quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 08.02.2012

BOI: R$ 6,40 a R$ 6,60
VACA: R$ 6,20 a R$ 6,40

PRAZO: 30 DIAS


FONTE: PESQUISA REALIZADA

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO







EM 08.02.2012
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,20 A R$ 3,30
VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 2,95



FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO



EM 08.02.2012  REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,50 A R$ 3,70
TERNEIRAS R$ 3,00 A R$ 3,30
NOVILHOS R$ 3,10 A R$ 3,30
NOVILHAS R$ 3,00 A R$ 3,20
BOI MAGRO R$ 3,10 A R$ 3,20
VACA DE INVERNAR R$ 2,60 A R$ 2,70

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br


Mercado do boi gordo lento, à espera de que a demanda movimente maiores negócios

Boi Gordo: mercado ainda espera que a demanda do consumidor movimente maiores negócios. Oferta de animais é regulada e disponibilidade de outras praças preenche escalas dos frigoríficos de São Paulo. Cotação não vislumbra alta no curto prazo e deve se estabilizar no piso de R$ 95/@.

Mercado do boi gordo segue lento, à espera de maior aquecimento do consumo no mercado de carnes. Os preços seguem pressionados na maior parte das regiões produtoras, com exceção de São Paulo, Estado pouco menos ofertado.

De cordo com o analista de mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, a maior disponibilidade de animais em outras praças, como Goiás, MS e MT, ajuda a preencher as escalas de muitos frigoríficos paulistas. "Se no Mato Grosso do Sul está comprando boi de noventa é a mesma coisa de um frigorífico dentro de São Paulo comprar por cem reais. O recuo ainda não veio e está muito difícil de vir", comenta.

No Mato Grosso do Sul, a oferta segue estabilizada e as escalas atendem até 10 dias, em média. As programações de abate atuais acontecem com animais já comprados em torno de até R$ 92,00/@, à vista. Hoje as tentativas de compras no Estado são em torno de R$89,00/@ à vista. "As ofertas nesses preços começam a diminuir e escalas permanecem paradas em cima de uma oferta acima de noventa reais à vista", comenta.

Para o analista, as cotações não vislumbram alta no curto prazo e devem se estabilizar no piso de R$ 95,00/@, diante da tendência de aumento da oferta de safra nos próximos meses. 
Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Confira a entrevista com Élio Micheloni Jr. - Analista de Mercado - Icap corretora

Boi Gordo: Oferta de animais continua suficiente para atender a demanda interna e externa. Escalas de abate atendem de 7 a 10 dias, em média. Proteína de frango tem valorização nas gôndolas de supermercado, mas ainda concentra maior demanda no mercado de carnes.

FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Indústria processadora de carne enfrenta forte pressão


José Vicente Ferraz*
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
O anúncio recente do pedido de recuperação judicial do frigorífico Mondelli, de médio para grande porte e tradicional no Estado de São Paulo, volta a chamar a atenção para as dificuldades que a indústria frigorífica processadora de carne bovina vem enfrentando nos últimos anos.

Uma conjunção de fatores tem colocado sob pressão essa agroindústria brasileira.

No caso das empresas médias e de pequeno porte, observa-se nos últimos três anos uma considerável quantidade das que são levadas a recuperação judicial.

Em parte, é claro, isso se explica como resultado do próprio processo de concentração no setor.

Existem, entretanto, fatores que atingem também as gigantes. O custo relativamente alto da matéria-prima (os animais para abater) corrói as margens operacionais da indústria.

Pois, ao contrário do que dizem alguns, repassar custos maiores aos preços não é tarefa simples, já que existe a concorrência de carnes substitutas. Além disso, o varejo, cada vez mais concentrado e, portanto, com maior poder de barganha, resiste a aceitar aumentos que lhe reduzam margens e vendas.

O câmbio, barreiras às exportações, concorrência com outros exportadores, além das naturais contingências de mercado, fazem com que as receitas de exportação obtidas em mercados que permitem melhores margens de lucratividade se comprimam.

Isso afeta a rentabilidade, além de reduzir a capacidade de captação de recursos baratos que financiam as exportações, o que acaba pressionando os fluxos de caixa.

Também é preciso considerar que o processo de transformação pelo qual passou a indústria frigorífica implicou forte endividamento, que traz despesas financeiras consideráveis.

E o crescimento muito rápido das empresas gerou uma complexidade administrativa altamente desafiante.

Um aspecto preocupante dessa situação é que alguns desses fatores negativos ainda devem estar presentes por algum tempo.

