quinta-feira, 25 de março de 2010

PROMOÇÕES DE PRODUTOS VETERINÁRIOS


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Rastreabilidade bovina é tema de painel em Bagé/RS

Na manhã do próximo sábado (27), a partir das 8h, o pesquisador Fernando Cardoso coordena um painel sobre rastreabilidade bovina no Salão de Atos da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé/RS.

Os médicos veterinários Sônia Desimón e Fábio Schlick, da Emater/RS, apresentam palestras sobre o trabalho com os produtores da região da Campanha, as normativas e padrões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a interação da Emater com o MAPA e a experiência da empresa de extensão rural com a rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul. Abertas à comunidade, as palestras fazem parte da programação do curso de pós-graduação Lato Sensu em Gestão do Agronegócio, promovido por meio da parceria entre a Embrapa Pecuária Sul e a Universidade da Região da Campanha.

FONTE: NOTÍCIAS GRUPO CULTIVAR
Breno Lobato
Embrapa Pecuária Sul
(53) 3240-4660 / www.cppsul.embrapa.br

ATENÇÃO


PREÇOS DE GADO- MERCADO FISICO / KG VIVO

EM 24.03.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,40 A R$ 2,50
TERNEIRAS R$ 2,30 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,15 A R$ 2,30
VACA DE INVERNAR R$ 1,90 A R$ 2,00

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.BLOGSPOT.COM

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


INFORMAÇÃO
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 24.03.2010
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REGIÃO DE PELOTAS
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BOI: DE R$ 5,10 a R$ 5,20

VACA: DE R$ 4,70 a R$ 4,80
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OBS: Compras só a rendimento.
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FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
FONE: 9981.1203 Humberto Costa.

BOI DE OUTUBRO

Grãos em baixa devem estimular o confinamento. O preço do boi para outubro, época da entressafra, subiu 41 centavos hoje, para R$ 85,49. Para março, ficou praticamente estável, a R$ 80,09 a arroba.

FONTE: GOIASNET.COM

Chefe da Embrapa é reconduzido em Pelotas

O Chefe Geral da Embrapa Clima Temperado, Waldyr Stumpf Junior, foi reconduzido ao cargo por mais três anos. A decisão ocorre após um processo de três meses, onde Stumpf Júnior foi avaliado pelos empregados e parceiros externos (clientes), com uma etapa de avaliação realizada por consultores externos e através de entrevista com o Diretor Presidente da Embrapa, Pedro Arraes. “O processo possibilitou a elaboração de relatório técnico administrativo compatibilizando o que havia sido planejado e o que foi realizado além de envolver avaliações de parceiros externos”, destacou Stumpf Júnior.
O Diretor Presidente da Embrapa afirmou que os resultados da Embrapa Clima Temperado são extremamente positivos baseando-se na avaliação realizada pelos responsáveis da Secretaria de Gestão Estratégia (SGE) e pela Assessoria de Relações Internacionais (ARI), que estiveram na unidade para conhecer as estratégias de gestão participativa implantadas.
Os trabalhos foram coordenados pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) e realizados de acordo com a Resolução Normativa Nº 24, publicada no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) Nº 42, de 05/10/09.

FONTE:BLOG GRUPO CULTIVAR

Efeitos do encurtamento das escalas

O mercado de São Paulo trabalha firme há mais de dois meses. Nos últimos sessenta dias o preço pago pelo boi já subiu 4,7% no Estado. As escalas permaneceram, em média, atendendo 4 dias durante esse período.
Somente no último mês houve reajuste de 3,3% para o preço do boi em São Paulo.
Fato interessante é a valorização dos animais nas praças vizinhas, com o preço do boi subindo 4,2%, tanto em Campo Grande – MS como no Sul de Goiás, ambas fornecedoras de matéria-prima para os frigoríficos paulistas.
Essa valorização encurtou os diferenciais de base em relação à Barretos – SP. O diferencial encurtou 15,9% tanto no Mato Grosso do Sul como no Sul de Goiás.
Podemos observar também que, além da estratégia de buscar animais fora do estado, também existe uma demanda maior por fêmeas, objetivando alongar as escalas na falta de bois.
Com isso, o diferencial entre o boi e a vaca caiu 13,7% no último mês em São Paulo. O preço das fêmeas também subiu mais que o do boi em Campo Grande e no Sul de Goiás. Na praça sulmatogrossensse, a diferença entre o preço do boi e da vaca caiu 24,5% e no Sul de Goiás, 4,3%.
Além da maior demanda por fêmeas para manter as escalas, também temos o efeito da reposição firme gerando valorização das matrizes. Isto pode ser notado quando se observa que a maior queda no diferencial foi no Mato Grosso do Sul, onde a atividade de cria é mais expressiva, quando comparada às outras duas praças.

