quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MS: Preço da carne deve subir mais 15%

Os preços da carne bovina subiram quase 15% nas últimas semanas em Campo Grande/MS por conta da estiagem, que reduziu a oferta de animais para o abate nos frigoríficos. E a tendência é que os aumentos não parem. Dados do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp-Anhanguera) revelam que o preço quilo do acém e da agulha, por exemplo, passou de R$ 7,22 para R$ 8,26, em média o que representa mais de 14%. Todos os 13 cortes pesquisados pela instituição tiveram aumento. "Estamos com uma seca mais grave que no ano passado, o que reduz a pastagem dos animais, diminuindo a oferta aos frigoríficos, enquanto a demanda ainda é a mesma. Podemos esperar para a outra metade do período de entressafra que ainda resta preços entre 10% e 15% maiores ao consumidor", afirmou o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza.

FONTE: Correio do Estado

Indústria sinaliza queda no preço do boi na 2ª quinzena

Após alta acumulada de 15% desde junho no RS, o preço do quilo do boi gordo pago ao produtor, hoje em R$ 2,85 conforme o setor industrial, pode começar a cair neste mês. Projeção do Sicadergs indica que o mercado passou pelo pico da entressafra e o preço tende a baixar a partir da segunda quinzena. Como indicador da elevação da oferta de matéria-prima, o sindicato apresenta melhores condições de escala. Na última semana, os frigoríficos estariam fazendo compras programadas para sete dias. Em junho, essa programação era de dois a três dias. O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, já fala em recuo de 10% na cotação. Apesar de ser um cenário tradicional pós-Expointer, os produtores torcem para que isso não aconteça neste ano. Segundo o consultor de pecuária de corte da Farsul, Fernando Adauto, espera-se que as empresas que atuam nacionalmente, e que trouxeram carne do Centro-Oeste para cá na entressafra, possam fazer o caminho inverso agora e "manter o preço do boi razoável". O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, acredita que o consumo interno aquecido e o fato do Uruguai estar importando gado gaúcho para cumprir seus contratos de exportação apontam para manutenção de preços ao consumidor.
Na entressafra, o abate mensal de cerca de 130 mil toneladas chega a cair 30%. De acordo com dados da Emater, o preço do boi gordo ao produtor chegou a R$ 2,79/kg na última semana de julho, contra R$ 2,69/kg no mesmo período de 2009. Conforme Maria Gabriela Tonini, da Scot Consultoria, a alta está relacionada unicamente à oscilação de oferta regional e não à reação de preços em São Paulo, onde a arroba teve alta de 4,9% neste ano devido ao consumo ascendente.

FONTE: Correio do Povo

Exportação sobe e carne fatura 24% mais no ano

O setor de carnes continuou a recomposição das exportações no mês passado. Além de colocar um volume maior de produto no mercado externo, a indústria está obtendo preços melhores.
Com isso, as exportações "in natura" somaram US$ 6,2 bilhões até julho deste ano, 24% a mais do que de janeiro a julho de 2009.
A carne de frango mantém a liderança, e só em julho obteve receitas de US$ 543 milhões para as vendas "in natura". Esse valor superou em 21% o de igual período de 2009. O volume, ao somar 324 mil toneladas, teve alta de 12%, segundo a Secex.
A maior evolução percentual, no entanto, ficou para a carne bovina, que arrecadou US$ 408 milhões com as vendas de produto "in natura", 47% a mais do que em julho de 2009. O crescimento do volume foi de 24%.
Ao contrário das carnes de frango e bovina, a suína teve recuo no volume exportado, mas com crescimento das receitas. As exportações somaram US$ 100 milhões, e o volume ficou em 38 mil toneladas no mês passado.
A soja, líder nas exportações do agronegócio, teve perda de 5,2% nas receitas acumuladas deste ano. As exportações do produto em grãos caiu para US$ 8,4 bilhões no ano.
O mercado externo também não está favorável para o milho. As vendas externas recuaram para US$ 463 milhões neste ano, 23% menos do que em 2009.
A fraqueza das exportações do cereal impede uma recuperação interna dos preços, o que é prejudicial aos produtores.
PETRÓLEO
+3,03%
Nesta segunda-feira (2), em Nova York
PRATA
+2,31%
Nesta segunda-feira (2), em Nova York
Avanço - Os mais recentes dados da Unica mostram que o setor de cana vive neste ano um cenário bem diferente do de 2009. Se no ano passado atrapalhou, o clima, neste, está ajudando.
Quanto sobe - As usinas da região centro-sul já moeram 255 milhões de toneladas de cana nesta safra, 20% a mais do que em igual período anterior. O volume de açúcar soma 14 milhões de toneladas, 30% a mais do que na anterior, e o de álcool, 11 bilhões de litros -mais 21%.
Qualidade - Os dados apontam também para uma qualidade maior da matéria prima. O ATR (Açúcar Total Recuperável), que mede a produtividade da cana, mostra alta de 4% neste ano.
Exportações - O aquecimento dos preços do açúcar no mercado externo e a forte procura pelo produto brasileiro permitiram um aumento de 54% nas receitas neste ano. As exportações acumuladas somaram US$ 6,1 bilhões até julho.
Aceleração - A proximidade do plantio da safra de verão esquentou as importações de fertilizantes. Em julho, os gastos no setor atingiram US$ 509 milhões, 92% a mais do que em junho. Em relação a 2009, a alta foi de 8%, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
Cobre - As importações geraram gastos de US$ 180 milhões em julho, 101% a mais do que em julho de 2009.

