domingo, 24 de maio de 2015

Angus tem intensa agenda no interior do RS na próxima semana



agenda
Seguindo seu plano de relacionamento com os pecuaristas participantes do Programa Carne Angus, a Associação Brasileira de Angus desenvolve intensa agenda de atividades no RS na próxima semana (25 a 30 de maio). Na segunda-feira (25/5), o Núcleo de Criadores de Angus de Santana do Livramento recebe mais uma edição dos workshops regionais realizados pela entidade. O evento será no Parque de Exposições de Santana do Livramento, na sede do Movimento Tradicionalista Coxilha de Sant’Ana, às 19hs, e contará com palestras sobre o Programa Carne Angus, a serem apresentadas pela coordenadora regional RS do Programa Carne Angus, Ana Doralina Alves Menezes, e pelo gerente de fomento da Marfrig, Diego Brasil. Os criadores também conhecerão detalhes sobre o funcionamento do Protocolo Angus na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) recentemente anunciado pela entidade em conjunto com a Farsul e CNA. O evento tem como principal objetivo esclarecer aos produtores os critérios de classificação dos animais dentro do Programa Carne Angus e explorar as potencialidades de aumento de rentabilidade, dentro da porteira e na comercialização.
Na quarta feira (27/5), criadores de diferentes regiões que visitam o Rio Grande do Sul para conhecer a genética Angus produzida no sul do Brasil saberão detalhes sobre o Programa Carne Angus e sobre a genética Angus Brasileira em reunião promovida em Uruguaiana em parceria com a Alta Genetics. A palestra, que será apresentada pelo gerente do Programa Carne Angus, Fábio Medeiros, terá como enfoque a genética nacional e o trabalho desenvolvido pela entidade e criadores de Angus Brasileiro na seleção de um biótipo animal adaptado ao mercado da carne e ao ambiente de produção do Brasil.
Na sexta feira (29/5), o Programa Carne Angus Certificada estará presente no debate sobre os Cenários da Pecuária Nacional, painel que será realizado no 23º Seminário Pastos, Pastagens e Suplementos, em Dom Pedrito (RS). O evento, realizado pelo Sindicato Rural de Dom Pedrito, é um tradicional fórum de discussões do agronegócio no RS. O painel, conduzido pela Consultora Lygia Pimental – Agrifatto Consultoria – contará com a presença do pecuarista Valter José Potter e do gerente do Programa Carne Angus Certificada, Fábio Schuler Medeiros. Entre os temas abordados, a rastreabilidade e a permanência da vacinação contra a febre aftosa, além dos avanços trazidos pela Plataforma de Gestão Agropecuária à cadeia da carne brasileira.  “Fomentar a produção é estar junto com o produtor, discutindo problemas, oportunidades e soluções. Este é o foco do nosso programa de relacionamento com o pecuarista, implantado este ano através da coordenação do Programa Carne Angus Certificada” revelou o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Reynaldo Titoff Salvador.
Segundo Salvador, durante o ano de 2015, serão promovidos pelo Programa Carne Angus cerca de 15 encontros regionais. “Além dos workshops, a participação de nossos executivos em eventos importantes da pecuária é fundamental para esclarecer dúvidas e compartilhar problemas, oportunidades e soluções junto aos produtores usuários da raça Angus em todo o país” reiterou o dirigente. “Nossa tarefa é levar renda ao campo, transparência e integração à cadeia da carne e gerar oportunidades a todos os elos do mercado”, finalizou.
fonte: ABA

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Plano safra terá taxa de até 9% a.a.

O Canal Rural adiantou a taxa de juros oficial do plano safra, que vai ser de até 9% ao ano para grandes produtores rurais. O pequeno e médio produtor terão juros entre 7% e 8,75% a.a. A taxa é a mais alta dos últimos anos. Mas a preocupação do setor vai além, pois o maior problema é não ter volume suficiente de recursos disponíveis. Até agora não há informações oficiais sobre o montante de recursos que vai ser disponibilizado.
Uma certeza já existe, a safra desse ano vai custar mais caro para o produtor rural. O comentarista político do Canal Rural, Fernando Rodrigues, adiantou com exclusividade, que daqui a 10 dias o governo vai anunciar o Plano Safra com juro máxima de 9% ao ano. O cenário do agronegócio dentro da porteira em 2015 está bem mais desafiador do que no passado, porque além do juros mais altos, tem escassez de crédito, preços menores para commodities agrícolas como os grãos negociados na bolsa de Chicago e também o dólar acima de R$3, como componente de alta para os insumos.
Adiantada a taxa de juros, a busca do setor é por pistas sobre qual vai ser o volume de crédito para a safra 2015/2016. Com o cenário de retração na economia e menos dinheiro na praça, mais importante que taxa de juros é saber se vai ter recursos para todo mundo.
Confira a diferença na taxa de juros média estimada para a safra 15/16, contando com a projeção do Copom subir a Selic, na próxima reunião de 03 de junho, para 13,50% ao ano.
Selic x Crédito Rural - MC
fonte: Blog Kellen Severo