FONTE: PANTANAL NEWS

Mercado segue firme e arroba volta a subir

O mercado do boi gordo segue firme e a arroba voltou a subir nesta terça-feira. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 80,04/@, com valorização de R$ 0,63. O indicador a prazo teve a mesma variação positiva, sendo cotado a R$ 80,84/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em alta. Apenas o primeiro vencimento, março/10, apresentou retração (-R$ 0,09), fechando a R$ 80,09/@.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 23/03/10


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para maio/10



Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição - uma iniciativa do BeefPoint em parceria com a Bayer - para informar preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.
Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico




Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 660,90/cabeça, com desvalorização de R$ 1,15. A relação de troca está em 1:2,00.
FONTE:André Camargo, Equipe BeefPoint

SÓ PARA SABER

Carne bovina

AlimentoMedida caseiraPeso (g)Calorias (kcal)
Almôndega caseira frita1 unidade média50 g102
Bife à milanesa1 unidade média80 g230
Bife à parmegiana1 unidade média150 g491
Bife de fígado1 unidade grande130 g293
Bife grelhado (contra-filé com gordura)1 unidade média100 g278
Bife grelhado (contra-filé sem gordura)1 unidade média90 g200
Bife grelhado (filé mignon sem gordura)1 unidade média90 g198
Bife grelhado (miolo de alcatra sem gordura)1 unidade média90 g217
Bife rolê1 unidade média100 g179
Caldo de carne em tablete "Knorr"1 unidade9.525
Carne assada1 fatia média90 g259
Carne cozida (lagarto)1 fatia média75 g134
Carne cozida (músculo)1 fatia média75 g146
Carne moída refogada (acém)1 col. sopa30 g64
Carne seca cozida1 pedaço médio65 g205
Carpaccio10 fatias80 g120
Costela de boi assado1 pedaço médio40 g181
Espetinho de carne na brasa1 unidade50 g119
Hambúrguer (frito)1 unidade85 g219
Hambúrguer (grelhado)1 unidade85 g178
Picanha na brasa (sem gordura)1 pedaço médio100 g238
Quibe assado1 pedaço grande80 g145
Quibe frito1 unidade grande85 g176

NOTÍCIAS

OLHA A RAIS
O prazo para a entrega da declaração anual da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2009, encerra-se nesta sexta-feira, 26, e não deve ser prorrogado.

PELA INTERNET
Estão obrigados a apresentar a RAIS os empregadores rurais pessoas físicas que mantiveram empregados no ano-base e os inscritos no CNPJ com ou sem empregados. Quem não teve empregados em sua propriedade, deve fazer a fazer a declaração negativa. A declaração pode ser feita pela Internet (www.mte.gov.br).

FONTE: AVICULTURA INDUSTRIAL

Boas Práticas vão qualificar a pecuária de corte brasileira

Aumentar a rentabilidade e a competitividade dos sistemas produtivos agropecuários por meio da indicação e a incorporação, em tempo hábil, das tecnologias adequadas e da adequação a legislações ambientais e trabalhistas, de modo a garantir o acesso a mercados que valorizam alimentos seguros. Esse é o objetivo da geral do Programa Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – Bovinos de Corte, lançado em 2005 pela Embrapa. A coordenação em nível nacional do Programa é da Embrapa Gado de Corte, sendo a Embrapa Pecuária Sul coordenadora na região Sul do País.

