sexta-feira, 29 de junho de 2012

Carne Wagyu, conheça mais este mercado de carne bovina premium com alto marmoreio


O BeefPoint conversou com Eliel Marcos Palamin, médico veterinário da Fazenda Yakult (Bragança Paulista-SP) e técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu para mostrar as particularidades da raça, seu sistema de produção e forma de comercialização da carne.
A Fazenda Yakult foi a primeira no Brasil a importar animais Wagyu na década de 1990, dos EUA, entre um casal de animais, embriões e sêmen para começar a própria produção e seleção. No início dos anos 2000, a fazenda começou seu melhoramento genético para atender a demanda de restaurantes da cidade de São Paulo pela carne diferenciada, que teve início após os donos destes restaurantes conhecerem a carne no mercado internacional.
No primeiro leilão de animais puros da raça no país, em 2007, todos os animais foram vendidos para criadores, restaurantes de alta gastronomia e frigoríficos. Segundo Eliel, “o que tinha no Brasil de animais prontos para abate foi vendido no leilão”.
Atualmente no Brasil, há centrais importadoras de embriões e sêmen de vários países, como do Japão, dos EUA, Canadá, Itália e Chile. Essas importações visam trazer novos pedigrees para o país, de linhagens com histórico de DEPs para bom marmoreio da carne, e assim melhorar o rebanho nacional.
Buscando esse melhoramento, a Fazenda Yakult faz a avaliação da carcaça de seus próprios animais e de abates de clientes criadores, para conferir o marmoreio encontrado nos descendentes e selecionar seus reprodutores. A Yakult é a unica criadora no pais a abater animais puros para venda de carne e o volume é de aproximadamente  4 a 5 cabeças por mês, “muito limitado ainda”, comenta Eliel, não suprindo a demanda dos restaurantes. A fazenda fornece carne para cinco restaurantes na cidade de São Paulo desde 2009.
Ainda consolidando a seleção genética no Brasil, os julgamentos desde 2007 eram conduzidos por juízes japoneses, e a partir de 2011 a Associação buscou por juízes brasileiros de outras raças já consolidadas no mercado, para utilizar a experiência e conhecimento existente e o julgamento ser focado principalmente na carcaça e conformação, diminuindo a ênfase na linhagem genética, foco dos juízes japoneses. O objetivo foi buscar a visão de outra raça e aprimorar a seleção, já que ainda não há juizes brasileiros formados da raça Wagyu.
Comercialização
Palamin explica que a comercialização de carne Wagyu não segue o mercado convencional, baseado no indicador da arroba ESALQ/BM&F. “Este nicho de mercado foge da linha de frigorífico”, o cliente compra direto da empresa produtora. Todos criadores e associados da raça no Brasil fazem o ciclo completo e venda final da carne, terceirizando o serviço de abate pelo frigorífico.
Em média, um animal terminado para abate pesa 750kg e tem rendimento de carcaça de 57%. O rendimento de carne comercial (limpa e desossada) é de 280kg /animal e é considerado mais importante do que o rendimento de carcaça. Consequência do tempo necessário de confinamento para se atingir um bom nível de marmoreio, de cada animal são descartados 100kg de gordura na toalete de abate.
O preço de venda de toda a carne desossada é em torno de R$40,00/kg, totalizando um faturamento de R$11.000 a R$12.000 por animal. No caso da maioria dos restaurantes, as peças consideradas nobres são negociadas a R$210,00/kg, principalmente o contra-filé. Eliel comenta que cada animal chega a produzir 30kg de contra-filé, abrangendo assim 50% do faturamento total por animal e há poucos restaurantes que possuem estrutura para comprar a carcaça, diminuindo assim o preço pago por essa carne.
Sobre a picanha, o técnico explica que todo o melhoramento é direcionado para o contra-filé, devido ao maior peso atingido pela peça. “Um animal produz no máximo 5 kg de picanha, já de contra-filé são 30kg”. As duas peças são vendidas pelo mesmo preço, e a qualidade da picanha é a mesma do filé segundo o técnico.
No caso da Fazenda Yakult, a carne considerada menos nobre pelos restaurantes é vendida na região de Bragança Paulista, com fiscalização municipal. A empresa também produz hambúrguer para agregar valor à carne comercializada e está se preparando para receber a fiscalização do SIF e vender na região da grande São Paulo.
No mundo, os maiores países criadores da raça e consumidores da carne Wagyu são o Japão, EUA e Austrália. No brasil, são 3.500 animais puros cadastrados pela Associação. O cruzamento também é utilizado para o fornecimento de carne, e o maior produtor no Brasil fica em Campo Grande-MS, com 15.000 cabeças. Registados na Associação, são 35.000 animais cruzados, e as raças mais utilizadas são a Brangus e Angus, Eliel comenta. Quanto à adaptação ao sistema tropical, Eliel explica que há criadores no oeste paulista, no MS, norte do MT e BA. O animal é “mais resistente em relação a outras raças taurinas, o touro reproduz no calor intenso. Os dois maiores problemas são ectoparasitas e diarreia neo-natal”.
Comparando a comerciaização da carne de animais Wagyu puros e de cruzados, a diferença está na quantidade de marmoreio e no preço de venda. Se o quilo do contra-filé de animais puros é vendido a R$210,00, para animais cruzados será vendido a R$110,00, se o marmoreio for bom.
Sistema de produção
Na Fazenda Yakult, os bezerros são desmamados com 8 meses de idade e pesam em média 220kg aos 13 e 14 meses. Neste ponto, é realizada uma análise por ultrassom em cada animal para se verificar o potencial de marmoreio e de área de olho-de-lombo (AOL). Esta ferramenta é utilizada para selecionar quais animais serão selecioandos para reprodutores e quais serão abatidos.
Palamin explica que na Yakult são selecionados 2% dos animais para touros reprodutores, dependendo do pedigree e do marmoreio, mantendo assim os melhores acasalamentos encontrados. A reprodução é realizada por inseminação artificial e transferência de embriões. “Uma boa doadora fornece em torno de dez embriões viáveis”, comenta Eliel, e é utilizada a coleta e transferência tradicional.
Os animais selecionados para corte são confinados dos 14 aos 28 ou 30 meses de idade, até alcançarem os 750kg. A dieta utilizada é baseada em silagem de milho e concentrado. Dependendo da região e disponibilidade o concentrado pode variar, na Yakult são utlizados principalmente milho, farelo de soja e farelo de trigo.
A terminação de animais cruzados também é feita em confinamento, até os 26 ou 28 meses de idade. E como o nível de marmoreio não será o mesmo de animais puros, por motivos genéticos, esta categoria pode entrar em confinamento com mais idade, reduzindo assim o custo de produção.
Eliel acredita que a ultrassonografia ainda vai ser utilizada para animais cruzados, pois identificando exemplares com baixo potencial de marmoreio, estes podem ser confinados por menos tempo e vendidos com peso menor, melhorando o custo beneficio da produção.
Por curiosidade, perguntamos ao Eliel se os animais realmente recebem massagem ou tomam cerveja. Ele explica que no Japão isso é praticado porém no Brasil o custo é inviável. “A massagem melhora o marmoreio e a cerveja altera a microbiota ruminal, aumentando o apetite e melhorando o aproveitamento de nutrientes na digestão pelos animais”, explica.
Classificação, marcas de carne e projeções futuras
Questionado sobre marca própria para venda de carne, Eliel explicou que marcas de criadores de animais puros ainda não existem. A Yakult vende e distribui sua própria carne, porém ainda sem um selo de identificação. O posicionamento da empresa é interessante: em casos de baixo marmoreio, o preço de venda praticado é menor, garantindo assim padrão de valor e qualidade da Fazenda Yakult. Existem marcas próprias de criadores de animais cruzados, que também terceirizam o abate, embalam e distribuem sua carne identificada.
A associação está desenvolvendo um selo de classificação e de garantia da carne entre os criadores associados. Como há vários níveis de marmoreio entre as diferentes linhagens genéticas da raça, é necessário criar uma tabela de classifcação, na qual a associação está trabalhando. A tabela brasileira será baseada na tabela japonesa, com 12 pontuações de marmoreio para diferenciar as peças por meio de um selo. A pontuação média de marmoreio atingida pela Yakult ainda é de 04. No Japão a média é de 08 a 12, segundo Eliel.
Sobre o crescimento da raça no Brasil, Eliel comenta que a projeção é otimista e a demanda pela carne é crescente. O número de restaurantes buscando pelo produto aumenta, e de 2007 a 2010, as vendas de sêmen cresceram 700% segundo a ASBIA. “Mesmo com um volume baixo comparado à outras raças, este número demonstra o potencial do Wagyu no Brasil”.
Desta forma, o mercado de carne com alto nível de marmoreio cresce no país, demonstrando o maior poder de consumo do brasileiro e a busca por alimentos de alto valor agregado. Tratando de carne bovina, este produto é interessante pois mostra uma opção num mercado cada vez mais variado, com diferentes perfis de consumo (de baixo a alto preço de venda) e mercado para diferentes tipos de carne: desde a carne light (baixo teor de gordura), carnes para churrasco (com cobertura de gordura e médio marmoreio) até a carne com alto marmoreio.