13ª feira de terneiros e vaquilhonas começa na próxima semana

Fonte: Gabriel Munhoz / secretaria da Agricultura e Pecuária
O secretário da Agricultura ressaltou a importância da união das entidades que estão trabalhando na revitalização do Parque Assis Brasil
O secretário da Agricultura ressaltou a importância da união das entidades que estão trabalhando na revitalização do Parque Assis Brasil - Foto: Gabriel Munhoz / secretaria da Agricultura e Pecuária
Com oferta de 700 animais, foi lançada nessa terça-feira, na sede da Farsul a 13ª Feira de Terneiros e Vaquilhonas e 4ª Feira de Ventres Selecionados. Ela acontece durante a Expoleite Fenasul, a partir do dia 28 no Parque de Exposições Assis Brasil. Até agora, vendas nas feiras de outono já ultrapassaram 34 mil reais. 

O secretário de Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, ressaltou a importância de Expoleite e Fenasul acontecerem de forma integrada, o que valoriza duas cadeias de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do estado. “Temos no leite uma importância tanto econômica quanto social, já que famílias dependem dessa produção para seu sustento. E a pecuária fala por si só, com um histórico positivo do setor”, disse. 

Ernani Polo também ressaltou a importância da união das entidades que estão trabalhando na revitalização do Parque Assis Brasil. 

18 vacas prenhas a venda


VACAS PRENHAS
Lote: 0362
Quantidade: 18
Peso Médio: 430
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 3-6
Raça: Braford
Animal: Vacas Prenhas
Valor: R$ 2.800,00
Cidade: Caçapava do Sul
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Carrapateadas, todas com registro.As vacas foram inseminadas com os touros Tipo(Campeão da Nacional 2011), Raulito (touro top Pampaplus) e repassadas com os touros(ambos origem Pitangueira de excelentes Deps).
Imagens do lote

33 terneiros a venda

TERNEIROS
Lote: 0363
Quantidade: 33
Peso Médio: 160
Sexo: Machos
Tipo idade: Meses
Idade: 6-8
Raça: Cruza Angus
Animal: Terneiros
Valor: R$ 6,00
Cidade: Rio Grande
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Terneiros leves por serem novos, carrapateados, inteiros e mamando.
Imagens do lote

17 terneiras a venda

TERNEIRAS
Lote: 0364
Quantidade: 17
Peso Médio: 160
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Meses
Idade: 6-8
Raça: Cruza Angus
Animal: Terneiras
Valor: R$ 5,70
Cidade: Rio Grande
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Terneiras mamando, carrapateadas, leves por serem novas.Ns fotos estão alguns machos juntos.
Imagens do lote

34 novilhas a venda

NOVILHAS
Lote: 0365
Quantidade: 34
Peso Médio: 200
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 1-2
Raça: Cruza Angus
Animal: Novilhas
Valor: R$ 5,30
Cidade: Arroio Grande
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Carrapateadas.
Imagens do lote

18 vacas com cria a venda


VACAS COM CRIA
Lote: 0366
Quantidade: 18
Peso Médio: 380
Sexo: Fêmeas
Tipo idade: Anos
Idade: 6
Raça: Cruza Europeus
Animal: Vacas com cria
Valor: R$ 0,00
Cidade: Arroio Grande
Estado: RS
País: Brasil
Observação: preço das vacas R$4,00 kg e preço do terneiros R$5,50 o kg. São 15 terneiras e 3 terneiros, com média de 170 kg, mamando, carrapateados e inteiros.
Imagens do lote

20 Terneiros a venda

TERNEIROS
Lote: 0371
Quantidade: 20
Peso Médio: 180
Sexo: Machos
Tipo idade: Meses
Idade: 6-7
Raça: Cruza Angus
Animal: Terneiros
Valor: R$ 5,80
Cidade: Piratini
Estado: RS
País: Brasil
Observação: Carrapateados, mamando e inteiros.
Imagens do lote

terça-feira, 19 de maio de 2015

Estamos selecionando para clientes:

Estamos selecionando para clientes:



*NOVILHOS ANGUS, HEREFORD, BRAFORD e BRANGUS
*PESO MÉDIO DE 280- 320 kg
*PODEM SER COURO LIMPO

*TERNEIROS ANGUS
*PESO MÉDIO DE 170- 210 kg
*INTEIROS
*CARRAPATEADOS ( IMPORTANTE)

*TERNEIROS ANGUS, HEREFORD, BRAFORD E BRANGUS
*PESO MÉDIO 160 -200 kg
*CASTRADOS
CARRAPATEADOS (IMPORTANTE)

