terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A questão da carne brasileira para a Rússia

Ministro da Agricultura do Brasil vai-se reunir com as autoridades russas para reverter as restrições

A maior feira agrícola e de produtos alimentícios do mundo, que será realizada em Berlim na Alemanha no final deste mês, poderá proporcionar boas notícias para o Brasil. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, pretende se reunir com as autoridades russas que estiverem naquele evento para discutir a possibilidade da suspensão das restrições temporárias decretadas em 15 de junho de 2011 contra a importação da carne brasileira pela Rússia. As restrições afetaram as importações russas de suínos, bovinos e aves processadas em frigoríficos brasileiros. Segundo as autoridades sanitárias e veterinárias russas, as empresas brasileiras não cumpriram as normas de conservação desses produtos exigidas pelos órgãos de controle animal da Rússia.
Atualmente, Santa Catarina tem o único frigorífico brasileiro com permissão de vender suínos para a Rússia, o Pamplona, da cidade de Rio do Sul. Caso Moscou autorize as exportações, mais sete empresas, como Marbella, Aurora e BR Foods, poderão entrar no negócio – informou Jurandir Machado, diretor da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Essas empresas funcionam nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina.
O presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, diz que o principal impacto para os produtores seria aumentar os preços no país. Independentemente da autorização, os produtores preveem aumentar em 50 mil toneladas a produção de carne de porco no Estado, atingindo 800 mil toneladas em 2012.
A expansão ocorre para atender aos mercados do Japão, da Coreia do Sul e da China, que recentemente autorizaram a entrada de suínos brasileiros. Dessa forma, segundo o empresário, a Rússia deverá passar da segunda para a terceira posição como maior importador.
FONTE: DIÁRIO DA RÚSSIA

Instituto Butantan desenvolve vacina para combater Papilomavírus Bovino

Pesquisadores do Instituto Butantan estão desenvolvendo uma vacina contra o Papilomavirus Bovino (BPV), vírus do mesmo grupo do Papilomavirus Humano, o HPV. Segundo a Secretaria de Saúde, testes da vacina feitos em 300 animais apresentaram resultados surpreendentes.

Em entrevista à Agência Brasil, a diretora do Laboratório de Genética do Instituto Butantan, Rita de Cássia Stocco, disse que os pesquisadores estão fazendo testes de campo da vacina há mais de um ano e meio. A expectativa é de que a vacina possa abranger os tipos mais importantes e prevalentes do vírus e atacar doenças como a papilomatose bovina, que é causada pelo BPV.

“A papilomatose bovina é uma das doenças causadas pelo vírus do papiloma bovino. [A doença] consiste em lesões ou verrugas que aparecem por todo o corpo do animal”, explicou a diretora.

Segundo Rita, essas lesões podem se transformar em “porta de entrada para outras infecções”. Outro problema é que quando essas lesões ou verrugas aparecem nas mamas das vacas, por exemplo, podem impedir a ordenha. “É uma doença extremamente comum. Temos uma estimativa de que 60% do rebanho [nacional] estejam infectados pelo vírus e entre 30% e 40% apresentem sintomas”, disse a diretora.

“Ainda há duas outras doenças muito importantes associadas ao vírus, que é a hematuria enzootica, que é a perda de sangue pela urina e que é causada por um tumor de bexiga, e uma outra associada a um tumor no esôfago. Ambas podem levar o animal à morte”, acrescentou.

Rita explicou que há doze tipos de BPV e os pesquisadores acreditam que os vírus do tipo 1 (associado às verrugas), 2 (relacionado aos tumores de bexiga) e 4 (associado aos tumores de esôfago) sejam os mais prevalentes. “A priori, estamos tentando fazer uma vacina que abranja estes três tipos. Mas nosso objetivo maior é fazer uma vacina de maior abrangência”, disse.

Para Rita, além da importância econômica e da preservação da saúde do animal, a vacina contra o BPV pode ajudar também no desenvolvimento de uma vacina para combater o papilomavírus humano. “Estamos falando de papilomavírus. Temos trabalhado muito no sentido de usar o modelo bovino como um modelo de estudo. A plataforma que estamos criando, industrial, para a vacina, poderá ser adaptada no futuro, a médio ou longo prazo, para obtenção de vacinas humanas também”, contou.

