quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Marfrig Alimentos S.A. divulga comunicado ao mercado

A MARFRIG ALIMENTOS S.A. (“Companhia”) em observância aos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 358, de 03 de janeiro de 2002, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que obteve a aprovação unânime e sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a operação de arrendamento de seis plantas do Frigorifico Margen S/A, já anunciada em Fato Relevante divulgado em 22 de setembro de 2009.
Ricardo Florence
Diretor de Planejamento e de Relações com Investidores

FONTE: As informações são da assessoria de imprensa do Marfrig Alimentos S.A.

ENTREVISTA COM LIGIA PIMENTEL - BOI GORDO



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Boi/CEPEA: Operadores reduzem negócios

Diante das recentes oscilações nos preços da arroba de boi no mercado paulista, parte dos pecuaristas e de frigoríficos consultados pelo Cepea esteve recuada nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, o cenário ainda é de baixa oferta de animais para abate. Assim, as variações negativas registradas na semana passada são justificadas pelo aumento pontual das ofertas de alguns pecuaristas que, diante da forte pressão dos frigoríficos, acabaram cedendo. Nessa quarta-feira, 24, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 110,46, queda de 3,25% entre 17 e 24 de novembro.

FONTE: Cepea/Esalq

Mercados Futuros - 24/11/10


Vencimento Fechamento Diferença do dia anteriorContratos em abertoContratos negociados
Nov/10109,100,188.7282.546
Dez/10101,370,268.1002.259
Jan/1197,200,201.69337
Fev/1195,53-0,22290
Mar/1192,22-0,4180
Abr/1189,06-0,5030
Mai/1189,45-0,553366
Jun/1189,79-0,5600






Indicador de Preço Disponível do Boi Gordo Esalq/BM&F - Estado de SPIndicador de Preço Disponível do Bezerro Esalq/BM&F - Estado de MS
DataA vista R$/@A prazo R$/@DataA vista R$/cabeçaA prazo R$/cabeça
16/11/10115,26117,7116/11/10726,02725,07
17/11/10114,17117,7117/11/10721,96719,39
18/11/10112,28112,5918/11/10722,91718,51
19/11/10110,53110,4019/11/10717,50718,51
22/11/10113,10114,6422/11/10714,36716,21
23/11/10112,55113,2023/11/10715,95718,35
24/11/10110,46112,2524/11/10716,52719,77
FONTE: BEEFPOINT

Os bois escorridos que estão sendo abatidos agora, farão falta daqui para a frente?



FONTE: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Os bois que morreram agora vão fazer falta em dezembro?

Ao conversar com um amigo que trabalha com distribuição de carne bovina na grande São Paulo, além dos comentários sobre recuo nos preços da carne me chamou a atenção um comentário feito por ele sobre o tipo de animais que estão sendo abatidos neste momento.
"Nós sempre trabalhamos com carcaças acima de 280 kg, mas nos últimos dias estamos recebendo com peso de até 248 kg. As carcaças estão chegando mais leves e com pior acabamento".
José Ricardo Skowronek Rezende acredita que "os recentes abates de animais leves, que elevaram a oferta momentaneamente, para aproveitar os preços atraentes, influenciando a queda dos preços no mercado físico, foram "sacados" da escala natural de abates de dezembro. A verdade é que a demanda e oferta estão justas e ainda há espaço para muita volatilidade. Boi gordo a pasto em maior escala só a partir de janeiro".

FONTE: BEEFPOINT

Setor de carne bovina perde competitividade

O ritmo das exportações brasileiras de carne bovina voltou a acelerar em 2010. A receita reagiu 2,6% ao mês este ano, apesar da recuperação mais lenta do volume embarcado (+0,4%). O faturamento médio entre janeiro e outubro ficou em US$330,7 milhões com recuperação de 31,3% em relação a 2009, mas ainda 0,9% abaixo de 2008. O volume apresentou recuperação mais comedida em relação a 2009 (+8,5%) e também está abaixo de 2008 em 1,7%.
O principal destaque foi a evolução do preço médio da carne bovina in natura exportada pelo Brasil. Em 2010 o preço médio foi de US$3.948,08/tonelada, superando em 0,8% o resultado de 2008 e com poucas chances de perder o posto depois de contabilizar os dados de novembro e dezembro. A melhora no preço, entretanto, não foi suficiente para compensar a queda do dólar. O preço médio da moeda nacional ficou em R$6.962,30/t em 2010 (jan a out), com queda de 2,3% em relação a 2008. Desde o início do ano o dólar acumula desvalorização de 3,9%.
A queda do dólar é preocupante porque diminui a competitividade da carne brasileira no exterior. A cotação do boi gordo em dólares está no maior patamar histórico e já ultrapassou os principais produtores e exportadores de carne bovina do mundo. Em nov/10 o boi gordo registrou média de US$67,10/@ (1 a 23), quase duas vezes a média registrada entre 2006 e 2009 (US$35,62/@).
Numa comparação preço x preço, sem levar em consideração custos operacionais ou mesmo a diferença entre os inúmeros mercados atendidos pelo Brasil, a atratividade das exportações voltou a ficar negativa. Em outras palavras, o varejo (referência São Paulo) remunerou mais a indústria do que o preço médio das exportações. Desde 2003 a atratividade média das exportações ficou em 22,2%, entretanto, diante da demanda internacional enfraquecida em 2009, o varejo remunerou 2,8% mais no ano passado. Em 2010, até outubro, as exportações foram mais atraentes (+2,5%), apesar do resultado positivo apenas entre abril e agosto.
Frente à perspectiva positiva para 2011 e provável continuidade da entrada de capital estrangeiro no Brasil, o que ajuda a valorizar o Real, a indústria deve dar mais atenção ao mercado interno. Do total produzido, entre 20% e 25% é exportado, mas esse porcentual pode voltar a cair em 2011. Enquanto a alta no preço da matéria-prima pressiona a indústria a subir o preço da carne exportada, a desvalorização do dólar tira o poder de barganha da indústria brasileira. O bom momento econômico dos países emergentes, por outro lado, com demanda e poder aquisitivo crescentes, servem de alento.
A indústria brasileira de carne bovina navegou por mares turbulentos em 2010 e parece que a calmaria não virá em 2011.