*NOVILHAS ANGUS, BRANGUS, BRAFORD e HEREFORD
*PESO MÈDIO 280-320 kg
*CARRAPATEADAS (IMPORTANTE)

* VACAS DE INVERNAR
*TOCADAS E VAZIAS ( IMPORTANTE)
*PESO MÉDIO 350- 400 kg
*CARRAPATEADAS (IMPORTANTE)

Informações com LUND 053.99941513 ou CHARLES 053.99915601
LUND NEGOCIOS "Prazer em intermediar bons negócios"

Oferta escassa e altas de 2 a 4% no mercado do boi no RS

As cotações do boi gordo atualmente giram entre R$9,90 e R$10,40/kg de carcaça, a prazo, sem bonificações. A oferta está mais restrita.
Isto significa uma alta de 2 a 4% nos últimos 10 dias, quando as indústrias pagavam entre R$9,70 e R$10,00/kg, nas mesmas condições.
O principal fator que colabora para esta diminuição da disponibilidade de animais para abate é o vazio forrageiro, que dura de fim de abril até junho/julho (variando conforme o clima).
Este ano, o vazio poderá ser um pouco mais longo, em função do atraso das pastagens de inverno devido à falta de chuvas no fim do verão e começo do outono.
As boas chuvas dos últimos dias deram um “alívio” para quem estava com pastagens implantadas e não havia umidade suficiente para germinação e/ou crescimento, porém, os animais oriundos destas áreas somente deverão ficar prontos para o abate daqui a 6 semanas, ou mais.
Até lá, a expectativa é de preços firmes com tendência de alta, mas que pode ser segurada, ou no mínimo diminuída, pela fraca demanda e dificuldade de repasse das altas de preços ao consumidor. Mesmo assim, a pouca disponibilidade de animais deverá “falar mais alto”.
A reposição também está firme, com o preço do terneiro variando entre R$5,80 e R$6,00/kg vivo. O que significa uma firmeza com pequena alta, considerando que há 10-15 dias, eram escassos os negócios na faixa superior de preços.
O novilho de 280 a 320kg gira entre R$5,00 e R$5,30/kg vivo.
Historicamente, a partir de maio o preço do terneiro tende a recuar, o que pode durar até outubro. Porém assim como no gado gordo, em curto prazo, a saída às compras dos invernadores que estavam esperando as chuvas pode colaborar para a firmeza dos preços.
Por Renato Bittencourt

Insegurança faz produtores criarem patrulha para afastar ladrões de gado em Bagé

No ano passado, foram mais de 7 mil ocorrências no Estado, especialmente no Sul e na Fronteira, onde polícia promete reforço até o fim de junho


