terça-feira, 10 de julho de 2012

Liberação de beta-agonista para bovinos gera apreensão para exportadores


Festejado pelos pecuaristas e pela MSD Saúde Animal, unidade veterinária da farmacêutica americana Merck, a recente liberação no Brasil de um melhorador de desempenho para bovinos deve por à prova a credibilidade do sistema de rastreabilidade bovina do país.
Proibido na União Europeia, a aprovação de um aditivo da classe dos beta-agonistas (cloridrato de zilpaterol) vem atender à demanda por novas tecnologias que ampliem a produtividade da pecuária nacional, mas não sem suscitar inquietação. Ainda não está clara qual será a reação do cobiçado mercado europeu que, entre outras medidas, exige a rastreabilidade do gado bovino desde a desmama e veta indutores de crescimento como beta-agonistas, anabolizantes e hormônios – os dois últimos, proibidos no Brasil.
Na avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, o país reúne as condições necessárias para segregar a produção de carne bovina de acordo com as exigências de cada um de seus clientes. “A produção segregada já existe. O que vamos deixar claro é que o uso desse produto não é permitido na Europa”, explicou ele, citando o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), que garante a rastreabilidade dos animais.
“Acredito que a classe de produtores brasileira está madura para segregar a produção”, concorda o presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Vilson Simon que, no entanto, acredita que a utilização dos beta-agonistas levará a uma maior fiscalização dos europeus. “Decerto, eles vão tentar achar mais motivos para endurecer”, reconhece Simon.
Apesar da expectativa otimista, Sampaio alerta para o risco de serem encontrados resíduos de cloridrato de zilpaterol na carne exportada para o bloco europeu, tanto para os frigoríficos quanto para os pecuaristas. “Quem vai ser punido é o exportador, mas a rastreabilidade permite que a indústria encontre o produtor responsável”, assegura o dirigente.
Do lado da indústria veterinária, as perspectivas são promissoras. Detentora da tecnologia, a MSD pretende abocanhar 25% – cerca de 1 milhão de cabeças – do mercado de animais confinados já neste ano. O produto é utilizado durante um período de 20 a 40 dias, na fase de terminação dos animais.
Simon afirma que o significativo volume de vendas esperado pela companhia tem como base o incremento de produtividade entre 10% e 15%, ou uma arroba, no peso do animal pronto para o abate. O potencial do novo produto, inclusive, faz com que o setor minimize eventuais problemas com a Europa. “Não poderíamos virar as costas para uma ferramenta de tecnologia que traz ganhos ao produtor para atender apenas um cliente”, diz Sampaio. “Exportamos para cerca de 150 países e a Europa é só mais um mercado”, reforça Simon.
Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

domingo, 8 de julho de 2012

Incertezas à frente


por GUSTAVO AGUIAR



O primeiro semestre chegou ao fim e o pecuarista não vai sentir saudades. O período foi marcado por considerável pressão de baixa para os preços do boi gordo.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação entre as médias de janeiro e de junho deste ano, o recuo foi de 6,0%.

Mas não foi só para o boi gordo. A reposição também teve os preços achatados, reflexo de uma oferta mais volumosa e da conjuntura negativa para o preço dos animais terminados.

Fizemos um resumo do semestre, através dos resultados observados em janeiro e em junho deste ano e da comparação entre as médias dos primeiros semestres de 2011 e de 2012.


É notável a maior queda de preço das fêmeas terminadas em relação aos machos. Enquanto a cotação da arroba do boi gordo caiu 6,0% no semestre, a cotação da vaca gorda teve queda de 8,9%.

Dessa forma, o diferencial vaca-boi se alongou. Passou de -6,1% em janeiro para -9,0% em junho.

A cotação do boi magro e do bezerro caíram 2,0% e 5,2%, respectivamente.

Enquanto isso, no mesmo período, o índice de custo de produção calculado pela Scot Consultoria subiu 2,5% e a inflação, medida pelo IGP-DI, 3,6%.

Em resumo, foi um semestre de pressão sobre as margens da atividade pecuária.