FONTE: www.agroblog.com.br
autor LEONARDO ALENCAR

Clima adiará para janeiro maior oferta de boi de pasto

Demanda em alta
O problema ocorre justamente no período em que a demanda por proteínas animais se fortalece com recursos do 13o salário e os preparativos para os feriados de fim de ano. Nogueira avalia que a situação só poderia ser revertida se a região recebesse um volume de chuvas mais concentrado. "O que não vem ocorrendo", acrescentou.
Em algumas regiões de Mato Grosso, Estado com maior rebanho no país, o atraso nas primeiras ofertas pode ser de um mês, segundo relato do diretor técnico da AgraFNP, José Vicente Ferraz, que esteve na região na semana passada.
"Agora as chuvas começam a se normalizar. Os pastos em Rondonópolis (sul do Estado) estão verdes e rebrotando, mas a oferta de boi gordo só deve começar na segunda quinzena de janeiro", afirmou Ferraz.
Se o ritmo do setor fosse mantido, os animais para abate da região Centro-Oeste começariam a chegar ao mercado em meados de dezembro, contribuindo para esfriar o movimento de alta registrado desde agosto nos preços.
"O normal seria que já saísse um volume melhor de gado em dezembro, mas agora isso só deve ocorrer em janeiro", afirmou Ferraz. "É preciso considerar que não é só o clima. Este é mais um fator, que se soma ao problema de escassez de oferta", acrescentou Ferraz.
A analista do mercado de boi da Scot Consultoria, Gabriela Tonini, ressalta que no período inicial das chuvas, a lotação de animais é menor para permitir o crescimento do capim. "Não adianta comprar bezerro nesta fase se o animal não pode engordar no campo", disse.
A seca mais prolongada e com maior intensidade neste ano dificulta a engorda dos animais. "Alguns animais já estão debilitados, porque nem todos conseguiram fazer a suplementação adequada", aponta Luciano Vacari, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
Segundo Vacari, o resultado é que a restrição de gado que marcou 2010 vai persistir. "O pecuarista não segura gado pronto, o que acontece é que a oferta de gado é menor mesmo", disse, acrescentado que a situação reflete o abate de matrizes feito entre 2006 e 2007, e a consequente redução no número de bezerros.
A Acrimat estima que o abate de animais em Mato Grosso deve ficar entre 4,3 e 4,4 milhões de animais este ano no Estado. "O abate só não é maior por causa da restrição de oferta", afirma. Cerca de 70 por cento da produção do Estado é destinada ao mercado interno.

Acomodação
O professor e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Sérgio De Zen, observa que o preço da arroba arrefeceu, mas ele atribui o movimento a um ajuste de mercado. O indicador Esalq/BMF&Bovespa chegou a bater o recorde de 117,18 reais por arroba recentemente, mas nesta segunda-feira já havia recuado para 113,10 reais.
A alta expressiva da arroba ao longo do ano foi repassada para o varejo e teve reflexos na inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,85 por cento na terceira prévia de novembro, maior resultado desde a primeira semana de abril, puxado pelo aumento do grupo Alimentos, informou na terça-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O aumento de 9,43 por cento registrado para as carnes bovinas puxou para cima o grupo de Alimentos, disse a FGV.
"Agora temos uma acomodação, até encontrar equilíbrio. Mas fica difícil saber qual é o limite, é preciso olhar as condições do mercado", afirmou De Zen. Ele acrescenta que grande parte dos bois prontos que chegarem ao mercado no período já devem estar atrelados a contratos de venda e é possível que os preços no mercado disponível (spot) continuem sustentados, mesmo com a oferta maior esperada em janeiro.

FONTE:Reuters
Autor: Fabíola Gomes

Mercado do boi gordo segue com pressão de baixa

Os preços do boi gordo em São Paulo vão de R$103,00/@ a R$107,00/@, à vista, livre do funrural. No entanto, dependendo do frigorífico e da negociação, é possível obter de R$1,00/@ a R$2,00/@ a mais na negociação do gado. As escalas atendem de 4 a 5 dias na maior parte das indústrias, o que transmite certa tranqüilidade no momento das compras, ajudando a manter a pressão de baixa.
No Mato Grosso do Sul, com oferta de R$98,00/@, à vista, livre do funrural, os negócios com o boi gordo estão travados, o que indica que o mercado pode estar chegando ao limite de recuo no estado.
Em Goiânia-GO, a pressão é para pagamento de R$100,00/@, à vista, livre do funrural no boi gordo, mas pouquíssimos negócios foram fechados e os pecuaristas tentam o recebimento de R$2,00/@ a mais.
No Mato Grosso as escalas fluíram melhor, o que provocou queda de até R$2,00/@ no preço do boi gordo.
No mercado atacadista de carne bovina houve ligeira diminuição na oferta de carne, em função das compras mais travadas após a queda de preço do boi gordo. É o que tem mantido os preços, já que as vendas enfraqueceram.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Argentinos estimam alta de 15% no preço da carne

O preço da carne deverá continuar subindo na Argentina no que resta do ano. Durante o mês e meio que falta para terminar o ano, esse aumentará em 15% devido às festas e à escassez de oferta, segundo fontes do setor. A alta dos valores de diferentes cortes de carne foi reconhecida oficialmente na Argentina. Por diferentes causas, os preços, como o de muitos outros bens e serviços, elevaram-se significantemente esse ano.
O presidente da Câmara da Indústria e Comércio da Argentina (CICCRA), Miguel Schiariti, disse que os aumentos até o final do ano serão de "10% no mínimo". Já o consultor do setor, Víctor Tonelli, estimou que os consumidores sofrerão aumentos próximos a 15% nos diferentes produtos.
"Por um lado, incidirá o aumento estacional das festas e, por outro, uma retração da oferta que está relacionada ao ano ruim para a maioria dos produtores pecuários", disse Schiariti. Ele calculou as futuras altas considerando o aumento anual de 139% que já acumula o preço do gado e que foi repassado em 80% ao público, segundo dados da entidade. "Na história da relação entre o preço do gado e o preço ao consumidor se demonstra que, apesar das demoras, sempre se equiparam".
A produção diminui, os abates se reduzem, as vendas e as exportações caem. O mercado está diminuindo, assim como suas margens, e isso gera preocupações pela estabilidade de trabalho no setor, disse Schiariti. "A lógica é que a carne siga subindo".
O último informe da CICCRA mostra que, no bimestre de setembro-outubro, o preço médio do gado em pé aumentou em 30% e os cortes ao público, em 14,5%. A má notícia é que não se trata de um problema conjuntural. Como no começo desse ano, no do próximo se esperam novos retoques nos números. "O preço vai seguir muito alto por pelo menos dois anos. A pergunta não é o que acontecerá nesse Natal, mas sim, no do ano que vem e no do seguinte", disse Tonelli.
Um levantamento informal realizado pelo La Nación em diferentes açougues e supermercados da cidade de Buenos Aires mostra os altos preços dos cortes. Os aumentos também foram vistos nos produtos substitutos: as carnes de frango e suína não foram excluídas dos aumentos generalizados.
"Mandam poucos cortes e baixas quantidades. Não dá para nada", disse o encarregado de um supermercado de Palermo que descreve o escasso abastecimento de cortes populares a preços baratos que surgem de um acordo de preços do Governo. O La Nación comprovou a escassa disponibilidade desses produtos nas geladeiras durante seu levantamento.

