quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Grupos temáticos estruturam Programa Carne Gaúcha

Foto destaque

A Secretaria da Agricultura promoveu, na manhã desta quarta-feira(3), em sua sede, mais uma reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina. O encontro, que serviu para avaliar e aprofundar o debate sobre as propostas do Seminário de Alinhamento Estratégico - realizado nos dias 20 e 21 de julho, em Capão de Canoa -, resultou na criação de quatro grupos temáticos que trabalharão na estruturação do Programa Carne Gaúcha.

De acordo com a coordenadora da Câmara Setorial da Carne Bovina, Anna Isabel Caputti Suñe, os grupos tratarão da sanidade animal, tecnologia da produção, mercado e rastreabilidade. "Nestes espaços, as entidades que integram a Câmara Setorial, por meio de seus representantes, contribuirão para estruturar o programa, que visa aumentar a produção da carne de qualidade e conquistar mercados, tornando-se referência em produto de qualidade", afirmou.

Na sanidade animal, o grupo buscará estabelecer mecanismos para o fortalecimento do serviço veterinário oficial, via qualificação e ampliação das estruturas material e humana, com intensificação da gestão, a sua integração com os elos da cadeia e a ampliação da educação sanitária.

Na tecnologia da produção, apontarão propostas para a produção da carne de qualidade, com tecnologias sustentáveis. Já no que se refere ao mercado, estudarão a criação do selo de identificação de origem para a carne gaúcha, padronização das carcaças e produção em escala. Já na rastreabililidade, analisarão casos de sucesso para buscar subsídios que possam embasar o modelo a ser adotado aqui no Estado.

O representante do Sindicato das Indústrias de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Diego Brasil, afirmou que é necessário fortalecer o espaço da Câmara Setorial e de seus grupos temáticos como fórum de discussão das políticas públicas e privadas, visando o alinhamento estratégicos de todas as atividades relacionadas com a bovinocultura de corte. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, ressaltou a representatividade dos grupos e defendeu a priorização dos temas para que os objetivos possam ser alcançados mais rapidamente. A presidente da Febrac, Elizabete Cirne Lima, observou que é necessário enxergar a pecuária gaúcha como um todo, deixando de lado os interesses específicos de cada raça.

Por fim, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, disse que o a iniciativa terá caráter de programa de estado, pois deve perpassar governos. "Vamos trabalhar, a partir deste momento, na reestruturação e reaparelhamento das IVZs (Inspetorias Veterinárias Zootécnicas), contratação de profissionais e melhoria dos meios, para implementarmos as políticas estratégicas, como a erradicação da brucelose e tuberculose, levando o Estado a outro patamar sanitário, e na implementação do grande desafio que é a rastreabilidade", concluiu Mainardi.

Texto: Marcos Pérez
Fotos: Vilmar da Rosa
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

Mapa pede à Rússia que adie restrições e segue negociando

Mapa pede à Rússia que adie restrições e segue negociando

Após sofrer novas advertências de autoridades da Rússia por não responder a vários questionamentos técnicos que poderiam encerrar o embargo às carnes brasileiras, o Ministério da Agricultura solicitará o adiamento de restrições temporárias à exportação, feitas a seu pedido, de uma lista de 37 unidades frigoríficas.

Uma comitiva brasileira entregou, no dia 6 de julho, em Moscou, uma lista de estabelecimentos que passariam a ter restrições voluntárias e imediatas de embarque. Agora, após reclamações de várias indústrias do setor, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) pediu a prorrogação do prazo até 30 de agosto.

O ministério tenta convencer os russos de que a lista de restrição voluntária seguia dois critérios: estabelecimentos que não exportavam há mais de um ano e aqueles que pediram, de forma unilateral, a retirada da lista de habilitação. A SDA afirma que a lista de restrição estaria condicionada à liberação dos 85 frigoríficos embargados no Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) informou ontem, em circular interna, que a lista de 37 unidades teria sido "divulgada" pelo Serviço Veterinário da Rússia. Na verdade, a lista foi sugestão da delegação brasileira, composta pelo secretário Francisco Jardim e o diretor Luiz Carlos Oliveira.

Na semana passada, as autoridades russas cobraram novas explicações da SDA e condicionaram o fim das restrições a "maiores esclarecimentos" das autoridades brasileiras e à apresentação de "documentos adicionais", além da tradução para o russo de textos entregues pelo Brasil.

Em carta ao ministério, o vice-chefe do serviço russo, Alexey Saurin, afirmou que manterá as restrições até que sejam resolvidas essas pendências. Os russos apontaram irregularidades como a falta de comprovação de controle em 32 empresas listadas pela SDA.

O diretor do Dipoa, Luiz Carlos de Oliveira, disse que o problema ocorreu por um "erro de interpretação" da documentação por parte dos russos. "Fizemos uma relação de empresas que estavam fora dos padrões. Os 37 frigoríficos tinham problemas graves e sofreram intervenção. Por isso, nós combinamos, no dia 6 de julho, que as empresas ficariam suspensas temporariamente para vendas e os russos dariam a resposta. Depois nós vimos que eles haviam restringido".

O diretor afirmou que o ministério enviará hoje a carta aos russos pedindo mais prazo para uma nova vistoria nos 37 frigoríficos. Oliveira disse ter havido confusão com as datas. "Eles publicaram uma carta no dia 29 de julho dizendo que a restrição para as 37 plantas valeria a partir do dia 6 de julho. No dia 6, ainda estávamos lá. Estamos mandando um documento para pedir que seja mantido o que foi combinado em Moscou", disse.

A proposta do Brasil à Rússia foi feita com base em duas listas: de empresas aptas a exportar e as com restrições temporárias. "Quando verificássemos que estava tudo certo liberaríamos as vendas para os russos. O problema é que eles querem critérios de análise laboratorial que não seguem os exames de praxe", afirmou Oliveira.

A matéria é de Mauro Zanatta e Tarso Veloso, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Bezerra desmamada tem maior alta de preço no Uruguai, nos últimos 12 meses

Segundo dados da Asociación de Consignatários de Ganado, nos últimos doze meses, todas as categorias de reposição tiveram alta de preços no Uruguai.

A bezerra desmamada teve a maior alta, 52,6%.

Nos últimos trinta dias, a categoria também apresentou a maior alta, de 6,8%, cotada em US$304,5.

Já no Rio Grande do Sul, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço médio do bezerro desmamado é de US$371,80, 22,1% acima do registrado no país vizinho.

Vale lembrar que essas diferenças de preços se devem em parte ao câmbio, com o real valorizado.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Confira a entrevista com Caio Junqueira - Cross Investimentos sodre o mercado do Boi Gordo

Boi Gordo: mercado físico recua e futuro acompanha queda na BM&F. Negócios à vista em S. Paulo acontecem a R$ 100,00/@. Oferta de animais de pasto é pequena, mas no cocho números são indefinidos ainda.



FONTE: NOTICIAS AGRICOLAS

Câmara obriga frigoríficos a prestar informações sobre gado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira projeto de lei (PL 5194/05) do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que obriga os frigoríficos registrados a enviar ao Ministério da Agricultura informações sobre preços, quantidade e outras características dos bois adquiridos para corte. Aprovado em caráter conclusivo, o texto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise pelo Plenário.

O objetivo da proposta é combater a informalidade do comércio de carne bovina no Brasil. O relator na CCJ, deputado João Magalhães (PMDB-MG), recomendou a aprovação da proposta com emendas acatadas anteriormente em outras comissões.

Conforme o texto aprovado, os frigoríficos terão prazo de cinco dias úteis, após o abate do animal, para apresentar as informações. Em caso de descumprimento da medida, o estabelecimento será notificado e terá dez dias para regularizar as informações junto ao governo.

FONTE: JORNAL DO BRASIL

Rússia deixa apenas dois frigoríficos brasileiros liberados a exportar

Autor: Sou Agro

Com nova ampliação do bloqueio, produção de 116 unidades nacionais está proibida de entrar no mercado russo

Luiz Silveira

A ampliação do embargo russo às carnes brasileiras no último dia 28 de julho deixou apenas dois frigoríficos brasileiros totalmente liberados a exportar a produção para a Rússia. Segundo os dados do sistema veterinário russo, há neste momento 116 frigoríficos brasileiros sob suspensão temporária e outros 50 em um regime de controle ampliado, no qual os produtos passam por inspeções mais detalhadas e podem demorar mais para entrar no país.

A situação é mais grave no caso da carne suína, na qual há 19 frigoríficos suspensos, dois sob controle especial e nenhum liberado. Na carne de frango há 44 unidades brasileiras suspensas, 17 em regime especial de inspeção e apenas uma liberada. Já na carne bovina são 53 fábricas em suspensão temporária, 31 em controle ampliado e uma totalmente liberada. Os dados foram levantados pelo portal Sou Agro no sistema de informações do serviço veterinário russo.