Segundo a diretora do Laboratório de Genética do Butatan, os pesquisadores estão trabalhando, agora, no aprimoramento da vacina. A expectativa é de que ela possa estar no mercado entre três ou cinco anos.

Da Agência Brasil

BOI GORDO: Negócios voltam a acontecer com escalas mais curtas e necessidade de matéria prima crescente

Os negócios voltam a acontecer aos poucos no mercado do boi gordo.

Os frigoríficos que estavam fora das compras na abertura da semana já estão negociando, já que as escalas encurtaram e a necessidade de matéria prima cresceu.

Este cenário fez diminuir a especulação no mercado.

Em São Paulo, as programações de abate atendem 3 dias, em média. As tentativas de compra abaixo da referência encontram cada vez mais resistência, ao mesmo tempo em que as compras a preços maiores aumentam.

Em Goiânia, a retomada do mercado imprimiu alta nas cotações da arroba. Existem negócios ocorrendo por até R$2,00/@ a mais.

No Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, a situação é a mesma. Apesar da valorização, existem frigoríficos pagando até R$1,00/@ a mais.

A oferta de animais terminados está reduzida.

No mercado atacadista de carne bovina, a demanda por dianteiros apresentou ligeira alta, mas os negócios ainda são lentos, típico para o período do ano.
Fonte: Scot Consultoria

Agricultura irrigada promove sustentabilidade

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apoia o uso da agricultura irrigada. Além de gerar renda ao produtor, o uso racional da água destinada à irrigação ajuda na preservação do meio ambiente, o que torna a técnica sustentável e rentável. Por meio de políticas de fomento à técnica, já conhecida por agricultores, e linhas de crédito específicas, como o Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), o ministério incentiva o uso da irrigação nas pequenas, médias e grandes propriedades agrícolas.

Na atual safra, o Moderinfra está ofertando ao produtor R$ 1 bilhão em recursos para adesão ao programa. O financiamento com juros anuais de 6,75% permite pagamento em até 12 anos. Com o fomento do governo federal ao uso da agricultura irrigada, o produtor pode se preparar melhor para enfrentar os fenômenos climáticos que vêm afetando o setor agropecuário, não apenas no semi-árido, mas em outras regiões do país, onde a irrigação é necessária. Como complemento à prática, também deve ser incluída a drenagem agrícola nos projetos de irrigação, devido à importância no controle do excesso de água e na redução do processo de salinização das terras sob irrigação.

Outra importante contribuição do Ministério da Agricultura, que trata diretamente da utilização racional dos recursos hídricos, diz respeito ao zoneamento agroclimático, além de estudos voltados para o melhor aproveitamento das águas das chuvas. O trabalho, realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), informa aos produtores rurais sobre a adequação de cultivares melhoradas, características de solo e clima em áreas de produção.

Prática

Produtores rurais de Cristalina, no sudeste de Goiás, estão investindo no aproveitamento de recursos hídricos para aumentar a produtividade, com a preservação do meio ambiente. Hoje, o município dispõe de 45 mil ha de lavouras irrigadas. O uso de água de forma sustentável pelos agricultores locais é considerado exemplo no Brasil e na América Latina.

“Queremos conscientizar os produtores da região sobre o uso da água das chuvas em barragens”, diz o produtor rural Luiz Figueiredo. O agricultor pertence ao grupo que está mudando o perfil do município goiano, a partir da irrigação. A terra úmida e fértil da região favorece o cultivo de produtos como café, feijão, milho, batata, cebola, alho, tomate, trigo, soja, cevada, abóbora, ervilha e algodão. Hoje, o município produz 2,7 milhões de toneladas de alimentos por ano.