FONTE: La Nación, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Mercado continua pressionado e as escalas voltam a ficar curtas em algumas praças

O mercado pecuário continua pressionado na maioria das praças brasileiras. As escalas, entretanto, voltaram a se encurtar em algumas praças. Nada comparado ao final de outubro, quando elas atendiam uma média de 3 dias em São Paulo, mas já foi possível observar um reflexo da tentativa de fazer os preços caírem. Em São Paulo, as escalas atendem 4 a 5 dias úteis, em média e as ofertas variam entre R$105,00/@ e R$110,00/@, dependendo do tamanho do lote e da sua distância em relação ao frigorífico.
A praça do centro-oeste que apresenta o maior problema em relação à oferta é Goiás e as escalas por lá continuam relativamente curtas. A situação poderá se complicar devido à chegada do final da oferta de animais confinados no segundo turno. Apesar da pressão instalada nos últimos dias, dificilmente o cenário muda drasticamente de um momento ao outro. O consumo ainda se mostra impactado com as sucessivas altas regitradas para a carne bovina. Isso acaba fazendo com que o consumidor migre para proteínas mais baratas, como o frango e o suíno. Aliás, os preços dessas duas proteínas foram favorecidos pela alta do boi. O frango subiu 12% e o suíno 10% desde o início do mês.
Além disso a oferta da matériaprima, especialmente em Rondônia, já se mostrar maior, o que afrouxa as cotações. Na BM&F, guiado pela alta do indicador Cepea/ESALQ, o nov/10 chegou a fazer máxima em 111,40, mas recuou em seguida, fechando o gap formado na abertura. Entretanto, perdeu os ganhos ao longo do pregão, mas mesmo assim fechando em valorização de 0,96%.

Confira a análise completa: Boi_2311.pdf

Fonte: XP Agro

IBGE: rebanho bovino soma 205,29 mi de cabeças em 2009

Rio, 24 - O rebanho brasileiro de bovinos somou, em 2009, 205,292 milhões de cabeças, considerando os animais existentes em 31 de dezembro daquele ano e levando-se em consideração, tanto os destinados à produção de carne como à de leite, segundo mostra pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Rio, 24 - O rebanho brasileiro de bovinos somou, em 2009, 205,292 milhões de cabeças, considerando os animais existentes em 31 de dezembro daquele ano e levando-se em consideração, tanto os destinados à produção de carne como à de leite, segundo mostra pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com 2008 (202,287 milhões de cabeças), houve um incremento de 1,5%, ou seja, de 3,005 milhões de animais. Segundo o documento de divulgação da pesquisa, na distribuição regional, o Centro-Oeste abrigou o maior porcentual (34,4%) do efetivo nacional de bovinos no ano passado, seguido pelo Norte (19,7%). O Sudeste veio em terceiro lugar (18,5%), seguido pelo Nordeste (13,8%) e pelo Sul (13,6%). Entre os Estados, Mato Grosso apresentou o maior número de animais, com 13,3% do efetivo de bovinos, seguido por Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com participações de 10,9% cada. Em seguida vieram Goiás (10,2%), Pará (8,2%), Rio Grande do Sul (7,0%), Rondônia (5,6%), São Paulo (5,5%), Bahia (5,0%) e Paraná (4,7%). Esses dez Estados, juntos, responderam por 81,3% do rebanho nacional de bovinos. No que diz respeito aos municípios, Corumbá (MS) foi o maior produtor de bovinos, com cerca de 1,973 milhão de cabeças em 2009, representando 1,0% do efetivo nacional. Em seguida vieram São Félix do Xingu (PA), com 0,9%, e Ribas do Rio Pardo (MS), com 0,6%. Os técnicos do IBGE destacam, no documento de divulgação, o ganho de importância de Porto Murtinho (MS) que, em 2008, ocupava a 12ª posição no ranking dos principais municípios e, em 2009, passou a figurar em 5º lugar, registrando aumento de 25,3% no seu efetivo ante o ano anterior. Segundo a pesquisa, o Brasil tem o segundo maior rebanho de bovinos do mundo, atrás apenas da India (de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO). Além disso, o País é o segundo maior produtor de carne bovina, depois dos Estados Unidos, e maior exportador mundial do produto.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO

Governo de GO propõe lei perdoando dívida fiscal de pecuaristas

O governador Alcides Rodrigues assinou nesta quarta-feira (24-11) de manhã mensagem à Assembleia Legislativa, encaminhando projeto de lei visa extinguir o crédito tributário de ICMS de operações com gado bovino ou bubalino.
Segundo o superintendente de administração tributária da Secretaria da Fazenda, Paulo Aguiar, muitos produtores foram autuados nos últimos anos em virtude de discrepâncias entre informações prestadas à Agrodefesa e à Sefaz sobre movimentação de gado em território Goiano. Com a informatização de todos os cadastros, agora integrados em rede, as autoridades do Fisco têm meios de obter informações atualizadas e seguras sobre o Gado. “O Fisco quer saber onde está o gado e para onde vai”, explica o superintendente.
Os produtores devem tirar guias de trânsito de gado, mas não terão nenhum custo. Esta exigência visa dar ao Fisco poder de monitoramento sobre o rebanho goiano, a fim de lançar e arrecadar o ICMS sobre produtos de origem animal a ser pago pelo industrial. “Uma dor de cabeça a menos para o criador de gado e uma arma legal a mais para a Secretaria da Fazenda cobrar de quem de direito os impostos sobre a produção primária e sua industrialização”, disse o governador em seu discurso durante a cerimônia de assinatura da mensagem.
Uma vez que o produtor rural está desonerado de recolher o tributo, e estando já reestruturado o banco de dados sobre a produção pecuária em Goiás, o Governo entende que não há uma razão justa para cobrar multas relacionadas à movimentação de gado.
O projeto encaminhado atende a uma reivindicação Federação da Agricultura do Estado de Goiás – Faeg . “O Governo e a Faeg se entenderam em nome de 115 mil produtores rurais de Goiás, e este acordo facilita a movimentação de mais de 21 milhões de cabeças de gado goiano, uma das molas propulsoras de nosso desenvolvimento nos últimos anos”, justificou o governador.
O perdão concedido se refere a multas por irregularidades burocráticas, não a impostos devidos e não pagos. Na exposição de motivos, o governador ressalta que a extinção de crédito proposta não implica renúncia de receita, razão pela qual deixa de apresentar estimativa de impacto orçamentário-financeiro.
A medida alcança todos os créditos tributários cujo fato gerador ou infração tenham ocorrido até 30 de setembro de 2010, inclusive os já ajuizados; inscritos em dívida pública; objeto de parcelamento; não constituído; decorrente de aplicação de pena pecuniária; e o constituído por meio de ação fiscal após a vigência da nova lei. No caso de demanda judicial, o Estado abre mão de honorários advocatícios e despesas processuais. Contudo, créditos eventualmente quitados não serão nem restituídos nem compensados.
O governador solicitou à Assembleia urgência e preferência na tramitação do projeto de Lei.