Na semana passada, o governo russo suspendeu temporariamente a entrada de carnes de 37 frigoríficos, depois de ter feito o mesmo com outros 85 em junho. O documento normativo do serviço veterinário russo que suspendeu mais 37 frigoríficos nacionais afirma que a decisão foi tomada a pedido do governo brasileiro, que negocia com a Rússia alterações burocráticas e técnicas nos sistemas de inspeção nacional. A Rússia alega não ter encontrado os controles que desejava em uma inspeção a unidades frigoríficas do Brasil.

A Rússia é um dos maiores países importadores de carne do mundo. No caso da carne de porco, a Rússia foi o destino de 46% das exportações brasileiras do produto no primeiro semestre deste ano.

FONTE: PORTAL SOU AGRO

Cardiologistas dão aval à carne vermelha

A nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), já perdeu a conta de quantas vezes ouviu pacientes dizendo: “Tenho hábitos saudáveis, por isso não como carne vermelha”. Essa marginalização nutricional vem da época em que os bois passavam anos e anos se empanturrando no pasto. E o resultado desse regime especial era uma carne supergorda. Mas, em um mundo que luta contra a obesidade e outros males conseqüentes dos abusos à mesa, até os bichos tiveram de entrar na linha. “Hoje os animais são abatidos mais jovens e não têm tempo para acumular tanta gordura”, afirma o veterinário Pedro Felício, professor da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp), no interior paulista. Sem contar que os melhoramentos genéticos originaram um gado mais magro do que o que se via no passado.

Para levantar mais o moral do boi, a gordura saturada cedeu seu posto de vilã para a do tipo trans, presente em várias margarinas. Para ver como o mundo dá voltas, antes as carnes vermelhas eramtemidas e as margarinas eram bem-vindas na geladeira dos antenados em saúde. Não se pode dizer que houve uma total inversão de papéis. A gordura saturada da carne eleva o LDL, o colesterol ruim. Isso não é bom, mas o efeito das trans é ainda pior. “Ela não só põe o LDL nas alturas como abaixa o HDL, o colesterol bom”, aponta o cardiologista Raul Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo.

Para completar a redenção do gado, uma megapesquisa assinada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, analisou hábitos de mais de 300 mil pessoas e inclui os carboidratos no banco dos acusadospelas doenças cardíacas. Ou seja, os holofotes deixaram de mirar a carne.

“A gordura saturada, sem excesso, é até necessária para o organismo”, comenta Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, na capital paulista. “Consumir carne bovina magra não traz nenhum prejuízo”, ele fez questão de frisar no II Congresso Paulista de Nutrição Humana, que aconteceu em agosto. Aliás, ao contrário. Aos poucos os especialistas descobrem o outro lado do bife.

Embora todo mundo logo associe carne vermelha a gordura, ela está longe de ser seu principal componente. Em princípio todo bife é suculento, já que cerca de 75% dele é pura água. O restante — além das sempre lembradas gorduras — são proteínas, minerais e vitaminas. Aliás, tem uma vitamina que só alimento de origem animal é capaz de nos oferecer: a B12, essencial para a memória e para o aproveitamento do ferro, proveniente da própria carne ou de outros alimentos. E a vermelha é campeã em B12.

Por falar no ferro, a carne vermelha também é a sua melhor fonte. “A absorção do ferro das carnes é seis vezes maior do que o de vegetais”, calcula a nutricionista Semíramis Álvares, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, interior paulista. Isso porque nos vegetais a concorrência é desleal — o ferro convive com outras moléculas que atrapalham seu aproveitamento. “Elas o deixam menos solúvel e mais difícil de atravessar a parede do intestino”, descreve Semíramis.

Na falta desse mineral, sobra cansaço, um dos sintomas da anemia. “A produtividade cai 5% no mínimo”, garante o nutrólogo e cardiologista Daniel Magnoni. A carência também está associada ao aumento de infecções. Ora, o ferro é fundamental para as células de defesa — aí, faz dobradinha com o zinco, outro mineral da carne vermelha que dá força ao sistema imunológico.

O ponto alto, porém, são as proteínas. Você pode até rebater dizendo que a soja também está cheia delas. O.k., temos ótimas fontes protéicas no reino vegetal, mas o aproveitamento do nutriente vindo da carne (vermelha, que fique claro) ainda é o melhor. Sempre vale a pena recordar que os alimentos de origem animal são os únicos que fornecem todos os aminoácidos de que precisamos, inclusive aqueles não produzidos pelo nosso corpo. Eles ajudam até a manter o ponteiro da balança estável. “Trata-se de um nutriente que precisa de bastante energia para ser aproveitado”, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Abeso. Em outras palavras, os especialistas chamam a carne de alimento termogênico, isto é, que requer mais calorias para ser digerido do que a média do que está na cozinha. “Além disso, as carnes criam uma sensação de saciedade que dura mais tempo”, lembra Mariana.

Mas também nem pense em se entusiasmar e aderir àquelas dietas que pregam um cardápio à base delas. Excesso de aminoácidos sobrecarrega os rins. Ninguém aqui está falando em se entupir de rosbife, churrasco, tournedos. A nova recomendação é de o equivalente a um bife por dia. “Só não deve ser dos grandes”, aponta Daniel Magnoni. A nutricionista Cynthia Antonaccio corta essa porção para três bifes por semana. Mas o motivo nada tem a ver com as gorduras: “É que, comendo carne vermelha todo dia, a dieta fatalmente ficará um tédio. É importante variar e comer carne branca também.” Branca ou vermelha, magra sempre.

RANKING DAS GORDURAS
Os valores comparados se referem a 100 gramas de cada corte

APROVEITE!
Eis os cortes com menor teor de gordura
1. Patinho……………..7 gramas
2. Maminha…………..7 gramas
3. Músculo ……………7 gramas
4. Lagarto……………..9 gramas
5. Filé mignon………..9 gramas
6. Coxão duro ………..9 gramas
7. Coxão mole………..9 gramas

NÃO SE ESBALDE TANTO…
Aqui estão os cortes mais gordos
8. Acém …………………………11 gramas
9. Alcatra ……………………….12 gramas
10. Contra-filé de costela ….13 gramas
11. Cupim ………………………13 gramas
12. Picanha ……………………. 20 gramas
13. Fraldinha ………………….. 26 gramas
14. Costela ……………………. 28 gramas

NA PANELA, NO ESPETO, NA GRELHA
Um estudo realizado pelas pesquisadoras Márcia Harada e Luciana Miyagusku, do Ital, prova que a forma de preparo da carne vermelha interfere no teor de vitaminas do complexo B. Assados e grelhados seguram mais esses nutrientes. E saiba: bem passado não é a melhor opção. “Ao torrar a carne, as crostas concentram substâncias acusadas de causar câncer”, justifica a nutricionista Cynthia Antonaccio. Pelo mesmo motivo, “na hora do churrasco é bom deixar a carne longe da fumaça”, ensina o nutrólogo Paulo Henkin, da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul.

SEM CARNE, COM SUPLEMENTO
Banir a carne pode ser uma opção de dieta ou até religiosa. Para quem pertence a essa corrente, o zelo com o cardápio precisa ser redobrado. E o motivo você já sabe. “É para não faltar nenhum nutriente no cardápio”, diz o nutrológo Edson Credidio, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia. No caso, o uso de suplementos — claro que com orientação médica — é bem-vindo, principalmente para as grávidas e para a criançada, embora seja mais raro encontrar um vegetariano em plena infância. Lembre-se da importância do ferro para o desenvolvimento. Um trabalho com 544 garotos realizado ao longo de dois anos por cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos concluiu o seguinte: aquelas que comem carne vermelha crescem mais e acabam com melhor desempenho escolar quando comparadas com a meninada vegetariana. E, claro, isso vale para o menino carnívoro que faz birra até aceitar uma garfada de bife.

Outro temor que povoa a cabeça dos adoradores de uma boa carne é a questão dos hormônios. O engenheiro agrônomo Cláudio Haddad, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Esalq, que fica em Piracicaba, interior paulista, garante que não há necessidade deles para o animal se desenvolver. Isso era mais freqüente quando o gado vivia comendo capim. Nenhum criador sério aprova essa dieta tão pobre. Para ficar sarado, o boi recebe uma série de suplementos. “As fórmulas incluem proteínas, minerais e substâncias probióticas, que auxiliam no funcionamento intestinal e na absorção de nutrientes para ele crescer”, diz.

E tem mais: os hormônios anabolizantes são proibidos aqui no Brasil desde a década de 1980. “Mas ninguém sabe ao certo se todo mundo respeita a lei”, lamenta o professor Eduardo Francischini, também da Esalq. Uma dica para evitar uma carne impregnada com essas substâncias é preferir cortes de frigoríficos que exportam parte de sua produção — os principais compradores são os europeus, que não toleram esse deslize.

O povo da Europa anda mesmo muito arisco quando o assunto é carne. Em 1985 eles depararam com o mal da vaca louca. “A utilização de rações de origem animal tem sido apontada como provável causa da contaminação do gado”, conta Márcia Cristina de Sena Oliveira, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, que fica em São Carlos, interior paulista. A doença deixa o cérebro todo esburacado, tantoo do animal quanto o do homem que se alimentar de sua carne. Infelizmente a vaca louca se espalhou pelo Velho Continente e alcançou países do outro lado do Atlântico, como os Estados Unidos e o Canadá.