Queda também em relação a 2011

O resultado foi de queda não só no último semestre, mas também na comparação entre os primeiros semestres de 2011 e 2012. Colocamos este comparativo, que consta na tabela 1, também graficamente na figura 1, para facilitar a visualização.


Na comparação anual, fica ainda mais evidente o momento negativo de preços. E mais uma vez, os custos e a inflação não dão trégua.

O recente balanço dos abates de bovinos no primeiro trimestre, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostrou aumento da participação de fêmeas no abate.

Segundo o IBGE, as fêmeas compuseram 45,5% dos bovinos abatidos sob algum tipo de inspeção no primeiro trimestre de 2012.

Normalmente este é um período de maior abate de fêmeas, devido ao descarte das vacas que não emprenharam na estação de monta.

Mas mesmo na comparação com o mesmo intervalo no ano passado ocorreu aumento na participação de fêmeas nos abates.  Em 2011 esta participação foi de 43,5%, dois pontos percentuais menor.

Foi o segundo aumento consecutivo. Isto corrobora com o cenário de oferta maior de animais para abate e de preços em queda que tem sido observado.

O bezerro perdeu a força de alta observada nos anos anteriores, o que torna cada vez mais caro e desestimulante a retenção das matrizes.

E o próximo?

Neste momento, sob qualquer ponto de vista, fica difícil ser otimista para o mercado do boi no futuro próximo.

A expectativa é de devemos ter recuperação de preços no segundo semestre, corrigindo a queda de preço do primeiro.

Mas afirmar que o preço médio de julho a dezembro será maior do que o registrado no primeiro semestre, como ocorre historicamente, carrega consigo um alto grau de incerteza.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

BASF lança o vídeo “Planeta Faminto 2 – um novo capítulo”


A BASF lançou (05/jul) o vídeo “Um Planeta Faminto 2 – Um Novo Capítulo”, uma sequência do consagrado vídeo “Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”, divulgado pela empresa em 2010. No novo vídeo são feitas comparações entre a média de consumo de alimentos em países como a China, Estados Unidos e no Brasil.
objetivo da BASF é levar informação qualificada sobre o segmento, bem como desmistificar a visão, por vezes distorcida, existente em relação ao papel do agricultor – um dos principais responsáveis pelo abastecimento de alimentos no País e gerador de divisas pela exportação dos excedentes de produção.
Assita também o primeiro vídeo, “Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”:
Fonte: BASF, adaptada pela Equipe BeefPoint.

ANGUS NEWS

fonte: ABA

Boi gordo e garrote registram alta no mercado paraguaio


Na última quinta-feira (4/jul), os preços pagos no boi gordo e garrote registraram significativas altas de 3,9% e 6,6%, respectivamente, conforme acompanhamento diário feito pela equipe de Pecuária de Corte da Rural Business.

Na quinta, o boi gordo foi negociado a 6.195 guaranis/kg vivo, alta de 3,91% quando comparado à cotação anterior, de 5.962 guaranis/kg vivo. Entretanto, frente ao mesmo período do ano passado, é possível observar um fortíssimo recuo de 22,46%, quando o boi gordo era vendido a 7.989 guaranis/kg vivo.

Em Real, devido às mudanças cambiais, o boi gordo registrou avanço 4,14%, saindo de R$ 79,91/@ para R$ 83,22 por arroba.

As vendas da categoria saíram de 234 para 148 animais, recuo de 36,8% quando comparados os dias.

O garrote registra a sua primeira alta na semana, após seis quedas consecutivas de preços, saindo de 6.068 guaranis/kg vivo para 6.469 guaranis/kg vivo no dia 5/jul. Quando comparado o atual resultado com o visto no ano passado, anota-se queda de 17,16% no preço, quando no dia 5/jul/11 o garrote era negociado a 7.809 guaranis/kg vivo.

Em moeda nacional, o garrote registra valorização de 6,85%, saindo de R$ 81,34 a arroba (4/jul) para R$ 86,90/@ (5/jul).

A comercialização deste tipo de animal chegou a 131 animal, volume 254,1% maior que no dia anterior, de 37 animais.