FONTE: Folha de São Paulo
Autor: Mauro Zafalon e Karla Domingues

Brasil prepara missão para negociar carne na Ásia

Autoridades sanitárias brasileiras pretendem ir à Ásia em setembro negociar abertura de mercados para carnes. Entre os focos está a Coreia do Sul, importador do frango brasileiro, e que só compra cortes bovinos e suínos de zonas livres de aftosa sem vacinação. Na sexta-feira (30), missão comercial que avaliava investimentos no país esteve com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, na Ubabef e em um frigorífico. Um dos assuntos tratados com Jardim foi a facilitação de comércio pecuário. Apesar dos exportadores de suínos estarem entre os maiores interessados, o presidente da Abipecs, Pedro Camargo Neto, disse que ficou sabendo pela imprensa da missão, formada pelo ministro para Alimentação, Agricultura da Coreia do Sul, Hyun-Chool Park, e oito empresários e dirigentes classistas.
Os sul-coreanos importam 500 mil toneladas anuais e são o quarto mercado mundial de carne suína. Atualmente, só Santa Catarina tem condições sanitárias de exportar para esse destino. O estado passou pela análise de risco e deve ter indústrias inspecionadas para habilitação até o fim deste semestre. A barreira sanitária impede a penetração da carne bovina, que só entra lá industrializada.
A visita animou o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin. Ele acredita que a boa impressão causada à comitiva pode alavancar os negócios. De janeiro a junho deste ano, os embarques de frango para aquele país cresceram 17% em volume, para 16,4 mil t.

FONTE: Correio do Povo

Abates de bovinos crescem 11% no primeiro semestre em MT


Foram abatidos 2,23 milhões de cabeças contra 2 milhões em 2009
O volume de abates de bovinos, em Mato Grosso, encerrou o primeiro semestre do ano com incremento de 11,11% em relação a igual período do ano passado. Este ano, segundo levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT), o Estado abateu 2,23 milhões de cabeças, contra 2 milhões no primeiro semestre de 2009, incremento de 223 mil animais no período.
No mês de junho, o volume abatido no Estado foi de 354 mil cabeças, representando recuo de 9,5% em relação ao mês passado, quando foram abatidos 323 mil animais. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (02-08) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que atribui o recuo, entre outros fatores, ao fechamento de plantas frigoríficas no Estado.
A variação no primeiro semestre do ano apresenta elevação quando comparada apenas o abate de machos, com 1,41 milhão de cabeças este ano. O abate desses animais registrou incremento de 17,90%. Já as fêmeas obtiveram, no primeiro semestre, um total de 820 mil cabeças, representando alta de 1%. Com esses números, o percentual de fêmeas abatidas este ano em Mato Grosso ficou em 37%.
Já os embarques de carne bovina in natura de Mato Grosso, no mês de junho, acumularam 17,70 mil toneladas. No primeiro semestre de 2010, as exportações in natura totalizaram 86,4 mil toneladas. A rota de embarque mais utilizada foi o porto de Santos (SP), pelo qual foram exportadas 59,8 mil toneladas (69,30% do total), seguido dos portos de Paranaguá (PR), representando 18,8 mil toneladas e, Itajaí (SC), com 5,9 mil toneladas. A participação dos portos de Itajaí e Paranaguá obteve um avanço de 1,06% e 1,86% se comparado com a média do ano anterior, enquanto Santos registrou uma diminuição de 1,60%. Segundo o Imea, a maior parte dos embarques da carne mato-grossense continua acontecendo via porto dos Santos, apesar da queda vista na comparação com a média do volume exportado no ano passado.
COTAÇÃO – Levantamento do Imea mostra o diferencial de base entre a cotação da arroba do boi gordo negociado em São Paulo e Mato Grosso, o spread, que encerrou o mês de julho com R$ 9,48 a arroba, superando o mês anterior. O spreed - diferença entre o preço de compra (procura) e venda (oferta) - iniciou o ano em R$ 8,12/arroba e variou de forma inconstante, apesar de se observar tendência de alta no preço das duas praças.
No mês passado, o spread continuou a tendência de alta iniciada em maio devido à evolução nos preços da arroba em São Paulo, que demonstrou alta de 2,54% no mês anterior. O motivo da melhora no preço desta praça é a diminuição de oferta do boi.
Mesmo com o incremento observado desde o mês de maio, quando o spread chegou aos R$ 7/arroba, a média do ano ficou em R$ 8,11/arroba, permanecendo abaixo da média do ano passado, que registrou R$ 11,20/arroba.
O boi gordo comercializado encerrou a semana passada com o preço médio de R$ 73,80/arroba, no pagamento à vista, com incremento de 0,46% relação à semana anterior. Seguindo a tendência, a vaca gorda terminou sendo negociada a R$ 68,32/arroba à vista, demonstrando evolução de 0,52% em relação à semana passada.
Por região, a centro sul foi a que apresentou o melhor preço médio ao produtor, encerrando a semana com a arroba do boi gordo cotada a R$ 76,06. Em seguida, aparecem a região oeste, com cotação de R$ 75,92/arroba, sudeste (R$ 75,08), médio norte (R$ 73,07), nordeste (R$ 72,53), noroeste (R$ 72,05) e, norte, R$ 71,45/arroba.