Aqui tudo indica que não há riscos, embora o Brasil já não esteja totalmente acima de qualquer suspeita. Ainda que os grandes produtores não ofereçam esse tipo de ração, há o perigo das chamadas “camas de frango”. “São dejetos de aves misturados e oferecidos aos rebanhos”, denuncia Haddad. Atenção: trata-se de uma prática típica de frigoríficos clandestinos. Bons açougues e supermercados não têm esse tipo de fornecedor. Quer uma garantia? É só procurar pelo selo do Serviço de Inspeção Federal.

“Prestar atenção na higiene do local e dos funcionários também afasta problemas”, diz o microbiologista João Carlos Tórtora, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. A limpeza mantém longe microorganismos perigosos, como a salmonella e o clostridium, que podem habitar a carne e, depois, fazer estragos no seu intestino. Leia-se diarréia. Quanto menos manuseada a peça de carne, melhor. No mais é só aproveitar. Agora pode.

Fonte: Revista Saúde

* Matéria obtida no site da Associação Brasileira de Brangus (www.brangus.org.br)

Volume de exportação de carne cai 38,2% e receita 22,5% em julho

São Paulo - As exportações de carne in natura caíram 38,2% em volume no mês de julho em comparação com o mesmo período do ano passado e atingiram 62,8 mil toneladas. A receita com os embarques chegou a US$ 316,2 milhões, ante US$ 407,8 milhões, recuo de 22,5%. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os resultados refletem o embargo russo à carne brasileira, segundo fonte do setor.

As vendas externas de carne suína foram as mais prejudicadas na comparação de julho ante junho. No mês passado, a receita com as vendas externas somou US$ 82,4 milhões, queda de 40,8% na relação com os US$ 139,1 milhões de junho. Em volume, a queda foi de 34,7%, passando de 46 mil toneladas para 30 mil toneladas.

As vendas externas de carne de frango in natura tiveram receita de US$ 555,5 milhões em julho, queda de 12,7% ante os US$ 636,4 milhões de junho, parcialmente prejudicada pela diminuição de 2% no preço médio praticado no período, que passou para US$ 2.006/tonelada. Em volume, os embarques totalizaram 276,9 mil toneladas, recuo de 11,1% ante as 310,9 mil toneladas de junho.



De acordo com os dados do ministério, houve recuo nos embarques de carne bovina in natura também em relação ao mês passado. Em volume, a retração foi de 19,2% contra 77,7 mil de toneladas. Já em receita, a queda foi de 17,6% em compração com os US$ 383,9 milhões obtidos em junho.

Já o preço médio por tonelada chegou a US$ 5 mil e apresentou incremento de 25,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 2% em relação a junho deste ano. Já as exportações de carne bovina totalizaram US$ 316,2 milhões durante julho, queda de 17,6% ante US$ 383,9 milhões de junho. Em volume, foram embarcadas 62,8 mil toneladas da proteína in natura, recuo de 19,2%.

Em junho, os embarques de bovinos somaram 77,7 mil toneladas. O preço médio por tonelada, por sua vez, aumentou 1,9%, para US$ 5.035.

O desempenho fraco das exportações de proteínas também aparece na análise dos números do mês de julho de deste ano ante julho de 2010. Em receita, as vendas externas de carne suína in natura recuaram 17,4%, 21,5% em volume e 5,2% nos preços médios praticados.

Na mesma base de comparação, as exportações de carne bovina in natura diminuíram 22,5% em receita e 38,2% em volume. Os preços, entretanto, tiveram um alta de 25,6% no período. E as vendas externas de carne de frango in natura aumentaram 2,2% em receita e caíram 14,6% em volume. Os preços médios da carne bovina do período subiram 19,7%.
FONTE: DCI

Exportação Brasil: Exportações de carne bovina para a China podem dobrar

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) aguarda o sinal verde do governo chinês para que mais sete frigoríficos brasileiros possam exportar carne bovina para aquele país. Somente neste ano, quatro novas indústrias iniciaram as exportações de carne bovina à China, somando nove empresas no total. Este incremento fez as vendas de carne para a China dispararem de 75 toneladas no mês de março para 333,8 toneladas de carne em junho. Com a aprovação de mais empresas, o número de exportadores brasileiros pode chegar a 16 em 2011.
De acordo com Jorge Camardelli, presidente da Abiec, os miúdos ainda compõem a maior parte dessas exportações, mas os chineses estão comprando cada vez mais carnes para abastecer o seu mercado, embora a carne brasileira, mais magra, não seja a preferência dos chineses. "É um mercado novo e estamos estudando este público com cuidado para identificarmos a demanda com mais precisão", diz o executivo. Segundo Camardelli, o paladar chinês para carne bovina mais elaborada é mais parecido com o dos norte-americanos e australianos. "Eles gostam de carnes com mais gordura entremeada".

Apesar disso, o executivo acredita que a carne bovina brasileira possa se adaptar muito bem ao mercado chinês. "A carne brasileira atende a demanda em maior escala, o mercado diário, que requer quantidade, enquanto os cortes nobres demandarão carne oriunda de gado europeu e australiano, com mais gordura".

Por ainda ser um tanto quanto "desconhecido" para a indústria brasileira, a Abiec não faz estimativas de quanto o Brasil venderá à China neste ano. "A tendência é que as vendas aumentem cada vez mais, no entanto, ainda não podemos fazer estimativas concretas porque aquele mercado ainda está sendo analisado".

Conforme dados fornecidos pela Abiec, nos seis primeiros meses de 2010, foram exportadas 270 mil toneladas de carne, enquanto no primeiro semestre deste ano, já foram comercializadas 710 mil toneladas (janeiro: 16,8 toneladas/ fevereiro: 25,1 toneladas / março: 75 toneladas / abril: 200,6 toneladas / maio: 59 toneladas / junho: 333,8 toneladas).
Fonte: REVISTA GLOBO RURAL

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PREÇOS DE BOI GORDO E VACA GORDA PARA CARNE A RENDIMENTO


REGIÃO DE PELOTAS
*PREÇO DE CARNE A RENDIMENTO EM 02.08.2011

BOI: R$ 6,30 a R$ 6,50
VACA: R$ 6,00 a R$ 6,10

PRAZO: 30 DIAS

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br/

PREÇOS MÉDIOS DE BOI GORDO E VACA GORDA- MERCADO FÍSICO/KG VIVO

EM 02.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

KG VIVO:
BOI GORDO: R$ 3,15 A R$ 3,25
VACA GORDA: R$ 2,80 A R$ 2,90

PREÇOS MÉDIOS DE GADO- MERCADO FÍSICO / KG VIVO


EM 02.08.2011
REGIÃO DE PELOTAS

TERNEIROS R$ 3,30 A R$ 3,50
TERNEIRAS R$ 2,90 A R$ 3,00
NOVILHOS R$ 3,00 A R$ 3,20
NOVILHAS R$ 2,80 A R$ 3,00
BOI MAGRO R$ 2,90 A R$ 3,00
VACA DE INVERNAR R$ 2,40 A R$ 2,50

*GADO PESADO NA FAZENDA

FONTE: PESQUISA REALIZADA
POR http://www.lundnegocios.com.br

COTAÇÕES

Carne Pampa

PREÇOS MÍNIMOS PARA NEGOCIAÇÃO DIA 02/08/2011
INDICADOR ESALQ/CEPEA DE 01/08/2011 - PRAÇA RS


Ver todas cotações Ver gráfico

MACHOSPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,40R$ 6,34
KG VivoR$ 3,20R$ 3,17
FÊMEASPrograma**H & B***
CarcaçaR$ 6,20R$ 6,07
KG VivoR$ 2,95R$ 2,88
** Programa - Indicador Esalq/Cepea MaxP L(6)
*** H & B - Indicador Esalq/Cepea Prz L(4)
PROGRAMA CARNE CERTIFICADA PAMPA
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HEREFORD E BRAFORD

COTAÇÕES


FONTE: CORREIO DO POVO

Carnes têm o pior desempenho dos últimos cinco meses

Campinas, 2 de Agosto de 2011 - Em julho passado, as exportações brasileiras de carnes só apresentaram resultado melhor, neste ano, que os de janeiro e fevereiro. Isto na receita, porquanto no volume o resultado de julho ficou acima, apenas, do registrado em janeiro (os embarques de fevereiro foram similares aos de julho).
Isso significa, em suma, que, além da receita cambial, também o volume embarcado foi negativo em relação ao mês anterior. E, ainda pior, retrocederam os preços médios da carne suína e de frango.
Tem mais, porém: o volume embarcado foi negativo para as três carnes também em relação a julho de 2010. Neste caso, só a receita cambial da carne de frango apresentou evolução positiva (modesta, de +2,23%), enquanto a da carne suína recuou 17% e a da carne bovina 22%.