No total, o mercado comercializou 596 animais (boi gordo, garrote e vaca), a um preço médio de 5.966 guaranis/kg vivo (R$ 80,15/@) e uma máxima de 6.990 guaranis/kg vivo (R$ 93,90/@).

Veja os preços do mercado do gado gordo no Paraguai, em 05 e 06 de julho (2012 x 2011):

Preços Gado Gordo - Paraguai - Guaranis/kg vivo Preços Gado Gordo - Paraguai - R$/@
5/7/2012 4/7/2012 Var. (%) 5/7/2012 4/7/2012 Var. (%)
Boi Gordo 6.195 5.962 3,91 Boi Gordo 83,22 79,91 4,14
Garrote 6.469 6.068 6,61 Garrote 86,90 81,34 6,85
Máximo* 6.990 6.780 3,10 Máximo* 93,90 90,88 3,33
Médio* 5.966 5.379 10,91 Médio* 80,15 72,10 11,16

Preços Gado Gordo - Paraguai - Guaranis/kg vivo Preços Gado Gordo - Paraguai - R$/@ (3/mai)
5/7/2012 5/7/2011 Var. (%) 5/7/2012 5/7/2011 Var. (%)
Boi Gordo 6.195 7.989 -22,46 Boi Gordo 83,22 94,89 -12,29
Garrote 6.469 7.809 -17,16 Garrote 86,90 92,75 -6,30
Máximo* 6.990 8.940 -21,81 Máximo* 93,90 106,18 -11,56
Médio* 5.966 7.174 -16,84 Médio* 80,15 85,21 -5,94
* referente às três categorias negociadas

Fonte: Operadores de Mercado/Rural Business

Balanço do Mercado da Pecuária de corte: Veja estudo dos abates bovinos no Brasil em 2012



Uma avaliação dos números do IBGE sobre os abates bovinos do Brasil - Este é o destaque do  Balanço do Mercado de Pecuária de Corte desta segunda-feira.
Que traz também o desempenho dos preços à vista do boi gordo em junho, segundo o Indicador Cepea, um estudo sobre as exportações brasileiras de carne bovina in natura realizada entre janeiro e maio deste ano, frente os anos anteriores.
Utilize o sumário abaixo e entre especificamente na informação desejada.
Lembrando que o objetivo deste material é levar ao produtor informações para o desenvolvimento do seu negócio e as principais notícias dos últimos dias.

Dentro deste total, 45,5% foram fêmeas, ou seja, 3,283 milhões de unidades, sendo este o quarto resultado de todos os tempos, acima dos abates de 2008 (3,305 milhões de fêmeas), de 2007 (3,583 milhões de unidades) e de 2006 (3,336 milhões de unidades).
IBGE
Dados apresentados pelo IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatísticas) revelam que ao longo deste ano (jan a mar) os abates bovinos alcançam 7,219 milhões de cabeças, o terceiro maior resultado de todos os tempos, abaixo apenas das 7,249 milhões de cabeças abatidas em 2008 e 7,957 milhões de unidades abatidas em 2007.
Em sentido contrário, os abates de machos atingiram 3,936 milhões de cabeças, o segundo menor resultado de 2006, acima das 3,783 milhões de animais anotados em 2009.
Abate, bovinos, machos, fêmeas, histórico
Mato Grosso  continua sendo o estado líder nos abates bovinos do Brasil, com representatividade de 14,3%, com mais de 1 milhão de bovinos. Mato Grosso do Sul, em segundo lugar, anotou abates de 940,2 mil animais entre janeiro e março de 2012, com participação de 13% e em terceiro lugar, com 758,6 mil animais, ficou SP.
abates, bovinos, estados, 2012

Preço Físico
Informações do Cepea (Centro de Estudos e Pesquisas em Economia Aplicada) mostram que opreço a prazo do boi gordo fechou junho em R$ 93,34/@, mantendo trajetória negativa, com queda de 0,3% em relação ao dia anterior (R$ 93,61/@). Em relação ao primeiro dia do mês, quando a arroba valia R$ 93,44/@, a queda é de apenas 0,1%.