Eliel Marcos Palamin
Artigo escrito por Marcelo Whately, analisa da Equipe BeefPoint.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

URUGUAY - Vuelven a exportar a Turquía


Los veterinarios turcos no encontraron problemas en el sistema uruguayo


Los veterinarios turcos que llegaron a Uruguay esta semana no encontraron inconvenientes en el sistema de exportación de ganado en pie y ayer comenzó el embarque de 8.000 cabezas hacia ese destino, en una operación de la firma Herbal Paradise.
En los últimos meses se habían generado algunos inconvenientes para la comercialización de vacunos de razas carniceras hacia el país euroasiático, aunque oficialmente el Ministerio de Ganadería, Agricultura y Pesca no había recibido ningún reclamo o comunicación al respecto.
Estos mismos inconvenientes se habían generado con México. Incluso trascendió que se había detectado un problema sanitario en el ganado exportado desde ese país, hecho que fue totalmente desmentido por la autoridad sanitaria mexicana.
FONTE: EL OBSERVADOR

CNA defende linha de crédito para aumentar animais em pastagens recuperadas


O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, defendeu a criação de uma linha de crédito para que os pecuaristas possam adquirir animais, aumentar o número de bois por hectare em pastagens recuperadas e gerar ganhos de produtividade ao setor. Ele abordou o tema, nessa segunda-feira (25-6), durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que reúne membros de todos os elos do setor pecuário e é presidido pelo representante da CNA. “Queremos recuperar pastagens degradadas, mas precisamos de condições para criar mais cabeças por hectare, para ter mais produtividade”, explicou.
Nogueira informou que pediu a inclusão desta medida ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, que deve ser anunciado no final desta semana. No encontro, ele afirmou que esta ação contribuiria para uma pecuária mais sustentável, incluída como um dos temas da pauta da reunião de hoje, que também discutiu a adoção de boas práticas pecuárias. A certificação sanitária e socioambiental da carne para combater o mercado clandestino da carne foi outro ponto abordado durante o debate, em em exposição apresentada pela União Nacional das Indústrias e Empresas da Carne (UNIEC).
Os participantes da reunião assistiram, ainda, a uma apresentação do assessor técnico da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus, sobre o novo Código Florestal e a Medida Provisória 571, que traz complementos ao texto sancionado pela Presidência da República. “Há pontos que nos preocupam, pois o produtor terá prazo para recuperar suas matas nas margens dos rios, mas o texto do novo Código Florestal não dá prazo para o Governo autorizar licenças ambientais, nem fazer o georreferenciamento das propriedades”, ressaltou o presidente do Fórum.
Antenor Nogueira defendeu, ainda, o fim da cobrança de PIS e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) sobre ração e sal mineral, utilizados na alimentação do rebanho. Hoje, a alíquota que incide sobre estes insumos é de 9,25%. “Se, hoje, há desoneração para outros produtos, por que não temos para a carne, que é um produto que ajuda a sustentar o saldo comercial brasileiro”, indagou. Ele informou que esta é uma antiga demanda do setor e que reforçará este pleito junto ao Governo Federal.
Fonte: Portal do Agronegócio

Aumenta la exportación de ganado mexicano en pie a EU

Mexico, DF.- A 10 semanas de que concluya el ciclo 2011-2012, la exportación a Estados Unidos de ganado en pie para engorda ya superó lo reportado en el periodo 2010-2011, según reportes de asociaciones ganaderas del país.