FONTE: AVISITE REDAÇÃO

Boi sobe 6,5% em julho

Maurício Palma Nogueira, engenheiro agrônomo, diretor da Bigma Consultoria
mauricio@bigma.com.br
Reprodução permitida desde que citada a fonte
Entre o último dia de junho e o último de julho, o preço do boi gordo subiu 6,5%, pelo acompanhamento do Cepea para o mercado físico a vista.

Durante o decorrer do último mês, o mercado esteve firme e em alta, conforme pode ser observado na figura 1, com os preços diários dos indicadores do Cepea.

Figura 1.
Evolução diária em R$ nominais por arroba do boi gordo


Fonte: Bigma Consultoria – com dados do Cepea/Esalq/USP

A firmeza nas cotações permitiu que a média paga em julho, aos pecuaristas, superasse os preços de junho. Já na primeira quinzena os preços médios eram mais altos que os do mês anterior, mostrando que o mercado tendia a se recuperar.

Com o fechamento do mês, verificou-se preços médios 2,17% acima dos que foram praticados em junho. Observe a figura 2, com as médias mensais.

Figura 2.
Médias mensais em R$ nominais por arroba do boi gordo
Fonte: Bigma Consultoria – com dados do Cepea/Esalq/USP

Em 2011, o preço médio pago em julho foi 18,13% superior ao de julho de 2010. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o valor pago pelo boi em 2011 é 28% acima do mesmo período do ano passado.

Até os últimos dias da última semana, com o mercado se recuperando, os contratos para outubro na BM&F/Bovespa começaram a circular entre os R$107,50 e R$108,50 por arroba, dando margens para o hedge aos confinadores. Com isso, para o contratos futuros, o mercado começou a trabalhar dentro de um cenário mais realista para 2011.

No mercado físico, para agosto e para os meses seguintes, a tendência é de que a oferta de animais terminados para abate continue pressionada, fortalecendo a pressão altista.

No entanto, o limite dos preços ficará na dependência do comportamento do mercado de carne bovina. Se o preço da carne reagir, e aliviar os frigoríficos, as cotações do boi gordo no campo poderão experimentar patamares mais elevados.

Caso contrário, o mercado fica nessa queda de braço, num ambiente extremamente desfavorável para os frigoríficos; o que é comum em períodos de alta nos preços.

FONTE: BIGMA CONSULTORIA

Não subestime a safra, e nem a entressafra

Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuária
cartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
Vamos fazer uma coisa diferente hoje. Convido você a se levantar das primeiras fileiras nesse teatro da pecuária e ir comigo ocupar lá atrás as cadeiras na última fileira. “Mas, hei, Rogério, assim a gente perde os detalhes da peça!”

É verdade, caro leitor, mas o que a gente perde de detalhes a gente ganha conseguindo um olhar mais abrangente do palco. Ainda vemos a movimentação dos atores principais, porém não perdemos de vista o cenário e os atores coadjuvantes.

A primeira coisa que notamos ao olhar a pecuária um pouco mais longe é que o ciclo pecuário atual começou em 2006. Um ciclo é medido pelos seus fundos, ou seja, ligando seus dois momentos ruins.

O ciclo atual começou em 2006. O ciclo pecuário anterior, que durou 10 anos, ocorreu entre 1996 e 2006.

O primeiro gráfico, abaixo, mostra quanto a arroba do boi vale acima da inflação. Por exemplo, hoje a arroba vale +12% acima da inflação. O pico do ano passado ela chegou a valer +29%. Em seu pior momento de 2006 ela chegou a valer –36% abaixo da inflação.



Observe o que falei antes. Os fundos - os piores preços - definem a virada do ciclo. Em 1996 estivemos passando por um período ruim e o outro ocorreu em 2006.

Obviamente não me fundamento aqui somente nesses últimos 18 anos. A história dos ciclos pecuários no Brasil é antiga. Tem mais de 50 anos. Esse é o oitavo ciclo pecuário brasileiro desde a década de 50.

Não há nada que a gente possa fazer sobre o ciclo pecuário anterior, mas sobre esse ciclo, sim. Estamos bem no meio dele, quer você queira ou não. Ciclos pecuários são iguais à força da gravidade. Eles não são uma questão de opinião.

Você pode não acreditar que exista a força da gravidade, mas experimente se jogar
de um prédio para ver o que acontece. Ciclos pecuários ocorrem em todos os países que possuem bovinos.

Ciclos pecuários ocorrem até mesmo nos rebanhos selvagens na natureza sem nenhuma intervenção do homem. Então, como estamos no ciclo atual? Temos que saber de uma coisa, uma somente.

O ciclo é definido pelo número de vacas em cria, que geram bezerros, que serão os bois gordos no futuro. A pecuária é uma eterna corrida do boi gordo para buscar o bezerro.

Em outras palavras, é uma eterna corrida do boi gordo para se ajustar aos preços do bezerro. Obviamente, existe uma janela de tempo para isso ocorrer, como demonstrada no gráfico abaixo.



Agora, essa janela é flexível. Pode demorar mais, pode ser mais curta. Pode sofrer interferências da economia, das crises, etc. É por isso que não basta identificar corretamente o momento em que estamos no ciclo.

Para um bom planejamento dos investimentos nas fazendas, para os melhores momentos de compra de gado (magro ou gordo), é necessário acompanhar de perto a oscilação dos preços dos seus membros.

O gráfico acima mostra a valorização da arroba do boi e o preço do bezerro desde o início desse atual ciclo pecuário. Repare que o bezerro começou a subir no início de 2006 — o boi, alguns meses depois.

Ambos viraram para alta em 2006, e é isso que nos importa.

Te pergunto. Qual dos dois mercados está com maior alta?

Desde 2006 o bezerro subiu até agora 126%; o boi 112%. O bezerro é a referência de preço, em outras palavras, como é possível ver no gráfico acima.

Então, atualmente o bezerro ainda está em alta mais intensa que o boi. É certo que uma hora ele irá cair - a retenção de fêmeas está no seu auge agora - e a oferta desses pequenos animais já é claramente sentida no mercado. Mas não está caindo agora.

Nem o preço do bezerro, nem a sua arroba, como você pode ver no gráfico abaixo. Os dois são exatamente os mesmos gráficos, um em R$/@, outro em R$/Kg.



Faz quase um ano agora que a arroba do bezerro oscila entre 110~130 reais ou, em quilos, aproximadamente 3,60~4,40 reais por quilo. Então essa opção de não cair na entressafra passada e a safra atual chama a atenção para a elasticidade dessa alta, pelo menos nos próximos meses de entressafra.

Sendo assim, caro leitor, vamos ficar de olho. “Não subestimar a safra, não subestimar a entressafra”é uma lei aqui na Carta Pecuária. Em 2011 não vamos fazer diferente.

Intenções de confinamento para 2011 - Assocon: +31% no início do ano, revisou para +12% recentemente.

IMEA: +30% no MT uns meses atrás, revisou agora para +35%.

Sugestão da Carta Pecuária. Sabe o que falta sobre as previsões? O consolidado do ano. Temos as intenções, mas e o consolidado, o que realmente ocorreu para aferir as intenções? Faz falta.

Independente das previsões, o mercado sente a arroba para outubro ao redor de 107~108 reais. Observe no gráfico abaixo. Ao redor disso aí foi onde esse mesmo contrato “parou” de subir uns meses atrás.



Estamos testando os 107/108 novamente, pelo menos na última sexta-feira.

Se segurar ao redor disso aí novamente esse contrato ficará interessante. 107 reais na bolsa equivalem uma arroba de R$ 104,50 à vista, livre de impostos.

Aviso: está no ar o blog da viagem de moto para a Rodovia Fantasma e Trasamazônica! Entre no sitewww.cartapecuaria.com.br e confira!

Nota da Bigma Consultoria: O texto de Rogério Goulart, da Carta Pecuária, publicado nesse espaço, foi resumido e alguns gráficos podem ter sido suprimidos. Acesse a análise completa e com os gráficos no site da Carta Pecuária

RS: produtores querem área livre de aftosa sem vacina

Qualificar a defesa sanitária e estender os sistemas de rastreabilidade são essenciais nesta conquista

Porto Alegre/RS
Melhorar a situação sanitária a ponto de transformar o Rio Grande do Sul em zona livre de febre aftosa sem vacinação é uma das grandes metas do setor primário, que pretende também erradicar a tuberculose e a brucelose. A direção foi apontada ontem pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi.

Ele participou, ao lado de representantes do Ministério da Agricultura e do presidente da Fiergs, Heitor Müller, de um encontro em que os presidentes das associações nacionais de produtores de carne bovina, suína e avícola detalharam as carências do setor primário e indicaram alternativas para o fortalecimento da produção de carne no Estado.

As propostas feitas pelos produtores devem intensificar a atividade agroindustrial no Estado o que, na avaliação de Müller, ajudará a reduzir as desigualdades regionais. “A importância da agroindústria é absoluta. Uma das minhas bandeiras na presidência da Fiergs será a industrialização da matéria-prima gerada no campo. É uma vocação do Estado”, disse ele.

