço realizado durante o período de águas quando os animais começam a perder peso e rendimento produtivo na seca.
No Brasil, o confinamento normalmente é utilizado durante a época seca do ano, visando à redução da idade ao abate, aumento da taxa de desfrute e ajuste da oferta de forragem na fazenda. A estimativa de animais confinados em 2012 deve superar 4 milhões de cabeças, números impulsionados pela baixa oferta de forragem (cigarrinha em algumas regiões, falta ou excesso de chuvas em outras e a maior das causas, aumento de retenção de animais e das taxas de lotação durante o período das águas) e pela redução do preço do milho observados nos últimos dias (boa produção da safrinha brasileira).
O principal componente do custo da terminação em confinamento são os alimentos. Excluindo os animais, os alimentos representam cerca de 70% do custo total (RESTLE e VAZ, 1999). As dietas convencionais de terminação normalmente utilizam em grande parte grãos cereais processados (moagem, floculação), e uma menor parte de alimento volumoso, necessário para manter a saúde do rúmen e reduzir a incidência de desordens metabólicas como acidose, laminite, que possam prejudicar a produtividade animal (NAGARAJA e LECHTENBERG, 2007).
No entanto, a inclusão desse volumoso reduz a quantidade de energia da dieta, o que a torna menos rentável em algumas ocasiões (BRITTON e STOCK, 1987), além de implicar em gastos com mão-de-obra, produção e confecção de forragens conservadas, preparo e mistura da dieta, depósitos para máquinas e equipamentos responsáveis pela distribuição dos alimentos (tratores, carretas e vagão distribuidor).
A utilização de milho grão na dieta de terminação é uma alternativa para eliminar a forragem da dieta. Devido a ausência de processamento, a taxa de passagem do milho é lenta assim como a fermentação do amido quando comparado ao milho moído ou grão úmido (BRITTON e STOCK, 1987). Dessa forma, o milho grão inteiro pode evitar as desordens ruminais que ocorrem com a produção excessiva dos ácidos orgânicos no rúmen.
Outras vantagens dessa dieta: utilização de apenas um alimento e um concentrado para bovinos de corte; redução nos gastos com produção de volumosos, mão-de-obra, infra-estrutura, entre outros; além de obter alta eficiência biológica comprovada (maior relação de arrobas produzidas com menor consumo da dieta).
De acordo com dados de literatura, o índice de eficiência biológica é alto em dietas que utilizam milho grão inteiro, no entanto, pode ocorrer variação na eficiência de acordo com a categoria animal utilizada.
Os resultados de pesquisas em confinamento (TOWNSEND et al., 1988; QUADROS et al., 1990) mostram que a eficiência de transformação do alimento consumido em ganho de peso decresce, à medida que avança a idade dos animais. Considerando o potencial de desempenho dos animais a serem explorados em confinamento, MACEDO et al. (2001) relataram que a utilização de machos não-castrados tem aumentado substancialmente, em virtude do maior ganho de peso, da melhor conversão alimentar, da menor quantidade de gordura visceral, da maior área de olho-de-lombo e da maior porção comestível. Por outro lado, a taxa de abate de fêmeas no Brasil permanece superior a 40% (RESTLE et al., 2001), comprovando a importância desta categoria para a oferta de carne no mercado.
A Tabela 01 apresenta os valores de eficiência biológica (relação de quantidade necessária em kg de comida na matéria natural para o ganho de uma arroba) médios encontrados em experimentos com a estratégia, para as diferentes categorias animais.
Bois inteiros apresentam a melhor eficiência biológica quando comparados a animais castrados, novilhas e vacas para descarte.
TURGEON, et. al. (2010) realizaram 6 ensaios experimentais com 6895 bois confinados alimentados com uma dieta convencional com grãos processados e uma pequena parte de alimento volumoso(CON), e outra dieta com milho grão inteiro (23%) na dieta e ausência total de alimento volumoso (MG).
