| O mercado do boi gordo teve poucos negócios nesta segunda-feira. Em São Paulo as escalas de abate atendem cerca de quatro dias. Boa parte dos frigoríficos começou a semana fora das compras, à espera de uma definição melhor do mercado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço referência está em R$102,50/@, à vista, livre de imposto. As ofertas de compra variam bastante. Veja na figura 1 a evolução dos preços do boi gordo desde o início do ano. Comparando com os valores de um mês atrás, a cotação vigente é 2,5% maior. Em relação ao início do ano o preço atual é 0,5% maior, considerando valores nominais. No mercado atacadista de carne com osso os preços estão estáveis, mas a demanda não tem correspondido às expectativas para o início de mês. Os abates estão em ritmo lento, o que pode colaborar com o cenário no mercado atacadista, devido à diminuição da oferta. FONTE: SCOT CONSULTORIA |
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Demanda tem gerado pressão de baixa no mercado do boi gordo
Minerva vê mercado em crescimento em 2012
Além da expectativa de demanda doméstica firme, a empresa também aposta em um mercado externo aquecido em 2012, apesar da crise no continente europeu. A demanda pela carne bovina brasileira deve seguir firme nos países em desenvolvimento, como os do Oriente Médio, Leste Europeu e Extremo Oriente, avalia Queiroz. "Está se estreitando o 'gap' de consumo entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento", observou ontem durante almoço de fim de ano com jornalistas.
Até o terceiro trimestre deste ano, o mercado doméstico respondeu por 46% da receita do Minerva e as exportações, por 54%.
Segundo Queiroz, a demanda deve continuar aumentando num momento em que a oferta de bovinos para abate começa a se normalizar no Brasil e segue em queda nos EUA e Europa. "Neste ano, nasceram 50 milhões de bezerros no Brasil. Estamos num ciclo favorável enquanto os concorrentes estão em ciclo desfavorável".
Questionado sobre possíveis aquisições, o presidente do Minerva disse que o foco da empresa é "seguir no crescimento orgânico" em busca de desalavancagem. "Não vamos adquirir alavancando a empresa", completou.
De acordo com ele, a desalavancagem virá por meio de geração de caixa. Além disso, a empresa vai manter, em 2012, o montante de investimentos previstos para este ano, na casa dos R$ 20 milhões a R$ 25 milhões por trimestre, basicamente para manutenção, segundo Edison Ticle, diretor financeiro do Minerva.
No fim do terceiro trimestre, quando a empresa lucrou R$ 15,5 milhões, a alavancagem (medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda) ficou em 3,88 vezes.
Diante de um cenário financeiro internacional turbulento, Ticle disse que a empresa não tem planos para novas emissões de dívida. "Mas se [o mercado de dívida] abrir, vamos olhar oportunidades de alongar prazo e reduzir custos", afirmou.
Queiroz minimizou eventual interesse no bloco de ativos que a BRF - Brasil Foods colocou à venda, condição imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a fusão entre Perdigão e Sadia. O presidente do Minerva afirmou que "não é parte da estratégia do Minerva estar em abate de aves e suínos". Ele admitiu que a BRF tem ativos de distribuição " interessantes". Mas como o Cade definiu que a venda deve ser feita em bloco, Queiroz descartou o negócio. "Em cenário de venda em bloco, não temos interesse".
Valor Econômico
Governo assina programa de desenvolvimento da pecuária catarinense
Na solenidade, o secretário-adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, informou como vai funcionar o programa que visa o desenvolvimento da pecuária de corte por meio de investimentos. Os incentivos serão usados na melhora dos indicadores técnicos que tratam do aumento da taxa de natalidade de terneiros, melhorias genéticas, redução da idade de abate e melhora da produtividade com eficiência na utilização dos campos nativos.
Atualmente, a região serrana possui cerca de 80 mil terneiros e, com o novo programa, a expectativa é chegar, em 2014, com 140 mil cabeças. De acordo com dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Santa Catarina importa 40% da carne bovina consumida no Estado e apresenta expectativas positivas também no mercado internacional. "O programa vai ajudar na renda do pecuarista e, por sua vez, na dinamização da economia regional. Com a economia aquecida, geram-se mais empregos e a região se dinamiza", afirma o governador.