Es decir, este sector registra un avance de un millón 379 mil 140 becerros, con lo que se supera la cifra obtenida al término del ciclo 2010-2011, en el que se comercializaron un millón 378 mil 525 cabezas.

La exportación de ganado representa un crecimiento de 14.31 por ciento, respecto a la misma semana del ciclo anterior, en la que se habían comercializado un millón 206 mil 506 becerros en pie.

El valor comercial de las exportaciones representa alrededor de 579 millones 789 mil dólares por la venta de ganado en pie, con la participación de 19 entidades del país.

Las principales entidades exportadoras de ganado son Sonora, que aportó para la venta 323 mil 648 cabezas; Chihuahua, 250 mil 086; Durango, 208 mil 740; Tamaulipas, 185 mil 246, y Nuevo León, 110 mil 872.

En el ciclo que comenzó el 1 de septiembre de 2011 y concluirá el 31 de agosto de 2012, Zacatecas envió 107 mil 253 cabezas, Coahuila 80 mil 076 unidades, Veracruz 46 mil 546 y Sinaloa 32 mil 360.

Ganaderos de Jalisco, Nayarit, Colima, Yucatán, Tlaxcala, Puebla, Guanajuato, Querétaro, Quintana Roo y Aguascalientes también comercializan ganado en pie a Estados Unidos.

Otros de los países con los que México comercializa ganado en pie son Turquía, Honduras, Belice, El Salvador, Costa Rica, República Dominicana y Nicaragua.

Notimex
FONTE: telefonorojo.mx

UNIEC busca enfrentar o abate clandestino de bovinos, apresenta selo de qualidade


Bob Moser

"O abate clandestino de bovinos é pior que o tráfico de drogas".

Esta afirmação foi feita por Francisco Victer, Presidente da União Nacional da Indústria da Carne (UNIEC), durante a 31ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Carne Bovina, na última segunda feira (25) no Ministério da Agricultura, em Brasília.

A UNIEC considera o mercado clandestino um dos grandes problemas do Brasil e o maior da cadeia produtiva da carne bovina. "É muito mais grave que o tráfico de drogas e deveria ser considerado crime hediondo," disse.

"Enquanto a droga é adquirida a partir de uma decisão do usuário, podendo até matar ao longo do tempo, a carne produzida clandestinamente é comercializada como produto saudável, mas dependendo do agente contaminante, mata instantaneamente."

"E não fica por aí," destacou, “além do atentado à saúde pública, roubo de gado, desmatamento ilegal, trabalho infantil e escravo, descumprimento das obrigações sanitárias e sonegação fiscal também estão intimamente ligados ao abate clandestino."

Outro ponto que também chama a atenção é o tamanho do abate clandestino no Brasil. Estima-se que mais de 30% de todo plantel que é abatido no Brasil ocorre sem inspeção oficial.

Mas, para tal, é preciso diferenciar o produto que cumpre as exigências sanitárias, socioambientais e fiscais daqueles que estão à margem da Lei.

Foi assim que a UNIEC idealizou o selo “Carne Natural” que poderá identificar a carne produzida com sustentabilidade, permitindo ao consumidor reconhecer e optar pelo produto com garantia de qualidade.

"Governos, Ministério Público e Justiça precisam integrar e ampliar as ações de combate, mas o fundamental é que a sociedade reaja firmemente contra esse mal," destacou.

Fonte: http://www.carnetec.com.br/Industry/News/Details/34115

Concentração de frigoríficos terá audiência hoje


Acontece nesta quinta-feira (28), a partir das 13h, uma audiência pública na Secretaria de Direito Econômico, no Ministério da Justiça, para debater a concentração da indústria frigorífica.

Participam do evento o senador Waldemir Moka, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e instituições que compõem a Fenapec- Frente Nacional da Pecuária.

Segundo Francisco Maia, presidente da Acrissul, esta é a segunda audiência e mostra a capacidade de organização da pecuária brasileira. Precisamos debater a pecuária nacional em outro nível, a cadeia produtiva precisa se realinhar dentro de parâmetros que venham a contemplar o seu crescimento, mas o produtor tem ficado de fora desta fatia, fato que precisa mudar, afirmou Maia.

A Fenapec é resultado direto da mobilização dos criadores contra o que chamam de monopólio da carne, ou seja, a concentração o abate bovino na mão de poucos frigoríficos. Os pecuaristas veem problemas com a concentração, como a possibilidade de manipulação de preços, que já gerou queda de 15% no valor da arroba do boi. Compõem a frente às seguintes entidades: ACRISSUL - Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul, ACRIMAT - Associação dos Criadores de Mato Grosso, UDR - União Democrática Ruralista, SRB - Sociedade Rural Brasileira, ABCZ- Associação Brasileira de Criadores de Zebu, ANPBC - Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte, ASFAX - Associação dos Fazendeiros do Alto Xingu, APR-MT - Associação dos Produtores Rurais de Mato Grosso e ABEG - Associação Brasileira dos Exportadores de Gado.

Na agenda da Fenapec está ainda o 2º Movimento Nacional Contra o Monopólio dos Frigoríficos, marcado para o dia 9 de julho, durante a 48ª Expoagro, em Cuiabá. O primeiro encontro foi realizado no dia 14 de maio em Campo Grande, onde 1.500 produtores participaram. Com informações da assessoria de imprensa.