FONTE: Goiás Agora

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VENDA DE TERNEIROS

ESTAMOS OFERTANDO 45 TERNEIROS MONTANA ,INTEIROS ,COM 12 MESES DE IDADE
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Boi gordo: indicador registra forte alta (+R$ 4,24/@)

esta segunda-feira o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 113,10/@, com alta de R$ 2,57. O indicador a prazo também registrou forte valorização, subindo R$ 4,24 e sendo cotado a R$ 114,64/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



A BM&FBovespa acompanhou o movimento do mercado físico e também fechou em alta, com o primeiro vencimento, novembro/10, sendo negociado a R$ 107,86/@, com valorização de R$ 0,31. Os contratos que vencem em dezembro/10 fecharam a R$ 99,75/@, com variação positiva de R$ 0,25.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 22/11/10


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para novembro/10



Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 8,90, o dianteiro a R$ 5,10 (-R$ 0,10) e a ponta de agulha a R$ 5,60. O equivalente físico registrou retração de 0,55%, sendo calculado em R$ 104,84/@. Diante a variação do indicador de boi gordo (positiva) e do equivalente (negativa), o spread (diferença) entre os dois índices, deu um salto para R$ 8,27/@, ficando bem acima da média dos últimos 12 meses que é de R$ 3,33/@. Essa alta deve forçar nova onda de pressão por parte dos compradores, já que quanto maior o spread menores devem ser as margens do frigorífico.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 714,36/cabeça, com recuo de R$ 3,14. A relação de troca voltou a melhorar, ficando em 1:2,61.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Boi Gordo: Pressão de baixa continua em todo o Brasil

A pressão de baixa continua em todo o Brasil, mas os negócios dificilmente ocorrem nas ordens de compra mais baixas. Não existe oferta suficiente para absorver toda a queda testada.
Mesmo assim houve recuo nos preços em 11 das 31 praças pesquisadas.
Em São Paulo existem frigoríficos ofertando até R$5,00/@ abaixo da referência, que ficou estável em R$108,00/@ à vista e R$109,00/@, a prazo, ambos livre de funrural. Porém os compradores estão testando o mercado, já que negócios abaixo desses valores quase não ocorrem. Aliás, existem relatos de negócios correndo em R$110,00/@ à vista no estado.
As ofertas em São Paulo são maiores para a vaca gorda.
No Mato Grosso do Sul, a pressão de baixa dos compradores de São Paulo também forçou preços menores para a arroba no estado. A única praça do Mato Grosso do Sul que mantém os preços acima dos R$100,00/@ é Três Lagoas.
Em função da pressão para derrubar os preços e dificuldade nas compras, o mercado está sem referência sem muitas praças.
No mercado atacadista de carne bovina de São Paulo houve queda nos preços da vaca casada e do dianteiro avulso, já que a demanda para estes tipos de produto está pequena.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Mercado do boi gordo inicia a semana lento e especulado

O mercado do boi gordo iniciou a semana especulado.
Em São Paulo o comportamento foi típico de segunda-feira, com poucos negócios realizados e grande parte dos frigoríficos aguardando uma melhor definição do mercado para abrirem ofertas de compra.
Mesmo assim, a pressão de baixa continua. O preço de referência para o boi gordo caiu R$1,00/@ no Estado e está em R$108,00/@ a vista e R$109,00/@ a prazo, ambos livre de funrural.
A ligeira melhora na oferta ocorrida nas últimas semanas tem feito os frigoríficos testarem preços menores.
As ordens de compra variam em até R$3,00/@, dependendo da necessidade de compra de cada empresa. Mas nos patamares mais baixos, são poucos os negócios realizados.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Sindiler indica valorização de touros

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Sindiler aponta rentabilidade na venda de touros nesta primavera. O estudo espelha, de forma inédita, os negócios envolvendo reprodutores de todas as raças em exposições e remates particulares. De acordo com a pesquisa, a venda de 4.169 touros movimentou R$ 23,33 milhões, garantindo média de R$ 5.597,58. Segundo o presidente do sindicato, Jarbas Knorr, quem chegou a esta média recebeu o equivalente a 3,73 bois gordos, considerando peso de 500 kg e preço de R$ 3,00 kg/vv.
A pesquisa do Correio do Povo apontou média de R$ 5,66 mil na temporada ante R$ 5 mil de 2009. O mapa confirma o poder das raças Angus, Braford, Brangus e Hereford, responsáveis por 4.023 touros vendidos e R$ 22,68 milhões faturados. E reforça duas lideranças. A Braford, com média mais alta, e a Angus, com maior volume de machos.

FONTE: Correio do Povo

Vídeo sobre commodities

http://www.tvaovivo.net/xp/pop_player.aspx?key=BC3A7017-F4A8-4EFF-AA29-9050C7376BC2

Fonte: twitter.com/xp_boi

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Boi Gordo: Mercado especulado, com muitas empresas fora das compras

Mercado especulado, com muitas empresas fora das compras em todo o Brasil.

O mesmo ocorre em São Paulo. O comportamento é típico de segunda-feira, com poucos negócios realizados e grande parte dos frigoríficos aguardando uma melhor definição do mercado para abrirem ofertas de compra. Mesmo assim, a pressão de baixa continua. O preço de referência para o boi gordo caiu R$1,00/@.
A ligeira melhora na oferta ocorrida nas últimas semanas tem feito os frigoríficos testarem preços menores.
As ordens de compra variam em até R$4,00/@ em uma mesma praça, dependendo da necessidade de compra de cada frigorífico. Mas sempre nos patamares mais baixos são realizados poucos negócios.
O único aumento de preço foi no Oeste da Bahia, onde a oferta continua bem reduzida.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, em função da retração no consumo, típica de final de mês, houve queda nos preços da ponta de agulha para consumo e ponta de agulha para charque.

Clique aqui e confira as cotações do boi.

Fonte: Scot Consultoria

Reposição: Porque o preço no RS está tão abaixo do resto do país? Quem vai comprar gado no RS e trazer p/ SP?



Boi gordo: indicador segue em baixa e é cotado a R$ 110,4

Na última sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 110,53/@, com variação negativa de R$ 1,75. O indicador a prazo teve desvalorização maior (-R$ 2,19), sendo cotado a R$ 110,40/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&FBovespa, relação de troca, câmbio



Ao contrário do que aconteceu no mercado físico e após uma sequência de quedas, os contratos de boi gordo negociados na BM&FBovespa registraram forte valorização. O primeiro vencimento, novembro/10, fechou a R$ 107,55/@, com valorização de R$ 3,63. Os contratos que vencem em dezembro/10 tiveram alta de R$ 3,36, fechando a R$ 99,50/@.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 18/11/10




Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para novembro/10

O mercado segue bastante pressionado em todas as regiões do país e diante de uma melhora nas compras nos últimos dias os compradores forçaram fortes reajustes nos preços ofertados pela arroba. Apesar disso, existe um sentimento no mercado de que essa oferta foi apenas pontual e não deve sustentar nos próximos dias. Um agente do mercado contatado na semana passada passada pelo BeefPoint, analisou a situação da seguinte maneira "os frigoríficos blefaram e acabaram levando, agora os preços devem apresentar menor oscilação".

O leitor do BeefPoint, Henrique de Faria Medeiros, de Divinópolis/MG comentou: "essa pressão dos frigoríficos, não vai engordar nossos bois. Então fico tranquilo pois a demanda está muito maior do que a oferta".
Segundo Marcelo G. Boskovitz, no Paraná "a oferta já encurtou e o consumo vai alto com 13º salário, festa de confraternização e festas de final do ano. Quem tiver carne para vender em dezembro com certeza vai comemorar dobrado".