O Programa funcionará com concessão de bônus para pagamento de juros previstos para as operações de crédito do Programa para Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Os agricultores poderão financiar até R$ 1 milhão para ser pago em até oito anos, com três anos de carência. A Secretaria da Agricultura subvenciona os juros quando o valor não ultrapassar R$ 80 mil.
“O Programa funcionará nos moldes do Juro Zero, o agricultor financia e nós pagamos os juros dos empréstimos”, ressalta o secretário-adjunto. O Banco do Brasil disponibilizou R$ 65 milhões para execução do Programa que deve atender 1,5 mil produtores rurais.
Convênios
Na apresentação, também foram assinados convênios com a Universidade do Estado de Santa Catarina - Udesc, no valor total de R$ 800 mil, para o desenvolvimento de pesquisas na pecuária de corte e de leite. Os convênios também contemplam o aproveitamento de dejetos suínos para a compostagem na cultura de árvores frutíferas.
Os parceiros no Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Catarinense são: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), Banco do Brasil, Secretaria Executiva de Assuntos Estratégicos, Secretaria de Estado da Fazenda e Fundação de Amparo a Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
FONTE: www.adjorisc.com.br
Presidente do frigorífico Minerva diz que guerra fiscal entre indústria e governo de SP pode acabar em 2011
– A guerra fiscal é ruim para o produtor, para a indústria e para o setor produtivo como um todo. Estão acontecendo conversas. Estão seguindo, andando bem e acreditamos que vai ter uma solução positiva para todos – afirma.
Ele aponta que a indústria de carne bovina vive um momento favorável e prevê que a empresa deve encerrar o ano com uma receita líquida entre R$ 4 bilhões e R$ 4,2 bilhões. Nos 12 meses até setembro, o montante era de R$ 3,750 bilhões.
– É só fazermos a conta: a companhia vem crescendo 15% em receita. No último trimestre, que geralmente é mais aquecido em termos de vendas, é crescer esse porcentual mais a inflação do período. No geral, estamos ganhando participação de mercado tanto interno quanto externo – diz.
Para 2012, os planos do Minerva para o exterior focam os países emergentes, principalmente no Leste europeu, África e Oriente Médio. Porém, a aposta maior é no mercado interno, que deve ter um forte aumento na demanda. A ideia é aumentar a distribuição para o pequeno e médio varejo e atuar mais no Nordeste do Brasil.
– Os países em desenvolvimento têm tido um aumento de renda e isso se traduz em maior demanda por proteínas de carne bovina. No mercado interno, nós vemos também uma dinâmica positiva, com o Brasil evoluindo, com as classes C e D consumindo mais. E a carne bovina é um produto que está no topo da lista de prioridades do consumidor no país – aponta.
Ao final de setembro, a composição da receita líquida era 46% oriunda de mercado interno e 54% de exportações.
– Como no final de ano a demanda doméstica é mais forte, devemos aumentar essa participação de dois a três pontos porcentuais – explica.
Para o ano que vem, o objetivo é ter um equilíbrio de receita: 50% oriunda de cada mercado. Com relação a preços no mercado interno, no quarto trimestre e para o início do ano que vem, Queiroz afirmou que não terá surpresa.
– A tendência no final do ano é aumentar um pouco por conta de demanda, mas no início do ano que vem, arrefece. Essa variação, geralmente, é de 5% tanto para cima quanto para baixo, devido às sazonalidades. No geral, vamos ter um quarto trimestre bem mais positivo do que o mesmo período do ano passado – declara.
Aquisições
O presidente do Minerva garante que os planos de expansão desconsideram aquisições, pelo menos, por enquanto. Atualmente, a empresa tem 10 plantas de abate e uma de processamento. Segundo Queiroz, a estratégia envolve apenas o crescimento orgânico com o objetivo de reduzir o endividamento calculado em R$ 2 bilhões.
Questionado sobre uma eventual compra de ativos da BRF-Brasil Foods (empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão, obrigada pelo governo a vender parte do patrimônio), Queiroz diz que não faz parte da estratégia entrar no ramo de abates de aves e suínos. Revela, porém, que a área de distribuição desperta interesse. O problema é o modelo de venda de ativos em bloco, definido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
– Os ativos de distribuição são interessantes, mas não há sinal de venda independente. A estratégia é venda em bloco e, nessa situação, não há interesse. Se houver mudança, vamos avaliar – aponta.