FONTE:Diário de Cuiabá
Autor: Marcondes Maciel

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO / KG VIVO

FRIGORÍFICOS REGIONAIS

EM 02.08.2010
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 2,80 A R$ 2,90
VACA GORDA: R$ 2,40 A R$ 2,50

A RENDIMENTO:
BOI GORDO R$ 5,60 A 5,70
VACA GORDA R$ 5,30 A 5,40

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR WWW.LUNDNEGOCIOS.BLOGSPOT.COM

PREÇOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 02.08.2010
REGIÃO DE PELOTAS
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TERNEIROS R$ 2,55 A R$ 2,65
TERNEIRAS R$ 2,20 A R$ 2,40
NOVILHOS R$ 2,45 A R$ 2,55
BOI MAGRO R$ 2,40 A R$ 2,50
VACA DE INVERNAR R$ 2,00 A R$ 2,10
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*GADO PESADO NA FAZENDA
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FONTE: PESQUISA REALIZADA POR http://www.lundnegocios.blogspot.com

PREÇOS DE BOI E VACA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
INFORMAÇÃO MARFRIG

*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 02.08.2010

BOI: R$ 5,60
VACA: R$ 5,30

OBS: *LIVRE DE FUNRURAL

PRAZO: 30 DIAS

Compras só a rendimento.

FONTE: Marca Negócios Rurais (comprador Marfrig da região)
FONE: 9981.1203 Humberto Costa.

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 02/08/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 30/07/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,83R$ 5,64
KG VivoR$ 2,92R$ 2,82
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,40R$ 5,30
KG VivoR$ 2,57R$ 2,52
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz(4)

FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREORD E BRAFORD

COTAÇÕES CORREIO DO POVO



FONTE: CORREIO DO POVO

Argentina: criador brasileiro de Angus vence na Exposição de Palermo

O criador paulista, Celso Guazzo, entrou para ABA em 2010 e foi o primeiro criador brasileiro.
a faturar o título de Grande Campeã na Exposição de Aberdeen Angus
Buenos Aires/Argentina
A parceria entre a Fazenda Angus Lago Dourado, de Piraju (SP), e a Cabanha Três Marias, da Argentina, faturou o grande campeonato de fêmea da raça Aberdeen Angus na 124 ª Exposição de Gado, Agricultura e Indústria Internacional de Palermo em Buenos Aires, Argentina. O proprietário da Fazenda Angus lago Dourado, Celso Guazzo comemora o primeiro título, como Grande Campeã Fêmea, conquistado por um brasileiro na Exposição de Palermo.
Com chuva e presença maciça de público, Três Marias 8334 Areia, nascida em 16/04/2009, de pelagem preta, venceu disputada prova das fêmeas como vaquilhona menor. “A fêmea campeã, filha de Sav Heavy Hitter 6347 em vaca Três Marias Hornero, é um exemplar novo com apenas 15 meses” explica o criador ao salientar ser esta a primeira exposição que a fêmea participa.
O presidente Joaquim Francisco de Assumpção Mello e a diretoria da Associação Brasileira de Angus (ABA) acompanham a tradicional Exposição Internacional, uma das mais importantes exposições agropecuárias do continente. O jurado da prova foi o argentino Ariel Macagno.
Em seu primeiro ano na Associação Brasileira de Angus, proprietário da Fazenda Angus Lago Dourado coleciona bons resultados em todas as cinco Exposições da raça Aberdeen Angus em que participou. “Além desta exposição de Palermo, obtivemos êxito em campeonatos na Feicorte (SP), em Avaré (SP), Itapetininga (SP), Londrina (PR)”, comemora Guazzo.
O novo criador elogiou a qualidade e uniformidade dos animais e a organização da mostra. “Pretendo participar de muitas exposições no Brasil, buscando novos conhecimentos e trabalhando pelo aperfeiçoamento da raça”, comemora o criador, ao afirmar que já está se preparando para participar da Expointer 2010.