Para Luiz Francisco Culik, o mercado tem que achar um equilíbrio, pois existe muita especulação no momento. "Acredito que um boi na faixa de R$ 105,00/@ em SP e R$ 95,00/@ no norte do país dará um certa tranquilidade a todos e normalizará as comercializações de carne, inclusive as exportações.Iisto ajudaria a equilibrar as vendas e parar com altas absurdas do boi (em dólar muito caro) e gerando prejuízos enormes a todos" comento Culik.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado do boi gordo e reposição informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.
Distribuidores de carne bovina que atuam no mercado da grande São Paulo, afirmaram que os preços recuaram. "Chegamos a vender o boi casado a R$ 7,10, agora o varejo está pressionando e já estamos negociando a R$ 6,80, já que neste período do mês as vendas tendem a ser mais fracas". Outro fator interessante, levantado por este distribuidor, é que nos últimos dias as carcaças estão chegando mais leves e com pior acabamento.

No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 8,90, o dianteiro a R$ 5,20 e a ponta de agulha a R$ 5,60. O equivalente físico recuou para R$ 105,42/@, com variação negativa de R$ 1,31. Diante desta retração, o spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 5,11/@.
Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 717,50/cabeça, com queda de R$ 5,41. A relação de troca recuou para 1:2,54.
Nilton Barbosa, da Correa da Costa Leilões Rurais, de Campo Grande/MS, comentou que as bezerras de 155 kg estão sendo comercializadas entre R$ 3,20 a 3,40/kg. Ele acredita que os recentes recuos observados no valor da arroba do boi gordo estão influenciando os negócios de gado magro, mas a situação deve se normalizar nos próximos dias e os preços devem apresentar maior estabilidade.

FONTE: André Camargo, Equipe BeefPoint

Missão da Argentina vai à China para retomar comércio de carne

O objetivo é estender a cooperação para outras áreas evitando disputas em outros setores como a que envolveu óleo de soja no início de 2010
O governo argentino espera fechar acordo com a China ainda este ano para retomar as exportações de carne bovina para aquele país, interrompida em 2006, quando o rebanho argentino registrou casos de febre aftosa. Uma vez assinado o acordo a retomada das exportações de carne dessossada para o mercado chinês será imediata, lembrou o serviço de inspeção vegetal e animal da Argentina (Senasa).
No início de novembro, o ministro da Agricultura argentino, Julian Dominguez, encontrou-se com uma missão liderada por sua contraparte chinesa, Han Changfu, para estreitar os laços entre os países. Eles concordaram em criar uma comissão bilateral de comércio agrícola para evitar a repetição de disputas como a que envolveu o óleo de soja no início deste ano. A missão também trabalhará pela abertura do mercado chinês para produtos argentinos, como carnes, cevada e milho.
Os chineses não são grandes consumidores de carne bovina e por esse motivo as exportações argentinas não deverão ser significativas num primeiro momento. As vendas deverão se concentrar em cortes nobres de carne para hotéis e restaurantes.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO

Boi: Custo de produção da bovinocultura tem alta de 2009 para 2010

CUSTO DE PRODUÇÃO: A partir desta edição, o boletim contará com o acompanhamento do custo anual da bovinocultura em Mato Grosso para os três sistemas de produção: Ciclo Completo, Cria e Engorda. Esses custos foram divididos em dois tipos, o primeiro é o Custo Operacional Efetivo (COE) que leva em consideração os custos com insumos, operações, aquisição de animal, impostos, financiamento, seguros e administrativo, e o segundo é o Custo Operacional Total (COT), que é a soma do COE, depreciação e custo da terra. Neste sentido, observa-se que para os três sistemas de produção o COT teve alta em relação à média de 2009. Para o ciclo completo a alta foi menor, com incremento de 0,41% e ficando em R$ 86,41/@, já para a cria a alta foi de 3,96%, com média até outubro de R$ 81,64/@, e o COT referente à engorda subiu 3,90%, ficando em R$ 74,94/@. Se comparado com os preços atuais, a bovinocultura está apresentando uma boa margem, porém o preço médio da arroba no mesmo período ficou em R$ 75,67, ou seja, na maioria dos casos os produtores tiveram apenas uma sensação de lucro, já que o preço foi maior que o COE, mas menor que o COT.

Clique aqui e confira a análise na íntegra.

Fonte: IMEA

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO*

EM 22.11.2010
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 2,70 A R$ 2,90
TERNEIRAS R$ 2,40 A R$ 2,50
NOVILHOS R$ 2,60 A R$ 2,80
BOI MAGRO R$ 2,55 A R$ 2,65
VACA DE INVERNAR R$ 2,05 A R$ 2,15

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA PORwww.lundnegocios.com.br

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO

REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 22.11.2010

BOI: R$ 6,00 a R$ 6,10
VACA: R$ 5,60 a R$ 5,70

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 22.11.2010
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:

BOI GORDO: R$ 3,00 A R$ 3,10
VACA GORDA: R$ 2,60 A R$ 2,70

FONTE: PESQUISA REALIZADA POR www.lundnegocios.com.br

ATENÇÃO - COMPRA DE TERNEIROS


COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 22/11/2010
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 19/11/2010 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,00R$ 5,95
KG VivoR$ 3,00R$ 2,98
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 5,73R$ 5,68
KG VivoR$ 2,72R$ 2,70
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

Oferta ainda é apertada, mas alta da arroba do boi já perde o fôlego

Depois de bater R$ 115 na primeira quinzena deste mês, a arroba do boi gordo fechou a última semana a R$ 110 a prazo no mercado de São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria. De acordo com Alcides Torres, da Scot, os pecuaristas estão vendendo animais mais leves aos frigoríficos, o que aumentou a oferta de bois temporariamente.
A forte alta da primeira quinzena ocorreu porque a oferta de gado de confinamento foi menor do que se esperava, segundo Torres. Mas o aumento dos preços da arroba também foi reflexo da retenção de animais por parte de pecuaristas, à espera de novas altas. Não à toa, o boi subiu de R$ 92,00 a arroba no começo de outubro para R$ 100 no dia 21 de outubro e R$ 115 no dia 11 deste mês no interior de São Paulo.
A venda de bois mais leves atualmente pode significar menor oferta de animais em janeiro. "Pode faltar boi em janeiro. Boi gordo só em fevereiro", afirmou Alcides Torres. Ele informa que os animais têm sido comercializados para abate com peso entre 16 e 17 arrobas, quando o ideal seria entre 18 e 19 arrobas.
Com a oferta levemente maior de bovinos no mercado, os frigoríficos conseguiram aumentar suas escalas de abate e já pressionam por novas quedas de preços em todo o país. Em dólar, a arroba do boi já alcançou US$ 64,03 na sexta-feira em São Paulo. Um ano antes estava em US$ 42,84.