LEIA MAIS: http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?CodNoticia=107464

FONTE: www.agrolink.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

Carne teve média de margem de comercialização ao produtor de 30%

A análise do mercado de 2005 a 2009 revela que a média de margem de comercialização ao produtor foi de 30%, de 5% ao atacadista e de 64% ao varejista. Já na comparação anual (2008/2009), a margem de comercialização ao produtor passou de 32% para 27%, a do atacadista de 4% para 6% e a varejista de 63% para 67%. “Essa é uma cadeia em que a formação dos preços é feita de trás para frente, onde o varejo diz quanto quer pagar”, frisou na época o superintende do Imea, Seneri Paludo.
Esse intervalo de reais é preenchido por um termo econômico chamado de margem de comercialização, que embute os custos fixos e variáveis e os lucros de cada elo da cadeia da bovinocultura. Isso significa dizer que 73% da formação dos preços é composto da porteira para fora, ou seja, sem qualquer interferência da ponta primária deste elo produtivo que é o pecuarista.

Fonte: Diário de Cuiabá

AFTOSA "OPÕE" ESTADOS PRODUTORES DE CARNE E INDÚSTRIA DE VACINAS

Paraná, São Paulo, Minas e Rondônia querem ser "áreas livres", mas empresas veem riscos
Enquanto alguns Estados do país, sobretudo o Paraná, aceleram os trabalhos para suspender a imunização de seus rebanhos contra febre aftosa e se tornar áreas livres da doença sem vacinação, os laboratórios fabricantes de vacinas reforçam o lobby na tentativa de mostrar a importância do medicamento para evitar o surgimento de novos casos da doença.

Oficialmente, as indústrias afirmam que a decisão de suspender a vacinação em alguns Estados é um processo natural do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. Nos bastidores do segmento, no entanto, questiona-se o risco que essa medida pode ter para o país e também para as próprias empresas do segmento.


"A decisão de suspender a vacinação e a criação de novas áreas livres como Santa Catarina envolvem os governos federal e estaduais e a OIE [Organização Mundial de Saúde Animal]. Obter um novo status é a tendência do processo. É possível de se conseguir, mas requer uma vigilância sanitária muito mais rigorosa", diz Emílio Salani, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

Em jogo está um mercado que deve movimentar este ano cerca de R$ 440 milhões. O valor referente à venda de vacinas corresponde a aproximadamente 15% de todo o faturamento da indústria veterinária no Brasil. Só a saída do Paraná desse mercado representaria uma queda de R$ 20 milhões na arrecadação.

O Paraná já pediu o novo status de livre de febre aftosa sem vacinação ao Ministério da Agricultura e deverá ser seguido por São Paulo e Minas Gerais, que também se esforçam para erradicar a doença.

Rondônia, com rebanho superior a 11 milhões de cabeças, é outro Estado que planeja pedir em 2011 o status de área livre de aftosa sem vacinação, colocando em xeque outros R$ 25 milhões. "Rondônia está muito avançado nesse processo e deve ser o próximo Estado a fazer o pedido ao ministério. Eles [Rondônia] têm hoje a melhor defesa sanitária do país", diz Sebastião Costa Guedes, presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte do Brasil (CNPC) e do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa).

Há no Brasil três laboratórios habilitados para produzir vacinas contra aftosa - Merial, Vallée e Intervet/Schering-Plough -, que têm, juntos, capacidade instalada para produzir 400 milhões de doses. Em fevereiro, a Bayer suspendeu as atividades de sua unidade de Porto Alegre, que tinha uma capacidade para outras 100 milhões de doses.

Além dos já existentes, outros três laboratórios devem começar a produzir vacinas contra aftosa em escala comercial ainda este ano. Biovet, Ourofino e Inova Saúde Animal devem agregar uma capacidade de 200 milhões de doses de vacina por ano e elevar para 600 milhões o potencial de produção nacional. Essa capacidade supera em 60% a demanda estimada pelo Ministério da Agricultura para 2010, que é de 365 milhões. Não entra nessa conta o argentino Biogénesis-Bagó, que obteve do ministério brasileiro a autorização para vender no Brasil a vacina contra aftosa produzida na Argentina.