Um trabalho que, segundo o secretário da Agricultura, complementa o que vem sendo desenvolvido pelo governo, que reativou câmaras temáticas setoriais. “A câmara das carnes deverá definir, neste ano, uma agenda estratégica para cada cadeia produtiva, para que possamos elevar a situação sanitária, aumentar a qualidade do nosso produto e ganhar volume de produção. Isso nos dará competitividade para disputar mercado”, afirmou o secretário.

De acordo com Mainardi, o Estado busca maneiras de melhorar as defesas sanitárias e estender a adoção dos sistemas de rastreabilidade para possibilitar a suspensão da vacina contra a aftosa. Isso permitirá, segundo ele, que o Rio Grande do Sul seja o primeiro estado brasileiro a erradicar a tuberculose e a brucelose nos rebanhos. O secretário detalhou, ainda, que está em negociação um convênio com o Ministério da Agricultura para reequipar a estrutura de defesa agropecuária. O acordo irá destinar recursos tanto para a compra de móveis, equipamentos e veículos, quanto para a capacitação de fiscais.

No encontro, os representantes das cadeias produtivas debateram os motivos da sobra de arroz no Estado e da falta de milho, que precisa ser importado do Centro-Oeste. Para o presidente da União Brasileira da Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, o Rio Grande do Sul não precisa reduzir a lavoura orizícola, mas deve dar mais atenção à produção de milho, que é insumo básico para a produção de frangos e suínos. “Temos vocação para a agroindústria, mas estamos perdendo espaço”, afirmou. O líder da avicultura nacional apontou a necessidade de criação, por parte dos governos federal e estadual, de programas específicos para a modernização das granjas. Segundo ele, o Estado, assim como Santa Catarina, possui estruturas antigas e os problemas de manejo de energia e de água são avaliados negativamente pelas missões internacionais de importadores.

Turra indicou, ainda, a necessidade de melhorar a capacitação dos fiscais e dos laboratórios responsáveis pelas inspeções sanitárias no Rio Grande do Sul. Esta deficiência, disse ele, foi um dos fatores considerados na inclusão de frigoríficos gaúchos no embargo russo.

Clarisse de Freitas

Fonte: Jornal do Comércio

Rio Grande do Sul quer retomar liderança na produção de carnes

Representantes das cadeias das carnes bovina, suína e de aves buscaram apoio para retomar a liderança do Rio Grande do Sul na produção brasileira. No encontro, realizado na Fiergs, nesta segunda-feira (01), cada setor falou sobre os principais problemas que causaram a redução da participação gaúcha no cenário nacional.
O presidente da entidade, Heitor Müller, defende o incentivo à formação e revitalização das agroindústrias nos municípios gaúchos. Para ele, esta é uma saída que ajuda a movimentar não só a produção, mas o comércio das regiões envolvidas.
- Para viabilizar o interior e fixar o homem do campo no seu habitat, é mais fácil instalar uma pequena agroindústria que transforme os produtos primários produzidos na região do que uma outra indústria maior. Então eu prefiro imaginar que seja mais fácil melhorar o interior, melhorar as cidades e melhorar a renda. Com isso melhora a cidade e melhora o comércio como um todo – acredita.
Pelo lado do governo do Estado, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, informou que as demandas das cadeias produtivas das carnes estão sendo trabalhadas nas Câmaras Setoriais instaladas para buscar entendimentos sobre os principais gargalos que envolvem a produção. Entre os principais entraves apontados estão a logística, os custos de produção e a modernização de infraestrutura.
- São todos aqueles que podem contribuir para superar obstáculos e para que a gente possa apresentar projetos para se viabilizar no ponto de vista da produção primária, da produção da indústria e da parte que também compete ao governo – avalia.
Um exemplo da perda de competitividade é a cadeia produtiva de aves, que já foi líder na produção e nas exportações, mas hoje ocupa apenas o terceiro lugar neste ranking. Segundo o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, é preciso recursos governamentais para a modernização da estrutura dos aviários.
- Para modernizar, o governo tem que criar programas. O Plano Safra tem o Moderinfra, mas tem que acrescentar o recurso para que o avicultor acesse este recurso. É o que o Rio Grande do Sul tem que fazer antes de os investimentos irem para o Centro-Oeste do país – alerta.
FONTE: CAMPO E LAVOURA- GAUCHA

Confinar ou não confinar?

Alécia Pontes

Reprodução permitida desde que citada a fonte
Nos Estados Unidos é regra: os bovinos nascem nos pastos e são desmamados e levados diretamente aos confinamentos para serem engordados. Os frigoríficos recebem, por ano, cerca de 30 milhões de cabeças para serem abatidas.

Essa quantidade de animais rende 11,5 milhões de toneladas de carcaças, que depois são desossadas e preparadas para ir às gôndolas dos supermercados. No Brasil, o abate está na faixa dos 40 milhões de cabeças e a produção é de quase oito milhões de toneladas de carne em equivalente carcaça.

Em outras palavras: graças a um sistema mais intensivo de finalização, os americanos conseguem, com 25% a menos de animais abatidos, uma produção 30% superior à obtida por seus colegas brasileiros, que utilizam o sistema tradicional de criação extensiva. E nada indica que esse quadro mude, a curto prazo: a perspectiva para o País é abater apenas 1,9 milhão de bovinos confinados em 2011.



Poderia ser maior a participação dos confinadores no resultado dos abates realizados no Brasil? Uma pesquisa junto aos pecuaristas brasileiros, sobre a intenção de utilizar essa técnica de engorda neste ano, aponta um aumento de 31%, o que equivaleria a 2,5 milhões confinados.

Quase ninguém, porém, acredita que isso vá ocorrer, a começar pelos próprios patrocinadores da pesquisa, a Associação Brasileira de Confinadores, Assocon. Foram ouvidos 61 pecuaristas de 11 Estados, e há muita desconfiança de que eles falaram da boca para fora.

No Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a engorda de animais em confinamento é utilizada apenas em determinadas situações, como na entressafra do boi, quando faltam pastagens para a engorda, entre os meses de julho e outubro na maior parte do País, principalmente na região Centro- Oeste.

Com isso, os pecuaristas acabam melhorando sua remuneração, pois o preço da arroba sobe em função da escassez de oferta de gado para o abate nos frigoríficos. Por parte destes, donos de alguns dos maiores confinamentos do País, eles servem como tentativa para regular os preços.

No ano passado, a forte valorização da arroba do boi gordo, o baixo custo de produção e a demanda por parte dos frigoríficos estimularam os pecuaristas a apostar no confinamento.

Segundo Fábio Maia de Oliveira, diretor executivo da Assocon, somente se houver a conjunção de mais alguns fatores, as intenções para 2011 se concretizarão. Entre elas, está a valorização ainda maior da arroba no mercado futuro e a queda do suporte dos pastos além do considerado normal, como aconteceu na seca do ano passado, a mais severa desde 2007.

"O que desmente as intenções é que, apesar de os confinadores afirmarem que pretendem fechar um número maior de animais, até o momento, as compras de bois magros não confirmam essa intenção", diz.

No mercado de compra e venda de animais, o preço do gado magro a ser confinado está acima do preço efetivo da arroba. A Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), apontava na primeira quinzena de junho para garrotes de 12 arrobas em São Paulo e cotações de até R$ 1,2 mil por cabeça, preço equivalente a uma arroba de R$ 100. No mercado físico, no mesmo período, a arroba valia entre R$ 97 e R$ 98 para pagamento à vista.

No primeiro semestre de 2011, as cotações do boi magro registraram aumento de 29% em relação a igual período de 2010. Para Oliveira, a perspectiva de estagnação no confinamento também está ligada ao aumento de 24% no custo da dieta animal, puxado pelas altas do milho, do farelo de soja e do sorgo.

O confinador Ricardo de Castro Merola, da Fazenda Santa Fé, em Santa Helena e Goiás (GO), acredita que em meados de outubro, mesmo com a perspectiva da arroba acima de R$ 110, deverá faltar gado pronto para o abate.

"A alta no custo de produção e o aumento nas cotações de animais para reposição bastam para sinalizar que o confinamento não avançará", diz Merola.

Sua previsão é confinar 20 mil animais, um recuo de 25% na comparação com 2010 e queda de 75% ante 2009. "Em Goiás, o boi magro está custando R$ 95 a arroba. No boi gordo, os frigoríficos estão pagando R$ 98. A conta não fecha."

Outro desanimado com a atividade é Edílson de Souza, da Agropecuária Nova Era, de Alto Paraíso (GO), que planeja deixar de ser confinador até 2013. "A agricultura está mais rentável", afirma. A Nova Era deve confinar 1,2 mil cabeças, uma redução de 25% ante 2010. Nos próximos anos, Souza quer destinar toda a área de dez mil hectares ao cultivo de milho, feijão, soja e sorgo.

Na contramão dos céticos e pessimistas, há quem acredite que a estimativa de aumento do número de animais confinados se confirmará.

Maurício Palma Nogueira, diretor da Bigma Consultoria, de Casa Branca (SP), diz que o aumento no custo de produção da arroba não deverá frear o crescimento do setor.