O produtor Verni Wehrmann também investiu nos sistemas de irrigação dos 2,3 mil ha da propriedade, localizada no interior de Goiás, para a produção de alho, batata, cenoura e cebola. Com mais de dois mil empregados na fazenda, ele ressalta que o sistema de irrigação permite melhor controle de pragas e doenças, resultando no menor uso de agrotóxicos e em maior qualidade nos alimentos. “Os produtores daqui têm a consciência de que a sustentabilidade também vem da irrigação. Armazenamos água na época das chuvas e usamos para irrigação nos períodos de seca”, ensina.
Fonte: Mapa

A revisão da reforma agrária (Editorial)

O Globo
A reforma agrária é tema que se eterniza na agenda do país. Até faz sentido, pelo lado histórico, pois foi grande o contencioso agrário herdado pela República de um Brasil Colônia em que doações de extensas áreas de terras a protegidos do Rei lançaram as fundações do latifúndio.
Porém, o assunto só continua em pauta, com destaque, na segunda década do século XXI, mais por pressão de grupos políticos organizados do que decorrente de uma contingência da realidade.
Não é politicamente correto admitir que o avanço do capitalismo no campo brasileiro fez aquilo que muito discurso ideológico, à esquerda e à direita, prometeu e não cumpriu: gerou renda, empregos, redistribuiu terras e, na prática, acabou com o “latifúndio improdutivo”.
Mas esta é a realidade. A partir da década de 70, na conquista do Cerrado, ao iniciar o salto para se tornar uma potência no setor, o país empurrou a fronteira agrícola em direção ao Centro-Oeste, e tornou pouco importante a reforma agrária.
Prova disso é que o ativo abre-alas desta reforma, o MST, há algum tempo enfrenta dificuldades para reunir massas de manobra entre agricultores. Termina tendo de alistar “sem-terra” entre o lumpesinato em pequenas e médias cidades do interior.
Com razão, portanto, a presidente Dilma, no primeiro ano de governo, decidiu rever o programa de distribuição de terras, e só depois de muita pressão dos chamados “movimentos sociais” assinou os primeiros decretos de desapropriação.
O presidente do Incra, Celso Lacerda, confirma a revisão e faz uma pergunta básica: “O que adianta criar assentamentos e não dar estrutura, crédito, assistência técnica?”
Se a reforma agrária fosse movida pelas leis da lógica, com base na racionalidade, e não por combustíveis ideológicos, a pergunta seria desnecessária. Infelizmente, muito dinheiro público tem sido gasto apenas para efeito propagandístico e por pressão de aliados do governo. Fez bem o Palácio ao não perseguir apenas por perseguir a meta de 40 mil famílias assentadas em 2011.
O resultado de muitos assentamentos dá razão ao Planalto.
Há inúmeros casos de venda de lotes por quem os recebeu para explorá-los de forma produtiva — isso quando a terra não é simplesmente abandonada.
Dados oficiais mostram que, de 2001 a julho de 2011, das 790 mil famílias assentadas, 13% (103 mil) terminaram excluídas do programa. Com o detalhe de que 78% delas abandonaram ou venderam os lotes. Em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul, 25% das famílias foram alijadas da reforma agrária.
A imprevidência levou, ainda, a que a reforma agrária seja forte agente de devastação na Amazônia. Mal localizados, sem apoio para o cultivo, assentados não têm alternativa a não ser derrubar a floresta para vender a madeira.
Caso se consiga dar suporte técnico, financeiro e de infraestrutura aos assentamentos existentes — o óbvio —, já será uma revolução. Se o foco for consertar os erros do passado, o governo entrará em rota de colisão com grupos de sua base política, interessados em manter o franco acesso ao Tesouro em nome da “reforma agrária”.
Deverá ser inevitável a reação do aparelho de militantes sem terra instalado no Ministério de Desenvolvimento Agrário e Incra. Mais um “fogo amigo” a ser enfrentado pela presidente.
FONTE: BLOG DO NOBLAT

Paraguai: novo foco de aftosa é parcialmente confirmado em San Pedro




O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal paraguaio (Senacsa) confirmou parcialmente ontem (02/jan) novo foco de febre aftosa em San Pedro, no distrito de Piri Pukú, na propriedade de Gustavo Trugger depois de testes parciais.