"Os Estados passam, de fato, por um momento de calmaria em relação à febre aftosa. O que não sabemos é se isso ocorre porque os rebanhos estão protegidos ou se porque não existe atividade viral nessas regiões", disse ao Valor o uruguaio Hugo Zanocchi, presidente do Inova Saúde Animal, controlado pela Eurofarma e a Hertape Calier e que investiu R$ 80 milhões em uma fábrica de vacinas contra a doença.

O executivo do Inova afirma que em meados da década de 90, o Uruguai decidiu por "motivos políticos" suspender a vacinação contra aftosa e se tornar uma região livre da doença sem vacinação. O objetivo foi alcançado e durante cinco anos o Uruguai gozou dos benefícios de seu novo status.

"Quando o rebanho começou a ter sua renovação natural, os animais que nasceram estavam sem qualquer tipo de imunidade. O resultado foi em que poucos dias, 17 mil casos de febre aftosa foram identificados em todo o Uruguai em 2001, quando o país teve seu último surto", conta Zanocchi. "Um rebanho sem imunidade é um rebanho em risco. A pergunta que deve ser feita é: vale a pena correr esse risco?", questiona.

No mesmo caminho do Inova, a Ourofino investiu R$ 30 milhões na planta de Cravinhos (SP) e aguarda apenas a licença de comercialização do produto. Em nota, o diretor de biológicos da empresa, Fausto Terra, afirma acreditar que "vacinar o gado contra a febre aftosa é uma garantia para o pecuarista não correr o risco de grandes perdas econômicas. Assim como ainda vacinamos as nossas crianças contra a poliomielite, apesar da erradicação da doença, é importante evitar um possível prejuízo com o gado doente".

Na lista dos riscos pode ser incluída a extensa fronteira do país com seus vizinhos sul-americanos. Saindo do Acre, passando por Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até chegar ao Paraná, são quatro países - Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina - que fazem fronteira com o Brasil, o que dificulta a fiscalização do trânsito de animais.

Foi, aliás, a falha na vigilância que fez o vírus da febre aftosa surgir pela última vez no Brasil, em outubro de 2005. A suspeita é que um animal contaminado tenha atravessado a fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul e posteriormente entrado no Paraná. Esse último caso provocou perdas estimadas em mais de US$ 15 milhões, só com o sacrifício de animais.

A situação uruguaia daquela época, mencionada por Zanocchi, é parecida com a atual no Brasil. Às vésperas de uma eleição que envolve além da presidência da República, o Brasil substitui este ano governadores, senadores e deputados. Vale lembrar que tanto o secretário de Defesa Agropecuária - Inácio Kroetz -, quanto o próprio ministro da Agricultura - Reinhold Stephanes -, são do Estado que pleiteia o status de livre de aftosa sem vacinação, o Paraná.