Exemplos são os casos do custo elevado da matéria-prima, que muito provavelmente ainda permanecerá nesses patamares até pelo menos o fim do ano. E também que dificilmente se poderá contar com exportações muito melhores no curto prazo.

Para as empresas menores, com menos poder de barganha, menos diversificadas e dependentes de mercados mais restritos, o desafio deve ser ainda maior.

Talvez a única alternativa de sobrevivência em médio e longo prazo seja se especializar em nichos específicos e buscar formas de se relacionar com os consumidores de formas inovadoras.

*José Vicente Ferraz é engenheiro-agrônomo e diretor técnico da Informa Economics FNP.

Fonte: Folha de São Paulo

GADO GORDO PELO MUNDO




  

FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS

Principais indicadores do mercado do boi – 08/02/12

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,38% nessa terça-feira (07), sendo cotado a R$98,58/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 99,77.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,43% e é cotado a R$ 722,72/cabeça nesta terça-feira (07). A margem bruta na reposição foi de R$903,85 e teve valorização de 0,33%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar

Na terça-feira (07), o dólar foi cotado em R$1,73 com valorização de 0,07%. O boi gordo em dólares teve valorização de 0,31% sendo cotado a US$57,13 Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 07/02/12
O contrato futuro do boi gordo para Março/12 foi negociado a R$96,05 com alta de R$ 0,40.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para Março/12
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações 
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 96,09 O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 2,49 com alta de R$ 0,37 no dia Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
 FONTE: BEEFPOINT

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mercado do boi deve ter suporte positivo diante da tendência de amento da demanda ao longo da semana

Boi Gordo: mercado começa a se aquecer conforme pagamento salarial do consumidor é feito, estimulando a demanda por carne bovina no varejo. Frango começa a ter valorização na gôndola do supermercado e tendência de alta até o final do mês ganha força.

Mercado do boi gordo começa a se aquecer conforme o pagamento salarial do consumidor se concretiza. Ao longo da semana, a demanda por carne bovina no varejo deve ficar mais aquecida, o que traz boas perspectivas para os preços da arroba no período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, até o momento o grande entrave para o mercado é a falta de reação no atacado de carnes, fator que impede altas mais expressivas para a arroba do boi gordo.

Entretanto, a carne de frango já começa a ter valorização nas gôndolas do supermercado diante da normalização da oferta, o que dá boas perspectivas para a recuperação da proteína bovina até o final desta semana. "Isso pode proporcionar preços mais altos para a arroba em todo o país", acredita.

A tendência para os próximos dias é de que a oferta de animais terminados continue equilibrada já que as boas condições de pastagens na maior parte das regiões produtoras permite que o pecuarista retenha sua produção à espera de preços mais atrativos para negociações.
Fonte: Notícias Agrícolas // Aleksander Horta e Marília Pozzer

Viabilidade do Confinamento em 2012


Rogério Marchiori Coan (1) / Lygia Pimentel (2)
lygia@bigma.com.br
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 
Se for para arriscar um palpite objetivo para explicar a diferença entre o sucesso ou fracasso no confinamento, o mais evidente seria a capacidade decisória. É a antecipação tanto dos problemas quanto das oportunidades que o negócio apresenta diante das variações do mercado. E olha que durante o ano são muitas as variações. É só acompanhar o mercado pecuário para ver.

Nesse sentido, para se elaborar uma decisão adequada, coerente, é preciso estabelecer critérios de planejamento, que envolvem uma séria de variáveis. Entre elas podemos citar algumas, como: número de animais a serem confinados, peso de entrada e saída, período de confinamento, ganho de peso almejado, alimentos disponíveis e preços, tipo de dieta (baixo concentrado ou alto) e, logicamente, a remuneração da arroba de boi gordo na época de venda.

Essas são, portanto, informações básicas para que o pecuarista possa avaliar os custos e resultados do confinamento e decidir, sobre a utilização da tecnologia em menor ou maior escala naquele ano.

Quando falamos em menor ou maior escala é porque, nessa situação, estamos analisando o confinamento como uma estratégia para a entressafra, onde no período seco do ano - e estes têm sido drásticos - parte dos animais é terminada no confinamento, como forma de preservar as pastagens de uma taxa de lotação excessiva, o que resultaria em degradação das mesmas, caso isso acontecesse.

Bom, 2012 promete ser um ano pleno de incertezas e boa volatilidade. A começar pela oferta de animais, exportações, consumo interno, cenário macroeconômico e também variações do preço dos grãos, boi magro e remuneração do boi gordo, a dúvida que fica é: como fica a viabilidade do confinamento em 2012 nos principais estados confinadores? Para responder a essa pergunta temos que realmente simular os custos e resultados do confinamento. Para tanto, vamos analisar (Tabela 1) os preços dos principais insumos nos estados de São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Mato Grosso (MT).