Fonte: Associação Brasileira de Angus

Bovino em alta

Os dados recentes dos preços da carne bovina mostram elevações: 1,99% no atacado e 0,88% no varejo
A análise das séries históricas indica que esse aumento no atacado é um claro indicador do comportamento futuro dos preços no varejo, de forma que podemos esperar preços maiores da carne bovina para os consumidores nas próximas semanas.
Uma análise mais ampla dos mercados nacional e internacional revela que esse pode ser o início de um ciclo de duração ainda maior de aumentos de preços no setor, revertendo um resultado de deflação dos preços da carne bovina nos acumulados dos últimos 12 meses.
O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne bovina, vendendo ao exterior pouco mais de 20% do seu total anual de abates.
A dinâmica dos preços do mercado interno fica diretamente ligada ao comportamento do mercado mundial, que sentiu de forma muito clara os efeitos da crise.
Após exportar 1,6 milhão de toneladas de carne bovina em 2007, o Brasil vendeu 1,4 milhão de toneladas em 2008, e 1,2 milhão de toneladas em 2009. O valor médio (em dólares) por tonelada exportada caiu mais de 14% entre 2008 e 2009.
Se, por um lado o consumo interno não acompanhou a queda do mercado mundial, por outro ele cresceu lentamente, ficando estagnado em cerca de 37 kg per capita entre esses anos.
Nesse cenário, o rebanho bovino, que já havia alcançado 200 milhões de cabeças entre 2005 e 2006, caiu para cerca de 193 milhões de cabeças em 2009.
O ciclo de produção e preços da carne bovina tem sido muito estudado no mundo, envolvendo interações interessantes e complexas entre períodos de gestação e maturação do rebanho, relações com preços relativos de rações animais e leite, dinâmica das taxas de abates de machos vs. fêmeas, e efeitos de avanços do processo produtivo, envolvendo melhorias genéticas e técnicas de confinamento.
A recente crise mundial representou um choque exógeno significativo na dinâmica desse ciclo. Após o impacto inicial negativo, os números do ano de 2010 já refletem o processo de recuperação de compras dos principais importadores da carne bovina brasileira.
Nos primeiros seis meses de 2010, o Brasil teve um aumento de 23% sobre a receita do total de exportações de carne bovina, sobre o mesmo período de 2009.
Em grande parte, isso reflete uma elevação dos preços pagos em dólar, dado que a elevação na quantidade exportada foi de apenas 3% no período.
O estudo dos mecanismos por trás dos ciclos de produção e preços de carne bovina, no Brasil e no mundo, continua sendo de grande interesse, principalmente agora que as dúvidas sobre a força da retomada da economia mundial ocorrem em meio a um movimento de alta nos preços.

PAULO PICCHETTI, 48, doutor em economia pela Universidade de Illinois, é professor da EESP/FGV (Fundação Getulio Vargas) e coordenador do IPC-S/Ibre/FGV).

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

Preços da carne bovina: recorde em 2010

Os preços da carne bovina com osso têm crescido em São Paulo.
Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, assim como a cotação do boi gordo em São Paulo, o preço do traseiro 1x1, R$6,60/kg, é o maior encontrado para a peça em 2010, em termos nominais.
Já o dianteiro 1x1, cujo preço de referência no estado está em R$4,70/kg, é comercializado no preço mais alto desde outubro de 2008, descontando a inflação.
Com a escassez de oferta de animais para abate, os frigoríficos têm sido obrigados a ofertar cada vez mais pela arroba do boi gordo, o que acaba pressionando os preços no atacado de carne bovina.
Além disto, após um ano de crise, a economia do país vem se recuperando, melhorando os índices econômicos da população, o que ajuda alavancar o consumo de carne bovina.
Somada a isso, a demanda externa está aquecida e as exportações de carne bovina têm aumentado mês a mês.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Meteorologia confirma seca no Rio Grande do Sul em 2010