Insegurança faz produtores criarem patrulha para afastar ladrões de gado em Bagé Francisco Bosco/Especial
Produtores monitoram a região à noite e avisam os policiais caso percebam movimentação suspeitaFoto: Francisco Bosco / Especial
A névoa típica do outono gaúcho ainda não se dissipou no amanhecer de Bagé, na Campanha, e produtores já estão no campo fazendo a vigia do gado. Usando binóculos e comunicando-se via rádio, os pecuaristas alertam os vizinhos em caso de movimentação suspeita.
A organização é uma tentativa coordenada e desesperada de proteger o patrimônio constantemente ameaçado por abigeato — furto de animais nas propriedades.
Em 2014, Bagé liderou o número de registros do crime no Rio Grande do Sul, com 228 casos, conforme estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. O número foi 30,3% maior do que no ano anterior.
Produtores relatam que a redução do patrulhamento militar no meio rural por conta do corte de despesas promovido pelo governo estadual, somada ao maior interesse dos criminosos em um produto mais valorizado, fez aumentar a insegurança nas fazendas.
O sentimento de desproteção os motivou a agir por conta própria. Organizados em grupos, os produtores fazem vigílias noturnas e comunicam a polícia quando desconfiam de alguma movimentação. Dias atrás, em uma das patrulhas, produtores estranharam a circulação de um carro nas imediações das fazendas e avisaram a Brigada Militar. Ao abordarem o veículo mais tarde, os policiais encontraram objetos que costumam ser usados pelos criminosos, como facas, lonas pretas e lampiões.
— Essa situação toda fez os produtores se mobilizarem. Não é para agir como polícia, mas para tentar defender seu patrimônio. Diante de tamanha apreensão, nos cabe buscar formas de proteção — destaca Paulo Ricardo de Souza Dias, diretor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
Segurança particular no radar
Chefe da Polícia Civil esteve em Bagé no dia 5, ouviu reivindicações e prometeu resposta à série de ataques (Foto Francisco Bosco, Especial)
Há duas semanas, os produtores fizeram uma manifestação contra o abigeato na estrada Corredor dos Collares, onde bandidos têm agido livremente. Em Bagé no mesmo dia para participar de posse da chefia regional, o chefe de Polícia Civil do Estado, Guilherme Wondracek, foi convidado a ir até o local, onde ouviu reivindicações de mais segurança no campo.
Menos de 12 horas depois do apelo, a Cabanha Capanegra foi vítima de abigeatários a poucos quilômetros dali.
— Mataram seis reprodutoras da raça angus, todas elas prenhes. As vacas foram carneadas na fazenda mesmo. Ficaram apenas as cabeças e o espinhaço dos animais — lamenta Fernando Dornelles Pons, proprietário da cabanha.
Vítima de abigeato pela primeira vez, Pons é praticamente um caso isolado. Na Campanha, é difícil encontrar algum pecuarista que não tenha tido animais mortos ou roubados para abastecer a cadeia criminosa — que começa com o furto, passa pelo transporte ilegal e abate clandestino e termina na venda ilegal da carne aos consumidores.
— Estamos falando de quadrilhas organizadas, que comentem crime não apenas contra os produtores, mas contra a saúde pública — critica o presidente do Sindicato Rural de Bagé, Rodrigo Móglia.
A pouco mais de cem quilômetros de Bagé, produtores de Pedras Altas, no Sul, também passam por problemas parecidos. Mas em vez de formarem grupos para garantir a vigilância dos rebanhos, a organização é para contratar segurança particular. Diante do aumento nos crimes, a ideia é juntar recursos de pecuaristas para bancar a vigília noturna de um profissional em fazendas que fiquem em um determinado raio de distância.
Mercado clandestino e perigoso
Foto: Francisco Bosco, Especial
Após serem furtados ou carneados nas fazendas, os animais abastecem um mercado clandestino que envolve cerca de 400 mil cabeças de gado por ano, estima o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs). Essa carne é consumida sem qualquer inspeção sanitária, representando perigo para a saúde pública.
— Esse produto chega ao mercado sem cumprir nenhuma regra de sanidade — alerta Ronei Lauxen, presidente do Sicadergs.
Na semana passada, denúncia anônima resultou na apreensão de quase 7 toneladas de carne sem procedência em Torres.
Hoje, a indústria gaúcha de carne bovina abate cerca de 1,9 milhão de animais por ano. Embora não seja o único fornecedor do abate clandestino, o abigeato responde por boa parte do que chega ao mercado sem inspeção.
Quase 50% dos furtos de gado ocorrem nas regiões da Campanha, Missões, Fronteira Oeste e Sul, informa a Secretaria da Segurança Pública. Animais de raça prontos para o abate são o alvo preferencial dos ladrões.
— Tudo que é desviado agrava a escassez de matéria-prima, um dos limitadores dos frigoríficos gaúchos hoje — destaca Lauxen.
fonte: ZH

Oito frigoríficos brasileiros poderão voltar a exportar carne para a China

Medida consta de um dos 35 acordos assinados nesta terça entre os países.
China impôs embargo à carne brasileira em 2012 e retirou em 2014.


Acordo assinado entre Brasil e China nesta terça-feira (19) permite a oito frigoríficos brasileiros exportar carne bovina para o país asiático, segundo o Ministério da Agricultura.
O acordo, que tem o nome técnico de Protocolo de Requisito de Saúde e Quarentena, foi um dos 35 assinados entre o governo brasileiro e o chinês por ocasião da visita do primeiro-ministro Li Keqiang a Brasília.
Em dezembro de 2012, após uma suspeita não confirmada de registro de mal da vaca louca no  Paraná. a China suspendeu a compra de carne do Brasil.
O embargo comercial foi suspenso em julho eretirado oficialmente em novembro do ano passado, mas, para exportar, os produtores de carne brasileiros necessitam de uma habilitação concedida pelo governo chinês.
"A assinatura do protocolo criará um ato jurídico necessário para a retomada das exportações de carne bovina para a China de forma sustentável e será implementada imediatamente com  a habilitação feita pela China nos primeiros oito estabelecimentos exportadores brasileiros", afirmou a presidente Dilma Rousseff em declaração à imprensa após a assinatura dos atos.
Dilma disse que outros nove frigoríficos estão "na fila", à espera de autorização das autoridades chinesas a fim de exportar carne para aquele país.
fonte: G1