EXPORTAÇÃO
ATENÇÃO: Veja hoje o resultado das exportações de junho no destaque da Rural Centro

Finalmente, as exportações brasileiras de carne bovina in natura começaram a alavancar. Em maio deste ano, os frigoríficos que atuam no Brasil conseguiram embarcar a outros países 83,1 mil toneladas da matéria-prima, maior resultado visto ao longo deste ano e 20% maior que as 69,2 mil toneladas exportadas em abril.
Apesar deste crescimento, no acumulado do ano (jan a mai), os embarques internacionais atingiram 339,5 mil toneladas, resultado que é o segundo menor desde 2004, ultrapassando apenas as 329,4 mil toneladas vendidas em jan/mai de 2011.
Segundo as últimas informações apresentadas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o faturamento das exportações ficou em 398,3 milhões de dólares, também o maior nível do ano. Entre janeiro e maio, a receita obtida com as negociações internacionais ficou em 1,653 bilhão de dólares, um recorde histórico.
Esta receita histórica é fruto do preço da tonelada que entre janeiro e maio atingiu o segundo maior patamar de todos os tempos, com média de US$ 4.872, abaixo apenas da cotação verificada no mesmo período do ano passado (US$ 4.988/t).
FONTE: RURAL CENTRO

sábado, 7 de julho de 2012

JBS-Friboi venderá até 40% da carne do McDonald’s



O frigorífico JBS-Friboi fechou um contrato para fornecer até 40% da carne usada pelo McDonald’s no Brasil. Para atender a demanda, o frigorífico reformou uma unidade em Campo Grande. De lá, atender 50 restaurantes. O Marfrig fornecia toda carne usada pela rede de lanchonetes. O contrato da Marfrig não será reduzido. O que o McDonald’s quer é diversificar os seus fornecedores e essa política será usada para todos os insumos comprados pela companhia.
Felipe Patury
FONTE: REVISTA ÉPOCA

Desplome de exportación en pie contribuyó a mantener a raya los precios ganaderos


En el mes de junio zarpó del puerto de Montevideo el primer barco del año con vacunos en pie destinados a faena o engorde. Fueron 7.488 animales que, según datos de Aduanas, formaron parte de un negocio de la firma exportadora Herbal Paradise. Los novillitos salieron a un precio FOB de US$ 733 por cabeza.
De acuerdo a los datos que maneja el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca, se trató de la primera exportación de este tipo de ganados en lo que va del año. Previamente habían salido algunos barcos con vaquillonas Holando para China, y también se había colocado algún centenar de reproductores en los países de la región. Pero en lo que tiene que ver con las razas carniceras y la exportación de ganado a Turquía, el de junio fue el primer barco.
A su vez, si se toma todo el ejercicio 2011/12 (julio a junio) la exportación de ganado en pie con destino a engorde o faena (exceptuando los reproductores y los embarques de ganado lechero) sumó sólo 43.699 animales, 82,8% menos que los 254.340 de 2010/11.
La suma total de ganado exportado en pie también muestra una contracción significativa en el ejercicio recién terminado, al pasar de 300.134 en 2010/11 a 75.651 en 2011/12, una caída de 75%.
La fuerte contracción de esta corriente comercial se basó en una decisión política de las autoridades ministeriales, quienes optaron por demorar la salida de los certificados para enlentecer un negocio con un país como Turquía que permite el ingreso de ganado con bajos aranceles y castiga a la carne con tasas de más de 200%. Luego se sumaron otros problemas, como el fuerte aumento de los precios de los animales de reposición, la competencia mediante la habilitación de Turquía de otros países proveedores (México) y la interrupción por algunas semanas de estas ventas debido a una decisión del país comprador.
Si se tiene en cuenta que la faena en ambos ejercicios fue prácticamente igual, 2,02 millones (5 mil vacunos más en el último), la caída de la exportación en pie tiene una incidencia clave sobre  la extracción. Sumando faena y exportación en pie, se pasa de 2,32 millones en 2010/11 a 2,095 millones en 2011/12. La baja es de casi 10%.
Una menor extracción significa una menor salida de animales, ya sea por una caída de la oferta como por una merma de la demanda. En este caso se trata de la segunda opción. Una menor demanda se refleja en precios más bajos. Entre otras muchas causas, la reducción de la exportación de ganado en pie es una de las que ha hecho que los precios ganaderos se ubiquen por debajo de los del año pasado.
FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CNA quer créditos de carbono a produtor por recuperação de áreas degradadas

Daniel Mello | São Paulo

A presidenta Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), defendeu nesta segunda-feira, 4,  que os produtores que recuperarem áreas degradadas possam vender créditos de carbono. Para a senadora, os agricultores que fizerem ações par reduzir as emissões de gases de efeito estufa poderiam conseguir compensações financeiras de empresas poluidoras.
 