Fonte: Canal Rural e Agência Estado
COTAÇÕES
PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 06/12/2011 INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 05/12/2011 - PRAÇA RS Ver todas cotações Ver gráfico
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Confira a entrevista com Hyberville Neto - Scot Consultoria sobre o mercado do boi gordo
Boi Gordo: consumo mais lento continua pressionando o mercado. Atacado tenta enxugar os estoques para dar ritmo aos abates. Aumento gradativo da oferta ao longo de dezembro, somado à demanda desaquecida deve permanecer na primeira quinzena do mês.
fonte: noticias agricolas
Não há concorrência relevante para o Brasil em carnes, segundo o Minerva
Frigorífico diz não ter interesse nos ativos da BRF
Minerva: expectativa de receita para o ano fica entre 4 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais.
São Paulo- Para o frigorífico Minerva, o Brasil vive um momento favorável e os concorrentes internacionais um período desfavorável. O frigorífico espera um mercado interno pujante em 2012 e um mercado externo enfrentado dificuldades - enquanto o rebanho no Brasil seguirá aumentando. "não há concorrência importante para o Brasil", disse Fernando Galletti de Queiroz, CEO do Minerva.
O Brasil é um dos únicos países do mundo que terá aumento de rebanho no próximo ano, segundo o CEO. A estimativa para 2011 é de produzir 50 milhões de bezerros. "O mundo tem demanda crescente e nossa posição é única", disse.
"Vemos um estreitamento no intervalo entre o consumo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos", disse o CEO. O executivo destacou, no exterior, o Oriente Médio, o leste Europeu e o extremo oriente, como um bloco importante em 2011.
No próximo ano o frigorífico vai manter seu foco no mercado interno e no crescimento orgânico. O aumento do salário mínimo deve gerar um impacto positivo, segundo o CEO. A expectativa de receita para o ano está entre 4 bilhões de reais e 4,2 bilhões de reais. O Minerva acredita que a taxa de ocupação das plantas será de 80% no final desse ano e afirma que vem ganhando participação no mercado – enquanto empresas “mais informais” vem perdendo.
Dólar
O câmbio forte em 2011 foi importante para o crescimento no mercado interno, segundo o CEO. A expectativa do CFO do Minerva, Edison Ticle, é que o dólar mantenha-se no intervalo entre 1,65 real e 1,90 real no próximo ano. “Para nós, o problema é a falta de previsibilidade”, disse Ticle.
BFR
A empresa não tem interesse nos ativos da BRF, segundo o CEO, por não ter interesse em abate de frango e suínos. Galletti vê, no entanto, ativos interessantes em distribuição, mas, a ideia da BRF é vender os ativos para uma mesma empresa.
Guerra fiscal
O sindicato do setor mantém conversas com o governo do estado de São Paulo sobre os impostos na região, segundo o CEO. Um acordo pode ser anunciado ainda em 2011. “Guerra fiscal é um problema que o Brasil tem e é grande no nosso setor, especialmente em quem opera em São Paulo”, disse Galletti. O Minerva possui duas plantas de abate e uma de processamento no estado. Outras empresas também já reclamaram da falta de incentivos em São Paulo.
FONTE: EXAME.com
sábado, 3 de dezembro de 2011
Brasil reabre mercado de carne ao Paraguai
Marcela Caetano
O Ministério da Agricultura (Mapa) reabriu as importações de carne bovina maturada e desossada do Paraguai nesta sexta-feira, 2 de dezembro. A medida foi tomada por ordem do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, com base nos resultados de missão brasileira que esteve naquele país para avaliar as condições de retomada dos embarques. Os pedidos de compra e licenças de importação poderão ser solicitados a partir da próxima segunda-feira, 5.
Conforme Ênio Marques, secretario substituto de Defesa Agropecuária do Mapa, do ponto de vista sanitário não há razão para que a entrada do produto seja impedida. "Estamos autorizando a entrada de carne maturada e em estabelecimentos já habilitados para exportar para empresas com Serviço de Inspeção Federal brasileiro (SIF). Não faz sentido não poder importar", justifica. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil importou o equivalente a US$ 31,4 milhões de dólares em carnes desossadas, frescas ou refrigeradas do Paraguai, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC).
A entrada de animais vivos continua restrita. “Se o preço cair, pode ocorrer a entrada de bezerros, aí vamos avaliar os riscos”, acrescenta.
A pasta estabeleceu uma série de regras para que a carne paraguaia ingresse em solo brasileiro. O produto poderá entrar no país somente por Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e deverá ser destinado a estabelecimentos registrados no SIF.