sábado, 16 de maio de 2015

Força-tarefa interdita Marfrig em Bagé



Na manhã de ontem, o MFB Marfrig Frigoríficos do Brasil S. A. (Marfrig Group), que abate bovinos, em Bagé foi interditado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), devido à constatação de situação de risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos trabalhadores.
A comunicação oficial foi feita durante reunião com executivos da empresa na própria fábrica. Durante a paralisação dos serviços, em decorrência da interdição, os empregados devemreceber os salários como se estivessem em efetivo exercício, nos termos do §6º do art. 161 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A interdição resulta da segunda operação da força-tarefa 2015, que investiga o meio ambiente do trabalho em frigoríficos gaúchos bovinos e suínos. A diligência foi organizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo MTE, com apoio do movimento sindical dos trabalhadores e participação da Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro). Pela primeira vez, a Justiça do Trabalho participou na condição de observadora convidada pelo MPT. O Crea e o Cerest visitarão a empresa nos próximos dias.
  O coordenador estadual do Projeto do MPT de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos, Ricardo Garcia, explica que a ação envolve todo o trabalho realizado na empresa - do abate à expedição, abrangendo todas as máquinas e postos de trabalho. Os empregados da fábrica também foram ouvidos pela força-tarefa. Todos os aspectos determinados pela legislação referentes à segurança do trabalhador são levados em conta. "A interdição é o último recurso. No caso de Bagé, os problemas são muito graves e reincidentes. A empresa já foi fiscalizada em outras oportunidades, inclusive foi interditada em outras ocasiões, nas mesmas máquinas e situações de hoje", frisa.

O Marfrig deverá adequar as condições tecnicamente de acordo com a legislação para suspender a interdição. Entre os problemas referentes à segurança dos trabalhadores, as máquinas apresentam a principal preocupação. "Havia máquinas com partes móveis desprotegidas, com acesso de trabalhadores a mecanismos em movimento, com risco de amputação e até de morte, falta de intertravamento em algumas portas, falta de parada de emergência, além de problemas ergonômicos, como uso excessivo de força, repetitividade, postura, que são agressões ao corpo do trabalhador e que vão causar doenças. Cerca de 80% dos trabalhadores do Marfrig reclamaram de dores - nos ombros, cotovelos, punhos e coluna. Compete à fábrica a adequação aos processos indicados para a volta ao trabalho”, pondera.
A procuradora do MPT Rúbia Canabarro, frisa que mais de 100 autos de infração foram efetivados. Para voltar a abater, a empresa deve solicitar uma nova fiscalização junto ao Ministério do Trabalho e apresentar a documentação referente às melhorias para verificação dos dados. "A partir de hoje (ontem), a fábrica não pode funcionar, sob pena de incorrer em crime. Ela só pode voltar a funcionar após a desinterdição, que será feita após fiscalização de auditores do Ministério do Trabalho a partir de um retorno de tudo o que foi feito", explica.
Rúbia destaca que os trabalhadores não sofrem prejuízo com a interdição. "O contrato de trabalho segue em vigor, eles não podem sofrer nenhum tipo de prejuízo ou represália por conta do que aconteceu, até porque eles não têm responsabilidade nenhuma. Não haverá qualquer prejuízo ao salário. Pelo contrário, eles podem ser apontados como vítimas disso. Se houver qualquer tipo de represália, os trabalhadores têm um sindicato forte, atuante, que sabe o que fazer. Mas não nos parece que isso irá acontecer, a empresa se mostrou interessada em solucionar os problemas", completa.
Para a procuradora, a operação significa a solução de problemas antigos da empresa, que a atuação isolada dos órgãos não conseguia superar. “A expectativa, é que depois de atendidas às exigências da fiscalização do Trabalho, nos prazos estabelecidos, se estabeleça um diálogo da empresa com o MPT para construir parâmetros de ação que tornem sustentáveis e permanentes todas as adequações necessárias na planta".
Para a fisioterapeuta Carine Benedet, assessora da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins para a região Sul (CNTA-Sul), "em se tratando de ergonomia, foi observado que existem alguns descumprimentos da Norma Regulamentadora (NR) 36 como, por exemplo, a ausência de pausas, de rodízios de função, de cadeiras ergonômicas, dentre outras particularidades específicas. Pontua-se a necessidade de um mapeamento fidedigno em se tratando de análise ergonômica e principalmente a execução do que for apontado, bem como a participação do trabalhador na sua compilação, pois sem ele não há programa em saúde do trabalho que tenha o real valor".

De acordo com o presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, o trabalho da força-tarefa contribuiu para demonstrar os principais pontos relativos à preocupação com a saúde do trabalhador, levantada pelo Sindicato ao longo dos últimos anos. “Esperamos que a empresa faça a adequação o mais breve. Ao todo, são 891 funcionários, sendo que mais de uma centena estão na Previdência. O que representa mais de 15% do efetivo”, completa.
Cabral diz que a força-tarefa é uma ação fundamental para que as autoridades possam verificar diretamente no local, as condições às quais os trabalhadores são submetidos dentro das fábricas. "Não é de hoje que encaminhamos à empresa as reclamações desses trabalhadores, só que essas reivindicações são ignoradas e nenhuma medida é tomada, para o oferecimento das mínimas condições de trabalho", enfatiza.