Os autores observaram um menor PV final, menor GMD e menor IMS na dieta com o milho grão inteiro, no entanto, a eficiência dessa dieta foi melhor do que a dieta de confinamento tradicional, já que o ganho de peso em relação ao consumo de alimento foi maior. Além disso, os autores também constataram que, a dieta com milho grão inteiro apresentou uma maior energia de ganho, o que torna o custo dessa dieta menor do que a convencional.
Para que esse tipo de dieta possa atuar de forma precisa, tendo uma boa eficiência biológica, devemos estar atentos a algumas particularidades, tais como:
• Qualidade do milho, pois os grãos devem estar inteiros, graúdos e com umidade máxima de 13%;
• Categoria animal e raça, por exemplo, animais cruzados com raças leiteiras tendem a ter menores desempenhos;
• Escore corporal inicial, pois animais muito magros tendem a um maior período de adaptação;
• Idade do animal, pois os animais mais velhos diminuem a eficiência biológica;
• Área de cocho (50 cm/cabeça), além de boa disponibilidade e qualidade da água;
• Total ausência de volumoso (lembrando que ocorre uma redução de bactérias ruminais eficientes para degradação de forragem neste tipo de dieta).
• Qualidade da mistura, muito importante, apesar de simples (Figura 01);
• Adaptação adequada, evitando distúrbios prejudiciais ao desempenho. Existem algumas maneiras de ser realizada essa adaptação, porém a mais simples e prática é através da restrição alimentar. A mistura deve ser oferecida gradativamente aos animais, iniciando em 1,6% do peso vivo até que o consumo se estabeleça entre 2,0 a 2,2 % do peso vivo dos animais, em média de 2 Kg da mistura para cada 100 Kg de PV por dia;
• A mistura deve ser oferecida em dois tratos por dia, podendo ser oferecido até de uma só vez, desde que a dieta permaneça sempre seca.
A chave do sucesso para este sistema de confinamento é o preço do milho, aliado a uma boa eficiência biológica para se chegar ao menor custo por arroba engordada (Figura 02).
A Figura 03 complementa a conta para determinação do custo da arroba engordada e o lucro por animal no sistema de produção de confinamento com grão inteiro.
A utilização de milho grão inteiro associado a um concentrado para bovinos de corte adequado melhora a eficiência de ganho dos animais com baixo investimento, é uma ferramenta estratégica segura, prática e rentável para os pecuaristas com acesso ao milho grão e com pouca estrutura para atividade. É a solução contra a perda de peso ou a venda de animais baratos devido à falta de pasto durante o período seco!
Referências Bibliográficas
BRITTON, R. A., e STOCK, R. A.  1987. Acidosis, rate of starch digestion and intake. Pages 125–137 in Symposium Proceedings: Feed Intake by Beef Cattle. F. N. Owens, ed. Publ. MP 121. Oklahoma State Univ., Stillwater.
MACEDO, M.P.; BASTOS, J.F.P.; BIANCHINI SOBRINHO, E. et. al. Característica de carcaça e composição corporal de touros jovens da raça Nelore terminados em diferentes sistemas. Revista Brasileira de Zootecnia, v.30,n.5,p.1610-1620, 2001.
NAGARAJA, T. G., K. F. LECHTENBERG. Acidosis in FeedlotCattle. Vet. Clin. Food Anim. 23:333–350, 2007.
QUADROS, A.R.B. de, RESTLE, J. SANCHEZ, L.M.B. Desempenho em confinamento de bovinos de diferentes idades alimentados com diferentes fontes protéicas. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 27, 1990, Campinas, SP. Anais…Campinas: SBZ, 1990, p.25.
RESTLE, J., VAZ, F.N. 1999. Confinamento de bovinos definidos e cruzados. In: LOBATO, J.F.P., BARCELLOS, J.O.J., KESSLER, A.M. (Ed.) Produção de bovinos de corte. Porto Alegre: EDIPUCRS. p.141-168.
RESTLE, J.; NEUMANN, M.; ALVES FILHO, D.C. et al. Terminação em  confinamento de vacas e novilhas sob dietas com ou sem monensina sódicaRevista Brasileira de Zootecnia, v.30, n.6, p. 1801-1812, 2001.
TOWNSEND, M.R., RESTLE, J., SANCHEZ, L.M.B. Desempenho de animais com diferentes idades em regime de confinamento. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 25, 1988, Viçosa, MGAnais… Viçosa: SBZ, 1988, p.283.
TURGEON, O. A. ; SZASZ, J. I. ; KOERS, W. C. ; DAVIS, M. S. ; VANDER POL, K. J. Manipulating grain processing method and roughage level to improve feed efficiency in feedlot cattle. Journal of Animal Science 2010, 88:284-295.
FONTE: BEEFPOINT