"Há uma diferença fundamental de cenário", afirma Nogueira. "Em 2010, o produtor não acreditava em altas cotações da arroba para o segundo semestre. Em 2011, ele acredita e muito."

Para Nogueira, esse é um dado novo, que deve ser levado em consideração. "Acredito que o setor deva crescer entre 20% e 25%", diz. "O País já tem estrutura para avançar 30%."

Eduardo Moura, atual presidente da Assocon e proprietário da Marca Agropecuária, de Barra do Garças (MT), reforça o grupo dos otimistas.

Moura aposta no confinamento porque, apesar do encarecimento do milho - que é a principal fonte de alimento dos animais -, a cotação da arroba bovina melhorou. "Embora ela tenha dado sinais de instabilidade no final da safra, deve ganhar força nos próximos meses", diz Moura.

Ele prega entre seus pares a busca de maior rentabilidade através da eficiência nas negociações com os frigoríficos e no preparo da mão de obra destinada aos confinamentos, para evitar desperdícios na alimentação do gado, um dos gargalos da atividade. "A seca do ano passado, que deixou muita gente sem pastos ainda não recuperados em Mato Grosso, forçará os pecuaristas a levar os animais para algum confinamento", afirma Moura.

"O resultado pode vir pela necessidade." A Marca Agropecuária confinará 40 mil bovinos em 2011, aumento de 81,8% em relação ao ano passado.

Caso os pecuaristas cumprissem com o prometido para 2011, o confinamento no País recuperaria parte das quedas dos últimos anos. Os 1,9 milhão de bovinos em 2010 representou um recuo de 10% na comparação com 2009 e queda de 35% ante 2008, ano em que a crise econômica mundial levou alguns frigoríficos e confinamentos a encerrar suas atividades.

Bruno Andrade, zootecnista da Assocon e responsável pelo levantamento, diz que uma segunda pesquisa pode mostrar um cenário diferente desse que se instalou, mas ele não acredita muito que isso ocorrerá. A entidade realiza mais duas pesquisas no ano. Uma seria neste mês de julho, para monitorar se a intenção se efetivou. Outra será feita em novembro, após o término dos abates dos animais confinados. Em 2010, apenas com a venda de animais aos frigoríficos, o setor movimentou acima de R$ 3 bilhões.

Ao contrário do ocorrido no início do segundo semestre de 2010, período em que os pecuaristas fazem contas para ajudar na tomada de decisão, em 2011, não estão dadas condições favoráveis. Mesmo com a perspectiva de cotações da arroba do boi gordo na casa dos três dígitos, prevista para meados do mês de outubro, entre R$ 112 e R$ 115, no mercado físico.

Fonte: Revista Dinheiro Rural - Caderno Agrofinanças - edição de julho*

*Informações do final de junho

Carnes: Rússia cobra explicação para fim de embargo

O embargo russo às carnes brasileiras, em vigor desde 15 de junho, parece ter ficado mais longe de uma suspensão imediata como anunciado pelo Ministério da Agricultura. Mais do que isso, restringiram os embarques, a pedido do próprio ministério, de 37 unidades frigoríficas. E avisaram às autoridades brasileiras, apurou o Valor, que vão impor "restrições adicionais" a produtos fora das exigências e normas sanitárias.

Algumas empresas, como JBS e BRF, foram surpreendidas pela restrição a algumas de suas indústrias. Uma delas informou ter 3 mil toneladas em produtos embarcados após a apresentação voluntária de uma lista de 103 indústrias impedidas de exportar à Rússia.

Em correspondência enviada na semana passada, o Serviço Federal de Controle Veterinário e Fitossanitário da Rússia condicionou o fim das restrições a "maiores esclarecimentos" das autoridades brasileiras e à apresentação de "documentos adicionais", além da tradução para o russo de textos entregues pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).

Uma comitiva brasileira esteve em Moscou no dia 6 de julho. A SDA apresentou uma lista de 103 plantas com impedimentos de embarque. Mas os russos apontaram que 15 unidades não constavam de relação aprovada anteriormente por eles. Além disso, 21 já estavam embargadas por inconformidades em partidas exportadas. Outras 30 indústrias tiveram seus embarques suspensos a partir de 15 de junho, quando começou a valer o embargo aos três Estados.

O vice-chefe do serviço russo, Alexey Saurin, afirmou às autoridades brasileiras que manterá as restrições até que sejam resolvidas essas pendências. Os russos apontaram irregularidades como a falta de comprovação de controle em 32 empresas listadas pela SDA. Também apontaram a inclusão de unidades frigoríficas sem aprovação prévia na lista enviada pelo Brasil a Moscou. Também notaram a inclusão de empresa autorizada a vender frangos como habilitada a exportar suínos.

Na correspondência, os russos apontaram problemas em 13 unidades. E listaram ter encontrado bactérias coliformes, micro-organismos e salmonelas em várias cargas exportadas. O serviço russo pediu "investigação" para explicar a presença de substâncias "proibidas e nocivas" nos produtos recebidos. Alexey Saurin afirmou que os "fatos citados" e os "resultados insatisfatórios da inspeção" comprovam "controle insuficiente" de produtos fornecidos à Federação da Rússia.

Confrontado com as reservas feitas pelo serviço russo, o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, rejeitou as evidências: "Não é bem isso, não. Essa história que os russos não estão satisfeitos não é totalmente verdade", disse em rápida declaração, por telefone, de Porto Alegre. Oliveira está na linha de frente da negociação sanitária com os russos. O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, acompanha a evolução das tratativas. Os exportadores alertaram para problemas: "Ao entregar a lista aos russos, o governo não deixou claro quem poderia continuar exportando. Isso gerou uma confusão nos produtores", disse o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto.

O governo brasileiro entende que o embargo russo não está ligado às negociações da Rússia em ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC). O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Paulo Mesquita, disse ontem que "em nenhum momento" os russos usaram o embargo para ganhar apoio na OMC. "O embargo tem pista própria longe de discussões sobre a OMC. Isso quer dizer que nós não vamos condicionar nosso apoio ao fim do embargo e nem esperamos que com o apoio ele seja retirado", disse Mesquita.

O diretor do Itamaraty informou que os termos do acordo na OMC estão sendo finalizados e que, nessa última etapa, as tarifas e quantidades de exportações podem ser alteradas. "Existe um grande esforço da Rússia em concluir, ainda neste semestre, seu ingresso na organização e isso significa que as negociações com o Brasil devem estar concluídas", disse Paulo Mesquita.
Fonte: Valor Econômico

Abate de fêmeas ainda em alto patamar nos EUA

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a participação de fêmeas nos abates permanece em patamar alto em 2011.

Em boa parte dos primeiros sete meses de 2011, esta participação foi maior que a observada no mesmo período de 2010.

Na última semana de julho a participação de vacas e novilhas no abate total inspecionado foi de 47%.

O alto abate de fêmeas, já observado ano passado, dificulta a expansão do rebanho norte-americano.

A estimativa do USDA para a safra de bezerros em 2011 é a menor dos últimos 50 anos, de 35,25 milhões de cabeças.
FONTE: SCOT CONSULTORIA

Governo russo divulga as cotas de importação de carne para 2012

Segundo determinação do governo russo, no ano que vem as cotas de importação de carne bovina serão mantidas no mesmo nível de 2011 – 30 mil toneladas para carne resfriada; 530 mil toneladas para carne congelada. As cotas para importação de carne suína diminuirão para 320 mil toneladas, contra 472,1 mil toneladas deste ano.

As cotas para corte suíno do tipo trimming serão de 30 mil toneladas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, reagiu à decisão russa: "A prioridade da Abipecs é ampliar os mercados asiáticos, reduzindo a ainda grande dependência do mercado russo", afirmou.