Por meio de nota à imprensa, o Frigorífico Marfrig enfatiza que após o encerramento da auditoria, iniciou a implementação de um plano de trabalho para executar todas as adequações necessárias, a fim de regularizar as operações da unidade de Bagé. A empresa irá solicitar nova vistoria dos auditores para a confirmação de que todas as adequações foram executadas.



Trabalhos Interditados
- Setor de atordoamento - plataforma de elevação com o posto de trabalho da sangria (setor de abate);
- Mesa de evisceração - setor de evisceração;
- Todas as centrífugas no setor de miúdos;
- Todas as centrífugas do setor de bucharia suja - um rolo de 60 folhas;
- Máquina raspadeira de tripa;
- Serras de fita - dos setores de bucharia suja, porcionados e manutenção;
- Acesso ao elevador de carga em todos os pavimentos;
- Embaladoras à vácuo (duas) setor de embalagem primária;
- Centrífuga de “Peró” no setor de triparia;
- Máquina embaladora de paletes (aplicadoras de filme strech do setor de expedição de congelados e resfriados;
- Setor de abate - trabalho nas plataformas com risco de queda para os trabalhadores;
- Setor sala de máquinas;
- Setor graxaria;
- Setor da seringa;
- Lavadora e centrífuga na lavanderia;
- Vasos de pressão;
- Caldeira;
- Setor de expedição tendal;
- Setor de sala de corte (quarteio);
- Setor de carregamento;
- Setor de desossa;
- Setor de miúdos - sala de resfriados e sala de embalagem.


A planta abate, em média, 750 cabeças por dia, a maioria das raças Hereford e Angus. Cada exemplar pesa 450 quilos em média. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril, são 891 trabalhadores. Eles cumprem jornada de 8h48min diárias, de segunda a sexta-feira. A jornada incluí quatro pausas de 15 minutos cada (60min no total), atendendo à Norma Regulamentadora 36, do MTE, e excluí intervalo de 1h para almoço ou janta. O salário inicial bruto é de R$ 1.054,00, R$ 1.109,00 (faqueiros), R$ 1.130,00 (malhadores) e R$ 1.131,00 (magarefes).

Integrantes
A força-tarefa teve participação de 17 integrantes. Pelo MPT, estiveram dois procuradores do Trabalho: Ricardo Garcia (coordenador estadual do Projeto do MPT de Adequação das Condições de Trabalho nos Frigoríficos e lotado em Caxias do Sul) e Rubia Vanessa Canabarro (responsável pelo processo e lotada em Pelotas). O projeto visa à redução das doenças profissionais e de acidentes do trabalho, identificando os problemas e adotando medidas extrajudiciais e judiciais. Pelo MTE, participaram seis auditores fiscais do Trabalho: Mauro Marques Müller (coordenador estadual do Projeto Frigoríficos do MTE), Marcelo Naegele (chefe da fiscalização da gerência regional passo-fundense) e Áurea Machado de Macedo (os três lotados em Passo Fundo), mais Fábio Lacorte da Silva e Márcio Rui Cantos (lotados em Pelotas) e Bob Everson Carvalho Machado (lotado em Bagé). Pela Justiça do Trabalho, a juíza substituta Marcele Cruz Lanot Antoniazzi representou o Foro local na condição de observadora convidada pelo MPT. O grupo foi assessorado pela fisioterapeuta Carine Taís Guagnini Benedet (de Caxias do Sul) e pelo jornalista Flávio Wornicov Portela (chefe da Assessoria de Comunicação do MPT-RS).
 A ação também foi acompanhada pelo movimento sindical. Estiveram presentes o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), Dori Nei Scortegagna e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Coelho Cabral Jorge, acompanhado do diretor Alceu Beroni de Oliveira, do especialista em segurança do trabalho Jaqueson Leite de Souza. Entre os parceiros, pela Fundacentro participou a tecnologista Maria Muccillo, representante da Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) da NR-36.


Parceiros
Para a Fundacentro, em decorrência da complexidade do setor frigorífico, formado por ambientes que concentram diversos agentes agressivos à saúde e vulnerabilização da segurança dos trabalhadores, a empresa precisa se apropriar dos conhecimentos que deram à NR-36 sua legitimidade, fazendo uso desta normativa e outras afins a principal referência para o sistema de gestão de riscos e dos negócios.
A tecnologista Maria Muccillo afirma que frente ao crescimento econômico e à competitividade existente, todo controle de perdas passa obrigatoriamente pelas questões relativas à segurança e saúde no trabalho. “Ignorar esse atrelamento é negligenciar o potencial  da empresa, sua responsabilidade legal e social", salienta.
  