“Nós estamos atrás desses fundos de investimento, dessas grandes corporações que pretendem compensar as suas emissões com a redução das emissões dos produtores do Brasil”, disse ao apresentar o espaço de divulgação da CNA na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Kátia Abreu acredita que esses recursos poderão ser usados para que os produtores absorvam parte dos custos relativos à recomposição florestal das áreas degradas nas propriedades.
 
Durante a Rio+20, que ocorre a partir da semana que vem, a CNA apresentará o conceito de área de preservação permanente (APP) mundial. Segundo a presidenta da entidade, será ressaltado que todos os países deveriam ter parâmetros para proteção das margens de rios, nascentes e encostas. “Não como uma imposição da lei brasileira, mas um conceito que é da maior importância em termos da preservação”, destacou.
 
De acordo com Kátia Abreu, a importância dessas áreas de preservação são reconhecidas mundialmente, mas é difícil remover as pessoas e propriedades que já ocupam essas terras. “O problema é que diante dessa constatação nós temos milhares de pessoas que habitam as margens desses rios no mundo inteiro”.
 
A senadora sustentou ainda que os agricultores brasileiros que forem atingidos pelas mudanças de tamanho das APPs ou pela criação de unidades de conservação sejam indenizados. Kátia Abreu admitiu, entretanto, que é difícil ter recursos para fazer todas as compensações necessárias. “Compatibilizar o direito da pessoa com a necessidade ambiental e o Tesouro Nacional não é tarefa para muitos, é difícil encontrar solução para isso”, ressaltou.

FONTE: 24HORASNEWS

RS: nota técnica do CemetRS prevê regularização das chuvas no trimestre


O Centro Estadual de Meteorologia (CemetRS) divulgou hoje (05) a nota técnica 11/2012, que descreve as condições meteorológicas observadas em junho e o prognóstico para os meses de julho, agosto e setembro.

Segundo o boletim, o trimestre será marcado pelo final do fenômeno La Niña e pela condição de neutralidade, o que favorece maior regularidade nas chuvas. Dessa forma, oEstado deve ter precipitações dentro do padrão nos próximos três meses. 

A menor demanda evaporativa da atmosfera no trimestre e o prognóstico de volumes de chuva próximos à normal climatológica indicam que haverá regularização dos níveis de água em rios, açudes e barragens. A nota aconselha ainda o planejamento do armazenamento de água nesse período, de modo a favorecer a implantação e desenvolvimento das culturas agrícolas. 

Segundo o boletim, os volumes de chuva acumulados em junho foram variáveis no Estado (entre 10 mm na região Central e 200 mm no Norte). No entanto, na maior parte do Rio Grande do Sul a precipitação ficou abaixo da normal climatológica. Confira a nota na íntegra no link:http://bit.ly/M7Eal2

Fonte: Seapa/RS 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

RS: Sicadergs projeta queda de abates


O Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) alega que, principalmente por falta de matéria-prima, o abate deve cair 40% neste mês em relação a média mensal de 150 mil cabeças de gado abatidas entre os meses de janeiro e maio no Estado. 

Em junho, a queda consolidada foi de 20% na comparação com maio, segundo dados do sindicato. Conforme o presidente Ronei Lauxen, pelo menos uma planta frigorífica concedeu férias coletivas a seus funcionários no último mês. Apesar de esboçar um cenário caótico para a indústria frigorífica gaúcha, Lauxen ainda não dispõe de dados sobre o número de funcionários em férias ou demitidos. 