Fonte: Pecuária.com

Ministério da Agricultura anuncia maior Plano Agrícola e Pecuário dos últimos anos




vacas no pasto

Mais crédito, mais renda
Principais objetivos

• Garantir a segurança alimentar
• Regionalizar as políticas de apoio ao produtor, com foco nas realidades locais
• Aumentar o volume de crédito ao produtor e reduzir os custos financeiros
• Ampliar a cobertura do Seguro Rural e do Proagro
• Apoiar o cooperativismo e incentivar a agricultura de baixa emissão de carbono (Programa ABC)
Taxas de juros atrativas
Medidas de incentivo à produção
• Redução das taxas de juros
• Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – Pronamp
• Apoio à pecuária bovina, caprina, ovina e suína
• Cooperativas agropecuárias
Investimentos que chegam no campo
Volume de recursos
R$ 93,9 bilhões de juros controlados mais R$ 21,3 bilhões de juros livres, total de R$ 115,2 bilhões
Recursos ao alcance do produtor
Mais crédito
Os R$ 115,2 bilhões para o finaciamento rural representam um crescimento de 7,5% em comparação à safra passada. Os recursos oferecidos dividem-se em: Custeio e comercialização R$ 86,95 bilhões Investimento R$ 28,30 bilhões Redução da taxa de juros de 6,75% para 5,5% ao ano para custeio e comercialização, Pronamp de 6,25% para 5%, Investimento de 6,75% para 5% e Capital de giro para cooperativa de 9,5% para 9%.
Beneficiando todos os setores
Incentivo ao médio produtor
Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp): R$ 11,15 bilhões de recursos aportados, 34% a mais do que foi aplicado na safra anterior. Redução da alíquota do seguro rural em 10 pontos percentuais. Cobertura pelo Proagro em até R$ 300 mil.
Colhendo resultados
Apoio à comercialização
Para dar suporte à Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o orçamento proposto para 2013 é de R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões para aquisição de produtos e manutenção dos estoques e R$ 3,1 bilhões para equalização de preços.
Mais segurança para o produtor
Ampliação da cobertura do seguro rural e Proagro
Aporte de R$ 267 milhões, 5,5% a mais de recursos para a concessão da subvenção em relação à safra anterior, com expectativas de atingir:
• Área segurada: Mais de 6 milhões de hectares.
• Importância segurada: aproximadamente R$ 8 bilhões.
• Número de apólices contratadas: mais de 60 mil.
Plantando sustentabilidade
Incentivo à agricultura sustentável
O Governo destina R$ 3,4 bilhões para financiamento do produtor, além disso reduz a taxa de juros, de 5,5% para 5% ao ano. Fortalecimento do Programa ABC para melhor atender ao seu objetivo, entre eles a recuperação de pastagens degradadas. Apoio à implantação de Sistemas Orgânicos de Produção. Fica contemplada com financiamento todos os investimentos necessários à implantação desses Sistemas.
A vez das cooperativas
Incentivo ao cooperativismo
25% a mais. Redução dos juros. Maior disponibilidade de recursos e limites de financiamentos para o seguimento, passando dos atuais R$ 4 bilhões para R$ 5 bilhões, tanto para o Procap-Agro e Prodecoop.

FONTE: MAPA

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mudança de humor no mercado, sinal importante!!!


Rogério Goulart, administrador de empresas, pecuarista e editor da Carta Pecuáriacartapecuaria@gmail.com
Reprodução permitida desde que citada a fonte
 

Interessante o comportamento do atacado e da arroba. De maio para cá temos firmeza no atacado.

Veja: em maio o curto-prazo era pior que hoje — a valorização relativa da carcaça induzia-nos a valores mais baixos pro boi — algo como 89 reais.

De lá para cá, a coisa mudou. A coisa hoje nos induz a pensar exatamente o contrário — um atacado sinalizando valores dois reais acima do que o mercado físico está trabalhando.

Algo ao redor de 95 reais. Essa diferença entre os 93 de hoje e o potencial, é claro, está sendo absorvida como margem positiva por quem compra.

Qual a razão da arroba não estar subindo, se o atacado já está sinalizando alta? Dê tempo ao tempo, caro leitor. As coisas funcionam, mas não no momento que precisamos que elas funcionem. A inércia da baixa — e da oferta de boi — ainda estão dominando as negociações.

Você vê isso com clareza ao olhar o cenário mais amplo. Considerando que o fundo do poço está ocorrendo com uma arroba entre 93~95 reais, então o mercado pecuário de boi gordo está estável praticamente desde março, com uma rápida testada nos 97 reais em abril — o momento da mais recente alta no atacado, anterior a este.

Nosso trabalho como comercializadores de gado é sentirmos os extremos dos movimentos dos preços e nos posicionar de acordo. Por exemplo, estamos passando por um extremo de baixa nas cotações, como comentamos na edição passada.

Esse tipo de situação favoreceu quem segurou o boi e deixou para vender agora. Mas, mesmo assim, vamos supor que você está insatisfeito. Você queria ter vendido melhor. Queria ter vendido mais caro que os valores atuais.

Acredita também que estamos passando pelo extremo da safra, mas a boiada gorda não pode esperar, senão começa a perder peso pela seca ou pelo frio.

O que fazer? Existe alternativa para vender o gado e mesmo assim absorver parte de uma possível alta, vai, em julho? Sim, e envolve a bolsa, caro leitor. Você poderia vender normalmente os animais para o frigorífico de sua confiança e “comprar bolsa” — que é o mesmo que dizer que você ainda estaria com os animais no pasto.

Você poderia adquirir uma opção de compra, também uma operação feita via bolsa. Uma opção para o final de julho com uma arroba ao redor de 98 reais vai te custar algo ao redor de 30 centavos. Você passa a ganhar se o mercado vier acima de 98 reais.

Não sei se é a melhor alternativa, mas pelo menos é uma alternativa para quem está angustiado. Você poderia comprar a call de julho e vender uma put de outubro e, juntos, a operação sai praticamente sem custo... Enfim, não estou sugerindo nada de específico aqui e, de qualquer forma, você tem que falar com o seu corretor. Ele poderá te sugerir as melhores negociações baseadas no seu perfil de risco.

Tenha em mente o seguinte — a bolsa é uma ferramenta que acrescenta ao que você já faz no mercado físico. Sem safadeza e sem segundas intenções.

Seguindo em frente, observe a fotografia atual das escalas de abate nas praças pecuárias Brasil afora e seus respectivos descontos nos preços em relação à São Paulo. Note o Mato Grosso com o maior desconto hoje, coerente, por exemplo, com Cuiabá com a maior escala de bois comprados nessa sexta feira.