Estiagem em 2005 levou à quebra de 38 milhões de toneladas de grãos
A salvação da lavoura da safra 2010/2011 começa agora. Frente à confirmação da ocorrência do fenômeno La Niña que trará períodos de estiagem a partir do final de setembro, a dica dos especialistas é investir em prevenção, ou seja, armazenamento de água. Apesar de o País ainda não se encontrar sob as condições do fenômeno e sim em um período neutro, o comportamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já indicam que, após um verão com El Niño, os gaúchos devem se preparar para o La Niña. "As anomalias abranjem uma área significativa e nos dão certeza de que teremos o evento", disse o meteorologista da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Gilberto Diniz.
O especialista explica que entre o período de formação do fenômeno, que se iniciou no mês passado, e a sua real manifestação leva em torno de seis meses. "É preciso que essa tendência de resfriamento das águas do oceano se repita por pelo menos seis meses", explicou. A última vez que o Estado passou por um período de La Niña foi em 2008/2009, quando o fenômeno foi considerado de baixa intensidade, tendo refletido pouco sobre os índices de produtividade. Agora, a indicação dos meteorologistas é de que seja mais intenso. "Prezo sempre pela prevenção, então seria ideal já ir acumulando água em cisterna e açudes", argumenta a coordenadora do Centro de Meteorologia da Fepagro, Bernadete Radin.
O fenômeno prejudica com maior intensidade as lavouras de milho, soja e feijão, culturas cuja demanda hídrica é maior. No caso do arroz, Bernadete diz que o La Niña costuma ser benéfico, assim como para o trigo, pois reduz a chance de ocorrência de doenças fúngicas, e para a uva melhora o teor de açúcar do fruto. Ao fazer uma retrospectiva sobre os anos de seca mais intensa no Estado, o analista de mercado e pesquisador da Unijuí Argemiro Luis Brum lembrou do período de 2005, quando a quebra nas lavouras de soja chegou a 50% e no milho, em 60%. "Foi o que mais trouxe problemas para grãos e pastagens", recorda. De 1986 a 2006 ocorreram 10 estiagens no Rio Grande do Sul que causaram a redução de 38 milhões de toneladas de grãos nas culturas de milho e soja.
Produtor tem várias modalidades de financiamento à disposição
Quem optar pelo armazenamento de água pode usar os recursos do Programa Estadual de Irrigação. O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Irrigação, Mário Soares da Silva, deixa um conselho: encaminhar o pedido para licitação de cisternas e açudes o mais rápido possível. Desde 2009, o governo do Estado já investiu mais de R$ 45 milhões para o desenvolvimento do programa, com a construção de mais de 4 mil microaçudes e mil cisternas em 300 municípios.
Os produtores têm à disposição linhas de crédito para aquisição de equipamentos de irrigação com subsídio total da taxa de juros. Entre as alternativas está o Pronaf Convencional para obras de irrigação e instalações, máquinas e equipamentos novos, com financiamentos entre R$ R$ 7 mil e R$ 18 mil. Também há linha do Pronaf Eco para cisternas e barragens, com crédito entre R$ 28 mil e R$ 36 mil. Outra opção é a linha do Moderinfra, para investimentos em pivôs, com valor mínimo de R$ 10 mil e máximo de R$ 1,3 milhão.
FONTE:Jornal do Comércio
Autor: Ana Esteves

Rusia compra casi un tercio de exportaciones de carne uruguaya


Un 60% de crecimiento registraron las exportaciones de carne uruguaya a Rusia en el primer semestre de este año respecto a igual período de 2009, lo que hizo que dicho país se transformara en el principal comprador de carne proveniente de la nación sudamericana.
La situación posibilitó compensar la caída de la demanda del producto desde la Unión Europea y otros destinos de importancia, debido principalmente a la crisis económica que afectó particularmente al viejo continente.
El crecimiento en la demanda desde el mercado ruso, que pasó de 46.594 toneladas en los primeros seis meses de 2009 a 74.535 toneladas en el primer semestre de 2010, se sustentó en los altos precios de la carne por tonelada exportada y posibilitó que la participación de Rusia pasar desde el 22,1% de las exportaciones a el 31,7%
La Unión Europea, en tanto, importó durante el mismo período 45.758 toneladas, un 22% menos que las 58.639 toneladas exportadas en los primeros seis meses de 2009, mientras los envíos al Nafta (Canadá, Estados Unidos y México), se llevaron 32.314 toneladas, frente a las 32.407 toneladas compradas el año pasado, de acuerdo a El País de Uruguay.
Mercosur crece. Los países del Mercosur ocuparon el cuarto lugar en importancia y su demanda creció, fundamentalmente desde Argentina.
Los países del Mercosur se llevaron 18.569 toneladas en el primer semestre de 2010 frente a las 10.795 que importaron a igual lapso un año atrás, esto es 72% más.
También creció bastante la demanda desde el mercado chileno, uno de los más exigentes en cuanto a calidad. En este caso, en estos primeros seis meses se exportaron 11.005 toneladas frente a las 4.996 toneladas de la primera mitad del año 2009, o sea 120% más.
Además, se incrementó la colocación de carne en China, donde ahora Uruguay intentará apostar más al nicho de carnes con hueso, aprovechando que ya está habilitado.
Fuente: América Economía