FONTE: Valor Econômico
Autor: Alexandre Inacio, de São Paulo

BOI: Mesmo na safra, boi tem preço firme

Apesar do período de safra, a oferta de bovinos para abate está abaixo do esperado e por isso os frigoríficos têm tido dificuldades para comprar animais. Diante da oferta ajustada, os preços se firmaram recentemente. Do início do ano até agora, a variação é de 3%, saindo de R$ 76,20, em janeiro, para R$ 78,50 a arroba em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria. O percentual de valorização pode parecer baixo, mas como observa Gabriela Tonini, da Scot, o aumento ocorre em pleno período de safra, o que não era esperado. Uma das explicações para a alta é a situação das pastagens, que estão em bom estado por conta das chuvas. Nessas condições, o pecuarista consegue deixar os animais por mais tempo no campo, explica a analista. Ela acredita que a oferta de animais prontos para abate também é inferior ao que o mercado esperava porque o ritmo de recomposição do rebanho também está mais lento do que se previa. Nos últimos três anos, depois de um período de elevado descarte de matrizes no país, o abate de fêmeas começou a diminuir, mas o mercado de reposição (bezerro e boi magro) hoje mostra que a recomposição ainda é lenta. Um indicador é o preço do bezerro, que tem subido de forma expressiva nos últimos meses. Segundo levantamento da Scot, o bezerro no Mato Grosso do Sul, mercado de referência, registrou preço médio mensal de R$ 625 em março (parcial até dia 19). Em fevereiro, a média foi de R$ 590 e em janeiro, de R$ 580,00. "A reposição não está compensando porque está cara" para o pecuarista, comenta Gabriela Tonini. Nas contas dos produtores, é viável fazer a reposição quando a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro é de 2,3 vezes a 2,5 vezes, segundo Leonardo Alencar, da XP Investimentos. Ou seja, é possível comprar 2,3 a 2,5 bezerros com o valor recebido pelo boi (com 16,5 arrobas). Hoje, essa relação é de 2,01 vezes, considerando os indicadores Esalq/BM&FBovespa. Na sexta-feira, o indicador para o boi ficou em R$ 79,58 e para o bezerro, em R$ 652,07. "A percepção é que a retomada dos investimentos na cria pode ser lenta", diz Alencar. Ele também atribui a oferta de gado inferior ao esperado ao volume expressivo de chuvas em 2009, que antecipou a chegada de animais de pasto ao mercado para novembro e dezembro. Não fosse isso, parte desses bois estaria no mercado agora, diz.

FONTE: VALOR ECONÔMICO

Bancada ruralista pretende dobrar de tamanho com doações de cooperativas

Um exército de 2 milhões de produtores ligados a sindicatos rurais, federações de agricultura e cooperativas iniciou um amplo movimento político de mobilização para dobrar o tamanho da influente bancada ruralista no Congresso Nacional.
Autorizadas pela nova lei eleitoral a doar recursos para campanhas, as cooperativas já preparam listas de candidatos que devem ser eleitos em outubro. Vamos apoiar gente de todos os partidos. Não interessa a cor, mas o credo na doutrina cooperativista, resume o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Aprovada em setembro de 2009, a Lei nº 12.034 permitiu a doação de até 2% do faturamento bruto desse grupos a campanhas eleitorais. Porque uma empresa podia e uma cooperativa não?, questiona Freitas.

LEIA MAIS: http://www.canaldoprodutor.com.br/noticias/bancada-ruralista-pretende-dobrar-de-tamanho-com-doações-de-cooperativas

FONTE: WWW.CANALDOPODUTOR.COM.BR

Uruguai comemora sucesso da sua carne na Europa

A carne Angus e Hereford certificada do Uruguai continua fazendo sucesso nas prateleiras dos supermercados do Reino Unido e da Itália. Desde o ano passado, a empresa de capitais ingleses, Breeders & Packers Meat Uruguay, começou a exportar cortes com ambas as marcas que entram diretamente nas gôndolas dos países europeus, marcando assim um momento histórico para a pecuária uruguaia. Até o momento, a exportação não foi maior devido à crise econômica que afetou a Europa. À medida que as economias vão se recuperando, a exportação seguirá crescendo. "Os negócios com o Reino Unido estão um pouco tranquilos, não por uma questão das marcas em si, mas devido aos problemas econômicos gerados pela crise que, todavia, afetam os consumidores", disse o presidente da Breeders & Packers Meat Uruguay, Roberto Palma. Atualmente, há maior presença no mercado italiano, onde estão sendo enviados dois contêineres por mês. A carne Angus tem adjudicadas 63 toneladas de cota Hilton no marco de projetos inovadores e todo o volume produzido está sendo voltado ao mercado italiano para cumprir essa cota. No Uruguai, houve dois projetos aprovados pelo Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC) para projetos inovadores e ambos são da Breeders & Packers Meat Uruguay. "As expectativas que temos em ambas as marcas são muito boas, mas a economia europeia tem que se recuperar mais. A Itália se recuperou muito da crise e o Reino Unido irá pelo mesmo caminho, ainda que um pouco mais lentamente", disse Palma. Por outro lado, a Breeders & Packers Meat Uruguay continua construindo sua própria planta frigorífica em Durazno. "A data estimada para realizar os primeiros abates de prova é o mês que vem. Vamos conseguir, estamos com os últimos preparativos". Há muitos anos não ocorria a construção de uma nova planta frigorífica do zero no Uruguai.