Goiás é outro caso interessante. As escalas em Goiânia não estão tão altas assim, ao redor de 7 dias, mas o desconto acima de 10% chama a atenção.

É o inverso de Dourados, por exemplo, onde as escalas estão até mais alongadas, mas o diferencial de base é significativamente menor.

Porém, independente da situação dessa sexta-feira, as bases tem melhorado desde o final do ano passado.

Veja os gráficos ao lado. As bases tem melhorado frente a safra do ano passado... mais ainda — voltando até a praticar as mesmas condições de 2010. A única praça que ainda está atrasada é Goiás.

Veja que em 2010 os descontos frente à SP eram menores que são hoje. Uma coisa chama a atenção, entretanto, é olhar os diferenciais de base de Goiás e de Rondônia. Como estão diferentes!

Enquanto em GO as bases estão, em média, caindo, as bases de RO estão subindo forte. Algum leitor poderia me explicar a razão desse comportamento tão dispare nos últimos anos?

Em relação ao mercado físico atual, as escalas de abate, como vimos acima estão longas. Abaixo temos o gráfico das escalas de abate de São Paulo. Notem como desde dezembro do ano passado a oferta de boi veio subindo gradativamente até atingir o pico agora em meados de maio (losango vermelho).



Estamos ainda em tendência de alta, evidenciada por essa linha vermelha, mas as escalas diárias estão prestes a romper essa tendência. Se a coisa vier abaixo de cinco dias, caro leitor, aí a gente terá alguma informação nova sobre a oferta de gado. Até lá, paciência e esperar.

Tecnicamente o mercado perdeu o ímpeto da queda. Vejo isso nos vários indicadores que acompanho. O carro chefe deles é o SBG—Sistema de Negociação de Boi Gordo, sistema que desenvolvi para comercialização de gado, disponível para assinantes (porém fechado para novas assinaturas) que estava em baixa até recentemente.

Agora está neutro. Essa mudança de humor é um sinal importante. Isso do SBG, o encurtamento das escalas, a melhora nas bases de várias praças pecuárias e a virada no atacado que comentamos no início coloca mais uma pista do que tenho visto e sentido dessa coisa do mercado ter perdido o ímpeto da queda. Ah, sim, além disso essa é a
segunda semana que a arroba fecha em alta.

O mercado é engraçado e tem personalidade própria. Depois dele ficar vários meses “sem emoção” e com aquele olhar blasé, parece que tá querendo mudar o humor para “com emoção”e injetar sangue nos olhos, se você entende o que quero dizer.

Vamos aguardar para ver.

MOVIMENTAÇÃO DO MERCADO: Boi -- Indicador ESALQ/BVMF do boi, que mede a variação dos preços da arroba no Estado de São Paulo, fechou a semana com +0,13 a R$ 92,63 à vista.

Cotações em R$ por arroba.

A média móvel de 5 dias fechou em R$ 92,79. O contrato de junho/12 fechou com –0,02 a R$ 92,97. O contrato de junho está 0,18 centavos acima do preço médio de liquidação do contrato.

O contrato que vence em julho/12 fechou com –0,29 a R$ 94,65; agosto/12 –0,50 a R$ 95,70; setembro/12 –0,55 a R$ 97,80.

Todos os vencimentos estão cotados à vista com o fechamento da sexta-feira e com a indicação semanal da variação de preços.

Bezerro -- Indicador ESALQ/BVMF de bezerro, que mede a variação dos preços no Estado do Mato Grosso do Sul, fechou a semana com –3,15 cotado a R$ 710,80 à vista. Cotações em R$ por bezerro.

A arroba do bezerro subiu três reais e fechou ao redor de R$ 110,00. Todos os vencimentos estão cotados com o fechamento da sexta-feira e com a indicação da variação semanal.

Taxa de Reposição1 -- Um boi gordo compra hoje 2,15 bezerros, alta de 0,01 na semana.

Dólar -- Dólar comercial fechou com +0,79% a R$ 2,041. Dólar futuro com vencimento no início de julho fechou com +0,53% a R$ 2,046; agosto fechou com +0,56% a R$ 2,057.

Juros -- A taxa de juros do governo (SELIC) está hoje em 8,50% ao ano.

Inflação – IGP-M de maio +1,02%. Acumulado no ano2 +2,49%. Acumulado nos últimos 12 meses3 (junho-11 a maio-12) +4,19%.

Assim como os contratos de boi e bezerro se encerram pelo preço dos seus respectivos indicadores, o dólar se encerra pelo preço do dólar do Banco Central nas datas acima indicadas.

Frigoríficos 4 -- A arroba nos frigoríficos foi cotada hoje em São Paulo ao redor de R$ 93,00; no Mato Grosso do Sul, Dourados a R$ 87,00 (Base –6,5%) e em Campo Grande ao redor de R$ 87,50 (Base –5,9%).
A arroba em Goiânia foi cotada ao redor de R$ 83,50 (Base –10,2%). Em Cuiabá está em R$ 84,00 (Base –9,7%).

No sul do Tocantins a arroba foi cotada em R$ 84,00 (Base –9,7%). No Triângulo Mineiro ao redor de R$ 87,00 (Base –6,5%).

1 Considerando os valores nominais dos indicadores da ESALQ/BVMF.
2 e 3 Somatória com Juros Simples.
4 Fonte completa dos preços da arroba nos frigoríficos à vista e livre do Funrural: Informativo Boi na Linha, da Scot Consultoria.


CONCLUSÃO: Segunda semana seguida de alta para a arroba. OK, uma alta pequena, mas é uma mudança e tanto depois de oito semanas seguidas de baixa. Vários indicadores deixando de lado a posição baixista, o que nos leva a mudar de uma posição mais defensiva para, no mínimo, uma posição neutra.

O bezerro continua com uma arroba sendo negociada bem acima do boi ao redor de 110 reais.