Para o boi magro (12@), a cotação da Bigma Consultoria indicou para hoje em SP o valor de R$1.218,36, para MG R$1.1.31,36, para MS R$1.128,00, para GO R$1.094,52 e para MT R$1.104,60.

Em relação ao custo operacional, este foi estimado em R$0,85/cabeça/dia para todos os Estados.

Tabela 1. Preços dos insumos por estado.


Diante das opções e preços dos insumos para cada estado, procurou-se desenvolver as dietas de mínimo custo e lucro máximo com o programa RLM 3.2. Os animais considerados no cálculo são da raça Nelore, com peso inicial de 360 kg (12@) e final de 515 kg (18,03 @ - RC: 52,5%), tamanho corporal médio, machos não castrados e com desempenho da ordem de
1,60 a 1,68 kg/dia. Com essas informações, realizamos o cálculo do custo da arroba produzida e da arroba engordada no confinamento, conforme podemos visualizar no gráfico 1.

Gráfico 1. Custo da arroba engordada e da arroba produzida no confinamento, por Estado.


Ao analisarmos o gráfico 1, é possível avaliar que diante de uma maior precificação dos alimentos e também do boi magro para o estado de SP, maiores foram os custos da arroba produzida e também da arroba engordada. Situação contrária foi observada no estado do MT, onde tivemos os menores custos para estas variáveis, respectivamente.

Em relação à composição dos custos operacionais totais no confinamento, no gráfico 2 podemos observar a representação dos mesmos, por estado.

Gráfico 2. Representação dos custos de produção no confinamento, por Estado.


Ao analisarmos o gráfico 2, pode-se observar que quanto maior o preço do boi magro e dos alimentos, maiores foram as participações desses componentes no custo de produção total. Em SP, estado com maior precificação do boi magro e da nutrição, os alimentos representaram 24,22% e o boi magro 68,70% dos custos totais de produção. Observa-se que, de maneira geral, os alimentos representaram de 22,73% (MT) a 24,71% (GO) dos custos e o boi magro de 67,67% (GO) a 67,90% (MG).

Para o cálculo do lucro operacional (R$/cabeça) consideramos os preços dos alimentos e do boi magro, cotados em 30 de janeiro 2012. Para a remuneração da arroba, consideramos diferentes cenários, partindo de uma remuneração mínima de R$90,00/@ e máxima de R$110,00, com variação de $5,00/@. No gráfico 3 poderemos avaliar a estimativa do lucro operacional diante dessas variáveis.

Gráfico 3. Lucro operacional (R$/cabeça) do confinamento, diante de diferentes cenários.


No gráfico 3, podemos avaliar que com a remuneração mínima de R$90,00/@, em praticamente todos os Estados, com exceção do MT, a operação de confinamento implicou em prejuízo operacional. Com uma remuneração de R$95,00/@, somente no Estado de SP não foi possível viabilizar o confinamento, que para se tornar viável demandaria de uma remuneração mínima de R$100,00/@. Já com o mercado do boi gordo em R$105,00/@, em todos os Estados avaliados o confinamento se tornaria uma atividade interessante do ponto de vista econômico.

É importante lembrar que na entressafra conta-se com uma oferta mais restrita de bois magros. Com isso, é natural que os custos do confinamento aumentem no período, independentemente do Estado em que se localiza o confinamento. Além disso, conforme citado no inicio desse texto, para o pecuarista que usa o cocho como estratégia, dificilmente teremos os animais de 12 @ chegando ao confinamento tão precificados, ou seja, é natural que nos sistemas de recria/engorda ou ciclo completo o boi magro tenha um custo menor de produção, aliás é exatamente essa a vantagens desses sistemas, quando comparado com o confinamento negócio, que parte do principio de comprar os bois e os alimentos no mercado.

Vale a pena olhar para o mercado futuro e ficar “antenado” quanto aos preços dos alimentos, do boi magro e a remuneração do boi gordo, pois são eles que ditam as regras do jogo, independentemente do estado.
Aliás, o mercado futuro tem trabalhado com expectativas relativamente pessimistas neste início de ano, quando se considera o preço a ser pago na próxima entressafra. Ao longo da história, já fomos mais otimistas, mas os últimos anos têm mostrado pessimismo em relação ao período seco do ano. Observe:

Tabela 2. Mercado em janeiro: físico futuro em períodos passados.