Fonte: Valor Econômico

Distribuição dos abates mundiais de bovinos

Em 2009 foram abatidas 236 milhões de cabeças de bovinos, conforme o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sigla em inglês).
Segundo estimativas da Scot Consultoria, o Brasil abateu no mesmo ano algo em torno de 40,2 milhões de bovinos.
No cenário mundial, o Brasil fica atrás apenas da China em total de abates. O país asiático abateu em 2009, 42,4 milhões de bovinos, ainda de acordo com o USDA.
A terceira posição fica com os Estados Unidos, que abateram 34,5 milhões de cabeças. Vale ressaltar que os EUA são os maiores produtores de carne do mundo, fato alcançado com o elevado peso de carcaça, na comparação com Brasil e China.
Os 27 países da União Européia abateram em 2009 28,6 milhões de bovinos e ficam com a quarta posição.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Austrália: exportação de gado em pé recua frente 2009

As exportações de bovinos em pé da Austrália continuaram estáveis em setembro, alcançando 74.000 cabeças. Os envios de gado nos primeiros nove meses de 2010 agora são de 637.938 cabeças, 6% a menos que no mesmo período do ano anterior, mas 7% acima da média dos últimos cinco anos.
O comércio de gado vivo vem sendo prejudicado significantemente desde o começo desse ano pelas aplicações de restrições de peso e redução da alocação de permissões para gados australianos enviados para a Indonésia. Entretanto, a Indonésia continuou comprando uma boa quantidade de gado em setembro, de 50.584 cabeças, levando o total dos envios de janeiro a setembro para 424.607 cabeças, 23% a menos que em 2009, mas 5% a mais que a média dos últimos cinco anos.
Vários outros mercados também compraram mais gado em 2010, incluindo China (37.309 cabeças), Egito (56.441 cabeças), Israel (26.360 cabeças) e Líbia (19.269 cabeças). Apesar de os números de animais exportados à Turquia até agora em 2010 terem totalizado somente 1.205 cabeças, espera-se que esse volume aumente durante os meses finais de 2010.
Com o Norte da Austrália registrando uma das estações de seca mais úmidas em décadas, a oferta de gado apropriado foi menor e isso, combinado com a contínua forte demanda de vários mercados, contribuiu para aumentar os preços indicativos dos animais vivos.
Os maiores preços do gado contribuíram para um aumento nos valores gerais de exportação de animais vivos em 2010, apesar do menor volume. As exportações de animais vivos nos primeiros nove meses de 2010 tiveram um valor total de A$ 481,3 milhões (US$ 470,447 milhões), 3% a mais que no mesmo período de 2009.
Em 18/11/10:

1 Dólar Australiano = US$ 0,97745
1,02290 Dólar Australiano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

FONTE: Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Preço médio da carne exportada aumenta e favorece faturamento do Brasil

O volume de carne bovina brasileira in natura exportada em outubro ficou praticamente estável na comparação com setembro. Mas o faturamento cresceu 7,7% em função do aumento do preço médio, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), analisados pela Scot Consultoria.
No acumulado de 2010, o volume exportado do produto já é 8,9% maior que o volume do mesmo período de 2009. Mas o destaque mesmo é para aumento do faturamento, enquanto entre janeiro de outubro de 2009 o Brasil exportou US$2,45 bilhões em carne bovina in natura, no mesmo período de 2010 o faturamento chegou a US$3,3 bilhões, um crescimento de 34,6%.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$2,4 mil/tonelada equivalente carcaça (tec) em 2009 e em 2010, ficou em US$3,1 mil/tec.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Leilões rankeados faturam R$ 15 milhões em MS

Os leilões 26 rankeados pela Nelore MS neste ano faturaram R$ 15,609 milhões na comercialização de 21.290 animais. Os números representam arrecadação 17% maior e quantidade de animais 5% superior em relação ao ano passado.
Os lotes premiados, avaliados em cada oportunidade por um técnico da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), valorizaram 20% em relação a lotes comuns, arrematados em outros leilões do Estado, considerando eventos realizados na mesma época.
Os eventos foram feitos nas cidades de Campo Grande Camapuã, Dourados, Bonito, Miranda, Figueirão, Paranaíba, Alcinópolis, Cassilândia, Aquidauana e Sidrolândia.
O Ranking Nelore MS foi implantado em 2007, com o objetivo de avaliar as características dos animais vendidos nos certames e premiar os melhores criadores, promovendo assim o melhoramento genético do gado de corte nacional.

FONTE: Correio do Estado.
Autor: Adriana Molina

Liquidez em pista

O 2º Remate Produção Hereford e Braford do Núcleo Fronteira-Oeste, em Alegrete/RS, faturou R$ 467,24 mil para 416 animais. A média dos touros Hereford foi de R$ 5.216,67 e dos Braford, R$ 5.383,33.

FONTE: Correio do Povo

Mercado de reposição especulado

A especulação no mercado de reposição é grande e os valores pedidos por quem tem animais para comercializar são diversos.
Porém, observa-se cautela por parte dos compradores, seja pelas incertezas quanto ao mercado do boi gordo – reflexo do cenário instável para os preços, ou pelas condições da pastagem que ainda não são ideais em diversas regiões.
Muitos produtores questionam a vantagem de comprar a reposição nos atuais preços, diante de um cenário indefinido no médio e longo prazo para o boi gordo.
A situação no mercado de reposição é de preços em alta, com dificuldade de estabelecimento de referência e poucos negócios concretizados.
Futuras alterações nas cotações da reposição, a partir deste momento, ficarão atreladas ao comportamento do mercado do boi gordo, que tem apresentado alta volatilidade.

FONTE: SCOT CONSULTORIA

Pecuária de corte ecologicamente correta

Pecuaristas de Tangará da Serra são pioneiros na produção de carne orgânica
Mato Grosso além de ter o maior rebanho bovino e bubalino do país, com cerca de 28 milhões de cabeças, é pioneiro na produção de carne orgânica com o maior rebanho brasileiro, aproximadamente 70 mil animais. A produção está concentrada na região de Tangará da Serra (230 km de Cuiabá), é certificada pelo Instituto de Certificação Biodinâmico (IBD), sendo abatida integralmente pela rede JBS-Friboi, que paga de 10% a 18% a mais, em média, aos pecuaristas. Quando o projeto piloto foi implantado havia cerca de 16 propriedades investindo neste tipo de atividade, hoje são quatro.
Os produtores estão vinculados à Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (Aspranor), que tem como presidente o engenheiro agrônomo Henrique Balbino, responsável pela implantação do projeto em Tangará da Serra há cerca de 10 anos. Ele explica que para a criação de gado orgânico há algumas regras importantes a serem seguidas, entre elas a contratação de uma certificadora que exige uma adequação da propriedade. Além disso, é preciso atender ainda a parte social, dando condições de moradia saudável para os funcionários, com todas as crianças na escola, atendimento médico e odontológico, entre outros.
Para serem considerados orgânicos os animais têm de ser criados em pastagens isentas de agrotóxicos e não podem receber suplementação química, nem medicamentos convencionais. A carne orgânica certificada é produzida a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Este sistema produtivo passa por auditoria e certificação, garantindo que carne é produzida da maneira mais natural possível e com preocupação socioambiental. Na aparência, assemelha-se à carne bovina convencional, a diferença está no modo de produção que garante um produto de qualidade muito superior.
Em relação às vantagens para o meio ambiente, são muitas. Há normas que exigem, primeiramente, que os produtores cumpram a legislação ambiental, o que garante a proteção das áreas naturais obrigatórias que devem existir dentro de uma propriedade rural, tais como matas ciliares. A certificadora exige também a proteção de nascentes e de corpos d"água, proíbe a utilização de fogo no manejo das pastagens e, por ser um sistema que proíbe o uso de agrotóxicos e químicos, evita a contaminação do solo e dos recursos hídricos localizados dentro da unidade produtiva.