O Paraguai já investiu US$ 1.270.000 no controle do primeiro foco, ocorrido em 18/set de 2011. Desta forma o país podería recuperar seu status sanitário para exportação em até 18 meses.

Hugo Idoyaga, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior do serviço veterinário, afirmou ontem (02/jan) que os primeiros testes confirmam parcialmente o novo foco de aftosa na propriedade de Trugger. "Até agora sete amostras sanguíneas em teste rápido deram positivo, mas ainda falta confirmar totalmente todos estes testes com outros resultados", disse o doutor Idoyaga.

Semana passada Trugger declarou a situação de seus animais com os sintomas da aftosa e os mesmos técnicos do serviço veterinário lhe confirmaram o caso.

De acordo com o doutor Idoyaga, o estabelecimento infectado já foi interditado pelo Senacsa, mas ao contrário do primeiro caso em que 820 animais foram sacrificados, o abate sanitário não será aplicado.

"O sacrifício tinha objetivo de recuperar rapidamente o status sanitário, em aproximadamente seis meses. Mas com este novo foco já esperamos pelo menos 18 meses para pedir a recuperação do status à Organização Mundial de Saúde Animal - OIE", disse Idoyaga.

A confirmação deste segundo foco do aftosa representa mias uma vez um prejuízo para a produção pecuária do país, já que as exportações para a Rússia haviam sido recuperadas, exceto da carne produzida no município de San Pedro. Com a volta da doença não se sabe ainda se a Rússia manterá as iportações paraguaias.

Fonte: site paraguaio ABC Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Escalas curtas devem aumentar pressão de compra por boi gordo

Depois da parada para as festas de final de ano, os negócios ainda não voltaram a acontecer no mercado do boi gordo.

A maioria dos frigoríficos esteve fora das compras na abertura do mercado e nem mesmo as ofertas de boiadas por parte dos pecuaristas estão ocorrendo.

Após a análise das vendas do final de ano é que os compradores devem voltar ao mercado.

Apesar disso, depois de uma semana lenta de negócios, as escalas encurtaram e a necessidade de compra de matéria prima aumentou, o que deve manter o mercado firme.

Em São Paulo as programações de abate atendem de 3 a 4 dias, em média, e os frigoríficos que estão comprando ofertam entre R$97,00/@ e R$100,00/@ à vista, livre de funrural.

Tendo em vista como terminou a última semana de negócios, os compradores acreditam em dificuldade para comprar nos valores menores.

No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis e o volume de negócios, assim como ocorre no mercado do boi gordo, é pequeno.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Produtores rurais já adotam a pecuária de precisão nos pastos do país - Vídeos - SBA

Produtores rurais já adotam a pecuária de precisão nos pastos do país - Vídeos - SBA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Confira a entrevista com Douglas Coelho - Consultor da Scot Consultoria sobre o mercado do Boi Gordo

Boi: Ano começa com compradores e vendedores fora dos negócios. A expectativa é que haja um aumento na oferta de animais nos próximos dias e se isso confirmar, preços tendem a cair.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

BOI GORDO: Com maioria dos frigoríficos fora das compras, ofertas por parte dos pecuaristas diminuem

Depois da parada para as festas de final de ano, os negócios ainda não voltaram a acontecer.

A maioria dos frigoríficos está fora das compras e nem mesmo as ofertas de boiadas por parte
dos pecuaristas estão ocorrendo.

Após a análise das vendas do final de semana é que os compradores devem voltar ao mercado.

Apesar disso, depois de uma semana lenta de negócios, as escalas encurtaram e a necessidade
de compra de matéria prima aumentou, o que deve manter o mercado firme.

Em São Paulo as programações de abate atendem de 3 a 4 dias, em média, e os frigoríficos que
estão comprando ofertam entre R$97,00/@ a R$100,00/@ à vista, livre de funrural.

Tendo em vista como terminou a última semana de negócios, os compradores acreditam em
dificuldade para comprar nos valores menores.