Fonte: WWW.SOBOI.COM

Livre de aftosa sem vacinação, PR deverá garantir novos mercados

O Paraná pode ser considerado oficialmente área livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento foi feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, durante seminário da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), em Curitiba. O anúncio foi do secretário nacional de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. Com o status o estado deve suspender, ainda este ano as campanhas de vacinação contra a doença. O Presidente da Federação, Ágide Meneguetti, afirmou que este é um dia histórico para a pecuária. “Começamos agora um processo para manter o Estado livre de aftosa sem vacinação. Isso significa a abertura de novas fronteiras no mercado internacional, mas significa também maior responsabilidade”, afirma.

A ampliação dos mercados internacionais consumidores da carne paranaense também foi discutida por Antonio Jorge Camadeli, representante da JBS Carne Bovina. Camadeli também criticou a política adotada pelo Itamaraty. “O Brasil está presente em apenas 60% dos mercados potenciais. Isso é um pouco por timidez diplomática, um próprio viés do Itamaraty que não luta mais pelos pecuaristas. Agora este status de área livre de aftosa que o Paraná está conseguindo é uma condição importante que vai seguramente garantir o acesso a estes mercados ainda fechados para o Estado”, explica.

Até o momento, o único estado que conseguiu aprovação, inclusive internacional, foi Santa Catarina. Durante o evento, o estado foi usado para exemplificar as vantagens que podem ser obtidas com a conquista. “Antes, Santa Catarina vendia para 23 países, hoje são 34. Mas lá, eles não tem tradição exportadora de carne como o Paraná. Apesar disso, o preço médio do corte aumentou. Imagine aqui, que temos toda a estrutura como isso pode ser ainda maior”, exemplifica Camadeli. Outra vantagem que o representante da JBS elencou é que com a ampliação dos mercados, é resolvida uma equação de desperdícios. Segundo ele, aqui no país são consumidos três cortes traseiros para cada dianteiro. Com isso, sobra acarretando em perdas. “A ampliação dos mercados pode solucionar esse problema. Muitos países que ainda estão fechados para a carne paranaense consomem justamente estes cortes, além de que remunera mais. É a conquista de um nicho importante de mercado”, completa.

Mercado Suíno
Elias Idequi, diretor da Frimesa falou sobre a situação do mercado do suíno. O Paraná participa com apenas 1,5% das vendais globais da carne. Idequi mostrou durante o evento que o potencial do estado pode chegar a 14,5% desse mercado. “Ainda podemos crescer muito mais. Entre as principais barreiras, a primeira é a Sanitária. Dentro da questão sanitária, a que mais preocupa é a febre aftosa, daí a importância deste status”, relata. O diretor ainda brincou lembrando que a carne suína ainda sofre grandes preconceitos injustificados. “Isso que faço agora é um desabafo do suíno. A febre aftosa que prejudica nossas vendas vem do boi. A gripe suína, não tem nada de suína foi só um apelido que inventaram. A própria mídia suja a imagem dizendo que faz mal a saúde. As economias quebradas são chamadas de PIG’s [porcos]. Acreditem, ainda sim, é a mais produzida e consumida no mundo. Nos ajudem a atingir esse status de livre de aftosa. Com isso inauguraremos nova fase para a cadeia. O importante são as atitudes de cada agente para elevar a economia”, finaliza.

O papel dos agentes da cadeia foi lembrado pelo presidente da Faep durante a abertura do seminário. “Responsabilidade não é apenas do Governo, tanto federal, estadual como municipal. Ele deve manter e aprimorar um sistema de defesa sanitária eficiente e que tenha credibilidade internacional para que os produtos possam alcançar status de alimentos seguros em qualquer parte do mundo. Porém a responsabilidade também é do setor privado, sem cuja participação ativa os procedimentos de manutenção da sanidade acabam sendo ineficientes e podendo chegar a desastres”, explica Meneguetti.