Conforme a FTIA/RS, o projeto tem se tornado ferramenta de aproximação entre trabalhadores e movimento sindical. "A visita ao Marfrig nos mostra, mais uma vez, as más condições as quais são submetidos os trabalhadores do setor. A conversa com os trabalhadores apresenta os mesmos problemas já evidenciados em outros locais, como o ritmo de trabalho e as queixas de dores, principalmente nos membros superiores", declara o secretário-geral.
Para Dori Nei, causa certa indignação a falta de interesse do empregador em adotar ações que possam minimizar o adoecimento. “Desta vez, podemos constatar que pequenas melhorias, de baixo investimento, podiam colaborar em muito para a melhoria das condições de trabalho. Chamou nossa atenção, também, a falta de investimento em treinamento específico e conscientização aos trabalhadores para o exercício de suas funções”, relata.


Projeto nacionalizado
No momento em que a força-tarefa gaúcha iniciava a inspeção em Bagé, outra equipe, com estrutura nela inspirada, começava trabalho idêntico na planta da Big Frango / JBS Foods, em Rolândia, no Paraná.  Desdobramento do projeto gaúcho, iniciado em janeiro do ano passado, a adequação de frigoríficos ganhou o País. No segundo semestre de 2014, forças-tarefas foram criadas e operações realizadas nos estados de Goiás, Rondônia e Tocantins. Mato Grosso montou sua força-tarefa no fim do ano e já realizou algumas operações. O Paraná deflagrou sua primeira operação em Rolândia e, no início de maio, Santa Catarina iniciou o seu planejamento.
Para o procurador do Trabalho Ricardo Garcia, coordenador do projeto no Rio Grande do Sul, ao reproduzir a experiência local, o Projeto Nacional assegura "a isonomia de tratamento a todas as empresas do setor, das quais se exige exatamente a mesma conduta. Uma das ilusões das empresas gaúchas é a de que recebem tratamento mais rigoroso por parte do MPT e do MTE, o que não é verdade, pois a legislação e os órgãos são nacionais". O projeto nacional visa montar forças-tarefas com vários órgãos públicos e da sociedade, como no pioneiro modelo gaúcho, e de acordo com as realidades locais, em todos os estados produtores de proteína animal.
fonte: Folha do Sul

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fim da vacinação põe criadores de boi contra suinocultores

Reunidas na sexta-feira (08/05) em Maringá para a abertura oficial da Expoingá 2015, as sociedades rurais do Paraná divulgaram um documento em que se colocam contrárias à proposta do Estado de obter isoladamente o certificado de área livre de aftosa sem vacinação.
As entidades apoiariam a proposta somente se o certificado fosse requisitado concomitantemente com Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Santa Catarina já tem esse status há 8 anos.
As sociedades questionam se o Paraná terá condições de realizar o controle necessário das divisas com outros Estados e com o Paraguai e a Argentina. Dizem que as terras paranaenses são muito valorizadas e que manter vacas para cria nelas é uma atividade pouco rentável. Por isso, precisam trazer esses animais de outros Estados, o que será proibido se o Paraná obtiver sozinho o certificado. O documento também refuta o argumento do governo de que os produtores teriam menos gastos se não precisarem vacinar o gado. Segundo as entidades, essa economia é pequena se comparada com o risco de um foco de aftosa.
Na segunda-feira será realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa em Curitiba para discutir o assunto. "Vamos protocolar o documento nesta audiência para que o governo do Estado tenha mais subsídio para tomar uma decisão", afirma o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni. Ele ressalta que o Estado tem 23 postos de fiscalização de divisas e que precisará de uma "logística muito grande" para evitar os riscos de animais entrarem de forma clandestina. "Haverá um alto custo e não teremos garantias", declara.
O pecuarista André Carioba ressalta que o Paraná é deficitário em bezerros, que muitas matrizes vêm do Mato Grosso do Sul. E, com o certificado, esses animais não poderão mais entrar. "Também precisamos saber se o Estado terá condições de fiscalizar as áreas de divisa e o rebanho que vai ficar aqui dentro. Do ponto de vista comercial, tenho dúvida de quanto (o certificado) vai trazer de benefícios. Nossa exportação bovina é muito pequena", afirma.
Se os pecuaristas de corte estão em dúvida sobre as vantagens de ser um território livre de aftosa sem vacinação, os suinocultores são enfáticos na defesa do status. Eles estão de olho no mercado japonês, que exige a certificação e, por isso, só importa de Santa Catarina. O presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores (APS), Jacir José Dariva, conta que o Paraná vende carne de porco para a Rússia, que não exige o status, por cerca de R$ 2.700 a tonelada. "O mercado japonês compra por R$ 5.000", declara.
Mas, segundo ele, todo o País ganha com o avanço do status sanitário. "Se nós passarmos a vender para os mercados mais exigentes, outros estados irão atender os menos exigentes", destaca. Dariva lembra que o Paraná é o terceiro maior produtor de carne suína do País e que este mercado tem mais impacto na economia, gerando mais emprego e mais renda, que a bovinocultura.
Já o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes (Sindicarne), Péricles Pessoa Salazar, diz ser favorável à obtenção do certificado desde que haja um "corredor para a entrada de gado para engorda" de outros Estados. "Sou contra se não pudermos trazer animais de cria e recria para terminação no Paraná. E também se não puderem vir animais de outros estados para leilões", afirma.
Mas o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, diz que o corredor defendido por Salazar não é viável. "A norma atual (instrução normativa 44) proíbe."
Além de oito sociedades rurais, 17 entidades assinam o documento que é endereçado a Kroetz e ao secretário da Agricultura, Norberto Ortigara. Entre elas, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e associação de criadores de raças como Simental, Charoles, Nelore e Angus.
Fonte:  AgroIN