O primeiro ministro russo, Vladimir Putin, já havia anunciado na sexta-feira, 29, que haveria redução de cotas para 2012. O motivo seria a demora das negociações na OMC.
FONTE: DIARIO DA RUSSIA

URUGUAY - CRECIÓ EXPORTACIÓN DE GANADO EN PIE

Escrito por Vision Maritima Prensa Digital

Salieron 158.486 bovinos y de ellos 137.117 cabezas se fueron para Turquía. En el primer semestre de 2011 la exportación de bovinos en pie sumó 158.486 cabezas y alcanzó al 76,8% de todo lo enviado al exterior el año pasado semestre


Turquía es el principal destino para engorde y faena. Uruguay ostenta actualmente el estándar más alto en cuanto a cantidad de mercados abiertos, ya no sólo para su carne, sino para sus animales vivos, además de lograr las mejores calificaciones de la Organización Mundial de Sanidad Animal (OIE) en enfermedades de gran peso, como lo es la "vaca loca" y la fiebre aftosa. Este avance, entre otras cosas, provocó un incremento en la demanda de ganado bovino en pie y hoy las empresas uruguayas están desbordadas de pedidos. Sólo en el 1° de enero y el pasado 30 de junio se llevan exportados 158.486 bovinos vivos, lo que representa un 145,7% más respecto de los 64.489 bovinos en pie que se llevaron al exterior en el primer semestre de 2010, según los datos de la División Sanidad Animal del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca (Departamento de Control de Comercio Internacional). Este año, la particularidad es el sostén de la demanda de Turquía como el principal mercado para terneros livianos para engorde y faena en destino que comenzó fuerte sobre el segundo semestre del año pasado. Al punto es esto que solo en el primer semestre del año Turquía se llevó 137.177 bovinos en pie y desde el 1° de enero al 23 de diciembre de 2010 adquirió 124.306 cabezas. De esta forma, del total de bovinos exportados en pie en el primer semestre del año, el 86,5% tuvo ese destino, siendo China, Líbano, Brasil, Túnez, Bolivia, Paraguay y Argentina el resto de los lugares hacia donde se dirigió el ganado local (ver gráfico aparte). Si se compara con 2010 también se observa una diversificación de los destinos fuera del caso de Turquía. En el primer semestre del año pasado los destinos de los bovinos en pie fueron Paraguay, Brasil, Líbano, Siria, Jordania, China, Egipto y Túnez. De todo esto es que surge la puja entre productores y frigoríficos por la materia prima. Sin embargo, en el propio Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca son contrarios a trancarla, ya que permite funcionar como una herramienta reguladora del mercado en ciertas circunstancias. "La exportación de ganado en pie es una herramienta que tiene que estar al servicio del funcionamiento de un mercado transparente, que genera resistencias y problemas en otros eslabones de la cadena -los frigoríficos se quejan que la oferta de ganado se va viva para ser faenada en otros países-, pero estamos convencidos de que tiene que seguir existiendo", dijo esta semana el ministro de Ganadería, Agricultura y Pesca, Tabaré Aguerre. La polémica desatada en torno a la venta de ganado vivo a Turquía radica en que los turcos se llevan terneros livianos que terminan en los puertos de destino y faenan en sus plantas. Detrás de Turquía, el otro comprador fuerte de ganado bovino para engorde y faena fue Líbano, hacia donde se fueron 6.512 cabezas y otros 1.775 bovinos fueron hacia Túnez. Los países de Medio Oriente comenzaron a pujar fuerte por los terneros uruguayos de razas carniceras a partir de julio de 2010 y mantuvieron una presión constante en la demanda hasta hoy. Pero el crecimiento de la exportación de bovinos en pie no sólo se debe a Turquía. Es que China se transformó en el principal importador de terneras Holando nacidas y criadas en Uruguay. Las primeras terneras Holando que se enviaron a China para incrementar la producción de sus tambos ya están produciendo mucha leche, se adaptaron muy bien y eso motiva que los importadores orientales sigan llegando a Uruguay a comprar más genética. En este caso, Uruguay continúa siendo el principal proveedor de genética bovina Holando hacia China, el cual es uno de los mercados más exigentes en cuanto sanidad y calidad y Uruguay cuenta con la ventaja de que logró sortear una carta difícil al poder entrar y ser reconocido por su elevada sanidad. Dentro de las 158.436 cabezas exportadas hasta el pasado 30 de junio, hay 8.495 terneras lecheras que se fueron a China y hay empresas que preparan nuevos envíos en las próximas semanas. Pero no todo es ganado para engorde o vaquillonas lecheras, también salieron reproductores. En este caso son animales muy puntuales. Según las cifras de la División Sanidad Animal del Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca se fueron 447 bovinos a Brasil, 32 a Paraguay, 1 para Argentina y 275 a Bolivia. En total hasta el pasado 30 de junio de 2011 el MGAP autorizó la salida de 10.464 reproductores. Un dato no menor para analizar estas cifras es que las fechas coinciden, además, con las exposiciones ganaderas en algunos de esos países. Pero no solo bovinos en pie exporta Uruguay.-Mirando otras especies, como es el caso del ovino, Ecuador fue el principal mercado, pues se hizo el primer embarque con ese destino por un total de 4.129 lanares para ser usados en programas reproductivos y otros 350 con destino a faena, pero hacia Brasil. Es que Brasil es el principal comprador de la carne ovina uruguaya y a menudo también se lleva algunos lanares para industrializar en sus frigoríficos. En total, en el primer semestre, Uruguay exportó 4.794 ovinos. En equinos el mercado siempre está movido y a la misma fecha de la comparación se enviaron al exterior 342 caballos, con Argentina como el principal mercado (130), Emiratos Árabes (91), Brasil (54) y Paraguay (24). También fueron equinos a Estados Unidos 84), Colombia (1), Alemania (3), Polonia (3), Holanda (3), Francia (11) y Reino Unido (6).

FONTE: P. Antúnez-(EL PAÍS)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Frigorífico Silva e Best Beef com nova identidade

Pela primeira vez em 40 anos o Frigorífico Silva e uma de suas marcas, Best Beef, ambos de Santa Maria (RS) e que atuam em todo o Brasil, modernizaram seu logotipo.

O trabalho foi realizado pela agência de design e branding Bendito Design, que baseou-se na importância das empresas no segmento de carnes nacional para desenvolver a nova identidade visual.

A agência separou as logomarcas, antes vinculadas, reforçando o posicionamento individual de cada uma.

Além disso, acrescentou as cores da bandeira do RS ao logo do Frigorífico Silva para que os consumidores possam associar a imagem da marca à tradição do estado no setor de carne bovina.

FONTE: ADONLINE

Exportações de carne despencam em julho com embargo russo

As exportações de carne "in natura" bovina, suína e de frango despencaram em julho tanto na comparação com junho quanto com julho do ano passado. Um dos principais fatores que influenciaram o fraco desempenho no período foi o embargo russo a 85 frigoríficos dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, iniciado em 15 de junho.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 1º, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas externas de carne suína foram as mais prejudicadas na comparação de julho ante junho. No mês passado, a receita com as vendas externas somou US$ 82,4 milhões, queda de 40,8% na relação com os US$ 139,1 milhões de junho. Em volume, a queda foi de 34,7%, passando de 46 mil toneladas para 30 mil toneladas. O preço por tonelada teve recuo de 9,2%, para US$ 2.746.

Já as exportações de carne bovina totalizaram US$ 316,2 milhões em julho, queda de 17,6% ante US$ 383,9 milhões de junho. Em volume, foram embarcadas 62,8 mil toneladas da proteína in natura, recuo de 19,2%. Em junho, os embarques somaram 77,7 mil toneladas. O preço médio por tonelada, por sua vez, aumentou 1,9%, para US$ 5.035.

As vendas externas de carne de frango in natura tiveram receita de US$ 555,5 milhões em julho, queda de 12,7% ante os US$ 636,4 milhões de junho, parcialmente prejudicada pela diminuição de 2% no preço médio praticado no período, que passou para US$ 2.006/tonelada. Em volume, os embarques totalizaram 276,9 mil toneladas, recuo de 11,1% ante as 310,9 mil toneladas de junho.

Comparação anual

O desempenho fraco das exportações de proteínas também aparece na análise dos números de julho de 2011 ante julho de 2010. Em receita, as vendas externas de carne suína in natura recuaram 17,4%, 21,5% em volume e 5,2% nos preços médios praticados.

Na mesma base de comparação, as exportações de carne bovina in natura diminuíram 22,5% em receita e 38,2% em volume. Os preços, entretanto, subiram 25,6% no período. E as vendas externas de carne de frango in natura aumentaram 2,2% em receita e caíram 14,6% em volume. Os preços médios do período subiram 19,7%.

O resultado das exportações de carne foi influenciado pelo número de dias úteis do mês e de seus comparativos. O mês passado teve 21 dias úteis, enquanto julho de 2010, 22 dias úteis e junho deste ano, 21 dias úteis.

FONTE: AGENCIA ESTADO

Rússia embarga mais 37 frigoríficos brasileiros

Medida não afeta o Rio Grande do Sul

O governo russo anunciou nesta segunda-feira que embargou 37 novos frigoríficos brasileiros. No início de junho, já havia decidido pela suspensão das exportações de 85 unidades instaladas no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. A nova lista é formada apenas por abatedouros de aves e bovinos, sem incluir plantas de suínos.

Segundo o Ministério da Agricultura, o anúncio russo de ontem não foi surpresa porque foi o próprio governo brasileiro que, após uma auditoria, relacionou as unidades que deveriam passar por melhorias para continuarem vendendo à Rússia.

A nova medida também não afeta o Rio Grande do Sul, uma vez que todas as plantas do Estado já estavam com as exportações suspensas para o mercado russo.
FONTE: ZERO HORA

The Economist: Índice Big Mac constata supervalorização do Real

O famoso índice Big Mac, que compara o preço do sanduíche em diversos países, mostra que o Real está entre as moedas mais valorizadas do mundo em comparação com o dólar. Os números estão na nova edição da revista The Economist.

A publicação britânica lembra que, aos 25 anos de vida, o índice precisava de uma "turbinada". Agora, além de simplesmente comparar o preço do Big Mac entre países, o índice também é apresentado após um ajuste feito a partir do PIB per capital de cada nação.