No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis e o volume de negócios, assim
como ocorre no mercado do boi gordo, é pequeno.
Fonte: Scot Consultoria

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO



EM 02.01.2012  REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,50 A R$ 3,60
TERNEIRAS R$ 3,00 A R$ 3,30
NOVILHOS R$ 3,20 A R$ 3,30
NOVILHAS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 3,00 A R$ 3,20
VACA DE INVERNAR R$ 2,50 A R$ 2,60

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br


PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO



REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 02.01.2012

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,30

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO







EM 02.01.2012
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,70 A R$ 2,95



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

Boi gordo atinge maior faturamento da agropecuária brasileira

Redação
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
O boi causou algumas surpresas em 2011. O criador que investiu em produtividade levou mais vantagem. O animal passou a ser o campeão de renda da propriedade.

De acordo com o último relatório da CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o faturamento bruto da soja em 2011 foi de R$ 49,1. O boi gordo passou à frente alcançando R$ 50,9 bilhões.

O resultado reflete a valorização da carne de boi. Em 2011, o preço ficou acima de 2010 praticamente o ano todo. Só houve uma ligeira queda nos meses de novembro e dezembro. Mas, na média, o produtor recebeu R$ 13 a mais por arroba.

O pecuarista Sandro Belo, do município de Jaraguá, em Goiás, cria os animais pelo sistema tradicional. Ele tem touros para cobrir a vacada, cria o bezerro ao pé da mãe, recria os garrotes e faz a engorda final do boi totalmente a pasto. Ele diz que vendeu boa parte dos animais a R$ 88 a arroba. Mão foi o preço máximo, mas deu pra segurar.

Já o criador Pedro Merola considera que não é hora de pressionar o mercado. Ele só faz confinamento, no município de Santa Helena de Goiás e tem instalações para quase 40 mil bois. O pecuarista também se diz satisfeito com o resultado do ano e entende que a valorização da arroba bateu no limite. “Quem freou a alta esse ano foi o consumidor. Tanto é que eu estou abatendo menos porque não consegue vender a carne ofertada no mercado”, explica.

O pecuarista Gustavo Vianna faz confinamento, mas usa o sistema apenas na fase final de engorda. Ele diz que teve uma boa receita no ano porque fez contratos antecipados, negociando a arroba entre R$ 97 e R$ 100 reais. Ele travou o preço, como se fala na linguagem do setor. “A trava no ano de 2011 teve um benefício que em 2010 não houve. No ano de 2010, quem travou a boiada no primeiro semestre para entregar no segundo não conseguiu o aumento de preço. O preço em 2010 aumentou gradualmente durante todo ano. Já no ano de 2011 o preço começou alto, que vinha de 2010, e foi caindo no decorrer do ano. Quem travou a boiada no primeiro semestre de 2011 para entregar no segundo semestre obteve esse benefício”, avalia.

Os pecuaristas Gustavo Vianna e Alaôr Ávila são vizinhos e têm propriedades separadas por uma bela vereda, no município de Indiara. Eles fazem experiências buscando alternativas para melhorar os ganhos com a atividade.

O criador Alaôr Ávila usa piquetes rotacionados, faz uma boa adubação da pastagem e oferece proteinados mesmo no período das águas. Com isso, engorda até 15 animais por hectare, sete vezes mais que a média nacional. Ele revela que teve este ano uma renda líquida R$ 1,4 mil por hectare.

Fonte: Portal G1

COTAÇÕES

 Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 02/01/2012
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 29/12/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações    Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,50R$ 6,43
KG VivoR$ 3,25R$ 3,22
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,10R$ 6,03
KG VivoR$ 2,90R$ 2,86
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Retenção de matrizes deve elevar a oferta na pecuária