Brasil negocia com os russos corte de tarifas nas vendas de carnes


Turra, da Ubabef, considera protecionista medida tomada pela União Europeia em relação à carne fresca de frango
O Brasil negocia com a Rússia a redução das tarifas de importação impostas às vendas de carnes bovina, suína e de frango. As autoridades brasileiras, que tratam de subsídios e o comércio de açúcar e café, também tentam um acordo para elevar cotas de importação, compartilhar a administração do sistema ao Brasil e baixar alíquotas sobre essas vendas privilegiadas.
Os negociadores realizaram, sexta-feira, teleconferência para ajustar o foco desses entendimentos bilaterais, o que deve permitir à Rússia ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os russos disseram que ainda não avançaram nas negociações com seus principais parceiros comerciais, a União Europeia e os EUA. Mesmo assim, iniciaram sondagens para identificar as reivindicações brasileiras.
O setor privado nacional tem pressionado o governo a forçar uma redução das tarifas e acabar com o favorecimento a EUA e UE nas cotas fixadas por Moscou. Mas alguns empresários não descartam aceitar uma ampliação "substantiva" das cotas, desde que tenham alíquotas mais baixas. As cotas para o Brasil têm sido reduzidas e divididas com outros países enquanto UE e EUA mantêm grandes cotas específicas.
Para entrar na Rússia, a carne bovina do Brasil paga 15% na cota limitada a 73 mil toneladas e 40% no extra-cota. No frango, a cota é de 25% para apenas 12,4 mil toneladas e 95% fora. Em suínos, os russos cobram 15% na cota de 177 mil toneladas e 95% no extra-cota.
Em público a negociação é tratada como uma "retomada" nas relações comerciais. "É um ponto de partida porque havia uma indefinição sobre as negociações em razão da união aduaneira da Rússia, Cazaquistão e Bielorrúsia", informou o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey. "Mostramos que estamos engajados na discussão e repassamos alguns pontos. Eles deram respostas intermediárias, dizendo que o governo russo está dividido entre os que acham melhor manter cotas e outros que querem avançar mais", disse. Um ponto central ao Brasil, segundo o diretor, é a redução dos subsídios agrícolas russos de US$ 9 bilhões.
FONTE: Valor Econômico
Autor: Mauro Zanatta, de Brasília

Brasil aposta em Rússia para embarcar carnes


Agência Estado - Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostrou confiança, na sexta-feira (30), na retomada das negociações entre Brasil e Rússia em relação às carnes. De acordo com ele, a aproximação entre os países é necessária em porque se trata do maior exportador (Brasil) e o maior importador (Rússia) do produto em nível mundial. "A dependência é grande de um e de outro", considerou.
Giannetti da Fonseca lembrou que, além disso, a Rússia apresentou um problema com a safra de trigo atual. Isso significa, de acordo com ele, que o país terá problemas com a quantidade de ração disponível para a pecuária local. "Faltará proteína animal e a tendência é que a necessidade de importação suba", previu.
Dados do Ministério da Agricultura revelam que, no primeiro semestre, a venda de carnes para o país foi de 319 mil toneladas, o que representou um saldo de US$ 915,2 milhões. Esse montante significa um aumento de 18,77% em comparação com a primeira metade de 2009. Apenas de carne bovina, a venda brasileira para a Rússia foi de 142,6 mil toneladas de janeiro a junho, o que equivale a US$ 476 milhões - 10% mais do que o do mesmo período de 2009.
Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), disse que o Brasil deve aproveitar a intenção russa de integrar a Organização Mundial do Comércio (OMC) este ano como moeda de troca para mudar o esquema de importação de carnes.
FONTE: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Boi gordo fecha o mês acumulando alta de 2,09%

Na última sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 85,98/@, com valorização de R$ 0,15. O indicador a prazo registrou variação positiva de R$ 0,09, sendo cotado a R$ 86,76/@. Acumulando alta de 2,09% durante o mês de julho.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa fechou em alta. Julho/10 fechou a R$ 85,49/@, com valorização de R$ 0,10. Os contratos que vencem no final de agosto/10, registraram alta de R$ 0,34, fechando a R$ 86,00/@. Outubro/10 terminou o pregão valendo R$ 86,96/@, com variação positiva de R$ 0,13, 2.339 contratos negociados e 22.610 contratos em aberto.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 30/07/10



Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para agosto/10



A lista de frigoríficos em dificuldades financeiras está cada vez mais extensa. Na semana passada, o Frigol, entrou com um pedido de recuperação judicial. O Frigol ainda não revelou o montante de suas dívidas. O frigorífico paulista possui três unidades de abate: Lençóis Paulista/SP, onde está a sede da companhia, Água Azul do Norte/PA e Pimenta Bueno/RO - inaugurada em janeiro.