Angus participa da maior feira indoor da cadeia pecuária de corte do mundo



Associação Brasileira de Angus participa da 18ª Feicorte com 162 animais inscritos e intensa programação de negócios e relacionamentos
São Paulo mais uma vez será sede da Exposição Nacional Angus, tem promoção da Associação Brasileira de Angus e o apoio do Núcleo de Criadores Angus de São Paulo. A 12ª edição da nacional da raça acontece durante a 18ª edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), de 11 a 15 de junho.
Finalizadas as inscrições da mostra, foram contabilizados 162 animais (machos e fêmeas) para as pistas de julgamento do Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP). "Esta é a exposição mais importante da raça fora do Rio Grande do Sul e é nosso compromisso participar de forma bastante profissional", ressalta o presidente da entidade, Paulo de Castro Marques.
Quarta etapa no calendário oficial de exposições nacionais da entidade, a mostra Angus terá os julgamentos nos dias 13 (machos) e 14 (fêmeas) de junho, sempre a partir das 9h00. Foram confirmadas presença de criadores de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. O jurado escolhido, por votação dos expositores, foi Jim Willians. Segundo Renato Ramires, presidente do núcleo paulista a escolha do técnico norte-americano para comandar os julgamentos na Feicorte sinaliza o ganho de visibilidade da raça no Brasil e frente a países de forte tradição.
A raça Angus vive momento extremamente positivo no Brasil e já ocupa a segunda colocação entre as raças de corte em venda de sêmen, com cerca de 2,4 milhões de doses em 2011, 33% superior a 2010. "O mercado interno está aquecido. A Feicorte certamente ajudará a consolidar a raça entre os produtores brasileiros”, afirma Paulo de Castro Marques, lembrando que a entidade prepara uma grande estrutura para a feira, inclusive com técnicos para atender os visitantes, tirar dúvidas e dar sugestões sobre a genética Angus.
Entre as ações, Fábio Medeiros, coordenador do Programa Carne Angus Certificada, destaca as ações de degustação da carne Angus no stand e nas pistas de julgamento, cujo objetivo “é mostrar ao público as qualidades da carne Angus em termos de sabor, maciez e marmorização”. O programa de certificação da entidade participará do ‘Caminhos do Boi’, atividade proposta pela organização da feira que visa apresentar o processo produtivo de bovinos com o intuito de melhorar o manejo dos animais.
Além de toda programação proposta pela Angus, está agendado para a Feicorte no dia 13 de junho, a partir das 20h, o leilão Prime Angus, promoção da Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Fumaça e Agropecuária HR, inclusive com a oferta de animais que estarão na pista de julgamentos da Feicorte a partir das 20h. 
Fonte: Texto Assessoria de Comunicações (11) 2198-1860/Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.291)

COTAÇÕES


 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 05/06/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 04/06/2012 - PRAÇA RS


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MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,60R$ 6,55
KG VivoR$ 3,30R$ 3,28
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,30R$ 6,23
KG VivoR$ 2,99R$ 2,96
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Carne Certificada Pampa® se destaca em mercado altamente exigente



O Programa Carne Certificada Pampa®, da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), que visa garantir ao consumidor a carne de qualidade internacional proporcionada por animais de padrão Hereford e Braford, bem como aumentar a remuneração dos produtores, participa em vários eventos, em todo o território nacional, divulgando as marcas e demonstrando toda a qualidade que só as raças HB oferecem ao mercado.

Entre os dias 20/5 e 1/6 o gerente do Programa Carne Certificada Pampa®, Guilherme Dias, esteve cumprindo agenda de visitas com clientes do Frigorífico Silva, em São Paulo/SP e Florianópolis/SC. Segundo Dias, a comprovação da aceitação das marcas junto a um mercado tão exigente foi um dos pontos altos das ações.