Fonte: Cepea/BM&FBovespa/Bigma Consultoria

Um detalhe interessante a se observar: o ágio médio que o futuro desenha para o contrato de outubro nos meses de janeiro é de 6,64%, ou seja, a expectativa “normal” do mercado futuro no início do ano é de que a sazonalidade se faça valer e que o boi gordo se valorize na entressafra.

Outra observação importante é que desde o início da série, os anos mais pessimistas acabaram surpreendendo com valorizações fortes, exceto 2009 e 2011. O contrário também é verdadeiro e basta conferir observando o resultado de 2004, em que o mercado futuro esperava valorização de 14% para a entressafra, que decepcionou e subiu apenas 0,9%. Quem usou o futuro naquele ano certamente ficou satisfeito.

No caso de mercados pessimistas em que a queda se concretizou, temos algumas justificativas. Em 2009, o motivo foi o período pós-crise, que trouxe muita turbulência também ao mercado pecuário. Aliás, foi em 2009 que assistimos mais de 50 plantas frigoríficas entrarem em paralização ou pedido de recuperação judicial. Já em 2011, o reflexo da explosão de preços vista em 2010 trouxe um crescimento de 30% ao volume de animais confinados. A crise internacional e o dólar frouxo também tiraram a atratividade da nossa carne exportada diante dos clientes internacionais e a demanda interna viu dificuldades em expandir diante da inflação forte registrada entre 2010 e 2011.

Dito isso, fica claro que o mercado futuro normalmente aponta algumas oportunidades fabulosas à frente e que podem fazer toda a diferença no planejamento do confinamento.

Hoje, o contrato de boi gordo com vencimento em outubro tem um ágio de apenas 1,75% em relação ao físico. É a quarta menor remuneração desde o início da série histórica, o que pode desestimular quem pensa em confinar e trazer um reflexo de pouca oferta à frente. Sem falar que o ano passado não apresentou boa remuneração, com exceção da segunda semana de novembro. Isso também pesa no momento da decisão. O ponto é que neste momento fica difícil pensar em travar a produção com o mercado futuro. A melhor alternativa indubitavelmente seria o mercado de opções, que além de barrar a queda, permite aproveitar uma possível alta, mas tem um custo maior.

Tabela 3. Ágio do mercado futuro para outubro em relação ao mercado físico em diferentes períodos.

Fonte: Cepea/BM&FBovespa/Bigma Consultoria

Na tabela acima dá pra enxergar que o início do ano normalmente é menos otimista do que os meses à frente, mas deixa claro também que o planejamento começa agora.

No caso da alimentação, as perdas devido à estiagem trouxeram alta volatilidade e nova preocupação a quem não fez estoque nem travou via bolsa (sem falar em quem ainda não conta com pastagens em boas condições e suplementa com energéticos no cocho).

Afinal de contas, ainda estamos em janeiro. Assim sendo, mesmo com uma produção maior os preços continuam altos e interferem negativamente no resultado. Mesmo assim, o milho e a soja precificados na BM&FBovespa já refletem a expectativa de aumento de área plantada para a safra de verão e a safrinha e algumas oportunidades começam a surgir.

Portanto, além do planejamento técnico, é fundamental que se faça o planejamento estratégico a fim de otimizar os ganhos com uma boa negociação, tanto por parte da produção como por parte dos insumos a serem comprados.

1 Zootecnista – Diretor Técnico da Coan Consultoria - rogerio@coanconsultoria.com.br
2 Médica Veterinária, especialista no mercado de Commodities e consultora da Bigma Consultoria - lygia@bigma.com.br


Nota da Bigma Consultoria: Nos dias 7 e 8 de março, em Ribeirão Preto, acontece a Sétima edição do “Encontro Confinamento: Gestão Técnica e Econômica”. As inscrições já estão abertas e maiores informações podem ser obtidas no site Gestão e Confinamento .

A Bigma Consultoria apoia o evento e participa com duas palestras sobre mercado de commodities e tendências para a pecuária do futuro.

Confira!!! 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Confira a entrevista com Rafael Saadi - Médico Veterinário - Pecuarista

Boi: Estiagem no sul do país deteriora pastagens e traz prejuízos à produção local. Pecuaristas devem investir na fertilização do solo, manejo de forrageiras e do gado a fim de garantir proteção de sua renda.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Demanda não reage no atacado e mercado do boi continua pressionado

Boi Gordo: Demanda não reage no atacado e mercado continua pressionado. Frigoríficos testam preços menores e pecuaristas aproveitam as boas condições de pastagens para segurar sua produção à espera de melhores preços. Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 98,00, à vista.