Segundo fontes do setor, o Frigol estava atrasando o pagamento dos fornecedores, mas, mesmo assim, a notícia pegou pecuaristas e concorrentes de surpresa. "Não entendo as razões disso. O Frigol sempre foi uma empresa sólida e com boa gestão", disse Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,60, o dianteiro a R$ 4,70 e a ponta de agulha a R$ 4,00. O equivalente físico permaneceu estável em R$ 82,82/@. No mês de julho este indicador acumulou variação positiva de 4,27%. O spread (diferença) entre indicador e equivalente está em R$ 3,17/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico



O indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 668,54/cabeça, recuo de R$ 4,51. A relação de troca subiu para 1:2,12.

FONTE:André Camargo, Equipe BeefPoint

Novo Sisbov preocupa gaúchos


Produtores gaúchos estão preocupados com a demora na implantação do novo Sisbov. Caso o programa não seja colocado em prática com rapidez, poderá representar um entrave à inclusão de novas propriedades do Estado na listra Traces, que determina as fazendas habilitadas a fornecer carne bovina para a União Europeia (UE). Em visita ao bloco, o Ministério da Agricultura (Mapa) foi autorizado a indicar mais propriedades. Contudo, a previsão é que o novo sistema entre em vigor, em formato piloto, em nove estados até o final do ano. Segundo o diretor da Farsul, Fernando Adauto, que integra a Comissão Técnica Consultiva do Sisbov, o governo precisa definir logo se irá usar o sistema ou não. "O produtor aguarda definição porque não está contente com o modelo vigente, mas precisa saber em quanto tempo o novo Sisbov entra em vigor e se haverá um novo processo." Ele observa que as certificadoras trabalham com dificuldade por não saberem se continuarão a integrar o sistema. A incerteza coincide com o recuo das exportações para os europeus. "Os frigoríficos, certamente, vão precisar de mais produto. Deveriam ajudar a cobrar agilidade do Mapa."
Enquanto não há definição, criadores enfrentam dificuldades nos frigoríficos, pois alegam não estarem recebendo diferencial pelos animais rastreados. Por este motivo, o presidente da Comissão de Pecuária da CNA, Antenor Nogueira, solicitou ao Mapa que o produtor possa evitar, por meio de um documento, que o envio de cortes sem bonificação seja feito à UE. Até que isso aconteça, Nogueira sugere que os animais sejam entregues à indústria sem brinco. Neste caso, a baixa dos animais no sistema ficaria a cargo das certificadoras. O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, afirma que o pagamento diferenciado ocorre no RS, mas não quando a carne se destina ao consumo interno.
Fonte: Correio do Povo

Carne gaúcha mira selo máximo de qualidade

RS parte para nova tentativa de obter atestado internacional da sanidade na pecuária e conquistar espaço nos mais exigentes mercados mundiais
Caio Cigana caio.cigana@zerohora.com.br

Cercado de cautelas com as lições do episódio de Joia, 10 anos depois o Rio Grande do Sul começa a discutir uma nova tentativa de evoluir para o status de livre de febre aftosa sem vacinação. O patamar significaria a abertura dos mais exigentes mercados mundiais para a carne gaúcha, condição alcançada hoje no Brasil apenas por Santa Catarina.
Em site especial, confira áudios, fotos, vídeos e uma linha do tempo do combate à aftosa no RS.
Representaria a chance de o Estado retomar posições no ranking nacional de exportações de carne bovina e ampliar ainda mais os negócios de produtos suínos, nos quais já lidera.

– O vírus da aftosa é o agente infeccioso mais perigoso para a pecuária. Afeta a produtividade dos rebanhos. Por isso, existe a divisão em dois mundos: os países que têm e os que não têm a doença. Quem não tem vende por preço duas vezes maior – diz Victor Saraiva, chefe da seção de doenças vesiculares do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).
Sem vacinar há 10 anos, Santa Catarina montou um forte sistema de defesa com investimento em estrutura, contratação de veterinários e controle de animais que apenas em 2009 custou R$ 29,4 milhões. Com o aval internacional desde 2007, estão próximos de colher os benefícios da ação.

– Santa Catarina está no processo final de aprovação para exportar para EUA, Canadá, Coreia do Sul e Japão. Esses países mais exigentes só importam de Estados sem vacinação – pontua Rui Vargas, diretor de mercado externo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Suína (Abipecs).
Além de ter feito a sua parte, Santa Catarina conta com a vantagem natural de ter uma fronteira com a Argentina inferior a cem quilômetros e com uma densa área de floresta no outro lado, o que dificulta o contrabando de animais. A questão da vizinhança, lembra Saraiva, é essencial. Apesar do controle deficiente das fronteiras, Uruguai e Argentina têm o escudo da vacina para barrar o vírus.