Segundo o ministério, será autorizada apenas a compra de carnes de plantas habilitadas à exportação para o Brasil, com certificado sanitário internacional expedido pela autoridade competente que comprove o atendimento de quatro requisitos.
Um deles é que a carne seja de bovinos que nascidos e criados no Paraguai. Além disso, esses animais devem ser originários de áreas incluídas no programa nacional de controle da febre aftosa, de propriedades que não tenham registrado nenhum foco da doença nos 60 dias anteriores ao abate. Nenhum caso poderá ter ocorrido também nas proximidades dessas fazendas, num raio de 25 quilômetros, nos 30 dias antecedentes.
A lista de exigências também prevê que todas as carcaças, antes da desossa, devem ter sido submetidas a processo de maturação sanitária em temperatura superior a +2° C, durante pelo menos 24 horas após o abate. Outro requisito é que o pH no centro do músculo dorsal, em cada metade da carcaça, não seja superior a seis.
A última condição é que a carga tenha sido lacrada pela autoridade competente no país de origem. O número do lacre deve constar nos documentos oficiais que acompanharão o carregamento
Fonte: Portal DBO com informações do Ministério da Agricultura
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Em São Paulo, a referência para o boi gordo permaneceu estável em R$102,50/@
A pressão continua forte.
Em São Paulo, a referência para o boi gordo permaneceu estável em R$102,50/@, à vista, e R$103,50/@, a prazo, ambos livres de imposto.
A dificuldade da compra de animais terminados é evidente. Em Minas Gerais, a escassez de matéria prima atinge também as grandes indústrias, que tomam medidas econômicas para redução de custos.
De maneira geral, as escalas de abate estão heterogêneas e atendem, em média, 3 a 4 dias.
Houve recuo em 15 das 31 praças pesquisadas.
O fator relevante que colaborou para esta pressão baixista durante toda a semana foi a fraca demanda do mercado atacadista de carne com osso. As vendas não evoluíram.
A vaca casada recuou para R$6,35/kg. As demais peças estão estáveis.
Fonte: Scot Consultoria
Oferta de bois terminados da safra começa a aparecer e ajuda na pressão dos preços
Boi Gordo: mercado continua pressionado. Apesar da expectativa de melhora no consumo nesta primeira quinzena de dezembro, a oferta de animais terminados da safra começam a aparecer e ajudam na pressão dos preços. Exportações estão enfraquecidas e demanda dará rumo para cotações.
A maior parte das escalas já estão preenchidas ao longo da próxima semana. Micheloni explica que este também é um fator de pressão para os preços. "De um outro lado, tem frigoríficos remanejando escalas, apesar de não estarem tão grandes. Pode ser, então, uma estratégia para dar um indicativo de mercado pior que está", acrescenta.
Apesar de poucos negócios concretizados, os preços em São Paulo giram hoje em torno dos R$ 98 a R$ 104, à vista. Para a próxima semana, as cotações ainda podem sofrer novas depreciações, dependendo da quantidade de animal ofertado. "Se não tivermos demanda para esta oferta, o mercado fica fraco", conclui.
Ministério altera norma para uso de anabolizantes em bovinos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alterou um detalhe da regra que determina o uso de anabolizantes em bovinos de abate. Pela legislação anterior – descrita na Instrução Normativa nº 10, de 27 de abril de 2001 – qualquer substância utilizada para fins de crescimento e ganho de peso, até mesmo um grão de soja usado na alimentação dos animais, poderia ser classificada como anabolizante e, portanto, proibida.
A Instrução Normativa nº 55, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 2 de dezembro, corrige essa determinação. A IN mantém facultativa a aplicação de hormônios ou assemelhados para fins terapêuticos e reprodutivos, como sincronização do cio de vacas e transferência de embriões, entre outras atividades.
Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários do Mapa, Ricardo Pamplona, a alteração tem como finalidade aprimorar o texto e esclarecer a regra. Pamplona salienta que os produtos permitidos não acarretarão riscos para a saúde humana, pois se tratam de produtos de uso pontual e não contínuo.
Permanece proibida a importação, a produção, a comercialização e o uso de substâncias naturais ou sintéticas, com atividade anabolizante hormonal, para engordar os animais. A fiscalização caberá ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura. Os animais com presença comprovada de anabolizantes hormonais serão identificados e não poderão ser movimentados por um período de seis meses.