Por Fabiana Batista | De São Paulo
Após anos consecutivos de baixa oferta de boi, o quadro tende a virar com a maior disponibilidade de animais a partir de 2012 em razão de um movimento de retenção de matrizes iniciado em 2007. Assim, os próximos anos da pecuária demandarão atenção, sobretudo na realização de novos investimentos, pois os bois gordos resultantes desses aportes poderão ser comercializados em um ambiente de preços bem diferente do atual.
A avaliação, feita no último relatório do ano da Scot Consultoria, considera que o tamanho da procura é que será a chave da questão a partir de 2012. "Caso a demanda mundial não desabe com a crise, o Brasil terá condições de recuperar mercados", afirma o relatório.
Em média, os preços do boi gordo foram mais altos em 2011 que em 2010. Segundo relatório da Scot, o preço médio nominal do animal gordo foi 16,1% maior, no balanço fechado em 23 de dezembro. Mas no fim do ano houve desaquecimento. Entre outubro e dezembro, os preços foram menores que os do mesmo período de 2010.
Os custos também subiram. Em alguns casos, chegaram a diminuir a rentabilidade de modalidades da pecuária, como os confinamentos. Na média do ano, houve alta de 10,5% no Índice de Custo da Pecuária de corte de baixa tecnologia, segundo a Scot, e saltos de 20,3% no Índice da pecuária de alta tecnologia e de 35,3% no custo do confinamento.
FONTE: VALOR ECONOMICO

CARNE BOVINA:RS DEVE FECHAR 2011 COM REDUÇÃO DE 4% NOS ABATES - SICADERGS


Por Arno Baasch - arno@safras.com.br
SAFRAS (30) - Avaliação feita à Agência SAFRAS pelo Sindicato da 
Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) indica que 
2011 não pode ser considerado ruim, muito embora os números não tenham sido 
muito favoráveis. "Devemos encerrar o ano com uma redução de 4% nos abates 
frente a 2010, alcançando 1,8 milhão de cabeças", destaca o presidente da 
entidade, Ronei Lauxen.
Segundo ele, a redução no volume de abates está relacionada à baixa 
oferta de animais, bem como ao cenário ruim do mercado em si, o que contribuiu 
para uma diminuição de 20% nas exportações gaúchas de carne bovina. 
"Tivemos a questão do embargo russo, que levou a uma diminuição dos 
embarques, juntamente com a crise na União Europeia, também por conta do baixo
volume de animais rastreados no estado e aptos a serem embarcados a este 
destino", explica.
Ronei destaca justamente a exportação como um ponto negativo neste ano. 
"A diminuição dos embarques à Rússia em 85 mil toneladas, mercado que 
respondia por cerca de 30% dos embarques gaúchos no ano, acabou impactando por 
trazer aumento da disponibilidade interna", disse.
O ponto positivo, por outro lado, foi que mercado interno esteve 
razoavelmente aquecido durante todo o ano. "Tivemos um aumento dos preços da 
matéria-prima para as indústrias nos meses de novembro e dezembro, o que 
trouxe certa dificuldade, pois o consumo, neste período, mostra-se aquecido 
para alguns cortes determinados e não para todos, com sobra de oferta que é 
difícil de ser colocada no mercado", comenta.
O dirigente projeta que as indústrias de carne bovina gaúchas devem 
encerrar o ano com um faturamento de R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões no 
mercado interno e R$ 500 milhões na exportação.

Realidade do setor não será muito diferente em 2012

De acordo com o presidente do Sicadergs, a realidade para o setor de carne 
bovina em 2012 não deve ser muito diferente da deste ano no mercado interno. 
"Novidades poderão surgir do trabalho que vem sendo feito junto à base do 
governo estadual visando ampliar a produção e a genética. Entretanto, sabemos
que, por se tratar de um ciclo produtivo longo, as ações que vem sendo 
implementadas em termos de rastreabilidade, qualidade e produtividade devem 
demandar certo tempo para trazer resultados efetivos", afirma.
No segmento exportador, Ronei entende que existe uma possibilidade de 
retomada de negócios à Rússia no próximo ano. A tendência também é de 
busca de novos mercados, como o norte-americano e outros, cujas negociações 
devem avançar efetivamente no momento em que o estado avançar nos processos de
rastreabilidade do gado.
(AB)

Principais indicadores do mercado do boi - 02/01/2012

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio



O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista permaneceu estável nessa sexta-feira (30), sendo cotado a R$101,55/@.