– O Rio Grande do Sul tem vizinhos em bom momento sanitário. Agora, precisa reforçar o sistema de vigilância – afirma.
No continente, o Chile é considerado um modelo de organização e conta com a barreira natural dos Andes para manter a aftosa distante. Com vizinhos mais instáveis, o Peru tem quase todo o território considerado livre sem vacinação. Manteve a imunização junto à fronteira com o Equador – país que mais teve casos na América do Sul ano passado – e fez um acordo para seus veterinários ingressarem na Bolívia e vacinarem em uma faixa próxima da divisa.
No quadro técnico da Secretaria Estadual da Agricultura, há convicção de que a estrutura do Estado se robusteceu desde o início da década, avalia o chefe do Departamento de Doenças Vesiculares da Secretaria da Agricultura, Fernando Groff.
Estado dá passo mais firme
A intenção gaúcha de recomeçar o debate sobre a possibilidade de avançar para condição de livre de febre aftosa sem vacinação é precedida pela precaução. A discussão envolve governo do Estado, indústria, veterinários, produtores e, por enquanto, não há consenso. Mesmo que todos concordem que deva ser uma meta, há discordância quanto às condições atuais de o Rio Grande do Sul subir ao mais alto degrau de status sanitário.
Para dar um passo seguro, está sendo feito um raio X da evolução da estrutura de defesa animal. O foco é encontrar as vulnerabilidades e tratar de resolvê-las. Outro ponto nevrálgico é a situação da doença no continente, em virtude da alta capacidade de transmissão do mais temido vírus da pecuária. Ao mesmo tempo, os setores da bovinocultura e suinocultura avaliam se vale a pena correr os riscos de abrir mão da vacina para poder alcançar novos mercados mundiais.
Cresce o apetite por grife no espeto
O esforço de produtores e frigoríficos para atender exigências do mercado externo acaba, por tabela, saciando o crescente apetite do brasileiro por carnes com selos de qualidade e chanceladas por associações de raças britânicas como angus, hereford e devon. Para levar à brasa cortes padronizados, com maciez e sabor garantidos, o consumidor aceita desembolsar um pouco mais, um custo necessário para dar retorno ao investimento em genética, sanidade e processos rigorosos de abate auditados até por europeus.

– Há um aumento vertiginoso na procura de carne de qualidade. No ano passado, vendíamos 20 toneladas por mês no Zaffari. Hoje, são 40 toneladas – diz o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford, Fernando Lopa, acrescentando que será iniciado projeto com o Carrefour para colocar o produto em São Paulo.

– A venda de carne de valor agregado cresce 10% ao ano – afirma José Noeli Oliveira, gerente comercial de carnes do Walmart.
A propensão é notada pelo Frigorífico Silva, de Santa Maria. O diretor comercial da empresa, Gabriel da Silva Moraes, lembra que há dois anos mantinha programa do gênero com apenas um supermercado e hoje são 10 marcas em cinco redes do Estado e Santa Catarina. A qualidade no espeto dos gaúchos é tipo exportação.

– O padrão do gado é o mesmo. A única diferença é a papelada – sustenta Moraes, que diz ter problemas de oferta de gado com as especificações definidas pelas associações de raça para atender a demanda progressiva.
A salvação do assador leigo
Para quem é assador de fim de semana ou leigo sem grande afinidade com os espetos, ser conhecido do açougueiro deixou de ser a saída para levar o melhor corte para aquela confraternização com a família ou os amigos. Para o biólogo Adriano Cunha, 43 anos, vale a pena pagar mais por produtos de grife de raças britânicas e não correr o risco da surpresa desagradável de uma carne dura.

– Se paga um pouco mais por qualidade, maciez e sabor. Sei que é carne de animais jovens e produzidos a campo – dizia Cunha, enquanto aguardava um entrecôt e uma picanha de animais angus em um almoço de negócios no Restaurante Barranco, na Capital.
Suíno ao gosto do consumidor urbano
As imposições para acessar o mercado mundial transformaram a suinocultura. A evolução genética e nutricional permitiu a produção de uma carcaça com mais carne magra, enquanto as granjas ampliaram o controle sanitário e de rastreabilidade, com informações sobre alimentação e medicamentos administrados.
Para se adaptar ao consumidor urbano, foram criados produtos mais sofisticados e práticos, como carnes pré-prontas e já temperadas ou em porções menores com cortes novos como a picanha e a alcatra, explica Rogério Kerber, do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado.

FONTE: ZERO HORA