Também segue proibido o uso dos anabolizantes do grupo estilbeno (Hexestrol, Dienestrol e Dietilestilbestrol). Caso seja comprovada a presença de alguma dessas substâncias no laudo laboratorial, os bovinos serão abatidos compulsoriamente, no prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de notificação. As carcaças dos animais sacrificados não poderão ser destinadas ao consumo humano ou animal, e deverão ser incineradas.
La ganadería uruguaya se achica pero ganará en valor en 2012
Bajó la producción de carne y el volumen exportado, pero aumenta 20% la facturación por ventas de carne vacuna en los mercados externos, y los productores apuestan al crecimiento del rubro
La valorización compensó la baja en el volumen en el año ganadero 2011. Como en años anteriores, el sector pecuario da muestras de achicarse, pero al mismo tiempo sus productos se valorizan. Menos stock, menos faena, producción de carne y exportaciones, pero más facturación, lo que permite compensar la disminución en la producción.
El descenso podría llegar a un piso el año próximo. Empieza a percibirse una intención gradual de los productores de aumentar su capacidad productiva reduciendo la oferta de vacas, que puede coronarse con un buen resultado en el próximo entore.
Aunque la incertidumbre está presente, por el momento el sector ganadero transita firme el escenario adverso que tanto complica a la Unión Europea (UE), el principal comprador. El 2011 será un año con una faena de dos millones de vacunos, una caída de prácticamente 10% en la actividad de la industria respecto al año pasado, explicados exclusivamente por la baja en la faena de vientres. De hecho, se faenarán más novillos que en 2010. Señal de que los productores ganaderos están haciendo una apuesta a crecer. Moderada, de todos modos. El porcentaje de vacas en la faena será de 47%, lo que marca una situación que apunta a un rodeo estable.
En 2010, con precios bastante más bajos y con un comienzo de año muy seco, la faena de vacas superó largamente el millón de animales y los novillos no llegaron a esa cifra. Este año la proporción será inversa, una recuperación en la faena de la principal categoría carnicera que vuelve a superar el millón de animales faenado en el año, iniciando una tenue tendencia ascendente y una caída de las vacas a 950 mil cabezas.
Aunque el porcentaje de vacas faenadas baja este año, sigue siendo relativamente alta. En 2010 la faena de hembras superó el 50%. En 2003 y 2004, cuando el panorama era de optimismo radical y poca competencia, la tasa de hembras en la faena se situaba en el entorno de 40%. Ahora el balance será de una situación equilibrada.
El descenso en la actividad de faena se traduce en un menor volumen de carne producida y exportada. Pero mientras la exportación bajará 10% en volumen, la valorización de las exportaciones alcanzará una facturación que superará en 20% a la de 2010.
Por más crisis que haya, los precios de exportación y los que recibió el productor son récord. Han pagado más todos los compradores de carne uruguaya, los del exterior y los locales. La UE, que el año pasado pagó en promedio US$ 4.550 por tonelada comprada (peso carcasa), este año pagó un récord de US$ 6.500.
La disminución en el volumen exportado a este mercado explica parte de la suba en el promedio, ya que se priorizan los cortes de más alto valor. Pero no lo explica todo. Porque por ejemplo Brasil aumentó las compras y el precio pagado por cada tonelada de carne.
Los brasileños han pagado hasta ahora US$ 6.600 por tonelada promedio y serán en este año el segundo mercado por el valor del producto que compran. Además, junto a Israel y Venezuela, son los tres mercados que han crecido fuerte en facturación y volumen colocado. Pero el mercado decisivo sigue siendo Rusia, que lleva más de un tercio de la carne exportada.
Uruguay exportará este año 330 mil toneladas, prolongando un descenso de cinco años desde el máximo de 2006, cuando se colocaron más de 500 mil. Y de ese volumen Rusia y la Unión Europea llevan el 60%.
Luego viene EEUU, que lleva el 10% de la carne exportada y que factiblemente en 2012 aumente su presencia por la poca oferta interna de la que dispondrá.
Israel, Brasil, Venezuela, China y Chile han sido mercado relevantes y sumados representan 25% de las ventas, algo fundamental para cubrir los baches cuando Rusia o la UE pierden protagonismo.
Esos demandantes han sostenido precios que superaron permanentemente a los de 2010, para la carne y la hacienda.