FONTE: Gazeta Digital
Autor: Wisley Tomaz

Com economia interna aquecida, carne bovina é bom negócio

A demanda interna continuará sustentando a oferta de carne bovina brasileira em 2011 já que o cenário mundial deve manter a tendência de queda de consumo apresentada neste ano. As perspectivas do mercado pecuário até 2012 foram destaques do PecForum – Fórum Internacional de Pecuaristas, encerrado nessa quinta-feira (18-11), em Uberlândia (MG).
“Essa previsão se deve a dois motivos: a valorização do real frente ao dólar e a estagnação do consumo de carne bovina na União Europeia, EUA, Rússia, principais compradores do produto brasileiro. Já que não há movimentos de abertura de novos mercados e as exportações tendem a se manter na casa de 2 milhões de toneladas embarcadas e receita total de 4 bilhões”, afirma Paulo Roberto Molinari, diretor do Grupo Safras & Mercado.
O especialista também prevê que entre abril e outubro do próximo ano haja uma rigorosa estiagem em todo País devido os efeitos do fenômeno La Niña. Caso se confirme, esse fato certamente comprometerá a produção a pasto, mas poderá significar maior número de animais confinados na entressafra.
“Em 2010, o confinador aproveitou os bons preços praticados no mercado em outubro e novembro. A cotação deve se estabilizar no início de 2011 em R$ 95,00 nas praças paulistas e na entressafra atingirá R$ 100,00. Apesar do possível aumento dos custos de produção, devido à baixa oferta de milho na safra de verão e safrinha, engordar o boi no cocho ainda será rentável”, observa Molinari.
Na visão do profissional, no entanto, um fator preocupante é a estagnação mundial da produção pecuária nos últimos anos, já que até 2050 estimativas da FAO apontam que a população mundial crescerá no período 50% (9 bilhões de habitantes).
“Há décadas a pecuária brasileira está perdendo espaço para as culturas de cana de açúcar, soja e milho. Os pecuaristas têm como desafio adotar novas medidas para ampliar a produtividade e, ao mesmo tempo, suprir a falta de animais que afetam países como a Argentina, Uruguai e Austrália”, analisa.
Mais informações do PecForum pelo endereço www.probiz.com.br.

As informações são de assessoria de imprensa.
FONTE: Agrolink

Abiec descarta caso de vaca louca no País

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou na sexta-feira passada (19/11) que não há casos de vaca louca no País e dificilmente a doença será detectada tendo em vista o rigoroso padrão adotado na produção nacional. O presidente da entidade, Antonio Jorge Camardelli, comentou a notícia de que em Campinas (SP) um caso está sendo investigado por suspeita de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), cuja causa provável é a ingestão de carne contaminada pela encefalopatia espongiforme bovina (EEB), popularmente conhecida como doença da vaca louca.

"O Brasil nunca teve e dificilmente terá casos de vaca louca. Isso porque existe um controle extremamente rígido tanto na produção de carne quanto no risco e diagnóstico da doença", afirmou o executivo. "Essa é uma citação pontual e ainda precipitada, pois é uma notificação de suspeita e investigações ainda estão sendo feitas. De qualquer forma temos segurança de que essa notícia não tem nada a ver com o sistema de produção de carnes e, portanto, nada afeta na indústria", completou.

A Vigilância Municipal da Saúde de Campinas informou, por meio de nota oficial, que foi notificada no dia 12 de novembro sobre o caso suspeito, tratado com sigilo, e que não há transmissão da doença no Brasil. O paciente internado é médico e, segundo informações extraoficiais, esteve na Europa. O Hospital Beneficência Portuguesa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a doença neurológica não está confirmada e que o caso está sendo investigado.

Camardelli, da Abiec, ressaltou que o governo brasileiro tem um sistema de fiscalização "profissional e estruturado" para evitar o surgimento da doença no País. A inserção de ração para bovinos com ingredientes de origem animal, principal fonte de transmissão da EBB é proibida pela Instrução Normativa nº 08/2004, do Ministério, e pela Lei Estadual nº 3.823/09 e desde 2006 o ministério proibiu o uso da proteína e da farinha de carne e ossos proveniente de ruminantes na alimentação desses animais como forma de evitar a aparição da doença.
"Nos frigoríficos com inspeção federal e que são associados à Abiec existe a obrigatoriedade da destruição de material de risco. Inclusive a destruição é controlada, pois tem que seguir regras do trinômio: temperatura, tempo e pressão", explica o presidente da entidade.

FONTE: A matéria é de Suzana Inhesta, da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Frigoríficos passam por ano ruim e ações estão entre maiores baixas da bolsa

SÃO PAULO - Os grandes frigoríficos brasileiros atravessam um 2010 movimentado pelo noticiário carregado do setor. Até o último fechamento, as ações da JBS (JBSS3), por exemplo, acumulavam perdas de 33,91% neste ano, marcando a nona maior perda dentre todos os ativos da BM&F Bovespa no período. Já os papéis da Marfrig (MRFG3) mostravam baixa de 29,07%.
Por outro lado, Minerva (BEEF3) e BR Foods (BRFS3) somam valorizações de 8,06% e 10,02% neste ano, mas analistas ainda veem volatilidade até dezembro, principalmente por conta dos resultados do último trimestre deste ano, os quais devem ser impactados pelos preços maiores dos grãos e do boi no mercado doméstico.
A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2010, em geral, mostrou números neutros para os frigoríficos brasileiros. Os maiores destaques nos balanços ficaram por conta dos números fortes no mercado interno, segundo analistas. De acordo com Rafael Cintra, da Link Investimentos, isso se deve ao cenário econômico "extremamente favorável ao consumo".
Mas, mesmo com o cenário doméstico aquecido e as exportações em crescimento, os frigoríficos também estão sofrendo com depreciação do dólar e elevação dos custos, especialmente do boi e de grãos, sob a ótica de bancos e corretoras. Tais catalisadores devem se fazer perceber em meio aos resultados das companhias no último quarto deste ano.

Atenção aos preços dos grãos e dos bois!
Um dos catalisadores que mais pesarão negativamente sobre os resultados dos frigoríficos no último trimestre do ano, segundo bancos e corretoras, são os preços do boi e dos grãos.
"Pelo lado dos custos, a política monetária expansionista nos Estados Unidos deve dar sustentação à continuidade de trajetória que temos presenciado nas cotações das commodities - soja e milho. Este será o ponto de atenção, entretanto o quarto trimestre do ano é sazonalmente mais forte para a BR Foods, existindo espaço para algum repasse de preços", avaliou Mariana Peringer, do BB Investimentos, em relatório.
Já Pedro Herrera e Diego Maia, do HSBC, destacaram que estão "preocupados com a pressão nos custos decorrente dos maiores preços do gado e dos grãos".

Preços lá fora sofrem com variação cambial
A forte valorização do real em relação ao dólar é outro ponto que levanta cautela entre os analistas. Segundo eles, a apreciação cambial já impactou negativamente o preço médio exercido pelas companhias no terceiro trimestre, e deve continuar pesando nos últimos três meses deste ano.
"Para o último trimestre de 2010, as margens no front de exportações poderão ser contraídas se os preços não subirem. Como observado nas estatísticas de outubro, os preços de exportação de gado fresco subiram modestos 0,5% em relação ao mês anterior, não suficiente para ofuscar os custos mais elevados dos grãos e o real mais forte, em nossa visão", avaliam Fernando Ferreira e Isabella Simonato, do Bank of America Merrill Lynch, em relatório.