Mercado do boi gordo inicia a semana especulado. Os preços da arroba no atacado continuam pressionados e muitos frigoríficos seguem com dificuldade para escoar a produção diante da demanda lenta por carnes.

De acordo com o consultor de mercado da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, ao contrário das expectativas, o aumento do consumo não se concretizou neste início de mês. Desta forma, muitas indústrias testam preços menores enquanto pecuaristas retêm sua produção no pasto à espera de cotações mais atrativas para a concretização dos negócios.

Em São Paulo, a referência segue no patamar de R$98,00/@, à vista, com  contratos pontuais até a R$ 99,00/@. Em Goiás, a arroba gira em torno dos R$ 87,00, à vista e no Mato Grosso do Sul os negócios estão bastante variados entre R$ 89 a R$ 90,00, à vista. "O mercado está bastante especulado, indefinido e o esperado é que a demanda melhore e dê maior sustentação aos preços nos próximos dias", concluí.  
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Marília Pozzer

: Mercado do boi tem segunda-feira típica, com poucos negócios

Boi Gordo: semana inicia com muitos frigoríficos fora das compras e pressão sobre os preços da arroba. O mercado espera os próximos dias para definir o rumo dos negócios, onde a expectativa de uma consolidação na demanda mais aquecida de final de mês impulsione os valores.



Com alguns frigoríficos foras das compras, nesta segunda-feira (06), os negócios do boi gordo foram escassos. Assim, de acordo com Hyberville Neto, da Scot Consultoria, os atacadistas aproveitaram o dia para fechar balanços.

Todo início do ano, tipicamente, é desfavorável para o setor devido às contas a pagar e gastos comuns do final do ano. Na última semana, observou-se a valorização de algumas peças no atacado com osso, enquanto o atacado sem osso permaneceu em queda. “Isso, por um lado, é um fator positivo porque o atacado com osso reage antes, geralmente”, diz Hyberville.

Consumo – O esperado aumento no consumo do mercado atacadista ainda não chegou de forma expressiva. As escalas nos frigoríficos não estão confortáveis, mas não a ponto de gerar valorizações. Eles estão trabalhando com escalas em torno de três dias.
Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi e Fernanda Cruz

Seapa cria grupo de trabalho para dar andamento à rastreabilidade por chip

Seapa cria grupo de trabalho para dar andamento à rastreabilidade por chip
O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, esteve reunido na última semana com representantes da Ceitec, com o objetivo de discutir medidas para dar andamento ao processo de rastreabilidade bovina no estado, através do chip eletrônico.

“Queremos desenvolver um programa piloto aqui no Estado que se torne referência em todo o País”, disse o secretário. De acordo com ele, será um sistema que modernizará a pecuária do Estado e que pretende aproveitar o trabalho já realizado pela Ceitec, com o desenvolvimento do chip para rastreabilidade bovina.

A partir da reunião ficou estabelecida a criação de um grupo de trabalho para definir ações dentro do programa de rastreabilidade.

Frigorífico Mondelli pede recuperação judicial

O frigorífico Mondelli, de Bauru (SP), entrou no dia 31 de janeiro com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Cível de Bauru. Com faturamento anual de R$ 300 milhões, a empresa informou, por nota, que o pedido se fez necessário por causa de dificuldades trazidas ao negócio pela crise mundial.
Segundo dados informados pelo próprio frigorífico, a empresa tem habilitação para exportar para 52 países, entre eles, os da União Europeia, do Oriente Médio e do Leste Europeu.
A empresa está sendo assessorada pela consultoria KPMG Restructuring e pela Advocacia De Luizi. “Com esse suporte, procederemos à reestruturação financeira de nosso passivo e, concomitantemente, adotaremos as medidas corretivas necessárias para eliminar as distorções que causaram e aprofundaram o atual estado de crise, que sabemos ser passageiro”, afirma a empresa em nota.
Fonte: jornal Valor Econômico, adaptada pela Equipe BeefPoint

Um mercado menos importante para o Brasil

Autor: Valor Econômico 

As exportações de carne bovina do Brasil para a União Europeia (UE) despencaram 68% entre 2007-2011. Primeiro, por causa de embargo do bloco à carne brasileira, e depois pela perda crescente de importância do bloco para os exportadores brasileiros.

Em 2007, o Brasil vendeu 363,8 mil toneladas de carne bovina para o mercado comunitário, ou 65% do que os europeus importaram. Entre janeiro e novembro de 2011, foram 115 mil toneladas, 39% do total importado pela UE.