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mercado de gado no Uruguai igual aqui !!! Veja a noticia.

Firmeza y alza de precios en el mercado de haciendas gordas

La situación que se viene registrando desde hace al menos dos semanas no hace otra cosa que reafirmarse. Es más, a medida que pasan los días y la situación forrajera se sigue complicando, los ganados preparados, ya los generales, continúan mermando. Al tiempo que la industria sigue demandando pero sin encontrar mucha respuesta. Esto ha llevado a que los precios continúen al alza, en las distintas categorías de ganado gordo.
En lo que respecta a novillos, “la oferta es prácticamente inexistente, se ha algún negocio por novillos generales, pero si me piden 100 novillos buenos especiales, no tengo de dónde sacar”, graficó un operador de la zona sur del país. Esto ha llevado a que el precio por esta categoría no solo esté firme, sino al alza. En promedio los novillos cotizan a US$ 3,20. Pero con una flechita para arriba, ya que se han confirmado negocios a US$ 3,25. “Son los menos, pero porque no se encuentran novillos terminados”, manifestó otro operador.
A su vez la categoría de vacas viene siendo procesada sin inconveniente, “cualquiera sea la categoría o el estado se hace negocios”, dijo un operador, aclarando que los valores varía. No obstante, precisó que la vaca buena pesada vale en el eje de los US$ 2,85.
La situación hacia adelante no se espera que cambie, la oferta no está y no tiene miras de aparecer, al menos por el momento, dicen los operadores. Aún falta aproximadamente un mes para que empiecen aparecer novillos de verdeo, ya que estos se hicieron muy tarde. “Todo dependerá de las intenciones que la industria tenga, si quiere faenar se va a mantener el mercado, sino se enfriará”, concluyó un consignatario.
fonte: Tardaguila Agromercados

Mudança na rotina da fiscalização.

Ainda falta detalhar como se chegará às metas traçadas pelo Plano Nacional de Defesa Agropecuária, anunciado ontem. Em outras palavras, é agora que começa o trabalho de operacionalização das mudanças propostas, que não são poucas.
Nos próximos cinco anos, seis eixos irão guiar o trabalho de defesa, área que garante não apenas a sanidade animal e vegetal, mas também monitora a qualidade dos produtos. E é aí que entra uma alteração importante feita em decreto publicado também ontem.
A modificação do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) vai transformar a forma como inspeção e fiscalização são feitas nos frigoríficos.
Atualmente, o fiscal federal agropecuário acompanha abates e todos processos produtivos. Daqui para frente, sua ação permanente ocorrerá apenas no abate. Nas demais atividades, fará somente auditoria, ficando a responsabilidade de fiscalização a cargo das indústrias.
— Sai da tutela do Estado e passa a ser uma exigência das empresas. A responsabilidade do setor de produção aumentará — entende Rogério Kerber, presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal e diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos.
A modificação também ajudaria o governo a não elevar custos, já que há conhecida escassez no número de fiscais no país. Para Kerber, as indústrias serão obrigadas a ter profissionais de qualidade para atender essa demanda, porque serão responsabilizadas caso problemas sejam detectados.
Fernando Groff, diretor de defesa agropecuária do Estado, entende que não se trata de “deteriorar o serviço oficial, mas sim, aumentar o poder de fogo na fiscalização de rotina”.
Essa interpretação está longe do consenso. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Rodrigo Lorenzoni, a modificação não é positiva:
— A gente não pode olhar isso sob a ótica do custo.
Quem ganha com isso? Qual a vantagem para a segurança sanitária?
Lorenzoni argumenta que o sistema de autocontrole já existe hoje na figura do responsável técnico mas é aliado ao do fiscal, sendo “uma segunda barreira a eventuais problemas”.
— Se com a obrigatoriedade do serviço de inspeção já tivemos de conviver com leite adulterado, carne com toxoplasmose e abigeato, imagine sem — questiona Ricardo Capelli, vice-presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado.
Um debate acalorado que, assim como o novo plano de defesa, apenas começou.