Conselhos de Sanidade Agropecuária
Segundo ele, duas medidas aprendidas com o mercado mundial foram decisivas para que o Paraná fosse reconhecido como livre de aftosa e, agora, possa pleitear o status de livre sem vacinação. “A criação de um fundo de defesa agropecuária. Este fundo deu a garantia ao produtor de que, em caso de surto de aftosa, os proprietários de animais sacrificados seriam indenizados. A ocorrência do surto de 2005 mostrou como o Fundo de Defesa é importante para que as decisões sejam tomadas com confiança pelo mercado. A mais importante foi a criação dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária – os CSA’s, reunindo a iniciativa privada ao Governo nas ações de conscientização e defesa”, diz.

A ampliação dos conselhos também foi lembrada por Silmar Bürer, diretor da Secretaria de Estado da Agricultura, como uma das medidas adotadas para o controle da aftosa sem vacinação. “O MAPA faz várias exigências e todas foram tomadas. Ausência de focos e circulação viral por dois anos. Um sistema de vigilância adequado. A melhoria do serviço veterinário oficial e a ampliação dos conselhos sanitários”, elenca Bürer. Recentemente foi empossada a diretoria do Conselho de Sanidade Agropecuária de Campo Mourão. A presidência ficou com Jaciane Beal Klank e o diretor executivo é Getúlio Ferrari Júnior. Assim como a cidade, todos os municípios da região estão formando os conselhos.

Apesar das medidas de segurança não foi descartada a possibilidade de algum foco. “Não existe risco zero, nem nunca vai existir. Agora o que vai fazer a diferença, o que sempre faz a diferença é o pronto atendimento. Nós temos um plano de ação preparado para o surgimento de algum problema. Inclusive com um fundo de 28 milhões para indenizações e 8 milhões para o repasse a pecuaristas. A notificação é imediata, estamos preparados.

A medida terá impacto a partir do segundo semestre, quando o estado substituirá as campanhas de vacinação contra aftosa com um eficiente serviço de vigilância. Também haverá restrições para o trânsito e importações de animais oriundos de outros estados que também são áreas livres de febre aftosa, mas que ainda tenha vacinação.

Ocorrência
O último registro da doença no estado aconteceu em 2005, depois de confirmados casos em animais de fazendas do Mato Grosso do Sul, vizinhas ao Paraguai e separadas do Paraná pelo Rio Paraná. Meneguetti lembrou que este interesse é mais do que um simples interesse econômico. “Tem interesse social pelos milhares de empregos que são comprometidos sempre que algo de ruim acontece. Lembre-se do que aconteceu conosco há alguns anos. As portas do mercado se fecharam. Os preços de bois e suínos despencaram.

Os municípios que dependiam substancialmente da renda da pecuária, tiveram problemas. Não apenas os pecuaristas, suinocultores, leiteiros tiveram prejuízos. Os prejuízos alcançaram as indústrias, o comércio, os trabalhadores, a própria arrecadação dos tributos. Não foi apenas o setor que perdeu. Todos perdemos”, afirma o presidente da Faep. Segundo ele agora, há uma oportunidade para que todos ganhem. Obter o status de área livre de febre aftosa sem vacinação significa um salto na posição no mercado. O secretário de Agricultura do Estado do Paraná, Valter Bianchini comentou que o MAPA conhece os procedimentos adotados pelo estado e confia no sucesso da empreitada. “Acreditamos no sucesso da decisão e vamos aumentar as exportações, com toda a certeza. A vacinação será substituída por um sistema de vigilância e controle de trânsito de animais”, completa.