Até mais,

Rogério Goulart


 
 


CAIBI - Excesso de carne suína no mercado interno contribui para a baixa nos preços da carne bovina


 Informação é do diretor de frigorífico, EVANDRO FARINON.
  Segundo ele, por causa do grande volume de carne suína no mercado interno, os preços baixaram, obrigando também à baixa nos preços da carne de boi. Ressalta que mesmo assim os produtores de Santa Catarina estão recebendo um pouco melhor do que produtores do Rio Grande do Sul e do Paraná. Ele salienta que a maior oferta de gado de corte na região acontece no inverno, por causa do aumento de pastagens de aveia e azevém. FARINON comenta que nesse momento, as carcaças estão sendo trazidas do Mato Grosso do Sul, devido à falta em Santa Catarina. Eleafirma que o transporte não encarece o preço da carne, porque o boi criado no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é mais barato.
FONTE: online.com.br

Pecuarista reivindica crédito para compra de animais

Expectativa é de que a demanda seja atendida no Plano Agrícola e Pecuário
Marcela Caetano

A cadeia produtiva da pecuária de corte reforçou a demanda por uma linha de crédito para aquisição de animais que permita o aumento da lotação em áreas de pastagens recuperadas. A expectativa é de que a reivindicação seja contemplada no Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que será anunciado na próxima quinta-feira, 28, afirmou o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira. “Acredito que a medida será atendida, pois vem de encontro com a melhoria de pastagens”, salientou o dirigente.
A proposta foi tema da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, realizada nesta segunda-feira, 25, em Brasília. O assunto foi apresentando ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, na última reunião da câmara, há três meses.
Conforme Nogueira, uma nova linha de crédito precisa ser criada para que o criados possa ter renda para arcar com os gastos com a recuperação das áreas degradadas e tenha mais animais para colocar no pasto. A ideia, segundo ele, é que o financiamento seja válido também para animais de cria e recria, além de matrizes e reprodutores, que já podem ser adquiridos por meio de linha de crédito para melhorar a genética do rebanho nacional.
Ele também salienta que, com a medida, haverá maior interesse pela recuperação de pastagens. “O Plano ABC teve um número de tomadores de crédito muito aquém do esperado. Se houver linha para aquisição de animais o acesso a este crédito do ABC será maior”, opina.
Logística
No encontro também foi criado Grupo de Trabalho para estudar as condições de transporte e bem estar animal de bovinos e bubalinos de acordo com as regras brasileiras. “A situação é muito diferente da Europa ou dos Estados Unidos, por exemplo. A diferença de infraestrutura é gritante”, afirmou, ao defender as normas devem ser adaptadas às condições de cada país.


 Fonte: Portal DBO

Enxuga ou não enxuga?

Olha, Olha, vocês precisam ver o tanto de água que tá caindo aqui no interior de São Paulo nesses últimos dias. E ainda não parou! Já liguei lá na fazenda e sei que no Mato Grosso do Sul também está chovendo bem, com aquelas nuvens carregadas, chuva que dura o dia todo e que faz o trabalho não render tanto. Pra quem não sabe, temos propriedades no MS, perto de Cassilândia e Paranaíba. Região bacana, terra boa, gente simpática.
Tenho reparado muito no volume de chuvas ultimamente, mais do que meu costume. O clima é a alma do que acontece com a pecuária no curto e médio prazo. Temos outros fatores importantes, mas boi é capim e o capim cresce com chuva e sol.
O motivo é que neste ano as coisas estão bagunçadas. Seca na época das águas e uma tromba quando deveria estar seco. Acho que o estagiário de São Pedro pegou o leme e andou fazendo arte.
Quando eu era pequena e chovia assim, eu costumava passar os dias trancada em casa, sem muito o que fazer porque o que eu gostava mesmo é de brincar lá fora, ir pra fazenda, jogar com os amigos da minha rua. E aí começava a reclamar: “Mãe, que chato! Não dá pra brincar lá fora”. E ela, calma, respondia: “Amo chuva, deixa chover! Essa chuva é uma benção”. É claro que ela me ensinava uma lição se referindo à nossa produção.
Pra quem viveu a entressafra do ano passado e também a de 2010, realmente essa chuva tem sido uma benção nas regiões em que não chegou com geada. De toda forma, é chuva fora de época, fora da normalidade e, consequentemente, bem acima da média histórica.
No ano passado, lembro que viajamos com o pessoal da XP Investimentos pelo interior paulista e nessa mesma época já estava tudo amarelado, seco, só poeira. Lembro claramente pois queria mostrar pra eles a região verdinha, bonita, farta de capim, mas não deu.
Mas pra não ter falatório, vamos à prova real e concreta do que estou dizendo. Observe o Gráfico 1. Vamos observar o gráfico com calma.
Vejam, junho não é um mês tipicamente chuvoso. Quem tem íntima relação com a atividade pecuária sabe disso porque sente na pele, mas 2011 e 2010 foram períodos com precipitação abaixo da média, especialmente 2010. Hoje, estamos numa situação mais confortável, acima da média de 40mm, mas muito mais do que isso: estamos 4 vezes acima da média! Até ontem, já choveu 160mm.
Bom, isso ajuda a manter a oferta de animais constante, principalmente porque tem chovido bem desde maio. Isso quer dizer que aquele impacto de chuva após uma seca brava, que é negativo, já passou e agora a chuva é boa, desde que não traga junto geadas. A situação dos preços não tem sido nada agradável para o pecuarista nos últimos meses. Tirando a leve recuperação em março/abril, os preços estão largados.
Boa oferta de animais, abates em alta que geram uma boa oferta de carne no atacado, o consumo que tem dificuldades em esticar, mas absorve bem na hora da necessidade, e as exportações que deram uma boa melhorada na margem dos frigoríficos que exportam.
Essa aproximação do preço da carcaça dos valores pagos pela arroba também melhorou a margem da indústria. Isso significa que eles estão abatendo com capacidade ociosa menor e buscam diluir custos fixos ao máximo.
E a partir desta lógica, temos duas coisas a pensar: a primeira é que possivelmente isso vai atrapalhar a aparição daquela janela que se abre e marca a passagem da safra para a entressafra, quando já não temos pasto e, consequentemente, boi gordo, e ainda não apareceu boi de cocho em quantidade. Se isso se confirmar, os preços continuarão nessa lenga- lenga até a entrada pesada do confinamento.
O segundo fator a considerarmos é que com as chuvas, a gente espera mais um pouco pra colocar o boi no cocho, afinal, o ganho de peso dele não é tão eficiente com a lama que se forma. Então o pecuarista espera enxugar um pouco e isso pode criar uma janela para mais adiante.
Sem falar que em anos muito pessimistas, a gente acaba se surpreendendo.
Bom, pra não falar que o mercado esteve ruim e que estamos à mercê dos ventos, convido-os a reler o texto do dia 5 de abril. Pra quem não tem ele em mãos, e só pedir que eu mando por e-mail.
Bem, na próxima semana estarei presente em Bataguassú – MS para participar do Circuito de Cursos Práticos de Gestão Pecuária, uma iniciativa da Universidade do Boi e da Carne, através da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil. Espero encontrar alguns de vocês por lá.
Abraços a todos!
FONTE: Autor LYGIA PIMENTEL