El precio del novillo en el entorno de los dos dólares por kilo vivo durante casi todo el año es el factor decisivo que llevó a una retención de vientres y a una excelente zafra de toros.
El 2011 quedará registrado como un año atípico en su zafralidad, que fue inexistente. Los precios más altos ocurrieron en otoño, cuando en años normales se dan los precios mínimos. En setiembre, habitual período de precios altos, las cotizaciones aflojaron. El vínculo entre el mercado externo y los precios al productor fue más fuerte de lo habitual. Y la feedlotización seguramente también contribuye a diluir los efectos de la poszafra.
El novillo comenzó 2011 apenas por encima de los US$ 3 en segunda balanza, Subió con mucha fuerza a partir de febrero para alcanzar el máximo del año a fines de mayo, cuando cotizó por encima de US$ 4,15; y luego fue en gradual descenso, pero siempre manteniéndose por encima de los valores de 2010.
El escenario 2012.
Es muy difícil que ocurra una recuperación en la actividad de faena en el año próximo. Con un stock muy bajo de vacas de invernada y la posibilidad cada vez más tangible de una preñez abundante en el entore. Con un stock también disminuido en novillos de 1 a 2 años, y de 2 a 3 años, la faena de vacunos quedará por debajo de los dos millones de animales el año próximo. Eso dará una firmeza básica al mercado, que contrastará con la volatilidad externa.
Por otra parte, es posible que vuelva a registrarse el diferencial de precios entre la zafra del primer semestre, con precios moderados y el repunte de las cotizaciones en el segundo semestre. Básicamente por tres factores.
En el primer semestre, previsiblemente Europa seguirá comprando con cautela extrema. Pero si la trayectoria de la actual crisis es similar a la de 2008, para el segundo semestre del año próximo debería estar más claro cuáles serán las reglas de juego y, con un poco más de certeza, las compras de los importadores deben tonificar los precios. La oferta de carne desde el Mercosur seguirá escasa y los precios repuntarán fuerte ante cualquier señal de estabilización.
En segundo lugar, la baja en la oferta de ganado en EEUU llevará a que en el segundo semestre del próximo año ese mercado vaya a tener precios récord y eso se trasladará a las compras que realizará en Uruguay.
En tercer lugar, el cupo para carne producida en base a granos que habilitará Europa, que gradualmente puede ir significando una demanda adicional, en un marco de oferta limitada.
Los precios serán sostenidos además por una oferta de ganado de reposición que seguirá siendo limitada y obligando a los invernadores a agregar la mayor cantidad de kilos a sus animales.
Es decir que en 2012 deberíamos observar la persistencia de la tendencia a menor actividad, pero un alto valor por cada kilo de carne producido, lo que ha sido la característica de 2011. Ciertamente si Europa estalla en mil pedazos y contagia a Rusia, el panorama será mucho más cauteloso en los precios ganaderos, pero también bajará el costo de los granos.
Si los escenarios externos más negativos no se concretan, la ganadería puede tener en 2012 otro año de precios en gradual ascenso y empezar así un camino de recuperación gradual del rodeo, que empiece a notarse en las cifras de Dicose de 2013.
La apuesta por los granos.
El uso de granos en la alimentación animal es de larga data. Al menos desde 2003 en adelante. Pero en 2012 tendrá un salto sin precedentes motivado en el precio accesible y la favorable relación carne/grano de que dispondrán los ganaderos.
Trigo y cebada ya están disponibles. Habrá un área mayor a la del año pasado de maíz y sorgo. Y está la abundante oferta de maíz “quebrado” de Argentina, el que logra sortear los impuestos que el gobierno vecino pone a la exportación del grano entero. Además, la expansión en la producción de biocombustibles empieza a generar una oferta importante de destilados de maíz, llamados DDGS.
Esa oferta alimenticia permitirá prolongar una tendencia que ya está por cumplir 10 años: un salto en la alimentación individual de los animales que permite compensar. Dada la muy precaria situación económica mundial, es muy posible que los precios ganaderos no suban en 2012, y permanezcan en valores similares a los de este año. Sin embargo, la relación insumo/producto en la alimentación puede convertir a la ganadería en una apuesta que combine rentabilidad con un riesgo más acotado que la mayoría de las otras actividades económicas.
Por el bajo nivel de stock a nivel mundial, a nivel general de las materias primas, el maíz y el ganado son las inversiones preferidas por empresas como Morgan Stanley, que las recomienda para 2012. La situación en Uruguay parece confirmar la mirada global, con la ventaja de un buen abastecimiento local de granos.