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta



O indicador Esalq/BM&F Bezerro à vista permaneceu estável e foi cotado a R$ 736,66/cabeça nesta sexta-feira (30). A margem bruta na reposição foi de R$938,92 e sua variação permaneceu estável.

Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar



Na sexta-feira (30), o dólar foi cotado em R$1,88 e permaneceu estável. O boi gordo em dólares permaneceu estável sendo cotado a US$54,16. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 30/12/11



O contrato futuro do boi gordo para janeiro/2012 foi negociado a R$ 98,77 e sua variação permaneceu estável

Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para Janeiro/12



Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seçãocotações.

No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável sendo cotado a R$ 102,57. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de -R$1,02, e sua variação permaneceu estável. Confira a tabela abaixo.

Tabela 3. Atacado da carne bovina



Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico

FONTE: BEEFPOINT

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO !

Identificação da carne como marca vira tendência no mercado

Annamaria Bonanomi
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
A identificação da carne com marca é uma tendência que produtores e indústrias já adotaram. Especialistas apontam que o número de casas de carnes e restaurantes que oferecem produtos de raças específicas de gado vem crescendo. Segundo o empresário Flávio Saldanha, a ideia é atender a um novo perfil de consumidor, que está cada vez mais exigente. Na casa de carnes onde é sócio, a venda de cortes de black angus e bosmara, entre outras de procedência nobre, tem aumento de mais de 10% ao mês. E acrescenta que, somente em novembro, o avanço foi de 50% em relação a outubro.

– Os clientes estão começando a entender. A gente teve uma fase que o cliente dizia que queria uma carne argentina ou uruguaia. Hoje, ele está dizendo que quer um angus, um bosmara, um hereford. E tem alguns avançando um pouco mais, falando que querem confinamento ou que não o querem. Então, a gente já começa a refinar o desejo da carne bovina – revela.

O chef Francisco Pinheiro, do General Prime Burguer, também acredita que o consumidor está cada vez mais criterioso com relação à carne. Ele oferece no cardápio do restaurante um hambúrguer com carne angus. E diz que o produto é um dos mais pedidos.

– O cliente está sempre em busca do melhor. A carne é mais um fator. É como o vinho. As pessoas começam a entender o corte, o animal, qual o tipo e a coisa mais importante a valorizar – relata.

A tendência é confirmada pelo especialista em marketing de agronegócio José Luís Tejon. Segundo ele, esta categorização já acontece em diversos países e é um movimento natural que vem com o aumento do poder aquisitivo da população.

– É um lado fantástico do agronegócio que sempre foi visto como commodity e que agora você passa a ver que a grande busca dos agricultores é descommoditizar, tirar cada vez mais esse produto dessa categoria. Porque os consumidores passam a ter consciência e desejam saber não só onde ele é processado. Querem saber a origem daquela matéria-prima – afirma.

Outro exemplo desta mudança é a rede de fast food McDonald’s. A cadeia de restaurantes lançou recentemente a linha de hambúrgueres angus em parceria com a Associação Brasileira da raça. Segundo o diretor de supply chain da rede, Celso Cruz, a união com a entidade foi crucial para o sucesso da iniciativa.

– A primeira coisa que nós fizemos foi falar com a Associação Brasileira de Angus para entender um pouco o que é o negócio da raça no Brasil. Qual é o tamanho do rebanho, qual a possibilidade que existe, qual era a relação da associação com os produtores e como nós poderíamos participar desse negócio. De alguma forma, passava pela nossa cabeça se iríamos conseguir passar uma mensagem para o nosso cliente. O que é angus? A verdade é que, passado o tempo, estamos vendo que foi um acerto enorme – comemora.

A adoção de marcas na carne e no hambúrguer não traz mudanças somente na qualidade, no entanto. Altera também o preço. Uma carne com certificação de raça chega a custar mais do que o dobro da convencional.

– O consumidor aceita o produto Premium. É muito claro isso. Ele não aceita um produto mais caro, não é isso que eu estou falando. Aceita um custo-benefício interessante. Pagar mais por um produto como o angus, que ele percebe que tem um valor. Que vale a pena pagar aquele preço – pondera.

Fonte: Canal Rural