Boi gordo brasileiro (MS) é o de menor valor, exceto pelo boi paraguaio


Nos últimos trinta dias, o boi gordo cotado em US$/kg de carcaça teve valorização no Brasil entre 2,3% e 5,4%. Comparado aos principais países produtores, o boi gordo brasileiro é o mais barato, exceto pelo boi paraguaio.
No Brasil, o valor do boi gordo no dia 19/jun era de US$ 3,08/kg de carcaça em SP (+2,3%), US$ 3,12 no RS(+5,4%) e US$ 2,93 no MS (+3,12%). Na Argentina e Uruguai, o boi gordo estava cotado em US$ 3,86 e US$ 3,45 respectivamente, porém nestes países o valor teve queda de 4,5 % (mercado interno) e 2,8% (exportação) na Argentina e 1,4% no Uruguai.
No Paraguai está o boi gordo de menor valor entre os países analisados: US$2,71/kg de carcaça com valorização de 1,1% nos últimos trinta dias.
A maior valorização ocorreu na Nova Zelândia, de 10,09% chegando ao valor de US$3,06 e os maiores valores são encontrados na UE (US$5,08) e nos EUA (US$4,20)
Fonte: ICAP Corretora

Principais indicadores do mercado do boi – 25-06-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista permaneceu estável nessa sexta-feira (22) sendo cotado a R$ 92,48/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 94,07.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 0,18% e é cotado a R$ 705,93/cabeça nesta sexta-feira (22). A margem bruta na reposição foi de R$ 819,99 e teve desvalorização de 0,15%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na sexta-feira (22), o dólar foi cotado em R$ 2,05 com valorização de 0,94%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,93% sendo cotado a US$45,00. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 22/06/12
O contrato futuro do boi gordo para Jul/12 foi negociado a R$ 95,35 e sua variação teve alta de R$ 1,16.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/12
 
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações
No atacado da carne bovina, o equivalente físico teve desvalorização de 0,80% e é cotado a R$ 89,73. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 2,75 e sua variação teve alta de R$ 0,72% no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina

Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico

Atacado – 25/06/2012



FONTE: BEEFPOINT

quarta-feira, 20 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

CNA, Embrapa e ANA lançam proposta de criação de APP Global


As três entidades reuniram jornalistas e sociedade no Espaço AgroBrasil para detalhar a experiência brasileira de preservação das margens de rios, nascentes e áreas de recarga de aqüíferos
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, apresentou nesta terça-feira (19/6), a proposta de criação de um conceito mundial de Áreas de Proteção Permanente (APPs), no Espaço AgroBrasil, liderado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no Píer Mauá, um dos locais oficiais da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável — Rio+20.
CNA, Embrapa e ANA lançam proposta de criação de APP Global
Participaram da apresentação da proposta o diretor-presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Pedro Arraes, e o diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Guillo.

Assista ao vídeo e entenda a proposta

Inverno começa com previsão de pouca chuva no RS


Inverno começa com previsão de pouca chuva no RSChuvas só devem regularizar na segunda quinzena de agosto 

O inverno começa mesta quarta-feira, dia 20, com a previsão de alternância de períodos frios e quentes e irregularidade na distribuição das chuvas no Rio Grande do Sul. Segundo o meteorologista do CemetRS Glauco Freitas, a estação será marcada pela neutralidade climática. O fenômeno La Niña, que vem atuando no Estado desde a última primavera, não deverá ter mais influência durante o inverno. No entanto, a regularização das chuvas deverá acontecer apenas a partir da segunda quinzena de agosto.

Em julho, as precipitações pluviais devem ficar acima ou dentro da média apenas nas regiões da Campanha e Litoral Sul. “As frentes frias, que provocam chuva, poderão ficar mais atuantes no Uruguai, podendo atingir também as regiões próximas ao país vizinho”, assinala Glauco. Conforme o meteorologista, as frentes não conseguirão avançar sobre todo o Estado por causa da formação de um bloqueio atmosférico. Esse fenômeno é causado pelo ar seco proveniente do centro do país e pelas correntes de jato (túneis de vento formados numa altitude entre 10 e 12 km). Como o bloqueio impede a passagem das frentes frias, o centro e o norte do Rio Grande do Sul devem registrar índices de chuva abaixo do normal no mês de julho.

Em agosto, o Estado também deve registrar tempo mais seco, principalmente na primeira quinzena. “A partir do dia 20 de agosto, as chuvas começam a se distribuir melhor no Rio Grande do Sul, tendência que deve se fortalecer em setembro”, explica Glauco.

Em relação às temperaturas, a estação deve ser marcada pela alternância de dias de frio intenso e outros com temperaturas mais amenas. “Isto é característico do inverno gaúcho, pois o Estado é uma região de encontro de massas de ar frio e quente. E, ainda, o fenômeno do bloqueio atmosférico permite que o ar quente que vem do centro do país atinja o Estado, deixando as temperaturas bastante elevadas para a estação”.