- “Fiquei muito satisfeito com a aceitação de nossa carne em um mercado altamente exigente”, disse Dias.


Na manhã de sexta-feira, dia 1/6 em conjunto com o diretor comercial do Frigorífico Silva, Gabriel da Silva Moraes, foi ministrado treinamento para açougueiros e colaboradores do Supermercado Hippo, uma das grandes redes de Santa Catarina.
Para Dias, “O Supermercado Hippo está traçando uma trajetória de diferenciação com produtos de alta qualidade para um mercado de alto valor agregado de Florianópolis, baseado em qualidade, confiança e informação do produto”, e continua “o Hippo foi muito inteligente em escolher o produto Best Beef Hereford para ser sua marca de referência em qualidade, uma estratégia distinta de outras empresas, que agregado à chancela da ABHB traz consigo credibilidade e garantia de qualidade ao consumidor”, termina.




Na imagem, da esquerda para a direita: Eriberto, Josiano, Gabriel, Guilherme e Ernesto.

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

domingo, 3 de junho de 2012

O quão longe estamos da virada?


Lygia Pimentel é médica veterinária, pecuarista e especialista em commoditieslygia@bigma.com.br
Reprodução permitida desde que citada a fonte

Eu, sinceramente não sei. A questão é que quando o mercado cai consideravelmente, tendemos a acreditar que é o fim do mundo, que não os preços não voltam mais. Mas podemos estudar juntos pra tentar enxergar qual é a maior probabilidade histórica de essa virada ou, pelo menos, um possível vácuo de oferta acontecer agora em junho.

Vejam, como sempre trabalharemos com uma série histórica longa o suficiente para nos dar uma boa base estatística. Nosso ano de início é 1954. Confinamento naquela época praticamente não existia aqui no Brasil e, mesmo com a tecnologia ganhando representatividade na produção brasileira, ainda temos chuva, seca, sol, geada e todas as evidências das mudanças de humor sazonais de São Pedro.

Gráfico 1.


Variação da arroba do boi gordo entre maio e junho em anos anteriores – comparação entre valores reais.

Fonte: IEA/Cepea/Broadcast/Divisão AgriFatto – Bigma Consultoria.

Deem uma olhada no gráfico. Temos aí a questão da década perdida, quando a inflação fazia com que todos corressem ao supermercado para comprar mantimentos com medo que a desvalorização da moeda fizesse um estrago maior. Fiz uma conta que já vou explicar, e nela não considerei esse período porque ele foge do desvio padrão da amostra.

Bem, considerando os anos de economia um pouco mais sadia, temos uma valorização média de 1,6% para junho perante maio.

O que ocorre é que com as chuvas no começo do ano, o boi de pasto ganha peso e o pecuarista consegue negociá-lo compassadamente, conforme avança o mercado. Se sobe um pouco, ele pode vender, se cai, consegue segurar um pouco à espera de escalas mais enxutas e preços mais firmes. Entretanto, em maio chega o frio e as chuvas diminuem sua intensidade. E aí cai a qualidade das pastagens e o boi começa a ameaçar perder peso. Qual é a solução pra quem fica com o boi no capim? Vender antes que o estrago seja maior.

E é aí que conseguimos explicar porque o fundo da safra ocorre em sua grande maioria entre abril e maio. Na verdade, temos uma boa ocorrência de menores preços também em junho, mas a diferença é que daquele ponto em diante o valor pago pela arroba pega mais pressão porque a perda de qualidade das pastagens ocorre em escala geométrica.

É assim: quando vemos, o capim tá rapado e não tem mais jeito, a não ser vender ou suplementar. E como os preços estão ruins ainda por causa do aumento recente de oferta, ninguém arrisca aumentar os custos naquele momento. Então, dependendo do clima, ainda temos uma venda residual em junho, mas se você pergunta pro vizinho se ele terá boi pra vender em 20 dias, ele diz que não.

É por isso também que ainda não vemos boi de cocho saindo com volume em junho.

Estou chovendo no molhado pra quem vive da atividade e, principalmente, pra quem confina. Mas é isso aí, é bom voltarmos um pouco aos princípios básicos pra entendermos o que o gráfico nos mostra.