Vacinação agora é compulsória em MT
Frigoríficos continuam tentando realizar negócios a preços abaixo da referência
Boi Gordo: Frigoríficos continuam tentando realizar negócios a preços abaixo da referência diante do aumento de animais para abate e mercado de carnes frouxo. Entretanto, expectativa de demanda mais firme ao longo do mês de dezembro deve sustentar preços da arroba entre R$ 102 a R$ 104/@, em São Paulo.
De acordo com o analista da Scot Consultoria, Alcides Torres, a expectativa é de demanda mais firme ao longo do mês de dezembro, com preços da arroba sustentados entre R$ 102 a R$ 104/@, em São Paulo.
A concorrência com outras proteínas não deve desequilibrar o mercado. " O milho está caro, a carne de frango. Não tem para onde correr. Para escolher entre uma e outra carne é só pela variedade de sabor mesmo", diz.
Para o próximo ano o analista acredita em mercado positivo para os preços já que a oferta de bois não deve ser abundante, apenas suficiente para atender a demanda.
PREÇOS DE GADO NO URUGUAI
Volkswagen lança Amarok com cabine simples

Marfrig tenta manter unidades no Rio Grande do Sul
Frigorífico espera reverter recomendação feita pelo Ministério da Fazenda
PORTAL DO AGRONEGÓCIOA Marfrig espera reverter a recomendação feita pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) sobre a compra do Frigorífico Mercosul na análise final no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em parecer divulgado na terça, dia 29, o órgão do Ministério da Fazenda orientou o frigorífico a se desfazer das unidades de abate no Rio Grande do Sul para concretizar a aquisição.
Anunciado em 2009, o negócio passou 577 dias sob análise de clientes e concorrentes. O processo passou outros 171 dias sendo estudado por outros requerentes, antes de ir à Seae. Antes da decisão final, a ser emitida pelo Cade, a operação precisará ainda receber parecer da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. Conforme a Seae, havia a possibilidade de que o negócio ampliasse a concentração de mercado da Marfrig.
No Rio Grande Sul, foi identificada concentração superior a 20%. Há dois anos, a empresa arrendou todos os bens e equipamentos do Frigorífico Mercosul destinados ao abate de bovinos nas plantas industriais de Bagé (RS), Alegrete (RS), Mato Leitão (RS), Capão do Leão (RS), Nova Londrina (PR), Pirenópolis (GO) e Tucumã (PA).
Já chega ou vai mais?
| Bom, nesta semana fui para Campo Grande – MS conversar com produtores sobre o uso do mercado futuro como ferramenta gerencial no curso Transforme sua Fazenda, uma iniciativa da Coan Consultoria e da Academia da Pecuária. A turma foi sensacional! Gostaria de deixar o meu abraço para eles e também parabenizá-los pela iniciativa de aprender mais sobre uma ferramenta que ajuda a fazer a diferença ao longo dos anos. Mas vamos ao mercado! Mais uma semana de mercado frouxo devido à falta de sustentação da carne no mercado atacadista. Sim, neste momento esse é o motivo da queda, já que as escalas continuam oscilando entre 3 e 6 dias, nada de muito expressivo. Na verdade, as escalas costumam se comportar de maneira bastante volátil e não foi diferente nos últimos dias. Com a queda, o pecuarista correu pra vender o gado em patamares mais elevados e elas chegaram a aumentar um pouco, mas agora se mantêm nesse patamar que acabei de comentar. Agora chegou a primeira semana de dezembro. Com ela aumenta o apetite do consumidor, que recebe seus salários e vai às compras do mês. Mas dezembro tem um gosto especial, pois é mês festivo. Além disso, o recebimento do 13º salário ajuda a impulsionar a compra por cortes mais nobres. O movimento costuma ser mais duradouro nesse período. Isso pode ajudar a sustentar os preços no atacado nestes próximos dias. E isso é extremamente importante para que o valor da arroba não caia ainda mais ou até mesmo se recupere um pouco. Tem gente falando que dezembro é fraco, mas não é o que a história nos diz. Observe o nosso primeiro gráfico desta semana: Gráfico 1. Comportamento do boi casado no mercado atacadista nos meses de dezembro. Fonte: Broadcast/Cepea A figura mostra que nos últimos 6 anos, 67% das vezes o atacado reagiu em dezembro. Portanto, acho que