"A competitividade da carne brasileira caiu muito, por causa do câmbio, e os produtores do Brasil, no momento, estão mais interessados em seu próprio mercado interno", afirma Jean-Luc Meriaux, secretário-geral da União Europeia do Comercio de Gado e Carne (UECBV, na sigla em francês).

O número de fazendas brasileiras autorizadas a exportar para a UE caiu de 10 mil para as atuais cerca de 2 mil, depois que Bruxelas se dobrou ao lobby irlandês contra o produto do Brasil. As exigências de rastreabilidade, por exemplo, aumentaram e passaram a custar mais, de forma que o produtor brasileiro desviou as exportações para outros mercados.

Agora é a UE que quer retomar as compras de produto brasileiro. Recentemente, Bruxelas transferiu para o Ministério da Agricultura brasileiro toda a gestão para autorizar quais fazendas podem exportar. Em janeiro, Meriaux tratou com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, em Berlim, maneiras de estimular a retomada das exportações.

Fontes da indústria exportadora de carne bovina no Brasil dizem que, apesar de os consumidores europeus estarem fugindo de cortes mais nobres, a UE de fato precisa importar, até porque a produção nos países do continente em geral está menor, reflexo de redução de subsídios e aumento de custos. Além disso, o produto europeu ainda é mais caro que o brasileiro.

Nesse cenário, o Brasil tem vantagem, já que a oferta doméstica de gado bovino deve se recuperar nos próximos anos enquanto em alguns países concorrentes ainda não há aumento da produção. O Uruguai, por exemplo, está retendo matrizes, e o Paraguai sofre os efeitos dos dois recentes focos de febre aftosa.

Uma fonte de um grande frigorífico brasileiro lembra que, apesar de os preços da carne estarem elevados, a alta já foi maior. Os preços do filé mignon na exportação, estavam na casa dos US$ 19 mil por tonelada em janeiro. No ano passado, bateram US$ 23 mil, mas ainda bem distante dos US$ 30 mil de 2008, antes do recrudescimento da crise global.

José Vicente, da Informa FNP, considera, porém, que a crise na Europa pode estimular ímpetos protecionistas, ao contrário do que sinalizou Jean-Luc Meriaux. "Em momentos de crise, sempre há tendência de os países ficarem mais protecionistas. Numa crise severa, com depressão de consumo, [o país] não vai permitir que seu mercado seja invadido".

Mas Vicente minimiza o impacto de uma eventual redução ainda mais acentuada das importações da União Europeia, justamente porque o mercado perdeu importância para o Brasil. "A exportação para a Europa já não é tão importante. Já vem ruim, pode piorar, mas não fará tanta diferença", diz o analista. 

Mato Grosso e Goiás detêm 45% de fazendas aptas a exportar para UE

Mato Grosso não faz fronteira com país, mas está há 15 anos sem foco. (Foto: Leandro J. Nascimento)
Fazendas habilitadas para UE em MT somam 431
(Foto: Leandro J. Nascimento)


Governo retomou gerenciamento da “lista trace”.
Oito estados brasileiros estão autorizados a exportarem para bloco.

Dois estados do Centro-Oeste brasileiro concentram o maior número de propriedades rurais aptas a exportar gado para a União Europeia (UE). Elas atenderam a uma série de exigências impostas pelos governos brasileiro e europeu e obtiveram a abertura para o mercado. Juntos, Mato Grosso e Goiás detêm 45,3% do total habilitado no Brasil, que soma 1.948. A maior parcela das fazendas está localizada em Goiás, onde são 452 (23,2%), seguida pela unidade federada mato-grossense, com 431, ou 22,12% do geral.
O número consta na nova lista divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com todas as propriedades que podem realizar a operação. Além dos dois estados, estão inclusos ainda Minas Gerais (428), Mato Grosso do Sul (275), Rio Grande do Sul (173), São Paulo (142), Paraná (36) e Espírito Santo (11).
A cada 15 dias o governo brasileiro deve atualizar a relação das propriedades autorizadas a fornecer bovinos para abate e venda da carne in natura para a União Europeia. Isto porque o Brasil reassumiu o gerenciamento da chamada 'lista trace', e a partir de agora poderá veicular o que desde 2007 era feito exclusivamente pelas autoridades europeias. A notícia repercutiu de maneira positiva no setor produtivo, que fala do retorno como questão de soberania.

Superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari destaca a responsabilidade de elencar quais propriedades podem exportar para o território europeu é do Ministério da Agricutura no Brasil. "Há alguns anos a UE disse que só iria autorizar as propriedades que estavam nessa lista. Isso é uma coisa que o governo brasileiro nunca poderia ter admitido, pois quem deve cuidar da lista é o Brasil. A lista é uma questão de soberania nacional e quem deve cuidar é o Mapa", disse o dirigente, ao G1.
A associação da qual Luciano Vacari faz parte representa, em Mato Grosso, pecuaristas que juntos fazem o estado deter o maior rebanho de bovinos do país, com 29,1 milhões de animais. Mas o dirigente é enfático ao afirmar que mesmo diante das habilitações concedidas aos produtores brasileiros, a diferença de preço paga pela arroba do boi destinado a abastecer a UE e o que fica no país, torna o mercado pouco interessante e, em muitos casos, até mesmo desestimulante.
Segundo ele, o número de novas habilitações de fazendas poderia aumentar desde que o preço da arroba do boi se torne mais atrativo para a carne que será enviada ao bloco europeu. "O fato de quantas propriedades vão participar deste mercado ou não depende de mercado. Para fazer parte dessa lista existe todo um procedimento diferenciado nas propriedades e isso gera custo. O boi vendido para a União Europeia não pode custar o mesmo que o geral aqui. Existe hoje uma diferença de R$ 2 ou R$ 3 e o produtor tem que receber mais", considerou o representante
Abate de bovinos em MS (Foto: Divulgação/ Sato Comunicação)
Pecuaristas falam em baixa remuneração paga
(Foto: Divulgação/ Sato Comunicaçã

Em fevereiro de 2009, o pecuarista Antônio Francisco dos Passos obteve autorização para venda de gado para o bloco. A fazenda dele, sediada em Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá, foi a primeira habilitada na região norte. O pecuarista conta que desde a época, sua propriedade passa por períodicas avaliações. Ele diz sentir a real diferença de preços pagos aos produtores pelos animais.
"Não me arrependo de ter feito a certificação. Mas há alguns pontos que deveriam ser melhorados. Não está muito estimulante, mas continuo otimista. Infelizmente, o mercado é muito complicado, mas é assim em todos os setores. Não está agregando esse diferencial de preços, principalmente para o produtor", contou, ao G1.
Na hora de vender o gado, o pecuarista prefere recorrer a frigoríficos de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, em função em busca dos melhores preços. "Em minha região há frigoríficos habilitados, mas não estão pagando o ágio (diferença entre o valor nominal e o real)", frisou.
Certificadora
Para certificar o rebanho visando o mercado europeu, o produtor precisa arcar com diferentes gastos, conforme explica Rodolfo Ranieri, da GR Rastreabilidade Animal. À lista das despesas estão inclusos itens como a aquisição e colocação dos brincos certificadores, a renovação do certificado da propriedade, além do gasto individual em cima de cada animal.
"É vantajoso, mas o produtor tem que ter o mínimo de estrutura para manter o processo burocrático", pontuou o empresário.
FONTE: Leandro J. Nascimento
Do G1 MT

MÉXICO - Ponen más candados para asegurar la exportación de ganado en pie

Quienes quieran comerciar con ganado en pie deberán presentar un certificado que compruebe el origen del ganado que exportan así como una prueba de tuberculina con una antigüedad menor a 12 meses. 
 
La decisión fue tomada por la Sagarpa, la Sedagro y el Cefopp, y quedó asentado en un convenio, el cual deben respetar los exportadores y acopiadores.
 
Oscar Sabag Martínez, presidente del Comité de Fomento y Protección Pecuaria (Cefopp), dijo que este acuerdo se tomó a fin "blindar" el estado respecto al ingreso de ganado "contaminado".
 
Miguel Dominguez, director de Sanidad Animal de la Sagarpa, comentó que estas medidas garantizarán la calidad del ganado zacatecano y desaceleran el proceso de exportación que se vio incrementado por el estime.

COLÔMBIA - Se abren más mercados

Sincelejo. A los ganaderos se les siguen abriendo las puertas en los mercados internacionales. Colombia recibió de la República de Angola la aprobación del certificado sanitario que le permitirá exportar carne bovina a ese país.
Esto fue posible gracias al esfuerzo continuo de los ganaderos, del Instituto Colombiano Agropecuario (ICA) y del Invima.
El certificado sanitario garantiza, entre otros, los siguientes aspectos: la carne procede de fincas registradas ante el ICA y de animales que cumplieron con los requisitos que exige la entidad, los ejemplares no presentaban indicios de haber padecido enfermedades vesiculares, y el producto se conservó en frigoríficos que se encuentran bajo vigilancia oficial, donde no se han presentado en los últimos seis meses y en un radio de 10 kilómetros focos de fiebre aftosa.
Recientemente fue aprobado un certificado sanitario para la exportación de ganado en pie hacia Jordania.
William Botero Massad, gerente de Subastar, considera muy importante la apertura de nuevos mercados para exportar carne y ganado en pie.
A su juicio, el protocolo sanitario para exportar ganado en pie hacia Jordania es bastante exigente lo que podría generar alguna dificultad para concretar exportaciones
Prueba
"El hecho de que los animales que se vayan a exportar deben tener prueba negativa a brucelosis mínimo 30 días antes del embarque, en el caso de ganado macho que es para ceba, me parece imposible. Los machos para ceba están dedicados a la posibilidad de que su destino final sea el sacrificio. Por ende no tiene mayor control en un momento determinado en lo que tiene que ver con exigirle a ese ganado que esté negativo a brucelosis", aseveró Botero.