Para o presidente da Federação da Agricultura do RioGrande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, também no comando da Comissão de Pecuária de Corte da federação, ainda que não sobre boi no mercado, o quadro traçado é um exagero. "Se alguma planta fechou ou deu férias coletivas foi estratégia de mercado dos frigoríficos para fomentar alteração no preço", acredita.

Fonte: Correio do Povo 

Pelé fará propaganda para mostrar sustentabilidade do agronegócio

Campanha será realizada até 2014 e quer mostrar ‘as práticas sustentáveis dos produtores rurais’

Venilson Ferreira, da Agência Estado
BRASÍLIA - O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, será o astro de uma campanha que será lançada na próxima terça-feira (10), às 19h30, em Brasília, pela Confederação Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O objetivo da campanha é "consolidar a imagem do agronegócio sustentável brasileiro no País e no exterior".
 - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Segundo nota da CNA, a campanha será realizada até 2014, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), "para divulgar as práticas sustentáveis adotadas pelos produtores rurais brasileiros, além de outras iniciativas que assegurem a boa qualidade do produto nacional".
A CNA explica que a campanha publicitária denominada "Time Agro Brasil" mostrará que o País tem uma das maiores, melhores e mais sustentáveis agropecuárias do mundo, utilizando apenas 27,7% do território nacional para produzir grãos, carnes, matéria-prima para biocombustíveis e plantar florestas.
Outro argumento apresentado pela CNA é que o Brasil mantém intactos 61% dos seus biomas, a partir de práticas e tecnologias que, além de conservar a qualidade da água, solo e biodiversidade, também proporcionam aumento de produtividade sem precisar desmatar novas áreas.
FONTE: ESTADAO.COM.BR

Relação entre frigorífico e pecuarista em debate

Encontro em Cuiabá prevê construção de agenda positiva para a pecuária nacional
Marcela Caetano

O debate sobre a relação comercial entre frigoríficos e pecuaristas voltará a ter destaque na próxima segunda-feira, 9, no 2º Encontro Nacional da Pecuária de Corte, em Cuiabá. Conforme o vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Jorge Pires, todas as indústrias frigoríficas do País foram convidadas. Até o momento, JBS, Marfrig, Minerva e Grupo Rodopa confirmaram presença. O evento acontecerá às 14h, no Hotel Holiday Inn Express Cuiabá.
“Queremos debater uma agenda positiva para o setor, com relacionamento de confiança entre pecuarista e indústria. Temos certeza de que houve melhoria de qualidade genética  e não tivemos compensação financeira”, argumenta. A rentabilidade da carcaça e a valorização do produto de maior qualidade também serão alvo de discussão.
A reunião está sendo organizada pela Acrimat em conjunto com a Associação dos Criadores do Mato Grosso do Sul (Acrissul), União Democrática Ruralista (UDR), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), Associação de Fazendeiros do Xingu (ASFAX),  Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT) e Associação Brasileira de Exportadores de Gado (ABEG). Também estão envolvidos representantes do Senado Federal, da Câmara Federal, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e produtores de diversos estados.
Fonte: Portal DBO

Missão busca dados sobre rastreabilidade bovina


Representantes do RS vistam Austrália e Nova Zelândia para conhecer sistemas locais antes de implantar modelo no Estado
Mônica Costa
Missão formada por autoridades sanitárias, pesquisadores e produtores do Rio Grande do Sul embarca para a Austrália e a Nova Zelândia, no próximo dia 14, para conhecer os sistemas de rastreabilidades adotados por estes países. “O propósito é avaliar os erros e acertos do programa antes de implantá–lo no Rio Grande do Sul”, explica Ana Suñe, coordenadora da Câmara Setorial de Carne Bovina no Estado.
A Austrália é pioneira em rastreabilidade e já identifica o rebanho bovino há pelo menos 12 anos. Na Nova Zelândia a certificação de origem do gado tornou-se obrigatória no dia 1º de julho. A visita da comitiva é parte do projeto em andamento no Estado que visa a rastreabilidade de todo o rebanho gaúcho até 2018."Buscamos referências que possam nos ajudar a tornar o projeto exequível, bem delineado e que facilite a vida do produtor", disse Ana.
O processo, que será obrigatório e gratuito para o pecuarista, terá investimento de R$ 80 milhões. O valor foi garantido por meio de emenda conjunta da bancada gaúcha, que assegurou o aporte anual de R$ 20 milhões para a Câmara Setorial pelos próximos quatro anos.  Os recursos serão aplicados na compra e distribuição de dispositivos, como brincos e chips, além de equipamentos de leitura e identificação para as inspeções veterinárias e recursos humanos.
Segundo a coordenadora, a identificação deverá ter início em 2013 e começará pelos recém-nascidos. “Devemos identificar 2,5 milhões de bezerros por ano, a estimativa é ter todo o rebanho rastreado em cinco anos”, afirmou Ana.
Além de garantir a saúde animal e a segurança alimentar, o processo de identificação de todo o gado do Estado também beneficiará o mercado. Na União Europeia, por exemplo apenas a carne bovina de rebanhos rastreados pode ser adquirida.
Confira mais matérias em Notícias Relacionadas
Fonte: Portal DBO