Cruzamento industrial com touros Montana melhora em 50% rentabilidade de fazenda no RS


Uma fazenda do Rio Grande do Sul melhorou em cerca de 50% sua rentabilidade a partir do uso de touros compostos Montana em cruzamento com gado europeu puro. O peso dos bezerros (média machos e fêmeas) à desmama aumentou em 40% (de150 kgpara210 kg) com o mesmo manejo e o índice de prenhez passou de 60% para 87%, apresentando melhoria de 45%.
Esses dados foram apresentados por Gabriela Giacomini, gerente de operações do Programa Montana, no 5º WorkShop Beef Point, importante evento que tratou do temaPecuária de Cria, nos dias 11 e 12 de junho, em São Paulo.
“Os números obtidos pela fazenda são realmente muito positivos e comprovam a importância e os benefícios do cruzamento para a atividade de cria. A tecnificação das propriedades pecuárias em todas as regiões do país é fundamental para manter o negócio competitivo. Nossa experiência mostra que é possível aumentar o lucro apenas passando a usar touros melhoradores, avaliados e compostos”, ressalta Gabriela.
O Programa Montana trabalha desde 1993 na seleção e melhoramento de animais compostos, criados para trabalhar em qualquer região do país, gerando heterose em qualquer tipo de vaca. O Montana possui o CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção – que garante que apenas os 23% melhores machos de cada safra são comercializados como reprodutores.
Para mais informações, acesse www.compostomontana.com.br, ligue para            (17) 3231-6455       ou mande um e-mail parafaleconosco@compostomontana.com.br

Principais indicadores do mercado do boi – 19-06-2012


Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, margem bruta, câmbio
O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve valorização de 0,24% nessa segunda-feira (18) sendo cotado a R$ 92,85/@. O indicador a prazo foi cotado em R$ 93,53.
A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro à vista x margem bruta
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve valorização de 3,59% e é cotado a R$ 736,34/cabeça nesta segunda-feira (18). A margem bruta na reposição foi de R$ 795,69 e teve desvalorização de 2,68%.
Gráfico 2. Indicador de Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares e dólar
Na segunda-feira (18), o dólar foi cotado em R$ 2,06 com valorização de 0,93%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,69% sendo cotado a US$45,01. Verifique as variações ocorridas no gráfico acima.
Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 18/06/12
O contrato futuro do boi gordo para Jul/12 foi negociado a R$ 94,71 e sua variação teve alta de R$ 0,06.
Gráfico 3. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para jul/12
 Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico permaneceu estável e é cotado a R$ 90,45. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de R$ 2,40 e sua variação teve alta de R$ 0,22% no dia. Confira a tabela abaixo.
Tabela 3. Atacado da carne bovina
 Gráfico 4. Spread Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico
 

FONTE: BEEFPOINT

segunda-feira, 18 de junho de 2012

RS: Câmara Setorial da Carne Bovina enviará projeto de rastreabilidade à Assembleia


Um dos pilares da reestruturação da defesa sanitária estadual, o projeto de rastrear todo o rebanho bovino e bubalino está em elaboração pela Câmara Setorial da Carne Bovina. O texto deve ser enviado à Assembleia Legislativa em julho. O Estado espera ainda R$ 100 milhões de emenda ao Orçamento da União, com contrapartida de R$ 20 milhões do Piratini. Segundo o secretário Luiz Fernando Mainardi, a verba está garantida, depende só da execução do orçamento, prevista para o segundo semestre. Seriam cinco parcelas anuais de R$ 24 milhões. Do total, R$ 80 milhões iriam para o programa. Mas o deputado Luis Carlos Heinze, um dos autores da emenda, explica: os R$ 100 milhões são para o país e caberá ao Ministério da Agricultura definir o seu uso.
O recurso será aplicado na compra e distribuição de dispositivos, como brincos e chips, além de equipamentos para as inspeções veterinárias. A câmara também trabalha no fluxograma operacional, que inclui o levantamento de recursos humanos. Conforme a coordenadora da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, Ana Suñe, a rastreabilidade será escalonada e começará por recém-nascidos. O programa deve ser obrigatório e gratuito.
O esqueleto do projeto está considerando sugestões dos membros da câmara e de produtores em diferentes regiões. No dia 13 de julho, autoridades, pesquisadores e produtores irão ao exterior em busca de ideias. As paradas serão na Austrália, pioneira em rastreabilidade e referência em marketing de carne, e na Nova Zelândia, que a partir de 1o de julho torna a certificação de origem obrigatória. “Estamos buscando referências que possam nos ajudar a tornar o projeto exequível, bem delineado e que facilite a vida do produtor”, disse Ana Suñe. Segundo Mainardi, a partir da rastreabilidade, reestruturação das IVZs e adequação do sistema de informática será possível colocar em prática o Instituto da Carne, que trabalhará na divulgação da carne gaúcha.
Fonte: Correio do Povo

Marfrig e Carrefour assinam parceria para comercialização de carnes


Produto será o primeiro do mundo com selo Rainforest Alliance Certified

por Globo Rural On-line
 Shutterstock
Selo Rainforest Alliance Certified garante a responsabilidade socioambiental dos produtos
Nesta quinta-feira (14/6), o Grupo Marfrig e a rede de supermercados Carrefour assinaram uma parceria para comercialização de carnes. O acordo permitirá ao Carrefour - líder varejista de alimentos no Brasil - comercializar a primeira linha de cortes especiais de carne adquirida pelo grupo. O produto virá da unidade do Marfrig de Tangará da Serra, em Mato Grosso, pioneira mundial ao ligar a produção do campo com o consumidor final, por meio da rastreabilidade garantida de forma independente. 

"Com esta iniciativa inovadora, o Carrefour oferecerá ao consumidor brasileiro, pela primeira vez, a possibilidade de optar por carnes provenientes de fazendas que cumprem rigorosos critérios socioambientais de produção", disse o secretário excutivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Maurício Voivodic, que compareceu ao encontro durante a 18ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva de Carne (Feicorte). 

frigorífico Marfrig será abastecido com carnes das Fazendas São Marcelo Ltda., também localizada em Tangará da Serra, e pioneira em receber o selo Rainforest Alliance Certified, que garante a responsabilidade socioambiental dos produtos . 
FONTE: GLOBO RURAL