Outro dado interessante é saber que tivemos quedas fortes em junho que puxaram a média pra baixo, mas em 75% das vezes houve valorização da arroba nesse período. Isso também traz uma chance maior de vermos algum tipo de reação no curto-prazo.

O problema é aquele mesmo que já comentamos em semanas anteriores, contamos com uma oferta maior e, inclusive, um abate maior em 2012. Certamente isso tem influência negativa sobre a tal da “pressão” que a alta pode pegar. De toda forma, safra não dura pra sempre. A história já nos mostrou isso. E se a oferta de confinados for tanta a ponto de segurar a arroba lá embaixo, o confinamento deixa de ser vantajoso e no ano que vem a maioria não apostará nele novamente, e aí é que o mercado falará mais alto.

Um abraço a todos e até a próxima.

RS - Lavras do Sul 16ª Edição da Feira Alternativa de Outono comercializa R$ 1 milhão e 900mil

Fechando o calendário oficial de remates do Sindicato Rural de Lavras do Sul, a 16ª Feira Alternativa de Outono negociou cerca de 3mil animais, entre terneiras, terneiros, e vaquilhonas (vazias e prenhes). Foram 619 terneiras com médias de R$ 516,05 (R$319.440,00), 1328 terneiros que alcançaram os valores de R$ 604,52 (R$ 802.810,00), 906 vaquilhonas - vazias vendidas por R$ 776,08 (R$ 703.130,00) e os destaques das ofertas do remate: 59 vaquilhonas - prenhes que obtiveram as médias de R$ 1.277,62 (R$ 75.380,00).

O evento aconteceu no Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo - recinto do Sindicato Rural de Lavras do Sul, sob o comandos dos escritórios de remates Clínica Veterinária e Abascal & Borges.



Veja tabela completa abaixo:

ESPÉCIEQUANTIDADEVALOR TOTALVALOR MÉDIO
Terneiras619319.440,00516,05
Terneiros1328802.810,00604,52
Vaquilhonas906703.130,00776,08
Vaquilhonas prenhes5975.380,001.277,62
TOTAL CLASSE29121.900.760,00652,73


FONTE: www.feovelha.com.br

Mercado da carne: do bezerro ao boi gordo

Thales Vechiato avalia o histórico dos preços para projetar os rumos da arroba e do bezerro. Que caminho seguira o mercado na sua opinião?
Thales dos Anjos de Faria Vechiato*

Na pecuária dificilmente se adequa a oferta à demanda. Tal fato se deve ao longo ciclo da carne, onde se envolve a cria, recria e engorda, quando comparada às outras atividades do campo. Além disso, tal situação é ainda dependente de fatores climáticos, uma vez que oscilações impactam diretamente no preço final, seja do bezerro ou boi gordo. 

Fazendo uma retrospectiva da porteira para dentro, já houve época em que o preço do bezerro chegou a casa de R$ 663 em meados de setembro de 2002, porém com a alta oferta de animais no mesmo ano, a queda da arroba foi inevitável. Nisso, o pecuarista foi obrigado a enviar todo rebanho para abate, inclusive sua fábrica, as fêmeas, para ficar no “azul”.

O abate de vacas que ficava em torno dos 28% em todo do Brasil, neste ano passou para 31, depois 34 e chegou ao ápice dos 37% em 2005, onde permaneceu neste patamar até o ano seguinte. No mesmo período, o preço do boi gordo se manteve em baixa. No entanto, este cenário mudou drasticamente nos últimos anos devido a sua consequência direta do abate indiscriminado de rezes, o que resultou na falta de bezerros de reposição. 


O ano de 2007 iniciou-se com sinal de que bons tempos viriam nas fazendas e logo nos primeiros meses ocorreu o esperado: alta procura e baixa oferta, ou seja, preços disparados no mercado da carne. Confinadores, após intensa procura em todo território nacional, eram obrigados a pagar o preço que os pecuaristas queriam em seus bois magros e estes pagavam caro na reposição de bezerros. Essa alta, que desembarcava no frigorífico, chegava à nossas mesas. 

Pecuarista de ciclo completo esbanjava alegria e riqueza, pois a arroba atingia cotação histórica (R$ 110/@) em 2008, assim como preço do bezerro (R$ 763), mantendo-se elevados até os dias atuais. 