Asociación Rural del Uruguay prevé que exportación de ganado en pie caerá

En 2010/11 se exportaron 307.000 vacunos mediante esa modalidad de comercialización, pero el presidente de ARU, José Bonica, reflexionó que para 2011/12 difícilmente se llegue a una cifra similar.

Al país le queda una brecha de 250.000 cabezas para vender en este segundo semestre del ejercicio si se quiere exportar igual que el 2011.
El presidente de la Asociación Rural del Uruguay (ARU), José Bonica, consideró que difícilmente en el actual ejercicio se pueda exportar ganado en pie al mismo nivel que en el anterior y que eso va a repercutir en el mercado de haciendas.
Luego de la reunión mantenida con el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre, junto a otras gremiales, este miércoles, destacó a los periodistas la importancia de que el gobierno interactúe con los  privados.

Además, reiteró el concepto de que antes que se tomen decisiones en políticas públicas sea escuchada la sensibilidad de los  privados y, por lo tanto, alentó a nuevas reuniones con el ministro.
Acerca de la exportación de ganado en pie, dijo que el sector ganadero valora la importancia que ha tenido esta herramienta en el incremento de la faena -y de más puestos de trabajo- durante los últimos 20 años de vigencia de esta modalidad comercial.
"El ministro nos recalcó que en el último ejercicio agrícola julio 2010/junio 2011 se exportaron  307.000 reses y que los criterios se van a mantener, pero nosotros sabemos que en lo que va del presente ejercicio agrícola 2011/2012, al terminar el primer semestre en diciembre pasado, se han exportado solo 50.000 cabezas", detalló.
En tanto, explicó que eso quiere decir que al país le queda una brecha de 250.000 cabezas para vender en este segundo semestre del ejercicio si se quiere exportar igual que el año anterior y que deberían embarcarse a partir del 1° de marzo próximo, considerando que durante febrero no será posible por la vacunación contra la fiebre aftosa.
"Suponemos que esto va a repercutir en el mercado, porque la demanda existe, pero falta que la capacidad de certificación del ganado ocurra, porque lo demás fue garantizado por el ministro que se van a respetar los criterios utilizados hasta ahora", explicó la autoridad.
En tanto, en la conferencia y sobre la importancia del período de vacunación contra la aftosa, expresó que "debemos dar lo mejor de nosotros mismos, todos, principalmente los productores, también los servicios oficiales, (y) el resto de la sociedad que no está directamente vinculada (...), estoy hablando del turismo, debemos entre todos dar lo mejor de nosotros mismos para mantener este flagelo fuera del país".
"La región no es lo que pensábamos que era y eso hace que debamos redoblar nuestros esfuerzos", reflexionó.
Falta un compromiso de todos. Del tema brucelosis "queremos reafirmar que para tener éxito en cualquier emprendimiento y en la erradicación debe haber un compromiso de todos. Con este compromiso hoy, nosotros tenemos alguna discrepancia con el ministerio pero lo planteamos de manera constructiva, no vemos que exista", afirmó Bonica.
"Reconocemos que es una enfermedad importante en la producción animal, pero también es una zoonosis, podría llegar a ser importante para los seres humanos, así que debemos trabajar en eso y ojalá tengamos el compromiso de todos que hoy tenemos que decir con franqueza no lo vemos", manifestó.
José Bonica aludió a "temas que no se hablaron en la reunión" -entre el ministro Aguerre y las gremiales- y señaló su deseo de dejarlos expuestos en la conferencia.
Concretamente, aludió a la ley del Impuesto a la Concentración de Inmuebles Rurales, "que no ha tenido el apoyo no solo de los productores, sino de muchos; las leyes además necesitan sus reglamentaciones, es un tema que nos interesa, en términos generales potencian o minimizan efectos positivos o negativos de las leyes", mencionó Bonica.

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