Nova legislação nos Estados Unidos
A equipe do banco explica que o reconhecimento de que uma política de prevenção à doenças no gado não necessariamente representa riscos é a maior vitória aos grandes países dentro deste setor, como o Brasil, onde certos tipos de doença provavelmente jamais serão erradicadas em algumas áreas isoladas, como a Amazônia.
"De acordo com o CME, o governo brasileiro espera que apenas um volume de 10 mil toneladas métricas de carne suína seja importado pelos Estados Unidos do Brasil no ano de 2011, o que representa menos que 0,05% dos 8,5 milhões de toneladas métricas de carne suína que serão consumidos na economia norte-americana no próximo ano", disseram os analistas.

JBS: operações nos EUA em destaque
Segundo o relatório assinado pelos analistas Luis Miranda e Gabriel Vaz de Lima, do Banco Santander, a queda nas ações da JBS refletem um ano conturbado para a companhia, que teve de enfrentar problemas como a depreciação do dólar, elevação dos custos da ração e margens negativas na Argentina.

No entanto, os analistas enfatizam que os gastos foram pontuais e que não devem se repetir no próximo ano, viabilizando assim uma geração de caixa mais favorável. "Nós achamos que o mercado exagerou na reação a estas preocupações acima mencionadas, e nós vemos isto como uma oportunidade de 'compra na fraqueza'", disseram. O Santander reiterou a recomendação de compra para os papéis da JBS, estabelecendo preço-alvo de R$ 9,60 para o final de 2011.
O principal vetor que anima os analistas em relação aos próximos resultados da JBS são suas operações nos Estados Unidos. "A empresa está conseguindo sustentar margens operacionais saudáveis, apesar do cenário adverso de oferta de gado no Mercosul, graças às operações de suínos e aves nos EUA, fruto de sua estratégia de diversificação regional e de proteínas", destacou Luciana Leocadio, da Ativa Corretora.

Marfrig deve ganhar sinergia de Keystone
Em relação ao Marfrig, o futuro ganho de sinergia da aquisição da Keystone segue no foco dos analistas. "A aquisição da Keystone adiciona fluxos de caixa estáveis através de sua grande exposição ao McDonald's, ao passo que é beneficiada por uma taxa de crescimento médio anual da receita do McDonald's de 8%", argumentaram Herrera e Maia.
Além disso, Herrera e Maia destacaram que o modelo de negócios da Keystone está bem alinhado com a estratégia da Marfrig de diversificação geográfica e de proteínas. Neste sentido, o banco ressaltou que a escala e estabilidade dos fluxos de caixa da companhia adquirida deve contribuir para a taxa de crescimento média anual do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Marfrig em 14% nos próximos três anos.

O HSBC acredita, porém, que o impacto positivo da aquisição da Keystone nas margens da JBS deverá ser sentido apenas a partir de meados de 2011. Neste sentido, o banco promoveu um corte em suas estimativas para a companhia neste e no próximo ano, preocupado, entre outras coisas, com as maiores despesas com juros das debêntures emitidas para a aquisição da Keystone.

"Estamos diminuindo drasticamente nossas estimativas de lucro líquido para 2010 e 2011. (...) Também ajustamos nossas expectativas de margem nas operações existentes da Marfrig em virtude do ambiente de maiores custos", destacaram os analistas Pedro Herrera e Diego Maia. A nova projeção para os ganhos da empresa neste ano é de R$ 317 milhões (frente aos R$ 469 milhões estimados anteriormente) e R$ 390 milhões em 2011 (em comparação aos R$ 687 milhões da estimativa anterior).

Apesar do corte nas expectativas financeiras para a companhia, o HSBC se mostrou positivo em relação à aquisição da Keystone pela Marfrig. Para Herrera e Maia, a compra deste novo ativo reforça a análise do banco de que a companhia seja uma boa aposta de crescimento sólido no longo prazo. Por este motivo, o HSBC manteve sua recomendação de desempenho acima da média do mercado aos papéis da Marfrig.

Em relação aos resultados da companhia no terceiro trimestre deste ano, Carlos Albano, do Citigroup, enfatizou o desempenho das vendas líquidas, que cresceram 155% na comparação anual e 48% na base trimestral. "Por outro lado, as exportações foram fracas uma vez que aparentemente a companhia privilegiou o mercado doméstico", disse.

O BB, por sua vez, ressaltou que pesaram negativamente nos resultados a volatilidade nos custos de aquisição do gado e o aumento de despesas operacionais em função de gastos extraordinários para a reestruturação das empresas adquiridas. "Para os próximos resultados, o desafio para a companhia é integrar as empresas recém adquiridas. Destacamos nossa expectativa de tendência de aumento na lucratividade em cada um dos segmentos com a captura de sinergias", disse.
Na análise de Rafael Cintra, o balanço da empresa mostrou que o mercado interno brasileiro tem mostrado uma forte demanda por carne bovina, o que possibilitou a companhia a ter um expressivo aumento no volume e nos preços. "Esse resultado não deve aliviar as pressões nas ações, que devem continuar sofrendo no curto prazo".

Brasil Foods mirando uma retomada?
De acordo com a analista Sandra Peres, da Coinvalores, a Brasil Foods reportou um bom desempenho no terceiro trimestre deste ano. Mesmo assim, a corretora destacou que, apesar da performance operacional e das margens muito fortes, o resultado final da empresa veio aquém do esperado.

"O mercado interno continua sendo o grande catalisador do bom desempenho, dado o cenário macroeconômico positivo e o repasse do aumento de preço em alguns produtos. No mercado externo, a empresa também vem apresentando melhoras em volumes, no entanto, os preços mantiveram-se estáveis em virtude da valorização cambial", disse.
A sazonalidade do último trimestre deste ano deverá impactar positivamente os números da empresa nos três últimos meses de 2010, com o aumento do consumo de alimentos no mercado doméstico. "Vale destacar que a companhia continua reduzindo a sua alavancagem financeira e, além disso, está buscando absorver os ganhos de sinergia".

Minerva se beneficia do mercado doméstico
Com o dólar mais fraco, os frigoríficos apresentaram fortes números no mercado interno. É o caso da Minerva. Segundo a Coin, a empresa aumentou seu market share no 3T10, mas teve como principal destaque em seu balanço o desempenho da divisão de carnes no front doméstico.
Mesmo assim, a analista Sandra Peres apontou vetores negativos. "Mesmo estando em um nível elevado, a utilização de suas plantas caiu fortemente ao longo do trimestre em função da menor disponibilidade de boi no mercado. Isso deve pressionar as margens do 4T10", destacou a Link Investimentos.

Já o BB Investimentos espera que o preço do boi vivo deve permanecer pressionando as margens da empresa, mesmo que ela ainda continue a apresentar uma recuperação gradual nos negócios. Além disso, o BB ressaltou que, internamente, a demanda permanece aquecida, principalmente para o final do ano, trimestre sazonalmente mais forte.

FONTE: InfoMoney