CADE proíbe JBS de fechar plantas em três estados


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decidiu suspender hoje (04) a possibilidade de a JBS fechar plantas ou partes de três frigoríficos adquiridos pela empresa em três Estados. Para isso, o órgão antitruste assinou três Acordos de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apros) com a empresa.
Um trato de aquisição da Jema Participações pela JBS em Rio Branco, no Acre, outro da MJE Administradora de Bens, em Ariquemes, Rondônia e FR participações, que está instalada nas cidades de São Miguel do Guaporé, Rondônia, e em Confresa, Mato Grosso.
A decisão de congelamento foi tomada depois que membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniram com membros do conselho e demonstraram preocupação com o aumento da concentração do setor no Brasil. “A preocupação que nos foi passada é a de que o JBS pudesse fechar frigoríficos”, explicou o presidente do Cade, Vinícius Carvalho.
Com o Apro, a empresa pode até ampliar as novas plantas que adquiriu, mas está proibida de encolhê-las. “Em todos os casos, a JBS se compromete a não alterar a estrutura de ativos até o julgamento final do Cade”, comentou o presidente.
Fonte: Agência Estado, adaptada pela Equipe BeefPoint

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uruguai tem 40% menos gado confinado no primeiro semestre/12


Uma queda de 40% na produção de bovinos confinados foi registrada durante o primeiro semestre do ano, disse o diretor executivo da Associação Uruguaia de Produtores de Carne Intensiva Natural (AUPCIN), Álvaro Ferrés.
“Embora insumos como o sorgo hoje estejam a preços mais baixos que no ano passado, o que ajudaria, o valor dos animais de reposição e, sobretudo, o valor do gado gordo, são desfavoráveis”, disse Ferrés. “Com a atual relação grãos-gado, o preço do novilho deveria ficar em US$ 4 por quilo em segunda balança (hoje está em torno de US$ 3,50), para que os produtores voltem a engordar com grãos”.
Ferrés disse que essa situação ocorre tanto entre produtores quanto na indústria frigorífica. Embora o número que esteja nas mãos dos frigoríficos não seja elevado, ainda que difícil de quantificar, afirmou ele. O que poderia mudar essa situação é que a cota 620 para carnes de alta qualidade tenha um bom desenvolvimento, estimou Ferrés. Se caminhar bem, essa cota daria um impulso importante à produção em estabelecimentos de engorda para os produtores. A partir desse mês, a cota 620 – a União Europeia (UE) abriu a outros países a partir da disputa de carne com hormônios que teve com os Estados Unidos – permite entrar com carnes de alta qualidade ao velho continente com tarifa zero. O volume subirá de 20.000 para 45.700 toneladas e somente cinco países do mundo tem aceso a essa cota, entre eles, o Uruguai.
Essa cota, por suas características, necessitará de uma maior intensificação na produção de carne, para que os animais a serem confinados possam ganhar mais quilos em menos tempo e chegar ao abate com um peso de 500 quilos com menos de 27 meses. A rastreabilidade é a grande arma do Uruguai, já que é a ferramenta mediante a qual se garante a idade dos animais, de acordo com o protocolo de cumprimento da cota.
Para alguns especialistas, a cota 620 transformará o futuro da pecuária uruguaia, ainda que, para outros isso não ocorrerá. O certo é que hoje se deve partir de um recria mais eficiente para poder entrar nos currais com um bezerro mais pesado e de determinada qualidade que lhe permita ganhar quilos.
A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