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Segundo a Economist, essa nova metodologia torna mais justa a comparação, pois leva em consideração o fato de que países mais pobres normalmente têm custos de produção menores - e, portanto, preços menores - principalmente por causa dos salários mais baixos dos trabalhadores. No entanto, esse ajuste não foi suficiente para tirar o Brasil do topo do ranking das moedas mais valorizadas.

Dos 37 países pesquisados, o Brasil tem o quarto Big Mac mais caro, ou seja,o índice sugere que o Real está supervalorizado em 52% (o câmbio "justo" seria de R$ 2,34 por dólar). Na ponta do lápis, é mais caro comer um sanduíche aqui (US$ 6,16 ou R$ 9,50) do que nos Estados Unidos (US$ 4,07 ou R$ 6,27).

A matéria é de Luís Artur Nogueira, publicada no Portal Exame, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Assocon revisa para baixo projeção de confinamento

Recuo nos preços no fim do primeiro semestre fez com que pecuaristas reduzissem número de animais na primeira etapa de confinamento
Marcela Caetano e Mônica Costa

A Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) revisou para baixo as perspectivas para o confinamento de animais neste ano. No começo de 2011, a previsão era de incremento de 31% no número de animais confinados. Após consulta aos associados, a projeção passou a ser de aumento de 11% a 12% sobre os resultados do ano passado, quando 300 mil animais foram confinados.

A pesquisa considera 62 confinamentos associados a entidade nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão.

O recuo na estimativa, segundo Bruno Andrade, zootecnista da Assocon, é resultado da queda na entrada de animais no cocho no primeiro ciclo de confinamento (nos meses de abril e maio). “No fim do primeiro semestre, os preços futuros se aproximaram muito dos praticados no mercado físico e o custo de produção estava muito elevado, o que desestimulou os produtores”, explica.

Ele acredita que, com a recente recuperação dos preços da arroba, a atividade deve ganhar fôlego. No entanto, afirma que não há como recuperar o recuo registrado no primeiro semestre.

Andrade ainda pondera que o aumento dos custos de aquisição de alimentos, que cresceu, em média, 20% em julho deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, pode levar produtores a reavaliarem suas estratégias. “Muitos pecuaristas fazem ciclo completo e, dependendo do investimento na alimentação, podem optar por manter os animais no pasto.”

Na semana passada, o Instituto Mato-grossense de Pesquisa Agropecuária (Imea) divulgou seu segundo levantamento sobre as perspectivas de confinamento em Mato Grosso, no qual projeta aumento de 34,7%. A oferta deve atingir 798.410 cabeças, ante as 592.834 cabeças confinadas durante a entressafra do ano passado.

Para Otávio Celidônio, superintendente do Imea, o aumento foi uma surpresa, pois a expectativa era de redução em relação a abril. Ele atribuiu a reversão de tendência à boa rentabilidade do negócio, que está acima de 20%. Cesar de Castro Alves, analista da MB Agro pondera que o mês de julho foi excepcional em termos de recuperação no mercado futuro, “ tenho a impressão de que isso deve ter estimulado muita gente confinar este ano, o que pode surpreender e segurar os preços”.

O economista afirma que, com a melhora no volume de animais confinados, o teto do preço do boi gordo não deve chegar ao patamar atingido em 2011. "No ano passado, tinhamos menos animais confinados e houve um pico em novembro, com uma pressão forte por causa de seca. Este ano, não teremos estes vetores. Tudo indica que as chuvas vão chegar antes e o confinamento não será tão pequeno”, conclui.

Fonte: Portal DBO

Carne Certificada Pampa® e Frigorífico Silva lançam Campeonato de Carcaças

O Programa Carne Certificada Pampa®, programa de certificação de carne da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) juntamente com o Frigorífico Silva de Santa Maria (RS) estão lançando o Campeonato de Carcaças, promovendo uma avaliação das carcaças dos animais Hereford e Braford enquadrados no Programa Carne Pampa®, com a finalidade de premiar o sistema produtivo, ao invés de um único lote o qual, na maioria das vezes, não demonstra a realidade da terminação das propriedades.

As carcaças estão sendo avaliadas desde o mês de maio e vem sendo julgadas em uma primeira avaliação, nos seguintes quesitos: sanidade, peso da carcaça e gordura. Na fase final serão avaliados e julgados todos os itens anteriores e ainda a conformação, conforme tabela de índices e valores utilizada para o campeonato. As avaliações e tipificações ao longo do campeonato serão realizadas pelos técnicos da Associação e, para a final, se somarão mais quatro jurados. Serão eles: Guilherme Dias – Gerente executivo do programa Carne Certificada Pampa; Dr. Leonir Luiz Pascoal – Professor da UFSM; Dr. Ricardo Zambarda Vaz – Professor da URI e Dr. Fabiano Nunes Vaz – Professor da UNIPAMPA.

Os vencedores do Campeonato de Carcaças serão divulgados e premiados durante a Expointer 2011, ao 1º Lugar, premiação corresponderá ao valor de 5% (cinco por cento) sobre o preço ESALQ Máximo do dia imediatamente anterior ao embarque dos animais, ou ainda preço base do frigorífico + bônus de 6% sobre o resultado do lote campeão na fase final, a ser depositado na conta corrente de produtor, na mesma forma do pagamento sempre realizado pelo frigorífico + 50 doses de sêmen de touros do PAC. Ao 2º Lugar e 3º lugar 30 doses de sêmen de touros da Prova de Avaliação a Campo de Reprodutores Hereford e Braford (PAC) para cada um.

Para o Gerente do Programa, Guilherme Dias, “consideramos muito interessante esta modalidade de concurso, pois visa destacar aqueles produtores que enviam animais de qualidade com regularidade. Na fase final o lote campeão dos produtores classificados na fase inicial receberá um bônus especial mais 50 doses de sêmen de touros premiados no PAC”.

Clique aqui e veja os índices de avaliação do Campeonato de Carcaças Hereford e Braford.


Agrolink com informações de assessoria

Brasil não pode depender de um comprador, diz Vacari

Autor: Assessoria

A estratégia da Rússia em acusar o Brasil de problemas sanitários dos frigoríficos e decretar embargo nas importações de carne caiu por terra e veio à tona a verdadeira intenção que era a de pressionar o Brasil para apoiar o país a ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso nos deixou uma grande lição de que não podemos ficar dependente de um comprador e de que precisamos buscar novos mercado para a carne brasileira”, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari. Ele ressalta “a Rússia colocou em cheque a qualidade da carne brasileira por motivos muitos distantes da sanidade animal e não podemos ficar refém de atitudes como esta”.

A Rússia continua como um dos grandes compradores da carne bovina mato-grossense. Segundo dados do Secex- Secretaria de Comércio exterior, das 96,5 mil toneladas em equivalente carcaça exportadas pelo Estado no primeiro semestre de 2011, a Rússia aparece como o país com maior participação nas exportações da carne bovina do Estado. O mercado russo respondeu por 28,2%, ou 27,2 mil toneladas equivalente carcaça. A média mensal caiu 2,77% com relação ao mesmo período de 2010, que era de 4.661 toneladas em eq.carcaça, para 4.532. Mas, apesar desta queda no volume exportado, a média no valor financeiro subiu 22,66%, saindo de 13.141 mil dólares para 16.118 mil dólares.

Nossa carne valorizou. A variação no valor pago pela tonelada do 1º semestre de 2010 ao 1º semestre de 2011 foi de 34,5% segundo levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de economia Agropecuária). De 2.863 dólares a tonelada equivalência carcaça subiu para 3.849 dólares no mesmo período deste ano.“Os compradores da carne brasileira vêm sofrendo algum tipo de crise e o Brasil também enfrentou problemas como a forte seca de 2010 e consequentemente na oferta de boi gordo para o abate, o que explica a valorização da carne”, pondera Vacari.

Outro exemplo é o Oriente Médio, o segundo maior comprado da carne mato-grossense, que apesar da queda de 13,38% no volume para este destino, deixou uma receita de 7,20% maior. Os dois principais destinos da carne de Mato Grosso, Rússia e Oriente Médio, representaram 60,9% dos embarques.

A União Europeia, principal comprador até o primeiro semestre de 2007, respondeu no último semestre por apenas 4,7% dos envios da carne mato-grossense para fora do país. A queda no volume exportado no primeiro semestre de 2010 para o mesmo período de 2011 foi de 26,10%, saindo de 1.026 toneladas equivalente carcaça para 759 mil, O volume da receita entrando, caiu apenas -5,82%.

Em contrapartida a China continua surpreendendo e aumentou as exportações do primeiro semestre do ano passado para o deste ano, em 11,06%, com um volume de 7.476 mil toneladas equivalente carcaça. Isso representou um aumento na receita de 31,78%, o que significa 23.655 mil dólares. “A China é um mercado bastante interessante e esta mudando a cultura de não comer carne vermelha, o que a torna um mercado em potencial enorme”, avalia o superintendente da Acrimat.