temos uma boa chance de que 2011 responda positivamente a essa estatística. Não é regra. No mercado não existe certeza, mas é o que tem acontecido com maior frequência. Aliás, hoje, dia 1º de dezembro, o atacado já mostrou sustentação próximo aos R$6,60/kg para o boi casado. Como é início de mês, acho que essa reação pode ter justificativa palpável. E lembram-se do gráfico da semana passada? Para quem não se lembra, vou colocá-lo novamente e atualizado. Acho que vale a pena acompanhar o movimento. Gráfico 2. Evolução das escalas de abate, equivalente físico e indicador Cepea/ESALQ à vista. Fonte: Broadcast/Cepea A arroba tem acompanhado o atacado. Ele está ditando o caminho. O último movimento do atacado sugere um suporte. Levando em consideração o início do mês, fatores fundamentais e técnicos coincidem. Boa notícia! As exportações não têm ajudado muito. Estão patinando. Volume e faturamento caíram 3% no último mês em relação a outubro. Isso não ajuda a escoar a produção e diminuir a pressão de baixa neste momento. E de acordo com os dados semanais, a última semana de novembro foi a pior do mês para a receita com carnes, o que faz sentido devido ao comportamento dos preços nos últimos dias. Na comparação ano-a-ano, entretanto, o cenário é bem melhor. A reação foi de 41% para o faturamento e 31% para o volume embarcado. Resultado de um dólar mais favorável. Bom, além do atacado que poderá ajudar nos próximos dias, temos um fator técnico que também me faz pensar em suporte neste momento. Pra quem conhece, o Fibonacci nos mostra um suporte exatamente neste momento. Observe: Gráfico 3. Evolução dos preços do boi casado no mercado atacadista de São Paulo (R$/kg). Fonte: Broadcast/Cepea Bom, se o suporte nos 50% de retração se confirmar, podemos ver o boi firmar novamente nas próximas semanas. O gráfico do preço da arroba está muito parecido com esse aí em cima. A diferença é que ele está próximo dessa linha do meio, os 50%, mas ainda não reagiu depois disso. Como o boi tem acompanhado o atacado, parece que o movimento será semelhante e os 50% serão respeitados. Bom, pessoal. Por enquanto é isso. A correria foi forte nesses últimos dias de mercado. Vi muita gente falando sobre a arroba de um jeito que parecia que o mundo ia acabar. Mas não há mal que nunca acabe nem bem que sempre dure, não é o que dizem? No nosso caso, não é diferente. Afinal de contas, pelo que tenho visto, o boi de pasto ainda não conseguiu ficar pronto num volume suficiente pra fazer as escalas ficarem com cara de safra. Basta o consumo dar a força necessária para o equilíbrio demanda X oferta pender pro lado que a gente gosta. Abraços a todos e até a próxima. FONTE: www.agroblog.com.br / autor Lygia Pimentel |
Guerra aos clones na Europa ameaça exportadores de gado
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Legislação estadual vai tornar obrigatório rastreamento bovino no Rio Grande do Sul
– A ideia é que entre março e abril a Assembleia possa votar – afirma o secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.
Diferentemente do que ocorre hoje, a identificação dos animais será obrigatória e subsidiada pelo governo, ou seja, será gratuita, em um investimento de R$ 100 milhões. Para 2012, a bancada gaúcha já destinou uma emenda ao orçamento da União no valor de R$ 20 milhões. Um acordo entre os parlamentares prevê a reapresentação da emenda nos próximos quatro anos, para que o programa não seja interrompido.
Uma das ações do Programa de Valorização da Carne Gaúcha, o projeto de rastreabilidade tem como meta atingir 100% do rebanho gaúcho, hoje são 14 milhões de cabeças de gado no total.
– Os animais serão rastreados por faixa etária. Vamos começar pela geração nascida no segundo semestre, usando como referência o modelo exitoso do Uruguai – explica a coordenadora da Câmara Setorial da Carne Bovina da Secretaria Estadual da Agricultura, Anna Suñé.
No Rio Grande do Sul, um grupo técnico da Secretaria Estadual de Agricultura vem trabalhando nas definições do projeto. Conforme Anna, uma das questões avaliadas é de como será feita a transferência dos dados daquele produtor que hoje já tem o gado rastreado e utiliza a Base Nacional de Dados.