Mesmo período, a população elevava sua renda e queria mais carne, tornando-se exigente neste quesito alimentar. Consumo e exigência maior quanto à qualidade forçam os produtores a elevar suas taxas reprodutivas e dar maior atenção a fase de cria em suas fazendas. O uso das biotecnologias se intensificava; sêmen de touros testados e de alto desempenho produtivo sumia rapidamente dos botijões; frigoríficos pagavam por qualidade quanto ao acabamento de carcaça.

Tempos de glória para amantes do agronegócio. A venda de sêmen saía da evolução negativa e atingia crescimento de 25,5% no gado de corte e a IATF chega a casa do 53,57% em 2011.


Mas e hoje? Quanto se paga no bezerro e na arroba? Esta é uma pergunta que intriga muitos ligados ao mundo do agronegócio. O abate de fêmeas volta à sua normalidade, mas com a seca intensa, os preços do bezerro e arroba ainda são elevados. Com a alta dos alimentos, tudo se encaixa e continuamos com lucro mais baixo. Rumores apontam para um caminho em que 2014 ficará interessante quanto à valorização de bezerros. Será?
Fonte: * Médico veterinário e mestre em clínica médica pela FMVZ/USP

PIB agrícola tem maior recuo em 15 anos


Afetada por problemas climáticos como as estiagens no Sul e no Nordeste, a agropecuária teve a maior contribuição negativa para o crescimento do País no primeiro trimestre de 2012. A quebra da safra da soja - que tem um peso de 20% no setor - foi a principal causa da queda de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola ante os primeiros três meses do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado foi o pior em 15 anos nessa comparação, mas não surpreendeu especialistas. A expectativa é de um ano ruim para o campo. 'Pela ótica da produção, o que puxou o PIB para baixo foi a agropecuária', afirmou Rebeca Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. Em 2011, a fatia do setor no crescimento nacional foi de 5,5%.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feito pelo instituto, estima uma queda de 11,4% na safra de soja em 2012, apesar do aumento de 3,4% na área plantada, o que indica uma redução na produtividade. A previsão para o arroz é de recuo de 13,8% na produção e queda de 11,8% na área plantada. Para o fumo, a expectativa é de redução de 15,9% na produção e de queda de 9,0% na área plantada. A pecuária também teve fraco desempenho nesse início de ano.
'Daqui para a frente, vai depender muito do cenário internacional, da lenta reação da economia americana, da crise (econômica) na Europa. Mas o agronegócio vai ter um desempenho menor em relação aos de outros anos', admitiu o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.
O efeito da seca do Nordeste sobre a produção de milho e feijão pode levar a uma queda ainda mais acentuada do PIB da agropecuária no segundo trimestre (abril a junho), avaliou o coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques.
Luz amarela. A Sociedade Rural Brasileira (SRB) acredita que a seca continuará a prejudicar a produção, em especial no Nordeste. A crise econômica mundial também pressiona o setor agrícola, apesar dos baixos níveis dos estoques globais.
'O setor rural está com a luz amarela (...) A demanda (por nossos produtos) vem da Europa e da Ásia, que estão desacelerando', disse o presidente da SBR, Cesário Ramalho. Na avaliação do executivo, a soja só voltará a puxar o PIB agrícola na safra 2012/2013.
A economista Amaryllis Romano, da consultoria Tendências, destacou que a cana-de-açúcar poderia ajudar no próximo semestre, mas as chuvas devem frustrar a colheita, que já cai 38,7% em relação ao mesmo período de 2011. De acordo com ela, o milho segunda safra e o café não terão participação relevante para a retomada do PIB na segunda metade do ano.
Mais otimista, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ainda acredita que os resultados negativos poderão ser amenizados por um bom desempenho da segunda safra de grãos, que começa a ser colhida em julho. A entidade admite, porém, que o desempenho positivo do setor em 2011 não deve ser repetir e as perdas das safras só poderão ser recuperadas no ano que vem. 
 COLABORARAM DANIELA AMORIM, JOSÉ ROBERTO GOMES E VENILSON FERREIRA