GADO GORDO PELO MUNDO



FONTE: TARDÁGUILA AGROMERCADOS

Confinamento com margem larga em 2012


Milho, consumo interno, exportação e estiagem favorecem confinamento na comparação com 2011


Ivan Azevedo


O economista do Banco Original, Marcelo Cypriano, crê na elevação da margem de lucro dos confinamentos em 2012. Para ele, as grandes safras de milho, norte-americana e brasileira, somadas ao aumento do consumo interno, elevação da exportação de carne bovina e a previsão de forte estiagem, favorecem um cenário de alta da arroba em outubro e novembro.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima crescimento de 20% da área plantada na segunda safra de milho, em relação a 2010/2011. Com isso, são 7,07 milhões de hectares destinados à produção do grão em 2012, que resultariam em 21,48 milhões de toneladas, ou seja, aumento 35,1% na produção.
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Já a expectativa para as exportações brasileiras é de crescimento de 10% em quantidade e 20% em receita, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Caso a expectativa se confirme, o Brasil exportará 1,206 milhão de toneladas, com faturamento de R$ 6 bilhões.

Fonte: Portal DBO

Parlamentares russos dizem que seu país deseja retomar importação de carne bovina do Brasil


O senador russo Gennady A. Gorbunov afirmou, nesta terça-feira (2), em reunião da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado que seu país tem grande interesse em suspender o embargo à importação de carne bovina do Brasil. O parlamentar e mais dois senadores russos vieram ao Brasil para tratar de temas do agronegócio, especialmente com relação ao mercado de carnes.
A suspensão das compras da carne do Brasil, decretada pela Rússia no início do ano passado, atingiu vários frigoríficos brasileiros, e foi justificada por aquele país sob a alegação da existência de problemas sanitários na carne importada do Brasil.
De acordo com Gorbunov, a Federação da Rússia tem um elevado déficit na produção de carne bovina, tendo, por essa razão, necessidade de suprir o mercado interno com importações. Com relação às compras de carne suína e de aves, também atingidas pelo embargo, ele observou, no entanto, que a Rússia nos últimos anos já está conseguindo abastecer sua população com esse produto.
— Infelizmente, para a Rússia, nós ainda enfrentamos um problema de déficit de abastecimento de carne bovina que gostaríamos muito de preencher com uma produção de alta qualidade do Brasil. Todos sabem que para aumentar a produção de carne de porco e de frango não é necessário muito tempo. Já com relação à carne de boi, a situação é diferente, pois uma elevação substancial da produção neste setor leva pelo menos dez anos — explicou Gorbunov.
Durante a reunião, presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o coordenador-executivo da Comissão de Sanidade da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Décio Coutinho, fez uma apresentação aos parlamentares russos do novo sistema de rastreabilidade que o Brasil está implementando em todo o território nacional.
Respondendo a questionamento do senador Sergio Souza (PMDB-PR), Gorbunov garantiu que o embargo da Rússia à carne brasileira não foi decretado em razão de a Rússia ter passado a comprar o produto dos Estados Unidos ou da União Européia em troca de apoio político para sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Já o senador Antônio Russo (PR-MS) solicitou à comitiva de parlamentares russos sua interferência junto aos órgãos de comércio exterior daquele país, no sentido de permitir o acesso ao mercado russo da produção brasileira de carnes não apenas para grandes frigoríficos, mas também para médios e pequenos produtores.

Ao final da reunião, o senador Blairo Maggi (PR-MT) reclamou do excesso de rigor da fiscalização nos portos da Rússia sobre cargas de soja originárias do Brasil. De acordo com Blairo Maggi, a simples presença na soja, em quantidades mínimas, da impureza constituída por uma erva daninha brasileira, que tem o nome popular de picão-preto, é suficiente para os fiscais russos não darem permissão para o desembarque do produto brasileiro.