Estratégia
Há um ano, a secretaria mudou a estratégia da vacinação, reduzindo as doses de duas para uma em animais com mais de 24 meses de idade. A vacinação ainda acontecerá no mês de maio. O próximo passo é buscar o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

FONTE: TRIBUNA DO INTERIOR / Por Ana Carla Poliseli

domingo, 21 de março de 2010

MOEDA DE TROCA

VENDO POTRO ÁRABE
ALOJADO EM HARAS EM PELOTAS




VER VÍDEO:



MAIORES INFORMAÇÕES
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Cotação da vaca ‘cola’ na do boi gordo


Diferença de preços cai para históricos 6%. Alterações refletem demandas do mercado interno, mas pecuaristas devem planejar a oferta das fêmeas
A histórica diferença de preços entre o boi gordo e a vaca gorda, em Mato Grosso, sofreu drástica redução nos últimos anos. De acordo com estatísticas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a diferença, que era de 21% há quatro anos em favor do boi, despencou para 6%. Para o Imea, “em relação ao boi, a vaca gorda nunca esteve tão cara”.
Na época, a arroba do boi era cotada a R$ 46,69 (preço médio de 2006) e, a da vaca, R$ 38,62. Atualmente, o boi custa R$ 70,62 (média de março) e, a vaca, R$ 66,50. Ou seja, nesse período a vaca gorda teve uma valorização bem maior (72,19%) em relação à cotação do boi, que avançou 57,25%.
“Desde o segundo trimestre de 2008 observamos uma alta significativa no preço da arroba, acompanhada por uma forte queda na taxa de abate de fêmeas, que passou dos valores acima de 45% entre os anos de 2004 e 2006 para valores abaixo de 38% a partir de 2008”, diz relatório do Imea.
Os analistas afirmam que assim como mostra a taxa de abate de fêmeas, a diferença entre o preço médio do boi gordo e da vaca gorda é um forte indicador do ciclo da pecuária. “Enquanto o abate de fêmeas estava acima dos 45%, a diferença entre machos e fêmeas era de mais de 14% e após a alta dos preços de 2008, essa diferença caiu para menos de 9%”. (Veja quadro)
Na avaliação dos pecuaristas, e valorização da vaca gorda se deve à maior procura por parte dos frigoríficos.
Segundo o diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR/MT), Paulo Resende, a cotação da arroba da vaca gorda aumentou por conta de um maior interesse por este tipo de “mercadoria”. Ele diz que, como o grande volume da carne é destinado ao mercado interno, é mais vantajoso comprar vaca. Com isso, a arroba sofre valorização natural no mercado, acompanhando a lei da oferta e da procura.
Na opinião de Paulo Resende, a valorização da vaca se intensificou a partir de 2008, devido ao maior interesse das indústrias. “Acredito que a tendência é continuar como está, ou seja, os frigoríficos procurando mais vacas para abater”.
Resende diz que para o produtor é bom, porém “deve-se tomar cuidado para que não ocorra um desequilíbrio e, no futuro, ele tenha falta de fêmeas em seu rebanho e consequentemente de bezerros”.
ABATES - A APR/MT estima que 75% dos abates realizados, em Mato Grosso, são destinados ao mercado interno e, 25%, para exportação. Mais: além dos abates normais que aparecem nas estatísticas do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT), existem abates clandestinos em matadouros não autorizados pelos órgãos de controle sanitário. Só em Cuiabá, de acordo com a APR, são abatidas clandestinamente entre 1 mil e 1,3 mil vacas por dia.
Na avaliação da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o mercado da carne continua aquecido, com maior procura por vacas. “As escalas dos frigoríficos estão curtas, porém o pecuarista vem dando conta de atender à demanda”, afirma o superintendente da entidade, Luciano Vacari. Ele diz que, historicamente, os produtores mato-grossenses sempre abateram mais bois do que vacas.
“Hoje o preço da vaca melhorou não porque o pecuarista está retendo boi e reduzindo a oferta, mas porque está vendendo de acordo com a necessidade dele”. Do ponto de vista da oferta, Vacari acredita que nada vai mudar. “Esse equilíbrio deve permanecer até o final do ano, mas vai depender do confinamento e do cenário do mercado interno e externo. Se a demanda aumentar, o mercado vai ficar mais firme ainda”.
FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